segunda-feira, janeiro 30, 2012

quem nos trata da saúde: auscultação

COMUNICADO

A Comissão de Saúde da Assembleia Municipal de Tomar convida os trabalhadores do Hospital Distrital de Tomar e população em geral a marcar presença numa reunião, onde prestará explicações sobre o trabalho desenvolvido até ao momento e ouvirá as pretensões e sugestões da população, sobre o processo de reorganização do Centro Hospitalar do Médio Tejo.

A reunião realizar-se-á no dia 1 de fevereiro de 2012, pelas 20.30 horas, no auditório da Biblioteca Municipal de Tomar

A comissão de saúde da AMT
Rosa Maria da Conceição Freitas Santos
Hugo Renato Ferreira Cristóvão
José Pedro Gomes Correia Vasconcelos
Paulo Jorge da Encarnação Silva Bacelar de Macedo
António Herculano Gonçalves
Paulo Alexandre Martins Mendes

domingo, janeiro 29, 2012

quem nos trata da saúde: petição pública

Motivada pela reorganização apressada, lesiva e mal explicada que o conselho de administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo pretende levar a efeito, a Comissão de Saúde da Assembleia Municipal de Tomar, mandatada pela reunião extraordinária de 25 de Janeiro, elaborou uma petição com o propósito de levar o assunto à discussão em plenário na Assembleia da República. Para que isso aconteça precisamos de um mínimo de 5000 assinaturas.
Todos devemos dar o nosso contributo.

Notas:
O documento com duas páginas, deve ser impresso no frente e verso de uma só folha e desse retirar as cópias necessárias.
Para ser válido, todos os signatários têm de colocar o seu BI ou CC.
As folhas, depois de assinadas, devem ser entregues o quanto antes a um membro da Comissão de Saúde, dirigente de qualquer das  forças políticas nabantinas, ou no correio do edifício da Assembleia Municipal de Tomar, Casa Manuel Guimarães (antiga biblioteca municipal).
Não é necessário completar todas as assinaturas de uma folha para a entregar.

Todos somos chamados e a todos compete passar a palavra.



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sexta-feira, janeiro 27, 2012

3... 2... 1... partida!

foto rádio Hertz
Eu bem que andava a estranhar ninguém pegar nisso. Eu próprio era para falar no assunto mas o tempo não tem estado para blogues. É seguramente notícia com direito a chamada de primeira página - digo eu que não sou jornalista - temos o primeiro candidato a assumir-se!
É que na Assembleia Municipal desta quarta feira foi pelo menos a segunda vez que Carlos Carrão se assumiu publicamente como candidato do PSD para 2013, ao afirmar que "em 2013 os tomarenses me julgarão", o que é agora confirmado em declarações à Hertz.

Eu não tenho nada a ver com o candidato do PSD, com toda a certeza seja lá quem for não vou votar nele, mas apetece-me dizer o que algumas vezes disse a Carlos Carrão quando no mandato anterior também começou a dizer que era o candidato natural e em todo o lado dizia que seria candidato fosse pelo PSD fosse como independente: - olhe lá, olhe que na altura certa o seu partido diz-lhe que não!

Bom, seja como for, uma coisa é clara. Quando várias vezes desde que é presidente em exercício, Carlos Carrão disse que havia quem já só pensasse nas eleições autárquicas de 2013, já sabemos a quem se referia...
Eu também já aqui disse antes, até tenho alguma pena sua, hão-de ser tantos ao mesmo osso!

terça-feira, janeiro 24, 2012

campanha solidária...

É triste, mas foi ele quem se pôs nesta situação.
Aliás não é a primeira vez, nem segunda, nem terceira... mas parece-me que desta, por muito que alguma comunicação social já esteja mandatada para tentar fazer esquecer a coisa, a grande maioria da população especialmente aquela que o elegeu, não vai esquecer.
Os outros... já sabíamos a pobreza de espírito que o senhor é.


Pena é que à conta de disparates de personagens como esta, que é tão só o político que mais tempo esteve em funções no pós 25 de Abril, e logo com as mais altas responsabilidades, todos os políticos sejam metidos no mesmo saco.
Não são "só" os cidadãos portugueses, os políticos e a política também mereciam mais de um Presidente da República.

segunda-feira, janeiro 23, 2012

demagogia e verdade

Alexandre Correia Leal, reconhecido médico e empresário radicado em Tomar, acusa-me no meu texto abaixo (arrogância de alpaca II) de ser demagogo. É uma opinião legítima, mas não concordo, como aliás não concordo com algumas outras que tem tido em relação a esta, mais uma, reorganização do CHMT.

Se falo nisto é porque a demagogia é uma das atitudes que mais condeno na política (ou em qualquer outra atividade) excepto em casos muito raros em que apareça aliada ao sarcasmo e ao humor. E por isso se há coisa que tento não ser, é precisamente demagógico.

Acusa-me ainda de errar o alvo. Mas a única coisa que faço nesse texto é reagir em função dos dados disponíveis e esses parecem-me claros. Numa conferência de imprensa, um gestor público politicamente nomeado há um mês, deu-se ao luxo de gozar com os autarcas, ou seja, aqueles que foram legitimamente eleitos pelo povo.
E fez mais, desviou o assunto para a questão dos transportes entre as unidades hospitalares, que obviamente é um problema que não foi criado pelos autarcas e dificilmente poderá ser resolvido por estes. Ora isso é que me parece demagógico.

Bom, e isto "dava pano para mangas". Mas não vale a pena insistir muito no assunto. A minha tese essencial é esta: gestores públicos, ainda para mais nomeados politicamente não podem ter este tipo de atitudes. E digo-o com a legitimade de quem durante dois anos teve também funções dessa natureza e teve de enfrentar várias situações difíceis, a maior parte delas criadas antes do meu início de funções, tendo sido aliás muito mal e injustamente tratado por um jornal distrital, sem que alguma vez tenha reagido com este tipo de atitude.
Ser gestor público obriga desde logo a uma postura de humildade, capacidade de diálogo e de ouvir e respeitar as críticas. Chama-se a isso postura de serviço público.

Mas o essencial de tudo isto do CHMT é para mim simples, trata-se da questão da verdade (palavra tão cara ao PSD) e da falta dela. E reconheço que nesse aspeto esta administração ou outra nem tem grande responsabilidade porque é verdade, respondem "perante a tutela" tal como afirmaram.
Ora relativamente à tutela, ou seja, ao Governo, a verdade é simples e está à vista de qualquer leigo, estão a preparar as coisas para a venda do hospital de Tomar e andam aqui com manobras para entreter, em vez de assumirem aquilo que verdadeiramente desejam.


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quem nos trata da saúde III

COMUNICADO
22 de Janeiro de 2012

Os Partidos e Movimentos Políticos (PSD, PS, IpT, CDU, BE e CDS/PP) representados na Assembleia Municipal convidam as populações a marcar presença na próxima Assembleia Municipal Extraordinária, com o único ponto“Análise do Processo de Reestruturação do Centro Hospitalar do Médio Tejo, com especial incidência no Hospital de Tomar” no dia 25 de janeiro de 2012, a partir das 16.00 horas, ostentando as cores e os símbolos de Tomar.

vermelho, branco, preto... resumindo: traje dos tabuleiros

sexta-feira, janeiro 20, 2012

inventem-se novos políticos

Entretanto, já que destaquei a reportagem antes referida n'O Templário, devo referir também no mesmo jornal a entrevista ao Nuno Ferreira, o novo líder da Juventude Socialista em Tomar.
As capacidades do Nuno, que são extensíveis a um alargado número de jovens a surgir na política em Tomar (oxalá não sucumbam à habitual desmotivação), é bem perceptível logo na capacidade de análise que fazem de si próprios e que está sintetizada na frase que serve de cabeçalho à entrevista "os jovens têm vasta oferta de interesses mas esquecem-se do activismo social".
Não podia estar mais de acordo, apesar de sentir que felizmente isso está aos poucos a mudar.

Há uns anos atrás Daniel Sampaio escreveu um livro chamado Inventem-se Novos Pais, onde me socorro para dar título a este texto. Nele, defende (resumido assim de forma muito ligeira) que a responsabilidade pela forma como os filhos "se tornam pessoas" é precisamente de como os seus pais lidam com eles.
Na política também é assim e infelizmente tenho visto muitos jovens políticos da minha geração (falo do país e não propriamente de Tomar, até porque quase não os há) a muito cedo copiar as piores caraterísticas dos mais velhos.

Ora, em Tomar, num curto espaço de tempo, tanto a Juventude Socialista (JS) como a Social Democrata (JSD) e a Popular (JP) tiveram processos eleitorais com a eleição de novos líderes e equipas, o que no caso desta última significa mesmo um renascimento.
(É verdade que na JSD algo há que me preocupa, essa coisa de um tão grande grupo de filhos de autarcas e ex-autarcas não costuma dar bons frutos, mas enfim, esperemos que sejam melhores que os seus progenitores).
Independentemente das ideologias de cada um, são bons sinais. Em vez da habitual ausência de discussão, importante é precisamente a capacidade de discussão das ideias contrárias e quantos mais forem a aparecer com projetos e com vontade de fazer algo, melhor.

É que isto é coisa de velho e custa muito a mim dizê-lo com os meus 34 mas é a verdade, se não forem os mais jovens a fazer qualquer coisa de novo, isto está mal e só vai piorar pelas margens do nabão.
Por mais que pensem que isto pior não pode ficar, PODE, e a larga maioria dos políticos nabantinos (quase todos em "atividade" há muitos anos) estão bons mesmo é para pantufas, fraldas geriátricas e chá de tília.
Mas cuidado, não abusem da tília porque o uso contínuo pode causar taquicardia e isso em certas idades...

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jornalismo

Já estão nas bancas com certeza os jornais nabantinos desta semana, mas porque não pode ser só fazer críticas, não quero deixar de fazer nota da excelente reportagem sobre "as mentiras dos políticos" publicada no jornal O Templário da passada semana.
Nem sempre habitual pelas margens do nabão, jornalismo digno desse nome e a ir ao osso, de forma bastante ilustrativa são relembradas muitas das patranhas com que fomos brindados ao longo da última década e meia, com grande destaque para o parque temático, talvez a maior e mais descarada invenção do PSD nabantino ou não soubéssemos todos que nunca aquilo foi sequer intenção. Só o cartaz da apresentação pública da coisa é de ir às lágrimas.
Essa berrante aldrabice havia de se tornar prenúncio para o que veio depois e cujos efeitos estamos ainda sentir: três mandatos de projetos falaciosos, obras inúteis, oportunidades perdidas.
E trouxe-nos a este mandato... que nem tem descrição capaz de lhe fazer real justiça.

Concluindo e para não baralhar, parabéns a O Templário pela reportagem e que assim continue, bem como os demais órgãos de comunicação. Como sempre digo, a comunicação social tem um papel importante e também responsabilidade na construção coletiva de qualquer comunidade. É fundamental que apesar das dificuldades de várias ordens que como empresas certamente também sentem, não abdiquem desse papel.

Paralelamente, porque a vida não pode ser só hospitais a fechar e câmaras municipais incompetentes, O Templário está sempre, e bem, atento às "boas notícias"...

arrogância de alpaca II

"Os autarcas que estão preocupados com o CHMT que resolvam a questão dos transportes entre hospitais", lê-se na rádio Cidade de Tomar.

Quem o disse foi Paulo Vasco, um dos elementos do Conselho de Administração na conferência de imprensa de terça passada, onde ainda se deu ao luxo de gozar com os eleitos pelo povo.

Tradução: não nos chateiem, nós é que sabemos e fazemos o que queremos, e se estão tão preocupados, resolvam mas é os problemas que nós mesmos criámos. Queremos lá saber se isto é um hospital com corredores de 30 Km e portajados!

Realmente, com gestores públicos deste calibre... os políticos é que são os maus!
Bom, é verdade alguns são, começando por aqueles que nomeiam para funções públicas (e bem remuneradas!) "gestores" que começando logo na atitude, não têm respeito nenhum por um princípio muito simples que se chama serviço público.  

quinta-feira, janeiro 19, 2012

as palavras


José Fontinhas Rato faria hoje anos. É um dos nossos maiores poetas e cuja antologia é uma das mais por mim requisitadas da prateleira lá de casa. 
Para a posteridade ficou conhecido como Eugénio de Andrade (1923-2005)

A Maria Felismina nasceu mesmo a meio do século passado, de poesia não percebe muito, mas as suas palavras mesmo que menos poéticas não as requisito a nenhum lado, estão sempre comigo.
Parabéns mãe.

quarta-feira, janeiro 18, 2012

uma questão de nomenclatura

"TOMAR – Garantia de Joaquim Esperancinha: «Câmara Municipal entendeu as alterações a implementar e considerou-as necessárias", diz-nos a rádio Hertz.

Pois é, o velho problema de se misturarem as designações das coisas num grande caldo linguístico-terminológico.
Misturar Município com Câmara Municipal, Câmara com Assembleia, etc. É muito habitual, mesmo muitos responsáveis e até os titulares desses órgãos fazem essas confusões.

Neste caso é semelhante, confundir Presidente de Câmara com Câmara Municipal. É um costume corrente particularmente em Tomar, julgar que a Câmara é o seu presidente e os outros seis estão lá para enfeitar.
É um costume que começa nos próprios Presidentes de Câmara. Basta lembrar os dois anteriores por exemplo na questão ParqT que decidiram sempre sozinhos, levando o assunto à reunião do órgão apenas quando precisaram da "ratificação" do ato.

Voltando à questão do hospital, ficamos portanto a saber que Joaquim Esperancinha "teve reuniões com os autarcas de Tomar, Abrantes e Torres Novas, nos meses de Dezembro e Janeiro e, na altura, também do lado do presidente da autarquia nabantina, recebeu a «compreensão» sobre este processo." e ainda que teve uma "excelente receptividade" nas reuniões que teve, de forma que até ficou "surpreendido com a posição de alguns deles. Quase a incentivarem para avançar."
Mais, que "A Câmara de Tomar entendeu as alterações e considerou-as necessárias."

E agora sr. presidente Carlos Carrão, em que ficamos? Onde está a verdade?

Entretanto vai chegando a confirmação do que digo há muito tempo:
"Esta reorganização é apenas o primeiro passo. É quase inevitável, no âmbito do novo mapa hospitalar, que o Ministério da Saúde tem em estudo, a região do Médio Tejo venha a perder um ou dois dos três actuais hospitais.", lê-se na rádio Renascença.

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terça-feira, janeiro 17, 2012

arrogância de alpaca e a careca dos culpados

a alpaca no seu estado mais selvagem...
«Respondemos à tutela e não à Câmara Municipal» diz à rádio Hertz o Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo que tomou posse há um mês.
Eles que acrescentam ainda «esta reestruturação foi imposta pela tutela»

E o que nos dizem estas duas frases?

A primeira, uma tendência cada vez maior duns tecnocratas armados em gestores que julgam que gerir é "não passar cavaco" e que estão acima dos eleitos pelo povo, particularmente acima dos políticos, "essa gente".
Infelizmente esta tendência é reforçada na atualidade e suporta-se na demagogia irresponsável que perpassa pela nossa sociedade, quando se diz tanta vez que no que quer seja de decisões públicas, as decisões devem ser técnicas e não políticas.
Não se enganem meus senhores, as decisões são sempre políticas! E mal estaremos no dia em que deixarem de o ser, significa que viveremos bem pior e poderá ser num qualquer sistema, mas não será seguramente numa Democracia.
Gestores destes estavam bem era a gerir os seus quintais (na maioria das vezes é como se estivessem...), talvez aí não precisassem mesmo de falar com ninguém.

A segunda frase tem uma leitura mais simples e óbvia: não há estudos que justifiquem as decisões, não há diálogo com quem de direito, não há capacidade de compromisso e quiçá encontrar melhores soluções construídas em conjunto. Estas decisões são assim porque o governo quis e pronto.
Não há qualquer hipótese de dúvida em relação a isto.

O fim do ciclo

Com o novo ano (e uma nova configuração de blogue que há-de aparecer quando houver tempo) as minhas "notas do dia" na rádio Hertz vão passar a estar também aqui, podendo como sempre ser ouvidas em primeiro .Assim, enquanto amanhã é dia de nova crónica e cujo tema não é certamente difícil de adivinhar, a última nota do dia (4 de Janeiro) tem o título em epígrafe e é esta:

Iniciámos um novo ano, um ano que nas contas dos mais esotéricos, daqueles que acreditam em presságios, mitos, lendas e histórias antigas, apesar de tudo mal contadas, este ano representa o fim de um ciclo e o começo de um novo. E não o fim do mundo como alguns, mal, interpretam.
2012 promete ser um ano difícil para nós portugueses. Mais impostos, mais taxas, menos apoios sociais, mais dificuldades particularmente para os funcionários públicos.

Acabámos agora de saber que Portugal foi o país onde as medidas de austeridade mais aumentam as desigualdades sociais, ao contrário do que está a acontecer por exemplo na Islândia e na Irlanda, tidos já como bons exemplos. O que significa que há alternativas mais eficazes e mais justas, às medidas que o governo está implementar e que na minha e na opinião de muitos, só virão a agravar os problemas.
Acabámos também de saber que mais uma das grandes empresas do país, a proprietária dos supermercados Pingo Doce, transferiu a sua sede para a Holanda país onde a partir de agora passará a pagar a fatia maior dos seus impostos, o que nos deve fazer pensar por um lado na noção de responsabilidade dos empresários portugueses, mas por outro na falta de eficácia das medidas fiscais do nosso país.

2012 é também o ano que marca o fim da televisão analógica em Portugal, e o advento da televisão digital. Noutros países como a vizinha Espanha, onde o processo está mais avançado, esta alteração significa de facto um acréscimo de qualidade e serviços para os cidadãos. Em Portugal, como de costume faz-se tudo pelo básico, e por isso, pelo menos para já a alteração significa apenas o acréscimo de mais algumas despesas.
Na política, este ano teremos eleições presidenciais noutros países, alguns sem grande interesse para nós, como a Finlândia, o México ou a Venezuela. Outros com mais, como as eleições em Novembro nos Estados Unidos, ou mais ainda, em Maio em França, onde há a expectativa se Sarkozy consegue um segundo mandato ou sai, o que poderá ter implicações na forma, quanto a mim falhada, como está a ser conduzida a política europeia e as erradas opções de combate à crise que protegem os países mais fortes e prejudicam os mais desfavorecidos.
Na Alemanha, a economia que mais dita as regras na europa, sabemos já que os índices de emprego são dos maiores dos últimos anos, o que nos diz que a crise por lá não significa bem o mesmo que por cá. Além disso este ano marcará a abertura do novo Aeroporto Internacional Berlin-Brandenburg, o maior projeto de infraestrutura na Alemanha.

Por cá, demagogia política, populismo barato e muita desinformação, ditaram para já o afastamento do projecto do novo aeroporto que mais que uma necessidade para o país, é uma necessidade europeia para a ligação com a América e com África, e quem está a esfregar as mãos de contente é a vizinha Espanha que sempre ambicionou este projecto para si, a realizar algures entre Badajoz e Sevilha. E se Portugal não ganhar juízo, será mais uma onde nos passam a perna, por exclusiva responsabilidade própria.
Teremos este mais países, a Bulgária e a Romênia, a integrar o Acordo de Schengen, ou seja, a ver as suas fronteiras abertas e portanto mais cidadãos e mercadorias a circular livremente na Europa, com tudo o que de bom e mau isso acarreta.
No Desporto, em Junho teremos Campeonato do Mundo de Futebol, e entre Julho e agosto teremos Jogos Olímpicos em Londres 9 de Setembro.
Na cultura, a cidade de Guimarães será este ano (a par com Maribor na Eslovénia) capital europeia. E isto talvez lembre alguns tomarenses que há uns anos atrás, uma das aldrabices que tentaram vender aos eleitores nabantinos foi a hipótese da candidatura de Tomar a capital europeia da cultura, precisamente de 2012. Ideia que, como muitas outras avançadas pelos governantes do município de Tomar na última década, só serviu mesmo para engodo, porque nada, absolutamente nada, foi feito para a concretizar. Já Guimarães, como muito outros concelhos noutras matérias, meteu mãos à obra e foi bem sucedida. Aqui pelas margens do nabão fica-se sempre pela conversa da treta.

Em Tomar, 2012 também está a começar muito atribulado, estão finalmente a ficar completamente a nu, todas as mazelas, todas os disparates, todos os erros e todas as incapacidades da governação dos últimos 14 anos. Mas sobre Tomar, haverá tanto a dizer, que o melhor mesmo é deixar isso para outras núpcias.
Bom ano para todos!

segunda-feira, janeiro 16, 2012

quem nos trata da saúde II

manifestação de dia 14, foto d'O Templário
Tal como informa O Templário, hoje está marcada nova manifestação em defesa do Hospital de Tomar e contra o esvaziamento que o mesmo vem sofrendo, sendo que as últimas alterações apresentadas, a serem confirmadas, ditarão na prática o seu encerramento a breve trecho.

A ideia de que se trata apenas de uma reorganização de serviços é treta, uma vez que sem a base de todas as outras especialidades, a medicina interna, um hospital não é hospital.

O que se prepara é a evidente, já antes tentada, manobra que leve progressivamente ao ponto de não retorno, aquele em que o hospital já não seja de todo viável, e com isso ao "natural" processo de venda ou pelo menos de boa parte.

Trata-se de mais uma vez bater no elo mais fraco, Tomar, cujos responsáveis políticos da última década e meia não têm conseguido, sabido, ou sequer tentado defender, no equilíbrio de forças sempre débil com Abrantes e Torres Novas.

Na manifestação de hoje (e na de amanhã) não poderei estar presente (pelas 15h na Praça da República, enquanto decorre a sessão extraordinária da Câmara Municipal), mas espero não só que a mobilização de sábado não esmoreça mas que ainda se reforce, e que seja hoje que os responsáveis pelo PSD local apareçam e não apenas passem ao largo para ver como está a manifestação, como alguns fizeram no passado sábado.

Boas lutas, com razoabilidade e inteligência, por Tomar sempre.

sábado, janeiro 14, 2012

quem nos trata da saúde

foto de O Templário
Hoje, a partir das 20h junto ao Hospital de Tomar, há manifestação popular contra os mais recentes encerramentos anunciados.

Espera-se que a população, mas também responsáveis institucionais e políticos estejam presentes como manifestação de força da comunidade. A verdade é que, embora seja preciso racionalizar este enorme erro que foi a construção tripartida de um hospital, o elo mais fraco tem sido sempre Tomar, certamente não sendo estranho a isso a pouca capacidade de ação e influência, e quase sempre alheamento do município nabantino e dos seus responsáveis políticos de há mais de uma década.

Entre os presentes mais logo, espero ver muitos militantes e dirigentes do PSD local e estou certo que o seu presidente  lá estará, uma vez que há coisa de um ano e meio atrás, por algo muito menos importante e que não passava na altura de alarmismo, trouxe para a rua a população da sua freguesia, a Serra.
Lembro-me bem de o ter avisado num debate da rádio Cidade de Tomar que devia ter cuidado com a coerência e com a verdade dos factos, e lembro-me bem do que respondeu.
Por tudo o que fez e disse antes, se há pessoa que não pode faltar hoje é José Delgado.

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sexta-feira, janeiro 13, 2012

mérito

"Ana Rente e Nuno Merino apurados para os Jogos Olímpicos", noticia O Mirante.

Parabéns ao dois ginastas tomarenses que conseguem ambos estar presentes pela segunda vez no Jogos Olímpicos, desta feita os que decorrem este ano em Londres.







(Ana Rente, aqui numa foto de 2005, quando foi mandatária para a juventude da candidatura autárquica do PS em Tomar)

uma questão de natas

Quando há um ano atrás numa formação disse que a principal medida de gestão para a melhoria da qualidade que havíamos tomada na Direção do Agrupamento de Escolas da Freixianda, tinha sido a aquisição da máquina de sumo de laranja natural e o reforço dos pastéis de nata ao pequeno almoço, os doutos colegas que se haviam fartado de elencar medidas transladadas de qualquer livro de gestão olharam-me, tal como esperava, com um misto de estupefação e riso.

Mas afinal não sou só eu que sou um pandego. O ministro da Economia, que deve gostar tanto dos pequenos pastéis como eu e deve ter sentido a falta deles no Canadá, fala e põe o país durante dois dias a falar de pastéis de nata.
"O que tem o pastel de nata diferente do hambúrguer e do frango assado", pergunta sério o ministro...

Bem, o Manuel Pinho e o Mário Lino eram pródigos em gaffes, mas os do atual governo dizem estas coisas com uma convicção!!

ninguém tinha avisado...

"Tomar perde mais de dois milhões de fundos comunitários para obras no Flecheiro", noticia O Mirante.

"A Câmara Municipal de Tomar foi forçada a desistir da 3ª fase das obras de Arranjos Exteriores e Arruamentos no Flecheiro e Mercado. A decisão foi tomada após a entidade que gere os fundos comunitários (MaisCentro) ter rejeitado a candidatura que tinha sido apresentada. Na base da decisão esteve a incapacidade do município em realojar as famílias de etnia cigana que há anos vivem no local. A obra estava orçada em 2,96 milhões de euros e a comparticipação era de 80 por cento, ou seja, 2,37 milhões, mas não poderia ser feita sem o espaço desocupado."

Nada que eu e outros não tenhamos alertado ao longo dos últimos anos. Por várias vezes, tanto em reuniões públicas da Câmara e da Assembleia, o PS e outras forças; e em reuniões privadas com o presidente Corvêlo e demais elementos; e mesmo eu em conversas particulares com Corvêlo ou Carrão; várias vezes alertámos para a necessidade de renegociar com a entidade gestora dos fundos do QREN a realocação dos fundos da 3ª fase do flecheiro que TODOS SABIAM não seria concretizada.
E como é evidente para todos os de testa arejada, o local onde aplicar esses fundos era aquele que o projeto que lembro, se iniciou com o programa polis que trouxe a Tomar muitos milhões, deveria ter previsto desde o inicio em vez de palermices e teimosias que só serviram para desbaratar - o Mercado Municipal.
E dois milhões de euros (agora perdidos para um município que nada em dinheiro!...) eram mais que suficientes para resolver o problema de forma digna e deixando portas abertas para o futuro.

Em vez disso, continua gastar-se dinheiro no defunto mercado "aos poucos" de cada vez, sem nenhuma perspectiva e agravando cada vez mais o problema.
É o que dá a tacanhez de pensamento, a incapacidade de ação, e a total aversão às ideias dos outros normalmente reflexo da falta de qualidade ou mesmo inexistência das ideias próprias.

Eu sou um apaixonado confesso por mercados, e sempre que vou com tempo a um local desconhecido procuro o mercado mais próximo. É uma das melhores formas de conhecer a realidade social, cultural e económica e as dinâmicas de uma qualquer comunidade.

Aqui fica o último exemplo que fotografei, o mercado de Lagos, diferente como todos, mas na essência exemplo do que deveria ser feito em Tomar. Manter o mercado diário de frescos como o coração vivo do local, a isso adicionando restauração, lojas de produtos locais, artesanato, realização de eventos, cultura.
Não é preciso inventar nada, basta com bom senso aprender com os bons exemplo.

Mas em Tomar é assim, tanto se desbaratam milhões em obras inúteis e com ligações perigosas, como se "devolvem" milhões que podiam ser bem gastos e eram indubitavelmente necessários.

Quando é que esta malta começa a ser julgada por gestão danosa dos dinheiros e interesses públicos?


quinta-feira, janeiro 12, 2012

o dizer e o fazer

Em Tomar muito do que está abaixo já foi proposto, repetidamente ao longo dos anos, por nós do PS.
Em Tomar, quem há 14 anos gere o município tem imaginação para pouco que seja produtivo, e total aversão às ideias dos outros.
E Tomar está como está....

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"OURÉM - Gabinete de Apoio e Promoção da Actividade Empresarial", noticia a rádio Hertz.

"CONCURSO DE IDEIAS VILA +", no site do Município de Vila de Rei.

"Lisboa de cara lavada", no site do Município de Lisboa.

"Câmara de Lisboa oferece ações de formação em horticultura", aqui.

Orçamento Participativo em Odivelas, Lisboa, Amadora, São Brás de Alportel, e tantos outros concelhos - é só pesquisar!
(tudo sobre orçamento participativo em Portugal, aqui)

algures perto de sevilha....


Aqui a organizar umas fotos de há uns tempos, reparei no pormenor desta terra...

terça-feira, janeiro 10, 2012

os filhos da viúva


Para tanto disparate e desinformação (bastante dela propositada) que tem preenchido a comunicação social nos últimos dias, e para tanta falta de conhecimento sobre uma coisa que é tão secreta que até é matéria na escola... o melhor mesmo é rir.
Ao contrário do que possa parecer à primeira vista ou aos de óculos filtrados pelo ignaro preconceito, o scetch brilhante como todos os dos Monty Python, parodia não a maçonaria mas a ignorância em torno dela.

segunda-feira, janeiro 09, 2012

10 minutos

Acho que já cá publiquei isto em tempos... mas nunca é demais lembrar!
Além disso foi uma senhora que enviou. Portanto senhoras já sabem, pelo menos dez minutinhos por dia. Não custa nada, sejam amigas!










- tenho de estar a fazer tempo aqui na escola mas que fazer... não me apetece fazer mais nada de trabalho, nem escrever sobre nada sério....

info arrendamento

Termina hoje a 4ª fase de candidaturas ao Porta 65, o programa de apoio ao arrendamento jovem. Despachem-se!!

ver mais no Portal da Juventude.

sexta-feira, janeiro 06, 2012

a maior fé dos homens

Com este tipo de clubismo gosto de futebol. Já aqueles clubes que colocam imagens de incentivo à violência nos balneários.....
Escolham vocês o melhor (sendo certo que o melhor é o do Benfica :)




... e há muitos mais de onde estes vieram!

rip Pedro Osório

Pim-Pim

artigo escrito ainda na "ressaca" da grande noite de 17/18 de Dezembro, e publicado no Cidade de Tomar de 30.12.2011.

Fora do contexto, Pim-Pim é uma expressão que não quer dizer coisa nenhuma. Mas em Tomar, pouco haverá que consiga unir de forma tão emotiva um tão alargado grupo de tomarenses, essencialmente aqueles que, agora entre os 30 e os 50, tiveram neste espaço mítico das tardes e noites tomarenses, um local de encontro e convívio.
E com certeza ainda mais especialmente para aqueles que, como eu, lhe devem boas memórias da sua adolescência, que é a fase da vida que para o bem e para o mal, mais marca a personalidade da maioria dos seres humanos.
Este sábado, ou melhor dizendo, esta madrugada de domingo que passou, centenas de desses nostálgicos puderam reviver como numa espécie de máquina do tempo, esse período bom das suas vidas. Encontrar e partilhar num mesmo sítio, rostos alegres que não se reviam, tantos, há mais de uma década. Nesse bom espírito de comunhão, foi muito interessante verificar que até os donos e gerentes de vários outros espaços participaram na festa.
Que melhor prenda de natal e melhor forma de encerrar o ano podíamos pedir?
Não só vi a correr de Lisboa, como há anos que não esperava um par de minutos para entrar num qualquer espaço de animação nocturno, e pouco me faria fazê-lo. Mas até nisso foi um reviver do passado.
Esta noite saudosista que já tinha tido um ensaio numa das, e para mim a melhor, noites de animação da Festa dos Tabuleiros junto ao coreto, teve nesta madrugada um verdadeiro ágape de emoções e revivalismo.
Não me lembro a primeira vez que entrei no Pim-Pim nem que idade tinha, mas as primeiras vezes, ainda imberbe adolescente, foram seguramente nas matinés de sexta à tarde, num hábito que se haveria de tornar regular até ao fim do meu ensino secundário em 95.
Almoçávamos no antigo Texas ou outra tasca do género - talvez no Matreno ou mesmo na Casa das Ratas, bebia-se mais um copo no Lourenço ou no Noite e Sol, e paragem obrigatória antes do Pim-Pim, se ainda houvesse espaço o que nem sempre era fácil, os Passarinhos para umas garrafas de Mouchão que era preferência das raparigas, e por conta do efeito que lhes fabricava, era nossa também...
O Pim-Pim foi tão importante para estas gerações de tomarenses, como foram durante décadas anteriores, os bailes da Nabantina ou da Gualdim Pais por exemplo. Sinais dos tempos, o Pim-Pim fechou há uns anos. Como tudo tem um princípio e um fim, fica apenas as melhores e as piores memórias das coisas.
Que possamos agora continuar a reviver esses tempos com mais noites como esta. Tomar precisa, os tomarenses precisam.
A prova é que esta noite que passou, e que era já expectável pelos movimentos existentes nas redes virtuais, não foi uma grande noite apenas no Rio Bar, foi-o nos outros espaços de animação, foi-o também para muitos restaurantes, e genericamente para a noite da cidade que, citando um importante empresário local, “teve uma movida diferente!”.
E uma cidade que se diz querer ser de cultura e turismo, tem de ter muitas noites assim.
Esta fórmula, a do revivalismo, já descoberta por vários espaços noutros concelhos, há muito mostra ser bem sucedida, mas em Tomar há uma certa tendência para ignorar o que de bem se faz noutros locais, e permanecer conservadoramente agarrado a fórmulas gastas. Não é só na política e gestão municipal, é um problema transversal à nossa comunidade, por muito que a quem exerce funções públicas caiba dar o exemplo, a motivação, a inspiração. Parece estar no nosso ADN (mas não são os genes que os antepassados nos legaram), os tomarenses são de forma geral conservadores e apáticos.
Lula da Silva disse há uns tempos em entrevista, que o sucesso da sua política tinha consistido em fazer o óbvio. Em Tomar o óbvio é quase sempre ignorado.
Voltando ao concreto, o óbvio é isto, música boa (o bom é sempre subjectivo de acordo com o gosto de cada um, e relativo ao seu contexto pessoal, contexto esse sempre muito marcado por aquilo que ouvimos na adolescência) alta mas o suficiente para que as pessoas ainda consigam entender-se sem ser necessariamente aos berros. Bom ambiente. Boa animação.
Parabéns aos grandes DJ’s, parabéns a todos os que estiveram envolvidos na organização, parabéns à gestão do Rio Bar por acolher a iniciativa e ao restante staff (mesmo que um pouco aflitos, certamente por não esperarem tamanha adesão). E já agora, parabéns a todos nós da geração Pim, que não deixemos morrer a mística.
Faça-se mais.

quinta-feira, janeiro 05, 2012

o dizer e o fazer

"TOMAR – Autarquia tenta encontrar destino para as três dezenas de escolas que não estão ocupadas", noticia a Hertz.

"tenta encontrar" é uma forma de dizer...
Ando há dois anos a pedir em Assembleia Municipal a listagem das escolas devolutas no concelho e nem isso conseguiram fazer, quanto mais discutir e decidir o que lhes fazer!

Ainda vou ter de ser eu a fazer a lista querem ver?

quarta-feira, janeiro 04, 2012

a longa e aguda crise nabantina

"Tomar: lojas fecham por causa da crise", informa O Templário.

A "Casa Martins" na Corredoura. (Foto d'O Templário)
Pois... pode até ser por causa da crise, mas em Tomar a crise tem barbas.
Há muitos anos que "a crise" se instalou por cá. Basta ver os números oficiais da evolução da última década nos índices de qualidade de vida, desemprego, eleitores, residentes, etecétera...
Opções erradas, teimosias, falta de visão e capacidade, e para boa parte das questões a simples falta de interesse e bom senso por parte dos responsáveis político/públicos, ditaram o estado em que estamos: ultrapassados por quase todos os concelhos da região, os mesmos para quem durante séculos fomos referência e líderes.

Claro que nestas matérias a responsabilidade é sempre mais vasta. Desde logo porque os tais responsáveis públicos não chegaram sozinhos a esses lugares e devem-no sim à ação, inação ou omissão de muitos.
Mas também com muitas responsabilidades próprias de muitos desses cidadãos individuais ou coletivos.

Os comerciantes então... ui!
Habituados durante décadas a que bastasse abrir a porta, a maioria não foi capaz de inovar, muito menos competir com a facilidade que agora qualquer cidadão tem de se deslocar, tanto a concelhos vizinhos como aos grandes centros ou à capital, e aí encontrar maior variedade, melhor oferta, melhores preços.
Falar daqueles tantos que, dos concelhos vizinhos, vinham a Tomar de propósito para as compras nem vale a pena porque isso é já apenas uma memória difusa, uma ideia quase absurda, pouco mais que uma lenda na qual os mais novos dificilmente podem acreditar.

Felizmente que, no que aos comerciantes diz respeito, vão finalmente aparecendo alguns bons exemplos, novas ideias, novas formas de trabalhar.
Mas falta o essencial, as questões estruturais, e essa responsabilidade compete ao município. Pensar no centro histórico e na própria cidade como um todo, e encontrar soluções globais que permitam "vender" a imagem coletiva e aglomerar todo o tecido comercial.

Mas numa terra que tem um mercado municipal a funcionar numa tenda, precisamente aquele instrumento que  na generalidade das cidades, particularmente as de inclinação turística, no país ou no estrangeiro, é o primeiro cartão de visita no que ao comércio se refere, dizer o quê mais?

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nós falamos, os outros fazem

"OURÉM - Sites geográficos internos melhoram desempenho do Município", noticia a Hertz.

Óbvio. Tecnologias cada vez melhores e mais baratas, disponíveis para melhorar consoante os casos, a eficácia, eficiência, transparência, comodidade e economia dos serviços públicos, numa perspetiva de melhor serviço aos cidadãos e também maior facilidade de uso para os funcionários.
Ainda na Assembleia Municipal de há uma semana atrás voltei pela enésima vez a falar disso.

Mas em Tomar o óbvio tende quase sempre a ser o mais difícil de explicar e/ou concretizar.

terça-feira, janeiro 03, 2012

b'ak'tun - o fim do ciclo

Chegados a 2012, o ano em que tudo acaba ou assim diziam os Maias e alguns ainda acreditam, continua a existir muito sobre o que falar mas falta-me o tempo por agora.

Tempo apenas para aqui deixar uma pequena marca da minha dobragem de ano em terras de lacobrigenses, uma terra que nas marcas do passado e nos propósitos de futuro tanto tem que ver com a dos nabantinos, e que apesar disso ou não fosse costume, está a milhas da nossa na diferença entre o anunciar fazer e o fazer de facto.

Lá, à universal questão de Pessoa, "valeu a pena?", pode responder-se a frase que todos conhecem.
Em Tomar, dificilmente se pode responder o mesmo perante tanta asneira acumulada.