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terça-feira, novembro 12, 2019

Todos somos Educação?

texto publicado no jornal Cidade de Tomar de 1 de novembro de 2019

“A criança gozará dos direitos […] reconhecidos a todas as crianças sem discriminação alguma, independentemente de qualquer consideração de raça, cor, sexo, idioma, religião, opinião política ou outra da criança, ou da sua família, da sua origem nacional ou social, fortuna, nascimento ou de qualquer outra situação”
Princípio 1, Declaração Universal dos Direitos da Criança, aprovada pela ONU em 1959

Decorreu na última sexta uma Assembleia Municipal temática, por requerimento do PSD, dedicada à Educação que, como se antevia, serviu para coisa nenhuma. Foi, como dificilmente não deixaria de ser, uma mão cheia de lugares comuns.
Reivindicam os eleitos do PSD na AM, por exemplo, que a carta educativa está desatualizada e deveria ter sido atualizada desde 2011. Pois eu digo que a carta educativa que está aprovada em Tomar é uma fantasia desde quando foi aprovada em 2008 – e digo-o desde então.
Veja-se a título de exemplo que esse documento prevê a construção de novas escolas nas Avessadas (duas!), Flecheiro e Machuca, além de em todas as então 16 freguesias.
E o que fez o PSD com essa carta educativa? Construiu uma escola em Casais com mais do dobro da capacidade que alguma vez poderia ter; uma EB23 (Nuno Álvares Pereira) claramente desnecessária como já o bom senso indicava e alguns como eu se fartaram de afirmar (e da qual tivemos que devolver 700.000€ aos fundos europeus por obras desconformes!), aumentando muito os problemas de excesso de instalações que agora tentamos resolver; ou uma EB1 (Raul Lopes), deixando o pré-escolar de fora nas mesmas velhas instalações.
Portanto, o interesse destes eleitos na carta educativa é uma falácia, uma brincadeira de crianças ou de quem quer tentar iludir os demais.
Leram algures umas coisas, que depois tentaram replicar, como o cruzamento com o PDM, como se existissem novas escolas para construir no horizonte de uma década; ou sobre a territorialização da educação, como se a Carta Educativa fosse solucionar essas questões ou dela estivessem dependentes.
Bom mas, e não vamos promover a revisão da carta? Vamos, no tempo e pelas razões definidas em conjunto com os demais 12 municípios do Médio Tejo, e não só porque o PSD local viu aí uma bandeira.
Alegam os eleitos do PSD que não há estratégia municipal na educação, falta de liderança, desnorte, e um conjunto alargado de chavões em jeito de “bota abaixo” que só podem mesmo significar um ato de contrição por aquilo que o PSD fez em boa parte dos seus últimos 16 anos de governação, ou não tivéssemos agora que andar a corrigir muitos desses despautérios. E já se sabe, é nestes casos muito mais difícil corrigir que fazer bem à primeira.
Dizem os eleitos do PSD que o Conselho Municipal de Educação não reúne suficientemente. Mas os factos são que foi comigo que os Diretores de Agrupamento Escolar, os Presidentes de Conselho Geral, os representantes do ensino privado (João de Deus), da Escola Profissional, das duas escolas de ensino artístico da cidade, e do Centro de Formação de Professores, por exemplo, passaram a estar presentes. Ou seja, porção significativa da comunidade educativa não fazia sequer parte.
Ainda assim, se há algo que detesto é fazer reuniões “para cumprir calendário”, é aliás dos principais problemas do país e da administração pública em particular. E, portanto, farei tantas reuniões quanto necessárias, desde que sirvam para algo. Reuniões em que se entra mudo e sai calado, fujo delas. Para bom entendedor…
Mas o que interessa é a ação concreta e aquilo que temos feito nestes últimos 6 anos e continuaremos a fazer:
Mais apoio na ação social escolar, nos transportes escolares, nas atividades oferecidas às crianças e no aumento de entidades locais que prestam essas atividades;
No diálogo, apoio e pagamento atempado às Associações de Pais. Aliás, não fomos nós que escolhemos este péssimo modelo (como alguns como eu na altura alertaram) que transformou as AP’s do nosso concelho em empresas, forçadas a ter contabilidade, quadros de pessoal, contratos com fornecedores… Mas somos nós que passo a passo o estamos a substituir, com diálogo e bom senso, à medida das necessidades de cada uma dessas AP’s;
Teremos em breve o Centro Escolar da Linhaceira terminado, planeado e projetado com a comunidade local para não existirem os erros do passado, e com isso deixaremos de ver no nosso concelho alunos a ter aulas em contentores;
Continuaremos a fazer diretamente, ou através dos fundos que anualmente transferimos para cada uma das juntas de freguesia, manutenção e pequenas obras regulares em cada uma das escolas de pré-escolar e 1ºciclo;
Continuaremos a reforçar muito além do que a Lei nos impõe, o pessoal não docente nas escolas, cerca de 160 funcionários que representam já um terço do total dos funcionários municipais;
E claro, também as decisões difíceis quando têm que existir. Por muito que custe é para isso que somos eleitos, para tomar decisões. Há salas de aula, há instalações a mais para os alunos existentes, e, portanto, vai continuar a ser necessário otimizar recursos e fazer as reformas que para tal se imponham. Sempre na lógica de com os melhores meios prestar o melhor serviço possível.
Afirmo-o há muito e, por mais que se tente negar, há sempre o momento em que a realidade se impõe. O problema não é de agora, e ainda vai piorar nos próximos anos. A taxa de natalidade é um dado objetivo, não é uma opinião.
Em suma, continuaremos a trabalhar com rumo definido, no calendário determinado e não no que nos queiram impor, com articulação com a comunidade educativa, com valores sociais e perspetivando sempre a boa gestão e a igualdade de oportunidades que a educação deve promover. Porque a educação é e será a principal base para ter uma sociedade mais justa e desenvolvida.


segunda-feira, outubro 07, 2019

Amigos de quatro patas


texto publicado no jornal Cidade de Tomar de 4 de outubro

No canil intermunicipal de Tomar (e Ferreira do Zêzere), situado no Parque Empresarial de Tomar (vulgo, zona industrial), residem neste momento cerca de 20 gatídeos e 170 canídeos, dos quais 35 pequenos cachorros.
Tecnicamente o canil está sempre esgotado, isto porque por cada animal que sai para adoção, há dois ou três à espera para entrar. E naturalmente a capacidade máxima varia, porque depende do porte dos animais, da sua perigosidade, entre outros fatores.
E isto apesar de em 2017 termos feito um investimento municipal na casa dos 100.000€ que permitiu duplicar a capacidade e também, eliminar o canil até aí ainda existente no Flecheiro, que não apresentava há muito condições mínimas.
Entretanto, a nova Lei só permite o abate em circunstâncias bem definidas, e que são as mesmas que já eram aplicadas em Tomar. Mas a questão é que qualquer instalação tem uma capacidade finita e o nosso canil é obviamente igual. E por isso, a gestão das disponibilidades verso as necessidades existentes é uma dor de cabeça diária.
Para que seja claro, a responsabilidade dos municípios é sobre animais errantes. Ponto. Não têm qualquer responsabilidade, ou capacidade, para intervir em situações privadas ou de proprietários que por algum motivo deixam de querer cuidar dos seus animais.
E por vezes é muito difícil explicar isto aos munícipes que só querem ver o seu problema resolvido. Não!, os canis municipais não servem para os cidadãos se livrarem dos seus animais. Aliás, ser cidadão deveria ser compreender mais esta questão básica de cidadania. E depois há épocas do ano ainda mais difíceis – o verão é uma delas – em que o abandono aumenta imenso.
Sublinho, os donos são a todo o tempo responsáveis pelos seus animais, não podendo deles descartar-se quando por algum motivo não os querem; e o mesmo vale em situação de herança, o que por vezes é difícil fazer compreender a algumas pessoas. Os animais são, legalmente, a todo o tempo responsabilidade dos seus donos e respetivos herdeiros.
Para além destas situações que deveriam ser básicas de civismo, e onde a natureza humana por vezes revela a sua faceta menos boa, é preciso lembrar que, nos termos da Lei, a identificação  (chip) de canídeos é obrigatória, assim como a vacinação. Todo o proprietário está obrigado a fazê-lo.
Já a esterilização não é obrigatória, mas é altamente recomendada e a melhor forma de minorar o problema dos animais abandonados que, prevejo, vai tendencialmente agravar-se nos próximos tempos.
A esse propósito, dizem-se muitas coisas que não são reais, normalmente nas redes sociais. Isto para dizer que sim, o governo lançou uma candidatura para apoiar os municípios que desejem iniciar procedimentos de esterilização. Mas as regras para esse apoio são muito difíceis de alcançar. Tomar, só neste momento está em condições de o conseguir, e será dos primeiros.
Claro que para minorar todas as dificuldades anteriormente descritas e outras, ajudará a que o município volte a ter nos seus quadros veterinário, ou veterinária municipal. Temos o concurso a decorrer (infelizmente a burocracia faz com que os concursos demorem muitos meses), e quase terminado, para admissão de novo profissional o que vai permitir avançar com mais trabalho e qualidade, nomeadamente no início de um plano mais completo de esterilização de canídeos e gatídeos.
Em todo o caso, e porque queremos ser um concelho cada vez mais amigo dos animais e daqueles que optam ter um animal de companhia, para além dos investimentos que tenho vindo a referir, nomeadamente no canil, mas também num maior apoio tanto financeiro como de trabalho de parceria com a Associação Protetora dos Animais, ou na introdução das campanhas de adoção que há três anos iniciámos, a cidade vai em breve, num projeto de parceria com a freguesia urbana, ver nascer os seus primeiros wc canino e parque de treinos canino.
Por fim, já referi, mas devo sublinhar, a importância da Associação Protetora dos Animais (APARRT) com quem estabelecemos protocolo e que está sediada no canil, e com quem fazemos uma gestão partilhada do espaço, partilhando também dificuldades e soluções.
Lembrar, já agora, que atualmente o chip e a vacinação dos animais adotados no canil é oferecida pelo município, pelo que fica o convite:
Visitem o canil no Parque Empresarial de Tomar, de segunda a sábado, onde serão muito bem recebidos pelas prestimosas senhoras da APARRT, que lhes darão a conhecer os residentes e quem sabe, encontrar o novo amigo lá de casa!

sábado, outubro 01, 2011

ecos da Assembleia Municipal

Eu não pude ontem estar presente, mas graças às novas tecnologias consegui acompanhar q.b. algumas intervenções do PAOD. E por isso tenho de sublinhar dois pontos:

O meu camarada António Rodrigues, presidente simultaneamente da CM de Torres Novas e dessa coisa tão útil chamada Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, proferiu há dias algumas declarações à rádio Hertz acerca do Centro Hospitalar do Médio Tejo. Ontem vários deputados municipais abordaram muito chocados essas declarações.
Além de absolutamente inconsequentes porque se desviam do real problema, o que isso revela é falta de coragem. Porque não dizem as coisas como elas são?
Porque é que não têm a frontalidade ou coragem de dizer bem alto que o que temos é muita pena de não ter um presidente de câmara com a mesma capacidade de atuação, e com o mesmo empenho na defesa do seu concelho?

Excelente intervenção do presidente da junta de freguesia da Junceira, Américo Pereira, sobre a ilegalidade que está a ser cometida com a cobrança do estacionamento tarifado. No ponto.
Tem toda a razão, não foi aprovado em Assembleia Municipal, é ilegal, as pessoas devem recusar-se a pagar.

quinta-feira, setembro 29, 2011

participação

A minha nota de ontem na rádio Hertz, sobre o IPT como havia prometido, pode como sempre ser ouvida online.

Também online e na rádio Hertz, vista e ouvida pode ser a reunião de Assembleia Municipal que decorre amanhã a partir das 15h, como sempre no salão nobre dos paços do concelho (o que não quer dizer que tudo o que se lá passa seja sempre muito nobre...)

Pela primeira vez neste mandato não poderei estar presente pelo que serei substituido, mas para que não se comecem já a "magicar casos", diga-se que a razão da ausência se prende unicamente com obrigações profissionais desta vez prioritárias. (em todo o caso espero chegar a Tomar a tempo de ainda assistir um pouco).

Não deixo ainda assim de publicamente dizer que alguns assuntos são na minha perspetiva absolutamente obrigatórios para abordar no PAOD (período antes da ordem do dia), e alguns mereceriam até reuniões exclusivamente dedicadas a esses temas. São eles:
Centro Hospitalar de Tomar;
Instituto Politécnico de Tomar;
Destruição do alambor do Castelo Templário;
Dívida da Autarquia;
Insegurança/Criação do Conselho Municipal de Segurança

Para não falar dos temas recorrentes, como por exemplo o Orçamento Participativo que se está aprovado pela AM desde 2009, porque não está já a ser preparada a sua execução para o orçamento do próximo ano?
Ou, quando é que, como já várias vezes propus, as forças políticas começam de forma séria e responsável, corajosa e frontal como deve ser a política do séc.XXI, a discutir a fusão de freguesias no concelho de Tomar?

E por fim, não posso deixar de convidar todos os cidadãos com essa possibilidade, a assistir no local aos trabalhos do órgão que além disso, tem sempre reservado o último ponto da Ordem de Trabalhos para intervenções do público (na verdade deveria chamar-se "intervenções dos cidadãos", mas o nome acaba por estar apropriado porque aquilo às vezes parece um circo).
Se todos tivessessem a peocupação de participar mais nestas coisas, que remédio tinham os políticos que se portar melhor! Mas como a maioria dos cidadãos nem sabe o que se lá passa...

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sexta-feira, abril 29, 2011

parlamento local

Mais logo, após as 15h, Assembleia Municipal de Tomar, como habitual com transmissão não só na rádio, mas também com som e imagem online na radio Hertz.
Hoje, além da aprovação dos Planos de Pormenor de Vila Nova e dos Pegões, o ponto principal da Ordem de Trabalhos vai para o Relatório de Contas de 2010 da CMT e também dos SMAS.

quarta-feira, junho 30, 2010

democracia tecnológica

Hoje, via rádio Hertz, a reunião da Assembleia Municipal de Tomar pode ser acompanhada pela rádio e pela net.


Hoje são dois em um, porque há AMT às 15h e Assembleia da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo às 18h. 
Vai ser uma correria...

domingo, maio 30, 2010

Tomar também... não!

"Cartaxo aposta na valorização do espaço rural", noticia a rádio Hertz.


"Investimento de 900 mil euros - 80% a fundo perdido - vai reforçar a qualidade de vida dos munícipes, em todas as freguesias rurais do concelho, valorizando a sua identidade territorial. (...) A candidatura visa criar condições territoriais para o desenvolvimento sustentável, descentralizado e equilibrado pelas freguesias rurais do concelho; antecipar de forma ordenada e estruturada o crescimento das freguesias face à sua inserção nas dinâmicas económicas, demográficas e sociais do concelho e da cidade do Cartaxo; aumentar a coesão social e a competitividade territorial; valorizar as freguesias em termos urbanísticos, ambientais e paisagísticos, através da requalificação de áreas específicas. (...)"


O mesmo que eu pessoalmente e o PS há muito defende para Tomar.

terça-feira, maio 11, 2010

xutos em abrantes

Os Xutos&Pontapés são os cabeças de cartaz das festas de Abrantes de 2010.

Tomar continua a ser dos únicos (provavelmente o único, é uma questão de verificar) dos concelhos da região que não tem festas do concelho.

Felizmente este ano há Festival Bons Sons.

segunda-feira, abril 19, 2010

Agroal com Centro de Interpretação Ambiental


"O Centro de Interpretação Ambiental do Agroal é um espaço que terá uma exposição interpretativa sobre os valores naturais da região, um auditório com 40 cadeiras, onde será projectado um vídeo de enquadramento, uma mini-loja e mini-bar. Mais tarde, o andar inferior do edifício será adaptado para servir de apoio à realização de actividades de ar-livre e de educação ambiental, nomeadamente aulas na natureza e campos de férias educativas, ficando equipado com cozinha e sala polivalente. No Centro de Interpretação Ambiental do Agroal inicia-se um percurso pedestre de 8 Km, que é auxiliado por um folheto de apoio e 3 painéis interpretativos. Este percurso pode ainda ser explorado numa opção somente com 2 Km de extensão." fonte CM Ourém.

Agroal... tão perto e tão longe.
É um dos sindromes nabantinos, temos tanta coisa a que não damos importância a nenhuma, especialmente às que parecem mais "insignificantes". Já outros, de insignificâncias fazem grandes coisas.

sexta-feira, março 26, 2010

Pagamento de facturas municipais por multibanco

... em Abrantes...
noticia a rádio Hertz.

"Prosseguindo a sua política de melhoria contínua de serviços ao munícipe, a Câmara Municipal de Abrantes disponibiliza a partir de agora uma nova modalidade de pagamento de facturas emitidas pelo município através da rede de caixas automáticas multibanco." (...)

terça-feira, fevereiro 02, 2010

gestão à tuga

Nos dois jornais da cidade nabantina encontramos na semana que passou uma nota dos funcionários dos Serviços de Higiene e Limpeza da Câmara Municipal de Tomar, a agradecer publicamente "o gesto" da Junta de Freguesia de Casais. O gesto não é mais que um jantar oferecido não sabemos onde, e onde estiveram 50 pessoas diz o Cidade de Tomar, 70 diz O Templário, (apostemos nas 60).
Ora, este gesto vindo sabe-se lá a que propósito, é aquilo a que eu chamaria de despesismo, infelizmente muito habitual em muitas destas (mini) autarquias (e ao que parece naquela em particular), cuja existência é posta em causa por atitudes destas, uma vez que muitas gastam os seus orçamentos exactamente em almoços, jantares e passeios. Mas dizem sempre que precisam de mais dinheiro. Se é para isto, ainda bem que não têm.
É que os dinheiros que pagam estes jantares, por muito justificados que possam ser, são públicos, e o combate ao enorme desperdício do Estado, e à colossal má gestão que tem imperado, começa nestas coisas, por mais insignifcantes que possam parecer. (é como o Alberto João a dizer que as transferências a mais que quer na Madeira não têm significado orçamental!).
E agora imaginemos: que todas as juntas do concelho decidem fazer o mesmo (porque senão as outras é que são más juntas); mas depois não pode ser só a estes serviços, o que vão dizer os outros?, portanto no caso do município de Tomar são cerca de 400 funcionários; e depois as outras 4244 freguesias do país - continuaria a parecer pouca coisa?
A verdade é que uma análise à execução orçamental a muitas juntas, verificaria que boa parte do orçamento, por curto que ele seja, é desperdício neste tipo de coisas. E assim, é difícil sairmos da cepa torta.

domingo, dezembro 27, 2009

intervenção política na assembleia municipal

Nesta primeira reunião de Assembleia do presente mandato, num momento grave que o mundo, o país, e o nosso concelho atravessam, é importante sabermos de onde partimos e onde queremos chegar.
A verdade indubitável e presente aos nabantinos, é que económica e socialmente, a realidade tomarense apresenta-se com grandes contrariedades. A situação que vive agora a IFM/Platex e os seus trabalhadores é bem disso demonstrador. Poderíamos abordar outras empresas ou pequenas e médias empresas, ou sectores específicos como o comércio por exemplo.

Maioritariamente, Tomar desde há muito sobrevive da prestação de serviços e como tal do funcionalismo público. Hoje essa dependência é por demais evidente, mas num tempo de simplificação administrativa e de serviços, essa é uma dependência com poucas probabilidades de sucesso. Tomar assenta grande parte da sua economia em menos de meia dúzia dessas instituições, quer pelo elevado número de funcionários que empregam, quer pelas empresas e outras prestações de serviços daí derivantes e dependentes.
A autarquia e o Ministério da Defesa, e mais ainda o Ministério da Saúde e os da Educação e Ensino Superior, são as grandes entidades empregadoras do nosso concelho. Mas até quando? Todos estes, por razões diversas, terão como provável tendência a redução de funcionários.
Na educação não superior por exemplo, todos sabemos que se não estão a nascer mais crianças em Portugal, é ainda mais difícil que nasçam num concelho que os jovens abandonam em busca de melhores paragens; e no caso do ensino superior se houve uma proliferação excessiva e insustentável para um país da nossa dimensão, de instituições dessa natureza, que obrigará porventura que a médio trecho exista uma contracção nesses equipamentos, essa é uma circunstância que deve também obrigar esta assembleia a reflectir até que ponto saberá e terá capacidade o “nosso” Instituto Politécnico para sobreviver.

Todos somos responsáveis. Este é o órgão que representa todos os tomarenses, o órgão que delibera, o órgão que aprova ou não aquilo que a câmara executa ou pretende executar. E se queremos que este órgão tenha o mínimo de relevância cumpre-nos fazer por ela, cumpre-nos reflectir, abordar os verdadeiros problemas que afectam o concelho, e além do jogo político que terá sempre que existir, das diferenças de estilo, de ideias e de motivações, devemos saber quando nos despir de diferenças, e olharmos frontalmente as adversidades que se nos colocam. Este é o nosso tempo. E o que fizermos hoje, ou o que escolhermos não fazer, terá implicações no futuro da nossa terra. É urgente percebermos que Tomar definha todos os dias.
O PS entende bem a responsabilidade inerente à necessária legitimação de todos nós políticos, autarcas eleitos, depositada em nós pelos cidadãos nas urnas. Precisamos dela como de nós precisam para essa legitimação, à luz da Constituição, todos os que se encontram profissionalmente ligados à autarquia.
Esta Assembleia é a representação de todos os tomarenses, já o disse, na devida proporção que a todos nós cabe, e é conveniente que disso não nos esqueçamos. Saibamos pois dignificar este órgão, dignificar a classe política a que todos pertencemos, e como tal também, dignificar Tomar.
Difíceis são os tempos que o concelho e a própria autarquia atravessam e que pouco têm verdadeiramente que ver com a crise que cruza o mundo, e poucas abertas se vislumbram, nesse mundo cada vez menos proteccionista e mais competitivo, para o nosso futuro.
O concelho de Tomar, entristece-me dizê-lo, deu-se mal com a chegada da Democracia. Numa sociedade amorfa, habituada a que tudo por ela decidissem – tudo estava na mão de meia dúzia de famílias, meia dúzia de empresários e contando com o proteccionismo do estado de então - e onde Tomar era um concelho liderante por omissão dos demais – nenhum concelho na nossa região no mínimo entre Coimbra e Santarém, se nos achegava em indústria, serviços, história, cultura, associativismo – esse amorfismo contudo, perdurou, e de alguma forma congelou-nos num orgulho vão e bacoco, para acordarmos numa realidade em que esses concelhos que muito menos que nós tinham foram à luta, e hoje estão a nosso par quando não estão em muitas matérias à nossa frente.
E durante este tempo, no mínimo durante as duas últimas décadas, nunca verdadeiramente a autarquia soube ser liderante, aglutinadora, inspiradora. Pelo contrário tem agido sem plano, sem real estratégia, sem grande capacidade de orientar esta comunidade, nunca soube indicar e trilhar o caminho, além disso agravando continuamente novas dificuldades como o avolumar da despesa, da dívida, e até das obras espúrias e sem senso.

E aqui somos chegados, ao início da segunda década do milénio, numa comunidade à procura dum rumo que não vislumbra, e que faz muitos dos seus partir; e com uma autarquia pesada, desorganizada, enferrujada, sem filosofia conceptual, e além disso hipotecada, que terá talvez como primeira grande missão corrigir muitos desses erros cometidos, sabendo todavia que alguns não têm correcção possível.
Este é previsivelmente o último mandato com acesso a fundos comunitários, situação que obriga a cuidado e empenho na sua obtenção como possibilidade quase última de poder desenvolver projectos. Mas a obtenção de fundos comunitários não pode ser um fim em si mesmo, até porque quase sempre obrigam ao comprometimento de verbas próprias da autarquia, e ao consequente acréscimo de endividamento da mesma.

Grandes são os desafios, mas é nos maus momentos que se descobrem as capacidades dos líderes. Esperamos verdadeiramente que elas se revelem. Terá a Câmara, além das demais previstas na Lei, a responsabilidade política e social, de arrepiar caminho e definir o rumo, claro e por todos perceptível nas estratégias de desenvolvimento do nosso concelho.
À Assembleia Municipal compete a fiscalização, a vigilância, a responsabilidade crítica mas também a colaboração democrática e institucional, e o PS sabe cumprir com as suas responsabilidades, estamos certos que todos os demais elementos o sentem igualmente.
Saibamos portanto qual o ponto de partida, saibamos sempre encarar a política e a nossa acção com responsabilidade, queiramos olhar sempre aos objectivos prioritários que não podem deixar de ser os daqueles que em nós depositaram a sua confiança e definamos de vez onde, como, porquê e com quê, queremos chegar enquanto comunidade! Por Tomar e com os tomarenses!
Intervenção na AM de 18 de Dezembro

sábado, dezembro 19, 2009

exemplo a seguir?... 3

Câmara de Abrantes compromete-se a incluir propostas de jovens no Orçamento, noticia o mirante online


«(...)a presidente da Câmara, Maria do Céu Albuquerque, explicou que vai ser disponibilizada “uma fatia inicial” de 50 mil euros para ser gerida pelas associações juvenis do concelho. (...)

Com gestão centralizada no Gabinete de Apoio à Presidência, o designado orçamento participativo vai ter uma gestão partilhada pelos jovens com assento no Conselho Municipal de Juventude, órgão em que poderão discutir e decidir sobre como usar a verba disponibilizada.»

quarta-feira, dezembro 09, 2009

exemplos a seguir? 2...

"Câmara de Santarém avança com duas empresas municipais (...) uma para a área da reabilitação urbana e outra para as áreas da cultura e turismo", noticia o mirante online.

E se no caso da primeira tenho ainda algumas dúvidas da utilidade se aplicado a Tomar, já para a cultura e turismo há muito que defendo exactamente isto.

exemplos a seguir?...

"Câmara transfere manutenção de jardins para Junta de Freguesia de Almeirim", noticia o mirante online

É que qualquer dia ainda nos começamos a questionar para que servem as juntas de Santa Maria e São João...
Promover a feitura de uns tabuleiros de quatro em quatro anos parece pouco.

domingo, outubro 11, 2009

reposição

Por indicação de António Rebelo, parece então que a página da candidatura da CDU em Tomar afinal existe.

sábado, outubro 10, 2009

dia de reflexão: notas da campanha

- O cansaço profundo que chega sempre no fim de uma campanha a que nos entregamos totalmente, apoderou-se de mim. Mas igualmente a satisfação de uma boa campanha, com uma ou outra falha, como não podia deixar de ser, mas com a consciência tranquila de quem deu o seu máximo. Assim fez o PS e os seus candidatos, seguros nas suas ideias, na sua motivação, no seu projecto. Agora cumpre a todos votar, também em consciência.

- Ontem quando nos cruzamos em campanha, Bruno Graça e Sílvia Serraventoso mostram-se muito indignados comigo, a princípio sem entender bem porquê, depois lá percebi mais tarde, porque escrevi num artigo (colocado aqui no post anterior) que a candidatura da CDU não tinha sequer um espaço na internet.
Bom, lamento, mas fartei-me de perguntar e não encontrei ninguém que o tenha visto, não o consigo sequer encontrar numa pesquisa no google, e quando já ontem mais tarde encontrei Bruno Graça novamente, também não me soube dar o endereço. Se alguém souber, faça favor de dizer.

- O dinheiro gasto pelos (in)dependentes de Pedro Marques na campanha é escandaloso e foi assunto de conversa de todas as forças políticas, tal como é dos cidadãos em geral. Gastaram muito, muito mais que todos as outras seis candidaturas juntas.
Basta ver que enquanto os maiores partidos PS e PSD, com uma estrutura partidária e uma organização mais consistente, andaram a usar sobras de outras campanhas, daquele grupo dito antipartidário, todos os dias saiam truques novos como se possuidores de um saco sem fundo.
A falta de noção dos princípios que devem nortear a coisa é tal, que um elemento dessa lista confessou-me como se fosse a coisa mais natural: "não te preocupes, aqui ninguém põe dinheiro do bolso, sei que há umas empresas a apoiar, mas não sei bem quais"!
Veremos depois de amanhã como se zangam as comadres na hora no pagamento.

- Li há pouco no Nabantia, a indignação pela abertura do IC9 em período de campanha, comparando o seu autor o PS com o PSD.
Totalmente errada a comparação. Não houve inauguração formal (e isso sim, posso garantir que foi por influência do PS em Tomar, o bom senso o obrigava), nem ninguém do PS esteve presente nessa que foi apenas uma abertura, quando ao que soube esteve sim o Presidente da Câmara, candidato do PSD Côrvelo de Sousa e a sua comitiva, embora não perceba bem a fazer o quê.
Do que soube, os problemas técnicos numa barreira foram resolvidos esta semana, e assim a Estradas de Portugal, sem inauguração governamental, decidiu simplestemente abrir a estrada.
Este facto não pode ser acusado de eleitoralismo, não só pelo que já afirmei mas também porque como é evidente, os próprios ecos na comunicação social só chegarão pós eleições.
Estranho é que o PSD de Miguel Relvas, que foi contra o IC9 tal como é contra o IC3, tenha ido para lá fazer voltinhas na estrada.

- O debate na rádio Hertz entre cabeças de lista à Assembleia Municipal, onde estive na quinta à noite, foi verdadeiramente delicioso de participar só para assistir ao despique entre o PSD que se assume, e o que passou a ser contra.
No debate, Miguel Relvas foi assumindo as suas posições, enquanto Jorge Neves (IPT), e Herculano Gonçalves (CDS), aqui falando das propostas de Ivo Santos, tiveram de se torcer para tentar passar a ideia, que são agora contra tudo o que defenderam enquanto membros do PSD e em seu nome ocuparam cargos. Jorge Neves foi mesmo capaz de dizer, em resposta à minha acusação de lá por ter agora deixado de pertencer ao PSD não deixar de ser responsável por tudo o que fez ou não, apoiou e defendeu; que era do PSD e continuaria a ser, mas estava só a fazer uma pausa!
Esta coisa de saltar do partido quando ele já não nos dá jeito dá nisto: espinha torta.
É por isso que em política, prezo muito mais aqueles que tem ideias e ideais e os assumem, por muito diferentes que sejam dos meus, do que aqueles que os não têm, ou vão tendo conforme dá jeito.

- Globalmente, e na maioria dos candidatos e forças partidárias, esta campanha correu como deve correr, com seriedade, elevação e responsabilidade ética, e espírito democrático.
Mas continuam sempre a existir alguns deslizes para a política baixa e asquerosa.
Como o documento que o candidato do PSD à freguesia da Sabacheira andou a distruibuir, ou texto chegado aos jornais provindo de familiares da candidata do PS aos Casais. Houve também algumas pessoas que foram coagidas a não integrar listas do PS, ou coagidas a integrar outras com ameaças e/ou falsas promessas de favores à mistura, vindas essencialmente de uma força política. Tudo isso se perceberá mais tarde. Muitas mostraram-se felizmente firmes e incorruptíveis, outras foram enganadas ou deixaram-se enganar.
Houve ainda outros exemplos de espinha torta, aqueles que dizem apoiar este, e depois aquele, e depois o outro - enfim, facetas da natureza humana.
Tudo faz parte da evolução, esperemos que o saldo apesar disso seja sempre positivo, e que os cidadãos saibam separar o trigo do joio.

segunda-feira, outubro 05, 2009

Queremos o seu voto!

artigo publicado no jornal Cidade de Tomar, de 2 de Outubro

Ah!, pois queremos!, queremos todos. Desde aqueles que (des)governando o concelho há 12 anos, afirmam imprudentes que “Tomar não pode parar”, como se continuar a cair no buraco fosse uma opção; aos que afirmam sem pudor ser “gente que resolve”, não sendo muito claro o que é que pretendem resolver; aos que afirmam agora “saber decidir” aquilo que em doze anos não souberam enquanto militantes do partido que deixaram há dias; aos ainda que dizem ter “Tomar em primeiro lugar”, embora fazendo a candidatura só pela metade; e também aos que prometem “começar de novo”, quando não se tem notado que alguma coisa houvessem já começado.
Estou naturalmente a opinar sobre os slogans das outras candidaturas que se apresentam ao município de Tomar, faltando aqui o da CDU. Não é por desconsideração, é mesmo porque não me lembro a estas horas tardias a que estou a escrever este texto qual seja esse slogan, e como essa candidatura não tem sequer uma página na internet onde possa ir verificar aquilo a que se comprometem, já isso diz da sua validade para o século em que vivemos.
Por outro lado – pelo lado do PS – “Viver Em Tomar, Trabalhar Em Tomar”, é o mote da nossa candidatura aos órgãos autárquicos do concelho. Aqui, nestas terras banhadas pelo Zêzere e pelo Nabão, onde cavalgaram Templários e acorreram navegantes, Todos Somos Precisos para restaurar a Tomar o prestígio e liderança de outrora, aumentando as oportunidades e melhorando a qualidade de vida de quem deste concelho quer fazer o seu lar.

É com o PS que sabemos que o concelho ficará “em boas mãos”.
Posto isto, também no PS queremos o seu voto – naturalmente! Mas queremo-lo sabendo e respeitando que todo o voto no PS, não passa a ser um voto do PS, continuando a ser sim o seu voto, o voto dos cidadãos, o seu poder em nós delegado para os representar e em seu nome trabalhar.
É a nossa ambição – trabalhar por si, por todos, por Tomar. As nossas mãos são como as suas, são mãos são trabalho, mãos de querer, mãos de vontade, mãos cheias de imaginação e determinação para, de mão abertas, de mãos disponíveis, de mãos dadas, melhorarmos o nosso concelho, e acautelar que a nossa amada Tomar esteja sempre, em boas mãos!
O PS isso garante – um grande partido nacional, da esquerda moderna e democrática, que esteve a par do início da Democracia Portuguesa, e dos maiores avanços sociais e políticos do nosso país. Um partido que trabalha em rede: no país, na região, e aqui em Tomar. Essa é a outra ambição: um governo no país, um governo aqui na autarquia – o mesmo partido. Tomar só terá a ganhar se estiver incluída nessa rede. Se mesmo estando aqui na oposição tanto conseguimos para Tomar nestes 4 anos, imagine como será se atingirmos esta ambição?
No dia 27 de Setembro demos o primeiro passo: o PS ganhou no país e em Tomar. Falta o passo final.

O PS é, tal como no país, em Tomar a referência da estabilidade.
Nenhum outro partido, e muito menos forças não partidárias; com regras, estatutos e democracia interna, tem hoje o nível de solidez e união da grande maioria dos seus membros em torno dos seus dirigentes e dos seus candidatos, dos seus projectos, da sua ambição para o concelho, como tem o PS. Por muito que a alguns doa, a referência de estabilidade, coerência e segurança, é o PS. E essa é a primeira garantia de uma câmara com outra eficácia, outra solidez, outra força, outra visão e atitude.
Sem a fragmentação e desnorte do partido que há 12 anos leva o concelho por uma navegação à vista, e sem os aventureirismos e a fragilidade, ou o conservadorismo e a cristalização, ou mesmo a total descontextualização de olhar o concelho e o mundo, de outros partidos e forças que à câmara concorrem – é o PS, liderado nesta ambição pelo arqº José Vitorino a Presidente, com os demais 300 candidatos que perfazem a totalidade das listas socialistas, que em qualquer análise séria e imparcial, garante vantagem e única alternativa para a liderança segura de um concelho mais capaz.

Por isso dia 11 de Outubro, os socialistas, os que defendem o progresso e o desenvolvimento para o seu concelho, para a sua freguesia; com mais dinamismo, com apostas criteriosas e estratégicas, com transparência e seriedade, com capacidade e audácia, sabem onde têm de votar: no PS. Os que não querem nada disto, mas que Tomar fique na mesma (o que é dizer a andar para trás), têm outras seis candidaturas por onde optar.
Para os que querem a alternativa, para os que querem a mudança, só há uma escolha.
Como sempre essa escolha é sua, e ainda bem que é, é de todos. Acima de tudo exerça esse direito e dever, não deixe que os outros escolham por si, VOTE!
Em que concelho acordaremos no dia a seguir às eleições, é o que a todos compete decidir. Depois não diga que não foi avisado, depois não diga que não votou, ou que não votou nos que lá ficaram. Dia 11 de Outubro teremos a oportunidade de nos resignarmos pela continuidade ou optarmos pela mudança. O passado ou o futuro? A escolha é sua, a escolha é de todos.

quarta-feira, agosto 05, 2009

um vilarejo...

De quando em vez (aos nabantinos deveria ser muitas vezes), é bom passar os olhos e demais sentidos ao que os outros vão fazendo.
O site do Município de Óbidos é excelente para dar um aroma disso mesmo. Passem por lá, vejam um pouco do por lá se faz e por cá também... não.

Adaptando a conhecida frase de um bonacheirão apresentador de televisão, podíamos estar tão felizes como eles... assim houvesse vontade e sabedoria.