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sexta-feira, junho 05, 2015

Livros para todos os gostos



Até domingo continua nos Lagares d'el Rei na Levada em Tomar a Feira do Livro 2015.
Além de visitar o espaço renovado, podem ainda ouvir e conversar com autores.
Passem por lá e boas leituras!!

Hoje, 21h00 -  Rita Leston, autora de “Gosto de ti, e então?”
 
Amanhã, 6 Junho
15h15 - Mário Beja Santos apresenta o seu livro “De freguês a consumidor"
21h00 - Clara de Sousa
 
Domingo, 7 Junho
16h00 - Gustavo Santos, autor de “O caminho – As 16 lições de vida que aprendi com a minha avó”

terça-feira, abril 08, 2014

país de abril


«Que o poema seja microfone e fale
uma noite destas de repente às três e tal
para que a lua estoire e o sono estale
e a gente acorde finalmente em Portugal».



Porque abril já aí está, e há 40 anos havia quem o desejasse e adivinhasse, cá fica um aroma a abril, poesia e Liberdade. 
 
O novo livro de Manuel Alegre, uma antologia dedicada a abril e maio, com vários poemas curiosamente, boa parte escritos ainda antes da revolução mas já a adivinhando, como este acima, parte de O Canto e as Armas, escrito em 1967.
Lê-se num fôlego, por muito que a poesia não seja normalmente dada a pressas.


Entretanto, na Biblioteca Municipal de Tomar, decorre este mês no âmbito da programação "Abril, livros mil" a 1ª edição da Feira do Livro Usado. Podem saber mais aqui.

domingo, dezembro 22, 2013

natalício








“One can never have enough socks," said Dumbledore. "Another Christmas has come and gone and I didn't get a single pair. People will insist on giving me books.” 



segunda-feira, novembro 11, 2013

leituras

Porque aqui se promete falar de livros, o apontamento de quatro dos últimos. Pode sempre existir quem precise de uma dica.


De Mário Vargas Llosa, o escritor peruano prémio Nobel em 2010, exímio romancista e, vá-se lá saber porquê, este Travessuras da Menina Má, não só foi uma agradável surpresa como alvo de muita identificação pessoal.


Este Inferno é um normal género de leitura de verão, entre a esplanada e a areia ou uma qualquer sombra convidativa, mas acabou por ser, porque “verão” foi coisa que não tive, uma espécie de leitura de campanha.
O estilo thrilher cinematográfico já conhecido de Dan Brown, e apesar de uns pontos abaixo de O Código DaVinci ou O Símbolo Perdido, é um daqueles livros viciantes que se lê “enquanto o diabo esfrega um olho” e que para mim, sem querer revelar a história, se passa em três das mais magníficas cidades que pude já visitar: Florença, Veneza e Istambul.


Para quando o tempo para a leitura é menor, este livro de contos de Gabriel Garcia Marquez, (também prémio Nobel), A Incrível e Triste História da Cândida Eréndira e sua Avó Desalmada, no seu estilo entre o natural e surreal, sem esquecer os apontamentos cómicos, é um livro a ter em conta.


O Livro dos Homens sem Luz é uma boa leitura ao estilo habitual de um dos melhores jovens escritores nacionais, João Tordo.

quarta-feira, julho 03, 2013

«Quem possui a faculdade de ver a beleza, não envelhece»




«O tempo é teu capital; tens de o saber utilizar. Perder tempo é estragar a vida.»

«Desde que alberguemos uma única vez o mal, este não volta a dar-se ao trabalho de pedir que lhe concedamos a nossa confiança.»

«Na tua luta contra o resto do mundo, aconselho-te que te ponhas do lado do resto do mundo.»




Hoje comemora-se o 130º aniversário de Franz Kafka (Praga, 3.7.1883), um dos grandes e incontornáveis escritores do século 20, e um dos eternos na cronologia da humanidade que, entre tanto, descreveu os problemas existenciais e a solidão do ser humano, quase sempre derivando na paranoia e nos delírios.
Autor, entre outros, de A Metamorfose e de O Processo, sendo este último tão conhecido como tantas vezes mal citado para tudo o que é "processo kafkiano".

Precisamente a propósito do "processo" e assinalando a data, hoje pelas 18:30 na Casa Fernando Pessoa em Lisboa, Teolinda Gersão presta uma seguramente interessante conferência sobre o tema. Quem estiver por perto...
mais aqui: http://mundopessoa.blogs.sapo.pt/642935.html

sexta-feira, junho 14, 2013

acima das nuvens o céu está sempre limpo


Com uma história passada à beira mar, também o li quase todo sobre a areia... o meu presente conselho literário vai para o livro que ganhou o Prémio LeYa no passado ano.
O segundo livro de um autor que deve já figurar entre os melhores novos autores portugueses.
Muito bem escrito, profundo, com uma acção fluída, quase cinematográfica, e personagens bem desenvolvidas, um tocante retrato das vidas diárias de tantos de nós, dos sucessos e das frustrações, das amizades, dos amores, da solidão de tantos.

No prólogo, um resumo que define bem o que se segue, escreve o autor:
«Uma história são pessoas num lugar por algum tempo. As margens da página, como o silêncio, estabelecem limites certos para que um conto não se confunda com o que não lhe pertence. Pode contar-se uma história enchendo uma caixa vazia ou desenhando paredes à volta de gente. Esta é uma história de portas adentro.»

E entre tantas frases deliciosas e certeiras destaco ainda esta algures no livro que, independentemente do contexto em que lá surge, se aplica a tanto da vida dos homens...
«Aos rebanhos pouco lhes interessa se o pastor acredita no pastoreio. Basta que os leve aos pastos, que os proteja do frio e os assista na doença.»

Debaixo de algum céu, Nuno Camarneiro, LeYa.

quinta-feira, junho 13, 2013

a multiplicidade do ser

Neste dia em 1888 nasceu o génio dos múltiplos heterónimos (mais de 100 nas últimas contagens). O enorme Pessoa.
(Aqui, alguns dos seus livros para download grátis)

Não sei quantas almas tenho

"Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem achei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem,
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: «Fui eu?»
Deus sabe, porque o escreveu."

              Fernando Pessoa


(adenda: um artigo muito interessante no I sobre os 125 anos de Pessoa)

quinta-feira, junho 06, 2013

os miseráveis


Victor Hugo, lindo e intemporal na história que deu musical e que do musical deu filme.
Podia ser hoje, em Portugal e em tantos outros cantos do mundo.


«Do you hear the people sing?
Singing a song of angry men?
It is the music of a people
Who will not be slaves again!
When the beating of your heart
Echoes the beating of the drums
There is a life about to start
When tomorrow comes!»

segunda-feira, maio 20, 2013

a pessoa e o mito






Porque ontem se assinalou o 59º aniversário do assassinato de Catarina Eufémia (a ceifeira alentejana assassinada por um GNR quando protestava por melhor "salário" e assim feita mártir e ícone para os comunistas), deixo a referência ao Anatomia dos Mártires do João Tordo, que li recentemente.

Neste livro (que não é dos meus favoritos do autor), além da habitual boa e fluída escrita, o autor parte precisamente da personagem mítica de Catarina Eufémia para criar um romance onde reflete sobre, e desconstrói a ideia de mártir, não deixando de apimentar com a crise que atravessamos, bem como com as crises pessoais e amorosas que pontuam os seus livros.

terça-feira, abril 23, 2013

ler = conhecer, viajar, viver outrem...

Porque hoje é o Dia Internacional do Livro e dos Direitos de Autor (em memória de Shakespeare e Cervantes que morreram neste dia em 1616) publico este post que estava aqui em rascunho há uns dias.

Desde o início deste blogue se anunciou que sem peridodicidade certa, entre mais, aqui se falaria de livros. A verdade é que, se de tudo aqui se vai falando pouco, porque o facebook tem ganho espaço ao blogue pelo menos nos assuntos mais ligeiros, de livros então tem existido ainda mais défice. Por isso, uma referência aos últimos com que me enriqueci.

Primeiro, o último de João Tordo, o Ano Sabático |onde curiosamente a personagem principal se chama Hugo e é músico (não sou, mas estive para o ser), entre outras coincidências da história com a minha|.
Lido num ápice (ou, para ser mais exato, em duas viagens de comboio) o livro que é fruto de um dos melhores escritores da nova geração portuguesa, é daqueles em que adoramos até ao ponto em que pensamos, «pronto, agora estragou isto», depois voltamos a adorar, depois... ciclicamente até ao fim.
Muito bom, não vale a pena descrevê-lo. Leiam.

O Sentido do Fim, o mais recente romance de Julian Barnes (autor que desconhecia e que também li num ápice), é livro recém-galardoado com o Man Booker Prize 2011. A história de um homem que se confronta com o seu passado mutável. Um livro bem escrito e de grande reflexão sobre o percurso de cada uma das nossas vidas, das espetativa e das reviravoltas.

Foi leitura mais demorada, mas também é obra de outra complexidade, O Cemitério de Praga do grande Umberto Eco, um dos autores estrangeiros que mais tenho lido.
Este romance do autor do Nome da Rosa, é uma obra ousada, atual e pertinente para entendermos o processo das interacções histórico-culturais ecléticas que justificam a travessia europeia do século XX e, de certo modo, o nosso século XXI. Aqui, o autor coloca-nos no século XIX onde cruzando-se com grande figuras da história, entre jesuítas, maçons, o esoterismo, a emergência de ciências como a psicanálise e a grande discussão, à época, sobre os judeus, se edificaram as raízes do que sustentou o inconsciente colectivo europeu em que se alicerçou o nacional-socialismo de Hitler.
Umas vezes irónico, outras sádico, outras mesmo odioso, este não é um livro para os leitores mais impreparados mas, não só é essencial para poder entender muito da sociedade atual, como é um excelente ecercício literário.

Ainda não terminado, e exclusivamente nos momentos de leitura em Tomar (que nos tempos que correm são escassos) estou a ler este Herança de Traição, do jovem autor nabantino Jorge Subtil. Naturalmente uma obra diferente das anteriores, mas muito interessante pela pesquisa histórica e pela vivência social do século XIX português, estando a acção centrada particularmente na templária Quinta da Cardiga, ali a caminho da Golegã.



E porque leio sempre mais que um em simultâneo, vou já lendo um novo de João Tordo, Anatomia dos Mártires, e também um de contos do japonês Haruki Murakami, A Rapariga que Inventou um Sonho, mas desses falo, eventualmente, quando os terminar.

quarta-feira, abril 03, 2013

info contabilística










Hoje, pelas 18:30h, na Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas (OTOC - Avenida Barbosa du Bocage, 45, Lisboa), com apresentação da obra a cargo do Bastonário da OTOC, Dr. António Domingues Azevedo, o mais recente livro dos meus caros amigos e camaradas António Gameiro e Nuno Moita da Costa, Manual de Contabilidade para Juristas.

sexta-feira, novembro 16, 2012

gostos em primeira pessoa

Enquanto arrumava aqui uns ficheiros, descobri estas respostas a um questionário que o jornal Cidade de Tomar me colocou aí em junho ou julho de 2011, para uma rubrica que se chamava "olha quem fala" ou coisa assim e que, julgo, nunca foi publicado. Aqui fica para memória e arrumação.
Adivinhem as perguntas.

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É para mim bastante difícil a algumas destas questões, por exemplo livros, filmes, ou viagens, responder com uma só hipótese, mas cá vai:
  1. Hugo Cristóvão, Tomar, Professor;
  2. (não sou assíduo frequentador de nenhum mas escolheria) Café Paraíso e Café Stª Iria;
  3. “Tassalhos” de porco espetados em pau de louro entremeados com “cilerca”, grelhados à lareira. Com muito azeite, alho e vinagre, claro;
  4. Como tenho tantos, o melhor é mesmo a casa dos pais;
  5. Tomar;
  6. Com os amigos, em qualquer lugar;
  7. De mochila às costas a qualquer lugar ainda desconhecido;
  8. Praia de Odeceixe, ao pôr-do-sol;
  9. Para viver Portugal; para visitar recorrentemente, Itália;
  10. Para viver Tomar; para visitar (entre várias) Nova Iorque;
  11. Dos mais antigos aos mais recentes, seria difícil escolher 50, mas por exemplo “Magnólia”, de Paul Thomas Anderson;
  12. The Story”, de Brandi Carlile;
  13. Para nele condensar todos, “O Pequeno Príncipe”, de Antoine Saint-Exupery;
  14. Ler, escrever, ver cinema, ouvir música “clássica” e bandas sonoras, jogar jogos de estratégia;
  15. Mário Soares;
  16. Cristóvão Colombo, porque é figura algo misteriosa e importante na história da humanidade, mas que tem em si traços de tragi-comédia e anti-herói deliciosos. Ao descobrir a América, alcançou contra muitas adversidades uma enorme proeza baseada contudo numa premissa errada, e ainda acabou por ser outro a ficar com os louros;
  17. Aquiles da Mota Lima, porque nos deixou a todos a prova como a dedicação apaixonada a uma tarefa pode originar algo único e como das coisas mais simples se pode criar algo grande. No caso, a colecção do actual Museu dos Fósforos, prova igual do que terá sido uma vida cheia, preenchida entre mais, com outra sua paixão da qual também sofro: viajar;
  18. É provavelmente defeito e qualidade em simultâneo: entregar-me demasiado aos projectos, às causas, ou às pessoas em que acredito;
  19. Os realmente marcantes são pessoais, ficam só para mim;
  20. Tenho muitos, destaco este por razão da actualidade: “Não procures impor a tua ausência, mas fazer com que a tua ausência se note”.

quinta-feira, outubro 11, 2012

nobel da literatura para Mo Yan

Os prémios Nobel, que quase sempre têm uma pitada de política, seguem a tendência mundial em tudo o resto, atribuindo pela primeira vez a um chinês o Nobel da literatura.

Mo Yan, cuja obra não conheço, tem apenas um livro traduzido editado em Portugal, "Peito grande, ancas largas", livro esse que lhe trouxe alguns desaguisados com o Governo chinês e que foi depois retirado de circulação por lá.

quarta-feira, outubro 03, 2012

"indivíduos notáveis"


No próximo sábado, um convite para ir até ao Convento de Cristo, desfolhar árvores notáveis em páginas trazidas pelo nabantino Nuno Marta.

quarta-feira, setembro 19, 2012

nabantia e os nabantinos

Este sábado, 22 de Setembro, pelas 16h no Club Thomarense, lançamento do livro

«Tomar, tempos e gentes»
de J. Godinho Granada



não sei ainda se vou poder estar em Tomar sábado, mas recomendo.

terça-feira, junho 26, 2012

info

António Gameiro, ex-deputado e recém-eleito presidente da Federação Distrital de Santarém do PS, vai lançar o seu novo livro, “O Papel dos Parlamentos Nacionais na União Europeia” que, julgo, resulta da sua tese de doutoramento, amanhã 27 de Junho, às 18h30, na biblioteca da Assembleia da República.

A obra será apresentada pelo ex-ministro socialista e actual presidente do Tribunal de Contas, Guilherme D’ Oliveira Martins.

segunda-feira, novembro 21, 2011

info jurídica


António Gameiro, amigo oureense, ex-deputado e recente doutorado, lança com Rui Januário o seu último livro, quarta dia 23 pelas 18h na Univ. Lusófuna em Lisboa, numa sessão que terá apresentação de António José Seguro.

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quarta-feira, outubro 19, 2011

na dianteira

António Rebelo adiantou-se no seu "Tomar a dianteira", na ideia que eu tinha em transcrever como já antes fiz, para esta página o que sobre Tomar é dito, desta vez no livro de João Baião "Pelo coração de Portugal". Digamos que por 16 euros compro livros mais interessantes, e embora quase tentado, acabei por não me dar ao trabalho de transcrever o texto na própria livravia.

Assim sendo, podem ler esses excertos sobre Tomar lá no blogue já referido, que devem servir de formas desapaixonadas de perceber como quem vem de fora nos vê. Aqui deixo só um apetiser:

"Mesmo quem nunca visitou o convento, conhecerá dos livros de História a famosa Janela da Sala do Capítulo, que exemplifica bem o original estilo manuelino.
Todo o espaço é monumental, mas lamento que tenha tão pouca vida e que conte aos visitantes tão pouco da sua rica história: salas vazias, pouca informação explicativa. Em Portugal, por vezes aproveitamos mal os magníficos legados que a História nos deixou."
(já sei, já sei - desculpa nº1 lá pela CMT: "Isso não é responsabilidade nossa!"...)


A propósito de Tomar e do "Tomar a dianteira", passe-se também os olhos por esta análise sobre transferências de verbas para os municípios, bem como a evolução populacional de Tomar e dos maiores concelhos da região, simples de observar para qualquer leigo, mas difícil de entrar em algumas cabeças pouco pensantes mas com jeitos de importantes, que demonstra de forma simples a triste realidade que vivemos pelas margens do nabão, bem longe das fantasias irresponsáveis dos que temos eleito para nos (des)governar.

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segunda-feira, junho 20, 2011

info cultural


Capa do último livro, "Emoções".
 A amiga Maria João Baginha, professora aposentada, apresenta esta quinta-feira dia 23, pelas 18h no Club Thomarense, o seu novo livro intitulado Silêncios e Palavras.