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sexta-feira, junho 14, 2013

Greve! Para que o país não pare.

Apesar de ser perigoso este tipo de argumentação - quem não quer fazer greve tem todo o direito em não o fazer (eu, regra geral, não faço, mas o governo ultrapassou todos os limites da razoabilidade) - não deixo de publicar este texto para contribuir com um pouco de luz sobre alguns comentários que oiço contra as greves.

«DECLARACÃO ANTIGREVE:

Eu,.............................................. , NIF . ..........................., Trabalhador/a da empresa.................................................,

DECLARO:

QUE estou absolutamente contra qualquer coação que limite a minha liberdade de trabalhar.
QUE, por isso, estou contra as greves, piquetes sindicais e qualquer tipo de violência que me impeçam a livre deslocação e acesso ao meu posto de trabalho.

QUE por um exercício de coerência com esta postura, e como mostra da minha total rejeição às violações dessas liberdades,
EXIJO:

1 º. QUE me seja retirado o benefício das 8 horas de trabalho diário, dado que este benefício foi obtido por meio de greves, piquetes e violência, e que me seja aplicada a jornada de 15 horas diárias em vigor antes da injusta obtenção deste benefício.

2 º. QUE me seja retirado o benefício dos dias de descanso semanal, dado que este beneficio foi obtido, por meio de greves, piquetes e violência, e que me seja aplicada a obrigação de trabalhar sem descanso de domingo a domingo.

3 º. QUE me seja retirado o benefício das férias, dado que este benefício foi obtido por meio de greves, piquetes e violência, e me seja aplicada a obrigação de trabalhar sem descanso os 365 dias do ano.

4 º. QUE me seja retirado o benefício dos Subsídios de Férias e de Natal, dado que este benefício foi obtido por meio de greves, piquetes e violência, e me seja aplicada a obrigação de receber apenas 12 salários por ano.

5 º. QUE me sejam retirados os benefícios de Licença de Maternidade, Subsídio de Casamento, Subsídio de Funeral dado que estes benefícios foram obtidos por meio de greves, piquetes e violência, e me seja a plicada a obrigação de trabalhar sem usufruir destes direitos.

6 º. QUE me seja retirado o benefício de Baixa Médica por doença, dado que este benefício foi obtido por meio de greves, piquetes e violência, e me seja aplicada a obrigação de trabalhar mesmo que esteja gravemente doente.

7 º. QUE me seja retirado o direito ao Subsídio de Baixa Médica e de Desemprego, dado que estes benefícios foram obtidos por meio de greves, piquetes e violência. Eu pagarei por qualquer assistência médica e pouparei para quando estiver desempregado/a.

8 º. E, em geral, me sejam retirados todos os benefícios obtidos por meio de greves, piquetes e violência que não estejam contemplados por escrito.

9 º. DECLARO, também, que renuncio de maneira expressa, completa e permanente a qualquer benefício actual ou futuro que se consiga por meio da greve do dia 17 de Junho de 2013.

Alice Vieira»

sexta-feira, junho 07, 2013

«comunidade somos todos»

A versão integral da minha crónica de quarta na Hertzpode lá ser ouvida ou lida no esquerdo capítulo.

«Há uma diferença entre a crítica construtiva e a desistência. E desengane-se quem julga que se pode anular a política e viver sem ela. Enquanto existir a necessidade de tomar decisões públicas e coletivas terá de existir política.

Não há Democracia ou sequer sociedade humana sem ela. Os políticos são maus? Pois substituam-nos. Os partidos funcionam mal? Pois adiram e tornem-nos melhor, Portugal é dos países europeus com menor taxa de participação dos cidadãos nos partidos e na política ativa.

Não pensem é que se não participarem, que se se desinteressarem, que se nem sequer votarem, mudam alguma coisa. Essa é precisamente a melhor forma para que tudo fique na mesma, e provavelmente a principal razão pela qual também os políticos são cada vez mais alheados da comunidade ou sociedade onde estão inseridos, vivem cada vez mais num mundo só seu, e globalmente mais desfasados da realidade e por isso das soluções tantas vezes óbvias ou apenas requerentes de bom senso.

Lembremos apenas isto para que fique bem claro: nas últimas eleições autárquicas em Tomar, os eleitores que tiveram melhores coisas que fazer que ir exercer o seu dever de voto, quase desasseis mil, eram suficientes para só por si, dar a vitória a qualquer das sete listas a sufrágio. Repito, a qualquer das sete listas a sufrágio. Mas depois ouço todos a queixarem-se de quem ganhou.
Será assim tão difícil percebermos que, alguém terá sempre de ser eleito, e que, mesmo para os que se abstiverem, essa escolha é responsabilidade de todos?
Aceitemo-lo ou não, a verdade é que, como eu costumava dizer quando era líder de um partido, Tomar Somos Todos!»

quinta-feira, junho 06, 2013

os miseráveis


Victor Hugo, lindo e intemporal na história que deu musical e que do musical deu filme.
Podia ser hoje, em Portugal e em tantos outros cantos do mundo.


«Do you hear the people sing?
Singing a song of angry men?
It is the music of a people
Who will not be slaves again!
When the beating of your heart
Echoes the beating of the drums
There is a life about to start
When tomorrow comes!»

terça-feira, maio 21, 2013

traição presidencial

"ménage" - ilustração de André Carrilho

Pois... quando se tem alguém a ocupar a função de Presidente da República que não liga nenhuma à sua primeira obrigação que é fazer respeitar a Constituição, e que confunde Democracia e República laica com religião, dá nisto.

terça-feira, abril 02, 2013

fora hábitos

Diz que a senhora aqui já ao lado na foto que anda a correr mundo, é a toda poderosa fraulein Merkell.
E aqui se prova, ao contrário do que tentam afirmar pessoas normalmente grisalhas, que o passar dos anos é muito danoso. Mais que físico, para o intelecto.

Ou então não, mostra coerência, a senhora gosta de andar em pelota e está a ajudar a pôr grande parte dos europeus do jeito que mais lhe apraz...

quarta-feira, janeiro 23, 2013

(des)aparições




Há dias foi noticiado que um funcionário público português recebeu salário durante 20 anos sem nunca ter posto pé no local de trabalho e alguém tenha perguntado onde andava.

Hoje soube-se que um organismo inexistente da administração pública teve um diretor nomeado durante ano e meio a dirigir... nada nem ninguém.

E também hoje se soube que, o espanhol co-autor do recente e polémico relatório pedido pelo nosso governo ao FMI tinha uma segunda identidade, a qual ele mesmo chegou a contratar para produzir trabalhos para a instituição que dirigia....

E depois não acreditam em fantasmas!!!!

sexta-feira, setembro 21, 2012

acordai, gentes que dormis...


Hoje é dia de Conselho (não, não é do "conselho de coordenação da coligação", vale-lhes nossa senhora das asneiras!), hoje é dia de Conselho de Estado e mais logo, pelas 18:30 bem junto ao Palácio de Belém vai-se ouvir o magnífico e quase hino "Acordai", saído das letras de José Gomes Ferreira e das notas e acordes do nabantino Fernando Lopes Graça.
Vamos lá ver se o ouvem lá dentro... Gosto desta onda revolucionária, pacífica e intelectual que está a infetar os portugueses. Haja alguma coisa de positivo no meio disto tudo!

Bom dia, é quase fim de semana!

quarta-feira, setembro 19, 2012

curtas

- Nos últimos dias a segurança pessoal de Passos Coelho e outros governantes tem sido reforçada...
Até na reunião do conselho nacional na sede do PSD foram adotadas medidas extraordinárias de segurança.
Sairam cá uns piegas estes governantes!

- Vejam este vídeo colocado no Expresso, são 30 segundos onde um patrão português diz tudo sobre as medidas propostas pelo governo, no programa do nabantino liberal José Gomes Ferreira na SIC N.

- A escritora Maria Teresa Horta, uma Senhora, recusa-se a receber o prémio D.Dinis das mãos de Pedro Passos Coelho. Assim é que se é coerente. (no Expresso)

- O fim de semana das estátuas vivas em Tomar foi-se, mas as estátuas errantes essas continuam como sempre por aí. Sobre o festival, e independentemente dos números avançados pela autarquia, há algo evidente e que muito ouvi comentar durante o fim de semana - o público era bastante menos que no ano passado. Sintomas já de enfartamento quanto ao evento? Falta de novidades? Má divulgação? Ou apenas efeitos da crise?

Bom dia! Hoje é quarta, falta pouco para o fim de semana...

terça-feira, setembro 18, 2012

harakiri político

a ideia era fazer isto aos portugueses
mas por vezes as balas fazem ricochete
Depois do anúncio do, com o poder deslumbrado, primeiro-ministro, seguido de horas bem dispostas no Tivoli onde chegou de escolta, seguido ainda pela madrugada do anúncio hipócrita no facebook, o Pedro (é ele que assina assim) deu o tiro final para o suicídio do seu governo. E o alienado Gaspar ainda disparou mais uma rajada só para ter a certeza que a coisa estava mesmo defunta.
Para completar a tríade que conta para o enterro, a presença fantasmagórica de Relvas, o ministro dos negócios (entre tantos outros apelidos), que há muito e por várias razões a começar na ética, se tornou inaceitável no governo, e que só por si tanto contribuiu para o rápido desmoronar do castelo de areia que foi esse governo.

Este governo está morto. Faça o que fizer, arranje que distrações arranjar, remodele o que remodelar, este governo perdeu toda a legitimidade, precisamente por não perceber ou querer aceitar o óbvio da Democracia: um governo ganha nas urnas apenas a legitimidade formal e aritmética, mas a legitimidade social e política tem de ser conquistada todos os dias.
Este governo não vai sequer conseguir sair mais à rua.
Há um laço que é preciso manter, pelo menos com a maioria dos cidadãos, pelo menos com a base social e ideológica de apoio. Mas este governo já não tem sustentação nenhuma, já pouco mais que os próprios governantes e os destes dependentes (e poucos aparecem a dar a cara) acreditam que a coisa se possa manter.
Pode demorar um mês, pode demorar um ano, mas certo é que já ninguém nada espera de bom, já ninguém em nada acredita que venha deste governo, e por isso, seja porque o CDS salta fora, seja porque o Presidente manda a coisa abaixo, seja porque o próprio e verdadeiro PSD faz a coisa implodir, este governo vai cair.
É que a coisa não é já o que é suposto acontecer em Democracia, não se trata de uma questão de esquerda e direita com opções e ideologias divergentes, não se trata do partido X ou Y. Trata-se de um conjunto de pessoas que se julga na posse e mando do país, e com isso pensando fazer o que bem entender com uma ideologia que não foi sufragada e não tem expressão na nossa República, e pelo meio ainda fazer negociatas para/com os amigos.

Contestado por todos, a começar no seu próprio partido e continuando naquele que convidou para a coligação, este governo maioritário conseguiu com apenas um ano de mandato deitar tudo ao charco.
E só a si mesmo pode culpar:
Primeiro, uma série de proclamações e medidas demagógicas impossíveis de sustentar por governantes com pouca ou nenhuma obra feita, muitos telhados de vidro e consistentes inconsistências éticas;
Também, uma fórmula insistentemente apresentada como sem alternativa, apresentada como exigida pela troika e indo muito além desta, que como quase todos previam, veio a originar piores resultados que aqueles que existiam quando lá chegaram, e que para mais, criou na generalidade dos cidadãos a ideia real de que os sacrifícios não foram igualmente distribuídos e carregaram mais sobre os mais fracos;
E por fim, um conjunto de medidas insensatas sem o mínimo de ligação com a realidade, apresentadas sem dialogar com ninguém - nem sindicatos, nem associações patronais, nem partidos da oposição ou sequer com aquele com o qual se coligou, neste PSD de Passos e Relvas mostraram que não sabem trabalhar pelo bem comum, não sabem ouvir, não sabem dialogar, e provavelmente não estão mesmo interessados em fazer nada disso.


Ora, onde é que já vi isto, precisamente num PSD orquestrado por Relvas? Ele há coisas que não enganam ou não mudam....
Na câmara de Tomar passou-se exatamente o mesmo. Incapazes de dialogar, sem qualquer vontade em trabalhar, em ouvir os outros, em discutir ideias e flexibilizar posições, convencidos que o parceiro de coligação deixaria de ter identidade e aceitaria tudo porque, julgavam, estavam lá pelas mesmas razões que eles: o poder pelo poder, as mordomias pelas mordomias, mais as bajulices e o penacho, e "que se lixe se isto não serve para nada e vai ficar pior do que quando chegámos" - enganaram-se, o PS nabantino não alinha em carnavais nocivos ao coletivo!

Sobre o que se está a passar no Governo e aquilo que tem acontecido em Tomar há apenas duas diferenças essenciais: a generalidade dos nabantinos apesar de não acreditar em nada desta câmara e dela nada de bom esperar, está-se nas tintas e pouco disponível para fazer alguma coisa, até porque a coisa não toca diretamente no umbigo de forma muito percetível - ou assim julgam;
e depois, por ridículo que pareça, deitar uma câmara abaixo é formalmente muito mais difícil (para não dizer quase impossível) que o Governo do país.

Seja como for a verdade insofismável é esta: o governo da nação está morto e só não se sabe quem lhe fará e quando o enterro; o governo de Tomar já morreu há muito e já ninguém sabe onde pára o cadáver.



domingo, setembro 16, 2012

"um domingo qualquer"










Tanto para dizer e vontade nenhuma de o fazer.

Acho que as imagens e o número de manifestantes ontem nas ruas dos país falam por si.
Dizer mais o quê? (só se for para dar os parabéns aos que não se manifestaram - estão bem na vida com certeza).



Bom domingo!

sábado, setembro 15, 2012

ai Portugal...


«Companheiros:
Não vou poder estar convosco na mobilização de 15/9 porque tenho o privilégio de trabalhar nesse dia. Mobilizo-me à minha maneira e digo o que tenho a dizer, sobretudo através das canções que escrevo. É urgente estarmos unidos, cada vez mais, por todo o pais, dizer firmemente "NÃO" ao inaceitável. Tem de existir um limite para tanta injustiça, tanta arrogância, tanta impunidade e tanto sofrimento para esta maioria que não pode continuar
a ser tão silenciosa. Não vale a pena falar dos agravamentos bestiais que pessoalmente me afectam, a minha sobrevivência depende essencialmente do público e esse está aflitivamente a ficar sem meios de subsistência. Sei que o desemprego vai aumentar, o número de desalojados e falências também e sei que este povo tem de gritar bem alto e em uníssono "CHEGA!" - para não perecer.»
Jorge Palma, um dos grandes

«Tornou.se evidente que é preciso intervir, que é forçoso dizer que Portugal não podia ter tido pior sorte nas elites que elegeu. Não que a Democracia não funcione, mas porque temos sucessivamente acreditado que o Poder não corrompe Homens e Partidos. Recusamo.nos a crer que possam usar a benção do nosso voto contra nós próprios, em proveito de interesses privados obscuros em que ninguém votou. Este sistema baseado no Capital puro tem o maior desprezo pela Democracia que tanto nos custou a conquistar: estamos a aperceber-nos, tarde, que o Capitalismo já não precisa do sistema democrático para impor as suas furiosas regras. Um jogo sujo em que conquistam o Poder, não porque os esbirros tenham sido eleitos, mas porque se apropriam das barrigas de aluguer daqueles em quem, em boa fé, votamos.

Sucessivamente, e desde que se perderam valores e ideologias na vida política, Portugal tem sido saqueado uma e outra vez por governantes cegos às mais básicas ambições e necessidades das populações. Não é demagogia: os bens públicos, aqueles que todos pagámos com os nossos impostos, são consecutivamente assaltados, retalhados, vendidos a privados em manobras que escapam ao controle dos cidadãos.

Assim, o Sistema Nacional de Saúde, que sempre garantira constitucionalmente assistência médica gratuita a todos os portugueses, foi esvaziado, desinvestido, por forma a dar prejuízo nas contas públicas e justificar assim a sua venda. Sucessivas Administrações incompetentes de Hospitais Públicos, nomeados por igualmente incompetentes governos, colaboraram neste esquema tendo em vista a alienação de equipamentos, que são nossos por direito próprio, a privados que nos cobram para obtermos cuidados que tinham que ser grátis.

No Ensino Publico, a degradação das carreiras docentes, programas confusos e contraditórios, fizeram dos alunos cobaias durante décadas. Assim se destruiu a dignidade de professores e se depauperou a rede escolar, uma área, também ela constitucionalmente, de acesso universalmente gratuito. Ao mesmo tempo, ajudadas e financiadas pelos mesmos governos, pululam no país instituições de carácter privado que esvaziam o sector público com resultados muitas vezes equívocos ou fraudulentos.

Na Justiça ganha quem conseguir empatar o sistema. E consegue empatar o sistema quem tem dinheiro. Mais do mesmo. Não se privatizam os Juízes porque seria, para já, escandaloso. Mas o processo para lá caminha se não soubermos a tempo defender os nossos direitos. A promiscuidade entre poder político e poder judicial é um sintoma vergonhoso e indigno para um Estado de Direito democrático. É o grande sintoma da corrupção que grassa, há gerações, entre nós.

Agora, e em vez de um Serviço Publico de Televisão que sirva abnegadamente o País com uma gestão pública cuidadosa e rigorosa, entrega.se de mão beijada o nosso equipamento, as nossas instalações, o nosso dinheiro aos ' privados' de sempre, para cumprir promessas feitas nos bastidores pré.eleitorais às clientelas políticas.
Este é o Governo que temos. Um Governo que prometeu mudar. Um Governo em quem muitos de nós votámos. Mas poderia ter sido o anterior, ou anterior a esse. Na falência ideológica, hipotecaram os nossos anéis. E agora querem arrancar.nos os dedos.

Portugal atravessa uma das piores crises da sua História. Mas não é a crise económica ou financeira que me preocupa. É a tremenda crise de valores, de respeito, de dignidade. Aquela que tão patente está nesta ultima comunicação do Primeiro.Ministro, esse sim eleito e a quem devemos pedir satisfações.
Um Primeiro.Ministro que encabeça um Governo que anda a reboque dos mercados, seja lá o que isso for, que consecutivamente ataca os mais básicos direitos de quem trabalha, de quem produz, de quem cria emprego, taxando ainda mais os já míseros salários e regalias. Um Governo que prefere fazer pagar os mais fracos e desprotegidos, os reformados, os pensionistas, os desmpregados, os jovens, beneficiando despudoradamente quem mais tem e mais deveria pagar, que tem insistido na degradação da mão.de.obra, como se o País fosse ser mais competitivo quanto mais baixo fosse o valor do trabalho.
Este é o Governo do nosso descontentamento, da chinezização do tecido produtivo, da mercantilização da Economia. A sua total insensibilidade para a verdadeira crise social que ajudou a aprofundar será um dia julgada pela História.

Para já compete.nos não calar a revolta que nos cresce diariamente a cada malfeitoria.
Fomos tolerantes e passivos. Escutámos e acreditámos. Mas perante a ignomínia deste assalto descarado, a coberto da crise e acicatada pelos ' privados' a quem permitimos que o País fosse entregue, chegou o momento de mostrarmos que Portugal tem voz, tem Futuro, tem o mérito de ser produtivo, único, apaixonado, resistente, lutador, tem a capacidade de se erguer, de ousar Sonhar apesar da mediocridade das ' elites'' em quem confia, malfortunadamente, o seu destino.

Este Governo teve o beneplácito da maioria. E é escudado nesse argumento que, perante um Presidente autista e uma maioria conivente, acabou de dar a última machadada no nosso mais elementar direito: sermos Felizes na nossa terra. É aqui, em Portugal, que queremos que os nossos Filhos cresçam e encontrem, também eles, o caminho dos seus próprios Sonhos. E se partirem, que seja por vontade. Nunca por necessidade. Nos já pagámos Portugal. Este País é, portanto, nosso. Sejamos então nós a mandar. Sejamos nós a mudar.»
Pedro Abrunhosa


sexta-feira, setembro 14, 2012

"que se lixe a troika"

Amanhã, 17 horas, Tomar.
Ajuntamento na praceta Raul Lopes (em frente ao antigo Colégio Nuno Álvares) e seguir pela Avenida Norton de Matos até à praceta Alves Redol (Rotunda)

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