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quarta-feira, janeiro 26, 2011

o medo das palavras

Bem a propósito, um comentário chegado ao post anterior lembra a velha música do Herman "vamos lá cambada, todos à molhada..."
Pois bem, para mim "cambada" é mesmo isso: um grupo de pessoas mais ou menos desorganizadas. O que no contexto do que escrevi me parece muito claro.

Lamento que faça assim tanta confusão eu ter usado essa palavra, mas doa a quem doer, a realidade enfrenta-se de caras. E este é mesmo o retrato da Câmara que temos. E mais que isso, sabemos que temos.
Dito de outra forma, só tendo a noção da realidade se pode agir sobre ela.

Ninguém pode viver permanentemente na ilusão, e quando o faz por tempo demasiado, acordar tende a ser um processo mais duro e mais abrupto.

sexta-feira, novembro 05, 2010

"O mundo não gira à tua volta. E se gira, estás bêbedo."

É uma daquelas que eu gostava que fosse de minha autoria, mas infelizmente não é. Acho que a li ou ouvi, assim qualquer coisa parecida com isto, algures. Era para dedicar novamente aos opinantes políticos nabantinos do facebook e dos blogues, particularmente os anónimos, mas dar protagonismo a quem não o merece também tem limites. 
Mais vale dedicar à malta amiga lembrando que hoje... hoje meus amigos, é sexta-feira!

para que conste

Este texto foi escrito privadamente a alguém no facebook, mas como na breve resposta, a personagem em causa provou a minha tese, mostrando não perceber ou não querer perceber, e pior ainda, numa atitude típica dos fracos e sem argumentos, acusando os outros daquilo que é sim a sua prática, aqui fica agora para minha memória futura, e para que conste:

Sr..........

É evidente que é alguém ligado ao PSD, e alguém que vê a política de forma clubística.
Tenho pena que uma boa parte dos dirigentes políticos, e até muitos cidadãos em geral tenham essa postura. Não é a minha, e noutros países mais evoluídos que o nosso a generalidade das pessoas não age assim.
Felizmente conheço muitas pessoas no meu partido e noutros que não agem assim, e com essas é um prazer discutir os diferentes pontos de vista, opinião, ideologia. Prezo aliás muito quem tem opinião concreta, fundamentada, e a assume, e se é igual à minha ou diferente não é o que importa. Não tenho nada a provar a ninguém, muito menos a quem nem a identidade assume, mas é fácil verificar que já muitas vezes elogiei publicamente pessoas de outros partidos da mesma forma que critiquei pessoas ligadas ao meu. Isso sim, é ser sério em política.

Em todo caso, por essa atitude clubística que demonstra, bem sei que nunca vai concordar, fazendo mesmo por desvirtuar tudo o que eu diga. Bem atestando aliás a justeza dum lema que normalmente sigo e que só em momentos de menor paciência ou tolerância como no presente, acabo por olvidar: "Nunca te justifiques, os amigos não precisam, os inimigos nunca aceitarão".

Apesar disso tenho de dizer: não sou incoerente, o que afirmo pratico, onde é que verdadeiramente me viu tratar mal as pessoas e as suas opiniões? Acha que repor a verdade é tratar mal alguém? Acha que dizer que aquilo que alguns tentam fazer passar por factos não o são, é desrespeitar opiniões?

Acha que chamar palhaçada ou disparate ao circo montado por pessoas ligadas ao PSD e outras forças, algumas com muita responsabilidade, em torno do episódio "Lobo Antunes" que nada tem que ver com política é ofender alguém?

Política senhor, a tal política séria, é tratar dos assuntos que afectam as pessoas, aquelas matérias que verdadeiramente as preocupam. Tudo o resto são novelas para entreter meia dúzia de desocupados com muito tempo para gastar em frente ao computador, mas que nada dizem a quem vive no mundo real.

Esta é a verdade, por mais que lhe doa, por mais que a ignore, por mais que a tente mascarar de outra coisa qualquer.

E já agora uma nota pessoal: não pense que me deixo arrastar para a lama. Quem tem coluna vertebral e dorme de consciência tranquila, anda sempre de cara limpa e sem medo.

Um dia, talvez perceba que é isso que as pessoas esperam dos políticos.

sábado, abril 24, 2010

Câmara de Santarém lança Portal da Juventude

... noticia o jornal O Mirante. (http://www.juventude.cm-santarem.pt/)


Em Tomar ainda estamos à espera que o Conselho Municipal de Juventude seja reactivado (sim, porque ele existiu em tempos, este vosso amigo fez parte do mesmo), agora que o mesmo é obrigatório por Lei, e a Assembleia Municipal já o aprovou em Dezembro.
Há de facto temas para os quais falta muito sentido de visão estratégica na Câmara Municipal de Tomar...
Vejamos por exemplo a semana académica que se aproxima, e que novidades nos traga...

quinta-feira, novembro 26, 2009

Não te irrites, por mais que te fizerem...
Estuda, a frio, o coração alheio.
Farás, assim, do mal que eles te querem,
Teu mais amável e subtil recreio...
Mário Quintana
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sábado, setembro 12, 2009

Nunca te justifiques. Os verdadeiros amigos não precisam e os inimigos não acreditam.


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segunda-feira, fevereiro 18, 2008

escuro como breu

7:12 da manhã, de portátil ao colo no comboio a caminho da capital (sim, agora de vez em quando, e quando o trabalho o pede, carrego o "animal" comigo) apeteceu-me comentar esta veia economizadora e ambientalista que se vive em Tomar.
Sim, entrei para o comboio há poucos minutos, e não só chove a potes, como as únicas luzes são as das parcas montras e as dos faróis que apressados atravessam o dilúvio. Não vi, de casa até à estação, uma única luz pública acesa, à excepção das que delimitam o campo relvado em frente ao pavilhão da Jácome Ratton, até porque essas fazem muita falta...

É como a iluminação da ponte pedonal do flecheiro e da provisória subida para junto à igreja de Santa Maria, não só bastasse o percurso atribulado, a única luz que há meses por ali se vê para quem atravesse de manhãzinha ou à noite, é o que sobra dos holofotes dos estaleiros da obra.

terça-feira, junho 27, 2006

Para o Fernando Santos.

Em resposta ao comentário ao post "Óculos de cabedal II", e a quem interessar.

Caro Fernando,
Em primeiro lugar o âmbito deste blogue está bem expresso no topo do mesmo. É exclusivamente pessoal.
Sabe, porque me conhece ao menos um pouco, que não tenho qualquer pejo em exprimir as minhas opiniões, sobre e quando entenda útil, e sem receio de estas serem muitas vezes impopulares ou de difícil "digestão". O que me aflige são os que calam.
Segundo, o argumento que usa da associação deste blogue com a página do PS Tomar é, desculpe-me, absurdo. Nesta página tenho links para muitas outras páginas, algumas de reconhecidas personalidades, e de vários quadrantes polí­ticos e da vida social. Estarão também elas obrigadas por o que quer que aqui eu escreva?
Terceiro, não confunda "democracia musculada" com o exercí­cio mí­nimo de regras. Para mim não há Liberdade sem regras, e aqui elas existem. Se não deixo passar alguns comentários, é por entender que são eticamente reprováveis, ou que atingem de forma menos correcta terceiros, ou porque simplesmente são maldosos, não identificados, com o único fim de destruir. O que não impede que me divirta à brava a lê-los. De qualquer forma, aqueles que aqui gostariam que eu publicasse todos os disparates que muitas vezes escrevem, têm uma solução muito fácil, criar a sua própria página e lá dizerem o que bem entenderem. Os blogues são a expressão absoluta da democratização do espaço virtual. No que tem de bom, e no que tem de mau.

"A Liberdade sem virtudes nem sabedoria é o maior de todos os males." - Edmund Burkes

Depois Fernando, acho que não percebeu bem o que eu queria dizer no referido texto. De qualquer forma, é bem vindo a este espaço, e se passa por cá de vez em quando, saberá que não tenho qualquer problema com quem defende ideias diferentes das minhas, pelo contrário. Estimo quem defende ideias, e de forma alguma ao contrário de outros, tenho rancor ou ódio por quem não está do meu lado. É da discussão que nasce a sabedoria, é a discutir, ordeira e com mútuo respeito, que evoluí­mos e trilhamos novos e melhores caminhos.
Pena é que nem todos aceitem esta filosofia de vida, e que para alguns, quem está mesmo que ocasionalmente, numa posição contrária, seja visto como inimigo e alvo a destruir.

Todos nos esquecemos do essencial: tudo é uma passagem, tudo é efémero, e no todo, todos contamos tão pouco, todos somos tão pequenos.

segunda-feira, julho 26, 2004

Sobre o Cine-esplanada, em resposta à Sónia

Terei certamente algum material sobre o Polis, e sobre a zona do Cine-Esplanada em concreto. Em todo o caso, e porque esta Câmara realmente ainda não descobriu o que é a internet (nem lhes convém, a internet é um espaço demasiado livre...) podes sempre consultar tudo o que é suposto ser contruí­do (e destruí­do) ao abrigo do programa Polis, na casa Vieira Guimarães.
Claro que aqui por Tomar os projectos têm alguma tendência para serem alterados dum dia para o outro, como foi o caso do próprio Cine-Esplanada, que num dia era para ficar, e no dia a seguir era para vir abaixo. Devo no entanto dizer que no caso específico do Cine-Esplanada ainda não consegui bem perceber se sou contra, ou a favor. Ainda não vi bem o projecto. Mas gato escaldado de água fria tem medo... é que requalificações (a partir do zero) como no caso do Pavilhão Municipal, ou encerramentos ad eternum, como no parque de campismo, já chegam!

segunda-feira, julho 19, 2004

inquietudes e certezas

Este fim de semana fui obrigado a reflectir sobre algumas palavras, palavras que como quase todas representam algo, mas que neste caso são ainda mais importantes porque representam valores, porque representam qualidades, infelizmente, nem todas boas. Palavras como ética, verticalidade, dignidade, rigor, orgulho, honra e simplesmente palavra, mas também mesquinhez, hipocrisia, cinismo, egoísmo e egocentrismo.
É triste quando encontramos nos adversários as qualidades que defendemos, e vamos encontrar nos amigos, ou nos que nos seriam mais próximos, essas outras negativas. É triste, mas sempre em algum momento da vida isso acontece, e eu, que tenho por convicção saber reconhecer nas pessoas essas qualidades, ainda às vezes me engano, ainda às vezes me espanto. Felizmente, ainda às vezes pela positiva.
Felizmente também, que a justiça na vida tem tendência a repor a verdade, e a premiar quem tem essas características que fazem a Ética, assim como pelo contrário, fazer pagar quem as não tem, quem não honra a sua palavra, quem não pratica aquilo que apregoa, quem rasteja, quem chafurda na lama atrás do melhor lugar, quem pisa para poder subir. Esses tem têndencia a cair um dia, e quem muito anda de cócoras normalmente fica marreco. E um marreco vê-se à distância.
Há sempre tempo para emendar, há sempre tempo para endireitar a coluna, mas talvez seja verdade que quem nasce torto, dificilmente se endireita.
E não há melhor ganho na vida, que poder encher o peito de dignidade, andar de cabeça erguida e poder olhar os outros nos olhos e sorrir. E depois sabe tão bem, ouvir aqui e ali, o reconhecimento dessa nobreza de espírito e de alma.