quinta-feira, fevereiro 28, 2013

"o tristonho dia de Tomar"

A minha nota de ontem na rádio Hertz, essencialmente sobre o dia de Tomar que amanhã, mais ou menos se comemora, pode lá ser ouvida e lida no esquerdo capítulo.

«É na verdade apenas mais um espelho da mediocridade e da falta de ideias e capacidade de execução que tem liderado os destinos de Tomar. E sim, também espelho da falta de proatividade e capacidade crítica ativa da própria comunidade que há muito entrou num estado letárgico de alheamento para com quase tudo o que venha dos seus eleitos líderes.»

Hoje, não esquecer, reunião da Assembleia Municipal a partir das 15h. Com poucos assuntos de real interesse na Ordem de Trabalhos, mas com a destituição do presidente Miguel Relvas à vista.
E o provavelmente muita peixeirada até porque, como habitualmente se sabe ali muito de leis (e de as cumprir...), já estou a antecipar a confusão com requerimentos para cá e para lá...

quarta-feira, fevereiro 27, 2013

day sleeper

Dizem uns estudos científicos que, divagar e sonhar acordado estímula a inteligência porque quem o faz treina e usa mais recursos do cérebro.

Eu sabia que havia boas razões para ser assim.
Apetecia-me dizer umas coisas aos meus pais, aos meus antigos professores, a umas amigas...




Bom dia, e bons sonhos! :)

segunda-feira, fevereiro 25, 2013

eficácia...


A iniciativa é boa, até numa perspetiva da criação de eventos que contribuam para um cartaz continuado ao longo do ano, tendo aqui por base a cultura e a capacidade instalada no associativismo.

Mas, é quase sempre nos pormenores que mesmo as boas ideias falham. E entre outros começa logo no nome. Alguns conceitos básicos de marketing não fariam mal aos decisores políticos nabantinos (a responsabilidade nunca é dos técnicos mas sim de quem os chefia)... este nome é "pequenino", parece coisa organizada por uma aldeia ou uma associação de bairro, não fica no ouvido e podia ser igual a qualquer outra.
E já agora concelhia de onde? É que, lá está, pelo nome não se chega lá...

domingo, fevereiro 24, 2013

a noite de Hollywood

Está quase, café e snacks preparados, a cerimónia promete!
Ora, entre os nomeados que este ano já consegui ver, as minhas apostas em algumas categorias:

Argo - melhor filme
Steven Spielberg - melhor realizador
Daniel Day Lewis - melhor ator
Emmanuelle Riva - melhor atriz (mas com dúvidas)
Anne Hathaway - melhor atriz secundária
Christoph Waltz - melhor ator secundário (o Django é um grande filme!)
John Williams - melhor banda sonora
Adele - melhor canção

A Vida de Pi apesar de ser o segundo mais nomeado não deve ganhar nada de jeito, mas é um bom filme, e Ben Affleck (Argo) e Quentin Tarantino (Django) mereciam estar entre os nomeados a melhor realizador.


Mais em http://oscar.go.com/
Boa semana e bons filmes!

quinta-feira, fevereiro 21, 2013

curtas

- A 14ª Mostra da Lampreia em Tomar começa este sábado e prolonga-se até dia 10 de Março nos restaurantes aderentes. Venha degustar ou provar algo diferente do dia-a-dia.

- Há pelo menos uma nabantina que é "aeromoça" da Ryanair, mas podem existir mais interessados, os tempos estão difíceis e sempre se faz umas viagens à borla. A empresa está à procura de mais portugueses para seus funcionários.

- O Mirante distingue hoje com os seus prémios de mérito, os nabantinos Quinta do Bill e Luís Ferreira (diretor artístico do Festival Bons Sons e atual Presidente do SCOCS).
Distinções mais que merecidas, entre tantas mais que o município de Tomar não é capaz de fazer.

- Um sintético e bom texto de Henrique Monteiro no Expresso, sobre grândolas, relvas, ditaduras e democracias... A ler, para refletir.

- O Estado do Mississipi nos EUA só agora aboliu oficialmente a escravatura. Ler n'O Público.
Em Portugal começa a existir cada vez mais, na prática e na Lei.




- A foto aqui do lado vai dedicada a algumas amigas que não gostam de me ver com barba por fazer. Há uma razão para tudo, dizem os crentes. :)

quarta-feira, fevereiro 20, 2013

"grândola vila..."


Hoje, chegado a uma sala com uma turma para dar uma aula, não pudemos entrar porque algum aluno armado de equivalência a serralheiro tinha enfiado cola entretanto solidificada na fechadura. Uma moda recente, os alunos estão sempre a descobrir nóveis truques.
São enfim, coisas do dia-a-dia de uma escola um pouco maís atípica do que as outras. Ainda foram uns bons dez minutos até se resolver o problema e poder dar início à aula. Quebra logo um pouco o ritmo e cansa-nos mentalmente um bocadinho, mas por fim lá se diz o que se tem a dizer.

Bom mas, nada como ser ministro daqueles a que não deixam falar onde quer que vá, porque o mandam demitir-se e ir estudar, enquanto o apelidam de todo o tipo de nobres adjetivações, e o vão mantendo como ícone maior do anedotário nacional...

Algo também muito avisado e com hábito histórico para correr bem é quando políticos, como fez hoje o líder parlamentar do PSD, tentando defender o indefensável porque não aceite pela larga maioria dos cidadãos, compara as manifestações de jovens a grupos de extremismos políticos. Vai por aí que tens futuro...

terça-feira, fevereiro 19, 2013

políticas autárquicas em discussão


Amanhã. Não poderei estar presente por impossibilidade de me deslocar a Tomar, mas recomendo.

José Junqueiro é alguém que não só tem uma vasta experiência política (foi por exemplo, Secretário de Estado da Administração Local), como é também ele candidato a presidente de Câmara, no caso, de Viseu, o que lhe dá uma boa perspetiva dos problemas a enfrentar pelos autarcas nos tempos que virão depois de outubro próximo.

domingo, fevereiro 17, 2013

snapshoot de austeridade


A foto de Daniel Rodrigues, um jovem fotojornalista português desempregado, que até já vendeu o material fotográfico, premiada pelo World Press Photo.
O seu caso é mais uma crua imagem do país em que vamos vivendo, corre o ano de 2013.
Mais um jovem qualificado e talentoso, que provavelmente rumará a outras paragens.


Bom domingo.

sábado, fevereiro 16, 2013

Carnavais e outros folguedos

foto de O Templário
artigo publicado n'O Templário de 14 de fevereiro (embora já escrito há uns tempos)

A câmara rejeitou o apoio à organização do carnaval na cidade (tendo dos sete, apenas o vereador socialista Luís Ferreira votado favoravelmente, em acordo com aquela que é a posição do PS, coerentemente assumida há vários anos).
Enfim, a rejeição é uma decisão tão condenável como aceitável. Tudo depende da estratégia municipal para o desenvolvimento dos eventos com um cariz turístico e de contributo económico. A estratégia que em Tomar… não existe.

No PS há muito defendemos – e não é nada original, apenas perceber o que tem de ser feito se se quiser fazer bem, e observar e aprender com o que outros já fazem – que o concelho precisa de apostar num conjunto de eventos, continuados, diversificados, com qualidade, que mantenham um cartaz permanente ao longo do ano, que contribua para uma efetiva evolução do turismo enquanto potenciador de desenvolvimento económico, contribuindo para a criação de empregos e produção de riqueza.

Basta pensarmos num exemplo que nos é próximo em vários aspetos: dimensão, património histórico e natural, boa localização geográfica – Óbidos – e perceber o que era há pouco mais de uma década, e o que é hoje depois dessa estratégia bem delineada e coerente ter sido e continuar a ser aplicada.
Ali a estratégia prova-se bem sucedida. De uma vila quase só conhecida pela sua ginga, temos hoje um concelho com atividades diversificadas e já estabelecidas, identitárias, que promovem a fixação e desenvolvimento de outras atividades na área cultural e artística, e também na área desportiva, entre outras. O turismo e a cultura provaram-se capazes de criar emprego e riqueza porque ao contrário de Tomar não se limitaram a mandar uns bitaites. Pensaram, planearam, executaram. Investiram, produziram.
E para que conste, para que não me acusem de só usar exemplos socialistas, falamos aqui de um concelho dirigido pelo PSD. A questão aqui não é ideológica ou partidária, é de bom senso, capacidade e vontade de trabalhar. Tudo o que em Tomar tem faltado aos dirigentes políticos.
Em Tomar, fala-se, promete-se, mas saber e fazer… pouco!

Não podemos ficar-nos por um monumento mais ou menos visitado, e por um ou dois eventos anuais ou nem isso, como os Tabuleiros ou as Estátuas Vivas, que sim, são importantes como figura de cartaz e grande atratividade, mas que enchem a cidade em curtos dias, e de onde verdadeiramente se retira pouco mais.
Precisamos de mais eventos, mais pequenos, mas mais continuados. Que tragam menos pessoas de cada vez, mas mais vezes ao ano, que promovam o alojamento e os gastos na restauração, tendo assim verdadeira capacidade para serem sustentáveis.

Voltando ao ponto inicial, apesar da recusa no apoio, a entidade que pretende organizar o Carnaval vai avançar mesmo assim. E isso é muito importante. Tomar não tem sabido aproveitar a sua capacidade instalada: naturalmente os já abordados património histórico, cultural e natural, a sua localização geográfica, e também, o que muitos não têm, um importante movimento associativo que nas mais diferentes áreas muito produz, mas ao qual falta um olhar por cima, um olhar coordenador, um olhar estratégico.
E também por isso, temos instituições importantes, mas que raras vezes trabalham em conjunto ou com desenvolvimento de atividades comuns.
O desenvolvimento de atividades que resultem da iniciativa associativa ou comunitária é algo que não pode ser inventado, tem que existir para ser real. É o exemplo do carnaval da Linhaceira, que não depende de subsídios para se realizar e que tem esse enorme e importante cariz de envolvência da comunidade. O mesmo se passa com o Festival Bons Sons em Cem Soldos, um evento já de dimensão nacional e com qualidade reconhecida nos mais diversos fóruns.

Ao longo dos últimos anos faltou sempre esse acarinhar das instituições existentes, a capacidade de as envolver em objetivos comuns e maiores, de as envolver numa estratégia concelhia da qual sejam verdadeiros parceiros e executores. Ao invés, temos uma filosofia de subsídio mais ou menos indiscriminado, casuístico, em função apenas da dimensão maior ou menor das migalhas sobrantes do orçamento municipal. Uma espécie de subsídio caritativo institucional.
Não é isso que nos serve, e não é isso que nos permitirá o desenvolvimento tão propalado mas sempre vazio, do turismo enquanto real vetor estratégico do desenvolvimento económico e identitário do concelho.
Mas é o que temos, resta saber até quando. Não é apenas no turismo e nos eventos, é em praticamente tudo o resto. Fala-se, promete-se, fala-se de novo, promete-se mais… Mas estamos sempre na mesma. Ou pior.

quinta-feira, fevereiro 14, 2013

"No Estado, o absurdo não paga impostos?"

Não andei muito atento às notícias nos últimos dias, até porque andei offline e a net é cada vez mais a minha forma priveligiada de "ligação com o mundo", se bem que até me tinha já chegado qualquer coisa aos ouvidos, pensando ainda assim que fosse brincadeira de carnaval...

Então não é que os senhores do Governo mais as suas ideias estapafúrdias, agora querem multar os consumidores que não pedirem fartura?!!! Mas endoideceram de vez?!

Não só a ideia é totalmente absurda, e provavelmente ilegal, como me parece que vai ter o efeito contrário ao desejado. É que como este Governo há muito tempo está morto no que diz respeito à legitimidade democrática percetida e delegada pelos cidadãos, a vontade destes é precisamente fazer tudo ao contrário daquilo que o governo disser.
(É essa a diferença que alguns não querem entender entre legitimidade institucional e legitimidade democrática. A diferença entre ter real poder para agir ou estar apenas na posse de um poder ilusório - que ainda assim, acaba quase sempre por sê-lo).

Adiante. Eu nem sou grande fã de Francisco José Viegas que como político e comentador diz por vezes umas grandes barbaridades (e como escritor conheço pouco), mas sendo ele um ex-elemento do atual Governo, (e mesmo que alinhe na sua continuada estratégia pessoal de reganhar alguma simpatia do seu público, perdida depois dessa má experiência governativa, à qual teve ainda assim a decência de abandonar) parece-me o melhor para nos dizer como proceder em relação a esta ideia tonta.
No seu blogue publica dois textos seguidos sobre o assunto, o último com o mesmo título que aqui se usou (o primeiro intitulado "um monumental manguito para o Estado"), onde avisa o Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais que caso alguém o tente fiscalizar "à saída de uma loja, um café, um restaurante ou um bordel" para saber se pediu fatura, terá "de lhe pedir para ir tomar no cu".
Ora toma que já almoçaste!

Entretanto, notícia de última hora, e porque se fala tanto em "tomar", o presidente da Assembleia Municipal da dita, Miguel Relvas, recusa-se a comentar...

A propósito, sublinho que quem usa esta linguagem, excessiva quanto a mim, é um ex-secretário de Estado.
Já na conservadora e comatosa sociedade nabantina, há uns poucos que ficam muito ofendidos quando alguém usa linguagem um pouco mais forte.
Eu por exemplo, quando em tempos que parecem já longíquos me limitei a dizer o óbvio e mais que reconfirmado com o tempo, que a câmara de Tomar não o é, é uma cambada.
E repito as vezes que forem precisas até porque, dizê-lo assim ainda é ser simpático.

booty call


Feliz dia de consumo... oh! perdão, de são valentim. A economia agradece.
E uma rosa virtual para a MR, pela divertida sugestão.

quarta-feira, fevereiro 13, 2013

"Aqui"

Aqui, neste misérrimo desterro
Onde nem desterrado estou, habito,
Fiel, sem que queira, àquele antigo erro
Pelo qual sou proscrito.

O erro de querer ser igual a alguém
Feliz em suma - quanto a sorte deu
A cada coração o único bem
De ele poder ser seu.

Fernando Pessoa


Não, não emigrei, não viajei, não coisa nenhuma, tive apenas uns saborosos dias offline, findados por um par de outros em condição que felizmente me tem sido rara: doente. Assim a ponto de que, mexer um braço era já uma olímpica contenda.
Mas pronto, já passou e como sempre, produtivamente, os meus raros dias de enfermo calham sempre em dias de não trabalho...
O poema não tem nada a ver? Talvez... mas então, toda a ocasião serve para ler boa poesia.

terça-feira, fevereiro 05, 2013

curtas

A posição preferida de muitos nabantinos,
particularmente responsáveis  políticos, 
sobre a generalidade dos problemas
- «Biblioteca de Tomar já tem jornais mas são emprestados» pela Escola Secundária Jâcome Ratton, Tomar na rede.
Uma câmara que gasta milhares em desperdício, regalias, medidas casuísticas, mas depois precisa que lhe emprestem os jornais para a sua biblioteca municipal.
Se isto não é o cúmulo do ridículo e da vergonha...

- «Comércio em Mudança», lê-se no Tomar na rede, acerca de novos espaços comerciais na Praça da República, na rua de Coimbra, e na rua de S.João. E segundo julgo saber, também o Stª Iria reabrirá entretanto.
Enfim, nem tudo é mau. Para todos o melhor sucesso, Tomar bem precisa.

- «Câmara de Abrantes aposta na criação de hortas», lê-se n'O Templário.
Quantas vezes já propusémos isto? Mas em Tomar as doutas opiniões sociais democratas reinantes na câmara e na assembleia acham estas ideias risíveis. É o riso da ignorância e da falta de ideias próprias.

- «Deputados querem respostas do Governo sobre efeitos da crise na região. Deputados |socialistas| referem que Santarém, Tomar e Benavente são os concelhos onde o encerramento de empresas é mais preocupante.» Lê-se n'O Mirante
Que exagero, em Tomar pelo menos, todos sabemos que tudo vai pelo melhor. Pelo menos a acreditar na Câmara...

- Noticia-se na comunicação social que o grupo denominado IPT liderado por Pedro Marques apresentou alguns candidatos, entre os quais para a junta de freguesia de Santa Maria dos Olivais e para São João Batista. Tudo bem mas, estando essas freguesias já agregadas, o que é que me está aqui a falhar?

segunda-feira, fevereiro 04, 2013

o povo é quem mais ordena

- Cada vez são mais...
«Presidente da Câmara de Bragança julgado por abuso de poder», lê-se na RTP.
«Presidente da Câmara de Salvaterra de Magos acusada pelo Ministério Público de falsificação de documentos», lê-se n'O Mirante.

Mais o caso do agora demitido Paulo Júlio, pelas prevaricações enquanto Presidente da Câmara de Penela, e tantos outros por esse país. (Lembremos a perda de mandato de Macário, ou que lá vai por Mafra, por exemplo...)
E a tendência é para aumentar, não porque os casos sejam mais, estou convencido que não, mas porque a fiscalização e a justiça estão a apertar e finalmente a atuar a sério.

em Tomar, há tanto por onde pegar. O nosso maior escândalo, comparável à escala autárquica com a mega fraude do BPN e muitos dos contornos ilícitos que começam a ser aflorados (vejam a reportagem da SIC), com moldes muito parecidos entre a empresa e figuras políticas comuns em várias autarquias, falo do Parque T, está bem elencado no Tomar a dianteira.
Como é possível que, contra a vontade de todos e contra o simples bom senso, capítulo a capítulo, asneira atrás de asneira, o PSD nabantino tenha permitido tamanha dimensão de danosa gestão?!
E há, seguramente, muito ali a descobrir.

Mas em Tomar a questão começa em coisas aparentemente bem mais simples. Ainda em Dezembro último se provou na Assembleia Municipal que o presidente de Câmara, além das demais ilegalidades, mentiu descaradamente à AM, à comunicação social e aos tomarenses, ao ter afirmado antes que tinha um parecer jurídico que lhe permitia candidatar o município ao PAEL, parecer que evidentemente e como se provou, não tinha. Chamei-lhe várias vezes nessa reunião, olhos nos olhos, aquilo que se provou ser: mentiroso.
Ninguém achou sequer estranho ou anormal...
Noutros locais ou com outros protagonistas seria manchete de primeira página, mas em Tomar e no que toca à imprensa, que me tenha apercebido, não houve sequer uma linha em letra miudinha na página mais escondida de um jornal.

Será tão normal que um presidente de câmara minta, que já não lhe ligamos nenhuma?
Estamos assim tão alienados?
É a terra onde vivemos. Somos como somos. E depois queixamo-nos...

Ainda assim, é deste género de autarcas que as populações parecem gostar. Basta lembrar casos como Isaltino ou Valentim, mais que evidentes e afastados pelo próprio partido, e ainda assim, concorrendo como independentes e eleitos novamente.
Os cidadãos queixam-se da justiça e dos partidos, mas quando estes tomam decisões, o que fazem? Desautorizam as instituições e aprovam os prevaricadores.

E depois é muito fácil dizer em jeito de desculpabilização própria que os políticos são todos iguais. Pois... os não políticos (se tal existisse) também devem ser.

domingo, fevereiro 03, 2013

na gramática e no país

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Mais uma das deliciosas crónicas de RAP na última página da Visão, que para mim é sempre a primeira. Esta semana, mais uma dedicada a Miguel Relvas.


Porque faz sol, e está tudo bem em Tomar (a bem dizer este fim de semana fiquei pela capital, mas Tomar está sempre na mesma: em percurso descendente), no país e no mundo, façam o favor de ter um bom domingo, que seja "bem visto e ouvisto".

sexta-feira, fevereiro 01, 2013

«ai aguenta, aguenta»



«Portugal está no bom caminho»
Pedro Passos Coelho, Primeiro-ministro, 1 de Fevereiro de 2013


Entre este e o do "se os sem abrigo aguentam, porque não aguentam os outros?!", venha o diabo e escolha.

a troika ao jeito


«Portugal cortou em Saúde o dobro do exigido pela troika», lê-se no site da RTP, dados da OCDE.

Grande novidade, os mais atentos e não partidária ou ideologicamente alinhados com este governo, bem sabem que a troika e a crise são apenas bem convenientes desculpas para a receita totalmente ideológica que está a ser aplicada no nosso país.

Na educação então, estamos a assistir a um desastre que se não for rapidamente alterado, só daqui a uma década começaremos a ver e sentir as consequências profundas.