E claro, cada regresso a Tomar, ainda que após alguns dias apenas, é como a caixa de bombons do Tom Hanks no Forrest Gump - nunca sabemos o que vamos encontrar.
Precisei de um dia para mais ou menos perceber o que desde sexta-feira tinha mudado, e ainda não percebi bem se mudou muita coisa, ou se na realidade está tudo na mesma.
A primeira reacção foi de imensa felicidade ao ver que a 8ª maravilha do mundo, a linda rotunda cibernética, já funciona outra vez. E fico contente porque enquanto o resto do paÃs se queixa com falta de água, é ver ali aguinha da rede a jorrar sem parar. Tomar é afinal um concelho rico.
Fiquei igualmente feliz ao saber que já foram cerca de três mil os idosos a participar este ano nas viagens promovidas pelas juntas de freguesia. Nada como usar bem os dinheiros públicos.
Depois, o Bloco já tem manifesto, e admiro-me ao ver uma referência à minha pessoa no seu manisfesto autárquico. Começo a sentir-me importante, e contente por ver que o Bloco tem os seus objectivos bem definidos.
O PSD já tem mais nomes para mostrar, mas só isso. Tenho pena de nada mais ter para dizer sobre o partido do poder em Tomar, mas pronto, é só isso.
Fiquei também estupefacto com os nomes de algumas pessoas de algumas listas já anunciadas ou por anunciar. A coerência e a coragem são dois dos atributos que mais aprecio. Só não sei bem como definir cobardia disfarçada de coragem.
E claro, abriu definitivamente a corrida dos iluminados sebastiões nabantinos, prova do muito que já disse, e do muito mais que não disse, mas que também não digo agora.
Falta só saber se os sebastiões ficam, ou se como de costume, se esfumam no nevoeiro.
De publicidade gratuita, e outros interesses maiores, sempre se viram muitos à procura, mas há limites para tudo.
Seja como for, o estar longe ajuda a ver mais acima, e algumas reflexões são importantes.
Por exemplo: os portugueses, e os tomarenses muito em particular, gostam de ditadores, gostam de ser conduzidos, gostam de criticar mas preferem quem faça o trabalho por eles.
Os portugueses, e os tomarenses muito em particular, cultivam a aparência, gostam da fachada, gostam da ilusão, adoram um bom romance, adoram o mito e a lenda, em especial quando eles se personificam em alguém. E depois somos uma terra de salvadores em busca da sua própria salvação, e de iluminados da lâmpada fundida, nem tanto por culpa dos próprios, mas de aqueles que por ingenuidade ou adoração, ou por interesses menos claros, os elevam a essa condição.
É certo, a complexidade é uma caracterÃstica do ser humano. E depois há os portugueses. E depois há os nabantinos.
sexta-feira, julho 29, 2005
Entrevista no Cidade de Tomar
publicada a 22 de Julho de 2005
Cidade de Tomar - Alguns aspectos que gostaria de ver melhorados na cidade?
Hugo Cristóvão - Acima de tudo, os problemas estruturais sobre os quais nada tem sido feito nos últimos anos, e que concernem ao desenvolvimento económico e o seu reflexo na falta de emprego, em especial para os mais jovens o que depois implica uma enorme dificuldade na fixação de população. É por demais notório que o concelho tem perdido imensos habitantes nos últimos anos, e perde-os para os concelhos vizinhos, o que só pode ser explicado pela perca de condições e qualidade de vida do nosso concelho em detrimento desses.
Sem desenvolvimento económico, para o qual é muito importante o investimento privado, não haverá apoio para a Cultura, não haverá apoio para o Associativismo, para o Desporto, para o Apoio Social.
Existem outros problemas a resolver como a mobilidade urbana, o preço da habitação e consequente falta de oferta diferenciada, e ainda toda a dificuldade burocrática bem como os elevados preços de tudo o que é taxas e licenças em Tomar.
Depois há uma série de problemas especÃficos de alguns espaços fÃsicos da cidade que urgem de uma resposta, e que, propaganda à parte, não tem sido encontrada coragem ou sabedoria para os resolver, tais como o Flecheiro, importante postal turÃstico da desgraça a que tomar está dotado, assim como toda a ligação da cidade com rio, que não tem sido devidamente aproveitada e potencializada.
E ainda espaços como a Várzea Grande, o antigo Hospital Militar no Convento de Cristo, a Mata dos Sete Montes, o Convento de Santa Iria, a Fábrica da Fiação, o Açude de Pedra, o edifÃcio do antigo Colégio Nuno Ã�lvares, as moagens da Mendes Godinho, o Bairro 1º de Maio.
Continuamos sem um Parque de Feiras, importantÃssimo também como mais valia para o Turismo, com a realização de diversos eventos e tirando partido da nossa localização geográfica, e nesta estratégia seria também importante um Pavilhão Multiusos, o que talvez tenha sido prejudicado para os próximos anos, pela realização dos pavilhões desportivos, sendo que a “remodelaçãoâ€� do pavilhão junto ao rio é o exemplo máximo do mau planeamento e desperdÃcio a que Tomar tem estado sujeito.
Outro dos problemas que temos é que Tomar, com todo o seu potencial cultural, não tem uma verdadeira sala de espectáculos, porque o Cine-teatro, apesar da avultada soma que sorveu, mal acolhe um rancho ou uma banda filarmónica.
Enfim, o que falta fundamentalmente é um Plano Estratégico para o concelho, perceber onde estamos, para o que queremos evoluir e como faremos para lá chegar. E assim, saberemos quais as infra-estruturas necessárias, quais as áreas a investir, que incentivos criar e a quem ou o quê, os direccionar.
CT - Se fosse vereador das freguesias quais seriam as suas estratégias de actuação?
HC - Para que as juntas tenham razão de existência, precisam efectivamente de fazer muito mais do que a maioria faz, mas o problema não está em grande parte nelas, está sim na Câmara. É preciso protocolar mais com as juntas e dar-lhes meios para que possam efectivamente fazer um trabalho de proximidade com os cidadãos, e que estes, fundamentalmente nos espaços rurais, a ela possam recorrer para resolver muitos dos problemas ou necessidades, que no momento só se deslocando à cidade podem resolver.
Nas freguesias essencialmente urbanas, Santa Maria e São João, estas podem e devem fazer mais, no que diz respeito por exemplo à gestão de espaços públicos, como os jardins ou os parques desportivos.
Particularmente, e isso não passará apenas pelas Juntas, é preciso apostar fortemente na revitalização e modernização dos núcleos urbanos das freguesias rurais, assim como a urgente revisão do PDM a fim de se poder consolidar esses mesmos espaços, onde por vezes acontece a situação absurda de não ser possÃvel construir em locais onde já existem casas e infra-estruturas.
CT - O que pensa do movimento cultural e associativo do concelho?
HC - O movimento associativo do concelho é algo do que mais rico temos. Passos Manuel afirmou que enquanto houvesse massa cinzenta nenhum país seria pobre, pois também enquanto houver vontade e voluntarismo para o trabalho associativo em prol da comunidade o mesmo acontece. As associações do concelho de Tomar prestam importantes serviços aos cidadãos nas mais variadas áreas, sejam da cultura, do desporto, da ocupação de tempos livres, da acção e solidariedade social, como outras, e só arduamente este trabalho é reconhecido. As associações necessitam de maior apoio, apoio que na maioria das vezes nem passa tanto pelo monetário, mas pelo logístico. A actuação da Câmara nesta matéria deve ser a de facilitar, apoiar, incentivar, e não o contrário como muitas vezes acontece.
Depois o apoio monetário além de acrescido deve ser devidamente regulamentado. Deve-se deixar a mentalidade de subsistência e de subsídio-dependência para um regime de verdadeira parceria protocolada entre a Câmara e as associações, bem como a sua acção deve ser avaliada e enquadrada num plano estratégico do concelho, a fim de que mais recebam os que mais executam.
Depois, é ponto essencial que o Município não se substitua ao trabalho das associações ocupando áreas de intervenção e espaços físicos que estas abranjam, desde que estas o façam positivamente.
É essencial perceber que a vantagem das associações não é apenas a social, ao ocupar, formar, educar os cidadãos, mas também económica, na medida em que criam postos de trabalho, geram riqueza, e podem e devem ser uma grande mais valia também, num concelho que se diz potencializado para o turismo.
CT - Qual o livro que mais gostou de ler? O que lê habitualmente?
HC - É-me difÃcil apontar um livro, mas há alguns entre outros que destaco na minha bibliografia de vida: “O Principezinhoâ€� de Saint Exupery, muito mais que um livro infantil, é um guia excepcional pela simplicidade aparente, das diferentes personalidades humanas, do carácter, e do relacionamento humano.
“1984â€� de George Orwell, é uma excelente ilustração daquilo que fomos, que somos e que podemos vir a ser enquanto Humanidade, nas nossas guerras constantes, e nos ciclos permanentes da luta ideológica, que muitas vezes se resume à mesquinha luta de poder, e domÃnio dos outros, quaisquer que sejam.
O “Memorial do Conventoâ€� do nosso Saramago é uma excepcional obra-prima que alia os factos históricos ao fantástico, confundindo-se os limites da plausibilidade realista. Não deixa também de ser um retrato do povo que somos, entre a mania da grandiosidade e a pequenez de muitos espÃritos.
Habitualmente, leio romance, romance histórico, poesia; tenho também um certo fascÃnio por aquilo que diz respeito aos Templários assim como outros temas esotéricos. Gosto também de ler trabalhos de jovens autores portugueses, como por exemplo José LuÃs Peixoto ou Gonçalo M. Tavares.
Leio ainda naturalmente a imprensa, sou assinante do Jornal de Letras e leio regularmente o Público, a Visão e a imprensa regional.
CT - Qual o filme que mais o marcou. Que programas de televisão costuma ver?
HC - Sou um grande fã de cinema, e só se não puder é que não vou todas as semanas, além do que vejo em suporte digital, e por isso não consigo nomear apenas um. Por isso, sem os descrever, enumero alguns que por diferentes motivos me marcaram: Mulholand Drive, Magnólia, A Lista de Shindler, Citizen Kane, Matrix, Fala com Ela, Pulp Fiction, por exemplo.
Vejo pouca televisão, e essencialmente os noticiários e outros programas informativos, sempre que posso, programas como A Quadratura do CÃrculo e o Expresso da Meia-noite da SIC NotÃcias, ou o Prós e Contras ou a Grande Entrevista da RTP. E claro, o Contra-Informação.
CT - Se fosse primeiro-ministro, quais as medidas que tomava para reduzir o défice?
HC - Um dos piores problemas do nosso paÃs é a economia paralela, Portugal podia ser definido pelo paÃs dos biscates, aliás, ando há uns tempos para escrever um artigo sobre esse tema. A dificuldade em resolver essa situação, é que o paÃs de facto não se muda por decreto, e a par das leis, são necessárias fortes medidas de consciencialização que possam mudar acima de tudo as mentalidades. O português acha normal o biscate, muitos ganham mais nos trabalhos “extraâ€� que no emprego formal, e depois, são ainda as rendas não declaradas, as vendas não facturadas, enfim, rios de dinheiro que correm paralelamente à finança oficial, e o problema é que o português não percebe que isso o prejudica, e prejudica imensamente o colectivo, essencialmente na medida em que obriga ao aumento de impostos.
De qualquer forma, e apesar de enorme dificuldade em satisfazer os cidadãos portugueses, e dos necessários sacrifÃcios que nos tocam a todos, acredito que o Governo de José Sócrates está com determinação e coragem, a tomar medidas efectivas das quais viremos a poder observar e sentir resultados. Os portugueses devem ser crÃticos e vigilantes, mas devem também perceber a difÃcil situação em que nos encontramos, e entender que não é fácil para um Governo fazer o que está a fazer, ciente que isso terá custos, eventualmente até nas próximas eleições autárquicas. Mas é exactamente assim que se percebe da seriedade da actuação do nosso Governo.
Cidade de Tomar - Alguns aspectos que gostaria de ver melhorados na cidade?
Hugo Cristóvão - Acima de tudo, os problemas estruturais sobre os quais nada tem sido feito nos últimos anos, e que concernem ao desenvolvimento económico e o seu reflexo na falta de emprego, em especial para os mais jovens o que depois implica uma enorme dificuldade na fixação de população. É por demais notório que o concelho tem perdido imensos habitantes nos últimos anos, e perde-os para os concelhos vizinhos, o que só pode ser explicado pela perca de condições e qualidade de vida do nosso concelho em detrimento desses.
Sem desenvolvimento económico, para o qual é muito importante o investimento privado, não haverá apoio para a Cultura, não haverá apoio para o Associativismo, para o Desporto, para o Apoio Social.
Existem outros problemas a resolver como a mobilidade urbana, o preço da habitação e consequente falta de oferta diferenciada, e ainda toda a dificuldade burocrática bem como os elevados preços de tudo o que é taxas e licenças em Tomar.
Depois há uma série de problemas especÃficos de alguns espaços fÃsicos da cidade que urgem de uma resposta, e que, propaganda à parte, não tem sido encontrada coragem ou sabedoria para os resolver, tais como o Flecheiro, importante postal turÃstico da desgraça a que tomar está dotado, assim como toda a ligação da cidade com rio, que não tem sido devidamente aproveitada e potencializada.
E ainda espaços como a Várzea Grande, o antigo Hospital Militar no Convento de Cristo, a Mata dos Sete Montes, o Convento de Santa Iria, a Fábrica da Fiação, o Açude de Pedra, o edifÃcio do antigo Colégio Nuno Ã�lvares, as moagens da Mendes Godinho, o Bairro 1º de Maio.
Continuamos sem um Parque de Feiras, importantÃssimo também como mais valia para o Turismo, com a realização de diversos eventos e tirando partido da nossa localização geográfica, e nesta estratégia seria também importante um Pavilhão Multiusos, o que talvez tenha sido prejudicado para os próximos anos, pela realização dos pavilhões desportivos, sendo que a “remodelaçãoâ€� do pavilhão junto ao rio é o exemplo máximo do mau planeamento e desperdÃcio a que Tomar tem estado sujeito.
Outro dos problemas que temos é que Tomar, com todo o seu potencial cultural, não tem uma verdadeira sala de espectáculos, porque o Cine-teatro, apesar da avultada soma que sorveu, mal acolhe um rancho ou uma banda filarmónica.
Enfim, o que falta fundamentalmente é um Plano Estratégico para o concelho, perceber onde estamos, para o que queremos evoluir e como faremos para lá chegar. E assim, saberemos quais as infra-estruturas necessárias, quais as áreas a investir, que incentivos criar e a quem ou o quê, os direccionar.
CT - Se fosse vereador das freguesias quais seriam as suas estratégias de actuação?
HC - Para que as juntas tenham razão de existência, precisam efectivamente de fazer muito mais do que a maioria faz, mas o problema não está em grande parte nelas, está sim na Câmara. É preciso protocolar mais com as juntas e dar-lhes meios para que possam efectivamente fazer um trabalho de proximidade com os cidadãos, e que estes, fundamentalmente nos espaços rurais, a ela possam recorrer para resolver muitos dos problemas ou necessidades, que no momento só se deslocando à cidade podem resolver.
Nas freguesias essencialmente urbanas, Santa Maria e São João, estas podem e devem fazer mais, no que diz respeito por exemplo à gestão de espaços públicos, como os jardins ou os parques desportivos.
Particularmente, e isso não passará apenas pelas Juntas, é preciso apostar fortemente na revitalização e modernização dos núcleos urbanos das freguesias rurais, assim como a urgente revisão do PDM a fim de se poder consolidar esses mesmos espaços, onde por vezes acontece a situação absurda de não ser possÃvel construir em locais onde já existem casas e infra-estruturas.
CT - O que pensa do movimento cultural e associativo do concelho?
HC - O movimento associativo do concelho é algo do que mais rico temos. Passos Manuel afirmou que enquanto houvesse massa cinzenta nenhum país seria pobre, pois também enquanto houver vontade e voluntarismo para o trabalho associativo em prol da comunidade o mesmo acontece. As associações do concelho de Tomar prestam importantes serviços aos cidadãos nas mais variadas áreas, sejam da cultura, do desporto, da ocupação de tempos livres, da acção e solidariedade social, como outras, e só arduamente este trabalho é reconhecido. As associações necessitam de maior apoio, apoio que na maioria das vezes nem passa tanto pelo monetário, mas pelo logístico. A actuação da Câmara nesta matéria deve ser a de facilitar, apoiar, incentivar, e não o contrário como muitas vezes acontece.
Depois o apoio monetário além de acrescido deve ser devidamente regulamentado. Deve-se deixar a mentalidade de subsistência e de subsídio-dependência para um regime de verdadeira parceria protocolada entre a Câmara e as associações, bem como a sua acção deve ser avaliada e enquadrada num plano estratégico do concelho, a fim de que mais recebam os que mais executam.
Depois, é ponto essencial que o Município não se substitua ao trabalho das associações ocupando áreas de intervenção e espaços físicos que estas abranjam, desde que estas o façam positivamente.
É essencial perceber que a vantagem das associações não é apenas a social, ao ocupar, formar, educar os cidadãos, mas também económica, na medida em que criam postos de trabalho, geram riqueza, e podem e devem ser uma grande mais valia também, num concelho que se diz potencializado para o turismo.
CT - Qual o livro que mais gostou de ler? O que lê habitualmente?
HC - É-me difÃcil apontar um livro, mas há alguns entre outros que destaco na minha bibliografia de vida: “O Principezinhoâ€� de Saint Exupery, muito mais que um livro infantil, é um guia excepcional pela simplicidade aparente, das diferentes personalidades humanas, do carácter, e do relacionamento humano.
“1984â€� de George Orwell, é uma excelente ilustração daquilo que fomos, que somos e que podemos vir a ser enquanto Humanidade, nas nossas guerras constantes, e nos ciclos permanentes da luta ideológica, que muitas vezes se resume à mesquinha luta de poder, e domÃnio dos outros, quaisquer que sejam.
O “Memorial do Conventoâ€� do nosso Saramago é uma excepcional obra-prima que alia os factos históricos ao fantástico, confundindo-se os limites da plausibilidade realista. Não deixa também de ser um retrato do povo que somos, entre a mania da grandiosidade e a pequenez de muitos espÃritos.
Habitualmente, leio romance, romance histórico, poesia; tenho também um certo fascÃnio por aquilo que diz respeito aos Templários assim como outros temas esotéricos. Gosto também de ler trabalhos de jovens autores portugueses, como por exemplo José LuÃs Peixoto ou Gonçalo M. Tavares.
Leio ainda naturalmente a imprensa, sou assinante do Jornal de Letras e leio regularmente o Público, a Visão e a imprensa regional.
CT - Qual o filme que mais o marcou. Que programas de televisão costuma ver?
HC - Sou um grande fã de cinema, e só se não puder é que não vou todas as semanas, além do que vejo em suporte digital, e por isso não consigo nomear apenas um. Por isso, sem os descrever, enumero alguns que por diferentes motivos me marcaram: Mulholand Drive, Magnólia, A Lista de Shindler, Citizen Kane, Matrix, Fala com Ela, Pulp Fiction, por exemplo.
Vejo pouca televisão, e essencialmente os noticiários e outros programas informativos, sempre que posso, programas como A Quadratura do CÃrculo e o Expresso da Meia-noite da SIC NotÃcias, ou o Prós e Contras ou a Grande Entrevista da RTP. E claro, o Contra-Informação.
CT - Se fosse primeiro-ministro, quais as medidas que tomava para reduzir o défice?
HC - Um dos piores problemas do nosso paÃs é a economia paralela, Portugal podia ser definido pelo paÃs dos biscates, aliás, ando há uns tempos para escrever um artigo sobre esse tema. A dificuldade em resolver essa situação, é que o paÃs de facto não se muda por decreto, e a par das leis, são necessárias fortes medidas de consciencialização que possam mudar acima de tudo as mentalidades. O português acha normal o biscate, muitos ganham mais nos trabalhos “extraâ€� que no emprego formal, e depois, são ainda as rendas não declaradas, as vendas não facturadas, enfim, rios de dinheiro que correm paralelamente à finança oficial, e o problema é que o português não percebe que isso o prejudica, e prejudica imensamente o colectivo, essencialmente na medida em que obriga ao aumento de impostos.
De qualquer forma, e apesar de enorme dificuldade em satisfazer os cidadãos portugueses, e dos necessários sacrifÃcios que nos tocam a todos, acredito que o Governo de José Sócrates está com determinação e coragem, a tomar medidas efectivas das quais viremos a poder observar e sentir resultados. Os portugueses devem ser crÃticos e vigilantes, mas devem também perceber a difÃcil situação em que nos encontramos, e entender que não é fácil para um Governo fazer o que está a fazer, ciente que isso terá custos, eventualmente até nas próximas eleições autárquicas. Mas é exactamente assim que se percebe da seriedade da actuação do nosso Governo.
sexta-feira, julho 22, 2005
Cliques aos amigos
Acabadinhos de adicionar aos links ali ao lado estão o A Sombra do Eucalipto do sardoalense Pedro Rosa, e o Algures Por Ferreira do Bruno Gomes. Dois amigos recém chegados ao mundo virtual e por isso a precisar dum empurraozinho.
Já mais rodado, aparece também o Suplemento de Alma do ouriense João Heitor, porque às vezes, passar a vida a dar e levar, também pode ser uma forma de amizade.
E também, embora não tenha muito o hábito de colocar links para sites explÃcitos de campanha, o amigo e candidato à Câmara de Salvaterra de Magos, Nuno Antão e o seu Ousar Fazer PolÃtica, merece um tratamento especial. Bons cliques!
Já mais rodado, aparece também o Suplemento de Alma do ouriense João Heitor, porque às vezes, passar a vida a dar e levar, também pode ser uma forma de amizade.
E também, embora não tenha muito o hábito de colocar links para sites explÃcitos de campanha, o amigo e candidato à Câmara de Salvaterra de Magos, Nuno Antão e o seu Ousar Fazer PolÃtica, merece um tratamento especial. Bons cliques!
quinta-feira, julho 21, 2005
E já agora...
... alguém me explica essa história que por aà corre, que o mercado foi vendido ao senhor Belmiro?
Comendador Paiva, não quer dizer nada, se possÃvel, ANTES de Outubro?
Comendador Paiva, não quer dizer nada, se possÃvel, ANTES de Outubro?
Mas afinal...
... aparece ou não a 3ª lista de apoio ao sapiente Paiva?
Precisam de ajuda a recolher assinaturas?
Precisam de ajuda a recolher assinaturas?
segunda-feira, julho 18, 2005
Dúvidas
Parece-me uma dúvida simples, mas talvez não. SubtraÃdos os dias que por ano passa em viagens de campanha - ó, perdão, excursões da 3ª idade - quantos dias sobram ao vereador Carlos Carrão, para efectivamente fazer alguma coisa?
Já agora, a partir de que idade é que se é considerado membro da 3ª idade? E porque é que vão sempre os mesmos?
Mas enfim, registe-se que eu até admiro o senhor Carlos Carrão, é que se ser do PS em Tomar não é fácil, ser Presidente do PSD deve ser parecido. É vê-lo por aà sozinho a tentar fazer campanha... mas não há ninguém que ajude o homem? Então, e os outros candidatos? Até parece que só aparecem quando há fotógrafos...
Já agora, a partir de que idade é que se é considerado membro da 3ª idade? E porque é que vão sempre os mesmos?
Mas enfim, registe-se que eu até admiro o senhor Carlos Carrão, é que se ser do PS em Tomar não é fácil, ser Presidente do PSD deve ser parecido. É vê-lo por aà sozinho a tentar fazer campanha... mas não há ninguém que ajude o homem? Então, e os outros candidatos? Até parece que só aparecem quando há fotógrafos...
O sacrificado Ivo
Na entrevista desta semana ao Cidade de Tomar, Ivo Santos, o "super-vereador", tece umas considerações dignas de nota.
Em primeiro lugar, uma das importantes conclusões a que chegamos, é que só deve concorrer a autarca quem já o é (interessante!!).
Depois, é um imenso sacrifÃcio pessoal, e naturalmente, digno e possÃvel apenas para alguns.
E claro, está absolutamente convicto que indo em quinto lugar vai ser eleito...
Mas a que eu gosto mais é a dos "vários candidatos a autarcas falam, sem possuÃrem qualquer ideia minimamente concreta sobre a realidade".
E não é que tem razão? É mesmo muito difÃcil perceber o que se passa na autarquia, e que melhor exemplo que o vice-presidente da Câmara, que na ausência do sapiente Paiva, a quase tudo responde algo como: - pois, sobre isso só o Presidente lhe saberá responder.
Em primeiro lugar, uma das importantes conclusões a que chegamos, é que só deve concorrer a autarca quem já o é (interessante!!).
Depois, é um imenso sacrifÃcio pessoal, e naturalmente, digno e possÃvel apenas para alguns.
E claro, está absolutamente convicto que indo em quinto lugar vai ser eleito...
Mas a que eu gosto mais é a dos "vários candidatos a autarcas falam, sem possuÃrem qualquer ideia minimamente concreta sobre a realidade".
E não é que tem razão? É mesmo muito difÃcil perceber o que se passa na autarquia, e que melhor exemplo que o vice-presidente da Câmara, que na ausência do sapiente Paiva, a quase tudo responde algo como: - pois, sobre isso só o Presidente lhe saberá responder.
As incoerências da SÃlvia
A SÃlvia, candidata da CDU, tem naturalmente uma tarefa difÃcil, e por isso se compreende alguma confusão, que ainda assim, não fica nada bem a uma jovem.
No artigo que enviou para os dois jornais da cidade (será isso correcto?) diz entre outras linhas que "Tomar precisa de outra atitude polÃtica!". Pois precisa SÃlvia, e o essencial dessa nova atitude é falar verdade. Então o PS é que anda a roubar as ideias à CDU? É preciso ter lata, quando muitas das ideias que AGORA vêm defender estiveram disponÃveis no site do PS desde o ano passado (à s vezes, ajudava ao menos mudar umas vÃrgulas!) . Mas também não temos qualquer problema em contribuir, é sinal que elas são correctas.
Depois tenta, mais uma vez, confundir as pessoas com o número da "gestão PSD/PS dos últimos 8 anos". Ó SÃlvia, as pessoas sabem quem está no poder (talvez não saibam é onde tem andado a CDU), e sabem que não podem confundir algumas pessoas que prestam serviço ao PSD, com o Partido Socialista. Aliás, alguns deles estão agora a colaborar convosco não é? Enfim, é coerente. (e eu percebo que isso te seja complicado de digerir).
Agora, quem tem um Presidente de Junta que apela ao voto no Paiva parece que é a CDU.
Afinal, em que é que ficamos? Governação PSD/CDU?
No artigo que enviou para os dois jornais da cidade (será isso correcto?) diz entre outras linhas que "Tomar precisa de outra atitude polÃtica!". Pois precisa SÃlvia, e o essencial dessa nova atitude é falar verdade. Então o PS é que anda a roubar as ideias à CDU? É preciso ter lata, quando muitas das ideias que AGORA vêm defender estiveram disponÃveis no site do PS desde o ano passado (à s vezes, ajudava ao menos mudar umas vÃrgulas!) . Mas também não temos qualquer problema em contribuir, é sinal que elas são correctas.
Depois tenta, mais uma vez, confundir as pessoas com o número da "gestão PSD/PS dos últimos 8 anos". Ó SÃlvia, as pessoas sabem quem está no poder (talvez não saibam é onde tem andado a CDU), e sabem que não podem confundir algumas pessoas que prestam serviço ao PSD, com o Partido Socialista. Aliás, alguns deles estão agora a colaborar convosco não é? Enfim, é coerente. (e eu percebo que isso te seja complicado de digerir).
Agora, quem tem um Presidente de Junta que apela ao voto no Paiva parece que é a CDU.
Afinal, em que é que ficamos? Governação PSD/CDU?
sexta-feira, julho 15, 2005
Programa eleitoral
Valorização e afirmação do Concelho
no contexto regional, nacional e internacional e melhoria da qualidade do serviço e atendimento
Clareza de procedimentos
informação atempada dos munÃcipes
atendimento dos munÃcipes pela vereação
criação do Regulamento de Gestão UrbanÃstica
implementação do Guia do MunÃcipe
Dignificação das freguesias
atendimento personalizado aos presidentes
Valorização dos recursos humanos
partilha de tarefas entre vereadores
actualização e motivação dos dirigentes
formação e reafectação de tarefas aos funcionários
Instrumentos de gestão
revisão do PDM tornando-o realista e flexÃvel
criação do GAI - Gabinete de Apoio ao Investidor
Qualificação e criação de emprego
dinamização da formação profissional
aproximação entre escolas e empresas
promoção de projectos intersectoriais (Centro de Emprego)
Revitalização da indústria
dinamizaçãos das Zonas Industriais
apoio à instalação de pequenas e médias empresas
fomento de insdústria no meio rural
tratamento urbanÃstico do Flecheiro
dar vida às casas abandonadas das freguesias
construção de habitação social
apoio à criação de novas cooperativas
incentivo aos jovens
criação do Cartão Municipal do Idoso
aptidões turÃsticas e de lazer nos espaços naturais
apoio à criação de espaços de convÃvio
Naturalmente quem ler estas linhas pensará que me refiro ao programa eleitoral do PS às próximas autárquicas em Tomar.
Não podiam estar mais enganados! Tudo isto foi retirado ipsis verbis do programa eleitoral do PSD e do senhor Paiva, intitulado Tomar o Rumo, das autárquicas de 1997! Programa esse cujas grandes linhas de propostas eram:
Uma Câmara aberta
Fixação da população
Qualidade de vida
A nossa cultura
Das duas uma, ou o documento era para fins humorÃsticos, ou alguém não sabia do que estava a falar e mentiu ao tomarenses.
O documento encerra em si verdadeiras pérolas e devia ser de leitura obrigatória. Eu deixo só mais umas frases inspiradas:
«Quando predomina o Ãndividuo, a harmonia do conjunto social pode romper-se...»
Saberemos escutar, e decidir no respeito pelas aspirações e vivências culturais colectivas.
A burocracia combate-se com uma administração transparente, que responsabilize polÃticos e funcionários, perante os munÃcipes.
Há que contrariar a desertificação.
Criaremos condições para os nossos filhos promovendo e estimulando novos empregos.
Viver o presente é construir o futuro.
Vamos dar vida às freguesias e humanizar a cidade.
A qualificação urbana é uma prioridade.
Os jovens e os idosos serãos os mais beneficiados.
A habitação vai concitar a intervenção municipal e a iniciativa privada e cooperativa.
Quem quer construir a sua própria habitação, vai poder fazê-lo a tempo e horas.
...e mais, e mais, tudo tão ficcionado como o já clássico Parque Temático de Tomar
Se não fosse um sério caso de choro para os tomarenses, seria um sério caso de riso...
no contexto regional, nacional e internacional e melhoria da qualidade do serviço e atendimento
Clareza de procedimentos
informação atempada dos munÃcipes
atendimento dos munÃcipes pela vereação
criação do Regulamento de Gestão UrbanÃstica
implementação do Guia do MunÃcipe
Dignificação das freguesias
atendimento personalizado aos presidentes
Valorização dos recursos humanos
partilha de tarefas entre vereadores
actualização e motivação dos dirigentes
formação e reafectação de tarefas aos funcionários
Instrumentos de gestão
revisão do PDM tornando-o realista e flexÃvel
criação do GAI - Gabinete de Apoio ao Investidor
Qualificação e criação de emprego
dinamização da formação profissional
aproximação entre escolas e empresas
promoção de projectos intersectoriais (Centro de Emprego)
Revitalização da indústria
dinamizaçãos das Zonas Industriais
apoio à instalação de pequenas e médias empresas
fomento de insdústria no meio rural
tratamento urbanÃstico do Flecheiro
dar vida às casas abandonadas das freguesias
construção de habitação social
apoio à criação de novas cooperativas
incentivo aos jovens
criação do Cartão Municipal do Idoso
aptidões turÃsticas e de lazer nos espaços naturais
apoio à criação de espaços de convÃvio
Naturalmente quem ler estas linhas pensará que me refiro ao programa eleitoral do PS às próximas autárquicas em Tomar.
Não podiam estar mais enganados! Tudo isto foi retirado ipsis verbis do programa eleitoral do PSD e do senhor Paiva, intitulado Tomar o Rumo, das autárquicas de 1997! Programa esse cujas grandes linhas de propostas eram:
Uma Câmara aberta
Fixação da população
Qualidade de vida
A nossa cultura
Das duas uma, ou o documento era para fins humorÃsticos, ou alguém não sabia do que estava a falar e mentiu ao tomarenses.
O documento encerra em si verdadeiras pérolas e devia ser de leitura obrigatória. Eu deixo só mais umas frases inspiradas:
«Quando predomina o Ãndividuo, a harmonia do conjunto social pode romper-se...»
Saberemos escutar, e decidir no respeito pelas aspirações e vivências culturais colectivas.
A burocracia combate-se com uma administração transparente, que responsabilize polÃticos e funcionários, perante os munÃcipes.
Há que contrariar a desertificação.
Criaremos condições para os nossos filhos promovendo e estimulando novos empregos.
Viver o presente é construir o futuro.
Vamos dar vida às freguesias e humanizar a cidade.
A qualificação urbana é uma prioridade.
Os jovens e os idosos serãos os mais beneficiados.
A habitação vai concitar a intervenção municipal e a iniciativa privada e cooperativa.
Quem quer construir a sua própria habitação, vai poder fazê-lo a tempo e horas.
...e mais, e mais, tudo tão ficcionado como o já clássico Parque Temático de Tomar
Se não fosse um sério caso de choro para os tomarenses, seria um sério caso de riso...
quarta-feira, julho 13, 2005
Manuel Alegre...
... 40 anos de poesia
Pergunto ao vento que passa
notÃcias do meu paÃs
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.
Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.
Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu paÃs
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.
Se o verde trevo desfolhas
pede notÃcias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu paÃs.
Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.
Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.
E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.
Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.
Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).
Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.
E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.
Ninguém diz nada de novo
se notÃcias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.
E a noite cresce por dentro
dos homens do meu paÃs.
Peço notÃcias ao vento
e o vento nada me diz.
Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sÃlabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.
Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.
Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

Trova do vento que passa
Pergunto ao vento que passa
notÃcias do meu paÃs
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.
Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.
Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu paÃs
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.
Se o verde trevo desfolhas
pede notÃcias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu paÃs.
Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.
Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.
E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.
Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.
Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).
Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.
E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.
Ninguém diz nada de novo
se notÃcias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.
E a noite cresce por dentro
dos homens do meu paÃs.
Peço notÃcias ao vento
e o vento nada me diz.
Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sÃlabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.
Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.
Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.
segunda-feira, julho 11, 2005
Dizer: presente
Este fim-de-semana tive uma longa discussão com um amigo, sobre as nossas diferenças de posicionamento em relação a algo do qual fizémos parte, e no fundo sobre diferentes perspectivas de intervenção social. Estas frases ficaram-me na cabeça:
A história não se faz com os ausentes
A fuga quase sempre dá razão a quem fica
A história não se faz com os ausentes
A fuga quase sempre dá razão a quem fica
Bons Recursos Financeiros
Confesso que ainda não vi, mas recebi agora um sms onde um amigo de outro concelho, ironizando, se mostrava surpreendido pelos nossos recursos financeiros, é que ao que parece, na Agenda Cultural da Autarquia vêm 8 páginas repetidas.
Nós em Tomar somos assim, "à grande"...
Nós em Tomar somos assim, "à grande"...
domingo, julho 10, 2005
Novela Independente parte III
Enfim, parece que tenho que voltar a falar disto. Isto de facto de se falar português deve ser uma coisa realmente difÃcil, é que parece que para as mesmas palavras, cada um entende o que quer!
Mas sobre o assunto. É fácil retirar coisas do contexto e fazer passar uma ideia que não é a correcta.
Agradeço ao António Godinho a campanha que tem feito em meu torno nos últimos dias, mas seria mais honesto que o fizesse explicando o contexto.
Os independentes a que me refiro no texto que escrevi, são os da suposta lista de independentes à Câmara que não ata nem desata, tendo bem presente alguns desses eventuais "independentes", e algumas das eventuais razões.
Considero-me uma pessoa coerente, e nunca seria coerente não concordar com independentes e ir numa lista em que estivessem independentes, como acontece. Não seria coerente, sendo dirigente no PS e tendo em muitas das listas, pessoas independentes, muitos deles com a minha indicação, como acontece.
O texto que escrevi, parte de um contexto bem definido e localizado, mas isso não o explicou António Godinho.
Depois, falo do conceito de ser independente e que isso não pode ser reduzido ao não pagamento de quotas de um partido, mas parece que isso não interessa. Então tenho que voltar a questionar, existe alguém verdadeiramente independente?
Estou habituado a ser atacado, e parece que é o que acontece quando se emite opiniões. Talvez algumas pessoas gostem de ter o exclusivo da opinião, mas comigo isso não vai acontecer, pois enquanto tiver vontade, não me coibirei de emitir opiniões, interessem a quem interessarem, doam a quem doerem, e tudo bem, interpretem como quiserem interpretar.
Como disse, estou a habituado a ser atacado, estou habituado a que distorçam o que disse, sei que às vezes incomodo.
Não o esperava de facto vindo do António Godinho, mas enfim, pessoas são pessoas. Mas confesso que preferia, parece-me mais ético, que se problemas houvesse, mos colocasse cara a cara como alguns já fizerem, e parece que a falarmos, é mesmo possÃvel entendermo-nos. Mas tudo bem, para mim nada mudou. Tenho plena consciência do que escrevi, sei as intenções com que o fiz, e sei que o que disse não pode ofender ninguém bem intencionado ou esclarecido.
E eu cá continuarei, para esclarecer o que for de esclarecer.
Mas sobre o assunto. É fácil retirar coisas do contexto e fazer passar uma ideia que não é a correcta.
Agradeço ao António Godinho a campanha que tem feito em meu torno nos últimos dias, mas seria mais honesto que o fizesse explicando o contexto.
Os independentes a que me refiro no texto que escrevi, são os da suposta lista de independentes à Câmara que não ata nem desata, tendo bem presente alguns desses eventuais "independentes", e algumas das eventuais razões.
Considero-me uma pessoa coerente, e nunca seria coerente não concordar com independentes e ir numa lista em que estivessem independentes, como acontece. Não seria coerente, sendo dirigente no PS e tendo em muitas das listas, pessoas independentes, muitos deles com a minha indicação, como acontece.
O texto que escrevi, parte de um contexto bem definido e localizado, mas isso não o explicou António Godinho.
Depois, falo do conceito de ser independente e que isso não pode ser reduzido ao não pagamento de quotas de um partido, mas parece que isso não interessa. Então tenho que voltar a questionar, existe alguém verdadeiramente independente?
Estou habituado a ser atacado, e parece que é o que acontece quando se emite opiniões. Talvez algumas pessoas gostem de ter o exclusivo da opinião, mas comigo isso não vai acontecer, pois enquanto tiver vontade, não me coibirei de emitir opiniões, interessem a quem interessarem, doam a quem doerem, e tudo bem, interpretem como quiserem interpretar.
Como disse, estou a habituado a ser atacado, estou habituado a que distorçam o que disse, sei que às vezes incomodo.
Não o esperava de facto vindo do António Godinho, mas enfim, pessoas são pessoas. Mas confesso que preferia, parece-me mais ético, que se problemas houvesse, mos colocasse cara a cara como alguns já fizerem, e parece que a falarmos, é mesmo possÃvel entendermo-nos. Mas tudo bem, para mim nada mudou. Tenho plena consciência do que escrevi, sei as intenções com que o fiz, e sei que o que disse não pode ofender ninguém bem intencionado ou esclarecido.
E eu cá continuarei, para esclarecer o que for de esclarecer.
quinta-feira, julho 07, 2005
1º Aniversário

Pois é, o algures faz hoje um ano.
E por isso, mesmo que a sua criação tenha sido um acto egoÃsta, porque o fiz para mim, não posso deixar de agradecer a todos os que têm passado por cá, quer os que deixam quer os que não, marca da sua passagem, e mesmo à queles muito particulares senhores "anónimos", que contribuiem nem que mais não seja, para uma ou duas gargalhadas.
A todos, obrigado.
Continuaremos a encontrarmo-nos algures por aÃ.
quarta-feira, julho 06, 2005
Agora sou neonazi!
Assim o diz António Godinho no seu novo tomaronline, acerca do meu post sobre os independentes.
Sim foi uma mudança radical, eu considerava-me bastante de esquerda e estava convencido que era aà que se situavam os meus ideiais, mas afinal não, percebi que sou mais como o Alberto João, não gosto de chineses, indianos, africanos e borrego assado.
Ainda não rapei o cabelo porque quero fazer disso uma grande cerimónia, até já combinei com uns amigos e nessa noite vamos sair para a rua, partir umas montras e malhar uns outros ex-amigos pretos.
Já encomendei uma enorme bandeira com uma suástica para pôr no tecto do meu quarto, e estou eu próprio a esculpir um busto do hitler que é agora o meu guru...
Caro António Godinho,
por quem, ainda que sem termos relações próximas, nutro respeito, se por mais não for, porque somos colegas de profissão, e porque tem um espaço onde não só tenta informar, como assume as suas opiniões, para além de que é um dos cidadãos activos que tenta de facto agitar esta comunidade amorfa que somos.
Não percebo, honestamente, essa reacção ao meu post, que me parece bem explÃcito e onde não encontro as atitudes de que me acusa.
Aliás, acho que sou extremamente explÃcito quando digo que a questão de ser independente não pode ser reduzida ao facto de se pagar ou não quotas para um partido, não é um cartão que nos faz ou deixa de fazer independentes! E reafirmo-o veementemente, não há ninguém verdadeiramente independente.
Parece, da forma como reagiu, que tomou o post como ataque pessoal. Não vejo como possa ter sentido isso.
Aliás, não percebo sequer aquela confusão inicial entre eu e o Hugo Costa, seria fácil confirmar, ou não costuma passar por aqui?
O que sou não escondo, e o que digo, quando sinto que o devo dizer, assumo-o.
Penso que é o que faz também.
Felicidades para o novo blog.
Sim foi uma mudança radical, eu considerava-me bastante de esquerda e estava convencido que era aà que se situavam os meus ideiais, mas afinal não, percebi que sou mais como o Alberto João, não gosto de chineses, indianos, africanos e borrego assado.
Ainda não rapei o cabelo porque quero fazer disso uma grande cerimónia, até já combinei com uns amigos e nessa noite vamos sair para a rua, partir umas montras e malhar uns outros ex-amigos pretos.
Já encomendei uma enorme bandeira com uma suástica para pôr no tecto do meu quarto, e estou eu próprio a esculpir um busto do hitler que é agora o meu guru...
Caro António Godinho,
por quem, ainda que sem termos relações próximas, nutro respeito, se por mais não for, porque somos colegas de profissão, e porque tem um espaço onde não só tenta informar, como assume as suas opiniões, para além de que é um dos cidadãos activos que tenta de facto agitar esta comunidade amorfa que somos.
Não percebo, honestamente, essa reacção ao meu post, que me parece bem explÃcito e onde não encontro as atitudes de que me acusa.
Aliás, acho que sou extremamente explÃcito quando digo que a questão de ser independente não pode ser reduzida ao facto de se pagar ou não quotas para um partido, não é um cartão que nos faz ou deixa de fazer independentes! E reafirmo-o veementemente, não há ninguém verdadeiramente independente.
Parece, da forma como reagiu, que tomou o post como ataque pessoal. Não vejo como possa ter sentido isso.
Aliás, não percebo sequer aquela confusão inicial entre eu e o Hugo Costa, seria fácil confirmar, ou não costuma passar por aqui?
O que sou não escondo, e o que digo, quando sinto que o devo dizer, assumo-o.
Penso que é o que faz também.
Felicidades para o novo blog.
terça-feira, julho 05, 2005
Independentes
Eu poderei naturalmente parecer suspeito para emitir opinião sobre o assunto, mas ainda assim devo fazê-lo.
É que esta coisa dos independentes parece aqueles foleiros anúncios televisivos a detergentes - ninguém os grama, mas continuam a fazê-los!
Sempre que há eleições lá aparece o fantasma dos independentes, e só podem ser mesmo fantasmas, porque ninguém os vê!
Depois, eu gostava que me explicassem afinal o que é isso de ser independente, por dois motivos:
Primeiro, eu não acredito muito em pessoas que se proclamam independentes; nas várias situações que vamos encontrando ao longo da vida é preciso tomar posições, e quem não as toma normalmente é por cobardia, comodismo, ou simples incompetência.
Segundo, a avaliar pelos nomes que vão sendo ventilados, eles são tudo menos independentes! Ora!, não podemos reduzir o termo ao não pagamento de quotas a um partido, isso é um pouco demagógico para não dizer hipócrita! Os nomes que vão sendo ventilados são em alguns aspectos até muito dependentes, e outros, apesar de se fazerem importantes e desejados, são apenas o restolho que os partidos rejeitaram (pelo menos o meu!).
Depois, o essencial é algo que todos sabem, e que não é preciso ser muito inteligente para perceber - qualquer lista que apareça além da do PS serve apenas para diluir votos e reforçar a posição do senhor António Paiva e os seus moços de recados do PSD - Isto não é um facto? Ainda para mais quando, ao que tudo indica, o CDS não apresentará lista.
Então como é que certos senhores que dizem querer correr com o senhor Paulino com toda aquela áurea de importantes, pode ser levada a sério? De lendas, mitos e sebastiões, tem Tomar sido vítima durante muito tempo.
O que Tomar precisa não é de iluminados muito bons e importantes, mas que à primeira chamada fogem como o diabo da cruz! Percebo toda a máquina, o tal polvo que existe, mas ainda assim, não consigo perceber o medo que tantos têm ao senhor Paiva. É absolutamente incrível, dizem as piores coisas em surdina, mas em público perdem o pio, e dar a cara nem pensar nisso, a não ser que seja em pretensos projectos alternativos que na realidade só serviriam de muleta ao ditador.
Portanto, resumindo, uma lista de independentes feita de quê? De excluídos, de frustrados, de mitos, de cobardes, de gente movida pelo ódio, ou por interesses particulares, uma eventual série de gente que nada tem em comum a não ser o facto de dizerem uma coisa e praticarem outra.
Não é disto, afirme-se mais uma vez, que Tomar precisa. Acima de tudo, o que Tomar precisa é de novos protagonistas, movidos por outros interesses, e que acima de tudo, tenham como principais predicados, a coragem, a inteligência, e o amor a esta terra.
É isso, por mais que alguns esperneiem e gritem e tentem boicotar, no PS estamos a fazer. Mas era bom que toda a comunidade o fizesse, o que infelizmente não vejo acontecer.
Nas colectividades, nos outros partidos, nos comentadorzinhos da realidade local (real apenas na cabeça deles!), sempre as mesmas caras, sempre os mesmos pseudo-bons, tantos deles responsáveis por tanta da "coisa" criticada, tantos outros responsáveis por coisa nenhuma porque coisa nenhuma foi o que sempre souberam fazer.
Haja paciência e haja vontade, Tomar há-de mudar.
É que alguns esquecem-se do mais elementar, ninguém é insubstituível, ninguém é imortal. Quando muito, a imortalidade mede-se em função do que se fez em vida e do que se influenciou a comunidade e as pessoas com que se viveu, é por isso que os pseudo-bons passam depressa a pó do tempo... aliás muitos deles, já esquecidos em vida, bem tentam fazer-se lembrar...
É que esta coisa dos independentes parece aqueles foleiros anúncios televisivos a detergentes - ninguém os grama, mas continuam a fazê-los!
Sempre que há eleições lá aparece o fantasma dos independentes, e só podem ser mesmo fantasmas, porque ninguém os vê!
Depois, eu gostava que me explicassem afinal o que é isso de ser independente, por dois motivos:
Primeiro, eu não acredito muito em pessoas que se proclamam independentes; nas várias situações que vamos encontrando ao longo da vida é preciso tomar posições, e quem não as toma normalmente é por cobardia, comodismo, ou simples incompetência.
Segundo, a avaliar pelos nomes que vão sendo ventilados, eles são tudo menos independentes! Ora!, não podemos reduzir o termo ao não pagamento de quotas a um partido, isso é um pouco demagógico para não dizer hipócrita! Os nomes que vão sendo ventilados são em alguns aspectos até muito dependentes, e outros, apesar de se fazerem importantes e desejados, são apenas o restolho que os partidos rejeitaram (pelo menos o meu!).
Depois, o essencial é algo que todos sabem, e que não é preciso ser muito inteligente para perceber - qualquer lista que apareça além da do PS serve apenas para diluir votos e reforçar a posição do senhor António Paiva e os seus moços de recados do PSD - Isto não é um facto? Ainda para mais quando, ao que tudo indica, o CDS não apresentará lista.
Então como é que certos senhores que dizem querer correr com o senhor Paulino com toda aquela áurea de importantes, pode ser levada a sério? De lendas, mitos e sebastiões, tem Tomar sido vítima durante muito tempo.
O que Tomar precisa não é de iluminados muito bons e importantes, mas que à primeira chamada fogem como o diabo da cruz! Percebo toda a máquina, o tal polvo que existe, mas ainda assim, não consigo perceber o medo que tantos têm ao senhor Paiva. É absolutamente incrível, dizem as piores coisas em surdina, mas em público perdem o pio, e dar a cara nem pensar nisso, a não ser que seja em pretensos projectos alternativos que na realidade só serviriam de muleta ao ditador.
Portanto, resumindo, uma lista de independentes feita de quê? De excluídos, de frustrados, de mitos, de cobardes, de gente movida pelo ódio, ou por interesses particulares, uma eventual série de gente que nada tem em comum a não ser o facto de dizerem uma coisa e praticarem outra.
Não é disto, afirme-se mais uma vez, que Tomar precisa. Acima de tudo, o que Tomar precisa é de novos protagonistas, movidos por outros interesses, e que acima de tudo, tenham como principais predicados, a coragem, a inteligência, e o amor a esta terra.
É isso, por mais que alguns esperneiem e gritem e tentem boicotar, no PS estamos a fazer. Mas era bom que toda a comunidade o fizesse, o que infelizmente não vejo acontecer.
Nas colectividades, nos outros partidos, nos comentadorzinhos da realidade local (real apenas na cabeça deles!), sempre as mesmas caras, sempre os mesmos pseudo-bons, tantos deles responsáveis por tanta da "coisa" criticada, tantos outros responsáveis por coisa nenhuma porque coisa nenhuma foi o que sempre souberam fazer.
Haja paciência e haja vontade, Tomar há-de mudar.
É que alguns esquecem-se do mais elementar, ninguém é insubstituível, ninguém é imortal. Quando muito, a imortalidade mede-se em função do que se fez em vida e do que se influenciou a comunidade e as pessoas com que se viveu, é por isso que os pseudo-bons passam depressa a pó do tempo... aliás muitos deles, já esquecidos em vida, bem tentam fazer-se lembrar...
segunda-feira, julho 04, 2005
Urticária
Há uns senhores que se exprimem torcidos algures por aà e aqui, que andam com uns terrÃveis ataques de urticária, causada muito pelo PS e alguns dos seus dirigentes locais onde modestamente me incluo.
É o tipo de urticária que ataca seres frustrados, habituados a todo o tipo de esquemas e intrigas, às vezes cegos pelo ódio, outras porque não conseguem ver além do umbigo, que mudam de cara consoante a temperatura, rastejam contorcendo-se muito em busca do lugar mais quente, e habituados a coçar sempre no sentido do bolso.
Chateia-lhes imenso que tenhamos arranjado um repelente para estes parasitas, e no desespero da loucura, usam dos mais absurdos, ou talvez simplesmente estúpidos, usos ou argumentos, para tentar confundir consigo, os que a eles abominam. Não sabem esses pobres de espÃrito, que esta urticária não se pega a quem aos seus princÃpios seja fiel, e se desloque sempre na vertical e a olhar em frente.
Enfim, atacando quem ataca, este tipo de urticária só pode ser bom sinal, e por isso, está para durar. Aguentem-se.
É o tipo de urticária que ataca seres frustrados, habituados a todo o tipo de esquemas e intrigas, às vezes cegos pelo ódio, outras porque não conseguem ver além do umbigo, que mudam de cara consoante a temperatura, rastejam contorcendo-se muito em busca do lugar mais quente, e habituados a coçar sempre no sentido do bolso.
Chateia-lhes imenso que tenhamos arranjado um repelente para estes parasitas, e no desespero da loucura, usam dos mais absurdos, ou talvez simplesmente estúpidos, usos ou argumentos, para tentar confundir consigo, os que a eles abominam. Não sabem esses pobres de espÃrito, que esta urticária não se pega a quem aos seus princÃpios seja fiel, e se desloque sempre na vertical e a olhar em frente.
Enfim, atacando quem ataca, este tipo de urticária só pode ser bom sinal, e por isso, está para durar. Aguentem-se.
Dias que passam
É, os dias vão passando, sucedendo-se continuamente sem quase darmos por isso, entregues que andamos à "loucura do dia-a-dia".
O calor aperta e isso faz-me sentir falta de acampar, sentir falta de areia, sentir falta de coisas simples como vestir os calções e andar despenteado (mais que o costume) o dia todo, sentir falta de estar longe, num sÃtio sem rede e sem computadores; mas enfim, com um pouco de sorte hei-de saciar a vontade um dia destes.
Infelizmente, com o calor vêm os fogos, parece que hoje andou ou anda, um aà algures em Tomar. Espero que não seja nada de grave.
O calor aperta e isso faz-me sentir falta de acampar, sentir falta de areia, sentir falta de coisas simples como vestir os calções e andar despenteado (mais que o costume) o dia todo, sentir falta de estar longe, num sÃtio sem rede e sem computadores; mas enfim, com um pouco de sorte hei-de saciar a vontade um dia destes.
Infelizmente, com o calor vêm os fogos, parece que hoje andou ou anda, um aà algures em Tomar. Espero que não seja nada de grave.
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