quinta-feira, dezembro 30, 2010

festa encharcada

Está um dia tão bom... tão convidativo à grande noite de amanhã que enfim... até tremo só de pensar! Não!, não tem nada a ver com frio...

Bom, aqui na Freixianda sim, faz muito frio, de maneira que um pouco mais logo, vou passar por Tomar só por uns instantes, a caminho de paragens mais a sul.
Pronto, se precisarem de mim estou algures junto à praia. Só porque enfim, é giro beber champanhe (espumante vá) enrolado às mantas a ver chover sobre o mar...

Até para o ano, cuidado com os excessos!

um pouco mais de pele

Este algures aqui, que por cá vai andando ano após ano com a sua irregularidade certa, teve no dia 23 deste mês uma audiência como há algum tempo não se via de 450 visitas e 675 vistas de página!
Sem nenhuma especial razão, até porque não escrevi nada muito polémico nos últimos tempos, só posso mesmo concluir que tal afluência se deve ao meu postal de natal!

Querem que eu ponha mais? :)

para o ano novo

A minha nota do dia de ontem na Rádio Hertz, essencialmente sobre o tema em epígrafe, está como sempre audível online na página da rádio.

segunda-feira, dezembro 27, 2010

Receita de ano novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

Carlos Drummond de Andrade

dores natalícias

Bom, os dias de natal já passaram e os meus não podiam ter sido piores... o pai natal este ano decidiu presentear-me com uma magnífica dor de dentes que dura há quase uma semana, a ponto de eu finalmente (que a juventude já lá vai e a resistência à dor também), me ter atirado aos comprimidos. Ainda por cima, não sei  se por não estar habituado, o certo é que não fazem lá grande efeito. Se não fosse a velha aguardente para ajudar a suportar um bocadinho o passar das noites...

Enfim, tudo tem um lado positivo. Ao menos, quilos a mais por todas as costumeiras tentações do natal foi coisa que seguramente não me afectou este ano. Srª Drª trate-me lá disto que eu já não aguento!!

A foto, de aspecto delicioso para quem consegue comer, fui sonegá-la ali ao Olhares do Carlos Silva.

quarta-feira, dezembro 22, 2010

Feliz Natal

Estavam a pensar que eu me esquecia não?!
Ora para não fugir ao hábito, cá está o postal do algures aqui e os meus votos:
Boas festas e em toda a parte!

algures em NY

Eu era para aqui colocar umas fotos de Nova Iorque bem como umas histórias de locais, peripécias, curiosidades, celebridades junto de quem estive, os locais mais interessantes, os espectáculos...
mas o volume de trabalho, o tornado, e outros temas que se foram intrometendo deixaram este na caixa de rascunhos do Blogger, e agora já não me apetece.

De maneira que só para não passar em claro, e também para a malta que tem pedido, deixo apenas os links para as fotos na Galeria que está sempre ali na coluna ao lado, ou no facebook aqui e aqui. São apenas uma pequena porção (menos de um décimo) porque seria impossível publicá-las todas, pelo que seleccionei só algumas, mais ou menos ao acaso, mas já bem para ter uma ideia da surpreendente ilha de Manhattan ou cidade de Nova Iorque, como preferirem.

segunda-feira, dezembro 20, 2010

a caridadezinha



Nesta época natalícia, uma música de José Barata Moura que embora de outros tempos é muito actual. Aqui a dedico a todos os que confundem Solidariedade com caridade, muito em particular ao nosso Presidente da República, Cavaco Silva.

jantar de natal dos funcionários da autarquia

Eu sou, por princípio, pela contenção dos gastos e a sua utilização fundamentada, particularmente quando se trata de dinheiros públicos, desde que essa contenção não caia na demagogia.
Ora, é precismamente o que penso acontecer com a não realização (notícia n'O Templário online) do tradicional jantar dos funcionários da autarquia. Demagogia pura.
Esse pequeno gasto é absolutamente insignificante, especialmente quando comparado com tantos outros feitos por aquela entidade. Por outro lado, esta seria porventura no ano a única ocasião em que os todos os funcionários do município se encontram, sendo que essa "reunião geral" tem muito mais prós, até em termos de gestão dos recursos humanos, que o contra do custo. Mesmo fazendo um lanche a substituir, é evidente que não é a mesma coisa.

Quando numa empresa se iniciam estes sintomas é sinal que a falência está eminente... que diagnóstico se fará numa autarquia?

Aos outros e dos outros

artigo publicado no jornal Cidade de Tomar de 17 de Dezembro

“Qualquer um pode tomar o leme quando o mar está calmo.”
Públio Siro, poeta do império romano

A época festiva que vai chegando, está para muitas famílias no nosso concelho (e em Ferreira do Zêzere e na Sertã) definitivamente marcada pela calamidade. Foram, só em Tomar 20 kms, 400 casas, e muito mais pessoas afectadas material, física e psicologicamente pelo tornado que no dia 7 por aqui passou. Casas umas sem telhado, outras sem janelas ou portas, outras onde as mobílias desapareceram, outras simplesmente uma amálgama de restos; carros atingidos com detritos, árvores arrancadas ou partidas, torres de alta tensão, postes, muros, barracões… enfim, “tudo o vento levou”, e no epicentro mediático um jardim-escola com 140 miúdos cujas educadoras e auxiliares passaram a ser para mim, e seguramente para a generalidade dos outros professores do nosso país, heroínas.
Certamente temos todos, ou pelo menos nós os que não fomos directamente afectados, de concordar que apesar de tudo houve uma pontinha de sorte. Não houve vítimas mortais, e mesmo a dimensão dos feridos quando comparada com os números da tormenta é reduzido. Não é difícil para ninguém imaginar que se o percurso do tornado fosse um pouco mais a sul, atravessando a cidade, a situação até nos estragos materiais seria certamente diferente.

Voltando ao concreto, a primeira coisa que se constata não é novidade. Nestas situações drásticas revela-se normalmente o melhor e o pior do ser humano – o melhor, aqueles que logo acorrem altruisticamente para prestar auxílio; e o pior, os que vão como nos acidentes na estrada abrandar para ver, ou seja, armados em mirones com máquinas fotográficas e tudo, vão encher de carros e pessoas os locais onde o que é mesmo preciso é fluidez e capacidade de mobilidade; vão egoisticamente porque para satisfazer a sua curiosidade mórbida, indo além do mais atrapalhar quem está a trabalhar ou quem precisa de auxílio.
Nestes momentos de ocorrências extremas pedimos (quase) todos o que deve ser pedido, que assumam as suas responsabilidades nas operações quem as tem, e que ajam as instituições públicas nos apoios posteriores a ser prestados, com a capacidade e agilidade equivalente à necessidade.

Não há contudo, é preciso dizê-lo com responsabilidade, sistema que numa situação destas não tenha falhas, aqui ou em qualquer parte do mundo. Não podemos ter recursos infinitos, não se podem ter meios materiais e humanos permanentemente ao dispor a pensar numa situação extraordinária que possa acontecer. Não há impostos que paguem isso, e mesmo que houvesse haveria sempre lacunas. Não é possível ter um carro de bombeiros, uma ambulância e um agente de polícia ao pé de cada casa. Portanto, falhas terá havido com certeza, mas é preciso dizer que genericamente as coisas correram bem, os profissionais e os responsáveis estiveram à altura do momento difícil.

Apesar disso já se levantaram as críticas, umas naturalmente compreensíveis, porque vindas de quem possa não ter recebido ajuda imediata; mas outras lamentáveis, vindas de quem “ouviu umas bocas”, de quem julga ser dono do conhecimento, ou até mesmo muitas baseadas em histórias mal contadas, como aquela de dizer que os militares não ajudaram porque a câmara recusou – críticas que além do mais mostram que quem as profere nada sabe da forma como funciona o sistema de protecção civil, como são as regras estabelecidas entre entidades, ou em que circunstâncias actua o exército. O que não quer dizer que eu não ache que o exército devia ter auxiliado, não se pode é dizer que a culpa disso é da câmara.

O pior das críticas acaba por ser quando elas vêm de quem tem mais responsabilidade. Como aquele autarca sempre pródigo nas aparições para a comunicação social, que no próprio dia começou a criticar a câmara e a protecção civil por não terem ido ao local, esquecendo que os bombeiros fazem parte da protecção civil, e que ele próprio além de responsável político, é enquanto presidente de junta também elemento do sistema de protecção civil.
E depois há também os partidos e forças políticas que se põem a fazer comunicados e a anunciar reuniões e mais não sei o quê. Tudo isso se resume numa palavra: Demagogia. Parece que a alguns políticos ainda não foi dado a perceber que vivemos num tempo novo, as pessoas estão fartos de teatro desempenhado por maus actores – deixemo-nos de fitas, questões como a catástrofe que ocorreu na passada semana não podem servir para politiquice!
É nos momentos difíceis que melhor se vê o carácter e a capacidade das pessoas, e a seriedade na política é tratar os assuntos com sentido de dever, e nestes momentos é preciso deixar trabalhar quem sabe e tem essa obrigação. Há regras estipuladas, há estruturas de comando, há pessoas experimentadas. Aquilo que podemos fazer (e devemos!) é individualmente, segundo a consciência e a disponibilidade de cada um, apresentarmo-nos para ajudar se for preciso, sem pretensões de sabermos mais, sem querer dar “bitaites” mas numa postura franca de, com voluntariedade e solidariedade, querermos ajudar.

Até porque é impossível resolver uma situação destas sem contar com a solidariedade de muitos, sem a mobilização dos civis, e se calhar menos do que desejável, mas houve-a apesar de tudo. Ora, estamos em Dezembro, o mês do Natal, celebração que costuma dizer-se, é a época em que mais se sente o espírito de amizade, solidariedade, entre-ajuda, enfim, quando o ser humano é efectivamente mais humano.
Bom, em Tomar esse espírito foi posto à prova, muitos foram os que se entregaram à tarefa e deram do seu tempo e do seu suor para ajudar outros, em boa parte das vezes sem sequer os conhecer. É bom sinal que muitos fossem jovens. E é preciso agradecer particularmente aos voluntários que vieram de outros locais do país, e segundo sei até do estrangeiro. Claro, a grande maioria dos 40000 tomarenses nada fez, foi como se fosse apenas mais uma notícia no telejornal de mais uma coisa qualquer acontecida algures noutro sítio do mundo.

Pois, é muito fácil falar de espírito natalício quando isso trata de comprar umas prendas, ou continua a ser ainda assim fácil falar de solidariedade, quando se trata de dar um saco de arroz à saída do supermercado, ou uns trocos quando vão pedir lá a casa. Mas dar do seu tempo… ou do seu esforço… pois, é mais difícil.
Enfim, há ainda trabalho a fazer, mas se lições houverem já a retirar, entre seguramente uma ou outra falha do sistema a corrigir, essas lições devem começar em cada um de nós de forma muito simples. Primeiro que as “coisas” não acontecem sempre aos outros e nunca se sabe quando precisamos nós de ajuda; e depois, que a responsabilidade, a indisponibilidade, as falhas não estão sempre nos outros, começam sim em nós. Quando começamos a criticar, comecemos por nos olhar ao espelho. Sendo a época propícia, parece-me um excelente exercício para descobrir que valores residem afinal em cada um de nós.
E com este registo, que tenham todos o melhor Natal possível.

sexta-feira, dezembro 17, 2010

radiofónico

A minha última nota do dia na rádio Hertz (e as anteriores), esta sobre o incontornável tornado, pode ser ouvida online aquiÉ só seleccionar entre os vários cronistas.





Amanhã, entre as 10 e as 13h, debate no programa "praça pública" na rádio Cidade de Tomar, também em vídeo online.

quinta-feira, dezembro 16, 2010

o inverno...

...aqui no blogue começa mais cedo, fartei-me das cores pastel que aqui abundavam. Além disso as cores escuras nos ecrãs são mais amigas do ambiente pois poupam energia. Cores ainda sujeitas a experimentação contudo.

O "algures aqui" entra agora na sua versão 3.1
3.1 porque é praticamente apenas uma alteração de cores e não de layout, coisa que se fez em apenas alguns minutos. Porventura lá para Julho quando este blogue entrar na idade da mestria, se houver tempo e paciência, aí sim haverá novo design.
O sistema de comentários passa agora a ser o do próprio Blogger, que é mais simples de incorporar no esquema de blogue e além disso gratuito, ao contrário do Eccho até aqui usado. A desvantagem é que o acesso ao histórico de comentários deixa de estar acessível aos leitores, como se até aqui todos os posts tivessem tido 0 comentários. Mas também não há lá grande coisa a ler.

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Tornado:

... apoios já publicados no Diário da República, noticia O Templário Online

quarta-feira, dezembro 15, 2010

Carlos Pinto Coelho
(1944-2010)


Jornalista da televisão e da rádio, exímio fotógrafo (aquela foto atrás dele serviu-me para um trabalho escolar algures no meu secundário), foi durante vários anos o apresentador do então único jornal televisivo de cultura da Europa, o Acontece na RTP2 - esse perigoso programa esquerdista que o então Ministro Morais Sarmento entendeu exterminar. Faleceu hoje, vítima de ataque cardíaco.

Nocturno

Espírito que passas, quando o vento
Adormece no mar e surge a Lua,
Filho esquivo da noite que flutua,
Tu só entendes bem o meu tormento...

Como um canto longínquo - triste e lento-
Que voga e subtilmente se insinua,
Sobre o meu coração que tumultua,
Tu vestes pouco a pouco o esquecimento...

A ti confio o sonho em que me leva
Um instinto de luz, rompendo a treva,
Buscando, entre visões, o eterno Bem.

E tu entendes o meu mal sem nome,
A febre de Ideal, que me consome,
Tu só, Génio da Noite, e mais ninguém!

Antero de Quental, in "Sonetos"

terça-feira, dezembro 14, 2010

Pernoitas em Mim

pernoitas em mim
e se por acaso te toco a memória... amas
ou finges morrer

pressinto o aroma luminoso dos fogos
escuto o rumor da terra molhada
a fala queimada das estrelas

é noite ainda
o corpo ausente instala-se vagarosamente
envelheço com a nómada solidão das aves

já não possuo a brancura oculta das palavras
e nenhum lume irrompe para beberes

Al Berto, in 'Rumor dos Fogos'

Tu à Noite

Tu à noite havias de escutar
A trovoada e o ar ambulante.
Tu nessa margem hás-de virar
Para onde estão as intempéries dominantes.

Toda essa honrada esperança
Ruirá na ardósia,
E destroçará o inverno
Que vocifera a teus pés.

Se bem que ardam os altares apaixonantes,
E que o sol deliberado
Faça ladrar a águia,
Tu avançarás na corda bamba.

Harold Pinter, in "Várias Vozes"

sábado, dezembro 11, 2010

debate

Daqui a pouco dá-se início a um novo programa de debate político em Tomar, desta feita na rádio Cidade de Tomar.
A partir de hoje, aos sábados entre as 10 e as 13h, o "Praça Pública" conta com a presença de representantes das forças políticas representadas na Assembleia Municipal de Tomar a debater entre si temas diversos relacionados com o nosso concelho.
Lá estarei.

sexta-feira, dezembro 10, 2010

Como ajudar as vítimas do tornado

Todas as ofertas deverão ser comunicadas para 249324030 de forma a serem organizadas, tríadas pelos serviços sociais e chegarem a quem efectivamente precisa de apoio.

Está também disponível o número da UNICA conta bancária autorizada para recepção de DONATIVOS, titulada pela CRUZ VERMELHA PORTUGUESA, que é NIB 0035 0813 000 5683023 058.

Qualquer outra conta ou solicitação de ajuda NÃO é oficial. (Estas acções de angariação de fundos carecem de autorização da entidade administrativa - neste caso o Município).

A mão de obra disponível para ajuda, que se pretende organizada, poderá apresentar-se no Quartel de Bombeiros, para integração na bolsa de voluntariado à disposição do comandante operacional para operações de apoio às populações.

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Tornado em Tomar

Município divulga contactos para quem precisa de ajuda e para quem quer ajudar
Na sequência do tornado que fustigou o concelho de Tomar na terça-feira, os Serviços Municipais de Protecção Civil estão a centralizar as operações no Quartel dos Bombeiros. Quem queira contribuir com a oferta de materiais de construção, móveis ou electrodomésticos, bem como os voluntários que estejam disponíveis para ajudar na reconstrução, deve contactar o Posto de Comando Municipal pelo telefone 249 324 030.
Quem tenha alguma situação de emergência relacionada com os danos causados pelo tornado pode também contactar aquele número ou o 249 329 140.

Por outro lado, todas as pessoas que tenham sido vítimas da intempérie e que tenham necessidades de apoio de âmbito social devem dirigir-se a um dos seguintes serviços ou contactá-lo pelos meios indicados:
Serviços Municipais de Habitação e Acção Social – Praça da República – telefone 249 329 887 – e-mail: accaosocial@cm-tomar.pt
Serviço Local de Acção Social de Tomar (Segurança Social) – Av. Ângela Tamagnini, 3 - telefone 249 310 560 ou 563 – cdsssantarem@seg-social.pt
Centro de Dia da Venda Nova – Bairro do Fojo – Venda Nova – telefone 249 301 534 – e-mail:acrsvendanova@gmail.com
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quarta-feira, dezembro 08, 2010

solidariedade

"A concelhia de Tomar do PS solidariza-se com os nossos concidadãos afectados pelo tornado de ontem, do qual pela sua gravidade devemos ainda assim louvar a não existência de vítimas mortais, não podendo nesta hora fazer mais do que apelar às instituições responsáveis que cumpram as suas obrigações, o que foi hoje de manhã já garantido pelos Srs Ministro da Administração Interna e Presidente da Câmara.
A hora é de limpeza e reconstrução e do retorno possível à normalidade, e também de contabilização de custos, seguramente avultados.
Uma palavra particular de força e solidariedade para o camarada e vereador José Vitorino, patrimonialmente um dos grandes atingidos pela catástrofe de ontem."

na página do PS Tomar

... as palavras são minhas e não consigo agora acrescentar outras.

imortalidade


Faz hoje 30 anos que John Lennon foi assassinado por um louco, ali à porta do edifício Dakota do lado oeste de Central Park.

Na foto ao meio, mesmo em frente ao Dakota mas já dentro de Central Park numa zona intitulada Strawberry Fields como a música de Lennon que lembra o orfanato onde brincava na infância, existia uma das 3 estátuas do músico no mundo. Yoko Ono contudo, que ainda mora no Dakota, não gostava de abrir a janela e ver a cara do falecido marido ainda para mais coberta de excremento de pombo e por isso exigiu a sua retirada. Hoje existe apenas um ladrilho com a palavra IMAGINE, todos os dias decorado de forma diferente por um fã que disso faz vida e visitado por centenas de outros todos os dias.

A estátua está agora junto a uma escadaria do aeroporto de Liverpool, a segunda está em Havana, e a terceira é esta em baixo, também em Liverpool, à entrada do The Cavern, o bar que deu início à carreira dos Beattles.

terça-feira, dezembro 07, 2010

info cultural

info associativo

Encontro Regional de Juventude

mais informações aqui

concordo

"A Câmara de Tomar necessita de «rever e planear as despesas, analisando de forma rigorosa as necessidades reais do Concelho, tendo em vista a distinção clara entre o acessório e o essencial, mesmo que para isso se tenha que parar alguns projectos» disse José Delgado, Presidente da Comissão Política Concelhia do PSD.",  noticia a rádio Cidade de Tomar.

Absolutamente de acordo. Aconselho aliás a leitura do último texto da Anabela Freitas no Esquerdo Capítulo que ficam com pistas sobre mais um projecto que vai custar rios de dinheiro e cuja prioridade e pertinência, e principalmente a capacidade de execução com base em estratégia mais global são muito duvidosas. (quer dizer, eu não tenho dúvida nenhuma!).


Se o PSD local tivesse em matérias políticas a mesma capacidade de "aconselhamento" ao Presidente da Câmara que em questões de politiquice, talvez fosse possível ver alguma mudança de filosofia na gestão da autarquia, mas nesta fase do campeonato já não tenho grandes ilusões...



sexta-feira, dezembro 03, 2010

"Independência ou Identidade?"

A minha última nota do dia na rádio Hertz (e as anteriores), esta sobre o tema em epígrafe, pode ser ouvida online aqui. É só seleccionar entre os vários cronistas.
(Lisa Edelstein)
Gosto muito do Dr. House... mas gosto mais da chefe dele.

Vá, para desenjoar da crise, da austeridade, e porque hoje é sexta-feira, decreto que se comece o dia bem disposto. (as senhoras, se quiserem, que descubram outra foto qualquer)

quarta-feira, dezembro 01, 2010

para que conste

De quando em vez sinto-me obrigado a fazer esta declaração, que serve também como contributo para a pedagogia cívica. Pois cá vai mais uma vez mesmo sabendo que não será a última:

Eu não aufiro qualquer tipo de remuneração por ser presidente da concelhia do PS de Tomar ou qualquer outro cargo político, tal como não aufiro por ocasionalmente escrever para algum jornal ou por falar de quando em vez na rádio
(agora regularmente nas crónicas quinzenais em formato nota do dia, na rádio Hertz). O mesmo acontece com a generalidade dos políticos.

O que não pode ser contudo confundido com o desempenho de funções públicas, a tempo inteiro ou parcial, onde aí sim, como é normal, se aufere um vencimento. Um presidente de câmara ou vereador, um deputado, um ministro e por aí fora.


O ser-se político e o ser-se dirigente político é tal como o ser-se membro de uma qualquer associação ou dirigente associativo. É essencialmente um acto de voluntariado e faz-se na imensa maioria dos casos pela mesma razão: por gosto e abnegação pessoal.


Aliás, para ser mais exacto, muitos dirigentes partidários onde me incluo (como muito dirigentes associativos) não só não recebem como acabam sim por pagar. Seja naquelas coisas indirectas como as deslocações, as refeições, etc, de todos os locais onde temos de ir; como directamente em, por vezes, muitos pequenos ou maiores gastos que o partido (que como sempre digo não é, como qualquer outra organização, uma entidade virtual mas sim o conjunto de pessoas que a cada momento o compõem) precisa no desenvolvimento da sua actividade.


Há, é verdade, cargos puramente político-partidários que são remunerados, pelo próprio partido, mas são excepções: é o caso dos Secretários Gerais (SG) do PS e do PSD quando o partido se encontra na oposição, o que se entende, porque na prática são funções a tempo inteiro. Presumo que o mesmo se passe nos partidos mais pequenos mas não tenho a certeza.


No caso do PS há um segundo cargo com vencimento que é o do Secretário Nacional para a Organização (SNO), uma vez que este é também na prática um cargo a tempo inteiro. Um SNO ao contrário do SG, trabalha essencialmente para o interior da estrutura, uma espécie de director executivo. Na Juventude Socialista este cargo também recebe salário, e presumo que o mesmo se passe nos outros partidos e juventudes partidárias.


Ou seja, no contexto de milhares de pessoas no país que exercem funções político-partidárias, temos uma ou duas dezenas que recebem, proveniente do orçamento dos seus partidos um salário. Entendido?

Volto a fazer a ressalva que uma coisa é o desempenho de funções político-partidárias, outra é o desempenho de funções políticas na Administração Pública, tanto por eleição como por nomeação.

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