... contra o excesso de burocracia.
http://www.portugal.gov.pt/Portal/PT
terça-feira, março 28, 2006
sexta-feira, março 24, 2006
Balada Alentejana
Estou sentado em frente a um computador algures em Évora a fazer tempo, e penso em como aprecio Tomar.
A verdade é que deve ser o quarto ou quinto fim-de-semana seguido que estou fora, e para além do cansaço, sinto falta da calma aparente que grassa pelas terras nabantinas, que principalmente me servem de calmante.
Évora é no entanto uma cidade lindÃssima - "cada pedra tem uma história", dizia-me alguém há pouco. Podia servir de modelo para Tomar sobre como se devem fazer algumas coisas: a conservação dos monumentos, o arranjo dos jardins, o aproveitamento de vários espaços, a organização do trânsito/estacionamentos/transportes públicos, a animação, a vivência cultural, a promoção.
Dizer que Évora é capital de distrito, que é património da Unesco, que é a rainha de uma região, e Tomar nada disso, seriam apenas "desculpas de mau pagador". Enfim...
Descobri há pouco numa pastelaria que, além de muitos outros doces conventuais de perder a cabeça, por cá também há queijinhos doces. E eu a pensar que eram exclusivos das margens do Nabão.
Bem, parece que é hora de jantar, o choco frito do almoço em Setúbal já vai longe, e como a noite se adivinha longa (de trabalho!) é melhor aproveitar...
e depois, este fim-de-semana não será assim tão longo, amanhã volto.
A verdade é que deve ser o quarto ou quinto fim-de-semana seguido que estou fora, e para além do cansaço, sinto falta da calma aparente que grassa pelas terras nabantinas, que principalmente me servem de calmante.
Évora é no entanto uma cidade lindÃssima - "cada pedra tem uma história", dizia-me alguém há pouco. Podia servir de modelo para Tomar sobre como se devem fazer algumas coisas: a conservação dos monumentos, o arranjo dos jardins, o aproveitamento de vários espaços, a organização do trânsito/estacionamentos/transportes públicos, a animação, a vivência cultural, a promoção.
Dizer que Évora é capital de distrito, que é património da Unesco, que é a rainha de uma região, e Tomar nada disso, seriam apenas "desculpas de mau pagador". Enfim...
Descobri há pouco numa pastelaria que, além de muitos outros doces conventuais de perder a cabeça, por cá também há queijinhos doces. E eu a pensar que eram exclusivos das margens do Nabão.
Bem, parece que é hora de jantar, o choco frito do almoço em Setúbal já vai longe, e como a noite se adivinha longa (de trabalho!) é melhor aproveitar...
e depois, este fim-de-semana não será assim tão longo, amanhã volto.
terça-feira, março 21, 2006
Hoje é dia...
da �rvore
Mundial da Floresta
Mundial da Poesia
e de Equinócio da Primavera (ups, afinal foi ontem!)
Que mais razões são precisas para estar feliz?
Mundial da Floresta
Mundial da Poesia
e de Equinócio da Primavera (ups, afinal foi ontem!)
Que mais razões são precisas para estar feliz?
quarta-feira, março 15, 2006
quarta-feira, março 08, 2006
Há coisas...
...que nos deixam a pensar.
Vejam o anúncio no link abaixo e leiam a explicação do porquê nunca ter sido exibido.
http://www.xiz.com.br/comercial/
aterradora contribuição do Bruno Gomes (algures por ferreira)
Vejam o anúncio no link abaixo e leiam a explicação do porquê nunca ter sido exibido.
http://www.xiz.com.br/comercial/
aterradora contribuição do Bruno Gomes (algures por ferreira)
sábado, março 04, 2006
E por falar em escolhas...
... escolheu ontem o "povo" tomarense o mordomo para a próxima festa dos tabuleiros a realizar no ano que há-de vir.
João Vital reuniu o consenso, ou não fosse mais ninguém se ter apresentado, não tivessem todas as escolhas sido feitas antes da reunião que essa é apenas simbólica, ou haja alguém que julgue que não.
Ainda assim, parece-me bem. Os entendidos e mais "trabalhadores" da festa parecem satisfeitos, e os teóricos piam mas ninguém lhes liga, que como em muitas outras coisas, quem muito fala pouco faz, ou cão que ladra não morde.
DifÃcil empresa se apresenta ao novo mordomo, que a seus ombros tem a tarefa de fazer uma festa ainda ensombrada pelos problemas da anterior.
Muito trabalho, boas escolhas para os seus colaboradores, e sorte q.b. é a receita necessária.
Apoio e solidariedade é também o que todos somos chamados a contribuir, assim será a festa novamente falada apenas pelo que merece: a Grande Festa prova da alma de Tomar e dos nabantinos.
João Vital reuniu o consenso, ou não fosse mais ninguém se ter apresentado, não tivessem todas as escolhas sido feitas antes da reunião que essa é apenas simbólica, ou haja alguém que julgue que não.
Ainda assim, parece-me bem. Os entendidos e mais "trabalhadores" da festa parecem satisfeitos, e os teóricos piam mas ninguém lhes liga, que como em muitas outras coisas, quem muito fala pouco faz, ou cão que ladra não morde.
DifÃcil empresa se apresenta ao novo mordomo, que a seus ombros tem a tarefa de fazer uma festa ainda ensombrada pelos problemas da anterior.
Muito trabalho, boas escolhas para os seus colaboradores, e sorte q.b. é a receita necessária.
Apoio e solidariedade é também o que todos somos chamados a contribuir, assim será a festa novamente falada apenas pelo que merece: a Grande Festa prova da alma de Tomar e dos nabantinos.
As escolhas.
Poder fazer escolhas é não só uma das principais caracterÃsticas que em parte nos distingue dos restantes animais, como é também uma demonstração de que somos seres humanos livres, vivendo pois em suposta democracia.
Fazer escolhas é portanto, bom.
Escolher o vermelho ou o azul, carne ou peixe, a praia ou o campo, ir ao cinema ou ficar em casa.
Naturalmente isto não é sempre assim tão fácil, torna-se especialmente difÃcil quando as escolhas envolvem pessoas, e em muito momentos da nossa vida temos que fazer dessas escolhas.
Eu detesto essas escolhas.
Não porque não as consiga fazer, não porque tenha algum tipo de medo de as fazer.
E aÃ, talvez. Algum tipo de medo.
É que as escolhas que fazemos implicam consequências, e não é que tenha medo de errar na escolha. Todos fazemos erros, todos em muitas alturas escolhemos erradamente.
Quando muito podemos esperar que o balanço aponte para para um maior número de escolhas positivas.
Mas não, não é essa a questão. A questão é que por vezes somos obrigados a fazer escolhas apenas porque sim, porque é obrigatório que o façamos. E não temos particulares razões para optar por A em detrimento de B, apenas tem de ser.
Ora, como dizia, as escolhas têm normalmente consequências, e as consequências são muitas vezes que alguém a quem não escolhemos, nos passe a julgar de forma diferente, apenas porque fizemos uma escolha. Apenas porque tivemos que fazer uma escolha.
Enfim, a vida em sociedade não é nada simples. Mas podia ser, nós é que a complicamos.
E porquê este chorrilho de disparates? Ora, no meu horizonte aproximam-se tempos de escolha.
(Quando repito muitas vezes a mesma palavra, acontece normalmente que ela me pareça estranha. Não é o que sucede se pensarmos na palavra escolha e nos tentarmos abstrair do seu significado? "Escolha", que raio de palavra!)
Fazer escolhas é portanto, bom.
Escolher o vermelho ou o azul, carne ou peixe, a praia ou o campo, ir ao cinema ou ficar em casa.
Naturalmente isto não é sempre assim tão fácil, torna-se especialmente difÃcil quando as escolhas envolvem pessoas, e em muito momentos da nossa vida temos que fazer dessas escolhas.
Eu detesto essas escolhas.
Não porque não as consiga fazer, não porque tenha algum tipo de medo de as fazer.
E aÃ, talvez. Algum tipo de medo.
É que as escolhas que fazemos implicam consequências, e não é que tenha medo de errar na escolha. Todos fazemos erros, todos em muitas alturas escolhemos erradamente.
Quando muito podemos esperar que o balanço aponte para para um maior número de escolhas positivas.
Mas não, não é essa a questão. A questão é que por vezes somos obrigados a fazer escolhas apenas porque sim, porque é obrigatório que o façamos. E não temos particulares razões para optar por A em detrimento de B, apenas tem de ser.
Ora, como dizia, as escolhas têm normalmente consequências, e as consequências são muitas vezes que alguém a quem não escolhemos, nos passe a julgar de forma diferente, apenas porque fizemos uma escolha. Apenas porque tivemos que fazer uma escolha.
Enfim, a vida em sociedade não é nada simples. Mas podia ser, nós é que a complicamos.
E porquê este chorrilho de disparates? Ora, no meu horizonte aproximam-se tempos de escolha.
(Quando repito muitas vezes a mesma palavra, acontece normalmente que ela me pareça estranha. Não é o que sucede se pensarmos na palavra escolha e nos tentarmos abstrair do seu significado? "Escolha", que raio de palavra!)
Os velhos amigos.
Ou os amigos velhos, que não é a mesma coisa mas também se aplica.
Acontece ter todo o primeiro sábado de Março, um almoço da turma de curso, em que oriundos de vários pontos do paÃs nos reunimos na terra de um nós, escolhida previamente no ano anterior.
Foi o que aconteceu hoje no Sardoal.
Dos que se encontram mais frequentemente, aos que se revem de ano a ano, este é o espaço e o momento das constatações e das memórias de tempos que marcam e não voltam.
Quem está mais magro, mais gordo, mais careca, mais, menos, tanto, qualquer coisa, é a entrada da ementa que segue com as obrigatórias conversas entre qualquer grupo de professores, como é a tua escola, que alunos tens, os colegas são porreiros, a escola é longe e está a cair, ou o simples mas por vezes presente, estou farto da escola, ou o outro ainda que agora não dá aulas porque tem tacho, e ele diz que não, que trabalha que se farta, mas ninguém mostra acreditar ainda que saibam que assim é, e as evidências depois o demonstram.
E assim segue, com mais ou menos copo, com mais ou menos choro da criança de alguém, até à sobremesa composta pelas sempre presentes memórias, sempre mais distantes, sempre mais saudosas: aquela festa, aquele trabalho feito à s 5 da manhã, aquela professora, aquele dia de copos, os tiques e os toques de uns e outros, e o diz que o outro faz isto e a outra agora é aquilo, para que omitidamente percebamos e noutras palavras o digamos uns aos outros que estamos a cada um cada medida, mais pais, mais solteiros, mais fatigados, mais empenhados, mais distraÃdos, mais deslocados, mais interessados... mais velhos.
Estes encontros, como todos os ciclos da vida, é suposto que continuem, e sempre e em cada um será assim. O tempo não se evita. Por muito que custe, é a simplicidade apenas aparente, diria o José Gil, daquela célebre citação de um nosso ex-Primeiro-ministro. "É a vida!"
Acontece ter todo o primeiro sábado de Março, um almoço da turma de curso, em que oriundos de vários pontos do paÃs nos reunimos na terra de um nós, escolhida previamente no ano anterior.
Foi o que aconteceu hoje no Sardoal.
Dos que se encontram mais frequentemente, aos que se revem de ano a ano, este é o espaço e o momento das constatações e das memórias de tempos que marcam e não voltam.
Quem está mais magro, mais gordo, mais careca, mais, menos, tanto, qualquer coisa, é a entrada da ementa que segue com as obrigatórias conversas entre qualquer grupo de professores, como é a tua escola, que alunos tens, os colegas são porreiros, a escola é longe e está a cair, ou o simples mas por vezes presente, estou farto da escola, ou o outro ainda que agora não dá aulas porque tem tacho, e ele diz que não, que trabalha que se farta, mas ninguém mostra acreditar ainda que saibam que assim é, e as evidências depois o demonstram.
E assim segue, com mais ou menos copo, com mais ou menos choro da criança de alguém, até à sobremesa composta pelas sempre presentes memórias, sempre mais distantes, sempre mais saudosas: aquela festa, aquele trabalho feito à s 5 da manhã, aquela professora, aquele dia de copos, os tiques e os toques de uns e outros, e o diz que o outro faz isto e a outra agora é aquilo, para que omitidamente percebamos e noutras palavras o digamos uns aos outros que estamos a cada um cada medida, mais pais, mais solteiros, mais fatigados, mais empenhados, mais distraÃdos, mais deslocados, mais interessados... mais velhos.
Estes encontros, como todos os ciclos da vida, é suposto que continuem, e sempre e em cada um será assim. O tempo não se evita. Por muito que custe, é a simplicidade apenas aparente, diria o José Gil, daquela célebre citação de um nosso ex-Primeiro-ministro. "É a vida!"
Subscrever:
Comentários (Atom)
