segunda-feira, fevereiro 27, 2006

Gestão por objectivos

Quem sabe como funciona o sistema de avaliação da administração pública (SIADAP), em especial quem tem que definir objectivos para os funcionários, percebe talvez melhor a pertinência desta história...

Era uma vez uma aldeia onde viviam dois homens que tinham o mesmo nome: Joaquim Gonçalves.
Um era sacerdote e o outro taxista. Quis o destino que morressem no mesmo dia.
Quando chegaram ao céu, São Pedro esperava-os.
- O teu nome?
- Joaquim Gonçalves.
- És o sacerdote?
- Não, o taxista.
São Pedro consulta as suas notas e diz:
- Bom, ganhaste o paraíso. Levas esta túnica com fios de ouro e este ceptro de platina com incrustações de rubis. Podes entrar.
- O teu nome?
- Joaquim Gonçalves.
- És o sacerdote?
- Sim, sou eu mesmo.
- Muito bem, meu filho, ganhaste o paraíso. Levas esta bata de linho e este ceptro de ferro.
O sacerdote diz:
- Desculpe, mas deve haver engano. Eu sou o Joaquim Gonçalves, o sacerdote!
- Sim, meu filho, ganhaste o paraíso. Levas esta bata de linho e...
- Não pode ser! Eu conheço o outro senhor. Era taxista, vivia na minha aldeia e era um desastre! Subia os passeios, batia com o carro todos os dias, conduzia pessimamente e assustava as pessoas. Nunca mudou, apesar das multas e repreensões policiais. E quanto a mim, passei 75 anos pregando todos os domingos na paróquia. Como é que ele recebe a túnica com fios de ouro e eu... isto?
- Não é nenhum engano - diz São Pedro. Aqui no céu, estamos a fazer uma gestão mais profissional, como a que vocês fazem lá na Terra. Agora orientamo-nos por objectivos.
Ora, durante os últimos anos, cada vez que tu pregavas, as pessoas
dormiam. E cada vez que ele conduzia o táxi, as pessoas começavam a rezar.
Resultados! Percebeste? Gestão por Objectivos!

domingo, fevereiro 26, 2006

Parece que é...

... CARNAVAL

Image hosting by Photobucket

E a máscara que me apetecia usar era a de Hugo Cristóvão, que é coisa que não faço há muito tempo.
Mas acho que ainda não é hoje.

É mais que certo que, todos nós, todos dias, usamos máscaras.

terça-feira, fevereiro 21, 2006

A Coragem.

Hoje ao almoço, antes do leitaozinho assado e por entre a conversa de circunstância deste tipo de almoços, comentava o Rui Zink, depois de alguém lhe perguntar porque aparecia menos na televisão, que as opiniões se pagam, e que dar a cara para as defender, ainda para mais quando podem ser contrárias ao que muita gente pensa, ou mesmo encaradas como estúpidas. E deu mesmo o exemplo das duas senhoras que recentemente andaram nas luzes da ribalta, e que foram as responsáveis pelo relançamento da discussão em torno dos casamentos entre homossexuais.
Efectivamente o comentário mais simplista será o de achar que as senhoras acabaram por empenhar-se nesta questão, em busca de um qualquer tipo de fama ou protagonismo.
Mas se fizermos uma análise mais profunda perceberemos que não é assim. Coloquemo-nos na pele daquelas senhoras e imaginemos o que será hoje o seu dia-a-dia. Basta dar este exemplo: penso que era hoje que iria realizar-se uma reunião de condóminos para tentar expulsar as senhoras, porque na mente de alguns dos moradores, elas dão mau nome ao prédio!!
Estamos em Portugal, ano 2006.

Por isso, quando o Rui Zink usava a tal expressão as "opiniões pagam-se", e que é muito engraçado aparecer na televisão, ou de qualquer outra forma, emitir opiniões e defender publicamente ideias e causas, a verdade é que muito poucos têm a coragem para o fazer.
Pensei no momento: "- Bolas! Isso é o que estou sempre a dizer!" As pessoas falam em surdina, mas defender opiniões sai caro, e em muitas situações da sociedade, mas se calhar em especial quem passa pela política, sabe como muitas vezes lhe sai caro dar a cara e defender opiniões.
Sabe como as opiniões são mal interpretadas, sabe como são por vezes intencionalmente mal interpretadas, como são derturpadas. Quem dá a cara por algo, corre o risto de ser odiado apenas por isso, porque foi capaz de fazer algo que outrém não é. Infelizmente, a nossa sociedade ainda sofre da moldagem que pede que não falemos, que fiquemos calados, que nos dêem "a papinha toda feita", como dizia o Rui Zink. Mesmo até para pensar ou emitir opinião.
Enfim é o mundo em que vivemos, um mundo em que até para falar é preciso coragem, portanto talvez, um mundo de cobardes. [pronto, mais quatro ou cinco inimigos por ter dito isto...]


Nota à margem
Não se pense, porque já conheco [quase] todas as maledicências possíveis e as suposições mais absurdas, que a intenção deste post é fazer passar-me por amigo ou conhecido deste ou daquele.
Efectivamente o Rui Zink esteve hoje em Tomar para participar numa actividade organizada pelo Governo Cívil e a Associação de Professores de Português, e onde a instituição onde tenho actualmente responsabilidades também é parceira, e por isso, eu e mais algumas pessoas estivemos de facto a almoçar com o Rui Zink.
Dele não conheço mais que a maioria de nós, um excelente comunicador e escritor.

Mas já agora, notas à margem, tenho que fazer em relação a isto outra crítica: à comunicação social tomarense.
A iniciativa, tendo como ponto de partida a comemoração do Dia Internacional da Língua Materna, envolveu várias entidades, trouxe a Tomar o escritor (e entenda-se que podia ter sido qualquer outro concelho do distrito, mas foi escolhido Tomar), o grande auditório do Instituto Politécnico esteve completamente cheio, e a participação dos jovens foi excelente.
Ora, perante isto, esteve comunicação social é verdade, mas de Tomar só uma pessoa, e que chegou aliás já depois do fim da actividade em concreto.
Eu entendo as dificuldades das pessoas que fazem jornalismo regional, e não quero fazer crítica à toa, bem sei como com poucos meios, e dificeis compensações, fazem o seu trabalho, e sei também que a terça-feira é dia de fecho de redação, mas ainda assim, acho que dava para fazer uma força, afinal, por vezes publica-se tanta coisa sem interesse...
E depois, já é difícil ouvir e engolir em seco sobre tanta coisa sobre Tomar, para ainda ter que encolher os ombros a um "- Onde anda a comunicação social de Tomar, que tem fama de ser tão aguerrida?"
[e pronto, lá vão bater-me porque ataquei a comunicação social...]

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Zezé&Totó

- Ó Zezé, já ouviste falar que querem instalar um Bingo em Tomar?

- Pois Totó, isto por cá é mesmo uma questão de sorte, e em especial, de falta dela.

Anti-stress

Para os que precisam de descomprimir, dêem aqui uma bofetadas.
Aqueles comentaristas especiais deste blogue, que de "destressar" bem precisam, podem imaginar que sou.

útil contribuição da Clara Lopes

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

Na TSF...

...falava-se hoje pela manhã, do eventual encerramento de escolas na Sabacheira e em Alviobeira.
Entretanto têm sido sobreiros, e sobreiros outra vez.


É o costume, Tomar parece que só aparece por maus motivos.

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Duma vez por Todas.

artigo publicado hoje no jornal Cidade de Tomar, (embora no jornal tenha algures um ponto de interrogação a mais, que adultera totalmente o sentido da frase)


Tem sido alguma, ou pelo menos provocada por actores especializados, a polémica em torno da proposta apresentada pelo PS, através dos membros da Assembleia de Freguesia de São João nesse órgão, e do Vereador Carlos Silva, em reunião camarária, proposta essa que visa a construção de um Parque de Campismo na Machuca.
Ora, vamos aos factos.
O PS sempre foi contra o encerramento do Parque de Campismo.
O PS não teria encerrado o Parque de Campismo.
O PS não foi escolhido pelos tomarenses para ser poder, ou seja, o PS não decide nem executa.
O PS é oposição, e foi para isso que os tomarenses nos mandataram. Mas a nossa visão de oposição é certamente diferente, de alguns emprenhados hábitos de politiquice que afectam muitos dos tais actores que antes se falava.
O PS acima de tudo deseja através da sua acção um fim último: a melhoria da qualidade de vida dos Tomarenses e o desenvolvimento planeado, partilhado, equilibrado, sustentável, do concelho de Tomar.
Assim, o PS apresentará propostas, defenderá causas, debaterá projectos, sempre de forma séria, construtiva, positiva, e responsável. È assim que os seus dirigentes o desejam, e o farão cumprir. É assim, que os seus militantes o exigem, e nele se reconhecem.
O PS quer recuperar a confiança e o crédito dos tomarenses – sem dúvida! – mas sempre com o fim último atrás definido, e com os critérios também já anunciados. Não faremos jogos baixos, não empregaremos métodos de escaramuça, não procuraremos atravancar o trabalho da autarquia, se este for orientado para o mesmo fim que defendemos. Enquanto os actuais dirigentes do PS se mantiverem, o rumo será o traçado. Sem politique. Sem partidarismos bacocos.
Mais, o PS não é um grupo centralizado ou personalizado em torno de uma ou duas pessoas. PS é um grupo vasto de gente, que consoante a actualidade, a disponibilidade, a pertinência, reúne para discutir ideias, e em consonância possível, as decidir.
Mas voltemos ao Parque de Campismo, e aos factos.
Tomar, concelho que se diz ter como principal valência o Turismo, tem um problema: NÃO TEM UM PARQUE DE CAMPISMO!
Não foi o PS quem criou o problema, nada fez para contribuir para ele, e sempre alertou, ao contrário de outros, para o problema que iria ser criado, e para a decisão que considerava errada.
Facto: O Parque fechou há três anos.
Facto: As condições do parque nunca foram boas para a prática do campismo. Eu sei, eu acampei lá.
Facto: O PSD, partido a quem os tomarenses deram a maioria, ainda que sem ter apresentado programa eleitoral, projectou no âmbito do Programa Polis, um parque de cidade. Como será esse parque de cidade? Não sabemos, não nos competiu decidi-lo, não nos competirá executá-lo. Desejamos apenas que esse parque seja efectivamente dignificante da nossa cidade, e um espaço útil e aprazível ao serviço dos cidadãos.
Não facto: Os tomarenses defendem o parque na sua localização anterior. – Não sei, realmente não sei. É bastante difícil saber o que pensam os tomarenses.
Não criticam, não refilam, não aparecem nos momentos decisivos. Não são coerentes, criticaram muito Paiva e os seus, mas deram-lhe novamente a maioria. Como saber o que os tomarenses pensam se quando muito, o dizem apenas em surdina, à mesa do café?
E por favor, não me digam que abaixo-assinados são participação cívica, que essa é uma visão muito redutora da Cidadania e da Democracia.
Facto: para um problema que não criou mas quer ajudar a resolver, o PS apresentou uma proposta.
Facto: para que essa proposta fosse viável, teria que envolver um terreno que fosse de fácil “manejo� para a autarquia.
Facto: em reunião de Câmara o PS apresentou os dois possíveis, o do Horto Municipal em Marmelais, que é do Estado; e o da Machuca que é da Autarquia.
Premissa: que seja um parque dotado de todas as condições para uma boa prática de campismo e caravanismo; que consiga atrair novos públicos; que consiga minimizar os efeitos negativos da imagem que o fecho mal planeado do anterior causou; que esteja pronto antes da próxima festa dos Tabuleiros; e que por ele, sejam revistos o sistema de transportes, incluindo nessa revisão, toda a área envolvente, área essa de expansão da cidade, de toda aquela zona da Freguesia de São João que não tem transportes condignos.
Esclarecimento: quando aqui estamos a falar do terreno da Machuca, não falamos do mesmo terreno onde ocorreu corte ilegal de sobreiros. (no jornal aparece aqui, sei lá vindo de onde, um ponto de interrogação)
Teremos efectivamente parque de campismo na próxima Festa dos Tabuleiros? Será um bom parque? Ajudará a economia e a vertente turística do concelho? – Não sei, não sabemos. Reafirme-se, em Tomar não é o PS quem decide nem quem executa.
Os tomarenses acham errada a ideia? Bem, era bom que em vez de culparem os políticos por tudo, começassem a fazer ouvir a vossa voz. Escrevam cartas, falem para os jornais e para as rádios, vão bater à porta da autarquia e dos partidos. Mostrem que estão minimamente preocupados. No PS acreditem, têm um espaço onde temos todo o interesse em acolher as vossas contribuições.
É que às tantas, nós “os maus da fita�, de tão “Santo Antónios� parecer-mos, começamos a ficar um pouco cansados de andar a pregar aos peixes...

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

publicidade

Pessoalmente gosto mais da Toyota, mas a Honda tem de facto grandes anúncios.
Vejam este!

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

"Temos de começar a destruir a cultura de anti-política em Portugal"
Jorge Sampaio - Presidente da República, Satão, 8.2.2006

Ribatejo Digital

Depois de ter sido capa do Público, o projecto Ribatejo Digital da Comunidade Urbana da Lezíria do Tejo foi referenciado pela Microsoft.

Aqui pelo norte do distrito, do Médio Tejo Digital nem sinal. Será porque o Presidente da Comunidade Urbana é o mesmo daquela autarquia onde ainda não há página na internet?

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Há tempo.

Há tempo de escrever, há tempo de ler.
Há tempo de sair, há tempo de ficar.
Há tempo de concordar, há tempo de contestar.
Há tempo de amar, há tempo de odiar.
Há tempo bom, há tempo mau.
Há tempo esquisito, há tempo infinito.

Não tenho tempo.

(e depois de repetir quinze vezes a palavra tempo, o que é tempo afinal?)