quinta-feira, abril 28, 2005

Jornalismo

Boa reportagem saiu hoje no jornal Templário, sobre um prostituta brasileira em Tomar.
Aplausos para a jornalista Sandra H. Costa. Jornalismo a sério.

Nostalgia

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Há dias, em conversa com uma colega de outros tempos e hoje colega de profissão, fiquei de lhe enviar quaisquer fotos que tivesse desses longínquos tempos em que fui aluno do então, à falta de melhor nome, "Ciclo Novo", hoje E.B.2,3 Gualdim Pais.
E por isso andei a remexer no bau das memórias, o que é sempre um exercício estimulante: rever caras que nunca mais vimos e das quais, como num filme interrompido, não mais conhecemos a sua história; lembrar de situações, de aventuras, de preocupações; lembrar dessa grande era das descobertas em que achávamos a maior das fantasias possível; lembrar de nós mesmos nessa altura e perguntar, será que eu era mesmo aquele? E ter vontade de fazer como no Nunca é Tarde, o filme em que Bruce Willis se encontra consigo mesmo em criança e tenta corrigir alguns erros do passado, acabando também por aprender com a criança que era.
Lembrar desse tempo de suposta inocência, em que a preocupação maior era saber a que horas passava um qualquer desenho animado, aguentar com a TV Rural e o 70X7, para ver mais desenhos animados a seguir; saber se já tinha saído mais algum livro da colecção Uma Aventura; não esquecer de comprar os cromos dos Gumie Bears; e apurar se a Marta sempre namorava ou não com o Pedro.
O grande problema destes exercícos é sempre a acutilante verdade à qual não podemos fugir, não podemos repetir nada, nem voltar atrás, e que se saiba, só vivemos uma vez, por isso, é bom que o tentemos fazer o melhor possível, e tirar o máximo proveito deste grande acaso cósmico que é o estarmos aqui.

Enfim, nostalgias e existencialismos à parte, caros amigos um jogo simples...
Quem sou eu na foto? Uma dica: era ligeiramente mais magro...

Extras

Um agricultor comprou um Mercedes da nova classe E directamente na Daimler- Benz AG. Ficou estupefacto com as taxas adicionais que teve de pagar pelos equipamentos fora de série.
Pouco tempo depois, o director da Daimler-Benz AG comprou a este agricultor uma vaca para a sua casa de campo.

Eis a factura enviada pelo agricultor ao director:

Factura1 vaca (versão standard) preço base..............2.400 €
2 cores (preto/branco) mais-valia...............................................150 €
Revestimento em couro...............................................................100 €
Reservatório de leite p/ exploração verão/inverno.....................50 €
4 torneiras a 12,50€....................................................................50 €
2 para-choques, aplicação corneada a 17,50 €............................. 35 €
Enxota-moscas, semi-automático.................................................30 €
Dispositivo de Estrume (BIO).......................................................60 €
Cascos todo-terreno e todo-clima.................................................100 €
Sistema de travões 2 circuitos (patas tr+dt)..................................400 €
Buzina com vários sons..............................................................135 €
Faróis HALOGENIOS..................................................................150 €
Utilização Multi-Enchimento......................................................1.250 €
Total da Vaca segundo o orçamento:........................4.910 €

contribuição do Pedro Rosa

segunda-feira, abril 25, 2005

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31 anos depois da revolução dos cravos, a nossa versão da Liberdade, Igualdade, Fraternidade, parece-me ainda incompleta.
O espírito de Salazar reside ainda demasiado nas mentes dos que com ele cresceram, e é demasiado desconhecido nas mentes dos que o não conheceram.
Abril ainda não se cumpriu, e talvez o prazo de validade desta revolução não seja suficiente para que se chegue a cumprir.
Sei bem que sem esse Abril não poderia talvez estar aqui a escrever estas palavras, da mesma forma que sei que não chegam as palavras para mudar o mundo.
Acções faltam ainda muitas, e no entanto, se calhar o mundo muda todos os dias, e bastava que conseguíssemos mudar com ele. Díficil tarefa, pois se há coisa a que o Homem é resistente, é à Mudança. Os exemplos prácticos vêmo e sentimo-los todos os dias.

quinta-feira, abril 21, 2005

E Tomar?

"Torres Novas vai ter um Centro de Ciência Viva dedicado à energia e que será instalado numa antiga central eléctrica, disse à Agência Lusa o presidente da autarquia, António Rodrigues.
O autarca socialista afirmou que já estão criadas as condições para adjudicar o Centro de Ciência Viva de Torres Novas, uma vez que foi assinado a semana passada o contrato-promessa de permuta (da antiga central) com a EDP." Lusa

Não foi o Presidente da Câmara de Tomar que algures no início neste mandato fez muito alarido com o Ciência Viva nas antigas moagens da Mendes Godinho? Então, onde é que está?

Exemplos

Câmara de Rio Maior com Parlamento da Juventude

"Vinte e nove jovens do concelho de Rio Maior tomam posse, sábado, no Parlamento da Juventude, um órgão criado pela Câmara Municipal para incentivar a participação cívica e democrática... "
notícia de 8 de Abril no Mirante

quarta-feira, abril 20, 2005

Aborto...

...ou IVG se preferirem, porque até das palavras se tem medo.

Discute-se neste momento na Assembleia da República, o referendo aos portugueses nesta matéria.
E é, como em tantas outras situações da nossa sociedade, tão simples quanto isto: dum lado os que querem tudo na mesma, do outro os que querem avançar. A eterna luta que se desenrola desde que o homem passou a ser Homem.
Neste caso em concreto, o que temos é uma lei que não serve como todos o sabemos, e a hipocrisia reinante dos que querem viver num mundo de mentira, um mundo de aparências, em que aquilo que se diz, ou neste caso se escreve na lei, não é o que se faz.
Numa sociedade pouco preocupada com algo mais que o próprio umbigo, e o bronzeado do mesmo, temo que tudo vá ficar na mesma. E por isso mulheres continuarão a morrer ou a sofrer graves danos na sua saúde, continuarão a viver fortes tormentos sociais, para além da sua difícil decisão estritamente individual.
Mas não, isso não pode acontecer, pois se a lei diz que não!
Afinal o que interessa? Estas coisas só acontecem aos outros...

Maneiras de mandar um homem ir dar uma volta

Só porque não nos importamos de rir de nós mesmos.
Contribuição da Rita Miguel


ELE: Posso pagar-lhe uma bebida?
ELA: A bem dizer, prefiro que me dê o dinheiro.

ELE: Viva. Não nos encontrámos já uma ou duas vezes?
ELA: Só pode ter sido uma. Eu nunca cometo o mesmo erro duas vezes.

ELE: Onde é que foi buscar tanta beleza?
ELA: Devem-me ter dado a sua parte.

ELE: Quer sair comigo no próximo sábado?
ELA: Lamento. Vou estar com dores de cabeça.

ELE: Essa carinha deve dar a volta a muitas cabeças.
ELA: E essa deve dar a volta a muitos estômagos.

ELE: Vá, não seja tímida. Peça-me para dar uma volta.
ELA: Está bem: vá dar uma volta.

ELE: Acho que eu a podia fazer muito feliz.
ELA: Como? Vai-se embora?

ELE: Que me diria se eu lhe pedisse para casar comigo?
ELA: Nada. Não consigo falar e rir ao mesmo tempo.

ELE: Pode dar-me o seu nome?
ELA: Porquê? Não lhe deram já um?

ELE: Por onde tem andado, que só agora a conheci?
ELA: A esconder-me de si.

ELE: Não nos encontrámos já num lugar qualquer?
ELA: Já. É por isso que nunca mais lá fui.

ELE: Esse lugar está vago?
ELA: Está. E se você se sentar, este também.

ELE: O seu corpo é como um templo.
ELA: Lamento, hoje não há missa.

ELE: Se eu pudesse vê-la nua, morria de felicidade.
ELA: Se eu o visse nu, morria de riso.

sábado, abril 09, 2005

A Mediocridade Conhece-se.

Tristes são os dias em que tais palavras me obrigam a que as escreva. Enfim, serve de catarse.

Tomar é uma cidade de muitas aparências. Uma cidade onde os que mais aparentam ser o que quer que seja, são os que normalmente mais longe estão da sombra dessa aparência.
Uma comunidade inquinada por críticos frustrados que se pavoneiam pelas mesas dos cafés, infestada de supostos desejados mas que nos momentos decisivos até do reflexo têm medo, crivada de mentecaptos que se acham excepcionais, e mesmo que alguns o sejam, desprezam que outros possam existir que pensem, outros que façam, outros que possam sequer raiar os limites mais longínquos da sua suprema inteligência.
A maior parte destes supra homo sapiens nunca fez nada que provasse um décimo do valor que auguram e proclamam possuir, e aqueles que realmente fazem trabalho, e cujas qualidades podem realmente ser mensuráveis, não alinham nestas hostes de desventurados, porque os seus valores, a sua garra, a sua vontade em fazer coisas, e a sua experiência no que custa fazê-las, não os permite alinhar com os métodos que estes praticam.
Mas são os tais medíocres, muitas vezes, sofríveis de trabalho e baixos em escrúpulos que mais sobressaem nas turvas águas da nossa assoreada comunidade. É lamentável confirmá-lo, mas muitas vezes dou comigo a pensar da mesma forma que pensa a grande maioria dos cidadãos que não conhece os meandros, e os muitas vezes amargos bastidores da política e que dizem: “A política não presta, os políticos são maus.�
Felizmente nos momentos de clarividência que ainda vão prevalecendo obrigo-me a pensar: não, Não! Os políticos não são todos iguais, e a verdadeira política não é assim. Mas é difícil. É difícil aguentar toda a trafulhice, toda a mesquinhez, toda a maldade que alguns empregam às suas acções, levados uns pela cegueira do ódio ou pela estupidez da inveja, outros por interesses e ligações mais obscuras, outros apenas, na vã ânsia dum ilusório desejo de protagonismo ou dum poder efémero e inconsequente.
Quem me conhece como socialista, sabe do que falo, os cidadãos de Tomar sabem como se encontra o PS em Tomar, não adianta escondê-lo, não é possível escondê-lo, não será sequer benéfico escondê-lo.
Mas atenção, como não se pode tomar a floresta pela árvore, assim não se pode confundir o Partido Socialista com alguns daqueles que de socialistas possuem apenas o cartão. Não se trata de a mim ou outrem querer afirmar melhor socialista, quem sou eu para tal... trata-se apenas de reafirmar aquilo que os militantes do partido sabem, que muitos cidadãos sabem, e que todos os que querem o bem de Tomar devem saber. Os métodos, as artimanhas, as mentiras que alguns usam para prejudicar o PS, para destruir o trabalho que é feito, para humilhar ou enlamear os que tentam fazer algo de bom, ou os que simplesmente desejam que tudo se mantenha exactamente como está. Os nomes, uns mais outros menos, os tomarenses conhecem-nos, e toda a maledicência que usam, que fazem, que dizem, só é prova do que de bom os outros fazem.
É curioso de observar como a humana natureza de alguns se manifesta mais na maldade. Vejam-se como mesmo se odiando entre si, dizendo as piores barbaridades uns dos outros, para destruir se revela uma invejável capacidade de união. Está à vista de todos.
É triste que estas vergonhosas novelas em muito prejudiquem o PS, e muito mais importante que isso, prejudicam Tomar, na medida em que entregam sem luta o poder aos que em Tomar o poder detêm, e que autistica e teimosamente, sozinhos decidem o futuro de Tomar, ou a ausência dele.
É triste que sejam estas mesquinhas e insignificantes, face a todo o verdadeiro trabalho que realmente existe, novelas que façam a notícia. Mas se a notícia é apenas o mal, então que o mal se conheça verdadeiramente. Assim houvesse vontade. Assim fosse a coragem, a honestidade e a frontalidade, as principais características do ser humano. Talvez esse mundo exista um dia. E talvez pudéssemos assim, falar de projectos, de ideais, de vontades e de alternativas, em vez de tristes argumentos, que a pior das novelas mexicanas não será capaz de reproduzir.
E bem sei que talvez fosse bom estar calado, talvez fosse prudente, ou me assegurasse melhor futuro se nada dissesse, tenho bem a noção de que tipo de seres temos pela frente, e do que são capazes de fazer, mas não é minha natureza estar calado, e quem não se sente...
Como é possível que depois de tantas horas, de tantos dias, de meses, de tantos sacrifícios pessoais de toda a ordem de tantos de nós, apareçam uns quantos párias que já não enganam ninguém, como se de iluminados se tratassem, e que apenas o ódio têm em comum, e que na generalidade, nunca se preocuparam em trabalhar, em colaborar no mínimo que fosse, que não apareceram sequer quando foram convidados, que constantemente e em diversos locais atacam o partido ao qual dizem pertencer, que diariamente fazem campanha pelo PSD, nem que mais não seja pelas suas atitudes, apareçam apenas, como guerrilheiros para um golpe de estado de um mundo que é só seu, nas horas em que para o que quer que seja, nomes se discutem ou a algo estejam subentendidos.
O PS não pode voltar a estar entregue a este tipo de mediocridade, pois bem sabemos que com estes senhores, nunca o Partido terá credibilidade para o que quer que seja. Todos os militantes o sabem. E os que com isto colaborarem, mesmo que na sombra, são tão responsáveis quanto eles. E é Tomar que com isso perde.
Abram-se os olhos, aguce-se a vontade, porque com este tipo de actos não há espaço para delicadezas.
Bem sabemos, o quanto está já prejudicado qualquer resultado que possamos ter nas próximas autárquicas, mas isso não nos esmorece, porque os valores que nos comandam são mais altos. Agora, os objectivos por detrás de todas as calúnias, de todos os infelizes actos ou as mais polidas intervenções são simples: voltar a colocar aqueles que há mais de quinze anos vão dominando, vão infestando as listas do PS às autárquicas de Tomar e tudo o que a isso é inerente, bem como ao trabalho e credibilidade dum Partido que é histórico, que é necessário, e que deve ser garantia dum equilíbrio de poderes neste concelho que todos devíamos amar.
Repita-se por isso com firmeza: os objectivos são claros, e os Tomarenses conhecem bem os protagonistas.

publicado no jornal Cidade de Tomar de 8.04.2005

terça-feira, abril 05, 2005

As fogueiras políticas

Na política há infelizmente sempre alguém a querer atear fogueiras, mas normalmente quem nelas se queima, acabam por ser os próprios. Isto porque os materiais com que se fazem essas queimadas são muitos destrutivos. Fazem-se queimadas por ódio, vingança, inveja, estupidez ou loucura. Quase sempre os motivos são negativos, e apenas servem para destruir.
O mais infeliz é que alguns com tantos anos já de floresta, não saibam ainda que brincar com substâncias inflamáveis é perigoso. Há sempre alguma coisa para lhes rebentar nas mãos.
É pena que alguns, já tendo sido bombeiros, comecem eles próprios a atear fogueiras.
É preciso que entendam que mesmo que em grupos, quando se morre queimado, e ainda que muitos possam morrer ao mesmo tempo, a morte é sempre solitária e só as árvores é que morrem de pé.
É pena que alguns não saibam sair bem na fotografia, que não saibam ser coerentes, ou que comecem movidos sabe-se lá porque interesses e depois se chamusquem. Todo o fotógrafo sabe que há um tempo próprio para tirar a fotografia.
É pena que alguns, mesmo que já tendo ardido, queiram apenas chamar outros para a fogueira, mesmo que todos os outros. Mas é assim a inveja, "se não tenho, não tens também".
É pena, mas é ainda a natureza humana.
A memória dos mais novos ficará cá para os lembrar. Ou não.

sexta-feira, abril 01, 2005

Cortar o cabelo

Lembro de que quando era miúdo, e já nessa altura devorador de cinema, ter visto um filme, penso que francês, que contava a história de um homem e a sua relação meio doentia com uma cabeleireira. No filme mais que gostar da cabeleireira, ele gostava dos momentos em que ela lhe cuidava do cableo, de sentir as mãos dela enquanto lhe lavava a cabeça, do contacto, do aroma a que cheirava, e por isso lá ia todos os dias.
Hoje fui cortar o cabelo, e senti-me o personagem do filme.