quarta-feira, abril 20, 2011

"...nem se governam nem se deixam governar"

Ainda há dias chegaram os senhores da troika, e tomem lá, levam já com 5 dias de férias. E depois querem negociar melhores juros e condições e blá blá blá... rico exemplo!
Não chegava ser feriado na segunda, mas obviamente porque a sexta-feira "santa" é um feriado que além de justo é muito comemorado (para que não haja dúvidas estou a ser irónico), é preciso dar ainda a ponte de quinta à tarde.
Isto ainda para mais quando, comemoramos hoje precisamente o centenário da Lei da Laicidade do Estado. Algo que todos sabemos que é cumprido até à exaustão............... (estou a ser irónico outra vez)

Dizer o quê, somos portugueses pá, vivemos no país dos brandos costumes, os finlandeses e os outros que paguem os nossos luxos!

2 comentários:

Cantoneiro da Borda da Estrada disse...

O Dr. Hugo Cristóvão não está a ser fiel à verdade: não foram cinco dias de férias. Aos sábados e domingos, em princípio, não se trabalha, são dias de descanso e quem trabalha nestes dias tem direito, em princípio..., às respetivas folgas.

A sexta feira santa, justo ou injusto, é feriado nacional; o dia 25 de Abril é também um dia feriado.

Em boa verdade, incontornável, é que a única coisa a contestar, a criticar, é a tolerância de ponto de quinta feira.

Essa é que é essa.

O resto é demagogia barata. Demagogia em catadupa contra o Primeiro Ministro José Sócrates.

E isto entristece-me muito, especialmente quando é dito por dirigentes partidários que devem pensar bem as coisas antes das escrever.

O Secretário Geral do seu partido, José Sócrates, cometeu o feito único de juntar numa mesma barricada a demagogia e oportunismo.

Hugo Cristóvão disse...

Caro Sr. "Cantoneiro",

Penso que se percebe bem que a minha crítica é em relação à atribuição de ponte na quinta-feira.

Não tem nada que ver com demagogia, é uma crítica clara e assumida, e não é por eu ser socialista e com responsabilidades acrescidas no partido que tenho de concordar com tudo. Sou militante, mas penso pela minha cabeça. O que me guia são os valores e os ideiais, e não necessariamente os protagonistas.

Em todo o caso, a supressão de alguns feriados, que mais tarde ou mais cedo virá a acontecer, pode muito bem ter em conta este da "sexta-feira santa". Afinal, o Estado é ou não é laico?

cumprimentos