segunda-feira, janeiro 03, 2011

autarquias que inovam II

No concelho de Ourém, abrem hoje os serviços de atendimento de proximidade ao cidadão nas freguesias de Freixianda, Caxarias e Olival, noticia a rádio Hertz e também o presidente da Câmara, Paulo Fonseca, no seu facebook.

Ali tão próximo, e no entanto tão distante. E esta nova realidade no concelho de Ourém tem apenas a duração que este mandato leva: um ano. Um exemplo do que se pode e deve fazer não só na melhoria dos serviços na perspectiva do cidadão, mas igualmente na parceria com outras entidades, em particular com as juntas de freguesia, aqui nas margens do nabão sempre tratadas como pedintes.
Em Tomar, para todas as propostas de iniciativas do género ou de tudo o que seja inovação e saída do "conforto da rotina", como eu pessoalmente e o PS defendemos, a resposta é sempre a mesma: não é possível, os serviços não estão preparados, não há vantagens seguras, ou qualquer outra desculpa do género.
Tem sido ao longo dos anos em casos como a Loja do Cidadão, a Loja Social, o protocolar com as freguesias e as associações, ou ainda na última Assembleia Municipal com a reformulação do horário de atendimento ao munícipe, também chumbada. A exemplo do que aconteceu com a Rede Social e outras temáticas, mais tarde ou mais cedo estas mudanças acontecerão, mas é pena que com a Câmara de Tomar seja sempre tudo por arrasto, de má vontade, e quando já não é possível impedir ou negar mais.

Quando falha a sabedoria e a vontade tudo é díficil. Há uma maneira mais popular de dizer isto, mas a boa educação não permite aqui transcrevê-la. Fiquemos apenas assim: quando não se sabe... tudo atrapalha.

5 comentários:

Anónimo disse...

Olá boa tarde. E Bom Ano de novo.

Porque é que Tomar não anda? Bom, não sei. Será que é por cada um puxar a brasa à sua sardinha? Abrantes, Entroncamento, Torres Novas e Ourém já "passaram" a perna a Tomar ou estão já a pedir para ultrapassar com o pisca-pisca ligado. As pessoas não se apercebem disso ou não se querem aperceber. Faz-me alguma impressão que, a propósito de um qualquer assunto, se ataque o bloguista com nomes e epítetos dos mais variados.
Faz-me confusão que a vinda de Lobo Antunes em Agosto ou setembro (já não me lembro) não se tenha concretizado devido à política (Festival dos Bons Sons). Ingénuo como sou em questões políticas, quero crer que tal não seja verdade pois de contrário temos uns a remar para seguir e outros a fazer finca-pé. E este exemplo do Lobo Antunes, a ser verdade, não deverá ser repetido. As pessoas deverão saber ouvir, ser ouvidas, participar e exercer o seu direito á indignação se tal se afigurar necessário. Um abraço Ernesto Jana

Hugo Cristóvão disse...

Prof. Jana,

Os problemas de Tomar são variados, mas muitos se devem à falta de visão e vontade, e muita teimosia e medo das opiniões dos outros (mostra de insegurança) daqueles que têm sido e são primeiros responsáveis pela gestão do concelho.

Quanto ao Lobo Antunes e ao agendamento por parte dos serviços locais da Delegação de Turismo de Lisboa e Vale do Tejo da sua presença no último fim-de-semana de Agosto, coincidindo com o Festival Bons Sons, estou em crer que não foi acidental...
Claro que o escritor percebeu que estava a ser usado e no meu entender bem, não veio. Se fosse comigo aliás, tinha provavelmente feito muito mais do que ignorar, que foi na prática o que fez.
Não deixa de ser triste que se UM tentou fazer aproveitamento com a sua vinda, MUITOS fizeram com a sua não vinda, mas é o que temos: um concelho onde a maioria em vez de se preocupar com o que realmente interessa, andam entretidos a inventar fait-divers.

Enfim, não desistamos, há sempre algo que é possível fazer e aos poucos, a coisa há-de mudar!
BOM ANO NOVO!

Anónimo disse...

Que pobreza franciscana...!

Anónimo disse...

Pois é.
Lambuçam-se uns aos outros.
Devagarinho.
Num ritual sem polémicas.
Murcho.
Soando a paz dos cemitérios...

Hugo Cristóvão disse...

Dois comentários muito inteligentes e perfeitamente claros.
Obrigado...