terça-feira, janeiro 27, 2009

serviço público

TÉCNICAS DE PROCURA DE EMPREGO
(Um processo de desenvolvimento e de promoção pessoal)
1- Elaboração de um Projecto Profissional:
2- Fontes de Informação:
3- Técnicas de Emprego Propriamente ditas:
A. Carta de Apresentação ;
B. Carta de Candidatura;
C. Carta de Candidatura Espontânea;
D. Curriculum Vitae;
E. Resposta a anúncio por telefone;
E. Resposta por contacto directo;
D. Entrevista

Os interessados poderão informar/confirmar a presença através do e-mail univa@sc.ipsantarem.pt (até quarta-feira às 17;00). A sessão irá ser realizada dia 29 das 14:30 às 18:30 horas, nos Serviços Centrais do Instituto Politécnico de Santarém, sala da Presidência. Os participantes irão ficar com certificados de participação.

UNIVA- Unidade de Inserção na Vida Activa
Serviços Centrais do Politécnico de Santarém
Complexo Andaluz, Apartamento 279
2001-904 Santarém
Telef.: 243 309 520/Fax: 243 309 539

domingo, janeiro 25, 2009

a crise

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."

Fernando Pessoa
No meu caso, a frase do agradecer a deus é dispensável (continua a ser atribuir a outrem, o que nos compete), mas tudo o resto tento praticar.

quarta-feira, janeiro 21, 2009

interpretar

Um amigo enviou-me junto a um texto, esta primeira estrofe do Cântigo Negro do José Régio.
Não partilhando das razões concretas pelas quais mo enviou não deixa de, além da beleza poética, ser inspiração para algumas reflexões.

"Vem por aqui" --- dizem-me alguns com olhos doces,
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom se eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui"!
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos meus olhos, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...

INOV-ART E INOV MUNDUS

Para a malta das artes...
PROGRAMAS DE ESTÁGIOS INTERNACIONAIS: INOV-ART E INOV MUNDUS

ESTÁGIOS INTERNACIONAIS DE JOVENS COM QUALIFICAÇÕES OU APTIDÕES NO DOMÍNIO CULTURAL E ARTÍSTICO

O INOV-Art é uma medida específica aprovada no âmbito do Programa INOV – Jovens Quadros, pelo Conselho de Ministros, através da Resolução CM n.º 63/2008, de 7 de Abril.
A Resolução referida foi regulamentada pela Portaria n.º 1103/2008 de 2 de Outubro, que estabelece o regime de concessão dos apoios técnicos e financeiros da medida INOV-Art- Estágios Internacionais de Jovens com qualificações ou Aptidões reconhecidas no Domínio Cultural e Artístico e define as respectivas normas de funcionamento e acompanhamento.
O INOV-Art, como se disse, foi criado para proporcionar uma oportunidade de inserção profissional a jovens com qualificações ou aptidões específicas nas áreas das artes e da cultura em instituições internacionais de referência ligadas ao sector, visando abranger, anualmente, até 200 jovens.
O INOV-Art pretende abrir oportunidades de acesso à circulação e contacto com instituições experientes de todo o mundo, nomeadamente, nas seguintes áreas:
Artes Visuais
Artes Performativas
Design (industrial, de moda, gráfico, etc.)
Cinema e Audiovisual
Arquitectura, Conservação e Restauro
Cruzamentos artísticos
Gestão de Áreas Artísticas, Indústrias Criativas e Marketing
Serviços Educativos e Actividades Artísticas em Meio Educativo

No quadro dos objectivos previstos do INOV-Art e das áreas de intervenção que o mesmo define, poderão os candidatos propor áreas de colocação para além das referidas, competindo à equipa de suporte do Programa INOV-Art definir o cabimento e possibilidade das mesmas.
O INOV-Art é executado pela Direcção-Geral das Artes.

mais em www.dgartes.pt/inov-art/index.htm

domingo, janeiro 11, 2009

ensaio sobre a pequenez

A página 13 (terá algum significado?) que esta semana o Cidade de Tomar nos apresenta seria, como é costume dizer-se, senão fosse triste, do mais cómico que vi nos últimos tempos. A quem ainda não viu, aconselha-se.
Sem que se compreenda a que propósito (eu percebo, mas nem vale a pena aflorar isso!), somos brindados com uma página inteira a comparar fotos de Tomar e Torres Novas, a ensaiar comprovar que a nossa cidade ainda é preferível!

Nem me passa pela cabeça falar do assunto com algum dos meus amigos torrejanos, que corro o risco de ser humilhado. Estou mesmo a ouvi-los perguntarem-me: Opá, se a tua terra é assim tão boa porque vêm para cá trabalhar, porque vêm para cá às compras, porque vêm para cá sair à noite, porque vêm para cá morar?!

A questão contudo, é mais profunda do que a ligeireza quase naif com que a página surge.
Tomar é uma cidade emblemática, profundamente ligada com a história do país e em muitos momentos tendo um importante papel no desenrolar da mesma, desde logo tendo como ponto alto o ter sido sede portuguesa da Ordem dos Templários, e daí se ter transformado na sede da Ordem de Cristo (sim, isso mesmo que foi apontado pelo nosso Presidente de Câmara como aspecto que condicionou negativamente o nosso desenvolvimento!!!!) fazendo de Tomar uma espécie de "Silicon Valley" do Império Português, e importante referência a vários outros níveis, como o esotérico.
Dito assim, muito rápido, neste país que deu "mundos novos ao mundo", Tomar não assistiu sequer na primeira fila, fez sim parte do núcleo duro de actores.

Pois, estamos muito longe disso, Tomar foi assaz "maior" do que é hoje. Mas eu, jovem trintão, "ainda sou do tempo" em que insistíamos com propriedade na rivalidade histórica com a capital de distrito Santarém, em que olhávamos para Leiria quase de olhos nos olhos, e até em momentos mais ousados, seríamos bem capazes de dizer que Coimbra não era assim tão "especial".
Pois hoje, passadas duas décadas se tanto, chegámos a isto: uma comovente - para ser simpático nos adjectivos - tentativa de demonstrar que ainda somos qualquer coisa mais que Torres Novas.

Triste, mas é ao que estamos reduzidos. E patenteia algo mais, esta tão nabantina condição de, para uns desconhecimento, para outros consciente alheamento, daquilo que é a comparação da nossa realidade com a dos outros. Um clássico tomarense, este nosso orgulho bacoco de acharmos que somos os melhores, só porque sim.
Ficam os parabéns para os torrejanos, e a triste constatação que a assim continuarmos, em pouco tempo estaremos a esforçarmo-nos para mostrar como temos ainda qualquer coisa mais que, sei lá, Barquinha ou Ferreira do Zêzere… E por vezes…

sexta-feira, janeiro 09, 2009

centenária. quase



A minha escolinha, a ES 2,3 de Passos Manuel, comemora hoje 98 anos sobre a primeira aula que por cá se leccionou. A primeira de Lisboa na 1ª República.

Bonita idade.

quinta-feira, janeiro 08, 2009

novo ano na velhinha terra

Sim, já vai sendo tempo deste blogue entrar em 2009, ano que promete vir a ser muito interessante. Lá entrámos com frio e crise neste ano de recessões e decisões.

Em Tomar, depois de o virtual candidato laranja ter metido a viola no saco como sempre se esperou (havia de ser bonito, um candidato militante, onde já se viu!?), eis que o PSD começa a sua campanha, o que ao que parece muito irritado deixou um senhor que por vezes acha que ainda manda na Câmara, e que se acha tão omnipotente que pensa voltar a ser presidente só porque sim. Melhor dizendo, ele sabe que não vai, mas à sua volta há quem julgue que sim. A reverência aos "senhores ilustres", e a conjugação de "interesses", dois dos males e tiques desta terra...

A Câmara despertou então para a crise que em Tomar, não é de agora é de há muito, e com muita tendência a piorar, e fez um numerozito simpático para os jornais. Falta ver sim, a que ponto quererá de facto fazer alguma coisa pertinente.
Jovens, sempre a fugirem daqui; empresas, cada vez menos; comércio, pouco ou falido; Turismo, sim fala-se nisso; e por aí fora…
Não se conhecem planos estratégicos, ou qualquer plano de acção para, no concreto, fazer o que quer que seja. E sempre que se fala nisso, sempre que tal se propõe, encolhem-se os ombros, ou até se tenta ridicularizar quem novas ideias propõe, ou quem diz qualquer coisa parecida com esta muito simples: Tomar está moribundo.

Os problemas de Tomar podem estar amplificados com esta crise global, mas não têm que ver com ela, são muito anteriores, são estruturais, têm a sua origem num concelho velho, sem ideias, sem trabalho de preparação do futuro, há muito governado por dirigentes sem visão ou capacidade para pouco mais que floreados, e recheado de pessoas conformistas e frivolamente conservadoras, pouco conscientes da realidade e em especial do que os outros fazem e conseguem, por oposição ao que nós não, ou sequer pouco interessados em que quer que seja, incapazes de realmente sequer tentar acompanhar seriamente o que vai acontecendo à sua terra.
Uma terra onde tudo o que acontece é sempre culpa de outrem, ou de algo a outros imputável.

Em Tomar acha-se que é uma ponte ou uns campos de ténis que produzem o que quer seja – lá está, floreados; ou que é destruindo a identidade, como o que está a ser feito nas ruas do centro histórico, ou como se quer fazer ao mercado, exemplo entre tantos, que se potencia o turismo. Fazendo coisas exactamente iguais a qualquer outro lado, como seria esse Fórum, ou como genericamente são as obras do Polis – globalmente uma treta.

Enfim, mágoas entre muitas de quem gosta desta terra, e todos dias luta consigo mesmo, entre o coração e a razão, para não a deixar de vez.
E é melhor parar por aqui que já estou a ficar aziago. Mas não posso deixar de fazer referência à notícia do Expresso que pôs o Convento de Cristo na capa, e a todo o eco que tem tido por cá e pelo país.
Sim, é sempre por “bons motivos” que somos notícia, mas desta vez é ridícula, a comunicação social tem os seus quês, mas do Expresso que costuma ser referência, esperava-se mais rigor...

Bom Ano.