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terça-feira, janeiro 22, 2013

a Lei e a lei ao jeito

foto do Público
Paulo Júlio, atual secretário de Estado da Administração Local e da Reforma Administrativa, foi acusado pelo Ministério Público do crime de prevaricação, em circunstância que remonta ao tempo em que era presidente da câmara de Penela. (no Público)

Entre mais, a notícia releva porque foi este senhor quem autorizou recentemente o empréstimo aprovado ilegalmente pelo município de Tomar, e em cuja palavra o presidente da câmara nabantina tanto confia que até a "confunde" com um parecer jurídico.

Chamo a atenção de quem na câmara e assembleia nabantina continua a aprovar de cruz e de cor, e a ignorar que o tempo do regabofe vai terminando, e que as leis mais tarde ou mais cedo fazem-se cumprir.

A notícia deve ser lida, até para se perceber que em todas estas matérias, de uma forma ou de outra, lá se sente a santa mão do senhor....
Do sr dr Relvas, claro.

domingo, outubro 30, 2011

Custódio de Paialvo (2)


Não podendo estar presente no justo almoço de homenagem a Custódio Ferreira que o PCP hoje organiza em Vila Nova, recoloco aqui o artigo que escrevi para o jornal Cidade de Tomar de 16 de Julho de 2010. Uma singela homenagem.

"Custódio, além de nome pessoal pode ser igualmente, na abundância de significados da língua portuguesa, adjectivo de protector, defensor, guardião. Custódio Ferreira anunciou na última Assembleia Municipal o seu afastamento, eventualmente temporário, da vida política.
Custódio Ferreira é um Ser Político por quem só podemos ter elevada estima. Além do que imagino da sua vida durante o anterior regime, sei da sua biografia que foi Deputado à Assembleia Constituinte após o 25 de Abril, foi membro do Comité Central do PCP, é autarca há mais de 30 anos, os últimos 16 como Presidente da Junta de Freguesia de Paialvo, onde agora foi substituído.

Não é a primeira vez que elogio “adversários” políticos, mas o Custódio Ferreira é especial. Separam-nos 50 anos de vida. Entre mim e ele muitas gerações de diferentes oportunidades, diferentes concepções do país, do mundo, da vida.
Mas elogiar Custódio Ferreira é elogiar a Política. E isso é, cada vez mais nos tempos que correm, de superior importância. Enaltecer aqueles que entregam a sua vida, o seu tempo, a sua experiência e sabedoria acumulada em prol das suas comunidades, em prol dos demais, e vezes demais a comunidades pouco agradecidas, que mais exigem que reconhecem, que mais ofendem até, do que agradecem.

Nestes tempos de modas fugazes, de capitalismo selvagem, de prazeres egoístas, imediatos e fortuitos, Homens como Custódio Ferreira provam que as críticas generalizadas aos políticos são injustas. A maioria dos que se entregam à causa pública, acreditando em valores e ideais tantas vezes minoritários, com sacrifícios pessoais e profissionais, sacrifícios de vida, fazem-no por uma necessidade intrínseca de trabalhar pelos outros, pela vontade da partilha, pela entrega a algo mais que o próprio ser.

Esses são os verdadeiros políticos, esses são a maioria, a esses se devem o desenvolvimento das nossas comunidades, do nosso país, tantas vezes injustamente acusados, num país de memórias curtas, de apenas ambicionarem a satisfação pessoal.
É também, num tempo onde não reflectir, não acreditar, não se preocupar, não se identificar, quando faz mais sentido o elogio da ideologia, o elogio de ter valores, elogiar os que defendem algo contra os que, proclamando modas “independentes” iguais a coisa nenhuma, pretendem o afastamento desses valores ou a propagação de ideologias difusas, ou a simples ideia que não é preciso acreditar em nada e nada fazer pelo mundo em que vivemos, a começar na nossa rua.

Claro que não partilho da grande maioria das convicções de Custódio Ferreira, como não comungo dos ideais comunistas, claro que não partilho da sua cristalização no tempo, e da forma estanque como se isolam do mundo progressista, que já nem em alguns países assumidamente comunistas – veja-se a China – são verdadeiramente seguidos. Esse isolamento do mundo real e actual que ditará se mudanças não fizerem, a extinção desse partido a médio prazo. Tal como o ser humano que as constrói, as ideologias evoluem.
Mas não é isso que aqui está em causa, sim o homem, e todos os que como ele se entregam a causas, defendem aquilo em que acreditam, com coragem, com determinação.

A Política, ao contrário do que acusam os que nela não embarcam, é muito ingrata, desgastante, injusta para a grande maioria dos que a levam por diante, e por isso, embora muitos, como já antes disse, nela estejam pelos motivos certos, poucos aguentam estoicamente como Custódio Ferreira aguentou, poucos dedicam toda uma vida à causa pública, poucos suportam a constante pressão de ouvir e responder às críticas, aos anseios, aos pedidos, e também às injúrias, às injustiças, aos dislates de tantos dos demais.

Por tudo isto, ideologias à parte, Custódio Ferreira, Homem Político, merece sem dúvida a admiração de todos. Na sua despedida na Assembleia Municipal, fiel ao significado do nome que carrega, afirmou-se realizado por sempre ter defendido os interesses dos mais necessitados e em particular da sua freguesia. A todos nós só resta pedir que o seu exemplo nos continue a inspirar."

sexta-feira, setembro 23, 2011

mais um grande que parte

foto do jornal O Ribatejo
Homem de trato afável cujas palavras prenhes de estórias de vida se bebiam, assim se soubesse degustá-las. José Niza faleceu hoje com 73 anos.
Psiquiatra, político, escritor, compositor, fica para a história como o letrista de "E depois do Adeus" a música que na voz de Paulo de Carvalho foi a senha para o início da revolução de Abril.
(parte do seu currículo pode ser lido n'O Mirante)

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quarta-feira, agosto 10, 2011

referência

Não tão regular como outrora nas minhas leituras desse excelente jornal quinzenário, só há pouco vi que na edição anterior (27Julho/9Agosto) do JL, Jornal de Letras Artes e Ideias, no suplemento de Educação, na rubrica "autorretrato de professora", a colega de profissão e funções, Maria Celeste Sousa, Diretora da Escola Secundária Santa Maria do Olival em Tomar, publica um texto de página inteira com o pertinente título "fazedora de futuro".
Muito bem escrito e interessante, fala sobre si, a "escola", e essa coisa tão fácil e tão difícil que é ensinar.

A edição já não está nas bancas uma vez que hoje saíu o novo número, mas façam um esforço para encontrar que a leitura é obrigatória.

segunda-feira, julho 18, 2011

referência

"Ser pela liberdade não é apenas tirar as correntes de alguém, mas viver de forma que respeite e melhore a liberdade dos outros."

 "Tudo parece impossível até que seja feito."


"Quando a água começa a ferver é uma estupidez tentar desligar o calor."


Nelson Mandela, 93 anos hoje completados, muitos deles de exemplo para a Humanidade.

terça-feira, outubro 12, 2010

vozes sábias

Excelente programa ontem, o Prós&Contras na RTP.
É um prazer ouvir os três ex-presidentes (não porque são muito melhores que o actual, isso não é novidade nenhuma) pela capacidade oratória, pela lucidez de pensamento e capacidade de ver o país e o mundo, mas acima de tudo pela visão optimista de quem sabe que não é com pessimismos que se fazem mudanças, que se caminha para o progresso, que se melhora o país e o mundo.

E depois andamos a ser impingidos por tudo o que é comunicação social, por figuras cinzentas que na verdade pouco de bom alguma vez fizeram e que de tanto dizer mal e nada de bom apontar acabam por cair no ridículo, papagaios falantes aos quais ninguém liga, com jeito para o drama e o humor negro. Figuras hoje que têm como símbolo maior Medina Carreira, o paladino do pessimismo,figuras que só lembram aquele "ser" português para sempre imortalizado por Camões na figura do velho do Restelo. Aqueles que farão com que quem ouvidos lhes der, jamais parta a navegar, jamais descubra nova terra, jamais faça "fortuna" ou do seu país um império.
E não é disso que o país precisa, felizmente que há muito quem vá à luta todos os dias, quem não desita com os obstáculos, quem veja além das condicionantes do momento e das vozes agoirentas e com o seu labor tenha os olhos postos no futuro. Sempre foi assim, provavelmente sempre será. Há os que fazem, há os que não fazem, e há os que comentam.

segunda-feira, julho 19, 2010

Custódio de Paialvo

artigo publicado no jornal Cidade de Tomar de 16 de Julho.

Custódio, além de nome pessoal pode ser igualmente, na abundância de significados da língua portuguesa, adjectivo de protector, defensor, guardião. Custódio Ferreira anunciou na última Assembleia Municipal o seu afastamento, eventualmente temporário, da vida política.Custódio Ferreira é um Ser Político por quem só podemos ter elevada estima. Além do que imagino da sua vida durante o anterior regime, sei da sua biografia que foi Deputado à Assembleia Constituinte após o 25 de Abril, foi membro do Comité Central do PCP, é autarca há mais de 30 anos, os últimos 16 como Presidente da Junta de Freguesia de Paialvo, onde agora foi substituído.

Não é a primeira vez que elogio “adversários” políticos, mas o Custódio Ferreira é especial. Separam-nos 50 anos de vida. Entre mim e ele muitas gerações de diferentes oportunidades, diferentes concepções do país, do mundo, da vida.
Mas elogiar Custódio Ferreira é elogiar a Política. E isso é, cada vez mais nos tempos que correm, de superior importância. Enaltecer aqueles que entregam a sua vida, o seu tempo, a sua experiência e sabedoria acumulada em prol das suas comunidades, em prol dos demais, e vezes demais a comunidades pouco agradecidas, que mais exigem que reconhecem, que mais ofendem até, do que agradecem.

Nestes tempos de modas fugazes, de capitalismo selvagem, de prazeres egoístas, imediatos e fortuitos, Homens como Custódio Ferreira provam que as críticas generalizadas aos políticos são injustas. A maioria dos que se entregam à causa pública, acreditando em valores e ideais tantas vezes minoritários, com sacrifícios pessoais e profissionais, sacrifícios de vida, fazem-no por uma necessidade intrínseca de trabalhar pelos outros, pela vontade da partilha, pela entrega a algo mais que o próprio ser.

Esses são os verdadeiros políticos, esses são a maioria, a esses se devem o desenvolvimento das nossas comunidades, do nosso país, tantas vezes injustamente acusados, num país de memórias curtas, de apenas ambicionarem a satisfação pessoal.
É também, num tempo onde não reflectir, não acreditar, não se preocupar, não se identificar, quando faz mais sentido o elogio da ideologia, o elogio de ter valores, elogiar os que defendem algo contra os que, proclamando modas “independentes” iguais a coisa nenhuma, pretendem o afastamento desses valores ou a propagação de ideologias difusas, ou a simples ideia que não é preciso acreditar em nada e nada fazer pelo mundo em que vivemos, a começar na nossa rua.

Claro que não partilho da grande maioria das convicções de Custódio Ferreira, como não comungo dos ideais comunistas, claro que não partilho da sua cristalização no tempo, e da forma estanque como se isolam do mundo progressista, que já nem em alguns países assumidamente comunistas – veja-se a China – são verdadeiramente seguidos. Esse isolamento do mundo real e actual que ditará se mudanças não fizerem, a extinção desse partido a médio prazo. Tal como o ser humano que as constrói, as ideologias evoluem.
Mas não é isso que aqui está em causa, sim o homem, e todos os que como ele se entregam a causas, defendem aquilo em que acreditam, com coragem, com determinação.

A Política, ao contrário do que acusam os que nela não embarcam, é muito ingrata, desgastante, injusta para a grande maioria dos que a levam por diante, e por isso, embora muitos, como já antes disse, nela estejam pelos motivos certos, poucos aguentam estoicamente como Custódio Ferreira aguentou, poucos dedicam toda uma vida à causa pública, poucos suportam a constante pressão de ouvir e responder às críticas, aos anseios, aos pedidos, e também às injúrias, às injustiças, aos dislates de tantos dos demais.
Por tudo isto, ideologias à parte, Custódio Ferreira, Homem Político, merece sem dúvida a admiração de todos. Na sua despedida na Assembleia Municipal, fiel ao significado do nome que carrega, afirmou-se realizado por sempre ter defendido os interesses dos mais necessitados e em particular da sua freguesia. A todos nós só resta pedir que o seu exemplo nos continue a inspirar.

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sexta-feira, janeiro 08, 2010

personalidades influentes

Uma gravura espectacular com (muitas d)as mais influentes personalidades da Humanidade, com informação sobre cada uma ao seleccionar. Uma enciclopédia em forma de pintura.
Clicar aqui para ver.

contribuição da Teresa C.

segunda-feira, dezembro 07, 2009

"velho"... tomara eu!

sobre os grandes homens não se escrevem grandes floriados, deseja-se apenas
PARABÉNS!
que perdure muito tempo que ainda por cá faz muita falta

segunda-feira, novembro 23, 2009

a Jorge Ferreira.

Não o fiz no imediato, mas não queria deixar de aqui invocar Jorge Ferreira. Faleceu este sábado vítima de doença prolongada, e o seu funeral foi já ontem em Oeiras. Era professor (no IPT entre mais) e político ligado ao CDS do qual foi dirigente e depois ao PND do qual foi fundador, e esteve nas últimas autárquicas ligado ao movimento "Tomar em primeiro lugar" no qual seria meu adversário cabeça de lista à AM, (o que não veio a acontecer por motivos conhecidos).

Não cruzei muito fisicamente com ele, mas tivemos algumas conversas virtuais, e ainda recentemente trocaramos alguns "mimos" via blogues, aqui, aqui e aqui. Os que o conheceram de facto, recordam o excelente amigo cheio de qualidade humanas e os alunos o bom professor a quem homenagearam.
Por aqui ressalvo o político das ideias consistentes (por muito que muitas diferentes das minhas), e o afinco que colocava por exemplo na sua activade bloguística - nos seus blogues entre os quais constavam o tomarpartido e o nabantia.
Neste último, muito dedicado a Tomar e cuja autoria foi mantendo anónima, coube o último post ser o do 2ºaniversário do blogue. Publicado dois dias antes de falecer, era já uma espécie de despedida (e fiel a si mesmo, haveria de cunhar a sua última frase aí escrita com ideológica ironia):

"Considerando o facto de em dois anos não ser possível, ainda, pesem todos os avanços da ciência, assegurar uma vida em plenitude quer no aspecto físico, quer mental, vê-se a Gerência Nabantia na contingência de descansar um diazito desta lufa-lufa. O estado social também tem o direito de dar uma folguita aos blogues..."

A vida é sempre breve, não consideremos então o seu valor em função da extensão, mas da qualidade que nela empregámos. O que conta é o que fica e o que os outros lembram. Descanse em paz Jorge.

segunda-feira, agosto 03, 2009

Lucidez

Nos tempos que correm, é bom ler quem sabe pensar e diz o que pensa. "Por que não sou candidato a deputado", um artigo de opinião de Vítor Ramalho, Presidente da Federação de Setúbal do PS, a ler no Sol

"Os partidos políticos são os pilares da democracia e a base de sustentação dos governos."
"É que hoje, mais do que nunca, parece ser decisivo priorizar o combate no interior dos partidos, porque é por estes – que não haja ilusões – que o futuro se reconstruirá."