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quarta-feira, agosto 14, 2013


O "algures aqui" tem andando muito parado, não só porque este agosto é por quem nele escreve, algures dedicado a Tomar, mas como entre mais, muito porque o que agora mais importa vai passando por AQUI. Passe por lá também.

terça-feira, abril 16, 2013

sem remédio

foto rádio Cidade de Tomar
 
 
 
 
 
Comunicado conjunto da Comissão de Saúde da Assembleia Municipal de Tomar e da Comissão de Utentes do Médio Tejo pode ser lido ou descarregado aqui.

segunda-feira, abril 15, 2013

"Quem nasceu para lagartixa..."

A minha "nota do dia" de 10 de abril na rádio Hertz, com o título em epígrafe, em parte dedicada a Miguel Relvas, pode ser lida na integra no esquerdo capítulo.

«o que em verdade quero sublinhar é apenas que este agora ex Ministro a quem o povo português cantou “grandôlas” e a quem retorquiu com veemência que “fosse estudar”, apelidado entre mais na comunicação social nacional como o “mosqueteiro de Tomar”, é desde 1997 Presidente da nossa Assembleia Municipal, e como tal primeiro representante dos nabantinos. E mais, o real mandante das principais decisões do partido que tem governado o município, como ainda agora se provou, com a escolha de Carlos Carrão para candidato, contra a vontade manifesta dos dirigentes locais.

(...) o que lhe aconteceu dá-nos a todos grandes lições sobre a vida, a personalidade, a ética, a política. Duas delas, muito importantes: primeiro, quanto maiores forem as responsabilidades que se assumem, maiores devem ser as capacidades comprovadas e mais impoluta a linha de conduta;
E segundo, todo aquele cuja função exista para o trabalho em prol dos demais e desses dependa a sua avaliação, não pode atuar contra a vontade desses e sobre eles usar de desdém e arrogância.»

segunda-feira, março 11, 2013

Vergonha!


Publicado no jornal Cidade de Tomade 8 de março.
Entretanto, esta sexta pelas 17h, nova reunião da Assembleia Municipal de Tomar...

Já algumas vezes manifestei que sinto em momentos vergonha por ser autarca em Tomar. No último dia de Fevereiro, na reunião da Assembleia Municipal, foi mais um desses momentos.
O PSD nabantino e os seus principais dirigentes, agora encabeçados por Carlos Carrão, convivem mal com a democracia, e estão habituados a contornar, senão mesmo ignorar as Leis e regras da forma que melhor servir os seus intentos, e não aceitam que possam existir ideias, opiniões ou vontades diferentes e que essas possam ter supremacia sobre as suas.

Na última assembleia – e registe-se, esta não é de todo a questão mais importante que há para resolver em Tomar, mas ainda assim – deu entrada (ainda que não fosse a melhor forma de o fazer) um requerimento para destituir a mesa da assembleia e particularmente o até aqui presidente, Miguel Relvas.
A questão é maior que o simples ditame dos artigos e números da Lei x ou do regulamento y, até porque, como já referi, e se tem comprovado continuadamente e em questões bem mais graves (como na ilegal aprovação do último pedido empréstimo, o PAEL, feito com base na mentira), a “lei” que interessa a Carlos Carrão é a que der jeito às suas vontades.

Na última assembleia, a oposição finalmente unida, disse basta e mostrou ao PSD o óbvio: se não querem aceitar a vontade da maioria, se não aceitam nenhuma opinião contrária, se tudo querem fazer à vossa maneira, então fiquem sozinhos a discutir!
Há na assembleia uma maioria que não se revê nas posições políticas, bem como nas ausências e falta de representação do órgão que a atuação pouco dignificante de Relvas tem provocado e, o essencial bom senso e a vontade de discutir e tentar resolver os maiores e mais importantes problemas deveria aceitar esse facto de forma natural e seguir em frente. Nesta como em qualquer assembleia, seja ela política, associativa ou do que quer que seja, é assim, a maioria decide.
Estou aliás perfeitamente convencido, que a larga maioria dos nabantinos também não reconhece nem quer ter Miguel Relvas como seu primeiro representante. E essa é a primeira e mais nobre função do Presidente de uma Assembleia Municipal.

Em Tomar o PSD não quer que assim seja e, tentando apenas protelar o que não tem retorno, com os seus conflitos próprios à mistura como ficou bem patente, envergonha todos os que têm vontade de fazer qualquer coisa por Tomar.
Percebemos todos essas dificuldades. Todos os efeitos da gestão ou falta dela que mancham a atuação da última década e meia e que se traduzem na realidade cinzenta que o concelho atravessa, confirmado com os dados estatísticos, por exemplo na fuga da população em particular dos mais jovens, na dívida do município, na obras inúteis e, traço geral, na pior qualidade de vida no concelho.
Mas também nos responsáveis que foram saindo deixando atrás de si este estado de coisas, de Paiva a Corvêlo, com o mandante Relvas e o permanente Carrão, que causam descrédito ao partido e desconforto, desde logo entre os próprios simpatizantes sociais democratas, além dos conflitos internos e divergências conhecidas.
Derrotaram Carrão e sempre afirmaram que este não seria o candidato, mas não só vai sê-lo como ao que consta será seguido pelo actual presidente de concelhia, seu até aqui adversário. Mas que grande flexibilidade de coluna que por ali vai… A realidade é como é, por mais que se tente mascará-la com diferentes cores. E os responsáveis têm rostos e nomes.

Mas tudo isto é mau para Tomar e para os tomarenses. O que Tomar precisa, e o exemplo deve vir em primeiro dos responsáveis políticos eleitos em nome de todos, é de se centrar nos consensos possíveis, de se focar nos principais (e grandes) problemas a resolver. Precisa que todos tenham a capacidade de se ouvir mutuamente, de se sentar e conversar, discutir, chegar a entendimentos, decidir e resolver. Inteligência, capacidade, vontade e bom senso.
A mim, o confronto apenas pelo confronto não me traz qualquer espécie de prazer. Enquanto se tratar quem tem ideias diferentes como inimigos a abater; enquanto se continuar a olhar para a política como se de um campeonato de futebol se tratasse, com claques inconscientes que apoiam ou condenam com base na cega fé; enquanto imperar a lógica de “o que é nosso é tudo bom, dos outros é tudo mau”, não sairemos deste ciclo e Tomar continuará a afundar-se.

E há tanto para resolver: emprego, comércio, revitalização do centro histórico, PDM, questões sociais; Flecheiro, Levada, Convento de Stª Iria, Mercado, apoio e coordenação estratégica do associativismo como motor de desenvolvimento económico e produção de eventos… Enfim, um elenco vário de reais problemas para os quais muito se fala mas nada se faz.
Não podemos estar sempre todos de acordo, não é possível e provavelmente, nem seria desejável. Mas é necessário que saibamos argumentar com responsabilidade mantendo a elevação e respeitabilidade das discussões, que saibamos distinguir o importante do acessório, que valorizemos quem de facto quer trabalhar com e para o bem comum.

A política e a gestão pública não pode ser uma mera e inconsequente feira de vaidades ou de egos inflamados, nem uma luta fratricida de meras siglas partidárias.
Saibamos todos, desde os eleitos e candidatos a sê-lo, bem como toda a restante comunidade, estar à altura dos desafios do nosso tempo no enfrentar consciente e responsável dos problemas presentes e na capaz construção de um futuro que, como aqueles que nos antecederam, nos permitam não só continuar a viver bem nesta terra, mas igualmente a nela ter orgulho.
Por Tomar e pelos tomarenses, das atitudes às ações, exige-se mudança.

quinta-feira, fevereiro 28, 2013

"o tristonho dia de Tomar"

A minha nota de ontem na rádio Hertz, essencialmente sobre o dia de Tomar que amanhã, mais ou menos se comemora, pode lá ser ouvida e lida no esquerdo capítulo.

«É na verdade apenas mais um espelho da mediocridade e da falta de ideias e capacidade de execução que tem liderado os destinos de Tomar. E sim, também espelho da falta de proatividade e capacidade crítica ativa da própria comunidade que há muito entrou num estado letárgico de alheamento para com quase tudo o que venha dos seus eleitos líderes.»

Hoje, não esquecer, reunião da Assembleia Municipal a partir das 15h. Com poucos assuntos de real interesse na Ordem de Trabalhos, mas com a destituição do presidente Miguel Relvas à vista.
E o provavelmente muita peixeirada até porque, como habitualmente se sabe ali muito de leis (e de as cumprir...), já estou a antecipar a confusão com requerimentos para cá e para lá...

sexta-feira, dezembro 28, 2012

entretanto, no destruido reino de nárnia

foto Hertz, dedicada ao único amigo que alguma vez
me chamou vaidoso sem se rir.
Depois das 15h, no salão nobre do município nabantino reúne ordinariamente a Assembleia Municipal no seu quinto e último conclave de 2012.

Em discussão de faz de conta, estarão entre mais as despesas de representação dos dirigentes do município, a estrutura orgânica do município e dos SMAS, revisões orçamentais de 2012 no município e nos SMAS, e claro, as grandes opções do plano e orçamento para 2013 do município e dos SMAS.

Não podendo o caro cidadão estar presente, mas devia para ver in loco algumas barbaridades, pode sempre ouvir na rádio ou via internet na Hertz.

terça-feira, dezembro 18, 2012

equidade e vergonha em falta

A passada semana, a câmara voltou pela mão do PSD e de Pedro Marques a aprovar, agora para 2013, a manutenção das despesas de representação para as chefias intermédias, também entendidos como dirigentes "técnicos" porque teoricamente não são políticos.
Relembro que se trata dum suplemento de ordenado aos diretores de departamento e chefes de divisão, os mais bem pagos funcionários do município, por funções que não desempenham. A manutenção de uma regalia e não um direito, entre outras regalias que têm. A vergonha continua.
Curiosamente, uma vez mais, na mesma semana em que a Câmara empenhou novamente o município, ilegalmente, com mais um empréstimo.

E acrescento, quando na Assembleia Municipal de setembro isto foi discutido e aprovado por PSD e independentes, um dos brilhantes argumentos que usaram foi o de que "não há problema, isto é só até ao fim do ano".
E agora, como se vai portar a Assembleia?

Não se trata de ter nada contra estes funcionários, tenho boa opinião pessoal da maioria, e um ou dois nem sequer conheço.
A questão é que na gestão pública deve imperar a coerência, a responsabilidade, a equidade, a razoabilidade. E a política é a capacidade de definir prioridades e tomar decisões, mesmo que difíceis.

Para uma leitura mais detalhada o que escrevi aquando da aprovação desta coisa para 2012, aqui:

«A política e os medrosos
A Câmara Municipal de Tomar tem muito destas coisas...
Hoje foi discutido em câmara, para levar à assembleia municipal que há-de decidir o assunto, a questão do pagamento das despesas de representação dos dirigentes do município, leia-se diretores de departmento e chefes de divisão.

Ora, antes de mais um parêntesis para aqueles que conhecem pouco destas lides da administração pública portuguesa. As despesas de representação são um daqueles complementos, como há muitos em muitos outros casos, pagos além ordenado, e que da natureza excecional em algumas funções passaram com os anos a ser regra igual para todos - fenómeno que também explica muito do estado das contas do nosso país.

Assim, estas despesas de representação são pagas a quem ocupe os lugares de dirigentes intermédios, tidos normalmente como os dirigentes técnicos (ou seja, não políticos, o que raramente é verdade), quer da administração central e dos institutos e empresas públicas, quer das autarquias.

Ora, este Governo, apesar da austeridade, não teve a coragem para simplesmente acabar com isto e muito mais desses extras tornados regra, que já ajudariam em muitos milhões às contas do Estado, e ficou-se por uma espécie de lavar as mãos devolvendo no caso das autarquias, às assembleias municipais a responsabilidade de decidir, sobre proposta da câmara, esta matéria - ou seja, decidir se para o orçamento municipal de 2013, os dirigentes intermédios vão receber igual, mais, menos, ou nada, destas despesas de representação que significam 311,21€ mensais para os (3) Diretores de Departamento e 194,79€ para os (9) Chefes de Divisão.

Portanto, fechando parêntesis e voltando ao início, a Câmara de Tomar decidiu hoje propor à assembleia municipal cuja reunião se realiza na próxima sexta dia 28, a manutenção destas regalias por parte dos dirigentes intermédios do município.

Bom, ao contrário do que alguns imaginam, a Câmara não é uma entidade abstrata, é um orgão colegial (ou seja, onde todos valem um voto e as decisões são tomadas por maioria) que no caso de Tomar é composta por 7 pessoas: o presidente e 6 vereadores.

Foram precisamente o presidente Carlos Carrão e os 2 vereadores PSD mais o vereador "independente" Pedro Marques que votaram favoravelmente a continuidade desta regalia, tendo os 2 vereadores socialistas José Vitorino e Luís Ferreira se abstido (deveriam ter votado contra) e igualmente a vereadora "independente" Graça Costa. (podem ler as declarações de voto dos vereadores socialistas aqui)

E porquê, perguntam vocês "cidadãos anónimos", porque entendem os responsáveis políticos dum município falido, onde para mais nenhum dirigente "técnico" faz trabalho de representação, que esses devem continuar a receber tais benefícios?
Ora, nesta, como em muitas matérias, a resposta é simples: falta de coragem, incapacidade para liderar e tomar decisões doam a quem doer se forem justas; receio do que a decisão possa fazer da sua imagem ou credibilidade junto daqueles a quem a medida afeta que, convenhamos, não são pessoas quaisquer, são aqueles que muitas vezes, e normalmente por falta de trabalho dos políticos, conhecem verdadeiramente os meandros e afins dos dossiês que circulam pelo município.

É a mesma falta de coluna que explica muita coisa que acontece neste município (e noutros, é certo). Quando os políticos são maus, quando os políticos são fracos, quando os políticos não sabem priorizar entre o importante e o acessório, quem manda são aqueles que não foram eleitos. 
É sempre assim. O poder nunca deixa de ser exercido, se quem de direito não o exerce, alguém exerce por ele.

E neste particular, já foi assim por exemplo, quando em 2010 quase toda a Assembleia com exceção dos deputados municipais socialistas onde me incluo, votou o alargamento do número de dirigentes quando deveria ter feito exatamente o contrário.
Ora, está-se mesmo a ver o que vai acontecer na próxima Assembleia não está?
Bom, pelo menos o meu voto, por mais que custe aos senhores dirigentes da autarquia, fica já aqui registado: - é contra!

É que convenhamos, para além do estado das finanças da autarquia, para além do momento que vive o país, e para além de como já referi, os dirigentes do município não fazerem qualquer trabalho de representação e genericamente terem um trabalho "das 9 às 5", já gozam de várias outras regalias no conjunto dos funcionários, como sejam o valor salarial, a função de chefia que existe em excesso no município e sem critério estratégico, a isenção de horário, e outras mais personalizadas, que por decoro me vou escusar de referir aqui.
São globalmente muito boas pessoas, mas isso não tem nada que ver com as decisões que os políticos responsáveis têm de tomar.

Claro que, este é mais um daqueles assuntos em que com uma comunidade atenta e participativa, jamais o município tomaria decisões destas. Mas os nabantinos estão-se nas tintas para tudo o que não lhes toque no umbigo...»

domingo, novembro 04, 2012

Epístola a António

texto publicado no jornal O Templário de 31 de outubro


"Sou velho de mais para censurar, mas suficientemente jovem para agir."
Goethe

Quando me disseram que o senhor presidente da junta de freguesia de Santa Maria dos Olivais, António Rodrigues, me havia escrito através dos jornais, fiquei feliz.
Logo imaginei que viesse, finalmente, abordar os tantos problemas que afetam a nossa grande freguesia. Sei lá, o estado deplorável e terceiro mundista do mercado municipal, anunciar que ia finalmente promover a reabilitação da rua principal de Palhavã, falar dos problemas das empresas da freguesia, anunciar algum evento cultural dinamizado pela junta. De alguma forma, dar voz a estas e outras preocupações e anseios dos seus fregueses.
Sim, se isso alguma vez aconteceu não se deu por isso, mas intentei que me tivesse escolhido, agora que está no fim da sua longa como discreta passagem pela política, para uma espécie de correspondente virtual com quem falasse para dar a público o que lhe vai na alma.

Depois, li o texto, fiquei triste. A exemplo de outros protagonistas do PSD local, o meu caro presidente não está habituado a ser colocado em causa ou a conviver com a crítica democrática. E afinal, no seu texto ofendido não escreveu sequer uma resposta, pareceu mais uma justificação, uma desculpa.
Quando li aquela enigmática expressão que usou referindo-se às dívidas causadas pela construção do parque de estacionamento atrás do edifício da câmara municipal,“embora não concordando com elas”, logo me suscitou o óbvio: por fim um autarca nabantino em ato de contrição! A reconhecer que grande parte daquilo que andou a votar cegamente ao longo de mais de uma década, tudo o que ajudou a aprovar sem ler, é afinal uma inutilidade para os nabantinos e contributo largo para os milhões da dívida do município.
Mas não, sei que assim não é, atesto a sua coerência. Das parcas vezes que nestes anos o ouvimos, foi para defender o seu PSD e o presidente de câmara, qualquer que fosse. A amizade e lealdade partidária pode ser assim: contra todas as evidências, cega e clubística. E fê-lo uma vez mais, no escrito que me dirigiu.

Não pense que estou chateado consigo por me ter apelidado de mentiroso ou demagógico. Separo sempre das relações pessoais, os excessos que alguns usam no debate político. Como comentava comigo alguém da sua família partidária: “não lhe ligues, é a política”.
E não posso mesmo ficar chateado consigo. Então se os fregueses de SMO lhe perdoam que, na prática, não tenham junta, bastando-lhes ter um presidente simpático, havia eu agora de ficar chateado por meia dúzia de palavras vãs?

Agradeço, comovido, a sua preocupação com a minha “carreira política”. Compreendo que, vindo de um dos autarcas nabantinos com mais responsabilidade e longevidade, essa preocupação possa revestir-se de maior importância. Quantos nabantinos se podem lisonjear de há tanto tempo desempenharem tão bem remunerada função para tão pouca ação?
Agradeço, mas não gosto de política a pensar em nenhum cargo ou nenhuma carreira, já ando por aqui há tempo suficiente para que isso se saiba. Independentemente da política, sou professor e, apesar da interferência direta do seu partido no meu caso pessoal, sou dos que, ainda que cada vez menos, temos o privilégio de continuar a sê-lo,
Agradeço, ainda, a sua chamada de atenção para a minha juventude. Desde bem cedo na minha adolescência, há uns vinte anos, estou habituado a que quando alguém mais velho fica sem argumentos venha com a carta da juventude. E como me regozijo por isso!

De qualquer forma senhor presidente, eu percebo a sua necessidade de entrar pelos jogos florais: - ah, e tal, eu não disse o que o senhor diz que eu disse, o que eu disse foi que alguém disse...
Pois... Conceda-me esta simpatia. Na próxima vez que quiser dizer que não disse o que disse, diga-o na hora, diga-o no local. É que perante a inflamada intervenção que o senhor teve na Assembleia Municipal, que todos ouviram, e à qual de imediato eu intervi, o senhor respondeu: nada.
Disse Madame de Stael que “as ideias novas desagradam às pessoas de idade; elas gostam de se convencer de que, depois de haverem deixado de ser novas, o mundo, em vez de se enriquecer, só se perdeu."
Eu não quero acreditar nisso. Acredito sim que, independentemente da idade, formação, ideologia política, credo, todos temos alguma coisa a aprender com todos. E que da discussão séria e frontal nascem melhores soluções para o coletivo.
Saibamos fazê-lo de forma destemida. E com apego à verdade.

segunda-feira, outubro 22, 2012

Mentirosos!

artigo publicado no jornal O Templário de 18 de outubro

Ao longo das últimas semanas, o PSD e o seu presidente de câmara (há 15 anos responsável pelas finanças municipais!) têm feito uma campanha de vitimização, na premissa que os tomarenses não sabem distinguir a verdade e acreditam em tudo o que a Câmara lhes diz.
E a mentira é simples: a de que o PS e restante oposição votaram contra o PAEL, o tal empréstimo de 3,600 milhões €, e que isso vai prejudicar a economia local, e os fornecedores locais que assim não podem ver pagas as dívidas que o município tem para com eles, e blá, blá, blá.
Ora isto é totalmente FALSO! É uma patranha.

A dívida aos fornecedores locais é de cerca de 200 mil €, paga-se facilmente se a Câmara quiser. Os documentos deviam ser públicos, mas a verdade é que a sua disponibilização acaba por ser difícil, e mesmo muitos dos que os deviam ler não o fazem. Façam as contas, é matemática simples!
Então, a câmara que ainda há dias decidiu manter as regalias aos dirigentes da autarquia por uma função que não desempenham; a mesma que gasta milhares num boletim municipal que não serve para nada; a que mantém alugueres de espaços de milhares de euros, quando tem espaços próprios devolutos ou que cede gratuitamente; a que gasta dinheiro em música pimba sem qualquer retorno para o município; e mais, e mais…
- Queria agora mais uma folga de 3,6 milhões de euros para estragar em ano de eleições e ficarem os outros a pagar durante 14 anos?! Tenham vergonha.

A atitude é muito grave, e quanto a mim, não quero acreditar que os tomarenses ainda se deixem levar por este tipo de atuação. Os tomarenses podem (compreensivelmente!) ligar pouco à sua câmara, mas têm interesse no que se passa. Afinal é da sua terra que se trata, e daquilo que a má gestão municipal influencia nas suas vidas.
Ora, desesperado com as suas manifestas incapacidades, o PSD local enveredou por um novo caminho, o do “coitadinhos de nós que os malandros da oposição não nos deixam governar”. E para passar essa mensagem, mentem.
Os que não o fazem conscientemente mas sim porque, não lendo os documentos, acreditam naquilo que o PSD afirma, já deviam saber, não dá bons resultados, é o que nos trouxe a este estado, a este buraco em que Tomar está metido.

Incapazes de dialogar, habituados a tudo fazer sem passar cavaco a ninguém, o PSD está acomodado à falta de contraditório, o que está bem espelhado na afirmação do presidente da junta de Santa Maria dos Olivais: «quem votar contra isto devia ser preso»! Ou seja, quem votar contra a vontade do PSD…
Ora, quem provavelmente devia ir preso são aqueles que andaram a tomar as decisões criminosas que custaram os milhões de dívida do município de Tomar, dívida essa que na sua maioria, não trouxe retorno para a qualidade de vida dos tomarenses.
E que mal vai o PSD, entre o mais que vai dizendo, quando coloca a fazer a defesa da câmara… o filho do presidente de câmara!
Eu sei que as palavras duras chocam muito uma certa hipocrisia que reina no conservadorismo nabantino, mas não há outra forma de dizer isto, o estado medíocre a que chegou a governação do concelho não permite que se digam as coisas com paninhos quentes, a verdade é esta: são incapazes, são incompetentes, e são mentirosos!

Ora, o que todos os que são responsáveis têm de fazer, e foi o que o PS e toda a oposição unida fizeram na Assembleia Municipal, é impedir que esta câmara moribunda possa fazer mais estragos. O que a Câmara deve fazer é tentar acabar o mandato com um mínimo de dignidade; tentem sim, pagar o possível das dívidas que criaram sem inventarem folgas para mais danos, para mais dívidas que outros ficarão a pagar.
E tentem também ter o mínimo de respeito pelos cidadãos, façam política dizendo a verdade, e não nos queiram julgar a todos por parvos. Discutam-se opções e não falsidades.
A política e a gestão pública, seja com muito ou pouco dinheiro, tem sempre que ver com a definição de prioridades, tem que ver com opções, com escolhas. O PSD em Tomar tem feito, e com legitimidade repetida nas urnas, todas as opções que entende. Eu e muitos consideramos que a generalidade dessas opções tem sido errada, e a realidade tem vindo sistematicamente a comprová-lo. Mas, a maioria dos tomarenses tem vindo ainda assim a dar ao PSD a continuidade na governação.

Assim, o PSD faz as opções que quer, assuma-as, não tente responsabilizar os outros por elas, não queira passar pelo ridículo de achar que os tomarenses não sabem quem os governa. Os tomarenses sabem-no, foram os tomarenses que os escolheram.  
Quem está há 15 anos no poder não pode esconder-se atrás de desculpas! Quer dizer, até pode… como aquele presidente de junta do PSD que disse baixinho na assembleia: "os tomarenses é que têm a culpa, votaram em nós"!

quinta-feira, outubro 04, 2012

em Tomar, essa terra...

Da CMT, os três PSD a cujas "ideias" se juntou José Vitorino.
foto Cidade de Tomar
Ontem houve, cinco dias depois (coisas que acontecem só em Tomar), nova reunião da Assembleia Municipal. Os temas eram uma proposta de pedido de empréstimo ao estado central (PAEL) e, a famigerada extinção de freguesias.

Já ninguém, há muito, espera nada de bom da atual Câmara de Tomar, e aquilo que todos podemos fazer, é tentar diminuir os estragos que ainda possam tentar neste ano que falta até às próximas eleições.
Essa é a principal razão porque toda a oposição votou contra o novo empréstimo que a CMT queria fazer que servia, não para "apoiar a economia local" como tentou o presidente Carlos Carrão convencer, conseguindo-o apenas com os dos do seu partido. E este foi um daqueles momentos em se deixaram mesmo convencer que era verdade, tal a ferocidade que estavam a defender aquilo.
Entre tantos outros dislates, o presidente de junta da freguesia de Santa Maria dos Olivais, relevando uma falta de espírito democrático habitual naquelas hostes, até teve a distinta lata de dizer que quem votasse contra, ou seja, quem tem uma opinião contrária àquela que lhe disseram para ter, "devia ser preso"!
(Respondi-lhe lá, escuso-me de o fazer aqui)

Um empréstimo que empenhava (mais) o município para os próximos 14 anos, e não apenas o município mas também os munícipes com o aumento de uma série de taxas no caso de incumprimento. Um empréstimo (que poderia chegar ao máximo de 3,6 milhões de euros) que servia para pagar dívidas que se resolvem com melhores opções de gestão e com os cerca de 2 milhões de euros que o estado central deve. Um empréstimo que servia, palavras do presidente, para "aliviar a câmara para outras despesas".
Pois, esse é que é o problema, nós estamos bem habituados ao tipo de "despesas" que a gestão municipal em Tomar tem feito, e "aliviar" a câmara para fazer despesas neste ano que fiquem depois todos a pagar, não seria responsável.
Quem o defende, ou não estudou bem os dossiês (o que é hábito), ou então tem interesse noutra coisa qualquer que não os interesses coletivos de Tomar. Há, realmente, "quem não se enxergue"...

É uma câmara, desde o início do mandato, desorganizada, sem planeamento, sem estratégia, sem capacidade para ouvir sugestões, totalmente avessos e reagindo mal às críticas, sem visão do que quer que seja, sem capacidade política. A tal cambada.
A capacidade política por exemplo, que obrigaria um presidente de câmara sem maioria (ou mesmo que a tivesse) que sabe que precisa da Assembleia para aprovar alguma coisa que entende importante, a reunir previamente, a dialogar, a explicar, a flexibilizar, a encontrar pontos comuns - como eu e outros há muito alertamos, mas que este ou o anterior presidente nunca quiseram, nem sabem fazer.
Nunca quiseram, naturalmente, também se percebe, porque desde início acharam ter o PS no bolso. O anterior presidente  já próximo do seu fim político, chegou a dizer-mo em confidência. Já deviam ter percebido, o PS e os socialistas nabantinos não se vendem. Se alguém o faz, fá-lo a expensas próprias...

O Presidente de Câmara só reúne com a bancada do seu partido - e engana-os! Isso tem sido notório em muitos momentos, foi-o na sexta feira passada por exemplo em relação à questão do pagamento dos suplementos de salário aos dirigentes da autarquia, em que o PSD fez a defesa da questão com base em argumentos errados e foi apanhado na curva (dois elementos do PSD até saíram para não votar a coisa), e ontem foi evidente em ambos os pontos, quer na questão do PAEL, quer na questão da extinção das freguesias onde nem sabiam bem o que estavam a votar. Bom, mas isso é problema que é mesmo do PSD, andam assim há 15 anos, e se continuam bem assim, deixem-se estar...

O que apesar de tudo me faz alguma confusão é como é que pessoas que têm sido enganadas, ao votar ano após ano, assuntos que se vêm depois revelar errados, más opções, ou mesmo apenas ridículos, continuem a acreditar no pai natal, que é o mesmo que dizer, entre outros já fugidos, na pessoa que agora em funções de presidente, está há 15 anos em funções políticas na câmara, tendo, por exemplo, tido sempre a responsabilidade pelas finanças na autarquia - e em que bom estado elas estão!

E depois têm o desplante de ainda dizer que a culpa é da oposição! Quando estes senhores governaram 12 anos em maioria absoluta onde fizeram tudo o que quiseram, estragaram o que quiseram, fizeram as negociatas que entenderam, e chegados a este mandato, com Tomar no buraco, sem capacidade para fazer coisa nenhuma, sem querer ouvir ninguém, convencidos que isto ainda se fazia condicionando este ou aquele a algum interesse menos claro, com toda a sua credibilidade destruída, ainda são capazes de dizer que a coisa está a ir bem! Aprenderam com o Governo, lá está: a malta saltou do avião e o paraquedas não abriu... mas até ao último metro antes do chão está tudo ótimo!

Sobre o PSD, e deixando de lado a defesa ternurenta, quase apaixonada, da ação política de Miguel Relvas, há mais pormenores interessantes que, seriam uma delícia se alguém ligasse a mínima a isto. Como por exemplo, aquela de Carlos Carrão (que reage muito mal às críticas, mas devia saber que quem anda à chuva molha-se), que consegue dizer com aquele ar grave e sério, sem o esboço mínimo de um sorriso de consciência pesada: "aqui na câmara nunca foi gasto dinheiro em campanhas"!

Enfim, é o que temos, lata não falta aos mais responsáveis, e como disse ontem em off um presidente de junta do PSD às outras bancadas: "os tomarenses é que têm a culpa, votaram em nós"!

domingo, setembro 30, 2012

notas de domingo

AMT - foto rádio Hertz
A Assembleia Municipal de Tomar... essa coisa, que da forma que funciona é, infelizmente, quase inútil e onde são tomadas decisões ridículas, imorais, injustas - e depois não querem que os cidadãos cá fora achem que os políticos não prestam e não servem para nada. Há coisas que só vistas! Mas infelizmente são sempre poucos os que sequer sabem o que se lá passa.
Pequenas notas síntese da reunião de sexta:

- Miguel Relvas viu aprovada uma moção de censura contra si. Sem largar o telemóvel e pouco tempo passando na sala, como é costume, mas para além disso, um Relvas muito mais abatido e silencioso que aquilo que estávamos habituados. Consciência pesada? Elas não matam mas moem? Dúvidas sobre o que fazer da vida, agora que a sua carreira política se precipita para o fim?

- Relativamente àquele que era o ponto - político - mais importante, e importante porque são com estas questões que até podem parecer "menores", que se verificam as linhas de atuação geral da gestão, e porque verificam da moralidade, rigor, equidade, ética, dessa governação, a AMT decidiu manter as despesas de representação dos dirigentes "técnicos" do município, assunto que aqui abordei em primeira mão no post a política e os medrosos, pelo que não repetirei os argumentos essenciais.
Sobre a discussão realizada (no meu caso, reconheço, com alguma exasperação, porque já não tenho paciência para a mediocridade e a falta de decoro e responsabilidade), há vários pontos fascinantes:

- Vários deputados municipais demonstraram não saber sequer do que estavam a falar (o que nunca acontece...), por exemplo usando aqueles argumentos muito básicos como, "o dinheiro não sai do orçamento do município"! 
E mesmo que não saísse, isso significa que se pode gastar à farta? A velha mentalidade portuguesa que, se não sou eu que pago... e achar que o Estado é uma coisa qualquer virtual com fundos inesgotáveis.

- E aqueles argumentos do "problema é que o município tem é dirigentes a mais"?! É verdade, tem, estou farto de o dizer - mas a estrutura orgânica do município já foi aprovada neste mandato pela AMT, e o PS foi o único partido que votou contra, precisamente por defendermos a redução dos dirigentes!

- A bancada social democrata, mal preparada como costume, também demonstrou que não conhecia bem este dossiê, a ponto de alguns dos seus membros terem saído da sala (incluindo a líder de bancada oficial) porque, apanhados de surpresa e não querendo votar contra a orientação do partido, também não quiseram votar favoravelmente tal imoralidade e incoerência - mas o PSD nabantino é coerentemente incoerente!
Mesmo o líder de bancada (ou que nesta AM desempenhou essa função), o vice-presidente do PSD Ricardo Lopes (que é um jovem e por isso, ideologias à parte, tem um espírito mais arejado que a maioria dos elementos da AMT) acabou por concordar e acrescentar argumentos à posição do PS - mas votaram favoravelmente `continuação das regalias porque, "como é só até ao fim do ano" (o que não é verdade) não faz mal. Ou seja, na tese atabalhoada do PSD, não interessa se uma medida é justa ou injusta, o que interessa é se é por muito ou pouco tempo.

- Curiosa também a posição de alguns deputados municipais que se abstiveram ou votaram a favor porque "não concordam com a decisão do Governo em atribuir esta responsabilidade às AM's" - e com isso ajudaram a aprovar a coisa!
Ou os que acham que retirar este suplemento de salário (regalia que faz parte sim, das tais gorduras da administração pública, ainda para mais, paga neste caso por funções que não desempenham) dos dirigentes (que são pessoas próximas, e já sabemos como é o pulso fraco de alguns decisores) seria mais um corte salarial - mas se estivéssemos, por exemplo, a falar dos subsídios de alojamento dos juízes ou de alguns deputados, achariam o quê?

- Na verdade a AMT, com o PSD à cabeça, mas com todos os outros incluindo PCP e BE, (só o PS e o deputado não inscrito votaram contra), fez o mesmo que o Governo está a fazer: proteger os mais fortes. E mostrou também que é muito fácil criticar o Governo ou qualquer outra entidade, mas quando a responsabilidade nos cai nas mãos, faz-se o mesmo que aos outros se critica.

- Outro ponto que demonstra o ridículo de algumas decisões e a forma displicente como muitos membros da AMT votam, é a já velha questão da nossa proposta de extinção daquela, tal como é, inutilidade que é o Boletim Municipal. Só o PS defende a sua extinção (a proposta pode ser lida aqui) mas a realidade, como vai sendo costume por Tomar, desmente todos os outros! É que o boletim já não está a ser publicado precisamente porque o município (o mesmo que quer manter as regalias dos mais bem pagos dos seus funcionários) não tem dinheiro para o fazer.

Todas as propostas e requerimentos apresentados por nós socialistas, estão como sempre disponíveis na página do PS Tomar.

sexta-feira, agosto 24, 2012

o guru


(vê-se melhor no facebook)

Ora, como foi um dirigente e autarca do PSD que me enviou o link disto, acho que ninguém leva a mal que publique.
É hilariante. E se aplicássemos estas afirmações ao município de Tomar... Ui!

(Relvas anda meio desaparecido, e até já sobre a RTP é António Borges quem vem ditar as últimas ideias disparatadas - concessionar a RTP1 e acabar com a 2! Claro, o homem só vê cifrões, o que lhe interessa a cultura, a Constituição, os desejos dos portugueses...
Estão mesmo convencidos que as marés de agosto farão os portugueses esquecer ou virar a agulha. Tremenda ingenuidade! Mas é típico deste governo, é como não perceber que tanta austeridade não faria o óbvio, diminuição de receitas em todos os impostos, empresas a fechar, aumento brutal do desemprego...

quarta-feira, agosto 01, 2012

retratos

Ainda estou a digerir a reportagem sobre Miguel Relvas no último número da Visão.
É que, para além de tudo o que nós por cá sabemos, é o costume, Tomar aparece quase sempre na comunicação social nacional pelos piores motivos.
E muito do que se diz nesta reportagem deixam-me, enquanto autarca desde 2009, adversário de Miguel Relvas nessas eleições, enquanto nabantino ligado à política, e simplesmente enquanto cidadão tomarense, envergonhado.
Para além da maneira como os tomarenses acabam por ser retratados com expressões como dar a chave do carro para irem pôr gasolina e fazerem de seus motoristas, além dos gastos do telemóvel pagos pelo município e tudo o resto. No mínimo, parecemos uma terra de totós!

E depois, entre outras, estas afirmações... levezinhas:
(os itálicos são comentários meus)

«deslumbrou-se. Na política, é preciso haver regras e ele esqueceu-se um bocado das regras |...| algo se alterou nele. Mas quem não gosta de se pavonear e ser elogiado?»
Natalina Pintão, ex-deputada e ex-sogra.

«foi o primeiro de nós a perceber a importância do dinheiro e a juntar-se aos gajos da massa.»
diz um antigo dirigente da JSD sobre as ligações de Relvas ao MPLA

Estabelece relações estreitas com jornalistas, para dizer o mínimo. «Alguns eram estagiários, hoje são editores. Nunca conseguíamos falar com ele às horas de fecho dos jornais. Sabia as manchetes todas de véspera ou colocava ele as notícias», recordam dirigentes do PSD.|...| !!!!!!!!!!!!!


«Debates ideológicos, questões de fundo, sempre foram areias movediças para Miguel Relvas. A sua praia eram as táticas, as horas ao telefone, contactando com centenas de militantes um a um. |...|
Em 24 anos de Paralmanento fez 16 intervenções e esteve seis anos calado|...| !!!!!!!!!!
«O deputado Miguel aparecia, sobretudo, associado à criação de novas freguesias, vilas, cidades e concelhos |...| ...e agora quer acabar com elas.
«Os anos passaram com ele sempre à espera do elevador da glória. E a fazer por isso, claro. Empanturrou contactos, fidelidades e ligações em jantares de vitela e carne assada.|...|
Vários dirigentes e antigos autarcas do PS local apareceram colocados em assessorias e lugares confortáveis do distrito ou do Estado. | mas quem?!! | «desenrascou» a faculdade que a filha de um dirigente do Bloco desejava para prosseguir os estudos
Visão

«houve promessas de muitas coisas, empregos e sei lá que mais. Até para arranjar vinte nomes para a minha lista foi até à última |...| demiti-me do partido em 2009, saí do rebanho, mas a corrupção é transversal, vai do adro da Igreja até ao topo. As pessoas vendem-se por um litro de alcatrão ou para tapar um buraco à porta.»
Isabel Miliciano, identificada como "a proprietária d'O Templário, o semanário que resgatou das influências de Miguel."

Carlos Carrão reconhece à Visão o que nunca o vi reconhecer em Tomar: o hospital «está claramente a ser esvaziado» e acrescenta esta esotérica e enigmática afirmação: «o país é um Inferno e o Diabo instalou-se em Tomar».

Isto tudo dito assim como se fosse normal. Depois somam-se as história das viagens fantasmas e das várias moradas falsas em Tomar, as ligação a muitas figuras, umas duvidosas como Dias Loureiro, outras dos interesses como Mira Amaral, o gestor do BIC a quem o Estado "deu" o BPN, ou Morais Sarmento cuja sociedade de advogados tem trabalhado com a CMT. Aliás, como a Visão refere  «figuras com ligação ao PSD nacional não se têm dado mal com Tomar» e com o resto do distrito...
Ainda as ligações "estreitas" e os enredos com a Nersant, com O Mirante, com a Misericórdia de Tomar, a Euromedic... enfim, para além do que fica subentendido, e com tudo isto, algumas coisas que aqui em Tomar sempre cheiraram a esturro, como o processo Parq T e a Bragaparques por exemplo, podem adquirir contornos mais claros.

E se isto tudo não é de ficar enjoado e envergonhado, devo viver noutro mundo.

sexta-feira, julho 27, 2012

alhos e bugalhos, telemóveis e call centers

Este texto era para fazer parte do post anterior das curtas... mas tornou-se muito longo.
O tema que desde ontem está nas conversas dos nabantinos (e eu que devia andar longe a gozar as férias de verão que não costumo ter, voltei a Tomar estes dias para fazer o quê?!!) são os gastos de telemóvel ontem conhecidos via revista Visão, que já abordei ontem, até aqui desconhecidos, efetuados pelo presidente da assembleia municipal nabantina, Miguel Relvas e pagos pelo município.

Claro que há já quem tente misturar alhos com bugalhos, referindo-se aos gastos do vereador socialista Luís Ferreira, para dar aquela ideia que «ah, e tal, pois, eles são todos iguais....»

Ora bem, os gastos de telemóvel do referido vereador em 2010, que concordo, vistos assim são excessivos, eram conhecidos, já foram abordados por exemplo em assembleia municipal e explicados pelo próprio, por exemplo em texto publicado à época n'O Templário.

O vereador então a tempo inteiro (sendo um dos pelouros a protecção civil!) iniciou um sistema de divulgação dos eventos turísticos e culturais (seus pelouros) por sms que, como provam os números, é método muito mais eficaz que boletins e outras tretas onde a câmara gasta rios de dinheiro.

Foi o próprio vereador que chamou a atenção para a necessidade de alterar os planos de tarifário em uso na município, pois estavam desajustados e provocavam tais valores, e o facto é que basta uma análise mensal a esse ano de 2010 - em que nada mudou, apenas o tarifário - e os gastos são totalmente diferentes na parte final do ano; ou comparar com o ano de 2011.
Fazer comparações entre vereadores também não é comparar coisa nenhuma, porque seria necessário comparar a natureza dos pelouros, o trabalho efetuado por cada um dos vereadores e, já agora, analisar também os custos da rede fixa, porque quem passa muito tempo no gabinete tem o telefone sempre à mão...

O que não é de todo justificável são os gastos de um presidente de Assembleia que vem de fugida a quatro ou cinco reuniões por ano
, e que fora isso não faz praticamente nenhum trabalho de representação da Assembleia, uma vez que são praticamente todas feitas por um dos dois secretários da mesa - neste mandato e nos anteriores!
Ora, como se justifica o gasto num dos anos, curiosamente de eleições, de quase 7500€? Que trabalho andou o presidente da Assembleia Municipal a fazer?
Bom, a próxima reunião da AM vai ser quente....

Repare-se que isto dos telemóveis de serviço e outras ferramentas de gestão são importantes para quem desempenha determinados lugares, mas é suposto que sejam efetivamente usadas para o serviço dentro das regras da boa gestão e do bom senso.

Deixem que dê um exemplo pessoal. Quando fui durante dois anos delegado regional do IPJ, tendo portanto todo o distrito de Santarém a meu encargo (associações, autarquias, outras instituições, e os próprios serviços) mais os contactos quase diários com outros distritos, principalmente com os serviços centrais em Lisboa, eu tinha um telemóvel com 25€ de plafond! Que obviamente não chegava para quase nada, mas pronto, o resto saía do ordenado, faz parte das funções...
Agora, uma média de 300 e tal euros mensais! Para alguém que vem aquela meia dúzia de vezes a Tomar por ano?!

Não deixa de ser curioso nestas matérias, como algumas pessoas tendem a moldar a sua opinião. O meu colega blogger António Rebelo é um desses casos. Lembro-me que em tempos uma das causas no seu
Tomar a dianteira foi precisamente a questão dos telemóveis e, muito bem, o tornar público esses gastos.
Mas agora parece achar normal esta questão do presidente da AM...

Também acho curioso a sua tese, usada igualmente por comentadores em Lisboa, de que Relvas está a ser alvo duma perseguição do grupo Impresa. Bom, talvez seja um bocadinho verdade. Quem muito veneno destila mais tarde ou mais cedo acabará por ser afetado por ele.

Mas acho igualmente curioso que em relação a Sócrates, onde a perseguição e maquinação jornalística era muito mais evidente e maquiavélica, AR e outros não tivessem essa opinião. Será preciso lembrar o que Sol, Público, Correio da Manhã, a TVI e em alguns setores também a SIC, andaram a fazer a Sócrates e ao PS?!

Por falar nos comentadores e o olhar enviesado, não posso deixar passar esta. Há dias dizia Morais Sarmento [ilustre social democrata que, esse sim, no governo de Durão Barroso, tentou criar uma central de (controle de) informação, e até acabou por simples embirração ideológica, com um programa de referência da RTP, o
Acontece] na SIC Notícias que, era impossível Relvas sair do governo de imprescindível que é para a governação.
Pois, percebe-se a opinião, mas, já agora... que empresa de advogados tem prestado préstimos, certamente valorosos, à Câmara Municipal de Tomar, e a que custo?

quinta-feira, julho 26, 2012

as mordomias de Relvas

Os absurdos gastos de telemóvel do sr Presidente da Assembleia Municipal de Tomar, Miguel Relvas, pagos pelo município de Tomar.
Ainda estou parvo em como nunca ninguém deu com isto!....
Isto e mais sobre Miguel Relvas, na revista Visão de hoje.


«TELEMÓVEL MIGUEL RELVAS (GASTOS ANUAIS)
  • Ano 2002 - 1 598,50€
  • Ano 2003 - 934,40€
  • Ano 2004 - 947,79€
  • Ano 2005 - 559,49€
  • Ano 2006 - 3 896,03€
  • Ano 2007 - 5 623,32€
  • Ano 2008 - 4 858,29€
  • Ano 2009 - 7 444,46€ (ano de eleições europeias, legislativas e autárquicas)
  • Ano 2010 - 3 391,55€
  • Ano 2011- 1 251,03€ (até o dia 27 de junho de 2011; as eleições legislativas que deram a vitória ao PSD realizaram-se a 5 de junho e o Governo tomou posse a 21; Posteriormente o número do telemóvel foi cedido à Secretaria-Geral da Presidência do Conselho de Ministros.)
PERÍODOS DE FACTURAÇÃO MAIS ELEVADA
  • De 23.08 a 22.09.2007 - 1 014,83€
  • De 23.03 a 22.04.2008 - 1 271,19€
  • De 23.12.2008 a 22.01.2009 - 1 250,03€
  • De 23.03 a 22.04.2009 - 1 229,96€
  • De 23.10 a 22.11.2009 - 1 039,08€
  • De 23.11 a 22.12.2009 - 1 008,16€
GASTOS DETALHADOS DE 2009 (ANO DE TRÊS ELEIÇÕES - Europeias, Legislativas e Autárquicas)
  • De 23 dezembro 2008 a 22 janeiro de 2009 - 1 250,03€
  • De 23 janeiro a 22 fevereiro 2009 - 231,24€
  • De 23 fevereiro a 22 março 2009 - 195,46€
  • De 23 março a 22 abril 2009 - 1 229,96€
  • De 23 abril a 22 maio 2009 - 217,46€
  • De 23 maio a 22 junho 2009 - 500,91€
  • De 23 junho a 22 julho 2009 - 622,15€
  • De 23 julho a 22 agosto 2009 - 136,03€
  • De 23 agosto a 22 setembro 2009 - 226,06€
  • De 23 setembro a 22 outubro 2009 - 787,92€
  • De 23 outubro a 22 novembro 2009 - 1 039,08€
  • De 23 novembro a 22 dezembro 2009 - 1 008,16€»

sexta-feira, junho 29, 2012

falta de assunto

Daqui a pouco, a partir das 15h, reunião ordinária da Assembleia Municipal.
Não sei se é um facto histórico, mas é algo de que não há memória: - não há Ordem de Trabalhos!

Ele há coisas fantásticas não há?
Está tudo bem em Tomar, não há nada a discutir....


Transmissão rádio e online na rádio Hertz.

sexta-feira, junho 08, 2012

chico espertice

«TOMAR – PSD quer celeridade na discussão da reforma administrativa», lê-se na rádio Hertz, na sequência do comunicado enviado esta quarta à comunicação social.

Era eu ainda presidente do PS em Tomar, e o PSD tinha por presidente José Delgado, quando fiz o repto público em vários debates, para que as forças políticas presentes na Assembleia Municipal de Tomar se sentassem à mesa para discutir, com a responsabilidade que compete aos autarcas eleitos, esta invenção do PSD.
Fiz esse mesmo repto, mais que uma vez, em reunião de Assembleia Municipal.
Nem o PSD nem nenhuma outra força política mostraram qualquer intenção de querer discutir o assunto.

O PS nabantino, e já sob a liderança de Anabela Freitas, fez ainda várias reuniões pelas freguesias, com larga participação, para explicar às populações o que estava em causa.

Com que lata vem agora o PSD concelhio, só porque percebeu que a lei vai mesmo avançar;
porque quer parecer ser diferente do PSD camarário a quem quer arranjar pretextos para tirar a confiança política;
porque quer dividir com os outros partidos o ónus político desta parvoíce de lei (parvoíce não tanto pelo princípio, mas pela forma como vai ser executada);
porque não sabe como resolver o assunto com os seus autarcas de freguesia;
dizer que eles é que querem chegar a consenso e que a discussão seja célere?!!!!!

Ora, vamos por partes e sem rodriguinhos:
O governo é do PSD;
quem inventou esta lei que essencialmente serve para desperdício de tempo e distração de assuntos mais importantes foi o PSD;
o mentor e responsável governamental por este processo é Miguel Relvas;
Miguel Relvas preside em Tomar ao orgão a quem o governo pede que tome uma decisão, a Assembleia Municipal;
foto d'O Ribatejo
como primeiro representante desse órgão, o presidente da AMT deve ser o primeiro a ter uma opinião;

Logo, o que todos queremos saber, e o que o PSD deve fazer deixando-se de teatro, é começar por perguntar a Miguel Relvas que freguesias pensa ele deverem ser extintas em Tomar!!

quarta-feira, junho 06, 2012

perspetivas

A câmara de Tomar está há "quase cinco meses à espera de reunião com ministro da saúde", lê-se n'O Templário.


Não me parece muito estranho, é mais ou menos o mesmo tempo que a comissão de saúde da Assembleia Municipal de Tomar está à espera para reunir com o presidente de câmara.
(que, para ser justo, está finalmente agendado para a próxima terça-feira)

sábado, março 10, 2012

quem nos trata da saúde

COMUNICADO

A Comissão de Saúde da Assembleia Municipal de Tomar emite o seguinte comunicado, decorrente da reunião com o Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo (C.H.M.T.) realizada a 9 de março resultante de um pedido efetuado no dia 23 de fevereiro, dia da entrega da petição com 7553 assinaturas na Assembleia da República.

O Presidente do Conselho de Administração (C.A.) do C.H.M.T. começou por referir que já foi estabelecido um protocolo com a Rodoviária, para a existência de três carreiras diárias, assegurando o transporte dos funcionários e utentes entre as três unidades hospitalares. Estranhou a que a Câmara de Tomar vá fazer o mesmo que o C.H.M.T. atendendo à duplicação de custos.
Reiterada a nossa preocupação na defesa da Medicina Interna do Hospital de Tomar, o C.A. argumentou com a defesa de concentração de serviços para reforçar a qualidade. Foi afirmado pelo Conselho de Administração do C.H.M.T. que ao iniciarem funções Tomar estava mal servida, existindo uma resistência interna por parte do corpo clínico em fazer o seu trabalho, dando como exemplo o facto de um doente nunca ser visto pelo mesmo Médico e numas camas serem tratados duma maneira e noutras de forma diferente.

Afirmaram não ser viável a existência de Cirurgia nos três hospitais, porque havia cirurgiões a fazerem 12 intervenções por ano quando em média deveriam ser 250.

O C.A. do C.H.M.T. defendeu igualmente que a transferência das Urgências se verificou pela aplicação do Despacho n.º 5414/2008 de 28 de fevereiro. Tendo destacado que o mesmo não tinha sido aplicado pelo Conselho de Administração anterior. Defenderam ainda que a Urgência Médico Cirúrgica funciona bem em quatro rodas, nas duas ambulâncias de Suporte Imediato de Vida (S.I.V.), uma em Tomar e outra em Torres Novas.

Questionado o C.A. do C.H.M.T. sobre o Conselho Consultivo o mesmo informou que para Presidente desse órgão já foi nomeado, o Prof. Doutor João Queiroz e Melo, aguardando que os Presidentes de Câmara procedam à indicação do representante dos respetivos municípios.

Após esta reunião a Comissão de Saúde da Assembleia Municipal de Tomar conclui que pelos argumentos apontados, não foram dadas as respostas fundamentadas à opção pela aplicação deste Plano de Reorganização do C.H.M.T.. Uma argumentação baseada em que o corpo clínico é resistente às decisões do C.A. e não respeita a hierarquia, não é aceitável.

Quanto a uma possível privatização, quando questionados, não houve clareza nas respostas mas foi afirmado em relação ao Hospital de Tomar, que na situação atual “ninguem pega naquilo”.

Apesar de referido várias vezes o critério da qualidade entendemos que as questões económicas ou financeiras continuam a sobrepor-se ao direito de acesso aos cuidados de saúde por parte da população.

Por último não podemos deixar de referir que o Presidente da Câmara Municipal de Tomar, Vice-Presidente Conselho Executivo da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (C.I.M.T.), Carlos Carrão, ao longo de todo este processo, não dialoga, não transmite a informação, das reuniões havidas no Conselho Executivo da C.I.M.T e com o Conselho de Administração do C.H.M.T..

A Comissão de Saúde, após esta reunião, continua ainda mais convicta na defesa dos interesses da população de Tomar e a exigir a suspensão imediata do Processo de Reorganização do Centro Hospitalar do Médio Tejo (C.H.M.T.) e a lutar pela revogação do Despacho n.º 5414/2008, de 28 de Fevereiro.

Tomar, 10 de março de 2012

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

curtas

- Na reunião de Assembleia Municipal de Tomar da última sexta e cuja ordem de trabalhos se limitava praticamente a pequenas formalidades, os pontos mais interessantes acabaram por ser algumas incoerências/imprecisões/inverdades ditas e enroladas pelo presidente de câmara, como aquela frase dita com ênfase, quase sem se rir, como se tivesse descoberto a pólvora e a verdade fosse assim tão simples: Não temos problemas com a dívida, a receita da câmara é superior à dívida, basta a receita de um ano para pagar toda a dívida!
Era bom não era? Vivermos todos no reino da fantasia?

- "Investimentos no Hospital de Abrantes, desde 2010, passam os quatro milhões de euros", lê-se na rádio Hertz.
É uma questão de coerência, como o CHMT tem sido bem gerido e não tem dívidas (!!!), investe-se na unidade mais velha e debilitada, e fecham-se serviços nas unidades onde há equipamentos que mal saíram das caixas.

- Na cidade de Tomar, realizou-se no passado sábado um mercado biológico, iniciativa bem sucedida e que terá periodicidade mensal. Um mercado de futuro.
Ao mesmo tempo, o outro mercado, o principal, o permanente, espaço aliás onde estas e outras iniciativas poderiam decorrer, continua vergonhosamente a parecer espécie de outro tempo, do tempo dos mercados de escravos.

- Na última Assembleia Municipal falou-se do tema hortas sociais ou comunitárias, reconhecendo finalmente o presidente de Câmara que a proposta que no PS apresentámos já várias vezes é uma questão pertinente e "a estudar"... que é coisa que normalmente em Tomar significa, fazer coisa nenhuma.
Entretanto, notícia n´O Mirante de mais um concelho no distrito que avança com a ideia e com muita procura. Curiosamente um concelho liderado pelo PSD.