- Entre sexta e sábado em Tomar, passaram por mim em momentos diferentes, 3 pessoas a chorar na rua. E numa pastelaria/padaria nabantina onde doravante me esforçarei para entrar pouco, assisti a uma envergonhada idosa pedir pão duro, e ser-lhe recusado com muita antipatia e arrogância.
O mundo é um lugar estranho.
- A concelhia socialista de Santarém, aprovou também por unanimidade, Idália Serrão como candidata à capital do distrito. Depois do desvario despesista e sem nexo dos últimos dois mandatos do PSD de Moita Flores, são boas notícias para Santarém.
- Entretanto, para quem não pode estar presente, é sempre bom de ler o discurso de Anabela Freitas, a candidata socialista a presidente da Câmara M. de Tomar. Mudança é para já o mote geral, e é com todas as evidências, aquilo que os tomarenses que acreditam na necessidade de futuro, mais sentem ser necessário para a sua terra. (ler aqui)
- A Palestina foi finalmente aprovada como membro observador da ONU. É para já algo pouco mais que simbólico. Mas há questões simbólicas muito importantes, e este é um grande passo para a paz num dos mais antigos tabuleiros de xadrez da guerra e das forças que se digladiam no mundo.
- O Foral de Tomar foi concedido há 850 anos por Gualdim Pais. A ler no vamos por aqui.
- "Provedor de Justiça aconselha cidadãos a recorrer aos tribunais face à colocação de portagens na A13", a mais pequena e estúpida autoestrada do país e que, claro, tinha que estar às portas de Tomar. O provedor mostrou mesmo "repúdio pela forma como foram introduzidas taxas de portagem na subconcessão Pinhal Interior". A ler tudo na Hertz.
- Foi o congresso do BE, agora o do PCP, a demonstrar que o seu grande adversário é o PS. Não falam de outra coisa. Mas depois acreditam ou querem fazer acreditar na fantasia de que possa ser possível um governo de esquerda sem o PS.
Eu acredito em coligações e gostaria de ver um governo de coligação de esquerda no país (como não me importava de o ver no município de Tomar).
Infelizmente nunca foi possível nem acredito que o seja nos anos mais próximos, porque BE e PCP acreditam apenas no protesto, e esse é um dos problemas do sistema político do nosso país.
E óbvia e felizmente, para PCP e BE, o discurso e acção do PS, sendo o grande partido da esquerda moderna e democrática, nunca será suficientemente radical e estará sempre à sua direita.
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domingo, dezembro 02, 2012
terça-feira, fevereiro 21, 2012
a impossível ubiquidade política de Relvas e o populismo do PCP
| O que se descobre na net! Eu e Miguel Relvas, autárquicas de 2009, debate de cabeças de lista à AMT na rádio Hertz |
Foi Manuel Martins (que desconheço, bem como ao seu trabalho político) quem o confirmou à rádio Hertz.
Apesar de certos nos fundamentos - Miguel Relvas perdeu a legitimidade para poder ser o líder da AMT e como tal, primeiro representante do povo de Tomar - a pressa populista da CDU, querendo dar nas vistas isoladamente, torna totalmente inconsequente esta matéria.
E porquê:
- Previamente, logo a questão de ser a comissão de saúde a liderar o assunto é um disparate. A comissão tem como o próprio nome indica, a missão de em nome da AMT tratar dos assuntos relacionados com a saúde no concelho. Nada mais.
- O presidente da Assembleia não pode ser destituído solitariamente, mas sim toda a mesa;
- Para que tal aconteça é preciso que o mesmo esteja em ponto próprio da ordem de trabalhos, o que não acontece na reunião agendada para sexta. Ou seja, tem que ser agendado em conferência de líderes, ou aprovada a sua introdução na própria reunião por maioria de dois terços dos deputados;
- É irresponsável destituir a mesa da AMT sem previamente ponderar na que a venha a substituir e em quem a venha a liderar, concretamente, quem quer e pode ocupar o lugar de Miguel Relvas;
- Para que tal aconteça, mais uma vez é preciso uma maioria dos deputados municipais.
Ou seja, apesar de em relação à continuidade do desempenho do cargo por Miguel Relvas, a CDU pensar o mesmo que a generalidade dos deputados municipais, eu incluído, e incluindo também muitos do PSD que naturalmente não o expressam publicamente, se a CDU quisesse de facto que o assunto fosse seriamente abordado, não o teria tornado público sem uma conversa prévia entre as várias forças políticas, precisamente como forma de resolver os vários pontos que enumerei.
Logo, é certo que dificilmente Miguel Relvas poderá desempenhar o cargo até ao final do mandato. E o mais correto até seria que o próprio o reconhecesse. Como acho difícil que isso aconteça, será provavelmente a AMT a ditar a sua saída mas isso, seguramente, não acontecerá na próxima sexta.
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quarta-feira, maio 25, 2011
campanha aos tiros... nos pés
A sério que não me lembro de uma campanha tão atípica em gaffes, disparates e coisas estranhas. Não, não vou falar dos paquistaneses no comício do PS... esta malta não aprende!
Estou a falar sim das últimas, as de ontem.
Primeiro Passos Coelho, que do alto do púlpito diz que por ser economista e porque nunca faliu nenhuma das empresas de que foi administrador, tem o que é necessário para governar o país... pronto, vá, tentem não se rir.
A verdade é que se fosse Sócrates ou alguém do PS, hoje tínhamos nos jornais a lista dessas empresas (e se neste caso se justificava compleamente, já para o PS vão-se buscar normalmente as coisas mais mirabolantes e descontextualizadas) para que todos os portugueses pudessem então admirar essas qualidades de administrador que Passos Coelho proclama....
Depois, a CDU que continua cristalizada no tempo do PREC e por isso julga que murais e frases de ordem grafitadas em património é forma de fazer campanha. E em vez de admitir o erro o que faz Jerómino de Sousa? Faz-se de vítima perante o protesto dos estudantes e, do fundo da sua cassete comunista grita que ninguém cala a CDU.
Atacar os estudantes... sim senhor, parece-me inteligente!
Mas o que passa com o PCP, a sua tão conhecida capacidade de controle de grupos resume-se agora a sindicatos? Já não têm mão nas Associações de Estudantes? Porque será?
Estou a falar sim das últimas, as de ontem.
Primeiro Passos Coelho, que do alto do púlpito diz que por ser economista e porque nunca faliu nenhuma das empresas de que foi administrador, tem o que é necessário para governar o país... pronto, vá, tentem não se rir.
A verdade é que se fosse Sócrates ou alguém do PS, hoje tínhamos nos jornais a lista dessas empresas (e se neste caso se justificava compleamente, já para o PS vão-se buscar normalmente as coisas mais mirabolantes e descontextualizadas) para que todos os portugueses pudessem então admirar essas qualidades de administrador que Passos Coelho proclama....
Depois, a CDU que continua cristalizada no tempo do PREC e por isso julga que murais e frases de ordem grafitadas em património é forma de fazer campanha. E em vez de admitir o erro o que faz Jerómino de Sousa? Faz-se de vítima perante o protesto dos estudantes e, do fundo da sua cassete comunista grita que ninguém cala a CDU.
Atacar os estudantes... sim senhor, parece-me inteligente!
Mas o que passa com o PCP, a sua tão conhecida capacidade de controle de grupos resume-se agora a sindicatos? Já não têm mão nas Associações de Estudantes? Porque será?
sexta-feira, maio 21, 2010
censura
O PCP está por este momento na Assembleia da República a apresentar uma moção de censura ao Governo.
Portanto, se a coisa passasse, daqui por umas semanas teríamos eleições outra vez, com todas as implicações na estabilidade política, social, e dado à conjectura instalada, com fortes implicações na economia.
É aquele tipo de coisas que só quem nunca assume responsabilidades, quem sempre é do contra, quem é sectário, quem se isola nesse pequeno grupo de atitudes que nada contribuem para a generalidade dos demais, a que em política os comunistas portugueses sempre habituaram o país, e que socialmente se revela também em algumas pessoas por aí.
É por essa mesma razão que merecem censura sim, esses mesmos que essa filosofia praticam; socialmente aqueles que assim isolados unicamente no contra, são por quase todos ignorados ou lembrados apenas como pitorescos; e no caso dos partidos, é por isso mesmo que o PCP nunca deixará de ser residual, e caminhando sempre para a auto-extinção, tão gradual quanto a esperança de vida dos últimos resistentes, paradoxalmente numa espécie de orgulhosamente sós.
Portanto, se a coisa passasse, daqui por umas semanas teríamos eleições outra vez, com todas as implicações na estabilidade política, social, e dado à conjectura instalada, com fortes implicações na economia.
É aquele tipo de coisas que só quem nunca assume responsabilidades, quem sempre é do contra, quem é sectário, quem se isola nesse pequeno grupo de atitudes que nada contribuem para a generalidade dos demais, a que em política os comunistas portugueses sempre habituaram o país, e que socialmente se revela também em algumas pessoas por aí.
É por essa mesma razão que merecem censura sim, esses mesmos que essa filosofia praticam; socialmente aqueles que assim isolados unicamente no contra, são por quase todos ignorados ou lembrados apenas como pitorescos; e no caso dos partidos, é por isso mesmo que o PCP nunca deixará de ser residual, e caminhando sempre para a auto-extinção, tão gradual quanto a esperança de vida dos últimos resistentes, paradoxalmente numa espécie de orgulhosamente sós.
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