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terça-feira, novembro 27, 2012

é que é uma lata!











Eu nem sou grande consumidor de Coca-cola, mas com o Convento de Cristo estilizado de lado, a coisa fica mais cool.


A outra lata, e o resto da notícia n'O Templário.

terça-feira, abril 17, 2012

curtas

Manifestação do passado domingo, foto d'O Templário
- Este domingo aconteceu mais uma manifestação em defesa do hospital de Tomar. Uma das coisas mais interessantes de se ver e por lá muito comentada, foi o síndrome de "Olívia patroa, Olívia costureira" de Carlos Carrão.
Ora é vê-lo como vice-presidente da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo a ser a favor da restruturação, ora é vê-lo como presidente do povo em manifestações a ser contra e a bater palmas contra os que aprovaram, ora é vê-lo na televisão como presidente de câmara sem saber se há-de ser contra ou a favor porque nunca se sabe bem quem está a ver...

- Sou só eu, ou mais alguém não percebe bem o que aconteceu na última edição do jornal cidade de Tomar?
Num primeiro momento apetecia-me comentar algo que é claramente estranho, mas como aquilo me parece que ter corrido tão mal ao entrevistado, não vale a pena estar a pôr mais achas... aquelas 5 páginas já dizem tudo.

- Pela positiva, esta semana no mesmo jornal, a excelente reportagem sobre o Festival Bons Sons (aquele que mostra à cidade e às instituições públicas como se faz bem feito) e o seu importante impacto na economia local.
Sim, este ano é ano de Bons Sons! Marquem nas agendas: 16 a 19 de Agosto.

- As obras junto ao castelo Templário de Tomar e ao seu alambor destruído pela incúria recomeçaram. É um tema que muito me toca e que a todos devia tocar, embora esteja visto que não. Aliás, está mais que visto que a generalidade dos tomarenses parece não se preocupar com nada do seu concelho.
Seja como for, de obras e alambor falando, já o fez António Rebelo no seu tomaradianteira e não é preciso por agora acrescentar mais nada. Leiam.

- O vereador Luís Ferreira levou na passada semana a reunião de câmara a preocupação com o possível encerramento do quartel de Tomar, tal como eu de passagem também já uma ou outra vez referi aqui e noutros espaços.
Além dos argumentos todos que o Luís refere, a mim enquanto nabantino preocupa-me essencialmente que a câmara de Tomar tenha a capacidade de antecipar aquela que quando acontecer será uma causa perdida, e saiba ao menos acautelar a utilização daquele espaço, que pode ter ínfimas possibilidades, no melhor interesse de Tomar e dos tomarenses. (Tal como a CM de Santarém soube fazer).
Claro que, capacidade de antecipação, planeamento, estratégia, bom senso, etc, - tudo o que é preciso neste e noutro tipos de situações - já nós sabemos que esta câmara não tem nem vai ter.

segunda-feira, novembro 07, 2011

só é derrotado quem desiste...

foto d'O Templário
Tenho muita pena pelos trabalhadores da empresa, mas ainda bem que entrou em insolvência, é graças a isso e não ao bom senso dos políticos "responsáveis" que estão as "obras na envolvente do Convento de Cristo em risco de pararem", como informa O Templário.


Ou seja, com tempo talvez ainda seja possível salvar o alambor e dotar aquele espaço de obra mais dignificante e inteligente. Se eu fosse crente até diria que deus escreve direito por linhas tortas, mas como falamos do Convento de Cristo digo: graças aos deuses.

Entretanto a petição online que conta atualmente com mais de 2100 assinaturas continua aí à distância de um clique.

sexta-feira, setembro 09, 2011

alambor

Debate sobre o tema hoje entre as 21h e as 22h na rádio Hertz.

Amanhã às 13h (a hora escolhida é má) manifestação junto à fachada norte do Convento de Cristo.
(Em princípio estarei presente, mas ainda não decidi com certeza, está a custar-me faltar ao Congresso do PS que hoje se inicia em Braga, logo aquele em que António José Seguro aparece finalmente como Secretário Geral)

Entretanto a petíção continua a bom ritmo, quase nas 900 pessoas: http://www.peticaopublica.com/?pi=THOMAR1

segunda-feira, setembro 05, 2011

a minh'alma está parva

foto rádio Hertz
Querem ver que a direção do PSD de Tomar está a começar a ganhar juízo? Ou estará apenas a fazer o que eu sempre disse que faria que é, progressivamente ir dizendo, cada vez mais, que não tem nada a ver com o "PSD da Câmara"?

Bom, seja como for, eu ainda não tive acesso ao texto completo do comunicado que foi divulgado pela concelhia local do PSD relativo à destruição do alambor do Castelo Templário de Tomar (era altura de terem um site mais atualizado), mas por aquilo que é possível ler nos excertos disponíveis no site da rádio Hertz, bato palmas.
Bem escrito, o que não é a questão essencial mas ajuda, e mais importante, a tocar nas teclas certas. Agora para que fosse perfeito, era que fizessem a dança corresponder à música...

Entretanto, além da petição que segue em força, há também a marcação de uma manifestação pacífica para sábado dia 10 às 13h junto à fachada norte do Convento de Cristo.

Pedras e pedregulhos

artigo publicado no jornal Cidade de Tomar de 2 de Setembro.

Pedras Tomar tem muitas e muitas delas importantes. Como em todas as terras com passado é natural que sempre que se abre um buraco apareçam algumas. Pedregulhos também temos, e alguns ocupam lugares importantes.
Às vezes as pedras acabam por colocar mais à evidência os pedregulhos. Estamos a viver um desses momentos, a destruição de parte do alambor do Castelo de Templário.
Noutra terra ou com outros governantes o que se passou seria para todos da maior gravidade e rapidamente os responsáveis públicos e políticos viriam a público exigir a reposição do mal feito e tomariam todas as medidas nesse sentido. É senso comum que quem não respeita e defende o seu passado põe em causa o seu futuro!

Mas estamos em Tomar e os governantes que temos são quem são. As declarações que ouvi ao Presidente de Câmara Corvêlo de Sousa a uma das rádios locais (penso que à Hertz), são merecedoras dos mais infelizes e ofensivos adjectivos, e que só por economia de palavras me escuso a elencar.
Pelo meio dessas afirmações dizia que “não houve crime contra o património”. Bom, criminoso é um Presidente de Câmara ser capaz de fazer tal depoimento. Somos mesmo uma terra azarada! Noutras, os autarcas defendem até além do possível e muitas vezes sensato o que é seu, a sua terra, as suas gentes, o seu património… em Tomar, particularmente os dois últimos presidentes de câmara e outros autarcas e responsáveis públicos que as estes se juntam, são os primeiros a colocar-se contra os nossos interesses, muitas vezes por desleixo, omissão ou inacção – tantos são os casos – mas outras como no caso, deliberadamente!
O Presidente de Câmara e todos os que o apoiam colocaram-se ao lado da incúria da empresa, assumindo para si próprios esse acto criminoso. É vergonhoso o que se passa em Tomar e a ligeireza com que estas matérias são tratadas e chega a ser confrangedor a pedantice bacoca com que alguns se colocam de alto a olhar para os “pategos que querem defender umas pedras”. A ignorância realmente não escolhe idades, formações académicas ou funções profissionais, e há por aí muita ignorância diplomada!

E depois como se fosse a coisa mais normal do mundo diz-se: ah, não tem problema nenhum, naquele sítio onde se destruiu o alambor vamos construir um muro…
Claro, no fim de contas aquilo são só umas pedras enterradas há umas centenas de anos… E se umas pedras são só umas pedras, então uma parede é só uma parede, uma porta é uma porta e uma janela apenas isso – porque não começamos a substituir tudo? Podíamos começar pelo edifício sede do Município de Tomar, está visto que só serve para fazer despesa e cometer atrocidades!

Na cidade de Tomar tem-se ao longo dos últimos anos descaracterizado muito além do limite do bom gosto, da inteligência ou mesmo da racionalidade económica. Tomar era e ainda é uma cidade bonita, mas cada vez mais cheia de plásticas e cosméticas mal amanhadas, a fazer lembrar aquelas “personalidades” das revistas cor-de-rosa, de quem já não sabemos dizer a idade ou sequer o género.
Não é apenas a “cidade nova” que está repleta de edifícios “cinzentos”, sem alma ou estética, condicionados ao mais fácil e mais barato da lei do cimento. É também a “cidade velha” com as ruas cheias de granito que até há um par de anos nunca lá tinha morado, é a calçada horrível da Corredoura, são as cruzes dos Templários que quase desapareceram da calçada da cidade, é a margem do rio com muralhas de betão junto à ponte velha, são os ornamentozinhos e os floreados copiados a qualquer outra cidade que enchem as ruas, e tanto mais.
Agora, essa descaracterização chegou e de forma bem mais grave, lá acima do monte bem à beira do nosso Castelo Templário.

E não venham com as desculpas do costume que a culpa é de outros e a Câmara não pode fazer nada. O IGESPAR até pode ter responsabilidade por desleixo, por falta de fiscalização. Mas a responsabilidade direta é do dono da obra e esse é o Município de Tomar gerido por uma Câmara de seis vereadores e um presidente chamado Corvêlo de Sousa.
É tempo de dizer basta, que quase nada se faça é o que vamos todos uns mais que outros aceitando, como se um simples encolher de ombros bastasse para apagar todos os males. Mas que o pouco que se faz seja mal feito e a destruir o que nos chegou de herança patrimonial e sentimental não pode ser tolerado. É preciso dizer a quem tem por mais que recuse a obrigação de ouvir, que basta, que chega, que assim não pode ser. É preciso gritar-lhes porque com bons modos está visto que não entra lá nada, que Tomar não é deles nem está ao seu belo prazer só porque ganharam umas eleições. No fim da linha, a responsabilidade é de todos nós. Dos que gritam e dos que calam.

Corre na internet uma petição, com valor legal, que exige a reposição do alambor do Castelo Templário (http://www.peticaopublica.com/?pi=THOMAR1). Assine e divulgue por favor.
É preciso mostrar a quem tem responsabilidades que se não têm vergonha há quem tenha por eles!

quarta-feira, agosto 31, 2011

the rolling stones in the castle

Pelo menos a coisa já mexe, as informações e os vários atores contradizem-se entre si e contradizem o que antes disseram, e até o Secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, se apressou a vir a Tomar. Uma iniciativa que se louva, não só porque mostra uma rapidez de atuação infelizmente pouco praticada por margens nabantinas, e também porque se sabe que a iniciativa partiu de si e não da Câmara de Tomar, cuja atitude essa é sempre a do "não se passa nada", "não aconteceu nada", "isto são palermices de malta sem nada para fazer".
- Foram 2 ou 3 pedras disse várias vezes o Presidente de Câmara nas declarações que ouvi na rádio Hertz!

Bom, diz-se agora que o alambor vai ser reposto. É o minímo exigível, embora a realidade do local não indicie isso, realidade essa que curiosamente o Secretário de Estado afinal não visitou. Há quem prefira acreditar, quando podia ver.
Por tudo isso e mais que não digo, pelo sim pelo não, que de promessas está o inferno cheio, o melhor é continuar a assinar e divulgar a petição que exige precisamente a reposição do alambor do Castelo Templário de Tomar, não vá quem de direito achar que a malta já está convencida e pronta para esquecer o assunto. (http://www.peticaopublica.com/?pi=THOMAR1)


Afinal, mais uma vez se mostra que se não forem certos movimentos cívicos (para coisas concretas e próximas de nós) algumas instituições públicas estão-se nas tintas.

segunda-feira, agosto 29, 2011

todos somos precisos

foto do blogue "Tomar a Dianteira"
...para proteger aquilo que quem com responsabilidade direta não protege. E não só não protege como desvaloriza, e mente ao fazê-lo.

O Património não é de meia dúzia de auto-iluminados, é daqueles que o construiram e cuja memória devemos honrar, é daqueles que o vivem e o respeitam, e é sobretudo daqueles que ainda nem nasceram.
Assinem e divulguem por favor!!

«Petição em defesa, salvaguarda e reabilitação do Alambor Primitivo Norte (Séc. XII) do Castelo Templário de Tomar»
http://www.peticaopublica.com/?pi=THOMAR1


(petição iniciada pelo blogue SIGILLUM MILITUM CHRISTI)

quarta-feira, agosto 10, 2011

ontem, já era tarde

"Mata dos Sete Montes dá acesso ao Convento de Cristo", noticia O Mirante Online.

(...) "Este caminho é sugerido pela autarquia como alternativa às calçadas de Santiago e Santo André, que estão condicionadas devido às obras em curso na envolvente do convento." (...)

Pois, com obras ou sem obras, o que nunca fez qualquer sentido (como eu e outros muitas vezes dissemos) é que a Mata não fosse um acesso regular ao Castelo Templário/Convento de Cristo.
E lembram-se disso agora que as obras vão a meio?!


sexta-feira, março 11, 2011

Convento de Cristo...

"...é o quinto monumento mais visitado" do país, noticia O Templário Online

Pena é que não se note na cidade...

.

sexta-feira, abril 09, 2010

intangibilidades

Hoje que, com a escolha do mordomo se dará o pontapé de saída para a próxima Festa dos Tabuleiros, é um bom dia para falar de património intangível, e da sua intangibilidade tanto em Tomar como genericamente no País.

Quando já se fala numa eventual candidatura da Festa dos Tabuleiros a tal designação é importante, sem a emoção que ofusca a razão com que por vezes (ou muitas) se discute a festa, ou a falta de conhecimento sobre as matérias que também abunda, perceber do que se fala, quais as vantagens e desvantagens, e o que fazer para poder ambicionar lá chegar.

Para tal é desde logo importante perceber que, em Portugal não existe nenhuma atribuição dessa designação embora já várias tenham sido tentadas. O que é que falhou? Bom, esse é um bom ponto de partida para analisar a coisa com profissionalismo, e perceber que quando se quer levar a cultura e o património, e o espectável turismo a sério, é preciso que nem se caia no amadorismo bacoco e inconsequente, nem na catedra pretensiosa e compremetida apenas com o soldo do projecto.
Fica o dado de que, embora se falem noutros, o processo que está aparentemente mais avançado e com possibilidades de vir a ser o primeiro aprovado para o nosso país, será a candidatura do Fado.
Diga-se ainda que os campeões de património intangível registado são a China com 29 elementos e o Japão com 16. A nossa vizinha Espanha já tem 4.

Embora trabalho básico de pesquisa para um paper académico que estou a preparar, deixo aqui para meu registo, mas também para todos os que quiserem ler e saber mais, alguns links sobre o assunto:
O que é o Património Intangível, a Convenção de 2003 que cria essa designação como uma das facetas do Património Mundial (World Heritage), os domínios em que podem ser apresentadas candidaturas, entre várias outras questões, podem ser encontradas aqui.

Também a lista completa dos 90 elementos já constantes como Património Intangível Mundial e alguns exemplos por mim escolhidos:
Samba de roda do Recôncavo da Baía (Brasil); Tango (Argentina e Uruguai); Royal Ballet (Cambodja) (2ª foto ilustrativa); Canto polifónico dos Pigmeus Aka (República Centro-Africana); vivência cultural da praça Jemaa el-Fna de Marraquexe (Marrocos) (3ª foto ilustrativa); Timbila dos Chopi (Moçambique);

e ainda:
Descrição sucinta das fases de candidatura; Formulário a ser apresentado pelo país com património candidato; guias gerais de implementação da Convenção do Património Mundial (que inclui entre mais, os critérios de selecção) e algumas notícias da Unesco sobre património intangível.

Nota à margem: Não deixa de ser revelador que os links no site da UNESCO para o Convento de Cristo e Castelo Templário não funcionem.

domingo, dezembro 27, 2009

boas limpezas

Sessões fotográficas da Playboy são forma de limpar monumentos culturais portugueses...

- a "notícia" já tens uns meses mas parece-me agora pertinente perguntar: também tratam de janelas?




(para os que não são de Tomar ou andam mais distraídos, brinca-se aqui com a questão que, não começando por aí, se resume a isto: deve ou não a janela do capítulo ser limpa?)

sábado, dezembro 19, 2009

janelas e limpezas 2

E ao fim da terceira semana de "notícias", um jornal (O Templário) fez o que lhe competia, apurar os factos junto das entidades competentes.
Estou naturalmente ("naturalmente" para os tomarenses que leiem jornais e blogues...) a falar do caso da (eventual, suposta, imaginada, limpeza, má limpeza - não sei bem como adjectivar) Janela do Capítulo. Justiça seja feita a'O Templário, que a semana passada nada publicou sobre o assunto e agora fez o trabalho correcto. O Cidade de Tomar pelo contrário, três tiros...

Mas já agora, relativamente à janela e a todo o o monumento:
que precisa da vigilância, do respeito, e do sentido de pertença por parte dos tomarenses - precisa;
que precisa de cuidado e conservação - precisa;
que a janela - como símbolo maior de todo o monumento e do(s) simbolismo(s) que encerra, como um dos maiores se o maior não for elemento iconagráfico que a Tomar identifica e daí, como grande elemento de marketing (que não pode ser ignorado nos tempos que correm) da nossa sobrevivência colectiva - precisa de limpeza, precisa! Como é que ela se faz aliando isso à memória e à conservação, não sei, tenho umas luzes mas não sou técnico. Mas há muito quem saiba. E sobre questões técnicas devem decidir quem tem obrigação de saber, os técnicos.

segunda-feira, dezembro 07, 2009

janelas e limpezas

Anda por aí na "net local", nos blogues e email's, e a divulgação chegou até pelos jornais locais esta semana, um abaixo assinado penso eu originado no Tomar a dianteira, a propor dito assim de forma simples, a não limpeza da Janela do Capítulo.
Ora, eu por norma não sou muito de alinhar nestas coisas, ou não fosse o meu email quase diariamente assaltado com este tipo de iniciativas, muitas delas que nada têm que ver com os propósitos que anunciam, outras que estão já desfasadas no tempo, sendo ecos que perduram no vácuo infinito e de pouco controle da world wide web.

Não é aqui o caso, até porque o objecto e os proponentes nos são próximos e concretos, e a vontade de intervir sobre a comunidade ou aspectos particulares da mesma é sempre de aplaudir e incentivar.
Há contudo nesta iniciativa algo que me inquieta, talvez por na fugacidade com que me tem sido possível inteirar dos assuntos (e deixo bem vincada essa ressalva), não tenha chegado com profundidade aos mesmos. Mas ainda assim pergunto:
Há a certeza de existir a intenção de "lavar" a janela? Alguma entidade oficial foi contactada para esclarecer o assunto?

E como em tudo, a responsabilidade sobre algo é tão maior conforme o poder, o conhecimento, ou a missão que se tem. Neste caso, ao menos o poder e a missão têm-no a comunicação social, e ou folheei mesmo muito depressa os jornais esta semana (fica também essa salvaguarda!), ou de facto neles vi apenas a transcrição do dito abaixo assinado e dos seus proponentes, mas não vi nenhuma declaração da directora do Convento, nem notícia do mesmo, ou na impossibilidade desta, de iguais intentos junto do IGESPAR.
E sendo assim, eu e qualquer cidadão podemos perguntar lendo essa notícia assim coxa, "vem isto a propósito de quê"?

terça-feira, abril 21, 2009

de Tomar para o mundo

O excelente novo site do Convento de Cristo, lançado no passado chuvoso sábado nesse esotérico lugar ancestral razão de existência da nossa urbe, integrado nas comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, numa parceria elogiar entre o monumento património mundial e o Instituto Politécnico de Tomar, algo que a Câmara de Tomar infelizmente, não tem sabido fazer, com claras perdas para a edilidade.

segunda-feira, agosto 04, 2008

O Codex 632

O verão, a praia, o calor que inibe alguns pensamentos mais profundos, são estímulos propícios a leituras um pouco mais leves que o habitual, e O Codex 632 de José Rodrigues dos Santos, cabendo nesse formato, foi companhia de areia e espreguiçadeira de piscina nestes últimos dias. Leve no conteúdo (ainda que com passagens dignas da melhor literatura) mas um pesado calhamaço cujas quinhentas e muitas páginas há tempo o faziam descer na lista de espera das minhas leituras prometidas, por esse volume pouco se coadunar com as diárias viagens de comboio do último ano.
O romance que se desenrola em torno da polémica nacionalidade de Colombo (esse Cristóvão meu antepassado :))), acaba por ter em Tomar, ainda em passagem fugaz, um palco decisivo para a história. Aqui ficam alguns curtos trechos aí usados para descrever esta terra que em tempos foi, camuflado centro decisor dum império.

"O permanente arrulhar dos pombos enchia a Praça da República de uma musicalidade gorgulhante; eram pássaros gordos, bem alimentados, a debicarem pela calçada e a esvoaçarem em saltos, adejando de um lado para o outro, enchendo os telhados, cobrindo as pequenas saliências nas fachadas, pendurando-se na estátua de D. Gualdim Pais, a enorme figura de bronze erguida no ponto central do largo.
(…) apreciando o elegante edifício dos Paços do Concelho de Tomar e todo o terreiro central até prender a sua atenção na original igreja gótica à direita, era a igreja de São João Baptista; a fachada branca do santuário ostentava um elegante portal manuelino, muito trabalhado, rematado, por um coruchéu octogonal; sobre a igreja impunha-se a vizinha torre sineira amarelo-torrada, um imponente campanário cor de terra que ostentava com orgulho um trio simbólico por baixo dos sinos, reconheciam-se ali o brasão real, a esfera armilar e a cruz da Ordem de Cristo.

(…) tratava-se de um espaço abrigado por entre árvores e dominado pela maciça Torre de Menagem, que se destacava por trás das altas muralhas do castelo templário, enormes muros de pedra recortados no céu azul pelo rendilhado das ameias. Deixaram o automóvel à sombra de uns pinheiros altos e seguiram pelo chão empedrado que circundava as muralhas da torre, a Alcáçova, em direcção à imponente Porta do Sol; deu-lhes, por momentos, a impressão de terem retornado à Idade Média, a um tempo rústico, simples, perdido na memória dos séculos e do qual só restavam aquelas orgulhosas ruínas. Um rude muro dentado por sólidas ameias estendia-se à esquerda, bordejando o caminho e delimitando a floresta densa; as folhas das árvores agitam-se ao vento pela encosta do monte, os galhos pareciam dançar ao ritmo de uma suave melodia natural, embalados talvez pelo animado zinzilular das recém-chegadas andorinhas e pelo permanente trinar dos alegres rouxinóis, aos quais respondiam as cigarras com agudos ziziares e as abelhas por com um azoinar laborioso, gulosas em torno das flores coloridas que espreitavam pela verdura. O lado direito do caminho quedava-se num silêncio seco, vazio, por essa banda apenas se elevava uma árida encosta de pedras, no topo das quais imperava o castelo, qual o senhor feudal, altivo e arrogante.

(…) Cruzaram a magnífica Porta do Sol e desembocaram na Praça de Armas, um vasto espaço com um belo jardim geométrico à esquerda, sobranceiro ao vale. Viam-se por ali sebes moldadas em meias-esferas, arbustos por aparar, ciprestes altos e esguios, plátanos, canteiros de flores.
(…) as muralhas à direita e as estruturas medievais em frente, dominadas pela escadaria e pelo enorme bloco cilíndrico da magnífica Charola, com o seu ar de fortaleza românica, a fachada marcada pelos maciços contrafortes dos vértices que alcançavam os telhados, a cobertura rematada por merlões quinhentistas e a torre sineira a coroar toda a estrutura; do outro lado do complexo destacavam-se as compactas paredes exteriores do Grande Claustro e, por trás de um gigantesco plátano que sobre o convento lançava a sua protectora sombra, as ruínas incompleta da Casa do Capítulo.

(…) Afinal de contas, vive em Tomar, no alto destas misteriosas muralhas medievais, o espírito puro do Santo Graal, a enigmática alma esotérica que encarnou a formação de Portugal e orientou a gesta dos Descobrimentos.”

terça-feira, julho 17, 2007

Espantosa habilidade... II

Para que não digam que sou sempre eu, eis a opinião de Jorge Ferreira do TomarPartido (excelente blogue, ainda que discordando de uma ou outra opinião por razões ideologicamente óbvias) num post sobre as 7 (pseudo) maravilhas e Tomar.

"... É verdadeiramente espantosa a exclusão do Convento.
Quem vive ou trabalha em Tomar sabe bem como o facto de a cidade ter um monumento desta envergadura não é suficientemente valorizado pelas instituições locais, com a autarquia à cabeça. Obras de restauro que se eternizam, partes do moonumento vedadas ao público, falta de roteiros para o Convento, até de sinalética urbana a condizer, sente-se em geral uma falta de valorização, que tem, como é óbvio, consequências económicas, turísticas e culturais para a cidade e para a comunidade tomarenses. E é pena. Nos locais classificados como património mundial por onde tenho passado e basta ir aqui à vizinha Espanha, a atitude é toda outra.
Face à escolha destas maravilhas de Portugal e sendo certo que essa escolha vale o que vale e é o que é, compete perguntar: o que se fez em Tomar para promover o monumento? O que fizeram Camara Municipal e as outras instituições locais para promover a escolha do Convento? Organizou-se algum grupo de trabalho para o efeito? Se sim, que acções concretas foram desenvolvidas? E nesse caso, por que falharam? Será que houve ao menos uma preocupação com o assunto? Parece que não mas aguardo informação de quem de direito. Compete perguntar: por que razão o Presidente da Camara Municipal de Tomar se declarou não surpreendido pela exclusão do Convento (que lhe competia promover) das escolhas finais? Será que já esperava porque sabia que nada foi feito a sério para que o resultado tivesse sido outro, como o monumento e Tomar mereciam? ...
Já agora e senão fôr pedir muito, será que a Camara Municipal pode começar a pensar em criar um sítio na internet, hoje por hoje um meio indispensável de fazer o que quer que seja?"

Relembro que o PS levou o assunto a reunião de Câmara e que depois disso, e tão apenas, houve alguma divulgação local através dos meios de propaganda camarária (agenda, um ou outro outdoor, e um ou dois anúncios nos jornais locais).

domingo, julho 01, 2007

Ainda tem 4 dias!

... para votar no Convento de Cristo para as 7 Maravilhas de Portugal.
Está à espera de quê? A votação termina a 5 de Julho.

Visita virtual ao Convento de Cristo. (vale a pena ver!)

quinta-feira, abril 12, 2007

No próximo domingo...

... depois das 11 da manhã, falar sobre o Convento de Cristo é na TSF.

e a propósito já votou?

é aqui e não custa nada. (http://www.7maravilhas.sapo.pt/registo.asp)