segunda-feira, dezembro 24, 2018
sexta-feira, março 23, 2018
Pós verdade e pós idiotas
Nem a propósito das recentes encrencas do fcbk, o meu artigo da edição de aniversário do jornal Cidade de Tomar, de 16 de março, e em resposta ao tema: a imprensa nos tempos das redes sociais.
Falar da imprensa nos tempos das redes sociais, é antes de mais sublinhar a importância da comunicação social séria. Já quando há década e meia frequentei o mestrado em Ciências da Comunicação, estes temas eram abordados com preocupação. Vivemos agora naquilo que os teóricos referem como o tempo da pós-verdade, uma vez que as opiniões públicas são inundadas com notícias falsas e manipulativas.
Sendo fenómeno global e nacional, podemos observá-lo ao nível local.
Entre muitos exemplos que poderíamos invocar no nosso universo nabantino, uns mais risíveis, outros profundamente sérios, uso este como exemplo: recentemente alguém pôs a circular uma história tão falsa como ridícula, alegando que a Presidente de Câmara teria sido agredida por uma cidadã, aquando da demolição de barracas numa zona na cidade, quando não só a Presidente não esteve no local como é público que nesse dia estava reunida com outros presidentes de câmara e um Secretário de Estado.
Mas há sempre quem partilhe, comente, faça as mais inflamadas afirmações, sem dedicar 30 segundo de inteligência ou mera sensatez a refletir, ou mesmo sem sequer ler aquilo que está a partilhar. A internet está inundada de disparates e flagrantes falsidades.
Ora, não podem as instituições e os seus responsáveis passar a vida a desmentir, corrigir estas situações, pelo enorme consumo de tempo que obrigaria, e porque seria até forma de valorizar esses terroristas da desinformação. E por isso, regra geral, ignora-se.
No nosso contexto nabantino, a exemplo de outras escalas, temos inclusivamente quem o faça de forma regular e persecutória, sendo o caso mais flagrante um blogue (Tomar na rede) na maioria fomentado por um ex diretor de um jornal (e ex funcionário da câmara, diga-se) que de forma sistemática manipula histórias para tentar atingir alguns políticos ou instituições, particularmente a nós na câmara e aos funcionários municipais.
Ora, nestes tempos, a comunicação social séria, com profissionais formados, com regras, com deontologia, com a obrigação de confirmar factos, de procurar contraditório, de sustentar afirmações, deve ser, antes de mais, o garante do pluralismo e do rigor da informação.
Ou não fosse desde o século XIX, por via da imprensa considerado o 4º poder (e muitas vezes tem sido o primeiro), precisamente como forma de vigilância e perscrutação sobre os poderes políticos (executivo e legislativo) e judicial, mas também como forma de atuação sobre a sociedade no seu todo.
E se assim for, estou certo, com adaptações naturais, a imprensa saberá manter-se pertinente e encontrar até novos públicos, da mesma forma que a rádio sobreviveu à televisão, e a televisão, com mudanças, saberá resistir à internet.
Mas começa por nós, consumidores. Na linha do que antes afirmei, da mesma forma que não aceitamos que qualquer pessoa nos arranque um dente, também não devemos aceitar que qualquer pessoa nos impinja “notícias”.
É responsabilidade de todos nós cidadãos livres, pensantes, com apego à verdade e liberdade com regras, sabermos a bem da cidadania e salubridade mental coletiva, ignorar e repudiar quem prevarica e, em casos mais gritantes e graves, denunciar.
Porque, como diria um amigo presidente de câmara do nosso distrito, idiotas sempre os houve, as redes sociais vieram dar-lhes amplitude de expressão – e é dever de todos nós diminuí-la, acrescento eu.
Aproveito esta missiva para desejar um excelente aniversário ao jornal Cidade de Tomar, e que seja cada vez mais um exemplo daquilo que referi sobre a comunicação social séria, desejo esse obrigatoriamente extensível a todos os profissionais e colaboradores que mantêm o jornal a cumprir a sua missão. Que o façam por muitos e bons anos!
terça-feira, setembro 19, 2017
Pedras no caminho certo?
artigo de opinião publicado no jornal Cidade de Tomar de 15 de setembro
Se defendo que quem governa não comenta, fui coerente
durante estes quatro anos em deixar de escrever opinião neste jornal. Agora, ao
menos uma vez e porque se avizinha novo momento de decisões importantes para a
nossa comunidade, sinto o dever de dizer algo.
Trabalhámos muito nestes 4 anos e com condições muito
difíceis, e propomo-nos a continuar a fazê-lo. E há muito trabalho pela frente.
Internamente, continuar a reduzir a dívida e restruturar
serviços, continuar a rever regulamentos e procedimentos, tendo sempre em vista
a simplificação administrativa e a facilidade de acesso e economia dos munícipes.
Continuar e aumentar a promoção do concelho no exterior a
vários níveis, aumentar e qualificar os eventos seja na cultura, no desporto ou
noutras áreas, para que a indústria do turismo continue a crescer de forma
sustentada, a criar postos de trabalho e a movimentar a economia local.
Rever os instrumentos de gestão do território que têm sido
castrantes para o desenvolvimento urbano e levar o novo PDM a discussão pública.
Continuar a apostar na reabilitação urbana e na requalificação de espaços da
cidade (e nas aldeias) como as avenidas de acesso à cidade ou a Várzea Grande
cujos projetos estão em andamento, ou a zona ribeirinha do Flecheiro após a
saída total de quem ali foi colocado há mais de 40 anos.
Sobre isso, muito se falou ao longo desses 40 anos mas até
este mandato, por iniciativa da Câmara nunca dali tinha saído uma família,
nunca tinha sido derrubada uma barraca. Hoje, das 230 pessoas que ali
encontrámos no início deste mandato, estão apenas cerca de 150 e vários
projetos em curso para retirar as restantes. (E não, apesar dessa mentira ter
pegado, nunca prometemos resolver o assunto em 100 dias).
Na área da habitação aliás, e depois do abandono a que os
bairros sociais estiveram durante anos, no trabalho conjunto com a freguesia
urbana foram reabilitadas e já entregues mais casas do que em qualquer outro
mandato autárquico. E, não interessa nada porque não podemos olhar a isso, mas
para que conste a verdade, ao contrário do que é dito, a maioria das famílias
que iniciou nova vida não é cigana.
Apesar da redução da dívida, e com esforço de rigor e
contenção, foi possível nestes 4 anos aumentar os apoios sociais, bem como os
apoios na área da educação. As associações de pais por exemplo, recebem hoje a
tempo e horas quando há 4 anos, existiam associações a quem o município devia
refeições e ATL’s há 9 meses!
Isso é o que se passa também com a generalidade dos
fornecedores que hoje recebem na casa dos 60 dias. Que diferença daquilo que
encontrámos! O município de Tomar voltou a ter crédito na praça, quando há 4
anos muito fornecedores já só com dinheiro à frente.
E apesar desse rigor e contenção, aumentou-se o apoio ao associativismo e mudaram-se as regras tendo pela primeira vez todas as associações podido candidatar-se independentemente da área em que funcionam.
Aumentaram-se (e muito!) as transferências para as juntas de freguesia, e sempre por acordos de execução, ou seja, com destino previamente acordado, ou que permitiu muito mais obra por todo o concelho, com rigor e transparência.
Resolveram-se problemas de anos, como a ponte do Carril, a estrada da Serra e várias outras, a obra do mercado, o parque infantil ribeirinho, e tanto mais – tudo saído do orçamento municipal sem 1 cêntimo de fundos comunitários!
E apesar desse rigor e contenção, aumentou-se o apoio ao associativismo e mudaram-se as regras tendo pela primeira vez todas as associações podido candidatar-se independentemente da área em que funcionam.
Aumentaram-se (e muito!) as transferências para as juntas de freguesia, e sempre por acordos de execução, ou seja, com destino previamente acordado, ou que permitiu muito mais obra por todo o concelho, com rigor e transparência.
Resolveram-se problemas de anos, como a ponte do Carril, a estrada da Serra e várias outras, a obra do mercado, o parque infantil ribeirinho, e tanto mais – tudo saído do orçamento municipal sem 1 cêntimo de fundos comunitários!
Cometemos erros, claro. Só quem não trabalha não erra. Particularmente
na fase inicial do mandato houve um ou outro que são bem conhecidos. Mas foram
resolvidos e servem de aprendizagem.
Não fizemos tudo o que gostaríamos de ter feito, nem ninguém
o conseguiria fazer, muito menos com o estado de coisas que encontramos. A dívida
sufocante (mais de 37 milhões); os 80 casos em tribunal; a desorganização dos
serviços; os veículos, dos bombeiros às obras passando pelos camiões do lixo, em
muitos casos a cair de podres.
Verdade por outro lado, é que tanto se inventou contra a
câmara nestes quatro anos. É percetível, incomodámos alguns instalados e um
certo sistema de hipocrisia social, mas não devemos ignorar e deve ser
combatido quem tente manipular ou condicionar a opinião pública com recurso a
mentiras ou meias verdades. E muito menos se forem pessoas que tenham ou já
tenham tido responsabilidades.
Algumas forças conservadoras que nunca conseguiram aceitar o
facto dos tomarenses terem preferido o Partido Socialista nas últimas eleições,
um ou outro com ambições de vir para o município como eleito ou como “convidado”,
um ou outro só porque gosta de ser do contra ou “dono da verdade”. Um ou outro
que é já problema de saúde mental.
Poucas vezes nestes 4 anos se discutiu na praça pública
política séria e com interesse para a comunidade e gestão municipal.
Inventaram-se histórias, discutiram-se minudências, ameaçaram-se pessoas por
não serem da mesma opinião. E neste fim
de campanha o que ainda estará para vir…
Quando se avalia o trabalho em termos da Presidente ou de algum
de nós ir ou não à missa, ou estar melhor ou pior vestido, está tudo dito sobre
como algumas pessoas ainda pensam sobre o que deve ser a avaliação do trabalho
dos políticos e daquilo que deve ser a comunidade.
Só que, apesar de tudo isso, não há qualquer dúvida de quem
é a liderança e a equipa melhor preparada para continuar este caminho, continuar
a trabalhar em conjunto cada vez mais com a generalidade das instituições,
combater um certo cinzentismo e bota abaixo militantes na comunidade, e ter
como agora se sente cada vez mais, uma comunidade que olha para o que une e não
para o que divide, uma comunidade que percebe que o fazemos juntos fazemos
melhor, uma comunidade que olha para os obstáculos com vontade de os resolver e
não de culpabilizar alguém por eles.
Por tudo isto, com pensamento sempre positivo e a olhar para
o lado certo da vida, apetece terminar este texto com aquela velha frase
popular: pedras no caminho? Apanhamo-las todas e ainda vamos fazer (mais) um
castelo!
E dia 1, a decisão é de todos e de cada um. Que ninguém
deixe de exercer o dever da escolha.
Hugo Cristóvão
Vereador
sexta-feira, dezembro 23, 2016
Boas Festas!!!
Esta época natalícia e de fim de ano dispõe-nos a
reflexões e ensejos.
Ainda assim, não querendo replicar o que anteriores vezes
em páginas deste jornal e noutros locais referi, e é já lugar comum, o natal
traz consigo também muito da hipocrisia e cinismo presentes em cada um de nós.
Não será estranho, bastará lembrarmos simbolicamente que uma das maiores
personagens da temporada, o pai natal, é no essencial um produto de marketing
da Coca-cola, muito distinto da lenda do turco São Nicolau que lhe deu
inspiração.
Acaba por, mesmo que sazonal ou romanceada, ser uma época
de aproximação. Entre as famílias, entre cada um de nós, e isso sempre será
motivo maior.
Como seja, relevante mesmo é que lembremos que mais que
dizer que “o natal é quando um homem quiser”, será sim que em todos os outros
364 dias do ano, existirá quem precise de ajuda, há uma comunidade em que nos
podemos empenhar, existirão causas, projetos, compromissos partilhados. Na
nossa rua, ou no outro lado do mundo.
Prefiro aliás focar-me nesse pressentido desconhecido, no
amanhã, e nos votos que um novo ano sempre nos traz. Que saibamos focarmo-nos,
despender as nossas energias naquilo que realmente releva. Que saibamos
afastarmo-nos do que costumo apelidar como aquelas pessoas "eucalipto” ou
as “buraco negro”, as que secam tudo à sua volta ou as que sugam toda a energia
e tudo em escuro transformam ao seu redor. Que saibamos tratarmo-nos com
elevação, com respeito, com dignidade, por mais que tenhamos nesta ou naquela
matéria pontos de vista ou opiniões diferentes.
Como bem disse o Papa Francisco, «Não há necessidade de
consultar um psicólogo para saber que quando denigre o outro é porque não
consegue crescer e precisa que o outro seja rebaixado para se sentir alguém.»
Saibamos mais que apontar dedos, dar as mãos. Queiramos ser, com sinceridade,
melhores indivíduos e melhores cidadãos. Saibamos fazê-lo em comunhão uns com
os outros, fazendo força naquilo que nos une. Porque no essencial, é uma bênção
estarmos vivos. Que o saibamos valorizar e a isso acrescentar significado todos
os dias das nossas vidas. Em fraternidade.
A todos, que o natal seja o mais possível ao acordo dos
desejos de cada um, que o novo ano traga melhores e redobradas energias e, como
na canção da Marisa, saibamos sempre que por maiores que sejam as adversidades,
o melhor de nós está por vir.
terça-feira, outubro 06, 2015
Rescaldo eleitoral
Agora que o frenesim da campanha e dos seus resultados passou, algumas pequenas reflexões sobre a última contenda eleitoral, partilhadas com quem as quiser:
- Cada vez mais se prova que campanhas nacionais se fazem pelos media nacionais, e pouco relevante é o que se faça a nível local (ainda que cada pequeno universo possa ter influências do seu contexto).
Por exemplo, o PSD-CDS praticamente não andaram na rua, e quando o fizeram quase sempre em cenários controlados, e no entanto foram os mais votados.
O resultado do BE, não ignorando o bom trabalho de Catarina Martins e Mariana Mortágua (que conseguiram fazer esquecer algumas saídas) e a capacidade de eliminar qualquer outro "ruído", por contraponto ao cansaço e à imagem de mais do mesmo em relação à CDU e aos demais, não deixa ainda assim de ser a prova de como os media determinam o pensamento geral "do povo".
- As sondagens, ou a espécie de sondagens que foram surgindo em catadupa (e que aliás deviam ser fortemente regradas, a bem da democracia) provaram para que servem: condicionar o pensamento geral. Tornou-se evidente a ideia, por essas sondagens criada e veiculada pela comunicação social particularmente na última semana, que a coligação tinha ganho antes de o ter e que o PS não tinha qualquer hipótese.
Até o Ricardo Araújo Pereira ajudou...
- É mais que tempo de mudar a forma de fazer de campanha. Muitos dos estrategas continuam delinear campanhas como se estivéssemos em 1974...
Comícios onde todos os que lá estão são arregimentados, visitas a mercados, e coisas do género, que não valem um voto e por vezes ainda retiram.
É preciso acabar com os desperdícios financeiros e "ruidosos" das campanhas: Outdoors, merchandising, multiplicação de panfletos, etc, que também não valem votos antes pelo contrário.
Estive na Alemanha nas últimas eleições regionais desse país. Pensam que lá se gasta como cá?!
E claro, falar de mais e sobre demasiados assuntos prejudica qualquer campanha.
- Sobre o falar demais... há muito se provou que, como nos policiais americanos, tudo o que se diz pode ser usado contra nós, mas há muito quem teime em não aprender com isso. Que o diga por exemplo António Costa e as vitórias por poucochinho...
- Gerir a estratégia das redes sociais, nomeadamente o fcbk. Bom, isto era toda uma dissertação. Digamos apenas que, menos seria mais, e que era tão bom voltarmos ao tempo em que os telemóveis serviam apenas para telefonar... A vaidade e a ligeireza com que se colocam fotos e fazem afirmações irresponsáveis...
- Está provado há muito, lamentavelmente, que programas eleitorais dizem pouco aos portugueses. O PS andou durante meses a preparar um programa que apresentou devidamente. A coligação quase não tinha programa, mas um conjunto de promessas do Governo que foi pondo na rua na fase final de campanha. Mais, o PS deixou que o seu programa se tornasse assunto de campanha, ao contrário de quem estava em juízo, a coligação.
(temos exemplos nabantinos que mostram o mesmo, por exemplo, o PSD ganhou e por maioria absoluta a câmara municipal em 2005, sem apresentar qualquer programa eleitoral).
- A coligação de direita foi a mais votada, mas muito longe de ter ganho, uma vez que mais de 63% dos eleitores votaram noutros partidos, na sua maioria de esquerda (falta ainda fechar os resultados da emigração). Ou seja, leiam-se os resultados ao jeito de cada um, facto é que a maioria dos votantes manifestou estar contra a política seguida nos últimos anos.
E, curiosidade interessante, PSD e PS têm o mesmo número de deputados.
- Como costume, o partido mais votado foi o dos abstencionistas, batendo um novo recorde. E depois reclamam. Mas os partidos também não querem tirar ilações...
Sobre isso, apesar do resto, há muito que urge a necessidade de implementação do voto eletrónico. Estou convencido que a abstenção reduziria drasticamente se - e o voto eletrónico permitiria isso - em vez de ter de ir à sua mesa de voto, o eleitor pudesse votar em qualquer uma no espaço do território nacional. São muitos os milhares de portugueses deslocados no território e que por várias razões não têm hipótese de ir votar. O que é muito diferente dos que se estão nas tintas.
- Como no país, também no meu partido parece existir dificuldade em aprender com os erros. Ainda não está o fogo totalmente rescaldado, e há já malta a querer novas fogueiras.
Duas notas mais locais:
- As eleições devem ser feitas em torno de ideias e projetos, mas não deixo de salientar com tristeza a não eleição do nabantino Hugo Costa. Ainda assim, o futuro ninguém o sabe.
- O resultado na freguesia da Sabacheira, onde sabe-se-lá porquê o PSD nabantino muito tem investido, foi positivo para o PS, o que prova mais uma vez naquela freguesia que não vale tudo na política, e que a politiquice mesquinha e mentirosa mais que dar resultados, denuncia e castiga quem a faz.
- Cada vez mais se prova que campanhas nacionais se fazem pelos media nacionais, e pouco relevante é o que se faça a nível local (ainda que cada pequeno universo possa ter influências do seu contexto).
Por exemplo, o PSD-CDS praticamente não andaram na rua, e quando o fizeram quase sempre em cenários controlados, e no entanto foram os mais votados.
O resultado do BE, não ignorando o bom trabalho de Catarina Martins e Mariana Mortágua (que conseguiram fazer esquecer algumas saídas) e a capacidade de eliminar qualquer outro "ruído", por contraponto ao cansaço e à imagem de mais do mesmo em relação à CDU e aos demais, não deixa ainda assim de ser a prova de como os media determinam o pensamento geral "do povo".
- As sondagens, ou a espécie de sondagens que foram surgindo em catadupa (e que aliás deviam ser fortemente regradas, a bem da democracia) provaram para que servem: condicionar o pensamento geral. Tornou-se evidente a ideia, por essas sondagens criada e veiculada pela comunicação social particularmente na última semana, que a coligação tinha ganho antes de o ter e que o PS não tinha qualquer hipótese.
Até o Ricardo Araújo Pereira ajudou...
- É mais que tempo de mudar a forma de fazer de campanha. Muitos dos estrategas continuam delinear campanhas como se estivéssemos em 1974...
Comícios onde todos os que lá estão são arregimentados, visitas a mercados, e coisas do género, que não valem um voto e por vezes ainda retiram.
É preciso acabar com os desperdícios financeiros e "ruidosos" das campanhas: Outdoors, merchandising, multiplicação de panfletos, etc, que também não valem votos antes pelo contrário.
Estive na Alemanha nas últimas eleições regionais desse país. Pensam que lá se gasta como cá?!
E claro, falar de mais e sobre demasiados assuntos prejudica qualquer campanha.
- Sobre o falar demais... há muito se provou que, como nos policiais americanos, tudo o que se diz pode ser usado contra nós, mas há muito quem teime em não aprender com isso. Que o diga por exemplo António Costa e as vitórias por poucochinho...
- Gerir a estratégia das redes sociais, nomeadamente o fcbk. Bom, isto era toda uma dissertação. Digamos apenas que, menos seria mais, e que era tão bom voltarmos ao tempo em que os telemóveis serviam apenas para telefonar... A vaidade e a ligeireza com que se colocam fotos e fazem afirmações irresponsáveis...
- Está provado há muito, lamentavelmente, que programas eleitorais dizem pouco aos portugueses. O PS andou durante meses a preparar um programa que apresentou devidamente. A coligação quase não tinha programa, mas um conjunto de promessas do Governo que foi pondo na rua na fase final de campanha. Mais, o PS deixou que o seu programa se tornasse assunto de campanha, ao contrário de quem estava em juízo, a coligação.
(temos exemplos nabantinos que mostram o mesmo, por exemplo, o PSD ganhou e por maioria absoluta a câmara municipal em 2005, sem apresentar qualquer programa eleitoral).
E, curiosidade interessante, PSD e PS têm o mesmo número de deputados.
- Como costume, o partido mais votado foi o dos abstencionistas, batendo um novo recorde. E depois reclamam. Mas os partidos também não querem tirar ilações...
Sobre isso, apesar do resto, há muito que urge a necessidade de implementação do voto eletrónico. Estou convencido que a abstenção reduziria drasticamente se - e o voto eletrónico permitiria isso - em vez de ter de ir à sua mesa de voto, o eleitor pudesse votar em qualquer uma no espaço do território nacional. São muitos os milhares de portugueses deslocados no território e que por várias razões não têm hipótese de ir votar. O que é muito diferente dos que se estão nas tintas.
- Como no país, também no meu partido parece existir dificuldade em aprender com os erros. Ainda não está o fogo totalmente rescaldado, e há já malta a querer novas fogueiras.
Duas notas mais locais:
- As eleições devem ser feitas em torno de ideias e projetos, mas não deixo de salientar com tristeza a não eleição do nabantino Hugo Costa. Ainda assim, o futuro ninguém o sabe.
- O resultado na freguesia da Sabacheira, onde sabe-se-lá porquê o PSD nabantino muito tem investido, foi positivo para o PS, o que prova mais uma vez naquela freguesia que não vale tudo na política, e que a politiquice mesquinha e mentirosa mais que dar resultados, denuncia e castiga quem a faz.
sexta-feira, outubro 02, 2015
o regresso das velhas glórias
Amanhã, a comemoração 20 anos depois da vitória na RTP pela melhor filarmónica do país, a Gualdim Pais.
Concerto da banda e de algumas das "velhas glórias", entre as quais este vosso amigo ;)
Para refletirmos com música e cultura!
segunda-feira, setembro 28, 2015
Votar no Futuro, Votar em Portugal
artigo publicado no jornal Cidade de Tomar de 25 de setembro.
«Hoje vivemos na
sequência de uma revolução conseguida sem sangue, que nos abriu caminhos de
liberdade. Para que os possamos percorrer é indispensável o respeito absoluto
das liberdades públicas e dos direitos cívicos, que vamos vendo infelizmente
postos em causa.»
«Portugal precisa de
apoio internacional generalizado e merece-o. Esse apoio, venha de onde vier,
tem de respeitar a nossa independência e uma rigorosa não ingerência nos nossos
assuntos.»
Francisco Sá-Carneiro
Dia 4 de outubro somos todos chamados a usar o nosso poder coletivo, o
poder pelo qual tantos na nossa história lutaram para nos deixar como legado, o
poder que tantos milhões por esse mundo fora ainda não têm, o poder de escolher
quem tome decisões em nome do coletivo, o poder de eleger os governantes do
nosso país.
É esse momento decisivo que me faz voltar a este hábito da escrita
neste jornal, coisa que não faço há cerca de dois anos, desde que tenho outras
responsabilidades e por continuar a achar que quem governa não comenta. Mas
agora é tempo de escolhas, e é tempo de fazermos campanha pelas escolhas que
entendemos mais apropriadas.
Comentadores televisivos e de outros suportes mediáticos, mesmo alguns
políticos e muitos cidadãos têm definido estas eleições como de grande
complexidade na escolha. Mas para mim nunca me pareceu tão fácil, tão óbvio,
tão urgente decidir.
Temos um governo que apresenta como mote de campanha os supostos
resultados, os resultados que agora diz serem resultado da “herança” e do
estado em que encontraram o país, quando há quatro anos afirmavam que queriam
“ir além da troika”. Um governo que apostou em “ser o bom aluno” na visão de
quem faz depressa e sem questionar, um governo que, embora suportado largamente
num partido social democrata e que tanto gosta de citar Sá-Carneiro, mas que
tem aplicado fórmulas liberais ou mesmo ultra liberais não suportadas nem pela
ideologia desse partido nem pelo programa sufragado, e por isso mesmo vê tantos
desse partido a dele publicamente se afastarem.
Um governo que não teve qualquer problema a indicar a saída do país à
sua população, particularmente os mais jovens e qualificados, nos quais o país
investiu, e que os outros países tanto agradecem! – fala-se agora na
possibilidade e até com discurso xenófobo de o país poder vir a receber 3 ou 4
mil refugiados migrantes… pois portugueses migrados foram mais de 350 mil no
últimos 4 anos!!
Um governo que taxou tudo quanto pode, e cortou em mais ainda. E
depois perguntamos, para quê? Estamos melhores, os tais resultados estão
melhores? E é este o país que queremos? Não, este não é o país em que me
revejo. Não, também não é a forma para que sinto servir a política.
A política nobre e útil é muitas coisas, entre elas a capacidade de
envolver, de dialogar, de procurar os consensos (quando no nosso país cada vez
mais se procura antes o conflito), mas não seguramente a arte do abandono. E
abandono é o que mais temos visto: o abandono dos cidadãos, o abandono das
empresas do Estado vendidas à pressa e ao desbarato, o abandono das políticas
sociais de promoção da igualdade, o abandono da ideia de um Estado que promove
a igualdade de oportunidades e a justiça (pois se até, diz Passos Coelho, é
preciso uma subscrição para os enganados do BES poderem ir a tribunal…)
O apoio social é um verbo de encher para quem quer mostrar trabalho à
conta dos “coitadinhos”, para além de nos quererem impingir novamente os tempos
da caridadezinha, da sopa dos pobres, dos asilos. Não, isso não é verdadeiro
trabalho social, isso é empurrar para fora da vista os problemas e tratar seres
humanos como números ou “coisas”.
Na educação, a visão ideológica imposta aos currículos e aos horários
dos alunos fez um retrocesso até “tempos da outra senhora”. Cortou-se no
ensino artístico, nas expressões, na educação física e no desporto escolar, nos
apoios pedagógicos, psicológicos e tudo o mais.
Porquê? Porque se entende que isso é para quem pode pagar, os outros,
aguentem-se que isto não é para quem quer! Não ajam ilusões, é mesmo de ideologia
que trata.
Poder-se-ia dizer, bom é falta de dinheiro, é preciso cortar em algum
lado. Não é verdade! Basta ver que ao mesmo tempo que se corta no ensino
público, na sua qualidade e nos serviços aí prestados, se aumentam, (e muito!)
os subsídios aos colégios privados por esse país fora.
Da cultura nem vale a pena falar. Está em coma, não há qualquer
trabalho feito nesta área.
Ora, como disse Churchill, se não lutamos pela cultura e pela
educação, que são aquilo que nos dá identidade e futuro, vamos lutar para quê?
Mais vale assumir e deixar os alemães ou quem quer que seja, fazer o que bem
entenderem de nós. – e foi o que fizeram nos últimos anos!
Por isso reafirmo, não tenho qualquer dúvida onde votar.
Quem acha que está bem e deve continuar, escolha a direita coligada,
quem acha que não, que o país precisa de outro rumo, de alma, de olhar para as
pessoas e para as suas necessidades, e mais ainda quem defende um país regido
numa ideologia de socialismo democrático (ou social democracia), só tem um
partido que atualmente a defenda – é o PS liderado por António Costa.
Temos também, nabantinos, um interesse mais local nestas eleições. É
na lista socialista que está o único tomarense com possibilidades de ser
eleito. Hugo Costa será uma voz jovem, motivada e empenhada conhecendo de perto
as realidades de Tomar e da região que pode ser a nossa voz na Assembleia da
República e junto dos poderes de Lisboa.
Não ir votar, não é mostrar descontentamento, não é mostrar desagrado,
é sim mostrar alheamento e deixar aos outros o poder da escolha. Mais, por
força do mecanismo eleitoral, quase sempre quanto maior for a abstenção, maior
o favorecimento de quem já detém o poder, por isso: Vote, vote em quem entender
melhor, vote nulo se quiser, mas vote!
terça-feira, julho 07, 2015
A Festa grande do quadriénio
Em ano da grande Festa, impossível não fazer parte dela.
Tudo o que bela se contém nos sites abaixo, e muito mais que não estando online, só mesmo para aqueles que por estes dias fazem de Tomar uma cidade (ainda) maior. Vemo-nos por aí.
www.tabuleiros.org/ | www.cm-tomar.pt/ | www.facebook.com/municipiotomar
sexta-feira, junho 05, 2015
Livros para todos os gostos

Até domingo continua nos Lagares d'el Rei na Levada em Tomar a Feira do Livro 2015.
Além de visitar o espaço renovado, podem ainda ouvir e conversar com autores.
Passem por lá e boas leituras!!
Hoje, 21h00 - Rita Leston, autora de “Gosto de ti, e então?”
Amanhã, 6 Junho
15h15 - Mário Beja Santos apresenta o seu livro “De freguês a consumidor"
21h00 - Clara de Sousa
Domingo, 7 Junho
16h00 - Gustavo Santos, autor de “O caminho – As 16 lições de vida que aprendi com a minha avó”
sábado, março 21, 2015
"Visita-me enquanto não envelheço"
dia mundial da poesia
visita-me enquanto não envelheço
toma estas palavras cheias de medo e surpreende-me
com teu rosto de Modigliani suicidado
tenho uma varanda ampla cheia de malvas
e o marulhar das noites povoadas de peixes voadores
ver-me antes que a bruma contamine os alicerces
as pedras nacaradas deste vulcão a lava do desejo
subindo à boca sulfurosa dos espelhos
antes que desperte em mim o grito
dalguma terna Jeanne Hébuterne a paixão
derrama-se quando tua ausência se prende às veias
prontas a esvaziarem-se do rubro ouro
perco-te no sono das marítimas paisagens
estas feridas de barro e quartzo
os olhos escancarados para a infindável água
com teu sabor de açúcar queimado em redor da noite
sonhar perto do coração que não sabe como tocar-te
Al Berto, in 'Salsugem'
visita-me enquanto não envelheço
toma estas palavras cheias de medo e surpreende-me
com teu rosto de Modigliani suicidado
tenho uma varanda ampla cheia de malvas
e o marulhar das noites povoadas de peixes voadores
ver-me antes que a bruma contamine os alicerces
as pedras nacaradas deste vulcão a lava do desejo
subindo à boca sulfurosa dos espelhos
antes que desperte em mim o grito
dalguma terna Jeanne Hébuterne a paixão
derrama-se quando tua ausência se prende às veias
prontas a esvaziarem-se do rubro ouro
perco-te no sono das marítimas paisagens
estas feridas de barro e quartzo
os olhos escancarados para a infindável água
com teu sabor de açúcar queimado em redor da noite
sonhar perto do coração que não sabe como tocar-te
Al Berto, in 'Salsugem'
sexta-feira, março 20, 2015
sexta-feira, fevereiro 13, 2015
hoje é dia...
A 13 de fevereiro de 1844, através desta carta régia de Dona Maria, Tomar foi elevada a cidade sendo assim a primeira do distrito e umas primeiras do país.
(Só para chatear os amigos scalabitanos).
Este e outros documentos importantes da história nabantina estão no acervo da Biblioteca Municipal de Tomar.
Além disso, hoje é também dia da rádio. E sexta feira treze...
quarta-feira, dezembro 24, 2014
um natal fofinho
Também sou dos que não tem paciência para a correria das compras, a ditadura das sms, a hipocrisia e o mercantilismo, etecetera, etecetera, mas...
agora que estou à lareira, e a sala cheia está também repleta de sons e cores e odores da época festiva, há uma tradição que não posso deixar passar, e essa é a do cartão fofinho de boas festas do algures!
agora que estou à lareira, e a sala cheia está também repleta de sons e cores e odores da época festiva, há uma tradição que não posso deixar passar, e essa é a do cartão fofinho de boas festas do algures!
Boas Festas em toda a parte!
Aos Cristãos Bom Natal, aos demais io saturnalia!
desejos de natal
As respostas que dei ao mini question´ario do jornal Cidade de Tomar desta semana. Adivinhem vós as perguntas. Na imagem, podem clicar para alargar. Boas Festas!!
1 – Se pudesse oferecia a todos bom senso e a disponibilidade para ouvir e perceber a visão do outro, seja esse outro quem for, que é algo que julgo faltar muito nos dias que correm em que muitos de nós estão demasiado centrados em si mesmos. Se conseguíssemos fazer esse esforço, aliado à vontade de resolver ao contrário de complicar, seríamos todos mais felizes, e uma melhor sociedade.
Mas como isso só por si, pode alimentar a alma mas o estômago mais dificilmente, gostaria de oferecer se pudesse, um lar condigno, alimentação, conforto, companhia a todos os que de tal necessitam, e no concelho de Tomar há infelizmente muito quem necessite de uma ou várias destas coisas.
No fundo desejo um bom natal para todos, sendo esse “bom natal” aquilo que signifique para cada um, e que se possa repetir diariamente até ao próximo.
2 – O maior
desejo que é igualmente expetativa para 2015 para Tomar, não pode estar
dissociado do país, e é talvez que a palavra crise e tudo o que isso em terras
lusas tem significado, possa sair dos discursos, das conversas, da narrativa.
Mas parece-me que ainda não será no ano que vem.
Para Tomar desejo que as pessoas e as instituições trabalhem mais em rede, se centrem mais naquilo que as une e não no que as divide, que partilhem recursos, atividades, problemas, e que em real espirito comunitário possamos caminhar juntos na construção coletiva do nosso presente que é a única realidade que existe, a única que podemos alterar. E que no município tenhamos também condições para fazer mais, melhor, e mais depressa.
Para Tomar desejo que as pessoas e as instituições trabalhem mais em rede, se centrem mais naquilo que as une e não no que as divide, que partilhem recursos, atividades, problemas, e que em real espirito comunitário possamos caminhar juntos na construção coletiva do nosso presente que é a única realidade que existe, a única que podemos alterar. E que no município tenhamos também condições para fazer mais, melhor, e mais depressa.
Um bom ano
para todos, cheio de realizações e objetivos concretizados.
quinta-feira, dezembro 04, 2014
sexta-feira, novembro 14, 2014
o tempo que passa
A todos os que ontem e já hoje por várias formas perderam um bocadinho das suas vidas para me parabenizar por estar um ano mais velho, (e este ano que passou, confesso, senti mesmo o efeito do envelhecimento), e na impossibilidade de agradecer a todos pessoalmente (tenho de fazer um downsizing de amigos no facbk...) queria apenas dizer:
OBRIGADO!
segunda-feira, outubro 13, 2014
Para início de semana....
Anita, de sete anos, regressa a casa vinda da escola.
Tinha tido a primeira aula de educação sexual.
A mãe, muito interessada pergunta:
- Como é que correu?
- Quase morri de vergonha! - respondeu a pequena Anita.
- Porquê? - perguntou a mãe.
Anita respondeu:
- O Zezinho, o menino com o cabelo ruivo, disse que foi a cegonha que o trouxe.
- O Marco, da livraria, disse que veio de Paris.
- A Cristina, a vizinha do lado, disse que foi comprada num orfanato e o Tó disse que foi comprado no hospital.
- O Paulinho disse que nasceu de uma proveta
- O André disse que nasceu de uma barriga de aluguer.
A mãe de Anita respondeu quase sorrindo:
- Mas isso não é motivo para te sentires envergonhada...
- Não, já sei, mas não me atrevi a dizer-lhes que como nós somos pobres, tiveste que ser tu e o pai a fazer-me...!!!
Tinha tido a primeira aula de educação sexual.
A mãe, muito interessada pergunta:
- Como é que correu?
- Quase morri de vergonha! - respondeu a pequena Anita.
- Porquê? - perguntou a mãe.
Anita respondeu:
- O Zezinho, o menino com o cabelo ruivo, disse que foi a cegonha que o trouxe.
- O Marco, da livraria, disse que veio de Paris.
- A Cristina, a vizinha do lado, disse que foi comprada num orfanato e o Tó disse que foi comprado no hospital.
- O Paulinho disse que nasceu de uma proveta
- O André disse que nasceu de uma barriga de aluguer.
A mãe de Anita respondeu quase sorrindo:
- Mas isso não é motivo para te sentires envergonhada...
- Não, já sei, mas não me atrevi a dizer-lhes que como nós somos pobres, tiveste que ser tu e o pai a fazer-me...!!!
Boa semana para todos!
quarta-feira, outubro 01, 2014
hoje é dia...
... Internacional das Pessoas Idosas
(além da música, da água, e do vegetarianismo)
Celebra-se hoje
o Dia Internacional das Pessoas Idosas. O tema promovido pelas Nações
Unidas assenta na mensagem “Não deixar ninguém para trás: Promover uma
sociedade para todos” e tem como intenção alertar o mundo para o desafio
das questões demográficas. “Não ter em conta as pessoas mais idosas implica não
considerar 20% da população até 2030, altura em que se espera que haverá mais
pessoas com idades superiores a 60 anos do que crianças com idades inferiores a
10”.
Segundo o
Eurostat a Taxa de risco de Pobreza e Exclusão Social das Pessoas Idosas
era para a UE28 de 19.3% e para Portugal de 22.1% (dados de 2012). A existência
de pobreza é um obstáculo à promoção de um envelhecimento que se pretende
ativo, tal como defende a OMS (Organização Mundial de Saúde). A pobreza e a
exclusão social são problemas complexos que exigem medidas integradas e
adaptadas à realidade dos grupos mais vulneráveis.
Este dia em que
se celebra a Pessoa Idosa é também significativo por isto, para relembrar a
importância de se definir uma estratégia de combate à pobreza, de se promover
uma maior participação das pessoas idosas, estimular as suas potencialidades,
combater os estereótipos ainda existentes e promover uma mudança de
mentalidades face à própria
pessoa idosa e ao papel que esta assume (e pode assumir) na nossa sociedade.
Nos links seguintes podem conhecer algumas das
mensagens e informações/eventos sobre esta temática.
*
Global
AgeWatch Index 2014: http://www.helpage.org/global-agewatch/
*
Age
Platform Europe: http://undesadspd.org/Ageing/InternationalDayofOlderPersons.aspx
*
International
Day of Older Persons_United Nations: http://undesadspd.org/Ageing/InternationalDayofOlderPersons.aspx
*
Organização Internacional do Trabalho_World
Social Protection Report 2014/15: http://www.ilo.org/global/about-the-ilo/multimedia/maps-and-charts/WCMS_244650/lang--en/index.htm
*
Rede Europeia Anti-Pobreza/Portugal_Flash
Envelhecimento Ativo e outras publicações e eventos a nível nacional: http://www.eapn.pt/documentos.php?ID=14
/ http://www.eapn.pt/eventosemagenda.php
quinta-feira, setembro 25, 2014
Seguro Compromisso
Há um processo partidário que se arrasta há uns tempos e que começou mal, desde logo porque inesperado, e sobre o qual me tenho mantido em público silêncio, por vontade e por outras prioridades. Mas agora que a tempestade voluptuosa da contenda parece amainar, e de parte a parte os mais turbulentos parecem ser calados pela decência da ponderação e da elevação, é tempo de dizer que, apoio António J. Seguro.
Nada me move contra António Costa, e esse é o primeiro sublinhado. Na vida, na política, ou dentro de um partido, apoiar alguém não é estar contra outrem! Grow up kids!
Mas admito que não gostei particularmente da forma como surge, quase que endeusada, a candidatura do camarada Costa. As regras são a base da democracia e os partidos, sem os quais ela não existe, devem ser os primeiros a dar o exemplo e por isso, todo este decurso foi estranho e prejudicial ao PS, aliviando as atenções de quem as deve ter sempre, o governo.
E os cidadãos, já tão fartos e alheados da política e dos políticos, não precisam de mais exemplos que possam alimentar a má vontade contra quem elegem.
Mas pronto, as regras foram redefinidas, o processo avançou e há neste, como em tudo, danos e benefícios sendo que o mais relevante parece já ser inegável: as primárias, há tempo defendidas por muitos onde me incluo, vieram para ficar e será mais uma vez o PS – como aconteceu com a eleição direta do secretário geral ou com as quotas de paridade, por exemplo – a marcar a forma de funcionamento dos partidos na sua modernização e abertura à sociedade.
Agora, além dos militantes, muitos outros terão a oportunidade de exprimir a sua opinião sobre aquele que sem grandes dúvidas será o próximo primeiro-ministro deste país.
E voltando ao início, apoio Seguro. Porque na política como na vida, a palavra, e com ela o compromisso, e com eles a confiança, são prática e valores que é só sei respeitar. Para mim, sempre.
A palavra é um contrato, e se nada mais houvesse, seria razão inteira para apoiar Seguro.
Tudo o demais, das qualidades e das ideias dispenso por agora, até porque duvido que alguém ainda se deixe convencer, a maioria saberá quem escolher.
Há de qualquer forma para mim algo evidente, ou não seria militante e tudo o mais, convicto socialista. Salvo alguma exceção grave, o secretário geral, bem como o candidato a que quer que seja do meu partido será a pessoa que apoio. Goste mais ou menos do estilo, do nome, dos amigos e de quem o rodeie, será sempre a pessoa que mais se aproxima dos valores que defendo, e estranho seria se assim não fosse!
Com Costa, ou com Seguro como espero, a partir de segunda todos somos precisos para continuar a lutar por este país. Saibamos sarar feridas e fortalecermo-nos com elas.
De 29 em diante, Avançamos Juntos.
Nada me move contra António Costa, e esse é o primeiro sublinhado. Na vida, na política, ou dentro de um partido, apoiar alguém não é estar contra outrem! Grow up kids!
Mas admito que não gostei particularmente da forma como surge, quase que endeusada, a candidatura do camarada Costa. As regras são a base da democracia e os partidos, sem os quais ela não existe, devem ser os primeiros a dar o exemplo e por isso, todo este decurso foi estranho e prejudicial ao PS, aliviando as atenções de quem as deve ter sempre, o governo.
E os cidadãos, já tão fartos e alheados da política e dos políticos, não precisam de mais exemplos que possam alimentar a má vontade contra quem elegem.
Mas pronto, as regras foram redefinidas, o processo avançou e há neste, como em tudo, danos e benefícios sendo que o mais relevante parece já ser inegável: as primárias, há tempo defendidas por muitos onde me incluo, vieram para ficar e será mais uma vez o PS – como aconteceu com a eleição direta do secretário geral ou com as quotas de paridade, por exemplo – a marcar a forma de funcionamento dos partidos na sua modernização e abertura à sociedade.
Agora, além dos militantes, muitos outros terão a oportunidade de exprimir a sua opinião sobre aquele que sem grandes dúvidas será o próximo primeiro-ministro deste país.
E voltando ao início, apoio Seguro. Porque na política como na vida, a palavra, e com ela o compromisso, e com eles a confiança, são prática e valores que é só sei respeitar. Para mim, sempre.
A palavra é um contrato, e se nada mais houvesse, seria razão inteira para apoiar Seguro.
Tudo o demais, das qualidades e das ideias dispenso por agora, até porque duvido que alguém ainda se deixe convencer, a maioria saberá quem escolher.
Há de qualquer forma para mim algo evidente, ou não seria militante e tudo o mais, convicto socialista. Salvo alguma exceção grave, o secretário geral, bem como o candidato a que quer que seja do meu partido será a pessoa que apoio. Goste mais ou menos do estilo, do nome, dos amigos e de quem o rodeie, será sempre a pessoa que mais se aproxima dos valores que defendo, e estranho seria se assim não fosse!
Com Costa, ou com Seguro como espero, a partir de segunda todos somos precisos para continuar a lutar por este país. Saibamos sarar feridas e fortalecermo-nos com elas.
De 29 em diante, Avançamos Juntos.
sexta-feira, agosto 29, 2014
entretanto...
Ainda estamos na silly season não estamos? Por isso deixo uma metáfora visual em jeito de reflexão social para fins de agosto.E venha de lá setembro.
terça-feira, agosto 05, 2014
quase quase quase....
... a chegar o maior e melhor Festival de Música Portuguesa.
e o Zé Morengo é que sabe!
14 a 17 Agosto 2014 em Cem Soldos (Tomar)
Todas as informações em:
http://www.bonssons.com/
http://www.facebook.com/bonssons
(clicar para alargar)
quarta-feira, julho 09, 2014
hexa mais um...
Apesar de por vezes nos fazermos de patinhos feios, a verdade é que Portugal não se pode queixar de falta de solidariedade. Tanto os nuestros hermanos, como os nossos velhos aliados britânicos, como até os italianos com quem gostamos de discutir o berço do Colombo, fizeram a mala da copa ao mesmo tempo que nós.
E agora até a maior criação lusa, os brasileiros, nos ajudaram a esquecer a máquina alemã....
quarta-feira, julho 02, 2014
remember youth
No próximo sábado mais uma noite a não perder, Remember Pim Pim 2014!
Boa música, bom local, bom ambiente, bons amigos...
Há dois anos atrás, foi como se vê no vídeo. (Aqui o vosso amigo fala a partir dos 22 minutos e qualquer coisa...)
O evento realiza-se na Quinta dos Pegões, mais info´s aqui.
quarta-feira, junho 25, 2014
clássico...
AC/DC à moda do século XVII... vale a pena ouvir.
Para relaxar.... e para dar alguma vida ao algures.
sexta-feira, maio 02, 2014
se nada mais houver...
Neste fim de semana acontece em Tomar, entre mais:
Congresso da Sopa na Ilha do Mouchão;
Encontro de Coros da SF Gualdim Pais no Convento de Cristo;
abertura da Exposição e jantar de Centenário do União de Tomar;
Bibliotecando na Biblioteca Municipal e Convento de Cristo,
Semana Académica que termina este domingo com a Bênção na Praça da República e o largar das fitas na Ponte Velha e tendo ainda hoje e amanhã entre outros concertos, Sam The Kid;
Passeio de cicloturismo em Carregueiros;continua a decorrer o V Ciclo Cultural de Aboboreiras;
iniciam-se os concertos de Música de Câmara ao sábado da Canto Firme no Museu dos Fósforos;
e a XVIII Mostra de Teatro de Cem Soldos.
Já pensou bem no que vai fazer este fim de semana, ou ainda acha que não acontece nada em Tomar?
(clicar nas imagens para alargar)
terça-feira, abril 29, 2014
estudantes em festa

Para os mais distraídos, depois de inaugurado ontem o novo espaço dos estudantes do IPT no centro histórico de Tomar, arranca hoje e até domingo a Semana Académica.
Com um cartaz naturalmente muito direcionado à faixa etária dos estudantes, para os demais o melhor dia será mesmo hoje onde, englobado na serenata estará o grupo Roda de Choro. Muito bom!
Hoje, a partir das 10h na Praça da República (e à borla!)
Estão à espera de quê?
sexta-feira, abril 25, 2014
40 anos de liberdade
Todos os dias músicas me assaltam a mente, algumas permanecem dias a fio. Hoje acordei com a Liberdade do mestre SG (que este ano vamos ter em Cem Soldos no Festival Bons Sons) e tem-me acompanhado até agora.
Que venham mais 40 anos de Democracia e Liberdade, se possível melhores que estes, e bem melhores que estes últimos dois ou três, não esquecendo que
«Só há liberdade a sério quando houver
A paz, o pão
habitação
saúde, educação
Só há liberdade a sério quando houver
Liberdade de mudar e decidir
quando pertencer ao povo o que o povo produzir»
domingo, abril 20, 2014
diz que hoje...
... é dia de jesus!
Continuação de boa páscoa, muitas amêndoas e muitos golos. Vemo-nos na cinernética! ;)
quinta-feira, abril 17, 2014
ninguém mais escreve ao coronel
Gabriel Garcia Marquez, prémio nobel da literatura 1982
Excecional escritor, romancista e contista, autor de livros que se lêem num ímpeto apaixonado, como Ninguém escreve ao coronel ou Memória das minhas putas tristes, ou os celebrizados Amor em tempos de cólera ou Cem anos de solidão, entre tantos, morreu hoje.
Como todos os grandes, fica a sua obra a falar por si, marcado para a literatura e os leitores fieis como o ícone do "realismo mágico". RIP
domingo, abril 13, 2014
hoje é dia...
... do beijo, e costuma ser assinalado por aqui. Ainda faltam umas horas para o fim de domingo, celebrem.
Boa semana, moderem nas amêndoas!
terça-feira, abril 08, 2014
país de abril

«Que o poema seja microfone e fale
uma noite destas de repente às três e tal
para que a lua estoire e o sono estale
e a gente acorde finalmente em Portugal».
uma noite destas de repente às três e tal
para que a lua estoire e o sono estale
e a gente acorde finalmente em Portugal».
Porque abril já aí está, e há 40 anos havia quem o desejasse e adivinhasse, cá fica um aroma a abril, poesia e Liberdade.
O novo livro de Manuel Alegre, uma antologia dedicada a abril e maio, com vários poemas curiosamente, boa parte escritos ainda antes da revolução mas já a adivinhando, como este acima, parte de O Canto e as Armas, escrito em 1967.
Lê-se num fôlego, por muito que a poesia não seja normalmente dada a pressas.
Entretanto, na Biblioteca Municipal de Tomar, decorre este mês no âmbito da programação "Abril, livros mil" a 1ª edição da Feira do Livro Usado. Podem saber mais aqui.
Lê-se num fôlego, por muito que a poesia não seja normalmente dada a pressas.
Entretanto, na Biblioteca Municipal de Tomar, decorre este mês no âmbito da programação "Abril, livros mil" a 1ª edição da Feira do Livro Usado. Podem saber mais aqui.
quarta-feira, março 12, 2014
sábado, março 08, 2014
elas
Há dias para tudo, uns que já fizeram sentido, outros que ainda fazem, outros que enfim, o ser humano precisa continuamente de desculpas para festejar.
O Dia da Mulher situa-se algures entre esses. Aqui algures se assinala também a data com esta magnífica versão do Elvis Costello e uma lembrança roubada a Bob Marley numa das suas mais sábias frases para uma reflexão animada de sábado de sol: "a curva mais interessante de uma mulher é o seu sorriso".
(E por falar em sorrisos, a Júlia Roberts...
(E por falar em sorrisos, a Júlia Roberts...
quarta-feira, fevereiro 26, 2014
o tempo que corre
Várias pessoas me têm manifestado com desagrado (e eu, vá, acredito) a pouca atualização deste espaço algures...
Bom, o tempo não chega para tudo minha gente! E nas poucas horas que passo em casa, se há coisa que não quero ver à frente é computador.
Por isso, enfim, nos tempos que correm, a minha presença no mundo virtual faz-se mais (que é mais rápido e eficaz) na página facebook cujo link está ali em cima.
Por falar em facebook, não esquecer de visitar as páginas do Município de Tomar e da Biblioteca Municipal António Cartaxo da Fonseca, esta última hoje mesmo criada.
Entretanto, as comemorações do dia da cidade aí estão a chegar, começam já amanhã. Além da já citada página do facebook, podem encontrar informação mais detalhada aqui.
Bom, o tempo não chega para tudo minha gente! E nas poucas horas que passo em casa, se há coisa que não quero ver à frente é computador.
Por isso, enfim, nos tempos que correm, a minha presença no mundo virtual faz-se mais (que é mais rápido e eficaz) na página facebook cujo link está ali em cima.
Por falar em facebook, não esquecer de visitar as páginas do Município de Tomar e da Biblioteca Municipal António Cartaxo da Fonseca, esta última hoje mesmo criada.
Entretanto, as comemorações do dia da cidade aí estão a chegar, começam já amanhã. Além da já citada página do facebook, podem encontrar informação mais detalhada aqui.
sexta-feira, fevereiro 21, 2014
terça-feira, fevereiro 18, 2014
Ofensas&Galhardetes
Assinalam-se hoje os primeiros 4 meses de mandato da atual Câmara Municipal de Tomar, da qual muito me honra fazer parte.
Durante estes quatro meses pouco tenho tenho dito publicamente. Não é por acaso, mas por entender que a quem governa, compete mais ouvir que falar (que é diferente de comunicar), fazer que propor.
Além disso, as áreas em que tenho responsabilidade mais direta - Educação, Ação e Habitação Social - entendo-as como precisando de contenção, descrição, planeamento, diálogo construtivo "fora dos holofotes" com as muitas entidades envolvidas nesses setores.
Além disso, as áreas em que tenho responsabilidade mais direta - Educação, Ação e Habitação Social - entendo-as como precisando de contenção, descrição, planeamento, diálogo construtivo "fora dos holofotes" com as muitas entidades envolvidas nesses setores.
Mais, cada um tem o seu estilo e, no exercício de responsabilidades de gestão, este sempre foi e será o meu.
E, durante estes 4 meses, até ontem, no mesmo espírito de contenção, não proferi uma só palavra, fosse nas reuniões dos órgãos, fosse na comunicação social, fosse sequer nos meus espaços pessoais que são este blogue e a página facebook, sobre o trabalho da oposição.
Trabalho esse que entendo difícil e meritório. Com muitas horas, dias, semanas, anos de labuta com muitas perdas a diferentes níveis desde logo o pessoal, e quase sempre sem sequer a recompensa mínima que é o reconhecimento da valia desse esforço.
E bem sei do que falo, durante mais de uma década em Tomar estive na política (muito!) ativa, sempre na oposição.
E bem sei do que falo, durante mais de uma década em Tomar estive na política (muito!) ativa, sempre na oposição.
Ora, por isso mesmo bem percebo da dificuldade que o PSD está a sentir, e é notória. Mas como diria o outro é da vida. Ela é mesmo assim, feita de ciclos e repetições de ciclos.
Ora, vem isto a propósito do infeliz comentário (todos temos dias maus) que o meu caro companheiro de percurso político (companheiro no tempo, mas enfim, sempre em campos opostos), vereador e presidente do PSD local, João Tenreiro, fez ontem em resposta a uma intervenção minha acerca da postura do PSD, instando-me a qualquer coisa como me abster, ou não voltar a atrever, ou coisa assim, a comentar as declarações ou as posições de voto suas e do seu partido.
Ora, porque na reunião de câmara poderia não ser suficiente público e definitivo, e para que fique bem claro que penso sempre antes de proferir afirmações, cá vai a minha resposta:
ERA O QUE MAIS FALTAVA!
Direi, opinarei, comentarei, criticarei, sugestionarei, tudo aquilo que BEM ME APETEÇA, como sempre fiz.
E, se bem que (a experiência ensina-nos) não diga tudo aquilo que penso, o que digo é sempre o que penso.
Também falho, também erro, como todos, e aqui ou ali, em tantos anos de exposição pública com certeza já terei, levado pela exaltação ou revolta de um qualquer momento, exagerado em alguma crítica ou comentário. E não tenho como já muitas vezes confirmei, qualquer problema em reconhecer um erro e pedir desculpa por isso.
Não foi seguramente o caso ontem.
Ontem, fi-lo da mesma forma que sempre tento fazer, com responsabilidade e ponderação, tentando compreender as perspetivas contrárias, aceitando-as concordando ou não com elas, sem ofensa ou crítica fácil mas sim de forma que tento sempre ser construtiva e mesmo pedagógica.
Voltando ao ponto, o senhor vereador até me acusou de ter sido sarcástico, que é coisa que, sim, por vezes gosto de ser numa perspetiva de levar a vida com algum humor, mas que estou bastante convencido não ter sido ontem. Mas já agora aviso, sim, no que resta deste texto talvez venha a ser.
Mas então, que comentário fiz eu que levou a tão grande ofensa e inflamada declaração de propriedade divina, de quem se entende acima de comentário dos mortais?
O PSD acabava de votar contra a aplicação do regulamento de apoio ao associativismo por parte da atual câmara, que recordo novamente, completa hoje 4 meses de mandato, regulamento esse aprovado no mandato anterior e assim em aplicação desde 2011, apenas com os votos favoráveis do então partido que detinha o poder, o PSD!
Bom, após 4 meses de reuniões de câmara e assembleia onde uma aparente amnésia súbita e fulminante, em que o agora opositor PSD tem votado contra tudo o que é importante; 4 meses de crítica fácil, de prospostas por vezes irrealistas e de quem parece nunca ter estado na governação e desconhecer as suas condicionantes, particularmente derivadas do estado em que deixaram as coisas, dizer como eu disse, que é estranho ver o PSD votar contra a aplicação de um regulamento que o próprio criou e igualmente aplicou, quando o atual mandato ainda mal começou, parece sarcástico e assim tão ofensivo?!
Que fique claro, sublinho, o papel da oposição é determinante em democracia, e uma oposição forte, construtiva, organizada é muito importante, até porque obriga a quem governa a fazê-lo melhor, mas francamente (lá vai o senhor vereador ficar chateado) se continuar a fazer como tem feito, quem é que se vai preocupar com a oposição?!
Bem percebo, percebemos todos, esta tentativa assumida de querer dizer que nada têm que ver com o passado, que não estão obrigados ou comprometidos com ele, e que só lhes interessa o futuro, nem que seja para propor castelos e utopias, ou as mesmas propostas que nós socialistas propusemos ao longo dos anos;
mas, convenhamos, o atual líder do PSD é-o há cerca de três anos, ou coisa que o valha, e antes disso era vice-presidente do partido. Ao longo dos 16 anos de governação do seu partido foi autarca na Assembleia Municipal e na 2ª maior freguesia do concelho, período durante o qual não se ouviram críticas suas à governação. Mesmo agora, não se tem ouvido publicamente nenhum reconhecimento do estado em que essa governação deixou o Município e o Concelho;
e, nas últimas autárquicas das quais resultou a sua eleição como vereador, foi o número 2 da lista encabeçada pelo anterior Presidente de Câmara que é tão somente o político nabantino que mais tempo esteve em funções políticas a tempo inteiro no município de Tomar.
e, nas últimas autárquicas das quais resultou a sua eleição como vereador, foi o número 2 da lista encabeçada pelo anterior Presidente de Câmara que é tão somente o político nabantino que mais tempo esteve em funções políticas a tempo inteiro no município de Tomar.
Por isso, convenhamos, quem é que devia ter mais cuidado com o que diz?
Concluindo, tenhamos todos mais contenção no que dizemos. As dificuldades do Município são muitas, e dos munícipes ainda mais. Há muito trabalho sério a fazer, não nos percamos com questiúnculas que aos cidadãos nada dizem, e saibamos todos, a cada dia, questionar-mo-nos sobre que matérias valem realmente o nosso esforço, e sobre aquilo pelo qual vale mesmo a pena lutar.
As contas, fazem-se no fim. Para todos, na política e na vida.
As contas, fazem-se no fim. Para todos, na política e na vida.
domingo, fevereiro 09, 2014
sábado, janeiro 25, 2014
happy
Vou-me convencendo que é impossível ouvir isto sem ter imediata vontade de dançar. Uma espécie de felicidade instantânea.
Para abrir o serão de sábado, que a vida só pára num amanhã e o tempo inventámos nós.
terça-feira, janeiro 21, 2014
vídeo agenda
Um pouco da agenda cultural (e não só) do município nabantino em janeiro e fevereiro, em vídeo by Tomar TV
sábado, janeiro 18, 2014
sexta-feira, janeiro 10, 2014
info solidária
domingo, janeiro 05, 2014
pantera transcendente
O grande Eusébio partiu hoje para o panteão dos imortais. Génio das artes futebolísticas, foi alma do Benfica e da Seleção, mas claro, mais importante, jogador do União de Tomar, clube onde jogava, curiosamente no ano em que nasci.
Não há razão para tristezas, foi grande e viveu em grande. Assim conseguíssemos todos alcançar uma pequena centelha da enorme luz que foi a sua vida. Celebremos agradecidos as alegrias e as memórias que, mesmo que como eu, já não o tenhamos visto jogar "em direto", nos deixou a todos e nos honram enquanto nação.
RIP
segunda-feira, dezembro 23, 2013
domingo, dezembro 22, 2013
natalício
sexta-feira, dezembro 13, 2013
azar

Para quem ainda não reparou hoje é sexta 13. A imagem serve apenas para recordar, ou fazer pesquisar quem por isso se interessar, de onde vem esta ideia destes dias serem azarados. Remonta a outubro de 1307.
Mas 7 séculos depois os assassinos movem-se pela mesma fome: fanatismo, ignorância e tirania.
quarta-feira, dezembro 11, 2013
segunda-feira, dezembro 09, 2013
quarta-feira, dezembro 04, 2013
quarta-feira, novembro 27, 2013
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