Até parece um filme americano, carago! :)
Bom fim de semana.
Porque aqui se promete falar de livros, o apontamento de quatro dos últimos. Pode sempre existir quem precise de uma dica.

| Sede do município nabantino (foto: Rádio Cidade de Tomar) |


De que serviu ir correr mundo,![]() |
| foto de aventar |
Apesar de ser perigoso este tipo de argumentação - quem não quer fazer greve tem todo o direito em não o fazer (eu, regra geral, não faço, mas o governo ultrapassou todos os limites da razoabilidade) - não deixo de publicar este texto para contribuir com um pouco de luz sobre alguns comentários que oiço contra as greves.
Neste dia em 1888 nasceu o génio dos múltiplos heterónimos (mais de 100 nas últimas contagens). O enorme Pessoa.Não sei quantas almas tenho
"Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem achei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem,
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: «Fui eu?»
Deus sabe, porque o escreveu."
Fernando Pessoa
(adenda: um artigo muito interessante no I sobre os 125 anos de Pessoa)
A versão integral da minha crónica de quarta na Hertz, pode lá ser ouvida ou lida no esquerdo capítulo.
Tomar Hoje. Um novo blogue coletivo nas margens do Nabão de iniciativa de Alfredo Caiano Silvestre, que enviou também convite aqui a este vosso amigo. (já adicionado ao separador dos links nabantinos ali em cima).
Porque hoje foi dia de "exame de quarta classe" a Matemática (e difícil que ele era....), fica também a referência à minha nota do dia na Hertz na passada quarta, alusiva ao tema, passível de ser na íntegra ouvida no site da rádio ou lida no esquerdo capítulo.
No próximo sábado, a 20ª edição do Congresso da Sopa, como habitual na Ilha do Mouchão, ali bem no centro de Tomar.
Primeiro, o último de João Tordo, o Ano Sabático |onde curiosamente a personagem principal se chama Hugo e é músico (não sou, mas estive para o ser), entre outras coincidências da história com a minha|.
O Sentido do Fim, o mais recente romance de Julian Barnes (autor que desconhecia e que também li num ápice), é livro recém-galardoado com o Man Booker Prize 2011. A história de um homem que se confronta com o seu passado mutável. Um livro bem escrito e de grande reflexão sobre o percurso de cada uma das nossas vidas, das espetativa e das reviravoltas.
Ainda não terminado, e exclusivamente nos momentos de leitura em Tomar (que nos tempos que correm são escassos) estou a ler este Herança de Traição, do jovem autor nabantino Jorge Subtil. Naturalmente uma obra diferente das anteriores, mas muito interessante pela pesquisa histórica e pela vivência social do século XIX português, estando a acção centrada particularmente na templária Quinta da Cardiga, ali a caminho da Golegã.