Reflexões para início de semana.
segunda-feira, outubro 08, 2012
domingo, outubro 07, 2012
somos jovens
Para descontrair numa manhã dominical. Muito bons os Pentatonix, grandes vozes! Há muito mais deles na web, vale a pena navegar um pouco com o seu som.
Bom domingo
sexta-feira, outubro 05, 2012
a nossa República
Aproveite-se para festejar e reivindicar enquanto ainda há... É que se começa a perceber que querer acabar com o feriado tem lógica, porque o Governo quer mesmo é acabar com a República!Mas Passos Coelho nesta matéria é coerente, até arranjou maneira de não estar no país e é, salvo erro, a primeira vez que um chefe de Governo não está nas comemorações do regime.
Será que tem a noção que é este sistema político que lhe permite desempenhar as funções que ocupa*?
A coisa está tão má, e o medo de sair à rua é tanta, que até as comemorações do 5 de Outubro foram "privatizadas".
Entretanto a bandeira tem de ser alterada porque o verde da esperança foi-se, ficou só o vermelho do sangue!
*Ocupa, porque há uma diferença entre ocupar e desempenhar, e alguém que faz o que está a fazer não desempenha as funções de Primeiro-ministro, apenas as ocupa.
quinta-feira, outubro 04, 2012
em Tomar, essa terra...
| Da CMT, os três PSD a cujas "ideias" se juntou José Vitorino. foto Cidade de Tomar |
Já ninguém, há muito, espera nada de bom da atual Câmara de Tomar, e aquilo que todos podemos fazer, é tentar diminuir os estragos que ainda possam tentar neste ano que falta até às próximas eleições.
Essa é a principal razão porque toda a oposição votou contra o novo empréstimo que a CMT queria fazer que servia, não para "apoiar a economia local" como tentou o presidente Carlos Carrão convencer, conseguindo-o apenas com os dos do seu partido. E este foi um daqueles momentos em se deixaram mesmo convencer que era verdade, tal a ferocidade que estavam a defender aquilo.
Entre tantos outros dislates, o presidente de junta da freguesia de Santa Maria dos Olivais, relevando uma falta de espírito democrático habitual naquelas hostes, até teve a distinta lata de dizer que quem votasse contra, ou seja, quem tem uma opinião contrária àquela que lhe disseram para ter, "devia ser preso"!
(Respondi-lhe lá, escuso-me de o fazer aqui)
Um empréstimo que empenhava (mais) o município para os próximos 14 anos, e não apenas o município mas também os munícipes com o aumento de uma série de taxas no caso de incumprimento. Um empréstimo (que poderia chegar ao máximo de 3,6 milhões de euros) que servia para pagar dívidas que se resolvem com melhores opções de gestão e com os cerca de 2 milhões de euros que o estado central deve. Um empréstimo que servia, palavras do presidente, para "aliviar a câmara para outras despesas".
Pois, esse é que é o problema, nós estamos bem habituados ao tipo de "despesas" que a gestão municipal em Tomar tem feito, e "aliviar" a câmara para fazer despesas neste ano que fiquem depois todos a pagar, não seria responsável.
Quem o defende, ou não estudou bem os dossiês (o que é hábito), ou então tem interesse noutra coisa qualquer que não os interesses coletivos de Tomar. Há, realmente, "quem não se enxergue"...
É uma câmara, desde o início do mandato, desorganizada, sem planeamento, sem estratégia, sem capacidade para ouvir sugestões, totalmente avessos e reagindo mal às críticas, sem visão do que quer que seja, sem capacidade política. A tal cambada.
A capacidade política por exemplo, que obrigaria um presidente de câmara sem maioria (ou mesmo que a tivesse) que sabe que precisa da Assembleia para aprovar alguma coisa que entende importante, a reunir previamente, a dialogar, a explicar, a flexibilizar, a encontrar pontos comuns - como eu e outros há muito alertamos, mas que este ou o anterior presidente nunca quiseram, nem sabem fazer.
Nunca quiseram, naturalmente, também se percebe, porque desde início acharam ter o PS no bolso. O anterior presidente já próximo do seu fim político, chegou a dizer-mo em confidência. Já deviam ter percebido, o PS e os socialistas nabantinos não se vendem. Se alguém o faz, fá-lo a expensas próprias...
O Presidente de Câmara só reúne com a bancada do seu partido - e engana-os! Isso tem sido notório em muitos momentos, foi-o na sexta feira passada por exemplo em relação à questão do pagamento dos suplementos de salário aos dirigentes da autarquia, em que o PSD fez a defesa da questão com base em argumentos errados e foi apanhado na curva (dois elementos do PSD até saíram para não votar a coisa), e ontem foi evidente em ambos os pontos, quer na questão do PAEL, quer na questão da extinção das freguesias onde nem sabiam bem o que estavam a votar. Bom, mas isso é problema que é mesmo do PSD, andam assim há 15 anos, e se continuam bem assim, deixem-se estar...
O que apesar de tudo me faz alguma confusão é como é que pessoas que têm sido enganadas, ao votar ano após ano, assuntos que se vêm depois revelar errados, más opções, ou mesmo apenas ridículos, continuem a acreditar no pai natal, que é o mesmo que dizer, entre outros já fugidos, na pessoa que agora em funções de presidente, está há 15 anos em funções políticas na câmara, tendo, por exemplo, tido sempre a responsabilidade pelas finanças na autarquia - e em que bom estado elas estão!
E depois têm o desplante de ainda dizer que a culpa é da oposição! Quando estes senhores governaram 12 anos em maioria absoluta onde fizeram tudo o que quiseram, estragaram o que quiseram, fizeram as negociatas que entenderam, e chegados a este mandato, com Tomar no buraco, sem capacidade para fazer coisa nenhuma, sem querer ouvir ninguém, convencidos que isto ainda se fazia condicionando este ou aquele a algum interesse menos claro, com toda a sua credibilidade destruída, ainda são capazes de dizer que a coisa está a ir bem! Aprenderam com o Governo, lá está: a malta saltou do avião e o paraquedas não abriu... mas até ao último metro antes do chão está tudo ótimo!
Sobre o PSD, e deixando de lado a defesa ternurenta, quase apaixonada, da ação política de Miguel Relvas, há mais pormenores interessantes que, seriam uma delícia se alguém ligasse a mínima a isto. Como por exemplo, aquela de Carlos Carrão (que reage muito mal às críticas, mas devia saber que quem anda à chuva molha-se), que consegue dizer com aquele ar grave e sério, sem o esboço mínimo de um sorriso de consciência pesada: "aqui na câmara nunca foi gasto dinheiro em campanhas"!
Enfim, é o que temos, lata não falta aos mais responsáveis, e como disse ontem em off um presidente de junta do PSD às outras bancadas: "os tomarenses é que têm a culpa, votaram em nós"!
quarta-feira, outubro 03, 2012
"indivíduos notáveis"
No próximo sábado, um convite para ir até ao Convento de Cristo, desfolhar árvores notáveis em páginas trazidas pelo nabantino Nuno Marta.
o congresso e os congressistas
Só pude estar no "1º Congresso de Tomar" organizado pela Casa do Concelho no sábado à tarde e, por razões que na minha opinião devem ser evidentes para quem desempenhe as funções de autarca, só assisti ao primeiro painel, precisamente o que tinha a participação da "vedeta" José Gomes Ferreira.Como é evidente - e eu que sempre apelei nos sítios por onde passei, à participação e discussão coletiva dos problemas, sejam eles numa associação, num grupo de amigos, ou num município, não poderia dizer outra coisa - a iniciativa é de louvar.
Apesar disso, é natural que existam críticas a apontar, e só pode levar a mal que se façam críticas quem não tem vontade de melhorar ou verdadeiramente encontrar soluções para problemas.
Eu podia não dizer nada sobre o assunto? Podia, e provavelmente "ganhava mais com isso", mas como tenho ouvido tantos a comentar, não consigo deixar de dar a minha opinião.
Por isso, mesmo que vá contra a corrente ou o cinismo de quem só as aponta em sussurro, cá vai:
Relativamente à organização, desde logo o óbvio: querer discutir os problemas do concelho sem convidar devidamente aqueles que o fazem diariamente - os políticos - é evidentemente não querer realmente encontrar soluções, mas sim colocarem-se à margem. Se não todos, julgo saber que pelo menos a grande maioria, desde logo dos autarcas, não terá sido convidada - e não, convites pelo facebook não contam para estas coisas.
Há depois outras questões: foi comentado nos últimos dias por muita gente, de todos os âmbitos do espectro político e não político - aliás, foi praticamente o único comentário que ouvi a todos os que falassem do assunto - que parecem existir outras intenções na organização do evento, como a de, chamemos-lhes, "promover alternativas" para as autárquicas do próximo ano.
Bom mas, se é isso, um pouco por aquilo que disse em relação à organização e mais que não digo, não irão longe. Está tudo farto de iluminados aparecidos sabe-se lá de onde para resolver os problemas dos nabantinos. Um, talvez dos maiores, problemas dos nabantinos tem sido precisamente o de acreditar em salvadores da pátria, tipo Paiva e Relvas e companhia.
Se os tomarenses não encontrarem em si a resolução e melhor caminho para as suas causas e a sua terra, ninguém mais o fará, serão sempre soluções condicionadas a outras vontades.
E, é por demais evidente que, sejam quaisquer que sejam as vontades escondidas, ou mesmo que nenhumas, houve quem se tentasse por em bicos de pés neste evento. Como de costume, não convencem muita gente, e seguramente não por muito tempo.
Seja como for, nunca confundo instituições com a pessoa x ou y, e por isso repito, a Casa do Concelho de Tomar e os seus dirigentes estão globalmente de parabéns pela iniciativa a que devem dar sequência.
Mais, o público era diverso a muitos níveis e percebendo-se que estavam muitos com genuína vontade de discutir ou pelo menos ouvir, propostas de soluções sobre esta terra que definha.
Por fim, sobre a prestação do nosso conterrâneo economista, jornalista e aparentemente, político frustrado, podia comentar apenas isto: - mas porque é que quando uma personagem da TV diz um conjunto de banalidades a maioria as louva como se fossem geniais?!
Perceba-se que não tenho nada contra o senhor, pelo contrário, também costumo ouvi-lo, e apesar de não concordar com as suas teses ideológicas liberais - que o são! - reconheço a qualidade da intervenção mediática e a legitima vontade de denunciar aquilo que lhe possam parecer os podres da governação, no que toca a negócios menos claros feitos pelo Estado.
Mas, sobre a sua prestação neste evento, a verdade é a que referi. Pelo menos a sua intervenção inicial (a parte de resposta a questões do público teve um pouco mais qualidade e argumentação, particularmente nas vezes em que defendeu a SIC) foi, além de um ou outro ponto ideológico e de defesa do Governo (a que tem direito opinativo, mas que não deve ser confundido com factos), o restante foi um conjunto de banalidades e generalidades que qualquer pessoa minimamente formada e critica sobre o seu país deve saber dizer. E mais isso... não sendo importante, mas a sua intervenção baseou-se no país e não na anunciada discussão sobre Tomar.
E pelo meio ainda disse alguns disparates graves, como aquele evidente para quem perceba alguma coisa de gestão pública e ordenamento do território, que era a proposta de alargar para 70% do território a área de expansão urbana de um qualquer concelho para baixar preços de construção - o que significa basicamente que todos construiriam onde quisessem - e isso é não entender que precisamente muitos dos problemas do país, das autarquias e dos gastos públicos derivam de tal ter acontecido durante muito tempo e boa parte do nosso país ser uma manta de retalhos com quilómetros e quilómetros de redes viárias, e redes eléctricas, e redes de esgotos, e de recolha de lixos, e etc, etc, muitas vezes para servir uma só casa, e mais à frente outra, e lá ao fundo outra - e tudo isso pago pelos impostos que depois não chegam!
E já agora, só para nos entendermos sobre os conceitos, já que há por vezes por aí uma malta muito preocupada com as significâncias da linguagem, só uma nota final:
congresso |é|
(latim congressus, -us) s. m.
1. Reunião de chefes de Estado ou dos seus representantes para tratarem de assuntos internacionais.
2. Reunião de peritos em determinada matéria para tratarem do que a ela interessa.
3. Reunião de delegados de um partido.
4. Câmaras legislativas.
5. Parlamento.
2. Reunião de peritos em determinada matéria para tratarem do que a ela interessa.
3. Reunião de delegados de um partido.
4. Câmaras legislativas.
5. Parlamento.
terça-feira, outubro 02, 2012
cachopices
Foram as pieguices, o convite à emigração, a necessidade de empobrecer o país, as cigarras, recentemente uma ministra a insinuar que os adversários políticos são corruptos e que ela manda no ministério público (que é suposto ser independente), mais o ministro menos credível do Governo a falar da falta de credibilidade dos políticos, e ainda o ministro sombra que nunca pôs os pés numa empresa e que ajudou a afundar a Irlanda e a Grécia a chamar ignorantes aos empresários portugueses...Mas não há adultos neste Governo?! Ninguém põe ordem naquilo?
E ontem ficamos a saber que o Governo anda a negociar propostas com Bruxelas sem dizer nada em Portugal, desde logo aos partidos da oposição ou à AR...
Lembram-se daquele escândalo do então líder da oposição Pedro Passos Coelho, porque o Governo estava numa cimeira (que era do conhecimento de todos) em Bruxelas, onde apresentou as medidas do PEC4 sem que (o que depois se soube não era verdade) as tivesse comunicado a si?
Tão ofendido que ele estava, ou como as opiniões mudam no espaço de um ano....
Ou, como diz o Daniel Oliveira, "É sermos estrangeiros no nosso próprio país. Estamos lá fora cá dentro."
segunda-feira, outubro 01, 2012
hoje é dia mundial...
....da música.
E que melhor para sentar no sofá e afastar o cansaço, que as suites de Bach para violoncelo pelas mãos do grande Yo-Yo Ma?
(aqui apenas o prelúdio da suite nº1, eventualmente a mais conhecida. são seis)
(aqui apenas o prelúdio da suite nº1, eventualmente a mais conhecida. são seis)
Tenho de trazer estes cd's para Lisboa...
domingo, setembro 30, 2012
notas de domingo
| AMT - foto rádio Hertz |
Pequenas notas síntese da reunião de sexta:
- Miguel Relvas viu aprovada uma moção de censura contra si. Sem largar o telemóvel e pouco tempo passando na sala, como é costume, mas para além disso, um Relvas muito mais abatido e silencioso que aquilo que estávamos habituados. Consciência pesada? Elas não matam mas moem? Dúvidas sobre o que fazer da vida, agora que a sua carreira política se precipita para o fim?
Sobre a discussão realizada (no meu caso, reconheço, com alguma exasperação, porque já não tenho paciência para a mediocridade e a falta de decoro e responsabilidade), há vários pontos fascinantes:
- Vários deputados municipais demonstraram não saber sequer do que estavam a falar (o que nunca acontece...), por exemplo usando aqueles argumentos muito básicos como, "o dinheiro não sai do orçamento do município"!
E mesmo que não saísse, isso significa que se pode gastar à farta? A velha mentalidade portuguesa que, se não sou eu que pago... e achar que o Estado é uma coisa qualquer virtual com fundos inesgotáveis.
- E aqueles argumentos do "problema é que o município tem é dirigentes a mais"?! É verdade, tem, estou farto de o dizer - mas a estrutura orgânica do município já foi aprovada neste mandato pela AMT, e o PS foi o único partido que votou contra, precisamente por defendermos a redução dos dirigentes!
- A bancada social democrata, mal preparada como costume, também demonstrou que não conhecia bem este dossiê, a ponto de alguns dos seus membros terem saído da sala (incluindo a líder de bancada oficial) porque, apanhados de surpresa e não querendo votar contra a orientação do partido, também não quiseram votar favoravelmente tal imoralidade e incoerência - mas o PSD nabantino é coerentemente incoerente!
Mesmo o líder de bancada (ou que nesta AM desempenhou essa função), o vice-presidente do PSD Ricardo Lopes (que é um jovem e por isso, ideologias à parte, tem um espírito mais arejado que a maioria dos elementos da AMT) acabou por concordar e acrescentar argumentos à posição do PS - mas votaram favoravelmente `continuação das regalias porque, "como é só até ao fim do ano" (o que não é verdade) não faz mal. Ou seja, na tese atabalhoada do PSD, não interessa se uma medida é justa ou injusta, o que interessa é se é por muito ou pouco tempo.
- Curiosa também a posição de alguns deputados municipais que se abstiveram ou votaram a favor porque "não concordam com a decisão do Governo em atribuir esta responsabilidade às AM's" - e com isso ajudaram a aprovar a coisa!
Ou os que acham que retirar este suplemento de salário (regalia que faz parte sim, das tais gorduras da administração pública, ainda para mais, paga neste caso por funções que não desempenham) dos dirigentes (que são pessoas próximas, e já sabemos como é o pulso fraco de alguns decisores) seria mais um corte salarial - mas se estivéssemos, por exemplo, a falar dos subsídios de alojamento dos juízes ou de alguns deputados, achariam o quê?
- Na verdade a AMT, com o PSD à cabeça, mas com todos os outros incluindo PCP e BE, (só o PS e o deputado não inscrito votaram contra), fez o mesmo que o Governo está a fazer: proteger os mais fortes. E mostrou também que é muito fácil criticar o Governo ou qualquer outra entidade, mas quando a responsabilidade nos cai nas mãos, faz-se o mesmo que aos outros se critica.
- Outro ponto que demonstra o ridículo de algumas decisões e a forma displicente como muitos membros da AMT votam, é a já velha questão da nossa proposta de extinção daquela, tal como é, inutilidade que é o Boletim Municipal. Só o PS defende a sua extinção (a proposta pode ser lida aqui) mas a realidade, como vai sendo costume por Tomar, desmente todos os outros! É que o boletim já não está a ser publicado precisamente porque o município (o mesmo que quer manter as regalias dos mais bem pagos dos seus funcionários) não tem dinheiro para o fazer.
Todas as propostas e requerimentos apresentados por nós socialistas, estão como sempre disponíveis na página do PS Tomar.
sábado, setembro 29, 2012
sexta-feira, setembro 28, 2012
propostas de fim de semana

Mais logo, a partir das 15h, há reunião da Assembleia Municipal de Tomar que pode (e deve) ser assistida presencialmente, mas também via rádio ou online na Hertz.
Apesar deste mandato ser uma sucessão de asneiras, muitas delas condicionadas pelas asneiras maiores dos 12 anos anteriores a este mandato, e por isso estar um concelho em suspenso à espera que passe até Outubro do ano que vêm, hoje poder-se-ão assistir a mais uns temas quentes onde se verá quem afinal defende os interesses de Tomar, ou outros.
Também hoje, mas à noite, The Bells Brass Ensemble, onde afinam alguns amigos nabantinos, oferece o seu concerto de estreia hoje, aos ouvintes Ourenses.
A reunião de secretariado do PS Tomar agendada para logo não me permitirá estar presente, mas sei que não faltarão oportunidades para ouvir mais este novel projeto musical.
Amanhã e domingo, a Casa do Concelho de Tomar sediada em Lisboa, organiza na Biblioteca Municipal o 1º Congresso de Tomar. Não podendo estar em permanência, conto passar por lá para ouvir alguma coisa daquilo que vêm os anunciados sábios explicar aos autóctones sobre como fazer algo pela sua terra.
(O programa provisório pode ser consultado em Tomar Actualidade)
Também amanhã, pelas 10 horas, inauguração da exposição de fotografia de Carlos Silva, "o fotógrafo do povo", na sede da ACESS Templários, ali mais ou menos a meio da Corredoura, exposição essa que ficará patente até dia 12 de Outubro, visitável entre as 14 e as 17h
(mais fotos de Carlos Silva na sua página no Olhares)
quinta-feira, setembro 27, 2012
Hoje é dia mundial...
... do Turismo.
Mas fazer, fazer a sério por isso, salvo raras exceções (como por exemplo durante o período 2009/11 em que o pelouro esteve entregue ao socialista Luís Ferreira e se iniciou uma estatrégia conjugada e abrangente, logo interrompida a seguir por quem agora detém responsabilidade sobre o assunto) só mesmo o que o PSD tem feito sobre o assunto no município de Tomar há década e meia - praticamente a única coisa que fazem, é literalmente turismo.
O atual presidente, Carlos Carrão é mesmo o expoente máximo dessa atitude, anda a fazer turismo há 15 anos no município, em tudo o que são aniversários de associações, passeios de idosos e autarcas, eventos vários...
Ainda em junho faltou à reunião da Assembleia Municipal para ir com a ADIRN a um país qualquer. E só pode ter ido mesmo fazer turismo, porque não consta que tenha apresentado qualquer resultado para o concelho, ou sequer qualquer justificação, da sua ida enquanto presidente de câmara, e a expensas da mesma, a tal evento. (mas vou questioná-lo sobre isso na Assembleia de amanhã)
Mas que não haja dúvida que em Tomar o turismo se leva muito a sério, em Tomar até há dois postos de turismo à entrada da mesma rua, frente a frente, à distância de 5 metros um do outro!
curtas
![]() |
| Uma vez mais, poderão achar que a imagem escolhida não tem nada que ver com as curtas em causa, mas ó se tem!... |
- O presidente da câmara de Faro (a braços com a justiça, mas isso é outro tema), cancelou uma garraiada inserida na receção ao caloiro e declara que no seu concelho as touradas não são bem vindas. (no Público)
Apesar de ainda ir uma longa distância de uma garraiada a uma tourada, digo eu, “Podem-se fazer iniciativas muito interessantes com animais, como o hipismo, mas o sangue e a violência não são necessários para haver espectáculo”, justificou Macário Correia.
Pouco a pouco. O caminho faz-se caminhando.
- Ser professor é um privilégio, disse há dias ao jornal Público o sr. Nuno Crato que ocupa as funções de ministro da Educação, como quem diz que ainda devíamos pagar para trabalhar (e muitos infelizmente fazem-no na prática). No mesmo jornal, hoje, lê-se que os professores universitários vão ficar a salvo dos congelamentos salariais previstos para a função pública. Vocês querem ver que o sr Crato, além de ser "assalariado do Isaltino", além de mentir como quem respira e não perceber nada de educação, é também professor do ensino superior?.....
- O socialista Capoulas Santos foi eleito o melhor deputado do ano do Parlamento Europeu na área da agricultura. Ler mais na Visão
- Então não é que os vígaros ex-gestores do BCP, Jardim Gonçalves e companhia, que andaram a aldrabar as contas e afins, também já aprenderam a resposta da moda a qualquer pergunta incómoda e para a qual não se tem ou quer dar resposta?!
Por este andar, brevemente vamos ter os meninos na escola a responder que a culpa de, seja lá do que for, é do Sócrates e do seu Governo!
- Ser professor é um privilégio, disse há dias ao jornal Público o sr. Nuno Crato que ocupa as funções de ministro da Educação, como quem diz que ainda devíamos pagar para trabalhar (e muitos infelizmente fazem-no na prática). No mesmo jornal, hoje, lê-se que os professores universitários vão ficar a salvo dos congelamentos salariais previstos para a função pública. Vocês querem ver que o sr Crato, além de ser "assalariado do Isaltino", além de mentir como quem respira e não perceber nada de educação, é também professor do ensino superior?.....
- O socialista Capoulas Santos foi eleito o melhor deputado do ano do Parlamento Europeu na área da agricultura. Ler mais na Visão
- Então não é que os vígaros ex-gestores do BCP, Jardim Gonçalves e companhia, que andaram a aldrabar as contas e afins, também já aprenderam a resposta da moda a qualquer pergunta incómoda e para a qual não se tem ou quer dar resposta?!
Por este andar, brevemente vamos ter os meninos na escola a responder que a culpa de, seja lá do que for, é do Sócrates e do seu Governo!
quarta-feira, setembro 26, 2012
“de regresso, mixórdia de temáticas”
De regresso às notas do dia na rádio Hertz, a minha crónica a passar nos noticiários de hoje com o título em epígrafe, que além de se aplicar, é uma referência óbvia para quem conhece às crónicas de Ricardo Araújo Pereira na rádio Comercial.
«Estão estas notas do dia de volta e, antes de mais, deixo um agradecimento à rádio Hertz por considerar que aquilo que eu possa ter a opinar tenha qualidade para ser transmitido nas suas ondas hertzianas e seja suficientemente interessante para os ouvintes.
Ora, nesta primeira crónica após o verão, que teve a mesma duração dos anteriores, mas que foi prenhe em tanta matéria e tanta dela do âmbito do disparate, há tanto para falar que se torna difícil escolher um tema que caiba neste curto espaço. Posso fixar-me em Tomar, há sempre muito para comentar nesta terra de estátuas vivas uma vez por ano e, estátuas andantes todo o resto. Um tema sempre recorrente quando se chega a setembro, são os baixos números e a baixa média de entrada dos alunos chegados para o primeiro ano no IPT – e claro, menos alunos são menos postos de trabalho de professores e outros funcionários, menos casas alugadas, menos despesa nos supermercados, nas lojas, nos cafés… enfim, o mais importante contribuidor da economia local vai dando ano após ano, sinais de que se nada se inverter, o fim será evidente – mas já sei, o Politécnico é assunto que não interessa a ninguém, nem sequer aos responsáveis autárquicos que acham que não têm nada a ver com o assunto. Afinal de contas, os alunos do politécnico só vêem para Tomar fazer barulho e dar chatices não é? Pois, continuem a pensar assim…
Falando do município, podia também falar de muitos dos disparates que por lá têm sido ditos e praticados, como este mais recente, que é o de a câmara aprovar propor à Assembleia, que mantenha as ajudas de representação para os dirigentes da autarquia, quando não só o município não tem dinheiro, como os dirigentes não executam essa funções, ou seja, uma câmara falida, paga a 12 dirigentes ditos técnicos por funções que não desempenham! Típico cá por Tomar! A mesma câmara que quer agora contratualizar, vai à reunião de câmara amanhã, um novo empréstimo através de uma medida governamental, a um ano do fim do mandato, para pagar 4 milhões de euros de dívidas a fornecedores, dívida essa que ficará a ser paga pelo município durante os próximos 14 anos. Mais, a mesma câmara que já em 2009 contratualizou com o governo de então, semelhante empréstimo para pagar as dívidas que acumulou, e o dinheiro veio, as dívidas é que parece que ficaram cá à mesma. Confusos? Eu também. Assistam à Assembleia Municipal da próxima sexta, talvez seja possível esclarecer alguma coisa, ou pelo menos, perceber quem aprova ou não este género de disparates.
Bom mas, deixemos a câmara da qual, assim como assim, há muito ninguém espera nada de bom, estamos todos à espera que este mandato acabe para ver se é possível fazer algo novo, algo de jeito. Deixemos então a câmara de lado, até porque não podia acabar esta primeira crónica sem dedicar umas frases ao nosso brilhante Governo.
Como o espaço é já curto, não falo das anedotas em torno do ministro que já só o é no papel, o nosso conhecido Miguel Relvas, não falo dos disparates das medidas económicas com que Vítor Gaspar e Passos Coelho nos tentam impingir e que não agradam a ninguém, no fundo… não vale a pena falar de grande coisa, porque depois dos disparates todos, depois do PSD ter tratado mal o parceiro de coligação (o que é típico, aconteceu o mesmo na câmara de Tomar), e depois da maior manifestação de sempre ocorrida no nosso país – este Governo já está a prazo, tal como a câmara nabantina que essa sabemos, termina funções daqui a um ano. A única dúvida é se o Governo ainda se vai embora primeiro.
E por isso termino apenas com a súmula, com base nas declarações dos próprios governantes, daquilo que eles pensam da maioria dos cidadãos portugueses a quem e em nome de quem, bem deveriam governar. Pensam de nós que somos piegas, um clássico ternurento de Passos Coelho que agora até tem medo de sair à rua, parece que o piegas é ele; acham que estamos a mais, a ponto de nos mandarem emigrar; que somos todos ricos, uma vez que é preciso, assim dizem, empobrecer o país; e que, basicamente, somos preguiçosos e queremos viver à conta do Estado e dos poucos que trabalham, uma vez que, dizem, há mais cigarras que formigas em Portugal. Claro, os que trabalham, dizem eles, são eles próprios, eles que governam portanto, apenas para o grupo das formigas, aquele pequeno grupo de accionistas de grandes empresas, grandes empresários, e malta que se reforma da política aos 40 anos e vai fazer presenças em vários conselhos de administração.
Todos os outros, todos nós, usando uma bela palavra do nosso primeiro ministro – que se lixem!
E nós portugueses, deixamos...»
«Estão estas notas do dia de volta e, antes de mais, deixo um agradecimento à rádio Hertz por considerar que aquilo que eu possa ter a opinar tenha qualidade para ser transmitido nas suas ondas hertzianas e seja suficientemente interessante para os ouvintes.
Ora, nesta primeira crónica após o verão, que teve a mesma duração dos anteriores, mas que foi prenhe em tanta matéria e tanta dela do âmbito do disparate, há tanto para falar que se torna difícil escolher um tema que caiba neste curto espaço. Posso fixar-me em Tomar, há sempre muito para comentar nesta terra de estátuas vivas uma vez por ano e, estátuas andantes todo o resto. Um tema sempre recorrente quando se chega a setembro, são os baixos números e a baixa média de entrada dos alunos chegados para o primeiro ano no IPT – e claro, menos alunos são menos postos de trabalho de professores e outros funcionários, menos casas alugadas, menos despesa nos supermercados, nas lojas, nos cafés… enfim, o mais importante contribuidor da economia local vai dando ano após ano, sinais de que se nada se inverter, o fim será evidente – mas já sei, o Politécnico é assunto que não interessa a ninguém, nem sequer aos responsáveis autárquicos que acham que não têm nada a ver com o assunto. Afinal de contas, os alunos do politécnico só vêem para Tomar fazer barulho e dar chatices não é? Pois, continuem a pensar assim…
Falando do município, podia também falar de muitos dos disparates que por lá têm sido ditos e praticados, como este mais recente, que é o de a câmara aprovar propor à Assembleia, que mantenha as ajudas de representação para os dirigentes da autarquia, quando não só o município não tem dinheiro, como os dirigentes não executam essa funções, ou seja, uma câmara falida, paga a 12 dirigentes ditos técnicos por funções que não desempenham! Típico cá por Tomar! A mesma câmara que quer agora contratualizar, vai à reunião de câmara amanhã, um novo empréstimo através de uma medida governamental, a um ano do fim do mandato, para pagar 4 milhões de euros de dívidas a fornecedores, dívida essa que ficará a ser paga pelo município durante os próximos 14 anos. Mais, a mesma câmara que já em 2009 contratualizou com o governo de então, semelhante empréstimo para pagar as dívidas que acumulou, e o dinheiro veio, as dívidas é que parece que ficaram cá à mesma. Confusos? Eu também. Assistam à Assembleia Municipal da próxima sexta, talvez seja possível esclarecer alguma coisa, ou pelo menos, perceber quem aprova ou não este género de disparates.
Bom mas, deixemos a câmara da qual, assim como assim, há muito ninguém espera nada de bom, estamos todos à espera que este mandato acabe para ver se é possível fazer algo novo, algo de jeito. Deixemos então a câmara de lado, até porque não podia acabar esta primeira crónica sem dedicar umas frases ao nosso brilhante Governo.
Como o espaço é já curto, não falo das anedotas em torno do ministro que já só o é no papel, o nosso conhecido Miguel Relvas, não falo dos disparates das medidas económicas com que Vítor Gaspar e Passos Coelho nos tentam impingir e que não agradam a ninguém, no fundo… não vale a pena falar de grande coisa, porque depois dos disparates todos, depois do PSD ter tratado mal o parceiro de coligação (o que é típico, aconteceu o mesmo na câmara de Tomar), e depois da maior manifestação de sempre ocorrida no nosso país – este Governo já está a prazo, tal como a câmara nabantina que essa sabemos, termina funções daqui a um ano. A única dúvida é se o Governo ainda se vai embora primeiro.
E por isso termino apenas com a súmula, com base nas declarações dos próprios governantes, daquilo que eles pensam da maioria dos cidadãos portugueses a quem e em nome de quem, bem deveriam governar. Pensam de nós que somos piegas, um clássico ternurento de Passos Coelho que agora até tem medo de sair à rua, parece que o piegas é ele; acham que estamos a mais, a ponto de nos mandarem emigrar; que somos todos ricos, uma vez que é preciso, assim dizem, empobrecer o país; e que, basicamente, somos preguiçosos e queremos viver à conta do Estado e dos poucos que trabalham, uma vez que, dizem, há mais cigarras que formigas em Portugal. Claro, os que trabalham, dizem eles, são eles próprios, eles que governam portanto, apenas para o grupo das formigas, aquele pequeno grupo de accionistas de grandes empresas, grandes empresários, e malta que se reforma da política aos 40 anos e vai fazer presenças em vários conselhos de administração.
Todos os outros, todos nós, usando uma bela palavra do nosso primeiro ministro – que se lixem!
E nós portugueses, deixamos...»
terça-feira, setembro 25, 2012
segunda-feira, setembro 24, 2012
curtas

- Na passada quarta, a velhinha da direita, que se reformou aos 42, homenageou o da esquerda, que aos 103 ainda trabalha.
É suposto seguirmos qual dos exemplos?
- Lá pelos EUA, Mitt Romney, o candidato republicano, disse há uns dias qualquer coisa como "47% dos americanos querem viver do estado e não trabalhar". Caiu-lhe tudo em cima, incluindo muitos do seu partido, e caiu a pique nas sondagens.
Ontem por cá, o ministro Miguel Macedo, apontado como possível sucessor (agora já não creio) na pasta de Relvas, disse que Portugal tem de deixar de ter mais cigarras que formigas. O que lhe irá acontecer?
Seja como for, vai dando para perceber o que pensa o Governo daqueles a quem devia bem governar: estamos a mais, somos parasitas, preguiçosos, piegas, ricos, e chulos do estado.
Já pelo Governo, formigas parece não haver, e as cigarras cantam muito mal!
- Portugal vendeu na passada quarta dia 19, dois mil milhões de euros de dívida com juros significativamente mais baixos que anteriormente mas... 98% foi comprada por três bancos nacionais com dinheiro emprestado pelo BCE (um dos da troika...) a 1% de juros. (ler mais no expresso)
Enquanto não forem alteradas as regras e a função do BCE, vamos mal.
E quando vejo estas notícias sinto-me comunista.
- Para os munícipes interessados, os números da dívida do rico município nabantino cuja câmara até quer continuar a pagar mordomias aos seus dirigentes, colocados regularmente no blogue do vereador socialista Luís Ferreira. Deixo apenas este número:
"a 30/9/2011 - Pagamentos em atraso há mais de 90 dias - 7 392 548,20€".
domingo, setembro 23, 2012
a crise dos outros
Não se pense que em Portugal poderia acontecer exatamente o mesmo, Portugal é um país maior, com uma população muito menos culta, desinformada, que confunde criticar com falar mal, e que na sua maioria tudo o que conhece ou proclama sobre o Estado, as suas organizações e agentes, são generalizações abstratas, mitos, e aldrabices replicadas pelas redes sociais e pela comunicação social.
Ainda assim, estes quase 6 minutos da revolução islandesa acontecida no ano passado valem a pena. Se mais não for, para manter opções em aberto.
Bom domingo!
sábado, setembro 22, 2012
com troika ou sem ela?
Tomando como base o que era para ser uma pequena resposta a um comentário do Virgílio Lopes, jovem comunista tomarense, ao post em que divulgo a manifestação em Tomar "que se lixe a troika" e que, resumindo, me falava na necessidade de simplesmente romper com a troika, acabei por me estender no texto e não o publiquei. Recupero-o agora aqui para o mural.A questão não pode ser colocada dessa forma Virgílio, por mais que a malta dos partidos do eterno protesto não o entendam ou não queiram aceitar. Nós precisamos do dinheiro da troika, e isso é um facto.
A questão essencial não está no memorando, está sim naquilo que está a ser feito usando essa desculpa, mas que na verdade não está lá escrito ou está apenas em linhas gerais.
Um pequeno exemplo: está escrito no memorando como uma das medidas a diminuição do apoio do estado aos privados na área da educação - no entanto, uma das primeiras medidas do governo foi aumentar o subsídio às escolas privadas, apesar de todos os cortes no ensino público.
O problema do país e do governo português (que já se finou), é que estão a ser aplicadas receitas ideológicas que não foram sufragadas e não encontram eco sequer, na maioria daqueles que representam a base social dos partidos do governo - e isso não é democrático, e por isso o governo não tem legitimidade democrática para governar desta forma. (Os desenvolvimentos dos últimos dias são claros quanto a esta questão).
Outro problema não está tanto na austeridade que de uma forma ou de outra teria de acontecer porque, independentemente das razões que nos trouxeram a este ponto, andámos todos, e quando digo todos, refiro-me mesmo aos cidadãos em geral, classe média em particular (e é fácil comprovar isso de muitas forma) a viver acima das nossas possibilidades.
Por isso, o problema, dizia, não está tanto na austeridade, mas sim nas medidas inconsequentes ou lesivas para a maioria dos cidadãos e da sociedade em geral, que não permitem vislumbrar nenhum horizonte de esperança no fim dessa austeridade.
Outra questão essencial é que, ao contrário da lavagem cerebral que Governo e alguma comunicação social tenta efetuar, há opções, há alternativas. Na política há sempre opções, na Democracia há sempre alternativas. Esta visão enviesada ultra-liberal e minoritária do Governo não é a única opção e não é, lá está, uma alternativa com futuro.
Mas a opção também minoritária dos eternos do protesto em transformar o país num gueto político e social também não é uma alternativa com futuro, e os portugueses, felizmente, nunca a aceitarão.
A política e os partidos já tiveram melhores dias no que diz respeito à sua imagem pública e aceitação pelos cidadãos, com muitas culpas dos próprios partidos e políticos - mas que não se engane o PCP se julga que lucra politicamente com o mal estar do país, que não se engane o PCP (e também o BE) se julga que escapa à imagem global, que não se engane se julga que ser contra tudo e o seu contrário lhes permitirá alguma vez criar nos cidadãos a ideia de que possam ser uma solução para a governação.
E esse é também um dos problemas do país, só há um partido que conta na esquerda portuguesa, porque é o único que conta para governar. Eu sou dos que prefiro governos de coligação a governos de um só partido, mas na esquerda portuguesa não é possível contar com PCP e BE para a governação. Mais, todos sabem que para o PCP e o BE, o maior adversário é o PS, e isso é outro dos problemas.
Portugal é um país sociologicamente mais à esquerda, mas nunca essa esquerda está verdadeiramente representada porque dois partidos não estão disponíveis para discutir, não estão disponíveis para sair do seu mundo e cruzarem-se com o mundo dos outros e o mundo real; não estão disponíveis porque também não sabem mais e não querem expor-se às dificuldades da governação.
A esquerda portuguesa é assim infelizmente coxa, porque apesar de socialmente maioritária, é quase sempre minoritária para governar.
sexta-feira, setembro 21, 2012
"How much austerity is too much?"
"Em duas curtas semanas, Portugal passou de um aluno modelo (...) para um exemplo dissuasor dos perigos que enfrentam os governos ao tentar forçar austeridade além dos limites de tolerância dos já muito sofridos eleitores".
The Economist
Para facilitar os menos versados no inglês, podem ler via expresso. Deve ser lido porque é mais uma visão exterior do que se passa no nosso país, e deve ser lido especialmente pelos poucos que ainda acreditam na balela bem colada (mas a cuspo) de que não há alternativa. Há sempre alternativa ou não viveríamos em Democracia.
Além de todas as propostas apresentadas cá pela oposição, nem é preciso inventar muito, basta ver exemplos de outros países. A Islândia é um deles, o que está a ser feito em França é outro. A Grécia é outro, neste caso o pior - e é precisamente esse que está a ser seguido por cá.
The Economist
Para facilitar os menos versados no inglês, podem ler via expresso. Deve ser lido porque é mais uma visão exterior do que se passa no nosso país, e deve ser lido especialmente pelos poucos que ainda acreditam na balela bem colada (mas a cuspo) de que não há alternativa. Há sempre alternativa ou não viveríamos em Democracia.
Além de todas as propostas apresentadas cá pela oposição, nem é preciso inventar muito, basta ver exemplos de outros países. A Islândia é um deles, o que está a ser feito em França é outro. A Grécia é outro, neste caso o pior - e é precisamente esse que está a ser seguido por cá.
acordai, gentes que dormis...
Hoje é dia de Conselho (não, não é do "conselho de coordenação da coligação", vale-lhes nossa senhora das asneiras!), hoje é dia de Conselho de Estado e mais logo, pelas 18:30 bem junto ao Palácio de Belém vai-se ouvir o magnífico e quase hino "Acordai", saído das letras de José Gomes Ferreira e das notas e acordes do nabantino Fernando Lopes Graça.
Vamos lá ver se o ouvem lá dentro... Gosto desta onda revolucionária, pacífica e intelectual que está a infetar os portugueses. Haja alguma coisa de positivo no meio disto tudo!
Bom dia, é quase fim de semana!
quinta-feira, setembro 20, 2012
a política e os medrosos
A Câmara Municipal de Tomar tem muito destas coisas...Hoje foi discutido em câmara, para levar à assembleia municipal que há-de decidir o assunto, a questão do pagamento das despesas de representação dos dirigentes do município, leia-se diretores de departmento e chefes de divisão.
Ora, antes de mais um parêntesis para aqueles que conhecem pouco destas lides da administração pública portuguesa. As despesas de representação são um daqueles complementos, como há muitos em muitos outros casos, pagos além ordenado, e que da natureza excecional em algumas funções passaram com os anos a ser regra igual para todos - fenómeno que também explica muito do estado das contas do nosso país.
Assim, estas despesas de representação são pagas a quem ocupe os lugares de dirigentes intermédios, tidos normalmente como os dirigentes técnicos (ou seja, não políticos, o que raramente é verdade), quer da administração central e dos institutos e empresas públicas, quer das autarquias.
Ora, este Governo, apesar da austeridade, não teve a coragem para simplesmente acabar com isto e muito mais desses extras tornados regra, que já ajudariam em muitos milhões às contas do Estado, e ficou-se por uma espécie de lavar as mãos devolvendo no caso das autarquias, às assembleias municipais a responsabilidade de decidir, sobre proposta da câmara, esta matéria - ou seja, decidir se para o orçamento municipal de 2013, os dirigentes intermédios vão receber igual, mais, menos, ou nada, destas despesas de representação que significam 311,21€ mensais para os (3) Diretores de Departamento e 194,79€ para os (9) Chefes de Divisão.
Portanto, fechando parêntesis e voltando ao início, a Câmara de Tomar decidiu hoje propor à assembleia municipal cuja reunião se realiza na próxima sexta dia 28, a manutenção destas regalias por parte dos dirigentes intermédios do município.
Bom, ao contrário do que alguns imaginam, a Câmara não é uma entidade abstrata, é um orgão colegial (ou seja, onde todos valem um voto e as decisões são tomadas por maioria) que no caso de Tomar é composta por 7 pessoas: o presidente e 6 vereadores.
Foram precisamente o presidente Carlos Carrão e os 2 vereadores PSD mais o vereador "independente" Pedro Marques que votaram favoravelmente a continuidade desta regalia, tendo os 2 vereadores socialistas José Vitorino e Luís Ferreira se abstido (deveriam ter votado contra) e igualmente a vereadora "independente" Graça Costa. (podem ler as declarações de voto dos vereadores socialistas aqui)
E porquê, perguntam vocês "cidadãos anónimos", porque entendem os responsáveis políticos dum município falido, onde para mais nenhum dirigente "técnico" faz trabalho de representação, que esses devem continuar a receber tais benefícios?
Ora, nesta, como em muitas matérias, a resposta é simples: falta de coragem, incapacidade para liderar e tomar decisões doam a quem doer se forem justas; receio do que a decisão possa fazer da sua imagem ou credibilidade junto daqueles a quem a medida afeta que, convenhamos, não são pessoas quaisquer, são aqueles que muitas vezes, e normalmente por falta de trabalho dos políticos, conhecem verdadeiramente os meandros e afins dos dossiês que circulam pelo município.
É a mesma falta de coluna que explica muita coisa que acontece neste município (e noutros, é certo). Quando os políticos são maus, quando os políticos são fracos, quando os políticos não sabem priorizar entre o importante e o acessório, quem manda são aqueles que não foram eleitos.
É sempre assim. O poder nunca deixa de ser exercido, se quem de direito não o exerce, alguém exerce por ele.
E neste particular, já foi assim por exemplo, quando em 2010 quase toda a Assembleia com exceção dos deputados municipais socialistas onde me incluo, votou o alargamento do número de dirigentes quando deveria ter feito exatamente o contrário.
Ora, está-se mesmo a ver o que vai acontecer na próxima Assembleia não está?
Bom, pelo menos o meu voto, por mais que custe aos senhores dirigentes da autarquia, fica já aqui registado: - é contra!
É que convenhamos, para além do estado das finanças da autarquia, para além do momento que vive o país, e para além de como já referi, os dirigentes do município não fazerem qualquer trabalho de representação e genericamente terem um trabalho "das 9 às 5", já gozam de várias outras regalias no conjunto dos funcionários, como sejam o valor salarial, a função de chefia que existe em excesso no município e sem critério estratégico, a isenção de horário, e outras mais personalizadas, que por decoro me vou escusar de referir aqui.
São globalmente muito boas pessoas, mas isso não tem nada que ver com as decisões que os políticos responsáveis têm de tomar.
Claro que, este é mais um daqueles assuntos em que com uma comunidade atenta e participativa, jamais o município tomaria decisões destas. Mas os nabantinos estão-se nas tintas para tudo o que não lhes toque no umbigo...
Não me venham chatear com a coisa de pôr "independente" entre comas, porque já expliquei muitas vezes porque não acredito que alguém possa ser nestas coisas da política, "independente". E em boa parte dos casos nabantinos, nem é preciso dizer nada porque se explicam por si mesmo.
quarta-feira, setembro 19, 2012
nabantia e os nabantinos
Este sábado, 22 de Setembro, pelas 16h no Club Thomarense, lançamento do livro
«Tomar, tempos e gentes»
de J. Godinho Granada
não sei ainda se vou poder estar em Tomar sábado, mas recomendo.
«Tomar, tempos e gentes»
de J. Godinho Granada
não sei ainda se vou poder estar em Tomar sábado, mas recomendo.
curtas
- Nos últimos dias a segurança pessoal de Passos Coelho e outros governantes tem sido reforçada...
Até na reunião do conselho nacional na sede do PSD foram adotadas medidas extraordinárias de segurança.
Sairam cá uns piegas estes governantes!
- Vejam este vídeo colocado no Expresso, são 30 segundos onde um patrão português diz tudo sobre as medidas propostas pelo governo, no programa do nabantino liberal José Gomes Ferreira na SIC N.
- A escritora Maria Teresa Horta, uma Senhora, recusa-se a receber o prémio D.Dinis das mãos de Pedro Passos Coelho. Assim é que se é coerente. (no Expresso)
- O fim de semana das estátuas vivas em Tomar foi-se, mas as estátuas errantes essas continuam como sempre por aí. Sobre o festival, e independentemente dos números avançados pela autarquia, há algo evidente e que muito ouvi comentar durante o fim de semana - o público era bastante menos que no ano passado. Sintomas já de enfartamento quanto ao evento? Falta de novidades? Má divulgação? Ou apenas efeitos da crise?
Bom dia! Hoje é quarta, falta pouco para o fim de semana...
Até na reunião do conselho nacional na sede do PSD foram adotadas medidas extraordinárias de segurança.
Sairam cá uns piegas estes governantes!
- Vejam este vídeo colocado no Expresso, são 30 segundos onde um patrão português diz tudo sobre as medidas propostas pelo governo, no programa do nabantino liberal José Gomes Ferreira na SIC N.
- A escritora Maria Teresa Horta, uma Senhora, recusa-se a receber o prémio D.Dinis das mãos de Pedro Passos Coelho. Assim é que se é coerente. (no Expresso)
- O fim de semana das estátuas vivas em Tomar foi-se, mas as estátuas errantes essas continuam como sempre por aí. Sobre o festival, e independentemente dos números avançados pela autarquia, há algo evidente e que muito ouvi comentar durante o fim de semana - o público era bastante menos que no ano passado. Sintomas já de enfartamento quanto ao evento? Falta de novidades? Má divulgação? Ou apenas efeitos da crise?
Bom dia! Hoje é quarta, falta pouco para o fim de semana...
terça-feira, setembro 18, 2012
harakiri político
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| a ideia era fazer isto aos portugueses mas por vezes as balas fazem ricochete |
Para completar a tríade que conta para o enterro, a presença fantasmagórica de Relvas, o ministro dos negócios (entre tantos outros apelidos), que há muito e por várias razões a começar na ética, se tornou inaceitável no governo, e que só por si tanto contribuiu para o rápido desmoronar do castelo de areia que foi esse governo.
Este governo está morto. Faça o que fizer, arranje que distrações arranjar, remodele o que remodelar, este governo perdeu toda a legitimidade, precisamente por não perceber ou querer aceitar o óbvio da Democracia: um governo ganha nas urnas apenas a legitimidade formal e aritmética, mas a legitimidade social e política tem de ser conquistada todos os dias.
Este governo não vai sequer conseguir sair mais à rua.
Há um laço que é preciso manter, pelo menos com a maioria dos cidadãos, pelo menos com a base social e ideológica de apoio. Mas este governo já não tem sustentação nenhuma, já pouco mais que os próprios governantes e os destes dependentes (e poucos aparecem a dar a cara) acreditam que a coisa se possa manter.
Pode demorar um mês, pode demorar um ano, mas certo é que já ninguém nada espera de bom, já ninguém em nada acredita que venha deste governo, e por isso, seja porque o CDS salta fora, seja porque o Presidente manda a coisa abaixo, seja porque o próprio e verdadeiro PSD faz a coisa implodir, este governo vai cair.
É que a coisa não é já o que é suposto acontecer em Democracia, não se trata de uma questão de esquerda e direita com opções e ideologias divergentes, não se trata do partido X ou Y. Trata-se de um conjunto de pessoas que se julga na posse e mando do país, e com isso pensando fazer o que bem entender com uma ideologia que não foi sufragada e não tem expressão na nossa República, e pelo meio ainda fazer negociatas para/com os amigos.
Contestado por todos, a começar no seu próprio partido e continuando naquele que convidou para a coligação, este governo maioritário conseguiu com apenas um ano de mandato deitar tudo ao charco.
E só a si mesmo pode culpar:
Primeiro, uma série de proclamações e medidas demagógicas impossíveis de sustentar por governantes com pouca ou nenhuma obra feita, muitos telhados de vidro e consistentes inconsistências éticas;
Também, uma fórmula insistentemente apresentada como sem alternativa, apresentada como exigida pela troika e indo muito além desta, que como quase todos previam, veio a originar piores resultados que aqueles que existiam quando lá chegaram, e que para mais, criou na generalidade dos cidadãos a ideia real de que os sacrifícios não foram igualmente distribuídos e carregaram mais sobre os mais fracos;
E por fim, um conjunto de medidas insensatas sem o mínimo de ligação com a realidade, apresentadas sem dialogar com ninguém - nem sindicatos, nem associações patronais, nem partidos da oposição ou sequer com aquele com o qual se coligou, neste PSD de Passos e Relvas mostraram que não sabem trabalhar pelo bem comum, não sabem ouvir, não sabem dialogar, e provavelmente não estão mesmo interessados em fazer nada disso.
Ora, onde é que já vi isto, precisamente num PSD orquestrado por Relvas? Ele há coisas que não enganam ou não mudam....
Na câmara de Tomar passou-se exatamente o mesmo. Incapazes de dialogar, sem qualquer vontade em trabalhar, em ouvir os outros, em discutir ideias e flexibilizar posições, convencidos que o parceiro de coligação deixaria de ter identidade e aceitaria tudo porque, julgavam, estavam lá pelas mesmas razões que eles: o poder pelo poder, as mordomias pelas mordomias, mais as bajulices e o penacho, e "que se lixe se isto não serve para nada e vai ficar pior do que quando chegámos" - enganaram-se, o PS nabantino não alinha em carnavais nocivos ao coletivo!
Sobre o que se está a passar no Governo e aquilo que tem acontecido em Tomar há apenas duas diferenças essenciais: a generalidade dos nabantinos apesar de não acreditar em nada desta câmara e dela nada de bom esperar, está-se nas tintas e pouco disponível para fazer alguma coisa, até porque a coisa não toca diretamente no umbigo de forma muito percetível - ou assim julgam;
e depois, por ridículo que pareça, deitar uma câmara abaixo é formalmente muito mais difícil (para não dizer quase impossível) que o Governo do país.
Seja como for a verdade insofismável é esta: o governo da nação está morto e só não se sabe quem lhe fará e quando o enterro; o governo de Tomar já morreu há muito e já ninguém sabe onde pára o cadáver.
domingo, setembro 16, 2012
"um domingo qualquer"
Tanto para dizer e vontade nenhuma de o fazer.
Acho que as imagens e o número de manifestantes ontem nas ruas dos país falam por si.
Dizer mais o quê? (só se for para dar os parabéns aos que não se manifestaram - estão bem na vida com certeza).
Bom domingo!
sábado, setembro 15, 2012
ai Portugal...
«Companheiros:
Não vou poder estar convosco na mobilização de 15/9 porque tenho o privilégio de trabalhar nesse dia. Mobilizo-me à minha maneira e digo o que tenho a dizer, sobretudo através das canções que escrevo. É urgente estarmos unidos, cada vez mais, por todo o pais, dizer firmemente "NÃO" ao inaceitável. Tem de existir um limite para tanta injustiça, tanta arrogância, tanta impunidade e tanto sofrimento para esta maioria que não pode continuar
a ser tão silenciosa. Não vale a pena falar dos agravamentos bestiais que pessoalmente me afectam, a minha sobrevivência depende essencialmente do público e esse está aflitivamente a ficar sem meios de subsistência. Sei que o desemprego vai aumentar, o número de desalojados e falências também e sei que este povo tem de gritar bem alto e em uníssono "CHEGA!" - para não perecer.»
Jorge Palma, um dos grandes
«Tornou.se evidente que é preciso intervir, que é forçoso dizer que Portugal não podia ter tido pior sorte nas elites que elegeu. Não que a Democracia não funcione, mas porque temos sucessivamente acreditado que o Poder não corrompe Homens e Partidos. Recusamo.nos a crer que possam usar a benção do nosso voto contra nós próprios, em proveito de interesses privados obscuros em que ninguém votou. Este sistema baseado no Capital puro tem o maior desprezo pela Democracia que tanto nos custou a conquistar: estamos a aperceber-nos, tarde, que o Capitalismo já não precisa do sistema democrático para impor as suas furiosas regras. Um jogo sujo em que conquistam o Poder, não porque os esbirros tenham sido eleitos, mas porque se apropriam das barrigas de aluguer daqueles em quem, em boa fé, votamos.
Sucessivamente, e desde que se perderam valores e ideologias na vida política, Portugal tem sido saqueado uma e outra vez por governantes cegos às mais básicas ambições e necessidades das populações. Não é demagogia: os bens públicos, aqueles que todos pagámos com os nossos impostos, são consecutivamente assaltados, retalhados, vendidos a privados em manobras que escapam ao controle dos cidadãos.
Assim, o Sistema Nacional de Saúde, que sempre garantira constitucionalmente assistência médica gratuita a todos os portugueses, foi esvaziado, desinvestido, por forma a dar prejuízo nas contas públicas e justificar assim a sua venda. Sucessivas Administrações incompetentes de Hospitais Públicos, nomeados por igualmente incompetentes governos, colaboraram neste esquema tendo em vista a alienação de equipamentos, que são nossos por direito próprio, a privados que nos cobram para obtermos cuidados que tinham que ser grátis.
No Ensino Publico, a degradação das carreiras docentes, programas confusos e contraditórios, fizeram dos alunos cobaias durante décadas. Assim se destruiu a dignidade de professores e se depauperou a rede escolar, uma área, também ela constitucionalmente, de acesso universalmente gratuito. Ao mesmo tempo, ajudadas e financiadas pelos mesmos governos, pululam no país instituições de carácter privado que esvaziam o sector público com resultados muitas vezes equívocos ou fraudulentos.
Na Justiça ganha quem conseguir empatar o sistema. E consegue empatar o sistema quem tem dinheiro. Mais do mesmo. Não se privatizam os Juízes porque seria, para já, escandaloso. Mas o processo para lá caminha se não soubermos a tempo defender os nossos direitos. A promiscuidade entre poder político e poder judicial é um sintoma vergonhoso e indigno para um Estado de Direito democrático. É o grande sintoma da corrupção que grassa, há gerações, entre nós.
Agora, e em vez de um Serviço Publico de Televisão que sirva abnegadamente o País com uma gestão pública cuidadosa e rigorosa, entrega.se de mão beijada o nosso equipamento, as nossas instalações, o nosso dinheiro aos ' privados' de sempre, para cumprir promessas feitas nos bastidores pré.eleitorais às clientelas políticas.
Este é o Governo que temos. Um Governo que prometeu mudar. Um Governo em quem muitos de nós votámos. Mas poderia ter sido o anterior, ou anterior a esse. Na falência ideológica, hipotecaram os nossos anéis. E agora querem arrancar.nos os dedos.
Portugal atravessa uma das piores crises da sua História. Mas não é a crise económica ou financeira que me preocupa. É a tremenda crise de valores, de respeito, de dignidade. Aquela que tão patente está nesta ultima comunicação do Primeiro.Ministro, esse sim eleito e a quem devemos pedir satisfações.
Um Primeiro.Ministro que encabeça um Governo que anda a reboque dos mercados, seja lá o que isso for, que consecutivamente ataca os mais básicos direitos de quem trabalha, de quem produz, de quem cria emprego, taxando ainda mais os já míseros salários e regalias. Um Governo que prefere fazer pagar os mais fracos e desprotegidos, os reformados, os pensionistas, os desmpregados, os jovens, beneficiando despudoradamente quem mais tem e mais deveria pagar, que tem insistido na degradação da mão.de.obra, como se o País fosse ser mais competitivo quanto mais baixo fosse o valor do trabalho.
Este é o Governo do nosso descontentamento, da chinezização do tecido produtivo, da mercantilização da Economia. A sua total insensibilidade para a verdadeira crise social que ajudou a aprofundar será um dia julgada pela História.
Para já compete.nos não calar a revolta que nos cresce diariamente a cada malfeitoria.
Fomos tolerantes e passivos. Escutámos e acreditámos. Mas perante a ignomínia deste assalto descarado, a coberto da crise e acicatada pelos ' privados' a quem permitimos que o País fosse entregue, chegou o momento de mostrarmos que Portugal tem voz, tem Futuro, tem o mérito de ser produtivo, único, apaixonado, resistente, lutador, tem a capacidade de se erguer, de ousar Sonhar apesar da mediocridade das ' elites'' em quem confia, malfortunadamente, o seu destino.
Este Governo teve o beneplácito da maioria. E é escudado nesse argumento que, perante um Presidente autista e uma maioria conivente, acabou de dar a última machadada no nosso mais elementar direito: sermos Felizes na nossa terra. É aqui, em Portugal, que queremos que os nossos Filhos cresçam e encontrem, também eles, o caminho dos seus próprios Sonhos. E se partirem, que seja por vontade. Nunca por necessidade. Nos já pagámos Portugal. Este País é, portanto, nosso. Sejamos então nós a mandar. Sejamos nós a mudar.»
Sucessivamente, e desde que se perderam valores e ideologias na vida política, Portugal tem sido saqueado uma e outra vez por governantes cegos às mais básicas ambições e necessidades das populações. Não é demagogia: os bens públicos, aqueles que todos pagámos com os nossos impostos, são consecutivamente assaltados, retalhados, vendidos a privados em manobras que escapam ao controle dos cidadãos.
Assim, o Sistema Nacional de Saúde, que sempre garantira constitucionalmente assistência médica gratuita a todos os portugueses, foi esvaziado, desinvestido, por forma a dar prejuízo nas contas públicas e justificar assim a sua venda. Sucessivas Administrações incompetentes de Hospitais Públicos, nomeados por igualmente incompetentes governos, colaboraram neste esquema tendo em vista a alienação de equipamentos, que são nossos por direito próprio, a privados que nos cobram para obtermos cuidados que tinham que ser grátis.
No Ensino Publico, a degradação das carreiras docentes, programas confusos e contraditórios, fizeram dos alunos cobaias durante décadas. Assim se destruiu a dignidade de professores e se depauperou a rede escolar, uma área, também ela constitucionalmente, de acesso universalmente gratuito. Ao mesmo tempo, ajudadas e financiadas pelos mesmos governos, pululam no país instituições de carácter privado que esvaziam o sector público com resultados muitas vezes equívocos ou fraudulentos.
Na Justiça ganha quem conseguir empatar o sistema. E consegue empatar o sistema quem tem dinheiro. Mais do mesmo. Não se privatizam os Juízes porque seria, para já, escandaloso. Mas o processo para lá caminha se não soubermos a tempo defender os nossos direitos. A promiscuidade entre poder político e poder judicial é um sintoma vergonhoso e indigno para um Estado de Direito democrático. É o grande sintoma da corrupção que grassa, há gerações, entre nós.
Agora, e em vez de um Serviço Publico de Televisão que sirva abnegadamente o País com uma gestão pública cuidadosa e rigorosa, entrega.se de mão beijada o nosso equipamento, as nossas instalações, o nosso dinheiro aos ' privados' de sempre, para cumprir promessas feitas nos bastidores pré.eleitorais às clientelas políticas.
Este é o Governo que temos. Um Governo que prometeu mudar. Um Governo em quem muitos de nós votámos. Mas poderia ter sido o anterior, ou anterior a esse. Na falência ideológica, hipotecaram os nossos anéis. E agora querem arrancar.nos os dedos.
Portugal atravessa uma das piores crises da sua História. Mas não é a crise económica ou financeira que me preocupa. É a tremenda crise de valores, de respeito, de dignidade. Aquela que tão patente está nesta ultima comunicação do Primeiro.Ministro, esse sim eleito e a quem devemos pedir satisfações.
Um Primeiro.Ministro que encabeça um Governo que anda a reboque dos mercados, seja lá o que isso for, que consecutivamente ataca os mais básicos direitos de quem trabalha, de quem produz, de quem cria emprego, taxando ainda mais os já míseros salários e regalias. Um Governo que prefere fazer pagar os mais fracos e desprotegidos, os reformados, os pensionistas, os desmpregados, os jovens, beneficiando despudoradamente quem mais tem e mais deveria pagar, que tem insistido na degradação da mão.de.obra, como se o País fosse ser mais competitivo quanto mais baixo fosse o valor do trabalho.
Este é o Governo do nosso descontentamento, da chinezização do tecido produtivo, da mercantilização da Economia. A sua total insensibilidade para a verdadeira crise social que ajudou a aprofundar será um dia julgada pela História.
Para já compete.nos não calar a revolta que nos cresce diariamente a cada malfeitoria.
Fomos tolerantes e passivos. Escutámos e acreditámos. Mas perante a ignomínia deste assalto descarado, a coberto da crise e acicatada pelos ' privados' a quem permitimos que o País fosse entregue, chegou o momento de mostrarmos que Portugal tem voz, tem Futuro, tem o mérito de ser produtivo, único, apaixonado, resistente, lutador, tem a capacidade de se erguer, de ousar Sonhar apesar da mediocridade das ' elites'' em quem confia, malfortunadamente, o seu destino.
Este Governo teve o beneplácito da maioria. E é escudado nesse argumento que, perante um Presidente autista e uma maioria conivente, acabou de dar a última machadada no nosso mais elementar direito: sermos Felizes na nossa terra. É aqui, em Portugal, que queremos que os nossos Filhos cresçam e encontrem, também eles, o caminho dos seus próprios Sonhos. E se partirem, que seja por vontade. Nunca por necessidade. Nos já pagámos Portugal. Este País é, portanto, nosso. Sejamos então nós a mandar. Sejamos nós a mudar.»
Pedro Abrunhosa
sexta-feira, setembro 14, 2012
"que se lixe a troika"
Ajuntamento na praceta Raul Lopes (em frente ao antigo Colégio Nuno Álvares) e seguir pela Avenida Norton de Matos até à praceta Alves Redol (Rotunda)
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civitatem statuas errantem
Começa hoje a 3ª edição do Festival Estátuas Vivas que este ano além de Tomar, conta com aparições em Almourol (V.N.Barquinha) e Dornes (Ferreira do Zêzere).
O projeto é uma organização da "máquina do tempo" liderada pelo prof. Eduardo Mendes, com o apoio do Município de Tomar (e não da Câmara como aparece em informação oficial, era bom que pelo menos as entidades e os responsáveis soubessem a diferença entre uma coisa e outra) que vai buscar os fundos europeus para pagar isto.
Desta forma, e apesar de enquanto evento ser muito bom, é mal planeado porque não tem qualquer retorno direto e por isso não se consegue nem de longe pagar a si mesmo.
É por isso de aproveitar este ano, porque se não for o último deve ser o penúltimo em que se realiza (para o ano nesta altura estaremos em campanha autárquica, prevê-se assim que mesmo sem fundos europeus, arranjem maneira de promover o evento e deixar as contas para outros pagarem).
É por isso de aproveitar este ano, porque se não for o último deve ser o penúltimo em que se realiza (para o ano nesta altura estaremos em campanha autárquica, prevê-se assim que mesmo sem fundos europeus, arranjem maneira de promover o evento e deixar as contas para outros pagarem).
tudo em www.estatuasvivas.com
a escola
Hoje começa mais a sério (leia-se: com os alunos) o meu novo ano letivo. Daqui a pouco recebo a minha direção de turma, uma turminha mesmo ao meu jeito ou não fosse de currículos alternativos com alunos todos repetentes :) (Pelo menos é um bocadinho mais pequena que as outras turmas que lecionarei).Mais logo ao fim da tarde será a vez dos respetivos encarregados de educação.
Para professores, pais e alunos, e demais comunidade educativa esta é a nova realidade do ensino em Portugal:
Turmas com 30 alunos entre os quais 5, 6, 7 alunos com necessidades educativas especiais (quando a Lei diz no máximo 2 se forem redutores, e nesses casos o máximo total por turma são 24), várias etnias, várias idades;
Uma "nova" organização curricular sem pés nem cabeça, que vai aumentar o desinteresse dos alunos pela aprendizagem;
Muito menos professores, e em simultâneo milhares de professores com horário zero (o ministro continua a mentir descaradamente em relação a isto) para os quais as direções andaram a inventar funções alternativas;
Contratações de professores para ofertas de escola onde agora é obrigatória uma entrevista que pesa 50% na escolha do docente - está-se mesmo a ver para que serve, não é?;
Um novo estatuto do aluno que, entre mais, praticamente obriga os professores a passar todos os alunos (e eu sou dos que defende que isso de chumbar ou não nem deveria existir, mas seria de forma clara e assumida - e isso é outra discussão);
Cortes na Ação Social Escolar, logo, mais alunos a vir sem livros e restante material;
Além de tudo o resto que é externo à escola, mas que sempre se reflete na escola.
Obrigado sr. ministro por esta visionária nova realidade para a educação. Assim, Portugal vai ser melhor, não tenho dúvidas......
Os professores também têm culpas? Claro, raramente alguém está isento de culpas. No caso da educação, a culpa dos professores e das associações que os representam, passa por perderem tempo e normalmente com grande mediatismo, com assuntos menores e impopulares para os demais setores (como a sua própria avaliação, que estes senhores demagogicamente não suspenderam, mas também.... ) e pouco enérgicos com aquilo que realmente interessa. Como agora, que estamos a viver a maior destruição do ensino público e da educação em Portugal depois do 25 Abril.
quinta-feira, setembro 13, 2012
curtas
- A chuva de meteoritos sobre os disparates do Governo é tamanha que, como já referi em texto anterior, a sua legitimidade para governar é cada vez mais reduzida e poucos serão os que ainda a reconhecem, a começar por muitos dirigentes do PSD. Como alguém dizia na SIC Notícias, o governo parece um daqueles condutores em fora de mão na autoestrada - os outros é que vão todos mal!...
É claro que eu nunca esqueço a responsabilidade que a todos nos compete e perante a chuva de críticas pergunto: mas será que as figuras de proa deste Governo eram assim tão desconhecidas para os portugueses? Não sabiam em quem estavam a votar? Ou agora, como costume, ninguém votou neles?
- O Secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, João Casanova de Almeida (CDS) (que conheço e tenho como pessoa séria e competente... mas não quer dizer que concorde com as suas opções ou isso o livra das críticas) inaugurou na terça passada uma escola que funciona há 13 anos.... dizer mais o quê?
- Um homem foi abordado e identificado pela PSP por fotografar o carro público ao serviço do ministro Pedro Aguiar Branco, quando este estava, e ao que parece é costume, parado em cima do passeio em frente ao escritório do ministro. (ler aqui)
Além de se perceber melhor porque aparece tão pouco este governante (provavelmente pela mesma razão que muitos outros), pequenos episódios como este dizem tudo sobre quem está no Governo e de como vai este país.
Bom e, se tal acontecesse com alguém dum governo socialista, ui!... isto era notícia para abrir telejornais!
- Lá longe no Brasil, Miguel Relvas disse que Portugal não precisa de uma crise política.
É claro que eu nunca esqueço a responsabilidade que a todos nos compete e perante a chuva de críticas pergunto: mas será que as figuras de proa deste Governo eram assim tão desconhecidas para os portugueses? Não sabiam em quem estavam a votar? Ou agora, como costume, ninguém votou neles?
- O Secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, João Casanova de Almeida (CDS) (que conheço e tenho como pessoa séria e competente... mas não quer dizer que concorde com as suas opções ou isso o livra das críticas) inaugurou na terça passada uma escola que funciona há 13 anos.... dizer mais o quê?
- Um homem foi abordado e identificado pela PSP por fotografar o carro público ao serviço do ministro Pedro Aguiar Branco, quando este estava, e ao que parece é costume, parado em cima do passeio em frente ao escritório do ministro. (ler aqui)
Além de se perceber melhor porque aparece tão pouco este governante (provavelmente pela mesma razão que muitos outros), pequenos episódios como este dizem tudo sobre quem está no Governo e de como vai este país.
Bom e, se tal acontecesse com alguém dum governo socialista, ui!... isto era notícia para abrir telejornais!
- Lá longe no Brasil, Miguel Relvas disse que Portugal não precisa de uma crise política.
Ora, em 2011, ainda sem a troika que podia ter sido evitada, o PSD como fuga para a frente na crescente instabilidade interna e com sede de poder, recusou-se com muita demagogia a assinar o PEC4, o que veio a causar tudo o resto.
Portanto, nessa altura o ideólogo mor da coisa, achava que Portugal precisava duma crise política...
Portanto, nessa altura o ideólogo mor da coisa, achava que Portugal precisava duma crise política...
- O Peru é o mais recente país a dar passos certos na questão das touradas. Foi aprovado o projeto-lei que proíbe menores de entrar nas arenas. (ler no LaRepublica)
- Concorreram mais pessoas à próxima edição daquela coisa da TVI chamada Casa dos Segredos, que ao ensino superior. Não nenhum comentário a fazer sobre isto...
- Concorreram mais pessoas à próxima edição daquela coisa da TVI chamada Casa dos Segredos, que ao ensino superior. Não nenhum comentário a fazer sobre isto...
terça-feira, setembro 11, 2012
orgulhosamente sós
![]() |
| roubado aqui |
Quando a troika se desvincula dos maus resultados dizendo que são da responsabilidade do Governo, e vem agora dar razão ao PS ao dar mais um ano para a redução do défice;
Quando o Governo está a fazer tudo ao contrário do que prometeu, e muito do que garantiu que jamais faria duma forma incomparável com qualquer outro Governo;
Quando o faz com uma demagogia e hipocrisia como não há memória - e ainda "ontem" Passos Coelho na oposição pedia desculpa aos portugueses;
Quando estão a aplicar receitas ideológicas ultra-liberais que não foram sufragadas e não têm concordância ideológica na grande maioria dos portugueses, ou sequer na maioria dos que se afirmam de direita;
Quando o Governo já nem esconde que quer baixar largamente o plafond salarial dos portugueses, aumentar as desigualdades sociais, e empobrecer o país;
Quando o Governo convida aqueles nos quais o Estado mais investiu, aqueles de quem o país mais precisa para "renascer" e que são a geração melhor preparada de sempre, a emigrar;
Quando alguns membros do Governo mentem insistente e descaradamente, como o ministro da Educação, com a lata de mentir sobre coisas que qualquer pessoa com acesso à net verifica nos sites oficiais;
Quando do CDS vão chegando cada vez mais vozes críticas, mesmo que algumas delas veladas;
Quando todas as associações representantes dos trabalhadores, como a UGT ou a CGTP, se mostram contra e prometem endurecer a luta;
Quando muitos, como a Associação Sindical dos Juízes Portugueses e vários constitucionalistas levantam questões de inconstitucionalidade;
Quando mesmo os grandes da economia como Belmiro de Azevedo ou Francisco van Zeller apontam o disparate das medidas;
Quando os indefetíveis comentadores liberais e anti PS, como José Gomes Ferreira, se juntam às críticas;
Quando organizações dos sociais democrata, como os TSD ou a JSD ou muitos dos barões, usam os mais diversos adjetivos para descrever a estupefação que sentem;
Quando até defensores e colaboradores próximos de Passos Coelho e Miguel Relvas, como Morais Sarmento, dão sinais de desconforto;
- Sem ser a dos próprios (e muitos andam calados e escondidos; e de João César da Neves, mas desse também se sabe o que a casa gasta) com a legitimidade de quem é que este Governo ainda está em funções?
E depois aparece Relvas com aquele ar agastado que adquiriu nos últimos tempos, a dizer que a culpa é da governação do PS, porque, ele que é dos mais hábeis da retórica, perante todas as evidências não consegue dizer mais nada. Será que acreditam que isso, ou a desculpa do memorando da troika (com a qual também se mente bastante) ainda convence alguém com dois dedos de testa?
Eu bem dizia logo no início do mandato, que este Governo bateria o recorde do de Durão na curta duração, e parece que não me vou enganar.
Há coisas que são como o algodão, e aquilo que nasce torto...
segunda-feira, setembro 10, 2012
retratamento
Acabei por fazer nesse post uma das coisas que mais critico: uma apreciação apressada, ligeira, injusta.
Penitencio-me por isso e peço desculpa aos colegas dessa escola a quem, assim me disseram algum tempo depois, esse meu comentário compreensivelmente não agradou.
O colega Carlos Trincão, coordenador da EB1/JI Templários, a quem agradeço, teve a gentileza de me oferecer recentemente Uma flor para Saramago, o resultado do trabalho meritoso da escola em torno desse livro e que prova que eu fui injusto nessa apreciação impetuosa.
Aos colegas da EB1/JI Templários e todos os outros, votos de um profícuo novo ano letivo.
Aos milhares de docentes do quadro com horário zero para quem as direções escolares andam a "inventar" trabalho, fruto do aumento do número de alunos por turma e da (des)organização curricular economicista; aos milhares de docentes que não obtiveram contrato (ambas as situações apelidadas insistentemente pelo sr ministro de fantasias), particularmente aos da minha decepada disciplina onde nem UM em todo o país foi contratado, a minha solidariedade e um voto de esperança: mais tarde ou mais cedo quem desgoverna há-de abrir os olhos e perceber, a bem ou a mal, que um país que quer ter futuro não pode brincar com a educação.
e agora vou para Lisboa, que tenho reunião geral de docentes daqui a pouco....
domingo, setembro 09, 2012
"flamenquita"
Danças no soalho flamejante
com promessa, nesse olhar, tanta
volteias linda, volteias fascinante
de sorriso jovial de infanta
mescla de mulher cálida que encanta
mourisca, judia, angélica cigana.
Danças para mim sem deter
danças como se te fosse envolver
palmas, castanholas, sapateado
fazes-me louco, atrofiado
como este poema que, enfeitiçado
escrevi fora de tom
foi a pedido, encomendado
tu sabes: as plumas… não têm som.
sexta-feira, setembro 07, 2012
curtas

- O BCE liderado por Mário Draghi decidiu finalmente comprar dívida pública soberana dos países da zona euro que estejam em dificuldades. Até o nosso habitualmente pouco dissertante de alguma coisa que interesse, Presidente Cavaco já veio saudar a decisão lamentando apenas o tardio da mesma.
E o Governo da República, depois do que tem dito e feito, diz o quê? Nada, pois claro, o sr Passos que ainda em junho disse na AR que esse era um papel que não competia ao BCE e que essa hipótese não passava de retórica política, só conhece é austeridade.
Esperem por mais logo à hora de jantar que vem aí mais.... Ah, pois, logo a seguir joga a seleção! Coincidências...
Pasta rebanho pasta, nesses verdejantes prados...
- A última entrevista do detentor da pasta ministerial da educação ao jornal Sol, prova o que eu e muitos já sabíamos... o caso é clínico e não tem cura. Venha outro.
Só não percebo porque se corta tanto, e a primeira medida deste governo foi aumentar o financiamento aos privados, quando no memorando assinado com a troika estava escrito precisamente o contrário disso...
- O Diário Económico está a promover um manifesto contra um novo aumento de impostos. Um raro ato de coragem num universo normalmente colaborante com os senhores que agora (des)governam.Só não percebo porque se corta tanto, e a primeira medida deste governo foi aumentar o financiamento aos privados, quando no memorando assinado com a troika estava escrito precisamente o contrário disso...
- Amanhã é o dia internacional da literacia, e num relatório (ler aqui) diz a Comissão Europeia que "Europa deve combater «crise de literacia» desde a primeira infância". E em Portugal deve começar pelo Governo, digo eu.
Entre mais, lê-se por lá que: "Sobre o programa Novas Oportunidades, o grupo de peritos recorda que permitiu que mais de 1,6 milhões de portugueses melhorassem as suas qualificações, alargando as hipóteses de progressão profissional e pessoal."
Lembram-se, aquele programa que este Governo destruiu?
- António Rebelo faz no seu blogue uma transcrição da entrevista pertinente do presidente de câmara das Caldas da Rainha (Fernando Costa, PSD, que conheci há uns meses no Prós&Contras), servindo entre mais, para boa comparação com o que se passa em Tomar. Escuso-me por isso de acrescentar alguma coisa. Leiam.
forward
O seu discurso de vitória há 4 anos, é porventura um dos melhores discursos alguma vez proferidos na história e será, sem dúvida, lembrado e citado muito tempo depois de todos nós termos já desaparecido.
Este não poderia estar a esse nível, porque não é o mesmo tipo de discurso, é o discurso da obra feita e da obra ainda pretendida. Mas mesmo assim, como quase todos, é brilhante e merece ser ouvido.
(e por isso mesmo foram batidos uns quantos recordes de números de mensagens nas redes sociais mundiais ao longo do mesmo).
A braços com a mesma crise mundial que a todo o mundo afeta, mas que começou lá na era do seu antecessor, a maior que o mundo já conheceu; com um país totalmente endividado por uma guerra absurda no Iraque, com índices históricos de desemprego, falências, pobreza, o caminho que Obama iniciou há quatro anos não era fácil e a recessão era quase certa. Mas Obama e o seu governo alteraram o rumo das coisas.
Apesar do Congresso ser de maioria republicana e boicotar quase tudo, tem apostado na diplomacia interna (tal como externa), e conseguido assim avançar em muitas questões que se julgariam impensáveis nos EUA. Como o Medicare (uma espécie de serviço nacional de saúde que nunca lá existira), que tinha a oposição até de muitos no seu partido.
Mas muito mais, os avanços em muitas questões sociais, a aposta na formação e requalificação dos trabalhadores e aposta na educação e na diminuição da desigualdade de classes. (diz-vos alguma coisa num Portugal recente?)
O salvar das grandes empresas americanas, como a General Motors e reinvenção da indústria automóvel, criando riqueza, salvando empregos e criando novos.
A aposta na diminuição da dependência do petróleo e na racionalização energética, apostando nas novas tecnologias (também vos lembra alguma coisa?) criando com isso milhões de empregos.
Baixou os impostos para as pequenas empresas e para a classe média, taxou as empresas de Wall Street e as grandes fortunas.
Agora, entre mais, aposta na melhoria das infraestruturas: caminhos de ferro, pontes, estradas, escolas,... (continuam a reconhecer um padrão?)
Obama só pode vencer as eleições de novembro, os EUA continuam a precisar e o mundo também.
Por cá, já se tentou aplicar a mesma forma, mas Portugal é uma formiga dependente do formigueiro europeu... e claro, a malta do PS são uns sacanas. Felizmente que este governo está a fazer um grande trabalho. E é tão bom, e a fórmula está a resultar tão bem, que mais logo o sr Primeiro ministro vai anunciar mais austeridade!
quinta-feira, setembro 06, 2012
"I want to nominate a man"...
“A questão mais importante é: em que tipo de país é que querem viver?”, perguntou Clinton. “Se querem uma sociedade de ‘cada um por si’ e ‘que vença o mais forte’, devem apoiar o candidato republicano. Se querem um país em que a prosperidade e a responsabilidade são partilhadas – uma sociedade de ‘estamos nisto juntos’ – devem votar em Barack Obama.”
Não fora já a influência que os EUA têm no resto do mundo, mesmo a sua política interna como o excerto acima demonstra, pode facilmente ser trasladado para a nossa realidade.
Um discurso muito pedagógico, desde logo para quem não entende ou diz não existirem diferenças entre a esquerda e a direita, por muito que o eixo que as separa costume estar por lá, um pouco mais à direita que cá.
Dois pormenores na forma, que aprecio na política americana:
uma vez presidente, será tratado presidente para toda a vida;
e, mais importante, como em quase tudo nos EUA a política é vista como uma festa (basta ver este comício), o que a nós europeus pode parecer estranho, mas é muito mais interessante que os velórios políticos que tanta vez vemos por cá.
quarta-feira, setembro 05, 2012
super ano novo
O que há-de um professor nabantino desterrado na capital do império, fazer com o seu tempo livre nestes quentes dias de Setembro?.....
"I can fly, my friends"
Freddie Mercury, o génio, faria hoje 66 anos. But, always, the show must go on!
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