"Em duas curtas semanas, Portugal passou de um aluno modelo (...) para um exemplo dissuasor dos perigos que enfrentam os governos ao tentar forçar austeridade além dos limites de tolerância dos já muito sofridos eleitores".
The Economist
Para facilitar os menos versados no inglês, podem ler via expresso. Deve ser lido porque é mais uma visão exterior do que se passa no nosso país, e deve ser lido especialmente pelos poucos que ainda acreditam na balela bem colada (mas a cuspo) de que não há alternativa. Há sempre alternativa ou não viveríamos em Democracia.
Além de todas as propostas apresentadas cá pela oposição, nem é preciso inventar muito, basta ver exemplos de outros países. A Islândia é um deles, o que está a ser feito em França é outro. A Grécia é outro, neste caso o pior - e é precisamente esse que está a ser seguido por cá.
sexta-feira, setembro 21, 2012
acordai, gentes que dormis...
Hoje é dia de Conselho (não, não é do "conselho de coordenação da coligação", vale-lhes nossa senhora das asneiras!), hoje é dia de Conselho de Estado e mais logo, pelas 18:30 bem junto ao Palácio de Belém vai-se ouvir o magnífico e quase hino "Acordai", saído das letras de José Gomes Ferreira e das notas e acordes do nabantino Fernando Lopes Graça.
Vamos lá ver se o ouvem lá dentro... Gosto desta onda revolucionária, pacífica e intelectual que está a infetar os portugueses. Haja alguma coisa de positivo no meio disto tudo!
Bom dia, é quase fim de semana!
quinta-feira, setembro 20, 2012
a política e os medrosos
A Câmara Municipal de Tomar tem muito destas coisas...Hoje foi discutido em câmara, para levar à assembleia municipal que há-de decidir o assunto, a questão do pagamento das despesas de representação dos dirigentes do município, leia-se diretores de departmento e chefes de divisão.
Ora, antes de mais um parêntesis para aqueles que conhecem pouco destas lides da administração pública portuguesa. As despesas de representação são um daqueles complementos, como há muitos em muitos outros casos, pagos além ordenado, e que da natureza excecional em algumas funções passaram com os anos a ser regra igual para todos - fenómeno que também explica muito do estado das contas do nosso país.
Assim, estas despesas de representação são pagas a quem ocupe os lugares de dirigentes intermédios, tidos normalmente como os dirigentes técnicos (ou seja, não políticos, o que raramente é verdade), quer da administração central e dos institutos e empresas públicas, quer das autarquias.
Ora, este Governo, apesar da austeridade, não teve a coragem para simplesmente acabar com isto e muito mais desses extras tornados regra, que já ajudariam em muitos milhões às contas do Estado, e ficou-se por uma espécie de lavar as mãos devolvendo no caso das autarquias, às assembleias municipais a responsabilidade de decidir, sobre proposta da câmara, esta matéria - ou seja, decidir se para o orçamento municipal de 2013, os dirigentes intermédios vão receber igual, mais, menos, ou nada, destas despesas de representação que significam 311,21€ mensais para os (3) Diretores de Departamento e 194,79€ para os (9) Chefes de Divisão.
Portanto, fechando parêntesis e voltando ao início, a Câmara de Tomar decidiu hoje propor à assembleia municipal cuja reunião se realiza na próxima sexta dia 28, a manutenção destas regalias por parte dos dirigentes intermédios do município.
Bom, ao contrário do que alguns imaginam, a Câmara não é uma entidade abstrata, é um orgão colegial (ou seja, onde todos valem um voto e as decisões são tomadas por maioria) que no caso de Tomar é composta por 7 pessoas: o presidente e 6 vereadores.
Foram precisamente o presidente Carlos Carrão e os 2 vereadores PSD mais o vereador "independente" Pedro Marques que votaram favoravelmente a continuidade desta regalia, tendo os 2 vereadores socialistas José Vitorino e Luís Ferreira se abstido (deveriam ter votado contra) e igualmente a vereadora "independente" Graça Costa. (podem ler as declarações de voto dos vereadores socialistas aqui)
E porquê, perguntam vocês "cidadãos anónimos", porque entendem os responsáveis políticos dum município falido, onde para mais nenhum dirigente "técnico" faz trabalho de representação, que esses devem continuar a receber tais benefícios?
Ora, nesta, como em muitas matérias, a resposta é simples: falta de coragem, incapacidade para liderar e tomar decisões doam a quem doer se forem justas; receio do que a decisão possa fazer da sua imagem ou credibilidade junto daqueles a quem a medida afeta que, convenhamos, não são pessoas quaisquer, são aqueles que muitas vezes, e normalmente por falta de trabalho dos políticos, conhecem verdadeiramente os meandros e afins dos dossiês que circulam pelo município.
É a mesma falta de coluna que explica muita coisa que acontece neste município (e noutros, é certo). Quando os políticos são maus, quando os políticos são fracos, quando os políticos não sabem priorizar entre o importante e o acessório, quem manda são aqueles que não foram eleitos.
É sempre assim. O poder nunca deixa de ser exercido, se quem de direito não o exerce, alguém exerce por ele.
E neste particular, já foi assim por exemplo, quando em 2010 quase toda a Assembleia com exceção dos deputados municipais socialistas onde me incluo, votou o alargamento do número de dirigentes quando deveria ter feito exatamente o contrário.
Ora, está-se mesmo a ver o que vai acontecer na próxima Assembleia não está?
Bom, pelo menos o meu voto, por mais que custe aos senhores dirigentes da autarquia, fica já aqui registado: - é contra!
É que convenhamos, para além do estado das finanças da autarquia, para além do momento que vive o país, e para além de como já referi, os dirigentes do município não fazerem qualquer trabalho de representação e genericamente terem um trabalho "das 9 às 5", já gozam de várias outras regalias no conjunto dos funcionários, como sejam o valor salarial, a função de chefia que existe em excesso no município e sem critério estratégico, a isenção de horário, e outras mais personalizadas, que por decoro me vou escusar de referir aqui.
São globalmente muito boas pessoas, mas isso não tem nada que ver com as decisões que os políticos responsáveis têm de tomar.
Claro que, este é mais um daqueles assuntos em que com uma comunidade atenta e participativa, jamais o município tomaria decisões destas. Mas os nabantinos estão-se nas tintas para tudo o que não lhes toque no umbigo...
Não me venham chatear com a coisa de pôr "independente" entre comas, porque já expliquei muitas vezes porque não acredito que alguém possa ser nestas coisas da política, "independente". E em boa parte dos casos nabantinos, nem é preciso dizer nada porque se explicam por si mesmo.
quarta-feira, setembro 19, 2012
nabantia e os nabantinos
Este sábado, 22 de Setembro, pelas 16h no Club Thomarense, lançamento do livro
«Tomar, tempos e gentes»
de J. Godinho Granada
não sei ainda se vou poder estar em Tomar sábado, mas recomendo.
«Tomar, tempos e gentes»
de J. Godinho Granada
não sei ainda se vou poder estar em Tomar sábado, mas recomendo.
curtas
- Nos últimos dias a segurança pessoal de Passos Coelho e outros governantes tem sido reforçada...
Até na reunião do conselho nacional na sede do PSD foram adotadas medidas extraordinárias de segurança.
Sairam cá uns piegas estes governantes!
- Vejam este vídeo colocado no Expresso, são 30 segundos onde um patrão português diz tudo sobre as medidas propostas pelo governo, no programa do nabantino liberal José Gomes Ferreira na SIC N.
- A escritora Maria Teresa Horta, uma Senhora, recusa-se a receber o prémio D.Dinis das mãos de Pedro Passos Coelho. Assim é que se é coerente. (no Expresso)
- O fim de semana das estátuas vivas em Tomar foi-se, mas as estátuas errantes essas continuam como sempre por aí. Sobre o festival, e independentemente dos números avançados pela autarquia, há algo evidente e que muito ouvi comentar durante o fim de semana - o público era bastante menos que no ano passado. Sintomas já de enfartamento quanto ao evento? Falta de novidades? Má divulgação? Ou apenas efeitos da crise?
Bom dia! Hoje é quarta, falta pouco para o fim de semana...
Até na reunião do conselho nacional na sede do PSD foram adotadas medidas extraordinárias de segurança.
Sairam cá uns piegas estes governantes!
- Vejam este vídeo colocado no Expresso, são 30 segundos onde um patrão português diz tudo sobre as medidas propostas pelo governo, no programa do nabantino liberal José Gomes Ferreira na SIC N.
- A escritora Maria Teresa Horta, uma Senhora, recusa-se a receber o prémio D.Dinis das mãos de Pedro Passos Coelho. Assim é que se é coerente. (no Expresso)
- O fim de semana das estátuas vivas em Tomar foi-se, mas as estátuas errantes essas continuam como sempre por aí. Sobre o festival, e independentemente dos números avançados pela autarquia, há algo evidente e que muito ouvi comentar durante o fim de semana - o público era bastante menos que no ano passado. Sintomas já de enfartamento quanto ao evento? Falta de novidades? Má divulgação? Ou apenas efeitos da crise?
Bom dia! Hoje é quarta, falta pouco para o fim de semana...
terça-feira, setembro 18, 2012
harakiri político
![]() |
| a ideia era fazer isto aos portugueses mas por vezes as balas fazem ricochete |
Para completar a tríade que conta para o enterro, a presença fantasmagórica de Relvas, o ministro dos negócios (entre tantos outros apelidos), que há muito e por várias razões a começar na ética, se tornou inaceitável no governo, e que só por si tanto contribuiu para o rápido desmoronar do castelo de areia que foi esse governo.
Este governo está morto. Faça o que fizer, arranje que distrações arranjar, remodele o que remodelar, este governo perdeu toda a legitimidade, precisamente por não perceber ou querer aceitar o óbvio da Democracia: um governo ganha nas urnas apenas a legitimidade formal e aritmética, mas a legitimidade social e política tem de ser conquistada todos os dias.
Este governo não vai sequer conseguir sair mais à rua.
Há um laço que é preciso manter, pelo menos com a maioria dos cidadãos, pelo menos com a base social e ideológica de apoio. Mas este governo já não tem sustentação nenhuma, já pouco mais que os próprios governantes e os destes dependentes (e poucos aparecem a dar a cara) acreditam que a coisa se possa manter.
Pode demorar um mês, pode demorar um ano, mas certo é que já ninguém nada espera de bom, já ninguém em nada acredita que venha deste governo, e por isso, seja porque o CDS salta fora, seja porque o Presidente manda a coisa abaixo, seja porque o próprio e verdadeiro PSD faz a coisa implodir, este governo vai cair.
É que a coisa não é já o que é suposto acontecer em Democracia, não se trata de uma questão de esquerda e direita com opções e ideologias divergentes, não se trata do partido X ou Y. Trata-se de um conjunto de pessoas que se julga na posse e mando do país, e com isso pensando fazer o que bem entender com uma ideologia que não foi sufragada e não tem expressão na nossa República, e pelo meio ainda fazer negociatas para/com os amigos.
Contestado por todos, a começar no seu próprio partido e continuando naquele que convidou para a coligação, este governo maioritário conseguiu com apenas um ano de mandato deitar tudo ao charco.
E só a si mesmo pode culpar:
Primeiro, uma série de proclamações e medidas demagógicas impossíveis de sustentar por governantes com pouca ou nenhuma obra feita, muitos telhados de vidro e consistentes inconsistências éticas;
Também, uma fórmula insistentemente apresentada como sem alternativa, apresentada como exigida pela troika e indo muito além desta, que como quase todos previam, veio a originar piores resultados que aqueles que existiam quando lá chegaram, e que para mais, criou na generalidade dos cidadãos a ideia real de que os sacrifícios não foram igualmente distribuídos e carregaram mais sobre os mais fracos;
E por fim, um conjunto de medidas insensatas sem o mínimo de ligação com a realidade, apresentadas sem dialogar com ninguém - nem sindicatos, nem associações patronais, nem partidos da oposição ou sequer com aquele com o qual se coligou, neste PSD de Passos e Relvas mostraram que não sabem trabalhar pelo bem comum, não sabem ouvir, não sabem dialogar, e provavelmente não estão mesmo interessados em fazer nada disso.
Ora, onde é que já vi isto, precisamente num PSD orquestrado por Relvas? Ele há coisas que não enganam ou não mudam....
Na câmara de Tomar passou-se exatamente o mesmo. Incapazes de dialogar, sem qualquer vontade em trabalhar, em ouvir os outros, em discutir ideias e flexibilizar posições, convencidos que o parceiro de coligação deixaria de ter identidade e aceitaria tudo porque, julgavam, estavam lá pelas mesmas razões que eles: o poder pelo poder, as mordomias pelas mordomias, mais as bajulices e o penacho, e "que se lixe se isto não serve para nada e vai ficar pior do que quando chegámos" - enganaram-se, o PS nabantino não alinha em carnavais nocivos ao coletivo!
Sobre o que se está a passar no Governo e aquilo que tem acontecido em Tomar há apenas duas diferenças essenciais: a generalidade dos nabantinos apesar de não acreditar em nada desta câmara e dela nada de bom esperar, está-se nas tintas e pouco disponível para fazer alguma coisa, até porque a coisa não toca diretamente no umbigo de forma muito percetível - ou assim julgam;
e depois, por ridículo que pareça, deitar uma câmara abaixo é formalmente muito mais difícil (para não dizer quase impossível) que o Governo do país.
Seja como for a verdade insofismável é esta: o governo da nação está morto e só não se sabe quem lhe fará e quando o enterro; o governo de Tomar já morreu há muito e já ninguém sabe onde pára o cadáver.
domingo, setembro 16, 2012
"um domingo qualquer"
Tanto para dizer e vontade nenhuma de o fazer.
Acho que as imagens e o número de manifestantes ontem nas ruas dos país falam por si.
Dizer mais o quê? (só se for para dar os parabéns aos que não se manifestaram - estão bem na vida com certeza).
Bom domingo!
sábado, setembro 15, 2012
ai Portugal...
«Companheiros:
Não vou poder estar convosco na mobilização de 15/9 porque tenho o privilégio de trabalhar nesse dia. Mobilizo-me à minha maneira e digo o que tenho a dizer, sobretudo através das canções que escrevo. É urgente estarmos unidos, cada vez mais, por todo o pais, dizer firmemente "NÃO" ao inaceitável. Tem de existir um limite para tanta injustiça, tanta arrogância, tanta impunidade e tanto sofrimento para esta maioria que não pode continuar
a ser tão silenciosa. Não vale a pena falar dos agravamentos bestiais que pessoalmente me afectam, a minha sobrevivência depende essencialmente do público e esse está aflitivamente a ficar sem meios de subsistência. Sei que o desemprego vai aumentar, o número de desalojados e falências também e sei que este povo tem de gritar bem alto e em uníssono "CHEGA!" - para não perecer.»
Jorge Palma, um dos grandes
«Tornou.se evidente que é preciso intervir, que é forçoso dizer que Portugal não podia ter tido pior sorte nas elites que elegeu. Não que a Democracia não funcione, mas porque temos sucessivamente acreditado que o Poder não corrompe Homens e Partidos. Recusamo.nos a crer que possam usar a benção do nosso voto contra nós próprios, em proveito de interesses privados obscuros em que ninguém votou. Este sistema baseado no Capital puro tem o maior desprezo pela Democracia que tanto nos custou a conquistar: estamos a aperceber-nos, tarde, que o Capitalismo já não precisa do sistema democrático para impor as suas furiosas regras. Um jogo sujo em que conquistam o Poder, não porque os esbirros tenham sido eleitos, mas porque se apropriam das barrigas de aluguer daqueles em quem, em boa fé, votamos.
Sucessivamente, e desde que se perderam valores e ideologias na vida política, Portugal tem sido saqueado uma e outra vez por governantes cegos às mais básicas ambições e necessidades das populações. Não é demagogia: os bens públicos, aqueles que todos pagámos com os nossos impostos, são consecutivamente assaltados, retalhados, vendidos a privados em manobras que escapam ao controle dos cidadãos.
Assim, o Sistema Nacional de Saúde, que sempre garantira constitucionalmente assistência médica gratuita a todos os portugueses, foi esvaziado, desinvestido, por forma a dar prejuízo nas contas públicas e justificar assim a sua venda. Sucessivas Administrações incompetentes de Hospitais Públicos, nomeados por igualmente incompetentes governos, colaboraram neste esquema tendo em vista a alienação de equipamentos, que são nossos por direito próprio, a privados que nos cobram para obtermos cuidados que tinham que ser grátis.
No Ensino Publico, a degradação das carreiras docentes, programas confusos e contraditórios, fizeram dos alunos cobaias durante décadas. Assim se destruiu a dignidade de professores e se depauperou a rede escolar, uma área, também ela constitucionalmente, de acesso universalmente gratuito. Ao mesmo tempo, ajudadas e financiadas pelos mesmos governos, pululam no país instituições de carácter privado que esvaziam o sector público com resultados muitas vezes equívocos ou fraudulentos.
Na Justiça ganha quem conseguir empatar o sistema. E consegue empatar o sistema quem tem dinheiro. Mais do mesmo. Não se privatizam os Juízes porque seria, para já, escandaloso. Mas o processo para lá caminha se não soubermos a tempo defender os nossos direitos. A promiscuidade entre poder político e poder judicial é um sintoma vergonhoso e indigno para um Estado de Direito democrático. É o grande sintoma da corrupção que grassa, há gerações, entre nós.
Agora, e em vez de um Serviço Publico de Televisão que sirva abnegadamente o País com uma gestão pública cuidadosa e rigorosa, entrega.se de mão beijada o nosso equipamento, as nossas instalações, o nosso dinheiro aos ' privados' de sempre, para cumprir promessas feitas nos bastidores pré.eleitorais às clientelas políticas.
Este é o Governo que temos. Um Governo que prometeu mudar. Um Governo em quem muitos de nós votámos. Mas poderia ter sido o anterior, ou anterior a esse. Na falência ideológica, hipotecaram os nossos anéis. E agora querem arrancar.nos os dedos.
Portugal atravessa uma das piores crises da sua História. Mas não é a crise económica ou financeira que me preocupa. É a tremenda crise de valores, de respeito, de dignidade. Aquela que tão patente está nesta ultima comunicação do Primeiro.Ministro, esse sim eleito e a quem devemos pedir satisfações.
Um Primeiro.Ministro que encabeça um Governo que anda a reboque dos mercados, seja lá o que isso for, que consecutivamente ataca os mais básicos direitos de quem trabalha, de quem produz, de quem cria emprego, taxando ainda mais os já míseros salários e regalias. Um Governo que prefere fazer pagar os mais fracos e desprotegidos, os reformados, os pensionistas, os desmpregados, os jovens, beneficiando despudoradamente quem mais tem e mais deveria pagar, que tem insistido na degradação da mão.de.obra, como se o País fosse ser mais competitivo quanto mais baixo fosse o valor do trabalho.
Este é o Governo do nosso descontentamento, da chinezização do tecido produtivo, da mercantilização da Economia. A sua total insensibilidade para a verdadeira crise social que ajudou a aprofundar será um dia julgada pela História.
Para já compete.nos não calar a revolta que nos cresce diariamente a cada malfeitoria.
Fomos tolerantes e passivos. Escutámos e acreditámos. Mas perante a ignomínia deste assalto descarado, a coberto da crise e acicatada pelos ' privados' a quem permitimos que o País fosse entregue, chegou o momento de mostrarmos que Portugal tem voz, tem Futuro, tem o mérito de ser produtivo, único, apaixonado, resistente, lutador, tem a capacidade de se erguer, de ousar Sonhar apesar da mediocridade das ' elites'' em quem confia, malfortunadamente, o seu destino.
Este Governo teve o beneplácito da maioria. E é escudado nesse argumento que, perante um Presidente autista e uma maioria conivente, acabou de dar a última machadada no nosso mais elementar direito: sermos Felizes na nossa terra. É aqui, em Portugal, que queremos que os nossos Filhos cresçam e encontrem, também eles, o caminho dos seus próprios Sonhos. E se partirem, que seja por vontade. Nunca por necessidade. Nos já pagámos Portugal. Este País é, portanto, nosso. Sejamos então nós a mandar. Sejamos nós a mudar.»
Sucessivamente, e desde que se perderam valores e ideologias na vida política, Portugal tem sido saqueado uma e outra vez por governantes cegos às mais básicas ambições e necessidades das populações. Não é demagogia: os bens públicos, aqueles que todos pagámos com os nossos impostos, são consecutivamente assaltados, retalhados, vendidos a privados em manobras que escapam ao controle dos cidadãos.
Assim, o Sistema Nacional de Saúde, que sempre garantira constitucionalmente assistência médica gratuita a todos os portugueses, foi esvaziado, desinvestido, por forma a dar prejuízo nas contas públicas e justificar assim a sua venda. Sucessivas Administrações incompetentes de Hospitais Públicos, nomeados por igualmente incompetentes governos, colaboraram neste esquema tendo em vista a alienação de equipamentos, que são nossos por direito próprio, a privados que nos cobram para obtermos cuidados que tinham que ser grátis.
No Ensino Publico, a degradação das carreiras docentes, programas confusos e contraditórios, fizeram dos alunos cobaias durante décadas. Assim se destruiu a dignidade de professores e se depauperou a rede escolar, uma área, também ela constitucionalmente, de acesso universalmente gratuito. Ao mesmo tempo, ajudadas e financiadas pelos mesmos governos, pululam no país instituições de carácter privado que esvaziam o sector público com resultados muitas vezes equívocos ou fraudulentos.
Na Justiça ganha quem conseguir empatar o sistema. E consegue empatar o sistema quem tem dinheiro. Mais do mesmo. Não se privatizam os Juízes porque seria, para já, escandaloso. Mas o processo para lá caminha se não soubermos a tempo defender os nossos direitos. A promiscuidade entre poder político e poder judicial é um sintoma vergonhoso e indigno para um Estado de Direito democrático. É o grande sintoma da corrupção que grassa, há gerações, entre nós.
Agora, e em vez de um Serviço Publico de Televisão que sirva abnegadamente o País com uma gestão pública cuidadosa e rigorosa, entrega.se de mão beijada o nosso equipamento, as nossas instalações, o nosso dinheiro aos ' privados' de sempre, para cumprir promessas feitas nos bastidores pré.eleitorais às clientelas políticas.
Este é o Governo que temos. Um Governo que prometeu mudar. Um Governo em quem muitos de nós votámos. Mas poderia ter sido o anterior, ou anterior a esse. Na falência ideológica, hipotecaram os nossos anéis. E agora querem arrancar.nos os dedos.
Portugal atravessa uma das piores crises da sua História. Mas não é a crise económica ou financeira que me preocupa. É a tremenda crise de valores, de respeito, de dignidade. Aquela que tão patente está nesta ultima comunicação do Primeiro.Ministro, esse sim eleito e a quem devemos pedir satisfações.
Um Primeiro.Ministro que encabeça um Governo que anda a reboque dos mercados, seja lá o que isso for, que consecutivamente ataca os mais básicos direitos de quem trabalha, de quem produz, de quem cria emprego, taxando ainda mais os já míseros salários e regalias. Um Governo que prefere fazer pagar os mais fracos e desprotegidos, os reformados, os pensionistas, os desmpregados, os jovens, beneficiando despudoradamente quem mais tem e mais deveria pagar, que tem insistido na degradação da mão.de.obra, como se o País fosse ser mais competitivo quanto mais baixo fosse o valor do trabalho.
Este é o Governo do nosso descontentamento, da chinezização do tecido produtivo, da mercantilização da Economia. A sua total insensibilidade para a verdadeira crise social que ajudou a aprofundar será um dia julgada pela História.
Para já compete.nos não calar a revolta que nos cresce diariamente a cada malfeitoria.
Fomos tolerantes e passivos. Escutámos e acreditámos. Mas perante a ignomínia deste assalto descarado, a coberto da crise e acicatada pelos ' privados' a quem permitimos que o País fosse entregue, chegou o momento de mostrarmos que Portugal tem voz, tem Futuro, tem o mérito de ser produtivo, único, apaixonado, resistente, lutador, tem a capacidade de se erguer, de ousar Sonhar apesar da mediocridade das ' elites'' em quem confia, malfortunadamente, o seu destino.
Este Governo teve o beneplácito da maioria. E é escudado nesse argumento que, perante um Presidente autista e uma maioria conivente, acabou de dar a última machadada no nosso mais elementar direito: sermos Felizes na nossa terra. É aqui, em Portugal, que queremos que os nossos Filhos cresçam e encontrem, também eles, o caminho dos seus próprios Sonhos. E se partirem, que seja por vontade. Nunca por necessidade. Nos já pagámos Portugal. Este País é, portanto, nosso. Sejamos então nós a mandar. Sejamos nós a mudar.»
Pedro Abrunhosa
sexta-feira, setembro 14, 2012
"que se lixe a troika"
Ajuntamento na praceta Raul Lopes (em frente ao antigo Colégio Nuno Álvares) e seguir pela Avenida Norton de Matos até à praceta Alves Redol (Rotunda)
mais aqui
mais aqui
civitatem statuas errantem
Começa hoje a 3ª edição do Festival Estátuas Vivas que este ano além de Tomar, conta com aparições em Almourol (V.N.Barquinha) e Dornes (Ferreira do Zêzere).
O projeto é uma organização da "máquina do tempo" liderada pelo prof. Eduardo Mendes, com o apoio do Município de Tomar (e não da Câmara como aparece em informação oficial, era bom que pelo menos as entidades e os responsáveis soubessem a diferença entre uma coisa e outra) que vai buscar os fundos europeus para pagar isto.
Desta forma, e apesar de enquanto evento ser muito bom, é mal planeado porque não tem qualquer retorno direto e por isso não se consegue nem de longe pagar a si mesmo.
É por isso de aproveitar este ano, porque se não for o último deve ser o penúltimo em que se realiza (para o ano nesta altura estaremos em campanha autárquica, prevê-se assim que mesmo sem fundos europeus, arranjem maneira de promover o evento e deixar as contas para outros pagarem).
É por isso de aproveitar este ano, porque se não for o último deve ser o penúltimo em que se realiza (para o ano nesta altura estaremos em campanha autárquica, prevê-se assim que mesmo sem fundos europeus, arranjem maneira de promover o evento e deixar as contas para outros pagarem).
tudo em www.estatuasvivas.com
a escola
Hoje começa mais a sério (leia-se: com os alunos) o meu novo ano letivo. Daqui a pouco recebo a minha direção de turma, uma turminha mesmo ao meu jeito ou não fosse de currículos alternativos com alunos todos repetentes :) (Pelo menos é um bocadinho mais pequena que as outras turmas que lecionarei).Mais logo ao fim da tarde será a vez dos respetivos encarregados de educação.
Para professores, pais e alunos, e demais comunidade educativa esta é a nova realidade do ensino em Portugal:
Turmas com 30 alunos entre os quais 5, 6, 7 alunos com necessidades educativas especiais (quando a Lei diz no máximo 2 se forem redutores, e nesses casos o máximo total por turma são 24), várias etnias, várias idades;
Uma "nova" organização curricular sem pés nem cabeça, que vai aumentar o desinteresse dos alunos pela aprendizagem;
Muito menos professores, e em simultâneo milhares de professores com horário zero (o ministro continua a mentir descaradamente em relação a isto) para os quais as direções andaram a inventar funções alternativas;
Contratações de professores para ofertas de escola onde agora é obrigatória uma entrevista que pesa 50% na escolha do docente - está-se mesmo a ver para que serve, não é?;
Um novo estatuto do aluno que, entre mais, praticamente obriga os professores a passar todos os alunos (e eu sou dos que defende que isso de chumbar ou não nem deveria existir, mas seria de forma clara e assumida - e isso é outra discussão);
Cortes na Ação Social Escolar, logo, mais alunos a vir sem livros e restante material;
Além de tudo o resto que é externo à escola, mas que sempre se reflete na escola.
Obrigado sr. ministro por esta visionária nova realidade para a educação. Assim, Portugal vai ser melhor, não tenho dúvidas......
Os professores também têm culpas? Claro, raramente alguém está isento de culpas. No caso da educação, a culpa dos professores e das associações que os representam, passa por perderem tempo e normalmente com grande mediatismo, com assuntos menores e impopulares para os demais setores (como a sua própria avaliação, que estes senhores demagogicamente não suspenderam, mas também.... ) e pouco enérgicos com aquilo que realmente interessa. Como agora, que estamos a viver a maior destruição do ensino público e da educação em Portugal depois do 25 Abril.
quinta-feira, setembro 13, 2012
curtas
- A chuva de meteoritos sobre os disparates do Governo é tamanha que, como já referi em texto anterior, a sua legitimidade para governar é cada vez mais reduzida e poucos serão os que ainda a reconhecem, a começar por muitos dirigentes do PSD. Como alguém dizia na SIC Notícias, o governo parece um daqueles condutores em fora de mão na autoestrada - os outros é que vão todos mal!...
É claro que eu nunca esqueço a responsabilidade que a todos nos compete e perante a chuva de críticas pergunto: mas será que as figuras de proa deste Governo eram assim tão desconhecidas para os portugueses? Não sabiam em quem estavam a votar? Ou agora, como costume, ninguém votou neles?
- O Secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, João Casanova de Almeida (CDS) (que conheço e tenho como pessoa séria e competente... mas não quer dizer que concorde com as suas opções ou isso o livra das críticas) inaugurou na terça passada uma escola que funciona há 13 anos.... dizer mais o quê?
- Um homem foi abordado e identificado pela PSP por fotografar o carro público ao serviço do ministro Pedro Aguiar Branco, quando este estava, e ao que parece é costume, parado em cima do passeio em frente ao escritório do ministro. (ler aqui)
Além de se perceber melhor porque aparece tão pouco este governante (provavelmente pela mesma razão que muitos outros), pequenos episódios como este dizem tudo sobre quem está no Governo e de como vai este país.
Bom e, se tal acontecesse com alguém dum governo socialista, ui!... isto era notícia para abrir telejornais!
- Lá longe no Brasil, Miguel Relvas disse que Portugal não precisa de uma crise política.
É claro que eu nunca esqueço a responsabilidade que a todos nos compete e perante a chuva de críticas pergunto: mas será que as figuras de proa deste Governo eram assim tão desconhecidas para os portugueses? Não sabiam em quem estavam a votar? Ou agora, como costume, ninguém votou neles?
- O Secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, João Casanova de Almeida (CDS) (que conheço e tenho como pessoa séria e competente... mas não quer dizer que concorde com as suas opções ou isso o livra das críticas) inaugurou na terça passada uma escola que funciona há 13 anos.... dizer mais o quê?
- Um homem foi abordado e identificado pela PSP por fotografar o carro público ao serviço do ministro Pedro Aguiar Branco, quando este estava, e ao que parece é costume, parado em cima do passeio em frente ao escritório do ministro. (ler aqui)
Além de se perceber melhor porque aparece tão pouco este governante (provavelmente pela mesma razão que muitos outros), pequenos episódios como este dizem tudo sobre quem está no Governo e de como vai este país.
Bom e, se tal acontecesse com alguém dum governo socialista, ui!... isto era notícia para abrir telejornais!
- Lá longe no Brasil, Miguel Relvas disse que Portugal não precisa de uma crise política.
Ora, em 2011, ainda sem a troika que podia ter sido evitada, o PSD como fuga para a frente na crescente instabilidade interna e com sede de poder, recusou-se com muita demagogia a assinar o PEC4, o que veio a causar tudo o resto.
Portanto, nessa altura o ideólogo mor da coisa, achava que Portugal precisava duma crise política...
Portanto, nessa altura o ideólogo mor da coisa, achava que Portugal precisava duma crise política...
- O Peru é o mais recente país a dar passos certos na questão das touradas. Foi aprovado o projeto-lei que proíbe menores de entrar nas arenas. (ler no LaRepublica)
- Concorreram mais pessoas à próxima edição daquela coisa da TVI chamada Casa dos Segredos, que ao ensino superior. Não nenhum comentário a fazer sobre isto...
- Concorreram mais pessoas à próxima edição daquela coisa da TVI chamada Casa dos Segredos, que ao ensino superior. Não nenhum comentário a fazer sobre isto...
terça-feira, setembro 11, 2012
orgulhosamente sós
![]() |
| roubado aqui |
Quando a troika se desvincula dos maus resultados dizendo que são da responsabilidade do Governo, e vem agora dar razão ao PS ao dar mais um ano para a redução do défice;
Quando o Governo está a fazer tudo ao contrário do que prometeu, e muito do que garantiu que jamais faria duma forma incomparável com qualquer outro Governo;
Quando o faz com uma demagogia e hipocrisia como não há memória - e ainda "ontem" Passos Coelho na oposição pedia desculpa aos portugueses;
Quando estão a aplicar receitas ideológicas ultra-liberais que não foram sufragadas e não têm concordância ideológica na grande maioria dos portugueses, ou sequer na maioria dos que se afirmam de direita;
Quando o Governo já nem esconde que quer baixar largamente o plafond salarial dos portugueses, aumentar as desigualdades sociais, e empobrecer o país;
Quando o Governo convida aqueles nos quais o Estado mais investiu, aqueles de quem o país mais precisa para "renascer" e que são a geração melhor preparada de sempre, a emigrar;
Quando alguns membros do Governo mentem insistente e descaradamente, como o ministro da Educação, com a lata de mentir sobre coisas que qualquer pessoa com acesso à net verifica nos sites oficiais;
Quando do CDS vão chegando cada vez mais vozes críticas, mesmo que algumas delas veladas;
Quando todas as associações representantes dos trabalhadores, como a UGT ou a CGTP, se mostram contra e prometem endurecer a luta;
Quando muitos, como a Associação Sindical dos Juízes Portugueses e vários constitucionalistas levantam questões de inconstitucionalidade;
Quando mesmo os grandes da economia como Belmiro de Azevedo ou Francisco van Zeller apontam o disparate das medidas;
Quando os indefetíveis comentadores liberais e anti PS, como José Gomes Ferreira, se juntam às críticas;
Quando organizações dos sociais democrata, como os TSD ou a JSD ou muitos dos barões, usam os mais diversos adjetivos para descrever a estupefação que sentem;
Quando até defensores e colaboradores próximos de Passos Coelho e Miguel Relvas, como Morais Sarmento, dão sinais de desconforto;
- Sem ser a dos próprios (e muitos andam calados e escondidos; e de João César da Neves, mas desse também se sabe o que a casa gasta) com a legitimidade de quem é que este Governo ainda está em funções?
E depois aparece Relvas com aquele ar agastado que adquiriu nos últimos tempos, a dizer que a culpa é da governação do PS, porque, ele que é dos mais hábeis da retórica, perante todas as evidências não consegue dizer mais nada. Será que acreditam que isso, ou a desculpa do memorando da troika (com a qual também se mente bastante) ainda convence alguém com dois dedos de testa?
Eu bem dizia logo no início do mandato, que este Governo bateria o recorde do de Durão na curta duração, e parece que não me vou enganar.
Há coisas que são como o algodão, e aquilo que nasce torto...
segunda-feira, setembro 10, 2012
retratamento
Acabei por fazer nesse post uma das coisas que mais critico: uma apreciação apressada, ligeira, injusta.
Penitencio-me por isso e peço desculpa aos colegas dessa escola a quem, assim me disseram algum tempo depois, esse meu comentário compreensivelmente não agradou.
O colega Carlos Trincão, coordenador da EB1/JI Templários, a quem agradeço, teve a gentileza de me oferecer recentemente Uma flor para Saramago, o resultado do trabalho meritoso da escola em torno desse livro e que prova que eu fui injusto nessa apreciação impetuosa.
Aos colegas da EB1/JI Templários e todos os outros, votos de um profícuo novo ano letivo.
Aos milhares de docentes do quadro com horário zero para quem as direções escolares andam a "inventar" trabalho, fruto do aumento do número de alunos por turma e da (des)organização curricular economicista; aos milhares de docentes que não obtiveram contrato (ambas as situações apelidadas insistentemente pelo sr ministro de fantasias), particularmente aos da minha decepada disciplina onde nem UM em todo o país foi contratado, a minha solidariedade e um voto de esperança: mais tarde ou mais cedo quem desgoverna há-de abrir os olhos e perceber, a bem ou a mal, que um país que quer ter futuro não pode brincar com a educação.
e agora vou para Lisboa, que tenho reunião geral de docentes daqui a pouco....
domingo, setembro 09, 2012
"flamenquita"
Danças no soalho flamejante
com promessa, nesse olhar, tanta
volteias linda, volteias fascinante
de sorriso jovial de infanta
mescla de mulher cálida que encanta
mourisca, judia, angélica cigana.
Danças para mim sem deter
danças como se te fosse envolver
palmas, castanholas, sapateado
fazes-me louco, atrofiado
como este poema que, enfeitiçado
escrevi fora de tom
foi a pedido, encomendado
tu sabes: as plumas… não têm som.
sexta-feira, setembro 07, 2012
curtas

- O BCE liderado por Mário Draghi decidiu finalmente comprar dívida pública soberana dos países da zona euro que estejam em dificuldades. Até o nosso habitualmente pouco dissertante de alguma coisa que interesse, Presidente Cavaco já veio saudar a decisão lamentando apenas o tardio da mesma.
E o Governo da República, depois do que tem dito e feito, diz o quê? Nada, pois claro, o sr Passos que ainda em junho disse na AR que esse era um papel que não competia ao BCE e que essa hipótese não passava de retórica política, só conhece é austeridade.
Esperem por mais logo à hora de jantar que vem aí mais.... Ah, pois, logo a seguir joga a seleção! Coincidências...
Pasta rebanho pasta, nesses verdejantes prados...
- A última entrevista do detentor da pasta ministerial da educação ao jornal Sol, prova o que eu e muitos já sabíamos... o caso é clínico e não tem cura. Venha outro.
Só não percebo porque se corta tanto, e a primeira medida deste governo foi aumentar o financiamento aos privados, quando no memorando assinado com a troika estava escrito precisamente o contrário disso...
- O Diário Económico está a promover um manifesto contra um novo aumento de impostos. Um raro ato de coragem num universo normalmente colaborante com os senhores que agora (des)governam.Só não percebo porque se corta tanto, e a primeira medida deste governo foi aumentar o financiamento aos privados, quando no memorando assinado com a troika estava escrito precisamente o contrário disso...
- Amanhã é o dia internacional da literacia, e num relatório (ler aqui) diz a Comissão Europeia que "Europa deve combater «crise de literacia» desde a primeira infância". E em Portugal deve começar pelo Governo, digo eu.
Entre mais, lê-se por lá que: "Sobre o programa Novas Oportunidades, o grupo de peritos recorda que permitiu que mais de 1,6 milhões de portugueses melhorassem as suas qualificações, alargando as hipóteses de progressão profissional e pessoal."
Lembram-se, aquele programa que este Governo destruiu?
- António Rebelo faz no seu blogue uma transcrição da entrevista pertinente do presidente de câmara das Caldas da Rainha (Fernando Costa, PSD, que conheci há uns meses no Prós&Contras), servindo entre mais, para boa comparação com o que se passa em Tomar. Escuso-me por isso de acrescentar alguma coisa. Leiam.
forward
O seu discurso de vitória há 4 anos, é porventura um dos melhores discursos alguma vez proferidos na história e será, sem dúvida, lembrado e citado muito tempo depois de todos nós termos já desaparecido.
Este não poderia estar a esse nível, porque não é o mesmo tipo de discurso, é o discurso da obra feita e da obra ainda pretendida. Mas mesmo assim, como quase todos, é brilhante e merece ser ouvido.
(e por isso mesmo foram batidos uns quantos recordes de números de mensagens nas redes sociais mundiais ao longo do mesmo).
A braços com a mesma crise mundial que a todo o mundo afeta, mas que começou lá na era do seu antecessor, a maior que o mundo já conheceu; com um país totalmente endividado por uma guerra absurda no Iraque, com índices históricos de desemprego, falências, pobreza, o caminho que Obama iniciou há quatro anos não era fácil e a recessão era quase certa. Mas Obama e o seu governo alteraram o rumo das coisas.
Apesar do Congresso ser de maioria republicana e boicotar quase tudo, tem apostado na diplomacia interna (tal como externa), e conseguido assim avançar em muitas questões que se julgariam impensáveis nos EUA. Como o Medicare (uma espécie de serviço nacional de saúde que nunca lá existira), que tinha a oposição até de muitos no seu partido.
Mas muito mais, os avanços em muitas questões sociais, a aposta na formação e requalificação dos trabalhadores e aposta na educação e na diminuição da desigualdade de classes. (diz-vos alguma coisa num Portugal recente?)
O salvar das grandes empresas americanas, como a General Motors e reinvenção da indústria automóvel, criando riqueza, salvando empregos e criando novos.
A aposta na diminuição da dependência do petróleo e na racionalização energética, apostando nas novas tecnologias (também vos lembra alguma coisa?) criando com isso milhões de empregos.
Baixou os impostos para as pequenas empresas e para a classe média, taxou as empresas de Wall Street e as grandes fortunas.
Agora, entre mais, aposta na melhoria das infraestruturas: caminhos de ferro, pontes, estradas, escolas,... (continuam a reconhecer um padrão?)
Obama só pode vencer as eleições de novembro, os EUA continuam a precisar e o mundo também.
Por cá, já se tentou aplicar a mesma forma, mas Portugal é uma formiga dependente do formigueiro europeu... e claro, a malta do PS são uns sacanas. Felizmente que este governo está a fazer um grande trabalho. E é tão bom, e a fórmula está a resultar tão bem, que mais logo o sr Primeiro ministro vai anunciar mais austeridade!
quinta-feira, setembro 06, 2012
"I want to nominate a man"...
“A questão mais importante é: em que tipo de país é que querem viver?”, perguntou Clinton. “Se querem uma sociedade de ‘cada um por si’ e ‘que vença o mais forte’, devem apoiar o candidato republicano. Se querem um país em que a prosperidade e a responsabilidade são partilhadas – uma sociedade de ‘estamos nisto juntos’ – devem votar em Barack Obama.”
Não fora já a influência que os EUA têm no resto do mundo, mesmo a sua política interna como o excerto acima demonstra, pode facilmente ser trasladado para a nossa realidade.
Um discurso muito pedagógico, desde logo para quem não entende ou diz não existirem diferenças entre a esquerda e a direita, por muito que o eixo que as separa costume estar por lá, um pouco mais à direita que cá.
Dois pormenores na forma, que aprecio na política americana:
uma vez presidente, será tratado presidente para toda a vida;
e, mais importante, como em quase tudo nos EUA a política é vista como uma festa (basta ver este comício), o que a nós europeus pode parecer estranho, mas é muito mais interessante que os velórios políticos que tanta vez vemos por cá.
quarta-feira, setembro 05, 2012
super ano novo
O que há-de um professor nabantino desterrado na capital do império, fazer com o seu tempo livre nestes quentes dias de Setembro?.....
"I can fly, my friends"
Freddie Mercury, o génio, faria hoje 66 anos. But, always, the show must go on!
terça-feira, setembro 04, 2012
curtas
- Clint Eastwood, esse monstro do cinema, republicano assumido (como uma boa parte dos atores do tempo de Reagan), gozou largamente com o presidente Obama num comício do partido Republicano o que está a provocar muitas reações lá pelos EUA.A resposta de Obama, primeiro com uma simples foto no seu facebook e depois em declarações à comunicação social, devia ser exemplo para todos. Os grandes Homens e os grandes Políticos são assim: "nobres", inteligentes e com fair play.
(se não souberem do que estou a falar, procurem que eu não sou criado de ninguém :)
- A troika responsabilizou o Governo pelos maus resultados. Ora, é verdade que o Governo é o grande culpado pelas incapacidades próprias, pela ideologia não apresentada nas urnas, e também por todos os disparates que vão "além da troika".
Mas vamos lá ser honestos, a troika também tem culpas e grandes, ou não fossem eles uns tecnocratas da pior espécie que ninguém elegeu, que desprezam a Democracia, e que pensam que tudo se reduz a números, pessoas incluídas. É o problema de se meter a Política na gaveta, e de se deixar contabilistas (ainda por cima maus) a fazer a vez de políticos.
Há contudo nisto algo que fica claro: o discurso do Governo e de muitos em seu nome na comunicação social, alegando que é preciso cumprir a coisa à risca (o que em todo o caso não estão a fazer) cai por terra.
- Apesar de há muito ser necessária, o PSD (que já durante o Governo do PS deu o dito por não dito, quando mudou a liderança de Marques Mendes para L.F.Menezes) não vai avançar com uma proposta de nova lei autárquica porque não se entende com o CDS sobre o assunto.
Ora, se para algo que é, desde que haja bom senso e coerência, relativamente simples, como hão eles de fazer melhor trabalho na condução do país?
- Depois de ter acontecido na última Festa dos Tabuleiros, outro jovem casal nabantino e algazenze fez um pedido público de casamento, desta feita em direto na rádio M80, onde a noiva é produtora. Parabéns aos noivos, Tânia e Marco.
(os ares do Algaz e arredores devem ter qualquer coisa diferente, quiçá substâncias alucinogénias exaladas dos pinheiros, tenho de ter cuidado... :)
segunda-feira, setembro 03, 2012
setembro
![]() |
| eu sei que a imagem parece não ter nada a ver mas, acreditem, tem... |
O meu ano recomeça amanhã em Lisboa que dez anos depois, volta a ser duplamente local de trabalho e residência. (entre 2007 e 2009 lecionei em Lisboa, mas fazia o percurso diariamente).
Para Tomar ficam os fins de semana.
Bom, há uns anos que não tinha tanto tempo de férias seguidas (e há muito mais esta sensação, irreal mas forte, de não fazer nada), ainda por cima de verão que não é de todo a minha época favorita do ano, e por isso uma coisa é certa... Finalmente é setembro, estou farto de férias!
Entretanto, o país liga as máquinas para a realidade. Os números desastrosos da governação austera e sem estratégia estão aí, com a troika a dizer que a culpa é do Governo, mas a malta anda toda distraída com a RTP, com as entradas e saídas dos jogadores dos três grandes (e do Sporting também :), e com as novelas da SIC e da TVI.
Na saúde e na educação há cada vez mais para "uns" e para "outros", e o incentivo a procurar no privado. No particular da educação que me toca profissionalmente, não só temos a baixa partidarite a entrar dissimulada na gestão das escolas como nunca se viu neste país democrático, como um ministro que chama fantasia ao maior despedimento coletivo que este país já conheceu, e é o responsável por uma reorganização curricular praticamente sem qualquer ponto positivo cujo único fundamento é o cego economicismo.
É que nem tentem comparar com a governação anterior. Lembram-se que PSD e CDS votaram pouco tempo antes de serem governo, contra a reorganização curricular que assim impediram, agregações de escolas e afins, e estão agora a fazer muito pior que o governo socialista propunha?
Bom, e com a gana de acabar com a administração pública, despedir toda a gente e vender tudo, que é em rigor a única estratégia que se conhece a este Governo (além de empobrecer o país e "convidar" à saída de parte da população), porque não "concessionar" também as forças armadas, os tribunais... Afinal de contas, o Governo da República também já está concessionado aos amigos do sr. Relvas e do Sr. Borges!
E o Sócrates é que era mau!...
E o CDS, lembram-se do partido do sr. Portas? Antigamente, além de gostar de submarinos, também gostava muito de professores, de agricultores, de enfermeiros, de polícias... e agora ninguém o vê a não ser para dizer que ficou amuado por o Borges saber mais que ele dos planos de Relvas para a RTP, sabendo bem que esse é assunto para o qual os portugueses estão tão preocupados como com quase tudo o resto que não lhes toque com força no umbigo - é vê-los por aí em todo o lado a encolher os ombros em expressão de fúria!...
Vá, siga a festa que o povo quer é pão e circo. O problema é quando começa a faltar o pão.
Se bem que, para este Governo a falta pão será encarada como aspeto positivo, a malta emagrece o que só traz vantagens, desde logo na diminuição de despesas em roupa e saúde!...
Eu sei que estou a passar ao lado dos incêndios que desde ontem lavram em Tomar (e também Ourém), mas sobre isso apetece-me dizer apenas que acho muito estranho a forma como começam estes "pequenos" incêndios com várias frentes.
Um grande bem haja aos bombeiros e outros elementos de proteção civil, e uma reprimenda a muitos daqueles que os criticam, mas que se esquecem que tinham um papel que não cumpriram na prevenção - governantes incluídos.
domingo, setembro 02, 2012
país a arder
Passadas as marés e as luas de agosto, muitos portugueses vão agora perceber melhor a realidade em que vivemos.
Bom domingo!
sábado, setembro 01, 2012
curtas
| foto rádio Cidade de Tomar |
Este é claramente um dos eventos que merece esse apoio. Porque é distintivo, porque é em Setembro, porque é na cidade onde quase nada se passa, etc, etc. E porque isto sim, é património cultural que vale a pena defender.
Mas na câmara sabe-se pouco, vê-se pouco, aprende-se pouco.
E a lei dos compromissos agora é desculpa para tudo aquilo que não se soube fazer previamente, tudo aquilo que não se soube fazer. Ponto.
- Por falar em festas, tenho alguma curiosidade para saber os números dos eventos do fim de semana passado, mais um daqueles com múltiplas festinhas. Linhaceira, Cem Soldos, S.Pedro, Chão das Maias, se mais não tiverem sido, locais quase todos onde, para mais, as festas costumavam ser fortes. Como andarão os lucros?
- O nosso Governo e o nosso presidente da Assembleia Municipal de Tomar, Miguel Relvas, andam (parecem) algo desnorteados. Ora mandam o assalariado Borges dizer que "concessiona" de vez a RTP, ora vai Relvas a Timor assinar protocolos que envolvem a RTP. Cheira mal.
- Os 50 filmes mais dececionantes de sempre, ou seja, no rácio entre a expetativa por eles criada e o efeito... no Total Film. Não concordo com alguns dos incluídos (de todos, não terei visto 3 ou 4), mas estas listas são mesmo assim, curiosidades para nerds como eu.
- António José Seguro foi eleito vice-presidente da Internacional Socialista. Uma boa notícia para os socialistas lusos mas também para o país que pode vir a ter outra capacidade de influência em momentos de viragem política internacional (não agora, nesta Europa ainda dominada por governos de direita ultra conservadora), e claro, se a IS voltar a ter a capacidade perdida nestes últimos anos.
(3.9.2012) adenda: Confusão minha, não havia festa em S.Pedro, haverá no fim de semana de 14, 15 e 16 de Setembro.
sexta-feira, agosto 31, 2012
e dura, e dura...
Quem acreditou que o sal marítimo de agosto faria esquecer o assunto, não percebe nem o fenómeno das redes sociais, nem a forma como pensam e agem as novas gerações. A coisa continua a fervilhar por todo o lado.
Relvas sabe isso, e por isso mesmo põe "consultores" a testar as notícias que ele mesmo não pode dar, porque poucos lhe reconhecem já legitimidade para o fazer.
Por mim, continuo feliz que um desses poucos seja o, sem outro remédio, Passos Coelho. Mas lá que isso diz muito sobre este governo, sobre aqueles que o compõem, e sobre as suas motivações, lá isso diz.
foto surripada aqui.
quarta-feira, agosto 29, 2012
o lado lunar
Este texto estava perdido no backoffice do algures. Vai a tempo.O Região de Leiria publica um roteiro de bares e discotecas da sua região.
Este é mais um daqueles assuntos que muitas nabantinas cabeças "pensantes" desvalorizam e são bem capaz de menorizar ou gozar de quem deles fala, como infelizmente já presenciei e senti em muitos outros assuntos e até em locais formais e de responsabilidade como a Assembleia Municipal.
Há muita ignorância e pedantice encartada em Tomar, infelizmente.
Aqui pela zona, e pela entidades "competentes" este tipo de equipamentos e ofertas não costuma ser muito considerado, nem se percebe afinal qual a estratégia camarária, quando licencia cafés em zonas residenciais até às duas da manhã, que acabam por funcionar até mais tarde, e os bares funcionam até ao nascer do dia. Claro, discotecas em Tomar, morreram, não há.
Não é preciso sequer falar nos jovens e não só, que noutros tempos vinham para Tomar e já não vêm. Bastaria perceber a quantidade de nabantinos que é possível encontrar nos estabelecimentos do roteiro acima, ou nos concelhos vizinhos dos nossos, particularmente Ourém e Torres Novas.
Ora, além das questões relativas aos próprios munícipes, à sua qualidade de vida, à segurança, etc, num concelho que se diz querer ter no turismo um vetor essencial, todas as questões contam, e esta é a esse nível uma das importantes.
Mas em Tomar o método começa a ser antigo, é o da avestruz.
(O Região de Leiria publica até uma agenda de eventos sempre atualizada, coisa bastante simples de fazer com recurso a um simples programa, mas que em Tomar o Município não é capaz de ter algures numa página online, por exemplo para as festas das aldeias e outros eventos. Falta querer, falta saber.)
terça-feira, agosto 28, 2012
segunda-feira, agosto 27, 2012
"um aroma do passado"...
... que me deixa meio disperso entre a nostalgia e o desejo do futuro.
Hoje é segunda feira...
Hoje é segunda feira...
menina dos olhos que não sei
De olhos que não sei, menina
pura luz inteligente de teu corpo
alvo rosto, alma de mulher genuína
é por esses olhos que me não dizem
que não descrevem o que sentem
é por esses lagos teus menina
onde sob ares de mártir a sofrer
correm águas de messalina
e é o fruto desse olhar
é nessa vontade, do teu licor beber
integro rigor de tuas formas
campos vastos de papoilas
é dar-te um beijo
é a verdade que desejo
menina dos olhos que não sei, e nada dizem
é tudo isso e tão só, que por eles vejo.
domingo, agosto 26, 2012
o pódio dos tristes
Afinal, de vez em quando, ainda conseguimos estar no pódio de qualquer coisa, e desta vez lá arrancamos mais um lugar de bronze!Em quê, perguntam. Então, somos, o terceiro município mais individado do distrito de Santarém (lê-se n'O Mirante). 38.686.000 €!!
E aqui entre nós que ninguém nos ouve, acho que estão a ser modestos, não devem ter somado as parcelas todas...
Parabéns tomarenses, parabéns PSD por estes últimos 15 anos!
Não estão orgulhosos? É que salta à vista onde foi gasto o dinheiro, as obras importantes que vieram melhorar a qualidade de vida dos tomarenses, os investimentos que trouxeram criação de riqueza, desenvolvimento económico, criação de postos de trabalho, fixação de empresas e cidadãos. Os investimentos no turismo, na cultura, nos eventos, no património, que deixam os tomarenses inchados de orgulho e trazem turistas aos magotes.
E com o retorno criado, pagar a dívida vai ser um ápice!
Eu cá, estou contentérrimo com a brilhante gestão municipal dos últimos tempos. Quem não está deve ser invejoso ou parvo...
Saiam medalhas para todos!!
Continuação de bom domingo.
sábado, agosto 25, 2012
sexta-feira, agosto 24, 2012
restauros e arranjinhos
Em Espanha, e agora em todo o mundo, há um fenómeno de popularidade, naturalmente motivado pelo ridículo e pelo efeito rastilho das redes sociais.A senhora Cecília Gimenez, de 81 anos, qual Mr.Bean, achou que uma pintura do séc.19 numa igreja perto de sua casa, em Borja, Saragoça, estava um pouco em mau estado e decidiu retocá-la.
Ora, querem melhor metáfora para o que tem acontecido a Tomar durante a última década e meia, pelas mãos das câmaras PSD, particularmente durante a governação António Paiva?!
Há contudo uma grande diferença, se esta nova representação de cristo se está a transformar num fenómeno de popularidade e vai certamente aumentar os visitantes à aldeia de Borja, cá por terras de Iria...
o guru
Ora, como foi um dirigente e autarca do PSD que me enviou o link disto, acho que ninguém leva a mal que publique.
É hilariante. E se aplicássemos estas afirmações ao município de Tomar... Ui!
(Relvas anda meio desaparecido, e até já sobre a RTP é António Borges quem vem ditar as últimas ideias disparatadas - concessionar a RTP1 e acabar com a 2! Claro, o homem só vê cifrões, o que lhe interessa a cultura, a Constituição, os desejos dos portugueses...
Estão mesmo convencidos que as marés de agosto farão os portugueses esquecer ou virar a agulha. Tremenda ingenuidade! Mas é típico deste governo, é como não perceber que tanta austeridade não faria o óbvio, diminuição de receitas em todos os impostos, empresas a fechar, aumento brutal do desemprego...
quarta-feira, agosto 22, 2012
curtas
- A câmara de tomar, escudada na lei dos compromissos, acabou com a cedência de máquinas às freguesias, lê-se na Hertz.
Este modelo, que faz dos presidentes de junta uns eternos pedintes, há muito que está ultrapassado.
Mas terminar assim, sem alternativas, é o que acontece quando não houve vontade nem capacidade de antecipar os problemas e fazer um correto planeamento. Como em quase tudo, e apesar de também aqui alguns como eu há muito alertarmos para isto, as cabeças mal pensantes que têm mandado no município de Tomar, nunca quiseram ver o óbvio.
- O sr. Presidente da República, em resposta a um pedido de comentário sobre as fantasiosas declarações de Passos Coelho acerca de 2013, disse que em agosto não faz política, dedica-se à família. Isto enquanto inaugurava um hospital privado, acompanhado de todo o staff e circo do costume.
É há muito um lugar comum que o homem não diga nada de jeito, mas não percebo a reverência que lhe fazem os jornalistas que não colocam em causa as suas palermices, ao contrário do que fazem, tantas vezes exageradamente a outros.
- Por falar em lugares comuns, anda a levar muito nas orelhas pelas redes sociais, o "Marcelo sabe tudo" da TVI, por no seu último programa ter dito repetidamente que foi Sócrates quem aplicou o imposto sobre o subsídio de natal de 2011 e que Passos o corrigiu.
Que o homem diz tudo e o seu contrário é habitual, que o homem "sabe" de tudo e todos também; que diz gaffes a toda a hora, que inventa, que mistura factos com opiniões, igualmente. Não percebo por isso qual é o espanto, e o meu único é que ainda o levem a sério. Aquilo é um simples programa de entretenimento!
- O sr. Presidente da República, em resposta a um pedido de comentário sobre as fantasiosas declarações de Passos Coelho acerca de 2013, disse que em agosto não faz política, dedica-se à família. Isto enquanto inaugurava um hospital privado, acompanhado de todo o staff e circo do costume.
É há muito um lugar comum que o homem não diga nada de jeito, mas não percebo a reverência que lhe fazem os jornalistas que não colocam em causa as suas palermices, ao contrário do que fazem, tantas vezes exageradamente a outros.
- Por falar em lugares comuns, anda a levar muito nas orelhas pelas redes sociais, o "Marcelo sabe tudo" da TVI, por no seu último programa ter dito repetidamente que foi Sócrates quem aplicou o imposto sobre o subsídio de natal de 2011 e que Passos o corrigiu.
Que o homem diz tudo e o seu contrário é habitual, que o homem "sabe" de tudo e todos também; que diz gaffes a toda a hora, que inventa, que mistura factos com opiniões, igualmente. Não percebo por isso qual é o espanto, e o meu único é que ainda o levem a sério. Aquilo é um simples programa de entretenimento!
- Quanto vale um monumento ou uma marca cultural? Um interessante artigo espanhol a ler aqui.
- «O sonho olímpico de Samia Yusuf Omar morreu a caminho de Itália» é uma história comovente a ler n'O Público que nos deve fazer pensar em como vai o mundo.
- A Islândia vai sendo cada vez mais apontada como um exemplo de sucesso. O exemplo contrário à mentalidade reinante em boa parte da Europa: não sucumbir aos mercados, a política a mandar na economia e não o seu contrário, proteger o Estado Social.
Entre muito que se pode ler online, este artigo do negócios online aconselha-se.
- «O sonho olímpico de Samia Yusuf Omar morreu a caminho de Itália» é uma história comovente a ler n'O Público que nos deve fazer pensar em como vai o mundo.
- A Islândia vai sendo cada vez mais apontada como um exemplo de sucesso. O exemplo contrário à mentalidade reinante em boa parte da Europa: não sucumbir aos mercados, a política a mandar na economia e não o seu contrário, proteger o Estado Social.
Entre muito que se pode ler online, este artigo do negócios online aconselha-se.
terça-feira, agosto 21, 2012
a ilha na cidade
A ilha do Mouchão é um instrumento ao serviço da qualidade de vida dos tomarenses e da usufruição da natureza em espaço urbano, como poucos existem no país.
Mas como é típico, Tomar não tem sabido, com pequeníssimas exceções, tirar proveito das suas potencialidades.
Mas como é típico, Tomar não tem sabido, com pequeníssimas exceções, tirar proveito das suas potencialidades.
Ora, a unidade hoteleira lá existente deve ser parte muito ativa na sua dinamização. Deve, por exemplo, fazer parte do contrato de concessão também o desenvolvimento de atividades no exterior e não apenas a gestão tout court do edifício.
Porque não uma esplanada, o espaço é magnífico! Porque não não por exemplo pequenos concertos de música ao vivo, como se faziam nos tempos áureos do século 20?
Música, poesia, teatro, dança, o espaço dá para tudo e pode ser um excelente palco cultural, além de propício ao "simples" lazer.
Mais, o aluguer de barcos e gaivotas no rio deve estar também integrada na concessão (que recordações tantas, das "viagens" que fazia rio acima na minha adolescência!). E mais, basta ter visão e trabalhar um pouco a imaginação, ao invés da tacanhez do costume.
Assim, com um leque mais alargado de ofertas estar-se-ão a cumprir várias questões: maior retorno financeiro para a autarquia que poderá fazer um contrato financeiramente mais vantajoso; a melhor utilização do espaço; e uma maior disponibilização de ofertas aos munícipes e turistas.
Assim existisse vontade e visão.
Seja como for, há um pormenor relevante. A concessão de um espaço terá de ser por um conjunto alargado de anos. E por isso (tenho ideia de António Rebelo já ter também abordado essa questão no seu blogue) é mau que seja uma câmara em fim de mandato, uma câmara tacanha, sem ideias, sem vontade, sem energia, sem plano ou estratégia, sem futuro, que venha a decidir os termos da coisa.
Coisa essa que devia naturalmente fazer parte de algo maior, de um plano de cidade, de concelho, de uma estratégia integrada para o turismo e cultura, de uma estratégia com retorno económico, de uma estratégia que leve à criação de postos de trabalho e fixação de pessoas.
Todas as "pequenas" coisas contam, mas isso é para quem quer e sabe, e querer e saber não é o que estamos habituados a ver naquela cambada.
Enfim, aguardemos vigilantes.
Assim existisse vontade e visão.
Seja como for, há um pormenor relevante. A concessão de um espaço terá de ser por um conjunto alargado de anos. E por isso (tenho ideia de António Rebelo já ter também abordado essa questão no seu blogue) é mau que seja uma câmara em fim de mandato, uma câmara tacanha, sem ideias, sem vontade, sem energia, sem plano ou estratégia, sem futuro, que venha a decidir os termos da coisa.
Coisa essa que devia naturalmente fazer parte de algo maior, de um plano de cidade, de concelho, de uma estratégia integrada para o turismo e cultura, de uma estratégia com retorno económico, de uma estratégia que leve à criação de postos de trabalho e fixação de pessoas.
Todas as "pequenas" coisas contam, mas isso é para quem quer e sabe, e querer e saber não é o que estamos habituados a ver naquela cambada.
Enfim, aguardemos vigilantes.
ensinar, aprender, inventar, viver...
um excelente contribuição de pensamento divergente do Leonel G.
segunda-feira, agosto 20, 2012
domingo, agosto 19, 2012
hoje é dia...
mundial da fotografia.
foto de Sebastião Salgado, um dos grandes!
«Fotografar é colocar na mesma linha de mira a cabeça, o olho e o coração.»
Henri Cartier-Bresson
Refugees in the Korem camp
Ethiopia, 1984
foto de Sebastião Salgado, um dos grandes!
sábado, agosto 18, 2012
os Bons Sons de Cem Soldos
Já só faltam dois dias de música e afinidades a viver a aldeia.
Quinta e sexta foram em grande, com enorme destaque ontem para o concerto de António Zambujo. Muito bom!
Hoje, entre muitos outros, destaque para Maria João & Mário Laginha.
O SCOCS continua de parabéns bem como toda a aldeia.
Se todo o concelho nabantino respirasse a juventude e o dinamismo daquela aldeia, como podíamos estar...
mais em www.bonssons.com/
Quinta e sexta foram em grande, com enorme destaque ontem para o concerto de António Zambujo. Muito bom!
Hoje, entre muitos outros, destaque para Maria João & Mário Laginha.
O SCOCS continua de parabéns bem como toda a aldeia.
Se todo o concelho nabantino respirasse a juventude e o dinamismo daquela aldeia, como podíamos estar...
mais em www.bonssons.com/
quarta-feira, agosto 15, 2012
estranho mundo
Hoje, dia 15 de Agosto, o Estado português, laico, celebra talvez pela última vez, o facto de uma "virgem" ter levantado voo depois de morta. Tem lógica...Entretanto foi neste dia em 1969 que se deu início ao mítico Festival de Woodstock, o festival da música pela paz.
Mas hoje, 2012, temos um estado, a Síria, que mata massivamente os seus cidadãos, enquanto o mundo assiste.
Na Europa, temos uma senhora alemã (não deve ser por muito mais tempo) que se acha rainha do império, enquanto em poucos países, essencialmente Portugal, os seus líderes ainda acreditam que seguir piamente os desejos da senhora será a melhor forma de permanecerem, mesmo estando-se "a lixar para eleições", mais tempo no poder, isto porque, acreditam, a maioria dos que não votariam neles, já terão emigrado quando chegar o dia de eleições que, a continuar assim, chegará mais cedo do que esperavam.
Resto de bom feriado!
.
terça-feira, agosto 14, 2012
a ignorância catedrática II
"Haverá possivelmente alguns horários zeros, como tem havido todos os anos..." disse o sr ministro da Educação há dias na SIC Notícias com uma lata impressionante! Das duas uma, ou sem saber o que está a dizer, ou a mentir com os dentes todos, e não sei o que é pior.
15000 professores do quadro com horário zero é coisa que como óbvio nunca aconteceu nem lá perto, E não é como o sr. ministro diz, fantasia. Basta ir ao site e contar listagem a listagem. Claro, com agregações de agrupamentos que agora chegam a ultrapassar os 3000 alunos, com turmas de 30, ou com uma destruição curricular sem qualquer sentido e que não se explica apenas com as questões económicas (na minha extinta disciplina por exemplo, EVT, não há qualquer razão económica para separar a teoria da prática), claro que sobram muitos professores!
Até podiam sobrar mais, se querem empurrar os alunos para o privado onde ele existe (para o qual não há cortes nos financiamentos públicos) e acabar de vez com o ensino público, um só professor a leccionar as disciplinas todas é mais uma ideia. Tão "razoável" como tantas das que estão a ser aplicadas.
Olha, aquela de pôr os professores a substituir os psicólogos escolares, por exemplo.
E depois diz o sr. ministro que continuarão a existir professores contratados. Claro, quando uma docente entra de licença de maternidade ou alguém adoece... mas mesmo aí tenho muitas dúvidas, pois se há professores a olhar para as paredes nas escolas porque andam agora a inventar o que lhes dar para fazer!
Seja como for, não é desses casos que se fala, são dos milhares de professores que todos anos eram contratados, muitos deles há 10, 15, 20 anos, e que agora vão para casa! Claro, pois, não são despedidos... É como muitos profissionais do Centro Hospitalar do Médio Tejo que não viram os seus contratos renovados - também não foram despedidos!
Isto para não dizer que é mais um dos casos em que o Estado explora e goza com os cidadãos, uma vez que a grande maioria destes profissionais foram formados especificamente para o ensino, e como tal, não podem, ao contrário do que muitos imbecis dizem, ser absorvidos pelo mercado.
Era como se o estado formasse polícias ou juízes e depois lhes dissessem: agora façam-se à vida, procurem trabalho no mercado.
Triste país, triste sociedade, que não percebe que seja qual for a crise, cortar, desvalorizar, abandalhar a educação (e a cultura), é sempre pôr em causa o futuro por muitas décadas.
15000 professores do quadro com horário zero é coisa que como óbvio nunca aconteceu nem lá perto, E não é como o sr. ministro diz, fantasia. Basta ir ao site e contar listagem a listagem. Claro, com agregações de agrupamentos que agora chegam a ultrapassar os 3000 alunos, com turmas de 30, ou com uma destruição curricular sem qualquer sentido e que não se explica apenas com as questões económicas (na minha extinta disciplina por exemplo, EVT, não há qualquer razão económica para separar a teoria da prática), claro que sobram muitos professores!
Até podiam sobrar mais, se querem empurrar os alunos para o privado onde ele existe (para o qual não há cortes nos financiamentos públicos) e acabar de vez com o ensino público, um só professor a leccionar as disciplinas todas é mais uma ideia. Tão "razoável" como tantas das que estão a ser aplicadas.
Olha, aquela de pôr os professores a substituir os psicólogos escolares, por exemplo.
E depois diz o sr. ministro que continuarão a existir professores contratados. Claro, quando uma docente entra de licença de maternidade ou alguém adoece... mas mesmo aí tenho muitas dúvidas, pois se há professores a olhar para as paredes nas escolas porque andam agora a inventar o que lhes dar para fazer!
Seja como for, não é desses casos que se fala, são dos milhares de professores que todos anos eram contratados, muitos deles há 10, 15, 20 anos, e que agora vão para casa! Claro, pois, não são despedidos... É como muitos profissionais do Centro Hospitalar do Médio Tejo que não viram os seus contratos renovados - também não foram despedidos!
Isto para não dizer que é mais um dos casos em que o Estado explora e goza com os cidadãos, uma vez que a grande maioria destes profissionais foram formados especificamente para o ensino, e como tal, não podem, ao contrário do que muitos imbecis dizem, ser absorvidos pelo mercado.
Era como se o estado formasse polícias ou juízes e depois lhes dissessem: agora façam-se à vida, procurem trabalho no mercado.
Triste país, triste sociedade, que não percebe que seja qual for a crise, cortar, desvalorizar, abandalhar a educação (e a cultura), é sempre pôr em causa o futuro por muitas décadas.
segunda-feira, agosto 13, 2012
curtas
- José Sócrates foi eleito em votação do, insuspeito diário económico pois também costuma ser "próximo" da atual governança, como o melhor primeiro-ministro português. Ainda só passou um ano mas, é verdade, a distância costuma favorecer o julgamento político.
- Falando em Governo, foi mais ou menos notícia o "almoço secreto" entre Paulo Portas e António José Seguro. Primeiro, são absurdos alguns comentários que li na imprensa, com a óbvia tentavia de fazer dessa questão "um caso". É absolutamente normal, e mesmo importante, que os líderes partidários tenham conversas periódicas e não as divulguem sempre.
Eu próprio ao nível local, durante os quase 6 anos que fui líder do PS nabantino, tive muitas conversas com líderes partidários e políticos e outros atores da comunidade, sem que houvesse necessidade de disso fazer notícia. É salutar em Democracia que os responsáveis políticos dialoguem, sem que tal deva ser necessariamente do conhecimento público.
Seja como for, com o visível desgaste rápido que este governo leva, e que me leva a acreditar que vai bater em brevidade o de Durão Barroso, estou a imaginar a conversa: - "Ó Tozé, epá, sabes, o CDS está sempre disponível para ajudar na governação..."
- Afinal, ainda há alguma esperança que (muitas divergêngias à parte) exista algum bom senso na atual liderança do PSD nabantino. Relativamente às críticas que entre outros, também eu fiz no comentário anterior (O PSD nabantino revela-se), e acerca da questão da tauromaquia e do absurdo que seria se tal fosse em Tomar elevado à categoria de património cultural, surgiu um comunicado do PSD a desmentir anteriores notícias.
É claro que, como a Hertz bem diz, isso mostra que "algo fica claro: a concelhia do PSD não fala a uma só voz."
- O atual Governo da República, na senda da legalização de tudo o que seja disparate e promova particularmente o interesse dos grandes da economia, pretende legalizar (ainda mais) a plantação do eucalipto em Portugal.
Ora o eucalipto, que não é originário do nosso ecossistema é, além de um dos grandes contribuidores para a rápida propagação dos incêndios em Portugal, péssimo a vários níveis para a biodiversidade.
Está por isso a correr uma petição contra esse disparate, onde se pode também ler mais sobre o assunto. Assinem!
- Falando em Governo, foi mais ou menos notícia o "almoço secreto" entre Paulo Portas e António José Seguro. Primeiro, são absurdos alguns comentários que li na imprensa, com a óbvia tentavia de fazer dessa questão "um caso". É absolutamente normal, e mesmo importante, que os líderes partidários tenham conversas periódicas e não as divulguem sempre.
Eu próprio ao nível local, durante os quase 6 anos que fui líder do PS nabantino, tive muitas conversas com líderes partidários e políticos e outros atores da comunidade, sem que houvesse necessidade de disso fazer notícia. É salutar em Democracia que os responsáveis políticos dialoguem, sem que tal deva ser necessariamente do conhecimento público.
Seja como for, com o visível desgaste rápido que este governo leva, e que me leva a acreditar que vai bater em brevidade o de Durão Barroso, estou a imaginar a conversa: - "Ó Tozé, epá, sabes, o CDS está sempre disponível para ajudar na governação..."
- Afinal, ainda há alguma esperança que (muitas divergêngias à parte) exista algum bom senso na atual liderança do PSD nabantino. Relativamente às críticas que entre outros, também eu fiz no comentário anterior (O PSD nabantino revela-se), e acerca da questão da tauromaquia e do absurdo que seria se tal fosse em Tomar elevado à categoria de património cultural, surgiu um comunicado do PSD a desmentir anteriores notícias.
É claro que, como a Hertz bem diz, isso mostra que "algo fica claro: a concelhia do PSD não fala a uma só voz."
- O atual Governo da República, na senda da legalização de tudo o que seja disparate e promova particularmente o interesse dos grandes da economia, pretende legalizar (ainda mais) a plantação do eucalipto em Portugal.
Ora o eucalipto, que não é originário do nosso ecossistema é, além de um dos grandes contribuidores para a rápida propagação dos incêndios em Portugal, péssimo a vários níveis para a biodiversidade.
Está por isso a correr uma petição contra esse disparate, onde se pode também ler mais sobre o assunto. Assinem!
sábado, agosto 11, 2012
o PSD nabantino revela-se
Sim, sim, afinal existe e toma posições públicas!
E aí está, preto no branco, a constatação de duas evidências claras:
- A incapacidade do PSD em saber quais são as prioridades do concelho, quais são os seus reais problemas, o que é que preocupa os tomarenses; o que pode destacar Tomar pela positiva, o que tem Tomar de diferente e de competitivo em relação aos demais concelhos;
- A mentalidade reinante no PSD de Tomar, arcaica, conservadora, a olhar para o passado. Esperavam sensatez, a capacidade de olhar para o concelho e ver a realidade? Esperavam ideias novas, uma nova visão, uma capacidade de perceber o futuro trabalhando o presente? Esperavam arrojo, coragem, desprendimento de algumas figuras na sua sombra? Enganam-se!!
O que preocupa o PSD nabantino e o que o faz sair do obscurantismo, criticando abertamente a sua câmara é - numa terra onde nem a Festa dos Tabuleiros tem essa classificação - o chumbo da tauromaquia como património cultural que, lê-se na Hertz, "irá motivar reacção «enérgica» do PSD contra Carlos Carrão"!!!
Sim senhor, caros sociais democratas nabantinos. Não posso deixar de felicitar em particular João Tenreiro, Ricardo Lopes, e António Jorge, respetivamente presidente e vices presidentes do PSD local por, estando todos na faixa entre os 30 e os 40, mostrarem essa prova de velhice.
Eu confesso que, mesmo sendo de um partido diferente, tendo naturalmente ideias e valores políticos diferentes, esperava mais desta nova geração, similar à minha, que tomou conta do PSD nabantino. Esperava que, por exemplo, na questão dos problemas que afetam Tomar, sendo jovens, dessem particular atenção ao que tem levado tantos jovens para fora de Tomar, o que tem levado à falta de oportunidades e ao desperdiçar das mesmas; que tivessem um olhar que permitisse discutir alternativas para que os jovens ainda possam acreditar que há um futuro possível de almejar neste concelho. E afinal, qual é a primeira grande declaração que vem dali?
Que querem que Tomar seja um concelho igual a Salvaterra, a Vila Franca, à Moita, a Alcochete....
É isto que é possível esperar do PSD nabantino e dos novos velhos que o dirigem.
Ou, será que dirigem?
E aí está, preto no branco, a constatação de duas evidências claras:
- A incapacidade do PSD em saber quais são as prioridades do concelho, quais são os seus reais problemas, o que é que preocupa os tomarenses; o que pode destacar Tomar pela positiva, o que tem Tomar de diferente e de competitivo em relação aos demais concelhos;
- A mentalidade reinante no PSD de Tomar, arcaica, conservadora, a olhar para o passado. Esperavam sensatez, a capacidade de olhar para o concelho e ver a realidade? Esperavam ideias novas, uma nova visão, uma capacidade de perceber o futuro trabalhando o presente? Esperavam arrojo, coragem, desprendimento de algumas figuras na sua sombra? Enganam-se!!
O que preocupa o PSD nabantino e o que o faz sair do obscurantismo, criticando abertamente a sua câmara é - numa terra onde nem a Festa dos Tabuleiros tem essa classificação - o chumbo da tauromaquia como património cultural que, lê-se na Hertz, "irá motivar reacção «enérgica» do PSD contra Carlos Carrão"!!!
Sim senhor, caros sociais democratas nabantinos. Não posso deixar de felicitar em particular João Tenreiro, Ricardo Lopes, e António Jorge, respetivamente presidente e vices presidentes do PSD local por, estando todos na faixa entre os 30 e os 40, mostrarem essa prova de velhice.
Eu confesso que, mesmo sendo de um partido diferente, tendo naturalmente ideias e valores políticos diferentes, esperava mais desta nova geração, similar à minha, que tomou conta do PSD nabantino. Esperava que, por exemplo, na questão dos problemas que afetam Tomar, sendo jovens, dessem particular atenção ao que tem levado tantos jovens para fora de Tomar, o que tem levado à falta de oportunidades e ao desperdiçar das mesmas; que tivessem um olhar que permitisse discutir alternativas para que os jovens ainda possam acreditar que há um futuro possível de almejar neste concelho. E afinal, qual é a primeira grande declaração que vem dali?
Que querem que Tomar seja um concelho igual a Salvaterra, a Vila Franca, à Moita, a Alcochete....
É isto que é possível esperar do PSD nabantino e dos novos velhos que o dirigem.
Ou, será que dirigem?
os resquícios de barbárie que persistem
Aos poucos, "o mundo pula e avança", no sempre difícil caminho em direção a uma humanidade plena.
Sempre foi, sempre será, um caminho estreito e difícil desbravado pelo sempre minoritário grupo dos corajosos.
Parabéns Câmara de Viana do Castelo.
Sempre foi, sempre será, um caminho estreito e difícil desbravado pelo sempre minoritário grupo dos corajosos.
Parabéns Câmara de Viana do Castelo.
sexta-feira, agosto 10, 2012
propostas de fim de semana
Eu e vários outros nabantinos lá estaremos hoje em Ansião nas suas festas do concelho, a ver Amor Electro, porque lá há boa gente e bom ambiente que recebe sempre bem.Se estivesse por lá amanhã, estaríamos mais perto, certamente como muitos outros nabantinos, a ver Boss AC em Ferreira do Zêzere em mais uma edição do seu DePE.NiCar, este ano com omeletes gigantes a fazer render a ideia da capital do ovo.
Tomar, essa terra de cultura e turismo, continua a ser a única da região (e certamente das poucas do país) que não tem qualquer festa de verão concelhia na cidade.
(Não, a "cerveja" e o "frango assado" não contam para o totobola, desculpem os organizadores, mas são cópias más das festas das aldeias. Têm ainda pior música e ambiente).
E depois acham estranho que Tomar pareça na maior parte das noites de verão uma cidade abandonada. (Felizmente este é ano de Bons Sons e é já para a semana).
Tem, é verdade, as tais meia dúzia de festarolas por fim de semana em tudo o que é paróquia, onde (com raras exceções) apesar de todas as evidências, se continua a apostar na fórmula mais que gasta do pimba, pimbazinho e pimbazão regados a cerveja. E depois admiram-se que os "clientes" sejam cada vez menos e menos gastadores!Não se desculpem com a crise, a crise até favorece as festas locais porque há menos gente a fazer férias longe. E o facto é que as festas que inovam, que acompanham os tempos, sobrevivem e crescem.
É preciso mudar o paradigma, é preciso mudar mentalidades, é preciso liderança que inspire. Esta nabantina terra "turística", já nem consegue fazer de conta!
Já agora, paralelamente, comparem lá (na estética, mas essencialmente na usabilidade, jargão informático) a página turística do concelho de Ansião e tentem comparar com esse concelho turístico cultural que é Tomar...
Ah... pois... Tomar só tem aquela coisa perra, mal feita e com informação "selecionada"....
(exceção feita quando durante a vereação socialista da cultura se avançou com um novo site turístico, entretanto desativado por quem não sabe mais, a governação PSD do município)
quinta-feira, agosto 09, 2012
queimar calorias...
Enquanto continuamos na "cili sizon", há que dar atenção a outros assuntos.Uma tabela que pode dar jeito...
UMA HORA DE SEXO CORRESPONDE A:
40 minutos de corrida
1h20m de caminhada
2h de alongamento
45 minutos de natação
1h30m de pedalada
1h15m de musculação
QUEIMAR EXCESSOS:
1 omelete de carne de caranguejo e 1 copo de vinho branco = 52 minutos de massagem nas costas do outro;
1 pudim de leite inteiro = 62 minutos correndo atrás do outro pelo quarto, num passo médio, ou 2h de luta de travesseiros, sendo eles bem pesados;
1 colher (sopa) de mousse de chocolate = 14 minutos de carícias;
1 fatia grande bolo de chocolate = 1h de preliminares intensas ou 18 minutos de sexo;
1 cheeseburger, 14 batatas fritas e uma dose extra de ketchup = 53 minutos de beijo de língua ou 25 minutos de preliminares normais ou 6 minutos de preliminares intensas.
mais aqui
quarta-feira, agosto 08, 2012
curtas
![]() |
| Bruno Salvador entre os atletas lusos olímpicos |
- Depois da boa estreia olímpica, o atleta João Silva, estudante de medicina, proferiu esta bem humorada declaração:
«Não sei se este nono lugar me dá equivalência a alguma disciplina de fisiologia do desporto ou alguma coisa. Caso não dê, vou ter mesmo de voltar a estudar». A "relvaslização" da sociedade em curso...
- Mais de 40000 idosos deixaram de comprar o passe da terceira idade em Lisboa. Se isto não é bem demonstrativo do que está a acontecer no país, e não é suficiente para o Governo perceber que tem de mudar de rumo, não sei que mais seja, pessoas a morrer de fome à porta de São Bento?
- Ir "além da troika" na austeridade, e colocar austeridade sobre austeridade, não é afinal, ao contrário do que defendem Passos, Cavaco e os amigos, premiado pelos mercados, antes o contrário. É o que conclui um estudo do BPN Paribas, relatado, curiosamente, num dos órgãos ao serviço da atual governança, o semanário Sol.
- “Vertigo – A Mulher que Viveu Duas Vezes”, de Hitchcock, destronou “Citizen Kane - O Mundo a seus Pés”, de Orson Welles que há 50 anos era considerado o melhor filme de sempre, nesta eleição do British Film Institute. Apesar de já velhinhos, são ambos filmes excecionais! mais no ipsilon.
terça-feira, agosto 07, 2012
em Marte
(clicar para alargar)
Eu sei, eu sei, isto torna-se um vício. Mas é que as piadas são tantas, todos os dias, em todo o lado, que fica difícil resistir...
curtas
- Enquanto o Bons Sons não chega, um resumo do que foi o Músicas do Mundo em Sines (o principal do género no país e onde eu também deveria ter estado) feito pela mestre etnomusicóloga nabantina Sofia Lopes no seu Misurato. Para variar o espírito.
- De há uns tempos largos a esta parte, quase sempre que regresso a Tomar depois de umas andanças por outras terras lusas, por pequenas ou distantes que sejam, quase sempre pergunto a mim mesmo em retórica, mas que raio andou Tomar a fazer estes anos todos?! Porque é que do século 21, Tomar só tem as dívidas?!!
- Absolutamente de acordo com a opinião aqui escrita sobre Relvas e a absurda venda de um canal da RTP (ainda por cima o segundo canal). «Será a RTP a moeda de troca para a substituição de Relvas?», pergunta-se no blogue vai e vem.
- Muitas vezes a forma (aqui entendida como a prioridade, a escala, e a perspectiva como se transmite uma notícia), mas principalmente o conteúdo dos jornais nabantinos, para quem se dá ao trabalho de refletir e se preocupar com isso é, para ser simpático, enervante. Entre várias coisas sistemáticas (ou (de)sistemáticas), o destaque esta semana dado por ambos à retirada de um saco com ossos bovinos do rio é suficientemente exemplificativo. Não é preciso dizer mais nada sobre o que entendem por notícia ou o que acham que vai ajudar a vender...
Os jornais locais parecem sofrer do mesmo síndrome que sofrem muitos dos políticos, a incapacidade de perceber e/ou aceitar o que a comunidade diz deles, as críticas que lhes fazem. E depois querem que os levem a sério.
E qual é o problema? Bom, lá virá o tempo em que a internet e as redes sociais substituirão completamente a imprensa local, mas enquanto esse futuro ainda distante não chega, a imprensa tem um papel muito importante na vivência e dinâmica de uma comunidade. Mas é preciso que faça por isso e cumpra esse papel!
- De há uns tempos largos a esta parte, quase sempre que regresso a Tomar depois de umas andanças por outras terras lusas, por pequenas ou distantes que sejam, quase sempre pergunto a mim mesmo em retórica, mas que raio andou Tomar a fazer estes anos todos?! Porque é que do século 21, Tomar só tem as dívidas?!!
- Absolutamente de acordo com a opinião aqui escrita sobre Relvas e a absurda venda de um canal da RTP (ainda por cima o segundo canal). «Será a RTP a moeda de troca para a substituição de Relvas?», pergunta-se no blogue vai e vem.
- Muitas vezes a forma (aqui entendida como a prioridade, a escala, e a perspectiva como se transmite uma notícia), mas principalmente o conteúdo dos jornais nabantinos, para quem se dá ao trabalho de refletir e se preocupar com isso é, para ser simpático, enervante. Entre várias coisas sistemáticas (ou (de)sistemáticas), o destaque esta semana dado por ambos à retirada de um saco com ossos bovinos do rio é suficientemente exemplificativo. Não é preciso dizer mais nada sobre o que entendem por notícia ou o que acham que vai ajudar a vender...
Os jornais locais parecem sofrer do mesmo síndrome que sofrem muitos dos políticos, a incapacidade de perceber e/ou aceitar o que a comunidade diz deles, as críticas que lhes fazem. E depois querem que os levem a sério.
E qual é o problema? Bom, lá virá o tempo em que a internet e as redes sociais substituirão completamente a imprensa local, mas enquanto esse futuro ainda distante não chega, a imprensa tem um papel muito importante na vivência e dinâmica de uma comunidade. Mas é preciso que faça por isso e cumpra esse papel!
Subscrever:
Mensagens (Atom)





















