- É verdade que ele não precisa, mas saber que Paul McCartney cobrou apenas 1 libra (~1,6euros) para participar na cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos que estão a decorrer em Londres, é coisa que devia fazer pensar todos (e não apenas certas vedetas) sobre o espírito de voluntariado.
- "Há um projeto de aquicultura para a antiga fábrica de Porto de Cavaleiros", lê-se n'O Templário.
Durante grande parte da minha infância o meu pai foi eletricista da fábrica, trabalhando por turnos, ora das 0 às 8h, ora das 8 às 16h, ora das 16 às 24h. E em muitas vezes acompanhei-o (o meu preferido era o turno noturno), naquela fábrica cuja dimensão era para mim espaço de múltiplas aventuras - ora nos laboratórios onde parecia acontecer magia, ora ao longo das máquinas imensas, ora a saltar para pilhas enormes de aparas de papel, ora a olhar o rio, ora a... tanta coisa!
Por isso fico ainda mais feliz por saber que aquele atentado ao ambiente e à saúde pública, há largos anos falido por incompetência dos gestores, pode agora vir a ter uma nova vida, o que além do mais pode contribuir qualquer coisa para a débil economia nabantina.
- É sociologicamente uma característica tuga, o copiar e alastrar das ideias disparatadas. Depois de Tomar e outros concelhos, é agora também em Abrantes (essa outra terra de touradas!) que aparece em câmara a proposta de elevar a coisa a património municipal, aqui pela mão do PSD local. Terá à partida o mesmo desfecho que em Tomar.
- O governo de François Hollande aprovou e entra hoje em vigor uma taxa sobre transações financeiras, o que faz de França o primeiro país europeu a aplicar esta medida. Continuam a vir bons ventos da França socialista. Ler mais no negócios online.
- Por cá, foi hoje conhecido o relatório anual da CMVM sobre as empresas cotadas em bolsa, relativo a 2010, e aí se detetaram 17 administratores a acumular em mais de 30 empresas com o recordista a pertencer aos conselhos de administração de 73 empresas!!! Ele há coisas fantásticas não há? Somos um país de super gestores....
quarta-feira, agosto 01, 2012
terça-feira, julho 31, 2012
festas a mais
já sei que esta é daquelas em que me vão cair em cima, é o problema de ter opiniões e da malta que não consegue ver além do umbigo, mas cá vai..."Este fim de semana há duas festas da cerveja em simultâneo, em Tomar e em Santa Cita. O União não gostou".... lê-se n'O Templário.
Mais a festa das Olalhas, da Venda Nova, do Paço da Comenda, da Asseiceira, da Portela da Vila.... além das dos concelhos à volta, na Moita do Norte (V.N.Barquinha) por exemplo.
Apesar de achar que esta coisa das festas da cerveja já foi chão que deu uvas, não quero comentar o caso em concreto. O que acho e digo há muito é que há festas e festarolas de verão a mais no concelho de Tomar, o que faz com que praticamente nenhuma tenha dimensão.
Ora, a câmara dum concelho onde se diz que o turismo é um pilar fundamental, deveria ter um papel interventivo e coordenador.
E aquela coisa de andar a distribuir umas migalhas aqui e ali a este tipo de eventos também não faz qualquer sentido. Que uma associação tente ter patrocínios e também subsídios públicos, acho perfeitamente normal. Que a câmara municipal os dê, quando tem às costas uma dívida declarada de 39 milhões de euros - não é nada aceitável.
É sim apenas mais um exemplo da falta de estratégia, critério e definição de prioridades da câmara municipal de Tomar. Num município sem dinheiro, não há justificação, à luz da boa gestão pública e do correto uso dos recursos coletivos, para a atribuição de subsídios financeiros a eventos de comes e bebes, sejam eles organizados por quem for!
Este tipo de eventos, das duas uma, ou têm capacidade para se pagarem a si próprios ou então passam a vez.
E no que toca à coordenação, é a câmara que licencia os eventos, e por isso tem capacidade e legitimidade para ter uma palavra a dizer na coordenação concelhia dos eventos. Não o faz porque não quer, não sabe, dá trabalho e chatices.
É sim apenas mais um exemplo da falta de estratégia, critério e definição de prioridades da câmara municipal de Tomar. Num município sem dinheiro, não há justificação, à luz da boa gestão pública e do correto uso dos recursos coletivos, para a atribuição de subsídios financeiros a eventos de comes e bebes, sejam eles organizados por quem for!
Este tipo de eventos, das duas uma, ou têm capacidade para se pagarem a si próprios ou então passam a vez.
E no que toca à coordenação, é a câmara que licencia os eventos, e por isso tem capacidade e legitimidade para ter uma palavra a dizer na coordenação concelhia dos eventos. Não o faz porque não quer, não sabe, dá trabalho e chatices.
Por muito que doa, por muito que sejam criticados, os políticos em funções públicas tem de ter coragem para dizer não, têm de saber definir prioridades, tem de gerir com rigor e responsabilidade os recursos públicos!
É o interesse coletivo que está em causa, e não o interesse de A ou B.
É o interesse coletivo que está em causa, e não o interesse de A ou B.
sábado, julho 28, 2012
anedotário nacional
Desde que apareceu aquele cartaz na volta à França, o mesmo replica-se pelas redes sociais, em centenas de fotos, em grafismos, em animações, já se vendem t-shirts, enfim... as coisas são como são, e em política o espaço para permitir deslizes é muito estreito, porque rapidamente o que parece passa a ser, mesmo quando por vezes não é. Relvas não tem hipótese, onde quer que se esteja basta falar-se no nome dele, para alguém começar ou a rir ou a praguejar, ou as duas coisas.
Bom fim de semana!
O tempo está mau, mas eu até prefiro assim, vou ali ver como está a areia, volto já.
olímpica
Ao ver ontem a Ana Rente a entrar no estádio olímpico com os restantes atletas lusos, confesso ter sentido um bocadinho daquele orgulho sem grande nexo, como se levasse consigo um bocadinho de todos nós nabantinos.
Venha com que classificação vier, é umas das 16 olímpicas da sua modalidade, e isso é uma vitória.
Bom trabalho Ana, voa alto!
É a segunda vez que a Ana Rente vai aos olímpicos (além de tudo o que já fez) e antes dela fora Nuno Merino, e a câmara do município que ainda não encontrou forma digna de homenagear estes seus atletas e outros que tem - que representam trabalho, dedicação, exemplo, futuro - perde tempo a discutir faenas...
Venha com que classificação vier, é umas das 16 olímpicas da sua modalidade, e isso é uma vitória.
Bom trabalho Ana, voa alto!
É a segunda vez que a Ana Rente vai aos olímpicos (além de tudo o que já fez) e antes dela fora Nuno Merino, e a câmara do município que ainda não encontrou forma digna de homenagear estes seus atletas e outros que tem - que representam trabalho, dedicação, exemplo, futuro - perde tempo a discutir faenas...
sexta-feira, julho 27, 2012
governos e governos
Ao prof. Rebelo, em resposta ao comentário ao post abaixo alhos e bugalhos, telemóveis e call centers:
Temos uma divergência de opinião, enfim, é da vida.
Acha de Sócrates o que entender, enquanto eu (apesar de já várias vezes ter dito que ele nem era a minha escolha natural para líder do partido, logo, também não para PM; achava que não tivesse muito conteúdo ideológico, nem gostava muito da postura "feita para a televisão" com que ele, por exemplo, discursava; apoiei-o porque foi o melhor dos que se chegou à frente) acho que ele foi uma agradável surpresa, e provavelmente o melhor primeiro-ministro que o Portugal democrático já teve, isto apesar de ter alguns flops como membros do governo, algumas teimosias, e alguns amigos pouco recomendáveis.
Mas com o governo de Sócrates haviam ideias claras, que deram resultados e pela qual ele se bateu até ao fim: choque tecnológico, modernização e simplificação administrativa, aposta na educação e na investigação, energias renováveis, etc, etc.
É de lembrar por exemplo, que foi o seu governo o primeiro depois do 25 de Abril que conseguiu baixar o défice do Estado, antes das medidas sociais de combate à crise que o fizeram subir novamente.
O caro amigo tem um curso de economia, assim julgo saber, por isso não pode desmentir este facto.
E mesmo algumas questões mais discutíveis, como o TGV ou o novo aeroporto, foram defendidas em campanha e Sócrates por elas se bateu até ao último dia.
Isto já para não falar que o motivo que deu origem à queda do seu governo, o chumbo do PEC4 (quem nos dera termos agora apenas isso, e continuo convencido que a sua aprovação podia ter evitado a intervenção externa) foi motivado essencialmente pela necessidade de sobrevivência política de Passos e Relvas cuja liderança começava a ser posta em causa no interior do PSD, aos quais se juntaram os partidos do protesto eterno e anti-poder.
Já este governo, que ideia tem afinal para o país? Dizer ao jovens para emigrar, empobrecer as famílias, aumentar as desigualdades sociais? Este governo que fez fé na credibilidade, na competência, na transparência, no rigor, e que afinal mostra ser em tudo o contrário?
Que futuro apresenta este governo aos portugueses? Vender tudo a retalho aos amigos?
Quanto a Relvas, não, não resolve nada demitir-se ou ser demitido, o governo está baseado naquela filosofia, quer Relvas lá esteja quer não.
E depois, eu já aqui o disse, por mim claro que não, não se deve demitir. Por mim deve lá estar o mais tempo possível da duração do governo - embora, convenhamos, vai ser difícil.
E na assembleia municipal igualmente, já disse e agi em conformidade. Por mim será presidente da assembleia até ao último dia do mandato - tem de explicar em que é que afinal andou a fazer aqueles gastos abusivos - mas por mim fica até ao fim.
Para que os meus caros concidadãos não esqueçam. Que esta coisa do PSD em Tomar andar sistematicamente a substituir pessoas a meio dos mandatos é truque que não pode salvá-los sempre.
Temos uma divergência de opinião, enfim, é da vida.
Acha de Sócrates o que entender, enquanto eu (apesar de já várias vezes ter dito que ele nem era a minha escolha natural para líder do partido, logo, também não para PM; achava que não tivesse muito conteúdo ideológico, nem gostava muito da postura "feita para a televisão" com que ele, por exemplo, discursava; apoiei-o porque foi o melhor dos que se chegou à frente) acho que ele foi uma agradável surpresa, e provavelmente o melhor primeiro-ministro que o Portugal democrático já teve, isto apesar de ter alguns flops como membros do governo, algumas teimosias, e alguns amigos pouco recomendáveis.
Mas com o governo de Sócrates haviam ideias claras, que deram resultados e pela qual ele se bateu até ao fim: choque tecnológico, modernização e simplificação administrativa, aposta na educação e na investigação, energias renováveis, etc, etc.
É de lembrar por exemplo, que foi o seu governo o primeiro depois do 25 de Abril que conseguiu baixar o défice do Estado, antes das medidas sociais de combate à crise que o fizeram subir novamente.
O caro amigo tem um curso de economia, assim julgo saber, por isso não pode desmentir este facto.
E mesmo algumas questões mais discutíveis, como o TGV ou o novo aeroporto, foram defendidas em campanha e Sócrates por elas se bateu até ao último dia.
Isto já para não falar que o motivo que deu origem à queda do seu governo, o chumbo do PEC4 (quem nos dera termos agora apenas isso, e continuo convencido que a sua aprovação podia ter evitado a intervenção externa) foi motivado essencialmente pela necessidade de sobrevivência política de Passos e Relvas cuja liderança começava a ser posta em causa no interior do PSD, aos quais se juntaram os partidos do protesto eterno e anti-poder.
Já este governo, que ideia tem afinal para o país? Dizer ao jovens para emigrar, empobrecer as famílias, aumentar as desigualdades sociais? Este governo que fez fé na credibilidade, na competência, na transparência, no rigor, e que afinal mostra ser em tudo o contrário?
Que futuro apresenta este governo aos portugueses? Vender tudo a retalho aos amigos?
Quanto a Relvas, não, não resolve nada demitir-se ou ser demitido, o governo está baseado naquela filosofia, quer Relvas lá esteja quer não.
E depois, eu já aqui o disse, por mim claro que não, não se deve demitir. Por mim deve lá estar o mais tempo possível da duração do governo - embora, convenhamos, vai ser difícil.
E na assembleia municipal igualmente, já disse e agi em conformidade. Por mim será presidente da assembleia até ao último dia do mandato - tem de explicar em que é que afinal andou a fazer aqueles gastos abusivos - mas por mim fica até ao fim.
Para que os meus caros concidadãos não esqueçam. Que esta coisa do PSD em Tomar andar sistematicamente a substituir pessoas a meio dos mandatos é truque que não pode salvá-los sempre.
o rigor da informação....
O jornal Sol, sempre rigoroso e nunca ao serviço de qualquer interesse...
Publica hoje uma "notícia" onde afirma que 78 concelhos são a favor da fusão de freguesias.
Parece que o Sol agora também se dedica à cartomância. É que Tomar e vários outros onde as AM's ainda não se pronunciaram, aparecem como sendo favoráveis....
Publica hoje uma "notícia" onde afirma que 78 concelhos são a favor da fusão de freguesias.
Parece que o Sol agora também se dedica à cartomância. É que Tomar e vários outros onde as AM's ainda não se pronunciaram, aparecem como sendo favoráveis....
alhos e bugalhos, telemóveis e call centers
Este texto era para fazer parte do post anterior das curtas... mas tornou-se muito longo.
O tema que desde ontem está nas conversas dos nabantinos (e eu que devia andar longe a gozar as férias de verão que não costumo ter, voltei a Tomar estes dias para fazer o quê?!!) são os gastos de telemóvel ontem conhecidos via revista Visão, que já abordei ontem, até aqui desconhecidos, efetuados pelo presidente da assembleia municipal nabantina, Miguel Relvas e pagos pelo município.
Claro que há já quem tente misturar alhos com bugalhos, referindo-se aos gastos do vereador socialista Luís Ferreira, para dar aquela ideia que «ah, e tal, pois, eles são todos iguais....»
Ora bem, os gastos de telemóvel do referido vereador em 2010, que concordo, vistos assim são excessivos, eram conhecidos, já foram abordados por exemplo em assembleia municipal e explicados pelo próprio, por exemplo em texto publicado à época n'O Templário.
O vereador então a tempo inteiro (sendo um dos pelouros a protecção civil!) iniciou um sistema de divulgação dos eventos turísticos e culturais (seus pelouros) por sms que, como provam os números, é método muito mais eficaz que boletins e outras tretas onde a câmara gasta rios de dinheiro.
Foi o próprio vereador que chamou a atenção para a necessidade de alterar os planos de tarifário em uso na município, pois estavam desajustados e provocavam tais valores, e o facto é que basta uma análise mensal a esse ano de 2010 - em que nada mudou, apenas o tarifário - e os gastos são totalmente diferentes na parte final do ano; ou comparar com o ano de 2011.
Fazer comparações entre vereadores também não é comparar coisa nenhuma, porque seria necessário comparar a natureza dos pelouros, o trabalho efetuado por cada um dos vereadores e, já agora, analisar também os custos da rede fixa, porque quem passa muito tempo no gabinete tem o telefone sempre à mão...
O que não é de todo justificável são os gastos de um presidente de Assembleia que vem de fugida a quatro ou cinco reuniões por ano, e que fora isso não faz praticamente nenhum trabalho de representação da Assembleia, uma vez que são praticamente todas feitas por um dos dois secretários da mesa - neste mandato e nos anteriores!
Ora, como se justifica o gasto num dos anos, curiosamente de eleições, de quase 7500€? Que trabalho andou o presidente da Assembleia Municipal a fazer?
Bom, a próxima reunião da AM vai ser quente....
Repare-se que isto dos telemóveis de serviço e outras ferramentas de gestão são importantes para quem desempenha determinados lugares, mas é suposto que sejam efetivamente usadas para o serviço dentro das regras da boa gestão e do bom senso.
Deixem que dê um exemplo pessoal. Quando fui durante dois anos delegado regional do IPJ, tendo portanto todo o distrito de Santarém a meu encargo (associações, autarquias, outras instituições, e os próprios serviços) mais os contactos quase diários com outros distritos, principalmente com os serviços centrais em Lisboa, eu tinha um telemóvel com 25€ de plafond! Que obviamente não chegava para quase nada, mas pronto, o resto saía do ordenado, faz parte das funções...
Agora, uma média de 300 e tal euros mensais! Para alguém que vem aquela meia dúzia de vezes a Tomar por ano?!
Não deixa de ser curioso nestas matérias, como algumas pessoas tendem a moldar a sua opinião. O meu colega blogger António Rebelo é um desses casos. Lembro-me que em tempos uma das causas no seu Tomar a dianteira foi precisamente a questão dos telemóveis e, muito bem, o tornar público esses gastos.
Mas agora parece achar normal esta questão do presidente da AM...
Também acho curioso a sua tese, usada igualmente por comentadores em Lisboa, de que Relvas está a ser alvo duma perseguição do grupo Impresa. Bom, talvez seja um bocadinho verdade. Quem muito veneno destila mais tarde ou mais cedo acabará por ser afetado por ele.
Mas acho igualmente curioso que em relação a Sócrates, onde a perseguição e maquinação jornalística era muito mais evidente e maquiavélica, AR e outros não tivessem essa opinião. Será preciso lembrar o que Sol, Público, Correio da Manhã, a TVI e em alguns setores também a SIC, andaram a fazer a Sócrates e ao PS?!
Por falar nos comentadores e o olhar enviesado, não posso deixar passar esta. Há dias dizia Morais Sarmento [ilustre social democrata que, esse sim, no governo de Durão Barroso, tentou criar uma central de (controle de) informação, e até acabou por simples embirração ideológica, com um programa de referência da RTP, o Acontece] na SIC Notícias que, era impossível Relvas sair do governo de imprescindível que é para a governação.
Pois, percebe-se a opinião, mas, já agora... que empresa de advogados tem prestado préstimos, certamente valorosos, à Câmara Municipal de Tomar, e a que custo?
O tema que desde ontem está nas conversas dos nabantinos (e eu que devia andar longe a gozar as férias de verão que não costumo ter, voltei a Tomar estes dias para fazer o quê?!!) são os gastos de telemóvel ontem conhecidos via revista Visão, que já abordei ontem, até aqui desconhecidos, efetuados pelo presidente da assembleia municipal nabantina, Miguel Relvas e pagos pelo município.
Claro que há já quem tente misturar alhos com bugalhos, referindo-se aos gastos do vereador socialista Luís Ferreira, para dar aquela ideia que «ah, e tal, pois, eles são todos iguais....»
Ora bem, os gastos de telemóvel do referido vereador em 2010, que concordo, vistos assim são excessivos, eram conhecidos, já foram abordados por exemplo em assembleia municipal e explicados pelo próprio, por exemplo em texto publicado à época n'O Templário.
O vereador então a tempo inteiro (sendo um dos pelouros a protecção civil!) iniciou um sistema de divulgação dos eventos turísticos e culturais (seus pelouros) por sms que, como provam os números, é método muito mais eficaz que boletins e outras tretas onde a câmara gasta rios de dinheiro.
Foi o próprio vereador que chamou a atenção para a necessidade de alterar os planos de tarifário em uso na município, pois estavam desajustados e provocavam tais valores, e o facto é que basta uma análise mensal a esse ano de 2010 - em que nada mudou, apenas o tarifário - e os gastos são totalmente diferentes na parte final do ano; ou comparar com o ano de 2011.
Fazer comparações entre vereadores também não é comparar coisa nenhuma, porque seria necessário comparar a natureza dos pelouros, o trabalho efetuado por cada um dos vereadores e, já agora, analisar também os custos da rede fixa, porque quem passa muito tempo no gabinete tem o telefone sempre à mão...
O que não é de todo justificável são os gastos de um presidente de Assembleia que vem de fugida a quatro ou cinco reuniões por ano, e que fora isso não faz praticamente nenhum trabalho de representação da Assembleia, uma vez que são praticamente todas feitas por um dos dois secretários da mesa - neste mandato e nos anteriores!
Ora, como se justifica o gasto num dos anos, curiosamente de eleições, de quase 7500€? Que trabalho andou o presidente da Assembleia Municipal a fazer?
Bom, a próxima reunião da AM vai ser quente....
Repare-se que isto dos telemóveis de serviço e outras ferramentas de gestão são importantes para quem desempenha determinados lugares, mas é suposto que sejam efetivamente usadas para o serviço dentro das regras da boa gestão e do bom senso.
Deixem que dê um exemplo pessoal. Quando fui durante dois anos delegado regional do IPJ, tendo portanto todo o distrito de Santarém a meu encargo (associações, autarquias, outras instituições, e os próprios serviços) mais os contactos quase diários com outros distritos, principalmente com os serviços centrais em Lisboa, eu tinha um telemóvel com 25€ de plafond! Que obviamente não chegava para quase nada, mas pronto, o resto saía do ordenado, faz parte das funções...
Agora, uma média de 300 e tal euros mensais! Para alguém que vem aquela meia dúzia de vezes a Tomar por ano?!
Não deixa de ser curioso nestas matérias, como algumas pessoas tendem a moldar a sua opinião. O meu colega blogger António Rebelo é um desses casos. Lembro-me que em tempos uma das causas no seu Tomar a dianteira foi precisamente a questão dos telemóveis e, muito bem, o tornar público esses gastos.
Mas agora parece achar normal esta questão do presidente da AM...
Também acho curioso a sua tese, usada igualmente por comentadores em Lisboa, de que Relvas está a ser alvo duma perseguição do grupo Impresa. Bom, talvez seja um bocadinho verdade. Quem muito veneno destila mais tarde ou mais cedo acabará por ser afetado por ele.
Mas acho igualmente curioso que em relação a Sócrates, onde a perseguição e maquinação jornalística era muito mais evidente e maquiavélica, AR e outros não tivessem essa opinião. Será preciso lembrar o que Sol, Público, Correio da Manhã, a TVI e em alguns setores também a SIC, andaram a fazer a Sócrates e ao PS?!
Por falar nos comentadores e o olhar enviesado, não posso deixar passar esta. Há dias dizia Morais Sarmento [ilustre social democrata que, esse sim, no governo de Durão Barroso, tentou criar uma central de (controle de) informação, e até acabou por simples embirração ideológica, com um programa de referência da RTP, o Acontece] na SIC Notícias que, era impossível Relvas sair do governo de imprescindível que é para a governação.
Pois, percebe-se a opinião, mas, já agora... que empresa de advogados tem prestado préstimos, certamente valorosos, à Câmara Municipal de Tomar, e a que custo?
curtas
- "Câmara de Tomar não enviou Boletim Municipal de Julho por correio", lê n'O Mirante.
- A câmara municipal de Ourém, em mais um passo da reabilitação turística do Agroal, inaugurou a cafetaria como pode ser visto na sua página do facebook.
Em Tomar não há nada disto, nem Agroal, nem facebook, nem câmara.... dizer mais o quê?
- Um texto de José Pacheco Pereira, um dos senadores do PSD (em 2009 cabeça de lista por Santarém nas legislativas desse ano), sobre Relvas e Jerónimo, licenciaturas e afins. Vale a pena ler no seu abrupto.
Pois, agora foi por problemas na gráfica que atrasaram a impressão, mas mais tarde ou mais cedo vão ter de dar o braço a torcer. Aquilo é inútil.
E a solução é simples como no já propusemos há muito: distribuição nas redes sociais digitais e publicação nos jornais locais, fica mais barato, é muito mais eficaz, e estar-se-á a ajudar duas empresas locais, em vez de ir pagar a impressão ao concelho vizinho. Como habitual, basta o simples bom senso para perceber isto.
O problema é o do costume, além da teimosia, os milhares que podiam ter sido poupados no entretanto.
- Um claro exemplo da falta de coordenação, das medidas casuísticas, sem prioridade ou senso, e também o anunciado fim dos jornais diários na Biblioteca de Tomar. Será que também acabaram com os jornais que chegam para leitura dos elementos da câmara?
- Depois da passagem pelas lojas FNAC e de outras participações, o Festival BONS SONS foi esta semana ao programa Curto Circuito na SIC Radical. Está quase.
E a solução é simples como no já propusemos há muito: distribuição nas redes sociais digitais e publicação nos jornais locais, fica mais barato, é muito mais eficaz, e estar-se-á a ajudar duas empresas locais, em vez de ir pagar a impressão ao concelho vizinho. Como habitual, basta o simples bom senso para perceber isto.
O problema é o do costume, além da teimosia, os milhares que podiam ter sido poupados no entretanto.
- Um claro exemplo da falta de coordenação, das medidas casuísticas, sem prioridade ou senso, e também o anunciado fim dos jornais diários na Biblioteca de Tomar. Será que também acabaram com os jornais que chegam para leitura dos elementos da câmara?
- Depois da passagem pelas lojas FNAC e de outras participações, o Festival BONS SONS foi esta semana ao programa Curto Circuito na SIC Radical. Está quase.
- A câmara municipal de Ourém, em mais um passo da reabilitação turística do Agroal, inaugurou a cafetaria como pode ser visto na sua página do facebook.
Em Tomar não há nada disto, nem Agroal, nem facebook, nem câmara.... dizer mais o quê?
- Um texto de José Pacheco Pereira, um dos senadores do PSD (em 2009 cabeça de lista por Santarém nas legislativas desse ano), sobre Relvas e Jerónimo, licenciaturas e afins. Vale a pena ler no seu abrupto.
quinta-feira, julho 26, 2012
as mordomias de Relvas
Ainda estou parvo em como nunca ninguém deu com isto!....
Isto e mais sobre Miguel Relvas, na revista Visão de hoje.
«TELEMÓVEL MIGUEL RELVAS (GASTOS ANUAIS)
- Ano 2002 - 1 598,50€
- Ano 2003 - 934,40€
- Ano 2004 - 947,79€
- Ano 2005 - 559,49€
- Ano 2006 - 3 896,03€
- Ano 2007 - 5 623,32€
- Ano 2008 - 4 858,29€
- Ano 2009 - 7 444,46€ (ano de eleições europeias, legislativas e autárquicas)
- Ano 2010 - 3 391,55€
- Ano 2011- 1 251,03€ (até o dia 27 de junho de 2011; as eleições legislativas que deram a vitória ao PSD realizaram-se a 5 de junho e o Governo tomou posse a 21; Posteriormente o número do telemóvel foi cedido à Secretaria-Geral da Presidência do Conselho de Ministros.)
- De 23.08 a 22.09.2007 - 1 014,83€
- De 23.03 a 22.04.2008 - 1 271,19€
- De 23.12.2008 a 22.01.2009 - 1 250,03€
- De 23.03 a 22.04.2009 - 1 229,96€
- De 23.10 a 22.11.2009 - 1 039,08€
- De 23.11 a 22.12.2009 - 1 008,16€
- De 23 dezembro 2008 a 22 janeiro de 2009 - 1 250,03€
- De 23 janeiro a 22 fevereiro 2009 - 231,24€
- De 23 fevereiro a 22 março 2009 - 195,46€
- De 23 março a 22 abril 2009 - 1 229,96€
- De 23 abril a 22 maio 2009 - 217,46€
- De 23 maio a 22 junho 2009 - 500,91€
- De 23 junho a 22 julho 2009 - 622,15€
- De 23 julho a 22 agosto 2009 - 136,03€
- De 23 agosto a 22 setembro 2009 - 226,06€
- De 23 setembro a 22 outubro 2009 - 787,92€
- De 23 outubro a 22 novembro 2009 - 1 039,08€
- De 23 novembro a 22 dezembro 2009 - 1 008,16€»
quarta-feira, julho 25, 2012
coisas que o tempo não apaga
«Nós Estamos num Estado Comparável à Grécia
Nós estamos num estado comparável, correlativo à Grécia: mesma pobreza, mesma indignidade política, mesmo abaixamento dos caracteres, mesma ladroagem pública, mesma agiotagem, mesma decadência de espírito, mesma administração grotesca de desleixo e de confusão. Nos livros estrangeiros, nas revistas, quando se quer falar de um país católico e que pela sua decadência progressiva poderá vir a ser riscado do mapa – citam-se ao par a Grécia e Portugal. Somente nós não temos como a Grécia uma história gloriosa, a honra de ter criado uma religião, uma literatura de modelo universal e o museu humano da beleza da arte.»
Eça de Queirós, in 'Farpas (1872)'
Eça de Queirós, in 'Farpas (1872)'
terça-feira, julho 24, 2012
SMAS - serviço moroso antigo e "sereno"
Há vários anos que o único serviço do qual ainda recebo fatura em papel é o abastecimento de água (mais saneamento e resíduos sólidos que todos pagamos no mesmo serviço, mesmo que não queiramos).Estou registado no balcão digital dos SMAS desde julho do ano passado.
Acabei de tentar aderir à fatura eletrónica, até porque aquela coisa que mandam para casa só serve mesmo para gastar papel e tinta (e dar trabalho ao pessoal do lixo, lá está).
Ora, não-me é possível fazê-lo porque o serviço diz-me que não tenho nenhum contrato com os SMAS!
Com pena minha é verdade, porque não pagaria os absurdos que pago todos os meses, eu que até sou poupadinho, mas infelizmente tenho um contrato com os SMAS.
Ora, para que é que publicitam um serviço, fazendo até pomposamente referência para a nomeação ao prémio de boas práticas no serviço público (sabe-se lá em que ano!), se depois a treta do serviço não funciona?
Aliás, o acesso ao serviço começa logo bem, porque é através daquela maravilha de velocidade, organização e conteúdo que é a página do município de Tomar, e depois são precisos não sei quantos cliques para algo que devia ser o mais direto possível.
O link direto fica aqui: https://ubs2.edinfor.pt/OA_HTML/ubsjtflogin.jsp?orgid=074
Primeiro, a coisa deveria ser o mais simples possível, precisamente para que o maior número de utilizadores aderisse, mas basta dar uma olhadela às instruções.
Eu não me considero propriamento info excluído, tenho até conhecimentos de informática seguramente acima da média, mas claramente, além de ser demasiado "burocrático", aquilo não funciona!
É logo demonstrativo que estando registado há um ano, e tendo como contacto preferencial o meu email, eu jamais tenha recebido algum dos SMAS, sobre o que quer que fosse.
Não deixa de ser representativo sobre o global do município nabantino em tudo o que tem que ver com as novas tecnologias e o uso das mesmas na redução dos custos e na facilidade de acesso ao munícipe: quase inexistente.
Talvez fosse bom saber quantos utentes já usam o serviço de fatura eletrónica, e quanto gastam os SMAS, que nadam em dinheiro, em tudo o que envolve a expedição da fatura em papel.
Vou cuidar de pedir explicações na próxima Assembleia Municipal.
segunda-feira, julho 23, 2012
a ignorância catedrática
Fica patente que lá por se dizer umas larachas ideológicas sobre a necessidade dos alunos fazerem mais exames e ter um ar de intelectual, não é condição suficiente para se ser ministro.
O PS teve problema parecido com a inábil Maria de Lurdes Rodrigues (apesar de tudo correta em muito do conteúdo, mas incapaz de o transmitir e de perceber que fazer política não é o mesmo que dar aulas numa universidade), mas com essa, que se suicidou politicamente ao fazer da avaliação docente cavalo de batalha, o grau de destruição era incomparavelmente menor.
domingo, julho 22, 2012
uma pega de bom senso
"TOMAR – PSD e PS chumbam proposta dos Independentes em relação à tauromaquia", noticia a rádio Hertz.Afinal ainda há bom senso! Confesso que num primeiro momento julguei que o PSD fosse alinhar no disparate, mas depois de numa primeira reunião o assunto ter sido adiado, agora o bom senso prevaleceu.
A questão é simples, não se trata sequer de apoiar ou não as touradas, mas tão somente de perceber que não faz qualquer sentido a elevação desse "evento" a património cultural em Tomar.
Com tanto património que Tomar tem e que não está classificado... por exemplo a Festa dos Tabuleiros!
Interessa assim que o simples bom senso prevaleceu. A disparatada proposta requentada foi vencida, Tomar não é terra de cultura tauromáquica, como qualquer nabantino não aficionado e isento sabe. E quem nos visita também.
Tomar tem cultura e tradições em quantidade e qualidade muito superiores à generalidade dos concelhos portugueses. Chega-nos aquilo que nos faz diferentes, e bastam essas para haver muito a fazer, assim se queira.
(aqui a declaração de voto do PS, com cujo primeiro parágrafo não concordo totalmente, mas é da vida, não se pode estar sempre de acordo)
sexta-feira, julho 20, 2012
em modo de férias II
Em época de silly season deixo uma ilustração dedicada à Câmara Municipal de Tomar:
- por vezes até parece que mexe, mas em verdade é apenas uma ilusão!
quinta-feira, julho 19, 2012
o hospital de Tomar... a saga continua
Em resultado das propostas surgidas no último estudo encomendado, que propõe o fim total das urgências no hospital de Tomar, realiza-se hoje promovido pelo movimento de cidadãos uma concentração junto ao mesmo pelas 19h.
Estou ausente de Tomar pelo que não poderei estar presente, mas aqui expresso a minha solidariedade.
Estou ausente de Tomar pelo que não poderei estar presente, mas aqui expresso a minha solidariedade.
quarta-feira, julho 18, 2012
ó Relvas, demissão à vista
«Assim como uma gota de veneno compromete um balde inteiro, também a mentira, por menor que seja, estraga toda a nossa vida.»
Mahatma Gandhi
O célebre aforismo «à mulher de César não basta ser séria , tem que parecer séria» que terá sido usado pelo próprio César para justificar o afastamento da mulher Pompeia aquando do surgimento de rumores de infidelidade, significa essencialmente que aqueles que desempenham cargos públicos não podem ter qualquer suspeição sobre si mesmos, seja ela profissional, pessoal, académica....
Verdade é que não gosto muito de fazer ataques pessoais, e Miguel Relvas até foi meu adversário - e ganhou-me - na candidatura à presidência da Assembleia Municipal de Tomar.
Também é verdade que este já não é um caso pessoal, apesar de ser essencialmente do foro da ética, ele é já político porque tem que ver com a credibilidade e coerência (além de poder existir algo "menos legal") de um governante de peso e por arrasto de todo o Governo.
Sim, eu podia replicar tanto do que se diz por esse país fora, mas gosto de não me limitar a repetir o que alguém já disse. Por vezes o silêncio vale mais que mil palavras.
O que há, enfim, a dizer mais sobre a questão? Apenas que dificilmente Passos Coelho pode retirar Miguel Relvas do governo e manter-se lá, mas também que dificilmente se manterá lá se lá mantiver Relvas.
E se mais não for, por isto: há muito muito tempo que que ninguém contribuia tanto para o anedotário nacional e é impossível um membro do governo manter-se nesta situação que compromete todo o governo, por mais que tenham alguma ilusória esperança que as marés de agosto possam lavar a memória dos portugueses.
Ao pé de Relvas, todos os casos Sócrates, que além do mais não passaram de fumo, eram brincadeiras de criança.
É certo que, com um primeiro-ministro que politicamente veio praticamente do nada, e com todo o protagonismo e poder que isso coloca em Relvas, era fácil prever, como muitos fizeram, que isto viria a acontecer. Relvas é já um zombie político, e eu tenho pouca predisposição para falar de mortos que em vida não fizeram nada de jeito para além do que em primeiro interessasse ao próprio umbigo.
Além disso eu defendo a eutanásia o que em política também se aplica por vezes, e e por isso defendo que no governo, tal como tenho defendido quanto à presidência da Assembleia Municipal de Tomar, deve ser Relvas a decidir se ainda tem condições para continuar - as atitudes, e a ética, ficam com quem as pratica.
E depois, deixem-me lá ser totalmente honesto. Como cidadão nabantino que sabe que Tomar precisa de uma mudança, e como socialista convicto que acha que essa mudança só é possível com o PS - por mim Miguel Relvas há-de desempenhar a função de presidente da Assembleia Municipal até ao último dia do mandato, bem como muito gostaria (apesar de ser cada vez mais difícil) que também no governo ele esteja pelo menos até às eleições autárquicas.É que os portugueses em geral e os tomarenses em particular demonstram muitas vezes terem a memória curta, e por isso tudo o que os puder lembrar até ao último dia deste mandato sobre quem os tem governado é, numa certa perspetiva egoísta, admito, muito bem vindo.
Daniel Oliveira escreveu no expresso um excelente artigo onde parece concordar comigo:
«Miguel Relvas é hoje o calcanhar de Aquiles de Passos Coelho. E é bem feita. Ele sabia bem com quem se estava a meter. Quem chega mais alto às cavalitas de um coxo deve estar preparado para cair com ele. Por mim, acho excelente que Relvas se mantenha no governo. Na sua exuberância, é uma excelente montra da natureza ética de um governo que vive dos negócios e para os negócios.»
terça-feira, julho 17, 2012
curtas
- Natural de Asseiceira no concelho de Tomar, faleceu António Martins, designer de profissão, destacou-se como cartonista e ilustrador - e por isso mesmo é referenciado no último número da revista Visão.
- A câmara de Tomar adiou a exposição de Graça Morais porque não tem dinheiro para pagar o seguro do evento, como noticia O Templário.
Face à desastrosa lei dos compromissos que o governo decretou, a quase totalidade dos municípios não pode comprar uma caixa de pioneses.
No caso de Tomar (não neste exemplo concreto) sempre é uma forma de evitar que se façam mais disparates, mas os grandes grandes já estão feitos e não são de agora.
- Luís Ferreira pergunta muito bem no seu vamos por aqui, onde andam os deputados laranja e o PSD local, particularmente em relação às questões da saúde.
Lembro-me de há dois anos atrás várias vezes ter dito ao líder de então do PSD, José Delgado agora presidente da mesa, que estaria cá para ver o que faria e diria quando, como se previa, daí a algum tempo fosse o seu partido a governar o país, uma vez que então, por simples boatos que não se concretizaram, andaram a arrastar cidadãos mal informados para manifestações.
Hoje, onde nem boatos podiam prever tudo o que já se passou nestes últimos meses, pouco se ouve do PSD local e do pouco, raramente vindo dos principais dirigentes. É porque deve estar tudo bem...
- Por falar em PSD nabantino, é óbvio que as coisas que realmente interessam aos principais dirigentes são questões de política interna: como descalçar o par de botas Carrão/Relvas, e quem escolher para encabeçar a lista daqui a pouco mais de um ano e tentar convencer os normalmente fáceis por eles de convencer, eleitores tomarenses de que não têm nada a ver com o desastre permanente da sua governação nos últimos 16 anos.
Ora, falando em putativos candidatos, o que lidera as apostas atualmente, António Cupertino, voltou a escrever na última edição do Cidade de Tomar, desta feita sobre o Marquês de Tomar, Costa Cabral, o que confirma que, seguramente por acaso, descobriu agora a veia para a escrita nos jornais locais.
Bom mas, se me ralasse minimamente com a questão do candidato do PSD, apostaria que vai ser alguém consideravelmente mais novo, e coincidentemente presidente da concelhia...
- A câmara de Tomar adiou a exposição de Graça Morais porque não tem dinheiro para pagar o seguro do evento, como noticia O Templário.
Face à desastrosa lei dos compromissos que o governo decretou, a quase totalidade dos municípios não pode comprar uma caixa de pioneses.
No caso de Tomar (não neste exemplo concreto) sempre é uma forma de evitar que se façam mais disparates, mas os grandes grandes já estão feitos e não são de agora.
- Luís Ferreira pergunta muito bem no seu vamos por aqui, onde andam os deputados laranja e o PSD local, particularmente em relação às questões da saúde.
Lembro-me de há dois anos atrás várias vezes ter dito ao líder de então do PSD, José Delgado agora presidente da mesa, que estaria cá para ver o que faria e diria quando, como se previa, daí a algum tempo fosse o seu partido a governar o país, uma vez que então, por simples boatos que não se concretizaram, andaram a arrastar cidadãos mal informados para manifestações.
Hoje, onde nem boatos podiam prever tudo o que já se passou nestes últimos meses, pouco se ouve do PSD local e do pouco, raramente vindo dos principais dirigentes. É porque deve estar tudo bem...
- Por falar em PSD nabantino, é óbvio que as coisas que realmente interessam aos principais dirigentes são questões de política interna: como descalçar o par de botas Carrão/Relvas, e quem escolher para encabeçar a lista daqui a pouco mais de um ano e tentar convencer os normalmente fáceis por eles de convencer, eleitores tomarenses de que não têm nada a ver com o desastre permanente da sua governação nos últimos 16 anos.
Ora, falando em putativos candidatos, o que lidera as apostas atualmente, António Cupertino, voltou a escrever na última edição do Cidade de Tomar, desta feita sobre o Marquês de Tomar, Costa Cabral, o que confirma que, seguramente por acaso, descobriu agora a veia para a escrita nos jornais locais.
Bom mas, se me ralasse minimamente com a questão do candidato do PSD, apostaria que vai ser alguém consideravelmente mais novo, e coincidentemente presidente da concelhia...
segunda-feira, julho 16, 2012
"agroal, quem te viu e quem te vê"
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a foto não é suficiente ilustrativa, mas é bonita...
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Este espaço que durante um pouco mais de 3 anos e até à última sexta foi para mim local de passagem diária, foi alvo de recuperação no valor de 381.832€ dos quais a CMO só gastou 66000 porque o resto são fundos comunitários.
A reportagem compara e bem, com o exemplo nabantino da nova versão da polémica rotunda da Praceta Alves Redol, que já teve muitos nomes populares, de cibernética a pimba, atualmente rotunda das bonecas, e que para mim, continua a ser a rotunda do gosto duvidoso ou, mais importante, o melhor símbolo da gestão desastrosa e muitas vezes danosa destes 4 mandatos PSD em Tomar.
A reportagem compara assim as obras do Agroal com o caso da rotunda tomarense que custou mais de 500000€. Muito mais que isso digo eu, porque há a contabilizar as obras da primeira versão que foi muito mais dispendiosa e de toda a manutenção no entretanto, entre água (da rede!!!), luz e avarias constantes. Números por baixo, aquela rotunda já custou pelo menos uns 2 milhões de euros!
Ora, a política e a gestão pública são isto, a definição de prioridades e a tomada de decisões. Em Tomar, a mediocridade dessas decisões está à vista, e os seus efeitos vão sentir-se por muito tempo.
domingo, julho 15, 2012
8
O Luís Ribeiro, um dos raros bloguistas tomarenses, refere o aniversário deste "algures aqui" nas efemérides nabantinas de hoje no seu Tomar, a cidade.Apesar do lapso, porque o primeiro post é de 7 de julho de 2004 (ainda que muito embrionário, naqueles primeiros dias andava ainda a testar e a tentar personalizar aquela que seria a versão 1.0 do algures, e na altura o sistema era menos user friendly que agora) não posso deixar de agradecer penhorado a referência.
E ainda bem que o fez, porque é mais um ano em que deixei passar o dia sem me lembrar.
sexta-feira, julho 13, 2012
quinta-feira, julho 12, 2012
ditos
«Os portugueses cumpriram. O Governo falhou»
António José Seguro, ontem, na Assembleia da República.
Mas a razão principal porque chamo à liça a afirmação sentida da camarada Idália, é porque a quero dedicar à meia dúzia (não deve chegar a tantos) de politicozinhos nabantinos que ficaram muito ofendidos quando exprimi em relação ao município de Tomar o óbvio: "isto não é uma câmara é uma cambada".
Um ano e meio depois, o tempo só veio reforçar essa evidência, e torná-la clara a quem ainda tinha dúvidas.
António José Seguro, ontem, na Assembleia da República.
«Há largos meses, vim a terreiro argumentar sobre a impossibilidade do atual Governo ter tomado tal decisão.
Não seria possível que o Governo tivesse criado tal excessão!
Assim o pensava e assim o defendi.
Então e não é que agora me sinto irritada?
Cambada!!!!»
Não seria possível que o Governo tivesse criado tal excessão!
Assim o pensava e assim o defendi.
Então e não é que agora me sinto irritada?
Cambada!!!!»
Idália Salvador Serrão, hoje no facebook, acerca da notícia de que alguns gabinetes ministeriais pagaram subsídios de férias.
Chamo a atenção para estas duas afirmações porque, a primeira, do Secretário Geral do PS, diz tudo e muito bem sobre o estado do país no último ano;
A segunda, da camarada e deputada da AR, porque diz também muito da forma de atuação do Governo, que andou a fazer propaganda com a farsa do "pequeno governo" e o fim das mordomias, mas depois tem carradas de acessores e outros que tais, pagos a peso de ouro, consta-se que alguns a ganhar mais que o primeiro-ministro.
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| Na arte nem sempre o óbvio é. Na vida é mais difícil. |
A segunda, da camarada e deputada da AR, porque diz também muito da forma de atuação do Governo, que andou a fazer propaganda com a farsa do "pequeno governo" e o fim das mordomias, mas depois tem carradas de acessores e outros que tais, pagos a peso de ouro, consta-se que alguns a ganhar mais que o primeiro-ministro.
Mas a razão principal porque chamo à liça a afirmação sentida da camarada Idália, é porque a quero dedicar à meia dúzia (não deve chegar a tantos) de politicozinhos nabantinos que ficaram muito ofendidos quando exprimi em relação ao município de Tomar o óbvio: "isto não é uma câmara é uma cambada".
Um ano e meio depois, o tempo só veio reforçar essa evidência, e torná-la clara a quem ainda tinha dúvidas.
quarta-feira, julho 11, 2012
a merkelização das cores
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| clicar para alargar |
De maneira que, não sabendo ainda qual o programa da nova disciplina, presumo que algures ainda se fale na teoria da cor e nos seus múltiplos aspetos: cromatismo, onda, pigmento, percepção e psicologia da cor, etc, etc.
Por isso, já tenho a tabela cromática da moda e que tem modelado as últimas tendências, particularmente no nosso país: a tabela Merkel.
segunda-feira, julho 09, 2012
à sombra de Gualdim
Como informa o Tomar, a cidade (num meritíssimo trabalho regular que há tempo desenvolve), comemoram-se hoje 72 anos sobre aquilo que considero ser hoje um erro de planeamento (mas não o seria à época): a colocação da estátua de D. Gualdim Pais na Praça da República em Tomar, a exemplo do que na postura nacionalista da época se fez um pouco por todo o país.
Um erro que, estou certo, mais tarde ou mais cedo uma câmara com visão e coragem saberá restaurar, para que a praça, como principal sala de visitas da cidade, possa ganhar uma mais profícua usabilidade na realização dos mais diversos eventos, particularmente os de cariz musical e cultural.
E a cidade não perderá com a troca, porque para além do dinamismo da praça sair reforçado, há muitos locais com dignidade para acolher a estátua.
Por exemplo, na cerrada dos cães à entrada do castelo, a "olhar cá para baixo", até porque Gualdim fundou o castelo e a cidade que existiu no seu interior. A cidade tal como hoje a conhecemos deve-se ao Infante D. Henrique, e esse tem uma estátua à entrada da Mata dos Sete Montes.
Um erro que, estou certo, mais tarde ou mais cedo uma câmara com visão e coragem saberá restaurar, para que a praça, como principal sala de visitas da cidade, possa ganhar uma mais profícua usabilidade na realização dos mais diversos eventos, particularmente os de cariz musical e cultural.
E a cidade não perderá com a troca, porque para além do dinamismo da praça sair reforçado, há muitos locais com dignidade para acolher a estátua.
Por exemplo, na cerrada dos cães à entrada do castelo, a "olhar cá para baixo", até porque Gualdim fundou o castelo e a cidade que existiu no seu interior. A cidade tal como hoje a conhecemos deve-se ao Infante D. Henrique, e esse tem uma estátua à entrada da Mata dos Sete Montes.
sábado, julho 07, 2012
no país dos pantomineiros
É verdade que já pouco me surpreende, mas confesso que ando muito apreensivo com o que se passa neste país.
Temos um Tribunal Constitucional que passa um atestado de ridículo a si mesmo e um cartão daqueles do monopólio, tipo "você está livre da prisão", ao Estado. Sim porque, ao declarar que a questão dos subsídios é inconstitucional, mas só conta para o ano, está a dizer que, (também) quando é cometido pelo Estado o crime compensa. A partir de agora, qualquer governo pode fazer o que entender, porque pelo menos enquanto o TC não decide, a constituição estará suspensa.
Na mesma linha respondeu o sr Cavaco a quem, está visto, a Constituição também nada diz. É que entre tantos disparates que tem dito ao longo dos mandatos, a única desculpa esfarrapada que arranjou para não ter enviado o assunto preventivamente para o TC foi, porque nenhum outro Presidente alguma vez colocara em causa um Orçamento de Estado - como se isso tivesse alguma coisa a ver com o assunto.
Entretanto por estas e outras, o senhor que gosta de ir aos Açores ver as vacas pastar e sorrir, deve andar com muita vontade de mandar também pastar aquele outro senhor que não gosta de pieguices, mas sim de ver pobres ou de malas feitas aqueles em nome de quem deveria governar.
Não é primeira vez que o digo, mas começa a desenhar-se com traço mais firme o fim antecipado do mandato deste governo, e se calhar daqui até lá, demorará menos que uma licenciatura "honoris causa".
É por isso que, mesmo não sabendo a que "deus" rezam estes senhores, nem com ajuda divina nem com paletes de produtos da Renova, estes senhores conseguem limpar tanta porcaria.
quinta-feira, julho 05, 2012
a tourada da cambada
Hoje é dia de tourada na reunião de câmara do município de Tomar!
A ver vamos, mas presumo que vamos confirmar uma vez mais, a mentalidade retrógrada e a enorme falta de sensatez ali existente.
Nabantinos, ó povo de touros e toureiros... Bom dia!
A ver vamos, mas presumo que vamos confirmar uma vez mais, a mentalidade retrógrada e a enorme falta de sensatez ali existente.
Nabantinos, ó povo de touros e toureiros... Bom dia!
quarta-feira, julho 04, 2012
assim vai este país
Confirmado que está o que há algum tempo julgava saber e há mais suspeitava, estou com uma crise existencial....Aparentemente fui ontem "aliviado" das minhas funções. Mas até ao momento não tenho qualquer comunicação oficial sobre o assunto.
Deve ser normal...
Por falar em escolas, só não percebe quem não quer, muito do está a acontecer na educação...
«Legislação do Governo para criar escolas particulares sem ouvir administração central é "inaceitável"», lê-se na RTP.
terça-feira, julho 03, 2012
o desperdício dos municípios ricos
Aí está mais uma edição da coisa inútil.Boletim Informativo do Município de Tomar
Nem vou sequer abordar as questões de conteúdo, questiono apenas mais uma vez, sem referir tudo o que já referi em muitos momentos, à luz do que deveria mandar o simples bom senso: - justifica-se continuar a gastar as centenas de milhares de euros na impressão/distribuição desta inutilidade?
Respondam vocês.
segunda-feira, julho 02, 2012
centro hospitalar do médio tejo
Hoje pelas 17h, na biblioteca municipal, debate/auscultação da população acerca do estado da prestação de cuidados de saúde no Médio Tejo, em particular em relação ao Centro Hospitalar com a presença de vários deputados da Assembleia da Repúplica.
domingo, julho 01, 2012
seleções para todos
Dá-se amanhã início na Turquia ao campenato europeu de futebol... feminino de sub-19.
E à parte aquela bigodaça ali no meio, penso que esta seleção tem muito mais interesse em ser apoiada :)
Quanto à final de hoje, que ganhe o árbitro...
Bom domingo!
isto sim, é património
A maior fortificação abaluartada do Mundo, a cidade de Elvas, foi ontem classificada como Património Mundial pela UNESCO. O anúncio aconteceu na 36ª sessão do Comité do Património Mundial, que está reunido até 6 de Julho, em São Petersburgo, na Rússia.
«A candidatura da classificação das fortificações abrangia vários monumentos – os fortes de Santa Luzia, do século XVII, e da Graça, do século XVIII, três fortins do século XIX, as três muralhas medievais e a muralha do século XVII, além do Aqueduto da Amoreira.»
mais n'O Público
sexta-feira, junho 29, 2012
falta de assunto
Daqui a pouco, a partir das 15h, reunião ordinária da Assembleia Municipal.
Não sei se é um facto histórico, mas é algo de que não há memória: - não há Ordem de Trabalhos!
Ele há coisas fantásticas não há?
Está tudo bem em Tomar, não há nada a discutir....
Transmissão rádio e online na rádio Hertz.
Não sei se é um facto histórico, mas é algo de que não há memória: - não há Ordem de Trabalhos!
Ele há coisas fantásticas não há?
Está tudo bem em Tomar, não há nada a discutir....
Transmissão rádio e online na rádio Hertz.
quinta-feira, junho 28, 2012
a minha "bicicreta"
não se passa nada...
O meu estado de espírito anda mais ou menos assim...
(esta placa também podia estar à entrada de Tomar, anunciando o mesmo em relação aos anos recentes)
quarta-feira, junho 27, 2012
ronaldo e os outros
Os Simpsons tugas já abancados à espera do duelo ibérico de logo à tarde.
Vamos ver quem ganha... Real Madrid ou Barcelona?
terça-feira, junho 26, 2012
info
António Gameiro, ex-deputado e recém-eleito presidente da Federação Distrital de Santarém do PS, vai lançar o seu novo livro, “O Papel dos Parlamentos Nacionais na União Europeia” que, julgo, resulta da sua tese de doutoramento, amanhã 27 de Junho, às 18h30, na biblioteca da Assembleia da República.
A obra será apresentada pelo ex-ministro socialista e actual presidente do Tribunal de Contas, Guilherme D’ Oliveira Martins.
A obra será apresentada pelo ex-ministro socialista e actual presidente do Tribunal de Contas, Guilherme D’ Oliveira Martins.
segunda-feira, junho 25, 2012
info económico/cultural
Para a malta que gosta de boa música e bom ambiente, e que anda distraído, atenção que o bilhete de 4 dias para o Festival Bons Sons está a 25€ só até dia 30. A partir de 1 de julho o preço aumenta para 35€.
É correr a comprar nos sítios do costume!
Sempre são 10€ que sobram para gastar nas tasquinhas...
mais em www.bonssons.com
É correr a comprar nos sítios do costume!
Sempre são 10€ que sobram para gastar nas tasquinhas...
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É que 'tá uma tourada!
Já não bastava andar aí uma malta no país a achar que a UNESCO alguma vez vai aceitar promover um espetáculo de tortura animal a património imaterial da humanidade, como agora chegou a moda de alguns municípios o fazerem à sua escala, como se fizesse sequer sentido, elevar tal degrandante aspeto da condição humana a património cultural e imaterial de interesse municipal.
E claro, já cá faltava que alguém quisesse imitar isso em Tomar. Chegou à câmara a proposta via grupo de Independentes, como se lê na rádio Hertz.
Usam os argumentos clássicos de quem não tem outros: a tradição. (tradição que em relação à tauromaquia, em Tomar nunca existiu no sentido de que envolvesse largo grupo de cidadãos, e o pouco que existisse já morreu há muito tempo, só que alguns ainda não se convenceram). Porque no ano tal aconteceu isto, porque no século tal aconteceu aquilo...
Ó meus senhores, em Tomar também se fizeram autos de fé, não querem antes recuperar essa "tradição"?!
"Cultura" e "tradição" não são salvo condutos para tudo. Interessa preservar o que o justifique, mas preservar um espetáculo que é praticamente o último resquício da barbárie que persiste como atividade ou evento no mundo dito civilizado - que não tem outro fim que o gozo do ser humano perante a tortura de um animal, espetáculo que subsiste essencialmente à custa dos milhões dos dinheiros públicos que entram por muitas vias, para garantir a abastança de algumas famílias, muitas com tiques de aristocratas, que ainda têm a lata de se achar moralmente superiores - não tem qualquer justificação numa sociedade moderna.
Quando muitos municípios em Portugal, Espanha, França e outros, estão a adiantar-se puxando para o futuro e para a dignidade, os países que mais tarde ou mais cedo farão o mesmo - abolir as touradas (em Portugal já haviam sido abolidas durante a governação de Passos Manuel no séc.19!) - há outros onde o conservadorismo, o confundir de conceitos, o achar que a "superioridade do homem" justifica tudo, incluindo continuar a puxar essas terras para o passado.
Sendo assim, vou propor que se façam umas lutas de galos no mercado, umas lutas de cães no pavilhão municipal que não serve para muito mais, e já agora umas queimadas de bruxas e hereges na praça da república. Entretanto na praça de touros, além das touradas, podiam fazer-se uns espetáculos em que se substituísse os touros por leões e ursos, só para a coisa ser mais genuína. Tradição por tradição, nada como ir mesmo às origens.
domingo, junho 24, 2012
info cultural: tomarimbando
Um dos bons eventos realizados no nosso concelho, este na área da cultura e particularmente da música.
Um evento de dimensão ibérica, que embora não seja no imediato para "todos os públicos", tem muito para crescer e ganhar uma dimensão mais popular.
Organizado pela SF Gualdim Pais, de 25 a 29 de junho, é o 6º Festival Internacional de Percussão.
Quem não conhece, experimente assistir a alguns concertos, vão ver que vão ser surpreendidos.
sábado, junho 23, 2012
quinta-feira, junho 21, 2012
o princípio do fim
Hoje, além de se dar início oficial ao verão (porque oficiosamente nem vê-lo) faltam, segundo o célebre calendário Maia, precisamente 6 meses para o fim do mundo...
Divirtam-se!!!!!
curtas
- Duas questões pertinentes levantadas pelo vereador socialista Luís Ferreira no seu blogue, Vamos por aqui: como pode o turismo desenvolver-se em Tomar se os monumentos se encontram fechados;e a gestão danosa que há anos impera em Tomar, neste concreto estando o município a pagar aluguer de espaços, quando tem espaços próprios fechados e outros "emprestados" graciosamente a outras entidades, assunto que irá hoje a reunão de câmara.
- "PSD vai recandidatar atuais presidentes de câmara", lê-se n'O Templário. Em Tomar, no ranking das apostas que correm entre "as gentes", o atual presidente de câmara nem aparece.
- Uma boa ideia, este portal das sugestões, desenvolvido pela CIMLT, aqui no Município de Salvaterra de Magos (onde vivi durante um ano letivo, não posso dizer que seja dos sítios que deixou mais saudades...).
- Ontem foi dia da cidade de Ourém. Lá, a câmara é mais uma que promove homenagens a quem merece, o que ontem aconteceu englobado nas comemorações oficiais. Em Tomar... nada.
- A S.F.Gualdim Pais venceu Taça de Portugal em Trampolins, lê-se na rádio Hertz.
Parabéns "ao meu clube".
velhas novidades do hospital
«Nunca o Centro Hospitalar do Médio Tejo difundiu tanta nota à imprensa em tão curto espaço de tempo, apesar de ter convocado uma conferência de imprensa para a próxima quinta-feira.» lê-se com muita pertinência no site da rádio Cidade de Tomar.
É o anúncio de um "novo Hospital de Dia de Oncologia em Tomar", quando afinal foi apenas uma operação de cosmética, é o anúncio de consultas de cirurgia pediátrica, é isto e mais aquilo, que por mais que tentem não conseguem disfarçar o que os atentos sabem:
- tanto afluxo de notícias de um dia para o outro, só pode mesmo significar que a coisa está a correr muito mal para aqueles lados.
E por falar nisso - porque é malta que "venera o mesmo deus" - à margem duma conferência de imprensa do PS critiquei o óbvio (notícia na rádio Hertz): o facto da responsável pelo relatório da comissão de Saúde da Assembleia da República em função da petição entregue pela comissão de saúde da Assembleia Municipal de Tomar, a deputada do PSD Carina João (de Ourém), ter o assunto em mãos há praticamente 6 meses e até agora, nada.
É o anúncio de um "novo Hospital de Dia de Oncologia em Tomar", quando afinal foi apenas uma operação de cosmética, é o anúncio de consultas de cirurgia pediátrica, é isto e mais aquilo, que por mais que tentem não conseguem disfarçar o que os atentos sabem:
- tanto afluxo de notícias de um dia para o outro, só pode mesmo significar que a coisa está a correr muito mal para aqueles lados.
E por falar nisso - porque é malta que "venera o mesmo deus" - à margem duma conferência de imprensa do PS critiquei o óbvio (notícia na rádio Hertz): o facto da responsável pelo relatório da comissão de Saúde da Assembleia da República em função da petição entregue pela comissão de saúde da Assembleia Municipal de Tomar, a deputada do PSD Carina João (de Ourém), ter o assunto em mãos há praticamente 6 meses e até agora, nada.
quarta-feira, junho 20, 2012
desenvolvimento (in)sustentável
a minha nota de hoje na rádio Hertz
Começa hoje e durará até sexta dia 22, no Rio de Janeiro a conferência 20 Mais, assim chamada precisamente porque se realiza 20 anos depois da célebre conferência do Rio que teve como principal tema a discussão sobre o desenvolvimento sustentável e sobre como reverter o processo de degradação ambiental, bem como o encontrar soluções para o desenvolvimento sustentável das populações mais carentes do planeta. Na altura, a conferência foi a maior reunião de chefes de Estado da história da humanidade. O evento foi acompanhado por todo o mundo e contou com a participação da sociedade civil organizada. Cerca de 22 mil pessoas, pertencentes a mais de 9 mil organizações não-governamentais estiveram presentes na Conferência.
Foram assinadas uma série de convenções, acordos e protocolos, com grande destaque para a conhecida Agenda 21, que compromete as nações signatárias a adotar métodos de proteção ambiental, justiça social e eficiência económica, agenda essa que veio a ser depois aplicada não só nos países mas também nas regiões e nos munícípios.
Refira-se que em Tomar, o PS lutou alguns anos pela aprovação da agenda 21 local, mas só em 2007 conseguiu que o PSD a aceitasse aprovar em Assembleia Municipal. Até hoje, não saiu do papel.
É lamentável, porque, como se lê na proposta aprovada nessa assembleia a implementação da Estratégia do Desenvolvimento Sustentável, é aquela “que procura satisfazer as necessidades da geração actual, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem as suas próprias (…), significando possibilitar que as pessoas, agora e no futuro, atinjam um nível satisfatório de desenvolvimento social e económico e de realização humana e cultural, fazendo ao mesmo tempo, um uso razoável dos recursos da terra e preservando as espécies e os habitats naturais”.
Acrescenta-se ainda que “a Agenda XXI local, procura uma acção conjunta, onde se procuram conciliar os vários grupos de interesse, formando-se parcerias entre actores, capazes de tomar decisões que combinem: Crescimento económico, com equidade social e protecção ambiental, assentes nos seguintes domínios estratégicos: garantir o desenvolvimento integrado do território; melhorar a qualidade do ambiente; promover a produção e o consumo sustentáveis; caminhar em direcção a uma sociedade solidária e do conhecimento”.
Para que isto possa acontecer são essencialmente precisas duas coisas, infelizmente as duas das três que mais faltam na Câmara de Tomar de há uns anos largos a esta parte: vontade e trabalho. A terceira é o bom senso.
Neste caso concreto, é preciso criar a comissão de acompanhamento, analisar e integrar os vários documentos orientadores do concelho, como o famigerado PDM, os planos de mobilidade, os diagnósticos da rede social, entre muitos outros, depois selecionar prioridades de atuação, tudo isto feito em parceria com as diversas entidades significativas, sejam elas instituições públicas, associações, agentes económicos, ambientais, entre todos os outros que se entenda pertinente, e tudo sempre feito de forma pública e transparente. Não é preciso inventar nada, está tudo previsto desde 1992 nessa conferência que o estado português também assinou.
Começa hoje e durará até sexta dia 22, no Rio de Janeiro a conferência 20 Mais, assim chamada precisamente porque se realiza 20 anos depois da célebre conferência do Rio que teve como principal tema a discussão sobre o desenvolvimento sustentável e sobre como reverter o processo de degradação ambiental, bem como o encontrar soluções para o desenvolvimento sustentável das populações mais carentes do planeta. Na altura, a conferência foi a maior reunião de chefes de Estado da história da humanidade. O evento foi acompanhado por todo o mundo e contou com a participação da sociedade civil organizada. Cerca de 22 mil pessoas, pertencentes a mais de 9 mil organizações não-governamentais estiveram presentes na Conferência.
Foram assinadas uma série de convenções, acordos e protocolos, com grande destaque para a conhecida Agenda 21, que compromete as nações signatárias a adotar métodos de proteção ambiental, justiça social e eficiência económica, agenda essa que veio a ser depois aplicada não só nos países mas também nas regiões e nos munícípios.
Refira-se que em Tomar, o PS lutou alguns anos pela aprovação da agenda 21 local, mas só em 2007 conseguiu que o PSD a aceitasse aprovar em Assembleia Municipal. Até hoje, não saiu do papel.
É lamentável, porque, como se lê na proposta aprovada nessa assembleia a implementação da Estratégia do Desenvolvimento Sustentável, é aquela “que procura satisfazer as necessidades da geração actual, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem as suas próprias (…), significando possibilitar que as pessoas, agora e no futuro, atinjam um nível satisfatório de desenvolvimento social e económico e de realização humana e cultural, fazendo ao mesmo tempo, um uso razoável dos recursos da terra e preservando as espécies e os habitats naturais”.
Acrescenta-se ainda que “a Agenda XXI local, procura uma acção conjunta, onde se procuram conciliar os vários grupos de interesse, formando-se parcerias entre actores, capazes de tomar decisões que combinem: Crescimento económico, com equidade social e protecção ambiental, assentes nos seguintes domínios estratégicos: garantir o desenvolvimento integrado do território; melhorar a qualidade do ambiente; promover a produção e o consumo sustentáveis; caminhar em direcção a uma sociedade solidária e do conhecimento”.
Para que isto possa acontecer são essencialmente precisas duas coisas, infelizmente as duas das três que mais faltam na Câmara de Tomar de há uns anos largos a esta parte: vontade e trabalho. A terceira é o bom senso.
Neste caso concreto, é preciso criar a comissão de acompanhamento, analisar e integrar os vários documentos orientadores do concelho, como o famigerado PDM, os planos de mobilidade, os diagnósticos da rede social, entre muitos outros, depois selecionar prioridades de atuação, tudo isto feito em parceria com as diversas entidades significativas, sejam elas instituições públicas, associações, agentes económicos, ambientais, entre todos os outros que se entenda pertinente, e tudo sempre feito de forma pública e transparente. Não é preciso inventar nada, está tudo previsto desde 1992 nessa conferência que o estado português também assinou.
Em Tomar infelizmente, desenvolvimento sustentável, agenda 21, trabalho conjunto, estratégia de desenvolvimento integrado, entre muitos outros conceitos da gestão pública moderna e responsável, continuam a ser apenas palavrões de significado desconhecido para a maioria dos responsáveis políticos e públicos, que continuam a pensar no modelo da política do betão e do cimento, e na gestão da folha de merceiro.
Entre hoje e sexta, lá no Rio, cerca de 100 chefes de Estado e Governo estarão reunidos para negociar politicamente o documento final da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável e, sem esquecer que o mundo vive a mais grave crise económica e social da história, conseguir ainda assim apontar caminhos e modelos capazes de criar futuro.
Em Tomar, enquanto reinar a mentalidade que nos tem governado, o futuro continuará a passar muito longe. Nem desenvolvimento, quanto mais sustentável.
Entre hoje e sexta, lá no Rio, cerca de 100 chefes de Estado e Governo estarão reunidos para negociar politicamente o documento final da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável e, sem esquecer que o mundo vive a mais grave crise económica e social da história, conseguir ainda assim apontar caminhos e modelos capazes de criar futuro.
Em Tomar, enquanto reinar a mentalidade que nos tem governado, o futuro continuará a passar muito longe. Nem desenvolvimento, quanto mais sustentável.
segunda-feira, junho 18, 2012
relatividade
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| Relativity, uma das litografias mais conhecidas de Escher |
Este verão que se vai anunciando cinzento, como hoje uma vez mais, também não ajuda a esclarecer o espírito.
Está visto que "inverno soalheiro dá céu nublado o verão inteiro". (Gosto de inventar provérbios).
Está visto que "inverno soalheiro dá céu nublado o verão inteiro". (Gosto de inventar provérbios).
Escher, um dos mais reputados artistas holandeses da contemporaneidade, faria ontem 114 anos....
mas a laranja mecânica esteve felizmente com falta de óleo :)
o site oficial em www.mcescher.com/
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