quarta-feira, fevereiro 22, 2012

vira o disco e toc'ó mesmo

"O eleito presidente da Câmara de Tomar, Corvêlo de Sousa, cuja baixa médica terminava neste dia 22, apresentou a renúncia ao mandato." lê-se n'O Templário.

"Carlos Carrão confirma, nesta quarta-feira, candidatura ao PSD", conta-nos a rádio Hertz.

Tanta surpresa no mesmo dia é de nos deixar extasiados!!.......
É claro que, agora que se confirma em definitivo a substituição a meio do jogo de Corvêlo por Carrão, sabendo que ainda antes do início do mandato, ainda antes da campanha propriamente dita, já na comunidade circulava a notícia, muitas vezes vinda de elementos sociais-democratas, que o estava acordado era mesmo isto, que haveria substituição a meio do jogo e, tanto Corvêlo como Carrão, como outros responsáveis do PSD sempre negaram o que agora se confirma como facto, é caso para perguntar:

- O PSD enganou deliberadamente os tomarenses?

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terça-feira, fevereiro 21, 2012

a impossível ubiquidade política de Relvas e o populismo do PCP

O que se descobre na net!
Eu e Miguel Relvas, autárquicas de 2009,
debate de cabeças de lista à AMT na rádio Hertz
Como já esperava há algum tempo, é agora público que a CDU vai apresentar na reunião da Assembleia Municipal da próxima sexta, uma moção a propor a destituição de Miguel Relvas de presidente desse órgão.
Foi Manuel Martins (que desconheço, bem como ao seu trabalho político) quem o confirmou à rádio Hertz.

Apesar de certos nos fundamentos - Miguel Relvas perdeu a legitimidade para poder ser o líder da AMT e como tal, primeiro representante do povo de Tomar - a pressa populista da CDU, querendo dar nas vistas isoladamente, torna totalmente inconsequente esta matéria.

E porquê:

  1. Previamente, logo a questão de ser a comissão de saúde a liderar o assunto é um disparate. A comissão tem como o próprio nome indica, a missão de em nome da AMT tratar dos assuntos relacionados com a saúde no concelho. Nada mais.
  2. O presidente da Assembleia não pode ser destituído solitariamente, mas sim toda a mesa;
  3. Para que tal aconteça é preciso que o mesmo esteja em ponto próprio da ordem de trabalhos, o que não acontece na reunião agendada para sexta. Ou seja, tem que ser agendado em conferência de líderes, ou aprovada a sua introdução na própria reunião por maioria de dois terços dos deputados;
  4. É irresponsável destituir a mesa da AMT sem previamente ponderar na que a venha a substituir e em quem a venha a liderar, concretamente, quem quer e pode ocupar o lugar de Miguel Relvas;
  5. Para que tal aconteça, mais uma vez é preciso uma maioria dos deputados municipais.

Ou seja, apesar de em relação à continuidade do desempenho do cargo por Miguel Relvas, a CDU pensar o mesmo que a generalidade dos deputados municipais, eu incluído, e incluindo também muitos do PSD que naturalmente não o expressam publicamente, se a CDU quisesse de facto que o assunto fosse seriamente abordado, não o teria tornado público sem uma conversa prévia entre as várias forças políticas, precisamente como forma de resolver os vários pontos que enumerei.

Logo, é certo que dificilmente Miguel Relvas poderá desempenhar o cargo até ao final do mandato. E o mais correto até seria que o próprio o reconhecesse. Como acho difícil que isso aconteça, será provavelmente a AMT a ditar a sua saída mas isso, seguramente, não acontecerá na próxima sexta.

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curtas

- Quinta-feira pelas 10h da manhã, será entregue a petição contra a atual reorganização do CHMT na Assembleia da República. A petição conta com cerca de 6000 assinaturas.

- A propósito do CHMT Miguel Relvas, presidente da AMT e número 2 do Governo (ou será número1?) tem dito que um governante não pode favorecer o "seu" concelho. E eu concordo.
Mas não fui eu que andei em Tomar na última campanha das legislativas a dizer que era preciso votar no PSD porque Miguel Relvas ia para o Governo defender os interesses de Tomar...

- A CMT aprovou, tardiamente, um conjunto de 52 medidas de austeridade, entre as quais reduzir gastos com publicidade.
E fez um anúncio para dizer isso mesmo em página inteira nos dois jornais locais, mais um distrital...
Bom senso e coerência são coisas tão raras na nossa câmara!

- A Cruz Vermelha de Tomar abriu uma Loja Social na rua de São João, que entre outros projetos irá para já vender roupa a preços simbólicos. notícia rádio Hertz.
Este tipo de projeto é uma mais valia, e foi várias vezes proposto pelos socialistas para ser desenvolvido pelo município, ainda que como costume, ignorado por "quem manda".
Carlos Coelho e a sua equipa estão de parabéns. Votos de sucesso para este e futuros projetos.

- Hoje é dia de Carnaval e eu estou na minha escola a trabalhar...
É verdade que tenho que fazer, estou a concluir o SIADAP do pessoal não docente, mas isso podia ser feito em qualquer outro dia. Na verdade, hoje a utilidade da escola estar aberta, bem como todas as outras, bem como a generalidade dos serviços públicos, é mesmo só para aumentar a conta da EDP e afins.
Além do mais, eu que nunca fui dado a doenças estou meio doente. Raio da velhice.

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domingo, fevereiro 19, 2012

entrudo


No concelho de Tomar hoje há desfile de carnaval em dose dupla, pelas 14:30 na Linhaceira, uma hora mais tarde arranca o corso na cidade.

Quanto à cidade, ainda estou a tentar engolir esta coisa da promoção da ignorância que é convidar aquela rapariga do último dos degredos da TVI para rainha da coisa.

E sinto-me dividido, por um lado espero que a organização tenha razão na aposta feita, porque é bom para Tomar que venha muita gente.
Mas, por outro lado, espero que estejam errados, A ideia de que as pessoas se desloquem para ver uma pessoa que se mostrou como o cúmulo da ignorância repugna-me.
Não é esta a imagem que enquanto cidadão desejo para a minha terra. Espero que este ano tenha sido uma vez única na promoção deste tipo de... "individualidades". Ainda para mais, paga com dinheiros públicos.

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quinta-feira, fevereiro 16, 2012

levai de mim as criancinhas


Ora, o nosso presidente Aníbal, o homem que gosta de ir aos Açores ver as vacas sorrir, o homem cuja reforma mal lhe chega para as despesas, o homem que põe helicópteros a vigiar o espaço aéreo da sua casa algarvia, o homem que quanto mais fala menos diz, parece que agora também tem medo de crianças. (notícia JN).
Tá armado em piegas!

Não tem nada de extraordinário, é mais um retrato dum homem com pouco de Homem, pouco bom senso, pouco intelecto. Não se queixem, votaram nele, é também um retrato do país que somos.

ser pequeno também é bom

o último hostel onde estive hospedado,
 Easy Palace, Munique, Dezembro 2011.
"Portugal volta a arrasar nos prémios para os melhores hostels do mundo", lê-se no suplemento Fugas do jornal Público.

"Não é exagero: os melhores hostels do mundo são portugueses. Os alojamentos económicos lusos voltaram a vencer em quase todas as categorias dos Hoscars"

E Tomar, essa cidade turística............ que ofertas de baixo custo e por exemplo, para grupos, tem para oferecer?

Ai... se eu tivesse dinheiro para investir.

nós e os outros

"Município de Évora cede terrenos para hortas urbanas", lê-se no Boas Notícias.

Concelho a concelho, um pouco por todo o país, vai surgindo esta mesma inciativa que em quase todo o lado  é de grande sucesso e mais valia social.

Em Tomar, como costume, nós do PS proposemos isto quando nem se falava do assunto, e temo-lo repetido, mesmo perante os argumentos ridículos e a atitude de gozo de outras forças políticas, particularmente de quem gere, o PSD.
E nesta como em tantas matérias, por mais ou menos importantes que sejam, a história é sempre a mesma: os outros fazem, Tomar fica para trás e quem perde com isso... são os tomarenses.

terça-feira, fevereiro 14, 2012

valentim


O cartão acima era para ser a homenagem aqui do algures aos que comemoram o dia de são valentim, mas depois achei que podia ser mal interpretado...
Por isso, achei melhor dedicar o que vai abaixo. Assim como assim os leões andam tão ternurentos.
Muito amor, romances tórridos e tudo o mais que vos aprouver, sejam felizes!

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

hora da verdade

foto rádio Cidade de Tomar
Amanhã pelas 8:00 da manhã, manifestação junto à entrada do hospital de Tomar.
Em dia de São Valentim, vamos todos namorar com o conselho de administração e o governo que o tutela....
Todos somos precisos para defender o que é justo.


E a propósito, a minha crónica de 18 de Janeiro na rádio Hertz, ainda não publicada por aqui:

“Hospital sem remédio” 
Para a crónica de hoje o tema não poderia ser outro: as conturbações que perpassam pelo Centro Hospitalar do Médio Tejo e peculiarmente na unidade hospitalar de Tomar, isto após as anunciadas alterações que o recente conselho de administração nomeado pelo Governo, decidiu como acto consumado sem a ninguém prestar qualquer justificação. Esta triste situação trouxe um aspecto que confesso, considero bastante positivo: a manifestação de sábado à noite no hospital que juntou umas largas centenas de pessoas, o que se repetiu esta segunda-feira na praça da república.

Mas voltemos à questão. Este Conselho de Administração que tomou posse há um mês, vem claramente mandatado pelo governo para tomar medidas rápidas, sem estudos técnicos ou científicos que justifiquem o como e o porquê, sem dialogar com quem quer que seja, demonstrando uma enorme falta de respeito desde logo institucional pelos municípios abrangidos pela área de influência do centro hospitalar a quem deveria no mínimo ser dado conhecimento prévio e fundamentar estas decisões, uma vez que são os autarcas quem localmente representa o povo e perante o povo dá a cara. E não falo aqui apenas de Tomar, Torres Novas ou Abrantes, falo de todos os municípios abrangidos, como Ferreira do Zêzere, Entroncamento ou Ourém, entre vários outros.

Infelizmente, é compreensível que não o queiram fazer. Primeiro porque denota uma atitude cada vez mais recorrente de certos tecnocratas, infelizmente muitas vezes secundados pela demagogia corrente na nossa sociedade, de menorizar os políticos, aqueles que se sujeitam a eleições e que mal ou bem respondem perante as populações. É muito habitual estes senhores dos conselhos de administração se julgarem acima dos outros e acharem que não têm que se justificar.

Depois porque, como já antes afirmei, não há estudos que justifiquem estas decisões em contrário de outras. Que a existência dos três hospitais é um dispendioso erro difícil de suportar pelos cofres do Estado, penso que já todos reconhecem; que deveria existir um só hospital central em vez deste divido em três é também evidente. Nem vale agora a pena falar das razões que levaram a que existisse este erro. Ele existe e precisa de solução, e é assim óbvio, particularmente na situação que o país atravessa, muito culpa de muitos erros como este, que é preciso encontrar uma forma de racionalizar os gastos. Só que esta não é forma de fazer as coisas.

Claro que para Tomar existe outro problema e é verdade que não é de agora. Ele existe há mais de uma década e há década e meia que Tomar vem aos poucos sendo prejudicado uma vez que é claramente tido pelas sucessivas administrações como o elo mais fraco. Não se trata aqui de basear as opções nas questões técnicas e na tantas vezes chamada “ditadura dos números”. Não, não há números sérios que justifiquem estas opções e a permanente preterência de Tomar perante as outras duas unidades.
A verdade é que as sucessivas administrações têm visto Tomar como o elo mais fraco, o local mais fácil de fazer cortes, aquele onde os obstáculos sempre foram menores. E tudo isto porque, ao contrário de Abrantes e Torres Novas, há muito tempo que Tomar perdeu a capacidade política de defender o concelho e as suas gentes. Não é só nesta questão, tem sido constante em muitas outras.
Ao longo da última década e meia particularmente, temos tido responsáveis políticos, a começar nos presidentes de câmara, que não só não tiveram capacidade para defender os interesses de Tomar, como se estiveram mesmo a borrifar para isso.

Tomar é há bastante tempo um concelho sem qualquer capacidade de influência, apesar de até termos alguém que em certas alturas diz ser de Tomar, e nas campanhas eleitorais, especialmente na última, fez de argumento de campanha a grande vantagem que seria estar no Governo e o que isso traria de bom para Tomar. Estou naturalmente a falar de Miguel Relvas e do seu PSD.

O tempo para esta crónica não permite falar de muito mais, mas devemos ter atenção a isto: não estamos nesta questão apenas a falar da qualidade ou quantidade dos serviços prestados, estamos aqui mais uma vez como noutras matérias, a falar de mais um abate na débil economia do concelho. É que todas estas decisões se reflectem em mais ou menos postos de trabalho, mais ou menos fornecedores, mais ou menos pessoas a deslocarem-se a Tomar ou de cá a deslocarem-se para outros concelhos.

Depois, há claramente uma ideia por detrás destas medidas: enfraquecer, esvaziar até ao limite um dos hospitais, até se tornar evidente o seu fecho e consequente privatização para a mesma ou outra finalidade. E pelo caminho que leva, a decisão do Governo parece ser clara: o hospital a abater é o de Tomar.

Basta assim saber se, nesta como noutras matérias bem concretas e bem importantes, a população de Tomar vai continuar a ser como sempre tem sido, apática e alheada, ou se vai aproveitar a onda que começou no sábado, e começar a exigir mais respeito e trabalho sério por parte dos responsáveis públicos, sejam eles políticos ou técnicos convencidos que eles, é que são donos da verdade.

renovar os partidos

clicar na imagem para alargar

Neste artigo de São José Almeida no Público, um tema muito pertinente e que está a passar longe do mediatismo dos fait-divers, e que coloca mais uma vez o PS a liderar uma importante reformulação da partidocracia nacional.
E uma ideia fundamental a reter, particularmente em momentos de crise económica e social em que todos os disparates parecem grandes ideias: não há democracia sem partidos.

perceber melhor algumas "opiniões"

Há nove meses, ainda Sócrates era primeiro-ministro, uma repórter do Diário de Notícias, Maria de Lurdes Vale, escrevia:

«Terá de haver uma mudança de vida profunda, e já ninguém terá paciência para ser cúmplice de um regime que premeia os amigos e os conhecidos em detrimento dos que tiveram de fazer o caminho à sua própria custa. Ao contrário do que muitos pensam, esta revolta dos jovens de hoje talvez seja a primeira depois do 25 de Abril que tem pés e cabeça.» Contra os que sempre passaram à frente, DN, 20 de Fevereiro de 2011.

Há três meses, a mesma repórter foi nomeada assessora de imprensa do ministro da Economia, com vencimento equiparado a director-geral: 3900 euros por mês, acrescidos de ajudas de custo e subsídios de alimentação, natal e férias. (Com remuneração superior, só a chefe de gabinete do ministro Álvaro: 5900 euros por mês mais ajudas de custo e subsídios de alimentação, Natal e férias.)

domingo, fevereiro 12, 2012

rip whitney


One moment in time, uma das minhas favoritas de uma voz excecional que, apesar da decadência pessoal que há muito lhe ditara o fim, será por muito lembrada como uma diva entre as divas.

sábado, fevereiro 11, 2012

não deixar morrer o hospital de Tomar

Agora que os objetivos principais para a petição iniciada pelos membros da comissão de saúde da Assembleia Municipal de Tomar estão próximos do esperado, 5000 assinaturas com grande envolvência dos cidadãos na recolha das mesmas, é tempo de permitir aos que por algum motivo não têm possibilidade de assinar em papel de o poderem fazer também, pelo que a petição passa a estar também online aquihttp://peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2012N20629

Entretanto ela continua disponível para impresão aqui.
A entrega das petições assinadas em papel deve ser feita até dia 22 deste mês junto de qualquer dos elementos da comissão, que são os primeiros signatários, eu incluído, ou no correio da Casa Manuel Guimarães (antiga biblioteca). A comissão fará a entrega da petição na Assembleia da República dia 27.

Já para a próxima terça dia 14, pelas 8:00, manifestação junto à entrada do hospital de Tomar, para a qual se pede a adesão em massa da população. (este é o dia anunciado para a retirada da medicina interna).

Todos somos precisos para defender o que é justo.

quarta-feira, fevereiro 08, 2012

curtas

- Apesar do que diz a minha camarada Maria do Céu Albuquerque à rádio Hertz, posição perfeitamente compreensível por parte da Presidente da Câmara de Abrantes, a verdade é que o que está em causa nesta "reestruturação" do CHMT é mesmo o desmantelamento faseado da unidade de Tomar. Para além de tudo o resto há algo que é basilar, um hospital sem medicina interna não é hospital, ponto final.
Por isso mesmo e com celeridade, devem todos continuar a divulgar e assinar a petição em curso e participar nas lutas que se seguirem.

- Jovens nabantinos continuam a dar cartas, desta feita no desporto. O Miguel Jerónimo é agora o novo treinador da equipa principal de hóquei patins do União do Entroncamento, segundo noticia O Templário.

- Carlos "Carrão nomeia nova administração para SMAS", lê-se também n'O Templário. Além do próprio, os demais administradores são os outros 2 vereadores do PSD, José Perfeito e Rosário Simões.
Se se estão a perguntar como vão eles arranjar tempo para administrar aquilo, não se preocupem que eles também não. Todos sabemos que não vão administrar coisa nenhuma, mas apenas passar por lá de quando em vez para assinar uns papéis.

- A Câmara Municipal de Ourém anunciou já, a exemplo de muitas outras, a tolerância de ponto para a terça de Carnaval.
E Tomar essa cidade cujo grande pilar de desenvolvimento económico (ler com ironia s.f.f) é o turismo, como faz?

- Foi aprovada recentemente pela Câmara de Tomar uma auditoria a todos os serviços (notícia também n'O Templário). É verdade que foi aprovada por unanimidade, o que inclui os meus caros amigos vereadores socialistas a quem eu fui um dos que disse que não poderiam votar de outra forma.
Mas isto apenas porque a imagem que as pessoas têm das coisas é muitas vezes diferente daquilo que as coisas são na realidade, e no caso concreto porque seria difícil para muitos aceitar a ideia de o PS ser em Tomar contra uma auditoria aos serviços.
Só que a verdade senhores, é que a única coisa que estas auditorias encomendadas servem é mesmo para gastar dinheiro. Ao contrário da ideia generalizada e também da que foi implicitamente transmitida por quem a propôs, esta auditoria não serve nem pode servir para "encontrar culpados" do que quer que seja.

- Em Alvaiázere o "Município continua a apostar em energias renováveis", noticia a rádio Hertz. Em Tomar... "tá quieto"!
Aliás, em Tomar mostrar energia é coisa rara e renovar normalmente significa fazer pior, se é que me entendem...

bons exemplos

"Mediadora ajuda à integração de famílias ciganas na comunidade de Abrantes", lê-se n'O Mirante

"Há três meses que as rotinas de Tânia Sousa, 39 anos, mudaram substancialmente. O facto de ser casada pela tradição cigana e de ter dois filhos, de 14 e 7 anos, não impediu que assumisse funções de mediadora cultural, desde 19 de Outubro de 2011, na Câmara Municipal de Abrantes, trabalhando junto de 40 famílias da mesma etnia, em Abrantes. O objectivo é ajudá-las a integrarem-se melhor no meio e a resolverem os problemas que têm entre si. (...)"

Já em Tomar, fala-se, fala-se... mas nunca ninguém viu a câmara a fazer nada em relação à comunidade cigana. Nem sequer a tentar.
E depois de muito aviso e muita teimosia de quem se recusou a ouvir, Tomar perdeu mesmo mais uns milhões que poderiam ter servido para muita coisa, por exemplo resolver a questão do mercado, em vez de teimar que serviria para reabilitar o flecheiro, coisa que todos sabíamos que não aconteceria. Um exemplo claro de gestão danosa!

câmara, para que te quero?

"TOMAR – Canto Firme lamenta falta de acção da Câmara para o apoio ao movimento associativo", diz-nos a rádio Hertz.
E quem o diz é tão só o presidente dessa que é uma das principais coletividades do concelho, irmão de alguém de quem agora não estou a lembrar, António Corvêlo de Sousa...

Felizmente que cada vez mais dizem aquilo que eu e outros dizemos há muito tempo. O associativismo não é apenas uma questão de cultura, desporto, ocupação de tempos livres, lazer ou qualquer outra atividade, o associativismo é um importante potenciador de desenvolvimento económico e de criação de postos de trabalho.
E num concelho cada vez mais espoliado de tudo, só mesmo quem tão mal tem gerido os destinos do concelho nos últimos 15 anos é que ainda não percebeu a enorme potencialidade que existe em Tomar e que é das poucas coisas que ainda nos distingue de muitos outros concelhos.

imagem que se lê

Antes que venha a próxima edição, não quero deixar de dar os parabéns a O Templário pelo novo layout do jornal.
Convenhamos que já precisava. Aliás ao Cidade de Tomar também não fazia mal nenhum.

Por feitos de (de)formação académica e profissional estas coisas da imagem dizem-me muito, e parece-me evidente (é aliás básico em teoria da comunicação) que a atratividade/recetividade de um qualquer suporte de comunicação e a forma como os seus conteúdos chegam ao recetor, tem muito que ver com a imagem que transmite que é sempre prévia mesmo que de forma inconsciente, a qualquer outra leitura.
Passa-se aliás o mesmo na comunicação pessoal entre indivíduos.

Apesar de pela capa não o evidenciarmos imediatamente, todo o jornal está mais leve, mais moderno, mais atrativo. Espero que assim o consigam manter e não sucumbam à compreensível mas indesejável tirania do espaço vs preço de folha, que é como quem diz, o despejar no mesmo espaço mais informação porque o preço de cada folha extra é obviamente caro.

Apesar disto e porque gosto de me prender com pormenores, entre alguns outros que por vezes me deixam baralhado nas opções de paginação de ambos os jornais, há n'O Templário um que acho bastante estranho (a não ser que seja por questões de publicidade paga, mas ainda assim...) e que aproveito para partilhar.
É aquela opção que já vem de trás, e que é o colocar numa das páginas mais nobres de qualquer jornal, a penúltima, a necrologia.
Não é que o assunto não mereça destaque, mas parece-me que ele teria a mesma audiência em qualquer outra página enquanto que aquela poderia ser usada para vários outros, eventualmente digamos, mais alegres.

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terça-feira, fevereiro 07, 2012

as pieguices de Passos


Se fosse o Sócrates e o PS que dissessem e fizessem um décimo do que o PSD já disse e fez em tão pouco tempo, o que diriam os comentadores, que parangonas trariam os jornais, etc etc... mas estamos em ciclo laranja azul amarelo e, quando assim é, para os "garantes morais" do regime parece que tudo é normal.

Sobre o último dos disparates contraproducentes e, essencialmente, mesquinho, que é esta medida absurda e na prática mais dispendiosa para o Estado, porque nesse dia a única produtividade dos serviços públicos será o aumento do gasto energético, o primeiro-ministro teve a coragem de dizer aos portugueses para deixarem de ser piegas!!!

Quer dizer, o Manuel Pinho deixou de ser ministro porque fez uns chifres a um deputado que até estava a merecê-las, mas parece que neste governo se pode fazer e dizer tudo aos portugueses! Só podem mesmo estar a gozar connosco.

Bem que eu questionava já em Novembro se este Governo ia ficar desgovernado tão rapidamente, a ponto de conseguir bater o recorde do de Durão Barroso, e o certo é que com este caminho de disparate em disparate, a coisa não pode mesmo correr bem...

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segunda-feira, fevereiro 06, 2012

ingenuidade e falta de liderança

Carlos Carrão afirmou na última reunião de câmara, acerca da realização da sessão pública promovida pela comissão de saúde da Assembleia Municipal para ouvir os profissionais sobre as alterações no Centro Hospitalar do Médio Tejo, não ter sido informado!
Disse Carrão: "eu não estive presente, tenho que dizer que não tive qualquer conhecimento formal dessa reunião. Não houve convocatória... A determinada altura constou-me que ia ser feita uma reunião mas não sabia qual era a finalidade. É importante que a articulação, que não tem acontecido entre esta Comissão e o executivo camarário, se concretize..."
(notícia na rádio Hertz, e a minha resposta na mesma rádio)

Ora francamente senhor presidente em exercício!... Parece que se esquece que quem fiscaliza é a assembleia à câmara e não o contrário! Mas vamos a factos:
1 - A biblioteca foi formalmente solicitada à câmara. Portanto, se não há articulação é entre o presidente e os seus vereadores - o que todos sabemos acontecer há anos;
2 - A sessão foi amplamente divulgada pela comunicação social e pelas redes sociais;
3 - A comissão de saúde da AMT tem elementos de todos os partidos, a quem compete precisamente articular... com os seus partidos.

Traduzindo para português corrente: o PSD que resolva os seus problemas internos sem os trazer para a praça pública e;
Carlos Carrão, não vá por aí que esses pobres argumentos não enganam ninguém, são infantilidades e começam a ser demasiadas! 


Entretanto, na mesma reunião, e perante uma arrojada proposta do vereador socialista Luís Ferreira, para que como forma de protesto não se realizassem as habituais (cinzentas, tristes, vazias de conteúdo) cerimónias oficiais do dia da cidade, 1 de Março, o presidente em exercício disse "apenas" que "não se devem misturar os assuntos e que as comemorações “devem ser mantidas”." Notícia O Templário

Ora, o PSD tem de assumir de vez em que campo está: ou a colaborar com as decisões do seu governo, ou a defender os interesses do concelho.
Quanto a Carlos Carrão, se quer ser líder, lidere, não se esconda em subterfúgios!

É que de outra forma, com uma câmara municipal assim, que não lidera, que não se manifesta, que nada faz e que até para arranjar desculpas só mesmo as mais esfarrapadas, o que podem esperar os cidadãos se não assumirem eles mesmos os destinos e a defesa do seu concelho?


Sobre o que realmente interessa, não esquecer que a petição contra a reestruturação no CHMT e principalmente, contra a forma como está a ser feita, está a decorrer podendo a mesma ser impressa aqui.


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"missão cavaco silva"

Quem ainda não conhece o último fenómeno das redes sociais e quer aproveitar para ajudar o nosso presidente da República que está a passar dificuldades, clique já aqui.

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quarta-feira, fevereiro 01, 2012

segunda-feira, janeiro 30, 2012

quem nos trata da saúde: auscultação

COMUNICADO

A Comissão de Saúde da Assembleia Municipal de Tomar convida os trabalhadores do Hospital Distrital de Tomar e população em geral a marcar presença numa reunião, onde prestará explicações sobre o trabalho desenvolvido até ao momento e ouvirá as pretensões e sugestões da população, sobre o processo de reorganização do Centro Hospitalar do Médio Tejo.

A reunião realizar-se-á no dia 1 de fevereiro de 2012, pelas 20.30 horas, no auditório da Biblioteca Municipal de Tomar

A comissão de saúde da AMT
Rosa Maria da Conceição Freitas Santos
Hugo Renato Ferreira Cristóvão
José Pedro Gomes Correia Vasconcelos
Paulo Jorge da Encarnação Silva Bacelar de Macedo
António Herculano Gonçalves
Paulo Alexandre Martins Mendes

domingo, janeiro 29, 2012

quem nos trata da saúde: petição pública

Motivada pela reorganização apressada, lesiva e mal explicada que o conselho de administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo pretende levar a efeito, a Comissão de Saúde da Assembleia Municipal de Tomar, mandatada pela reunião extraordinária de 25 de Janeiro, elaborou uma petição com o propósito de levar o assunto à discussão em plenário na Assembleia da República. Para que isso aconteça precisamos de um mínimo de 5000 assinaturas.
Todos devemos dar o nosso contributo.

Notas:
O documento com duas páginas, deve ser impresso no frente e verso de uma só folha e desse retirar as cópias necessárias.
Para ser válido, todos os signatários têm de colocar o seu BI ou CC.
As folhas, depois de assinadas, devem ser entregues o quanto antes a um membro da Comissão de Saúde, dirigente de qualquer das  forças políticas nabantinas, ou no correio do edifício da Assembleia Municipal de Tomar, Casa Manuel Guimarães (antiga biblioteca municipal).
Não é necessário completar todas as assinaturas de uma folha para a entregar.

Todos somos chamados e a todos compete passar a palavra.



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sexta-feira, janeiro 27, 2012

3... 2... 1... partida!

foto rádio Hertz
Eu bem que andava a estranhar ninguém pegar nisso. Eu próprio era para falar no assunto mas o tempo não tem estado para blogues. É seguramente notícia com direito a chamada de primeira página - digo eu que não sou jornalista - temos o primeiro candidato a assumir-se!
É que na Assembleia Municipal desta quarta feira foi pelo menos a segunda vez que Carlos Carrão se assumiu publicamente como candidato do PSD para 2013, ao afirmar que "em 2013 os tomarenses me julgarão", o que é agora confirmado em declarações à Hertz.

Eu não tenho nada a ver com o candidato do PSD, com toda a certeza seja lá quem for não vou votar nele, mas apetece-me dizer o que algumas vezes disse a Carlos Carrão quando no mandato anterior também começou a dizer que era o candidato natural e em todo o lado dizia que seria candidato fosse pelo PSD fosse como independente: - olhe lá, olhe que na altura certa o seu partido diz-lhe que não!

Bom, seja como for, uma coisa é clara. Quando várias vezes desde que é presidente em exercício, Carlos Carrão disse que havia quem já só pensasse nas eleições autárquicas de 2013, já sabemos a quem se referia...
Eu também já aqui disse antes, até tenho alguma pena sua, hão-de ser tantos ao mesmo osso!

terça-feira, janeiro 24, 2012

campanha solidária...

É triste, mas foi ele quem se pôs nesta situação.
Aliás não é a primeira vez, nem segunda, nem terceira... mas parece-me que desta, por muito que alguma comunicação social já esteja mandatada para tentar fazer esquecer a coisa, a grande maioria da população especialmente aquela que o elegeu, não vai esquecer.
Os outros... já sabíamos a pobreza de espírito que o senhor é.


Pena é que à conta de disparates de personagens como esta, que é tão só o político que mais tempo esteve em funções no pós 25 de Abril, e logo com as mais altas responsabilidades, todos os políticos sejam metidos no mesmo saco.
Não são "só" os cidadãos portugueses, os políticos e a política também mereciam mais de um Presidente da República.

segunda-feira, janeiro 23, 2012

demagogia e verdade

Alexandre Correia Leal, reconhecido médico e empresário radicado em Tomar, acusa-me no meu texto abaixo (arrogância de alpaca II) de ser demagogo. É uma opinião legítima, mas não concordo, como aliás não concordo com algumas outras que tem tido em relação a esta, mais uma, reorganização do CHMT.

Se falo nisto é porque a demagogia é uma das atitudes que mais condeno na política (ou em qualquer outra atividade) excepto em casos muito raros em que apareça aliada ao sarcasmo e ao humor. E por isso se há coisa que tento não ser, é precisamente demagógico.

Acusa-me ainda de errar o alvo. Mas a única coisa que faço nesse texto é reagir em função dos dados disponíveis e esses parecem-me claros. Numa conferência de imprensa, um gestor público politicamente nomeado há um mês, deu-se ao luxo de gozar com os autarcas, ou seja, aqueles que foram legitimamente eleitos pelo povo.
E fez mais, desviou o assunto para a questão dos transportes entre as unidades hospitalares, que obviamente é um problema que não foi criado pelos autarcas e dificilmente poderá ser resolvido por estes. Ora isso é que me parece demagógico.

Bom, e isto "dava pano para mangas". Mas não vale a pena insistir muito no assunto. A minha tese essencial é esta: gestores públicos, ainda para mais nomeados politicamente não podem ter este tipo de atitudes. E digo-o com a legitimade de quem durante dois anos teve também funções dessa natureza e teve de enfrentar várias situações difíceis, a maior parte delas criadas antes do meu início de funções, tendo sido aliás muito mal e injustamente tratado por um jornal distrital, sem que alguma vez tenha reagido com este tipo de atitude.
Ser gestor público obriga desde logo a uma postura de humildade, capacidade de diálogo e de ouvir e respeitar as críticas. Chama-se a isso postura de serviço público.

Mas o essencial de tudo isto do CHMT é para mim simples, trata-se da questão da verdade (palavra tão cara ao PSD) e da falta dela. E reconheço que nesse aspeto esta administração ou outra nem tem grande responsabilidade porque é verdade, respondem "perante a tutela" tal como afirmaram.
Ora relativamente à tutela, ou seja, ao Governo, a verdade é simples e está à vista de qualquer leigo, estão a preparar as coisas para a venda do hospital de Tomar e andam aqui com manobras para entreter, em vez de assumirem aquilo que verdadeiramente desejam.


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quem nos trata da saúde III

COMUNICADO
22 de Janeiro de 2012

Os Partidos e Movimentos Políticos (PSD, PS, IpT, CDU, BE e CDS/PP) representados na Assembleia Municipal convidam as populações a marcar presença na próxima Assembleia Municipal Extraordinária, com o único ponto“Análise do Processo de Reestruturação do Centro Hospitalar do Médio Tejo, com especial incidência no Hospital de Tomar” no dia 25 de janeiro de 2012, a partir das 16.00 horas, ostentando as cores e os símbolos de Tomar.

vermelho, branco, preto... resumindo: traje dos tabuleiros

sexta-feira, janeiro 20, 2012

inventem-se novos políticos

Entretanto, já que destaquei a reportagem antes referida n'O Templário, devo referir também no mesmo jornal a entrevista ao Nuno Ferreira, o novo líder da Juventude Socialista em Tomar.
As capacidades do Nuno, que são extensíveis a um alargado número de jovens a surgir na política em Tomar (oxalá não sucumbam à habitual desmotivação), é bem perceptível logo na capacidade de análise que fazem de si próprios e que está sintetizada na frase que serve de cabeçalho à entrevista "os jovens têm vasta oferta de interesses mas esquecem-se do activismo social".
Não podia estar mais de acordo, apesar de sentir que felizmente isso está aos poucos a mudar.

Há uns anos atrás Daniel Sampaio escreveu um livro chamado Inventem-se Novos Pais, onde me socorro para dar título a este texto. Nele, defende (resumido assim de forma muito ligeira) que a responsabilidade pela forma como os filhos "se tornam pessoas" é precisamente de como os seus pais lidam com eles.
Na política também é assim e infelizmente tenho visto muitos jovens políticos da minha geração (falo do país e não propriamente de Tomar, até porque quase não os há) a muito cedo copiar as piores caraterísticas dos mais velhos.

Ora, em Tomar, num curto espaço de tempo, tanto a Juventude Socialista (JS) como a Social Democrata (JSD) e a Popular (JP) tiveram processos eleitorais com a eleição de novos líderes e equipas, o que no caso desta última significa mesmo um renascimento.
(É verdade que na JSD algo há que me preocupa, essa coisa de um tão grande grupo de filhos de autarcas e ex-autarcas não costuma dar bons frutos, mas enfim, esperemos que sejam melhores que os seus progenitores).
Independentemente das ideologias de cada um, são bons sinais. Em vez da habitual ausência de discussão, importante é precisamente a capacidade de discussão das ideias contrárias e quantos mais forem a aparecer com projetos e com vontade de fazer algo, melhor.

É que isto é coisa de velho e custa muito a mim dizê-lo com os meus 34 mas é a verdade, se não forem os mais jovens a fazer qualquer coisa de novo, isto está mal e só vai piorar pelas margens do nabão.
Por mais que pensem que isto pior não pode ficar, PODE, e a larga maioria dos políticos nabantinos (quase todos em "atividade" há muitos anos) estão bons mesmo é para pantufas, fraldas geriátricas e chá de tília.
Mas cuidado, não abusem da tília porque o uso contínuo pode causar taquicardia e isso em certas idades...

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jornalismo

Já estão nas bancas com certeza os jornais nabantinos desta semana, mas porque não pode ser só fazer críticas, não quero deixar de fazer nota da excelente reportagem sobre "as mentiras dos políticos" publicada no jornal O Templário da passada semana.
Nem sempre habitual pelas margens do nabão, jornalismo digno desse nome e a ir ao osso, de forma bastante ilustrativa são relembradas muitas das patranhas com que fomos brindados ao longo da última década e meia, com grande destaque para o parque temático, talvez a maior e mais descarada invenção do PSD nabantino ou não soubéssemos todos que nunca aquilo foi sequer intenção. Só o cartaz da apresentação pública da coisa é de ir às lágrimas.
Essa berrante aldrabice havia de se tornar prenúncio para o que veio depois e cujos efeitos estamos ainda sentir: três mandatos de projetos falaciosos, obras inúteis, oportunidades perdidas.
E trouxe-nos a este mandato... que nem tem descrição capaz de lhe fazer real justiça.

Concluindo e para não baralhar, parabéns a O Templário pela reportagem e que assim continue, bem como os demais órgãos de comunicação. Como sempre digo, a comunicação social tem um papel importante e também responsabilidade na construção coletiva de qualquer comunidade. É fundamental que apesar das dificuldades de várias ordens que como empresas certamente também sentem, não abdiquem desse papel.

Paralelamente, porque a vida não pode ser só hospitais a fechar e câmaras municipais incompetentes, O Templário está sempre, e bem, atento às "boas notícias"...

arrogância de alpaca II

"Os autarcas que estão preocupados com o CHMT que resolvam a questão dos transportes entre hospitais", lê-se na rádio Cidade de Tomar.

Quem o disse foi Paulo Vasco, um dos elementos do Conselho de Administração na conferência de imprensa de terça passada, onde ainda se deu ao luxo de gozar com os eleitos pelo povo.

Tradução: não nos chateiem, nós é que sabemos e fazemos o que queremos, e se estão tão preocupados, resolvam mas é os problemas que nós mesmos criámos. Queremos lá saber se isto é um hospital com corredores de 30 Km e portajados!

Realmente, com gestores públicos deste calibre... os políticos é que são os maus!
Bom, é verdade alguns são, começando por aqueles que nomeiam para funções públicas (e bem remuneradas!) "gestores" que começando logo na atitude, não têm respeito nenhum por um princípio muito simples que se chama serviço público.  

quinta-feira, janeiro 19, 2012

as palavras


José Fontinhas Rato faria hoje anos. É um dos nossos maiores poetas e cuja antologia é uma das mais por mim requisitadas da prateleira lá de casa. 
Para a posteridade ficou conhecido como Eugénio de Andrade (1923-2005)

A Maria Felismina nasceu mesmo a meio do século passado, de poesia não percebe muito, mas as suas palavras mesmo que menos poéticas não as requisito a nenhum lado, estão sempre comigo.
Parabéns mãe.

quarta-feira, janeiro 18, 2012

uma questão de nomenclatura

"TOMAR – Garantia de Joaquim Esperancinha: «Câmara Municipal entendeu as alterações a implementar e considerou-as necessárias", diz-nos a rádio Hertz.

Pois é, o velho problema de se misturarem as designações das coisas num grande caldo linguístico-terminológico.
Misturar Município com Câmara Municipal, Câmara com Assembleia, etc. É muito habitual, mesmo muitos responsáveis e até os titulares desses órgãos fazem essas confusões.

Neste caso é semelhante, confundir Presidente de Câmara com Câmara Municipal. É um costume corrente particularmente em Tomar, julgar que a Câmara é o seu presidente e os outros seis estão lá para enfeitar.
É um costume que começa nos próprios Presidentes de Câmara. Basta lembrar os dois anteriores por exemplo na questão ParqT que decidiram sempre sozinhos, levando o assunto à reunião do órgão apenas quando precisaram da "ratificação" do ato.

Voltando à questão do hospital, ficamos portanto a saber que Joaquim Esperancinha "teve reuniões com os autarcas de Tomar, Abrantes e Torres Novas, nos meses de Dezembro e Janeiro e, na altura, também do lado do presidente da autarquia nabantina, recebeu a «compreensão» sobre este processo." e ainda que teve uma "excelente receptividade" nas reuniões que teve, de forma que até ficou "surpreendido com a posição de alguns deles. Quase a incentivarem para avançar."
Mais, que "A Câmara de Tomar entendeu as alterações e considerou-as necessárias."

E agora sr. presidente Carlos Carrão, em que ficamos? Onde está a verdade?

Entretanto vai chegando a confirmação do que digo há muito tempo:
"Esta reorganização é apenas o primeiro passo. É quase inevitável, no âmbito do novo mapa hospitalar, que o Ministério da Saúde tem em estudo, a região do Médio Tejo venha a perder um ou dois dos três actuais hospitais.", lê-se na rádio Renascença.

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terça-feira, janeiro 17, 2012

arrogância de alpaca e a careca dos culpados

a alpaca no seu estado mais selvagem...
«Respondemos à tutela e não à Câmara Municipal» diz à rádio Hertz o Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo que tomou posse há um mês.
Eles que acrescentam ainda «esta reestruturação foi imposta pela tutela»

E o que nos dizem estas duas frases?

A primeira, uma tendência cada vez maior duns tecnocratas armados em gestores que julgam que gerir é "não passar cavaco" e que estão acima dos eleitos pelo povo, particularmente acima dos políticos, "essa gente".
Infelizmente esta tendência é reforçada na atualidade e suporta-se na demagogia irresponsável que perpassa pela nossa sociedade, quando se diz tanta vez que no que quer seja de decisões públicas, as decisões devem ser técnicas e não políticas.
Não se enganem meus senhores, as decisões são sempre políticas! E mal estaremos no dia em que deixarem de o ser, significa que viveremos bem pior e poderá ser num qualquer sistema, mas não será seguramente numa Democracia.
Gestores destes estavam bem era a gerir os seus quintais (na maioria das vezes é como se estivessem...), talvez aí não precisassem mesmo de falar com ninguém.

A segunda frase tem uma leitura mais simples e óbvia: não há estudos que justifiquem as decisões, não há diálogo com quem de direito, não há capacidade de compromisso e quiçá encontrar melhores soluções construídas em conjunto. Estas decisões são assim porque o governo quis e pronto.
Não há qualquer hipótese de dúvida em relação a isto.

O fim do ciclo

Com o novo ano (e uma nova configuração de blogue que há-de aparecer quando houver tempo) as minhas "notas do dia" na rádio Hertz vão passar a estar também aqui, podendo como sempre ser ouvidas em primeiro .Assim, enquanto amanhã é dia de nova crónica e cujo tema não é certamente difícil de adivinhar, a última nota do dia (4 de Janeiro) tem o título em epígrafe e é esta:

Iniciámos um novo ano, um ano que nas contas dos mais esotéricos, daqueles que acreditam em presságios, mitos, lendas e histórias antigas, apesar de tudo mal contadas, este ano representa o fim de um ciclo e o começo de um novo. E não o fim do mundo como alguns, mal, interpretam.
2012 promete ser um ano difícil para nós portugueses. Mais impostos, mais taxas, menos apoios sociais, mais dificuldades particularmente para os funcionários públicos.

Acabámos agora de saber que Portugal foi o país onde as medidas de austeridade mais aumentam as desigualdades sociais, ao contrário do que está a acontecer por exemplo na Islândia e na Irlanda, tidos já como bons exemplos. O que significa que há alternativas mais eficazes e mais justas, às medidas que o governo está implementar e que na minha e na opinião de muitos, só virão a agravar os problemas.
Acabámos também de saber que mais uma das grandes empresas do país, a proprietária dos supermercados Pingo Doce, transferiu a sua sede para a Holanda país onde a partir de agora passará a pagar a fatia maior dos seus impostos, o que nos deve fazer pensar por um lado na noção de responsabilidade dos empresários portugueses, mas por outro na falta de eficácia das medidas fiscais do nosso país.

2012 é também o ano que marca o fim da televisão analógica em Portugal, e o advento da televisão digital. Noutros países como a vizinha Espanha, onde o processo está mais avançado, esta alteração significa de facto um acréscimo de qualidade e serviços para os cidadãos. Em Portugal, como de costume faz-se tudo pelo básico, e por isso, pelo menos para já a alteração significa apenas o acréscimo de mais algumas despesas.
Na política, este ano teremos eleições presidenciais noutros países, alguns sem grande interesse para nós, como a Finlândia, o México ou a Venezuela. Outros com mais, como as eleições em Novembro nos Estados Unidos, ou mais ainda, em Maio em França, onde há a expectativa se Sarkozy consegue um segundo mandato ou sai, o que poderá ter implicações na forma, quanto a mim falhada, como está a ser conduzida a política europeia e as erradas opções de combate à crise que protegem os países mais fortes e prejudicam os mais desfavorecidos.
Na Alemanha, a economia que mais dita as regras na europa, sabemos já que os índices de emprego são dos maiores dos últimos anos, o que nos diz que a crise por lá não significa bem o mesmo que por cá. Além disso este ano marcará a abertura do novo Aeroporto Internacional Berlin-Brandenburg, o maior projeto de infraestrutura na Alemanha.

Por cá, demagogia política, populismo barato e muita desinformação, ditaram para já o afastamento do projecto do novo aeroporto que mais que uma necessidade para o país, é uma necessidade europeia para a ligação com a América e com África, e quem está a esfregar as mãos de contente é a vizinha Espanha que sempre ambicionou este projecto para si, a realizar algures entre Badajoz e Sevilha. E se Portugal não ganhar juízo, será mais uma onde nos passam a perna, por exclusiva responsabilidade própria.
Teremos este mais países, a Bulgária e a Romênia, a integrar o Acordo de Schengen, ou seja, a ver as suas fronteiras abertas e portanto mais cidadãos e mercadorias a circular livremente na Europa, com tudo o que de bom e mau isso acarreta.
No Desporto, em Junho teremos Campeonato do Mundo de Futebol, e entre Julho e agosto teremos Jogos Olímpicos em Londres 9 de Setembro.
Na cultura, a cidade de Guimarães será este ano (a par com Maribor na Eslovénia) capital europeia. E isto talvez lembre alguns tomarenses que há uns anos atrás, uma das aldrabices que tentaram vender aos eleitores nabantinos foi a hipótese da candidatura de Tomar a capital europeia da cultura, precisamente de 2012. Ideia que, como muitas outras avançadas pelos governantes do município de Tomar na última década, só serviu mesmo para engodo, porque nada, absolutamente nada, foi feito para a concretizar. Já Guimarães, como muito outros concelhos noutras matérias, meteu mãos à obra e foi bem sucedida. Aqui pelas margens do nabão fica-se sempre pela conversa da treta.

Em Tomar, 2012 também está a começar muito atribulado, estão finalmente a ficar completamente a nu, todas as mazelas, todas os disparates, todos os erros e todas as incapacidades da governação dos últimos 14 anos. Mas sobre Tomar, haverá tanto a dizer, que o melhor mesmo é deixar isso para outras núpcias.
Bom ano para todos!

segunda-feira, janeiro 16, 2012

quem nos trata da saúde II

manifestação de dia 14, foto d'O Templário
Tal como informa O Templário, hoje está marcada nova manifestação em defesa do Hospital de Tomar e contra o esvaziamento que o mesmo vem sofrendo, sendo que as últimas alterações apresentadas, a serem confirmadas, ditarão na prática o seu encerramento a breve trecho.

A ideia de que se trata apenas de uma reorganização de serviços é treta, uma vez que sem a base de todas as outras especialidades, a medicina interna, um hospital não é hospital.

O que se prepara é a evidente, já antes tentada, manobra que leve progressivamente ao ponto de não retorno, aquele em que o hospital já não seja de todo viável, e com isso ao "natural" processo de venda ou pelo menos de boa parte.

Trata-se de mais uma vez bater no elo mais fraco, Tomar, cujos responsáveis políticos da última década e meia não têm conseguido, sabido, ou sequer tentado defender, no equilíbrio de forças sempre débil com Abrantes e Torres Novas.

Na manifestação de hoje (e na de amanhã) não poderei estar presente (pelas 15h na Praça da República, enquanto decorre a sessão extraordinária da Câmara Municipal), mas espero não só que a mobilização de sábado não esmoreça mas que ainda se reforce, e que seja hoje que os responsáveis pelo PSD local apareçam e não apenas passem ao largo para ver como está a manifestação, como alguns fizeram no passado sábado.

Boas lutas, com razoabilidade e inteligência, por Tomar sempre.

sábado, janeiro 14, 2012

quem nos trata da saúde

foto de O Templário
Hoje, a partir das 20h junto ao Hospital de Tomar, há manifestação popular contra os mais recentes encerramentos anunciados.

Espera-se que a população, mas também responsáveis institucionais e políticos estejam presentes como manifestação de força da comunidade. A verdade é que, embora seja preciso racionalizar este enorme erro que foi a construção tripartida de um hospital, o elo mais fraco tem sido sempre Tomar, certamente não sendo estranho a isso a pouca capacidade de ação e influência, e quase sempre alheamento do município nabantino e dos seus responsáveis políticos de há mais de uma década.

Entre os presentes mais logo, espero ver muitos militantes e dirigentes do PSD local e estou certo que o seu presidente  lá estará, uma vez que há coisa de um ano e meio atrás, por algo muito menos importante e que não passava na altura de alarmismo, trouxe para a rua a população da sua freguesia, a Serra.
Lembro-me bem de o ter avisado num debate da rádio Cidade de Tomar que devia ter cuidado com a coerência e com a verdade dos factos, e lembro-me bem do que respondeu.
Por tudo o que fez e disse antes, se há pessoa que não pode faltar hoje é José Delgado.

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sexta-feira, janeiro 13, 2012

mérito

"Ana Rente e Nuno Merino apurados para os Jogos Olímpicos", noticia O Mirante.

Parabéns ao dois ginastas tomarenses que conseguem ambos estar presentes pela segunda vez no Jogos Olímpicos, desta feita os que decorrem este ano em Londres.







(Ana Rente, aqui numa foto de 2005, quando foi mandatária para a juventude da candidatura autárquica do PS em Tomar)

uma questão de natas

Quando há um ano atrás numa formação disse que a principal medida de gestão para a melhoria da qualidade que havíamos tomada na Direção do Agrupamento de Escolas da Freixianda, tinha sido a aquisição da máquina de sumo de laranja natural e o reforço dos pastéis de nata ao pequeno almoço, os doutos colegas que se haviam fartado de elencar medidas transladadas de qualquer livro de gestão olharam-me, tal como esperava, com um misto de estupefação e riso.

Mas afinal não sou só eu que sou um pandego. O ministro da Economia, que deve gostar tanto dos pequenos pastéis como eu e deve ter sentido a falta deles no Canadá, fala e põe o país durante dois dias a falar de pastéis de nata.
"O que tem o pastel de nata diferente do hambúrguer e do frango assado", pergunta sério o ministro...

Bem, o Manuel Pinho e o Mário Lino eram pródigos em gaffes, mas os do atual governo dizem estas coisas com uma convicção!!

ninguém tinha avisado...

"Tomar perde mais de dois milhões de fundos comunitários para obras no Flecheiro", noticia O Mirante.

"A Câmara Municipal de Tomar foi forçada a desistir da 3ª fase das obras de Arranjos Exteriores e Arruamentos no Flecheiro e Mercado. A decisão foi tomada após a entidade que gere os fundos comunitários (MaisCentro) ter rejeitado a candidatura que tinha sido apresentada. Na base da decisão esteve a incapacidade do município em realojar as famílias de etnia cigana que há anos vivem no local. A obra estava orçada em 2,96 milhões de euros e a comparticipação era de 80 por cento, ou seja, 2,37 milhões, mas não poderia ser feita sem o espaço desocupado."

Nada que eu e outros não tenhamos alertado ao longo dos últimos anos. Por várias vezes, tanto em reuniões públicas da Câmara e da Assembleia, o PS e outras forças; e em reuniões privadas com o presidente Corvêlo e demais elementos; e mesmo eu em conversas particulares com Corvêlo ou Carrão; várias vezes alertámos para a necessidade de renegociar com a entidade gestora dos fundos do QREN a realocação dos fundos da 3ª fase do flecheiro que TODOS SABIAM não seria concretizada.
E como é evidente para todos os de testa arejada, o local onde aplicar esses fundos era aquele que o projeto que lembro, se iniciou com o programa polis que trouxe a Tomar muitos milhões, deveria ter previsto desde o inicio em vez de palermices e teimosias que só serviram para desbaratar - o Mercado Municipal.
E dois milhões de euros (agora perdidos para um município que nada em dinheiro!...) eram mais que suficientes para resolver o problema de forma digna e deixando portas abertas para o futuro.

Em vez disso, continua gastar-se dinheiro no defunto mercado "aos poucos" de cada vez, sem nenhuma perspectiva e agravando cada vez mais o problema.
É o que dá a tacanhez de pensamento, a incapacidade de ação, e a total aversão às ideias dos outros normalmente reflexo da falta de qualidade ou mesmo inexistência das ideias próprias.

Eu sou um apaixonado confesso por mercados, e sempre que vou com tempo a um local desconhecido procuro o mercado mais próximo. É uma das melhores formas de conhecer a realidade social, cultural e económica e as dinâmicas de uma qualquer comunidade.

Aqui fica o último exemplo que fotografei, o mercado de Lagos, diferente como todos, mas na essência exemplo do que deveria ser feito em Tomar. Manter o mercado diário de frescos como o coração vivo do local, a isso adicionando restauração, lojas de produtos locais, artesanato, realização de eventos, cultura.
Não é preciso inventar nada, basta com bom senso aprender com os bons exemplo.

Mas em Tomar é assim, tanto se desbaratam milhões em obras inúteis e com ligações perigosas, como se "devolvem" milhões que podiam ser bem gastos e eram indubitavelmente necessários.

Quando é que esta malta começa a ser julgada por gestão danosa dos dinheiros e interesses públicos?


quinta-feira, janeiro 12, 2012

o dizer e o fazer

Em Tomar muito do que está abaixo já foi proposto, repetidamente ao longo dos anos, por nós do PS.
Em Tomar, quem há 14 anos gere o município tem imaginação para pouco que seja produtivo, e total aversão às ideias dos outros.
E Tomar está como está....

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"OURÉM - Gabinete de Apoio e Promoção da Actividade Empresarial", noticia a rádio Hertz.

"CONCURSO DE IDEIAS VILA +", no site do Município de Vila de Rei.

"Lisboa de cara lavada", no site do Município de Lisboa.

"Câmara de Lisboa oferece ações de formação em horticultura", aqui.

Orçamento Participativo em Odivelas, Lisboa, Amadora, São Brás de Alportel, e tantos outros concelhos - é só pesquisar!
(tudo sobre orçamento participativo em Portugal, aqui)

algures perto de sevilha....


Aqui a organizar umas fotos de há uns tempos, reparei no pormenor desta terra...

terça-feira, janeiro 10, 2012

os filhos da viúva


Para tanto disparate e desinformação (bastante dela propositada) que tem preenchido a comunicação social nos últimos dias, e para tanta falta de conhecimento sobre uma coisa que é tão secreta que até é matéria na escola... o melhor mesmo é rir.
Ao contrário do que possa parecer à primeira vista ou aos de óculos filtrados pelo ignaro preconceito, o scetch brilhante como todos os dos Monty Python, parodia não a maçonaria mas a ignorância em torno dela.

segunda-feira, janeiro 09, 2012

10 minutos

Acho que já cá publiquei isto em tempos... mas nunca é demais lembrar!
Além disso foi uma senhora que enviou. Portanto senhoras já sabem, pelo menos dez minutinhos por dia. Não custa nada, sejam amigas!










- tenho de estar a fazer tempo aqui na escola mas que fazer... não me apetece fazer mais nada de trabalho, nem escrever sobre nada sério....

info arrendamento

Termina hoje a 4ª fase de candidaturas ao Porta 65, o programa de apoio ao arrendamento jovem. Despachem-se!!

ver mais no Portal da Juventude.

sexta-feira, janeiro 06, 2012

a maior fé dos homens

Com este tipo de clubismo gosto de futebol. Já aqueles clubes que colocam imagens de incentivo à violência nos balneários.....
Escolham vocês o melhor (sendo certo que o melhor é o do Benfica :)




... e há muitos mais de onde estes vieram!

rip Pedro Osório

Pim-Pim

artigo escrito ainda na "ressaca" da grande noite de 17/18 de Dezembro, e publicado no Cidade de Tomar de 30.12.2011.

Fora do contexto, Pim-Pim é uma expressão que não quer dizer coisa nenhuma. Mas em Tomar, pouco haverá que consiga unir de forma tão emotiva um tão alargado grupo de tomarenses, essencialmente aqueles que, agora entre os 30 e os 50, tiveram neste espaço mítico das tardes e noites tomarenses, um local de encontro e convívio.
E com certeza ainda mais especialmente para aqueles que, como eu, lhe devem boas memórias da sua adolescência, que é a fase da vida que para o bem e para o mal, mais marca a personalidade da maioria dos seres humanos.
Este sábado, ou melhor dizendo, esta madrugada de domingo que passou, centenas de desses nostálgicos puderam reviver como numa espécie de máquina do tempo, esse período bom das suas vidas. Encontrar e partilhar num mesmo sítio, rostos alegres que não se reviam, tantos, há mais de uma década. Nesse bom espírito de comunhão, foi muito interessante verificar que até os donos e gerentes de vários outros espaços participaram na festa.
Que melhor prenda de natal e melhor forma de encerrar o ano podíamos pedir?
Não só vi a correr de Lisboa, como há anos que não esperava um par de minutos para entrar num qualquer espaço de animação nocturno, e pouco me faria fazê-lo. Mas até nisso foi um reviver do passado.
Esta noite saudosista que já tinha tido um ensaio numa das, e para mim a melhor, noites de animação da Festa dos Tabuleiros junto ao coreto, teve nesta madrugada um verdadeiro ágape de emoções e revivalismo.
Não me lembro a primeira vez que entrei no Pim-Pim nem que idade tinha, mas as primeiras vezes, ainda imberbe adolescente, foram seguramente nas matinés de sexta à tarde, num hábito que se haveria de tornar regular até ao fim do meu ensino secundário em 95.
Almoçávamos no antigo Texas ou outra tasca do género - talvez no Matreno ou mesmo na Casa das Ratas, bebia-se mais um copo no Lourenço ou no Noite e Sol, e paragem obrigatória antes do Pim-Pim, se ainda houvesse espaço o que nem sempre era fácil, os Passarinhos para umas garrafas de Mouchão que era preferência das raparigas, e por conta do efeito que lhes fabricava, era nossa também...
O Pim-Pim foi tão importante para estas gerações de tomarenses, como foram durante décadas anteriores, os bailes da Nabantina ou da Gualdim Pais por exemplo. Sinais dos tempos, o Pim-Pim fechou há uns anos. Como tudo tem um princípio e um fim, fica apenas as melhores e as piores memórias das coisas.
Que possamos agora continuar a reviver esses tempos com mais noites como esta. Tomar precisa, os tomarenses precisam.
A prova é que esta noite que passou, e que era já expectável pelos movimentos existentes nas redes virtuais, não foi uma grande noite apenas no Rio Bar, foi-o nos outros espaços de animação, foi-o também para muitos restaurantes, e genericamente para a noite da cidade que, citando um importante empresário local, “teve uma movida diferente!”.
E uma cidade que se diz querer ser de cultura e turismo, tem de ter muitas noites assim.
Esta fórmula, a do revivalismo, já descoberta por vários espaços noutros concelhos, há muito mostra ser bem sucedida, mas em Tomar há uma certa tendência para ignorar o que de bem se faz noutros locais, e permanecer conservadoramente agarrado a fórmulas gastas. Não é só na política e gestão municipal, é um problema transversal à nossa comunidade, por muito que a quem exerce funções públicas caiba dar o exemplo, a motivação, a inspiração. Parece estar no nosso ADN (mas não são os genes que os antepassados nos legaram), os tomarenses são de forma geral conservadores e apáticos.
Lula da Silva disse há uns tempos em entrevista, que o sucesso da sua política tinha consistido em fazer o óbvio. Em Tomar o óbvio é quase sempre ignorado.
Voltando ao concreto, o óbvio é isto, música boa (o bom é sempre subjectivo de acordo com o gosto de cada um, e relativo ao seu contexto pessoal, contexto esse sempre muito marcado por aquilo que ouvimos na adolescência) alta mas o suficiente para que as pessoas ainda consigam entender-se sem ser necessariamente aos berros. Bom ambiente. Boa animação.
Parabéns aos grandes DJ’s, parabéns a todos os que estiveram envolvidos na organização, parabéns à gestão do Rio Bar por acolher a iniciativa e ao restante staff (mesmo que um pouco aflitos, certamente por não esperarem tamanha adesão). E já agora, parabéns a todos nós da geração Pim, que não deixemos morrer a mística.
Faça-se mais.

quinta-feira, janeiro 05, 2012

o dizer e o fazer

"TOMAR – Autarquia tenta encontrar destino para as três dezenas de escolas que não estão ocupadas", noticia a Hertz.

"tenta encontrar" é uma forma de dizer...
Ando há dois anos a pedir em Assembleia Municipal a listagem das escolas devolutas no concelho e nem isso conseguiram fazer, quanto mais discutir e decidir o que lhes fazer!

Ainda vou ter de ser eu a fazer a lista querem ver?