segunda-feira, janeiro 30, 2012

quem nos trata da saúde: auscultação

COMUNICADO

A Comissão de Saúde da Assembleia Municipal de Tomar convida os trabalhadores do Hospital Distrital de Tomar e população em geral a marcar presença numa reunião, onde prestará explicações sobre o trabalho desenvolvido até ao momento e ouvirá as pretensões e sugestões da população, sobre o processo de reorganização do Centro Hospitalar do Médio Tejo.

A reunião realizar-se-á no dia 1 de fevereiro de 2012, pelas 20.30 horas, no auditório da Biblioteca Municipal de Tomar

A comissão de saúde da AMT
Rosa Maria da Conceição Freitas Santos
Hugo Renato Ferreira Cristóvão
José Pedro Gomes Correia Vasconcelos
Paulo Jorge da Encarnação Silva Bacelar de Macedo
António Herculano Gonçalves
Paulo Alexandre Martins Mendes

domingo, janeiro 29, 2012

quem nos trata da saúde: petição pública

Motivada pela reorganização apressada, lesiva e mal explicada que o conselho de administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo pretende levar a efeito, a Comissão de Saúde da Assembleia Municipal de Tomar, mandatada pela reunião extraordinária de 25 de Janeiro, elaborou uma petição com o propósito de levar o assunto à discussão em plenário na Assembleia da República. Para que isso aconteça precisamos de um mínimo de 5000 assinaturas.
Todos devemos dar o nosso contributo.

Notas:
O documento com duas páginas, deve ser impresso no frente e verso de uma só folha e desse retirar as cópias necessárias.
Para ser válido, todos os signatários têm de colocar o seu BI ou CC.
As folhas, depois de assinadas, devem ser entregues o quanto antes a um membro da Comissão de Saúde, dirigente de qualquer das  forças políticas nabantinas, ou no correio do edifício da Assembleia Municipal de Tomar, Casa Manuel Guimarães (antiga biblioteca municipal).
Não é necessário completar todas as assinaturas de uma folha para a entregar.

Todos somos chamados e a todos compete passar a palavra.



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sexta-feira, janeiro 27, 2012

3... 2... 1... partida!

foto rádio Hertz
Eu bem que andava a estranhar ninguém pegar nisso. Eu próprio era para falar no assunto mas o tempo não tem estado para blogues. É seguramente notícia com direito a chamada de primeira página - digo eu que não sou jornalista - temos o primeiro candidato a assumir-se!
É que na Assembleia Municipal desta quarta feira foi pelo menos a segunda vez que Carlos Carrão se assumiu publicamente como candidato do PSD para 2013, ao afirmar que "em 2013 os tomarenses me julgarão", o que é agora confirmado em declarações à Hertz.

Eu não tenho nada a ver com o candidato do PSD, com toda a certeza seja lá quem for não vou votar nele, mas apetece-me dizer o que algumas vezes disse a Carlos Carrão quando no mandato anterior também começou a dizer que era o candidato natural e em todo o lado dizia que seria candidato fosse pelo PSD fosse como independente: - olhe lá, olhe que na altura certa o seu partido diz-lhe que não!

Bom, seja como for, uma coisa é clara. Quando várias vezes desde que é presidente em exercício, Carlos Carrão disse que havia quem já só pensasse nas eleições autárquicas de 2013, já sabemos a quem se referia...
Eu também já aqui disse antes, até tenho alguma pena sua, hão-de ser tantos ao mesmo osso!

terça-feira, janeiro 24, 2012

campanha solidária...

É triste, mas foi ele quem se pôs nesta situação.
Aliás não é a primeira vez, nem segunda, nem terceira... mas parece-me que desta, por muito que alguma comunicação social já esteja mandatada para tentar fazer esquecer a coisa, a grande maioria da população especialmente aquela que o elegeu, não vai esquecer.
Os outros... já sabíamos a pobreza de espírito que o senhor é.


Pena é que à conta de disparates de personagens como esta, que é tão só o político que mais tempo esteve em funções no pós 25 de Abril, e logo com as mais altas responsabilidades, todos os políticos sejam metidos no mesmo saco.
Não são "só" os cidadãos portugueses, os políticos e a política também mereciam mais de um Presidente da República.

segunda-feira, janeiro 23, 2012

demagogia e verdade

Alexandre Correia Leal, reconhecido médico e empresário radicado em Tomar, acusa-me no meu texto abaixo (arrogância de alpaca II) de ser demagogo. É uma opinião legítima, mas não concordo, como aliás não concordo com algumas outras que tem tido em relação a esta, mais uma, reorganização do CHMT.

Se falo nisto é porque a demagogia é uma das atitudes que mais condeno na política (ou em qualquer outra atividade) excepto em casos muito raros em que apareça aliada ao sarcasmo e ao humor. E por isso se há coisa que tento não ser, é precisamente demagógico.

Acusa-me ainda de errar o alvo. Mas a única coisa que faço nesse texto é reagir em função dos dados disponíveis e esses parecem-me claros. Numa conferência de imprensa, um gestor público politicamente nomeado há um mês, deu-se ao luxo de gozar com os autarcas, ou seja, aqueles que foram legitimamente eleitos pelo povo.
E fez mais, desviou o assunto para a questão dos transportes entre as unidades hospitalares, que obviamente é um problema que não foi criado pelos autarcas e dificilmente poderá ser resolvido por estes. Ora isso é que me parece demagógico.

Bom, e isto "dava pano para mangas". Mas não vale a pena insistir muito no assunto. A minha tese essencial é esta: gestores públicos, ainda para mais nomeados politicamente não podem ter este tipo de atitudes. E digo-o com a legitimade de quem durante dois anos teve também funções dessa natureza e teve de enfrentar várias situações difíceis, a maior parte delas criadas antes do meu início de funções, tendo sido aliás muito mal e injustamente tratado por um jornal distrital, sem que alguma vez tenha reagido com este tipo de atitude.
Ser gestor público obriga desde logo a uma postura de humildade, capacidade de diálogo e de ouvir e respeitar as críticas. Chama-se a isso postura de serviço público.

Mas o essencial de tudo isto do CHMT é para mim simples, trata-se da questão da verdade (palavra tão cara ao PSD) e da falta dela. E reconheço que nesse aspeto esta administração ou outra nem tem grande responsabilidade porque é verdade, respondem "perante a tutela" tal como afirmaram.
Ora relativamente à tutela, ou seja, ao Governo, a verdade é simples e está à vista de qualquer leigo, estão a preparar as coisas para a venda do hospital de Tomar e andam aqui com manobras para entreter, em vez de assumirem aquilo que verdadeiramente desejam.


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quem nos trata da saúde III

COMUNICADO
22 de Janeiro de 2012

Os Partidos e Movimentos Políticos (PSD, PS, IpT, CDU, BE e CDS/PP) representados na Assembleia Municipal convidam as populações a marcar presença na próxima Assembleia Municipal Extraordinária, com o único ponto“Análise do Processo de Reestruturação do Centro Hospitalar do Médio Tejo, com especial incidência no Hospital de Tomar” no dia 25 de janeiro de 2012, a partir das 16.00 horas, ostentando as cores e os símbolos de Tomar.

vermelho, branco, preto... resumindo: traje dos tabuleiros

sexta-feira, janeiro 20, 2012

inventem-se novos políticos

Entretanto, já que destaquei a reportagem antes referida n'O Templário, devo referir também no mesmo jornal a entrevista ao Nuno Ferreira, o novo líder da Juventude Socialista em Tomar.
As capacidades do Nuno, que são extensíveis a um alargado número de jovens a surgir na política em Tomar (oxalá não sucumbam à habitual desmotivação), é bem perceptível logo na capacidade de análise que fazem de si próprios e que está sintetizada na frase que serve de cabeçalho à entrevista "os jovens têm vasta oferta de interesses mas esquecem-se do activismo social".
Não podia estar mais de acordo, apesar de sentir que felizmente isso está aos poucos a mudar.

Há uns anos atrás Daniel Sampaio escreveu um livro chamado Inventem-se Novos Pais, onde me socorro para dar título a este texto. Nele, defende (resumido assim de forma muito ligeira) que a responsabilidade pela forma como os filhos "se tornam pessoas" é precisamente de como os seus pais lidam com eles.
Na política também é assim e infelizmente tenho visto muitos jovens políticos da minha geração (falo do país e não propriamente de Tomar, até porque quase não os há) a muito cedo copiar as piores caraterísticas dos mais velhos.

Ora, em Tomar, num curto espaço de tempo, tanto a Juventude Socialista (JS) como a Social Democrata (JSD) e a Popular (JP) tiveram processos eleitorais com a eleição de novos líderes e equipas, o que no caso desta última significa mesmo um renascimento.
(É verdade que na JSD algo há que me preocupa, essa coisa de um tão grande grupo de filhos de autarcas e ex-autarcas não costuma dar bons frutos, mas enfim, esperemos que sejam melhores que os seus progenitores).
Independentemente das ideologias de cada um, são bons sinais. Em vez da habitual ausência de discussão, importante é precisamente a capacidade de discussão das ideias contrárias e quantos mais forem a aparecer com projetos e com vontade de fazer algo, melhor.

É que isto é coisa de velho e custa muito a mim dizê-lo com os meus 34 mas é a verdade, se não forem os mais jovens a fazer qualquer coisa de novo, isto está mal e só vai piorar pelas margens do nabão.
Por mais que pensem que isto pior não pode ficar, PODE, e a larga maioria dos políticos nabantinos (quase todos em "atividade" há muitos anos) estão bons mesmo é para pantufas, fraldas geriátricas e chá de tília.
Mas cuidado, não abusem da tília porque o uso contínuo pode causar taquicardia e isso em certas idades...

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jornalismo

Já estão nas bancas com certeza os jornais nabantinos desta semana, mas porque não pode ser só fazer críticas, não quero deixar de fazer nota da excelente reportagem sobre "as mentiras dos políticos" publicada no jornal O Templário da passada semana.
Nem sempre habitual pelas margens do nabão, jornalismo digno desse nome e a ir ao osso, de forma bastante ilustrativa são relembradas muitas das patranhas com que fomos brindados ao longo da última década e meia, com grande destaque para o parque temático, talvez a maior e mais descarada invenção do PSD nabantino ou não soubéssemos todos que nunca aquilo foi sequer intenção. Só o cartaz da apresentação pública da coisa é de ir às lágrimas.
Essa berrante aldrabice havia de se tornar prenúncio para o que veio depois e cujos efeitos estamos ainda sentir: três mandatos de projetos falaciosos, obras inúteis, oportunidades perdidas.
E trouxe-nos a este mandato... que nem tem descrição capaz de lhe fazer real justiça.

Concluindo e para não baralhar, parabéns a O Templário pela reportagem e que assim continue, bem como os demais órgãos de comunicação. Como sempre digo, a comunicação social tem um papel importante e também responsabilidade na construção coletiva de qualquer comunidade. É fundamental que apesar das dificuldades de várias ordens que como empresas certamente também sentem, não abdiquem desse papel.

Paralelamente, porque a vida não pode ser só hospitais a fechar e câmaras municipais incompetentes, O Templário está sempre, e bem, atento às "boas notícias"...

arrogância de alpaca II

"Os autarcas que estão preocupados com o CHMT que resolvam a questão dos transportes entre hospitais", lê-se na rádio Cidade de Tomar.

Quem o disse foi Paulo Vasco, um dos elementos do Conselho de Administração na conferência de imprensa de terça passada, onde ainda se deu ao luxo de gozar com os eleitos pelo povo.

Tradução: não nos chateiem, nós é que sabemos e fazemos o que queremos, e se estão tão preocupados, resolvam mas é os problemas que nós mesmos criámos. Queremos lá saber se isto é um hospital com corredores de 30 Km e portajados!

Realmente, com gestores públicos deste calibre... os políticos é que são os maus!
Bom, é verdade alguns são, começando por aqueles que nomeiam para funções públicas (e bem remuneradas!) "gestores" que começando logo na atitude, não têm respeito nenhum por um princípio muito simples que se chama serviço público.  

quinta-feira, janeiro 19, 2012

as palavras


José Fontinhas Rato faria hoje anos. É um dos nossos maiores poetas e cuja antologia é uma das mais por mim requisitadas da prateleira lá de casa. 
Para a posteridade ficou conhecido como Eugénio de Andrade (1923-2005)

A Maria Felismina nasceu mesmo a meio do século passado, de poesia não percebe muito, mas as suas palavras mesmo que menos poéticas não as requisito a nenhum lado, estão sempre comigo.
Parabéns mãe.

quarta-feira, janeiro 18, 2012

uma questão de nomenclatura

"TOMAR – Garantia de Joaquim Esperancinha: «Câmara Municipal entendeu as alterações a implementar e considerou-as necessárias", diz-nos a rádio Hertz.

Pois é, o velho problema de se misturarem as designações das coisas num grande caldo linguístico-terminológico.
Misturar Município com Câmara Municipal, Câmara com Assembleia, etc. É muito habitual, mesmo muitos responsáveis e até os titulares desses órgãos fazem essas confusões.

Neste caso é semelhante, confundir Presidente de Câmara com Câmara Municipal. É um costume corrente particularmente em Tomar, julgar que a Câmara é o seu presidente e os outros seis estão lá para enfeitar.
É um costume que começa nos próprios Presidentes de Câmara. Basta lembrar os dois anteriores por exemplo na questão ParqT que decidiram sempre sozinhos, levando o assunto à reunião do órgão apenas quando precisaram da "ratificação" do ato.

Voltando à questão do hospital, ficamos portanto a saber que Joaquim Esperancinha "teve reuniões com os autarcas de Tomar, Abrantes e Torres Novas, nos meses de Dezembro e Janeiro e, na altura, também do lado do presidente da autarquia nabantina, recebeu a «compreensão» sobre este processo." e ainda que teve uma "excelente receptividade" nas reuniões que teve, de forma que até ficou "surpreendido com a posição de alguns deles. Quase a incentivarem para avançar."
Mais, que "A Câmara de Tomar entendeu as alterações e considerou-as necessárias."

E agora sr. presidente Carlos Carrão, em que ficamos? Onde está a verdade?

Entretanto vai chegando a confirmação do que digo há muito tempo:
"Esta reorganização é apenas o primeiro passo. É quase inevitável, no âmbito do novo mapa hospitalar, que o Ministério da Saúde tem em estudo, a região do Médio Tejo venha a perder um ou dois dos três actuais hospitais.", lê-se na rádio Renascença.

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terça-feira, janeiro 17, 2012

arrogância de alpaca e a careca dos culpados

a alpaca no seu estado mais selvagem...
«Respondemos à tutela e não à Câmara Municipal» diz à rádio Hertz o Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo que tomou posse há um mês.
Eles que acrescentam ainda «esta reestruturação foi imposta pela tutela»

E o que nos dizem estas duas frases?

A primeira, uma tendência cada vez maior duns tecnocratas armados em gestores que julgam que gerir é "não passar cavaco" e que estão acima dos eleitos pelo povo, particularmente acima dos políticos, "essa gente".
Infelizmente esta tendência é reforçada na atualidade e suporta-se na demagogia irresponsável que perpassa pela nossa sociedade, quando se diz tanta vez que no que quer seja de decisões públicas, as decisões devem ser técnicas e não políticas.
Não se enganem meus senhores, as decisões são sempre políticas! E mal estaremos no dia em que deixarem de o ser, significa que viveremos bem pior e poderá ser num qualquer sistema, mas não será seguramente numa Democracia.
Gestores destes estavam bem era a gerir os seus quintais (na maioria das vezes é como se estivessem...), talvez aí não precisassem mesmo de falar com ninguém.

A segunda frase tem uma leitura mais simples e óbvia: não há estudos que justifiquem as decisões, não há diálogo com quem de direito, não há capacidade de compromisso e quiçá encontrar melhores soluções construídas em conjunto. Estas decisões são assim porque o governo quis e pronto.
Não há qualquer hipótese de dúvida em relação a isto.

O fim do ciclo

Com o novo ano (e uma nova configuração de blogue que há-de aparecer quando houver tempo) as minhas "notas do dia" na rádio Hertz vão passar a estar também aqui, podendo como sempre ser ouvidas em primeiro .Assim, enquanto amanhã é dia de nova crónica e cujo tema não é certamente difícil de adivinhar, a última nota do dia (4 de Janeiro) tem o título em epígrafe e é esta:

Iniciámos um novo ano, um ano que nas contas dos mais esotéricos, daqueles que acreditam em presságios, mitos, lendas e histórias antigas, apesar de tudo mal contadas, este ano representa o fim de um ciclo e o começo de um novo. E não o fim do mundo como alguns, mal, interpretam.
2012 promete ser um ano difícil para nós portugueses. Mais impostos, mais taxas, menos apoios sociais, mais dificuldades particularmente para os funcionários públicos.

Acabámos agora de saber que Portugal foi o país onde as medidas de austeridade mais aumentam as desigualdades sociais, ao contrário do que está a acontecer por exemplo na Islândia e na Irlanda, tidos já como bons exemplos. O que significa que há alternativas mais eficazes e mais justas, às medidas que o governo está implementar e que na minha e na opinião de muitos, só virão a agravar os problemas.
Acabámos também de saber que mais uma das grandes empresas do país, a proprietária dos supermercados Pingo Doce, transferiu a sua sede para a Holanda país onde a partir de agora passará a pagar a fatia maior dos seus impostos, o que nos deve fazer pensar por um lado na noção de responsabilidade dos empresários portugueses, mas por outro na falta de eficácia das medidas fiscais do nosso país.

2012 é também o ano que marca o fim da televisão analógica em Portugal, e o advento da televisão digital. Noutros países como a vizinha Espanha, onde o processo está mais avançado, esta alteração significa de facto um acréscimo de qualidade e serviços para os cidadãos. Em Portugal, como de costume faz-se tudo pelo básico, e por isso, pelo menos para já a alteração significa apenas o acréscimo de mais algumas despesas.
Na política, este ano teremos eleições presidenciais noutros países, alguns sem grande interesse para nós, como a Finlândia, o México ou a Venezuela. Outros com mais, como as eleições em Novembro nos Estados Unidos, ou mais ainda, em Maio em França, onde há a expectativa se Sarkozy consegue um segundo mandato ou sai, o que poderá ter implicações na forma, quanto a mim falhada, como está a ser conduzida a política europeia e as erradas opções de combate à crise que protegem os países mais fortes e prejudicam os mais desfavorecidos.
Na Alemanha, a economia que mais dita as regras na europa, sabemos já que os índices de emprego são dos maiores dos últimos anos, o que nos diz que a crise por lá não significa bem o mesmo que por cá. Além disso este ano marcará a abertura do novo Aeroporto Internacional Berlin-Brandenburg, o maior projeto de infraestrutura na Alemanha.

Por cá, demagogia política, populismo barato e muita desinformação, ditaram para já o afastamento do projecto do novo aeroporto que mais que uma necessidade para o país, é uma necessidade europeia para a ligação com a América e com África, e quem está a esfregar as mãos de contente é a vizinha Espanha que sempre ambicionou este projecto para si, a realizar algures entre Badajoz e Sevilha. E se Portugal não ganhar juízo, será mais uma onde nos passam a perna, por exclusiva responsabilidade própria.
Teremos este mais países, a Bulgária e a Romênia, a integrar o Acordo de Schengen, ou seja, a ver as suas fronteiras abertas e portanto mais cidadãos e mercadorias a circular livremente na Europa, com tudo o que de bom e mau isso acarreta.
No Desporto, em Junho teremos Campeonato do Mundo de Futebol, e entre Julho e agosto teremos Jogos Olímpicos em Londres 9 de Setembro.
Na cultura, a cidade de Guimarães será este ano (a par com Maribor na Eslovénia) capital europeia. E isto talvez lembre alguns tomarenses que há uns anos atrás, uma das aldrabices que tentaram vender aos eleitores nabantinos foi a hipótese da candidatura de Tomar a capital europeia da cultura, precisamente de 2012. Ideia que, como muitas outras avançadas pelos governantes do município de Tomar na última década, só serviu mesmo para engodo, porque nada, absolutamente nada, foi feito para a concretizar. Já Guimarães, como muito outros concelhos noutras matérias, meteu mãos à obra e foi bem sucedida. Aqui pelas margens do nabão fica-se sempre pela conversa da treta.

Em Tomar, 2012 também está a começar muito atribulado, estão finalmente a ficar completamente a nu, todas as mazelas, todas os disparates, todos os erros e todas as incapacidades da governação dos últimos 14 anos. Mas sobre Tomar, haverá tanto a dizer, que o melhor mesmo é deixar isso para outras núpcias.
Bom ano para todos!

segunda-feira, janeiro 16, 2012

quem nos trata da saúde II

manifestação de dia 14, foto d'O Templário
Tal como informa O Templário, hoje está marcada nova manifestação em defesa do Hospital de Tomar e contra o esvaziamento que o mesmo vem sofrendo, sendo que as últimas alterações apresentadas, a serem confirmadas, ditarão na prática o seu encerramento a breve trecho.

A ideia de que se trata apenas de uma reorganização de serviços é treta, uma vez que sem a base de todas as outras especialidades, a medicina interna, um hospital não é hospital.

O que se prepara é a evidente, já antes tentada, manobra que leve progressivamente ao ponto de não retorno, aquele em que o hospital já não seja de todo viável, e com isso ao "natural" processo de venda ou pelo menos de boa parte.

Trata-se de mais uma vez bater no elo mais fraco, Tomar, cujos responsáveis políticos da última década e meia não têm conseguido, sabido, ou sequer tentado defender, no equilíbrio de forças sempre débil com Abrantes e Torres Novas.

Na manifestação de hoje (e na de amanhã) não poderei estar presente (pelas 15h na Praça da República, enquanto decorre a sessão extraordinária da Câmara Municipal), mas espero não só que a mobilização de sábado não esmoreça mas que ainda se reforce, e que seja hoje que os responsáveis pelo PSD local apareçam e não apenas passem ao largo para ver como está a manifestação, como alguns fizeram no passado sábado.

Boas lutas, com razoabilidade e inteligência, por Tomar sempre.

sábado, janeiro 14, 2012

quem nos trata da saúde

foto de O Templário
Hoje, a partir das 20h junto ao Hospital de Tomar, há manifestação popular contra os mais recentes encerramentos anunciados.

Espera-se que a população, mas também responsáveis institucionais e políticos estejam presentes como manifestação de força da comunidade. A verdade é que, embora seja preciso racionalizar este enorme erro que foi a construção tripartida de um hospital, o elo mais fraco tem sido sempre Tomar, certamente não sendo estranho a isso a pouca capacidade de ação e influência, e quase sempre alheamento do município nabantino e dos seus responsáveis políticos de há mais de uma década.

Entre os presentes mais logo, espero ver muitos militantes e dirigentes do PSD local e estou certo que o seu presidente  lá estará, uma vez que há coisa de um ano e meio atrás, por algo muito menos importante e que não passava na altura de alarmismo, trouxe para a rua a população da sua freguesia, a Serra.
Lembro-me bem de o ter avisado num debate da rádio Cidade de Tomar que devia ter cuidado com a coerência e com a verdade dos factos, e lembro-me bem do que respondeu.
Por tudo o que fez e disse antes, se há pessoa que não pode faltar hoje é José Delgado.

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sexta-feira, janeiro 13, 2012

mérito

"Ana Rente e Nuno Merino apurados para os Jogos Olímpicos", noticia O Mirante.

Parabéns ao dois ginastas tomarenses que conseguem ambos estar presentes pela segunda vez no Jogos Olímpicos, desta feita os que decorrem este ano em Londres.







(Ana Rente, aqui numa foto de 2005, quando foi mandatária para a juventude da candidatura autárquica do PS em Tomar)

uma questão de natas

Quando há um ano atrás numa formação disse que a principal medida de gestão para a melhoria da qualidade que havíamos tomada na Direção do Agrupamento de Escolas da Freixianda, tinha sido a aquisição da máquina de sumo de laranja natural e o reforço dos pastéis de nata ao pequeno almoço, os doutos colegas que se haviam fartado de elencar medidas transladadas de qualquer livro de gestão olharam-me, tal como esperava, com um misto de estupefação e riso.

Mas afinal não sou só eu que sou um pandego. O ministro da Economia, que deve gostar tanto dos pequenos pastéis como eu e deve ter sentido a falta deles no Canadá, fala e põe o país durante dois dias a falar de pastéis de nata.
"O que tem o pastel de nata diferente do hambúrguer e do frango assado", pergunta sério o ministro...

Bem, o Manuel Pinho e o Mário Lino eram pródigos em gaffes, mas os do atual governo dizem estas coisas com uma convicção!!

ninguém tinha avisado...

"Tomar perde mais de dois milhões de fundos comunitários para obras no Flecheiro", noticia O Mirante.

"A Câmara Municipal de Tomar foi forçada a desistir da 3ª fase das obras de Arranjos Exteriores e Arruamentos no Flecheiro e Mercado. A decisão foi tomada após a entidade que gere os fundos comunitários (MaisCentro) ter rejeitado a candidatura que tinha sido apresentada. Na base da decisão esteve a incapacidade do município em realojar as famílias de etnia cigana que há anos vivem no local. A obra estava orçada em 2,96 milhões de euros e a comparticipação era de 80 por cento, ou seja, 2,37 milhões, mas não poderia ser feita sem o espaço desocupado."

Nada que eu e outros não tenhamos alertado ao longo dos últimos anos. Por várias vezes, tanto em reuniões públicas da Câmara e da Assembleia, o PS e outras forças; e em reuniões privadas com o presidente Corvêlo e demais elementos; e mesmo eu em conversas particulares com Corvêlo ou Carrão; várias vezes alertámos para a necessidade de renegociar com a entidade gestora dos fundos do QREN a realocação dos fundos da 3ª fase do flecheiro que TODOS SABIAM não seria concretizada.
E como é evidente para todos os de testa arejada, o local onde aplicar esses fundos era aquele que o projeto que lembro, se iniciou com o programa polis que trouxe a Tomar muitos milhões, deveria ter previsto desde o inicio em vez de palermices e teimosias que só serviram para desbaratar - o Mercado Municipal.
E dois milhões de euros (agora perdidos para um município que nada em dinheiro!...) eram mais que suficientes para resolver o problema de forma digna e deixando portas abertas para o futuro.

Em vez disso, continua gastar-se dinheiro no defunto mercado "aos poucos" de cada vez, sem nenhuma perspectiva e agravando cada vez mais o problema.
É o que dá a tacanhez de pensamento, a incapacidade de ação, e a total aversão às ideias dos outros normalmente reflexo da falta de qualidade ou mesmo inexistência das ideias próprias.

Eu sou um apaixonado confesso por mercados, e sempre que vou com tempo a um local desconhecido procuro o mercado mais próximo. É uma das melhores formas de conhecer a realidade social, cultural e económica e as dinâmicas de uma qualquer comunidade.

Aqui fica o último exemplo que fotografei, o mercado de Lagos, diferente como todos, mas na essência exemplo do que deveria ser feito em Tomar. Manter o mercado diário de frescos como o coração vivo do local, a isso adicionando restauração, lojas de produtos locais, artesanato, realização de eventos, cultura.
Não é preciso inventar nada, basta com bom senso aprender com os bons exemplo.

Mas em Tomar é assim, tanto se desbaratam milhões em obras inúteis e com ligações perigosas, como se "devolvem" milhões que podiam ser bem gastos e eram indubitavelmente necessários.

Quando é que esta malta começa a ser julgada por gestão danosa dos dinheiros e interesses públicos?


quinta-feira, janeiro 12, 2012

o dizer e o fazer

Em Tomar muito do que está abaixo já foi proposto, repetidamente ao longo dos anos, por nós do PS.
Em Tomar, quem há 14 anos gere o município tem imaginação para pouco que seja produtivo, e total aversão às ideias dos outros.
E Tomar está como está....

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"OURÉM - Gabinete de Apoio e Promoção da Actividade Empresarial", noticia a rádio Hertz.

"CONCURSO DE IDEIAS VILA +", no site do Município de Vila de Rei.

"Lisboa de cara lavada", no site do Município de Lisboa.

"Câmara de Lisboa oferece ações de formação em horticultura", aqui.

Orçamento Participativo em Odivelas, Lisboa, Amadora, São Brás de Alportel, e tantos outros concelhos - é só pesquisar!
(tudo sobre orçamento participativo em Portugal, aqui)

algures perto de sevilha....


Aqui a organizar umas fotos de há uns tempos, reparei no pormenor desta terra...

terça-feira, janeiro 10, 2012

os filhos da viúva


Para tanto disparate e desinformação (bastante dela propositada) que tem preenchido a comunicação social nos últimos dias, e para tanta falta de conhecimento sobre uma coisa que é tão secreta que até é matéria na escola... o melhor mesmo é rir.
Ao contrário do que possa parecer à primeira vista ou aos de óculos filtrados pelo ignaro preconceito, o scetch brilhante como todos os dos Monty Python, parodia não a maçonaria mas a ignorância em torno dela.

segunda-feira, janeiro 09, 2012

10 minutos

Acho que já cá publiquei isto em tempos... mas nunca é demais lembrar!
Além disso foi uma senhora que enviou. Portanto senhoras já sabem, pelo menos dez minutinhos por dia. Não custa nada, sejam amigas!










- tenho de estar a fazer tempo aqui na escola mas que fazer... não me apetece fazer mais nada de trabalho, nem escrever sobre nada sério....

info arrendamento

Termina hoje a 4ª fase de candidaturas ao Porta 65, o programa de apoio ao arrendamento jovem. Despachem-se!!

ver mais no Portal da Juventude.

sexta-feira, janeiro 06, 2012

a maior fé dos homens

Com este tipo de clubismo gosto de futebol. Já aqueles clubes que colocam imagens de incentivo à violência nos balneários.....
Escolham vocês o melhor (sendo certo que o melhor é o do Benfica :)




... e há muitos mais de onde estes vieram!

rip Pedro Osório

Pim-Pim

artigo escrito ainda na "ressaca" da grande noite de 17/18 de Dezembro, e publicado no Cidade de Tomar de 30.12.2011.

Fora do contexto, Pim-Pim é uma expressão que não quer dizer coisa nenhuma. Mas em Tomar, pouco haverá que consiga unir de forma tão emotiva um tão alargado grupo de tomarenses, essencialmente aqueles que, agora entre os 30 e os 50, tiveram neste espaço mítico das tardes e noites tomarenses, um local de encontro e convívio.
E com certeza ainda mais especialmente para aqueles que, como eu, lhe devem boas memórias da sua adolescência, que é a fase da vida que para o bem e para o mal, mais marca a personalidade da maioria dos seres humanos.
Este sábado, ou melhor dizendo, esta madrugada de domingo que passou, centenas de desses nostálgicos puderam reviver como numa espécie de máquina do tempo, esse período bom das suas vidas. Encontrar e partilhar num mesmo sítio, rostos alegres que não se reviam, tantos, há mais de uma década. Nesse bom espírito de comunhão, foi muito interessante verificar que até os donos e gerentes de vários outros espaços participaram na festa.
Que melhor prenda de natal e melhor forma de encerrar o ano podíamos pedir?
Não só vi a correr de Lisboa, como há anos que não esperava um par de minutos para entrar num qualquer espaço de animação nocturno, e pouco me faria fazê-lo. Mas até nisso foi um reviver do passado.
Esta noite saudosista que já tinha tido um ensaio numa das, e para mim a melhor, noites de animação da Festa dos Tabuleiros junto ao coreto, teve nesta madrugada um verdadeiro ágape de emoções e revivalismo.
Não me lembro a primeira vez que entrei no Pim-Pim nem que idade tinha, mas as primeiras vezes, ainda imberbe adolescente, foram seguramente nas matinés de sexta à tarde, num hábito que se haveria de tornar regular até ao fim do meu ensino secundário em 95.
Almoçávamos no antigo Texas ou outra tasca do género - talvez no Matreno ou mesmo na Casa das Ratas, bebia-se mais um copo no Lourenço ou no Noite e Sol, e paragem obrigatória antes do Pim-Pim, se ainda houvesse espaço o que nem sempre era fácil, os Passarinhos para umas garrafas de Mouchão que era preferência das raparigas, e por conta do efeito que lhes fabricava, era nossa também...
O Pim-Pim foi tão importante para estas gerações de tomarenses, como foram durante décadas anteriores, os bailes da Nabantina ou da Gualdim Pais por exemplo. Sinais dos tempos, o Pim-Pim fechou há uns anos. Como tudo tem um princípio e um fim, fica apenas as melhores e as piores memórias das coisas.
Que possamos agora continuar a reviver esses tempos com mais noites como esta. Tomar precisa, os tomarenses precisam.
A prova é que esta noite que passou, e que era já expectável pelos movimentos existentes nas redes virtuais, não foi uma grande noite apenas no Rio Bar, foi-o nos outros espaços de animação, foi-o também para muitos restaurantes, e genericamente para a noite da cidade que, citando um importante empresário local, “teve uma movida diferente!”.
E uma cidade que se diz querer ser de cultura e turismo, tem de ter muitas noites assim.
Esta fórmula, a do revivalismo, já descoberta por vários espaços noutros concelhos, há muito mostra ser bem sucedida, mas em Tomar há uma certa tendência para ignorar o que de bem se faz noutros locais, e permanecer conservadoramente agarrado a fórmulas gastas. Não é só na política e gestão municipal, é um problema transversal à nossa comunidade, por muito que a quem exerce funções públicas caiba dar o exemplo, a motivação, a inspiração. Parece estar no nosso ADN (mas não são os genes que os antepassados nos legaram), os tomarenses são de forma geral conservadores e apáticos.
Lula da Silva disse há uns tempos em entrevista, que o sucesso da sua política tinha consistido em fazer o óbvio. Em Tomar o óbvio é quase sempre ignorado.
Voltando ao concreto, o óbvio é isto, música boa (o bom é sempre subjectivo de acordo com o gosto de cada um, e relativo ao seu contexto pessoal, contexto esse sempre muito marcado por aquilo que ouvimos na adolescência) alta mas o suficiente para que as pessoas ainda consigam entender-se sem ser necessariamente aos berros. Bom ambiente. Boa animação.
Parabéns aos grandes DJ’s, parabéns a todos os que estiveram envolvidos na organização, parabéns à gestão do Rio Bar por acolher a iniciativa e ao restante staff (mesmo que um pouco aflitos, certamente por não esperarem tamanha adesão). E já agora, parabéns a todos nós da geração Pim, que não deixemos morrer a mística.
Faça-se mais.

quinta-feira, janeiro 05, 2012

o dizer e o fazer

"TOMAR – Autarquia tenta encontrar destino para as três dezenas de escolas que não estão ocupadas", noticia a Hertz.

"tenta encontrar" é uma forma de dizer...
Ando há dois anos a pedir em Assembleia Municipal a listagem das escolas devolutas no concelho e nem isso conseguiram fazer, quanto mais discutir e decidir o que lhes fazer!

Ainda vou ter de ser eu a fazer a lista querem ver?

quarta-feira, janeiro 04, 2012

a longa e aguda crise nabantina

"Tomar: lojas fecham por causa da crise", informa O Templário.

A "Casa Martins" na Corredoura. (Foto d'O Templário)
Pois... pode até ser por causa da crise, mas em Tomar a crise tem barbas.
Há muitos anos que "a crise" se instalou por cá. Basta ver os números oficiais da evolução da última década nos índices de qualidade de vida, desemprego, eleitores, residentes, etecétera...
Opções erradas, teimosias, falta de visão e capacidade, e para boa parte das questões a simples falta de interesse e bom senso por parte dos responsáveis político/públicos, ditaram o estado em que estamos: ultrapassados por quase todos os concelhos da região, os mesmos para quem durante séculos fomos referência e líderes.

Claro que nestas matérias a responsabilidade é sempre mais vasta. Desde logo porque os tais responsáveis públicos não chegaram sozinhos a esses lugares e devem-no sim à ação, inação ou omissão de muitos.
Mas também com muitas responsabilidades próprias de muitos desses cidadãos individuais ou coletivos.

Os comerciantes então... ui!
Habituados durante décadas a que bastasse abrir a porta, a maioria não foi capaz de inovar, muito menos competir com a facilidade que agora qualquer cidadão tem de se deslocar, tanto a concelhos vizinhos como aos grandes centros ou à capital, e aí encontrar maior variedade, melhor oferta, melhores preços.
Falar daqueles tantos que, dos concelhos vizinhos, vinham a Tomar de propósito para as compras nem vale a pena porque isso é já apenas uma memória difusa, uma ideia quase absurda, pouco mais que uma lenda na qual os mais novos dificilmente podem acreditar.

Felizmente que, no que aos comerciantes diz respeito, vão finalmente aparecendo alguns bons exemplos, novas ideias, novas formas de trabalhar.
Mas falta o essencial, as questões estruturais, e essa responsabilidade compete ao município. Pensar no centro histórico e na própria cidade como um todo, e encontrar soluções globais que permitam "vender" a imagem coletiva e aglomerar todo o tecido comercial.

Mas numa terra que tem um mercado municipal a funcionar numa tenda, precisamente aquele instrumento que  na generalidade das cidades, particularmente as de inclinação turística, no país ou no estrangeiro, é o primeiro cartão de visita no que ao comércio se refere, dizer o quê mais?

.

nós falamos, os outros fazem

"OURÉM - Sites geográficos internos melhoram desempenho do Município", noticia a Hertz.

Óbvio. Tecnologias cada vez melhores e mais baratas, disponíveis para melhorar consoante os casos, a eficácia, eficiência, transparência, comodidade e economia dos serviços públicos, numa perspetiva de melhor serviço aos cidadãos e também maior facilidade de uso para os funcionários.
Ainda na Assembleia Municipal de há uma semana atrás voltei pela enésima vez a falar disso.

Mas em Tomar o óbvio tende quase sempre a ser o mais difícil de explicar e/ou concretizar.

terça-feira, janeiro 03, 2012

b'ak'tun - o fim do ciclo

Chegados a 2012, o ano em que tudo acaba ou assim diziam os Maias e alguns ainda acreditam, continua a existir muito sobre o que falar mas falta-me o tempo por agora.

Tempo apenas para aqui deixar uma pequena marca da minha dobragem de ano em terras de lacobrigenses, uma terra que nas marcas do passado e nos propósitos de futuro tanto tem que ver com a dos nabantinos, e que apesar disso ou não fosse costume, está a milhas da nossa na diferença entre o anunciar fazer e o fazer de facto.

Lá, à universal questão de Pessoa, "valeu a pena?", pode responder-se a frase que todos conhecem.
Em Tomar, dificilmente se pode responder o mesmo perante tanta asneira acumulada.

sexta-feira, dezembro 30, 2011

para 2012: acreditar num mundo melhor

O marketing é outro daqueles mundos maravilhosos nos quais ainda adolescente, embora hesitante, decidi não entrar porque me levaria para longe de Tomar.
Mas o bicho ficou. Adoro inventar slogans tanto como gosto de um anúncio bem feito e ultimamente têm aparecido vários.
Este, da sempre nestas coisas consistente Coca-cola, é acima de tudo um exemplo de serviço público (com uma grande dose de hipocrisia é certo, se fossemos bem analisar o que essa multinacional capitalista faz...).

A maioria dos portugueses vê as coisas sempre pelo lado pessimista e de quando em vez é bom que algo apareça a mostrar que nem tudo é mau. Coisas há que são até muito boas.
Com esse espírito entranhado, nem vou falar (também não tenho tempo) de muitas coisas menos boas, por exemplo a maneira deprimente e nada optimista como chega ao fim de 2011 a situação no município de Tomar. Os próximos meses, ou os próximos dois anos, não vão ser nada positivos nem para o munícipio nem para o concelho, se nada se fizer para alterar tanto desnorte, tanta inabilidade, tanta demagogia, cinismo, baixa política, teimosia, e tudo mais que esconde o grande vazio de ideias e soluções.

Ao contrário de tudo isto, que o espírito para 2012 seja apesar de tudo optimista: enfrentar as adversidades com um sorriso, ver o lado bom das coisas. A humanidade já enfrentou muitas crises, olhemos para esta como apenas mais uma, e com esforço e trabalho, mas igualmente com alegria e motivação, enfrentemos as adversidades e delas façamos oportunidades.
Há sempre um dia melhor à nossa frente se acreditarmos nele.

A TODOS, BOM ANO NOVO CHEIO DE SUCESSOS PESSOAIS E COLETIVOS!!



E pronto, prestes a rumar a sul para uma alongada passagem de ano um pouco mais quente, não há tempo para mais. Até para o ano.

descomprometido

Cristóvão Colombo pôde descobrir a América porque…
ERA SOLTEIRO

Se Cristóvão Colombo tivesse tido uma mulher, teria ouvido:
- E porque é que tens que ir?
- E porque é que não mandam outro?
- Vês tudo redondo!?!?... Estás louco ou és parvo?
- Não conheces nem a minha família e vais descobrir o novo mundo?!! ...
- E vão viajar só homens? Achas que sou estúpida?
- Porque é que eu não posso ir, se tu és o chefe?
- Desgraçado... já não sabes o que inventar para estar fora de casa!
- Se saíres por essa porta vou-me embora para a casa da minha mãe!
- E quem é essa tal Maria..? Que Pinta..?! De que Santa estás a falar?! Qual Nina...?
- Tinhas tudo planeado, maldito!
- Vais-me enganar?
- A Rainha Isabel vai vender as jóias dela para poderes viajar? Achas-me parva ou quê? O que é que tu tens com essa velha..?
- TU... não vais a lugar nenhum!
- Não vai acontecer nada se o mundo continuar plano. Não te vistas...
- Tu NÃO VAIS..................NÃO VAIS....................NÃO VAIS.............!!!

Definitivamente...
ERA SOLTEIRO!!!


Por acaso não era solteiro, mas anedota é anedota...
com solteiros agradecimentos à Ana P. - ainda por cima soubemos esta semana que a idade média para casar em Portugal está nos 34. A minha mãe já pode deixar de chatear, ainda não passei a média!

terça-feira, dezembro 27, 2011

e "agora"... o mesmo PSD de sempre

Hoje, a partir das 15h no salão nobre dos Paços do Concelho, a 5ª sessão ordinária da Assembleia Municipal de Tomar. Se não poder assistir (ou participar) no local, pode sempre fazê-lo através da emissão da rádio Hertz.

A direcção do PSD de Tomar. (foto rádio Hertz)
Também a rádio Hertz nos dá conta do mais recente comunicado do PSD de Tomar (que não está ainda disponível na página própria).

Ora este comunicado merece referência para memória futura.
Vamos até deixar de lado a hipocrisia gritante quando em relação ao suspenso Presidente de Câmara, Corvêlo de Sousa, "consideram" (considerar é um verbo interessante, nada dúbio...) "ser de relevar a forma dedicada e empenhada como desenvolveu o cargo para que foi eleito em 2009", quando todos sabem os esforços, ainda que envergonhados ou pouco assumidos, que fizeram para que se fosse embora.
Hipocrisia, cinismo... a concelhia local do PSD continua a dar-nos mais do mesmo.

Mas vamos ao que politicamente interessa, vamos ao parágrafo que convém guardar para memória futura e que estou certo, vou citar deliciado inúmeras vezes:

"entendemos estarem reunidas as condições para imprimir um novo rumo no destino do Concelho de Tomar, tendo por mote a capacidade de planear atempadamente, de executar com rigor e interagir e ouvir os intervenientes, tendo em vista o desenvolvimento económico e em especial, a sustentabilidade em termos sociais. O PSD de Tomar, considera estarem agora reunidas as condições para se avançar para uma nova governação liderada pelo PSD, onde haverá lugar à participação e intervenção de todas as forças políticas representadas na Assembleia e Câmara Municipal de Tomar. O PSD de Tomar, estará na primeira linha para discutir e defender os interesses de Tomar, com todos os que de uma forma construtiva, queiram contribuir para o desenvolvimento e o bem-estar da população, tendo por referências a defesa intransigente dos valores e princípios democráticos, e a defesa de uma matriz de desenvolvimento com a criação de condições para o relançamento económico do concelho».

Conseguem não se desmanchar a rir?! Atentem bem nos pormenores: "O PSD de Tomar, considera estarem agora reunidas as condições"... "agora"?!!! 14 anos depois, os mesmos protagonistas dizem "agora"!!! 

"O PSD de Tomar, estará na primeira linha para discutir e defender os interesses de Tomar...", pois... só se for "agora", porque até aqui, bem diz o povo, o PSD têm-se estado "bem lixando" para os interesses de Tomar. É que exemplos não faltam.

"tendo por referências a defesa intransigente dos valores e princípios democráticos"... são uns pândegos!! Então não se está mesmo a ver? Por isso é que, por exemplo, respeitam o órgão Assembleia Municipal e aplicam as decisões que toma... como o Orçamento Participativo e o Conselho Municipal de Juventude, entre outras.

"a defesa de um matriz de desenvolvimento blá, blá, blá...", mas eles saberão sequer o que isto quer dizer? Então agora em menos de dois anos, em minoria tanto na câmara como na assembleia, é que vão defender uma matriz?! E qual é ela, com quem já a partilharam, quem já envolveram na sua construção, quem já conquistaram para a sua implementação?

Ganhem juízo, sejam sérios, deixem-se de patranhas que já não enganam ninguém!!

Não há uma linha de contrição, não há um esboçar de pedido de desculpa, não há um ténue que fosse reconhecimento de incapacidade ou despropósito da acção tida ao longo dos anos. Nada. 
Ao menos Carlos Carrão na última AM ainda reconheceu várias vezes a incapacidade da CMT dizendo inclusive "a câmara não fez o seu trabalho"!
Mas da concelhia nada, só a velha conversa da treta, treta não porque aquilo que afirmam não fosse o desejável, mas porque já deram mais do que provas que não só não o sabem nem tem condições para o fazer como não tem qualquer intenção de o fazer.

E claro, coerência também não é com eles. Então se "agora" estão reunidas as condições, o que andaram a fazer antes? Não vão tentar aquela do "ah e tal... não fomos nós que escolhemos estes autarcas!" pois não? Sabem que ninguém cai nessa, certo?
E aquela do agora estreante vereador, sem nunca antes ter ocupado um lugar de político eleito, saltar logo para vice-presidente? Que grande atestado de incompetência! Não, não é atestado para a vereadora Rosário, é atestado de incompetência para quem compôs as listas do PSD - ou seja, o PSD!

Está bonito o PSD de Tomar está! E depois admiram-se que já tantos digam (sociais-democratas incluídos) que para aqueles lados a coisa daqui a dois anos só lá vai com o padre Mário.
Ponha-se a jeito Carrão que eu quase que tenho pena sua! Vão ser tantos a querer o mesmo osso...

segunda-feira, dezembro 26, 2011

portugueses, emigrem

A minha crónica da passada quarta-feira na rádio Hertz, com o título em epígrafe, pode como sempre ser ouvida aqui.
Entretanto, alguns estão já a aproveitar a mensagem do governo português para aliciar os quadros portugueses a emigrar para os seus países.
Passos Coelho como lhe compete, pega em sua valise en carton e dá o exemplo... 









Não sei já quem me enviou as imagens por isso não faço referência, chegaram várias vezes ao email. Temos que rir um pouco, aliás, se não rirmos do que este governo anda a dizer e fazer, fazemos o quê?

aqui tão perto...

"Praia fluvial de Carvoeiro volta a ganhar prémio internacional", noticia O Mirante online.

"A Praia Fluvial de Carvoeiro, no concelho de Mação, voltou a ser galardoada com um certificado internacional pela atribuição consecutiva, nos últimos cinco anos (2006-2011), da Bandeira Azul, respeitando os critérios de qualidade da água, de informação e educação ambiental, de gestão ambiental e de equipamentos e segurança.(...)

(...) situa-se na localidade que lhe dá o nome, a cerca de 25 minutos de Mação. Dispõe de vários equipamentos como balneários, bar, parque de merendas, churrasqueiras, posto médico, parque de estacionamento e está dividida com zona de banhos para adultos e para crianças. Em 2011 foi distinguida com Bandeira Azul pelo sexto ano consecutivo. Foi ainda galardoada, pela terceira vez, com Bandeira de Praia Acessível."

Faz lembrar Tomar não é verdade?
Não?! Então não estão a ver... Tomar tem aquela praia fluvial... aquela ali ao pé do... hum... agora também não me lembro, mas há uma de certeza num dos nossos dois rios!! 
É que só pode mesmo existir, é impossível que nenhum governante tenha ainda feito uma coisa tão óbvia!...

sábado, dezembro 24, 2011

ali mesmo ao lado


Não é Jesus, mas nasceu no mesmo dia e mesmo ao lado, é o Brian.

É provavelmente a melhor comédia já realizada, este A Vida de Brian de 1979, dos Monty Python's.
E que melhor forma de acabar a noite de natal, que a rir em famílía?

Eu já sei praticamente todas as falas de cor, mas o que é bom vê-se sempre mais uma vez e está no topo das minhas escolhas para mais logo.
E neste blogue que sempre anunciou entre os seus temas, os filmes e os livros, tem-se na verdade disso falado muito pouco aqui ficando esta sugestão natalícia como pequena compensação.
Uma recomendação literária na mesma linha, seria o excepcional Evangelho Segundo Jesus Cristo, do Saramago, mas essa é uma leitura demasiado extensa para noite de natal...
Seja como for, quem nunca leu, não sabe o que está a perder.

"all I want for christmas"...

Inquérito do jornal Cidade de Tomar, publicado ontem, 23 de Dezembro.

1 – Como vai ser o seu Natal este ano?
2 – Com quem costuma passar?
3 – Gosta de manter as tradições habituais?
4 – Gosta de trocar presentes (mantém os mesmos presentes ou houve uma redução)?
5 – Uma mensagem de Natal…


1 – Essencialmente igual aos outros. Simples, passado em família.

2 – Com a família mais próxima. Em casa dos meus pais, com irmãs, avós… e a minha sobrinha que é a novidade deste ano.

3 – As minhas tradições são sempre as mesmas: estar com a família, ter um bom jantar com os pratos e as guloseimas da época, conversa, muitos cálices de Porto, umas horas de lareira que se prolongam noite dentro, um bom filme pela madrugada quiçá a puxar o sono, e no dia de natal que correndo bem nasce chuviscado e envolto em neblina a pedir mais lareira, continuar com o mesmo espírito para o almoço.

4 – Para mim o Natal nunca foi sinónimo de prendas dispendiosas, tanto a receber como a dar, é aliás um dos aspectos que menos me agradam no Natal, essa “obrigatoriedade” em dar prendas. Gosto das prendas de aniversário porque são “únicas” e gosto das prendas inesperadas. Por isso para o natal, com mais ou menos crise, não há necessidade de alterar grande coisa.
Além disso é preciso relativizar. Sim o meu salário é o de um professor, sim além dos congelamentos e dos cortes anteriores, levaram-me mais meio subsídio de natal. Mas a verdade é que é sempre preciso perceber quem esteja pior, e há de facto quem esteja muito pior, e pessoas que passam sim por dificuldades. Muitos passam por grandes dificuldades. E por isso jamais me iria lamentar ou alegar poder oferecer menos isto ou aquilo com a justificação da crise.

5 – De alguma forma a mesma de todos os anos. Que independentemente das religiões, o natal seja uma época de encontro e partilha com aqueles de quem mais gostamos, mas também de preocupação e solidariedade para com os outros que nos rodeiam.
Que toda a parafernália consumista do natal não nos desvie do essencial: a paz uns com os outros, a alegria, a celebração da vida. Que consigamos transportar o mais possível desse espírito para o resto do ano, e que para aquele que se avizinha o consigamos fazer ainda mais porque vai ser bem preciso.

quinta-feira, dezembro 22, 2011

a meio do jogo

o cabeçalho de um conjunto de crónicas de CC no jornal Cidade de Tomar
É já quase oficial. Passado pouco mais de meio do mandato, temos novo Presidente de Câmara em Tomar.
É verdade que formalmente é só por 60 dias... Corvêlo de Sousa ainda está convencido que tudo não passa de um mal entendido, que afinal gostam muito do seu desempenho e ainda vão fazer uma procissão a casa a pedir-lhe que volte.

Carlos Carrão, o autarca tomarense há mais tempo no ativo (a par com Pedro Marques), vai agora ter de descobrir uma nova desculpa de uso pessoal (Ah e tal... "se a decisão fosse minha"...) e provar sem rede que os últimos 14 anos foram um equívoco e que afinal pode mesmo fazer qualquer coisa mais que olhar para a gestão pública como se fosse uma questão de contabilidade ou de simplesmente "fazer presenças" (que é uma "profissão" em grande expansão), em aniversários e passeios de idosos.

quarta-feira, dezembro 21, 2011

Boas Festas


Não estavam a pensar que me esquecia pois não?
Bem ao estilo já tradicional do "algures aqui", cá está o postal deste ano convenientemente surripado na net.
E pronto, que a quadra seja do melhor agrado de todos junto de quem vos faça feliz.
A todos e em toda a parte, BOAS FESTAS!

os desconcertos da CMT

Estive no domingo à tarde a assistir na Igreja de São João ao concerto de natal da banda da SF Gualdim Pais, que uns dias antes tinha também realizado o espetáculo de natal das escolas de música e dança no auditório do IPT.

Eu não me recordo se aquela ideia absurda da Câmara Municipal de Tomar em cobrar a utilização do Cine-teatro e outros espaços está já em execução (pelo menos na AM não foi nada aprovado, mas também não era a primeira vez) mas a resposta está aí.

Será assim tão difícil na CMT perceberem a razoabilidade lógica e prática das "ideias" que lhes atravessam o vácuo espírito, e deixam de fazer gestão contabilística (provado está que nem essa sabem fazer) passando sim a fazer gestão público/política com tudo o que isso implica (planeamento, estratégia, definição de objetivos e prioridades,...)?
E depois talvez percebessem que nenhuma opção, nenhuma medida pode ser avulsa, mas tem de estar integrada, tem de ser coerente com a estratégia definida.

No caso concreto, não se pode estar permanentemente a dizer que se quer apostar na cultura e na vertente de criação de eventos como um dos pilares de desenvolvimento, e depois cobrar a quem localmente produz e promove a cultura e os eventos (cria públicos, cria ofertas, cria postos de trabalho...) a utilização dos espaços que ainda por cima, não servem para grande coisa mais.
É óbvio que é preciso encontrar formas de financiar a manutenção, e particularmente os recursos humanos desses espaços. Mas não pode ser a cobrar às associações, política não é matemática!
Até porque como é evidente para qualquer testa que funcione, as associações simplesmente deixarão de utilizar os espaços - ou então, como algumas têm feito noutros casos, "ficam em pagar"....

Quando é que na CMT percebem que não são as associações, particularmente as que efetivamente trabalham, que estão ao serviço da CMT, mas sim a CMT que está ao serviço das associações, da generalidade das instituições e dos cidadãos do seu concelho?

Tudo isto são questões de simples bom senso...
mas bom senso é coisa que falta muito ali pela Praça da República!

.

cromos de coleção


Meninas, quando se estiverem a babar por alguma vedeta de Hollywood, lembrem-se que eles tiveram passados tristes como todos nós....

Obrigado à Helena T. por esta contribuição, e por me fazer lembrar deste bom filme de 1983 que há muito não revejo, "Os Marginais"  de Francis Ford Coppola - mas apesar disso, destas não precisas enviar mais, OK? :)

terça-feira, dezembro 20, 2011

5 de Outubro

A extinção do feriado da implantação da República é das maiores parvoíces que já ouvi a qualquer governo de que me recorde.



Pela defesa do 5 de Outubro, assine a petição online:
http://www.peticoesonline.com.pt/peticao/manifesto-viva-a-republica/16

segunda-feira, dezembro 19, 2011

remember

Ainda com os sons e demais sentimentos revivalistas da madrugada deste domingo na memória, nessa grande festa "remember pim-pim", em linha com esse revivalismo e também porque aqui algures se vai timidamente comemorando o sétimo aniversário deste blogue, republico o artigo abaixo.

As fotos do passado sábado no Rio Bar são o que é possível via telemóvel... se clicarem nelas sempre as vêem maiores.
Também não interessava que estivem muito melhores, que isto não é o Big Brother!


"Os trintões nabantinos 
artigo publicado no jornal Cidade de Tomar de 5 de Outubro de 2007


“Ter trinta anos em Portugal” foi o tema de capa e excelente reportagem da revista Visão de 20 de Setembro. Ao ler esse trabalho sobre “o retrato da geração pós-25 de Abril que está a mudar o país”, não sei se por pouco mais de um mês me separar dessa efeméride, dei por mim a pensar e a transpor para a visão nabantina do assunto: como é ter trinta anos no concelho de Tomar?
Nessa reportagem são em primeiro lugar focadas as referências, desde as séries infanto-juvenis como a Abelha Maya, o Tom Sawer ou o excelente Verão Azul (que comemorou inclusive 20 anos no ano transacto), ou o facto de sermos do tempo em que o computador era uma coisa chamada Spectrum e que funcionava a cassetes; e telemóvel, digo eu, só nos filmes do 007.

Sendo certo que esses anos da infância e da adolescência são por norma aqueles que definem a nossa personalidade, os gostos, e muito do tipo de vida que vamos seguir, que referências temos para além dessas cá pelas margens do Nabão? As matinés de Quarta ou Sexta-feira no Pim-Pim ou, naqueles tempos em que eram os de outros concelhos que a Tomar se deslocavam, as noites da Excêntrica que acabavam mesmo bem com um mergulho no Zêzere ainda antes do nascer do sol. Um copo de “Mouchão” fresquinho, que só nos já idos nas cinzas da memória “Passarinhos” é que sabia daquela forma. Enfim, sobra felizmente o Paraíso pouso de todas as gerações, e vêm ainda de parte desse tempo o Casablanca ou o Lá Calha. Bebemos as primeiras imperiais com umas moelas a acompanhar no Noite e Sol, e era ao Texas que íamos comer o bitoque.

Acompanhámos o nascimento e a evolução dos Quinta do Bill, assistimos ao fecho do Cine-Teatro (reaberto já mas onde o cinema já não tem o fulgor desses tempos), onde antes íamos às sessões infantis de domingo de manhã e lembramo-nos do Festival de Cinema que nesses tempos do Vasco Granja na RTP, emprestava a Tomar reconhecimento. Lembramo-nos de andar de barco no rio, jogar à bola no pelado da nabância (não eu, que nunca fui dado a essas artes!); os passeios na mata, e até fazer o percurso de manutenção que em tempos lá existiu. (Quantos tomarenses entram hoje na mata?)
Perdíamos tempo nos snookers da Gualdim Pais ou do Académico, ambos ainda por lá, mas que já não são a mesma coisa porque, como será seguramente para todos os adolescentes, o tal tempo parecia ter outro tempo.
Muito mais poderia ser lembrado e cada um terá as suas memórias, os seus lugares, e a forma como as guarda ou as esquece, é um exercício que a cada um se reserva.

Mas revividas as memórias, que perspectivas, que ambições, que presente e futuro têm os trintões nabantinos? Nós que, talvez mais despertos, talvez menos apegados a um outro passado, vimos crescer os concelhos à nossa volta, vimos essas terras desenvolverem-se, e já pouco chegámos a conhecer o tempo em que Tomar era a referência e o líder incontestado da região. Há no entanto quem não consiga ver ou aceitar que essa é a realidade. Tomar está em degradação, e a continuar o actual rumo só poderá agravar-se.

Ainda este domingo, quando ajudava nas mudanças da minha irmã para a sua casa nova em Abrantes pensava: como se consegue convencer os mais novos a ficar? Todos os dias parte alguém, esta terra envelhece cada vez mais, mas que razões podemos encontrar para mudar isso?
Empregos, difíceis; qualidade de vida, alguma sim, mas cada vez menos, ou cada vez menos tem algo que se destaque doutros locais, e em muitos aspectos já está a perder, e ainda por cima uma cidade bonita não nos mata a fome.

Eu… tenho um gato, mas dizem as estatísticas que uma boa parte dos da minha idade estarão casados e com um filho, mas essas estatísticas também não jogam a favor dos Tomarenses. Se para um é difícil, para dois é-o (obviamente) a dobrar. Onde arranjar uma casa? Construir uma nas aldeias? Mas nos poucos sítios onde é possível, só para a licença, além do que custa demora uns dois anos. Comprar apartamento? Seja novo ou usado, os preços são o que sabemos em Tomar, iguais aos de Lisboa, não falando nos preços da água, do saneamento. É que até os supermercados em Tomar, parecem ter preços acima da média dos outros concelhos!
Além dos poucos que não enxergam a realidade, e dos que a vendo a tentam esconder, há quem ache não ser possível dar volta isto, outros que assim mesmo é que deve ser, que esta deve ser uma terra “pacatinha”, onde deve morar quem paga para ter sossego, quem tem dinheiro para pagar a tarifa de viver numa espécie de museu, que é de facto para onde nos encaminhamos.

Eu acredito em algo distinto, que não precisamos mudar o que somos, nem alterar a nossa identidade, essa marca que ainda faz de Tomar algo diferente, e no entanto encontrarmos formas de poder sobreviver a nos tornarmos uma vilazinha engraçada nos subúrbios de outra coisa qualquer. Acredito que há quem queira investir, assim os deixem; que há quem queira trabalhar, assim lhes dêem oportunidade; que a maioria prefere continuar a viver por cá, assim consiga. Mas para isso é preciso que se assumam responsabilidades, responsabilidades que começam em cada um de nós, que sejamos críticos e interventivos, e que Tomar perca esta característica quase genética de deixar que dois ou três (ou nos últimos tempos um), decidam por todos os outros. O presente e o futuro está nas mãos dos tomarenses, e muito nas mãos desses trintões, é preciso que o assumam e que o exerçam.
Senão, bom, senão os trintões nabantinos terão cada vez menos problemas, porque em verdade serão cada vez mais uma “espécie” em extinção, porque a maioria abandonará Tomar antes de completar essa idade, ficando apenas os que podem e os que como eu têm o seu quê de teimosos.
Estarei errado?"

para onde vai este país?


a imagem chegou-me várias vezes ao email, mas desconheço a sua autoria exata
O Ministro da Saúde diz-nos que se queremos saúde que façamos seguros;
o da Segurança Social que se quisermos reformas façamos PPR's;
o Secretário de Estado da Juventude diz aos jovens para emigrar;
e agora até o Primeiro-ministro, que já nos tinha dito que o país precisa de empobrecer, diz agora que também os professores devem emigrar...

E depois fica tudo muito escandalizado quando Sócrates diz em Paris numa palestra o óbvio: "os países sempre tiveram dívida, e é uma ideia infantil os pequenos países pagarem-na de uma vez"; ou quando o Pedro Nuno Santos diz num jantar de militantes socialistas, e diz muito bem algo que também devia ser óbvio, que entre o povo português e os banqueiros alemães se está a marimbar para os banqueiros alemães.

Será que estamos num longo episódio daquela grande série "a 5ª dimensão"?

sábado, dezembro 17, 2011

Remember Pim Pim


É já hoje à noite, a grande e aguardada festa em que a malta aí entre os "30 e os 40 e..." vai poder lembrar os seus tempos de adolescência e de "nascimento para a vida", na mítica discoteca nabantina que existia ali junto ao início das escadas da Ermida de Nossa Srª da Piedade. Saudades....
Espero vir de Lisboa a tempo de ainda lá dar um salto.

Hoje à noite, no Rio Bar.

sexta-feira, dezembro 16, 2011

as desculpas que saem na rifa

A rádio Hertz e o jornal O Templário, noticiam hoje que Corvêlo de Sousa se demitiu da presidência da mesa da Assembleia Geral da Misericórdia de Tomar porque, vejam bem, alega que essa função é incompatível com a de Presidente de Câmara!

Ora, cada vez estou mais abismado com as palermices que se dizem nesta terra.
É que não só não há incompatibilidade nenhuma como nem é bem certo que ele ainda seja efetivamente presidente de câmara. Mas vá, suponhamos que existia de facto uma incompatibilidade...
Então e só se lembrou disso agora!!! Há quantos anos é que ocupa a função?!


Ele não é ou foi também presidente da AG da Canto Firme? E António Paiva não era presidente da AG do CALMA?

quinta-feira, dezembro 15, 2011

ontem já era tarde

"Independentes propõem ao restante executivo que o processo da ParqT seja enviado à Procuradoria-geral da República", lê-se na rádio Hertz.

Essa vergonha chamada Parque T (foto rádio Hertz).
E propõem muito bem. Aliás, várias pessoas do PS incluindo eu, já o disseram também várias vezes.
Só não percebo porque não foi feito ainda.

Um caso com contornos muito estranhos como este sempre teve ao longo das suas diversas fases; iniciado logo com um contrato teimosamente defendido por António Paiva abissalmente lesivo para o município; com mais algumas situações posteriores igualmente lesivas, particularmente o acordo "final" que Corvêlo de Sousa definiu com os senhores da BragaParques; e depois os intervenientes já referidos e bem conhecidos: a BragaParques!

Tudo isto são mais do que razões para que há muito tempo a coisa devesse ser devidamente investigada e esclarecida.
O grande problema é a dificuldade em provar algumas coisas...

agradece a um professor

Não é só em Portugal. Em Espanha, nos EUA, um pouco por todo o mundo dito civilizado, os professores são vítimas dos mesmos ataques, dos mesmos preconceitos, das mesmas más línguas, e tantas vezes das mesmas invejas.
Que são em demasia, que trabalham pouco, que não são aplicados, que têm muitas férias, que gozam de muitas regalias... tudo vindo de quem não faz a mínima ideia do que é ser professor, do que faz realmente um professor.
(E isso não quer dizer que, como em todas as outras atividades da sociedade, não existam maus professores. São a excepção).
E muitas vezes os governos, particularmente quando precisam de fazer cortes fáceis ou criar imagens de moralidade, aproveitam-se de todos esses preconceitos e ideias feitas para "agir sobre" os professores.

Felizmente que de quando em vez alguns se lembram que sem professores... Bom, sem professores não existiria sequer sociedade. Não existe evolução ou sociedade humana sem transmissão de conhecimento e valores.
Aqui fica o reconhecimento por parte de um grupo de bem conhecidas personalidades americanas (onde o ataque aos professores tem sido grande).

quarta-feira, dezembro 14, 2011

o discurso da treta

O último comunicado do PSD de Tomar, relativo à reprovação do orçamento municipal para 2012 em sede de Câmara, podia ser um texto humorístico. De fraca qualidade é certo, cheio de generalidades vãs, que em vez de um comunicado mais parece um desabafo qualquer num comentário de facebook. Só que só o poderia ser se porventura alguém lhes denotasse humor ou qualidades mínimas para isso, uma vez que o humor sério não está ao alcance de qualquer inapto.
Uma vez que a hipótese do humor está excluída, só resta outra: Cinismo. 
Puro, básico, tão arrogante como deprimente - cinismo.

O conteúdo da coisa nem merece grande análise de tão pobre que é, começando nas questões de pormenor como dar a entender que a oposição é o PS (o que o PS agradece, mas não corresponde à verdade - se não estou em erro há mais uma força política na câmara).

Depois, só podem mesmo estar a confirmar a minha tese de que andam a brincar com os tomarenses julgando que somos todos estúpidos. Acusar a oposição (leia-se PS) de incoerência, só pode mesmo ser para brincar. Será preciso lembrar que já o ano passado o PS se absteve e argumentou muito bem porque o fez? Será preciso lembrar quantas vezes dissemos que o PSD, fazendo de conta que continua com a maioria absoluta, não discute, não reune, não quer alterar uma linha de sua fraquíssima atuação? Será preciso lembrar quantas vezes apelámos ao bom senso, quantas vezes apontámos alternativas, quantas vezes gritámos com esperanças mínimas de que nos ouvissem?

Dizer depois que o voto de reprovação é "contra a contenção de despesas e apoio social da Câmara Municipal de Tomar, em especial, nas áreas da educação, saúde, desporto e transportes (...) representam o apoio directo aos idosos, às crianças e aos jovens", é de uma desonestidade inteletual que não é sequer digna de pessoas que devem estar ao serviço dos cidadãos. 
Mas para o PSD sim, parece que o interesse de Tomar e dos tomarenses nunca foi, e cada vez mais o demonstram, muito importante para aquilo que fazem ou deixam de fazer.

"Uma oportunidade perdida" dizem no comunicado sem que se perceba bem porquê. Mas oportunidades perdidas, muitas e muitas, foi o que os 14 anos de governação social-democrata têm significado para o concelho. E factos são factos: o decréscimo da população, gritante no caso dos jovens; a já quase inexistência de empresas com mais de uma dúzia de trabalhadores e a fuga de investidores, as dificuldades sempre crescentes do comércio, a perda exponencial da importância do concelho na região; as dificuldades criadas pela própria câmara a particulares, investidores e instituições; as opções erradas e as obras mal planeadas e inúteis; a dívida sempre crescente sem qualquer hipótese de recuperação financeira; a desorganização dos serviços; a falta de transparência e alguns processos pouco claros; a falta de capacidade política; a inexistência de uma só ideia para resolver o que quer que seja - e as vergonhas gritantes: o mal conduzido caso do alambor, o Convento de Santa Iria, o Polis, o mercado, o parque T.

Sobre tudo isto e mais, sim, era interessante ouvir o que tem a dizer o PSD. Mas eles continuam convencidos (mas só eles mesmo, e pouco) que fizeram e estão a fazer alguma coisa de jeito. 
Interessante também era que nos dissessem afinal quem é o primeiro responsável por este orçamento rejeitado. Quem é afinal o Presidente de Câmara de Tomar? Apoiam Corvêlo ou querem que saia? E onde é que ele está e por quanto tempo?

E depois, qual cereja em cima do bolo, acabam com isto que se mais nada dissessem, esta pérola da insensibilidade política e da incapacidade autocrítica diria tudo:
"Reforça-se ainda que o PSD irá governar num sistema de partilha de ideias e valores, onde todos os que se apresentem com ideias positivas e válidas, serão ouvidos e convidados a participar, tendo em vista reforçar a imagem e posicionamento de Tomar ao nível regional e nacional".

Eles serão mesmo inconscientes de tudo o que têm feito, ou estarão apenas a gozar connosco à descarada?!

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terça-feira, dezembro 13, 2011

o que é bom, acaba depressa




Pois é, voltei.

Mas como por agora não há tempo para escolher fotografias (e nem sequer as tenho comigo) ficam apenas estas duas do meu fiel e provavelmente moribundo telemóvel, só para aguçar a curiosidade.

Desta vez pode dizer-se que andei a observar como vivem aqueles a quem a crise "não assiste".

E tentei fazer de conta que era como eles.