segunda-feira, janeiro 30, 2012
quem nos trata da saúde: auscultação
domingo, janeiro 29, 2012
quem nos trata da saúde: petição pública
Todos devemos dar o nosso contributo.
Todos somos chamados e a todos compete passar a palavra.
sexta-feira, janeiro 27, 2012
3... 2... 1... partida!
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| foto rádio Hertz |
É que na Assembleia Municipal desta quarta feira foi pelo menos a segunda vez que Carlos Carrão se assumiu publicamente como candidato do PSD para 2013, ao afirmar que "em 2013 os tomarenses me julgarão", o que é agora confirmado em declarações à Hertz.
Eu não tenho nada a ver com o candidato do PSD, com toda a certeza seja lá quem for não vou votar nele, mas apetece-me dizer o que algumas vezes disse a Carlos Carrão quando no mandato anterior também começou a dizer que era o candidato natural e em todo o lado dizia que seria candidato fosse pelo PSD fosse como independente: - olhe lá, olhe que na altura certa o seu partido diz-lhe que não!
Bom, seja como for, uma coisa é clara. Quando várias vezes desde que é presidente em exercício, Carlos Carrão disse que havia quem já só pensasse nas eleições autárquicas de 2013, já sabemos a quem se referia...
Eu também já aqui disse antes, até tenho alguma pena sua, hão-de ser tantos ao mesmo osso!
terça-feira, janeiro 24, 2012
campanha solidária...
Aliás não é a primeira vez, nem segunda, nem terceira... mas parece-me que desta, por muito que alguma comunicação social já esteja mandatada para tentar fazer esquecer a coisa, a grande maioria da população especialmente aquela que o elegeu, não vai esquecer.
Os outros... já sabíamos a pobreza de espírito que o senhor é.
segunda-feira, janeiro 23, 2012
demagogia e verdade
Se falo nisto é porque a demagogia é uma das atitudes que mais condeno na política (ou em qualquer outra atividade) excepto em casos muito raros em que apareça aliada ao sarcasmo e ao humor. E por isso se há coisa que tento não ser, é precisamente demagógico.
Acusa-me ainda de errar o alvo. Mas a única coisa que faço nesse texto é reagir em função dos dados disponíveis e esses parecem-me claros. Numa conferência de imprensa, um gestor público politicamente nomeado há um mês, deu-se ao luxo de gozar com os autarcas, ou seja, aqueles que foram legitimamente eleitos pelo povo.
E fez mais, desviou o assunto para a questão dos transportes entre as unidades hospitalares, que obviamente é um problema que não foi criado pelos autarcas e dificilmente poderá ser resolvido por estes. Ora isso é que me parece demagógico.
Bom, e isto "dava pano para mangas". Mas não vale a pena insistir muito no assunto. A minha tese essencial é esta: gestores públicos, ainda para mais nomeados politicamente não podem ter este tipo de atitudes. E digo-o com a legitimade de quem durante dois anos teve também funções dessa natureza e teve de enfrentar várias situações difíceis, a maior parte delas criadas antes do meu início de funções, tendo sido aliás muito mal e injustamente tratado por um jornal distrital, sem que alguma vez tenha reagido com este tipo de atitude.
Ser gestor público obriga desde logo a uma postura de humildade, capacidade de diálogo e de ouvir e respeitar as críticas. Chama-se a isso postura de serviço público.
Mas o essencial de tudo isto do CHMT é para mim simples, trata-se da questão da verdade (palavra tão cara ao PSD) e da falta dela. E reconheço que nesse aspeto esta administração ou outra nem tem grande responsabilidade porque é verdade, respondem "perante a tutela" tal como afirmaram.
Ora relativamente à tutela, ou seja, ao Governo, a verdade é simples e está à vista de qualquer leigo, estão a preparar as coisas para a venda do hospital de Tomar e andam aqui com manobras para entreter, em vez de assumirem aquilo que verdadeiramente desejam.
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quem nos trata da saúde III
Os Partidos e Movimentos Políticos (PSD, PS, IpT, CDU, BE e CDS/PP) representados na Assembleia Municipal convidam as populações a marcar presença na próxima Assembleia Municipal Extraordinária, com o único ponto“Análise do Processo de Reestruturação do Centro Hospitalar do Médio Tejo, com especial incidência no Hospital de Tomar” no dia 25 de janeiro de 2012, a partir das 16.00 horas, ostentando as cores e os símbolos de Tomar.
vermelho, branco, preto... resumindo: traje dos tabuleiros
sexta-feira, janeiro 20, 2012
inventem-se novos políticos
Entretanto, já que destaquei a reportagem antes referida n'O Templário, devo referir também no mesmo jornal a entrevista ao Nuno Ferreira, o novo líder da Juventude Socialista em Tomar.
As capacidades do Nuno, que são extensíveis a um alargado número de jovens a surgir na política em Tomar (oxalá não sucumbam à habitual desmotivação), é bem perceptível logo na capacidade de análise que fazem de si próprios e que está sintetizada na frase que serve de cabeçalho à entrevista "os jovens têm vasta oferta de interesses mas esquecem-se do activismo social".
Não podia estar mais de acordo, apesar de sentir que felizmente isso está aos poucos a mudar.
Há uns anos atrás Daniel Sampaio escreveu um livro chamado Inventem-se Novos Pais, onde me socorro para dar título a este texto. Nele, defende (resumido assim de forma muito ligeira) que a responsabilidade pela forma como os filhos "se tornam pessoas" é precisamente de como os seus pais lidam com eles.
Na política também é assim e infelizmente tenho visto muitos jovens políticos da minha geração (falo do país e não propriamente de Tomar, até porque quase não os há) a muito cedo copiar as piores caraterísticas dos mais velhos.
Ora, em Tomar, num curto espaço de tempo, tanto a Juventude Socialista (JS) como a Social Democrata (JSD) e a Popular (JP) tiveram processos eleitorais com a eleição de novos líderes e equipas, o que no caso desta última significa mesmo um renascimento.
(É verdade que na JSD algo há que me preocupa, essa coisa de um tão grande grupo de filhos de autarcas e ex-autarcas não costuma dar bons frutos, mas enfim, esperemos que sejam melhores que os seus progenitores).
Independentemente das ideologias de cada um, são bons sinais. Em vez da habitual ausência de discussão, importante é precisamente a capacidade de discussão das ideias contrárias e quantos mais forem a aparecer com projetos e com vontade de fazer algo, melhor.
É que isto é coisa de velho e custa muito a mim dizê-lo com os meus 34 mas é a verdade, se não forem os mais jovens a fazer qualquer coisa de novo, isto está mal e só vai piorar pelas margens do nabão.
Por mais que pensem que isto pior não pode ficar, PODE, e a larga maioria dos políticos nabantinos (quase todos em "atividade" há muitos anos) estão bons mesmo é para pantufas, fraldas geriátricas e chá de tília.
Mas cuidado, não abusem da tília porque o uso contínuo pode causar taquicardia e isso em certas idades...
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jornalismo
Nem sempre habitual pelas margens do nabão, jornalismo digno desse nome e a ir ao osso, de forma bastante ilustrativa são relembradas muitas das patranhas com que fomos brindados ao longo da última década e meia, com grande destaque para o parque temático, talvez a maior e mais descarada invenção do PSD nabantino ou não soubéssemos todos que nunca aquilo foi sequer intenção. Só o cartaz da apresentação pública da coisa é de ir às lágrimas.
Essa berrante aldrabice havia de se tornar prenúncio para o que veio depois e cujos efeitos estamos ainda sentir: três mandatos de projetos falaciosos, obras inúteis, oportunidades perdidas.
E trouxe-nos a este mandato... que nem tem descrição capaz de lhe fazer real justiça.
Concluindo e para não baralhar, parabéns a O Templário pela reportagem e que assim continue, bem como os demais órgãos de comunicação. Como sempre digo, a comunicação social tem um papel importante e também responsabilidade na construção coletiva de qualquer comunidade. É fundamental que apesar das dificuldades de várias ordens que como empresas certamente também sentem, não abdiquem desse papel.
Paralelamente, porque a vida não pode ser só hospitais a fechar e câmaras municipais incompetentes, O Templário está sempre, e bem, atento às "boas notícias"...
arrogância de alpaca II
quinta-feira, janeiro 19, 2012
as palavras
quarta-feira, janeiro 18, 2012
uma questão de nomenclatura
Pois é, o velho problema de se misturarem as designações das coisas num grande caldo linguístico-terminológico.
Misturar Município com Câmara Municipal, Câmara com Assembleia, etc. É muito habitual, mesmo muitos responsáveis e até os titulares desses órgãos fazem essas confusões.
Neste caso é semelhante, confundir Presidente de Câmara com Câmara Municipal. É um costume corrente particularmente em Tomar, julgar que a Câmara é o seu presidente e os outros seis estão lá para enfeitar.
É um costume que começa nos próprios Presidentes de Câmara. Basta lembrar os dois anteriores por exemplo na questão ParqT que decidiram sempre sozinhos, levando o assunto à reunião do órgão apenas quando precisaram da "ratificação" do ato.
Voltando à questão do hospital, ficamos portanto a saber que Joaquim Esperancinha "teve reuniões com os autarcas de Tomar, Abrantes e Torres Novas, nos meses de Dezembro e Janeiro e, na altura, também do lado do presidente da autarquia nabantina, recebeu a «compreensão» sobre este processo." e ainda que teve uma "excelente receptividade" nas reuniões que teve, de forma que até ficou "surpreendido com a posição de alguns deles. Quase a incentivarem para avançar."
Mais, que "A Câmara de Tomar entendeu as alterações e considerou-as necessárias."
E agora sr. presidente Carlos Carrão, em que ficamos? Onde está a verdade?
Entretanto vai chegando a confirmação do que digo há muito tempo:
"Esta reorganização é apenas o primeiro passo. É quase inevitável, no âmbito do novo mapa hospitalar, que o Ministério da Saúde tem em estudo, a região do Médio Tejo venha a perder um ou dois dos três actuais hospitais.", lê-se na rádio Renascença.
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terça-feira, janeiro 17, 2012
arrogância de alpaca e a careca dos culpados
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| a alpaca no seu estado mais selvagem... |
Eles que acrescentam ainda «esta reestruturação foi imposta pela tutela»
E o que nos dizem estas duas frases?
A primeira, uma tendência cada vez maior duns tecnocratas armados em gestores que julgam que gerir é "não passar cavaco" e que estão acima dos eleitos pelo povo, particularmente acima dos políticos, "essa gente".
Infelizmente esta tendência é reforçada na atualidade e suporta-se na demagogia irresponsável que perpassa pela nossa sociedade, quando se diz tanta vez que no que quer seja de decisões públicas, as decisões devem ser técnicas e não políticas.
Não se enganem meus senhores, as decisões são sempre políticas! E mal estaremos no dia em que deixarem de o ser, significa que viveremos bem pior e poderá ser num qualquer sistema, mas não será seguramente numa Democracia.
Gestores destes estavam bem era a gerir os seus quintais (na maioria das vezes é como se estivessem...), talvez aí não precisassem mesmo de falar com ninguém.
A segunda frase tem uma leitura mais simples e óbvia: não há estudos que justifiquem as decisões, não há diálogo com quem de direito, não há capacidade de compromisso e quiçá encontrar melhores soluções construídas em conjunto. Estas decisões são assim porque o governo quis e pronto.
Não há qualquer hipótese de dúvida em relação a isto.
O fim do ciclo
Iniciámos um novo ano, um ano que nas contas dos mais esotéricos, daqueles que acreditam em presságios, mitos, lendas e histórias antigas, apesar de tudo mal contadas, este ano representa o fim de um ciclo e o começo de um novo. E não o fim do mundo como alguns, mal, interpretam.
2012 promete ser um ano difícil para nós portugueses. Mais impostos, mais taxas, menos apoios sociais, mais dificuldades particularmente para os funcionários públicos.
Acabámos agora de saber que Portugal foi o país onde as medidas de austeridade mais aumentam as desigualdades sociais, ao contrário do que está a acontecer por exemplo na Islândia e na Irlanda, tidos já como bons exemplos. O que significa que há alternativas mais eficazes e mais justas, às medidas que o governo está implementar e que na minha e na opinião de muitos, só virão a agravar os problemas.
Acabámos também de saber que mais uma das grandes empresas do país, a proprietária dos supermercados Pingo Doce, transferiu a sua sede para a Holanda país onde a partir de agora passará a pagar a fatia maior dos seus impostos, o que nos deve fazer pensar por um lado na noção de responsabilidade dos empresários portugueses, mas por outro na falta de eficácia das medidas fiscais do nosso país.
2012 é também o ano que marca o fim da televisão analógica em Portugal, e o advento da televisão digital. Noutros países como a vizinha Espanha, onde o processo está mais avançado, esta alteração significa de facto um acréscimo de qualidade e serviços para os cidadãos. Em Portugal, como de costume faz-se tudo pelo básico, e por isso, pelo menos para já a alteração significa apenas o acréscimo de mais algumas despesas.
Na política, este ano teremos eleições presidenciais noutros países, alguns sem grande interesse para nós, como a Finlândia, o México ou a Venezuela. Outros com mais, como as eleições em Novembro nos Estados Unidos, ou mais ainda, em Maio em França, onde há a expectativa se Sarkozy consegue um segundo mandato ou sai, o que poderá ter implicações na forma, quanto a mim falhada, como está a ser conduzida a política europeia e as erradas opções de combate à crise que protegem os países mais fortes e prejudicam os mais desfavorecidos.
Na Alemanha, a economia que mais dita as regras na europa, sabemos já que os índices de emprego são dos maiores dos últimos anos, o que nos diz que a crise por lá não significa bem o mesmo que por cá. Além disso este ano marcará a abertura do novo Aeroporto Internacional Berlin-Brandenburg, o maior projeto de infraestrutura na Alemanha.
Por cá, demagogia política, populismo barato e muita desinformação, ditaram para já o afastamento do projecto do novo aeroporto que mais que uma necessidade para o país, é uma necessidade europeia para a ligação com a América e com África, e quem está a esfregar as mãos de contente é a vizinha Espanha que sempre ambicionou este projecto para si, a realizar algures entre Badajoz e Sevilha. E se Portugal não ganhar juízo, será mais uma onde nos passam a perna, por exclusiva responsabilidade própria.
Teremos este mais países, a Bulgária e a Romênia, a integrar o Acordo de Schengen, ou seja, a ver as suas fronteiras abertas e portanto mais cidadãos e mercadorias a circular livremente na Europa, com tudo o que de bom e mau isso acarreta.
No Desporto, em Junho teremos Campeonato do Mundo de Futebol, e entre Julho e agosto teremos Jogos Olímpicos em Londres 9 de Setembro.
Na cultura, a cidade de Guimarães será este ano (a par com Maribor na Eslovénia) capital europeia. E isto talvez lembre alguns tomarenses que há uns anos atrás, uma das aldrabices que tentaram vender aos eleitores nabantinos foi a hipótese da candidatura de Tomar a capital europeia da cultura, precisamente de 2012. Ideia que, como muitas outras avançadas pelos governantes do município de Tomar na última década, só serviu mesmo para engodo, porque nada, absolutamente nada, foi feito para a concretizar. Já Guimarães, como muito outros concelhos noutras matérias, meteu mãos à obra e foi bem sucedida. Aqui pelas margens do nabão fica-se sempre pela conversa da treta.
Em Tomar, 2012 também está a começar muito atribulado, estão finalmente a ficar completamente a nu, todas as mazelas, todas os disparates, todos os erros e todas as incapacidades da governação dos últimos 14 anos. Mas sobre Tomar, haverá tanto a dizer, que o melhor mesmo é deixar isso para outras núpcias.
segunda-feira, janeiro 16, 2012
quem nos trata da saúde II
| manifestação de dia 14, foto d'O Templário |
A ideia de que se trata apenas de uma reorganização de serviços é treta, uma vez que sem a base de todas as outras especialidades, a medicina interna, um hospital não é hospital.
O que se prepara é a evidente, já antes tentada, manobra que leve progressivamente ao ponto de não retorno, aquele em que o hospital já não seja de todo viável, e com isso ao "natural" processo de venda ou pelo menos de boa parte.
Trata-se de mais uma vez bater no elo mais fraco, Tomar, cujos responsáveis políticos da última década e meia não têm conseguido, sabido, ou sequer tentado defender, no equilíbrio de forças sempre débil com Abrantes e Torres Novas.
Na manifestação de hoje (e na de amanhã) não poderei estar presente (pelas 15h na Praça da República, enquanto decorre a sessão extraordinária da Câmara Municipal), mas espero não só que a mobilização de sábado não esmoreça mas que ainda se reforce, e que seja hoje que os responsáveis pelo PSD local apareçam e não apenas passem ao largo para ver como está a manifestação, como alguns fizeram no passado sábado.
Boas lutas, com razoabilidade e inteligência, por Tomar sempre.
sábado, janeiro 14, 2012
quem nos trata da saúde
| foto de O Templário |
Espera-se que a população, mas também responsáveis institucionais e políticos estejam presentes como manifestação de força da comunidade. A verdade é que, embora seja preciso racionalizar este enorme erro que foi a construção tripartida de um hospital, o elo mais fraco tem sido sempre Tomar, certamente não sendo estranho a isso a pouca capacidade de ação e influência, e quase sempre alheamento do município nabantino e dos seus responsáveis políticos de há mais de uma década.
Entre os presentes mais logo, espero ver muitos militantes e dirigentes do PSD local e estou certo que o seu presidente lá estará, uma vez que há coisa de um ano e meio atrás, por algo muito menos importante e que não passava na altura de alarmismo, trouxe para a rua a população da sua freguesia, a Serra.
Lembro-me bem de o ter avisado num debate da rádio Cidade de Tomar que devia ter cuidado com a coerência e com a verdade dos factos, e lembro-me bem do que respondeu.
Por tudo o que fez e disse antes, se há pessoa que não pode faltar hoje é José Delgado.
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sexta-feira, janeiro 13, 2012
mérito
uma questão de natas
Quando há um ano atrás numa formação disse que a principal medida de gestão para a melhoria da qualidade que havíamos tomada na Direção do Agrupamento de Escolas da Freixianda, tinha sido a aquisição da máquina de sumo de laranja natural e o reforço dos pastéis de nata ao pequeno almoço, os doutos colegas que se haviam fartado de elencar medidas transladadas de qualquer livro de gestão olharam-me, tal como esperava, com um misto de estupefação e riso.Mas afinal não sou só eu que sou um pandego. O ministro da Economia, que deve gostar tanto dos pequenos pastéis como eu e deve ter sentido a falta deles no Canadá, fala e põe o país durante dois dias a falar de pastéis de nata.
"O que tem o pastel de nata diferente do hambúrguer e do frango assado", pergunta sério o ministro...
Bem, o Manuel Pinho e o Mário Lino eram pródigos em gaffes, mas os do atual governo dizem estas coisas com uma convicção!!
ninguém tinha avisado...
Nada que eu e outros não tenhamos alertado ao longo dos últimos anos. Por várias vezes, tanto em reuniões públicas da Câmara e da Assembleia, o PS e outras forças; e em reuniões privadas com o presidente Corvêlo e demais elementos; e mesmo eu em conversas particulares com Corvêlo ou Carrão; várias vezes alertámos para a necessidade de renegociar com a entidade gestora dos fundos do QREN a realocação dos fundos da 3ª fase do flecheiro que TODOS SABIAM não seria concretizada.
Eu sou um apaixonado confesso por mercados, e sempre que vou com tempo a um local desconhecido procuro o mercado mais próximo. É uma das melhores formas de conhecer a realidade social, cultural e económica e as dinâmicas de uma qualquer comunidade.
Aqui fica o último exemplo que fotografei, o mercado de Lagos, diferente como todos, mas na essência exemplo do que deveria ser feito em Tomar. Manter o mercado diário de frescos como o coração vivo do local, a isso adicionando restauração, lojas de produtos locais, artesanato, realização de eventos, cultura.Mas em Tomar é assim, tanto se desbaratam milhões em obras inúteis e com ligações perigosas, como se "devolvem" milhões que podiam ser bem gastos e eram indubitavelmente necessários.
Quando é que esta malta começa a ser julgada por gestão danosa dos dinheiros e interesses públicos?
quinta-feira, janeiro 12, 2012
o dizer e o fazer
Em Tomar, quem há 14 anos gere o município tem imaginação para pouco que seja produtivo, e total aversão às ideias dos outros.
E Tomar está como está....
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"OURÉM - Gabinete de Apoio e Promoção da Actividade Empresarial", noticia a rádio Hertz.
"CONCURSO DE IDEIAS VILA +", no site do Município de Vila de Rei.
terça-feira, janeiro 10, 2012
os filhos da viúva
Para tanto disparate e desinformação (bastante dela propositada) que tem preenchido a comunicação social nos últimos dias, e para tanta falta de conhecimento sobre uma coisa que é tão secreta que até é matéria na escola... o melhor mesmo é rir.
Ao contrário do que possa parecer à primeira vista ou aos de óculos filtrados pelo ignaro preconceito, o scetch brilhante como todos os dos Monty Python, parodia não a maçonaria mas a ignorância em torno dela.
segunda-feira, janeiro 09, 2012
10 minutos
Além disso foi uma senhora que enviou. Portanto senhoras já sabem, pelo menos dez minutinhos por dia. Não custa nada, sejam amigas!
- tenho de estar a fazer tempo aqui na escola mas que fazer... não me apetece fazer mais nada de trabalho, nem escrever sobre nada sério....
info arrendamento
ver mais no Portal da Juventude.
sexta-feira, janeiro 06, 2012
a maior fé dos homens
Pim-Pim
quinta-feira, janeiro 05, 2012
o dizer e o fazer
"tenta encontrar" é uma forma de dizer...
Ando há dois anos a pedir em Assembleia Municipal a listagem das escolas devolutas no concelho e nem isso conseguiram fazer, quanto mais discutir e decidir o que lhes fazer!
Ainda vou ter de ser eu a fazer a lista querem ver?
quarta-feira, janeiro 04, 2012
a longa e aguda crise nabantina
| A "Casa Martins" na Corredoura. (Foto d'O Templário) |
Há muitos anos que "a crise" se instalou por cá. Basta ver os números oficiais da evolução da última década nos índices de qualidade de vida, desemprego, eleitores, residentes, etecétera...
Opções erradas, teimosias, falta de visão e capacidade, e para boa parte das questões a simples falta de interesse e bom senso por parte dos responsáveis político/públicos, ditaram o estado em que estamos: ultrapassados por quase todos os concelhos da região, os mesmos para quem durante séculos fomos referência e líderes.
Claro que nestas matérias a responsabilidade é sempre mais vasta. Desde logo porque os tais responsáveis públicos não chegaram sozinhos a esses lugares e devem-no sim à ação, inação ou omissão de muitos.
Mas também com muitas responsabilidades próprias de muitos desses cidadãos individuais ou coletivos.
Os comerciantes então... ui!
Habituados durante décadas a que bastasse abrir a porta, a maioria não foi capaz de inovar, muito menos competir com a facilidade que agora qualquer cidadão tem de se deslocar, tanto a concelhos vizinhos como aos grandes centros ou à capital, e aí encontrar maior variedade, melhor oferta, melhores preços.
Falar daqueles tantos que, dos concelhos vizinhos, vinham a Tomar de propósito para as compras nem vale a pena porque isso é já apenas uma memória difusa, uma ideia quase absurda, pouco mais que uma lenda na qual os mais novos dificilmente podem acreditar.
Felizmente que, no que aos comerciantes diz respeito, vão finalmente aparecendo alguns bons exemplos, novas ideias, novas formas de trabalhar.
Mas falta o essencial, as questões estruturais, e essa responsabilidade compete ao município. Pensar no centro histórico e na própria cidade como um todo, e encontrar soluções globais que permitam "vender" a imagem coletiva e aglomerar todo o tecido comercial.
Mas numa terra que tem um mercado municipal a funcionar numa tenda, precisamente aquele instrumento que na generalidade das cidades, particularmente as de inclinação turística, no país ou no estrangeiro, é o primeiro cartão de visita no que ao comércio se refere, dizer o quê mais?
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nós falamos, os outros fazem
terça-feira, janeiro 03, 2012
b'ak'tun - o fim do ciclo
Chegados a 2012, o ano em que tudo acaba ou assim diziam os Maias e alguns ainda acreditam, continua a existir muito sobre o que falar mas falta-me o tempo por agora.Tempo apenas para aqui deixar uma pequena marca da minha dobragem de ano em terras de lacobrigenses, uma terra que nas marcas do passado e nos propósitos de futuro tanto tem que ver com a dos nabantinos, e que apesar disso ou não fosse costume, está a milhas da nossa na diferença entre o anunciar fazer e o fazer de facto.
Lá, à universal questão de Pessoa, "valeu a pena?", pode responder-se a frase que todos conhecem.
Em Tomar, dificilmente se pode responder o mesmo perante tanta asneira acumulada.
sexta-feira, dezembro 30, 2011
para 2012: acreditar num mundo melhor
Mas o bicho ficou. Adoro inventar slogans tanto como gosto de um anúncio bem feito e ultimamente têm aparecido vários.
Este, da sempre nestas coisas consistente Coca-cola, é acima de tudo um exemplo de serviço público (com uma grande dose de hipocrisia é certo, se fossemos bem analisar o que essa multinacional capitalista faz...).
A maioria dos portugueses vê as coisas sempre pelo lado pessimista e de quando em vez é bom que algo apareça a mostrar que nem tudo é mau. Coisas há que são até muito boas.
Com esse espírito entranhado, nem vou falar (também não tenho tempo) de muitas coisas menos boas, por exemplo a maneira deprimente e nada optimista como chega ao fim de 2011 a situação no município de Tomar. Os próximos meses, ou os próximos dois anos, não vão ser nada positivos nem para o munícipio nem para o concelho, se nada se fizer para alterar tanto desnorte, tanta inabilidade, tanta demagogia, cinismo, baixa política, teimosia, e tudo mais que esconde o grande vazio de ideias e soluções.
Ao contrário de tudo isto, que o espírito para 2012 seja apesar de tudo optimista: enfrentar as adversidades com um sorriso, ver o lado bom das coisas. A humanidade já enfrentou muitas crises, olhemos para esta como apenas mais uma, e com esforço e trabalho, mas igualmente com alegria e motivação, enfrentemos as adversidades e delas façamos oportunidades.
Há sempre um dia melhor à nossa frente se acreditarmos nele.
E pronto, prestes a rumar a sul para uma alongada passagem de ano um pouco mais quente, não há tempo para mais. Até para o ano.
descomprometido
ERA SOLTEIRO
Se Cristóvão Colombo tivesse tido uma mulher, teria ouvido:
- E porque é que tens que ir?
- E porque é que não mandam outro?
- Vês tudo redondo!?!?... Estás louco ou és parvo?
- Não conheces nem a minha família e vais descobrir o novo mundo?!! ...
- E vão viajar só homens? Achas que sou estúpida?
- Porque é que eu não posso ir, se tu és o chefe?
- Desgraçado... já não sabes o que inventar para estar fora de casa!
- Se saíres por essa porta vou-me embora para a casa da minha mãe!
- E quem é essa tal Maria..? Que Pinta..?! De que Santa estás a falar?! Qual Nina...?
- Tinhas tudo planeado, maldito!
- Vais-me enganar?
- A Rainha Isabel vai vender as jóias dela para poderes viajar? Achas-me parva ou quê? O que é que tu tens com essa velha..?
- TU... não vais a lugar nenhum!
- Não vai acontecer nada se o mundo continuar plano. Não te vistas...
- Tu NÃO VAIS..................NÃO VAIS....................NÃO VAIS.............!!!
Definitivamente...
ERA SOLTEIRO!!!
com solteiros agradecimentos à Ana P. - ainda por cima soubemos esta semana que a idade média para casar em Portugal está nos 34. A minha mãe já pode deixar de chatear, ainda não passei a média!
terça-feira, dezembro 27, 2011
e "agora"... o mesmo PSD de sempre
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| A direcção do PSD de Tomar. (foto rádio Hertz) |
Ora este comunicado merece referência para memória futura.
Vamos até deixar de lado a hipocrisia gritante quando em relação ao suspenso Presidente de Câmara, Corvêlo de Sousa, "consideram" (considerar é um verbo interessante, nada dúbio...) "ser de relevar a forma dedicada e empenhada como desenvolveu o cargo para que foi eleito em 2009", quando todos sabem os esforços, ainda que envergonhados ou pouco assumidos, que fizeram para que se fosse embora.
Hipocrisia, cinismo... a concelhia local do PSD continua a dar-nos mais do mesmo.
Mas vamos ao que politicamente interessa, vamos ao parágrafo que convém guardar para memória futura e que estou certo, vou citar deliciado inúmeras vezes:
"entendemos estarem reunidas as condições para imprimir um novo rumo no destino do Concelho de Tomar, tendo por mote a capacidade de planear atempadamente, de executar com rigor e interagir e ouvir os intervenientes, tendo em vista o desenvolvimento económico e em especial, a sustentabilidade em termos sociais. O PSD de Tomar, considera estarem agora reunidas as condições para se avançar para uma nova governação liderada pelo PSD, onde haverá lugar à participação e intervenção de todas as forças políticas representadas na Assembleia e Câmara Municipal de Tomar. O PSD de Tomar, estará na primeira linha para discutir e defender os interesses de Tomar, com todos os que de uma forma construtiva, queiram contribuir para o desenvolvimento e o bem-estar da população, tendo por referências a defesa intransigente dos valores e princípios democráticos, e a defesa de uma matriz de desenvolvimento com a criação de condições para o relançamento económico do concelho».
segunda-feira, dezembro 26, 2011
portugueses, emigrem
Entretanto, alguns estão já a aproveitar a mensagem do governo português para aliciar os quadros portugueses a emigrar para os seus países.aqui tão perto...
"A Praia Fluvial de Carvoeiro, no concelho de Mação, voltou a ser galardoada com um certificado internacional pela atribuição consecutiva, nos últimos cinco anos (2006-2011), da Bandeira Azul, respeitando os critérios de qualidade da água, de informação e educação ambiental, de gestão ambiental e de equipamentos e segurança.(...)
(...) situa-se na localidade que lhe dá o nome, a cerca de 25 minutos de Mação. Dispõe de vários equipamentos como balneários, bar, parque de merendas, churrasqueiras, posto médico, parque de estacionamento e está dividida com zona de banhos para adultos e para crianças. Em 2011 foi distinguida com Bandeira Azul pelo sexto ano consecutivo. Foi ainda galardoada, pela terceira vez, com Bandeira de Praia Acessível."
Faz lembrar Tomar não é verdade?
sábado, dezembro 24, 2011
ali mesmo ao lado
Não é Jesus, mas nasceu no mesmo dia e mesmo ao lado, é o Brian.
É provavelmente a melhor comédia já realizada, este A Vida de Brian de 1979, dos Monty Python's.
E que melhor forma de acabar a noite de natal, que a rir em famílía?
Eu já sei praticamente todas as falas de cor, mas o que é bom vê-se sempre mais uma vez e está no topo das minhas escolhas para mais logo.
E neste blogue que sempre anunciou entre os seus temas, os filmes e os livros, tem-se na verdade disso falado muito pouco aqui ficando esta sugestão natalícia como pequena compensação.
Uma recomendação literária na mesma linha, seria o excepcional Evangelho Segundo Jesus Cristo, do Saramago, mas essa é uma leitura demasiado extensa para noite de natal...
Seja como for, quem nunca leu, não sabe o que está a perder.
"all I want for christmas"...
1 – Como vai ser o seu Natal este ano?
2 – Com quem costuma passar?
3 – Gosta de manter as tradições habituais?
4 – Gosta de trocar presentes (mantém os mesmos presentes ou houve uma redução)?
5 – Uma mensagem de Natal…
1 – Essencialmente igual aos outros. Simples, passado em família.
2 – Com a família mais próxima. Em casa dos meus pais, com irmãs, avós… e a minha sobrinha que é a novidade deste ano.
3 – As minhas tradições são sempre as mesmas: estar com a família, ter um bom jantar com os pratos e as guloseimas da época, conversa, muitos cálices de Porto, umas horas de lareira que se prolongam noite dentro, um bom filme pela madrugada quiçá a puxar o sono, e no dia de natal que correndo bem nasce chuviscado e envolto em neblina a pedir mais lareira, continuar com o mesmo espírito para o almoço.
4 – Para mim o Natal nunca foi sinónimo de prendas dispendiosas, tanto a receber como a dar, é aliás um dos aspectos que menos me agradam no Natal, essa “obrigatoriedade” em dar prendas. Gosto das prendas de aniversário porque são “únicas” e gosto das prendas inesperadas. Por isso para o natal, com mais ou menos crise, não há necessidade de alterar grande coisa.
Além disso é preciso relativizar. Sim o meu salário é o de um professor, sim além dos congelamentos e dos cortes anteriores, levaram-me mais meio subsídio de natal. Mas a verdade é que é sempre preciso perceber quem esteja pior, e há de facto quem esteja muito pior, e pessoas que passam sim por dificuldades. Muitos passam por grandes dificuldades. E por isso jamais me iria lamentar ou alegar poder oferecer menos isto ou aquilo com a justificação da crise.
5 – De alguma forma a mesma de todos os anos. Que independentemente das religiões, o natal seja uma época de encontro e partilha com aqueles de quem mais gostamos, mas também de preocupação e solidariedade para com os outros que nos rodeiam.
quinta-feira, dezembro 22, 2011
a meio do jogo
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| o cabeçalho de um conjunto de crónicas de CC no jornal Cidade de Tomar |
É verdade que formalmente é só por 60 dias... Corvêlo de Sousa ainda está convencido que tudo não passa de um mal entendido, que afinal gostam muito do seu desempenho e ainda vão fazer uma procissão a casa a pedir-lhe que volte.
Carlos Carrão, o autarca tomarense há mais tempo no ativo (a par com Pedro Marques), vai agora ter de descobrir uma nova desculpa de uso pessoal (Ah e tal... "se a decisão fosse minha"...) e provar sem rede que os últimos 14 anos foram um equívoco e que afinal pode mesmo fazer qualquer coisa mais que olhar para a gestão pública como se fosse uma questão de contabilidade ou de simplesmente "fazer presenças" (que é uma "profissão" em grande expansão), em aniversários e passeios de idosos.
quarta-feira, dezembro 21, 2011
Boas Festas
os desconcertos da CMT
Estive no domingo à tarde a assistir na Igreja de São João ao concerto de natal da banda da SF Gualdim Pais, que uns dias antes tinha também realizado o espetáculo de natal das escolas de música e dança no auditório do IPT.Eu não me recordo se aquela ideia absurda da Câmara Municipal de Tomar em cobrar a utilização do Cine-teatro e outros espaços está já em execução (pelo menos na AM não foi nada aprovado, mas também não era a primeira vez) mas a resposta está aí.
Será assim tão difícil na CMT perceberem a razoabilidade lógica e prática das "ideias" que lhes atravessam o vácuo espírito, e deixam de fazer gestão contabilística (provado está que nem essa sabem fazer) passando sim a fazer gestão público/política com tudo o que isso implica (planeamento, estratégia, definição de objetivos e prioridades,...)?
E depois talvez percebessem que nenhuma opção, nenhuma medida pode ser avulsa, mas tem de estar integrada, tem de ser coerente com a estratégia definida.
No caso concreto, não se pode estar permanentemente a dizer que se quer apostar na cultura e na vertente de criação de eventos como um dos pilares de desenvolvimento, e depois cobrar a quem localmente produz e promove a cultura e os eventos (cria públicos, cria ofertas, cria postos de trabalho...) a utilização dos espaços que ainda por cima, não servem para grande coisa mais.
É óbvio que é preciso encontrar formas de financiar a manutenção, e particularmente os recursos humanos desses espaços. Mas não pode ser a cobrar às associações, política não é matemática!
Até porque como é evidente para qualquer testa que funcione, as associações simplesmente deixarão de utilizar os espaços - ou então, como algumas têm feito noutros casos, "ficam em pagar"....
Quando é que na CMT percebem que não são as associações, particularmente as que efetivamente trabalham, que estão ao serviço da CMT, mas sim a CMT que está ao serviço das associações, da generalidade das instituições e dos cidadãos do seu concelho?
Tudo isto são questões de simples bom senso...
mas bom senso é coisa que falta muito ali pela Praça da República!
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cromos de coleção
Meninas, quando se estiverem a babar por alguma vedeta de Hollywood, lembrem-se que eles tiveram passados tristes como todos nós....
Obrigado à Helena T. por esta contribuição, e por me fazer lembrar deste bom filme de 1983 que há muito não revejo, "Os Marginais" de Francis Ford Coppola - mas apesar disso, destas não precisas enviar mais, OK? :)
terça-feira, dezembro 20, 2011
5 de Outubro
Pela defesa do 5 de Outubro, assine a petição online:
http://www.peticoesonline.com.pt/peticao/manifesto-viva-a-republica/16
segunda-feira, dezembro 19, 2011
remember
As fotos do passado sábado no Rio Bar são o que é possível via telemóvel... se clicarem nelas sempre as vêem maiores.
Também não interessava que estivem muito melhores, que isto não é o Big Brother!
"Os trintões nabantinos
artigo publicado no jornal Cidade de Tomar de 5 de Outubro de 2007
“Ter trinta anos em Portugal” foi o tema de capa e excelente reportagem da revista Visão de 20 de Setembro. Ao ler esse trabalho sobre “o retrato da geração pós-25 de Abril que está a mudar o país”, não sei se por pouco mais de um mês me separar dessa efeméride, dei por mim a pensar e a transpor para a visão nabantina do assunto: como é ter trinta anos no concelho de Tomar?
Nessa reportagem são em primeiro lugar focadas as referências, desde as séries infanto-juvenis como a Abelha Maya, o Tom Sawer ou o excelente Verão Azul (que comemorou inclusive 20 anos no ano transacto), ou o facto de sermos do tempo em que o computador era uma coisa chamada Spectrum e que funcionava a cassetes; e telemóvel, digo eu, só nos filmes do 007.
Sendo certo que esses anos da infância e da adolescência são por norma aqueles que definem a nossa personalidade, os gostos, e muito do tipo de vida que vamos seguir, que referências temos para além dessas cá pelas margens do Nabão? As matinés de Quarta ou Sexta-feira no Pim-Pim ou, naqueles tempos em que eram os de outros concelhos que a Tomar se deslocavam, as noites da Excêntrica que acabavam mesmo bem com um mergulho no Zêzere ainda antes do nascer do sol. Um copo de “Mouchão” fresquinho, que só nos já idos nas cinzas da memória “Passarinhos” é que sabia daquela forma. Enfim, sobra felizmente o Paraíso pouso de todas as gerações, e vêm ainda de parte desse tempo o Casablanca ou o Lá Calha. Bebemos as primeiras imperiais com umas moelas a acompanhar no Noite e Sol, e era ao Texas que íamos comer o bitoque.
Acompanhámos o nascimento e a evolução dos Quinta do Bill, assistimos ao fecho do Cine-Teatro (reaberto já mas onde o cinema já não tem o fulgor desses tempos), onde antes íamos às sessões infantis de domingo de manhã e lembramo-nos do Festival de Cinema que nesses tempos do Vasco Granja na RTP, emprestava a Tomar reconhecimento. Lembramo-nos de andar de barco no rio, jogar à bola no pelado da nabância (não eu, que nunca fui dado a essas artes!); os passeios na mata, e até fazer o percurso de manutenção que em tempos lá existiu. (Quantos tomarenses entram hoje na mata?)
Perdíamos tempo nos snookers da Gualdim Pais ou do Académico, ambos ainda por lá, mas que já não são a mesma coisa porque, como será seguramente para todos os adolescentes, o tal tempo parecia ter outro tempo.
Muito mais poderia ser lembrado e cada um terá as suas memórias, os seus lugares, e a forma como as guarda ou as esquece, é um exercício que a cada um se reserva.
Mas revividas as memórias, que perspectivas, que ambições, que presente e futuro têm os trintões nabantinos? Nós que, talvez mais despertos, talvez menos apegados a um outro passado, vimos crescer os concelhos à nossa volta, vimos essas terras desenvolverem-se, e já pouco chegámos a conhecer o tempo em que Tomar era a referência e o líder incontestado da região. Há no entanto quem não consiga ver ou aceitar que essa é a realidade. Tomar está em degradação, e a continuar o actual rumo só poderá agravar-se.
Ainda este domingo, quando ajudava nas mudanças da minha irmã para a sua casa nova em Abrantes pensava: como se consegue convencer os mais novos a ficar? Todos os dias parte alguém, esta terra envelhece cada vez mais, mas que razões podemos encontrar para mudar isso?
Empregos, difíceis; qualidade de vida, alguma sim, mas cada vez menos, ou cada vez menos tem algo que se destaque doutros locais, e em muitos aspectos já está a perder, e ainda por cima uma cidade bonita não nos mata a fome.
Eu… tenho um gato, mas dizem as estatísticas que uma boa parte dos da minha idade estarão casados e com um filho, mas essas estatísticas também não jogam a favor dos Tomarenses. Se para um é difícil, para dois é-o (obviamente) a dobrar. Onde arranjar uma casa? Construir uma nas aldeias? Mas nos poucos sítios onde é possível, só para a licença, além do que custa demora uns dois anos. Comprar apartamento? Seja novo ou usado, os preços são o que sabemos em Tomar, iguais aos de Lisboa, não falando nos preços da água, do saneamento. É que até os supermercados em Tomar, parecem ter preços acima da média dos outros concelhos!
Além dos poucos que não enxergam a realidade, e dos que a vendo a tentam esconder, há quem ache não ser possível dar volta isto, outros que assim mesmo é que deve ser, que esta deve ser uma terra “pacatinha”, onde deve morar quem paga para ter sossego, quem tem dinheiro para pagar a tarifa de viver numa espécie de museu, que é de facto para onde nos encaminhamos.
Eu acredito em algo distinto, que não precisamos mudar o que somos, nem alterar a nossa identidade, essa marca que ainda faz de Tomar algo diferente, e no entanto encontrarmos formas de poder sobreviver a nos tornarmos uma vilazinha engraçada nos subúrbios de outra coisa qualquer. Acredito que há quem queira investir, assim os deixem; que há quem queira trabalhar, assim lhes dêem oportunidade; que a maioria prefere continuar a viver por cá, assim consiga. Mas para isso é preciso que se assumam responsabilidades, responsabilidades que começam em cada um de nós, que sejamos críticos e interventivos, e que Tomar perca esta característica quase genética de deixar que dois ou três (ou nos últimos tempos um), decidam por todos os outros. O presente e o futuro está nas mãos dos tomarenses, e muito nas mãos desses trintões, é preciso que o assumam e que o exerçam.
Senão, bom, senão os trintões nabantinos terão cada vez menos problemas, porque em verdade serão cada vez mais uma “espécie” em extinção, porque a maioria abandonará Tomar antes de completar essa idade, ficando apenas os que podem e os que como eu têm o seu quê de teimosos.
Estarei errado?"
para onde vai este país?
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| a imagem chegou-me várias vezes ao email, mas desconheço a sua autoria exata |
o da Segurança Social que se quisermos reformas façamos PPR's;
o Secretário de Estado da Juventude diz aos jovens para emigrar;
e agora até o Primeiro-ministro, que já nos tinha dito que o país precisa de empobrecer, diz agora que também os professores devem emigrar...
E depois fica tudo muito escandalizado quando Sócrates diz em Paris numa palestra o óbvio: "os países sempre tiveram dívida, e é uma ideia infantil os pequenos países pagarem-na de uma vez"; ou quando o Pedro Nuno Santos diz num jantar de militantes socialistas, e diz muito bem algo que também devia ser óbvio, que entre o povo português e os banqueiros alemães se está a marimbar para os banqueiros alemães.
Será que estamos num longo episódio daquela grande série "a 5ª dimensão"?
sábado, dezembro 17, 2011
Remember Pim Pim
Espero vir de Lisboa a tempo de ainda lá dar um salto.
Hoje à noite, no Rio Bar.
sexta-feira, dezembro 16, 2011
as desculpas que saem na rifa
Ora, cada vez estou mais abismado com as palermices que se dizem nesta terra.
É que não só não há incompatibilidade nenhuma como nem é bem certo que ele ainda seja efetivamente presidente de câmara. Mas vá, suponhamos que existia de facto uma incompatibilidade...
Então e só se lembrou disso agora!!! Há quantos anos é que ocupa a função?!
Ele não é ou foi também presidente da AG da Canto Firme? E António Paiva não era presidente da AG do CALMA?
quinta-feira, dezembro 15, 2011
ontem já era tarde
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| Essa vergonha chamada Parque T (foto rádio Hertz). |
agradece a um professor
Que são em demasia, que trabalham pouco, que não são aplicados, que têm muitas férias, que gozam de muitas regalias... tudo vindo de quem não faz a mínima ideia do que é ser professor, do que faz realmente um professor.
(E isso não quer dizer que, como em todas as outras atividades da sociedade, não existam maus professores. São a excepção).
E muitas vezes os governos, particularmente quando precisam de fazer cortes fáceis ou criar imagens de moralidade, aproveitam-se de todos esses preconceitos e ideias feitas para "agir sobre" os professores.
Felizmente que de quando em vez alguns se lembram que sem professores... Bom, sem professores não existiria sequer sociedade. Não existe evolução ou sociedade humana sem transmissão de conhecimento e valores.
Aqui fica o reconhecimento por parte de um grupo de bem conhecidas personalidades americanas (onde o ataque aos professores tem sido grande).
quarta-feira, dezembro 14, 2011
o discurso da treta
Dizer depois que o voto de reprovação é "contra a contenção de despesas e apoio social da Câmara Municipal de Tomar, em especial, nas áreas da educação, saúde, desporto e transportes (...) representam o apoio directo aos idosos, às crianças e aos jovens", é de uma desonestidade inteletual que não é sequer digna de pessoas que devem estar ao serviço dos cidadãos.
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terça-feira, dezembro 13, 2011
o que é bom, acaba depressa
Pois é, voltei.
Mas como por agora não há tempo para escolher fotografias (e nem sequer as tenho comigo) ficam apenas estas duas do meu fiel e provavelmente moribundo telemóvel, só para aguçar a curiosidade.
Desta vez pode dizer-se que andei a observar como vivem aqueles a quem a crise "não assiste".
E tentei fazer de conta que era como eles.


















