Não bastava há dias o Primeiro-ministro Passos Coelho ter dito convicto que o país precisa de empobrecer para agora, como se fosse normal, o Governo por voz do Secretário de Estado da Juventude e Desporto vir incentivar os jovens a emigrar!!
Não, o país ainda não bateu nem há-de bater no fundo, mas se isto não é uma declaração de incapacidade do Governo, é preciso mais o quê?
segunda-feira, outubro 31, 2011
bruxedo
Porque mais logo é noite das bruxas, um aviso particular aos amigos: abóbora é bom para sopa e filhozes, muito mais que isso pode provocar danos irreparáveis.
às escondidas
Começa hoje, como noticia O Templário, mais uma recepção ao caloiro do Instituto Politécnico de Tomar.Como vai sendo habitual de há uns anos a esta parte, tudo se passa dentro do campus do IPT.
E depois querem que aja interação entre IPT e comunidade.
E depois querem que este tipo de iniciativas consiga chamar alguém. (nem os locais, quanto mais os de fora!)
E depois admiram-se de cada vez menos alunos escolherem Tomar.
Eu sei, eu sei, continuam a achar que "estas coisas que só servem para barulho e bebedeira" não interessam nada, não influem nada na atratividade da instituição e cidade que a acolhe, e o melhor mesmo é fazer-se longe onde não chateie ninguém.
É que nem em Coimbra ou em Lisboa, onde existem "cidades universitárias" dentro da cidade as coisas se passam assim, mas infelizmente por cá há muita dificuldade em ver o óbvio.
E se perguntarem a alguém do IPT, provavelmente responderão que ninguém fora do IPT tem nada com isso. E se perguntarem a alguém da Câmara certamente dirão que não é responsabilidade sua.
E um dia destes vão todos fazer-se muito admirados...
domingo, outubro 30, 2011
Custódio de Paialvo (2)
Não podendo estar presente no justo almoço de homenagem a Custódio Ferreira que o PCP hoje organiza em Vila Nova, recoloco aqui o artigo que escrevi para o jornal Cidade de Tomar de 16 de Julho de 2010. Uma singela homenagem.
"Custódio, além de nome pessoal pode ser igualmente, na abundância de significados da língua portuguesa, adjectivo de protector, defensor, guardião. Custódio Ferreira anunciou na última Assembleia Municipal o seu afastamento, eventualmente temporário, da vida política.
Custódio Ferreira é um Ser Político por quem só podemos ter elevada estima. Além do que imagino da sua vida durante o anterior regime, sei da sua biografia que foi Deputado à Assembleia Constituinte após o 25 de Abril, foi membro do Comité Central do PCP, é autarca há mais de 30 anos, os últimos 16 como Presidente da Junta de Freguesia de Paialvo, onde agora foi substituído.
Não é a primeira vez que elogio “adversários” políticos, mas o Custódio Ferreira é especial. Separam-nos 50 anos de vida. Entre mim e ele muitas gerações de diferentes oportunidades, diferentes concepções do país, do mundo, da vida.
Mas elogiar Custódio Ferreira é elogiar a Política. E isso é, cada vez mais nos tempos que correm, de superior importância. Enaltecer aqueles que entregam a sua vida, o seu tempo, a sua experiência e sabedoria acumulada em prol das suas comunidades, em prol dos demais, e vezes demais a comunidades pouco agradecidas, que mais exigem que reconhecem, que mais ofendem até, do que agradecem.
Nestes tempos de modas fugazes, de capitalismo selvagem, de prazeres egoístas, imediatos e fortuitos, Homens como Custódio Ferreira provam que as críticas generalizadas aos políticos são injustas. A maioria dos que se entregam à causa pública, acreditando em valores e ideais tantas vezes minoritários, com sacrifícios pessoais e profissionais, sacrifícios de vida, fazem-no por uma necessidade intrínseca de trabalhar pelos outros, pela vontade da partilha, pela entrega a algo mais que o próprio ser.
Esses são os verdadeiros políticos, esses são a maioria, a esses se devem o desenvolvimento das nossas comunidades, do nosso país, tantas vezes injustamente acusados, num país de memórias curtas, de apenas ambicionarem a satisfação pessoal.
É também, num tempo onde não reflectir, não acreditar, não se preocupar, não se identificar, quando faz mais sentido o elogio da ideologia, o elogio de ter valores, elogiar os que defendem algo contra os que, proclamando modas “independentes” iguais a coisa nenhuma, pretendem o afastamento desses valores ou a propagação de ideologias difusas, ou a simples ideia que não é preciso acreditar em nada e nada fazer pelo mundo em que vivemos, a começar na nossa rua.
Claro que não partilho da grande maioria das convicções de Custódio Ferreira, como não comungo dos ideais comunistas, claro que não partilho da sua cristalização no tempo, e da forma estanque como se isolam do mundo progressista, que já nem em alguns países assumidamente comunistas – veja-se a China – são verdadeiramente seguidos. Esse isolamento do mundo real e actual que ditará se mudanças não fizerem, a extinção desse partido a médio prazo. Tal como o ser humano que as constrói, as ideologias evoluem.
Mas não é isso que aqui está em causa, sim o homem, e todos os que como ele se entregam a causas, defendem aquilo em que acreditam, com coragem, com determinação.
A Política, ao contrário do que acusam os que nela não embarcam, é muito ingrata, desgastante, injusta para a grande maioria dos que a levam por diante, e por isso, embora muitos, como já antes disse, nela estejam pelos motivos certos, poucos aguentam estoicamente como Custódio Ferreira aguentou, poucos dedicam toda uma vida à causa pública, poucos suportam a constante pressão de ouvir e responder às críticas, aos anseios, aos pedidos, e também às injúrias, às injustiças, aos dislates de tantos dos demais.
Não é a primeira vez que elogio “adversários” políticos, mas o Custódio Ferreira é especial. Separam-nos 50 anos de vida. Entre mim e ele muitas gerações de diferentes oportunidades, diferentes concepções do país, do mundo, da vida.
Mas elogiar Custódio Ferreira é elogiar a Política. E isso é, cada vez mais nos tempos que correm, de superior importância. Enaltecer aqueles que entregam a sua vida, o seu tempo, a sua experiência e sabedoria acumulada em prol das suas comunidades, em prol dos demais, e vezes demais a comunidades pouco agradecidas, que mais exigem que reconhecem, que mais ofendem até, do que agradecem.
Nestes tempos de modas fugazes, de capitalismo selvagem, de prazeres egoístas, imediatos e fortuitos, Homens como Custódio Ferreira provam que as críticas generalizadas aos políticos são injustas. A maioria dos que se entregam à causa pública, acreditando em valores e ideais tantas vezes minoritários, com sacrifícios pessoais e profissionais, sacrifícios de vida, fazem-no por uma necessidade intrínseca de trabalhar pelos outros, pela vontade da partilha, pela entrega a algo mais que o próprio ser.
Esses são os verdadeiros políticos, esses são a maioria, a esses se devem o desenvolvimento das nossas comunidades, do nosso país, tantas vezes injustamente acusados, num país de memórias curtas, de apenas ambicionarem a satisfação pessoal.
É também, num tempo onde não reflectir, não acreditar, não se preocupar, não se identificar, quando faz mais sentido o elogio da ideologia, o elogio de ter valores, elogiar os que defendem algo contra os que, proclamando modas “independentes” iguais a coisa nenhuma, pretendem o afastamento desses valores ou a propagação de ideologias difusas, ou a simples ideia que não é preciso acreditar em nada e nada fazer pelo mundo em que vivemos, a começar na nossa rua.
Claro que não partilho da grande maioria das convicções de Custódio Ferreira, como não comungo dos ideais comunistas, claro que não partilho da sua cristalização no tempo, e da forma estanque como se isolam do mundo progressista, que já nem em alguns países assumidamente comunistas – veja-se a China – são verdadeiramente seguidos. Esse isolamento do mundo real e actual que ditará se mudanças não fizerem, a extinção desse partido a médio prazo. Tal como o ser humano que as constrói, as ideologias evoluem.
Mas não é isso que aqui está em causa, sim o homem, e todos os que como ele se entregam a causas, defendem aquilo em que acreditam, com coragem, com determinação.
A Política, ao contrário do que acusam os que nela não embarcam, é muito ingrata, desgastante, injusta para a grande maioria dos que a levam por diante, e por isso, embora muitos, como já antes disse, nela estejam pelos motivos certos, poucos aguentam estoicamente como Custódio Ferreira aguentou, poucos dedicam toda uma vida à causa pública, poucos suportam a constante pressão de ouvir e responder às críticas, aos anseios, aos pedidos, e também às injúrias, às injustiças, aos dislates de tantos dos demais.
Por tudo isto, ideologias à parte, Custódio Ferreira, Homem Político, merece sem dúvida a admiração de todos. Na sua despedida na Assembleia Municipal, fiel ao significado do nome que carrega, afirmou-se realizado por sempre ter defendido os interesses dos mais necessitados e em particular da sua freguesia. A todos nós só resta pedir que o seu exemplo nos continue a inspirar."
sábado, outubro 29, 2011
nós e os outros
Enquanto, não só Santarém (como noticia O Mirante) mas um pouco por todo o lado se consegue homenagear com dignidade e memória coletiva as pessoas que o merecem, nós por terras nabantinas continuamos a não ter mais imaginação que uns votos de pesar (também n' O Mirante).
Quando não se consegue sequer fazer as coisas mais simples, esperar o quê de quem não sabe mais?
Quando não se consegue sequer fazer as coisas mais simples, esperar o quê de quem não sabe mais?
quinta-feira, outubro 27, 2011
passes de mágica
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| foto rádio Hertz |
- Deve ser deve Totó, para se chamar A13 deve ser mesmo azarada, mas o bom é que nos vai valer três recordes do Guiness. Isto é que é pôr Tomar no mapa!
- Três recordes?!
- Então pois, o recorde do passe de mágica mais difícil do mundo, fazer desaparecer uma via-rápida e aparecer no seu lugar uma auto-estrada numa questão de horas; o recorde da auto-estrada mais pequena do mundo; e ainda... o do maior número de portagens por quilómetro quadrado!
notícia na rádio Hertz
quarta-feira, outubro 26, 2011
dois anos de coisa nenhuma
Foi exatamente há dois anos que os atuais autarcas da Câmara e Assembleia Municipais tomaram posse, como referencia O Templário.Incluo-me (com sentimentos que não vou agora classificar) neste grupo. Fui candidato à Presidência da Assembleia Municipal e desempenho a função de deputado municipal. Mas sobre o que penso numa perspetiva pessoal, do desempenho e utilidade das funções, excuso-me de descrever agora não só porque o tenho abordado aqui e ali, como me parece que não será muito estranho o que penso para aqueles que minimamente acompanhem a política local, mas principalmente também porque é muito provável que brevemente venha a tecer considerações mais profundas e a agir em consequência.
Diz ainda o jornal que "A partir de agora começa a contagem decrescente para as próximas eleições autárquicas em que os partidos começam a delinear as suas estratégias e a escolher os seus candidatos."
Pois, normalmente seria, mas no caso nabantino a verdade é que desde o primeiro dia todos estão à espera que chegue o último (excepto claro está, meia dúzia de óbvios protagonistas).
Este mandato representa um colossal erro de casting de boa parte dos autarcas, a começar no Presidente de Câmara que claramente não estava preparado para as funções nem tem a mínima ideia de como as desempenhar. Ser "boa pessoa" não pode ser a única qualidade para se ser político, não deve ser sequer um requisito a ter em conta - "boa pessoa" é suposto que todos sejamos, mesmo que depois alguns não sejam!
Considerações e atributos à parte, quem pode negar que mesmo faltando dois anos para o fim, este será um mandato nulo, quatro anos perdidos para o concelho de Tomar?
E, se sempre foi, no atual contexto mais ainda, um concelho que não desenvolve é um concelho que regride, o que infelizmente há pelo menos duas décadas vem acontecendo a Tomar.
Se o horizonte se vislumbra negro para todos, que graus de negro mais, existem ainda para os nabantinos?
.
segunda-feira, outubro 24, 2011
uns serão cremados, outros já são são cromos
"Santarém vai construir cemitério com forno crematório", noticia O Templário.
Em Tomar, nós do PS já propusémos isto há bastante tempo em Assembleia Municipal e se não me engano até foi aprovado, apesar de ridicularizado por alguns... o que é costume - Inteligências raras!
Claro, como também vai sendo costume por terras nabantinas há um par de décadas, em vez de sermos pioneiros e de investir nas coisas enquanto elas fazem sentido, vamos esperar até ser ou inevitável ou impossível.
Porque em Tomar as coisas até podem ser aprovadas, mas daí a serem concretizadas...
Vendo bem a coisa, até tem uma certa coerência esta estranha forma de vida... se em todo o mundo uma das conquistas que permanecem no horizonte do ser humano é alcançar a velocidade da luz, em Tomar porque gostamos de ser originais, andamos a tentar bater recordes de imobilidade - deve ser por causa da mais recente das nossas marcas, a das estátuas vivas.
Em Tomar, nós do PS já propusémos isto há bastante tempo em Assembleia Municipal e se não me engano até foi aprovado, apesar de ridicularizado por alguns... o que é costume - Inteligências raras!
Claro, como também vai sendo costume por terras nabantinas há um par de décadas, em vez de sermos pioneiros e de investir nas coisas enquanto elas fazem sentido, vamos esperar até ser ou inevitável ou impossível.
Porque em Tomar as coisas até podem ser aprovadas, mas daí a serem concretizadas...
Vendo bem a coisa, até tem uma certa coerência esta estranha forma de vida... se em todo o mundo uma das conquistas que permanecem no horizonte do ser humano é alcançar a velocidade da luz, em Tomar porque gostamos de ser originais, andamos a tentar bater recordes de imobilidade - deve ser por causa da mais recente das nossas marcas, a das estátuas vivas.
sexta-feira, outubro 21, 2011
Zezé&Totó: as pudicas e os sem vergonha
- Ó Zezé, leste aquela notícia da rapariga que queria uma indemnização d'O Templário porque publicaram umas fotos dela seminua?
- Ó Totó, então e não achas que tem razão, aquilo eram fotos da 1ª comunhão que ela tinha guardadas no diário que lhe roubaram lá de casa!...
- Hum, está bem... olha, gostaste do cortejo de Stª Iria ontem? Diz que o nosso Presidente de Câmara acredita que aquilo até pode trazer pessoas de fora...
- Pois claro, que ele acredita em tudo já sabemos, ninguém acredita é nele. Deixa-me adivinhar, até disse que já estavam a trabalhar nisso?
- Sim, acho que sim... então e olha lá, nem foste ao almoço depois daquilo? Eu não percebi muito bem o que era, será por causa da crise, era algum almoço para desfavorecidos?
- Ó Totó, eu ia lá a isso?! Mas tens razão, eles até acabaram com o jantar de natal dos funcionários do município como forma de solidariedade destes para com os pobrezinhos que vão a estes almoços. Sabes como são estes governantes nabantinos: critérios sempre bem definidos!
- Ahhh... tou a ver. Bem mas aquilo deve andar mal não é? Então agora é a Câmara que anda a receber subsídios religiosos!
- Não Totó, estás a ver mal, continua a ser solidariedade mas desta vez é por questões de popularidade.
- Popularidade Zezé?!...
- Sim Totó, as Testemunhas de Jeová tiveram pena da Câmara! É que a maioria dos tomarenses pode nem os apreciar muito, mas comparados com a Câmara são ídolos!
- Tá bem visto sim senhor! Tu que falaste em pobrezinhos e em governantes, tu que sabes tudo, o que é que se passa mesmo lá pela Misericórdia de Tomar?
- Ó Totó, com catequeses e concursos de misses começámos nós a conversa!!
.
- Ó Totó, então e não achas que tem razão, aquilo eram fotos da 1ª comunhão que ela tinha guardadas no diário que lhe roubaram lá de casa!...
- Hum, está bem... olha, gostaste do cortejo de Stª Iria ontem? Diz que o nosso Presidente de Câmara acredita que aquilo até pode trazer pessoas de fora...
- Pois claro, que ele acredita em tudo já sabemos, ninguém acredita é nele. Deixa-me adivinhar, até disse que já estavam a trabalhar nisso?
- Sim, acho que sim... então e olha lá, nem foste ao almoço depois daquilo? Eu não percebi muito bem o que era, será por causa da crise, era algum almoço para desfavorecidos?
- Ó Totó, eu ia lá a isso?! Mas tens razão, eles até acabaram com o jantar de natal dos funcionários do município como forma de solidariedade destes para com os pobrezinhos que vão a estes almoços. Sabes como são estes governantes nabantinos: critérios sempre bem definidos!
- Ahhh... tou a ver. Bem mas aquilo deve andar mal não é? Então agora é a Câmara que anda a receber subsídios religiosos!
- Não Totó, estás a ver mal, continua a ser solidariedade mas desta vez é por questões de popularidade.
- Popularidade Zezé?!...
- Sim Totó, as Testemunhas de Jeová tiveram pena da Câmara! É que a maioria dos tomarenses pode nem os apreciar muito, mas comparados com a Câmara são ídolos!
- Tá bem visto sim senhor! Tu que falaste em pobrezinhos e em governantes, tu que sabes tudo, o que é que se passa mesmo lá pela Misericórdia de Tomar?
- Ó Totó, com catequeses e concursos de misses começámos nós a conversa!!
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fim de semana
Os antigos alunos do Liceu de Tomar, reencontram-se mais uma vez este sábado num dia cheio de atividades.
Já eu mais uma vez não conseguirei ir, porque passarei grande parte do fim de semana na III Mostra Gastronómica Sabores de Ansião onde os nabantinos Drama&Beiço serão as estrelas no sábado e domingo.
Já repararam que tudo o que é concelho da região faz eventos deste género, e que em Tomar "o grande concelho de vocação turística" nada? E não me venham com as sopas e com o feijão, que isso é não saber do que se está a falar!
Reservas e informações para:
antigosalunosliceuessmotomar@gmail.com
http://www.facebook.com/event.php?eid=236348626417267
Já eu mais uma vez não conseguirei ir, porque passarei grande parte do fim de semana na III Mostra Gastronómica Sabores de Ansião onde os nabantinos Drama&Beiço serão as estrelas no sábado e domingo.
Já repararam que tudo o que é concelho da região faz eventos deste género, e que em Tomar "o grande concelho de vocação turística" nada? E não me venham com as sopas e com o feijão, que isso é não saber do que se está a falar!
Reservas e informações para:
antigosalunosliceuessmotomar@gmail.com
http://www.facebook.com/event.php?eid=236348626417267
quarta-feira, outubro 19, 2011
na dianteira
António Rebelo adiantou-se no seu "Tomar a dianteira", na ideia que eu tinha em transcrever como já antes fiz, para esta página o que sobre Tomar é dito, desta vez no livro de João Baião "Pelo coração de Portugal". Digamos que por 16 euros compro livros mais interessantes, e embora quase tentado, acabei por não me dar ao trabalho de transcrever o texto na própria livravia.Assim sendo, podem ler esses excertos sobre Tomar lá no blogue já referido, que devem servir de formas desapaixonadas de perceber como quem vem de fora nos vê. Aqui deixo só um apetiser:
"Mesmo quem nunca visitou o convento, conhecerá dos livros de História a famosa Janela da Sala do Capítulo, que exemplifica bem o original estilo manuelino.
Todo o espaço é monumental, mas lamento que tenha tão pouca vida e que conte aos visitantes tão pouco da sua rica história: salas vazias, pouca informação explicativa. Em Portugal, por vezes aproveitamos mal os magníficos legados que a História nos deixou."(já sei, já sei - desculpa nº1 lá pela CMT: "Isso não é responsabilidade nossa!"...)
A propósito de Tomar e do "Tomar a dianteira", passe-se também os olhos por esta análise sobre transferências de verbas para os municípios, bem como a evolução populacional de Tomar e dos maiores concelhos da região, simples de observar para qualquer leigo, mas difícil de entrar em algumas cabeças pouco pensantes mas com jeitos de importantes, que demonstra de forma simples a triste realidade que vivemos pelas margens do nabão, bem longe das fantasias irresponsáveis dos que temos eleito para nos (des)governar.
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terça-feira, outubro 18, 2011
xantarin
(este post era suposto ter sido publicado na sexta, mas só agora reparei que ficou apenas como rascunho. Ainda vai a tempo)Por esta hora terá já sido inaugurada a edição deste ano da Feira de Santa Iria em Tomar. (se estivesse em Tomar a horas até lá ia, mas só agora me vou pôr a andar...)
O modelo está ultrapassado, aquela coisa de ter a feira dividida por vários sítios naturalmente também nunca foi boa ideia, pelo meio são cometidas uma série de ilegalidades do qual a maioria nem se apercebe, e esse é apenas um dos aspetos da má gestão da coisa e enfim... nada de novo, "tudo como dantes no quartel..."
Ainda assim, pronto, sempre se ouvem umas músicas de carros de choque, lavam-se as vistas numas imitações da gucci e da ralph lauren, compram-se umas abibas ou umas rebukk, comem-se uns pistachios e uns nougats, dão-se uns saltos no canguru louco ou algo do género, este ano o tempo até deve ajudar e enquanto assim for a malta queixa-se... mas pouco.
Divirtam-se!
segunda-feira, outubro 17, 2011
o papel que o papel tem...
"Reuniões de câmara aderem à era digital, papel sai de circulação", lê-se no site da RTP, relativamente à Câmara Municipal de Vieira do Minho.
Não é original, é apenas mais uma, mas é para que se veja (mais um)a diferença para com a Câmara Municipal de Tomar. Aqui por Tomar expressões como redução de custos, redução de papel, novas tecnologias, desburocratização, agilização de procedimentos, ainda são expressões absolutamente estranhas!!!
Diga-se que a primeira vez que falei nisto apresentando uma proposta concreta, foi em Março de 2007, em plena reunião de Câmara Municipal, numa daquelas 2 ou 3 vezes em que me vesti de vereador. E a proposta não tinha que ver apenas com os vereadores, mas com toda a filosofia de despacho e "trânsito" de documentos no município. Estamos a falar de processos que são já relativamente simples e baratos, que poupam milhares de euros e horas ao município e aos cidadãos que acedem aos serviços.
Claro que em Tomar nunca ninguém liga ao óbvio...
"As reuniões da Câmara de Vieira do Minho abriram portas à era digital, trocando os papéis pelos computadores, numa medida amiga do ambiente e das finanças municipais, informou hoje fonte autárquica.
A partir de agora, todos os vereadores têm à sua frente ecrãs para poderem ver os processos e os documentos que estão a discutir, acabando assim a circulação física das propostas.
"O mais importante desta medida é que deixa de ser necessário copiar documentos, tantos quantos o número de vereadores da autarquia, poupando-se assim milhares de cópias por ano", sublinhou a fonte.
Acrescentou que a medida, para além da contenção de custos, permite também agilizar os processos de preparação da reunião e uma maior celeridade processual.
O Executivo presidido por Jorge Dantas diz que se trata ainda de "uma medida amiga do ambiente", na medida em que a poupança de papel evita que sejam abatidas tantas árvores.
"Esta aposta vem claramente ao encontro do que de mais inovador se faz em termos internacionais. Com este sistema, a Câmara Municipal pensa poupar em até 75 por cento o seu consumo energético e, acima de tudo, tentar criar um novo paradigma na Função Pública baseado em software livre acessível a todos", acrescentou a fonte municipal."
Não é original, é apenas mais uma, mas é para que se veja (mais um)a diferença para com a Câmara Municipal de Tomar. Aqui por Tomar expressões como redução de custos, redução de papel, novas tecnologias, desburocratização, agilização de procedimentos, ainda são expressões absolutamente estranhas!!!
Diga-se que a primeira vez que falei nisto apresentando uma proposta concreta, foi em Março de 2007, em plena reunião de Câmara Municipal, numa daquelas 2 ou 3 vezes em que me vesti de vereador. E a proposta não tinha que ver apenas com os vereadores, mas com toda a filosofia de despacho e "trânsito" de documentos no município. Estamos a falar de processos que são já relativamente simples e baratos, que poupam milhares de euros e horas ao município e aos cidadãos que acedem aos serviços.
Claro que em Tomar nunca ninguém liga ao óbvio...
"As reuniões da Câmara de Vieira do Minho abriram portas à era digital, trocando os papéis pelos computadores, numa medida amiga do ambiente e das finanças municipais, informou hoje fonte autárquica.
A partir de agora, todos os vereadores têm à sua frente ecrãs para poderem ver os processos e os documentos que estão a discutir, acabando assim a circulação física das propostas.
"O mais importante desta medida é que deixa de ser necessário copiar documentos, tantos quantos o número de vereadores da autarquia, poupando-se assim milhares de cópias por ano", sublinhou a fonte.
Acrescentou que a medida, para além da contenção de custos, permite também agilizar os processos de preparação da reunião e uma maior celeridade processual.
O Executivo presidido por Jorge Dantas diz que se trata ainda de "uma medida amiga do ambiente", na medida em que a poupança de papel evita que sejam abatidas tantas árvores.
"Esta aposta vem claramente ao encontro do que de mais inovador se faz em termos internacionais. Com este sistema, a Câmara Municipal pensa poupar em até 75 por cento o seu consumo energético e, acima de tudo, tentar criar um novo paradigma na Função Pública baseado em software livre acessível a todos", acrescentou a fonte municipal."
info cultural/desportivo/lazer
E agora para uma coisa totalmente diferente, a página da Associação Distrital de Xadrez de Santarém.
Mais uma daquelas coisas que eu tenho pena de não ter tempo para (e às vezes com quem) fazer mais.
Mais uma daquelas coisas que eu tenho pena de não ter tempo para (e às vezes com quem) fazer mais.
sexta-feira, outubro 14, 2011
semântica
- Ó Zezé, gostaste do discurso do Primeiro-ministro ontem?
- Ó Totó, então não gostei?, a minha miúda disse-me logo que a partir de agora queria que eu fizesse como ele, que a f****** dizendo palavras bonitas.
- Ó Totó, então não gostei?, a minha miúda disse-me logo que a partir de agora queria que eu fizesse como ele, que a f****** dizendo palavras bonitas.
futuro... qual futuro?
- Ó Zezé, já sabes que em Tomar houve hoje um debate sobre cidades do futuro*?
- Ó Totó, pelo caminho que isto leva, ainda se fosse sobre vilas...
* notícia no Cidade de Tomar.
- Ó Totó, pelo caminho que isto leva, ainda se fosse sobre vilas...
* notícia no Cidade de Tomar.
quinta-feira, outubro 13, 2011
hipocrisia tarifada e demagogia gratuita
Ainda não percebi bem a suposta polémica em torno da aprovação do estacionamento gratuito para os deputados municipais em dia de Assembleia Municipal...
enfim, na verdade percebo, quando não há habilidade ou vontade para discutir assuntos verdadeiramente importantes discutem-se minudências, e então se a coisa cair no goto da hipocrisia e da demagogia barata, ui... é como rastilho de pólvora!
Diga-se que para mim é irrelevante porque só por última e incontornável necessidade utilizo o carro nas minhas deslocações dentro da cidade - na grande generalidade das vezes ando a pé, com gosto. E por uma questão de princípio, com mais raridade ainda estaciono naquela coisa atrás da câmara, aquela vergonha que tudo somado nos custou (a parte maior ainda há-de custar) a todos uns 10 milhões de euros!
Em todo o caso parece-me absolutamente normal ainda que não essencial, que os elementos integrantes do órgão máximo do município, representantes do povo, possam nas 5 ou 6 reuniões por ano ter direito a estacionar num parque que além do mais está quase sempre vazio (os do PSD até deviam ser obrigados!).
É que não vejo a mesma preocupação por muitos funcionários, que não foram eleitos pelos cidadãos, terem esses privilégios todos os dias do ano;
Não vi essa preocupação quando um vereador estacionava (não sei se ainda o faz) em dias de reunião de câmara na própria praça da república; ou quando o motorista do presidente da Assembleia Municipal faz o mesmo;
Mas mais importante, não vi ainda ninguém suficientemente preocupado (penso que O Templário abordou o assunto) por neste momento o município estar a cobrar de forma ilegal uma taxa de estacionamento junto à várzea pequena/ilha do mouchão e se não me engano também no parque atrás da Câmara, uma vez que (para o primeiro de certeza, no segundo não me recordo) não foi aprovado nada em Assembleia Municipal, condição essencial para a taxa poder ser cobrada.
Ou seja, NINGUÉM pode ser obrigado a pagar uma taxa municipal que a Assembleia Municipal não aprovou.
Para que fique claro, entenda-se que eu concordo com o estacionamento tarifado naquele local e até deve ser estendido a outros, como a Alameda Um de Março, por exemplo, mas enquanto não for aprovado da forma legal, TODOS podem estacionar à borla.
Será que há assim tão poucos a saber ler as leis deste país?
enfim, na verdade percebo, quando não há habilidade ou vontade para discutir assuntos verdadeiramente importantes discutem-se minudências, e então se a coisa cair no goto da hipocrisia e da demagogia barata, ui... é como rastilho de pólvora!
Diga-se que para mim é irrelevante porque só por última e incontornável necessidade utilizo o carro nas minhas deslocações dentro da cidade - na grande generalidade das vezes ando a pé, com gosto. E por uma questão de princípio, com mais raridade ainda estaciono naquela coisa atrás da câmara, aquela vergonha que tudo somado nos custou (a parte maior ainda há-de custar) a todos uns 10 milhões de euros!
Em todo o caso parece-me absolutamente normal ainda que não essencial, que os elementos integrantes do órgão máximo do município, representantes do povo, possam nas 5 ou 6 reuniões por ano ter direito a estacionar num parque que além do mais está quase sempre vazio (os do PSD até deviam ser obrigados!).
É que não vejo a mesma preocupação por muitos funcionários, que não foram eleitos pelos cidadãos, terem esses privilégios todos os dias do ano;
Não vi essa preocupação quando um vereador estacionava (não sei se ainda o faz) em dias de reunião de câmara na própria praça da república; ou quando o motorista do presidente da Assembleia Municipal faz o mesmo;
Mas mais importante, não vi ainda ninguém suficientemente preocupado (penso que O Templário abordou o assunto) por neste momento o município estar a cobrar de forma ilegal uma taxa de estacionamento junto à várzea pequena/ilha do mouchão e se não me engano também no parque atrás da Câmara, uma vez que (para o primeiro de certeza, no segundo não me recordo) não foi aprovado nada em Assembleia Municipal, condição essencial para a taxa poder ser cobrada.
Ou seja, NINGUÉM pode ser obrigado a pagar uma taxa municipal que a Assembleia Municipal não aprovou.
Para que fique claro, entenda-se que eu concordo com o estacionamento tarifado naquele local e até deve ser estendido a outros, como a Alameda Um de Março, por exemplo, mas enquanto não for aprovado da forma legal, TODOS podem estacionar à borla.
Será que há assim tão poucos a saber ler as leis deste país?
a constatação das evidências
Diga-se à margem que Rosa Santos é como eu deputada municipal, e não sei que outras funções tenha ao nível partidário no PSD local, mas por afirmações da própria também nesse programa, tem ao menos a função de tomar conta da caixa do correio onde, algo a medo mas disse-o, nunca encontrou uma carta minha.
Isto para justificar a recusa do PSD em cumprir o estipulado entre os dois partidos aquando da assinatura do acordo. José Delgado já usara antes igual argumento publicamente, e outros dirigentes do PSD usaram-no em privado, o que demonstra que isso não é uma idiotice daquelas irrefletidas que saem no meio de uma conversa, mas sim que foi pensado e acordado entre os dirigentes locais do PSD.
Sou só eu, ou mais alguém acha que há por aí umas cabeças pensantes que já não distinguem o apenas triste do absolutamente ridículo?
| foto do blogue "frases, textos e desenhos" |
«Parece que entramos num ciclo em que não se pode contar com o presidente da Câmara»...
Não, não sou eu que o digo! Quer dizer, eu digo até bem mais que isso e há muito tempo, mas desta vez quem o diz é Rosa Santos no novo programa da Hertz "À conversa com elas".
Ainda bem que cada vez mais o PSD diz publicamente o que há muito diz em surdina, só não percebo duas coisas: se com isso pensam que se descartam da responsabilidade, e que período temporal querem dizer com o "parece que entramos num ciclo"... quantos anos tem já este ciclo?!
Diga-se à margem que Rosa Santos é como eu deputada municipal, e não sei que outras funções tenha ao nível partidário no PSD local, mas por afirmações da própria também nesse programa, tem ao menos a função de tomar conta da caixa do correio onde, algo a medo mas disse-o, nunca encontrou uma carta minha.
Isto para justificar a recusa do PSD em cumprir o estipulado entre os dois partidos aquando da assinatura do acordo. José Delgado já usara antes igual argumento publicamente, e outros dirigentes do PSD usaram-no em privado, o que demonstra que isso não é uma idiotice daquelas irrefletidas que saem no meio de uma conversa, mas sim que foi pensado e acordado entre os dirigentes locais do PSD.
Sou só eu, ou mais alguém acha que há por aí umas cabeças pensantes que já não distinguem o apenas triste do absolutamente ridículo?
locais
quarta-feira, outubro 12, 2011
this lady is a tramp
Tony Bennett é um senhor, já à Lady Gaga não acho piadinha nenhuma, mas não é que afinal ela sabe cantar? Porque será que não o faz mais vezes?
terça-feira, outubro 11, 2011
à mama
Da política à sociologia, invoco no meu espírito muitos comentários possíveis, uns mais humorísticos que outros... mas prefiro deixá-los à vossa imaginação.
Gostava de colocar os créditos da imagem mas já não sei de onde veio, provavelmente de um das dezenas de email's diários que tão solidariamente me mandam...
segunda-feira, outubro 10, 2011
mérito de uns e demérito de outros
"José Niza vai receber Medalha de Ouro de Santarém a título póstumo", informa O Mirante.
OK, é a título póstumo, por mim merecia-o há mais tempo, mas ainda assim vai ser homenageado.
Já em Tomar... ainda não se foi capaz de encontrar uma forma de homenagear as personalidades ou instituições que mereçam essa distinção por parte da comunidade.
Durante muito tempo (podemos falar em anos, largos) a desculpa de Corvêlo de Sousa era que não havia regulamento e o mesmo estava a ser tratado.
Há muito que não questiono por isto, será que a desculpa ainda é a mesma?
.
OK, é a título póstumo, por mim merecia-o há mais tempo, mas ainda assim vai ser homenageado.
Já em Tomar... ainda não se foi capaz de encontrar uma forma de homenagear as personalidades ou instituições que mereçam essa distinção por parte da comunidade.
Durante muito tempo (podemos falar em anos, largos) a desculpa de Corvêlo de Sousa era que não havia regulamento e o mesmo estava a ser tratado.
Há muito que não questiono por isto, será que a desculpa ainda é a mesma?
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sexta-feira, outubro 07, 2011
energias telúricas
- Ó Zezé, leste aquela notícia d'O Mirante que diz que o Plano de poupança de energia vai avançar em Tomar?
- Ó Totó, não percebo para quê, então se há muitos anos que a Câmara de Tomar aplica o mínimo de energia em tudo o que faz!
(Ou pelo menos em tudo aquilo que faria sentido fazer).
- Ó Totó, não percebo para quê, então se há muitos anos que a Câmara de Tomar aplica o mínimo de energia em tudo o que faz!
(Ou pelo menos em tudo aquilo que faria sentido fazer).
Andava com saudades destes dois estarolas, tenho dos pôr a passar mais por cá.
tão perto e tão longe
"OURÉM - Câmara e Assembleia Municipal concentram forças em favor da saúde da população", informa a rádio Hertz.
Em Tomar também costuma ser assim...
Parecido, muito parecido - como vinho e leite.
Em Tomar também costuma ser assim...
Parecido, muito parecido - como vinho e leite.
segredo, só se for o da estátua...
José de Pina no seu "O Humor e a cidade" empreende uma demanda a Tomar em busca do Cálice Sagrado (ou Graal), mas tudo o que encontra parecido com isso é o mini bar do Hotel dos Templários, ou um cálice de Abafado na Casa das Ratas.
Castelo Templário, Convento de Cristo, Restaurante Chico Elias, e afins, o programa passa ainda ainda por Almourol e Entrocamento. Vale a pena ver (e para os "aficionados" deste género, a banda sonora é muito boa).
E também há por lá, bem ao estilo do Pina, uma boa dose de críticas inteligentes que quase passam despercebidas, do género "há pessoas em Tomar, que nasceram em Tomar, que não se lembram disto ser visitável". Vejam lá se descobrem as outras!
obrigado a O Templário para alertar os como eu, pouco espetadores da RTPN (agora RTP Informação).
bom exemplo
"Presidentes das juntas da cidade de Santarém de acordo com fusão das freguesias", noticia O Mirante.
"na cidade de Santarém - onde deverá nascer uma freguesia com cerca de 30 mil habitantes por fusão das três juntas da cidade e ainda da Junta de Santa Iria da Ribeira - o cenário é encarado com serenidade. Até porque essas juntas já trabalham em associação nalgumas áreas com bons resultados.
Os três presidentes das juntas de freguesia da cidade (Marvila, São Nicolau e São Salvador) aplaudem a medida do Governo de fusão de freguesias"
E em Tomar?
"na cidade de Santarém - onde deverá nascer uma freguesia com cerca de 30 mil habitantes por fusão das três juntas da cidade e ainda da Junta de Santa Iria da Ribeira - o cenário é encarado com serenidade. Até porque essas juntas já trabalham em associação nalgumas áreas com bons resultados.
Os três presidentes das juntas de freguesia da cidade (Marvila, São Nicolau e São Salvador) aplaudem a medida do Governo de fusão de freguesias"
E em Tomar?
quinta-feira, outubro 06, 2011
clássico
Hoje não sei porquê, a melodia do 2º andamento da sinfonia nº7 de Beethoven (aqui tocada pela Filarmónica de Berlim dirigida pelo mítico Karajan) não me sai da cabeça.
Quer dizer, saber sei... mas não digo.
terça-feira, outubro 04, 2011
outubro mês de outono...
Não sei porquê, mas parece-me que alguém hoje quando sair da Freixianda a caminho de Tomar, ainda vai parar no Agroal para um mergulho...
segunda-feira, outubro 03, 2011
o acordeão desaparecido
Não, não estou a falar de nenhum mistério ao estilo de Agatha Cristhie, este seria algo mais para Oscar Wilde ou mesmo o nosso Gil Vicente. Tem que ver com costumes sociais, caráter pessoal, ética e falta dela, sentido de serviço público....O ano passado nesta mesma altura, aproveitando o dia Mundial da Música que se celebra a 1 de Outubro, o município de Tomar realizou a 1ª Gala Internacional de Acordeão dos Templários, evento que pelos meus critérios terá sido um sucesso (digo "os meus" porque os da câmara, e mesmo de algumas forças políticas nabantinas com o PSD à cabeça, tendem a ser diferentes).
Contribuindo para alargar a oferta turístico/cultural, foi além disso um evento para o qual se pagava bilhete, o que não é hábito, e julgo saber que ambos os dias esgotaram, além de ser mais um evento de promoção do concelho e que contribuiu também para alguma dinamização do comércio e restauração. Ou seja, ao contrário de outras iniciativas de resultados mais dúbios, a mim parece-me que é caso para dizer: foi um sucesso.
Logo, o mistério que há aqui para resolver é este: porque não teve a iniciativa continuidade este ano?
Curiosamente já havia acontecido o mesmo com o Congresso das Sopas, que em 2010 ganhara a adição do segundo dia (domingo) com a realização do Mercado de 1900 e este ano voltou ao formato inicial ainda que ganhando a epígrafe "sopas do mundo" com vedetas televisivas atrasadas e falaciosas classificações de sucesso.
Não, não posso acreditar que o desaparecimento se deva à iniciativa ter acontecido sob a égide de um vereador que já não tem esse pelouro! Tenho a certeza que os atuais responsáveis não têm essa tacanhez de acção e pensamento...
Imagine-se que o anterior vereador, Luís Ferreira, eleito pelo PS, adotava esse procedimento de extermínio em relação aos Legos e... hum... o que é que mais, na área da Cultura/Turismo foi inventado ao longo dos últimos 14 anos?
Ajudem-me por favor, a sério que não me lembro de mais nada, tendo em conta que Tabuleiros e Sopas são coisas mais antigas, as Estátuas Vivas não foram inventadas pela Câmara, variadíssimas outras iniciativas são e bem promovidas por associações... ajudem-me lá, há mais alguma coisa criada pela Câmara que gere o município onde se está sempre a dizer que a Cultura e o Turismo são eixos fundamentais?
E ainda se dão ao luxo de fazer desaparecer as que correm bem?
E o que diz a isto o BE nabantino, inventor duma tão célebre como zombeteira moção de censura que tanto jeito deu ao PSD? Ou que dizem aqueles que em Assembleia Municipal fazem moções de elogio (há quem lhe chame onanismo inteletual) ao sucesso de uma iniciativa?, e são ingénuos ao ponto de ao que parece este ano terem repetido esse acto ridículo!
um concelho de vanguarda
Falo de Penela, que a partir da reunião de 30 de Setembro último da sua Assembleia Municipal, passou a ser mais um concelho português anti-touradas.
E o que é de salientar é que a moção foi aprovada com apenas uma abstenção e sem qualquer voto contra.
"Não importa se os animais são incapazes ou não de pensar. O que importa é que são capazes de sofrer"
Quando o filósofo Jeremy Bentham proferiu esta frase algures entre os séculos 18 e 19, referia-se aos animais tout court. Hoje, temos de alargar o conceito um pouco uma vez que há por aí muito a quem, a capacidade de pensar parece não ser minimamente distintiva dos demais animais...
sábado, outubro 01, 2011
ecos da Assembleia Municipal
Eu não pude ontem estar presente, mas graças às novas tecnologias consegui acompanhar q.b. algumas intervenções do PAOD. E por isso tenho de sublinhar dois pontos:
O meu camarada António Rodrigues, presidente simultaneamente da CM de Torres Novas e dessa coisa tão útil chamada Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, proferiu há dias algumas declarações à rádio Hertz acerca do Centro Hospitalar do Médio Tejo. Ontem vários deputados municipais abordaram muito chocados essas declarações.
Além de absolutamente inconsequentes porque se desviam do real problema, o que isso revela é falta de coragem. Porque não dizem as coisas como elas são?
Porque é que não têm a frontalidade ou coragem de dizer bem alto que o que temos é muita pena de não ter um presidente de câmara com a mesma capacidade de atuação, e com o mesmo empenho na defesa do seu concelho?
Excelente intervenção do presidente da junta de freguesia da Junceira, Américo Pereira, sobre a ilegalidade que está a ser cometida com a cobrança do estacionamento tarifado. No ponto.
Tem toda a razão, não foi aprovado em Assembleia Municipal, é ilegal, as pessoas devem recusar-se a pagar.
O meu camarada António Rodrigues, presidente simultaneamente da CM de Torres Novas e dessa coisa tão útil chamada Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, proferiu há dias algumas declarações à rádio Hertz acerca do Centro Hospitalar do Médio Tejo. Ontem vários deputados municipais abordaram muito chocados essas declarações.
Além de absolutamente inconsequentes porque se desviam do real problema, o que isso revela é falta de coragem. Porque não dizem as coisas como elas são?
Porque é que não têm a frontalidade ou coragem de dizer bem alto que o que temos é muita pena de não ter um presidente de câmara com a mesma capacidade de atuação, e com o mesmo empenho na defesa do seu concelho?
Excelente intervenção do presidente da junta de freguesia da Junceira, Américo Pereira, sobre a ilegalidade que está a ser cometida com a cobrança do estacionamento tarifado. No ponto.
Tem toda a razão, não foi aprovado em Assembleia Municipal, é ilegal, as pessoas devem recusar-se a pagar.
chícharo
Hoje mais uma vez em Alvaiázere, lá estarei a apreciar as iguarias e a ouvir os nabantinos Drama&Beiço.
Quem nunca comeu chícharos, não sabe o que anda a perder.
quinta-feira, setembro 29, 2011
participação
A minha nota de ontem na rádio Hertz, sobre o IPT como havia prometido, pode como sempre ser ouvida online.
Também online e na rádio Hertz, vista e ouvida pode ser a reunião de Assembleia Municipal que decorre amanhã a partir das 15h, como sempre no salão nobre dos paços do concelho (o que não quer dizer que tudo o que se lá passa seja sempre muito nobre...)
Pela primeira vez neste mandato não poderei estar presente pelo que serei substituido, mas para que não se comecem já a "magicar casos", diga-se que a razão da ausência se prende unicamente com obrigações profissionais desta vez prioritárias. (em todo o caso espero chegar a Tomar a tempo de ainda assistir um pouco).
Não deixo ainda assim de publicamente dizer que alguns assuntos são na minha perspetiva absolutamente obrigatórios para abordar no PAOD (período antes da ordem do dia), e alguns mereceriam até reuniões exclusivamente dedicadas a esses temas. São eles:
Centro Hospitalar de Tomar;
Instituto Politécnico de Tomar;
Destruição do alambor do Castelo Templário;
Dívida da Autarquia;
Insegurança/Criação do Conselho Municipal de Segurança
Para não falar dos temas recorrentes, como por exemplo o Orçamento Participativo que se está aprovado pela AM desde 2009, porque não está já a ser preparada a sua execução para o orçamento do próximo ano?
Ou, quando é que, como já várias vezes propus, as forças políticas começam de forma séria e responsável, corajosa e frontal como deve ser a política do séc.XXI, a discutir a fusão de freguesias no concelho de Tomar?
E por fim, não posso deixar de convidar todos os cidadãos com essa possibilidade, a assistir no local aos trabalhos do órgão que além disso, tem sempre reservado o último ponto da Ordem de Trabalhos para intervenções do público (na verdade deveria chamar-se "intervenções dos cidadãos", mas o nome acaba por estar apropriado porque aquilo às vezes parece um circo).
Se todos tivessessem a peocupação de participar mais nestas coisas, que remédio tinham os políticos que se portar melhor! Mas como a maioria dos cidadãos nem sabe o que se lá passa...
.
Também online e na rádio Hertz, vista e ouvida pode ser a reunião de Assembleia Municipal que decorre amanhã a partir das 15h, como sempre no salão nobre dos paços do concelho (o que não quer dizer que tudo o que se lá passa seja sempre muito nobre...)
Pela primeira vez neste mandato não poderei estar presente pelo que serei substituido, mas para que não se comecem já a "magicar casos", diga-se que a razão da ausência se prende unicamente com obrigações profissionais desta vez prioritárias. (em todo o caso espero chegar a Tomar a tempo de ainda assistir um pouco).
Não deixo ainda assim de publicamente dizer que alguns assuntos são na minha perspetiva absolutamente obrigatórios para abordar no PAOD (período antes da ordem do dia), e alguns mereceriam até reuniões exclusivamente dedicadas a esses temas. São eles:
Centro Hospitalar de Tomar;
Instituto Politécnico de Tomar;
Destruição do alambor do Castelo Templário;
Dívida da Autarquia;
Insegurança/Criação do Conselho Municipal de Segurança
Para não falar dos temas recorrentes, como por exemplo o Orçamento Participativo que se está aprovado pela AM desde 2009, porque não está já a ser preparada a sua execução para o orçamento do próximo ano?
Ou, quando é que, como já várias vezes propus, as forças políticas começam de forma séria e responsável, corajosa e frontal como deve ser a política do séc.XXI, a discutir a fusão de freguesias no concelho de Tomar?
E por fim, não posso deixar de convidar todos os cidadãos com essa possibilidade, a assistir no local aos trabalhos do órgão que além disso, tem sempre reservado o último ponto da Ordem de Trabalhos para intervenções do público (na verdade deveria chamar-se "intervenções dos cidadãos", mas o nome acaba por estar apropriado porque aquilo às vezes parece um circo).
Se todos tivessessem a peocupação de participar mais nestas coisas, que remédio tinham os políticos que se portar melhor! Mas como a maioria dos cidadãos nem sabe o que se lá passa...
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quarta-feira, setembro 28, 2011
simplex autárquico em Tomar
Lembram-se do Simplex?
Entre as centenas de medidas, algumas eram destinadas ao poder local, partindo dos municípios a manifestação de candidatura.
Eu não vou comentar nada. Vejam vocês as medidas do simplex autárquico em Tomar e façam a vossa análise.
Entre as centenas de medidas, algumas eram destinadas ao poder local, partindo dos municípios a manifestação de candidatura.
Eu não vou comentar nada. Vejam vocês as medidas do simplex autárquico em Tomar e façam a vossa análise.
terça-feira, setembro 27, 2011
"crónica de uma morte anunciada"
Não é que eu goste de me armar em "aquele a quem a razão sempre assiste", mas a verdade é que quando era presidente da concelhia de Tomar do PS, entre muitas uma frase havia que eu bastante utilizava: "eu digo isso há mais de um ano".
Ora cai que nem gingas naquele tema que é sempre popular durante este mês de Setembro, para ser esquecido durante todo o resto do ano: o Instituto Politécnico de Tomar.
Mais uma vez está a acontecer (este ano com uma nuvem mais negra é certo, que vem lá dos lados de S. Bento), depois de serem conhecidos os habituais maus resultados da colocação de alunos da 1ª fase, vai-se falar disto mais uma semana ou duas, e depois daqui a um ano há mais.
Aliás, faz agora um ano que, como outras vezes já fizera, falei disso em Assembleia Municipal e houve até quem gozasse com o facto - o que é mostra de ignorância. Já no IPT parece que houve quem não gostasse de ver o assunto abordado em AM. Pois, é a velha mentalidade nabantina de achar que falar no problema é atrair mais problemas. Deve ser uma coisa de maus olhados ou assim, até a Câmara tem para quase tudo a mesma atitude. Quanto menos se falar melhor, pode ser que ninguém dê por isso...
Voltando ao ponto, a opinião da comunidade e das instituições em relação ao IPT bate quase sempre nos mesmos tópicos. Porque os professores são maus, porque são escolhidos como sabemos, porque os cursos não prestam, porque os alunos são refugo... enfim os velhos argumentos que na comunidade usamos e que têm tanto reflexos de verdade como de mentira conforme a perspetiva de onde olhamos. A questão é que enquanto comunidade (e aqui entra o município à cabeça como primeiro responsável por tudo o que à comunidade diz respeito) o que temos que fazer é preocuparmo-nos primeiro com aquilo que é nossa responsabilidade, e aceitarmos de vez aquilo que quase ninguém quer entender e por isso nunca faz parte das discussões em torno deste tema: quando um aluno escolhe uma instituição do ensino superior está também a escolher a cidade onde vai estudar!!
E nessa ótica a pergunta mais pertinente a fazer é: mas o que tem afinal Tomar para oferecer aos estudantes?!
O que fazemos em Tomar a pensar nos estudantes? Cultura, diversão noturna, festas académicas, comércio, atividades desportivas,...?
Calma, não comecem já a comparar-se com os concelhos à nossa volta (que mesmo para esses perdemos em muitas matérias), comparemo-nos sim, com outras cidades com ensino superior!
Ora, Tomar não tem sequer políticas de juventude, como eu e outros há muito reivindicamos!
Mas chega, estou a alongar-me e porque este vai ser o meu tema da crónica de amanhã na Hertz não digo agora mais nada, excepto, para fazer jus ao "já digo isso há mais de um ano", republicar em seguida três posts sobre o assunto.
Terça-feira, Maio 10, 2011
nós falamos, eles fazem
"Semana Académica do Algarve transforma-se em festival"
"A edição deste ano da Semana Académica do Algarve transforma-se em festival e muda-se a partir de sábado, para o local onde no Verão decorre a Concentração Motard de Faro"... ler mais no Sol Online
Isto sim, são semanas académicas que querem envolver a comunidade e com a participação dessa e das entidades públicas que percebem que os estudantes e as suas actividades são uma mais valia para todo o concelho onde existam, contribuindo por exemplo, para mais uns eventos no cartaz turístico anual.
Já em Tomar, à parte quem tenha passado por acaso pela zona da ponte velha no dia dos mergulhos para o rio, alguém deu pela semana académica? Alguém me consegue dizer um nome que seja de um grupo ou artista que cá tenha vindo?
E já agora, quantas pessoas que não sejam alunos do IPT, conseguem dizer onde se realizou o evento?
E depois vem aquela malta muito importante dizer que sim "o politécnico é muito importante", sim "é preciso apoiar o politécnico", sim "estreitar as ligações entre o politécnico e a comunidade" - jamais, fundir ou extinguir ou o que quer que seja o politécnico!...
O Politécnico é os seus alunos! Não existe sem eles! Quando é que metem isto na cabeça?!
Terça-feira, Abril 19, 2011
Ensino Politécnico no distrito
A minha opinião, sucinta, publicada no jornal Cidade de Tomar de 15 de Abril (em conjunto com outras personalidades - não que eu seja uma!), em resposta às 3 questões colocadas:
"1 - Acha que existem vantagens com a fusão ou reorganização do IPT com o Instituto Politécnico de Santarém? 2 - Adviriam vantagens, para Tomar e concelhos onde se implanta o IPT, nos aspectos científicos, económicos ou culturais, com esta fusão ou reorganização? 3 - Será curial, no século XXI, a centralização dos Institutos Politécnicos, nas capitais de distrito, no caso dos Politécnicos do Ribatejo, em Santarém?"
(...)
Portugal tem, como a outros níveis, também ao nível do Ensino Superior um problema de excesso e novo riquismo. Nos anos 90, deslumbrados com os dinheiros europeus e numa bacoca onda provinciana, também como forma de criar postos de trabalho bem renumerados muitas vezes a quem não tinha qualidade para tal, permitiu-se uma proliferação de instituições por tudo o que era quintal autárquico. Hoje temos uma rede de ensino superior claramente excessiva para a dimensão do nosso país e dos nossos impostos.
Essa realidade virá forçosamente a transformar-se, contraindo-se, o que ditará a fusão e provável extinção de algumas dessas instituições, o que se tem já verificado ao nível dos privados.
Dito isto, sobre os Institutos Politécnicos de Tomar e Santarém, os quais conheço com razoabilidade, as perguntas colocadas ainda que subjectivas quase se respondem a si mesmas. Se há vantagens na fusão? Em teoria sim, porque o que é maior é em princípio mais forte; Vantagens advindas da fusão, para Tomar ou outros concelhos? Em princípio é indiferente, não é o serem dois distintos ou um só agrupado que faz a diferença ao nível local; A última questão tem por base a tal guerra de capelinhas, tão responsável no nosso país por tanto disparate, e como tal não faz sentido pensar as coisas nesses termos. Até porque isso das capitais de distrito também tem os dias contados.
As questões essenciais são outras, e particularmente em relação a Tomar, a primeira grande questão é a de mudar a cultura reinante e a forma de actuação, do Município, do Politécnico, e da comunidade em geral.
O facto é que o IPT é (a par com o Hospital) o maior empregador directo do concelho de Tomar, e isoladamente o maior indirecto, contribuindo também de forma generalizada para a economia local com o consumo nas lojas, na restauração, com o aluguer de quartos – como já afirmei muitas vezes, é o maior ganha-pão do concelho.
Ora, indiferente a isto, Tomar tem, entre outros, um problema acrescido em relação à generalidade dos outros Politécnicos: a pouca interligação entre Politécnico e Município, um estar genericamente de costas voltadas claramente perceptível particularmente ao longo da última década. À boa portuguesa, gosta-se muito de chorar sobre o leite derramado, mas nada fazer previamente para o evitar. E o leite pode estar próximo de se entornar.
O futuro das instituições de Ensino Superior do nosso distrito pode ser incerto, mas com certeza que quando alterações vierem a ser introduzidas, além de outros critérios, neles estarão certamente o número de alunos, a qualidade dos cursos, a taxa de empregabilidade desses cursos.
E nessa como noutras matérias, o Município e Câmara que o gere, não pode continuar a lavar as mãos como se nada tivesse que ver com isto, não se pode por exemplo continuar a tratar os alunos como miúdos que vêem para a cidade fazer barulho e lixo, e ter discussões absolutamente ridículas, sobre se podem ou não utilizar a Praça da República ou o Cine-teatro. É que na hora de escolher uma instituição de ensino superior, a cidade onde esta está conta muito – que ofertas tem, que ambiente académico lá se vive – e por isso mesmo assistimos à generalidade dos municípios onde existe ensino superior a oferecer o melhor de si, os espaços mais nobres, apoio financeiro e logístico aos alunos, que são sempre o maior grupo de embaixadores em permanência de uma cidade; enquanto em Tomar assistimos ao empurrar cada vez mais notório dos alunos da cidade para interior do campus. Onde se vai realizar por exemplo a Semana Académica? Que actividades são promovidas em parceria de instituições locais com o IPT, que envolvam efectivamente os alunos? Que actividades promove o Município dirigidas particularmente aos alunos do IPT?
O que deve preocupar o Município e a comunidade em geral não são questões menores ou de semântica, não é se o Politécnico se chama de Tomar, Santarém ou outra coisa qualquer, o que a todos nos deve preocupar é: o que fazemos se se reduzirem ou deixarmos de ter alunos de ensino superior em Tomar?
Segunda-feira, Abril 26, 2010
A semana académica de Tomar...
...já começou.
O fraco cartaz deste ano, só pode mesmo ser sintomático do que estará a acontecer ao IPT, entre outras coisas, a redução de alunos.
Em Tomar, em vez de perceber esta realidade, e antever uma realidade sem politécnico ou sendo este um mero polo e portanto mais pequeno, de uma outra coisa qualquer, o sentimento mais comum que a comunidade tem para com os alunos do IPT, a começar por alguns responsáveis autárquicos, é o de os tratar como marginais que precisam de ordem e acima de tudo, de estar longe para não chatear.
Quando perceberem que o IPT é um dos dois maiores empregadores do concelho, e que a falta dos alunos fará faltar o dinheiro das rendas (quase todas não deduzidas...), o dinheiro nos cafés e nos restaurantes, no supermercado, a diminuição de professores e demais funcionários, etc, etc, talvez percebam então o que falhou. (Ou provavelmente não. Em Tomar raramente se percebe o que falha ou falhou, mesmo quando salta à vista de qualquer imbecil).
Mas como tantas outras coisas em Tomar, tarde demais.
Alguns pormenores ficam para quem quiser reflectir sobre eles, que eu podia escrever mais, mas a esta hora não me apetecem dores de estômago.
Que facilidades ou dificuldades foram criadas à(s) Associações de Estudantes?
Porque deixou a serenata de ser na Praça da República como sempre foi?
Eu que conheço muitas outras cidades académicas, e em nenhuma que me lembre (há excepção de casos isolados em Lisboa, onde não há propriamente uma semana académica, mas várias), a semana se realiza no espaço isolado e "restrito" do próprio campus universitário, pelo contrário, esse é um momento de trazer a "universidade" até à comunidade onde está inserida. Porque se terá então a semana académica nabantina confinado este ano ao espaço do IPT?
E porque ninguém discute estas coisas?
Ora cai que nem gingas naquele tema que é sempre popular durante este mês de Setembro, para ser esquecido durante todo o resto do ano: o Instituto Politécnico de Tomar.
Mais uma vez está a acontecer (este ano com uma nuvem mais negra é certo, que vem lá dos lados de S. Bento), depois de serem conhecidos os habituais maus resultados da colocação de alunos da 1ª fase, vai-se falar disto mais uma semana ou duas, e depois daqui a um ano há mais.
Aliás, faz agora um ano que, como outras vezes já fizera, falei disso em Assembleia Municipal e houve até quem gozasse com o facto - o que é mostra de ignorância. Já no IPT parece que houve quem não gostasse de ver o assunto abordado em AM. Pois, é a velha mentalidade nabantina de achar que falar no problema é atrair mais problemas. Deve ser uma coisa de maus olhados ou assim, até a Câmara tem para quase tudo a mesma atitude. Quanto menos se falar melhor, pode ser que ninguém dê por isso...
Voltando ao ponto, a opinião da comunidade e das instituições em relação ao IPT bate quase sempre nos mesmos tópicos. Porque os professores são maus, porque são escolhidos como sabemos, porque os cursos não prestam, porque os alunos são refugo... enfim os velhos argumentos que na comunidade usamos e que têm tanto reflexos de verdade como de mentira conforme a perspetiva de onde olhamos. A questão é que enquanto comunidade (e aqui entra o município à cabeça como primeiro responsável por tudo o que à comunidade diz respeito) o que temos que fazer é preocuparmo-nos primeiro com aquilo que é nossa responsabilidade, e aceitarmos de vez aquilo que quase ninguém quer entender e por isso nunca faz parte das discussões em torno deste tema: quando um aluno escolhe uma instituição do ensino superior está também a escolher a cidade onde vai estudar!!
E nessa ótica a pergunta mais pertinente a fazer é: mas o que tem afinal Tomar para oferecer aos estudantes?!
O que fazemos em Tomar a pensar nos estudantes? Cultura, diversão noturna, festas académicas, comércio, atividades desportivas,...?
Calma, não comecem já a comparar-se com os concelhos à nossa volta (que mesmo para esses perdemos em muitas matérias), comparemo-nos sim, com outras cidades com ensino superior!
Ora, Tomar não tem sequer políticas de juventude, como eu e outros há muito reivindicamos!
Mas chega, estou a alongar-me e porque este vai ser o meu tema da crónica de amanhã na Hertz não digo agora mais nada, excepto, para fazer jus ao "já digo isso há mais de um ano", republicar em seguida três posts sobre o assunto.
Terça-feira, Maio 10, 2011
nós falamos, eles fazem
"Semana Académica do Algarve transforma-se em festival"
"A edição deste ano da Semana Académica do Algarve transforma-se em festival e muda-se a partir de sábado, para o local onde no Verão decorre a Concentração Motard de Faro"... ler mais no Sol Online
Isto sim, são semanas académicas que querem envolver a comunidade e com a participação dessa e das entidades públicas que percebem que os estudantes e as suas actividades são uma mais valia para todo o concelho onde existam, contribuindo por exemplo, para mais uns eventos no cartaz turístico anual.
Já em Tomar, à parte quem tenha passado por acaso pela zona da ponte velha no dia dos mergulhos para o rio, alguém deu pela semana académica? Alguém me consegue dizer um nome que seja de um grupo ou artista que cá tenha vindo?
E já agora, quantas pessoas que não sejam alunos do IPT, conseguem dizer onde se realizou o evento?
E depois vem aquela malta muito importante dizer que sim "o politécnico é muito importante", sim "é preciso apoiar o politécnico", sim "estreitar as ligações entre o politécnico e a comunidade" - jamais, fundir ou extinguir ou o que quer que seja o politécnico!...
O Politécnico é os seus alunos! Não existe sem eles! Quando é que metem isto na cabeça?!
Terça-feira, Abril 19, 2011
Ensino Politécnico no distrito
A minha opinião, sucinta, publicada no jornal Cidade de Tomar de 15 de Abril (em conjunto com outras personalidades - não que eu seja uma!), em resposta às 3 questões colocadas:
"1 - Acha que existem vantagens com a fusão ou reorganização do IPT com o Instituto Politécnico de Santarém? 2 - Adviriam vantagens, para Tomar e concelhos onde se implanta o IPT, nos aspectos científicos, económicos ou culturais, com esta fusão ou reorganização? 3 - Será curial, no século XXI, a centralização dos Institutos Politécnicos, nas capitais de distrito, no caso dos Politécnicos do Ribatejo, em Santarém?"
(...)
Portugal tem, como a outros níveis, também ao nível do Ensino Superior um problema de excesso e novo riquismo. Nos anos 90, deslumbrados com os dinheiros europeus e numa bacoca onda provinciana, também como forma de criar postos de trabalho bem renumerados muitas vezes a quem não tinha qualidade para tal, permitiu-se uma proliferação de instituições por tudo o que era quintal autárquico. Hoje temos uma rede de ensino superior claramente excessiva para a dimensão do nosso país e dos nossos impostos.
Essa realidade virá forçosamente a transformar-se, contraindo-se, o que ditará a fusão e provável extinção de algumas dessas instituições, o que se tem já verificado ao nível dos privados.
Dito isto, sobre os Institutos Politécnicos de Tomar e Santarém, os quais conheço com razoabilidade, as perguntas colocadas ainda que subjectivas quase se respondem a si mesmas. Se há vantagens na fusão? Em teoria sim, porque o que é maior é em princípio mais forte; Vantagens advindas da fusão, para Tomar ou outros concelhos? Em princípio é indiferente, não é o serem dois distintos ou um só agrupado que faz a diferença ao nível local; A última questão tem por base a tal guerra de capelinhas, tão responsável no nosso país por tanto disparate, e como tal não faz sentido pensar as coisas nesses termos. Até porque isso das capitais de distrito também tem os dias contados.
As questões essenciais são outras, e particularmente em relação a Tomar, a primeira grande questão é a de mudar a cultura reinante e a forma de actuação, do Município, do Politécnico, e da comunidade em geral.
O facto é que o IPT é (a par com o Hospital) o maior empregador directo do concelho de Tomar, e isoladamente o maior indirecto, contribuindo também de forma generalizada para a economia local com o consumo nas lojas, na restauração, com o aluguer de quartos – como já afirmei muitas vezes, é o maior ganha-pão do concelho.
Ora, indiferente a isto, Tomar tem, entre outros, um problema acrescido em relação à generalidade dos outros Politécnicos: a pouca interligação entre Politécnico e Município, um estar genericamente de costas voltadas claramente perceptível particularmente ao longo da última década. À boa portuguesa, gosta-se muito de chorar sobre o leite derramado, mas nada fazer previamente para o evitar. E o leite pode estar próximo de se entornar.
O futuro das instituições de Ensino Superior do nosso distrito pode ser incerto, mas com certeza que quando alterações vierem a ser introduzidas, além de outros critérios, neles estarão certamente o número de alunos, a qualidade dos cursos, a taxa de empregabilidade desses cursos.
E nessa como noutras matérias, o Município e Câmara que o gere, não pode continuar a lavar as mãos como se nada tivesse que ver com isto, não se pode por exemplo continuar a tratar os alunos como miúdos que vêem para a cidade fazer barulho e lixo, e ter discussões absolutamente ridículas, sobre se podem ou não utilizar a Praça da República ou o Cine-teatro. É que na hora de escolher uma instituição de ensino superior, a cidade onde esta está conta muito – que ofertas tem, que ambiente académico lá se vive – e por isso mesmo assistimos à generalidade dos municípios onde existe ensino superior a oferecer o melhor de si, os espaços mais nobres, apoio financeiro e logístico aos alunos, que são sempre o maior grupo de embaixadores em permanência de uma cidade; enquanto em Tomar assistimos ao empurrar cada vez mais notório dos alunos da cidade para interior do campus. Onde se vai realizar por exemplo a Semana Académica? Que actividades são promovidas em parceria de instituições locais com o IPT, que envolvam efectivamente os alunos? Que actividades promove o Município dirigidas particularmente aos alunos do IPT?
O que deve preocupar o Município e a comunidade em geral não são questões menores ou de semântica, não é se o Politécnico se chama de Tomar, Santarém ou outra coisa qualquer, o que a todos nos deve preocupar é: o que fazemos se se reduzirem ou deixarmos de ter alunos de ensino superior em Tomar?
Segunda-feira, Abril 26, 2010
A semana académica de Tomar...
...já começou.
O fraco cartaz deste ano, só pode mesmo ser sintomático do que estará a acontecer ao IPT, entre outras coisas, a redução de alunos.
Em Tomar, em vez de perceber esta realidade, e antever uma realidade sem politécnico ou sendo este um mero polo e portanto mais pequeno, de uma outra coisa qualquer, o sentimento mais comum que a comunidade tem para com os alunos do IPT, a começar por alguns responsáveis autárquicos, é o de os tratar como marginais que precisam de ordem e acima de tudo, de estar longe para não chatear.
Quando perceberem que o IPT é um dos dois maiores empregadores do concelho, e que a falta dos alunos fará faltar o dinheiro das rendas (quase todas não deduzidas...), o dinheiro nos cafés e nos restaurantes, no supermercado, a diminuição de professores e demais funcionários, etc, etc, talvez percebam então o que falhou. (Ou provavelmente não. Em Tomar raramente se percebe o que falha ou falhou, mesmo quando salta à vista de qualquer imbecil).
Mas como tantas outras coisas em Tomar, tarde demais.
Alguns pormenores ficam para quem quiser reflectir sobre eles, que eu podia escrever mais, mas a esta hora não me apetecem dores de estômago.
Que facilidades ou dificuldades foram criadas à(s) Associações de Estudantes?
Porque deixou a serenata de ser na Praça da República como sempre foi?
Eu que conheço muitas outras cidades académicas, e em nenhuma que me lembre (há excepção de casos isolados em Lisboa, onde não há propriamente uma semana académica, mas várias), a semana se realiza no espaço isolado e "restrito" do próprio campus universitário, pelo contrário, esse é um momento de trazer a "universidade" até à comunidade onde está inserida. Porque se terá então a semana académica nabantina confinado este ano ao espaço do IPT?
E porque ninguém discute estas coisas?
segunda-feira, setembro 26, 2011
dia feliz na Catalunha
A última corrida de touros na Catalunha decorreu ontem, notícia o New York Times.
Apesar de não ser pioneira (outras regiões de Espanha já o fizeram, assim como cidades em Espanha, França e Portugal) este avanço da Catalunha é um passo muito importante uma vez que é, em conjunto com a Andaluzia, a região onde a "tradição" era mais arreigada.
Um dia histórico, um marco importante para mais um avanço civilizacional que venha a pôr fim a este espetáculo de tortura animal. O Ser Humano, supostamente dotado de inteligência tem de ser superior a estas barbáries.
sexta-feira, setembro 23, 2011
paisagem...
Começam hoje as jornadas europeias do património, às quais Tomar aderiu, tal como anunciado na (vagarosa) página do município nabantino.Espero que se lembrem de visitar o alambor destruído e digam alguma coisa sobre o assunto... só para podermos tentar acreditar que as ditas jornadas servem para alguma coisa concreta.
mais um grande que parte
![]() |
| foto do jornal O Ribatejo |
Homem de trato afável cujas palavras prenhes de estórias de vida se bebiam, assim se soubesse degustá-las. José Niza faleceu hoje com 73 anos.
Psiquiatra, político, escritor, compositor, fica para a história como o letrista de "E depois do Adeus" a música que na voz de Paulo de Carvalho foi a senha para o início da revolução de Abril.
quarta-feira, setembro 21, 2011
Boas notícias para "as meninas da Atalaia"!
"IC 3 em Tomar vai ter portagens", noticia o jornal O Mirante.
"O Itinerário Complementar nº 3 (IC3), em Tomar, numa extensão de cerca de 15 quilómetros, vai passar a ter portagens. A situação já foi confirmada a O MIRANTE pela Direcção de Estradas de Santarém. Os pórticos foram colocados nos últimos dias no IC3, entre o nó da Zona industrial de Tomar e a localidade de Asseiceira, no concelho de Tomar visam a cobrança de portagens através do Dispositivo Electrónico de Matrícula (chip)."
Sim senhor, agora já nem se avisa, quando se dá por ela a coisa está feita. É que nem a Câmara avisaram - ou assim disse o Presidente de Câmara que, enfim, atendendo ao histórico, vale o que vale.
Bom, ainda bem que não temos em Tomar nenhum autarca simultaneamente membro do Governo, senão era cá uma bronca!...
Portagens no IC3... aquela estrada cheia de lombas propícias a acidentes.
Bom, mau para uns, oportunidade para outros, a velha estrada nacional vai voltar a ver passar muitos carros.
"O Itinerário Complementar nº 3 (IC3), em Tomar, numa extensão de cerca de 15 quilómetros, vai passar a ter portagens. A situação já foi confirmada a O MIRANTE pela Direcção de Estradas de Santarém. Os pórticos foram colocados nos últimos dias no IC3, entre o nó da Zona industrial de Tomar e a localidade de Asseiceira, no concelho de Tomar visam a cobrança de portagens através do Dispositivo Electrónico de Matrícula (chip)."
Sim senhor, agora já nem se avisa, quando se dá por ela a coisa está feita. É que nem a Câmara avisaram - ou assim disse o Presidente de Câmara que, enfim, atendendo ao histórico, vale o que vale.
Bom, ainda bem que não temos em Tomar nenhum autarca simultaneamente membro do Governo, senão era cá uma bronca!...
Portagens no IC3... aquela estrada cheia de lombas propícias a acidentes.
Bom, mau para uns, oportunidade para outros, a velha estrada nacional vai voltar a ver passar muitos carros.
alambor
O vídeo das fotos da vergonha tomarense (mais uma, e esta é das grandes) elaborado pelo Sigillum Militum Chisti (onde existe um outro) e entretanto já publicado noutros blogues, entre os quais o mediático O Jumento.
Entretanto continuem a divulgar e assinar a petição pública que exige a restauração do alambor, que vai a caminho das 1900 assinaturas.
insularidade vs insanidade vs leviandade
![]() |
| El maioral del bananal |
Dado o estado das coisas, vejamos:
Atendendo a que historicamente as colónias ao serem exploradas por outros países foram aos poucos tornando-se independentes;
- não poderemos nós, portugueses continentais (também conhecidos por cubanos), tornarmo-nos independentes da Madeira?
segunda-feira, setembro 19, 2011
Sempre em Grande - Sérgio Godinho
Para os mais distraídos, convém lembrar que o maior das músicas em português lançou novo trabalho. Sérgio Godinho, o fenomenal escritor de canções a comemorar 40 anos de discos com o seu nome próprio (isto porque já gravara antes integrado noutros projetos).
«Com o habitual grupo de Assessores - os músicos que o acompanham há vários anos - Sérgio Godinho gravou 12 novas canções, que resultaram do seu método habitual de composição, ao longo dos 40 anos de carreira: "Olhar à volta e ver o que se passa", disse o músico à Agência Lusa.
"Eu o que faço é tentar contar coisas, falar de coisas, fazer interrogações à minha maneira e saber que há pessoas que são tocadas por isso", sublinhou o cantautor, hoje com 66 anos.
Essas interrogações são "contos de um instante", como canta numa das canções do novo disco, e tanto podem falar de amor ("Intermitentemente"), como da situação do país e das incertezas do presente ("Acesso bloqueado").
O álbum é ainda o resultado de um renovado "mútuo consentimento" do que tem feito em todos estes anos: "O disco vive de partilhas nossas entre os Assessores e eu, de partilhas com os outros, com os convidados, com os públicos com o qual foi sempre construído"», notícia o DN Artes.
sexta-feira, setembro 16, 2011
3 notas em Si Bemol
Regressaram esta semana as notas do dia na rádio Hertz.A minha é quinzenalmente às quartas. Esta quarta a crónica com o belo título em epígrafe versou sobre o arranque do ano letivo, a destruição do alambor do Castelo Templário de Tomar, e ainda o Congresso Nacional do PS.
infantilidades
Costumava ter muito respeito por António Costa, tem qualidade e costuma ser coerente. (aliás, trouxe-o ainda nos meus tempos da jota a Tomar)
Mas desde que AJS anunciou que se candidatava, que AC se anda a portal mal. E continua, ainda ontem deu mais uma alfinetada totalmente despropositada.
Está a prestar um mau serviço ao PS e ao país. Apesar de no PS quase todos sabermos as razões, não há qualquer justificação séria para essa atitude.
E ainda para mais, com o percurso que tem e a competência que normalmente demonstra, o presidente da Câmara de Lisboa deveria estar acima destas infantilidades.
Mas desde que AJS anunciou que se candidatava, que AC se anda a portal mal. E continua, ainda ontem deu mais uma alfinetada totalmente despropositada.
Está a prestar um mau serviço ao PS e ao país. Apesar de no PS quase todos sabermos as razões, não há qualquer justificação séria para essa atitude.
E ainda para mais, com o percurso que tem e a competência que normalmente demonstra, o presidente da Câmara de Lisboa deveria estar acima destas infantilidades.
quinta-feira, setembro 15, 2011
é tão chato ter razão
"Chefias nos municípios vão ser reduzidas a metade", noticia o jornal O Templário.
Tanto que nós do PS alertámos, tanto que batemos nisto, mas como é costume não nos quiseram ouvir.
Igualmente como de costume, tentaram desvalorizar a questão para tentarem dizer que o PS estava a usar subterfúgios.
Agora, como também é costume, são FORÇADOS a darem-nos razão.
Obrigado ao Governo (do qual faz parte Miguel Relvas), por mostrar aos independentes e aos social-democratas da Assembleia Municipal de Tomar (dos quais faz parte Miguel Relvas), que fosse em que situação fosse, mas principalmente no contexto economico-social que atravessamos, não fazia nenhum sentido aumentar o número de chefias no Município, eles deviam sim ser reduzidos como propusemos. A Câmara quis aumentar e estas duas forças votaram favoravelmente e mais uma vez vão ter que emendar a mão. O que é que vão dizer agora?
Bom senso e responsabilidade fazem tanta falta!
Tanto que nós do PS alertámos, tanto que batemos nisto, mas como é costume não nos quiseram ouvir.
Igualmente como de costume, tentaram desvalorizar a questão para tentarem dizer que o PS estava a usar subterfúgios.
Agora, como também é costume, são FORÇADOS a darem-nos razão.
Obrigado ao Governo (do qual faz parte Miguel Relvas), por mostrar aos independentes e aos social-democratas da Assembleia Municipal de Tomar (dos quais faz parte Miguel Relvas), que fosse em que situação fosse, mas principalmente no contexto economico-social que atravessamos, não fazia nenhum sentido aumentar o número de chefias no Município, eles deviam sim ser reduzidos como propusemos. A Câmara quis aumentar e estas duas forças votaram favoravelmente e mais uma vez vão ter que emendar a mão. O que é que vão dizer agora?
Bom senso e responsabilidade fazem tanta falta!
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