"Mata dos Sete Montes dá acesso ao Convento de Cristo", noticia O Mirante Online.
(...) "Este caminho é sugerido pela autarquia como alternativa às calçadas de Santiago e Santo André, que estão condicionadas devido às obras em curso na envolvente do convento." (...)
Pois, com obras ou sem obras, o que nunca fez qualquer sentido (como eu e outros muitas vezes dissemos) é que a Mata não fosse um acesso regular ao Castelo Templário/Convento de Cristo.
E lembram-se disso agora que as obras vão a meio?!
quarta-feira, agosto 10, 2011
terça-feira, agosto 09, 2011
intermitente
segunda-feira, agosto 01, 2011
peregrinações
A viver na semana que passou e esta que se inicia cinzenta, uma espécie de férias intermitentes que serão afinal as únicas que terei este verão, longe o suficiente do computador nele tocando apenas para ir acompanhando as orientações que vão chegando do Ministério para a abertura do novo ano letivo, contratações de professores e afins, o mais que tenho feito é dedicar-me à pesca.....Lisboa, Meco e Tomar, ao que se seguirá esta semana, Guarda, S.Pedro de Moel e arredores, assim se fazem umas férias caseiras.
A degustar novos encantos no país que tem sempre algo a descobrir...
nós e os outros
"ALVAIÁZERE - Loja de Apoio Social inaugurada neste domingo", noticia a rádio Hertz.
"Instalada numa loja interior do Mercado Municipal, a Loja de Apoio Social de Alvaiázere (LASA) foi inaugurada no dia 17 de Janeiro. Entre os bens disponíveis, a LASA irá dispor de alimentos não perecíveis, vestuário de criança e adulto, roupa de casa, material escolar, material de puericultura, brinquedos, entre outros."
Pois, nós do PS também já propusemos isto para Tomar, mas como é costume....
"Instalada numa loja interior do Mercado Municipal, a Loja de Apoio Social de Alvaiázere (LASA) foi inaugurada no dia 17 de Janeiro. Entre os bens disponíveis, a LASA irá dispor de alimentos não perecíveis, vestuário de criança e adulto, roupa de casa, material escolar, material de puericultura, brinquedos, entre outros."
Pois, nós do PS também já propusemos isto para Tomar, mas como é costume....
atentados na noruega
A minha crónica da última quarta-feira na rádio Hertz, esta sobre o "nazi norueguês", pode ser ouvida como sempre, aqui.
segunda-feira, julho 25, 2011
7
Tão mentalmente ocupado ando, que deixei passar em claro o dia de aniversário do algures (07.07.2004), precisamente no ano em que atinge 7 anos. Enfim, foi-se o dia mas fica ainda um pouco do mês.
Ora 7 é um número muito importante para os apaixonados da numerologia. Para mim também. Dos seus muitos significados, em algumas organizações que são essencialmente filosofias de vida, o 7 representa a passagem à idade adulta, o alcançar da mestria.
No decurso deste sétimo ano ficam alguns desafios pessoais aqui para o algures...
o primeiro é gradualmente começar a habituar-me a escrever com as convenções do novo acordo ortográfico... não vai ser fácil.
o segundo e mais importante, é o planear de um edição em papel que resuma estes 7 anos de algures. Num tempo onde o efémero das redes sociais é cada vez mais voraz, o livro merece ganhar um novo destaque; e num concelho onde a generalidade dos políticos parece ter medo de ter ou transmitir opinião e muito mais de a escrever, a palavra impressa deve também ser elogiada - assim, porque estes 7 anos "algures aqui" se confundem para mim muito com actividade política, e como forma de fechar esse capítulo, nada melhor que o encerrar num livro para colocar na estante. É claro que aceito patrocínios para esta tarefa :)
Algures aqui ou ali, "sem periodicidade certa" como sempre aqui se postulou, cá vou continuar a dar uns bitaites sobre tudo e sobre nada.
Entretanto, gozem o Verão, que parece agora começar a ser Verão a sério.
Ora 7 é um número muito importante para os apaixonados da numerologia. Para mim também. Dos seus muitos significados, em algumas organizações que são essencialmente filosofias de vida, o 7 representa a passagem à idade adulta, o alcançar da mestria.
No decurso deste sétimo ano ficam alguns desafios pessoais aqui para o algures...
o primeiro é gradualmente começar a habituar-me a escrever com as convenções do novo acordo ortográfico... não vai ser fácil.
o segundo e mais importante, é o planear de um edição em papel que resuma estes 7 anos de algures. Num tempo onde o efémero das redes sociais é cada vez mais voraz, o livro merece ganhar um novo destaque; e num concelho onde a generalidade dos políticos parece ter medo de ter ou transmitir opinião e muito mais de a escrever, a palavra impressa deve também ser elogiada - assim, porque estes 7 anos "algures aqui" se confundem para mim muito com actividade política, e como forma de fechar esse capítulo, nada melhor que o encerrar num livro para colocar na estante. É claro que aceito patrocínios para esta tarefa :)
Algures aqui ou ali, "sem periodicidade certa" como sempre aqui se postulou, cá vou continuar a dar uns bitaites sobre tudo e sobre nada.
Entretanto, gozem o Verão, que parece agora começar a ser Verão a sério.
sábado, julho 23, 2011
livre
Ser livre é querer ir e ter um rumoe ir sem medo,
mesmo que sejam vãos os passos.
É pensar e logo
transformar o fumo
do pensamento em braços.
É não ter pão nem vinho,
só ver portas fechadas e pessoas hostis
e arrancar teimosamente do caminho
sonhos de sol
com fúrias de raiz.
É estar atado, amordaçado, em sangue, exausto
e, mesmo assim,
só de pensar gritar
gritar
e só de pensar ir
ir e chegar ao fim.
Armindo Rodrigues (1904 - 1993)
sexta-feira, julho 22, 2011
De saída
artigo publicado no jornal Cidade de Tomar de hoje.
Esta será a última vez que assino um texto enquanto presidente da Concelhia de Tomar do Partido Socialista. Foram quase seis anos como primeiro responsável por uma estrutura que envolve umas centenas de militantes e autarcas, alguns deles independentes.
Liderar um partido político é na maioria das vezes difícil. Lidar com as muitas opiniões contrárias, com legítimos interesses diversificados, e também com as amizades ou as antipatias entre pessoas que se conhecem muitas vezes há muito tempo, originando por vezes invejas gratuitas, por vezes ódios cujas razões se perderam no tempo. Um partido político é afinal como uma representação restrita da sociedade.
Como em todo o lado, quem lidera não consegue agradar a todos. Se é firme há quem o ache autoritário, se é condescendente há quem o ache manipulável, se decide é egocêntrico, se ouve os outros é porque é incapaz de decidir sozinho. Depois, como em tudo, as opiniões sobre a sua acção dividem-se: há sempre quem nele se reveja por se sentir representado; há quem o desvalorize por achar que faria melhor; há quem não goste porque não, porque é novo ou velho, porque é baixo ou gordo, ou porque é homem ou porque é mulher, ou porque é do Benfica ou não gosta de touradas…
Liderar é muitas vezes fazer escolhas, e muitas vezes essas escolhas envolvem pessoas. E por mais que tenhamos o perfil traçado, o perfil estudado, há sempre pessoas que nos desiludem outras que nos surpreendem agradavelmente. Como diria um amigo meu, é quando está em brasa que se vê a qualidade do metal. E como em tanto mais, é seguramente assim na política.
Liderar é também cometer erros, saber assumi-los, e acima de tudo aprender com eles, sejam os próprios sejam os observados nos outros.
Como em qualquer organização, nem sempre todos estão pelas melhores razões ou com a maior das dedicações – sempre foi sempre assim será. Interessa o sentido para o qual aponta a maioria. A grande maioria dos socialistas nabantinos deseja um concelho mais desenvolvido, mais capaz, onde todos possamos continuar a viver e a viver com mais oportunidades. Um concelho que ao contrário do afundanço das últimas décadas, seja sim um concelho que prospere, que agarre os jovens e atraia outros.
A grande maioria dos socialistas coloca os interesses do colectivo à frente dos pessoais, são esses que interessam, é nesses que me revejo.
Ao longo deste tempo procurei sempre introduzir novas pessoas, novos protagonismos, nunca centrando no “líder” a responsabilidade única pela decisão ou condução da estrutura. É assim que gosto de trabalhar, e na política como em qualquer outra actividade que tenha por base o voluntariado, não concebo mesmo que possa ser de outra forma. Pelo colectivo com o colectivo. Se assim não for, e mesmo sabendo que muitos não pensam como eu, para mim não vale a pena.
Gosto de estar em colectivos que baseados nas mesmas causas, dirigidos aos mesmos projectos, encontram nesse espaço colectivo a partilha, a força e a ambição para prosseguir com esses desafios.
É assim que vejo qualquer associação, é assim que vejo qualquer partido político, é assim que vejo o Partido Socialista e a concelhia de Tomar.
Com essa forma de estar, foram várias as bandeiras nestes anos, prenhes de causas, que empunhámos ao longo deste tempo.
Da eterna defesa do Mercado Municipal e da sua revitalização, infelizmente ainda no estado vergonhoso em que se encontra; à luta contra a ponte do Flecheiro, hoje prova que foi mais um “investimento” de prioridade duvidosa, à vista que está que pouco ou nada resolveu na mobilidade, ao contrário do que poderia resolver se, como sempre defendemos, tivesse sido construída mais a sul à entrada da cidade, como deveria obrigar o simples bom senso.
Olhando para a gestão municipal, este tempo que passou pode muito bem ser definido como o das dispendiosas obras inúteis, sinónimo por isso de oportunidades perdidas.
Com o Polis à cabeça como grande ocasião falhada, temos hoje a cidade (do resto do concelho nem vale a pena falar) polvilhada de obras caras, com despesas avultadas de manutenção e sem capacidade de retorno financeiro e na maioria dos casos, qualquer outro. Das grandes obras como o Pavilhão Municipal, erradamente pensado logo de início porque não deveria ter sido construído naquele local, nem com aquelas características; à Casa dos Cubos que serve para quê afinal?; às obras mais pequenas como as rotundas mal concebidas ou as passadeiras elevadas eternamente a ser reparadas.
Tudo isso, fraco ou nenhum planeamento, falta de visão e de senso, muita teimosia bacoca, explicam a imensa dívida do nosso município, e apesar disso perguntamos: o que disto representou investimento em desenvolvimento económico, em incentivo à criação de postos de trabalho, de expansão de nichos de mercado, em melhoria de acesso dos cidadãos aos serviços públicos e melhor prestação destes; ou sequer, o que é que disto representou melhoria da qualidade de vida e da oferta generalizada de Tomar num contexto de permanente competitividade entre concelhos?
A dívida colossal, a pesada herança do desastre da governação PSD/António Paiva, é-o ainda mais porque dificilmente terá o município capacidade para em longos anos a conseguir pagar com meios próprios, e exprime-se magistralmente como exemplo de tudo o resto numa só obra: o desastroso Parque T que fora os milhões já gastos, há-de levar ainda mais 7 milhões sobre os quais o município incorre já em juros, e continuamos sem perceber como pensa afinal o Presidente de Câmara pagá-los. E apesar de tudo isto continua-se, mês após mês, a esbanjar dinheiro sem critério, a gastar onde não há retorno, a gerir casuisticamente sem qualquer plano ou visão.
Já o disse e é evidente: sem rumo, sem organização, sem liderança, esta Câmara ficará para a história recente como a pior do pós 25 de Abril.
E os culpados quem são? Os políticos? Não, todos nós! Os políticos tomarenses com responsabilidades públicas nos últimos anos, escolhidos pelos tomarenses, têm sido globalmente maus, muito maus é certo, e eu sinto algum desconforto em poder ser confundido com eles e essa é uma das razões do meu actual cansaço com a política. Mas não confundo a responsabilidade dos eleitos com a desresponsabilização dos que os elegem.
Afinal, quantos tomarenses se preocupam com o estado a que o concelho chegou, com o estado desgovernado do município, o que é fazem, como é que exprimem o seu desacordo? É fácil deitar as culpas sempre a outros, é muito fácil culpar os suspeitos do costume, os políticos, mas os políticos são o espelho das suas comunidades e tão ou mais competentes como a comunidade lhes exigir. A responsabilidade começa em cada um de nós, a nossa comunidade começa em cada rua, em cada casa.
De saída, não esqueço os elementos dos três secretariados e das três comissões políticas que me deram o privilégio de dirigir; aos candidatos que em eleições autárquicas muito se esforçaram mas apesar disso não saíram ganhadores, não desistam porque como bem disse Mário Soares “só é derrotado quem desiste de lutar”; a todos os autarcas socialistas, particularmente aos Presidentes e outros elementos das Juntas de Freguesia cujo trabalho é esforçado e dedicado como provavelmente nenhum outro na vida autárquica, e ainda assim pouco reconhecido. A todos um penhorado agradecimento.
À comunicação social, mas mais que isso, aos jornalistas que são pessoas como todos os demais, com falhas e virtudes e que mesmo errando aqui ou ali (e eu bem sei que sou muitas vezes crítico para com o seu trabalho), fazem o possível com os poucos meios de que dispõem, e que apesar disso têm no nosso concelho um papel muito importante não apenas no simples transmitir de informação, mas também no alertar das consciências, no dar voz aos cidadãos mais anónimos, no unir da comunidade. Tudo isso a comunicação social pode fazer – se o quiser. E nós pretensos políticos, temos de reconhecer que a comunicação social é uma extensão daquilo que fazemos. São eles que projectam, ou não, a nossa voz, eles que transmitem ou não, as nossas ideias.
No fim deste processo, de vitórias e derrotas, de lutas, de horas e dias e meses e anos, saio acima de tudo, com a mesma coisa que entrei – é em verdade, ainda que muito desvalorizada, das poucas coisas que vale a pena possuir: uma consciência tranquila.
A todos – porque como disse o outro, não deixarei de andar por aí – vemo-nos nas lutas!
Por fim, quanto ao PS, este fim-de-semana fazem-se escolhas, nacionalmente os socialistas escolhem um novo líder, e estou certo que escolherão António José Seguro, alguém que há muito admiro, alguém que tem uma visão mais próxima da minha do que é a esquerda, do que é o socialismo, do que é o humanismo.
Por Tomar os socialistas escolhem um novo líder e uma nova equipa de dirigentes. Sei que a Anabela Freitas saberá encontrar as melhores energias para levar o colectivo socialista a melhores portos e com isso levar o PS a, escolhido pelos tomarenses para governar, resgatar Tomar do buraco em que dia-a-dia se afunda. A todos, bom trabalho!
terça-feira, julho 19, 2011
uma espécie de coerência...
"Macário já não se opõe à introdução de portagens na Via do Infante", noticia a TSF.
Ora, o sr presidente da Câmara de Faro, ilustre figura do PSD nacional, era até há pouco tempo contra as portagens e aparecia na comunicação social muito combativo às mesmas, e agora de repente já não é contra.
O que é que terá mudado?
Ora, o sr presidente da Câmara de Faro, ilustre figura do PSD nacional, era até há pouco tempo contra as portagens e aparecia na comunicação social muito combativo às mesmas, e agora de repente já não é contra.
O que é que terá mudado?
segunda-feira, julho 18, 2011
paciência!
Se mesmo com hora marcada é preciso esperar três horas por uma consulta com o médico de família, consulta essa para fazer algo que demorou dois minutos, e que em bom rigor nem exigiria que eu estivesse presente, COMO É QUE ESTE PAÍS HÁ-DE SER PRODUTIVO?!
no caminho certo
"Cine-Teatro Paraíso vai ter cinema extraordinário às quintas-feiras" noticia O Mirante Online.
O simples bom senso diz-nos que o Cine-Teatro Paraíso não tem no contexto atual do mercado e da realidade social nabantina, qualquer viabilidade enquanto espaço de cinema comercial.
Para o ter, seria necessário que fosse lançada uma campanha "agressiva" e pro-ativa de cativação de público e regresso dos espectadores à sala de cinema, além de ser absolutamente obrigatório que o espaço estivesse 100% dedicado a esse fim, o que além de ainda assim não ser uma garantia de sucesso, não me parecer o mais desejável para a comunidade. Tomar não tem uma verdadeira sala de espetáculos, aquela é assim o que mais com isso se parece e por isso o seu uso deve ser eclético e polivalente.
Por isso a utilização, bem como a manutenção daquele espaço deve cada vez mais acontecer por via de protocolos com as forças da comunidade, particularmente as associações que trabalham na área da cultura, como é o caso do “Plano Extraordinário - Clube de Cinema” que agora passa a garantir a exibição de cinema não comercial - ou "não convencial" como refere a notícia, ainda que eu não saiba o que isso quer dizer.
Claro que fica por resolver um problema de partida, que obriga a uma maior abertura e vontade de resolver a questão por parte da Câmara Municipal, e que tem que ver com as despesas de manutenção do espaço, particularmente dos recursos humanos a ele afectos.
O simples bom senso diz-nos que o Cine-Teatro Paraíso não tem no contexto atual do mercado e da realidade social nabantina, qualquer viabilidade enquanto espaço de cinema comercial.
Para o ter, seria necessário que fosse lançada uma campanha "agressiva" e pro-ativa de cativação de público e regresso dos espectadores à sala de cinema, além de ser absolutamente obrigatório que o espaço estivesse 100% dedicado a esse fim, o que além de ainda assim não ser uma garantia de sucesso, não me parecer o mais desejável para a comunidade. Tomar não tem uma verdadeira sala de espetáculos, aquela é assim o que mais com isso se parece e por isso o seu uso deve ser eclético e polivalente.
Por isso a utilização, bem como a manutenção daquele espaço deve cada vez mais acontecer por via de protocolos com as forças da comunidade, particularmente as associações que trabalham na área da cultura, como é o caso do “Plano Extraordinário - Clube de Cinema” que agora passa a garantir a exibição de cinema não comercial - ou "não convencial" como refere a notícia, ainda que eu não saiba o que isso quer dizer.
Claro que fica por resolver um problema de partida, que obriga a uma maior abertura e vontade de resolver a questão por parte da Câmara Municipal, e que tem que ver com as despesas de manutenção do espaço, particularmente dos recursos humanos a ele afectos.
referência
"Ser pela liberdade não é apenas tirar as correntes de alguém, mas viver de forma que respeite e melhore a liberdade dos outros.""Tudo parece impossível até que seja feito."
"Quando a água começa a ferver é uma estupidez tentar desligar o calor."
Nelson Mandela, 93 anos hoje completados, muitos deles de exemplo para a Humanidade.
sexta-feira, julho 15, 2011
critério
"Vereadores em desacordo com apoios a atribuir aos Aerocalminhas", noticia a rádio Hertz.
Totalmente de acordo, ou não o dissesse há muito tempo, com os vereadores José Vitorino e Pedro Marques sobre a falta de critério que existe na distribuição às associações do concelho das migalhas a que chamam apoios.
Mesmo que não estivéssemos em crise e o município não tivesse uma dívida que dificilmente conseguirá alguma vez pagar com meios próprios, na política e na gestão pública é preciso saber definir prioridades e critérios, naturalmente com princípios vários, um deles a transparência.
Ora, não me interessa agora em quanto se pensa susbsidiar os Aerocalminhas, para que fim, e se no passado já recebeu ou não. Quero é saber com base em quê é que esse apoio é feito, para alcançar que objectivos, com que definição de metas de desenvolvimento (associativo, cultural, desportivo, turístico ou outro) para o concelho. Isso é que é importante saber mas até hoje nunca foi feito.
O que não pode continuar é esta forma descricionária, totalmente casuística de atribuição de subsídios que depois como são a dividir por muitos, na prática não servem para desenvolver coisa nenhuma e são pouco mais que "tapa buracos".
E sim, tal como afirmaram os vereadores, é preciso saber distinguir entre associações, por exemplo como a Gualdim Pais que movimenta milhares de cidadãos e cria dezenas (senão ultrapassa já a centena) de postos de trabalho, e todos os anos arrecada muitos títulos, não esquecendo que foram lá que se "cresceram" os dois atletas olímpicos nabantinos; de associações que são pouco mais que um hobbie familiar.
- Ó sr. vice-presidente da Câmara, "muitos desses jovens trabalham hoje na NASA ou estão na TAP"?! Isso é um argumento a sério? Então já agora, quantos?
Totalmente de acordo, ou não o dissesse há muito tempo, com os vereadores José Vitorino e Pedro Marques sobre a falta de critério que existe na distribuição às associações do concelho das migalhas a que chamam apoios.
Mesmo que não estivéssemos em crise e o município não tivesse uma dívida que dificilmente conseguirá alguma vez pagar com meios próprios, na política e na gestão pública é preciso saber definir prioridades e critérios, naturalmente com princípios vários, um deles a transparência.
Ora, não me interessa agora em quanto se pensa susbsidiar os Aerocalminhas, para que fim, e se no passado já recebeu ou não. Quero é saber com base em quê é que esse apoio é feito, para alcançar que objectivos, com que definição de metas de desenvolvimento (associativo, cultural, desportivo, turístico ou outro) para o concelho. Isso é que é importante saber mas até hoje nunca foi feito.
O que não pode continuar é esta forma descricionária, totalmente casuística de atribuição de subsídios que depois como são a dividir por muitos, na prática não servem para desenvolver coisa nenhuma e são pouco mais que "tapa buracos".
E sim, tal como afirmaram os vereadores, é preciso saber distinguir entre associações, por exemplo como a Gualdim Pais que movimenta milhares de cidadãos e cria dezenas (senão ultrapassa já a centena) de postos de trabalho, e todos os anos arrecada muitos títulos, não esquecendo que foram lá que se "cresceram" os dois atletas olímpicos nabantinos; de associações que são pouco mais que um hobbie familiar.
- Ó sr. vice-presidente da Câmara, "muitos desses jovens trabalham hoje na NASA ou estão na TAP"?! Isso é um argumento a sério? Então já agora, quantos?
nós e os outros
"ALVAIÁZERE - Município apresentou Plano Local de Promoção da Acessibilidade", noticia a rádio Hertz.
Pois, nós do PS também já propusemos isto na Assembleia Municipal de Tomar, não só porque é necessário mas também porque há fundos exclusivos para este fim.
Mas como é costume...
Pois, nós do PS também já propusemos isto na Assembleia Municipal de Tomar, não só porque é necessário mas também porque há fundos exclusivos para este fim.
Mas como é costume...
quinta-feira, julho 14, 2011
"política de verdade"
Sem discutir a necessidade da medida, mas achando correta a forma como se dizia que viria a ser aplicada, igual para todos, vejo agora que há já um "desvio colossal" entre aquilo que Passos Coelho prometeu em campanha e garantiu já depois de eleito, e aquilo que agora é anunciado como concretização do imposto especial sobre o subsídio de natal: a especulação financeira e afins, fica de fora do alcance deste imposto.
Ou seja, o tal esforço nacional para todos que garantiu vai ser afinal para os mesmos de sempre - os trabalhadores.
Como se os lucros do capital fossem de um qualquer outro mundo. De facto, deve ser mesmo outro.
E se deixássemos todos de trabalhar e só jogássemos na bolsa?
Ou seja, o tal esforço nacional para todos que garantiu vai ser afinal para os mesmos de sempre - os trabalhadores.
Como se os lucros do capital fossem de um qualquer outro mundo. De facto, deve ser mesmo outro.
E se deixássemos todos de trabalhar e só jogássemos na bolsa?
Hã?! Como disse?
"Crença de Corvelo de Sousa: Juntas de Freguesia não necessitam de se preocupar com a reformulação autárquica", noticia a rádio Hertz.
- Ó sr. Presidente, desculpa lá que lhe diga, mas isso é mesmo coisa de quem não sabe do que está a falar!
Sabe ao que Portugal está obrigado para com a troika? Sabe o que é a inconcebível organização politico-administrativa do nosso país, e que há muito a devíamos estar a alterar? Acha que Tomar é um concelho à parte, com regalias especiais? Sabe o que é ser um político responsável, que sabe avançar com as medidas, com coragem e verdade, em vez de ficar à espera que decidam por nós? Sabe o que aconteceu em Lisboa e na Covilhã?
É a tal coisa, ser boa pessoa não pode ser a única qualidade para se desempenhar um cargo público. Não pode sequer ser critério.
Faz lembrar aquelas coisas das avaliações do funcionários públicos em que se coloca "assíduo e pontual", como se ser assíduo e pontual fosse uma opção...
- Ó sr. Presidente, desculpa lá que lhe diga, mas isso é mesmo coisa de quem não sabe do que está a falar!
Sabe ao que Portugal está obrigado para com a troika? Sabe o que é a inconcebível organização politico-administrativa do nosso país, e que há muito a devíamos estar a alterar? Acha que Tomar é um concelho à parte, com regalias especiais? Sabe o que é ser um político responsável, que sabe avançar com as medidas, com coragem e verdade, em vez de ficar à espera que decidam por nós? Sabe o que aconteceu em Lisboa e na Covilhã?
É a tal coisa, ser boa pessoa não pode ser a única qualidade para se desempenhar um cargo público. Não pode sequer ser critério.
Faz lembrar aquelas coisas das avaliações do funcionários públicos em que se coloca "assíduo e pontual", como se ser assíduo e pontual fosse uma opção...
romance público
Ora eu estava lá e nem me apercebi, ouvi depois, mas só agora percebi que era a prima Marisa quem foi pedida em casamento, em plena Benção dos tabuleiros. (http://www.otemplario.pt/ultimahora/noticia/?id=6601)
PARABÉNS MARISA, e PARABÉNS VASCO (também pela ideia).
PARABÉNS MARISA, e PARABÉNS VASCO (também pela ideia).
quarta-feira, julho 13, 2011
algures na rússia
sexta-feira, julho 08, 2011
obrigado...
...simples e sincero, é o que retribuo publicamente a todos os que nos últimos dias me têm feito chegar algumas mensagens pessoalmente, por email e noutros suportes.
Felizmente que uma palavra ouvida vale bastante mais que as muitas esquecidas.
A vida é como um livro que desfolhamos capítulo a capítulo, por vezes com temática totalmente diferente. A cada um que fechamos um novo se sucede. Oxalá se sucedam muitos.
(e agora é hora de ir para Tomar, que não tarda nada é hora de "Cortejo do Mordomo")
Felizmente que uma palavra ouvida vale bastante mais que as muitas esquecidas.
A vida é como um livro que desfolhamos capítulo a capítulo, por vezes com temática totalmente diferente. A cada um que fechamos um novo se sucede. Oxalá se sucedam muitos.
(e agora é hora de ir para Tomar, que não tarda nada é hora de "Cortejo do Mordomo")
nós e os outros
Ora vejam lá bem, não é que a Câmara M de Ourém está a organizar em conjunto com as Freguesias do concelho, os passeios dos idosos? Em conjunto com as Juntas de Freguesia, mas onde é que já se viu?!! Não percebem mesmo nada disto...
Mas pior, vejam lá bem onde levam os idosos... para o Algarve, o Porto, a praia, enfim, um sítio qualquer para o qual algum amigo pretende vender a viagem.. Não, nada disso, trazem-nos para Tomar!!
É que são mesmo maçaricos, querem ver que nem se lhes paga o almoço mais o jantar nem nada, mas que espécie de passeio é este?! Mas quem é que quer ver o Convento de Cristo ou o Museu dos Fósforos?! Boa parte dos tomarenses com mais de 40 anos nunca lá entrou e vejam lá se alguém lá pensa organizar visitas!
E depois assim a espalhar pelas juntas e a fazer para todo o concelho... Então mas assim nem dá para repetir várias vezes as já escolhidas pessoas que sabemos votar no partido, ou os dirigentes das associações "amigas" mais os conjugues e os filhos e os vizinhos e tal... Mas qual é o interesse político disto?!
Ai ai, camaradas amigos de Ourém. Ponham os olhos no concelho de Tomar, aprendam como se faz, senão não vão longe!...
- E não vão mesmo, ficam já aqui.
(porque por vezes parece não ser evidente, evidentemente este texto é para ser lido com MUITA ironia!)
Mas pior, vejam lá bem onde levam os idosos... para o Algarve, o Porto, a praia, enfim, um sítio qualquer para o qual algum amigo pretende vender a viagem.. Não, nada disso, trazem-nos para Tomar!!É que são mesmo maçaricos, querem ver que nem se lhes paga o almoço mais o jantar nem nada, mas que espécie de passeio é este?! Mas quem é que quer ver o Convento de Cristo ou o Museu dos Fósforos?! Boa parte dos tomarenses com mais de 40 anos nunca lá entrou e vejam lá se alguém lá pensa organizar visitas!
E depois assim a espalhar pelas juntas e a fazer para todo o concelho... Então mas assim nem dá para repetir várias vezes as já escolhidas pessoas que sabemos votar no partido, ou os dirigentes das associações "amigas" mais os conjugues e os filhos e os vizinhos e tal... Mas qual é o interesse político disto?!
Ai ai, camaradas amigos de Ourém. Ponham os olhos no concelho de Tomar, aprendam como se faz, senão não vão longe!...
- E não vão mesmo, ficam já aqui.
(porque por vezes parece não ser evidente, evidentemente este texto é para ser lido com MUITA ironia!)
quarta-feira, julho 06, 2011
em português diz-se: ter lata
Então, não é que o presidente da concelhia de Tomar do PSD, José Delgado, diz que* as minhas afirmações é que são irresponsáveis, e que "as pessoas têm que estar de corpo inteiro na coligação e não actuar conforme as conveniências"!?!?!?!?!?
Ó meu caro amigo, mas qual coligação?
Aquela em que, com princípios de Boa-Fé, Responsabilidade, e Honra na Palavra dada, os dois partidos assumiram publicamente e por escrito premissas essenciais como "uma contínua discussão e harmonização dos seus programas, atenuando divergências, tendo em conta as prioridades, somando o melhor de si, na prossecução dos interesses colectivos"**, e que até hoje o PSD a começar no seu primeiro responsável, José Delgado, sempre se recusaram a cumprir??
Ora, responsabilidade e todos os demais princípios acima enunciados, é publicamente evidente quem a tem e quem não. Coligação política em Tomar... não conheço nenhuma.
* notícia na rádio Hertz
** além dos demais assuntos então discutidos e do que publicamente se assumiu em conferência de imprensa, o compromisso escrito e assinado por mim e pelo presidente do PSD de Tomar pode ser lido aqui.
Ó meu caro amigo, mas qual coligação?
Aquela em que, com princípios de Boa-Fé, Responsabilidade, e Honra na Palavra dada, os dois partidos assumiram publicamente e por escrito premissas essenciais como "uma contínua discussão e harmonização dos seus programas, atenuando divergências, tendo em conta as prioridades, somando o melhor de si, na prossecução dos interesses colectivos"**, e que até hoje o PSD a começar no seu primeiro responsável, José Delgado, sempre se recusaram a cumprir??
Ora, responsabilidade e todos os demais princípios acima enunciados, é publicamente evidente quem a tem e quem não. Coligação política em Tomar... não conheço nenhuma.
* notícia na rádio Hertz
** além dos demais assuntos então discutidos e do que publicamente se assumiu em conferência de imprensa, o compromisso escrito e assinado por mim e pelo presidente do PSD de Tomar pode ser lido aqui.
exercício gratuito
"Já é possível fazer ginásio ao ar livre em Tomar", noticia o Mirante.
Para que não digam que eu só falo dos (muitos) disparates que a Câmara de Tomar faz, esta é, apesar de apenas um pormenor, uma boa iniciativa que nem sai cara e que aliás está a ser aplicada um pouco por todo o país por Municípios, Instituições de Ensino Superior, etc.
O que é de pertinência mais duvidosa é o tão grande destaque que o Cidade de Tomar dá ao assunto. Com uma página inteira (se não estoue em erro), e três fotos gigantes de Carlos Carrão e António Rodrigues!
Ou, já agora, que sobre o financiamento para a modernização da EN110 na ligação da cidade ao IC9, apareça a foto do Presidente da Junta dos Casais, o que seria estranho em qualquer situação, mas que é mais porque a dita estrada até está repartida com outra freguesia.
Desculpem lá o mau jeito, mas como há uns tempos aqui não escrevo sobre os jornais locais, esta saiu de rajada.
Para que não digam que eu só falo dos (muitos) disparates que a Câmara de Tomar faz, esta é, apesar de apenas um pormenor, uma boa iniciativa que nem sai cara e que aliás está a ser aplicada um pouco por todo o país por Municípios, Instituições de Ensino Superior, etc.
O que é de pertinência mais duvidosa é o tão grande destaque que o Cidade de Tomar dá ao assunto. Com uma página inteira (se não estoue em erro), e três fotos gigantes de Carlos Carrão e António Rodrigues!
Ou, já agora, que sobre o financiamento para a modernização da EN110 na ligação da cidade ao IC9, apareça a foto do Presidente da Junta dos Casais, o que seria estranho em qualquer situação, mas que é mais porque a dita estrada até está repartida com outra freguesia.
Desculpem lá o mau jeito, mas como há uns tempos aqui não escrevo sobre os jornais locais, esta saiu de rajada.
Serviço Voluntário Europeu
Tens entre 18 e 30 Anos? Queres fazer voluntariado noutro país?
O SVE é o teu caminho, tens 170 países e cerca de 400 projectos à tua escolha. A Comissão Europeia financia a tua viagem, vistos, vacinas, seguro, formação linguística, apoio pessoal, alojamento, alimentação, transporte local, subsídio mensal, etc.
Existem projectos entre 2 semanas e 12 meses em diversas áreas, tais como: cultura, juventude, desporto, património cultural, arte, protecção civil, ambiente, cooperação para o desenvolvimento, etc.
Participação Gratuita!
Mais informações e inscrições no site: http://www.sve.pt/
O SVE é o teu caminho, tens 170 países e cerca de 400 projectos à tua escolha. A Comissão Europeia financia a tua viagem, vistos, vacinas, seguro, formação linguística, apoio pessoal, alojamento, alimentação, transporte local, subsídio mensal, etc.
Existem projectos entre 2 semanas e 12 meses em diversas áreas, tais como: cultura, juventude, desporto, património cultural, arte, protecção civil, ambiente, cooperação para o desenvolvimento, etc.
Participação Gratuita!
Mais informações e inscrições no site: http://www.sve.pt/
segunda-feira, julho 04, 2011
nós falamos eles fazem
"Faro inaugura horta urbana e entrega talhões a famílias e instituições", noticia o Público Online.
Assim como muitos outros municípios por esse país fora estão a fazer o mesmo. Curiosamente aqui em Tomar, o PSD, o mesmo partido que ganhou as eleições aqui e em Faro, gozou com a ideia quando nós do PS a apresentámos em Assembleia Municipal há uns meses atrás. Tal como em tantas outras matérias.
É tão triste ter razão e ser governado por incompetentes, incapazes e "invisuais políticos"!
Assim como muitos outros municípios por esse país fora estão a fazer o mesmo. Curiosamente aqui em Tomar, o PSD, o mesmo partido que ganhou as eleições aqui e em Faro, gozou com a ideia quando nós do PS a apresentámos em Assembleia Municipal há uns meses atrás. Tal como em tantas outras matérias.
É tão triste ter razão e ser governado por incompetentes, incapazes e "invisuais políticos"!
domingo, julho 03, 2011
tabuleiros já mexem
A Festa dos Tabuleiros já começou ontem. A noite estava excelente e a animação foi até às tantas um pouco por toda a cidade, com enfoque especial na zona do Coreto no jardim da Várzea Pequena, onde até às 4 da manhã, a música foi a lembrar o velho Pim-Pim, mesmo a gosto portanto, da malta como eu já não tão jovem.Hoje, O cortejo dos Rapazes encheu a manhã e o empenho de todos, particularmente das crianças, foi excelente o que fez certamente as delícias de todos quantos puderam assistir.
(as fotos são de telemóvel, é o possível de arranjar quando não apetece ter muito trabalho...)
matrecos
Última hora: A ASAE está a mandar alterar todas as mesas de matrecos, por causa dos novos planteis do Benfica e do Sporting.
sexta-feira, julho 01, 2011
espantado e espantado e mais espantado ainda...
... é como eu estou por ver o PSD finalmente a dar sinais de querer acordar da letargia em que está há anos;
espantado por quem dar sinais disso não ser o seu presidente nem nenhum outro dirigente mas sim o único autarca do PSD na Câmara Municipal, o eterno candidato Carrão;
Espantado porque o assunto que levou Carrão a exaltar-se foi um dos seus pelouros (e portanto uma das suas falhas) as freguesias! - Eu não não estava na reunião mas... será que ele estava a dizer PS mas a apontar para o Presidente de Câmara?;
E mais espantado ainda pela lata em afirmar que é o PS que está a faltar à lealdade para com o parceiro de coligação, quando todos sabem que não há qualquer tipo de diálogo entre os dois partidos porque o PSD se recusa a isso, e quando a generalidade dos pressupostos que foram acordados entre PSD e PS, negociados pessoalmente entre mim e... Carlos Carrão, não estão há muito a ser cumpridos - a maioria nunca o foi!
Estamos a meio do mandato... está Carlos Carrão a dar sinais a Corvêlo, ou ao seu partido?
a notícia pode ser lida, entre outros, n'O Mirante Online
espantado por quem dar sinais disso não ser o seu presidente nem nenhum outro dirigente mas sim o único autarca do PSD na Câmara Municipal, o eterno candidato Carrão;
Espantado porque o assunto que levou Carrão a exaltar-se foi um dos seus pelouros (e portanto uma das suas falhas) as freguesias! - Eu não não estava na reunião mas... será que ele estava a dizer PS mas a apontar para o Presidente de Câmara?;
E mais espantado ainda pela lata em afirmar que é o PS que está a faltar à lealdade para com o parceiro de coligação, quando todos sabem que não há qualquer tipo de diálogo entre os dois partidos porque o PSD se recusa a isso, e quando a generalidade dos pressupostos que foram acordados entre PSD e PS, negociados pessoalmente entre mim e... Carlos Carrão, não estão há muito a ser cumpridos - a maioria nunca o foi!
Estamos a meio do mandato... está Carlos Carrão a dar sinais a Corvêlo, ou ao seu partido?
a notícia pode ser lida, entre outros, n'O Mirante Online
aldrabice
"Festa dos Tabuleiros em Tomar começa no sábado e candidata-se a Património Imaterial", noticía O Público no seu suplemento Fugas.
Candidata-se a quê?!!! Mas onde, quem, como?!!
Mas será que já não há jornalismo sério? Ninguém investiga ou ao menos confirma as alucinações que alguém, por exemplo um presidente de Câmara profira?
Até podia ser, e devia, e não é por falta de aviso e de propostas apresentadas em Assembleia Municipal. Mas a capacidade de decisão na Câmara é tão grande!...
Candidata-se a quê?!!! Mas onde, quem, como?!!
Mas será que já não há jornalismo sério? Ninguém investiga ou ao menos confirma as alucinações que alguém, por exemplo um presidente de Câmara profira?
Até podia ser, e devia, e não é por falta de aviso e de propostas apresentadas em Assembleia Municipal. Mas a capacidade de decisão na Câmara é tão grande!...
porque é que não me estranha nada?
"Acusações contra Strauss-Khan prestes a cair", noticia o semanário Sol.
"O caso em que Dominique Strauss-Khan é acusado de abuso sexual está na corda-bamba depois de terem sido detectadas falhas graves na credibilidade da funcionária do hotel que o acusou de a ter atacado(...) os procuradores americanos não acreditam agora na versão da empregada sobre o que se passou.
Desde a sua alegação inicial a 14 de Maio, a empregada já foi apanhada a mentir repetidas vezes (...)
As partes estão agora em vias de deixar cair as acusações. Entre as descobertas sobre a vida da funcionária, estão ligações a actividades criminosas como tráfico de droga e lavagem de dinheiro, assim como fraude com a autorização de residência nos Estados Unidos"
A coisa sempre cheirou a esturro. Eu, talvez por ser fã de teorias da conspiração, continuo a achar que há ali dedo do Sarkozy.
Claro, se fosse em Portugal, só daqui a uma década é que se começaria a decidir qualquer coisa...
"O caso em que Dominique Strauss-Khan é acusado de abuso sexual está na corda-bamba depois de terem sido detectadas falhas graves na credibilidade da funcionária do hotel que o acusou de a ter atacado(...) os procuradores americanos não acreditam agora na versão da empregada sobre o que se passou.
Desde a sua alegação inicial a 14 de Maio, a empregada já foi apanhada a mentir repetidas vezes (...)
As partes estão agora em vias de deixar cair as acusações. Entre as descobertas sobre a vida da funcionária, estão ligações a actividades criminosas como tráfico de droga e lavagem de dinheiro, assim como fraude com a autorização de residência nos Estados Unidos"
A coisa sempre cheirou a esturro. Eu, talvez por ser fã de teorias da conspiração, continuo a achar que há ali dedo do Sarkozy.
Claro, se fosse em Portugal, só daqui a uma década é que se começaria a decidir qualquer coisa...
quinta-feira, junho 30, 2011
A festa está aí
segunda-feira, junho 27, 2011
estou Seguro II
Sobre o meu post anterior, escreveu António Rebelo no seu Tomar a Dianteira um pequeno comentário a que entendi dever dar a resposta abaixo, e que também aqui coloco para memória futura.
(E aproveito para deixar o link para a página de apoio a AJS no Ribatejo: http://www.ribatejoseguro.info/)
«Caro Prof. Rebelo,
Já por outras vezes lhe transmiti a crítica de que em relação ao PS e aos seus dirigentes (e a alguns em particular, como eu) é demasiado ligeiro na forma como comenta ou julga actos ou declarações.
Tem todo o direito de o fazer, mas de forma alguma isso lhe dá qualquer dom de detentor da Verdade. Várias vezes fica mesmo muito longe dela, como é o caso presente.
Desde logo em relação a mim. Quem verdadeiramente me conhece, mesmo fora da política, sabe que abomino “aparelhos”, “caciques” e outras coisas do género. Coisas que aliás me levam a ter discussões e por vezes algumas zangas dentro da política.
Mas também em relação a AJ Seguro está enganado, o que é normal para quem analise apenas a espuma das notícias, mas não acompanhe por dentro e em permanência o conteúdo. Se Seguro fosse do aparelho, teria concorrido contra Sócrates em 2004 como muitos (incluindo eu) desejávamos. E curiosamente é Assis quem tem a máquina de Sócrates, e surge praticamente obrigado a concorrer, depois de outros nomes terem sido internamente apontados, como representante daqueles que não querem perder lugares e outras benesses. Esta é a verdade, por mais que o que é transmitido à comunicação social, ou a forma como esta o transmite possa parecer outra (num primeiro momento, claramente favorável a Assis, também por razões óbvias para “quem está por dentro”). Por outro lado, Assis é um excelente parlamentar, mas não o vejo como líder, desde logo pela forma como surge a sua candidatura.
Em relação às primárias, devo informá-lo que ambos os candidatos as defendem, como já João Soares as defendeu na sua candidatura em 2004 – e veja lá bem, até usou o exemplo da concelhia de Tomar como uma das que defendia o mesmo. Porque defendemos! Porque é uma discussão que iniciámos, com profundidade, na concelhia de Tomar, e que só não foi implementada em 2005 (apesar do presidente da concelhia de então, Luís Ferreira, o desejar) porque é algo que para ser genuíno e eficaz não pode ser imposto dum dia para o outro. A verdade é que tanto militantes como sociedade em geral não estavam ainda cultural e mentalmente preparados para esse facto e foi por isso que, embora defendendo a medida, entendia então que não era ainda o momento de se avançar com esse procedimento, e fui assim um dos que me opus a que a coisa avançasse para 2005.
Mas em 2009, apesar de não serem ainda primárias a 100%, a verdade é que o processo que escolhemos foi um passo em frente e um teste ao processo que deve (na minha opinião, mas essa é uma decisão que compete à Comissão Política) para 2013 ser ainda mais aprofundado. Deveria sabê-lo, uma vez que foi, mesmo não sendo filiado, candidato nesse processo. Quantas concelhias do PS ou qualquer outro partido conhece que sejam tão abertas ou sequer próximas na escolha dos seus candidatos?
Portanto amigo Rebelo, saiba que quando apoio declaradamente alguém faço-o por convicção. E no caso de AJ Seguro, o meu apoio é como referi “óbvio”! Óbvio porque admiro a firmeza das suas convicções e identifico-me com elas;
óbvio porque ainda hoje passados já muitos anos, é considerado o melhor líder, o que mais marcou com qualidade a acção da Juventude Socialista em Portugal;
óbvio porque o conheço pessoalmente;
óbvio porque deixou marca enquanto governante no Governo de Guterres, entre outras, em áreas que me tocam particularmente como o Associativismo e a Juventude, áreas onde tive responsabilidade pública e política entre 2005 e 2007, e onde ainda se sentia a marca deixada muito antes por Seguro, e onde senti a falta de não ter na tutela um governante com a mesma capacidade, o mesmo empenho, a mesma motivação que ele;
óbvio pela experiência política, pela marca que deixa em quem com ele trabalha, ou porque vê primeiro as pessoas e depois os números;
óbvio porque são pessoas assim, com conteúdo e com marca, com quem me identifico, e como já antes aqui o referi mas também já publicamente o disse várias vezes, desde 2004 que espero que se candidate.
Chegou finalmente o dia. Não sei se demasiado tarde para Seguro, mas como bem disse Soares “Só é derrotado quem desiste de lutar”.
os melhores cumprimentos.»
(E aproveito para deixar o link para a página de apoio a AJS no Ribatejo: http://www.ribatejoseguro.info/)
«Caro Prof. Rebelo,
Já por outras vezes lhe transmiti a crítica de que em relação ao PS e aos seus dirigentes (e a alguns em particular, como eu) é demasiado ligeiro na forma como comenta ou julga actos ou declarações.
Tem todo o direito de o fazer, mas de forma alguma isso lhe dá qualquer dom de detentor da Verdade. Várias vezes fica mesmo muito longe dela, como é o caso presente.
Desde logo em relação a mim. Quem verdadeiramente me conhece, mesmo fora da política, sabe que abomino “aparelhos”, “caciques” e outras coisas do género. Coisas que aliás me levam a ter discussões e por vezes algumas zangas dentro da política.
Mas também em relação a AJ Seguro está enganado, o que é normal para quem analise apenas a espuma das notícias, mas não acompanhe por dentro e em permanência o conteúdo. Se Seguro fosse do aparelho, teria concorrido contra Sócrates em 2004 como muitos (incluindo eu) desejávamos. E curiosamente é Assis quem tem a máquina de Sócrates, e surge praticamente obrigado a concorrer, depois de outros nomes terem sido internamente apontados, como representante daqueles que não querem perder lugares e outras benesses. Esta é a verdade, por mais que o que é transmitido à comunicação social, ou a forma como esta o transmite possa parecer outra (num primeiro momento, claramente favorável a Assis, também por razões óbvias para “quem está por dentro”). Por outro lado, Assis é um excelente parlamentar, mas não o vejo como líder, desde logo pela forma como surge a sua candidatura.
Em relação às primárias, devo informá-lo que ambos os candidatos as defendem, como já João Soares as defendeu na sua candidatura em 2004 – e veja lá bem, até usou o exemplo da concelhia de Tomar como uma das que defendia o mesmo. Porque defendemos! Porque é uma discussão que iniciámos, com profundidade, na concelhia de Tomar, e que só não foi implementada em 2005 (apesar do presidente da concelhia de então, Luís Ferreira, o desejar) porque é algo que para ser genuíno e eficaz não pode ser imposto dum dia para o outro. A verdade é que tanto militantes como sociedade em geral não estavam ainda cultural e mentalmente preparados para esse facto e foi por isso que, embora defendendo a medida, entendia então que não era ainda o momento de se avançar com esse procedimento, e fui assim um dos que me opus a que a coisa avançasse para 2005.
Mas em 2009, apesar de não serem ainda primárias a 100%, a verdade é que o processo que escolhemos foi um passo em frente e um teste ao processo que deve (na minha opinião, mas essa é uma decisão que compete à Comissão Política) para 2013 ser ainda mais aprofundado. Deveria sabê-lo, uma vez que foi, mesmo não sendo filiado, candidato nesse processo. Quantas concelhias do PS ou qualquer outro partido conhece que sejam tão abertas ou sequer próximas na escolha dos seus candidatos?
Portanto amigo Rebelo, saiba que quando apoio declaradamente alguém faço-o por convicção. E no caso de AJ Seguro, o meu apoio é como referi “óbvio”! Óbvio porque admiro a firmeza das suas convicções e identifico-me com elas;
óbvio porque ainda hoje passados já muitos anos, é considerado o melhor líder, o que mais marcou com qualidade a acção da Juventude Socialista em Portugal;
óbvio porque o conheço pessoalmente;
óbvio porque deixou marca enquanto governante no Governo de Guterres, entre outras, em áreas que me tocam particularmente como o Associativismo e a Juventude, áreas onde tive responsabilidade pública e política entre 2005 e 2007, e onde ainda se sentia a marca deixada muito antes por Seguro, e onde senti a falta de não ter na tutela um governante com a mesma capacidade, o mesmo empenho, a mesma motivação que ele;
óbvio pela experiência política, pela marca que deixa em quem com ele trabalha, ou porque vê primeiro as pessoas e depois os números;
óbvio porque são pessoas assim, com conteúdo e com marca, com quem me identifico, e como já antes aqui o referi mas também já publicamente o disse várias vezes, desde 2004 que espero que se candidate.
Chegou finalmente o dia. Não sei se demasiado tarde para Seguro, mas como bem disse Soares “Só é derrotado quem desiste de lutar”.
os melhores cumprimentos.»
info cultural
domingo, junho 26, 2011
sábado, junho 25, 2011
de graça, em graça, e ser engraçado
"... com a nomeação para primeiro-ministro, Passos Coelho consegui finalmente obter um emprego que não fosse numa empresa administrada por Ângelo Correia."
Ricardo Araújo Pereira, Visão (22.06.2011)
"... qualquer editor de política que ponha em causa as opções de determinado primeiro-ministro não esconde que, lá fundo, acredita que seria um chefe de governo mais competente." Idem.
... e acrescento eu, regra geral é o que se passa com todos os que não sendo políticos*, comentam os actos dos políticos.
* na verdade eu entendo que regra geral todos somos políticos, há é níveis mais ou menos profundos de exercício da política, desde logo o exercício da política partidária.
Ricardo Araújo Pereira, Visão (22.06.2011)
"... qualquer editor de política que ponha em causa as opções de determinado primeiro-ministro não esconde que, lá fundo, acredita que seria um chefe de governo mais competente." Idem.
... e acrescento eu, regra geral é o que se passa com todos os que não sendo políticos*, comentam os actos dos políticos.
* na verdade eu entendo que regra geral todos somos políticos, há é níveis mais ou menos profundos de exercício da política, desde logo o exercício da política partidária.
sexta-feira, junho 24, 2011
Festas de Ourém
E para quem quiser perceber (principalmente ali pelos lados da Câmara de Tomar, se tivessem vontade de aprender alguma coisa) como se faz um grande cartaz para umas festas do concelho è favor espreitar o programa na página do Município de Ourém.
E ainda para mais sem necessariamente gastar muito dinheiro.
comboios
Tal como noticia O Mirante Online, aprovámos na Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, por unanimidade sob proposta do PSD, uma moção que responsabiliza a Refer pela falta de segurança na Estação Ferroviária do Entroncamento o que, como ainda recentemente aconteceu, tem inclusivamente provocado vítimas mortais.
A existência da Estação do Entroncamento no estado em que se encontra, ainda para mais sendo uma das mais movimentadas do país, é um desleixo grave e uma vergonha para qualquer Governo. O Governo PS tal como os anteriores, errou ao não ter feito da sua reabilitação uma prioridade.
Vejamos o que faz o actual, ainda para mais se se confirmar a realocação dos fundos comunitários até aqui destinados ao TGV.
A existência da Estação do Entroncamento no estado em que se encontra, ainda para mais sendo uma das mais movimentadas do país, é um desleixo grave e uma vergonha para qualquer Governo. O Governo PS tal como os anteriores, errou ao não ter feito da sua reabilitação uma prioridade.
Vejamos o que faz o actual, ainda para mais se se confirmar a realocação dos fundos comunitários até aqui destinados ao TGV.
segunda-feira, junho 20, 2011
nós e os outros
Hoje é feriado Municipal em Ourém (mas como é dia de exames nacionais boa parte dos professores trabalham à mesma).
Das comemorações oficiais fazem parte as "distinções honoríficas", algo que ocorre um pouco por todo o país nos concelhos e entidades que sabem honrar a sua memória e enobrecer o trabalho dos seus melhores.
Em Tomar, devemos sempre lembrar, nada disto acontece. Mesmo apesar de desde 2007 eu e o PS propormos que aconteça, e de a proposta até já ter sido aprovada, continua-se contudo "há espera de um regulamento".
Ainda recentemente, vergonhosamente, e não foi por falta de aviso, o centenário do café Paraíso foi "esquecido" pela Câmara. Porque, repita-se, diz quem não sabe decidir mesmo sobre as coisas mais simples que, "estamos há espera do regulamento"!!
E de quem é a competência de fazer o regulamento??!!
Das comemorações oficiais fazem parte as "distinções honoríficas", algo que ocorre um pouco por todo o país nos concelhos e entidades que sabem honrar a sua memória e enobrecer o trabalho dos seus melhores.
Em Tomar, devemos sempre lembrar, nada disto acontece. Mesmo apesar de desde 2007 eu e o PS propormos que aconteça, e de a proposta até já ter sido aprovada, continua-se contudo "há espera de um regulamento".
Ainda recentemente, vergonhosamente, e não foi por falta de aviso, o centenário do café Paraíso foi "esquecido" pela Câmara. Porque, repita-se, diz quem não sabe decidir mesmo sobre as coisas mais simples que, "estamos há espera do regulamento"!!
E de quem é a competência de fazer o regulamento??!!
info cultural
Será agora Portugal?
artigo escrito no dia seguinte às eleições e publicado no jornal Cidade de Tomar do dia 17 de Junho
Findo mais um acto eleitoral no nosso país, é tempo em primeiro lugar de felicitar os vencedores, o PSD e o CDS.
Razão de muitos factores que não me apetece abordar, mas entre eles também a eterna desactualização dos cadernos (que como diz a revista Visão, favorece a direita), há a lamentar uma vez mais a elevada abstenção. Sempre mau sinal para a qualidade da Democracia.
Entra-se agora, particularmente para os derrotados, em período de reflexão e necessária mudança. Encerra-se um ciclo, um novo começa uma vez mais com a direita coligada no poder em Portugal.
Esse factor bem como o grande trambolhão do BE vêm novamente mostrar à evidência um grave problema político do nosso país: o facto dos dois partidos com assento parlamentar à esquerda do PS (dois porque os Verdes não contam, são uma fraude política do PCP ainda com complexos de se apresentar aos eleitores com a sua verdadeira sigla) não contarem para a governação, são apenas os tais partidos de protesto que servem para uma franja da população que gosta de ser "do contra" mas que nada ajudam a resolver e neles não se identificam a generalidade dos eleitores, independentemente de aqui ou ali concordarem com traços da sua ideologia política.
E enquanto assim for, a esquerda portuguesa estará sempre coxa. Eu pessoalmente acredito em maiorias com coligações de vários partidos, e isso é absolutamente normal em Democracias evoluídas e maduras. Em Portugal isso é impossível à esquerda. E é lamentável enquanto assim for.
Esperamos que para esses partidos, particularmente o BE, o actual resultado venha a servir para essa reflexão sobre a sua postura, bem como sobre a postura que levou ao regresso da direita ao poder.
Quanto ao PS, o resultado adivinhava-se embora confesso que não esperava que ficasse abaixo dos 30% e a tão grande distância do PSD. A política é também a gestão das expectativas, e a expectativa de que Sócrates desse uma "malha" no debate com Passos Coelho não se verificou, tendo o debate sido morno e equilibrado. Esse equilíbrio foi aproveitado pelo PSD e por muitos comentadores para ver uma vitória onde houve um empate, e esse foi o momento da mudança. Claro que também ajudou terem calado Eduardo Catroga e outros actores.
A partir daí, com o espectáculo de sondagens diárias que em verdade apenas davam 1%, 2% de vantagem ao PSD, com elevadíssima margem de erro e de indecisos, o facto é que isso criou na última semana no país, um sentimento que o PSD afinal ia mesmo ganhar, e esse sentimento colectivo tem efeitos depois nos resultados finais.
A vitória do PSD não deve apesar de tudo significar para estes grandes euforias, basta ver que agora num contexto que lhe seria à partida muito mais favorável, o resultado ficou ainda assim aquém do alcançado por Durão Barroso há uma década atrás.
Voltando ao PS, claro que houve erros da governação, claro que houve uma excessiva personalização do líder (mas isso também tem que ver com os tempos que correm), aproveitada por todos os contra o PS para fazer uma campanha anti Sócrates que pegou muito bem. Basta lembrar o triste discurso de Manuela Ferreira Leite, ou mesmo nos festejos de vitória do PSD em que militantes afirmavam que mais que a vitória do PSD, comemoravam a derrota de Sócrates! Que belo prenúncio para Passos Coelho...
Quanto a Sócrates, teve um discurso digníssimo o que nem sempre acontece (basta lembrar Cavaco no seu discurso de vitória), e apesar de não ser aquela que seria a minha primeira escolha se outras tivessem aparecido internamente no PS, foi um Primeiro-ministro corajoso, forte, líder, determinado, sem medo dos lobbys, e atacado a todos os níveis incluindo na vida privada, desde o primeiro dia como nenhum outro na história da nossa Democracia. (Basta comparar com Passos Coelho que também tem as suas histórias mal contadas, e perceber que nada dele se falou na comunicação social).
E daqui a alguns tempos estou em crer, mesmo muitos daqueles que o criticavam, ainda vão ter saudades de Sócrates. É costume dizer-se: depois de mim virá quem de mim bom fará. Não tenho dúvidas que é o que a distância temporal dirá de Sócrates. Um grande Primeiro-ministro, porventura o melhor do pós 25 de Abril.
E da governação do PS neste momento difícil do país e do mundo, ficam os avanços em áreas como as novas tecnologias, a investigação científica, a modernização das escolas, a diplomacia externa, os apoios sociais, a redução dos índices de pobreza e melhoria de vários outros indicadores ao nível da OCDE, e mesmo a primeira redução de sempre na nossa Democracia do défice das contas públicas, apesar de depois ter novamente subido por via das medidas sociais de combate à crise.
Agora, teremos novo Governo e uma nova página política. Mas os problemas do país continuam a ser os mesmos e a agravar-se. Será por isso necessária, tal como afirmou Sócrates, uma grande capacidade de diálogo, de compromisso, de sentido de Estado por parte de todos os interventores. Precisamente as mesmas capacidades que, num olhar local, para a difícil situação do nosso concelho o PSD nunca mostrou e se recusou determinantemente a empreender.
Quanto ao país que em breve vai a banhos, só lá para Setembro acordará verdadeiramente para a nova realidade que escolheu. Por mim, tenho francamente receio de duas coisas, que Passos Coelho não seja um líder forte e se deixe liderar por outros, e que a agenda neoliberal escondida do programa do PSD, muito mais à direita que a generalidade do povo português, inclusive dos que lhes deram vitória, venha a ser executada a pretexto das exigências da Troika. Veremos o que nos trazem os próximos tempos.
Nota à margem: O Ricardo Lopes, vice-presidente do PSD de Tomar, ainda mais jovem que eu na vida e na política, tem o hábito de quando em vez escrever umas coisas com muita dose de, ou ingenuidade ou declarada deturpação da verdade.
Novamente aconteceu na passada semana num artigo dirigido neste jornal a um dos vereadores socialistas, Luís Ferreira. Ricardo, se alguém do PS entrou no Congresso da Sopa com convite (o que seria normal pelas funções desempenhadas), quantos do PSD terão entrado? Não sabes Ricardo que a organização do evento (logo, também a distribuição de convites) está a cargo do pelouro do Turismo, responsabilidade do PSD?
O que podias e devias estar a perguntar Ricardo, é porque é que sendo convidadas algumas entidades, como as Juntas de Freguesia, são sistematicamente “esquecidos” como aconteceu uma vez mais, com grande desrespeito institucional, a entidade mais representativa do concelho, os elementos da Assembleia Municipal?
Afirma depois o Ricardo, com distinta lata, que o Congresso da Sopa deu prejuízo no ano em que esteve sobre a responsabilidade de um vereador socialista. Pois responde-me Ricardo, quando é que o Congresso da Sopa alguma vez deu lucro? Certamente Ricardo, conheces as regras de contabilidade pública (desconhecidas normalmente pelos responsáveis políticos do PSD na Câmara, que fazem as contas só com as parcelas que lhes interessam) e sabes que se as contas forem feitas com todas as parcelas, como foram feitas no ano passado, aí sim, sabemos realmente quanto custa aos cofres públicos um qualquer evento.
Estamos aliás ainda à espera das contas deste ano. Será que já as viste Ricardo? Tentou falar-se em sucesso e renascimento e outros disparates. Mas se o número de pessoas que entrou foi sensivelmente o mesmo do ano passado e os custos obviamente maiores, desde logo pela colocação da tenda, com que parâmetros é que se pode chegar ao termo “sucesso”?
Ora Ricardo, vocês no PSD gostam agora muito do termo “Verdade”, pois era bom que o usassem em toda a sua abrangência.
Cá por mim, tento seguir aquele provérbio indiano que também te deixo como conselho: “Quando falares, procura que o som das tuas palavras seja melhor que o silêncio”.
Findo mais um acto eleitoral no nosso país, é tempo em primeiro lugar de felicitar os vencedores, o PSD e o CDS.
Razão de muitos factores que não me apetece abordar, mas entre eles também a eterna desactualização dos cadernos (que como diz a revista Visão, favorece a direita), há a lamentar uma vez mais a elevada abstenção. Sempre mau sinal para a qualidade da Democracia.
Entra-se agora, particularmente para os derrotados, em período de reflexão e necessária mudança. Encerra-se um ciclo, um novo começa uma vez mais com a direita coligada no poder em Portugal.
Esse factor bem como o grande trambolhão do BE vêm novamente mostrar à evidência um grave problema político do nosso país: o facto dos dois partidos com assento parlamentar à esquerda do PS (dois porque os Verdes não contam, são uma fraude política do PCP ainda com complexos de se apresentar aos eleitores com a sua verdadeira sigla) não contarem para a governação, são apenas os tais partidos de protesto que servem para uma franja da população que gosta de ser "do contra" mas que nada ajudam a resolver e neles não se identificam a generalidade dos eleitores, independentemente de aqui ou ali concordarem com traços da sua ideologia política.
E enquanto assim for, a esquerda portuguesa estará sempre coxa. Eu pessoalmente acredito em maiorias com coligações de vários partidos, e isso é absolutamente normal em Democracias evoluídas e maduras. Em Portugal isso é impossível à esquerda. E é lamentável enquanto assim for.
Esperamos que para esses partidos, particularmente o BE, o actual resultado venha a servir para essa reflexão sobre a sua postura, bem como sobre a postura que levou ao regresso da direita ao poder.
Quanto ao PS, o resultado adivinhava-se embora confesso que não esperava que ficasse abaixo dos 30% e a tão grande distância do PSD. A política é também a gestão das expectativas, e a expectativa de que Sócrates desse uma "malha" no debate com Passos Coelho não se verificou, tendo o debate sido morno e equilibrado. Esse equilíbrio foi aproveitado pelo PSD e por muitos comentadores para ver uma vitória onde houve um empate, e esse foi o momento da mudança. Claro que também ajudou terem calado Eduardo Catroga e outros actores.
A partir daí, com o espectáculo de sondagens diárias que em verdade apenas davam 1%, 2% de vantagem ao PSD, com elevadíssima margem de erro e de indecisos, o facto é que isso criou na última semana no país, um sentimento que o PSD afinal ia mesmo ganhar, e esse sentimento colectivo tem efeitos depois nos resultados finais.
A vitória do PSD não deve apesar de tudo significar para estes grandes euforias, basta ver que agora num contexto que lhe seria à partida muito mais favorável, o resultado ficou ainda assim aquém do alcançado por Durão Barroso há uma década atrás.
Voltando ao PS, claro que houve erros da governação, claro que houve uma excessiva personalização do líder (mas isso também tem que ver com os tempos que correm), aproveitada por todos os contra o PS para fazer uma campanha anti Sócrates que pegou muito bem. Basta lembrar o triste discurso de Manuela Ferreira Leite, ou mesmo nos festejos de vitória do PSD em que militantes afirmavam que mais que a vitória do PSD, comemoravam a derrota de Sócrates! Que belo prenúncio para Passos Coelho...
Quanto a Sócrates, teve um discurso digníssimo o que nem sempre acontece (basta lembrar Cavaco no seu discurso de vitória), e apesar de não ser aquela que seria a minha primeira escolha se outras tivessem aparecido internamente no PS, foi um Primeiro-ministro corajoso, forte, líder, determinado, sem medo dos lobbys, e atacado a todos os níveis incluindo na vida privada, desde o primeiro dia como nenhum outro na história da nossa Democracia. (Basta comparar com Passos Coelho que também tem as suas histórias mal contadas, e perceber que nada dele se falou na comunicação social).
E daqui a alguns tempos estou em crer, mesmo muitos daqueles que o criticavam, ainda vão ter saudades de Sócrates. É costume dizer-se: depois de mim virá quem de mim bom fará. Não tenho dúvidas que é o que a distância temporal dirá de Sócrates. Um grande Primeiro-ministro, porventura o melhor do pós 25 de Abril.
E da governação do PS neste momento difícil do país e do mundo, ficam os avanços em áreas como as novas tecnologias, a investigação científica, a modernização das escolas, a diplomacia externa, os apoios sociais, a redução dos índices de pobreza e melhoria de vários outros indicadores ao nível da OCDE, e mesmo a primeira redução de sempre na nossa Democracia do défice das contas públicas, apesar de depois ter novamente subido por via das medidas sociais de combate à crise.
Agora, teremos novo Governo e uma nova página política. Mas os problemas do país continuam a ser os mesmos e a agravar-se. Será por isso necessária, tal como afirmou Sócrates, uma grande capacidade de diálogo, de compromisso, de sentido de Estado por parte de todos os interventores. Precisamente as mesmas capacidades que, num olhar local, para a difícil situação do nosso concelho o PSD nunca mostrou e se recusou determinantemente a empreender.
Quanto ao país que em breve vai a banhos, só lá para Setembro acordará verdadeiramente para a nova realidade que escolheu. Por mim, tenho francamente receio de duas coisas, que Passos Coelho não seja um líder forte e se deixe liderar por outros, e que a agenda neoliberal escondida do programa do PSD, muito mais à direita que a generalidade do povo português, inclusive dos que lhes deram vitória, venha a ser executada a pretexto das exigências da Troika. Veremos o que nos trazem os próximos tempos.
Nota à margem: O Ricardo Lopes, vice-presidente do PSD de Tomar, ainda mais jovem que eu na vida e na política, tem o hábito de quando em vez escrever umas coisas com muita dose de, ou ingenuidade ou declarada deturpação da verdade.
Novamente aconteceu na passada semana num artigo dirigido neste jornal a um dos vereadores socialistas, Luís Ferreira. Ricardo, se alguém do PS entrou no Congresso da Sopa com convite (o que seria normal pelas funções desempenhadas), quantos do PSD terão entrado? Não sabes Ricardo que a organização do evento (logo, também a distribuição de convites) está a cargo do pelouro do Turismo, responsabilidade do PSD?
O que podias e devias estar a perguntar Ricardo, é porque é que sendo convidadas algumas entidades, como as Juntas de Freguesia, são sistematicamente “esquecidos” como aconteceu uma vez mais, com grande desrespeito institucional, a entidade mais representativa do concelho, os elementos da Assembleia Municipal?
Afirma depois o Ricardo, com distinta lata, que o Congresso da Sopa deu prejuízo no ano em que esteve sobre a responsabilidade de um vereador socialista. Pois responde-me Ricardo, quando é que o Congresso da Sopa alguma vez deu lucro? Certamente Ricardo, conheces as regras de contabilidade pública (desconhecidas normalmente pelos responsáveis políticos do PSD na Câmara, que fazem as contas só com as parcelas que lhes interessam) e sabes que se as contas forem feitas com todas as parcelas, como foram feitas no ano passado, aí sim, sabemos realmente quanto custa aos cofres públicos um qualquer evento.
Estamos aliás ainda à espera das contas deste ano. Será que já as viste Ricardo? Tentou falar-se em sucesso e renascimento e outros disparates. Mas se o número de pessoas que entrou foi sensivelmente o mesmo do ano passado e os custos obviamente maiores, desde logo pela colocação da tenda, com que parâmetros é que se pode chegar ao termo “sucesso”?
Ora Ricardo, vocês no PSD gostam agora muito do termo “Verdade”, pois era bom que o usassem em toda a sua abrangência.
Cá por mim, tento seguir aquele provérbio indiano que também te deixo como conselho: “Quando falares, procura que o som das tuas palavras seja melhor que o silêncio”.
sexta-feira, junho 17, 2011
mãe Rússia
"Voltei voltei, voltei de lá
ainda ontem estava em..."
Pois é, tudo é que é bom acaba, estou de volta à realidade. Como o nosso novo Primeiro-ministro diz que não gosta de saladas russas, eu fui tentar ver in loco do que estava ele a falar e, não é que vim quase convertido?!
Por agora é só mesmo esta rapidinha, quando houver tempo e vontade de escolher entre as paletes de fotos ponho aqui algumas mais.
Esta foto é o souvenir que trago para os meus amigos comunistas :)
Adenda (20.06.2011): António Rebelo, prezado bloguista da urbe nabantina, publicou esta foto no seu Tomar a Dianteira, o que originou alguns comentários a que dei resposta, esta mesmo que aqui replico para memória futura.
"Caríssimos,
Fico assaz boquiaberto com os doutos comentários que alguns aqui vão colocando, e neste que me toca não deixo de experimentar igual sensação.
Com que então é uma falta de respeito tirar uma fotografia a sorrir, junto de dois figurantes que circulam (como tantos outros) por Moscovo fazendo disso vida? Quer dizer para mim é falta de respeito, mas para os russos que idolatram estas figuras e que, particularmente de Lenine têm a sua figura em todo o lado e ainda assim levam a coisa com a maior das naturalidades, não deve ser falta de respeito. Sim senhor, grande teoria. Prezo pela capacidade de ocuparem o vosso pensamento com coisas importantes…
E depois, porque lhes deveria ter eu respeito? Não os considero como ídolos nem sequer figuras de referência naquilo que para mim são as referências históricas político-sociais, particularmente com enfoque na Liberdade e na Democracia. Ora, não só nenhum dos dois pode representar esses ideais, como são ambos responsáveis pela criação de um estado autoritário e policial, para ser meigo, e ambos, particularmente Estaline, têm as mãos cheias de sangue.
Não percebo, caríssimo “Cantoneiro da Borda da Estrada” que agora já tenho o prazer de conhecer, o que tem a inspiração Marxista do PS, que ver com eu posar numa fotografia ao lado de sósias de Lenine e Estaline.
Não percebo de onde retiram a ideia que sou anti comunista. Tenho pena sim, que o PCP tenha cristalizado no tempo e não saiba ou queira evoluir, era muito importante, já o disse muitas vezes, que existisse mais que um partido na esquerda portuguesa, que efectivamente contasse para as contas da governação do país, e não que estivesse sempre no contra como estão o PCP e o BE. (O BE é capaz agora de ter começado a aprender a lição).
Por fim “Carlos Rosa”, ainda bem que se vai embora do PS porque alguém que seria capaz de deixar a militância por causa duma fotografia, em particular esta, não está a fazer mesmo nada no PS. Nem em qualquer outro partido, porque nessa cabeça só deve existir vento.
Mas já agora diga-me, já que parece conhecer-me tão bem a ponto de imaginar quais possam ser as minhas frustrações… sabe, eu conheço pessoalmente grande parte dos 400 militantes do PS de Tomar, e mesmo alguns mais antigos que não conheço pessoalmente, quase todos sei quem são e não estou mesmo a ver quem seja vossa ilustre iminência.
Talvez queira encontrar-se comigo pessoalmente e dizer-me na cara o quão garoto eu sou, e entregar-me em mão o seu cartão, já que é uma pessoa tão séria…
Cumprimentos."
ainda ontem estava em..."
Pois é, tudo é que é bom acaba, estou de volta à realidade. Como o nosso novo Primeiro-ministro diz que não gosta de saladas russas, eu fui tentar ver in loco do que estava ele a falar e, não é que vim quase convertido?!
Por agora é só mesmo esta rapidinha, quando houver tempo e vontade de escolher entre as paletes de fotos ponho aqui algumas mais.
Esta foto é o souvenir que trago para os meus amigos comunistas :)
Adenda (20.06.2011): António Rebelo, prezado bloguista da urbe nabantina, publicou esta foto no seu Tomar a Dianteira, o que originou alguns comentários a que dei resposta, esta mesmo que aqui replico para memória futura.
"Caríssimos,
Fico assaz boquiaberto com os doutos comentários que alguns aqui vão colocando, e neste que me toca não deixo de experimentar igual sensação.
Com que então é uma falta de respeito tirar uma fotografia a sorrir, junto de dois figurantes que circulam (como tantos outros) por Moscovo fazendo disso vida? Quer dizer para mim é falta de respeito, mas para os russos que idolatram estas figuras e que, particularmente de Lenine têm a sua figura em todo o lado e ainda assim levam a coisa com a maior das naturalidades, não deve ser falta de respeito. Sim senhor, grande teoria. Prezo pela capacidade de ocuparem o vosso pensamento com coisas importantes…
E depois, porque lhes deveria ter eu respeito? Não os considero como ídolos nem sequer figuras de referência naquilo que para mim são as referências históricas político-sociais, particularmente com enfoque na Liberdade e na Democracia. Ora, não só nenhum dos dois pode representar esses ideais, como são ambos responsáveis pela criação de um estado autoritário e policial, para ser meigo, e ambos, particularmente Estaline, têm as mãos cheias de sangue.
Não percebo, caríssimo “Cantoneiro da Borda da Estrada” que agora já tenho o prazer de conhecer, o que tem a inspiração Marxista do PS, que ver com eu posar numa fotografia ao lado de sósias de Lenine e Estaline.
Não percebo de onde retiram a ideia que sou anti comunista. Tenho pena sim, que o PCP tenha cristalizado no tempo e não saiba ou queira evoluir, era muito importante, já o disse muitas vezes, que existisse mais que um partido na esquerda portuguesa, que efectivamente contasse para as contas da governação do país, e não que estivesse sempre no contra como estão o PCP e o BE. (O BE é capaz agora de ter começado a aprender a lição).
Por fim “Carlos Rosa”, ainda bem que se vai embora do PS porque alguém que seria capaz de deixar a militância por causa duma fotografia, em particular esta, não está a fazer mesmo nada no PS. Nem em qualquer outro partido, porque nessa cabeça só deve existir vento.
Mas já agora diga-me, já que parece conhecer-me tão bem a ponto de imaginar quais possam ser as minhas frustrações… sabe, eu conheço pessoalmente grande parte dos 400 militantes do PS de Tomar, e mesmo alguns mais antigos que não conheço pessoalmente, quase todos sei quem são e não estou mesmo a ver quem seja vossa ilustre iminência.
Talvez queira encontrar-se comigo pessoalmente e dizer-me na cara o quão garoto eu sou, e entregar-me em mão o seu cartão, já que é uma pessoa tão séria…
Cumprimentos."
terça-feira, junho 07, 2011
mudar de ares
Isto de voltar a ser governado pela direita durante mais dois ou três anos requer habituação, pelo que vou ali e volto já está bem?
Até daqui uns dias este blogue ficará encerrado.
festa dos tabuleiros
Está quase!!
Malta da Comissão da Festa, tentem lá ter o site oficial um bocadinho mais actualizado e prático, ok?
Do género, deveriam existir notícias breves logo na entrada do site, ou, os cartazes e outras imagens devem estar em formato JPG e não PDF (ou ao menos nos dois), para poderem ser usadas noutros sites. Se não puderem ser usadas não servem para nada não é, e perde-se uma forma fácil de promoção.
E o programa, mesmo que incompleto, está onde?
segunda-feira, junho 06, 2011
outro filme, outra música
E pronto, não vamos mais ouvir este trecho musical* na política portuguesa. O grande lutador retirou-se. É tempo de escolher nova música para agitar as bandeiras. Metafórica e literamente.
Sobre resultados eleitorais e afins, escrevo depois que agora não me apetece.
*Esta versão é um bocado farsolas mas não me apetece procurar melhor. É de uma das melhores bandas sonoras já escritas, do filme O Gladiador, escrita por Hans Zimmer, a par de Jonh Williams seguramente um dos melhores compositores da actualidade.
uma questão de "bonecas"
| foto do jornal O Templário |
O caso de que aqui falo é o das chamadas "bonecas dos tabuleiros" que faziam parte do projecto ornamental da rotunda das discórdias, aquela ali junto à "ponte nova", e que Paiva ou Corvêlo, não estou certo qual dos dois, decidiram em nome do município não colocar.
Pois bem, agora que a discussão se fez, e chegou já à Câmara que decidiu voltar atrás e apoiar este movimento, já me sinto mais livre para dar a minha opinião, mesmo sendo ela contra corrente. Na verdade, acho que a decisão de não respeitar o projecto e não colocar lá aquelas figura foi das poucas decisões de bom senso que vi nos últimos anos alguém do PSD tomar na Câmara.
Posso vir a enganar-me, mas estou convencido que quando elas lá forem colocadas muito mais gente vai pensar como eu. Não consigo mesmo perceber como pode alguém ter projectado aquilo daquela forma. Figuras em silhueta numa rotunda!!
Para que fique claro (que isto quando toca à Festa é tudo muito sensível!), não está em causa a existência do tema Festa dos Tabuleiros na rotunda. Sempre defendi que esse ou os Templários, deveriam ser o tema dominante do que quer que lá estivesse. O que não me agrada é mesmo a execução estética da coisa. Claro que o "gosto" é uma coisa subjectiva, mas neste caso não me oferece grandes dúvidas.
O que não quer dizer que, estando as "bonecas" já construídas, elas não pudessem ser aplicadas noutro sítio. Podiam e deviam, e por exemplo a ideia de as colocar no muro (também polémico, mas na minha opinião de polémica exagerada) junto às moagens, era uma ideia muito mais interessante e de gosto muito menos duvidoso.
Enfim, vamos ver como fica. Pode ser que eu não tenha razão.
sábado, junho 04, 2011
assembleia jovem
Em Vila Franca de Xira, a Assembleia Municpal Jovem reuniu em Alverca do Ribatejo, como mostra a galeria fotográfica d' O Mirante Online.
Nós por cá também já há muito propusemos que o mesmo se fizesse e até foi aprovado pela Assembleia Municipal, mas se até o Conselho Municipal de Juventude que é obrigatório por Lei não existe*, fazer o quê? Esta terra é outro mundo!
*Apesar de ter existido em tempos, nos tempos do Vereador Ivo Santos. Eu próprio fiz parte desse Conselho.
Nós por cá também já há muito propusemos que o mesmo se fizesse e até foi aprovado pela Assembleia Municipal, mas se até o Conselho Municipal de Juventude que é obrigatório por Lei não existe*, fazer o quê? Esta terra é outro mundo!
*Apesar de ter existido em tempos, nos tempos do Vereador Ivo Santos. Eu próprio fiz parte desse Conselho.
notícias online
A rádio Cidade de Tomar e particularmente o jornal Cidade de Tomar, têm novos e atractivos sites, certamente percebendo a cada vez maior importância destas plataformas para chegar aos leitores.
Esperemos que em consonância façam agora o esforço em manter os mesmos o mais actualizados possível.
Esperemos que em consonância façam agora o esforço em manter os mesmos o mais actualizados possível.
sexta-feira, junho 03, 2011
campanha
A minha crónica da passada quarta-feira na rádio Hertz, esta semana inevitavelmente sobre a campanha legislativa que hoje termina, pode ser ouvida lá (com som mauzito, que teve ser ao telefone), no sítio do costume.
sessão de autógrafos
quarta-feira, junho 01, 2011
tão perto e tão longe
"Duas bandeiras azuis no distrito", noticia O Templário Online.
Para a época balnear que hoje começa, "das 271 praias com bandeira azul no continente só há duas (fluviais) no distrito", a de "Carvoeiro no concelho de Mação e Aldeia do Mato no concelho de Abrantes."
Nós por Tomar, com dois rios um deles parte daquela que, como costumo dizer é mais conhecida albufeira fluvial do país, a albufeira do Castelo de Bode, continuamos sem ter, com ou sem bandeira, qualquer praia fluvial.
Bem me lembro do Presidente de Câmara em Assembleia Municipal, já de janeiro de 2010 se não estou em erro, responder a uma intervenção minha que as parias fluviais no concelho estavam em estudo...
Ora, Tomar tem em relação ao Município e particularmente ao actual Presidente de Câmara, um problema de difícil compreensão. Das duas uma: ou os "estudos" em Tomar se prolongam infinitamente, ou então tudo se atreve a dizer quem nada pensa fazer.
Para a época balnear que hoje começa, "das 271 praias com bandeira azul no continente só há duas (fluviais) no distrito", a de "Carvoeiro no concelho de Mação e Aldeia do Mato no concelho de Abrantes."
Nós por Tomar, com dois rios um deles parte daquela que, como costumo dizer é mais conhecida albufeira fluvial do país, a albufeira do Castelo de Bode, continuamos sem ter, com ou sem bandeira, qualquer praia fluvial.
Bem me lembro do Presidente de Câmara em Assembleia Municipal, já de janeiro de 2010 se não estou em erro, responder a uma intervenção minha que as parias fluviais no concelho estavam em estudo...
Ora, Tomar tem em relação ao Município e particularmente ao actual Presidente de Câmara, um problema de difícil compreensão. Das duas uma: ou os "estudos" em Tomar se prolongam infinitamente, ou então tudo se atreve a dizer quem nada pensa fazer.
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