quinta-feira, dezembro 30, 2010
para o ano novo
A minha nota do dia de ontem na Rádio Hertz, essencialmente sobre o tema em epígrafe, está como sempre audível online na página da rádio.
segunda-feira, dezembro 27, 2010
Receita de ano novo
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade
dores natalícias
Bom, os dias de natal já passaram e os meus não podiam ter sido piores... o pai natal este ano decidiu presentear-me com uma magnífica dor de dentes que dura há quase uma semana, a ponto de eu finalmente (que a juventude já lá vai e a resistência à dor também), me ter atirado aos comprimidos. Ainda por cima, não sei se por não estar habituado, o certo é que não fazem lá grande efeito. Se não fosse a velha aguardente para ajudar a suportar um bocadinho o passar das noites...Enfim, tudo tem um lado positivo. Ao menos, quilos a mais por todas as costumeiras tentações do natal foi coisa que seguramente não me afectou este ano. Srª Drª trate-me lá disto que eu já não aguento!!
A foto, de aspecto delicioso para quem consegue comer, fui sonegá-la ali ao Olhares do Carlos Silva.
quarta-feira, dezembro 22, 2010
Feliz Natal
Estavam a pensar que eu me esquecia não?!
Ora para não fugir ao hábito, cá está o postal do algures aqui e os meus votos:
Boas festas e em toda a parte!
algures em NY
Eu era para aqui colocar umas fotos de Nova Iorque bem como umas histórias de locais, peripécias, curiosidades, celebridades junto de quem estive, os locais mais interessantes, os espectáculos...
mas o volume de trabalho, o tornado, e outros temas que se foram intrometendo deixaram este na caixa de rascunhos do Blogger, e agora já não me apetece.
De maneira que só para não passar em claro, e também para a malta que tem pedido, deixo apenas os links para as fotos na Galeria que está sempre ali na coluna ao lado, ou no facebook aqui e aqui. São apenas uma pequena porção (menos de um décimo) porque seria impossível publicá-las todas, pelo que seleccionei só algumas, mais ou menos ao acaso, mas já bem para ter uma ideia da surpreendente ilha de Manhattan ou cidade de Nova Iorque, como preferirem.
mas o volume de trabalho, o tornado, e outros temas que se foram intrometendo deixaram este na caixa de rascunhos do Blogger, e agora já não me apetece.
De maneira que só para não passar em claro, e também para a malta que tem pedido, deixo apenas os links para as fotos na Galeria que está sempre ali na coluna ao lado, ou no facebook aqui e aqui. São apenas uma pequena porção (menos de um décimo) porque seria impossível publicá-las todas, pelo que seleccionei só algumas, mais ou menos ao acaso, mas já bem para ter uma ideia da surpreendente ilha de Manhattan ou cidade de Nova Iorque, como preferirem.
segunda-feira, dezembro 20, 2010
a caridadezinha
Nesta época natalícia, uma música de José Barata Moura que embora de outros tempos é muito actual. Aqui a dedico a todos os que confundem Solidariedade com caridade, muito em particular ao nosso Presidente da República, Cavaco Silva.
jantar de natal dos funcionários da autarquia
Eu sou, por princípio, pela contenção dos gastos e a sua utilização fundamentada, particularmente quando se trata de dinheiros públicos, desde que essa contenção não caia na demagogia.
Ora, é precismamente o que penso acontecer com a não realização (notícia n'O Templário online) do tradicional jantar dos funcionários da autarquia. Demagogia pura.
Esse pequeno gasto é absolutamente insignificante, especialmente quando comparado com tantos outros feitos por aquela entidade. Por outro lado, esta seria porventura no ano a única ocasião em que os todos os funcionários do município se encontram, sendo que essa "reunião geral" tem muito mais prós, até em termos de gestão dos recursos humanos, que o contra do custo. Mesmo fazendo um lanche a substituir, é evidente que não é a mesma coisa.
Quando numa empresa se iniciam estes sintomas é sinal que a falência está eminente... que diagnóstico se fará numa autarquia?
Ora, é precismamente o que penso acontecer com a não realização (notícia n'O Templário online) do tradicional jantar dos funcionários da autarquia. Demagogia pura.
Esse pequeno gasto é absolutamente insignificante, especialmente quando comparado com tantos outros feitos por aquela entidade. Por outro lado, esta seria porventura no ano a única ocasião em que os todos os funcionários do município se encontram, sendo que essa "reunião geral" tem muito mais prós, até em termos de gestão dos recursos humanos, que o contra do custo. Mesmo fazendo um lanche a substituir, é evidente que não é a mesma coisa.
Quando numa empresa se iniciam estes sintomas é sinal que a falência está eminente... que diagnóstico se fará numa autarquia?
Aos outros e dos outros
artigo publicado no jornal Cidade de Tomar de 17 de Dezembro
A época festiva que vai chegando, está para muitas famílias no nosso concelho (e em Ferreira do Zêzere e na Sertã) definitivamente marcada pela calamidade. Foram, só em Tomar 20 kms, 400 casas, e muito mais pessoas afectadas material, física e psicologicamente pelo tornado que no dia 7 por aqui passou. Casas umas sem telhado, outras sem janelas ou portas, outras onde as mobílias desapareceram, outras simplesmente uma amálgama de restos; carros atingidos com detritos, árvores arrancadas ou partidas, torres de alta tensão, postes, muros, barracões… enfim, “tudo o vento levou”, e no epicentro mediático um jardim-escola com 140 miúdos cujas educadoras e auxiliares passaram a ser para mim, e seguramente para a generalidade dos outros professores do nosso país, heroínas.
Certamente temos todos, ou pelo menos nós os que não fomos directamente afectados, de concordar que apesar de tudo houve uma pontinha de sorte. Não houve vítimas mortais, e mesmo a dimensão dos feridos quando comparada com os números da tormenta é reduzido. Não é difícil para ninguém imaginar que se o percurso do tornado fosse um pouco mais a sul, atravessando a cidade, a situação até nos estragos materiais seria certamente diferente.
Voltando ao concreto, a primeira coisa que se constata não é novidade. Nestas situações drásticas revela-se normalmente o melhor e o pior do ser humano – o melhor, aqueles que logo acorrem altruisticamente para prestar auxílio; e o pior, os que vão como nos acidentes na estrada abrandar para ver, ou seja, armados em mirones com máquinas fotográficas e tudo, vão encher de carros e pessoas os locais onde o que é mesmo preciso é fluidez e capacidade de mobilidade; vão egoisticamente porque para satisfazer a sua curiosidade mórbida, indo além do mais atrapalhar quem está a trabalhar ou quem precisa de auxílio.
Nestes momentos de ocorrências extremas pedimos (quase) todos o que deve ser pedido, que assumam as suas responsabilidades nas operações quem as tem, e que ajam as instituições públicas nos apoios posteriores a ser prestados, com a capacidade e agilidade equivalente à necessidade.
Não há contudo, é preciso dizê-lo com responsabilidade, sistema que numa situação destas não tenha falhas, aqui ou em qualquer parte do mundo. Não podemos ter recursos infinitos, não se podem ter meios materiais e humanos permanentemente ao dispor a pensar numa situação extraordinária que possa acontecer. Não há impostos que paguem isso, e mesmo que houvesse haveria sempre lacunas. Não é possível ter um carro de bombeiros, uma ambulância e um agente de polícia ao pé de cada casa. Portanto, falhas terá havido com certeza, mas é preciso dizer que genericamente as coisas correram bem, os profissionais e os responsáveis estiveram à altura do momento difícil.
Apesar disso já se levantaram as críticas, umas naturalmente compreensíveis, porque vindas de quem possa não ter recebido ajuda imediata; mas outras lamentáveis, vindas de quem “ouviu umas bocas”, de quem julga ser dono do conhecimento, ou até mesmo muitas baseadas em histórias mal contadas, como aquela de dizer que os militares não ajudaram porque a câmara recusou – críticas que além do mais mostram que quem as profere nada sabe da forma como funciona o sistema de protecção civil, como são as regras estabelecidas entre entidades, ou em que circunstâncias actua o exército. O que não quer dizer que eu não ache que o exército devia ter auxiliado, não se pode é dizer que a culpa disso é da câmara.
O pior das críticas acaba por ser quando elas vêm de quem tem mais responsabilidade. Como aquele autarca sempre pródigo nas aparições para a comunicação social, que no próprio dia começou a criticar a câmara e a protecção civil por não terem ido ao local, esquecendo que os bombeiros fazem parte da protecção civil, e que ele próprio além de responsável político, é enquanto presidente de junta também elemento do sistema de protecção civil.
E depois há também os partidos e forças políticas que se põem a fazer comunicados e a anunciar reuniões e mais não sei o quê. Tudo isso se resume numa palavra: Demagogia. Parece que a alguns políticos ainda não foi dado a perceber que vivemos num tempo novo, as pessoas estão fartos de teatro desempenhado por maus actores – deixemo-nos de fitas, questões como a catástrofe que ocorreu na passada semana não podem servir para politiquice!
É nos momentos difíceis que melhor se vê o carácter e a capacidade das pessoas, e a seriedade na política é tratar os assuntos com sentido de dever, e nestes momentos é preciso deixar trabalhar quem sabe e tem essa obrigação. Há regras estipuladas, há estruturas de comando, há pessoas experimentadas. Aquilo que podemos fazer (e devemos!) é individualmente, segundo a consciência e a disponibilidade de cada um, apresentarmo-nos para ajudar se for preciso, sem pretensões de sabermos mais, sem querer dar “bitaites” mas numa postura franca de, com voluntariedade e solidariedade, querermos ajudar.
Até porque é impossível resolver uma situação destas sem contar com a solidariedade de muitos, sem a mobilização dos civis, e se calhar menos do que desejável, mas houve-a apesar de tudo. Ora, estamos em Dezembro, o mês do Natal, celebração que costuma dizer-se, é a época em que mais se sente o espírito de amizade, solidariedade, entre-ajuda, enfim, quando o ser humano é efectivamente mais humano.
Bom, em Tomar esse espírito foi posto à prova, muitos foram os que se entregaram à tarefa e deram do seu tempo e do seu suor para ajudar outros, em boa parte das vezes sem sequer os conhecer. É bom sinal que muitos fossem jovens. E é preciso agradecer particularmente aos voluntários que vieram de outros locais do país, e segundo sei até do estrangeiro. Claro, a grande maioria dos 40000 tomarenses nada fez, foi como se fosse apenas mais uma notícia no telejornal de mais uma coisa qualquer acontecida algures noutro sítio do mundo.
Pois, é muito fácil falar de espírito natalício quando isso trata de comprar umas prendas, ou continua a ser ainda assim fácil falar de solidariedade, quando se trata de dar um saco de arroz à saída do supermercado, ou uns trocos quando vão pedir lá a casa. Mas dar do seu tempo… ou do seu esforço… pois, é mais difícil.
Enfim, há ainda trabalho a fazer, mas se lições houverem já a retirar, entre seguramente uma ou outra falha do sistema a corrigir, essas lições devem começar em cada um de nós de forma muito simples. Primeiro que as “coisas” não acontecem sempre aos outros e nunca se sabe quando precisamos nós de ajuda; e depois, que a responsabilidade, a indisponibilidade, as falhas não estão sempre nos outros, começam sim em nós. Quando começamos a criticar, comecemos por nos olhar ao espelho. Sendo a época propícia, parece-me um excelente exercício para descobrir que valores residem afinal em cada um de nós.
E com este registo, que tenham todos o melhor Natal possível.
“Qualquer um pode tomar o leme quando o mar está calmo.”
Públio Siro, poeta do império romano
A época festiva que vai chegando, está para muitas famílias no nosso concelho (e em Ferreira do Zêzere e na Sertã) definitivamente marcada pela calamidade. Foram, só em Tomar 20 kms, 400 casas, e muito mais pessoas afectadas material, física e psicologicamente pelo tornado que no dia 7 por aqui passou. Casas umas sem telhado, outras sem janelas ou portas, outras onde as mobílias desapareceram, outras simplesmente uma amálgama de restos; carros atingidos com detritos, árvores arrancadas ou partidas, torres de alta tensão, postes, muros, barracões… enfim, “tudo o vento levou”, e no epicentro mediático um jardim-escola com 140 miúdos cujas educadoras e auxiliares passaram a ser para mim, e seguramente para a generalidade dos outros professores do nosso país, heroínas.
Certamente temos todos, ou pelo menos nós os que não fomos directamente afectados, de concordar que apesar de tudo houve uma pontinha de sorte. Não houve vítimas mortais, e mesmo a dimensão dos feridos quando comparada com os números da tormenta é reduzido. Não é difícil para ninguém imaginar que se o percurso do tornado fosse um pouco mais a sul, atravessando a cidade, a situação até nos estragos materiais seria certamente diferente.
Voltando ao concreto, a primeira coisa que se constata não é novidade. Nestas situações drásticas revela-se normalmente o melhor e o pior do ser humano – o melhor, aqueles que logo acorrem altruisticamente para prestar auxílio; e o pior, os que vão como nos acidentes na estrada abrandar para ver, ou seja, armados em mirones com máquinas fotográficas e tudo, vão encher de carros e pessoas os locais onde o que é mesmo preciso é fluidez e capacidade de mobilidade; vão egoisticamente porque para satisfazer a sua curiosidade mórbida, indo além do mais atrapalhar quem está a trabalhar ou quem precisa de auxílio.
Nestes momentos de ocorrências extremas pedimos (quase) todos o que deve ser pedido, que assumam as suas responsabilidades nas operações quem as tem, e que ajam as instituições públicas nos apoios posteriores a ser prestados, com a capacidade e agilidade equivalente à necessidade.
Não há contudo, é preciso dizê-lo com responsabilidade, sistema que numa situação destas não tenha falhas, aqui ou em qualquer parte do mundo. Não podemos ter recursos infinitos, não se podem ter meios materiais e humanos permanentemente ao dispor a pensar numa situação extraordinária que possa acontecer. Não há impostos que paguem isso, e mesmo que houvesse haveria sempre lacunas. Não é possível ter um carro de bombeiros, uma ambulância e um agente de polícia ao pé de cada casa. Portanto, falhas terá havido com certeza, mas é preciso dizer que genericamente as coisas correram bem, os profissionais e os responsáveis estiveram à altura do momento difícil.
Apesar disso já se levantaram as críticas, umas naturalmente compreensíveis, porque vindas de quem possa não ter recebido ajuda imediata; mas outras lamentáveis, vindas de quem “ouviu umas bocas”, de quem julga ser dono do conhecimento, ou até mesmo muitas baseadas em histórias mal contadas, como aquela de dizer que os militares não ajudaram porque a câmara recusou – críticas que além do mais mostram que quem as profere nada sabe da forma como funciona o sistema de protecção civil, como são as regras estabelecidas entre entidades, ou em que circunstâncias actua o exército. O que não quer dizer que eu não ache que o exército devia ter auxiliado, não se pode é dizer que a culpa disso é da câmara.
O pior das críticas acaba por ser quando elas vêm de quem tem mais responsabilidade. Como aquele autarca sempre pródigo nas aparições para a comunicação social, que no próprio dia começou a criticar a câmara e a protecção civil por não terem ido ao local, esquecendo que os bombeiros fazem parte da protecção civil, e que ele próprio além de responsável político, é enquanto presidente de junta também elemento do sistema de protecção civil.
E depois há também os partidos e forças políticas que se põem a fazer comunicados e a anunciar reuniões e mais não sei o quê. Tudo isso se resume numa palavra: Demagogia. Parece que a alguns políticos ainda não foi dado a perceber que vivemos num tempo novo, as pessoas estão fartos de teatro desempenhado por maus actores – deixemo-nos de fitas, questões como a catástrofe que ocorreu na passada semana não podem servir para politiquice!
É nos momentos difíceis que melhor se vê o carácter e a capacidade das pessoas, e a seriedade na política é tratar os assuntos com sentido de dever, e nestes momentos é preciso deixar trabalhar quem sabe e tem essa obrigação. Há regras estipuladas, há estruturas de comando, há pessoas experimentadas. Aquilo que podemos fazer (e devemos!) é individualmente, segundo a consciência e a disponibilidade de cada um, apresentarmo-nos para ajudar se for preciso, sem pretensões de sabermos mais, sem querer dar “bitaites” mas numa postura franca de, com voluntariedade e solidariedade, querermos ajudar.
Até porque é impossível resolver uma situação destas sem contar com a solidariedade de muitos, sem a mobilização dos civis, e se calhar menos do que desejável, mas houve-a apesar de tudo. Ora, estamos em Dezembro, o mês do Natal, celebração que costuma dizer-se, é a época em que mais se sente o espírito de amizade, solidariedade, entre-ajuda, enfim, quando o ser humano é efectivamente mais humano.
Bom, em Tomar esse espírito foi posto à prova, muitos foram os que se entregaram à tarefa e deram do seu tempo e do seu suor para ajudar outros, em boa parte das vezes sem sequer os conhecer. É bom sinal que muitos fossem jovens. E é preciso agradecer particularmente aos voluntários que vieram de outros locais do país, e segundo sei até do estrangeiro. Claro, a grande maioria dos 40000 tomarenses nada fez, foi como se fosse apenas mais uma notícia no telejornal de mais uma coisa qualquer acontecida algures noutro sítio do mundo.
Pois, é muito fácil falar de espírito natalício quando isso trata de comprar umas prendas, ou continua a ser ainda assim fácil falar de solidariedade, quando se trata de dar um saco de arroz à saída do supermercado, ou uns trocos quando vão pedir lá a casa. Mas dar do seu tempo… ou do seu esforço… pois, é mais difícil.
Enfim, há ainda trabalho a fazer, mas se lições houverem já a retirar, entre seguramente uma ou outra falha do sistema a corrigir, essas lições devem começar em cada um de nós de forma muito simples. Primeiro que as “coisas” não acontecem sempre aos outros e nunca se sabe quando precisamos nós de ajuda; e depois, que a responsabilidade, a indisponibilidade, as falhas não estão sempre nos outros, começam sim em nós. Quando começamos a criticar, comecemos por nos olhar ao espelho. Sendo a época propícia, parece-me um excelente exercício para descobrir que valores residem afinal em cada um de nós.
E com este registo, que tenham todos o melhor Natal possível.
sexta-feira, dezembro 17, 2010
radiofónico
A minha última nota do dia na rádio Hertz (e as anteriores), esta sobre o incontornável tornado, pode ser ouvida online aqui. É só seleccionar entre os vários cronistas.

Amanhã, entre as 10 e as 13h, debate no programa "praça pública" na rádio Cidade de Tomar, também em vídeo online.

Amanhã, entre as 10 e as 13h, debate no programa "praça pública" na rádio Cidade de Tomar, também em vídeo online.
quinta-feira, dezembro 16, 2010
o inverno...
...aqui no blogue começa mais cedo, fartei-me das cores pastel que aqui abundavam. Além disso as cores escuras nos ecrãs são mais amigas do ambiente pois poupam energia. Cores ainda sujeitas a experimentação contudo.
O "algures aqui" entra agora na sua versão 3.1
3.1 porque é praticamente apenas uma alteração de cores e não de layout, coisa que se fez em apenas alguns minutos. Porventura lá para Julho quando este blogue entrar na idade da mestria, se houver tempo e paciência, aí sim haverá novo design.
O sistema de comentários passa agora a ser o do próprio Blogger, que é mais simples de incorporar no esquema de blogue e além disso gratuito, ao contrário do Eccho até aqui usado. A desvantagem é que o acesso ao histórico de comentários deixa de estar acessível aos leitores, como se até aqui todos os posts tivessem tido 0 comentários. Mas também não há lá grande coisa a ler.
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O "algures aqui" entra agora na sua versão 3.1
3.1 porque é praticamente apenas uma alteração de cores e não de layout, coisa que se fez em apenas alguns minutos. Porventura lá para Julho quando este blogue entrar na idade da mestria, se houver tempo e paciência, aí sim haverá novo design.
O sistema de comentários passa agora a ser o do próprio Blogger, que é mais simples de incorporar no esquema de blogue e além disso gratuito, ao contrário do Eccho até aqui usado. A desvantagem é que o acesso ao histórico de comentários deixa de estar acessível aos leitores, como se até aqui todos os posts tivessem tido 0 comentários. Mas também não há lá grande coisa a ler.
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quarta-feira, dezembro 15, 2010
Carlos Pinto Coelho
(1944-2010)
Jornalista da televisão e da rádio, exímio fotógrafo (aquela foto atrás dele serviu-me para um trabalho escolar algures no meu secundário), foi durante vários anos o apresentador do então único jornal televisivo de cultura da Europa, o Acontece na RTP2 - esse perigoso programa esquerdista que o então Ministro Morais Sarmento entendeu exterminar. Faleceu hoje, vítima de ataque cardíaco.
Nocturno
Espírito que passas, quando o vento
Adormece no mar e surge a Lua,
Filho esquivo da noite que flutua,
Tu só entendes bem o meu tormento...
Como um canto longínquo - triste e lento-
Que voga e subtilmente se insinua,
Sobre o meu coração que tumultua,
Tu vestes pouco a pouco o esquecimento...
A ti confio o sonho em que me leva
Um instinto de luz, rompendo a treva,
Buscando, entre visões, o eterno Bem.
E tu entendes o meu mal sem nome,
A febre de Ideal, que me consome,
Tu só, Génio da Noite, e mais ninguém!
Antero de Quental, in "Sonetos"
Adormece no mar e surge a Lua,
Filho esquivo da noite que flutua,
Tu só entendes bem o meu tormento...
Como um canto longínquo - triste e lento-
Que voga e subtilmente se insinua,
Sobre o meu coração que tumultua,
Tu vestes pouco a pouco o esquecimento...
A ti confio o sonho em que me leva
Um instinto de luz, rompendo a treva,
Buscando, entre visões, o eterno Bem.
E tu entendes o meu mal sem nome,
A febre de Ideal, que me consome,
Tu só, Génio da Noite, e mais ninguém!
Antero de Quental, in "Sonetos"
terça-feira, dezembro 14, 2010
Pernoitas em Mim
pernoitas em mim
e se por acaso te toco a memória... amas
ou finges morrer
pressinto o aroma luminoso dos fogos
escuto o rumor da terra molhada
a fala queimada das estrelas
é noite ainda
o corpo ausente instala-se vagarosamente
envelheço com a nómada solidão das aves
já não possuo a brancura oculta das palavras
e nenhum lume irrompe para beberes
Al Berto, in 'Rumor dos Fogos'
e se por acaso te toco a memória... amas
ou finges morrer
pressinto o aroma luminoso dos fogos
escuto o rumor da terra molhada
a fala queimada das estrelas
é noite ainda
o corpo ausente instala-se vagarosamente
envelheço com a nómada solidão das aves
já não possuo a brancura oculta das palavras
e nenhum lume irrompe para beberes
Al Berto, in 'Rumor dos Fogos'
Tu à Noite
Tu à noite havias de escutar
A trovoada e o ar ambulante.
Tu nessa margem hás-de virar
Para onde estão as intempéries dominantes.
Toda essa honrada esperança
Ruirá na ardósia,
E destroçará o inverno
Que vocifera a teus pés.
Se bem que ardam os altares apaixonantes,
E que o sol deliberado
Faça ladrar a águia,
Tu avançarás na corda bamba.
Harold Pinter, in "Várias Vozes"
A trovoada e o ar ambulante.
Tu nessa margem hás-de virar
Para onde estão as intempéries dominantes.
Toda essa honrada esperança
Ruirá na ardósia,
E destroçará o inverno
Que vocifera a teus pés.
Se bem que ardam os altares apaixonantes,
E que o sol deliberado
Faça ladrar a águia,
Tu avançarás na corda bamba.
Harold Pinter, in "Várias Vozes"
sábado, dezembro 11, 2010
debate
Daqui a pouco dá-se início a um novo programa de debate político em Tomar, desta feita na rádio Cidade de Tomar.A partir de hoje, aos sábados entre as 10 e as 13h, o "Praça Pública" conta com a presença de representantes das forças políticas representadas na Assembleia Municipal de Tomar a debater entre si temas diversos relacionados com o nosso concelho.
Lá estarei.
sexta-feira, dezembro 10, 2010
Como ajudar as vítimas do tornado
Todas as ofertas deverão ser comunicadas para 249324030 de forma a serem organizadas, tríadas pelos serviços sociais e chegarem a quem efectivamente precisa de apoio.
Está também disponível o número da UNICA conta bancária autorizada para recepção de DONATIVOS, titulada pela CRUZ VERMELHA PORTUGUESA, que é NIB 0035 0813 000 5683023 058.
Qualquer outra conta ou solicitação de ajuda NÃO é oficial. (Estas acções de angariação de fundos carecem de autorização da entidade administrativa - neste caso o Município).
A mão de obra disponível para ajuda, que se pretende organizada, poderá apresentar-se no Quartel de Bombeiros, para integração na bolsa de voluntariado à disposição do comandante operacional para operações de apoio às populações.
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Está também disponível o número da UNICA conta bancária autorizada para recepção de DONATIVOS, titulada pela CRUZ VERMELHA PORTUGUESA, que é NIB 0035 0813 000 5683023 058.
Qualquer outra conta ou solicitação de ajuda NÃO é oficial. (Estas acções de angariação de fundos carecem de autorização da entidade administrativa - neste caso o Município).
A mão de obra disponível para ajuda, que se pretende organizada, poderá apresentar-se no Quartel de Bombeiros, para integração na bolsa de voluntariado à disposição do comandante operacional para operações de apoio às populações.
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Tornado em Tomar
Município divulga contactos para quem precisa de ajuda e para quem quer ajudar
Na sequência do tornado que fustigou o concelho de Tomar na terça-feira, os Serviços Municipais de Protecção Civil estão a centralizar as operações no Quartel dos Bombeiros. Quem queira contribuir com a oferta de materiais de construção, móveis ou electrodomésticos, bem como os voluntários que estejam disponíveis para ajudar na reconstrução, deve contactar o Posto de Comando Municipal pelo telefone 249 324 030.
Quem tenha alguma situação de emergência relacionada com os danos causados pelo tornado pode também contactar aquele número ou o 249 329 140.
Por outro lado, todas as pessoas que tenham sido vítimas da intempérie e que tenham necessidades de apoio de âmbito social devem dirigir-se a um dos seguintes serviços ou contactá-lo pelos meios indicados:
- Serviços Municipais de Habitação e Acção Social – Praça da República – telefone 249 329 887 – e-mail: accaosocial@cm-tomar.pt
- Serviço Local de Acção Social de Tomar (Segurança Social) – Av. Ângela Tamagnini, 3 - telefone 249 310 560 ou 563 – cdsssantarem@seg-social.pt
- Centro de Dia da Venda Nova – Bairro do Fojo – Venda Nova – telefone 249 301 534 – e-mail:acrsvendanova@gmail.com
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quarta-feira, dezembro 08, 2010
solidariedade
"A concelhia de Tomar do PS solidariza-se com os nossos concidadãos afectados pelo tornado de ontem, do qual pela sua gravidade devemos ainda assim louvar a não existência de vítimas mortais, não podendo nesta hora fazer mais do que apelar às instituições responsáveis que cumpram as suas obrigações, o que foi hoje de manhã já garantido pelos Srs Ministro da Administração Interna e Presidente da Câmara.
A hora é de limpeza e reconstrução e do retorno possível à normalidade, e também de contabilização de custos, seguramente avultados.
Uma palavra particular de força e solidariedade para o camarada e vereador José Vitorino, patrimonialmente um dos grandes atingidos pela catástrofe de ontem."
na página do PS Tomar
... as palavras são minhas e não consigo agora acrescentar outras.
A hora é de limpeza e reconstrução e do retorno possível à normalidade, e também de contabilização de custos, seguramente avultados.
Uma palavra particular de força e solidariedade para o camarada e vereador José Vitorino, patrimonialmente um dos grandes atingidos pela catástrofe de ontem."
na página do PS Tomar
... as palavras são minhas e não consigo agora acrescentar outras.
imortalidade
Faz hoje 30 anos que John Lennon foi assassinado por um louco, ali à porta do edifício Dakota do lado oeste de Central Park.
Na foto ao meio, mesmo em frente ao Dakota mas já dentro de Central Park numa zona intitulada Strawberry Fields como a música de Lennon que lembra o orfanato onde brincava na infância, existia uma das 3 estátuas do músico no mundo. Yoko Ono contudo, que ainda mora no Dakota, não gostava de abrir a janela e ver a cara do falecido marido ainda para mais coberta de excremento de pombo e por isso exigiu a sua retirada. Hoje existe apenas um ladrilho com a palavra IMAGINE, todos os dias decorado de forma diferente por um fã que disso faz vida e visitado por centenas de outros todos os dias.A estátua está agora junto a uma escadaria do aeroporto de Liverpool, a segunda está em Havana, e a terceira é esta em baixo, também em Liverpool, à entrada do The Cavern, o bar que deu início à carreira dos Beattles.
terça-feira, dezembro 07, 2010
concordo
"A Câmara de Tomar necessita de «rever e planear as despesas, analisando de forma rigorosa as necessidades reais do Concelho, tendo em vista a distinção clara entre o acessório e o essencial, mesmo que para isso se tenha que parar alguns projectos» disse José Delgado, Presidente da Comissão Política Concelhia do PSD.", noticia a rádio Cidade de Tomar.
Absolutamente de acordo. Aconselho aliás a leitura do último texto da Anabela Freitas no Esquerdo Capítulo que ficam com pistas sobre mais um projecto que vai custar rios de dinheiro e cuja prioridade e pertinência, e principalmente a capacidade de execução com base em estratégia mais global são muito duvidosas. (quer dizer, eu não tenho dúvida nenhuma!).
Se o PSD local tivesse em matérias políticas a mesma capacidade de "aconselhamento" ao Presidente da Câmara que em questões de politiquice, talvez fosse possível ver alguma mudança de filosofia na gestão da autarquia, mas nesta fase do campeonato já não tenho grandes ilusões...
Absolutamente de acordo. Aconselho aliás a leitura do último texto da Anabela Freitas no Esquerdo Capítulo que ficam com pistas sobre mais um projecto que vai custar rios de dinheiro e cuja prioridade e pertinência, e principalmente a capacidade de execução com base em estratégia mais global são muito duvidosas. (quer dizer, eu não tenho dúvida nenhuma!).
Se o PSD local tivesse em matérias políticas a mesma capacidade de "aconselhamento" ao Presidente da Câmara que em questões de politiquice, talvez fosse possível ver alguma mudança de filosofia na gestão da autarquia, mas nesta fase do campeonato já não tenho grandes ilusões...
sexta-feira, dezembro 03, 2010
"Independência ou Identidade?"
A minha última nota do dia na rádio Hertz (e as anteriores), esta sobre o tema em epígrafe, pode ser ouvida online aqui. É só seleccionar entre os vários cronistas.quarta-feira, dezembro 01, 2010
para que conste
De quando em vez sinto-me obrigado a fazer esta declaração, que serve também como contributo para a pedagogia cívica. Pois cá vai mais uma vez mesmo sabendo que não será a última:
Eu não aufiro qualquer tipo de remuneração por ser presidente da concelhia do PS de Tomar ou qualquer outro cargo político, tal como não aufiro por ocasionalmente escrever para algum jornal ou por falar de quando em vez na rádio (agora regularmente nas crónicas quinzenais em formato nota do dia, na rádio Hertz). O mesmo acontece com a generalidade dos políticos.
O que não pode ser contudo confundido com o desempenho de funções públicas, a tempo inteiro ou parcial, onde aí sim, como é normal, se aufere um vencimento. Um presidente de câmara ou vereador, um deputado, um ministro e por aí fora.
O ser-se político e o ser-se dirigente político é tal como o ser-se membro de uma qualquer associação ou dirigente associativo. É essencialmente um acto de voluntariado e faz-se na imensa maioria dos casos pela mesma razão: por gosto e abnegação pessoal.
Aliás, para ser mais exacto, muitos dirigentes partidários onde me incluo (como muito dirigentes associativos) não só não recebem como acabam sim por pagar. Seja naquelas coisas indirectas como as deslocações, as refeições, etc, de todos os locais onde temos de ir; como directamente em, por vezes, muitos pequenos ou maiores gastos que o partido (que como sempre digo não é, como qualquer outra organização, uma entidade virtual mas sim o conjunto de pessoas que a cada momento o compõem) precisa no desenvolvimento da sua actividade.
Há, é verdade, cargos puramente político-partidários que são remunerados, pelo próprio partido, mas são excepções: é o caso dos Secretários Gerais (SG) do PS e do PSD quando o partido se encontra na oposição, o que se entende, porque na prática são funções a tempo inteiro. Presumo que o mesmo se passe nos partidos mais pequenos mas não tenho a certeza.
No caso do PS há um segundo cargo com vencimento que é o do Secretário Nacional para a Organização (SNO), uma vez que este é também na prática um cargo a tempo inteiro. Um SNO ao contrário do SG, trabalha essencialmente para o interior da estrutura, uma espécie de director executivo. Na Juventude Socialista este cargo também recebe salário, e presumo que o mesmo se passe nos outros partidos e juventudes partidárias.
Ou seja, no contexto de milhares de pessoas no país que exercem funções político-partidárias, temos uma ou duas dezenas que recebem, proveniente do orçamento dos seus partidos um salário. Entendido?
Volto a fazer a ressalva que uma coisa é o desempenho de funções político-partidárias, outra é o desempenho de funções políticas na Administração Pública, tanto por eleição como por nomeação.
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Eu não aufiro qualquer tipo de remuneração por ser presidente da concelhia do PS de Tomar ou qualquer outro cargo político, tal como não aufiro por ocasionalmente escrever para algum jornal ou por falar de quando em vez na rádio (agora regularmente nas crónicas quinzenais em formato nota do dia, na rádio Hertz). O mesmo acontece com a generalidade dos políticos.
O que não pode ser contudo confundido com o desempenho de funções públicas, a tempo inteiro ou parcial, onde aí sim, como é normal, se aufere um vencimento. Um presidente de câmara ou vereador, um deputado, um ministro e por aí fora.
O ser-se político e o ser-se dirigente político é tal como o ser-se membro de uma qualquer associação ou dirigente associativo. É essencialmente um acto de voluntariado e faz-se na imensa maioria dos casos pela mesma razão: por gosto e abnegação pessoal.
Aliás, para ser mais exacto, muitos dirigentes partidários onde me incluo (como muito dirigentes associativos) não só não recebem como acabam sim por pagar. Seja naquelas coisas indirectas como as deslocações, as refeições, etc, de todos os locais onde temos de ir; como directamente em, por vezes, muitos pequenos ou maiores gastos que o partido (que como sempre digo não é, como qualquer outra organização, uma entidade virtual mas sim o conjunto de pessoas que a cada momento o compõem) precisa no desenvolvimento da sua actividade.
Há, é verdade, cargos puramente político-partidários que são remunerados, pelo próprio partido, mas são excepções: é o caso dos Secretários Gerais (SG) do PS e do PSD quando o partido se encontra na oposição, o que se entende, porque na prática são funções a tempo inteiro. Presumo que o mesmo se passe nos partidos mais pequenos mas não tenho a certeza.
No caso do PS há um segundo cargo com vencimento que é o do Secretário Nacional para a Organização (SNO), uma vez que este é também na prática um cargo a tempo inteiro. Um SNO ao contrário do SG, trabalha essencialmente para o interior da estrutura, uma espécie de director executivo. Na Juventude Socialista este cargo também recebe salário, e presumo que o mesmo se passe nos outros partidos e juventudes partidárias.
Ou seja, no contexto de milhares de pessoas no país que exercem funções político-partidárias, temos uma ou duas dezenas que recebem, proveniente do orçamento dos seus partidos um salário. Entendido?
Volto a fazer a ressalva que uma coisa é o desempenho de funções político-partidárias, outra é o desempenho de funções políticas na Administração Pública, tanto por eleição como por nomeação.
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terça-feira, novembro 30, 2010
já tardava...
Há muito que eu digo e escrevo que até a pequena e interior vila de Ferreira do Zêzere nos há-de de dar lições.
Bom, se não foi antes (mas foi, basta lembrar que eles têm um Posto de Atendimento ao Cidadão, e por cá a câmara nunca quis sequer falar disso), esse dia chegou:
"Novo mercado de Ferreira do Zêzere abre dia 6 de Dezembro", noticia o Mirante Online.
Bom, se não foi antes (mas foi, basta lembrar que eles têm um Posto de Atendimento ao Cidadão, e por cá a câmara nunca quis sequer falar disso), esse dia chegou:
"Novo mercado de Ferreira do Zêzere abre dia 6 de Dezembro", noticia o Mirante Online.
segunda-feira, novembro 29, 2010
usadas novidades do regresso
Ora pois, estavam com saudades minhas, ora confessem lá! A avaliar pelo número de visitas ao blogue que não diminuiu, e pelo número de chamadas anónimas que embora regulares há vários anos aumentou muito nos últimos dias... (Como se eu fosse mesmo atender chamadas anónimas estando fora do país!...) Sim há vários anos que eu recebo chamadas anónimas em períodos regulares, daquelas que ninguém responde do outro lado. O que se há-de fazer, fans desocupado(a)s! ... : (- Alguns partilham o espaço entre o telemóvel e a internet. Sim, eu bem sei que as chamadas não vêem todas do mesmo sítio nem pelas mesmas razões.
Bom, seja como for lá deixei Nova Iorque. Quando tiver tempo de as carregar (sim, porque são poucas...) eu partilho umas fotos e umas experiências que as acompanhem. (Esta não é minha mas sim surripada da net, que eu já me deixei de fotos artísticas, e está bom de ver que esta já é antiga - há ali umas torres a mais...)
Para já e saboreado o regresso é tempo de voltar ao trabalho que há-de ser muito este mês, ainda para mais com dias roubados pelas festividades.
Para mim o regresso é mesmo um dos melhores momentos das viajens - o que hei-de fazer, é aqui que gosto de estar! E depois, mesmo que só por 7 ou 8 dias, há sempre aquela ingénua ilusão (até porque os dias passados em viagem de descoberta são muito intensos e parecem durar muito mais tempo), de ver o que possa estar diferente. Claro no caso de Tomar é mesmo bom que não haja muitas diferenças, que quando as há normalmente não são coisa boa.
Pronto, o Natal está mesmo aí, anuncia-se em todo lado (quer dizer, todo não porque há sítios onde, bem, se decidiu poupar nas luzes e afins), mas há que tentar esquecer essas distrações porque há trabalho urgente na escola, há uma tese que tem de acelerar velocidade e outros trabalhos para concluir, e... parece-me que me falta qualquer coisa... o que tenho eu mais que não me dá descanso? - Ah pois... também há a política.
Enfim, sem surpresa, que o que tem de ser tem de ser, lá por Lisboa já se aprovou o Orçamento. Por cá, bom... Dezembro nem sempre é um mês tão frio como parece..
Visão e capacidade, ter e não ter.
Depois de inovar em vários aspectos a que muitos chamariam desperdícios ou loucuras, outros como eu chamam visão e coragem, como o Observatório do Centro Ciência Viva ou o Parque Ambiental de Santa Margarida, com resultados bem visíveis para quem conhece, a vila de "Constância vai ter um borboletário", noticia O Templário online.
Em Tomar, como é costume, também...
página do Município de Constância (e já agora comparar com a actualidade da do município de Tomar...)
Em Tomar, como é costume, também...
página do Município de Constância (e já agora comparar com a actualidade da do município de Tomar...)
estranhas decisões
Lembro-me sempre do projecto para um lar na antiga discoteca Excêntrica que alegadamente não foi em frente porque a Câmara exigiu no projecto 200 lugares de estacionamento. Há aliás outros projectos que não avançaram ou ficaram e ficam ainda condicionados por resquícios desse tempo.
Já para o previsto hotel no cruzamento da antiga Aral, com 101 quartos, ginásio, lojas... só se exigiram 48. No tempo de Antonio Paiva, esse que alguns ainda teimam contra todas as evidências ter sido bom presidente de câmara, tomavam-se decisões muito estranhas....
notícia n' O Templário Online
Já para o previsto hotel no cruzamento da antiga Aral, com 101 quartos, ginásio, lojas... só se exigiram 48. No tempo de Antonio Paiva, esse que alguns ainda teimam contra todas as evidências ter sido bom presidente de câmara, tomavam-se decisões muito estranhas....
notícia n' O Templário Online
quinta-feira, novembro 25, 2010
no time to waste time
Sim, sim, já voltei, mas agora não tenho tempo para escrever... e se calhar paciência.
Este blogue segue dentro de momentos... ou dias.
domingo, novembro 14, 2010
ny
Sem escola, sem política, sem mestrado, sem computador, sem internet, sem email´s, sem telemóvel...Férias são férias - há coisas boas em Agosto, há outras melhores no resto do ano.
Nos próximos dias, se alguém me quiser encontrar vai ter de procurar muito!
Mas eu dou uma ajuda, embora apenas pesquisa prévia é possível que possa estar algures neste roteiro... ou não.
http://www.iloveny.com/
http://www.novayork.com/
Big Aple Hostel
New York Philharmonic
Carnegie Hall
http://www.newyorktheatreguide.com/whatson/index.htm
Mapa dos teatros da Broadway
http://www.theaddamsfamilymusical.com/
(MET) The Metropolitan Museam of Art
(MoMA) The Modern Museam of Art
Mapa do MetroTempo
Dicas
Electronic System for Travel Authorization
sábado, novembro 13, 2010
33
"DIA 13 ............ DIA DA PERÍCIA
O nativo deste dia é meticuloso, autoritário, sistemático, prático, econômico, trabalhador incansável, sempre lutando em prol dos seus objetivos, não poupando esforços para atingi-los. Como o nome do dia sugere (dia da Perícia), é tremendamente hábil em reformas, em transformações e mudanças, quando estas são de seu interesse.
Ousado e dinâmico, prefere fazer acontecer a esperar. É hábil em trabalhos manuais (consertos e reparos), mesmo que estes exijam conhecimentos técnicos, pois com simples observação consegue adquirir a capacidade técnica para os consertar. É alegre e talentoso, podendo se sair bem em profissões artísticas ou de entretenimento.. É justo, bondoso e fica muito chateado quando pressente ou constata que alguém foi injustiçado e também se revolta com as competições desleais ou quando alguém é enganado.
É muito amoroso, mas encontra certa dificuldade em expressar seus sentimentos. É prestativo, dedicado, bom amigo, mas quase nunca expressa essas emoções, parecendo isto sim, indiferente, frio, materialista e calculista, reprimindo seus sentimentos, sejam eles de dor, decepções ou mesmo de alegria.
Não sabe viver sem amor, carinho e afeto. Porém, como não expressa esses sentimentos, poucos o compreendem e o conhecem realmente.
A sua vida é pautada pelos negócios, pela dedicação à profissão (de preferência em indústrias de grande porte, construção civil ou administração pública), pois sendo íntegro, organizado, honesto e eficiente, rapidamente consegue um lugar de destaque nesses campos. Contrariedades e decepções, principalmente com parentes e amigos, podem lhe causar dores de cabeça, problemas na fala e no sistema respiratório; porém, consegue superar esses inconvenientes de modo admirável."
Já não sei quem me enviou isto, como se eu ligasse alguma a esta coisa dos signos, mas como isto parece sempre escrito à medida...
Como esta, que, à parte o autoritário (ainda que alguns o afirmem de mim, eu até acho que o deveria ser às vezes, mas acho que nunca o fui) e particularmente a da "vida pautada pelos negócios" que saiu completamente ao lado, tudo o resto, numa auto análise, parece ter sido escrito para mim.
"Poucos o compreendem e o conhecem realmente" chega a ser quase um lema de vida.
O nativo deste dia é meticuloso, autoritário, sistemático, prático, econômico, trabalhador incansável, sempre lutando em prol dos seus objetivos, não poupando esforços para atingi-los. Como o nome do dia sugere (dia da Perícia), é tremendamente hábil em reformas, em transformações e mudanças, quando estas são de seu interesse.
Ousado e dinâmico, prefere fazer acontecer a esperar. É hábil em trabalhos manuais (consertos e reparos), mesmo que estes exijam conhecimentos técnicos, pois com simples observação consegue adquirir a capacidade técnica para os consertar. É alegre e talentoso, podendo se sair bem em profissões artísticas ou de entretenimento.. É justo, bondoso e fica muito chateado quando pressente ou constata que alguém foi injustiçado e também se revolta com as competições desleais ou quando alguém é enganado.
É muito amoroso, mas encontra certa dificuldade em expressar seus sentimentos. É prestativo, dedicado, bom amigo, mas quase nunca expressa essas emoções, parecendo isto sim, indiferente, frio, materialista e calculista, reprimindo seus sentimentos, sejam eles de dor, decepções ou mesmo de alegria.
Não sabe viver sem amor, carinho e afeto. Porém, como não expressa esses sentimentos, poucos o compreendem e o conhecem realmente.
A sua vida é pautada pelos negócios, pela dedicação à profissão (de preferência em indústrias de grande porte, construção civil ou administração pública), pois sendo íntegro, organizado, honesto e eficiente, rapidamente consegue um lugar de destaque nesses campos. Contrariedades e decepções, principalmente com parentes e amigos, podem lhe causar dores de cabeça, problemas na fala e no sistema respiratório; porém, consegue superar esses inconvenientes de modo admirável."
Já não sei quem me enviou isto, como se eu ligasse alguma a esta coisa dos signos, mas como isto parece sempre escrito à medida...
Como esta, que, à parte o autoritário (ainda que alguns o afirmem de mim, eu até acho que o deveria ser às vezes, mas acho que nunca o fui) e particularmente a da "vida pautada pelos negócios" que saiu completamente ao lado, tudo o resto, numa auto análise, parece ter sido escrito para mim.
"Poucos o compreendem e o conhecem realmente" chega a ser quase um lema de vida.
quinta-feira, novembro 11, 2010
valha-me deus por ser ateu
"Americana congelada ressuscita dois dias depois", diz essa referência do jornalismo que é o Correio da Manhã
adeus, senhor do adeus
Faleceu o "senhor do adeus" (João Manuel Serra), a carismática figura que quem vive em Lisboa ou lá se desloca de forma regular conhecia certamente. Praticamente todos os dias, há muitos anos, ali estava junto ao Saldanha a acenar a quem passava. Eu, que tenho fascínio por tais figuras, não só também o cumprimentava quando por ali passava, com falei com ele duas ou três vezes quando por lá estava mais tempo.
Era realmente uma figura muito peculiar, que julgo ter até já servido de inspiração para alguns escritores, mas quem achar que era simplesmente um maluco pode saber mais sobre ele no blogue de que era co-autor (http://senhordoadeus.blogs.sapo.pt/).
A vida em sociedade também se faz destas figuras que acabam por dar um outro colorido às existências dos outros.
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Era realmente uma figura muito peculiar, que julgo ter até já servido de inspiração para alguns escritores, mas quem achar que era simplesmente um maluco pode saber mais sobre ele no blogue de que era co-autor (http://senhordoadeus.blogs.sapo.pt/).
A vida em sociedade também se faz destas figuras que acabam por dar um outro colorido às existências dos outros.
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terça-feira, novembro 09, 2010
Contentor do ATL da Linhaceira...
| ... é notícia no Público, escreve O Templário Online. Pois, se as prioridades dos gastos públicos fossem as certas, ou pelo menos claras e bem explicadas, talvez coisas destas não acontecessem. A começar em algumas Juntas de Freguesia que gastam os orçamentos em almoços e passeios de idosos! A Política e a boa gestão pública é saber que não chegando os recursos para tudo, é preciso definir prioridades. |
domingo, novembro 07, 2010
pura economia
Teoricamente isto saiu no Financial Times. Não creio que seja verdade. Ainda assim, talvez pela hora, parece-me muito inteligente. Os pássaros já chilreiam lá fora, talvez seja hora de ir dormir.
E-mail duma rapariga ao jornal:
Sou uma rapariga linda de 25 anos. Sou bem articulada e tenho classe. Pretendo casar-me com alguém que ganhe no mínimo meio milhão de dólares por ano. Tem algum homem que ganhe 500 mil ou mais neste jornal, ou alguma mulher casada com alguém que ganhe isso e que possa me dar algumas indicações?
Já namorei homens que ganham por volta de 200 a 250 mil, mas não consigo passar disso. E 250 mil por ano não vão fazer-me morar em Central Park West.
Conheço uma mulher (da minha aula de ioga) que casou com um banqueiro e vive em Tribeca! Não é tão bonita quanto eu, nem é inteligente.
Então, o que fez ela e que eu não fiz? Qual a estratégia correcta? Como posso eu chegar ao nível dela?
"(Raphaella S.)"
Resposta do editor do jornal:
Li sua consulta com grande interesse, pensei cuidadosamente no seu caso e fiz uma análise da situação.
Primeiramente, eu ganho mais de 500 mil por ano. Portanto, não estou a tomar o seu tempo à toa.
Posto isto, considero os factos da seguinte forma :
"Visto da perspectiva de um homem como eu (que tenho os requisitos que você procura), o que você oferece é simplesmente um péssimo negócio. Eis porquê: deixando os floreados de lado, o que você sugere é uma negociação simples, proposta clara, sem entrelinhas, isto é, você entra com a beleza física e eu entro com o dinheiro.
Mas tem um problema. Com toda a certeza, com o tempo, a sua beleza vai diminuir e um dia acabar, ao contrário do meu dinheiro que, com o tempo, continuará a aumentar. Assim, em termos económicos, você é um activo a sofrer depreciação e eu sou um activo a render dividendos. E você não somente sofre depreciação, mas sofre também uma depreciação progressiva, ou seja, sempre a aumentar!
Explicando melhor: você tem 25 anos hoje e deve continuar linda pelos próximos 5 ou 10 anos, mas sempre um pouco menos a cada ano que passa. E no futuro, quando você se comparar com uma foto de hoje, verá que se tornou num caco. Isto é, hoje você está em 'alta', na época ideal de ser vendida, mas não de ser comprada. Usando a linguagem de Wall Street, quem a tiver hoje deve mantê-la como "trading position" (posição para comercializar) e não como "buy and hold" (compre e retenha), que é o que você oferece.
Portanto, ainda em termos comerciais, casar (que é um "buy and hold") com você não é um bom negócio a médio/longo prazo! Mas alugá-la, sim!
Assim, em termos sociais, um negócio razoável a pensar é namorar.
Mas, já a pensar e para certificar-me do quão "articulada", com classe e maravilhosamente linda você é, eu, na condição de provável futuro locatário dessa "máquina", quero tão somente o que é de praxe: fazer um 'test drive' antes de fechar o negócio. Podemos marcar?"
dedicado a todos os meus amigos economistas que não tem a culpa do estado da dita
E-mail duma rapariga ao jornal:
Sou uma rapariga linda de 25 anos. Sou bem articulada e tenho classe. Pretendo casar-me com alguém que ganhe no mínimo meio milhão de dólares por ano. Tem algum homem que ganhe 500 mil ou mais neste jornal, ou alguma mulher casada com alguém que ganhe isso e que possa me dar algumas indicações?
Já namorei homens que ganham por volta de 200 a 250 mil, mas não consigo passar disso. E 250 mil por ano não vão fazer-me morar em Central Park West.
Conheço uma mulher (da minha aula de ioga) que casou com um banqueiro e vive em Tribeca! Não é tão bonita quanto eu, nem é inteligente.
Então, o que fez ela e que eu não fiz? Qual a estratégia correcta? Como posso eu chegar ao nível dela?
"(Raphaella S.)"
Resposta do editor do jornal:
Li sua consulta com grande interesse, pensei cuidadosamente no seu caso e fiz uma análise da situação.
Primeiramente, eu ganho mais de 500 mil por ano. Portanto, não estou a tomar o seu tempo à toa.
Posto isto, considero os factos da seguinte forma :
"Visto da perspectiva de um homem como eu (que tenho os requisitos que você procura), o que você oferece é simplesmente um péssimo negócio. Eis porquê: deixando os floreados de lado, o que você sugere é uma negociação simples, proposta clara, sem entrelinhas, isto é, você entra com a beleza física e eu entro com o dinheiro.
Mas tem um problema. Com toda a certeza, com o tempo, a sua beleza vai diminuir e um dia acabar, ao contrário do meu dinheiro que, com o tempo, continuará a aumentar. Assim, em termos económicos, você é um activo a sofrer depreciação e eu sou um activo a render dividendos. E você não somente sofre depreciação, mas sofre também uma depreciação progressiva, ou seja, sempre a aumentar!
Explicando melhor: você tem 25 anos hoje e deve continuar linda pelos próximos 5 ou 10 anos, mas sempre um pouco menos a cada ano que passa. E no futuro, quando você se comparar com uma foto de hoje, verá que se tornou num caco. Isto é, hoje você está em 'alta', na época ideal de ser vendida, mas não de ser comprada. Usando a linguagem de Wall Street, quem a tiver hoje deve mantê-la como "trading position" (posição para comercializar) e não como "buy and hold" (compre e retenha), que é o que você oferece.
Portanto, ainda em termos comerciais, casar (que é um "buy and hold") com você não é um bom negócio a médio/longo prazo! Mas alugá-la, sim!
Assim, em termos sociais, um negócio razoável a pensar é namorar.
Mas, já a pensar e para certificar-me do quão "articulada", com classe e maravilhosamente linda você é, eu, na condição de provável futuro locatário dessa "máquina", quero tão somente o que é de praxe: fazer um 'test drive' antes de fechar o negócio. Podemos marcar?"
dedicado a todos os meus amigos economistas que não tem a culpa do estado da dita
sexta-feira, novembro 05, 2010
"O mundo não gira à tua volta. E se gira, estás bêbedo."
É uma daquelas que eu gostava que fosse de minha autoria, mas infelizmente não é. Acho que a li ou ouvi, assim qualquer coisa parecida com isto, algures. Era para dedicar novamente aos opinantes políticos nabantinos do facebook e dos blogues, particularmente os anónimos, mas dar protagonismo a quem não o merece também tem limites.
Mais vale dedicar à malta amiga lembrando que hoje... hoje meus amigos, é sexta-feira!
É uma daquelas que eu gostava que fosse de minha autoria, mas infelizmente não é. Acho que a li ou ouvi, assim qualquer coisa parecida com isto, algures. Era para dedicar novamente aos opinantes políticos nabantinos do facebook e dos blogues, particularmente os anónimos, mas dar protagonismo a quem não o merece também tem limites.
Mais vale dedicar à malta amiga lembrando que hoje... hoje meus amigos, é sexta-feira!
para que conste
Este texto foi escrito privadamente a alguém no facebook, mas como na breve resposta, a personagem em causa provou a minha tese, mostrando não perceber ou não querer perceber, e pior ainda, numa atitude típica dos fracos e sem argumentos, acusando os outros daquilo que é sim a sua prática, aqui fica agora para minha memória futura, e para que conste:
Sr..........
É evidente que é alguém ligado ao PSD, e alguém que vê a política de forma clubística.
Tenho pena que uma boa parte dos dirigentes políticos, e até muitos cidadãos em geral tenham essa postura. Não é a minha, e noutros países mais evoluídos que o nosso a generalidade das pessoas não age assim.
Felizmente conheço muitas pessoas no meu partido e noutros que não agem assim, e com essas é um prazer discutir os diferentes pontos de vista, opinião, ideologia. Prezo aliás muito quem tem opinião concreta, fundamentada, e a assume, e se é igual à minha ou diferente não é o que importa. Não tenho nada a provar a ninguém, muito menos a quem nem a identidade assume, mas é fácil verificar que já muitas vezes elogiei publicamente pessoas de outros partidos da mesma forma que critiquei pessoas ligadas ao meu. Isso sim, é ser sério em política.
Em todo caso, por essa atitude clubística que demonstra, bem sei que nunca vai concordar, fazendo mesmo por desvirtuar tudo o que eu diga. Bem atestando aliás a justeza dum lema que normalmente sigo e que só em momentos de menor paciência ou tolerância como no presente, acabo por olvidar: "Nunca te justifiques, os amigos não precisam, os inimigos nunca aceitarão".
Apesar disso tenho de dizer: não sou incoerente, o que afirmo pratico, onde é que verdadeiramente me viu tratar mal as pessoas e as suas opiniões? Acha que repor a verdade é tratar mal alguém? Acha que dizer que aquilo que alguns tentam fazer passar por factos não o são, é desrespeitar opiniões?
Acha que chamar palhaçada ou disparate ao circo montado por pessoas ligadas ao PSD e outras forças, algumas com muita responsabilidade, em torno do episódio "Lobo Antunes" que nada tem que ver com política é ofender alguém?
Política senhor, a tal política séria, é tratar dos assuntos que afectam as pessoas, aquelas matérias que verdadeiramente as preocupam. Tudo o resto são novelas para entreter meia dúzia de desocupados com muito tempo para gastar em frente ao computador, mas que nada dizem a quem vive no mundo real.
Esta é a verdade, por mais que lhe doa, por mais que a ignore, por mais que a tente mascarar de outra coisa qualquer.
E já agora uma nota pessoal: não pense que me deixo arrastar para a lama. Quem tem coluna vertebral e dorme de consciência tranquila, anda sempre de cara limpa e sem medo.
Um dia, talvez perceba que é isso que as pessoas esperam dos políticos.
Sr..........
É evidente que é alguém ligado ao PSD, e alguém que vê a política de forma clubística.
Tenho pena que uma boa parte dos dirigentes políticos, e até muitos cidadãos em geral tenham essa postura. Não é a minha, e noutros países mais evoluídos que o nosso a generalidade das pessoas não age assim.
Felizmente conheço muitas pessoas no meu partido e noutros que não agem assim, e com essas é um prazer discutir os diferentes pontos de vista, opinião, ideologia. Prezo aliás muito quem tem opinião concreta, fundamentada, e a assume, e se é igual à minha ou diferente não é o que importa. Não tenho nada a provar a ninguém, muito menos a quem nem a identidade assume, mas é fácil verificar que já muitas vezes elogiei publicamente pessoas de outros partidos da mesma forma que critiquei pessoas ligadas ao meu. Isso sim, é ser sério em política.
Em todo caso, por essa atitude clubística que demonstra, bem sei que nunca vai concordar, fazendo mesmo por desvirtuar tudo o que eu diga. Bem atestando aliás a justeza dum lema que normalmente sigo e que só em momentos de menor paciência ou tolerância como no presente, acabo por olvidar: "Nunca te justifiques, os amigos não precisam, os inimigos nunca aceitarão".
Apesar disso tenho de dizer: não sou incoerente, o que afirmo pratico, onde é que verdadeiramente me viu tratar mal as pessoas e as suas opiniões? Acha que repor a verdade é tratar mal alguém? Acha que dizer que aquilo que alguns tentam fazer passar por factos não o são, é desrespeitar opiniões?
Acha que chamar palhaçada ou disparate ao circo montado por pessoas ligadas ao PSD e outras forças, algumas com muita responsabilidade, em torno do episódio "Lobo Antunes" que nada tem que ver com política é ofender alguém?
Política senhor, a tal política séria, é tratar dos assuntos que afectam as pessoas, aquelas matérias que verdadeiramente as preocupam. Tudo o resto são novelas para entreter meia dúzia de desocupados com muito tempo para gastar em frente ao computador, mas que nada dizem a quem vive no mundo real.
Esta é a verdade, por mais que lhe doa, por mais que a ignore, por mais que a tente mascarar de outra coisa qualquer.
E já agora uma nota pessoal: não pense que me deixo arrastar para a lama. Quem tem coluna vertebral e dorme de consciência tranquila, anda sempre de cara limpa e sem medo.
Um dia, talvez perceba que é isso que as pessoas esperam dos políticos.
quinta-feira, novembro 04, 2010
quase perfeito perfeito
Depois de um concerto sublime de Michael Bublé e sua banda (de facto, ter voz e saber cantar, ter uma banda de excelentes músicos, e saber montar um espectáculo de superior bom gosto, faz uma certa diferença no mundo artístico), nada como passar a noite a ler, que eu já durmo pouco, e fora de casa ainda menos.
De entre os livros que disponíveis aqui na casa alfacinha que hoje me deu albergue estava este O Bom Inverno, o último romance de um jovem autor português que já andava na minha lista de espera: João Tordo, o último vencedor do Prémio Saramago.
O livro foi de uma assentada, e cereja no bolo, amanhecer em Lisboa sem bateria no telemóvel nem ter como carregá-la.
Para ser mesmo mesmo perfeito, era hoje ser domingo. Mas não se pode ter tudo.

De entre os livros que disponíveis aqui na casa alfacinha que hoje me deu albergue estava este O Bom Inverno, o último romance de um jovem autor português que já andava na minha lista de espera: João Tordo, o último vencedor do Prémio Saramago.
O livro foi de uma assentada, e cereja no bolo, amanhecer em Lisboa sem bateria no telemóvel nem ter como carregá-la.
Para ser mesmo mesmo perfeito, era hoje ser domingo. Mas não se pode ter tudo.

segunda-feira, novembro 01, 2010
voz e swing
Nesta quarta à noite lá estarei no Pavilhão Atlântico a ouvir o sinatra dos nossos tempos, esperando que o Michael cante mais destas boas músicas, e menos daquelas coisas comerciais com que ele anda agora a vender discos a senhoras apaixonadas.
sexta-feira, outubro 29, 2010
debate
Hoje entre as 18 e as 20h, debate entre mim e o presidente do PSD de Tomar, José Delgado.
E os céus fecharam-se em cinzento e do alto arremessam copiosamente rios diluvianos que fustigam a terra poluta...
domingo, outubro 24, 2010
filosofias...
"Após o tremor de terra que destruíra três quartos de Lisboa, os sábios do país cogitaram que o meio mais eficaz para prevenir a ruína total da cidade consistia em dar ao povo um rico auto-de-fé. Fora decidido pela Universidade de Coimbra que o espectáculo de várias pessoas queimadas a fogo lento, com grande cerimonial, era um segredo infalível para impedir a terra de tremer.Tinham consequentemente aprisionado um biscainho, acusado de ter casado com a sua comadre, e dois portugueses que, ao comerem um frango, tinham deixado de lado o toucinho. Depois do jantar vieram amarrar o doutor Pangloss e o seu discípulo Cândido, um por ter falado, o outro por ter escutado com ares de aprovação. Ambos foram conduzidos em separado para compartimentos de extrema friagem, nos quais o sol nunca incomodava ninguém. Oito dias passados, ambos foram vestidos de sambenitos e adornaram-lhes as cabeças com mitras de papel. A mitra e o sambenito de Cândido estavam pintados com chamas caídas e diabos sem caudas nem garras; mas os diabos de Pangloss tinham garras e caudas, e as chamas eram direitas. Sairam em procissão assim vestidos, ouvindo ao mesmo tempo um sermão muito patético, e acompanhado de uma bela música em falsete baixo. Cândido foi açoitado ao ritmo da música do cântico: o biscainho e os dois homens que não comiam toucinho foram queimados, e Pangloss foi enforcado, contrariamente ao que se esperava. Nesse dia a terra voltou a tremer com fragor espantoso."
em Cândido, de Voltaire. Um dos meus livros favoritos, aqui com especial dedicatória a António Rebelo.
Nem só de optimismo ou pessimismo vive o homem....
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é domingo...
Enquanto não há Orçamento de Estado, tristezas não pagam dívidas e rir é o melhor remédio...
Uma contribuição do Armando F.
Uma contribuição do Armando F.
sábado, outubro 23, 2010
estou baralhado
Ora, parece que grande assunto da última reunião de câmara foi a discussão entre as vereadoras Graça Costa dos independentes (embora até às últimas autárquicas do PSD) e Rosário Simões do PSD, responsável pelo pelouro da Acção Social, a propósito do espectáculo degradante do sem abrigo que mora nas casas de banho públicas junto à Ermida de São Gregório, logo ali à entrada norte da cidade e do Hotel dos Templários.
Já o presidente da Junta de Freguesia de São João Batista, também independente (embora até às últimas autárquicas do PSD) refere também o assunto em todas as Assembleias Municipais.
Então mas, não foram os independentes (e também o PSD) que apresentaram na última sessão ordinária da AM uma moção de louvor ao trabalho da vereadora?!
Bom, parvoíces à parte, a resposta da vereadora em relação ao assunto continua a ser, tal como o Presidente, ah e tal temos muita pena do senhor, ah e tal através do diálogo, ah e tal não é fácil... blá, blá, blá, desculpas de mau pagador como diz a sabedoria popular.
Ó liderança, ó capacidade de decisão, ó determinação em resolver os problemas, onde andam que não vos vejo ali para aquelas bandas da maioria PSD?!
Com uma câmara a sério, com uma liderança segura, há muito teriam percebido que ter pena do senhor é querer verdadeiramente resolver o problema, e que aceitar o problema é entender a vergonha que aquilo é para a nossa cidade a começar na vergonha que deveria ser para quem nos (des)governa, e que quando os diálogos não funcionam há regras e leis, e uma coisa muito importante chamada interesse público! E pronto, decide-se, e resolve-se.
Se outro sítio não houver, há uma ala psiquiátrica no hospital onde estou certo que tratarão muito bem o senhor. Será que isto é que é ser desumano, ou manter tudo como está ad aeternum?
Já o presidente da Junta de Freguesia de São João Batista, também independente (embora até às últimas autárquicas do PSD) refere também o assunto em todas as Assembleias Municipais.
Então mas, não foram os independentes (e também o PSD) que apresentaram na última sessão ordinária da AM uma moção de louvor ao trabalho da vereadora?!
Bom, parvoíces à parte, a resposta da vereadora em relação ao assunto continua a ser, tal como o Presidente, ah e tal temos muita pena do senhor, ah e tal através do diálogo, ah e tal não é fácil... blá, blá, blá, desculpas de mau pagador como diz a sabedoria popular.
Ó liderança, ó capacidade de decisão, ó determinação em resolver os problemas, onde andam que não vos vejo ali para aquelas bandas da maioria PSD?!
Com uma câmara a sério, com uma liderança segura, há muito teriam percebido que ter pena do senhor é querer verdadeiramente resolver o problema, e que aceitar o problema é entender a vergonha que aquilo é para a nossa cidade a começar na vergonha que deveria ser para quem nos (des)governa, e que quando os diálogos não funcionam há regras e leis, e uma coisa muito importante chamada interesse público! E pronto, decide-se, e resolve-se.
Se outro sítio não houver, há uma ala psiquiátrica no hospital onde estou certo que tratarão muito bem o senhor. Será que isto é que é ser desumano, ou manter tudo como está ad aeternum?
quinta-feira, outubro 21, 2010
domingo, outubro 17, 2010
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