Este texto foi escrito privadamente a alguém no facebook, mas como na breve resposta, a personagem em causa provou a minha tese, mostrando não perceber ou não querer perceber, e pior ainda, numa atitude típica dos fracos e sem argumentos, acusando os outros daquilo que é sim a sua prática, aqui fica agora para minha memória futura, e para que conste:
Sr..........
É evidente que é alguém ligado ao PSD, e alguém que vê a política de forma clubística.
Tenho pena que uma boa parte dos dirigentes políticos, e até muitos cidadãos em geral tenham essa postura. Não é a minha, e noutros países mais evoluídos que o nosso a generalidade das pessoas não age assim.
Felizmente conheço muitas pessoas no meu partido e noutros que não agem assim, e com essas é um prazer discutir os diferentes pontos de vista, opinião, ideologia. Prezo aliás muito quem tem opinião concreta, fundamentada, e a assume, e se é igual à minha ou diferente não é o que importa. Não tenho nada a provar a ninguém, muito menos a quem nem a identidade assume, mas é fácil verificar que já muitas vezes elogiei publicamente pessoas de outros partidos da mesma forma que critiquei pessoas ligadas ao meu. Isso sim, é ser sério em política.
Em todo caso, por essa atitude clubística que demonstra, bem sei que nunca vai concordar, fazendo mesmo por desvirtuar tudo o que eu diga. Bem atestando aliás a justeza dum lema que normalmente sigo e que só em momentos de menor paciência ou tolerância como no presente, acabo por olvidar: "Nunca te justifiques, os amigos não precisam, os inimigos nunca aceitarão".
Apesar disso tenho de dizer: não sou incoerente, o que afirmo pratico, onde é que verdadeiramente me viu tratar mal as pessoas e as suas opiniões? Acha que repor a verdade é tratar mal alguém? Acha que dizer que aquilo que alguns tentam fazer passar por factos não o são, é desrespeitar opiniões?
Acha que chamar palhaçada ou disparate ao circo montado por pessoas ligadas ao PSD e outras forças, algumas com muita responsabilidade, em torno do episódio "Lobo Antunes" que nada tem que ver com política é ofender alguém?
Política senhor, a tal política séria, é tratar dos assuntos que afectam as pessoas, aquelas matérias que verdadeiramente as preocupam. Tudo o resto são novelas para entreter meia dúzia de desocupados com muito tempo para gastar em frente ao computador, mas que nada dizem a quem vive no mundo real.
Esta é a verdade, por mais que lhe doa, por mais que a ignore, por mais que a tente mascarar de outra coisa qualquer.
E já agora uma nota pessoal: não pense que me deixo arrastar para a lama. Quem tem coluna vertebral e dorme de consciência tranquila, anda sempre de cara limpa e sem medo.
Um dia, talvez perceba que é isso que as pessoas esperam dos políticos.
sexta-feira, novembro 05, 2010
quinta-feira, novembro 04, 2010
quase perfeito perfeito
Depois de um concerto sublime de Michael Bublé e sua banda (de facto, ter voz e saber cantar, ter uma banda de excelentes músicos, e saber montar um espectáculo de superior bom gosto, faz uma certa diferença no mundo artístico), nada como passar a noite a ler, que eu já durmo pouco, e fora de casa ainda menos.
De entre os livros que disponíveis aqui na casa alfacinha que hoje me deu albergue estava este O Bom Inverno, o último romance de um jovem autor português que já andava na minha lista de espera: João Tordo, o último vencedor do Prémio Saramago.
O livro foi de uma assentada, e cereja no bolo, amanhecer em Lisboa sem bateria no telemóvel nem ter como carregá-la.
Para ser mesmo mesmo perfeito, era hoje ser domingo. Mas não se pode ter tudo.

De entre os livros que disponíveis aqui na casa alfacinha que hoje me deu albergue estava este O Bom Inverno, o último romance de um jovem autor português que já andava na minha lista de espera: João Tordo, o último vencedor do Prémio Saramago.
O livro foi de uma assentada, e cereja no bolo, amanhecer em Lisboa sem bateria no telemóvel nem ter como carregá-la.
Para ser mesmo mesmo perfeito, era hoje ser domingo. Mas não se pode ter tudo.

segunda-feira, novembro 01, 2010
voz e swing
Nesta quarta à noite lá estarei no Pavilhão Atlântico a ouvir o sinatra dos nossos tempos, esperando que o Michael cante mais destas boas músicas, e menos daquelas coisas comerciais com que ele anda agora a vender discos a senhoras apaixonadas.
sexta-feira, outubro 29, 2010
debate
Hoje entre as 18 e as 20h, debate entre mim e o presidente do PSD de Tomar, José Delgado.
E os céus fecharam-se em cinzento e do alto arremessam copiosamente rios diluvianos que fustigam a terra poluta...
domingo, outubro 24, 2010
filosofias...
"Após o tremor de terra que destruíra três quartos de Lisboa, os sábios do país cogitaram que o meio mais eficaz para prevenir a ruína total da cidade consistia em dar ao povo um rico auto-de-fé. Fora decidido pela Universidade de Coimbra que o espectáculo de várias pessoas queimadas a fogo lento, com grande cerimonial, era um segredo infalível para impedir a terra de tremer.Tinham consequentemente aprisionado um biscainho, acusado de ter casado com a sua comadre, e dois portugueses que, ao comerem um frango, tinham deixado de lado o toucinho. Depois do jantar vieram amarrar o doutor Pangloss e o seu discípulo Cândido, um por ter falado, o outro por ter escutado com ares de aprovação. Ambos foram conduzidos em separado para compartimentos de extrema friagem, nos quais o sol nunca incomodava ninguém. Oito dias passados, ambos foram vestidos de sambenitos e adornaram-lhes as cabeças com mitras de papel. A mitra e o sambenito de Cândido estavam pintados com chamas caídas e diabos sem caudas nem garras; mas os diabos de Pangloss tinham garras e caudas, e as chamas eram direitas. Sairam em procissão assim vestidos, ouvindo ao mesmo tempo um sermão muito patético, e acompanhado de uma bela música em falsete baixo. Cândido foi açoitado ao ritmo da música do cântico: o biscainho e os dois homens que não comiam toucinho foram queimados, e Pangloss foi enforcado, contrariamente ao que se esperava. Nesse dia a terra voltou a tremer com fragor espantoso."
em Cândido, de Voltaire. Um dos meus livros favoritos, aqui com especial dedicatória a António Rebelo.
Nem só de optimismo ou pessimismo vive o homem....
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é domingo...
Enquanto não há Orçamento de Estado, tristezas não pagam dívidas e rir é o melhor remédio...
Uma contribuição do Armando F.
Uma contribuição do Armando F.
sábado, outubro 23, 2010
estou baralhado
Ora, parece que grande assunto da última reunião de câmara foi a discussão entre as vereadoras Graça Costa dos independentes (embora até às últimas autárquicas do PSD) e Rosário Simões do PSD, responsável pelo pelouro da Acção Social, a propósito do espectáculo degradante do sem abrigo que mora nas casas de banho públicas junto à Ermida de São Gregório, logo ali à entrada norte da cidade e do Hotel dos Templários.
Já o presidente da Junta de Freguesia de São João Batista, também independente (embora até às últimas autárquicas do PSD) refere também o assunto em todas as Assembleias Municipais.
Então mas, não foram os independentes (e também o PSD) que apresentaram na última sessão ordinária da AM uma moção de louvor ao trabalho da vereadora?!
Bom, parvoíces à parte, a resposta da vereadora em relação ao assunto continua a ser, tal como o Presidente, ah e tal temos muita pena do senhor, ah e tal através do diálogo, ah e tal não é fácil... blá, blá, blá, desculpas de mau pagador como diz a sabedoria popular.
Ó liderança, ó capacidade de decisão, ó determinação em resolver os problemas, onde andam que não vos vejo ali para aquelas bandas da maioria PSD?!
Com uma câmara a sério, com uma liderança segura, há muito teriam percebido que ter pena do senhor é querer verdadeiramente resolver o problema, e que aceitar o problema é entender a vergonha que aquilo é para a nossa cidade a começar na vergonha que deveria ser para quem nos (des)governa, e que quando os diálogos não funcionam há regras e leis, e uma coisa muito importante chamada interesse público! E pronto, decide-se, e resolve-se.
Se outro sítio não houver, há uma ala psiquiátrica no hospital onde estou certo que tratarão muito bem o senhor. Será que isto é que é ser desumano, ou manter tudo como está ad aeternum?
Já o presidente da Junta de Freguesia de São João Batista, também independente (embora até às últimas autárquicas do PSD) refere também o assunto em todas as Assembleias Municipais.
Então mas, não foram os independentes (e também o PSD) que apresentaram na última sessão ordinária da AM uma moção de louvor ao trabalho da vereadora?!
Bom, parvoíces à parte, a resposta da vereadora em relação ao assunto continua a ser, tal como o Presidente, ah e tal temos muita pena do senhor, ah e tal através do diálogo, ah e tal não é fácil... blá, blá, blá, desculpas de mau pagador como diz a sabedoria popular.
Ó liderança, ó capacidade de decisão, ó determinação em resolver os problemas, onde andam que não vos vejo ali para aquelas bandas da maioria PSD?!
Com uma câmara a sério, com uma liderança segura, há muito teriam percebido que ter pena do senhor é querer verdadeiramente resolver o problema, e que aceitar o problema é entender a vergonha que aquilo é para a nossa cidade a começar na vergonha que deveria ser para quem nos (des)governa, e que quando os diálogos não funcionam há regras e leis, e uma coisa muito importante chamada interesse público! E pronto, decide-se, e resolve-se.
Se outro sítio não houver, há uma ala psiquiátrica no hospital onde estou certo que tratarão muito bem o senhor. Será que isto é que é ser desumano, ou manter tudo como está ad aeternum?
quinta-feira, outubro 21, 2010
domingo, outubro 17, 2010
quinta-feira, outubro 14, 2010
Assembleia Municipal de Tomar
Sessão extraordinária da AM, hoje pelas 17h no salão nobre dos Paços do Concelho, para debater o estado económico e social do concelho.
Como passou a ser habitual, com transmissão rádio e online na rádio Hertz.
Como passou a ser habitual, com transmissão rádio e online na rádio Hertz.
fabuloso
Na voz de Miguel Guilherme com texto de Miguel Esteves Cardoso, até palavrões viram arte.
Mas talvez não seja boa ideia ouvir muito alto, não vá a malta que esteja à volta não ter sentido de humor...
Mas talvez não seja boa ideia ouvir muito alto, não vá a malta que esteja à volta não ter sentido de humor...
tomarices
Noticia O Templário online que o cartaz da Feira de Santa Iria, que começa amanhã em Tomar, está a ser alvo de críticas (embora não se diga por parte de quem...) porque a imagem lembra uma mulher muçulmana.
Há certamente muito a criticar, desde logo por só ontem o cartaz ter começado a ser distribuído o que nos leva a perguntar para quê gastar esse dinheiro se na prática já não vai divulgar grande coisa;
mas essencialmente na feira em si, na forma como é organizada, nas ilegalidades todas que são cometidas, e globalmente, no como uma feira que como tanto mais em Tomar era referência na região, se tornou numa coisa banal igual a todo o lado ou em muitos casos pior.
Agora, criticar a estética do cartaz... só mesmo numa terra onde há muita gentinha sem mais nada para fazer que passa a vida a falar mal dos outros mas sem realmente saber criticar construtivamente o que possa merecer verdadeira crítica.
O gosto é sempre subjectivo, há aliás um filme francês muito interessante que gira à volta do assunto. "O gosto dos outros", vale a pena ver.
Acontece que na minha opinião, e eu tenho obrigação de perceber alguma coisa do assunto, os técnicos de artes gráficas do município já aqui o escrevi, nem sei quem são mas são do melhor que por aí há nas autarquias.
Este cartaz até pode não ser dos melhor conseguidos, mas a mim, a senhora tanto me parece uma muçulmana como uma qualquer pastorinha de Fátima.
Em todo o caso, a quem foi buscar essa da muçulmana, talvez fosse bom explicar que até acontece que a lenda de Santa Iria é uma lenda moura. Aliás, o fenómeno de "fátima" também nasce nessas paragens.
A história e a cultura sempre mostraram servir para alguma coisa, nem que mais não seja, perceber quando se deve estar calado.
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Há certamente muito a criticar, desde logo por só ontem o cartaz ter começado a ser distribuído o que nos leva a perguntar para quê gastar esse dinheiro se na prática já não vai divulgar grande coisa;
mas essencialmente na feira em si, na forma como é organizada, nas ilegalidades todas que são cometidas, e globalmente, no como uma feira que como tanto mais em Tomar era referência na região, se tornou numa coisa banal igual a todo o lado ou em muitos casos pior.
Agora, criticar a estética do cartaz... só mesmo numa terra onde há muita gentinha sem mais nada para fazer que passa a vida a falar mal dos outros mas sem realmente saber criticar construtivamente o que possa merecer verdadeira crítica.
O gosto é sempre subjectivo, há aliás um filme francês muito interessante que gira à volta do assunto. "O gosto dos outros", vale a pena ver.
Acontece que na minha opinião, e eu tenho obrigação de perceber alguma coisa do assunto, os técnicos de artes gráficas do município já aqui o escrevi, nem sei quem são mas são do melhor que por aí há nas autarquias.
Este cartaz até pode não ser dos melhor conseguidos, mas a mim, a senhora tanto me parece uma muçulmana como uma qualquer pastorinha de Fátima.
Em todo o caso, a quem foi buscar essa da muçulmana, talvez fosse bom explicar que até acontece que a lenda de Santa Iria é uma lenda moura. Aliás, o fenómeno de "fátima" também nasce nessas paragens.
A história e a cultura sempre mostraram servir para alguma coisa, nem que mais não seja, perceber quando se deve estar calado.
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terça-feira, outubro 12, 2010
vozes sábias
Excelente programa ontem, o Prós&Contras na RTP.É um prazer ouvir os três ex-presidentes (não porque são muito melhores que o actual, isso não é novidade nenhuma) pela capacidade oratória, pela lucidez de pensamento e capacidade de ver o país e o mundo, mas acima de tudo pela visão optimista de quem sabe que não é com pessimismos que se fazem mudanças, que se caminha para o progresso, que se melhora o país e o mundo.
E depois andamos a ser impingidos por tudo o que é comunicação social, por figuras cinzentas que na verdade pouco de bom alguma vez fizeram e que de tanto dizer mal e nada de bom apontar acabam por cair no ridículo, papagaios falantes aos quais ninguém liga, com jeito para o drama e o humor negro. Figuras hoje que têm como símbolo maior Medina Carreira, o paladino do pessimismo,figuras que só lembram aquele "ser" português para sempre imortalizado por Camões na figura do velho do Restelo. Aqueles que farão com que quem ouvidos lhes der, jamais parta a navegar, jamais descubra nova terra, jamais faça "fortuna" ou do seu país um império.
E não é disso que o país precisa, felizmente que há muito quem vá à luta todos os dias, quem não desita com os obstáculos, quem veja além das condicionantes do momento e das vozes agoirentas e com o seu labor tenha os olhos postos no futuro. Sempre foi assim, provavelmente sempre será. Há os que fazem, há os que não fazem, e há os que comentam.
segunda-feira, outubro 11, 2010
1º Aniversário da AAA Liceu/ESSMO Tomar
Ainda não é desta que consigo ir, vou ter de estar por Benavente, no Congresso Distrital do PS.
Para todos os outros ex-alunos, aconselha-se a participação nas actividades do 1º ano da Associação dos Antigos Alunos do Liceu/ESSMO de Tomar.
Seis anos que já foram há tanto tempo.
Entre mais, não perder a exposição da Engrácia Cardoso, artista plástica de vulto nacional, e também ela ex-aluna, ainda para mais da melhor turma de artes que já passou naquela escola: a minha :)
As inscrições deverão ser feitas para: antigosalunosliceuessmotom ar@gmail.com
(clicar na imagem para ampliar)
Para todos os outros ex-alunos, aconselha-se a participação nas actividades do 1º ano da Associação dos Antigos Alunos do Liceu/ESSMO de Tomar.
Seis anos que já foram há tanto tempo.
Entre mais, não perder a exposição da Engrácia Cardoso, artista plástica de vulto nacional, e também ela ex-aluna, ainda para mais da melhor turma de artes que já passou naquela escola: a minha :)
As inscrições deverão ser feitas para: antigosalunosliceuessmotom
(clicar na imagem para ampliar)
domingo, outubro 10, 2010
sacrilégio :)
Res Publica
(artigo publicado a 8 do presente no jornal Cidade de Tomar. Embora escrito há mais tempo.)
Com influência anterior da Grécia antiga, vem dos romanos a expressão que dá título a este texto. Quer dizer algo como “coisa pública” ou “coisa do povo” e anda normalmente de mãos dadas com outro termo muito importante: a Democracia.
Com influência anterior da Grécia antiga, vem dos romanos a expressão que dá título a este texto. Quer dizer algo como “coisa pública” ou “coisa do povo” e anda normalmente de mãos dadas com outro termo muito importante: a Democracia.
Em Portugal, a Implantação da República cujo centenário comemoramos no próximo dia 5, resultou do golpe de estado organizado pelo Partido Republicano Português com forte influência e participação de outras forças progressistas como a Maçonaria ou a Carbonária, pondo assim fim ao sistema de Monarquia Constitucional então existente.
Além de razões ideológicas, várias eram as questões políticas e da governação que impeliram as vontades dos revolucionários e fizeram colapsar esse regime. A subjugação do país aos interesses coloniais britânicos (a célebre questão do “mapa cor de rosa”, que veio a dar origem ao poema A Portuguesa, depois usado em parte para o hino da República); os gastos elevados da família real, o poder da igreja, a instabilidade política e social com a sucessão de governos fracos e que viria a findar na breve ditadura de João Franco que durou quase até ao fim da monarquia.
A República apresentava-se então como o regime que seria capaz de voltar a dar a Portugal algum do prestígio há muito perdido e um caminho de progresso que até então fugia ao país. É dificilmente contestável para quem analise a história, o facto de que foram as últimas décadas da monarquia, a par com os mais recentes quase cinquenta anos do regime salazarista, aqueles que mais atrasaram o país e o afastaram da frente de desenvolvimento europeu.
A passagem da monarquia para a República marca uma mudança essencial na filosofia da existência do ser humano: a passagem da condição de súbdito de alguém, tendo esse alguém adquirido essa condição de soberano apenas por ter “nascido rei”, para a condição de cidadão igual aos demais perante o Estado, em direitos e deveres, em liberdades e garantias – a filosofia difundida com a revolução francesa, em que todos os homens nascem livres e iguais. É verdade que esse caminho não foi imediato, várias têm sido as conquistas ao longo dos anos, algumas só já nos fins do século 20: a igualdade de género, por exemplo nas questões laborais ou mesmo entre cônjuges; a universalidade do direito de voto, a laicização do Estado.
E esse é um caminho em permanente construção, tal como a Liberdade não pode ser nunca entendida como uma verdade adquirida, mas como uma conquista que permanentemente deve ser defendida. Especialmente no que toca aos direitos e garantias de grupos minoritários, sempre mais difíceis de transmitir à maioria os cidadãos e que a todo o momento vão sendo alargados. Basta lembrar por exemplo, que só recentemente todos os cidadãos independentemente da sua orientação sexual, passaram a ser iguais perante a Lei no que toca ao casamento. Ou que para ter direito ao divórcio, basta que um dos cônjuges o deseje – o que a mim sempre me pareceu evidente, mas para a Lei não era.
É por isso e mais que todos sabemos ou deveríamos saber, que nos nossos 100 anos de República nem todos foram verdadeiramente de Democracia, nem todos foram de progresso. Foram conturbados os primeiros anos do século 20 português, também influenciados pelo que pelo mundo se passou: as guerras mundiais; a grave crise económica e social de 1929 (a Grande Depressão), a maior até à que agora vivemos; como foram conturbados os primeiros anos do pós 25 de Abril, especialmente durante o PREC. E temos de recordar que metade do século republicano que agora comemoramos foram vividos numa espécie de ditadura – e digo “espécie” porque para se fazer uma avaliação justa não poderemos dizer que tudo foi mau, admitindo que ao menos nos primeiros anos da governação de Salazar houve aspectos positivos, na estabilização económica do país por exemplo.
A centenária República do nosso já quase milenar país, esteve assim longe de ser perfeita. Mas é verdade que muito se passou nestes 100 anos e devemos lembrá-lo. No acesso universal à educação, à saúde, aos direitos laborais, no direito à reforma, no direito ao ócio ou lazer, no acesso à cultura, na liberdade religiosa, na qualidade de vida em geral. Claro que poderá ter havido alguns exageros, a todo o momento é preciso criar equilíbrios no sistema, é difícil pensar em alguns direitos se não houver dinheiro para comer. O Estado somos todos.
Talvez por isso, talvez por nada, os pessimistas do costume e um certo negativismo português dirá: isto está é cada vez pior, ganhamos mal, trabalhamos muito, reformamo-nos tarde, etc. Mas qualquer análise isenta mostrará que não é assim, basta a qualquer um de nós olhar à volta e reflectir, pensar como viviam os nossos pais, os nossos avós. Como eram as suas casas e o que lá tinham, o que comiam, o que vestiam, o que sabiam do mundo; quantas crianças morriam à nascença, quantos morriam por doenças estúpidas, quantos morriam em guerras que não entendiam; qual era a esperança média de vida; como eram as suas profissões, quantas horas trabalhavam, o que faziam nos (poucos) tempos livres, e por aí fora.
Há evidentemente muito a fazer, como redescobrir o papel de Portugal no mundo. Abandonar esta posição de periferia em que sistematicamente nos colocamos – durante a ditadura “orgulhosamente sós” a querer ser grandes com as colónias esquecendo o resto do mundo; depois de 1974 a querer muito ser europeus e só para aí voltados.
Esquecemos tantas vezes as lições da história, por exemplo que só fomos minimamente “grandes” quando fomos um dos centros do mundo, quando no tempo áureo das descobertas éramos porto de chegadas e partidas. Só o movimento produz algo. O mesmo podemos aplicar a qualquer região, cidade, aldeia. Como a Tomar, que por várias razões perdeu a sua centralidade e chegou ao século 21 numa espécie de periferia onde as pessoas se deslocam como a um museu. Felizmente parecem começar a existir a vários níveis, ainda ténues é certo, mas alguns sinais de mudança. Ou ao menos a consciência da necessidade de mudar. E assim é também no país, que não quer deixar de ser europeu, mas que cada vez mais tenta ser uma porta da velha Europa para África e para a América brasileira, tirando partido deste grande espaço mundial que é o da Língua Portuguesa.
Por tanto mais, a República deve ser comemorada, estimulada. “E pur si mouve”, diria Galileu, “e no entanto ela move-se”. Assim é com a nossa sociedade, lentamente, umas vezes mais que outras, mas o progresso existe.
Será sempre preciso defender a República, a Democracia, a Liberdade. Por vezes de ameaças veladas, mascaradas, como os que querem transformar direitos que devem ser de todos, em regalias que variam consoante a conta bancária. Basta ver o que alguns agora propõem para alterações na nossa lei fundamental, a Constituição.
Ou como algumas tendências demagógicas baseadas em populismo boçal, que pretendem fazer esquecer coisas essenciais: em Democracia somos governados por representantes eleitos – não por técnicos, não por conselhos de administração, não por homens providenciais, não por regras de mercados desregulados.
A todo o momento, sublinho, deve cada um de nós, no seio das nossas comunidades, nos nossos locais de trabalho, estimular a República e a Democracia, e só assim manteremos vivos e actuantes os ideais de 5 de Outubro de 1910, os da Liberdade, da Igualdade, da Fraternidade, na demanda do timbre da Justiça e da Verdade, da Honra e do Progresso. E sonhando com o futuro, sempre, porque “sempre que o Homem sonha, o mundo pula e avança”.
quinta-feira, outubro 07, 2010
a tão pedida responsabilidade
Acabei de escrever este comentário no facebook dirigido ao PSD Tomar e em particular ao vice-presidente Ricardo Lopes, e fica aqui para memória futura:
Ó Ricardo, eu não gosto de discutir assuntos sérios neste tipo de espaços, mas começa a ser demais. Francamente esperava mais de vocês, pensava que trouxessem uma lufada de ar fresco ao PSD, quando afinal estão a fazer pior do que estava.
Se se deixassem de palhaçada e quisessem assumir as responsabilidades com seriedade.
Há um ano que o PS espera que o PSD cumpra aquilo com que se comprometeu quando convidou o PS para trabalhar em conjunto: discutir, mediar, trabalhar.
Mas até hoje, da parte da direcção política do PSD em Tomar veio ZERO.
Talvez devessem ler o acordo que pediram e assinaram, está na página do PS.
Que direcção política são vocês que até para dialogar com os vossos autarcas têm constantemente de mandar recados via comunicação social? Estão mesmo convencidos que é assim que se faz política séria? Que vão chegar a bom porto?
Estão-se a meter num beco sem saída é o que é. E a responsabilidade é exclusiva da direcção do PSD de Tomar.
Se não estão interessados em cumprir com aquilo a que se comprometeram, e em ver além das disputas e das divergêngias, mas se estão interessados apenas em jogos de política menor, pronto, é problema vosso e arcarão com as consequências.
Mas ao menos assumam as coisas, com responsabilidade, com coragem, e sem meias palavras.Os tomarenses e a causa pública merecem outra atitude e outro respeito. Porque ganhar eleições queremos todos, mas isso é outro assunto.
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Ó Ricardo, eu não gosto de discutir assuntos sérios neste tipo de espaços, mas começa a ser demais. Francamente esperava mais de vocês, pensava que trouxessem uma lufada de ar fresco ao PSD, quando afinal estão a fazer pior do que estava.
Se se deixassem de palhaçada e quisessem assumir as responsabilidades com seriedade.
Há um ano que o PS espera que o PSD cumpra aquilo com que se comprometeu quando convidou o PS para trabalhar em conjunto: discutir, mediar, trabalhar.
Mas até hoje, da parte da direcção política do PSD em Tomar veio ZERO.
Talvez devessem ler o acordo que pediram e assinaram, está na página do PS.
Que direcção política são vocês que até para dialogar com os vossos autarcas têm constantemente de mandar recados via comunicação social? Estão mesmo convencidos que é assim que se faz política séria? Que vão chegar a bom porto?
Estão-se a meter num beco sem saída é o que é. E a responsabilidade é exclusiva da direcção do PSD de Tomar.
Se não estão interessados em cumprir com aquilo a que se comprometeram, e em ver além das disputas e das divergêngias, mas se estão interessados apenas em jogos de política menor, pronto, é problema vosso e arcarão com as consequências.
Mas ao menos assumam as coisas, com responsabilidade, com coragem, e sem meias palavras.Os tomarenses e a causa pública merecem outra atitude e outro respeito. Porque ganhar eleições queremos todos, mas isso é outro assunto.
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informar em tempos de poupança
Na última Assembleia Municipal o PS apresentou por minha voz a proposta de extinguir o Boletim Informativo, a que a rádio Hertz agora faz eco, no momento em que é lançado a edição de Outubro, focando ainda o facto de todas as outras bancadas terem votado contra (dá que pensar!) com os argumentos que conseguiram inventar.

A questão fundamental nem tem que ver com quem aparece ou deixa de aparecer no boletim, ou se ele serve para propaganda política ou não, como o PSD tentou alegar. Basta ler a proposta para ver que nada disso se lá refere.
A questão é muito simples, de dedução lógica, e tem que ver coms princípios que devem ser subjacentes à Administração Pública e à boa e moderna gestão: Eficácia, Eficiência, Economia.
Ora, não parece evidente que a publicação de uma página de responsabilidade da autarquia nos dois jornais locais serve melhor estes três princípios? Será que não é mais eficaz e eficiente (não, em termos técnicos não são a mesma coisa) e sai mais barato, com a vantagem paralela de ajudar duas pequenas empresas locais?
A mim parece-me óbvio, e só mesmo Victor Gil e o PSD é que podem ver truques onde eles não existem.
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A questão fundamental nem tem que ver com quem aparece ou deixa de aparecer no boletim, ou se ele serve para propaganda política ou não, como o PSD tentou alegar. Basta ler a proposta para ver que nada disso se lá refere.
A questão é muito simples, de dedução lógica, e tem que ver coms princípios que devem ser subjacentes à Administração Pública e à boa e moderna gestão: Eficácia, Eficiência, Economia.
Ora, não parece evidente que a publicação de uma página de responsabilidade da autarquia nos dois jornais locais serve melhor estes três princípios? Será que não é mais eficaz e eficiente (não, em termos técnicos não são a mesma coisa) e sai mais barato, com a vantagem paralela de ajudar duas pequenas empresas locais?
A mim parece-me óbvio, e só mesmo Victor Gil e o PSD é que podem ver truques onde eles não existem.
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terça-feira, outubro 05, 2010
nas ondas da rádio
A quem interesse, a partir de amanhã, quinzenalmente às quartas, a nota do dia da rádio Hertz tem a minha voz.
disparates
Acabei de fazer a minha pausa anti-stress, que é como quem diz, este exercício que às vezes faço, que é passar os olhos pelos comentários dos blogues tomarenses, que é como quem diz, de uma assentada passar os olhos pelos comentários de vários dias do "Tomar a dianteira" que é o único local onde ainda há comentários desta índole. O que é pena, porque rir é o melhor remédio e não há como ler disparates escritos por profissionais dos mesmos. Profissionais porque há anos que blogue atrás de blogue andam nisto e ainda não aprenderam.
Eu sei que ninguém acredita, mas é mesmo das melhoras receitas anti-stress ler tais dislates, especialmente quando alguns dos autores são bem conhecidos, tal como é a sua cobardia em assinar o que escrevem.
Ora, podia cair na vontade básica de comentar aqueles disparates de gente que ainda não percebeu que a vida real não está na internet, nem nada passa a ser verdade só porque o escrevem muitas vezes, assinado ou não, com o mesmo nome ou com outro. Como já há quase uma década digo: gente que em vida já foi esquecida, e que iludida julga aí encontrar um sítio onde lhe dão valor. Mas se nem assinam...
Bom, como a vontade de escrever não é já muita que o dia mesmo feriado foi longo, e ainda me esperam ao menos duas horas de leitura, mais vale deixar aqui uma daquelas preciosidades que me mandam para o mail, aberta ao acaso entre as centenas que não chegam a ser abertos (na verdade o meu email principal indica quase 5000 mail's não abertos). Disparate por disparate sempre se aprende mais com estes.
(clicar na imagem para alargar)
Eu sei que ninguém acredita, mas é mesmo das melhoras receitas anti-stress ler tais dislates, especialmente quando alguns dos autores são bem conhecidos, tal como é a sua cobardia em assinar o que escrevem.
Ora, podia cair na vontade básica de comentar aqueles disparates de gente que ainda não percebeu que a vida real não está na internet, nem nada passa a ser verdade só porque o escrevem muitas vezes, assinado ou não, com o mesmo nome ou com outro. Como já há quase uma década digo: gente que em vida já foi esquecida, e que iludida julga aí encontrar um sítio onde lhe dão valor. Mas se nem assinam...
Bom, como a vontade de escrever não é já muita que o dia mesmo feriado foi longo, e ainda me esperam ao menos duas horas de leitura, mais vale deixar aqui uma daquelas preciosidades que me mandam para o mail, aberta ao acaso entre as centenas que não chegam a ser abertos (na verdade o meu email principal indica quase 5000 mail's não abertos). Disparate por disparate sempre se aprende mais com estes.
(clicar na imagem para alargar)
penacho
A Escola dos Templários homenageia Saramago, a 8 de Outubro, noticia a rádio Cidade de Tomar.
Eu sou um enorme fã de Saramago, já li mais de metade da sua obra e é o autor português ou estrangeiro que mais li. No entanto o espírito crítico é algo que devemos cultivar, e confesso que não percebo bem porque organiza uma escola de Primeiro Ciclo do Ensino Básico uma iniciativa sobre um escritor cujos livros, todos excepto um, só conseguem ser lidos a partir de uma idade bem mais avançada que a das crianças que frequentam essa escola.
Eu aceito a questão da abertura à comunidade mas ainda assim, será que por vezes não se esquecem as funções essenciais da escola, e se promovem outras coisas (ou outras pessoas...) que não os interesses das crianças/alunos?
Eu sou um enorme fã de Saramago, já li mais de metade da sua obra e é o autor português ou estrangeiro que mais li. No entanto o espírito crítico é algo que devemos cultivar, e confesso que não percebo bem porque organiza uma escola de Primeiro Ciclo do Ensino Básico uma iniciativa sobre um escritor cujos livros, todos excepto um, só conseguem ser lidos a partir de uma idade bem mais avançada que a das crianças que frequentam essa escola.
Eu aceito a questão da abertura à comunidade mas ainda assim, será que por vezes não se esquecem as funções essenciais da escola, e se promovem outras coisas (ou outras pessoas...) que não os interesses das crianças/alunos?
segunda-feira, outubro 04, 2010
outros tempos
Amanhã, enquanto comemoramos o Centenário da apesar de tudo, imberbe República Portuguesa, uma viagem no tempo na Praça da "dita" em Tomar.
A não perder!
mais em www.descobretomar.com/
A não perder!
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info cultural
O amigo e camarada António Gameiro, Deputado da AR, e Luís Pereira lançam na próxima quinta-feira pelas 19h no ISCAD em Lisboa, a obra JusPrático - Laboral e Segurança Social 2010, com apresentação de José Pereira Forte, Inspector-geral do Trabalho.
Lá estarei.
(clicar na imagem para alargar)
Lá estarei.
(clicar na imagem para alargar)
sexta-feira, outubro 01, 2010
chícharo

A Assembleia Municipal já acabou há umas horas, mas só agora consegui chegar a casa, é o costume.
Daqui a umas horas saio para o Porto, com paragem prévia na Freixianda.
É que hoje é o Dia Mundial da Música, e os alunos da Freixianda vão até à Casa da Música ouvir concertos, aproveitando para visitar também o Museu de Serralves.
À noite a música continua. Os nabantinos drama&beiço actuam hoje pelas 22h30 no Festival Gastronómico do Chícharo em Alvaiázere, precedidos às 21h por Fernando Tordo. Lá estarei a provar umas iguarias.
acordeonar em Tomar
Este fim de semana há mais eventos em Tomar. Desta vez a 1ª Gala Internacional de Acordeão dos Templários.Para quem gostar, por exemplo, de um bom tango de Astor Piazzolla, sabe o que tem de fazer. É no Cine-teatro hoje e sábado.
E entre alguns dos melhores acordeonistas do mundo, estará o camarada e amigo Bruno Gomes. Abra horizontes e vá ouvir.
mais em http://www.descobretomar.com//
quarta-feira, setembro 29, 2010
Manuel Alegre
Aqui ficam a página distrital e a página nacional da candidatura de Manuel Alegre a Presidente da República.
terça-feira, setembro 28, 2010
nabantinos de qualidade
A jovem designer da Pedreira - Tomar, Rita Clara, vestiu as concorrentes da Miss Portugal Mundo (fatos de banho e vestidos de noite), tal como noticiou O Ribatejo, uma gala que ocorreu no Teatro Camões no Parque das Nações e foi transmitida pela SIC e SIC Internacional.
Rita Clara é uma jovem dinâmica, empresária e preocupada com a sua comunidade, e foi a mais jovem cabeça de lista do PS nas últimas autárquicas em Tomar, tendo concorrido à Junta de Freguesia da Pedreira.
Rita Clara é uma jovem dinâmica, empresária e preocupada com a sua comunidade, e foi a mais jovem cabeça de lista do PS nas últimas autárquicas em Tomar, tendo concorrido à Junta de Freguesia da Pedreira.
segunda-feira, setembro 27, 2010
desacordo ortográfico
Estava aqui a descarregar fotos do tlmv e dei com esta, duma minha ida recente às festas do Avelar (ando cá um festivaleiro!), onde encontrei esta preciosidade
Lá são muito ciosos com o seu lugar de estacionamento... com a Língua Portuguesa é que não.
Lá são muito ciosos com o seu lugar de estacionamento... com a Língua Portuguesa é que não.
sábado, setembro 25, 2010
o riso
Em Portugal fazem falta políticos que saibam rir e que o mostrem. Este ministro suíço, sem querer, mostra como é. O homem bem tenta falar de assuntos sérios...
quinta-feira, setembro 23, 2010
os poderzinhos e a mania de controlar
Em todo o caso a questão, que pode parecer um pormenor sem importância mas não é, é suficientemente pertinente para perguntar: Mas quem é que é a "paróquia de Santa Maria dos Olivais e São João Baptista" para proibir alguma coisa, particularmente naquilo que não é seu?
reabilitação
A concelhia local do PSD realiza amanhã um debate, ou palestra, sobre reabilitação urbana.
Para mostrar fair play, e enquanto cidadão, sem me poder pronunciar sobre o conteúdo devo ainda assim dizer: boa iniciativa.
No meio do disparate em que têm andado, sempre surge alguma coisa potencialmente útil. Talvez porque o PSD local também precise de reabilitação... pronto, não me me consigo conter com estes considerandos!
E dito isto, tenho igualmente de elogiar a JSD que no dia seguinte organiza na Estalagem de Santa Iria, uma sessão sobre o empreendedorismo jovem. Olhando para o painel de oradores, não percebo bem onde estão os jovens ou anteriormente jovens empreendedores... e lá estou eu outra vez!
Seja como for a iniciativa é boa. A JSD local tem aliás, na comparação daquilo a que cada entidade está "obrigada", revelado mais pertinência política que os seus séniores.
É que francamente não esperava a linha de actuação que esta direcção do PSD local tem seguido, especialmente tendo uma composição globalmente jovem, e de quem se esperava que olhasse em frente, com novas capacidades e atitudes, ao invés desta coisa requentada e desnorteada com que nos tem brindado:
- incapacidade para mostrar postura política responsável, começando por cumprir o que foi acordado com o partido que convidou para a coligação, ou seja, diálogo, discussão, trabalho; tácticas políticas copiadas a partidos sem responsabilidade de poder; diálogo com os seus autarcas através da comunicação social; etc, etc.
Diferenças ideológicas são uma coisa, brincar à política é outra.
Para mostrar fair play, e enquanto cidadão, sem me poder pronunciar sobre o conteúdo devo ainda assim dizer: boa iniciativa.
No meio do disparate em que têm andado, sempre surge alguma coisa potencialmente útil. Talvez porque o PSD local também precise de reabilitação... pronto, não me me consigo conter com estes considerandos!
E dito isto, tenho igualmente de elogiar a JSD que no dia seguinte organiza na Estalagem de Santa Iria, uma sessão sobre o empreendedorismo jovem. Olhando para o painel de oradores, não percebo bem onde estão os jovens ou anteriormente jovens empreendedores... e lá estou eu outra vez!
Seja como for a iniciativa é boa. A JSD local tem aliás, na comparação daquilo a que cada entidade está "obrigada", revelado mais pertinência política que os seus séniores.
É que francamente não esperava a linha de actuação que esta direcção do PSD local tem seguido, especialmente tendo uma composição globalmente jovem, e de quem se esperava que olhasse em frente, com novas capacidades e atitudes, ao invés desta coisa requentada e desnorteada com que nos tem brindado:
- incapacidade para mostrar postura política responsável, começando por cumprir o que foi acordado com o partido que convidou para a coligação, ou seja, diálogo, discussão, trabalho; tácticas políticas copiadas a partidos sem responsabilidade de poder; diálogo com os seus autarcas através da comunicação social; etc, etc.
Diferenças ideológicas são uma coisa, brincar à política é outra.
bikepaper
Começo por dizer que o cartaz está, embora simples, muito interessante.
Como é aliás habitual do que vem dos técnicos de artes gráficas da autarquia. Do melhor que por aí se encontra nas autarquias.
Quanto ao que aqui interessa, a iniciativa é excelente. E noutros tempos participava em muitas coisas destas. De há uns tempos (bem largos!) parece não haver tempo para nada, além daquele pormenor de já nem ter bibicleta...
Mas ainda vou ver se consigo ir.
Como é aliás habitual do que vem dos técnicos de artes gráficas da autarquia. Do melhor que por aí se encontra nas autarquias.
Quanto ao que aqui interessa, a iniciativa é excelente. E noutros tempos participava em muitas coisas destas. De há uns tempos (bem largos!) parece não haver tempo para nada, além daquele pormenor de já nem ter bibicleta...
Mas ainda vou ver se consigo ir.
quarta-feira, setembro 22, 2010
leccionar em Timor
Aos colegas de Primeiro Ciclo ou Pré-escolar ainda não colocados e interessados em trabalhar, lá naquele ponto do outro lado do mundo onde também se fala português, têm informações aqui.
debater II
Já sabia, que há sempre alguém (ou vários) que avisa, mas só agora pude realmente sentar mais de cinco minutos ao computador com tempo para "navegar", e por isso só agora li o repto que me lança António Rebelo no seu Tomar a dianteira, a propósito da minha ausência declarada do debate da rádio Hertz do passado sábado. Debate esse cuja iniciativa, repito, deve ser elogiado e faz falta em Tomar.
Ora, como AR é alguém que escreve e assina o que pensa e isso é infelizmente raro, sinto dever esclarecer, por muito que a mim a razão me pareça clara.
Tal como AR em tempos se referiu à alegada ausência do Presidente de Câmara, de um almoço pós assinatura da constituição da "Mosteiros de Portugal", estamos na minha opinião aqui a falar da mesma esfera: aquilo a que nos obriga a "farda" de uma determinada função, o que podemos ou devemos, o que não podemos ou não devemos fazer por força do contexto e da ocasião, independentemente de quem somos sem essa "farda". Como que as regras em nenhum lado escritas da etiqueta "funcional" inerente a uma dada responsabilidade.
E na minha opinião (que não é só minha, mas sim prática corrente) um líder partidário não se deve sentar na plateia de um debate deste género - salvo excepções, como seja em contexto de campanha eleitoral autárquica. Aí um líder político pode e deve estar, caso não seja ele próprio, a apoiar o seu candidato.
Resumindo e para concluir: ninguém está a ver o Sócrates, o Passos Coelho, o Louçã, o Portas ou o Jerónimo de Sousa sentados na plateia do Prós&Contras pois não? À escala, é exactamente a mesma coisa.
Mas ainda assim, admitindo que possa estar errado e devesse ter ido ao debate, devolvo o repto ao prof. Rebelo (que a internet com regras também é bom auxílio de debate).
- Tendo de um lado o Presidente da Câmara e o vereador socialista cujas ideias e argumentos tenho pela imposição da "farda" obrigação de conhecer, e do outro lado, dos três ao menos dois comentadores cuja filosofia de ideias e princípios de argumentação é sobejamente conhecida, o que poderia eu ter ouvido que não soubesse já que assim seria?
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Ora, como AR é alguém que escreve e assina o que pensa e isso é infelizmente raro, sinto dever esclarecer, por muito que a mim a razão me pareça clara.
Tal como AR em tempos se referiu à alegada ausência do Presidente de Câmara, de um almoço pós assinatura da constituição da "Mosteiros de Portugal", estamos na minha opinião aqui a falar da mesma esfera: aquilo a que nos obriga a "farda" de uma determinada função, o que podemos ou devemos, o que não podemos ou não devemos fazer por força do contexto e da ocasião, independentemente de quem somos sem essa "farda". Como que as regras em nenhum lado escritas da etiqueta "funcional" inerente a uma dada responsabilidade.
E na minha opinião (que não é só minha, mas sim prática corrente) um líder partidário não se deve sentar na plateia de um debate deste género - salvo excepções, como seja em contexto de campanha eleitoral autárquica. Aí um líder político pode e deve estar, caso não seja ele próprio, a apoiar o seu candidato.
Resumindo e para concluir: ninguém está a ver o Sócrates, o Passos Coelho, o Louçã, o Portas ou o Jerónimo de Sousa sentados na plateia do Prós&Contras pois não? À escala, é exactamente a mesma coisa.
Mas ainda assim, admitindo que possa estar errado e devesse ter ido ao debate, devolvo o repto ao prof. Rebelo (que a internet com regras também é bom auxílio de debate).
- Tendo de um lado o Presidente da Câmara e o vereador socialista cujas ideias e argumentos tenho pela imposição da "farda" obrigação de conhecer, e do outro lado, dos três ao menos dois comentadores cuja filosofia de ideias e princípios de argumentação é sobejamente conhecida, o que poderia eu ter ouvido que não soubesse já que assim seria?
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parabenizar
O jornal O Templário comemorou 8 anos de existência com a actual gestão.
Não aprecio tanto, e já tive oportunidade de o dizer ao seu Director, a linha mais tablóide que vem ganhando espaço no jornal. Mas é uma opção válida, a escolha deve ser dos leitores.
Bem percebo que não será fácil, e isto é válido para os dois jornais nabantinos, como para todos os outros regionais (até os nacionais!), manter uma pequena empresa com as difuldades óbvias do mercado, sabendo bem que a venda directa dos mesmos pouco importa para o negócio, estando em causa sim a publicidade neles publicada. E em tempos difíceis, e num concelho como Tomar, é espectável que não abunde nas empresas o dinheiro para publicidade.
Ao contrário do que por vezes possa transparecer numa ou outra crítica, tenho grande respeito pelos jornalistas. Um dos meus sonhos de adolescente (mas eu tinha muitos!), acho que já aqui o escrevi em tempo, era ser jornalista. Investigar, viajar e escrever, eram três ímans fortes para essa actividade, mas das muitas vontades, as artes e depois o ensino foram mais fortes.
É claro que esses ímans vou preservando como possível. Viajar, sempre que possível. Escrever, lá vou fazendo o gosto ao dedo, se mais não for neste blogue.
E apesar de tudo continuo e espero continuar com uma filosofia base: experimentar, diversificar o mais possível - até prova em contrário só se vive uma vez e é um desperdício passar a vida a fazer a mesma coisa.
Bom, isto tudo para dizer a O Templário e aos que o fazem sair todas as semanas: Parabéns!
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Não aprecio tanto, e já tive oportunidade de o dizer ao seu Director, a linha mais tablóide que vem ganhando espaço no jornal. Mas é uma opção válida, a escolha deve ser dos leitores.
Bem percebo que não será fácil, e isto é válido para os dois jornais nabantinos, como para todos os outros regionais (até os nacionais!), manter uma pequena empresa com as difuldades óbvias do mercado, sabendo bem que a venda directa dos mesmos pouco importa para o negócio, estando em causa sim a publicidade neles publicada. E em tempos difíceis, e num concelho como Tomar, é espectável que não abunde nas empresas o dinheiro para publicidade.
Ao contrário do que por vezes possa transparecer numa ou outra crítica, tenho grande respeito pelos jornalistas. Um dos meus sonhos de adolescente (mas eu tinha muitos!), acho que já aqui o escrevi em tempo, era ser jornalista. Investigar, viajar e escrever, eram três ímans fortes para essa actividade, mas das muitas vontades, as artes e depois o ensino foram mais fortes.
É claro que esses ímans vou preservando como possível. Viajar, sempre que possível. Escrever, lá vou fazendo o gosto ao dedo, se mais não for neste blogue.
E apesar de tudo continuo e espero continuar com uma filosofia base: experimentar, diversificar o mais possível - até prova em contrário só se vive uma vez e é um desperdício passar a vida a fazer a mesma coisa.
Bom, isto tudo para dizer a O Templário e aos que o fazem sair todas as semanas: Parabéns!
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domingo, setembro 19, 2010
para desanuviar...
(É que o rementente da anedota não só é sportinguista como é social democrata, e ainda para mais, abrantino! Muito obrigado Armando)
Qual a diferença entre o Benfica e uma joaninha?
Ambos são vermelhos mas a joaninha tem mais pontos...
sábado, setembro 18, 2010
de passagem pela aldeia
Agora que as festas populares estão em fim de época, não quero deixar de colocar no algures aqui o Tabuleiro que tanto sucesso alcançou nas festas de Poço Redondo onde estive no domingo passado.
É mais uma prova de que a maioria das vezes, as ideias mais simples são as melhores.
De positivo também a presença de muita malta nova na organização da festa. É sempre um sinal de vitalidade e continuidade.
E eu que nem sou grande apreciador destas festas populares mais "populares", especialmente pelo excesso de decibéis que normalmente acompanha um certo gosto musical, gostei do ambiente, e particularmente da tarde ao som dos Drama&Beiço, que puseram miúdos e graúdos a dançar. E o frango estava muito bem assado.
É mais uma prova de que a maioria das vezes, as ideias mais simples são as melhores.
De positivo também a presença de muita malta nova na organização da festa. É sempre um sinal de vitalidade e continuidade.
E eu que nem sou grande apreciador destas festas populares mais "populares", especialmente pelo excesso de decibéis que normalmente acompanha um certo gosto musical, gostei do ambiente, e particularmente da tarde ao som dos Drama&Beiço, que puseram miúdos e graúdos a dançar. E o frango estava muito bem assado.
sexta-feira, setembro 17, 2010
debater
A rádio Hertz promove este sábado um debate sobre "o estado do concelho".
A ideia elogia-se, faz falta em Tomar, e é aliás a meu ver uma das responsabilidades da comunicação social a promoção deste tipo de iniciativas, não devendo acontecer só durante as campanhas eleitorais autárquicas.
É pena que a generalidade dos responsáveis pelos orgãos de comunicação social tenham a opinião, que depois se materializa na linha editorial, de que a política não interessa aos leitores, e que como tal não vende jornais.
Tenho uma grande convicção de que isso não é verdade. Tudo resulta do "como"... neste caso, do como se questiona a opinião às pessoas. É evidente, graças ao infeliz "politicamente correcto" instalado, que se se perguntar directamente à generalidade dos cidadãos (o uso da palavra "cidadãos" não é acaso - como se por acaso fosse acaso a escolha de palavras que normalmente uso...) o que pensam da política, responderão algo como: não sei, não quero saber, não interessa para nada, são todos iguais, etc, etc - aqueles chavões generalizados e baseados na ideia de que a Política é uma coisa má, quando na verdade é das mais nobres actividades do Ser Humano, e verdadeiramente na acepção pura do termo, a mais antiga do Homem enquanto tal.
A verdade contudo, bem verificável na nossa comunidade, é que não é assim. A verdade é que a generalidade dos cidadãos sabe sobre todas as afirmações, sobre todas as medidas, todos os disparates, todas as tricas, tudo o que acontece no mundo autárquico, ou de forma mais abrangente, tudo o que acontece no mundo político nabantino. E depois convenhamos, que outro tema em Tomar pode interessar mais à globalidade dos cidadãos nabantinos?
Escrito isto, e porque hipocrisia é das atitudes que mais abomino nas pessoas e é para mim impensável praticá-la, sinto-me obrigado a acrescentar que: agradeço o convite mas, obviamente, o presidente do PS Tomar não estará presente.
Incoerente? De forma alguma.
(Escrevi isto na quarta-feira e só agora reparei que não o tinha publicado, o que acontece muitas vezes, umas intencionalmente outras por lapso, o que no caso ainda vai a tempo de ser corrigido. Fica o registo)
A ideia elogia-se, faz falta em Tomar, e é aliás a meu ver uma das responsabilidades da comunicação social a promoção deste tipo de iniciativas, não devendo acontecer só durante as campanhas eleitorais autárquicas.
É pena que a generalidade dos responsáveis pelos orgãos de comunicação social tenham a opinião, que depois se materializa na linha editorial, de que a política não interessa aos leitores, e que como tal não vende jornais.
Tenho uma grande convicção de que isso não é verdade. Tudo resulta do "como"... neste caso, do como se questiona a opinião às pessoas. É evidente, graças ao infeliz "politicamente correcto" instalado, que se se perguntar directamente à generalidade dos cidadãos (o uso da palavra "cidadãos" não é acaso - como se por acaso fosse acaso a escolha de palavras que normalmente uso...) o que pensam da política, responderão algo como: não sei, não quero saber, não interessa para nada, são todos iguais, etc, etc - aqueles chavões generalizados e baseados na ideia de que a Política é uma coisa má, quando na verdade é das mais nobres actividades do Ser Humano, e verdadeiramente na acepção pura do termo, a mais antiga do Homem enquanto tal.
A verdade contudo, bem verificável na nossa comunidade, é que não é assim. A verdade é que a generalidade dos cidadãos sabe sobre todas as afirmações, sobre todas as medidas, todos os disparates, todas as tricas, tudo o que acontece no mundo autárquico, ou de forma mais abrangente, tudo o que acontece no mundo político nabantino. E depois convenhamos, que outro tema em Tomar pode interessar mais à globalidade dos cidadãos nabantinos?
Escrito isto, e porque hipocrisia é das atitudes que mais abomino nas pessoas e é para mim impensável praticá-la, sinto-me obrigado a acrescentar que: agradeço o convite mas, obviamente, o presidente do PS Tomar não estará presente.
Incoerente? De forma alguma.
(Escrevi isto na quarta-feira e só agora reparei que não o tinha publicado, o que acontece muitas vezes, umas intencionalmente outras por lapso, o que no caso ainda vai a tempo de ser corrigido. Fica o registo)
o fado do coitadinho
O nosso país já é o que é, para agora ainda termos o futebol a ajudar.
Não bastava a trapalhada infeliz e lamentável com o caso Carlos Queiróz, que pode ter muitas culpas, mas não serão aqui tantas como as do insigne político Laurentino Dias, e principalmente daquela tralha de bengalas da direcção da FPF (que anda lá desde que eu sou gente a fazer trapalhice atrás de trapalhice, e não há meio de se irem embora), para agora ainda faltar o episódio da peregrinação atrás do desejado, o salvador que nos há-de levar ao celestial apuramento, o santo Mourinho.
Ó triste pequenez lusitana, teremos sempre de nos auto retratarmos como miseráveis?
Não fosse o fado não ser muito mediático (e ter intérpretes de elevado nível), e continuávamos com a triologia dos f's completa.(para quem não liga a estas coisas, a pintura que aqui ilustra é de um grande pintor português de seu nome José Malhoa - mas não é o do "24 rosas numa jarra..."!)
quarta-feira, setembro 15, 2010
SNS
Nesta época em particular, em que por via de revisões constitucionais e afins, alguns tentam acabar com o Serviço Nacional de Saúde, quando o que acontece pelo mundo fora é precisamente o contrário, convém lembrar que este organismo a que muito criticamos mas que é referência internacional, faz hoje 31 anos. Era então no Governo liderado por Mário Soares, Ministro dos Assuntos Sociais António Arnaut, para sempre conhecido como o pai do SNS.
terça-feira, setembro 14, 2010
o maior cego é o que não quer ver
Na mesma edição do Cidade de Tomar que invoco no texto anterior, leio na última página que o executivo da CMT na reunião da mesma, "revela desconhecer que o Açude de Pedra está vedado ao acesso público". Diz o CT que "o presidente da câmara comentou apenas que, a existir impedimento no acesso público, será certamente por questão jurídica."
É caso para dizer: PORRA!
Desconhecimento!? Questão jurídica!?
A única questão que há aqui, herança do estilo Paiviano, é a câmara a sacudir a água do capote de tudo o que não dá jeito ou não sabe resolver!
É preciso continuamente lembrar o que não deveria ser necessário lembrar: para todos os assuntos que importem a Tomar e aos tomarenses, a Câmara Municipal enquanto primeira responsável TEM de se importar igualmente . E o caso Açude de Pedra é obviamente um desses assuntos.
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uma questão de bocas
Invoca o Cidade de Tomar de 3 de Setembro (que só hoje folheei) na sua "página das bocas", uma declaração de voto do PS, de Outubro de 2008, onde se refere o estado lastimável e a necessidade de requalificação do Largo do Pelourinho, acrescentando que agora em 2010 tudo continua na mesma à excepção do PS que por integrar agora o executivo "já não pode fazer declarações deste teor".
Esclarecimento ao Cidade de Tomar e a todos:
- O PS pode, o PS deve e o PS falará em todos os assuntos que entender, no momento que entender, da forma que entender.
É verdade que nem sempre a comunicação social dá a melhor atenção a todos os assuntos focados, por exemplo na Assembleia Municipal, mas isso já é outra matéria.
Em todo caso voltamos a uma velha questão - é que não me lembro (e naturalmente aceito ser lembrado) deste tipo de "bocas" existir em relação ao PSD, que recordemos, (des)governa Tomar desde 1997.
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Esclarecimento ao Cidade de Tomar e a todos:
- O PS pode, o PS deve e o PS falará em todos os assuntos que entender, no momento que entender, da forma que entender.
É verdade que nem sempre a comunicação social dá a melhor atenção a todos os assuntos focados, por exemplo na Assembleia Municipal, mas isso já é outra matéria.
Em todo caso voltamos a uma velha questão - é que não me lembro (e naturalmente aceito ser lembrado) deste tipo de "bocas" existir em relação ao PSD, que recordemos, (des)governa Tomar desde 1997.
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I Festival de Estátuas Vivas
É mais uma excelente iniciativa que está a conseguir promover Tomar fora de portas. Ainda hoje de manhã foi assunto bem tratado na SIC Notícias.
sábado, setembro 11, 2010
terça-feira, setembro 07, 2010
algures em Marrocos
A pedido de muitas famílias, finalmente cá está a lembrança de Marrocos, uma curta viagem de 2000km (ainda tenho vestígios de areia do deserto no carro, se alguém precisar) em solo africano, com passagem por, entre mais: Tânger, Rabat, Casablanca, Meknés, Fes, Tetouan e regresso a Ceuta (que para os mais distraídos, é em África, mas de domínio espanhol/UE), onde já havia estado há uma década atrás.
Da anarquia do trânsito, ao negociante que há em cada marroquino; da predilecção pelo chá e o olhar mortífero que nos fazem quando perguntamos se vendem cerveja; o mercado em cada esquina estendido a todo espaço disponível, a imensa confusão das cidades e vivência da rua até altas horas da noite, entre tanto mais de um país com tanto de diferente e mesmo aqui ao lado. A viajem de carro faz-se muito bem, e é só preciso algum espírito de aventura.
Marrocos é um país fascinante ao qual terei de voltar, em especial para visitar a zona sul que ficou a faltar: em particular Marraquexe, a zona do Atlas, e o deserto puro e duro.
Da anarquia do trânsito, ao negociante que há em cada marroquino; da predilecção pelo chá e o olhar mortífero que nos fazem quando perguntamos se vendem cerveja; o mercado em cada esquina estendido a todo espaço disponível, a imensa confusão das cidades e vivência da rua até altas horas da noite, entre tanto mais de um país com tanto de diferente e mesmo aqui ao lado. A viajem de carro faz-se muito bem, e é só preciso algum espírito de aventura.
Marrocos é um país fascinante ao qual terei de voltar, em especial para visitar a zona sul que ficou a faltar: em particular Marraquexe, a zona do Atlas, e o deserto puro e duro.
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sexta-feira, setembro 03, 2010
diz que é uma espécie de organização
"Trânsito caótico em Tomar" noticia o Templário online e vemos todos (quer dizer, todos não, que eu saí cedinho e vou chegar noite dentro).
É que há coisas assim, com dois dias previstos para alcatroar a malfadada rotunda (antes cibernética, agora não sei o quê, espelho e símbolo máximo dos disparates e total desastre da década de governação António Paiva/PSD na CMT) ponto central e preponderante em toda a circulação de tráfego dentro da cidade, tinha logo de calhar com uma semana de sete dias, a uma sexta-feira, dia de mercado municipal!
Mas será que são todos desprovidos de inteligência?!
É que há coisas assim, com dois dias previstos para alcatroar a malfadada rotunda (antes cibernética, agora não sei o quê, espelho e símbolo máximo dos disparates e total desastre da década de governação António Paiva/PSD na CMT) ponto central e preponderante em toda a circulação de tráfego dentro da cidade, tinha logo de calhar com uma semana de sete dias, a uma sexta-feira, dia de mercado municipal!
Mas será que são todos desprovidos de inteligência?!
quarta-feira, setembro 01, 2010
de evidência em evidência...
"O investimento no ténis não atingiu o que era aguardado" diz Corvêlo de Sousa à rádio Hertz.
Acho que está enganado sr. presidente, quanto a mim acho que atingiu na plenitude.
O objectivo não era satisfazer o gosto pessoal nessa modalidade do anterior presidente de câmara?
terça-feira, agosto 31, 2010
fim de agosto
O Cidade de Tomar veio procurar alguma inspiração aqui ao algures para a sua página cómica na semana que passou, incluindo a citação de Guerra Junqueiro que postei mais abaixo, com algumas gaffes contudo. A já usual de chamar ao blogue "algures por aqui", atribuindo depois a autoria ao grande inspirador dos jornais locais António Rebelo. Não tem mal nenhum, afinal até hoje, ainda estamos em Agosto e já sabemos que neste mês é tudo muito ligth.
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