sábado, agosto 28, 2010

Da aldeia, Bons Sons

artigo publicado no jornal Cidade de Tomar de 26 de Agosto

Fugindo à banalidade que faz escola, procurando o genuíno e não se furtando ao trabalho, há seis anos atrás Cem Soldos brindou-nos com o primeiro Festival (bienal) Bons Sons. Um sucesso desde a primeira hora.
E, em tempos onde só a crítica fácil, negativa, tantas vezes destrutiva, pejorativa, parece importar a dizentes e a ouvintes, é indispensável elogiar quem faz algo novo, quem faz por gosto quem faz, não em espera do retorno pessoal mas da alegria colectiva de construir algo – um prazer que do “produto acabado da sociedade de consumo imediato” poucos têm a felicidade de conhecer.
É por isso que o Sport Clube Operário de Cem Soldos não é uma associação como a maioria infelizmente se está a tornar, não é um mero prestador de serviços, não é um local onde se labora em função do ordenado, nem eternamente à espera do subsídio público sem o qual o trabalho não aparece. O SCOCS é uma daquelas boas associações que ainda fazem jus ao nome, e onde o espírito associativo se congrega ao espírito jovem da iniciativa que nasce da própria aldeia e das suas gentes. E é assim, que uma aldeia e uma “associação de aldeia” mostram como se faz a muita cidade e a muita gente que apenas procura protagonismo e nem para isso tem jeito; mostra a quem se limita a copiar sem chama o que outros já fazem melhor; ou a quem apenas produz receitas antigas e falidas que já ninguém quer consumir.
Nos Bons Sons toda uma aldeia se une e se coordena para que, tal como nos convidam no slogan do evento, somados a possamos ir viver. E conseguem-no. Durante três dias, jovens e menos jovens, residentes e forasteiros, enchem Cem Soldos de um colorido castiço, como numa alegria contagiante e um comunitário inebriante olvidar do tempo que corre lá fora, que não é possível imitar noutro local e não seguramente numa cidade, onde são muito mais os que criticam do que os que têm vontade de fazer alguma coisa.

E aqui merece umas linhas (além da Junta de Freguesia, nas suas mais moderadas capacidades) a Câmara Municipal, em particular os serviços de cultura e turismo, por ter finalmente, nesta terceira edição, apoiado condignamente este evento que tem evidentemente um grande potencial turístico, como foi visível no número de pessoas que circulavam pela cidade facilmente identificáveis pelas pulseiras do Festival, entre mais enchendo restaurantes; e pela imensa difusão que esta edição alcançou nacionalmente antes e após o evento – E como é bom ouvir falar de Tomar em órgãos sociais nacionais sem ser por maus motivos!
Apoiar com estratégia, com objectivos, destrinçando o trigo do joio, encorajando quem procura a diferenciação positiva, a inovação, a criação de eventos ímpares, quem faz com qualidade e com capacidade de desenvolvimento da comunidade, deve ser o papel da autarquia em especial quando as condições económicas não são favoráveis, e quando a racionalidade e eficiência do uso dos dinheiros públicos devem ser exemplarmente rigorosas (E nos últimos anos em Tomar foi tudo menos isso!).
Como bem disse Luís Ferreira (o mestre obreiro da organização) ao jornal 2 da RTP algures durante a semana que antecedeu, são estes eventos promotores de envolvimento e desenvolvimento local, capacitadores dessas comunidades. E a verdade é que, de mansinho, sem bajulices ou pretensiosismos, chegou-nos de Cem Soldos aquele que é já o maior evento do concelho a seguir à Festa dos Tabuleiros. Em envolvimento de cidadãos, em público, em projecção do concelho. E só o pode negar quem lá não esteve, ou os mesmos que negam que Tomar já não é o que foi, que perdeu protagonismo, que perdeu liderança, que perde todos os dias em muitas matérias para vários concelhos da região, e que muito raramente já, consegue aparecer no mapa das notícias relevantes.
O Festival estava tão bom que nem a ASAE quis faltar (todos percebemos, quando alguém de fora descobre o caminho para Tomar não quer outra coisa!...). Pronto, e fez muito bem que assim o que comemos e bebemos tinha “qualidade certificada”!

Um parágrafo para os Drama&Beiço, o jovem grupo que representou Tomar no cartaz do evento, e que ao início da tarde de domingo no seu estilo bem disposto electrizaram os ouvintes e dançantes com os sons ecléticos que do leste às arábias, surpreendem quem pela primeira vez escuta e renovam o feitiço dos que já esperam o que ouvem. Com trabalho e perseverança poderão ser uma grande banda, também aqui, com o toque da singularidade e do autêntico.

Pelo excelente cartaz que “encheu casa” em todos os palcos, pelo trabalho motivado e profícuo dos organizadores em particular dos mais jovens; pela abertura e disponibilidade dos habitantes, em particular dos mais seniores à multiculturalidade e proveniência e até mesmo alguma excentricidade dos festivaleiros; pelo excelente trabalho de promoção; pelo que contribuíram para algum dinamismo da cidade no fim-de-semana; pela receptividade e uma muito “boa onda” que só pode deixar nos visitantes vontade de voltar, está de parabéns o SCOCS, os seus dirigentes e obreiros, e a aldeia de Cem Soldos.
Será difícil fazer melhor, e como será possível fazer crescer o evento, certamente uma questão a debater pela associação nos próximos tempos, mas o importante é dizer: Está bom, e queremos mais!

quarta-feira, agosto 25, 2010

"Quem será, quem será, o pai da criança..."

Será de ser Agosto? Será das altas temperaturas? Ou da cinza dos incêndios?
Será rodopios a mais nalgum bailarico de verão? Será um novo hit da música pimba? Ou foi uma prolongada noite de minis agarrados à quermese?

Será de excesso de sal na água do mar? Será de alguma amêijoa estragada? Ou do excesso de vinho verde?
Queres ver que é falta de assunto? Ou confusão de identidade, pensam agora que são o PCP ou o BE?

Será que se esqueceram que são o partido que ganhou as eleições em Tomar? Será que se esqueceram que são responsáveis pelos últimos 13 anos de governação? Ou será que ninguém lhes liga na autarquia?
Ter-se-ão esquecido da falta de desenvolvimento económico? Ou da incapacidade para fixar pessoas, em especial os mais jovens? E de que ser capaz de puxar habitantes para Tomar nem se fala?
Não saberão que tudo isso implica na localização dos serviços públicos para os quais todos pagamos impostos?
Ninguém lhes terá dito ainda que são responsáveis pelo desnorte, pelas resmas de dinheiro esbanjado, pelas obras mal planeadas, pela atrofia mental, pela falta de rumo ou estratégia, pela destruição de oportunidades, pelo afundanço abismal a que o concelho esteve votado nos três mandatos anteriores? E querem continuar a insistir no erro?

Arranjar malta da cor que construa umas notícias, dar-lhes difusão, comentá-las, agitar as pessoas com elas, continuar a insitir nelas mesmo depois de desmentidas, querer obrigar os outros a comentar boatos... Será mesmo nisto que o PSD de Tomar se tornou?!!

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terça-feira, agosto 24, 2010

o rato da cidade e o rato da aldeia.

O Jornal Público diz que o Festival Bons Sons colocou Cem Soldos no mapa.
E Tomar? Será que quando aparece é sempre por maus motivos? Como fábricas que fecham, encerramentos de mercados ou escritores que falham compromissos por entenderem que estão a ser usados para exibicionismos pessoais...

Bem que numas eleições passadas um partido político entendia importante "pôr Tomar no mapa" (Quem era mesmo?), mas parece que a maioria gosta disto como está. Devem ter uns mapas antigos onde Tomar ainda aparece com umas letras grandes.

sexta-feira, agosto 20, 2010

Para os amantes de boa escrita, não esquecer que Lobo Antunes vai estar este sábado pelas 21h30 em Tomar no Café Paraíso.

Quanto a mim, apesar de Lobo Antunes não ser no que toca ao romance dos meus autores preferidos (já das crónicas gosto bastante) seguramente gostaria de o ir ouvir.

Mas acontece que desde daqui a um par de horas, até domingo, que é como quem diz segunda bem cedinho, a minha morada é Cem Soldos.

Por lá há Festival Bons Sons.




(clicar na imagem para alargar)

diz que era antigamente...

"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio,
fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora,
aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias,
sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice,
pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas;
...um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai;
um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom,
e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que
um lampejo misterioso da alma nacional,
reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.

Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula,
não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha,
sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima,
descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas,
capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação,
da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.

Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo;
este criado de quarto do moderador; e este, finalmente,
tornado absoluto pela abdicação unânime do País.

A justiça ao arbítrio da Política,
torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.

Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções,
incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos,
iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero,
e não se malgando e fundindo, apesar disso,
pela razão que alguém deu no parlamento,
de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."
Guerra Junqueiro, 1896.


É Agosto, apeteceu-me, e às vezes convém lembrar o país que (há tanto tempo) somos...
Eternamente divido (além de tantas outras categorias) entre os pessimistas e os utopistas.
Eu sou mais dos que acham que, aos poucos é certo, e com o trabalho dos que não se ficam por lamúrias,"o mundo pula e avança, como bola colorida"...

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terça-feira, agosto 17, 2010

o festival de verão nabantino


É já este fim de semana. Tudo em http://www.bonssons.com/
Entre muito mais, actuam na tarde de domingo os nabantinos drama&beiço.

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A cor do horto gráfico

Última actualização do dicionário de língua portuguesa - novas entradas:

Testículo : Texto pequeno
Abismado : Sujeito que caiu de um abismo
Pressupor : Colocar preço em alguma coisa
Biscoito : Fazer sexo duas vezes
Coitado : Pessoa vítima de coito
Padrão : Padre muito alto
Estouro : Boi que sofreu operação de mudança de sexo
Democracia : Sistema de governo do inferno
Barracão : Proíbe a entrada de caninos
Homossexual : Sabão em pó para lavar as partes íntimas
Ministério : Aparelho de som de dimensões muito reduzidas
Detergente : Acto de prender seres humanos
Eficiência : Estudo das propriedades da letra F
Conversão : Conversa prolongada
Halogéneo : Forma de cumprimentar pessoas muito inteligentes
Expedidor : Mendigo que mudou de classe social
Luz solar : Sapato que emite luz por baixo
Cleptomaníaco : Mania por Eric Clapton
Tripulante : Especialista em salto triplo
Contribuir : Ir para algum lugar com vários índios
Aspirado : Carta de baralho completamente maluca
Assaltante : Um 'A' que salta
Determine : Prender a namorada do Mickey Mouse
Vidente:  Aquilo que o dentista diz ao paciente
Barbicha: Bar frequentado por gays
Ortográfico : Horta feita com letras
Destilado : do lado contrário a esse
Pornográfico : O mesmo que colocar no desenho
Coordenada : Que não tem cor
Presidiário : Aquele que é preso diariamente
Ratificar : Tornar-se um rato
Violentamente : Viu com lentidão


Em tempos de silly season, uma grama tical u mor e estíca contra ebulição do Ar mando F.

segunda-feira, agosto 16, 2010

doloroso regresso


Regressar ao trabalho a meio de Agosto é doloroso, não só o corpo está desabituado dos afazeres com o seu quê de rotineiros, como o espírito está constantemente a pensar no que estão os amigos de férias a fazer.
Nem me apetece escrever mais nada que isto já foi uma grande esfrega de computador por hoje. Como não convém abusar e já estou todo dorido, vou mas é voltar a Tomar para ver o que se aproveita do resto do dia.

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segunda-feira, agosto 02, 2010


Livros, calções, chinelos, máquina fotográfica, passaporte... certo
Telemóvel, computador, "tomarices", política... sem espaço.

até... breve concerteza.

avanços civilizacionais

Aos poucos, o mundo fica mais civilizado. 
Não podia ir de férias sem fazer referência a isto. O Governo da Catalunha aboliu as touradas. Afinal, no país da 'afición' dá-se mostras de se ser mais evoluído que outros país com "tradições" copiadas há "meia dúzia" de décadas.
Mas é assim a evolução humana, lenta. Em Portugal também municípios como Viana do Castelo, Braga, Cascais e Sintra já aboliram estas práticas pouco dignas do ser humano, mas outros vão insistindo nessa manifestação bárbara que além do mais é nacionalmente um disfarçado sorvedouro de dinheiros públicos.
Nem a propósito, esta semana há tourada em Tomar.

candidatura imaterial

"Candidatura da Festa dos Tabuleiros, em breve haverá novidades!", diz Corvêlo de Sousa à rádio Cidade de Tomar.

Pois, mas também já me disse o mesmo em reunião de Assembleia Municipal a 30 de Abril...

Por este andar, talvez lá para 2020.

sexta-feira, julho 30, 2010

Adeus "Toni"
Obrigado por tantas horas de bom humor.
Os bons não morrem. Com a bagagem de uma vida plena e inspiração para tantos, partem para novas aventuras.

quarta-feira, julho 28, 2010

quimeras e vitupérios

No seu blogue Tomar a Dianteira, António Rebelo, aposentado colega de profissão e profícuo bloguista nabantino, interpreta a citação que uso e o que sobre ela escrevo aqui no algures, no post anterior a este.
É verdade que quando escrevemos algo e o tornamos público, estamos sujeitos às interpretações que, tal como as opiniões, cada um tem sobre o que quiser e assim, tanto António Rebelo como qualquer outro têm, por mais divergentes, por mais imaginativas, ou mesmo absurdas que possam ser essas acepções, direito a elas. E António Rebelo concorde-se ou não com ele, tem a preeminência de escrever e assumir o que pensa.


No caso concreto todavia, penso que todos os de boa fé (não estou a acusar AR de má fé, apenas não me chega agora melhor expressão) terão alguma dificuldade em ser tão "assertivos" como o comentador em causa parece querer ser. Ler das minhas palavras que "Hugo Cristóvão dá a entender, citando Leonardo da Vinci, que tem sérias divergências com Luís Ferreira" é de uma liberdade de leitura muito ampla, ou, mais exacto, muito de acordo com o que porventura se gostaria de ler, mas não com o que está escrito.
Até porque, convenhamos, a assim ser, ou Luís Ferreira é o meu único amigo, ou é o único com quem tenho "sérias divergências".

Obviamente não é verdade. A verdade é que o quis dizer é o que se pode depreender do que escrevi: ser amigo de alguém é conhecer as suas qualidades mas também os defeitos, lembrá-lo desses defeitos, encorajá-lo a tentar se possível corrigi-los (ou no exemplo clássico que se explica aos meninos pequeninos na escola, o amigo é quem nos diz que estamos ranhosos!), mas perante outros olvidar os defeitos e enaltecer sim as qualidades.
Sem me referir a ninguém em concreto, não deixa de ser evidente que também quis dizer que quando temos a responsabilidade por exemplo, de liderar um partido político, esse ser bom amigo (ou mesmo que não se seja) passa a ser obrigação: entre muito mais, apontar em privado os defeitos, louvar em público os atributos.

divergências – é da vida e acontece a todos os que pensam sobre um qualquer tema – tenho muitas, umas pontuais, outras mais prolongadas, tanto com amigos como colegas de profissão, camaradas e adversários políticos, e mesmo com simples bloguistas, como no caso do autor que motiva estas linhas.

A verdade é que AR, com as motivações e perspectivas a que tem direito, escreve sobre muita coisa, e das partes que leio umas vezes concordo, mas provavelmente na maioria das vezes não, essencialmente pela forma como muitas vezes o faz: como se escrevesse de um pedestal de superioridade intelectual, cívica, académica, e por aí fora. Habituei-me bem jovem em muitos sítios por onde tenho passado, e de há uns anos já largos muito na política e no seio do PS, a combater essas atitudes se prejudiciais, a ignorá-las se inócuas.

É a segunda atitude que tanto em relação a AR, como a outros autores de blogues nabantinos entretanto extintos, principalmente tenho tido.
AR (que afirme-se, se apresentou em tempos à Comissão Política do PS Tomar como candidato a candidato à CMT, com primeira e quase única responsabilidade minha – e depois acusam-me outros de ditador!) escreve muitas vezes sobre o PS Tomar do qual sou o primeiro responsável; lesto a catalogar e rotular pessoas, escreve sobre os seus dirigentes, os seus autarcas, as suas estratégias, as suas motivações, não só muitas vezes distanciado da evidente realidade de um partido cuja vivência e dinâmica não conhece, mas chegando mesmo muitas vezes próximo dos limites do insulto.

Veja-se no texto que aqui abordo, por exemplo esta expressão que se refere ao PS Tomar: "porque os seus militantes, quaisquer que sejam os acidentes de percurso, não vão abandonar o seu ganha-pão, em todos os sentidos da expressão -do aspecto material ao âmbito político-eleitoral".
Além de totalmente desfasado da realidade, como o podem interpretar os 400 militantes do PS em Tomar? Os, entre CPC e Secretariado, mais de 50 dirigentes? As várias dezenas de autarcas socialistas no concelho? Insulto é o mínimo.

Que fique claro que não pretendo acudir a todos os fogos que pretendam por aí lançar, que é como dizer, não estou para responder a todos os dislates que por aí se vão dizendo por actores mais ou menos comprometidos, mas por agora se esclareçam os cegos de espírito, que aos outros basta ver:
– Os 4 socialistas (2 vereadores + 2 secretários) que estão actualmente em nome dos tomarenses e do PS, em funções renumeradas a tempo inteiro na Câmara Municipal têm profissão à qual voltar, e ao contrário de outros sabem que a política é sempre passageira;
E mesmo sabendo-o, a todo o momento lhes é recordado;
Sabem que não foram eleitos como individualidades mas como membros de uma equipa e sob a égide dos valores de um partido ao qual prestam contas, partido esse que no dia em que entender, tal como sempre foi assumido, se falharem os pressupostos acordados com o parceiro de coligação ou as condições para ser fiel tanto aos princípios políticos como para com os tomarenses, imediatamente cessa esse acordo;
O que, desenganem-se os que ficarem já a esfregar as mãos, SÓ acontecerá SE o que antes afirmei efectivamente se verificar.

E já agora entenda-se que: no Partido Socialista em Tomar há princípios e valores, há regras e Estatutos a ser cumpridos, há hierarquias e há colectivo, e há muita serenidade e confiança para continuar a acreditar nas nossas capacidades, nas nossas ideias, nos nossos projectos para o concelho, independentemente do amorfismo estabelecido, do pessimismo militante, das elites caducas, e sobretudo da opinião pública construída sobre as vontades individuais de meia dúzia.

O caminho faz-se caminhando – dizemos há muito no PS nabantino.
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terça-feira, julho 27, 2010

"Repreende o amigo em segredo e elogia-o em público"
Leonardo da Vinci

Se tiver algum ídolo, seguramente o Leonardo é um deles. O verdadeiro Homem da Renascença que tocou em praticamente todas as áreas do conhecimento e arte humana até então existentes, deixando um legado que ainda hoje é pertinente, e em algumas áreas preponderante.
Como esta frase que é útil para todos, mas seguramente mais para aquelas pessoas que têm a ingrata missão de ser líderes partidários... se é que me entendem.

sexta-feira, julho 23, 2010

parque público

Ontem, embora já aos últimos minutos, estive a assistir à reunião de câmara nabantina, mas o que por agora me merece mais destaque acontece ainda cá fora do edifício.
Bem sei que o assunto já foi mencionado por um dos jornais locais (não me lembro qual) mas a verdade é que quando o exemplo vem de cima dá nisto, ontem eram já três os carros estacionados na Praça da República, transformada assim em parque de estacionamento sempre que há reunião de câmara.
Pudera, se o exemplo vem de cima, até parece que o vereador não tem dinheiro para parquear o carro no parque existente a vinte metros, ou mora longe e não pode vir a pé.
Como o jornal, revelando dualidade de critérios, não soube de que vereador era o carro eu informo, chama-se Pedro Marques. Não é contudo de estranhar essa dualidade de critérios, parece que a PSP também a tem na hora de passar multas.

Apreciando tanto esta ideia inovadora, vou em próxima Assembleia Municipal propor que todos os deputados municipais possam em dias de reunião, passar a estacionar também os seus veículos na praça.


Outra coisa que muito impressiona nas reuniões de câmara, é o da dificuldade que alguns vereadores e/ou presidente de câmara têm em se fazer ouvir, é que tanto eu como as outras três pessoas a assistir na sala, a quatro metros dos protagonistas, não conseguíamos ouvir nada mesmo com os microfones ligados...

Mas parece só acontecer com alguns timbres de voz... tenho também em reunião de AM propor que se estude a acústica da sala...

Falando de assuntos mais sérios, para que não se pense que estou a deixar passar em claro, foi ontem aprovado em reunião de câmara algo que considero bastante grave, mas sobre isso tomarei posição depois de reunir a direcção do PS.


(apetece-me voltar a citar outra vez a frase de Jefferson que está já aqui em baixo!!!)

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terça-feira, julho 20, 2010

"Quando um homem assume uma função pública, deve considerar-se propriedade do público."
Thomas Jefferson

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segunda-feira, julho 19, 2010

contradições

Lemos esta semana (penso que no Cidade de Tomar mas não estou certo) que a Comissão Política do PSD se manifestou contra as portagens na A23.
Ora, ainda na última Assembleia Municipal a bancada do PSD foi a única a votar contra a moção apresentada pelo PS sobre isso mesmo (contradição que jornalismo atento e rigoroso deveria ter notado ao transcrever a notícia - se fosse o PS...).

Parece afinal que a direcção local do PSD e os seus autarcas têm posições diferentes nestas - e noutras! - matérias. Quem afinal contradiz quem?

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Custódio de Paialvo

artigo publicado no jornal Cidade de Tomar de 16 de Julho.

Custódio, além de nome pessoal pode ser igualmente, na abundância de significados da língua portuguesa, adjectivo de protector, defensor, guardião. Custódio Ferreira anunciou na última Assembleia Municipal o seu afastamento, eventualmente temporário, da vida política.Custódio Ferreira é um Ser Político por quem só podemos ter elevada estima. Além do que imagino da sua vida durante o anterior regime, sei da sua biografia que foi Deputado à Assembleia Constituinte após o 25 de Abril, foi membro do Comité Central do PCP, é autarca há mais de 30 anos, os últimos 16 como Presidente da Junta de Freguesia de Paialvo, onde agora foi substituído.

Não é a primeira vez que elogio “adversários” políticos, mas o Custódio Ferreira é especial. Separam-nos 50 anos de vida. Entre mim e ele muitas gerações de diferentes oportunidades, diferentes concepções do país, do mundo, da vida.
Mas elogiar Custódio Ferreira é elogiar a Política. E isso é, cada vez mais nos tempos que correm, de superior importância. Enaltecer aqueles que entregam a sua vida, o seu tempo, a sua experiência e sabedoria acumulada em prol das suas comunidades, em prol dos demais, e vezes demais a comunidades pouco agradecidas, que mais exigem que reconhecem, que mais ofendem até, do que agradecem.

Nestes tempos de modas fugazes, de capitalismo selvagem, de prazeres egoístas, imediatos e fortuitos, Homens como Custódio Ferreira provam que as críticas generalizadas aos políticos são injustas. A maioria dos que se entregam à causa pública, acreditando em valores e ideais tantas vezes minoritários, com sacrifícios pessoais e profissionais, sacrifícios de vida, fazem-no por uma necessidade intrínseca de trabalhar pelos outros, pela vontade da partilha, pela entrega a algo mais que o próprio ser.

Esses são os verdadeiros políticos, esses são a maioria, a esses se devem o desenvolvimento das nossas comunidades, do nosso país, tantas vezes injustamente acusados, num país de memórias curtas, de apenas ambicionarem a satisfação pessoal.
É também, num tempo onde não reflectir, não acreditar, não se preocupar, não se identificar, quando faz mais sentido o elogio da ideologia, o elogio de ter valores, elogiar os que defendem algo contra os que, proclamando modas “independentes” iguais a coisa nenhuma, pretendem o afastamento desses valores ou a propagação de ideologias difusas, ou a simples ideia que não é preciso acreditar em nada e nada fazer pelo mundo em que vivemos, a começar na nossa rua.

Claro que não partilho da grande maioria das convicções de Custódio Ferreira, como não comungo dos ideais comunistas, claro que não partilho da sua cristalização no tempo, e da forma estanque como se isolam do mundo progressista, que já nem em alguns países assumidamente comunistas – veja-se a China – são verdadeiramente seguidos. Esse isolamento do mundo real e actual que ditará se mudanças não fizerem, a extinção desse partido a médio prazo. Tal como o ser humano que as constrói, as ideologias evoluem.
Mas não é isso que aqui está em causa, sim o homem, e todos os que como ele se entregam a causas, defendem aquilo em que acreditam, com coragem, com determinação.

A Política, ao contrário do que acusam os que nela não embarcam, é muito ingrata, desgastante, injusta para a grande maioria dos que a levam por diante, e por isso, embora muitos, como já antes disse, nela estejam pelos motivos certos, poucos aguentam estoicamente como Custódio Ferreira aguentou, poucos dedicam toda uma vida à causa pública, poucos suportam a constante pressão de ouvir e responder às críticas, aos anseios, aos pedidos, e também às injúrias, às injustiças, aos dislates de tantos dos demais.
Por tudo isto, ideologias à parte, Custódio Ferreira, Homem Político, merece sem dúvida a admiração de todos. Na sua despedida na Assembleia Municipal, fiel ao significado do nome que carrega, afirmou-se realizado por sempre ter defendido os interesses dos mais necessitados e em particular da sua freguesia. A todos nós só resta pedir que o seu exemplo nos continue a inspirar.

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sábado, julho 17, 2010

notícias assim assim

Ainda não li os jornais locais, porque tenho o hábito já consistente e prolongado de só antes do almoço de domingo os folhear, mas do que vi já online das capas dos mesmos, dá para perceber por exemplo que no Cidade de Tomar há algumas dúvidas matemático/contabilísticas. Em grande manchete acrescentaram, mais coisa menos coisa, 5 milhões à dívida do município.

Já sobre
O Templário, chegaram-me notícias de publicar "informações novas" sobre as vontades ou intenções do PSD local. Ao que parece nada de novo. A mesma leitura às supostas intenções do PSD que é feita desde que a nova direcção tomou posse (digo "tomou posse" e não "entrou em funções" porque tal verdadeiramente parece que ainda não aconteceu)  tendo eu próprio na altura expresso posição pública sobre o assunto. Tanto formalmente o PS como a opinião pública, continuam à espera de saber afinal o que quer fazer o PSD.

Por fim a
rádio Hertz. Eu confesso, é extremamente raro ouvir rádio sem ser no carro, e mesmo aí só em viagens curtas e quase sempre a sintonia está na TSF. Excepção feita se acontecer ser hora de noticiário nas rádios locais ou, mais excepção ainda, se for sexta à tarde e estiver com paciência para ouvir disparates. Lá sintonizo então a rádio Hertz para ouvir o que mais parece o programa dos dois velhotes Marretas (os mais novos não se lembram destas personagens), também conhecido por muitos como o dos dois eternos candidatos à CMT (e para quem não perceber porque trato ambos por "dois eternos candidatos" explico depois).
Foi o que aconteceu ontem por alguns minutos. A leviandade e a ligeireza com se fazem afirmações (opiniões continuamente tranvestidas como factos!) chega a ser confrangedora! Quanto aos protagonistas e a imagem com que ficam é problema dos mesmos, mas a rádio continua a sair mal do filme por sustentar um programa que mais não serve para uma falhada tentativa de promoção dos dois protagonistas, e um ataque continuado e ridículo à câmara e aos dois maiores partidos, sem qualquer contraditório ou responsabilização.



notícias frescas

A página online da rádio Cidade de Tomar tem um novo layout. Votos de bom trabalho e actualização regular!

sexta-feira, julho 16, 2010

"Ninguém quer o bem público que não está de acordo com o seu."
Jean Jacques Rousseau


sonoridades antigas para não pensar em férias



Sarah Brightam (a incrível) e António Banderas (o inesperado) interpretam o tema principal do espectacular Fantasma da Ópera de Andrew Lloyd Weber com letras de Tim Rice, que eu quase quase consegui ver em Londres em 2005. As reservas levavam meses, fiquei-me pelo foyer do teatro, contentamentos de pobre, e fui ao outro lado da rua ver o musical Chicago.

sexta-feira, julho 09, 2010

novidades...

"Tribunal de Contas arrasa organização do centro Hospitalar do Médio Tejo", noticia o Mirante online.


E de dia faz sol, à noite às vezes há lua, e quando não chove costuma estar bom tempo... a vida é bela!
"Não se pode chegar à alvorada a não ser pelo caminho da noite", diz Khalil Gibran.

Por outro lado diz Confúcio que  "
Quem de manhã compreendeu os ensinamentos da sabedoria, à noite pode morrer contente".

Ora, e quem faz todo o caminho da noite à procura desses ensinamentos, e chega à alvorada sem a certeza de os ter encontrado? Faz o quê, vai dormir? E quem trabalha, quando é que dorme?

quinta-feira, julho 08, 2010

se maomé não vai à montanha...

Uma erudita contribuição do António L. Vejam lá se não imaginam isto a acontecer no café Paraíso em Tomar!

uma erudita contribuição do António L.
Digam lá que não imaginam isto a acontecer no Café Paraíso em Tomar?




Via Memória Virtual do Leonel Vicente, descobri esta curiosidade: anteontem passou o dia em que Marty Mcfly chegou ao futuro no seu DeLorean.
Que muitos dos que aqui passam não saibam do que estamos a falar, só pode mesmo significar que estamos todos a ficar velhos!



Mas para quem não sabe, cá fica a cábula.


(entretanto o Leonel Vicente veio alertar para que, realmente não é 2010 mas 2015 a data que aparece no filme, pelo que esta imagem é uma montagem.
Mas cá fica o post em homenagem a uma triologia de filmes que marcou a minha infância e juventude, completando agora o primeiro 25 anos, e muito em particular ao grande Michael J. Fox, prematuramente afastado dos ecrãs pela doença de Parkinson)

quarta-feira, julho 07, 2010

Lembraram-me agora que o meu blogue faz hoje anos. Está a ficar crescido.

comboios

"Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo «exige» obras na Linha do Norte", diz a rádio Hertz

Eu votei favoralvelmente. O investimento na ferrovia em Portugal tem sido pouco, e o futuro é por aí.

mourejar


"É já no próximo Domingo, com ponto de encontro no Turismo Municipal, a partir das 10 horas da manhã.

Com o enquadramento Histórico a ser realizado pelo Prof. Ernesto Jana (ilustríssimo, ou não tivesse sido professor deste vosso amigo), os "Templários" assim motivados pelo Mestre, farão o seu percurso pela Mata, nos insondáveis caminhos míticos entre a vila de baixo (Tomar) e a vila de cima (Castelo), visitando a última Árvore Templária.
A visita obrigatória à Porta do Sangue, recentemente desimpedida do excesso de vegetação pela Autarquia, levará o exército de defesa ao Castelo, pela Torre da Condessa.
A evocação será feita com simulação da luta entre templários e mouros, recriando o ambiente do Cerco de 1190, e só o sonho nos separará do facto histórico..."
 
mais aqui (senhor vereador e respectivos serviços: a coisa podia estar mais destacada na página do município!)
 
Eu ainda não sei se poderei ir, porque obrigações académicas dominam a minha agenda, mas farei um grande esforço porque deve mesmo valer a pena, além de há uns bons meses não entrar na Mata, e estar com saudades.

domingo, julho 04, 2010

a sinagoga em selo

Os CTT vão lançar uma colecção alusiva às judiarias portuguesas, e o lançamento é amanhã pelas 15h na sinagoga de Tomar. 
mais informação aqui

A sinagoga nabantina quinhentista é mais um daqueles espaços lindíssimos que obriga a uma visita, a começar pelos tomarenses que em boa maioria a desconhecem.

sábado, julho 03, 2010

Salvar o mercado municipal

A ASAE fechou anteontem o Mercado Municipal de Tomar. Já muito escrevi e falei sobre o assunto, por muito que agora todos se afirmem dele grandes defensores de décadas. Parece-me pertinente agora recuperar, este artigo que escrevi com este mesmo título no Cidade de Tomar a 23.07.2004


Como outras coisas na nossa terra, o mercado de Tomar é mais uma vítima do mau ou da falta, de planeamento desta Câmara, e se assim não fosse não seria notícia. O que tem acontecido nos últimos tempos, já todos o sabem. Não se pode esperar que caiba no mesmo saco, o que antes só cabia em dois. 
Todos sabemos que a solução para o mercado não é fácil, mas criar mais problemas do que os que existiam, ou pura e simplesmente acabar com as coisas, como parece ser política desta Câmara, não me parece ser a forma mais correcta de actuar. 
Os principais problemas que têm acontecido, derivam do já conhecido como o “mercado dos trapos”, o mercado ambulante das sextas-feiras, mas sobre este muito tem sido dito ao longo das últimas semanas e por isso escuso-me a fazê-lo, até porque aquilo que como cidadão mais me preocupa são os efeitos negativos que essa situação inflige ao mercado diário, ao mercado dos produtos frescos. Por exemplo, o sentimento de medo e insegurança que faz com que alguns dos vendedores mais idosos, mais carenciados, que vinham vender alguns dos seus excedentes, deixem de o fazer.
E porque é importante salvar este mercado? 

Em primeiro, porque ele é ainda a fonte de algum rendimento de muitos cidadãos que praticam uma agricultura de subsistência, e que através da venda de alguns excedentes conseguem juntar mais alguns trocos, que para a maioria desses pequenos vendedores que se deslocam a Tomar, muito representam. 
Estes produtos, de cultura artesanal e de certa forma por isso, mais ecológica, são o garante de quem os compra, de consumirem artigos com qualidade acrescida e uma “denominação de origem” que não podem assegurar noutro local. 
Muitos destes são também comprados pela restauração, pelo que os estabelecimentos locais podem assim, apresentar melhores e genuínas ofertas da região a quem nos visita, sendo uma mais valia para o turismo. 
Mais valia para o turismo é também o próprio mercado, uma vez que este é, como é fácil verificar, um chamariz para os turistas estrangeiros que nos visitam. Aliás, é simples aferir que quase tudo o que é cidade ou vila deste país que se diga voltada para o turismo, tem o seu mercado de frescos. 
Ele é além disso, um reforço da (já débil) posição de centralidade de Tomar em relação aos concelhos vizinhos, pois muitos são os que, para comprar ou para vender, se deslocam ao nosso mercado vindos de fora do concelho, o que acaba sempre por ter influência noutros sectores. 
Ele é também um espaço de encontro, de reunião, de convívio, pois muitos dos que vêm vender os poucos produtos que lhe sobram: o quilo de feijão, a dúzia de ovos – são normalmente mais idosos e/ou oriundos de classes mais desfavorecidas, pelo que para muitos o vir ao mercado é o único pretexto para se deslocarem à cidade e se encontrarem com outras pessoas. 

O mercado representa o encontro de dois mundos, dois tempos: um deles o do passado, um tempo que já não é o nosso, em que estes mercados eram a única forma de comprar e vendar, e por isso existem alguns resquícios destes espaços mesmo pelas freguesias. Mas ele pode também representar o caminho a seguir, o futuro, a procura de produtos não “produzidos em série”, produtos de qualidade, oriundos de uma agricultura artesanal e de forte cariz ecológico como ela tem de passar a ser, o que pode representar um dos caminhos de desenvolvimento económico, social e ambiental para o nosso concelho e a nossa região, inserida naquilo que são, os pressupostos de desenvolvimento sustentável que por mais que alguns ridicularizem por desconhecimento, e outros minimizem por desinteresse, terá forçosamente que ser a estratégia a adoptar. 
O mercado não está bem, e não é de agora, é preciso melhorar as instalações, as condições de higiene, é preciso melhorar os acessos, é preciso planear e aumentar a segurança quer do ponto de vista da Polícia de Segurança Pública, como da Protecção Civil (e a segurança não se faz com vedações de arame!) 
O mercado não está bem, todos o sabemos, mas o que se fez nas últimas semanas não vai de encontro ao futuro, vai de encontro à extinção, e este mercado é mais um símbolo concreto daquilo que vai acontecendo a Tomar. 

E é preciso acabar com o silêncio, com a forma de actuar que esta Câmara vai efectuando e a quem todos criticam em surdina, mas poucos tem a coragem de assumir. E é preciso acabar com os silêncios dos mais responsáveis. O que têm dito os Presidentes de Junta, que sabem bem que muitos dos seus concidadãos precisam deste mercado, e de que ele funcione bem? E o que diz o Presidente da Junta de Santa Maria dos Olivais, ou mesmo de São João, a quem o mercado afecta directamente? Sobre este e outros assuntos, porque se calam? Por incompetência ou por conivência? 
Tomar, é cada vez mais uma miragem à qual nem os arranjos exteriores conseguem tornar mais real. O Futuro, o Desenvolvimento e o Progresso, cada vez passam mais longe daqui. O tempo urge, é preciso encontrar outros rumos, ou um rumo que seja, outras soluções, e inevitavelmente, outros protagonistas. 


quarta-feira, junho 30, 2010

democracia tecnológica

Hoje, via rádio Hertz, a reunião da Assembleia Municipal de Tomar pode ser acompanhada pela rádio e pela net.


Hoje são dois em um, porque há AMT às 15h e Assembleia da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo às 18h. 
Vai ser uma correria...

terça-feira, junho 29, 2010

universal

Foi há 110 anos que nasceu o grande príncipe, Antoine de Saint-Exupéry
.'.

quinta-feira, junho 24, 2010

falam falam, mas depois fazem sempre pior...

Estou aqui com a televisão ligada, e quando o está, quase sempre sintonizada na SIC Notícias, como agora.
O Mário Crespo está a entrevistar o Fernando Nobre - o candidato a Presidente da República que diz que não tem nada a ver com a política, entre outras pérolas, como o ser de esquerda ou direita ser igualmente indiferente!!!

Devo dizer que tinha e tenho grande respeito e consideração pelo percurso de vida de Fernando Nobre e pelo seu exemplo de voluntariado, mas abomino a hipocrisia, o cinismo e pedantice, entre outras coisas, como aquela moda que já não é nova, de concorrer a cargos políticos dizendo mal da política e dos políticos.

Perdeu muitos pontos com esta entrevista (deve ser influência do Mário Crespo, que desde que vende t-shirts e faz animações de eventos em part-time, também esqueceu alguns princípios teoricamente seguidos pelos jornalistas em Portugal), que se resumiu a uma espécie de anúncio da Whiskas: "blá blá blá sou bom, blá blá blá sou bom, blá blá blá eu é que sou bom porque não tenho partido, sou da esquerda e da direita, do benfica e do sporting, sou o melhor dentro e fora de fronteiras, blá blá blá, o que estava eu a dizer... ah pois, sou bom, sou muito bom!

Frases feitas, alguns traços de senilidade, e sublinho outra vez, muita hipocrisia.
É na verdade o costume, mais um auto declarado independente, como se isso existisse, a fazer muito pior do que aqueles contra quem concorre. E o Crespo ainda deu ali um jeito de o comparar com o Obama!!
Oh valha-me deus que sou ateu!



segunda-feira, junho 21, 2010

paraíso off-shore

Pronto, só para lembrar que hoje começa o Verão.
Fresca contribuição do A.L. Há agências bancárias onde a malta trabalha tanto!... :)

à falta de festas do concelho...

...provavelmente até ficamos a ganhar. Pelo menos os que lá vamos, que há uma certa tendência para os tomarenses saberem menos do que os de fora, sobre o que se passa no seu concelho.

Imperdível.

sábado, junho 19, 2010

O Nobel da Azinhaga, o vizinho de Lanzarote


"A alegoria chega quando descrever a realidade já não nos serve. Os escritores e artistas trabalham nas trevas e, como cegos, tacteiam na escuridão"

José Saramago, único Prémio Nobel da Literatura português e, escritor que até hoje mais li, partiu ontem definitivamente para o panteão dos imortais. Não adianta chover no molhado, por isso não vale muito a pena falar sobre de quem, muito depois de nós partirmos e cairmos esquecidos nas cinzas do tempo, ainda as palavras serão lidas. E como bem hoje disse Manuel Alegre, a melhor homenagem que lhe podemos fazer é ler o que escreveu.


Dos magnânimes E
nsaio Sobre a Cegueira, Memorial do Convento ou Evangelho Segundo Jesus Cristo, a que junto a 
Jangada de Pedra, O Ano da Morte de Ricardo Reis, História do Cerco de Lisboa, Ensaio sobre a Lucidez, Todos os Nomes, Provavelmente Alegria, e dos que agora me ocorrem, também o infantil A Maior Flor do Mundo, fizeram já parte vibrante e imprescindível das minhas viagens literárias, e mais dois ou três estão em fila de espera (nessa fila que ao longo do último ano tem andado vagarosa, ultrapassada por várias outras leituras não romanescas) entre os quais o obrigatório Levantado do Chão que me tem escapado.
Saramago, um autor único, magnífico, e obrigatório para quem realmente gosta de ler.

quinta-feira, junho 17, 2010

As festas dos outros

Ora, finalmente o Cidade de Tomar chegou à mesma conclusão que eu (e o PS) há muito cheguei.

"Apesar da crise e da contenção de despesas, Tomar é dos poucos concelhos do distrito de Santarém que
não promove qualquer evento do género “Festas da Cidade”, acontecimento anual, no início de cada Verão.Temos a Festa dos Tabuleiros, de quatro em quatro anos, a Feira de Santa Iria, todos os anos em Outubro, mas, na opinião de muitas pessoas, numa cidade que se quer afirmar pelo turismo, falta um evento anual, durante o Verão, que atraia visitantes à nossa cidade, tal como acontece nos concelhos vizinhos, onde milhares de pessoas marcam presença a fim de assistir a diversos concertos, correr as tasquinhas ou, simplesmente assistir aos espectáculos de fogo-de-artifício."

Por exemplo, foram já as de Abrantes e Barquinha, no próximo fim de semana temos Ourém (onde estarei) e Entroncamento, e no seguinte
Mação.