terça-feira, abril 13, 2010
política
A minha entrevista ao jornal Cidade de Tomar de 9 de Abril pode ser lida aqui.
E o meu obrigado a todas as mensagens generosas. Na política mais ainda que na vida em geral, faz muito mais sentido o que se faz a pensar em outros.
sexta-feira, abril 09, 2010
intangibilidades
Hoje que, com a escolha do mordomo se dará o pontapé de saída para a próxima Festa dos Tabuleiros, é um bom dia para falar de património intangível, e da sua intangibilidade tanto em Tomar como genericamente no País.
Quando já se fala numa eventual candidatura da Festa dos Tabuleiros a tal designação é importante, sem a emoção que ofusca a razão com que por vezes (ou muitas) se discute a festa, ou a falta de conhecimento sobre as matérias que também abunda, perceber do que se fala, quais as vantagens e desvantagens, e o que fazer para poder ambicionar lá chegar.
Para tal é desde logo importante perceber que, em Portugal não existe nenhuma atribuição dessa designação embora já várias tenham sido tentadas. O que é que falhou? Bom, esse é um bom ponto de partida para analisar a coisa com profissionalismo, e perceber que quando se quer levar a cultura e o património, e o espectável turismo a sério, é preciso que nem se caia no amadorismo bacoco e inconsequente, nem na catedra pretensiosa e compremetida apenas com o soldo do projecto.
Fica o dado de que, embora se falem noutros, o processo que está aparentemente mais avançado e com possibilidades de vir a ser o primeiro aprovado para o nosso país, será a candidatura do Fado.Diga-se ainda que os campeões de património intangível registado são a China com 29 elementos e o Japão com 16. A nossa vizinha Espanha já tem 4.
Embora trabalho básico de pesquisa para um paper académico que estou a preparar, deixo aqui para meu registo, mas também para todos os que quiserem ler e saber mais, alguns links sobre o assunto:
O que é o Património Intangível, a Convenção de 2003 que cria essa designação como uma das facetas do Património Mundial (World Heritage), os domínios em que podem ser apresentadas candidaturas, entre várias outras questões, podem ser encontradas aqui.
Também a lista completa dos 90 elementos já constantes como Património Intangível Mundial e alguns exemplos por mim escolhidos:
Samba de roda do Recôncavo da Baía (Brasil); Tango (Argentina e Uruguai); Royal Ballet (Cambodja) (2ª foto ilustrativa); Canto polifónico dos Pigmeus Aka (República Centro-Africana); vivência cultural da praça Jemaa el-Fna de Marraquexe (Marrocos) (3ª foto ilustrativa); Timbila dos Chopi (Moçambique);
e ainda:
Descrição sucinta das fases de candidatura; Formulário a ser apresentado pelo país com património candidato; guias gerais de implementação da Convenção do Património Mundial (que inclui entre mais, os critérios de selecção) e algumas notícias da Unesco sobre património intangível.
Nota à margem: Não deixa de ser revelador que os links no site da UNESCO para o Convento de Cristo e Castelo Templário não funcionem.
terça-feira, abril 06, 2010
eleição do mordomo da festa dos tabuleiros
Eu, é sabido, voto João Vital.
segunda-feira, abril 05, 2010
sexta-feira, abril 02, 2010
o facebook e os novos hábitos
ou alguns dos seus disparates, numa contribuição aqui chegada pela Teresa M.
terça-feira, março 30, 2010
uma questão de substantivos
Uma mulher vai de férias a Moçambique e conhece um negro muito bonito.
Os dois começam a conversar.
Surge uma paixão irresistível e os dois acabam por se envolver. Ela pergunta-lhe como se chama, mas ele não diz, alegando que ela se vai rir quando souber. A paixão prossegue durante 15 dias. Na véspera do embarque de volta, a mulher insiste para que ele lhe diga como se chama e ele, finalmente, cede:
- Chamo-me Neve.
A mulher solta uma gargalhada e o negro diz:
- Estás ver?! És igual às outras, estás a gozar comigo.
- Não, estou é a rir da cara do meu marido, quando lhe disser que apanhei com 20 cm de Neve todos os dias em Moçambique !!!
Bem humorada contribuição da moçambicana PT (que não me deixa por o nome por extenso!)
Os dois começam a conversar.
Surge uma paixão irresistível e os dois acabam por se envolver. Ela pergunta-lhe como se chama, mas ele não diz, alegando que ela se vai rir quando souber. A paixão prossegue durante 15 dias. Na véspera do embarque de volta, a mulher insiste para que ele lhe diga como se chama e ele, finalmente, cede:
- Chamo-me Neve.
A mulher solta uma gargalhada e o negro diz:
- Estás ver?! És igual às outras, estás a gozar comigo.
- Não, estou é a rir da cara do meu marido, quando lhe disser que apanhei com 20 cm de Neve todos os dias em Moçambique !!!
Bem humorada contribuição da moçambicana PT (que não me deixa por o nome por extenso!)
segunda-feira, março 29, 2010
perspicazes...
o que está mal no planeamento desta obra?...
...se alguém não perceber eu depois faço um desenho.
uma perspicaz contribuição do Armando F.
sexta-feira, março 26, 2010
Pagamento de facturas municipais por multibanco
... em Abrantes...
noticia a rádio Hertz.
"Prosseguindo a sua política de melhoria contínua de serviços ao munícipe, a Câmara Municipal de Abrantes disponibiliza a partir de agora uma nova modalidade de pagamento de facturas emitidas pelo município através da rede de caixas automáticas multibanco." (...)
noticia a rádio Hertz.
"Prosseguindo a sua política de melhoria contínua de serviços ao munícipe, a Câmara Municipal de Abrantes disponibiliza a partir de agora uma nova modalidade de pagamento de facturas emitidas pelo município através da rede de caixas automáticas multibanco." (...)
quinta-feira, março 25, 2010
antigos alunos do liceu
Encontro dia 10 de Abril
Actividades
- 9 horas - Manhã desportiva.
- 13 horas - Refeição de confraternização.
- 16 horas - Eleição dos Corpos Sociais da Associação de Antigos Alunos do Liceu Nacional de Tomar/ Escola Secundária Santa Maria do Olival.
Para participar na refeição há que preparar 15 liceus. (crianças 6 aos 12 anos 7,50).
Peço que confirmem, indicando o n.º de pessoas, nomes e os contactos até ao próximo dia 1 de Abril.
Contactos:
antigosalunosliceuessmotomar@gmail.com
sus.pereira2@gmail.com
telemóvel: 917 453 377
Actividades
- 9 horas - Manhã desportiva.
- 13 horas - Refeição de confraternização.
- 16 horas - Eleição dos Corpos Sociais da Associação de Antigos Alunos do Liceu Nacional de Tomar/ Escola Secundária Santa Maria do Olival.
Para participar na refeição há que preparar 15 liceus. (crianças 6 aos 12 anos 7,50).
Peço que confirmem, indicando o n.º de pessoas, nomes e os contactos até ao próximo dia 1 de Abril.
Contactos:
antigosalunosliceuessmotomar@gmail.com
sus.pereira2@gmail.com
telemóvel: 917 453 377
terça-feira, março 23, 2010
info formação
(clicar na imagem para alargar)
Conheço por aí tanta gentinha a precisar de formação nesta matéria...
segunda-feira, março 22, 2010
domingo, março 21, 2010
Hoje é dia...
... Mundial da Poesia.
Navegar é preciso
- Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:
- "Navegar é preciso; viver não é preciso".
- Quero para mim o espírito [d]esta frase,
- transformada a forma para a casar como eu sou:
- Viver não é necessário; o que é necessário é criar.
- Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso.
- Só quero torná-la grande,
- ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo.
- Só quero torná-la de toda a humanidade;
- ainda que para isso tenha de a perder como minha.
- Cada vez mais assim penso.
- Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue
- o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir
- para a evolução da humanidade.
- É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça.
-
- (Fernando Pessoa)
sexta-feira, março 19, 2010
Câmara de Tomar atribui 20 mil euros ao Festival Bons Sons
...noticia O Templário Online. Isto sim, é apostar a sério na cultura. Um excelente exemplo (o melhor em Tomar!) de um bom evento cultural, diferenciado, que promove Tomar e o concelho, que contribui para o cartaz turístico, e ainda para mais promovido por uma Associação (que é tão só uma das mais dinâmicas do concelho e do distrito, o SCOCS).
quinta-feira, março 18, 2010
Ir à Freixianda...
Já que, desde Maio por cá passo os meus dias (e às vezes noites - partes delas vá), era tempo de aqui postar uma referência ao blogue, e portanto à vila da Freixianda. Sempre permite uma pequena visita virtual.
(o título deste post é, ao que parece, uma private joke dos ourenses)
(o título deste post é, ao que parece, uma private joke dos ourenses)
segunda-feira, março 15, 2010
congressos e caldeiradas
"Eu não preciso de água, tragam-me é um copo de vinho" e "Se eu não fosse mentiroso também não era presidente de câmara", parece que são frases que ficaram famosas este fim-de-semana.
Parece que não perdi nada em nada ter visto, ouvido ou lido de notícias no fim de semana.
Mas já que falamos de coisas que apelam ao riso, fica esta que aprendi hoje, muito mais interessante e profunda:
"O tempo que passas a rir é tempo que passas com os deuses".
(Provérbio chinês)
Parece que não perdi nada em nada ter visto, ouvido ou lido de notícias no fim de semana.
Mas já que falamos de coisas que apelam ao riso, fica esta que aprendi hoje, muito mais interessante e profunda:
"O tempo que passas a rir é tempo que passas com os deuses".
(Provérbio chinês)
domingo, março 14, 2010
de regresso de terras da cabra...
... mais conhecida do país. A terra do sino da torre da Universidade de Coimbra, naturalmente.
Onde ontem ao início da noite assisti a mais um concerto dos drama&beiço, que arrasaram once again, desta feita numa organização com o mesmo nome da conhecida rua (ou escadas) onde normalmente ocorre, o Mercado do Quebra-Costas (também aqui), ali logo depois da Porta Almedina e bem perto da Sé Velha.
Ainda que sendo sábado e portanto, seguramente não o melhor dia para a noite conimbricense, foi bom voltar à noite de Coimbra. Havia saudades.
Bom, nos tempos que têm corrido, as saudades começam por ser da noite. Ponto.
Já hoje, e para repousar do suculento leitão do almoço, a tarde finalmente solarenga e o castelo de Penela convidavam a uma paragem. No seu interior habitavam umas estranhas construções, naturalmente a pensar em actividades de verão. Mas ó forças do olimpo, que catástrofe seria anunciada, se coisas como tal fossem vistas em terras nabantinas, por alguns olhares bota-de-elástico que teimam em perdurar...
Onde ontem ao início da noite assisti a mais um concerto dos drama&beiço, que arrasaram once again, desta feita numa organização com o mesmo nome da conhecida rua (ou escadas) onde normalmente ocorre, o Mercado do Quebra-Costas (também aqui), ali logo depois da Porta Almedina e bem perto da Sé Velha.
Ainda que sendo sábado e portanto, seguramente não o melhor dia para a noite conimbricense, foi bom voltar à noite de Coimbra. Havia saudades.
Bom, nos tempos que têm corrido, as saudades começam por ser da noite. Ponto.
Já hoje, e para repousar do suculento leitão do almoço, a tarde finalmente solarenga e o castelo de Penela convidavam a uma paragem. No seu interior habitavam umas estranhas construções, naturalmente a pensar em actividades de verão. Mas ó forças do olimpo, que catástrofe seria anunciada, se coisas como tal fossem vistas em terras nabantinas, por alguns olhares bota-de-elástico que teimam em perdurar...
sexta-feira, março 12, 2010
quarta-feira, março 10, 2010
vai aí uma angústia...
"O primeiro comentarista, habitual utente deste espaço, ainda não conseguiu demonstrar uma de duas coisas:
Se acredita mesmo no que diz sobre o PS e os IPT, ou se acha que acredita alguém que não seja enviesado como ele.
Mas é natural, e nem podemos levar a mal, uma vez que não aprendeu sequer o suficiente para saber assinar o nome. É como aos alunos com necessidades especiais, precisa de ser avaliado por currículo alternativo.
Quanto à escrita do Prof. Rebelo, em concreto deste post, e em especial sobre a actuação do PS presente e futura, é uma opinião que obviamente aceito, mas é natural que em (quase) nada concordo com o que afirma.
Mas também, quem sou eu...
Já mais na óptica do PSD, acho que não está bem a ver o filme autárquico, por muito que gostasse, como alguns outros, que a partilha de gestão PSD-PS terminasse amanhã. Não está bem a ver o filme, e por muito que tenha uma opinião legítima, não deve confundi-la nem com aquilo que são os melhores interesses do concelho, nem com a opinião da maioria dos tomarenses.
Ou será que duvida de qual seja a opinião da maioria dos tomarenses sobre esta matéria?
Penso que não, da mesma forma que muitos outros também não e por isso (e por dor de cotovelo, além dos ódios e das mesquinhices, e da falta de espelho, como no caso do primeiro comentarista) andam tantos irritados. Pois, mas como diria um grande primeiro-ministro: É a vida!
Bom, a verdade é que sendo pragmático não interessa muito o que eu ou algum outro acha. A única opinião que agora interessa é a do novo presidente do PSD. Se ele entender que o PSD faz melhor ou ao menos consegue governar a câmara sozinho, ou que o faz melhor com os IPT, ou que consegue levar essa intenção por diante convencendo os seus autarcas, e que a levando os tomarenses a aprovam… Ou mesmo que não ache nada disso, mesmo que seja só porque quer, é simples, estou à espera do telefonema a desfazer o acordo.
Alguém consegue ser mais transparente e directo que isto?!
Cumprimentos positivistas :)"
Coloquei este comentário no Tomar a Dianteira de António Rebelo, mas entretanto cá por coisas minhas, entendi que o deveria igualmente aqui colocar. Sempre serve para memória futura.
Se acredita mesmo no que diz sobre o PS e os IPT, ou se acha que acredita alguém que não seja enviesado como ele.
Mas é natural, e nem podemos levar a mal, uma vez que não aprendeu sequer o suficiente para saber assinar o nome. É como aos alunos com necessidades especiais, precisa de ser avaliado por currículo alternativo.
Quanto à escrita do Prof. Rebelo, em concreto deste post, e em especial sobre a actuação do PS presente e futura, é uma opinião que obviamente aceito, mas é natural que em (quase) nada concordo com o que afirma.
Mas também, quem sou eu...
Já mais na óptica do PSD, acho que não está bem a ver o filme autárquico, por muito que gostasse, como alguns outros, que a partilha de gestão PSD-PS terminasse amanhã. Não está bem a ver o filme, e por muito que tenha uma opinião legítima, não deve confundi-la nem com aquilo que são os melhores interesses do concelho, nem com a opinião da maioria dos tomarenses.
Ou será que duvida de qual seja a opinião da maioria dos tomarenses sobre esta matéria?
Penso que não, da mesma forma que muitos outros também não e por isso (e por dor de cotovelo, além dos ódios e das mesquinhices, e da falta de espelho, como no caso do primeiro comentarista) andam tantos irritados. Pois, mas como diria um grande primeiro-ministro: É a vida!
Bom, a verdade é que sendo pragmático não interessa muito o que eu ou algum outro acha. A única opinião que agora interessa é a do novo presidente do PSD. Se ele entender que o PSD faz melhor ou ao menos consegue governar a câmara sozinho, ou que o faz melhor com os IPT, ou que consegue levar essa intenção por diante convencendo os seus autarcas, e que a levando os tomarenses a aprovam… Ou mesmo que não ache nada disso, mesmo que seja só porque quer, é simples, estou à espera do telefonema a desfazer o acordo.
Alguém consegue ser mais transparente e directo que isto?!
Cumprimentos positivistas :)"
Coloquei este comentário no Tomar a Dianteira de António Rebelo, mas entretanto cá por coisas minhas, entendi que o deveria igualmente aqui colocar. Sempre serve para memória futura.
terça-feira, março 09, 2010
outros mercados, outras visões
Em Torres Vedras, a obra acima da artista do momento Joana Vasconcelos, intitulada "sr vinho" (que está a gerar polémica por lá, mas não interessa aqui para o caso) vai fazer parte do novo mercado municipal, o maior investimento da autarquia no valor de 7 milhões de euros.
Mais um local onde se percebe a importância dos mercados.
Claro, 7 milhões mais coisa menos coisa, precisa Tomar só para pagar a indeminização à Parque T. As tais heranças de António Paiva que não comemoramos mas que vamos sentir durante muito tempo
segunda-feira, março 08, 2010
Medidas do PEC
Plano de Estabilidade e Crescimento apresentado hoje pelo Governo aos partidos da oposição.
Principais medidas:
DESPESA
Principais medidas:
DESPESA
- TGV ADIADO: construção das linhas de alta velocidade entre Lisboa/Porto e Porto/Vigo são adiadas durante dois anos.
- CORTE NO INVESTIMENTO PÚBLICO: o peso do investimento público no PIB vai cair de 4,2% em 2009 para 2,9% em 2013.
- SALÁRIOS CONGELADOS: os funcionários públicos vão ter aumentos salariais abaixo da inflação até 2013.
- APOIOS À ECONOMIA: algumas das medidas anti-crise, como o alargamento do subsídio de desemprego e o subsídio de contratação de jovens, vão ser retiradas já em 2011.
- TECTO MÁXIMO PARA BENEFÍCIOS FISCAIS E DEDUÇÕES: os contribuintes vão passar a ter um tecto máximo para os montantes dos benefícios e deduções fiscais de que poderão beneficiar.
- CORTE NAS PRESTAÇÕES SOCIAIS: o Governo vai cortar em 0,5% os gastos com prestações sociais até 2013.
RECEITA
- NOVO ESCALÃO DE IRS: o Governo cria um novo escalão de IRS de 45% para quem tenha rendimentos anuais superiores a 150 mil euros. A nova taxa será temporária e vai durar até 2013. Estas medidas incidem já sobre os rendimentos obtidos em 2010.
- TRIBUTAÇÃO DAS MAIS-VALIAS DA BOLSA: os contribuintes que detenham acções há mais de um ano vão perder a isenção e passar a estar sujeitos a uma taxa de 20%.
- PRIVATIZAÇÕES: Esta será a principal via para reduzir a dívida pública. O Governo prevê um encaixe de 6 mil milhões de euros de receitas.
Não concordo totalmente com a questão do congelamento de salários. Deveriam ser encontradas formas de poder aumentar os salários mais baixos, por exemplo abaixo de mil euros.
Deveriam também ser encontradas formas de limitar a acumulação de reforma com outros trabalhos renumerados no caso dos reformados com pensões altas, podendo aqui considerar por exemplo pensões acima de dois mil euros, em especial quando acontece em funções no sector público (autarquias, empresas ou institutos públicos,...). Sempre era uma forma de diminuir o desemprego e melhor distribuir riqueza.
Deixou-se de falar politicamente na reforma da Administração Pública, mas há muito ainda a fazer nesse nível, desde o combate ao desperdício que ocorre transversalmente, como por exemplo na extinção de alguns institutos, departamentos, fundações, etc, que não servem para grande coisa.
De resto, parece-me bem. Assim se consiga.
Hoje é dia...
... da mulher. O centésimo.
Pronto, não há muito que me apeteça dizer mais sobre o assunto, além de que me parece que começa a não fazer muito sentido comemorá-lo, o que é bom. Se eu fosse mulher certamente não gostaria de o comemorar, parece-me nos dias de hoje... no mínimo discriminatório.
Mas já que falamos em mulheres, na madrugada de hoje em Hollywood, pela primeira vez uma mulher levou para casa o óscar de Melhor Realizador. Kathryn Bigelow venceu com o seu The Hurt Locker, a guerrinha com o ex-marido James Cameron de Avatar.
Não estou muito convencido mas, não só dou o benefício da dúvida pois não vi ainda o primeiro, como quanto a Avatar, se nos reduzirmos à história, não é assim tão especial. Além do mais, a academia faz normalmente as escolhas para os óscares principais muito com influências do momento, sejam elas políticas, económicas, sociais, ou simplesmente, modas - e sentia-se uma certa tendência para o "vamos lá lixar o Cameron que já ganhou muito dinheiro, e o melhor é levar com a ex-mulher".
Da cerimónia retém-se que esteve globalmente perto do tédio, muito diferente do ano passado, com pequenos momentos de excepção como o diálogo de abertura entre Steve Martin e Alec Baldwin (mas muito inferior a anteriores apresentadores); a intervenção de Ben Stiller, sempre garantido; e a passagem das bandas sonoras nomeadas com fantástica coreografia a acompanhar.
À excepção de Melhor Filme e Melhor Realizador, os demais óscares foram todos mais ou menos previsíveis. Destaco destes a entrega de Melhor Actriz a Sandra Bullock. Mesmo sendo num daqueles filmes que só mesmo os americanos gostam, ou não fosse o enredo situado no mundo do futebol americano, a eterna dondoca já merecia. Pode ser que sirva para lhe relançar a carreira, pois para o estilo de filme que lhe é mais habitual (ela também ganhou o Razzie este ano, que destaca satiricamente "os piores") está a passar de validade, e entre agora numa fase cinematograficamente mais interessante, um pouco como aconteceu com Júlia Roberts há uns anos.
Pronto, não há muito que me apeteça dizer mais sobre o assunto, além de que me parece que começa a não fazer muito sentido comemorá-lo, o que é bom. Se eu fosse mulher certamente não gostaria de o comemorar, parece-me nos dias de hoje... no mínimo discriminatório.
Mas já que falamos em mulheres, na madrugada de hoje em Hollywood, pela primeira vez uma mulher levou para casa o óscar de Melhor Realizador. Kathryn Bigelow venceu com o seu The Hurt Locker, a guerrinha com o ex-marido James Cameron de Avatar.
Não estou muito convencido mas, não só dou o benefício da dúvida pois não vi ainda o primeiro, como quanto a Avatar, se nos reduzirmos à história, não é assim tão especial. Além do mais, a academia faz normalmente as escolhas para os óscares principais muito com influências do momento, sejam elas políticas, económicas, sociais, ou simplesmente, modas - e sentia-se uma certa tendência para o "vamos lá lixar o Cameron que já ganhou muito dinheiro, e o melhor é levar com a ex-mulher".
Da cerimónia retém-se que esteve globalmente perto do tédio, muito diferente do ano passado, com pequenos momentos de excepção como o diálogo de abertura entre Steve Martin e Alec Baldwin (mas muito inferior a anteriores apresentadores); a intervenção de Ben Stiller, sempre garantido; e a passagem das bandas sonoras nomeadas com fantástica coreografia a acompanhar.
À excepção de Melhor Filme e Melhor Realizador, os demais óscares foram todos mais ou menos previsíveis. Destaco destes a entrega de Melhor Actriz a Sandra Bullock. Mesmo sendo num daqueles filmes que só mesmo os americanos gostam, ou não fosse o enredo situado no mundo do futebol americano, a eterna dondoca já merecia. Pode ser que sirva para lhe relançar a carreira, pois para o estilo de filme que lhe é mais habitual (ela também ganhou o Razzie este ano, que destaca satiricamente "os piores") está a passar de validade, e entre agora numa fase cinematograficamente mais interessante, um pouco como aconteceu com Júlia Roberts há uns anos.
domingo, março 07, 2010
sexta-feira, março 05, 2010
tapetes e atrevimentos
Ora, a junção destas duas palavras traz-me imagens de matérias que manda o bom senso, não aborde aqui no blogue...
Não, é mesmo de política que se trata. Pois o novel presidente do PSD local, José Delgado, afinal lá deu uma entrevista, na última quarta feira penso eu, à rádio Hertz. Não ouvi, mas ainda ontem durante a tarde me contactaram a fazer um pequeno relato, e o próprio mo confirmou à noite, no jantar de aniversário da Casa do Concelho de Tomar em Lisboa.
Então, na ânsia de mostrar serviço, e ruptura que parece ser coisa em voga naquele partido, o meu caro homólogo laranja lá vai dizendo que o PS anda muito atrevido e que «vai tirar o tapete ao PSD».
Eu, é sabido, não gosto de me meter em casa alheia, mas já que a grande bandeira de quem mais não sabe, são os argumentos contra o PS, vejamos bem a coisa:
Quem já tirou parte, e há-de tirar o restante do tapete ao PSD, são os cidadãos nas eleições, e certamente que não por culpa das pretensas "fragilidades" que Delgado gostaria de achar no PS.
O PS sabe bem que não ganhou a câmara, como sabe que há-de continuar a trabalhar para ganhá-la. O que não quer dizer que isso seja de alguma forma inconciliável, muito pelo contrário, por assumir compromissos e responsabilidades, e trabalhar o mais possível, guiado pelos seus ideais e programa sufragado, com diálogo com o presidente e vereadores PSD, na senda dos interesses de Tomar e dos tomarenses.
Se, contudo, o meu caro homólogo pretende que o PS termine a partilha de responsabilidades, abruptamente antes do fim do mandato, vai esperar sentado e entediado.
O PS sabe assumir e cumprir as responsabilidades que adquire e não tem duas caras. Enquanto eu tiver uma palavra a dizer será indubitavelmente assim, e eu próprio o deixei claro em Assembleia Municipal última.
Daí, não sei bem o que entende por atrevido o agora presidente do PSD. Será ele contudo, que terá de mostrar que atrevimento tem, e se não gosta de ver o PSD sujeito a negociar com o PS, ter sim a coragem de terminar com o acordo (que ele diz desconhecer mas que é público). Se for capaz.
E dizer depois a todos os cidadãos como faz para governar a câmara, sendo certo que esta precisa de maioria para conseguir efectivamente governar, para mais nas circunstâncias difíceis em que se encontra.
Será que está desejoso de correr para os braços de Pedro Marques e da renegada laranja Graça Costa, e os demais independentes associados anti partidos? Então, força. Bem, pode até ser mais corajoso, e anunciar já Pedro Marques como candidato do PSD daqui a quatro anos!
Hum, que tal? Isso é que era atrevimento. Também, fim de ciclo por fim de ciclo, era só uma questão de juntar as famílias...
Não, é mesmo de política que se trata. Pois o novel presidente do PSD local, José Delgado, afinal lá deu uma entrevista, na última quarta feira penso eu, à rádio Hertz. Não ouvi, mas ainda ontem durante a tarde me contactaram a fazer um pequeno relato, e o próprio mo confirmou à noite, no jantar de aniversário da Casa do Concelho de Tomar em Lisboa.
Então, na ânsia de mostrar serviço, e ruptura que parece ser coisa em voga naquele partido, o meu caro homólogo laranja lá vai dizendo que o PS anda muito atrevido e que «vai tirar o tapete ao PSD».
Eu, é sabido, não gosto de me meter em casa alheia, mas já que a grande bandeira de quem mais não sabe, são os argumentos contra o PS, vejamos bem a coisa:
Quem já tirou parte, e há-de tirar o restante do tapete ao PSD, são os cidadãos nas eleições, e certamente que não por culpa das pretensas "fragilidades" que Delgado gostaria de achar no PS.
O PS sabe bem que não ganhou a câmara, como sabe que há-de continuar a trabalhar para ganhá-la. O que não quer dizer que isso seja de alguma forma inconciliável, muito pelo contrário, por assumir compromissos e responsabilidades, e trabalhar o mais possível, guiado pelos seus ideais e programa sufragado, com diálogo com o presidente e vereadores PSD, na senda dos interesses de Tomar e dos tomarenses.
Se, contudo, o meu caro homólogo pretende que o PS termine a partilha de responsabilidades, abruptamente antes do fim do mandato, vai esperar sentado e entediado.
O PS sabe assumir e cumprir as responsabilidades que adquire e não tem duas caras. Enquanto eu tiver uma palavra a dizer será indubitavelmente assim, e eu próprio o deixei claro em Assembleia Municipal última.
Daí, não sei bem o que entende por atrevido o agora presidente do PSD. Será ele contudo, que terá de mostrar que atrevimento tem, e se não gosta de ver o PSD sujeito a negociar com o PS, ter sim a coragem de terminar com o acordo (que ele diz desconhecer mas que é público). Se for capaz.
E dizer depois a todos os cidadãos como faz para governar a câmara, sendo certo que esta precisa de maioria para conseguir efectivamente governar, para mais nas circunstâncias difíceis em que se encontra.
Será que está desejoso de correr para os braços de Pedro Marques e da renegada laranja Graça Costa, e os demais independentes associados anti partidos? Então, força. Bem, pode até ser mais corajoso, e anunciar já Pedro Marques como candidato do PSD daqui a quatro anos!
Hum, que tal? Isso é que era atrevimento. Também, fim de ciclo por fim de ciclo, era só uma questão de juntar as famílias...
quinta-feira, março 04, 2010
info associativo
(clicar para alargar a imagem)
Formação de interesse variado, em especial para dirigentes e activistas do mundo associativo em geral, promovida pela FAJUDIS (Federação das Associações Juvenis do Distrito de Santarém), em parceria com o Sport Clube Operário de Cem Soldos e pela Terras do Tejo.
quarta-feira, março 03, 2010
info institucional
O deputado socialista João Sequeira, eleito pelo distrito de Santarém, camarada e amigo, acaba de lançar a sua página pessoal onde divulga a acção política, bem como outras informações relativas, ao PS, ao Parlamento e afins.
É naturalmente uma boa forma de comunicar e estreitar o relacionamento com os cidadãos. Está de parabéns!
consultar em: http://www.joaosequeira.com/
consultar em: http://www.joaosequeira.com/
terça-feira, março 02, 2010
domingo, fevereiro 28, 2010
Ponto Contra Ponto
À mesma hora que Pacheco Pereira (o que eu havia de invocar!!) está na SIC Notícias a apresentar o seu programa de mesmo nome que este post, onde aborda aspectos da comunicação social, faço-o eu também mais uma vez sobre a dita local.
Desta vez, tendo como fundo as eleições já ocorridas no PSD local. Não, não é para falar sobre essas mentes que andam para aí muito preocupadas sobre as supostas inquietações do PS derivadas do resultado. O que acontece no seio do PSD é problema no PSD, e a forma como o PSD agir externamente, será sempre problema em primeiro lugar, também do PSD.
A questão é mesmo sobre a comunicação social e sobre as suas funções e motivações.
Eu confesso que rádios locais praticamente não ouço a não ser quando de muito em vez, vou no carro a horas dos noticiários, e quanto aos jornais desfolho-os um pouco por obrigação, mas ainda assim quase sempre a correr - como julgo cada vez mais tomarenses o fazem, ou pelo menos assim mo dizem. Por alguma razão será.
Em todo o caso, e ressalvando a hipótese de me ter distraído, não dei por nenhuma entrevista aos dois candidatos a líderes do PSD local. Artigos de opinião dos próprios ou de apoiantes de um e de outro sim, mas entrevista em discurso directo não, e penso que na rádio também não.
Ora, quando quem são, o que pensam, o que fazem, os candidatos ao partido que detém a maioria na gestão da CMT, e a deteve em maioria absoluta nos últimos doze anos, não é importante a ponto de ser notícia, francamente não sei o que seja. Não é de agora, mas parece-me que a comunicação social local anda enganada, desde logo quanto à sua função, e depois quanto ao que aos tomarenses interessa.
Por muito que seja moda dizer que não se gosta e nada se quer ter com política, a verdade é que o assunto interessa às pessoas, até porque é assunto no dia-a-dia nabantino. Mas mesmo que não interesse, o relato e acompanhamento do que acontece na política (e não nas novelas paralelas), faz parte da obrigação cívica da comunicação social, até porque ela é um dos, se não o principal como vem sendo visto, e mesmo que não oficial, poderes do Estado.
Desta vez, tendo como fundo as eleições já ocorridas no PSD local. Não, não é para falar sobre essas mentes que andam para aí muito preocupadas sobre as supostas inquietações do PS derivadas do resultado. O que acontece no seio do PSD é problema no PSD, e a forma como o PSD agir externamente, será sempre problema em primeiro lugar, também do PSD.
A questão é mesmo sobre a comunicação social e sobre as suas funções e motivações.
Eu confesso que rádios locais praticamente não ouço a não ser quando de muito em vez, vou no carro a horas dos noticiários, e quanto aos jornais desfolho-os um pouco por obrigação, mas ainda assim quase sempre a correr - como julgo cada vez mais tomarenses o fazem, ou pelo menos assim mo dizem. Por alguma razão será.
Em todo o caso, e ressalvando a hipótese de me ter distraído, não dei por nenhuma entrevista aos dois candidatos a líderes do PSD local. Artigos de opinião dos próprios ou de apoiantes de um e de outro sim, mas entrevista em discurso directo não, e penso que na rádio também não.
Ora, quando quem são, o que pensam, o que fazem, os candidatos ao partido que detém a maioria na gestão da CMT, e a deteve em maioria absoluta nos últimos doze anos, não é importante a ponto de ser notícia, francamente não sei o que seja. Não é de agora, mas parece-me que a comunicação social local anda enganada, desde logo quanto à sua função, e depois quanto ao que aos tomarenses interessa.
Por muito que seja moda dizer que não se gosta e nada se quer ter com política, a verdade é que o assunto interessa às pessoas, até porque é assunto no dia-a-dia nabantino. Mas mesmo que não interesse, o relato e acompanhamento do que acontece na política (e não nas novelas paralelas), faz parte da obrigação cívica da comunicação social, até porque ela é um dos, se não o principal como vem sendo visto, e mesmo que não oficial, poderes do Estado.
circunspecto...
... é o que me chama, acabo de ler, António Rebelo no seu Tomar a Dianteira, referindo-se a um post deste 'algures'.
Bom, já me terá chamado pior. No caso presente, se embora em relação a este espaço (que já vai a caminho dos 7 anos) estará um pouco longe da realidade e uma leitura mais alongada dos posts poderá comprová-lo, já em relação com a minha postura no mundo real, em especial na minha existência política, terá alguma razão.
Circunspecto, cauteloso, prudente - são atributos que muitas vezes me tenho forçado a ser.
Nada mais a propósito, é que esse aspecto da minha forma de agir tem sido alvo das minhas mais recentes reflexões e auto-análises, e parece-me que essa forma de estar vai passar a ser menos frequente.
Bom, já me terá chamado pior. No caso presente, se embora em relação a este espaço (que já vai a caminho dos 7 anos) estará um pouco longe da realidade e uma leitura mais alongada dos posts poderá comprová-lo, já em relação com a minha postura no mundo real, em especial na minha existência política, terá alguma razão.
Circunspecto, cauteloso, prudente - são atributos que muitas vezes me tenho forçado a ser.
Nada mais a propósito, é que esse aspecto da minha forma de agir tem sido alvo das minhas mais recentes reflexões e auto-análises, e parece-me que essa forma de estar vai passar a ser menos frequente.
envergonhado?!!!
Estava aqui de volta de uns textos onde a dado momento aparece a palavra vergonha, e me lembro de uma frase que ficou sem resposta na última Assembleia Municipal. A dada altura o deputado João Simões acusa o PS (e portanto acusou-me a mim, pois fora eu que usara da palavra) de usar de uma postura envergonhada (não me lembro exactamente da frase) para defender o Orçamento do Município para 2010.
Ora, ficou sem resposta e dela não precisava, se há coisa que ficou demonstrada é que no PS nabantino (e eu seguramente) dizemos o que bem entendemos dizer quando entendemos importante, sem qualquer restrição, doa a quem doer, e por mais inoportuno ou politicamente incorrecto que possa parecer.
sábado, fevereiro 27, 2010
trovoada
Hoje em Tomar chove e faz muito vento, mas temporal ouvi dizer que foi ontem, parece que o estrago foi grande na cultura da laranja nabantina, bem capaz de afectar as colheitas dos próximos anos.
modas
As redes sociais na internet estão e estarão cada vez mais na moda. Facebook, HI5, Orkut, Plaxo, Twitter, entre outras.
Para divulgação de eventos ou de causas, para promoção pessoal e profissional, para promoção de instituições, ou simplesmente numa forma fácil de eliminar distâncias entre amigos e conhecidos.
Como todas as modas, como todas as tecnologias, também esta tem coisas melhores e piores.Para divulgação de eventos ou de causas, para promoção pessoal e profissional, para promoção de instituições, ou simplesmente numa forma fácil de eliminar distâncias entre amigos e conhecidos.
Uma das que não é propriamente má, mas a mim que gosto das coisas da psicologia e da sociologia, parece particularmente interessante, é aquela faceta que que se revela em muitos, dos que não pretendem mais de que por um qualquer sintoma, mostrar que têm muitos amigos.
Claro, amigos virtuais (e ainda assim fica um pouco aquém do conceito de amigo virtual). No meu caso chegam-me convites ao HI5 (plataforma à qual nunca achei grande interesse, por ser até no aspecto, demasiado pro-teenager) e ao Facebook de pessoas que nunca vi na vida! Por norma não aceito esses convites, a não ser quando por análise ao perfil da pessoa, fique a dúvida se até já num qualquer contexto, social, profissional ou mais provavelmente político, possa ter cruzado com essa pessoa e não me recorde. Não tenho em todo caso muitas desses casos desses no Facebook (no HI5 nem sei bem, praticamente nunca lá vou).
Claro, amigos virtuais (e ainda assim fica um pouco aquém do conceito de amigo virtual). No meu caso chegam-me convites ao HI5 (plataforma à qual nunca achei grande interesse, por ser até no aspecto, demasiado pro-teenager) e ao Facebook de pessoas que nunca vi na vida! Por norma não aceito esses convites, a não ser quando por análise ao perfil da pessoa, fique a dúvida se até já num qualquer contexto, social, profissional ou mais provavelmente político, possa ter cruzado com essa pessoa e não me recorde. Não tenho em todo caso muitas desses casos desses no Facebook (no HI5 nem sei bem, praticamente nunca lá vou).
Mas é evidente que há pessoas com mãos cheias de "amigos" nessas redes com quem nunca trocaram uma palavra, ou mesmo nunca viram. Há muita gente "amiga" na internet que é bem capaz de se cruzar na rua e não se conhecer. Para mim, como disse, isto é estranho, mas igualmente muito interessante, pois muito revela da personalidade genérica do ser humano.
Além de fazer lembrar aquela coisa muito adolescente, de por exemplo quando íamos a uma visita de estudo na escola, andarmos a pedir o número às raparigas todas que víamos (e elas a nós) simplesmente para chegar ao fim do dia e dizermos que tínhamos mais números de "novas amigas" que o nosso melhor amigo. (e quando fui adolescente os telemóveis ainda eram mais ou menos ficção científica, o mais parecido que havia eram uns tijolos enormes, tínhamos que nos contentar com números de rede fixa).
terça-feira, fevereiro 23, 2010
prevenção
Ora, descobri há pouco que há um novo blogue de má língua cá na terra (anónimo, como é costume). Investigando um pouco o espaço descubro que é seguidor do "algures aqui", sendo aliás este o único blogue por lá identificado.
Como eu já ando por cá há uns tempos, e já sei do que a casa gasta, serve este post apenas para garantir que nada tenho que ver com a autoria desse blogue.
Aproveitando esclareço: eu nada tenho contra a má-língua, pelo contrário, se inteligente e com algum humor pode ser um excelente serviço, pelo o qual tenho aliás particular gosto. Na TV por exemplo, tenho canais que nunca mais acabam, mas é quase como se só tivesse um (até porque vejo pouco), que é a SIC Notícias, onde sempre que posso vejo o "Eixo do Mal" que é exactamente desta índole (já para não falar no novo programa dos marretas, o "Plano Inclinado" - Medina Carreira e Mário Crespo havia de dar o quê?). A "contra-informação" na RTP é outro bom exemplo, embora já não consiga perceber quando é que é transmitido. E é inevitável falar nos Gato Fedorento (que têm férias muito longas!).
Ainda nesta onda, aconselha-se por exemplo o "governo sombra" na TSF, ou na escrita jornalística, por exemplo os artigos de Miguel Esteves Cardoso (embora noutros tempos fossem melhores).
Não há portanto, nada contra a má-língua, desde que percebendo que até esta tem regras.
O que não não é costume acontecer por Tomar, onde, certamente por incapacidade para mais, se confunde má-lingua com falar mal, onde se confunde ironia ou humor, com parvoíce e calúnia.
Sobre o blogue que dá origem a este post, deseja-se melhor sorte que os muitos que o antecederam cá pela nabância, para o qual será necessário julgo eu, aceitar a diferença entre os dois estados que antes enunciei, e praticar apenas o primeiro.
Como eu já ando por cá há uns tempos, e já sei do que a casa gasta, serve este post apenas para garantir que nada tenho que ver com a autoria desse blogue.
Aproveitando esclareço: eu nada tenho contra a má-língua, pelo contrário, se inteligente e com algum humor pode ser um excelente serviço, pelo o qual tenho aliás particular gosto. Na TV por exemplo, tenho canais que nunca mais acabam, mas é quase como se só tivesse um (até porque vejo pouco), que é a SIC Notícias, onde sempre que posso vejo o "Eixo do Mal" que é exactamente desta índole (já para não falar no novo programa dos marretas, o "Plano Inclinado" - Medina Carreira e Mário Crespo havia de dar o quê?). A "contra-informação" na RTP é outro bom exemplo, embora já não consiga perceber quando é que é transmitido. E é inevitável falar nos Gato Fedorento (que têm férias muito longas!).
Ainda nesta onda, aconselha-se por exemplo o "governo sombra" na TSF, ou na escrita jornalística, por exemplo os artigos de Miguel Esteves Cardoso (embora noutros tempos fossem melhores).
Não há portanto, nada contra a má-língua, desde que percebendo que até esta tem regras.
O que não não é costume acontecer por Tomar, onde, certamente por incapacidade para mais, se confunde má-lingua com falar mal, onde se confunde ironia ou humor, com parvoíce e calúnia.
Sobre o blogue que dá origem a este post, deseja-se melhor sorte que os muitos que o antecederam cá pela nabância, para o qual será necessário julgo eu, aceitar a diferença entre os dois estados que antes enunciei, e praticar apenas o primeiro.
segunda-feira, fevereiro 22, 2010
sábado, fevereiro 20, 2010
consternação
«As nossas tragédias são sempre de uma profunda banalidade para os outros»
Oscar Wilde
Envolvido em várias outras actividades até ao meio da tarde, onde nunca o assunto surgiu, e depois disso enfiado na minha actual labuta entre "papéis académicos", só há pouco me apercebi ao ligar a televisão para as (minhas) primeiras notícias do dia, do que se passou/está a passar na Madeira.
É verdade que não é o Haiti, mas ver imagens como as que as TVs estão a passar, mostrando como a natureza além de imprevisível, pode ser avassaladora (e às vezes ajudada pelo desmazelo ou irresponsabilidade do Homem), é sempre razão para nos sentirmos insignificantes no mundo, e horrificamente deslumbrados por ele.
sexta-feira, fevereiro 19, 2010
quinta-feira, fevereiro 18, 2010
info cultural
A tomarense e amiga Engrácia Cardoso tem patente em Lisboa mais uma exposição de pintura. Desta feita com o título animalidades na Galeria Corrente d'Arte.
A visita obviamente recomenda-se.
(Galeria Corrente d'Arte, Av. D. Carlos I, 109 - ali a subir de Santos para São Bento.)
quarta-feira, fevereiro 17, 2010
Deontologia... às vezes.
| Os jornalistas portugueses regem-se por um Código Deontológico que aprovaram em 4 de Maio de 1993, numa consulta que abrangeu todos os profissionais detentores de Carteira Profissional. O texto do projecto havia sido preliminarmente discutido e aprovado em Assembleia Geral realizada em 22 de Março de 1993. Dado o circo instalado na actualidade (pão e circo, já sabiam os romanos, é o que a malta gosta), e no preciso momento em que alguém que eu considerava um jornalista minimamente profissional (e não isento, que isso ninguém é), está na comissão de ética da AR a comportar-se como o menino a quem tiraram o chupa-chupa (e em troco ganhou um saco cheio!...), tive curiosidade em ir relembrar o que dizem os mandamentos da profissão jornalística. Não deixa de ser muito interessante... ler o que (já) pouco é respeitado, a começar logo pelos primeiros dois pontos. E depois, haja ou não razão, lá vêm os corporativismos, como agora é bem perceptível em relação aos jornalistas. Já se sabe que em relação a estes, como a qualquer outro grupo de interesses, os malandros são sempre os mesmos: os políticos. (Sim, hoje os do PS, mas amanhã serão os do PSD, ou quaisquer outros que estejam no poder - calha a todos). Como diria outro que também teve a sua quota de alfinetadas, e acabou por mandar tudo às urtigas, como se calhar embora menos provável, o actual primeiro acabará por fazer: É A VIDA! E depois queixam-se que este país não tem emenda. Código Deontológico dos Jornalistas Portugueses |
1.O jornalista deve relatar os factos com rigor e exactidão e interpretá-los com honestidade. Os factos devem ser comprovados, ouvindo as partes com interesses atendíveis no caso. A distinção entre notícia e opinião deve ficar bem clara aos olhos do público. 2.O jornalista deve combater a censura e o sensacionalismo e considerar a acusação sem provas e o plágio como graves faltas profissionais. 3.O jornalista deve lutar contra as restrições no acesso às fontes de informação e as tentativas de limitar a liberdade de expressão e o direito de informar. É obrigação do jornalista divulgar as ofensas a estes direitos. 4.O jornalista deve utilizar meios leais para obter informações, imagens ou documentos e proibir-se de abusar da boa-fé de quem quer que seja. A identificação como jornalista é a regra e outros processos só podem justificar-se por razões de incontestável interesse público. 5.O jornalista deve assumir a responsabilidade por todos os seus trabalhos e actos profissionais, assim como promover a pronta rectificação das informações que se revelem inexactas ou falsas. O jornalista deve também recusar actos que violentem a sua consciência. 6.O jornalista deve usar como critério fundamental a identificação das fontes. O jornalista não deve revelar, mesmo em juízo, as suas fontes confidenciais de informação, nem desrespeitar os compromissos assumidos, excepto se o tentarem usar para canalizar informações falsas. As opiniões devem ser sempre atribuídas. 7.O jornalista deve salvaguardar a presunção da inocência dos arguidos até a sentença transitar em julgado. O jornalista não deve identificar, directa ou indirectamente, as vítimas de crimes sexuais e os delinquentes menores de idade, assim como deve proibir-se de humilhar as pessoas ou perturbar a sua dor. 8.O jornalista deve rejeitar o tratamento discriminatório das pessoas em função da cor, raça, credos, nacionalidade ou sexo. 9.O jornalista deve respeitar a privacidade dos cidadãos excepto quando estiver em causa o interesse público ou a conduta do indivíduo contradiga, manifestamente, valores e princípios que publicamente defende. O jornalista obriga-se, antes de recolher declarações e imagens, a atender às condições de serenidade, liberdade e responsabilidade das pessoas envolvidas. 10.O jornalista deve recusar funções, tarefas e benefícios susceptíveis de comprometer o seu estatuto de independência e a sua integridade profissional. O jornalista não deve valer-se da sua condição profissional para noticiar assuntos em que tenha interesses. |
segunda-feira, fevereiro 15, 2010
quinta-feira, fevereiro 11, 2010
regabofe
"Num tempo de engano universal, dizer a verdade é um acto revolucionário"
George Orwell
Este país parece apostado a mostrar que não sabe ou não gosta de viver em Democracia. Confunde-se Liberdade com libertinagem.
Está tudo apostado em mandar o primeiro-ministro para casa, a começar pelos amigos dele que só metem argoladas.
Por mais que isso possa vir a satisfazer os egos, os ódios, e todos os demais sentimos ruins que perpassam na nossa sociedade carente de valores, o que se está a passar é muito grave, e se o Governo cair será muito pior.
Muito mais que as questões da economia, e o que isso poderá agravar da credibilidade do Estado, da pressão das agências de rating, etc, o que é grave em tudo isto é o Estado de Direito que se está a esvanecer.
Acabaram-se os direitos individuais, a presunção de inocência, o respeito pelas leis e pelas regras. Os julgamentos são feitos na comunicação social e nas ruas.
Ao contrário da imagem que muitos conseguem fazer passar, não é a liberdade de expressão que está em risco, mas o exacto contrário. Em Portugal todos dizem o que querem, fazem o que bem entendem, que nada lhes acontece; por maior que seja o disparate, a mentira, a calúnia, enfim...
Já nem os tribunais de nada valem. Todo o país sabe hoje, que um tribunal decretou uma providência cautelar sobre a publicação de escutas que envolvam um cidadão em particular, dando-lhe razão sobre os seus direitos individuais. Pois todos sabemos já que esse jornal ignorará essa ordem. É razão para estarmos felizes? Eu acho que não, a partir daqui tudo é possível. Se nem aos tribunais atribuirmos autoridade, quem zelará pelo Estado?
E Sócrates, é culpado de alguma coisa? Não sei. Que mexeu em muitos interesses não tenho dúvidas, alguns mexem-se na sombra.
A ele será cada vez mais difícil a sobrevivência política, provavelmente sem culpas naquilo que o acusam, ou se algumas tiver, provavelmente nunca o saberemos, porque cada vez mais é a vontade de o sacrificar, e com ele o seu Governo. Mas o que os seus opositores não percebem, ou não querem perceber alimentados pelos seus desejos mais imediatos, desde logo caindo muitas vezes em atitudes e afirmações que a si próprios negam (por exemplo quando políticos comentam decisões judiciais, esquecendo os princípios fundamentais que regem a nossa Constituição e a Lei), é que Sócrates quando muito perderá na imagem pessoal, mas quem perde verdadeiramente com todo o disparate instalado é a Política, são os políticos, os partidos, a credibilidade das instituições e a confiança nelas, todas sem excepção - Presidente da República, Governo, Parlamento, Tribunais - mas também a própria comunicação social, o Estado de Direito, os princípios da legalidade, e por aí fora, até chegar a cada um de nós, e aos nossos direitos individuais que deixam de estar protegidos, e disponíveis para qualquer fome mediática.
Ditadura? Não é. Mas Democracia também não me parece. É a realidade de um país cada vez mais sem sentido, onde rareia cultura, educação, inteligência e bom senso. Onde faltam valores. Um país cada vez mais anárquico, onde falta responsabilidade, animado por bobos da corte que nos enchem as televisões de afirmações que são insultos à inteligência; um país que não sabe pensar por si, precisando de manadas de comentadores que nos "explicam" como bem entendem a suposta realidade que vivemos.
A Sócrates talvez não reste muito tempo como Primeiro-ministro, mas depois virá outro a quem acusarão das mesmas ou de similares culpas, e a seguir outro e por aí fora.
Somos um país ingénuo e assim sem emenda. Praticamente sem experiência (quanto mais maturidade!) democrática.
E depois fazemos esgares hipócritas de admiração, quando alguns pedem um novo Salazar!
.
terça-feira, fevereiro 09, 2010
segunda-feira, fevereiro 08, 2010
__por mais um final
E na inutilidade dos dias que passam
não descubro mais razão ou sorte em mim
não no jejuar dos lírios em gotas frias do orvalho matutino
não no piar doce das rolas ao fechar os olhos com o deitar do sol
entre esses dias
e entre todo o renascer das virgens flores
e o cair das folhas amarelas crispadas, mortas, por onde já vivi
sou apenas a mesma massa de disformidade humana
crasso molde inacabado que ninguém ao certo deseja completar.
O vazio constante cresce abrupto
sugando-me a dentro, sempre
as marés de algo meu que seja vida
enchem e escoam sem areia molhar
assim cheguei, sem pensar, a mais um final
talvez prematuro ainda que ansiado
algo dei, algo fiz, cheguei julgar saber
e quando caem as últimas folhas
ainda que apenas as andorinhas se baptizem no voo
amigo feitos, amigos idos, e a estação é só mais uma...
- Alguém sabe quem sou?
no baú de silêncios, com já mais de uma década, encontrei um guião para esta hora. Naquele dia o contexto era outro e irrepetível, mas a questão acompanhar-me-á sempre.
- porque está este post às cores? Hum, uma pergunta difícil de cada vez se faz favor!...
- porque está este post às cores? Hum, uma pergunta difícil de cada vez se faz favor!...
um herói português...
... que os suecos já descobriram.
É não permite comentários, deve mesmo ser visto, com bom som e mesmo até ao fim. Demora um pouco a carregar mas vale a pena.
http://en.tackfilm.se/?id=1263505032304RA96
É não permite comentários, deve mesmo ser visto, com bom som e mesmo até ao fim. Demora um pouco a carregar mas vale a pena.
http://en.tackfilm.se/?id=1263505032304RA96
terça-feira, fevereiro 02, 2010
censura ou sem lisura ou sem vergonha
Esta questão da alegada conversa do Primeiro-ministro acerca do jornalista Mário Crespo inquieta-me.
Para já, contínuo convencido que ou não será verdade, ou, não sendo falsa, será muito diferente da forma como se apresenta.
Esta convicção baseia-se numa questão de lógica e de presumido bom senso. Primeiro porque não acredito que o que diga ou não a comunicação social preocupe assim tanto Sócrates; depois, porque mesmo que preocupasse não o imagino a ter essas conversas ao restaurante onde todos pudessem ouvir; por fim, porque mesmo que o fizesse, não me parece que a sua grande preocupação, convenhamos, fosse Mário Crespo, que por bom jornalista que seja, está quase reduzido a um simples moderador dos frente-a-frente entre os vários convidados do jornal das 9 da SIC Notícias.
Quer-me por isso parecer que muito disparate existe, nesta como noutras notícias similares que têm ocorrido.
De qualquer forma inquieta-me, por um lado porque a ser verdade, não numa perspectiva de opinião, porque opiniões sobre os outros todos temos e com direito a tê-las sejam elas positivas ou negativas, mas na linha de tentar influenciar ou mesmo condicionar a comunicação social, seria grave; por outro porque não sendo, confirma esta tendência cada vez maior de vivermos na base do boato (tudo, mas principalmente este ponto muito se aplica a Tomar), da calúnia, da falsa notícia ou opinião que passa a facto, e não sendo provada também nunca verdadeiramente se consegue contestar, persistindo no tempo como uma insinuação de veracidade.
Seja como for, isto é certo: Mário Crespo deve como jornalista responsável que acredito ser, formalizar o que acusa com uma queixa na ERC, sob pena de ser acusado de estar apenas a "mandar bitaites"; o Primeiro-ministro se está isento do que é acusado deve apresentar queixa por difamação nos tribunais, porque se o estiver, nada disto tem que ver com liberdade de informação mas com simples calúnia.
Uma nota final para o Director do JN. Na minha opinião esteve absolutamente correcto ao não publicar aquilo que não era um artigo de opinião de Mário Crespo, mas incontestavelmente uma suposta notícia (ainda para mais em causa própria), sem ter para a mesma qualquer contraditório.
Assim procedessem sempre todos os responsáveis pelos orgãos da comunicação social.
(e lá voltamos a Tomar: entre tantos exemplos ao longo dos anos, principalmente nos jornais, o que dizer na actualidade de um certo programa semanal da rádio Hertz, onde sem qualquer contraditório se confundem factos com opinião, e que não tem qualquer outro propósito que não seja o ataque aos alvos dos comentadores residentes?)
Para já, contínuo convencido que ou não será verdade, ou, não sendo falsa, será muito diferente da forma como se apresenta.
Esta convicção baseia-se numa questão de lógica e de presumido bom senso. Primeiro porque não acredito que o que diga ou não a comunicação social preocupe assim tanto Sócrates; depois, porque mesmo que preocupasse não o imagino a ter essas conversas ao restaurante onde todos pudessem ouvir; por fim, porque mesmo que o fizesse, não me parece que a sua grande preocupação, convenhamos, fosse Mário Crespo, que por bom jornalista que seja, está quase reduzido a um simples moderador dos frente-a-frente entre os vários convidados do jornal das 9 da SIC Notícias.
Quer-me por isso parecer que muito disparate existe, nesta como noutras notícias similares que têm ocorrido.
De qualquer forma inquieta-me, por um lado porque a ser verdade, não numa perspectiva de opinião, porque opiniões sobre os outros todos temos e com direito a tê-las sejam elas positivas ou negativas, mas na linha de tentar influenciar ou mesmo condicionar a comunicação social, seria grave; por outro porque não sendo, confirma esta tendência cada vez maior de vivermos na base do boato (tudo, mas principalmente este ponto muito se aplica a Tomar), da calúnia, da falsa notícia ou opinião que passa a facto, e não sendo provada também nunca verdadeiramente se consegue contestar, persistindo no tempo como uma insinuação de veracidade.
Seja como for, isto é certo: Mário Crespo deve como jornalista responsável que acredito ser, formalizar o que acusa com uma queixa na ERC, sob pena de ser acusado de estar apenas a "mandar bitaites"; o Primeiro-ministro se está isento do que é acusado deve apresentar queixa por difamação nos tribunais, porque se o estiver, nada disto tem que ver com liberdade de informação mas com simples calúnia.
Uma nota final para o Director do JN. Na minha opinião esteve absolutamente correcto ao não publicar aquilo que não era um artigo de opinião de Mário Crespo, mas incontestavelmente uma suposta notícia (ainda para mais em causa própria), sem ter para a mesma qualquer contraditório.
Assim procedessem sempre todos os responsáveis pelos orgãos da comunicação social.
(e lá voltamos a Tomar: entre tantos exemplos ao longo dos anos, principalmente nos jornais, o que dizer na actualidade de um certo programa semanal da rádio Hertz, onde sem qualquer contraditório se confundem factos com opinião, e que não tem qualquer outro propósito que não seja o ataque aos alvos dos comentadores residentes?)
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