Poucos mas bons, foi o 11º almoço dos evetistas ou evetianos, este ano em Oeiras, Fábrica da Pólvora, recebidos pela Teresa.
Para o ano o evento volta ao centro do mundo. Tomar.
domingo, março 07, 2010
sexta-feira, março 05, 2010
tapetes e atrevimentos
Ora, a junção destas duas palavras traz-me imagens de matérias que manda o bom senso, não aborde aqui no blogue...
Não, é mesmo de política que se trata. Pois o novel presidente do PSD local, José Delgado, afinal lá deu uma entrevista, na última quarta feira penso eu, à rádio Hertz. Não ouvi, mas ainda ontem durante a tarde me contactaram a fazer um pequeno relato, e o próprio mo confirmou à noite, no jantar de aniversário da Casa do Concelho de Tomar em Lisboa.
Então, na ânsia de mostrar serviço, e ruptura que parece ser coisa em voga naquele partido, o meu caro homólogo laranja lá vai dizendo que o PS anda muito atrevido e que «vai tirar o tapete ao PSD».
Eu, é sabido, não gosto de me meter em casa alheia, mas já que a grande bandeira de quem mais não sabe, são os argumentos contra o PS, vejamos bem a coisa:
Quem já tirou parte, e há-de tirar o restante do tapete ao PSD, são os cidadãos nas eleições, e certamente que não por culpa das pretensas "fragilidades" que Delgado gostaria de achar no PS.
O PS sabe bem que não ganhou a câmara, como sabe que há-de continuar a trabalhar para ganhá-la. O que não quer dizer que isso seja de alguma forma inconciliável, muito pelo contrário, por assumir compromissos e responsabilidades, e trabalhar o mais possível, guiado pelos seus ideais e programa sufragado, com diálogo com o presidente e vereadores PSD, na senda dos interesses de Tomar e dos tomarenses.
Se, contudo, o meu caro homólogo pretende que o PS termine a partilha de responsabilidades, abruptamente antes do fim do mandato, vai esperar sentado e entediado.
O PS sabe assumir e cumprir as responsabilidades que adquire e não tem duas caras. Enquanto eu tiver uma palavra a dizer será indubitavelmente assim, e eu próprio o deixei claro em Assembleia Municipal última.
Daí, não sei bem o que entende por atrevido o agora presidente do PSD. Será ele contudo, que terá de mostrar que atrevimento tem, e se não gosta de ver o PSD sujeito a negociar com o PS, ter sim a coragem de terminar com o acordo (que ele diz desconhecer mas que é público). Se for capaz.
E dizer depois a todos os cidadãos como faz para governar a câmara, sendo certo que esta precisa de maioria para conseguir efectivamente governar, para mais nas circunstâncias difíceis em que se encontra.
Será que está desejoso de correr para os braços de Pedro Marques e da renegada laranja Graça Costa, e os demais independentes associados anti partidos? Então, força. Bem, pode até ser mais corajoso, e anunciar já Pedro Marques como candidato do PSD daqui a quatro anos!
Hum, que tal? Isso é que era atrevimento. Também, fim de ciclo por fim de ciclo, era só uma questão de juntar as famílias...
Não, é mesmo de política que se trata. Pois o novel presidente do PSD local, José Delgado, afinal lá deu uma entrevista, na última quarta feira penso eu, à rádio Hertz. Não ouvi, mas ainda ontem durante a tarde me contactaram a fazer um pequeno relato, e o próprio mo confirmou à noite, no jantar de aniversário da Casa do Concelho de Tomar em Lisboa.
Então, na ânsia de mostrar serviço, e ruptura que parece ser coisa em voga naquele partido, o meu caro homólogo laranja lá vai dizendo que o PS anda muito atrevido e que «vai tirar o tapete ao PSD».
Eu, é sabido, não gosto de me meter em casa alheia, mas já que a grande bandeira de quem mais não sabe, são os argumentos contra o PS, vejamos bem a coisa:
Quem já tirou parte, e há-de tirar o restante do tapete ao PSD, são os cidadãos nas eleições, e certamente que não por culpa das pretensas "fragilidades" que Delgado gostaria de achar no PS.
O PS sabe bem que não ganhou a câmara, como sabe que há-de continuar a trabalhar para ganhá-la. O que não quer dizer que isso seja de alguma forma inconciliável, muito pelo contrário, por assumir compromissos e responsabilidades, e trabalhar o mais possível, guiado pelos seus ideais e programa sufragado, com diálogo com o presidente e vereadores PSD, na senda dos interesses de Tomar e dos tomarenses.
Se, contudo, o meu caro homólogo pretende que o PS termine a partilha de responsabilidades, abruptamente antes do fim do mandato, vai esperar sentado e entediado.
O PS sabe assumir e cumprir as responsabilidades que adquire e não tem duas caras. Enquanto eu tiver uma palavra a dizer será indubitavelmente assim, e eu próprio o deixei claro em Assembleia Municipal última.
Daí, não sei bem o que entende por atrevido o agora presidente do PSD. Será ele contudo, que terá de mostrar que atrevimento tem, e se não gosta de ver o PSD sujeito a negociar com o PS, ter sim a coragem de terminar com o acordo (que ele diz desconhecer mas que é público). Se for capaz.
E dizer depois a todos os cidadãos como faz para governar a câmara, sendo certo que esta precisa de maioria para conseguir efectivamente governar, para mais nas circunstâncias difíceis em que se encontra.
Será que está desejoso de correr para os braços de Pedro Marques e da renegada laranja Graça Costa, e os demais independentes associados anti partidos? Então, força. Bem, pode até ser mais corajoso, e anunciar já Pedro Marques como candidato do PSD daqui a quatro anos!
Hum, que tal? Isso é que era atrevimento. Também, fim de ciclo por fim de ciclo, era só uma questão de juntar as famílias...
quinta-feira, março 04, 2010
info associativo
(clicar para alargar a imagem)
Formação de interesse variado, em especial para dirigentes e activistas do mundo associativo em geral, promovida pela FAJUDIS (Federação das Associações Juvenis do Distrito de Santarém), em parceria com o Sport Clube Operário de Cem Soldos e pela Terras do Tejo.
quarta-feira, março 03, 2010
info institucional
O deputado socialista João Sequeira, eleito pelo distrito de Santarém, camarada e amigo, acaba de lançar a sua página pessoal onde divulga a acção política, bem como outras informações relativas, ao PS, ao Parlamento e afins.
É naturalmente uma boa forma de comunicar e estreitar o relacionamento com os cidadãos. Está de parabéns!
consultar em: http://www.joaosequeira.com/
consultar em: http://www.joaosequeira.com/
terça-feira, março 02, 2010
domingo, fevereiro 28, 2010
Ponto Contra Ponto
À mesma hora que Pacheco Pereira (o que eu havia de invocar!!) está na SIC Notícias a apresentar o seu programa de mesmo nome que este post, onde aborda aspectos da comunicação social, faço-o eu também mais uma vez sobre a dita local.
Desta vez, tendo como fundo as eleições já ocorridas no PSD local. Não, não é para falar sobre essas mentes que andam para aí muito preocupadas sobre as supostas inquietações do PS derivadas do resultado. O que acontece no seio do PSD é problema no PSD, e a forma como o PSD agir externamente, será sempre problema em primeiro lugar, também do PSD.
A questão é mesmo sobre a comunicação social e sobre as suas funções e motivações.
Eu confesso que rádios locais praticamente não ouço a não ser quando de muito em vez, vou no carro a horas dos noticiários, e quanto aos jornais desfolho-os um pouco por obrigação, mas ainda assim quase sempre a correr - como julgo cada vez mais tomarenses o fazem, ou pelo menos assim mo dizem. Por alguma razão será.
Em todo o caso, e ressalvando a hipótese de me ter distraído, não dei por nenhuma entrevista aos dois candidatos a líderes do PSD local. Artigos de opinião dos próprios ou de apoiantes de um e de outro sim, mas entrevista em discurso directo não, e penso que na rádio também não.
Ora, quando quem são, o que pensam, o que fazem, os candidatos ao partido que detém a maioria na gestão da CMT, e a deteve em maioria absoluta nos últimos doze anos, não é importante a ponto de ser notícia, francamente não sei o que seja. Não é de agora, mas parece-me que a comunicação social local anda enganada, desde logo quanto à sua função, e depois quanto ao que aos tomarenses interessa.
Por muito que seja moda dizer que não se gosta e nada se quer ter com política, a verdade é que o assunto interessa às pessoas, até porque é assunto no dia-a-dia nabantino. Mas mesmo que não interesse, o relato e acompanhamento do que acontece na política (e não nas novelas paralelas), faz parte da obrigação cívica da comunicação social, até porque ela é um dos, se não o principal como vem sendo visto, e mesmo que não oficial, poderes do Estado.
Desta vez, tendo como fundo as eleições já ocorridas no PSD local. Não, não é para falar sobre essas mentes que andam para aí muito preocupadas sobre as supostas inquietações do PS derivadas do resultado. O que acontece no seio do PSD é problema no PSD, e a forma como o PSD agir externamente, será sempre problema em primeiro lugar, também do PSD.
A questão é mesmo sobre a comunicação social e sobre as suas funções e motivações.
Eu confesso que rádios locais praticamente não ouço a não ser quando de muito em vez, vou no carro a horas dos noticiários, e quanto aos jornais desfolho-os um pouco por obrigação, mas ainda assim quase sempre a correr - como julgo cada vez mais tomarenses o fazem, ou pelo menos assim mo dizem. Por alguma razão será.
Em todo o caso, e ressalvando a hipótese de me ter distraído, não dei por nenhuma entrevista aos dois candidatos a líderes do PSD local. Artigos de opinião dos próprios ou de apoiantes de um e de outro sim, mas entrevista em discurso directo não, e penso que na rádio também não.
Ora, quando quem são, o que pensam, o que fazem, os candidatos ao partido que detém a maioria na gestão da CMT, e a deteve em maioria absoluta nos últimos doze anos, não é importante a ponto de ser notícia, francamente não sei o que seja. Não é de agora, mas parece-me que a comunicação social local anda enganada, desde logo quanto à sua função, e depois quanto ao que aos tomarenses interessa.
Por muito que seja moda dizer que não se gosta e nada se quer ter com política, a verdade é que o assunto interessa às pessoas, até porque é assunto no dia-a-dia nabantino. Mas mesmo que não interesse, o relato e acompanhamento do que acontece na política (e não nas novelas paralelas), faz parte da obrigação cívica da comunicação social, até porque ela é um dos, se não o principal como vem sendo visto, e mesmo que não oficial, poderes do Estado.
circunspecto...
... é o que me chama, acabo de ler, António Rebelo no seu Tomar a Dianteira, referindo-se a um post deste 'algures'.
Bom, já me terá chamado pior. No caso presente, se embora em relação a este espaço (que já vai a caminho dos 7 anos) estará um pouco longe da realidade e uma leitura mais alongada dos posts poderá comprová-lo, já em relação com a minha postura no mundo real, em especial na minha existência política, terá alguma razão.
Circunspecto, cauteloso, prudente - são atributos que muitas vezes me tenho forçado a ser.
Nada mais a propósito, é que esse aspecto da minha forma de agir tem sido alvo das minhas mais recentes reflexões e auto-análises, e parece-me que essa forma de estar vai passar a ser menos frequente.
Bom, já me terá chamado pior. No caso presente, se embora em relação a este espaço (que já vai a caminho dos 7 anos) estará um pouco longe da realidade e uma leitura mais alongada dos posts poderá comprová-lo, já em relação com a minha postura no mundo real, em especial na minha existência política, terá alguma razão.
Circunspecto, cauteloso, prudente - são atributos que muitas vezes me tenho forçado a ser.
Nada mais a propósito, é que esse aspecto da minha forma de agir tem sido alvo das minhas mais recentes reflexões e auto-análises, e parece-me que essa forma de estar vai passar a ser menos frequente.
envergonhado?!!!
Estava aqui de volta de uns textos onde a dado momento aparece a palavra vergonha, e me lembro de uma frase que ficou sem resposta na última Assembleia Municipal. A dada altura o deputado João Simões acusa o PS (e portanto acusou-me a mim, pois fora eu que usara da palavra) de usar de uma postura envergonhada (não me lembro exactamente da frase) para defender o Orçamento do Município para 2010.
Ora, ficou sem resposta e dela não precisava, se há coisa que ficou demonstrada é que no PS nabantino (e eu seguramente) dizemos o que bem entendemos dizer quando entendemos importante, sem qualquer restrição, doa a quem doer, e por mais inoportuno ou politicamente incorrecto que possa parecer.
sábado, fevereiro 27, 2010
trovoada
Hoje em Tomar chove e faz muito vento, mas temporal ouvi dizer que foi ontem, parece que o estrago foi grande na cultura da laranja nabantina, bem capaz de afectar as colheitas dos próximos anos.
modas
As redes sociais na internet estão e estarão cada vez mais na moda. Facebook, HI5, Orkut, Plaxo, Twitter, entre outras.
Para divulgação de eventos ou de causas, para promoção pessoal e profissional, para promoção de instituições, ou simplesmente numa forma fácil de eliminar distâncias entre amigos e conhecidos.
Como todas as modas, como todas as tecnologias, também esta tem coisas melhores e piores.Para divulgação de eventos ou de causas, para promoção pessoal e profissional, para promoção de instituições, ou simplesmente numa forma fácil de eliminar distâncias entre amigos e conhecidos.
Uma das que não é propriamente má, mas a mim que gosto das coisas da psicologia e da sociologia, parece particularmente interessante, é aquela faceta que que se revela em muitos, dos que não pretendem mais de que por um qualquer sintoma, mostrar que têm muitos amigos.
Claro, amigos virtuais (e ainda assim fica um pouco aquém do conceito de amigo virtual). No meu caso chegam-me convites ao HI5 (plataforma à qual nunca achei grande interesse, por ser até no aspecto, demasiado pro-teenager) e ao Facebook de pessoas que nunca vi na vida! Por norma não aceito esses convites, a não ser quando por análise ao perfil da pessoa, fique a dúvida se até já num qualquer contexto, social, profissional ou mais provavelmente político, possa ter cruzado com essa pessoa e não me recorde. Não tenho em todo caso muitas desses casos desses no Facebook (no HI5 nem sei bem, praticamente nunca lá vou).
Claro, amigos virtuais (e ainda assim fica um pouco aquém do conceito de amigo virtual). No meu caso chegam-me convites ao HI5 (plataforma à qual nunca achei grande interesse, por ser até no aspecto, demasiado pro-teenager) e ao Facebook de pessoas que nunca vi na vida! Por norma não aceito esses convites, a não ser quando por análise ao perfil da pessoa, fique a dúvida se até já num qualquer contexto, social, profissional ou mais provavelmente político, possa ter cruzado com essa pessoa e não me recorde. Não tenho em todo caso muitas desses casos desses no Facebook (no HI5 nem sei bem, praticamente nunca lá vou).
Mas é evidente que há pessoas com mãos cheias de "amigos" nessas redes com quem nunca trocaram uma palavra, ou mesmo nunca viram. Há muita gente "amiga" na internet que é bem capaz de se cruzar na rua e não se conhecer. Para mim, como disse, isto é estranho, mas igualmente muito interessante, pois muito revela da personalidade genérica do ser humano.
Além de fazer lembrar aquela coisa muito adolescente, de por exemplo quando íamos a uma visita de estudo na escola, andarmos a pedir o número às raparigas todas que víamos (e elas a nós) simplesmente para chegar ao fim do dia e dizermos que tínhamos mais números de "novas amigas" que o nosso melhor amigo. (e quando fui adolescente os telemóveis ainda eram mais ou menos ficção científica, o mais parecido que havia eram uns tijolos enormes, tínhamos que nos contentar com números de rede fixa).
terça-feira, fevereiro 23, 2010
prevenção
Ora, descobri há pouco que há um novo blogue de má língua cá na terra (anónimo, como é costume). Investigando um pouco o espaço descubro que é seguidor do "algures aqui", sendo aliás este o único blogue por lá identificado.
Como eu já ando por cá há uns tempos, e já sei do que a casa gasta, serve este post apenas para garantir que nada tenho que ver com a autoria desse blogue.
Aproveitando esclareço: eu nada tenho contra a má-língua, pelo contrário, se inteligente e com algum humor pode ser um excelente serviço, pelo o qual tenho aliás particular gosto. Na TV por exemplo, tenho canais que nunca mais acabam, mas é quase como se só tivesse um (até porque vejo pouco), que é a SIC Notícias, onde sempre que posso vejo o "Eixo do Mal" que é exactamente desta índole (já para não falar no novo programa dos marretas, o "Plano Inclinado" - Medina Carreira e Mário Crespo havia de dar o quê?). A "contra-informação" na RTP é outro bom exemplo, embora já não consiga perceber quando é que é transmitido. E é inevitável falar nos Gato Fedorento (que têm férias muito longas!).
Ainda nesta onda, aconselha-se por exemplo o "governo sombra" na TSF, ou na escrita jornalística, por exemplo os artigos de Miguel Esteves Cardoso (embora noutros tempos fossem melhores).
Não há portanto, nada contra a má-língua, desde que percebendo que até esta tem regras.
O que não não é costume acontecer por Tomar, onde, certamente por incapacidade para mais, se confunde má-lingua com falar mal, onde se confunde ironia ou humor, com parvoíce e calúnia.
Sobre o blogue que dá origem a este post, deseja-se melhor sorte que os muitos que o antecederam cá pela nabância, para o qual será necessário julgo eu, aceitar a diferença entre os dois estados que antes enunciei, e praticar apenas o primeiro.
Como eu já ando por cá há uns tempos, e já sei do que a casa gasta, serve este post apenas para garantir que nada tenho que ver com a autoria desse blogue.
Aproveitando esclareço: eu nada tenho contra a má-língua, pelo contrário, se inteligente e com algum humor pode ser um excelente serviço, pelo o qual tenho aliás particular gosto. Na TV por exemplo, tenho canais que nunca mais acabam, mas é quase como se só tivesse um (até porque vejo pouco), que é a SIC Notícias, onde sempre que posso vejo o "Eixo do Mal" que é exactamente desta índole (já para não falar no novo programa dos marretas, o "Plano Inclinado" - Medina Carreira e Mário Crespo havia de dar o quê?). A "contra-informação" na RTP é outro bom exemplo, embora já não consiga perceber quando é que é transmitido. E é inevitável falar nos Gato Fedorento (que têm férias muito longas!).
Ainda nesta onda, aconselha-se por exemplo o "governo sombra" na TSF, ou na escrita jornalística, por exemplo os artigos de Miguel Esteves Cardoso (embora noutros tempos fossem melhores).
Não há portanto, nada contra a má-língua, desde que percebendo que até esta tem regras.
O que não não é costume acontecer por Tomar, onde, certamente por incapacidade para mais, se confunde má-lingua com falar mal, onde se confunde ironia ou humor, com parvoíce e calúnia.
Sobre o blogue que dá origem a este post, deseja-se melhor sorte que os muitos que o antecederam cá pela nabância, para o qual será necessário julgo eu, aceitar a diferença entre os dois estados que antes enunciei, e praticar apenas o primeiro.
segunda-feira, fevereiro 22, 2010
sábado, fevereiro 20, 2010
consternação
«As nossas tragédias são sempre de uma profunda banalidade para os outros»
Oscar Wilde
Envolvido em várias outras actividades até ao meio da tarde, onde nunca o assunto surgiu, e depois disso enfiado na minha actual labuta entre "papéis académicos", só há pouco me apercebi ao ligar a televisão para as (minhas) primeiras notícias do dia, do que se passou/está a passar na Madeira.
É verdade que não é o Haiti, mas ver imagens como as que as TVs estão a passar, mostrando como a natureza além de imprevisível, pode ser avassaladora (e às vezes ajudada pelo desmazelo ou irresponsabilidade do Homem), é sempre razão para nos sentirmos insignificantes no mundo, e horrificamente deslumbrados por ele.
sexta-feira, fevereiro 19, 2010
quinta-feira, fevereiro 18, 2010
info cultural
A tomarense e amiga Engrácia Cardoso tem patente em Lisboa mais uma exposição de pintura. Desta feita com o título animalidades na Galeria Corrente d'Arte.
A visita obviamente recomenda-se.
(Galeria Corrente d'Arte, Av. D. Carlos I, 109 - ali a subir de Santos para São Bento.)
quarta-feira, fevereiro 17, 2010
Deontologia... às vezes.
| Os jornalistas portugueses regem-se por um Código Deontológico que aprovaram em 4 de Maio de 1993, numa consulta que abrangeu todos os profissionais detentores de Carteira Profissional. O texto do projecto havia sido preliminarmente discutido e aprovado em Assembleia Geral realizada em 22 de Março de 1993. Dado o circo instalado na actualidade (pão e circo, já sabiam os romanos, é o que a malta gosta), e no preciso momento em que alguém que eu considerava um jornalista minimamente profissional (e não isento, que isso ninguém é), está na comissão de ética da AR a comportar-se como o menino a quem tiraram o chupa-chupa (e em troco ganhou um saco cheio!...), tive curiosidade em ir relembrar o que dizem os mandamentos da profissão jornalística. Não deixa de ser muito interessante... ler o que (já) pouco é respeitado, a começar logo pelos primeiros dois pontos. E depois, haja ou não razão, lá vêm os corporativismos, como agora é bem perceptível em relação aos jornalistas. Já se sabe que em relação a estes, como a qualquer outro grupo de interesses, os malandros são sempre os mesmos: os políticos. (Sim, hoje os do PS, mas amanhã serão os do PSD, ou quaisquer outros que estejam no poder - calha a todos). Como diria outro que também teve a sua quota de alfinetadas, e acabou por mandar tudo às urtigas, como se calhar embora menos provável, o actual primeiro acabará por fazer: É A VIDA! E depois queixam-se que este país não tem emenda. Código Deontológico dos Jornalistas Portugueses |
1.O jornalista deve relatar os factos com rigor e exactidão e interpretá-los com honestidade. Os factos devem ser comprovados, ouvindo as partes com interesses atendíveis no caso. A distinção entre notícia e opinião deve ficar bem clara aos olhos do público. 2.O jornalista deve combater a censura e o sensacionalismo e considerar a acusação sem provas e o plágio como graves faltas profissionais. 3.O jornalista deve lutar contra as restrições no acesso às fontes de informação e as tentativas de limitar a liberdade de expressão e o direito de informar. É obrigação do jornalista divulgar as ofensas a estes direitos. 4.O jornalista deve utilizar meios leais para obter informações, imagens ou documentos e proibir-se de abusar da boa-fé de quem quer que seja. A identificação como jornalista é a regra e outros processos só podem justificar-se por razões de incontestável interesse público. 5.O jornalista deve assumir a responsabilidade por todos os seus trabalhos e actos profissionais, assim como promover a pronta rectificação das informações que se revelem inexactas ou falsas. O jornalista deve também recusar actos que violentem a sua consciência. 6.O jornalista deve usar como critério fundamental a identificação das fontes. O jornalista não deve revelar, mesmo em juízo, as suas fontes confidenciais de informação, nem desrespeitar os compromissos assumidos, excepto se o tentarem usar para canalizar informações falsas. As opiniões devem ser sempre atribuídas. 7.O jornalista deve salvaguardar a presunção da inocência dos arguidos até a sentença transitar em julgado. O jornalista não deve identificar, directa ou indirectamente, as vítimas de crimes sexuais e os delinquentes menores de idade, assim como deve proibir-se de humilhar as pessoas ou perturbar a sua dor. 8.O jornalista deve rejeitar o tratamento discriminatório das pessoas em função da cor, raça, credos, nacionalidade ou sexo. 9.O jornalista deve respeitar a privacidade dos cidadãos excepto quando estiver em causa o interesse público ou a conduta do indivíduo contradiga, manifestamente, valores e princípios que publicamente defende. O jornalista obriga-se, antes de recolher declarações e imagens, a atender às condições de serenidade, liberdade e responsabilidade das pessoas envolvidas. 10.O jornalista deve recusar funções, tarefas e benefícios susceptíveis de comprometer o seu estatuto de independência e a sua integridade profissional. O jornalista não deve valer-se da sua condição profissional para noticiar assuntos em que tenha interesses. |
segunda-feira, fevereiro 15, 2010
quinta-feira, fevereiro 11, 2010
regabofe
"Num tempo de engano universal, dizer a verdade é um acto revolucionário"
George Orwell
Este país parece apostado a mostrar que não sabe ou não gosta de viver em Democracia. Confunde-se Liberdade com libertinagem.
Está tudo apostado em mandar o primeiro-ministro para casa, a começar pelos amigos dele que só metem argoladas.
Por mais que isso possa vir a satisfazer os egos, os ódios, e todos os demais sentimos ruins que perpassam na nossa sociedade carente de valores, o que se está a passar é muito grave, e se o Governo cair será muito pior.
Muito mais que as questões da economia, e o que isso poderá agravar da credibilidade do Estado, da pressão das agências de rating, etc, o que é grave em tudo isto é o Estado de Direito que se está a esvanecer.
Acabaram-se os direitos individuais, a presunção de inocência, o respeito pelas leis e pelas regras. Os julgamentos são feitos na comunicação social e nas ruas.
Ao contrário da imagem que muitos conseguem fazer passar, não é a liberdade de expressão que está em risco, mas o exacto contrário. Em Portugal todos dizem o que querem, fazem o que bem entendem, que nada lhes acontece; por maior que seja o disparate, a mentira, a calúnia, enfim...
Já nem os tribunais de nada valem. Todo o país sabe hoje, que um tribunal decretou uma providência cautelar sobre a publicação de escutas que envolvam um cidadão em particular, dando-lhe razão sobre os seus direitos individuais. Pois todos sabemos já que esse jornal ignorará essa ordem. É razão para estarmos felizes? Eu acho que não, a partir daqui tudo é possível. Se nem aos tribunais atribuirmos autoridade, quem zelará pelo Estado?
E Sócrates, é culpado de alguma coisa? Não sei. Que mexeu em muitos interesses não tenho dúvidas, alguns mexem-se na sombra.
A ele será cada vez mais difícil a sobrevivência política, provavelmente sem culpas naquilo que o acusam, ou se algumas tiver, provavelmente nunca o saberemos, porque cada vez mais é a vontade de o sacrificar, e com ele o seu Governo. Mas o que os seus opositores não percebem, ou não querem perceber alimentados pelos seus desejos mais imediatos, desde logo caindo muitas vezes em atitudes e afirmações que a si próprios negam (por exemplo quando políticos comentam decisões judiciais, esquecendo os princípios fundamentais que regem a nossa Constituição e a Lei), é que Sócrates quando muito perderá na imagem pessoal, mas quem perde verdadeiramente com todo o disparate instalado é a Política, são os políticos, os partidos, a credibilidade das instituições e a confiança nelas, todas sem excepção - Presidente da República, Governo, Parlamento, Tribunais - mas também a própria comunicação social, o Estado de Direito, os princípios da legalidade, e por aí fora, até chegar a cada um de nós, e aos nossos direitos individuais que deixam de estar protegidos, e disponíveis para qualquer fome mediática.
Ditadura? Não é. Mas Democracia também não me parece. É a realidade de um país cada vez mais sem sentido, onde rareia cultura, educação, inteligência e bom senso. Onde faltam valores. Um país cada vez mais anárquico, onde falta responsabilidade, animado por bobos da corte que nos enchem as televisões de afirmações que são insultos à inteligência; um país que não sabe pensar por si, precisando de manadas de comentadores que nos "explicam" como bem entendem a suposta realidade que vivemos.
A Sócrates talvez não reste muito tempo como Primeiro-ministro, mas depois virá outro a quem acusarão das mesmas ou de similares culpas, e a seguir outro e por aí fora.
Somos um país ingénuo e assim sem emenda. Praticamente sem experiência (quanto mais maturidade!) democrática.
E depois fazemos esgares hipócritas de admiração, quando alguns pedem um novo Salazar!
.
terça-feira, fevereiro 09, 2010
segunda-feira, fevereiro 08, 2010
__por mais um final
E na inutilidade dos dias que passam
não descubro mais razão ou sorte em mim
não no jejuar dos lírios em gotas frias do orvalho matutino
não no piar doce das rolas ao fechar os olhos com o deitar do sol
entre esses dias
e entre todo o renascer das virgens flores
e o cair das folhas amarelas crispadas, mortas, por onde já vivi
sou apenas a mesma massa de disformidade humana
crasso molde inacabado que ninguém ao certo deseja completar.
O vazio constante cresce abrupto
sugando-me a dentro, sempre
as marés de algo meu que seja vida
enchem e escoam sem areia molhar
assim cheguei, sem pensar, a mais um final
talvez prematuro ainda que ansiado
algo dei, algo fiz, cheguei julgar saber
e quando caem as últimas folhas
ainda que apenas as andorinhas se baptizem no voo
amigo feitos, amigos idos, e a estação é só mais uma...
- Alguém sabe quem sou?
no baú de silêncios, com já mais de uma década, encontrei um guião para esta hora. Naquele dia o contexto era outro e irrepetível, mas a questão acompanhar-me-á sempre.
- porque está este post às cores? Hum, uma pergunta difícil de cada vez se faz favor!...
- porque está este post às cores? Hum, uma pergunta difícil de cada vez se faz favor!...
um herói português...
... que os suecos já descobriram.
É não permite comentários, deve mesmo ser visto, com bom som e mesmo até ao fim. Demora um pouco a carregar mas vale a pena.
http://en.tackfilm.se/?id=1263505032304RA96
É não permite comentários, deve mesmo ser visto, com bom som e mesmo até ao fim. Demora um pouco a carregar mas vale a pena.
http://en.tackfilm.se/?id=1263505032304RA96
terça-feira, fevereiro 02, 2010
censura ou sem lisura ou sem vergonha
Esta questão da alegada conversa do Primeiro-ministro acerca do jornalista Mário Crespo inquieta-me.
Para já, contínuo convencido que ou não será verdade, ou, não sendo falsa, será muito diferente da forma como se apresenta.
Esta convicção baseia-se numa questão de lógica e de presumido bom senso. Primeiro porque não acredito que o que diga ou não a comunicação social preocupe assim tanto Sócrates; depois, porque mesmo que preocupasse não o imagino a ter essas conversas ao restaurante onde todos pudessem ouvir; por fim, porque mesmo que o fizesse, não me parece que a sua grande preocupação, convenhamos, fosse Mário Crespo, que por bom jornalista que seja, está quase reduzido a um simples moderador dos frente-a-frente entre os vários convidados do jornal das 9 da SIC Notícias.
Quer-me por isso parecer que muito disparate existe, nesta como noutras notícias similares que têm ocorrido.
De qualquer forma inquieta-me, por um lado porque a ser verdade, não numa perspectiva de opinião, porque opiniões sobre os outros todos temos e com direito a tê-las sejam elas positivas ou negativas, mas na linha de tentar influenciar ou mesmo condicionar a comunicação social, seria grave; por outro porque não sendo, confirma esta tendência cada vez maior de vivermos na base do boato (tudo, mas principalmente este ponto muito se aplica a Tomar), da calúnia, da falsa notícia ou opinião que passa a facto, e não sendo provada também nunca verdadeiramente se consegue contestar, persistindo no tempo como uma insinuação de veracidade.
Seja como for, isto é certo: Mário Crespo deve como jornalista responsável que acredito ser, formalizar o que acusa com uma queixa na ERC, sob pena de ser acusado de estar apenas a "mandar bitaites"; o Primeiro-ministro se está isento do que é acusado deve apresentar queixa por difamação nos tribunais, porque se o estiver, nada disto tem que ver com liberdade de informação mas com simples calúnia.
Uma nota final para o Director do JN. Na minha opinião esteve absolutamente correcto ao não publicar aquilo que não era um artigo de opinião de Mário Crespo, mas incontestavelmente uma suposta notícia (ainda para mais em causa própria), sem ter para a mesma qualquer contraditório.
Assim procedessem sempre todos os responsáveis pelos orgãos da comunicação social.
(e lá voltamos a Tomar: entre tantos exemplos ao longo dos anos, principalmente nos jornais, o que dizer na actualidade de um certo programa semanal da rádio Hertz, onde sem qualquer contraditório se confundem factos com opinião, e que não tem qualquer outro propósito que não seja o ataque aos alvos dos comentadores residentes?)
Para já, contínuo convencido que ou não será verdade, ou, não sendo falsa, será muito diferente da forma como se apresenta.
Esta convicção baseia-se numa questão de lógica e de presumido bom senso. Primeiro porque não acredito que o que diga ou não a comunicação social preocupe assim tanto Sócrates; depois, porque mesmo que preocupasse não o imagino a ter essas conversas ao restaurante onde todos pudessem ouvir; por fim, porque mesmo que o fizesse, não me parece que a sua grande preocupação, convenhamos, fosse Mário Crespo, que por bom jornalista que seja, está quase reduzido a um simples moderador dos frente-a-frente entre os vários convidados do jornal das 9 da SIC Notícias.
Quer-me por isso parecer que muito disparate existe, nesta como noutras notícias similares que têm ocorrido.
De qualquer forma inquieta-me, por um lado porque a ser verdade, não numa perspectiva de opinião, porque opiniões sobre os outros todos temos e com direito a tê-las sejam elas positivas ou negativas, mas na linha de tentar influenciar ou mesmo condicionar a comunicação social, seria grave; por outro porque não sendo, confirma esta tendência cada vez maior de vivermos na base do boato (tudo, mas principalmente este ponto muito se aplica a Tomar), da calúnia, da falsa notícia ou opinião que passa a facto, e não sendo provada também nunca verdadeiramente se consegue contestar, persistindo no tempo como uma insinuação de veracidade.
Seja como for, isto é certo: Mário Crespo deve como jornalista responsável que acredito ser, formalizar o que acusa com uma queixa na ERC, sob pena de ser acusado de estar apenas a "mandar bitaites"; o Primeiro-ministro se está isento do que é acusado deve apresentar queixa por difamação nos tribunais, porque se o estiver, nada disto tem que ver com liberdade de informação mas com simples calúnia.
Uma nota final para o Director do JN. Na minha opinião esteve absolutamente correcto ao não publicar aquilo que não era um artigo de opinião de Mário Crespo, mas incontestavelmente uma suposta notícia (ainda para mais em causa própria), sem ter para a mesma qualquer contraditório.
Assim procedessem sempre todos os responsáveis pelos orgãos da comunicação social.
(e lá voltamos a Tomar: entre tantos exemplos ao longo dos anos, principalmente nos jornais, o que dizer na actualidade de um certo programa semanal da rádio Hertz, onde sem qualquer contraditório se confundem factos com opinião, e que não tem qualquer outro propósito que não seja o ataque aos alvos dos comentadores residentes?)
gestão à tuga
Nos dois jornais da cidade nabantina encontramos na semana que passou uma nota dos funcionários dos Serviços de Higiene e Limpeza da Câmara Municipal de Tomar, a agradecer publicamente "o gesto" da Junta de Freguesia de Casais. O gesto não é mais que um jantar oferecido não sabemos onde, e onde estiveram 50 pessoas diz o Cidade de Tomar, 70 diz O Templário, (apostemos nas 60).
Ora, este gesto vindo sabe-se lá a que propósito, é aquilo a que eu chamaria de despesismo, infelizmente muito habitual em muitas destas (mini) autarquias (e ao que parece naquela em particular), cuja existência é posta em causa por atitudes destas, uma vez que muitas gastam os seus orçamentos exactamente em almoços, jantares e passeios. Mas dizem sempre que precisam de mais dinheiro. Se é para isto, ainda bem que não têm.
É que os dinheiros que pagam estes jantares, por muito justificados que possam ser, são públicos, e o combate ao enorme desperdício do Estado, e à colossal má gestão que tem imperado, começa nestas coisas, por mais insignifcantes que possam parecer. (é como o Alberto João a dizer que as transferências a mais que quer na Madeira não têm significado orçamental!).
E agora imaginemos: que todas as juntas do concelho decidem fazer o mesmo (porque senão as outras é que são más juntas); mas depois não pode ser só a estes serviços, o que vão dizer os outros?, portanto no caso do município de Tomar são cerca de 400 funcionários; e depois as outras 4244 freguesias do país - continuaria a parecer pouca coisa?
A verdade é que uma análise à execução orçamental a muitas juntas, verificaria que boa parte do orçamento, por curto que ele seja, é desperdício neste tipo de coisas. E assim, é difícil sairmos da cepa torta.
Ora, este gesto vindo sabe-se lá a que propósito, é aquilo a que eu chamaria de despesismo, infelizmente muito habitual em muitas destas (mini) autarquias (e ao que parece naquela em particular), cuja existência é posta em causa por atitudes destas, uma vez que muitas gastam os seus orçamentos exactamente em almoços, jantares e passeios. Mas dizem sempre que precisam de mais dinheiro. Se é para isto, ainda bem que não têm.
É que os dinheiros que pagam estes jantares, por muito justificados que possam ser, são públicos, e o combate ao enorme desperdício do Estado, e à colossal má gestão que tem imperado, começa nestas coisas, por mais insignifcantes que possam parecer. (é como o Alberto João a dizer que as transferências a mais que quer na Madeira não têm significado orçamental!).
E agora imaginemos: que todas as juntas do concelho decidem fazer o mesmo (porque senão as outras é que são más juntas); mas depois não pode ser só a estes serviços, o que vão dizer os outros?, portanto no caso do município de Tomar são cerca de 400 funcionários; e depois as outras 4244 freguesias do país - continuaria a parecer pouca coisa?
A verdade é que uma análise à execução orçamental a muitas juntas, verificaria que boa parte do orçamento, por curto que ele seja, é desperdício neste tipo de coisas. E assim, é difícil sairmos da cepa torta.
sábado, janeiro 30, 2010
saldos
A época é de saldos, e diz quem sabe que não está caro...
Este também foi uma contribuição externa cá para o blogue, mas se calhar não posso dizer quem enviou...
quinta-feira, janeiro 28, 2010
quando não se tem mais que fazer...
Continuo de alguma forma fascinado com a quantidade de email's com falsas notícias, afirmações, histórias e sei lá mais, que recebo em permanência - e por vezes, em duplicado, em triplicado, em quadriplicado,... impressionante a capacidade de replicação da internet!
Das toneladas de emails de treta, lá abro um ou outro e fico espantado quando, mesmo pessoas com responsabilidade - seja pela formação, seja pela profissão - enviam por exemplo as tais notícias, quase sempre bombásticas, sobre assuntos que deveriam saber ser falsos, ou dexcontextualizados, desvirtuados, etecétera...
Uns percebe-se que não foram sequer lidos, outros que de facto revelam desconhecimento de coisas que, ao menos para quem tem a tal responsabilidade, deveriam ser básicas. Supostas verdades sobre assuntos da administração pública, da justiça, da política, dos bancos, dos clubes, e sei lá mais o quê, - quando não entram no domínio do cor de rosa: o salário deste, a opção sexual do outro, a casa nova, o carro, o quadro no gabinete...
Talvez seja verdade que, como dizem alguns especialistas, a internet faz a pessoas lerem menos e ficarem (intelectualmente vá) mais estúpidas.
Das toneladas de emails de treta, lá abro um ou outro e fico espantado quando, mesmo pessoas com responsabilidade - seja pela formação, seja pela profissão - enviam por exemplo as tais notícias, quase sempre bombásticas, sobre assuntos que deveriam saber ser falsos, ou dexcontextualizados, desvirtuados, etecétera...
Uns percebe-se que não foram sequer lidos, outros que de facto revelam desconhecimento de coisas que, ao menos para quem tem a tal responsabilidade, deveriam ser básicas. Supostas verdades sobre assuntos da administração pública, da justiça, da política, dos bancos, dos clubes, e sei lá mais o quê, - quando não entram no domínio do cor de rosa: o salário deste, a opção sexual do outro, a casa nova, o carro, o quadro no gabinete...
Talvez seja verdade que, como dizem alguns especialistas, a internet faz a pessoas lerem menos e ficarem (intelectualmente vá) mais estúpidas.
quarta-feira, janeiro 27, 2010
como se fazem os bebés...
No meu tempo não me lembro de ver desenhos animados destes.
Se não fosse a revista Gina, essa instituição cujo importante património o Estado lamentavelmente se esqueceu de preservar, o que teria sido da minha geração e das anteriores!
sexta-feira, janeiro 22, 2010
genial
Agora que já saiu de mainstream, recordo o génio Freddie Mercury, os fenomenais Queen, e os brincalhões Muppets.
terça-feira, janeiro 19, 2010
vida simples
A simplicidade é um tesouro infinito.
Se não podes ter o que queres, contenta-te com o que tens.
provérbio árabe
Se não podes ter o que queres, contenta-te com o que tens.
provérbio árabe
profunda contribuição da Paula T.
de viajar precisa-se
"Morre lentamente quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem destrói o seu amor-próprio,
Quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem destrói o seu amor-próprio,
Quem não se deixa ajudar.
Repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
Quem não muda as marcas no supermercado,
não arrisca vestir uma cor nova,
não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem evita uma paixão,
Quem prefere O "preto no branco"
E os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
Justamente as que resgatam brilho nos olhos,
Sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
Quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
Quem não se permite,
Uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da Chuva incessante,
Desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
não perguntando sobre um assunto que desconhece
E não respondendo quando lhe indagam o que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
Recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o
Simples acto de respirar.
Estejamos vivos, então!»
Pablo Neruda
coisinha venenosa
"Hugo Chávez diz que 'PlayStation' é "veneno" capitalista", noticia o Correio da Manhã online
"O presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmou que a consola 'PlayStation' é um "veneno" que vende o "capitalismo", uma vez que ensina as crianças a "matar e atirar bombas"."
Eu bem os vejo cá em casa, esses perigosos jogadores de playstation, terroristas das minhas horas de sossego...
Saíste-me cá um cromo ó Hugo!
sexta-feira, janeiro 15, 2010
VILA DE REI - Mercado Municipal reabre a 23 de Janeiro
"Depois das obras de remodelação e ampliação do Mercado Municipal de Vila de Rei, esta infra-estrutura encontra-se pronta para a reabertura ao público, o que sucederá no próximo dia 23 de Janeiro.", noticia a rádio Hertz, um pouco a exemplo do que nos últimos anos tem acontecido por todos os concelhos da região.
Em Tomar, no reinado absolutista de Paiva e a exemplo de outras matérias, pretendia-se ser mais esperto que os outros, e o mercado só não foi abaixo porque o PS conseguiu então mobilizar a opinião pública. E agora? Estamos à espera...
Em Tomar, no reinado absolutista de Paiva e a exemplo de outras matérias, pretendia-se ser mais esperto que os outros, e o mercado só não foi abaixo porque o PS conseguiu então mobilizar a opinião pública. E agora? Estamos à espera...
quinta-feira, janeiro 14, 2010
à maneira dos "states"
A cena é a despedida da Oprah e das suas 24 temporadas líder de audiência. O resto, só vendo (e vale a pena), ainda para mais é ao som do actual hino da nossa selecção.
Descoberto no diário das parvoíces do Tiago G., mais um dos jovens nabantinos forçados a migrar para outras paragens.
Descoberto no diário das parvoíces do Tiago G., mais um dos jovens nabantinos forçados a migrar para outras paragens.
quarta-feira, janeiro 13, 2010
perdidos: nem Obama perde!
Falta já pouco para estrear a última temporada da mais original e viciante série de tv de sempre!Mas para já só nos EUA... Por lá, a estreia está marcada para dia 2 de Fevereiro num especial de três horas, o que obrigou já a Casa Branca a confirmar oficialmente que o tradicional discurso anual do presidente sobre o estado da União, não irá coincidir com a estreia da última temporada de LOST. - está visto que o Obama também é fã!
Já por cá, a RTP ainda não se lembrou de passar a 5ª temporada. Felizmente alguns de nós podem sustentar a TV Cabo...
trabalhar em rede
Marco Polo descreve uma ponte, pedra a pedra.
- Mas qual é a pedra que sustem a ponte? pergunta Kublai Kan.
- A ponte não é sustida por esta ou aquela pedra - responde Marco, - mas sim pela linha do arco que elas formam.
Kublai Kan permanece silencioso, refletindo. Depois acrescenta: - Porque me falas das pedras? É só o arco que me importa.
Polo responde: - sem pedras não há arco.
Italo Calvino, As cidades invisíveis.
segunda-feira, janeiro 11, 2010
vida saudável: uma opinião médica
O Dr. Paulo Ubirtan, de Porto Alegre, RS, em entrevista a uma TV local, foi questionado sobre vários conselhos que sempre nos são dados...
Pergunta: Exercícios cardiovasculares prolongam a vida, é verdade?
Resposta: O seu coração foi feito para bater por uma quantidade de vezes e só... não desperdice essas batidas em exercícios. Tudo gasta-se eventualmente. Acelerar seu coração não vai fazer você viver mais: isso é como dizer que você pode prolongar a vida do seu carro dirigindo mais depressa. Quer viver mais? Tire uma soneca !!!
P: Devo cortar a carne vermelha e comer mais frutas e vegetais?
R: Você precisa entender a logística da eficiência... .O que a vaca come? Feno e milho. O que é isso? Vegetal. Então um bife nada mais é do que um mecanismo eficiente de colocar vegetais no seu sistema. Precisa de grãos? Coma frango.
P: Devo reduzir o consumo de álcool?
R: De jeito nenhum. Vinho é feito de fruta. Brandy é um vinho destilado, o que significa que, eles tiram a água da fruta de modo que vc tire maior proveito dela. Cerveja também é feita de grãos. Pode entornar!
P: Quais são as vantagens de um programa regular de exercícios?
R: Minha filosofia é: Se não tem dor...tá bom!
P: Frituras são prejudiciais?
R: VOCÊ NÃO ESTÁ ME ESCUTANDO!!! ... Hoje em dia a comida é frita em óleo
vegetal. Na verdade ficam impregnadas de óleo vegetal. Como pode mais
vegetal ser prejudicial para você?
P: Flexões ajudam a reduzir a gordura?
R: Absolutamente não! Exercitar um músculo faz apenas com que ele aumente de tamanho.
P: Chocolate faz mal?
R: Tá maluco? !!!! Cacau!!!! Outro vegetal!! É uma comida boa pra se ficar feliz !!!
E lembre-se:
A vida não deve ser uma viagem para o túmulo, com a intenção de chegar lá são e salvo, com um corpo atraente e bem preservado. Melhor enfiar o pé na jaca - Cerveja em uma mão, tira-gosto na outra, muito sexo e um corpo completamente gasto, totalmente usado, gritando: VALEU !!! QUE VIAGEM!!!
P.S.: SE CAMINHAR FOSSE SAUDÁVEL, O CARTEIRO SERIA IMORTAL...!
Pergunta: Exercícios cardiovasculares prolongam a vida, é verdade?
Resposta: O seu coração foi feito para bater por uma quantidade de vezes e só... não desperdice essas batidas em exercícios. Tudo gasta-se eventualmente. Acelerar seu coração não vai fazer você viver mais: isso é como dizer que você pode prolongar a vida do seu carro dirigindo mais depressa. Quer viver mais? Tire uma soneca !!!
P: Devo cortar a carne vermelha e comer mais frutas e vegetais?
R: Você precisa entender a logística da eficiência... .O que a vaca come? Feno e milho. O que é isso? Vegetal. Então um bife nada mais é do que um mecanismo eficiente de colocar vegetais no seu sistema. Precisa de grãos? Coma frango.
P: Devo reduzir o consumo de álcool?
R: De jeito nenhum. Vinho é feito de fruta. Brandy é um vinho destilado, o que significa que, eles tiram a água da fruta de modo que vc tire maior proveito dela. Cerveja também é feita de grãos. Pode entornar!
P: Quais são as vantagens de um programa regular de exercícios?
R: Minha filosofia é: Se não tem dor...tá bom!
P: Frituras são prejudiciais?
R: VOCÊ NÃO ESTÁ ME ESCUTANDO!!! ... Hoje em dia a comida é frita em óleo
vegetal. Na verdade ficam impregnadas de óleo vegetal. Como pode mais
vegetal ser prejudicial para você?
P: Flexões ajudam a reduzir a gordura?
R: Absolutamente não! Exercitar um músculo faz apenas com que ele aumente de tamanho.
P: Chocolate faz mal?
R: Tá maluco? !!!! Cacau!!!! Outro vegetal!! É uma comida boa pra se ficar feliz !!!
E lembre-se:
A vida não deve ser uma viagem para o túmulo, com a intenção de chegar lá são e salvo, com um corpo atraente e bem preservado. Melhor enfiar o pé na jaca - Cerveja em uma mão, tira-gosto na outra, muito sexo e um corpo completamente gasto, totalmente usado, gritando: VALEU !!! QUE VIAGEM!!!
P.S.: SE CAMINHAR FOSSE SAUDÁVEL, O CARTEIRO SERIA IMORTAL...!
Bom, eu gosto deste médico...
e o amigo Armando F. que enviou, não só estou certo que gosta, como sei que pratica.
sexta-feira, janeiro 08, 2010
personalidades influentes
Uma gravura espectacular com (muitas d)as mais influentes personalidades da Humanidade, com informação sobre cada uma ao seleccionar. Uma enciclopédia em forma de pintura.Clicar aqui para ver.
contribuição da Teresa C.
Tomar no you tube
Vídeos de Tomar disponíveis no You Tube para visitar.
O programa da RTP, "A alma e a gente", de José Hermano Saraiva.
vídeo 1 (1ª parte)
vídeo 2 (2ª parte)
Tomar - 10 razões para vir e voltar. e outros... é só procurar!
"Sete municípios do distrito devolvem IRS"
"São as câmaras socialistas as mais amigas do contribuinte", noticia o templario online
terça-feira, janeiro 05, 2010
ideias feitas...
...mas muitas vezes falsas.
Em Portugal assumimos como certo que pagamos muitos impostos.
Talvez, mas a verdade é que estamos abaixo da média europeia que é de 40% do PIB.
O país onde mais se paga é na Suécia com 64%. Em Portugal pagamos 34%.
Em Portugal assumimos como certo que pagamos muitos impostos.
Talvez, mas a verdade é que estamos abaixo da média europeia que é de 40% do PIB.
O país onde mais se paga é na Suécia com 64%. Em Portugal pagamos 34%.
crenças e querenças
"Quando a superstição nos entra em casa pela porta, o bom senso sai logo pela janela."
"Aquilo em que acreditamos depende do que já nos foi dado ver."
Salman Rushdie, Os Versículos Satânicos
domingo, janeiro 03, 2010
má gestão
«Sintético do Estádio de Tomar está gasto», noticia o Templário online
«Devia durar 10 anos, mas ao fim de quatro anos o piso do estádio de Tomar está “nas últimas”»
«Devia durar 10 anos, mas ao fim de quatro anos o piso do estádio de Tomar está “nas últimas”»
Mais uma das tão contestadas "paivices", que só mesmo o próprio defendia, deu buraco.
Aos poucos, a memória dessa década inútil se não nefasta que o município atravessou, será certamente substituída à medida que aquelas que foram as grandes apostas, que é como quem diz teimosias, globalmente insensatas, espúrias, e dificilmente explicáveis, do anterior presidente da câmara nabantina, forem por força da necessidade, ou do bom gosto e senso, ou do pragmatismo, corrigidas ou mesmo apagadas.
Não será possível infelizmente fazê-lo com todas, desde não será possível recuperar o (rios de) dinheiro gasto em algumas dessas obras, e noutras que ainda hão de continuar a sorvê-lo aos milhões (como é o "caso parq t"), sendo como tal financiamento que não estará disponível para outras obras certamente mais úteis.
Só espero que a memória colectiva (que é coisa que tende a durar pouco!) da acção da pessoa em causa não se apague tão depressa, não vá aparecer por aí um destes dias a querer novo round qual filho pródigo e insubstituível...
para reflexão...
Num Estado pobre pretende-se atingir a igualdade;
num Estado rico pretende-se atingir a diferença.
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