Ainda não me tinha apercebido da história, mas já tinha recebido uns sms com os avisos do "gang da boca de palhaço" aos quais não tinha ligado nenhuma porque são hilariantes. Pensei que fosse coisa de halloweean. Até que agora vejo que o assunto é notícia e há quem leve o caso a sério, e percebo que até e-mails recebi a alertar-me seriamente para a coisa.
Coisas de miúdos, certo, mas a que estranhamente adultos aderem.
terça-feira, novembro 03, 2009
brincalhões...
sexta-feira, outubro 30, 2009
terça-feira, outubro 27, 2009
tecnologia na escola
aos professores, agora que as escolas estão apinhadas de computadores, video projectores, quadros interactivos, ligações por fibra óptica e outros afins, uma página que elenca e disponibiliza muitos recursos web para usar na sala de aula em WEB 2.0 Cool Tools for Schools
sexta-feira, outubro 23, 2009
4 malucas nuas no jacuzzi...
quinta-feira, outubro 22, 2009
blogoesfera
O blogue Serra de Tomar colocou o algures aqui como blogue da semana.
Sem o granjear, agradeço a afabilidade.
Sem o granjear, agradeço a afabilidade.
quarta-feira, outubro 21, 2009
notas breves
- Eu queria escrever: sobre eleições, sobre vitórias e derrotas, sobre Partidos e estilhaçados, sobre Tomar, sobre feira de Santa Iria, sobre a chuva, sobre as castanhas,... mas o tempo está cinzento. Não há luz para a escrita.
- Está visto que a malta tem mesmo é essência de alcoviteira! Anda tudo muito dado às artes especulativas, especula-se sobre isto, sobre aquilo, quem vai para aqui, quem vai para acolá, quem fica com o quê. Tenham calma, vivam a vida! E vejam lá se percebem nem todos tem trabalho de telefonista...
- Entretanto espera-se o novo Governo, agora minoritário. Quatro anos difíceis, cujo mandato dificilmente chegará ao fim, o que não quer dizer que seja Socrátes a ir-se embora como alguns gostariam. Tudo isso contudo, poderia ser de mais fácil resolução, se certos partidos olhassem doutra forma as responsabilidades governativas e para com o país. É que parece que só existem para protestar, gritar, e fazer teatro. O que seria se a agora eleita câmara PSD de Tomar, desse com igual oposição...
- Por falar em partidos ditos de protesto, afinal havia mesmo (descobri pelo nabantia) outro/um blogue da CDU em Tomar. Mas ninguém deu por isso antes. Ainda hoje se se fizer pesquisa no google ele não aparece.
- Está visto que a malta tem mesmo é essência de alcoviteira! Anda tudo muito dado às artes especulativas, especula-se sobre isto, sobre aquilo, quem vai para aqui, quem vai para acolá, quem fica com o quê. Tenham calma, vivam a vida! E vejam lá se percebem nem todos tem trabalho de telefonista...
- Entretanto espera-se o novo Governo, agora minoritário. Quatro anos difíceis, cujo mandato dificilmente chegará ao fim, o que não quer dizer que seja Socrátes a ir-se embora como alguns gostariam. Tudo isso contudo, poderia ser de mais fácil resolução, se certos partidos olhassem doutra forma as responsabilidades governativas e para com o país. É que parece que só existem para protestar, gritar, e fazer teatro. O que seria se a agora eleita câmara PSD de Tomar, desse com igual oposição...
- Por falar em partidos ditos de protesto, afinal havia mesmo (descobri pelo nabantia) outro/um blogue da CDU em Tomar. Mas ninguém deu por isso antes. Ainda hoje se se fizer pesquisa no google ele não aparece.
quinta-feira, outubro 15, 2009
arquitecturices
protecção infalível...
domingo, outubro 11, 2009
reposição
Por indicação de António Rebelo, parece então que a página da candidatura da CDU em Tomar afinal existe.
sábado, outubro 10, 2009
dia de reflexão: notas da campanha
- O cansaço profundo que chega sempre no fim de uma campanha a que nos entregamos totalmente, apoderou-se de mim. Mas igualmente a satisfação de uma boa campanha, com uma ou outra falha, como não podia deixar de ser, mas com a consciência tranquila de quem deu o seu máximo. Assim fez o PS e os seus candidatos, seguros nas suas ideias, na sua motivação, no seu projecto. Agora cumpre a todos votar, também em consciência.
- Ontem quando nos cruzamos em campanha, Bruno Graça e Sílvia Serraventoso mostram-se muito indignados comigo, a princípio sem entender bem porquê, depois lá percebi mais tarde, porque escrevi num artigo (colocado aqui no post anterior) que a candidatura da CDU não tinha sequer um espaço na internet.
Bom, lamento, mas fartei-me de perguntar e não encontrei ninguém que o tenha visto, não o consigo sequer encontrar numa pesquisa no google, e quando já ontem mais tarde encontrei Bruno Graça novamente, também não me soube dar o endereço. Se alguém souber, faça favor de dizer.
- O dinheiro gasto pelos (in)dependentes de Pedro Marques na campanha é escandaloso e foi assunto de conversa de todas as forças políticas, tal como é dos cidadãos em geral. Gastaram muito, muito mais que todos as outras seis candidaturas juntas.
Basta ver que enquanto os maiores partidos PS e PSD, com uma estrutura partidária e uma organização mais consistente, andaram a usar sobras de outras campanhas, daquele grupo dito antipartidário, todos os dias saiam truques novos como se possuidores de um saco sem fundo.
A falta de noção dos princípios que devem nortear a coisa é tal, que um elemento dessa lista confessou-me como se fosse a coisa mais natural: "não te preocupes, aqui ninguém põe dinheiro do bolso, sei que há umas empresas a apoiar, mas não sei bem quais"!
Veremos depois de amanhã como se zangam as comadres na hora no pagamento.
- Li há pouco no Nabantia, a indignação pela abertura do IC9 em período de campanha, comparando o seu autor o PS com o PSD.
Totalmente errada a comparação. Não houve inauguração formal (e isso sim, posso garantir que foi por influência do PS em Tomar, o bom senso o obrigava), nem ninguém do PS esteve presente nessa que foi apenas uma abertura, quando ao que soube esteve sim o Presidente da Câmara, candidato do PSD Côrvelo de Sousa e a sua comitiva, embora não perceba bem a fazer o quê.
Do que soube, os problemas técnicos numa barreira foram resolvidos esta semana, e assim a Estradas de Portugal, sem inauguração governamental, decidiu simplestemente abrir a estrada.
Este facto não pode ser acusado de eleitoralismo, não só pelo que já afirmei mas também porque como é evidente, os próprios ecos na comunicação social só chegarão pós eleições.
Estranho é que o PSD de Miguel Relvas, que foi contra o IC9 tal como é contra o IC3, tenha ido para lá fazer voltinhas na estrada.
- O debate na rádio Hertz entre cabeças de lista à Assembleia Municipal, onde estive na quinta à noite, foi verdadeiramente delicioso de participar só para assistir ao despique entre o PSD que se assume, e o que passou a ser contra.
No debate, Miguel Relvas foi assumindo as suas posições, enquanto Jorge Neves (IPT), e Herculano Gonçalves (CDS), aqui falando das propostas de Ivo Santos, tiveram de se torcer para tentar passar a ideia, que são agora contra tudo o que defenderam enquanto membros do PSD e em seu nome ocuparam cargos. Jorge Neves foi mesmo capaz de dizer, em resposta à minha acusação de lá por ter agora deixado de pertencer ao PSD não deixar de ser responsável por tudo o que fez ou não, apoiou e defendeu; que era do PSD e continuaria a ser, mas estava só a fazer uma pausa!
Esta coisa de saltar do partido quando ele já não nos dá jeito dá nisto: espinha torta.
É por isso que em política, prezo muito mais aqueles que tem ideias e ideais e os assumem, por muito diferentes que sejam dos meus, do que aqueles que os não têm, ou vão tendo conforme dá jeito.
- Globalmente, e na maioria dos candidatos e forças partidárias, esta campanha correu como deve correr, com seriedade, elevação e responsabilidade ética, e espírito democrático.
Mas continuam sempre a existir alguns deslizes para a política baixa e asquerosa.
Como o documento que o candidato do PSD à freguesia da Sabacheira andou a distruibuir, ou texto chegado aos jornais provindo de familiares da candidata do PS aos Casais. Houve também algumas pessoas que foram coagidas a não integrar listas do PS, ou coagidas a integrar outras com ameaças e/ou falsas promessas de favores à mistura, vindas essencialmente de uma força política. Tudo isso se perceberá mais tarde. Muitas mostraram-se felizmente firmes e incorruptíveis, outras foram enganadas ou deixaram-se enganar.
Houve ainda outros exemplos de espinha torta, aqueles que dizem apoiar este, e depois aquele, e depois o outro - enfim, facetas da natureza humana.
Tudo faz parte da evolução, esperemos que o saldo apesar disso seja sempre positivo, e que os cidadãos saibam separar o trigo do joio.
- Ontem quando nos cruzamos em campanha, Bruno Graça e Sílvia Serraventoso mostram-se muito indignados comigo, a princípio sem entender bem porquê, depois lá percebi mais tarde, porque escrevi num artigo (colocado aqui no post anterior) que a candidatura da CDU não tinha sequer um espaço na internet.
Bom, lamento, mas fartei-me de perguntar e não encontrei ninguém que o tenha visto, não o consigo sequer encontrar numa pesquisa no google, e quando já ontem mais tarde encontrei Bruno Graça novamente, também não me soube dar o endereço. Se alguém souber, faça favor de dizer.
- O dinheiro gasto pelos (in)dependentes de Pedro Marques na campanha é escandaloso e foi assunto de conversa de todas as forças políticas, tal como é dos cidadãos em geral. Gastaram muito, muito mais que todos as outras seis candidaturas juntas.
Basta ver que enquanto os maiores partidos PS e PSD, com uma estrutura partidária e uma organização mais consistente, andaram a usar sobras de outras campanhas, daquele grupo dito antipartidário, todos os dias saiam truques novos como se possuidores de um saco sem fundo.
A falta de noção dos princípios que devem nortear a coisa é tal, que um elemento dessa lista confessou-me como se fosse a coisa mais natural: "não te preocupes, aqui ninguém põe dinheiro do bolso, sei que há umas empresas a apoiar, mas não sei bem quais"!
Veremos depois de amanhã como se zangam as comadres na hora no pagamento.
- Li há pouco no Nabantia, a indignação pela abertura do IC9 em período de campanha, comparando o seu autor o PS com o PSD.
Totalmente errada a comparação. Não houve inauguração formal (e isso sim, posso garantir que foi por influência do PS em Tomar, o bom senso o obrigava), nem ninguém do PS esteve presente nessa que foi apenas uma abertura, quando ao que soube esteve sim o Presidente da Câmara, candidato do PSD Côrvelo de Sousa e a sua comitiva, embora não perceba bem a fazer o quê.
Do que soube, os problemas técnicos numa barreira foram resolvidos esta semana, e assim a Estradas de Portugal, sem inauguração governamental, decidiu simplestemente abrir a estrada.
Este facto não pode ser acusado de eleitoralismo, não só pelo que já afirmei mas também porque como é evidente, os próprios ecos na comunicação social só chegarão pós eleições.
Estranho é que o PSD de Miguel Relvas, que foi contra o IC9 tal como é contra o IC3, tenha ido para lá fazer voltinhas na estrada.
- O debate na rádio Hertz entre cabeças de lista à Assembleia Municipal, onde estive na quinta à noite, foi verdadeiramente delicioso de participar só para assistir ao despique entre o PSD que se assume, e o que passou a ser contra.
No debate, Miguel Relvas foi assumindo as suas posições, enquanto Jorge Neves (IPT), e Herculano Gonçalves (CDS), aqui falando das propostas de Ivo Santos, tiveram de se torcer para tentar passar a ideia, que são agora contra tudo o que defenderam enquanto membros do PSD e em seu nome ocuparam cargos. Jorge Neves foi mesmo capaz de dizer, em resposta à minha acusação de lá por ter agora deixado de pertencer ao PSD não deixar de ser responsável por tudo o que fez ou não, apoiou e defendeu; que era do PSD e continuaria a ser, mas estava só a fazer uma pausa!
Esta coisa de saltar do partido quando ele já não nos dá jeito dá nisto: espinha torta.
É por isso que em política, prezo muito mais aqueles que tem ideias e ideais e os assumem, por muito diferentes que sejam dos meus, do que aqueles que os não têm, ou vão tendo conforme dá jeito.
- Globalmente, e na maioria dos candidatos e forças partidárias, esta campanha correu como deve correr, com seriedade, elevação e responsabilidade ética, e espírito democrático.
Mas continuam sempre a existir alguns deslizes para a política baixa e asquerosa.
Como o documento que o candidato do PSD à freguesia da Sabacheira andou a distruibuir, ou texto chegado aos jornais provindo de familiares da candidata do PS aos Casais. Houve também algumas pessoas que foram coagidas a não integrar listas do PS, ou coagidas a integrar outras com ameaças e/ou falsas promessas de favores à mistura, vindas essencialmente de uma força política. Tudo isso se perceberá mais tarde. Muitas mostraram-se felizmente firmes e incorruptíveis, outras foram enganadas ou deixaram-se enganar.
Houve ainda outros exemplos de espinha torta, aqueles que dizem apoiar este, e depois aquele, e depois o outro - enfim, facetas da natureza humana.
Tudo faz parte da evolução, esperemos que o saldo apesar disso seja sempre positivo, e que os cidadãos saibam separar o trigo do joio.
segunda-feira, outubro 05, 2009
Queremos o seu voto!
artigo publicado no jornal Cidade de Tomar, de 2 de Outubro
Ah!, pois queremos!, queremos todos. Desde aqueles que (des)governando o concelho há 12 anos, afirmam imprudentes que “Tomar não pode parar”, como se continuar a cair no buraco fosse uma opção; aos que afirmam sem pudor ser “gente que resolve”, não sendo muito claro o que é que pretendem resolver; aos que afirmam agora “saber decidir” aquilo que em doze anos não souberam enquanto militantes do partido que deixaram há dias; aos ainda que dizem ter “Tomar em primeiro lugar”, embora fazendo a candidatura só pela metade; e também aos que prometem “começar de novo”, quando não se tem notado que alguma coisa houvessem já começado.
Estou naturalmente a opinar sobre os slogans das outras candidaturas que se apresentam ao município de Tomar, faltando aqui o da CDU. Não é por desconsideração, é mesmo porque não me lembro a estas horas tardias a que estou a escrever este texto qual seja esse slogan, e como essa candidatura não tem sequer uma página na internet onde possa ir verificar aquilo a que se comprometem, já isso diz da sua validade para o século em que vivemos.
Por outro lado – pelo lado do PS – “Viver Em Tomar, Trabalhar Em Tomar”, é o mote da nossa candidatura aos órgãos autárquicos do concelho. Aqui, nestas terras banhadas pelo Zêzere e pelo Nabão, onde cavalgaram Templários e acorreram navegantes, Todos Somos Precisos para restaurar a Tomar o prestígio e liderança de outrora, aumentando as oportunidades e melhorando a qualidade de vida de quem deste concelho quer fazer o seu lar.
É com o PS que sabemos que o concelho ficará “em boas mãos”.
Posto isto, também no PS queremos o seu voto – naturalmente! Mas queremo-lo sabendo e respeitando que todo o voto no PS, não passa a ser um voto do PS, continuando a ser sim o seu voto, o voto dos cidadãos, o seu poder em nós delegado para os representar e em seu nome trabalhar.
É a nossa ambição – trabalhar por si, por todos, por Tomar. As nossas mãos são como as suas, são mãos são trabalho, mãos de querer, mãos de vontade, mãos cheias de imaginação e determinação para, de mão abertas, de mãos disponíveis, de mãos dadas, melhorarmos o nosso concelho, e acautelar que a nossa amada Tomar esteja sempre, em boas mãos!
O PS isso garante – um grande partido nacional, da esquerda moderna e democrática, que esteve a par do início da Democracia Portuguesa, e dos maiores avanços sociais e políticos do nosso país. Um partido que trabalha em rede: no país, na região, e aqui em Tomar. Essa é a outra ambição: um governo no país, um governo aqui na autarquia – o mesmo partido. Tomar só terá a ganhar se estiver incluída nessa rede. Se mesmo estando aqui na oposição tanto conseguimos para Tomar nestes 4 anos, imagine como será se atingirmos esta ambição?
No dia 27 de Setembro demos o primeiro passo: o PS ganhou no país e em Tomar. Falta o passo final.
O PS é, tal como no país, em Tomar a referência da estabilidade.
Nenhum outro partido, e muito menos forças não partidárias; com regras, estatutos e democracia interna, tem hoje o nível de solidez e união da grande maioria dos seus membros em torno dos seus dirigentes e dos seus candidatos, dos seus projectos, da sua ambição para o concelho, como tem o PS. Por muito que a alguns doa, a referência de estabilidade, coerência e segurança, é o PS. E essa é a primeira garantia de uma câmara com outra eficácia, outra solidez, outra força, outra visão e atitude.
Sem a fragmentação e desnorte do partido que há 12 anos leva o concelho por uma navegação à vista, e sem os aventureirismos e a fragilidade, ou o conservadorismo e a cristalização, ou mesmo a total descontextualização de olhar o concelho e o mundo, de outros partidos e forças que à câmara concorrem – é o PS, liderado nesta ambição pelo arqº José Vitorino a Presidente, com os demais 300 candidatos que perfazem a totalidade das listas socialistas, que em qualquer análise séria e imparcial, garante vantagem e única alternativa para a liderança segura de um concelho mais capaz.
Por isso dia 11 de Outubro, os socialistas, os que defendem o progresso e o desenvolvimento para o seu concelho, para a sua freguesia; com mais dinamismo, com apostas criteriosas e estratégicas, com transparência e seriedade, com capacidade e audácia, sabem onde têm de votar: no PS. Os que não querem nada disto, mas que Tomar fique na mesma (o que é dizer a andar para trás), têm outras seis candidaturas por onde optar.
Para os que querem a alternativa, para os que querem a mudança, só há uma escolha.
Como sempre essa escolha é sua, e ainda bem que é, é de todos. Acima de tudo exerça esse direito e dever, não deixe que os outros escolham por si, VOTE!
Em que concelho acordaremos no dia a seguir às eleições, é o que a todos compete decidir. Depois não diga que não foi avisado, depois não diga que não votou, ou que não votou nos que lá ficaram. Dia 11 de Outubro teremos a oportunidade de nos resignarmos pela continuidade ou optarmos pela mudança. O passado ou o futuro? A escolha é sua, a escolha é de todos.
Ah!, pois queremos!, queremos todos. Desde aqueles que (des)governando o concelho há 12 anos, afirmam imprudentes que “Tomar não pode parar”, como se continuar a cair no buraco fosse uma opção; aos que afirmam sem pudor ser “gente que resolve”, não sendo muito claro o que é que pretendem resolver; aos que afirmam agora “saber decidir” aquilo que em doze anos não souberam enquanto militantes do partido que deixaram há dias; aos ainda que dizem ter “Tomar em primeiro lugar”, embora fazendo a candidatura só pela metade; e também aos que prometem “começar de novo”, quando não se tem notado que alguma coisa houvessem já começado.
Estou naturalmente a opinar sobre os slogans das outras candidaturas que se apresentam ao município de Tomar, faltando aqui o da CDU. Não é por desconsideração, é mesmo porque não me lembro a estas horas tardias a que estou a escrever este texto qual seja esse slogan, e como essa candidatura não tem sequer uma página na internet onde possa ir verificar aquilo a que se comprometem, já isso diz da sua validade para o século em que vivemos.
Por outro lado – pelo lado do PS – “Viver Em Tomar, Trabalhar Em Tomar”, é o mote da nossa candidatura aos órgãos autárquicos do concelho. Aqui, nestas terras banhadas pelo Zêzere e pelo Nabão, onde cavalgaram Templários e acorreram navegantes, Todos Somos Precisos para restaurar a Tomar o prestígio e liderança de outrora, aumentando as oportunidades e melhorando a qualidade de vida de quem deste concelho quer fazer o seu lar.
É com o PS que sabemos que o concelho ficará “em boas mãos”.
Posto isto, também no PS queremos o seu voto – naturalmente! Mas queremo-lo sabendo e respeitando que todo o voto no PS, não passa a ser um voto do PS, continuando a ser sim o seu voto, o voto dos cidadãos, o seu poder em nós delegado para os representar e em seu nome trabalhar.
É a nossa ambição – trabalhar por si, por todos, por Tomar. As nossas mãos são como as suas, são mãos são trabalho, mãos de querer, mãos de vontade, mãos cheias de imaginação e determinação para, de mão abertas, de mãos disponíveis, de mãos dadas, melhorarmos o nosso concelho, e acautelar que a nossa amada Tomar esteja sempre, em boas mãos!
O PS isso garante – um grande partido nacional, da esquerda moderna e democrática, que esteve a par do início da Democracia Portuguesa, e dos maiores avanços sociais e políticos do nosso país. Um partido que trabalha em rede: no país, na região, e aqui em Tomar. Essa é a outra ambição: um governo no país, um governo aqui na autarquia – o mesmo partido. Tomar só terá a ganhar se estiver incluída nessa rede. Se mesmo estando aqui na oposição tanto conseguimos para Tomar nestes 4 anos, imagine como será se atingirmos esta ambição?
No dia 27 de Setembro demos o primeiro passo: o PS ganhou no país e em Tomar. Falta o passo final.
O PS é, tal como no país, em Tomar a referência da estabilidade.
Nenhum outro partido, e muito menos forças não partidárias; com regras, estatutos e democracia interna, tem hoje o nível de solidez e união da grande maioria dos seus membros em torno dos seus dirigentes e dos seus candidatos, dos seus projectos, da sua ambição para o concelho, como tem o PS. Por muito que a alguns doa, a referência de estabilidade, coerência e segurança, é o PS. E essa é a primeira garantia de uma câmara com outra eficácia, outra solidez, outra força, outra visão e atitude.
Sem a fragmentação e desnorte do partido que há 12 anos leva o concelho por uma navegação à vista, e sem os aventureirismos e a fragilidade, ou o conservadorismo e a cristalização, ou mesmo a total descontextualização de olhar o concelho e o mundo, de outros partidos e forças que à câmara concorrem – é o PS, liderado nesta ambição pelo arqº José Vitorino a Presidente, com os demais 300 candidatos que perfazem a totalidade das listas socialistas, que em qualquer análise séria e imparcial, garante vantagem e única alternativa para a liderança segura de um concelho mais capaz.
Por isso dia 11 de Outubro, os socialistas, os que defendem o progresso e o desenvolvimento para o seu concelho, para a sua freguesia; com mais dinamismo, com apostas criteriosas e estratégicas, com transparência e seriedade, com capacidade e audácia, sabem onde têm de votar: no PS. Os que não querem nada disto, mas que Tomar fique na mesma (o que é dizer a andar para trás), têm outras seis candidaturas por onde optar.
Para os que querem a alternativa, para os que querem a mudança, só há uma escolha.
Como sempre essa escolha é sua, e ainda bem que é, é de todos. Acima de tudo exerça esse direito e dever, não deixe que os outros escolham por si, VOTE!
Em que concelho acordaremos no dia a seguir às eleições, é o que a todos compete decidir. Depois não diga que não foi avisado, depois não diga que não votou, ou que não votou nos que lá ficaram. Dia 11 de Outubro teremos a oportunidade de nos resignarmos pela continuidade ou optarmos pela mudança. O passado ou o futuro? A escolha é sua, a escolha é de todos.
terça-feira, setembro 22, 2009
contas de campanha...
Afinal, chegou-se aí dizer em Tomar que o PS estava a gastar muito dinheiro na campanha, só porque o PS começou cedo, quando afinal o PS vai fazer uma campanha muito económica.
E agora, a três semanas das autárquicas, aparece aí uma candidatura que nem partido é, e que já há quatro anos não recebeu subvenção estatal por irregularidades nas contas, a inundar o concelho de outdoors, preparando-se certamente também para toneladas de brindes mais o barulho dos carros de campanha e por aí fora, percebendo-se assim que irá provavelmente gastar tanto como as outras seis candidaturas juntas.
O que custa dinheiro num outdoor não é o tempo que está exposto, pois isso é gratuito, mas sim a sua afixação, a estrutura em si, e o tamanho.
Ora, o PS em Tomar sabendo isso muito bem, fez uma gestão de com o mesmo dinheiro garantir mais tempo de exposição, benefiando ainda da redução que o facto de os outdoors serem adquiridos em pacote para todo o distrito lhe garante. Esse custo equivalerá à grande parte do custo da campanha, e essa campanha será, no mínimo nuns 95%, paga pela subvenção estatal.
Onde os outros vão buscar o dinheiro não sei, mas talvez fosse útil que os cidadãos soubessem.
Para os mais distraídos, a subvenção estatal é atribuida consoante a dimensão de um concelho, e aí repartida proporcionalmente à divisão de votos de cada candidatura à Assembleia Municipal. Naturalmente, cada candidatura recebe a sua parte do quinhão, apenas se as suas contas de campanha forem devidamente aprovadas pelo Tribunal de Contas, o que está visto que não acontece para todos...
E agora, a três semanas das autárquicas, aparece aí uma candidatura que nem partido é, e que já há quatro anos não recebeu subvenção estatal por irregularidades nas contas, a inundar o concelho de outdoors, preparando-se certamente também para toneladas de brindes mais o barulho dos carros de campanha e por aí fora, percebendo-se assim que irá provavelmente gastar tanto como as outras seis candidaturas juntas.
O que custa dinheiro num outdoor não é o tempo que está exposto, pois isso é gratuito, mas sim a sua afixação, a estrutura em si, e o tamanho.
Ora, o PS em Tomar sabendo isso muito bem, fez uma gestão de com o mesmo dinheiro garantir mais tempo de exposição, benefiando ainda da redução que o facto de os outdoors serem adquiridos em pacote para todo o distrito lhe garante. Esse custo equivalerá à grande parte do custo da campanha, e essa campanha será, no mínimo nuns 95%, paga pela subvenção estatal.
Onde os outros vão buscar o dinheiro não sei, mas talvez fosse útil que os cidadãos soubessem.
Para os mais distraídos, a subvenção estatal é atribuida consoante a dimensão de um concelho, e aí repartida proporcionalmente à divisão de votos de cada candidatura à Assembleia Municipal. Naturalmente, cada candidatura recebe a sua parte do quinhão, apenas se as suas contas de campanha forem devidamente aprovadas pelo Tribunal de Contas, o que está visto que não acontece para todos...
sábado, setembro 12, 2009
quinta-feira, setembro 10, 2009
pensar e pensar
"O maior prazer de um homem inteligente é passar por idiota diante de um idiota que pensa que é inteligente"Confúcio
Assim como assim, estando este blogue a marinar por falta de tempo, coloca-se coisas giras aleatoriamente vistas entre as dezenas de e-mail's que vão acumulando aos milhares não abertos. Este veio do camarada agora torrejano, José Velho, visitável no Campos da Várzea.
terça-feira, setembro 08, 2009
modernidade
A visitar o blogue do Presidente de Junta da Madalena, o amigo Arlindo Nunes.
Um exemplo a seguir.
Um exemplo a seguir.
domingo, agosto 30, 2009
Tomar tem de parar!
artigo publicado no jornal Cidade de Tomar
“Estávamos à beira do precipício, mas conseguimos dar o passo em frente.”
Esta gafe conhecidíssima do mundo do futebol dita há uns anos atrás por um jogador sobre o seu clube no fim de um jogo, parece ser afinal o que nos promete o PSD nos seus recém estreados cartazes. Naturalmente que desejo que o concelho ande em frente, se desenvolva de forma equilibrada, planeada, sustentada. Mas a andar como tem andado o bom mesmo é que pare rápido.
Que tudo seria mais do mesmo há muito que vínhamos dizendo, mas que o PSD não tentasse sequer disfarçar não se esperava. Dizem-nos eles que “Tomar não pode parar”, mas fora tudo o que sabemos, tudo o que aqui vamos vivendo e desta Câmara assistindo, chega-nos agora um estudo publicado há poucos meses, um estudo sério intitulado “Indicador Sintético de Desenvolvimento Económico e Social ou de Bem-estar dos Municípios do Continente Português”, feito por académicos competentes no âmbito do Observatório para o Desenvolvimento Económico e Social da Universidade da Beira Interior, com critérios e análises objectivas, e não aquelas fantochadas que alguns jornais às vezes fazem para gosto da nossa Câmara, que coloca Tomar como o 130º município nesse índice, o que sendo já suficientemente grave, mostra ainda que em apenas dois anos (o estudo anterior é de 2007) descemos 31 lugares! É nisto que não podemos parar?!
Só para compararmos ao nível distrital, Tomar aparece atrás de concelhos como Constância (6º), Alpiarça (15º), Alcanena (22º), Entroncamento (30º), Benavente (39º), Almeirim (57º), Sardoal (58º), Torres Novas (73º), Santarém (75º), Ourém (86º), Golegã (90º), Rio Maior (97º), Salvaterra de Magos (106º), Cartaxo (118º), Abrantes (128º),
Ou seja, em 21 concelhos no distrito, Tomar é o 16º! Salvaterra de Magos, Sardoal… bem, já vivi uns meses em Salvaterra, e Sardoal é uma vila giríssima tenho lá grandes amigos, mas eles conseguem ter melhor qualidade de vida que nós?! É neste “andar” que o PSD nos quer manter? Quando em 1997 o PSD ganhou a câmara com António Paiva, prometeram “tomar o rumo”, era isto afinal?! Um concelho sem prestígio, esquecido nas poeiras do tempo, com uma cidade bonitinha e um concelho cheio de potencial, mas onde o que fica destes doze anos é dinheiro desbaratado, obras mal planeada e inconsequentes, arrogância e falta de senso, e um infindável lote de oportunidades perdidas?
Confirma-se, vamos conseguindo estar à frente de Ferreira do Zêzere, mas por quanto tempo?
Se for para isto, então Tomar tem mesmo de parar! Se for para continuar a gerir a Câmara conforme os humores do dia; se for para continuar a não planear com rigor, a não ter rasgo de visão para projectar o futuro, a não investir a sério, criando prioridades de investimento coerentes e transparentes assentes em estratégia e plano de acção, capazes de mudar esta trajectória descendente e ruinosa, de total amorfismo e desnorte, sem a mínima capacidade de agir sobre o desenrolar dos tempos, incapazes de perceber as necessidades dos cidadãos, do concelho, e entender as formas de como uma autarquia deve ser hoje gerida, deve ser orientada, e de que formas deve actuar, então Tomar tem mesmo de parar.
Sejamos capazes de dar descanso ao PSD que tão incapaz e prejudicial tem sido em Tomar, queiramos mudar, sabendo como todos sabemos, sem disfarces do real e com análise conscienciosa que por entre a pulverização de candidaturas para todos os gostos, apenas uma equipa e um projecto têm sido coerentes e persistentes, que apenas uma candidatura tem seriamente capacidade e vontade, energia e determinação, seriedade e abnegação, para ser a alternativa responsável e capaz – a candidatura que agrega numa só ‘Geração’ mulheres e homens de diferentes idades, formações e experiências de vida, unidos na defesa da nossa terra, geminados na certeza da capacidade em fazer melhor e onde com essa disponibilidade Todos Somos Precisos – a candidatura do Partido Socialista.
Combater os medos e os tiques dos tempos da outra senhora!
Não podia terminar, agora que os processos de candidatura finalizaram, as listas estão feitas e entregues em tribunal, de prestar homenagem a todos os que em nome do PS, às quase três centenas de candidatos que perfazem a candidatura “Geração Tomar”, mostraram essa disponibilidade e essa vontade para dar de si, do seu tempo, das suas capacidades, das suas vidas, em nome dos ideais socialistas, mas acima de tudo em nome de Tomar.
Por contraste com esses, aqui fica em nome do PS o agradecimento, e vamos ao trabalho. Tomar Somos Todos, e para os que gostamos da nossa terra, para os que continuamos a querer viver por cá, e ter condições para cá trabalhar; para todos os que nos orgulhamos com o que os que cá viveram antes de nós fizeram, e os que gostaríamos de algo semelhante deixar para os que depois de nós vierem, e acima de tudo criar condições, para que em Tomar possa não só ser melhorado o presente, mas talvez mais ainda, que possa existir futuro; para todos os que se preocupam e não se limitam a criticar, vamos em frente sim, mas vamos pela mudança, e a mudança faz-se aqui, com o PS, e com todos nós. É tempo de separar as águas, os que querem continuar nesta marcha titubeante e sem sentido, e os que querem um concelho a um ritmo certo. Como sempre, cabe a todos não fazer de conta que não é consigo, e decidirem conscientemente em que posição se colocam. Para que depois não continuem a queixar-se no vazio.
E você, de que lado está?
“Estávamos à beira do precipício, mas conseguimos dar o passo em frente.”
Esta gafe conhecidíssima do mundo do futebol dita há uns anos atrás por um jogador sobre o seu clube no fim de um jogo, parece ser afinal o que nos promete o PSD nos seus recém estreados cartazes. Naturalmente que desejo que o concelho ande em frente, se desenvolva de forma equilibrada, planeada, sustentada. Mas a andar como tem andado o bom mesmo é que pare rápido.
Que tudo seria mais do mesmo há muito que vínhamos dizendo, mas que o PSD não tentasse sequer disfarçar não se esperava. Dizem-nos eles que “Tomar não pode parar”, mas fora tudo o que sabemos, tudo o que aqui vamos vivendo e desta Câmara assistindo, chega-nos agora um estudo publicado há poucos meses, um estudo sério intitulado “Indicador Sintético de Desenvolvimento Económico e Social ou de Bem-estar dos Municípios do Continente Português”, feito por académicos competentes no âmbito do Observatório para o Desenvolvimento Económico e Social da Universidade da Beira Interior, com critérios e análises objectivas, e não aquelas fantochadas que alguns jornais às vezes fazem para gosto da nossa Câmara, que coloca Tomar como o 130º município nesse índice, o que sendo já suficientemente grave, mostra ainda que em apenas dois anos (o estudo anterior é de 2007) descemos 31 lugares! É nisto que não podemos parar?!
Só para compararmos ao nível distrital, Tomar aparece atrás de concelhos como Constância (6º), Alpiarça (15º), Alcanena (22º), Entroncamento (30º), Benavente (39º), Almeirim (57º), Sardoal (58º), Torres Novas (73º), Santarém (75º), Ourém (86º), Golegã (90º), Rio Maior (97º), Salvaterra de Magos (106º), Cartaxo (118º), Abrantes (128º),
Ou seja, em 21 concelhos no distrito, Tomar é o 16º! Salvaterra de Magos, Sardoal… bem, já vivi uns meses em Salvaterra, e Sardoal é uma vila giríssima tenho lá grandes amigos, mas eles conseguem ter melhor qualidade de vida que nós?! É neste “andar” que o PSD nos quer manter? Quando em 1997 o PSD ganhou a câmara com António Paiva, prometeram “tomar o rumo”, era isto afinal?! Um concelho sem prestígio, esquecido nas poeiras do tempo, com uma cidade bonitinha e um concelho cheio de potencial, mas onde o que fica destes doze anos é dinheiro desbaratado, obras mal planeada e inconsequentes, arrogância e falta de senso, e um infindável lote de oportunidades perdidas?
Confirma-se, vamos conseguindo estar à frente de Ferreira do Zêzere, mas por quanto tempo?
Se for para isto, então Tomar tem mesmo de parar! Se for para continuar a gerir a Câmara conforme os humores do dia; se for para continuar a não planear com rigor, a não ter rasgo de visão para projectar o futuro, a não investir a sério, criando prioridades de investimento coerentes e transparentes assentes em estratégia e plano de acção, capazes de mudar esta trajectória descendente e ruinosa, de total amorfismo e desnorte, sem a mínima capacidade de agir sobre o desenrolar dos tempos, incapazes de perceber as necessidades dos cidadãos, do concelho, e entender as formas de como uma autarquia deve ser hoje gerida, deve ser orientada, e de que formas deve actuar, então Tomar tem mesmo de parar.
Sejamos capazes de dar descanso ao PSD que tão incapaz e prejudicial tem sido em Tomar, queiramos mudar, sabendo como todos sabemos, sem disfarces do real e com análise conscienciosa que por entre a pulverização de candidaturas para todos os gostos, apenas uma equipa e um projecto têm sido coerentes e persistentes, que apenas uma candidatura tem seriamente capacidade e vontade, energia e determinação, seriedade e abnegação, para ser a alternativa responsável e capaz – a candidatura que agrega numa só ‘Geração’ mulheres e homens de diferentes idades, formações e experiências de vida, unidos na defesa da nossa terra, geminados na certeza da capacidade em fazer melhor e onde com essa disponibilidade Todos Somos Precisos – a candidatura do Partido Socialista.
Combater os medos e os tiques dos tempos da outra senhora!
Não podia terminar, agora que os processos de candidatura finalizaram, as listas estão feitas e entregues em tribunal, de prestar homenagem a todos os que em nome do PS, às quase três centenas de candidatos que perfazem a candidatura “Geração Tomar”, mostraram essa disponibilidade e essa vontade para dar de si, do seu tempo, das suas capacidades, das suas vidas, em nome dos ideais socialistas, mas acima de tudo em nome de Tomar.
E esta homenagem, num país que se crê democrático, mas que ainda há pouco anos o não era e onde resistem ainda muitos vícios e medos desses tempos, é por demais necessária e merecida. Merecida pois a mim que nasci depois do 25 de Abril, provoca-me alguma consternação que no ano de 2009, num mundo da internet e da soberba da informação, onde tudo está à disposição e o conhecimento e a cultura não são privilégios de ricos ou brasonados, alguém ainda tenha receio de integrar uma lista assumindo uma opção partidária, por medo de represálias laborais ou sociais; que num tempo onde se acarinha e se estimula a participação feminina, a paridade e a Igualdade, mulheres não aceitem integrar uma lista porque “o marido não deixa”; ou talvez mais que tudo o resto, na falência cívica dos que não sabem o que é ter uma ideologia, (e não falência das ideologias que essas permanecem), ponderem ser candidatos de manhã por um partido A, à tarde por partido B, e à noite acabem deitados com outro partido ou força política qualquer.
Por contraste com esses, aqui fica em nome do PS o agradecimento, e vamos ao trabalho. Tomar Somos Todos, e para os que gostamos da nossa terra, para os que continuamos a querer viver por cá, e ter condições para cá trabalhar; para todos os que nos orgulhamos com o que os que cá viveram antes de nós fizeram, e os que gostaríamos de algo semelhante deixar para os que depois de nós vierem, e acima de tudo criar condições, para que em Tomar possa não só ser melhorado o presente, mas talvez mais ainda, que possa existir futuro; para todos os que se preocupam e não se limitam a criticar, vamos em frente sim, mas vamos pela mudança, e a mudança faz-se aqui, com o PS, e com todos nós. É tempo de separar as águas, os que querem continuar nesta marcha titubeante e sem sentido, e os que querem um concelho a um ritmo certo. Como sempre, cabe a todos não fazer de conta que não é consigo, e decidirem conscientemente em que posição se colocam. Para que depois não continuem a queixar-se no vazio.
E você, de que lado está?
sexta-feira, agosto 21, 2009
e agora lembram-se do mercado
Regressei a Tomar ontem à noite depois de uns parcos dias de retiro quase total de caras conhecidas, e hoje de manhã fui dar uma volta e fazer umas compras pelo mercado. Comprovando uma vez mais o mau estado do edifício, mas também que o mercado, todo ele, continua a ser muito procurado por locais, emigrantes, e também muitos turistas. Como todo o mercado tradicional.
Já à hora de almoço, folheio então os jornais locais da semana, e vejo a chamada de capa do Cidade de Tomar, para o assunto da revitalização do Mercado Municipal, dizendo que dois candidatos a haviam já defendido. De imediato pensei algo como "estranho, não é normal estas referências espontâneas ao PS e aos seus candidatos".
A referência ao PS seria mais que óbvia. Afinal, especialmente nos últimos quatro anos se coisa houve que o PS em Tomar defendeu foi o mercado. Eu escrevi vários artigos, falei na rádio sobre o assunto por diversas vezes, outros fizeram o mesmo; apresentámos em reuniões de Câmara e Assembleia Municipal propostas, requerimentos, recomendações; defendemos sempre vigorosamente a sua colocação em orçamento; fizemos abaixo assinado, mais de um milhar de pessoas apresentaram a nossa proposta para o programa pólis com a defesa do mercado, fazendo desse processo de auscultação, provavelmente o mais participado de sempre do género no nosso país; fizemos reuniões públicas, desmascarámos a intenção de Paiva e do PSD em deitar o mercado abaixo (que até inventaram um contra abaixo-assinado, que ilegalmente foi considerado pela equipa do polis, cujo ex-director integra agora as listas do PSD), e estou convicto que foi graças ao PS e ao movimento que então conseguimos, que evitámos que tal sucedesse. Claro que muitos não nos reconhecem isso, e muitos, desejosos de banalizados elefantes brancos, iguais a qualquer outra terra, gostariam mesmo que não o tivéssemos conseguido. Temos continuado sempre a defender o mercado, e uma das frases dos anúncios de campanha que já publicámos nos jornais, diz isso mesmo; e tudo isto tentando ser sucinto.
Pois porque será que não achei nada estranho, quando ao abrir o jornal e ler a notícia, não encontrei qualquer referência ao PS, mas sim ao BE e ao CDS?
Sim, esses dois partidos que na prática não existem em Tomar, e dos quais, ou ao menos de um seguramente, não se ouviu uma frase que fosse em quatro anos, e o seu actual candidato até foi um dos vereadores que não só apoiou (e apoia) as teses de Paiva, como foi o vereador responsável pelas sucessivas diminuições no espaço disponível para o Mercado!
É por estas e tantas outras, que o trabalho do PS para mostrar as suas ideias e projectos aos tomarenses é muito mais difícil que o de todos os outros, mas isso só nos dá ânimo, e o que chateia muitos é que lá vamos continuando, sempre mais fortes, juntando mais pessoas, coesos e seguros do caminho que deve ser trilhado e como fazer para o trilhar. Além disso estamos todos no mesmo barco. Os sucessos ou mais no caso, os insucessos do concelho, afectam todos os que cá vivem e gostam desta terra. Alguns há que se vão usando dela, mas se os cidadãos não vêem...
Já à hora de almoço, folheio então os jornais locais da semana, e vejo a chamada de capa do Cidade de Tomar, para o assunto da revitalização do Mercado Municipal, dizendo que dois candidatos a haviam já defendido. De imediato pensei algo como "estranho, não é normal estas referências espontâneas ao PS e aos seus candidatos".
A referência ao PS seria mais que óbvia. Afinal, especialmente nos últimos quatro anos se coisa houve que o PS em Tomar defendeu foi o mercado. Eu escrevi vários artigos, falei na rádio sobre o assunto por diversas vezes, outros fizeram o mesmo; apresentámos em reuniões de Câmara e Assembleia Municipal propostas, requerimentos, recomendações; defendemos sempre vigorosamente a sua colocação em orçamento; fizemos abaixo assinado, mais de um milhar de pessoas apresentaram a nossa proposta para o programa pólis com a defesa do mercado, fazendo desse processo de auscultação, provavelmente o mais participado de sempre do género no nosso país; fizemos reuniões públicas, desmascarámos a intenção de Paiva e do PSD em deitar o mercado abaixo (que até inventaram um contra abaixo-assinado, que ilegalmente foi considerado pela equipa do polis, cujo ex-director integra agora as listas do PSD), e estou convicto que foi graças ao PS e ao movimento que então conseguimos, que evitámos que tal sucedesse. Claro que muitos não nos reconhecem isso, e muitos, desejosos de banalizados elefantes brancos, iguais a qualquer outra terra, gostariam mesmo que não o tivéssemos conseguido. Temos continuado sempre a defender o mercado, e uma das frases dos anúncios de campanha que já publicámos nos jornais, diz isso mesmo; e tudo isto tentando ser sucinto.
Pois porque será que não achei nada estranho, quando ao abrir o jornal e ler a notícia, não encontrei qualquer referência ao PS, mas sim ao BE e ao CDS?
Sim, esses dois partidos que na prática não existem em Tomar, e dos quais, ou ao menos de um seguramente, não se ouviu uma frase que fosse em quatro anos, e o seu actual candidato até foi um dos vereadores que não só apoiou (e apoia) as teses de Paiva, como foi o vereador responsável pelas sucessivas diminuições no espaço disponível para o Mercado!
É por estas e tantas outras, que o trabalho do PS para mostrar as suas ideias e projectos aos tomarenses é muito mais difícil que o de todos os outros, mas isso só nos dá ânimo, e o que chateia muitos é que lá vamos continuando, sempre mais fortes, juntando mais pessoas, coesos e seguros do caminho que deve ser trilhado e como fazer para o trilhar. Além disso estamos todos no mesmo barco. Os sucessos ou mais no caso, os insucessos do concelho, afectam todos os que cá vivem e gostam desta terra. Alguns há que se vão usando dela, mas se os cidadãos não vêem...
fotos antigas do meu tempo
O jornal O Templário publica esta semana na sua rubrica, Cromos de Colecção, onde publica fotos antigas, uma foto da manifestação de estudantes em Tomar, em Maio de 1994 contra a Prova Geral de Acesso, ou PGA como era conhecida.
Lembro-me bem desse dia. Já com o 12º ano na prática concluído, faltando apenas os exames nacionais, passei grande parte do dia a jogar snooker na Gualdim Pais.
Se era para não haver aulas não era eu que ia boicotar, mas daí a alinhar numa "carneirada" com a qual eu pessoalmente não concordava (mesmo sendo o governo PSD...), e a maioria nem sabia bem a que se devia, já então não fazia muito o meu estilo.
Hoje talvez mais que então, continuo a achar que uma prova de cultura geral fazia muita falta...
Lembro-me bem desse dia. Já com o 12º ano na prática concluído, faltando apenas os exames nacionais, passei grande parte do dia a jogar snooker na Gualdim Pais.
Se era para não haver aulas não era eu que ia boicotar, mas daí a alinhar numa "carneirada" com a qual eu pessoalmente não concordava (mesmo sendo o governo PSD...), e a maioria nem sabia bem a que se devia, já então não fazia muito o meu estilo.
Hoje talvez mais que então, continuo a achar que uma prova de cultura geral fazia muita falta...
segunda-feira, agosto 17, 2009
vou ali já volto
E pronto, o a candidatura 'Geração Tomar' do PS acabou de entregar as listasno tribunal, e é chegado o tempo de eu tentar ter umas feriazitas. Livros, toalha, calções e chinelos, mais uns cêntimos para o verde e para o marisco, ariops cá vou eu.
Se precisarem de mim, não estou cá.
Se precisarem de mim, não estou cá.
domingo, agosto 16, 2009
"Poucos vêem o que somos, mas todos vêem o que aparentamos."
Maquiavel
Ou como costumo dizer, Não somos o que somos, mas o que os outros julgam de nós, é a opinião dos outros que fica para a história.
Infelizmente, é o um dos princípios básicos que qualquer pretenso político tem de ter sempre presente.
quarta-feira, agosto 12, 2009
Hoje é dia...
...Internacional da Juventude.
A câmara de Tomar este ano, vá-se lá saber porquê este súbito interesse, não só fez o Mês da Juventude em Março (que bem espremido era um mês bem curtinho...) como esta semana comemora mais uma Semana da Juventude, pelo que é possível ler no seu boletim de campanha... perdão, digo, boletim informativo.
Claro que a avaliar pelo programa, na câmara de Tomar não se sabe bem a diferença entre juventude e infância.
Mas também é normal, Tomar já quase não tem jovens pois que a aprtir de certa idade vão-se todos embora, pelo que mais vale fazer actividades para as crianças. E depois até pode ser que os papás votem, já que os jovens quando o fazem, fazem-no pouco no PSD...
A câmara de Tomar este ano, vá-se lá saber porquê este súbito interesse, não só fez o Mês da Juventude em Março (que bem espremido era um mês bem curtinho...) como esta semana comemora mais uma Semana da Juventude, pelo que é possível ler no seu boletim de campanha... perdão, digo, boletim informativo.
Claro que a avaliar pelo programa, na câmara de Tomar não se sabe bem a diferença entre juventude e infância.
Mas também é normal, Tomar já quase não tem jovens pois que a aprtir de certa idade vão-se todos embora, pelo que mais vale fazer actividades para as crianças. E depois até pode ser que os papás votem, já que os jovens quando o fazem, fazem-no pouco no PSD...
terça-feira, agosto 11, 2009
campanha tecnológica
Oba Oba, batamos palmas!, o PSD tem finalmente uma página da internet. Demorou quase tanto como a da autarquia, mas vá é um upgrade.
Do pouco que a página tem, o que mais espanta é a sinceridade. Quando consultamos a obra deste último mandato aparece a ponte do flecheiro. E nada mais...
Das supostas sete candidaturas à CMT temos ainda o blogue do movimento independente Tomar em Primeiro Lugar.
E o já velhinho blogue do PS de Tomar, cuja candidatura 'Geração Tomar' tem também páginas no HI5, Facebook, e Twitter.
Do pouco que a página tem, o que mais espanta é a sinceridade. Quando consultamos a obra deste último mandato aparece a ponte do flecheiro. E nada mais...
Das supostas sete candidaturas à CMT temos ainda o blogue do movimento independente Tomar em Primeiro Lugar.
E o já velhinho blogue do PS de Tomar, cuja candidatura 'Geração Tomar' tem também páginas no HI5, Facebook, e Twitter.
domingo, agosto 09, 2009
ser humano
"A ingratidão é o sentimento mais comum nos homens." - Armando Fernandes
Tanta vez o pensei, mas ontem ao ouvir estas palavras à mesa da boda de casamento de um amigo comum, não sei porquê, mas talvez pela expressão sentida e no contexto da filosoficopoliticosociologo&afins conversa que vinha tendo com o Armando e outros, senti-a como o pulsar dorido duma ferida já tantas vezes aberta, a ponto de a querer registar.
As pessoas têm de facto esta capacidade abrangente de muitas atitudes e expressões de humanidade que vão repetindo ao longo da sua existência. Infelizmente, tendencialmente as mais frequentes ou as que mais marcam não costumam ser as melhores.
Tanta vez o pensei, mas ontem ao ouvir estas palavras à mesa da boda de casamento de um amigo comum, não sei porquê, mas talvez pela expressão sentida e no contexto da filosoficopoliticosociologo&afins conversa que vinha tendo com o Armando e outros, senti-a como o pulsar dorido duma ferida já tantas vezes aberta, a ponto de a querer registar.
As pessoas têm de facto esta capacidade abrangente de muitas atitudes e expressões de humanidade que vão repetindo ao longo da sua existência. Infelizmente, tendencialmente as mais frequentes ou as que mais marcam não costumam ser as melhores.
quarta-feira, agosto 05, 2009
os dias...
...correm, nem parecem maiores, não há tempo para nada, e muito menos para este "hotel de desocupados" como chamou em tempos o presidente de Câmara de Almeirim a esta coisa dos blogues.
Nas funções que agora desempenho até passo considerável tempo ao computador, mas isso só faz fugir ainda mais a vontade de nele fazer o que não seja obrigatório, e o meu computador em casa passa dias sem ser ligado, mesmo que eu até lá esteja, o que vai sendo em períodos cada vez mais curtos.
Algumas saudades já de Lisboa, onde desde de Maio fui apenas parcas vezes, e sem a premência do dia-a-dia. Saudades da luz reflectida nos edíficios do Chiado quando por eles passava a correr para o metro, a correr para o comboio, a correr para Tomar. Convenhamos que passar todos os dias pelo apinhado Agroal, de emigrantes e octagenários semi-nus a "acampar" pela estrada fora, na minha pressa a caminho da Vila de Freixianda, não é bem a mesma coisa.
Tanto para dizer, tanto para comentar, e contudo o que me apetece referir é que a passada semana, numa escapadela de fim de dia que se prolongou até à manhã seguinte, consegui finalmente saber a temperatura do mar! E mesmo que só por breves horas foi o suficiente para o meu primeiro escaldão do ano. E pronto, o meu verão de praia é bem capaz de estar feito. Ano de eleições é assim mesmo, como mesmo mesmo, é serem sempre os mesmos a trabalhar...
A coisa anda de tal forma que até esqueci de referir o quinto aniversário deste blogue! Lembrei-me hoje de manhã que aqui o algures haveria de ter feito anos em Julho. Mas é normal, se eu não me lembro dos aniversários das pessoas, porque me haveria de lembrar do blogue?
Cinco anos, já está a entrar para a escola...
Falando em blogues, o blogue do jornal O Templário foi a última vítima a ter de limitar os comentários. Aos poucos todos, com sentido de responsabilidade, temos de fazer o mesmo. Aqui no algures há dois anos que os comentários se restringiram. É pena, mas é a demonstração da forma como algumas pessoas vivem a Liberdade e a Democracia: cobardemente a coberto do anonimato a chamar nomes a tudo e todos.
Não há Democracia sem regras, e é bom que não exista sem Ética.
E de resto o assunto do dia vão sendo as eleições que se avizinham, Legislativas e Autárquicas. Nas que mais nos estão próximas, este vai ser um ano muito interessante: 7 listas candidatas a uma câmara da dimensão de Tomar é obra!
Tudo está em aberto, depende da vontade dos tomarenses em mudar o seu rumo ou em manter tudo na mesma. O PS com o arq. Vitorino à cabeça está com boas possibilidades, e é a única alternativa credível e capaz, com equipa e projecto, para realizar a tal mudança. Mas são os cidadãos que decidem, e com a máquina do PSD montada e os aliciamentos de última hora que vão fazendo, é bem possível, até pelas muletas que têm em listas que roubam votos ao PS, que possam ainda assim, depois de todos os disparates e incapacidades, ganhar. Se acontecer, será um grande passo na amorfização final da outrora cidade de Tomar. Depois de 2013, nada será como dantes, não mais haverá dinheiro como até aqui. E se Tomar até nem com dinheiro soube fazer nada...
Aconteça o que acontecer uma coisa parece ser certa: nenhum partido vai ter maioria na Câmara, que será provavelmente muito multicolor, e isso será à partida prenúncio para ainda piores acontecimentos. Os tomarenses têm a responsabilidade da decisão de tudo isto na mão, mas como habitual não parecem disso muito conscientes ou preocupados. As várias forças vivas(?) da comunidade também não se fazem notar e outros actores com responsabilidade são normalmente subjugados con ou inconscientemente a nada oporem ou até "ajudarem".
E assim vão os dias dos nabantinos, por mais que os próprios não se interessem ou apercebam: maus. Como maus vão os de Miguel Relvas, mas isso são contas de outro partido, e se positivamente pouco se conhece que tenha acrescentado à nossa terrinha, também não se comente muito agora o facto do eterno deputado deixar de o ser, até porque a reforma já ninguém lha tira. É da vida, tudo tem o seu tempo.
E por aqui, o tempo para escrever, acabou-se.
Nas funções que agora desempenho até passo considerável tempo ao computador, mas isso só faz fugir ainda mais a vontade de nele fazer o que não seja obrigatório, e o meu computador em casa passa dias sem ser ligado, mesmo que eu até lá esteja, o que vai sendo em períodos cada vez mais curtos.
Algumas saudades já de Lisboa, onde desde de Maio fui apenas parcas vezes, e sem a premência do dia-a-dia. Saudades da luz reflectida nos edíficios do Chiado quando por eles passava a correr para o metro, a correr para o comboio, a correr para Tomar. Convenhamos que passar todos os dias pelo apinhado Agroal, de emigrantes e octagenários semi-nus a "acampar" pela estrada fora, na minha pressa a caminho da Vila de Freixianda, não é bem a mesma coisa.
Tanto para dizer, tanto para comentar, e contudo o que me apetece referir é que a passada semana, numa escapadela de fim de dia que se prolongou até à manhã seguinte, consegui finalmente saber a temperatura do mar! E mesmo que só por breves horas foi o suficiente para o meu primeiro escaldão do ano. E pronto, o meu verão de praia é bem capaz de estar feito. Ano de eleições é assim mesmo, como mesmo mesmo, é serem sempre os mesmos a trabalhar...
A coisa anda de tal forma que até esqueci de referir o quinto aniversário deste blogue! Lembrei-me hoje de manhã que aqui o algures haveria de ter feito anos em Julho. Mas é normal, se eu não me lembro dos aniversários das pessoas, porque me haveria de lembrar do blogue?
Cinco anos, já está a entrar para a escola...
Falando em blogues, o blogue do jornal O Templário foi a última vítima a ter de limitar os comentários. Aos poucos todos, com sentido de responsabilidade, temos de fazer o mesmo. Aqui no algures há dois anos que os comentários se restringiram. É pena, mas é a demonstração da forma como algumas pessoas vivem a Liberdade e a Democracia: cobardemente a coberto do anonimato a chamar nomes a tudo e todos.
Não há Democracia sem regras, e é bom que não exista sem Ética.
E de resto o assunto do dia vão sendo as eleições que se avizinham, Legislativas e Autárquicas. Nas que mais nos estão próximas, este vai ser um ano muito interessante: 7 listas candidatas a uma câmara da dimensão de Tomar é obra!
Tudo está em aberto, depende da vontade dos tomarenses em mudar o seu rumo ou em manter tudo na mesma. O PS com o arq. Vitorino à cabeça está com boas possibilidades, e é a única alternativa credível e capaz, com equipa e projecto, para realizar a tal mudança. Mas são os cidadãos que decidem, e com a máquina do PSD montada e os aliciamentos de última hora que vão fazendo, é bem possível, até pelas muletas que têm em listas que roubam votos ao PS, que possam ainda assim, depois de todos os disparates e incapacidades, ganhar. Se acontecer, será um grande passo na amorfização final da outrora cidade de Tomar. Depois de 2013, nada será como dantes, não mais haverá dinheiro como até aqui. E se Tomar até nem com dinheiro soube fazer nada...
Aconteça o que acontecer uma coisa parece ser certa: nenhum partido vai ter maioria na Câmara, que será provavelmente muito multicolor, e isso será à partida prenúncio para ainda piores acontecimentos. Os tomarenses têm a responsabilidade da decisão de tudo isto na mão, mas como habitual não parecem disso muito conscientes ou preocupados. As várias forças vivas(?) da comunidade também não se fazem notar e outros actores com responsabilidade são normalmente subjugados con ou inconscientemente a nada oporem ou até "ajudarem".
E assim vão os dias dos nabantinos, por mais que os próprios não se interessem ou apercebam: maus. Como maus vão os de Miguel Relvas, mas isso são contas de outro partido, e se positivamente pouco se conhece que tenha acrescentado à nossa terrinha, também não se comente muito agora o facto do eterno deputado deixar de o ser, até porque a reforma já ninguém lha tira. É da vida, tudo tem o seu tempo.
E por aqui, o tempo para escrever, acabou-se.
um vilarejo...
De quando em vez (aos nabantinos deveria ser muitas vezes), é bom passar os olhos e demais sentidos ao que os outros vão fazendo.
O site do Município de Óbidos é excelente para dar um aroma disso mesmo. Passem por lá, vejam um pouco do por lá se faz e por cá também... não.
Adaptando a conhecida frase de um bonacheirão apresentador de televisão, podíamos estar tão felizes como eles... assim houvesse vontade e sabedoria.
O site do Município de Óbidos é excelente para dar um aroma disso mesmo. Passem por lá, vejam um pouco do por lá se faz e por cá também... não.
Adaptando a conhecida frase de um bonacheirão apresentador de televisão, podíamos estar tão felizes como eles... assim houvesse vontade e sabedoria.
segunda-feira, agosto 03, 2009
Lucidez
Nos tempos que correm, é bom ler quem sabe pensar e diz o que pensa. "Por que não sou candidato a deputado", um artigo de opinião de Vítor Ramalho, Presidente da Federação de Setúbal do PS, a ler no Sol
"Os partidos políticos são os pilares da democracia e a base de sustentação dos governos."
"É que hoje, mais do que nunca, parece ser decisivo priorizar o combate no interior dos partidos, porque é por estes – que não haja ilusões – que o futuro se reconstruirá."
"Os partidos políticos são os pilares da democracia e a base de sustentação dos governos."
"É que hoje, mais do que nunca, parece ser decisivo priorizar o combate no interior dos partidos, porque é por estes – que não haja ilusões – que o futuro se reconstruirá."
quinta-feira, julho 30, 2009
cumprir calendário
Doze anos de poder, sempre em maioria aboluta; 10 das 16 Juntas de freguesia; todo o tempo e toda a máquina para a campanha e afins; e afinal o que o PSD consegue fazer para apresentar a sua candidatura é isto? Uma foto com os cabeças de lista?Já nem eles acreditam?
foto jornal Cidade de Tomar
terça-feira, julho 28, 2009
PSD é mais despesista que PS, diz estudo
”O PSD é mais despesista do que o PS, segundo um estudo do professor Ricardo Reis. Os governos de Durão Barroso e de Pedro Santana Lopes foram os que mais contribuiram para o aumento da despesa do Estado”.
o artigo completo em: http://tsf.sapo.pt/paginainicial/economia/interior.aspx?content_id=1319448
o artigo completo em: http://tsf.sapo.pt/paginainicial/economia/interior.aspx?content_id=1319448
domingo, julho 26, 2009
Equipas e equi-parados
artigo publicado a 24 de Julho no jornal Cidade de Tomar
Neste Verão pontilhado de dias cinzentos, a política vai morna com uma ou outra trovoada. Pelo PS cá vamos, na finalização de listas, programas e afins na nossa já habitual imperturbabilidade, o que muito enerva outros.
Já o PSD, que isto para quem vê o poder a fugir, dói sempre mais, são os alcatroamentos e obras de última hora, quase sempre nas freguesias do costume, onde se chega a alcatroar por cima de alcatrão novo, não vá algum voto fugir. Uma promessa ou outra, uma ou outra proclamada vontade de trabalhar, enfim, as palavras vãs do costume.
Para mim contudo, a grande novidade foi mesmo a entrevista do vereador Carrão que – a estranheza da afirmação é tal, que até deu título – disse talvez convicto, que “as equipas do PSD são melhores”. Pois está muito bem, admitamos que andávamos todos enganados e ainda bem que o sete anos presidente do PSD e agora Vice-presidente da câmara nos avisa. Mas, eu que sou umas vezes esquisito e outras desconfiado pergunto: equipas melhores em quê, e em relação a quê?
Vamos por partes. Na Câmara tivemos dez anos António Paiva que desconsiderava a reunião formal de câmara pois muitas vezes nem lá ia, e quando ia, mais ninguém da sua equipa falava. E não é muito diferente desde que se foi embora. Todos sabemos aliás que aquelas reuniões são apenas para fazer de conta que se cumpre a Lei. Já vai tudo decidido. Quanto às equipas, bem sabemos como foram formadas pelo independente António Paiva. De forma a serem o mais apáticas possível.
Na Assembleia Municipal, a grande maioria dos elementos do PSD, raramente abriu a boca, estou aliás convicto, e era bom de apurar, que alguns nos quatro anos de mandato, nem uma palavra disseram. E aquela que era na prática, a líder da bancada, e portanto quem mais intervenções fazia, está agora com vários outros da área do PSD, numa lista dita independente. Até os presidentes de junta, que muito criticam em surdina, raramente, e apenas um ou dois casos, foi capaz de em Assembleia dizer um pouco do que o preocupasse a si e aos concidadãos da freguesia. Pelo contrário, a maioria das vezes estiveram calados servindo apenas de peões para o PSD ter os votos necessários para fazer aprovar ou reprovar o que lhe convinha, chegando mesmo a votar contra os interesses da sua freguesia, como no caso da Asseiceira, em que o presidente votou contra a proposta de instalação duma Loja do Cidadão na Linhaceira.
São afinal melhores em quê as equipas do PSD?
A obedecer cega e várias vezes insensatamente, ao todo poderoso líder? Sim, isso confirma-se que são. E a que líder obedecem agora?
Eu não gosto nem tenho hábito de me meter na vida interna dos outros partidos (ao contrário do que todos julgam poder fazer com o PS) mas quando isso influencia a gestão da Câmara devemos fazê-lo. É que relativamente ao PSD temos que perguntar afinal o que decidem os seus militantes, se é que decidem alguma coisa sequer. Tem o próprio presidente da concelhia algum voto na matéria? Ainda há alguns dias terá afirmado que as listas não estavam fechadas… Não se percebe nada do que por ali vai, e com isso não tenho nem o PS qualquer problema. O problema sim é que isso é o que se passa na Câmara há muito tempo, e é em essência a imagem que fica da gestão PSD da autarquia: Desorientação; Navegação à vista.
Enfim, desculpa-se a confusão de Carlos Carrão, como várias outras pequenas confusões que parece ter ao longo da entrevista. Aliás, a única coisa que não oferece qualquer confusão da sua entrevista é que ainda não superou (e como poderia, depois de todos os anúncios que fez!) o facto de ter sido preterido, e apesar de não dizer com todas as letras como fez o vereador Ivo Santos, lá se depreende da entrevista, que na sua cabeça vai um “ainda vou ser presidente da Câmara.” Será que isso faz parte da por aí falada trama? Que Carrão aceitou ser segundo, com a promessa de Corvêlo sair a meio, deixando-o como presidente?
Não sabemos, e estamos habituados a que o PSD em Tomar não diga ao que vai, mas seria bom que o independente Corvêlo de Sousa dissesse claramente ao que se está a candidatar: a um mandato de quatro anos, ou ao que der?
Por fim, nessas tais equipas do PSD, onde estão os mesmos desde 1997, os mesmos que têm atirado o concelho para este amorfismo e esta banalidade a que vimos Tomar chegada, esses mesmos que nas palavras do agora também independente vereador Ivo Santos, têm “ausência de rumo, de projecto, de ideias”, a par de “peripécias, equívocos, falsidades e contradições”, são os mesmos (e os que saiem não limpam responsabilidades) que agora dizem que vem aí um mundo novo, que agora é que vão fazer isto e aquilo, e que agora, a três meses das eleições, é que apresentam planos e estratégias.
Haja vergonha.
É que só uma boa dose de falta de vergonha pode permitir às mesmas pessoas, as pessoas responsáveis pela degradação do concelho, e da ilusão que não, que está tudo bem, se apresentem novamente a eleições! Terão desta vez ao menos um programa? Ou como já vai parecendo, e como outros já fizeram, irão copiar o do PS? Lembram-se agora dos núcleos urbanos das freguesias, lembraram-se agora dessa dignidade que a todos os cidadãos é merecida; lembram-se agora do mercado; lembraram-se agora de melhor investir na cultura, de articular e aproveitar as sinergias instaladas, das associações culturais por exemplo. Enfim, passou-lhes agora pela cabeça muita coisa que em doze anos andou esquecida.
Nada disso contudo importa, a razão em Democracia está sempre do lado dos cidadãos. É a estes que importa perceber quem tem as melhores equipas, as melhores ideias, as energias renovadas, a visão e a capacidade para dar um novo impulso a Tomar. É aos cidadãos também, aos tomarenses, que cabe saber que memória têm, e que rumo querem para o seu concelho e para si mesmos. Se querem tudo na mesma, ou se querem a mudança. Eu, será escusado dizer o que penso, mas digo apenas que para mudar, Todos Somos Precisos, e dia onze de Outubro não basta ter vontade nem ter razão, é preciso ter apoio. E você, de que lado está?
Neste Verão pontilhado de dias cinzentos, a política vai morna com uma ou outra trovoada. Pelo PS cá vamos, na finalização de listas, programas e afins na nossa já habitual imperturbabilidade, o que muito enerva outros.
Já o PSD, que isto para quem vê o poder a fugir, dói sempre mais, são os alcatroamentos e obras de última hora, quase sempre nas freguesias do costume, onde se chega a alcatroar por cima de alcatrão novo, não vá algum voto fugir. Uma promessa ou outra, uma ou outra proclamada vontade de trabalhar, enfim, as palavras vãs do costume.
Para mim contudo, a grande novidade foi mesmo a entrevista do vereador Carrão que – a estranheza da afirmação é tal, que até deu título – disse talvez convicto, que “as equipas do PSD são melhores”. Pois está muito bem, admitamos que andávamos todos enganados e ainda bem que o sete anos presidente do PSD e agora Vice-presidente da câmara nos avisa. Mas, eu que sou umas vezes esquisito e outras desconfiado pergunto: equipas melhores em quê, e em relação a quê?
Vamos por partes. Na Câmara tivemos dez anos António Paiva que desconsiderava a reunião formal de câmara pois muitas vezes nem lá ia, e quando ia, mais ninguém da sua equipa falava. E não é muito diferente desde que se foi embora. Todos sabemos aliás que aquelas reuniões são apenas para fazer de conta que se cumpre a Lei. Já vai tudo decidido. Quanto às equipas, bem sabemos como foram formadas pelo independente António Paiva. De forma a serem o mais apáticas possível.
Na Assembleia Municipal, a grande maioria dos elementos do PSD, raramente abriu a boca, estou aliás convicto, e era bom de apurar, que alguns nos quatro anos de mandato, nem uma palavra disseram. E aquela que era na prática, a líder da bancada, e portanto quem mais intervenções fazia, está agora com vários outros da área do PSD, numa lista dita independente. Até os presidentes de junta, que muito criticam em surdina, raramente, e apenas um ou dois casos, foi capaz de em Assembleia dizer um pouco do que o preocupasse a si e aos concidadãos da freguesia. Pelo contrário, a maioria das vezes estiveram calados servindo apenas de peões para o PSD ter os votos necessários para fazer aprovar ou reprovar o que lhe convinha, chegando mesmo a votar contra os interesses da sua freguesia, como no caso da Asseiceira, em que o presidente votou contra a proposta de instalação duma Loja do Cidadão na Linhaceira.
São afinal melhores em quê as equipas do PSD?
A obedecer cega e várias vezes insensatamente, ao todo poderoso líder? Sim, isso confirma-se que são. E a que líder obedecem agora?
Eu não gosto nem tenho hábito de me meter na vida interna dos outros partidos (ao contrário do que todos julgam poder fazer com o PS) mas quando isso influencia a gestão da Câmara devemos fazê-lo. É que relativamente ao PSD temos que perguntar afinal o que decidem os seus militantes, se é que decidem alguma coisa sequer. Tem o próprio presidente da concelhia algum voto na matéria? Ainda há alguns dias terá afirmado que as listas não estavam fechadas… Não se percebe nada do que por ali vai, e com isso não tenho nem o PS qualquer problema. O problema sim é que isso é o que se passa na Câmara há muito tempo, e é em essência a imagem que fica da gestão PSD da autarquia: Desorientação; Navegação à vista.
Enfim, desculpa-se a confusão de Carlos Carrão, como várias outras pequenas confusões que parece ter ao longo da entrevista. Aliás, a única coisa que não oferece qualquer confusão da sua entrevista é que ainda não superou (e como poderia, depois de todos os anúncios que fez!) o facto de ter sido preterido, e apesar de não dizer com todas as letras como fez o vereador Ivo Santos, lá se depreende da entrevista, que na sua cabeça vai um “ainda vou ser presidente da Câmara.” Será que isso faz parte da por aí falada trama? Que Carrão aceitou ser segundo, com a promessa de Corvêlo sair a meio, deixando-o como presidente?
Não sabemos, e estamos habituados a que o PSD em Tomar não diga ao que vai, mas seria bom que o independente Corvêlo de Sousa dissesse claramente ao que se está a candidatar: a um mandato de quatro anos, ou ao que der?
Por fim, nessas tais equipas do PSD, onde estão os mesmos desde 1997, os mesmos que têm atirado o concelho para este amorfismo e esta banalidade a que vimos Tomar chegada, esses mesmos que nas palavras do agora também independente vereador Ivo Santos, têm “ausência de rumo, de projecto, de ideias”, a par de “peripécias, equívocos, falsidades e contradições”, são os mesmos (e os que saiem não limpam responsabilidades) que agora dizem que vem aí um mundo novo, que agora é que vão fazer isto e aquilo, e que agora, a três meses das eleições, é que apresentam planos e estratégias.
Haja vergonha.
É que só uma boa dose de falta de vergonha pode permitir às mesmas pessoas, as pessoas responsáveis pela degradação do concelho, e da ilusão que não, que está tudo bem, se apresentem novamente a eleições! Terão desta vez ao menos um programa? Ou como já vai parecendo, e como outros já fizeram, irão copiar o do PS? Lembram-se agora dos núcleos urbanos das freguesias, lembraram-se agora dessa dignidade que a todos os cidadãos é merecida; lembram-se agora do mercado; lembraram-se agora de melhor investir na cultura, de articular e aproveitar as sinergias instaladas, das associações culturais por exemplo. Enfim, passou-lhes agora pela cabeça muita coisa que em doze anos andou esquecida.
Nada disso contudo importa, a razão em Democracia está sempre do lado dos cidadãos. É a estes que importa perceber quem tem as melhores equipas, as melhores ideias, as energias renovadas, a visão e a capacidade para dar um novo impulso a Tomar. É aos cidadãos também, aos tomarenses, que cabe saber que memória têm, e que rumo querem para o seu concelho e para si mesmos. Se querem tudo na mesma, ou se querem a mudança. Eu, será escusado dizer o que penso, mas digo apenas que para mudar, Todos Somos Precisos, e dia onze de Outubro não basta ter vontade nem ter razão, é preciso ter apoio. E você, de que lado está?
quinta-feira, julho 23, 2009
Câmara de Torres Novas financia obras no centro histórico
noticia o Templário
O que é bom. Já que em Tomar não se aproveitam as ideias e propostas do PS, que outros o vão fazendo...
Quer dizer, agora até parece que a câmara está a querer aproveitar algumas ideias, diz é que são suas, e como habitual, não vão passar de propaganda.
O que é bom. Já que em Tomar não se aproveitam as ideias e propostas do PS, que outros o vão fazendo...
Quer dizer, agora até parece que a câmara está a querer aproveitar algumas ideias, diz é que são suas, e como habitual, não vão passar de propaganda.
sexta-feira, julho 17, 2009
Parque de Campismo de Abrantes vai ser ampliado
noticia O Mirante online.
"(...) O Parque de Campismo de Abrantes ocupa actualmente uma área de 6 mil metros quadrados. Está localizado junto à margem sul do Aquapolis. Este negócio vai permitir o reforço de infra-estruturas de apoio e o aumento da capacidade de instalação de tendas, roulottes, auto-caravanas e bungalows. "
Mas claro, os outros concelhos não percebem nada destas coisas. Nós sim, nós é que sabemos. O bom que temos, destruímos.
..
"(...) O Parque de Campismo de Abrantes ocupa actualmente uma área de 6 mil metros quadrados. Está localizado junto à margem sul do Aquapolis. Este negócio vai permitir o reforço de infra-estruturas de apoio e o aumento da capacidade de instalação de tendas, roulottes, auto-caravanas e bungalows. "
Mas claro, os outros concelhos não percebem nada destas coisas. Nós sim, nós é que sabemos. O bom que temos, destruímos.
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segunda-feira, julho 13, 2009
pensamento do dia
"Nenhum problema pode ser resolvido pelo mesmo estado de consciência que o criou"
Albert Einstein
Está como mensagem de boas vindas, no moodle da que é desde a semana pretérita, formalmente a minha nova escola base, o Agrupamento de Escolas do Alto Lumiar.
A citação em si é aplicável em muitos aspectos, por exemplo em Tomar, que dado o estado de amorfismo entre mais ismos a que chegou o concelho, dificilmente poderão ser os mesmos responsáveis a tirar-nos deste atoleiro. Venham novas energias, novas vontades, novas formas de pensar e ver o mundo, novas formas de acontecer. Está quase.
Albert Einstein
Está como mensagem de boas vindas, no moodle da que é desde a semana pretérita, formalmente a minha nova escola base, o Agrupamento de Escolas do Alto Lumiar.
A citação em si é aplicável em muitos aspectos, por exemplo em Tomar, que dado o estado de amorfismo entre mais ismos a que chegou o concelho, dificilmente poderão ser os mesmos responsáveis a tirar-nos deste atoleiro. Venham novas energias, novas vontades, novas formas de pensar e ver o mundo, novas formas de acontecer. Está quase.
quinta-feira, julho 02, 2009
o matemático que quer ser maestro
Ainda não li, nem sei se é entrevista ou reportagem, mas O Templário desta semana traz o Pedro Antunes na capa.Os parabéns ao Pedro (recentemente chegado cá ao clube dos trintões) pelo doutoramento e prémio Jovem Investigador (algo ao jeito de investigador do ano) atribuído pela Universidade Técnica de Lisboa, já foram dados em devido tempo.
O que aqui se destaca e parabeniza é o jornal, não só pelo assunto, mas por lhe dar atenção de capa. Por vezes parece que a linha editorial é mais para o lado da desgraça, quando pelo contrário o que o país e o nosso concelho muito em particular precisa, é de inspiradores exemplos de sucesso. E nesse como noutros temas, a comunicação social tem um papel importante a cumprir.
Depois, como referi ainda não li... mas giro giro, era se o Pedro tivesse contado uma certa história de um certo concurso num certo Politécnico. Em Tomar, para se vencer certas mentalidades e certas práticas, nem sendo o melhor do mundo!...
sexta-feira, junho 26, 2009
a morte do rei
De há uns tempos largos, era considerado piroso ou coisa pior, dizer que se apreciava a obra de Michael Jackson, esse que nunca tendo sido criança, nunca quis deixar de o ser. Como nunca fui muito em modas, nunca tive problema de dizer que, do Mozart ao Michael, quando a música é boa há lugar para todos os géneros - e a do MJ é única. Revolucionário em quase tudo, o rei da pop deixa um trono difícil de voltar a ocupar por tudo o que fez e alcançou. Agora que morreu, parece que já todos gostam dele outra vez, mas isso não esconde, que por mais dinheiro, por mais fama, por mais poder ou a ilusão de tudo isso, morrer, faz-se sempre sozinho. Adeus Michael.
terça-feira, junho 23, 2009
a malta do liceu
...ou da Escola Secundária Santa Maria do Olival (mas mesmo eu que já sou dessa fase, continuo a chamar-lhe liceu), está a constituir uma Associação de Antigos Alunos, integrando também ex- professores e ex-funcionários. Bem hajam.
Aquele é um lugar que terá sempre um canto especial no baú das minhas memórias, não só porque até hoje foi o lugar onde passei mais tempo, 6 preenchidos anos, (à parte a SF Gualdim Pais, mas essa foi como uma casa) como esses foram os ferverosos tempos da adolescência, que a todos, para as boas e más lembranças, nos marcam para a vida e em grande parte definem a pessoa que seremos.
Os interessados (e serão certamente todos os que lá passaram!), deverão enviar os seguintes dados para o email: antigosalunosliceuessmotomar@gmail.com
a) Nome
b) Morada
c) Telefone/Telemóvel
d) E-mail
e) Ano de conclusão/saída/reforma
f) Disponibilidade para integrar a Comissão Instaladora
g) Disponibilidade para se inscrever como sócio depois da criação da Associação
Aquele é um lugar que terá sempre um canto especial no baú das minhas memórias, não só porque até hoje foi o lugar onde passei mais tempo, 6 preenchidos anos, (à parte a SF Gualdim Pais, mas essa foi como uma casa) como esses foram os ferverosos tempos da adolescência, que a todos, para as boas e más lembranças, nos marcam para a vida e em grande parte definem a pessoa que seremos.
Os interessados (e serão certamente todos os que lá passaram!), deverão enviar os seguintes dados para o email: antigosalunosliceuessmotomar@gmail.com
a) Nome
b) Morada
c) Telefone/Telemóvel
d) E-mail
e) Ano de conclusão/saída/reforma
f) Disponibilidade para integrar a Comissão Instaladora
g) Disponibilidade para se inscrever como sócio depois da criação da Associação
um cinema só para mim
O cinema em Tomar no cine-teatro Paraíso - que se mantém porque a Câmara de Tomar, depois de ter obrigado por concorrência desleal o cinema privado a fechar, sustenta agora este embora com pior serviço - brinda-nos esta semana com mais um filme que conseguiu chegar primeiro aos videoclubes nabantinos do que ao grande ecrã.O filme em questão, Quem quer ser Bilionário, estreou em Portugal a 5 de Fevereiro (vi-o nessa altura em Lisboa), e ainda que sendo um bom filme - o grande vencedor aliás, dos óscares deste ano - não me parece que estando disponível no videoclube há pelo menos três semanas, vá conseguir grandes espectadores, que já por norma vão sendo tantos...
Se isto não é mais um sintoma do vilarejo em que Tomar se está a tornar...
sexta-feira, junho 19, 2009
"Se de noite chorares por teres perdido o sol, as lágrimas não te deixarão ver as estrelas"
Rabindranath Tagore - (filósofo, poeta, compositor, artista,...) pensador indiano
Gosto de aprender coisas novas todos os dias. Hoje, para já, descobri esta preciosidade. Onde? Na terra que de há um tempo me ocupa (muito!) os dias; aqui, na Freixianda.
Rabindranath Tagore - (filósofo, poeta, compositor, artista,...) pensador indiano
Gosto de aprender coisas novas todos os dias. Hoje, para já, descobri esta preciosidade. Onde? Na terra que de há um tempo me ocupa (muito!) os dias; aqui, na Freixianda.
quarta-feira, junho 17, 2009
o mestre esteve por cá
A conversa foi interessante, contando também com o jornalista Sérgio Costa Andrade e os actores Diogo Dória e Teresa Menezes, tendo o nosso mais conhecido cineasta provado uma vez mais que aos 100, tem mais vivacidade que muitos outros com um terço da idade dele...
Parabéns ao Cine Clube de Tomar (eu sei que o nome é mais extenso, mas porque gostam de complicar as coisas?) que promoveu o encontro/homenagem, com isto desejando também mais acções e bons filmes. Como eu gostava de me dedicar mais a isso também...
recuerdos pictóricos
Há novas fotos finalmente colocadas online, ainda que já não tão recentes assim, na galeria ao topo da coluna ali ao lado. (o mesmo é dizer em http://picasaweb.google.com/ugocristovao)
Estou com umas saudades de viajar!...
terça-feira, junho 09, 2009
Os meus amigos
Escolho os meus amigos não pela pele ou por outro arquétipo qualquer,
mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero o meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão
pelas injustiças.
Escolho os meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
Não quero só o ombro ou o colo, quero também a sua maior alegria.
Amigo que não ri connosco não sabe sofrer connosco.
Os meus amigos são todos assim: metade disparate, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade a sua fonte de
aprendizagem,
mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos, nem chatos
Quero-os metade infância e outra metade velhice.
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos,
para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois vendo-os loucos e santos, tolos e sérios, crianças e velhos,
nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril.
Oscar Wilde
idealista contribuição da Paula T.
mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero o meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão
pelas injustiças.
Escolho os meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
Não quero só o ombro ou o colo, quero também a sua maior alegria.
Amigo que não ri connosco não sabe sofrer connosco.
Os meus amigos são todos assim: metade disparate, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade a sua fonte de
aprendizagem,
mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos, nem chatos
Quero-os metade infância e outra metade velhice.
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos,
para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois vendo-os loucos e santos, tolos e sérios, crianças e velhos,
nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril.
Oscar Wilde
idealista contribuição da Paula T.
sexta-feira, junho 05, 2009
Europa p’ra que te quero?
“Aqui acaba toda a terra antiga,
começa aqui a tentação do mar.
Europa - ainda era rapariga -,
Sentou-se aqui um dia a descansar.
Vinha de longe, andando com fadiga,
vinha de longe, andando sem parar...
Em frente ao mar, que o rosto lhe fustiga
logo pensou Europa em se casar.
Pediu-a p'ra mulher o Padre-Oceano.
Entre sereias, conchas e golfinhos,
as ondas lhe bordaram o enxoval.
E quando o noivo a recebeu, ufano,
estes penhascos rústicos, sozinhos,
deram os dois o ser a Portugal.”
começa aqui a tentação do mar.
Europa - ainda era rapariga -,
Sentou-se aqui um dia a descansar.
Vinha de longe, andando com fadiga,
vinha de longe, andando sem parar...
Em frente ao mar, que o rosto lhe fustiga
logo pensou Europa em se casar.
Pediu-a p'ra mulher o Padre-Oceano.
Entre sereias, conchas e golfinhos,
as ondas lhe bordaram o enxoval.
E quando o noivo a recebeu, ufano,
estes penhascos rústicos, sozinhos,
deram os dois o ser a Portugal.”
Na mitologia, grega pois claro, Europa era uma das filhas do rei da Fenícia, uma jovem rapariga cuja beleza levou o chefe dos deuses, Zeus, a disfarçar-se de um possante touro branco e raptá-la levando-a para a ilha de Creta; e é na procura desta levada a cabo por seus irmãos que são fundadas algumas das mais importantes cidades-estado de então.
Pois Europa é o nome dado a este grande continente onde vivemos, e onde muitas vezes na nossa visão periférica, dizemos que ela termina. Acaso como no poema transcrito de António Sardinha, não achemos Portugal um seu filho.
Do nosso atlântico oceano, aos russos montes Urais, a Europa é uma urdidura de muitos países, de línguas e dialectos, diferentes sociologias, culturas distintas, uma história feita de guerras e de conquistas, de divergentes religiões e de filosofias, mãe de quase todas as ideologias, de modelos económicos, das mais dissemelhantes formas de arte, e em tudo isso, quase sempre paradigma referencial para o resto do mundo.
Hoje a Europa, em especial a Europa dos 27 (um pouco mais de metade dos 50 que perfazem o continente europeu), essa União Europeia onde estamos inseridos, é tudo isso e mais. Desde logo o chamado modelo social europeu, que tem como objectivo promover o bem-estar dos cidadãos e a sua protecção social e que coloca o espaço europeu na vanguarda dos apoios sociais nas suas várias vertentes. Poder ser também um pilar na estabilidade económica, e na defesa da paz, liberdades e garantias, são outras das suas prioridades e evidências das vantagens de fazermos parte deste grupo de países. Como estaríamos nós a resistir à malfadada crise, se não estivéssemos na União e acima de tudo no grupo de países já adoptantes do euro?
Os demais proveitos da União não carecem de grande apologia para quem quer que de bom senso lhe dedique dois minutos de reflexão. O que o nosso país evoluiu desde 1986, ao nível das infra-estruturas, da mobilidade dos cidadãos, do acesso a serviços, entre tanto mais é indiscutível, e todos já sabemos que boa parte dos fundos para o que se faz a quase todos os níveis provêem da União, assim como muitas das nossas Leis não são mais que a transposição do que emana do Parlamento Europeu. O que cá depois se faz com esses fundos e essa Leis e Directivas é que já é responsabilidade nossa…
E isto é dizer que essa ideia nefasta para a Democracia que se propagou entre os cidadãos, de que as eleições para o Parlamento Europeu que este domingo ocorrem não são importantes, é evidentemente falsa e imprudente.
Mas votar em quem, e porquê?
Nestas eleições, partidos e candidatos é que não vão faltar, que agora fazer partidos parece estar na moda (quase tanto como inventar listas de excluídos dos partidos e assim sem regras chamar-lhes independentes, mas essas modas fugazes são temáticas de outras eleições) e como tal do mais à direita ao mais à esquerda há todo um arco-íris de escolhas possíveis.
Dos que oferecem eleitoralmente mais relevância, parece-me ser a qualidade de Vital Moreira sobre os demais candidatos na minha opinião algo inquestionável para quem quer que analise de forma isenta e racional – mas importante é ter uma opinião, não tem que ser igual à minha. Sobre o papel do PS na construção de um Portugal país europeu, e na contribuição que tem dado à Europa em si, sabendo que sempre foram socialistas e governos socialistas que estiveram nos momentos fundamentais – como na adesão à então CEE, na adesão ao Euro, e na constituição de documentos fundamentais para a Europa e enaltecedores para Portugal como a Estratégia de Lisboa e o mais recente Tratado de Lisboa também me parece indubitável – mas uma vez mais, o que importa é ter opinião.
Não vou assim apelar ao voto no PS, mas tão só apelar ao voto qualquer que ele seja. Que cada um vote em quem ou como sentir a sua consciência ordenar. Votar é um imperativo de cidadania; votar é vencer uma certa imagética que vai correndo nos nossos dias e que diz que não vale pena, que a política é má, ou que a melhor forma de contestar algo é não votar. Puro e malicioso engano.
Votar é um acto em si simples, mas pelo qual tantos lutaram na história, e que na nossa há pouco tempo ainda nos é permitido. Um acto livre, mas que para todo o cidadão que quer ser consciente e desejar continuar a viver em Democracia, mais que um direito, é um dever. Afinal, quanto deixamos de exercer um direito, estamos a abrir caminho para a extinção do mesmo. Eu não desejo isso, penso que você também não. No próximo domingo dia 7 é dia de ir às urnas. Não falte, pela Europa e por Portugal.
artigo publicado hoje no jornal Cidade de Tomar.
terça-feira, junho 02, 2009
os dias
info cívica
Consultem o v/ nº de Eleitor e vejam se estão bem recenseados. Se tiverem amigos / familiares que completem os 18 anos, eles são recenseados automaticamente na Freguesia de Residência, (mas não lhes é comunicado o nº de Eleitor).
http://www.recenseamento.mai.gov.pt/
Confirmar e saber o número é essencial!
Votar é um direito, e um dever para todos os cidadãos conscientes.
http://www.recenseamento.mai.gov.pt/
Confirmar e saber o número é essencial!
Votar é um direito, e um dever para todos os cidadãos conscientes.
sexta-feira, maio 22, 2009
info cultural
Hoje pelas 21h30 no Cine-teatro Paraíso, a Banda Sinfónica da Polícia de Segurança Pública dá concerto integrado nas cerimónias do aniversário do Comando Distrital da PSP de Santarém.
Além do interesse musical, acresce o facto de neste agrupamento alinharem vários tomarenses, ou não fosse Tomar, muito por via da SF Gualdim Pais, uma terra que "cria músicos" para o país.
Para mais info's sobre a banda e o programa do concerto, clique aqui.
Além do interesse musical, acresce o facto de neste agrupamento alinharem vários tomarenses, ou não fosse Tomar, muito por via da SF Gualdim Pais, uma terra que "cria músicos" para o país.
Para mais info's sobre a banda e o programa do concerto, clique aqui.
domingo, maio 17, 2009
Com as calças do meu pai…
artigo publicado no jornal Cidade de Tomar de 15 de Maio
“Sou novo é verdade; mas, para os espíritos bem nascidos. O valor não fica à espera da soma dos anos vividos.” Pierre Corneille
Certamente todos conhecem a frase que começa com esta que a este texto serve de título. É um dos pequenos exemplos do que é uma atitude cultural enraizada de desconsideração para com os mais novos, de lhes dizer que “calma lá que ainda tens de comer muito sal”, “o teu tempo há-de chegar”, tu eras um grande homem mas é com os feitos dos que te antecedem, muito ao jeito do cliché mais usado da história dos discursos: “os jovens são o futuro de amanhã”!
A juventude. Aí está o que, da política a muitos outros sectores, todo aquele que tem um discurso para fazer gosta de ter na boca. Mas da palavra à acção vai uma grande distância. A verdade é que na prática quando um jovem chega, cuidado! Lá vem um puto para nos roubar o lugar ou, enfim, alguém a quem falta “experiência de vida”.
E no entanto, há quanto a isso duas verdades: não só há imensas provas de que a juventude ou a “falta de experiência” não são sinónimo de menor capacidade; muito pelo contrário, há, da Educação à Política, da Economia à Ciência, e em tantas outras áreas da actividade humana, imensos casos de jovens bem sucedidos e a muito fazer por si e pelos outros. A segunda verdade é que os que mais se mostram desconfiados para com os jovens, são por norma um de dois casos: os que são frustrados com a sua própria juventude; ou, mais grave, os que tendo até um caminho interessante ou bem sucedido, sentem agora outros chegar, como que a pôr fim à sua jornada.
Mas por que está este a falar uma vez mais de juventude?, perguntarão. Bom, falar de juventude em Tomar faz todo o sentido. A realidade é que numa terra cada vez mais envelhecida, deveríamos estar a procurar formas de fixar os jovens, de atraí-los até de outros concelhos. Nos dias que correm os concelhos estão sistematicamente a competir entre si, se mais não for, por uma questão basilar de sobrevivência, e os jovens são os bens activos mais valiosos e cobiçados. Numa linguagem económica, são os que garantem maior retorno a longo prazo.
Tomar, a cidade velhinha. Ou será caquéctica?
E em Tomar contudo, voltando à metáfora, hoje as calças do meu pai – ele não se importará que o diga – não me serviriam. Poderá parecer um disparate mas faz todo o sentido. Hoje, as velhas roupagens de nossos pais não servem os jovens nabantinos. E o mesmo é dizer que o passado mais recente de Tomar não nos serve; nem aos jovens, nem a ninguém. A não ser aos que – que também os há e estão no direito de pensar assim e assim quererem o seu concelho – gostam da terrinha paradinha sem grande movimento ou “confusão”, que Tomar está mesmo bom é para gozar uma pacífica reforma.
Para todos os outros, tenham lá que idade tiverem, Tomar precisa de novas roupagens, de novas ideias, de novo sangue, nova energia. Para todos os outros, os que querem trabalho, os que querem desenvolvimento, os que querem uma terra que além de ter ainda resquícios de beleza, e de ter sido importante na história; importante mesmo é que seja uma terra que lhes dê horizontes, perspectivas de futuro, sustentabilidade económica e jeitos de qualidade de vida, que proporcione envolvimento familiar e social, e as demais benesses naturalmente desejáveis, como a cultura, o desporto, o lazer e o apoio social quando necessário. A esses, a todos esses, o que com honestidade se pode dizer é que as actuais roupagens de Tomar não servem.
Bem espremidos, o que se pode retirar dos últimos 20 anos em Tomar, além das oportunidades perdidas?
Sim, o Instituto Politécnico. E falo sobretudo no aspecto de criação de emprego e o que daí advém: o IPT é em verdade o principal garante económico do nosso concelho. Fala-se do óbvio emprego para professores e funcionários, mas também dos alunos que deixam dinheiro nos quartos alugados e no comércio local. E, mesmo com todo esse valor, que trabalho relevante com essa instituição faz a Câmara, ou mesmo, que importância lhe reconhece a comunidade?
Mas, à parte o IPT, que mais foi feito em Tomar nestas últimas décadas que tenha significativamente trazido algum acréscimo a um qualquer aspecto? Nestes anos em que vimos desenvolver os concelhos à nossa volta, como evoluiu o nosso? Evoluiu sequer?
Sem novas empresas e com várias das existentes a definhar; com um enorme potencial turístico mas que em verdade nunca foi verdadeiramente aproveitado, e nada tem sido feito para que tal se consiga; com pouco já que nos distinga e nos torne competitivos para com os demais concelhos, o que há a fazer?
Urge dar o salto, fazer a mudança: de mentalidade, de estilo, de atitude. Quase tudo o que se tem feito nos últimos anos não nos leva a lado nenhum. Precisamos de novas ideias, sangue, energia, garra, vontade. Novas capacidades, novas formas de olhar o concelho, o país e o mundo. Novas formas de trabalhar e de se relacionar com as pessoas e as instituições, públicas ou privadas. É preciso uma Câmara que seja o cerne inteligente e impulsionador, capaz de motivar e liderar toda a comunidade num novo e capaz caminho, que nos retire da pasmaceira atrofiante, e da mordaça autoritária e surda com que este concelho tem sido atirado para o patamar da indiferença ou banalidade.
“Sou novo é verdade; mas, para os espíritos bem nascidos. O valor não fica à espera da soma dos anos vividos.” Pierre Corneille
Certamente todos conhecem a frase que começa com esta que a este texto serve de título. É um dos pequenos exemplos do que é uma atitude cultural enraizada de desconsideração para com os mais novos, de lhes dizer que “calma lá que ainda tens de comer muito sal”, “o teu tempo há-de chegar”, tu eras um grande homem mas é com os feitos dos que te antecedem, muito ao jeito do cliché mais usado da história dos discursos: “os jovens são o futuro de amanhã”!
A juventude. Aí está o que, da política a muitos outros sectores, todo aquele que tem um discurso para fazer gosta de ter na boca. Mas da palavra à acção vai uma grande distância. A verdade é que na prática quando um jovem chega, cuidado! Lá vem um puto para nos roubar o lugar ou, enfim, alguém a quem falta “experiência de vida”.
E no entanto, há quanto a isso duas verdades: não só há imensas provas de que a juventude ou a “falta de experiência” não são sinónimo de menor capacidade; muito pelo contrário, há, da Educação à Política, da Economia à Ciência, e em tantas outras áreas da actividade humana, imensos casos de jovens bem sucedidos e a muito fazer por si e pelos outros. A segunda verdade é que os que mais se mostram desconfiados para com os jovens, são por norma um de dois casos: os que são frustrados com a sua própria juventude; ou, mais grave, os que tendo até um caminho interessante ou bem sucedido, sentem agora outros chegar, como que a pôr fim à sua jornada.
Mas por que está este a falar uma vez mais de juventude?, perguntarão. Bom, falar de juventude em Tomar faz todo o sentido. A realidade é que numa terra cada vez mais envelhecida, deveríamos estar a procurar formas de fixar os jovens, de atraí-los até de outros concelhos. Nos dias que correm os concelhos estão sistematicamente a competir entre si, se mais não for, por uma questão basilar de sobrevivência, e os jovens são os bens activos mais valiosos e cobiçados. Numa linguagem económica, são os que garantem maior retorno a longo prazo.
Tomar, a cidade velhinha. Ou será caquéctica?
E em Tomar contudo, voltando à metáfora, hoje as calças do meu pai – ele não se importará que o diga – não me serviriam. Poderá parecer um disparate mas faz todo o sentido. Hoje, as velhas roupagens de nossos pais não servem os jovens nabantinos. E o mesmo é dizer que o passado mais recente de Tomar não nos serve; nem aos jovens, nem a ninguém. A não ser aos que – que também os há e estão no direito de pensar assim e assim quererem o seu concelho – gostam da terrinha paradinha sem grande movimento ou “confusão”, que Tomar está mesmo bom é para gozar uma pacífica reforma.
Para todos os outros, tenham lá que idade tiverem, Tomar precisa de novas roupagens, de novas ideias, de novo sangue, nova energia. Para todos os outros, os que querem trabalho, os que querem desenvolvimento, os que querem uma terra que além de ter ainda resquícios de beleza, e de ter sido importante na história; importante mesmo é que seja uma terra que lhes dê horizontes, perspectivas de futuro, sustentabilidade económica e jeitos de qualidade de vida, que proporcione envolvimento familiar e social, e as demais benesses naturalmente desejáveis, como a cultura, o desporto, o lazer e o apoio social quando necessário. A esses, a todos esses, o que com honestidade se pode dizer é que as actuais roupagens de Tomar não servem.
Bem espremidos, o que se pode retirar dos últimos 20 anos em Tomar, além das oportunidades perdidas?
Sim, o Instituto Politécnico. E falo sobretudo no aspecto de criação de emprego e o que daí advém: o IPT é em verdade o principal garante económico do nosso concelho. Fala-se do óbvio emprego para professores e funcionários, mas também dos alunos que deixam dinheiro nos quartos alugados e no comércio local. E, mesmo com todo esse valor, que trabalho relevante com essa instituição faz a Câmara, ou mesmo, que importância lhe reconhece a comunidade?
Mas, à parte o IPT, que mais foi feito em Tomar nestas últimas décadas que tenha significativamente trazido algum acréscimo a um qualquer aspecto? Nestes anos em que vimos desenvolver os concelhos à nossa volta, como evoluiu o nosso? Evoluiu sequer?
Sem novas empresas e com várias das existentes a definhar; com um enorme potencial turístico mas que em verdade nunca foi verdadeiramente aproveitado, e nada tem sido feito para que tal se consiga; com pouco já que nos distinga e nos torne competitivos para com os demais concelhos, o que há a fazer?
Urge dar o salto, fazer a mudança: de mentalidade, de estilo, de atitude. Quase tudo o que se tem feito nos últimos anos não nos leva a lado nenhum. Precisamos de novas ideias, sangue, energia, garra, vontade. Novas capacidades, novas formas de olhar o concelho, o país e o mundo. Novas formas de trabalhar e de se relacionar com as pessoas e as instituições, públicas ou privadas. É preciso uma Câmara que seja o cerne inteligente e impulsionador, capaz de motivar e liderar toda a comunidade num novo e capaz caminho, que nos retire da pasmaceira atrofiante, e da mordaça autoritária e surda com que este concelho tem sido atirado para o patamar da indiferença ou banalidade.
Há muito em potência que pode ser utilizado, essencialmente o que está cá há muito tempo e que não conseguiram estragar, e particularmente a vontade e a energia envergonhada e reprimida dos que querem fazer algo por si e pela sua terra. Quando conseguirmos efectuar essa mudança, Tomar poderá voltar a ter futuro. Para já, não tem. E aqui temos um problema geracional, sim, mas de atitude, de uma diferença entre os que querem a alternativa, esses que pertencem a uma geração que não tem idade, a geração nabantina – e os que não a querem.
A geração dos que amam a sua terra, tanto, a ponto de a querer deixar melhor para os seus filhos, ao contrário do que tem sido feito; a geração dos que se incomodam com o estado a que isto chegou, a geração do que querem fazer o possível e o impossível para converter este caminho, a Geração Tomar. Eu posso e quero pertencer a esta geração. E você?
A geração dos que amam a sua terra, tanto, a ponto de a querer deixar melhor para os seus filhos, ao contrário do que tem sido feito; a geração dos que se incomodam com o estado a que isto chegou, a geração do que querem fazer o possível e o impossível para converter este caminho, a Geração Tomar. Eu posso e quero pertencer a esta geração. E você?
terça-feira, maio 12, 2009
E EM TOMAR, NADA? ...
... pergunta-se no nabantia acerca da atribuição da bandeira azul à praia fluvial de Aldeia do Mato no concelho de Abrantes. E é tão pertinente que não fica mal perguntar outra vez.
Claro que, é difícil a bandeira azul ser atribuída a um concelho que não tem UMA praia fluvial.
Portanto deixem-me lá perguntar só, só mais uma vez, desta maneira assim mais elaborada:
PORQUE É QUE UM CONCELHO QUE É ATRAVESSADO POR 2 RIOS, QUE TEM VÁRIAS BARRAGENS ENTRE AS QUAIS A ALFUFEIRA FLUVIAL MAIS CONHECIDA DO PAÍS, E QUE ATÉ DIZ TER COMO PRINCIPAL VECTOR O TURISMO, NÃO TEM UMA PRAIA FLUVIAL??!!
A ver se nos entendemos, sítios para dar um mergulho ou estendermos ao sol, tem muitos. Mais uma praia fluvial para poder formalmente assim ser chamada, obriga a um pouco mais que isso. No mínimo obriga a algum trabalho por parte da autarquia, o que já se sabe, por Tomar tal é difícil.
Claro que, é difícil a bandeira azul ser atribuída a um concelho que não tem UMA praia fluvial.
Portanto deixem-me lá perguntar só, só mais uma vez, desta maneira assim mais elaborada:
PORQUE É QUE UM CONCELHO QUE É ATRAVESSADO POR 2 RIOS, QUE TEM VÁRIAS BARRAGENS ENTRE AS QUAIS A ALFUFEIRA FLUVIAL MAIS CONHECIDA DO PAÍS, E QUE ATÉ DIZ TER COMO PRINCIPAL VECTOR O TURISMO, NÃO TEM UMA PRAIA FLUVIAL??!!
A ver se nos entendemos, sítios para dar um mergulho ou estendermos ao sol, tem muitos. Mais uma praia fluvial para poder formalmente assim ser chamada, obriga a um pouco mais que isso. No mínimo obriga a algum trabalho por parte da autarquia, o que já se sabe, por Tomar tal é difícil.
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