De quando em vez (aos nabantinos deveria ser muitas vezes), é bom passar os olhos e demais sentidos ao que os outros vão fazendo.
O site do Município de Óbidos é excelente para dar um aroma disso mesmo. Passem por lá, vejam um pouco do por lá se faz e por cá também... não.
Adaptando a conhecida frase de um bonacheirão apresentador de televisão, podíamos estar tão felizes como eles... assim houvesse vontade e sabedoria.
quarta-feira, agosto 05, 2009
segunda-feira, agosto 03, 2009
Lucidez
Nos tempos que correm, é bom ler quem sabe pensar e diz o que pensa. "Por que não sou candidato a deputado", um artigo de opinião de Vítor Ramalho, Presidente da Federação de Setúbal do PS, a ler no Sol
"Os partidos políticos são os pilares da democracia e a base de sustentação dos governos."
"É que hoje, mais do que nunca, parece ser decisivo priorizar o combate no interior dos partidos, porque é por estes – que não haja ilusões – que o futuro se reconstruirá."
"Os partidos políticos são os pilares da democracia e a base de sustentação dos governos."
"É que hoje, mais do que nunca, parece ser decisivo priorizar o combate no interior dos partidos, porque é por estes – que não haja ilusões – que o futuro se reconstruirá."
quinta-feira, julho 30, 2009
cumprir calendário
Doze anos de poder, sempre em maioria aboluta; 10 das 16 Juntas de freguesia; todo o tempo e toda a máquina para a campanha e afins; e afinal o que o PSD consegue fazer para apresentar a sua candidatura é isto? Uma foto com os cabeças de lista?Já nem eles acreditam?
foto jornal Cidade de Tomar
terça-feira, julho 28, 2009
PSD é mais despesista que PS, diz estudo
”O PSD é mais despesista do que o PS, segundo um estudo do professor Ricardo Reis. Os governos de Durão Barroso e de Pedro Santana Lopes foram os que mais contribuiram para o aumento da despesa do Estado”.
o artigo completo em: http://tsf.sapo.pt/paginainicial/economia/interior.aspx?content_id=1319448
o artigo completo em: http://tsf.sapo.pt/paginainicial/economia/interior.aspx?content_id=1319448
domingo, julho 26, 2009
Equipas e equi-parados
artigo publicado a 24 de Julho no jornal Cidade de Tomar
Neste Verão pontilhado de dias cinzentos, a política vai morna com uma ou outra trovoada. Pelo PS cá vamos, na finalização de listas, programas e afins na nossa já habitual imperturbabilidade, o que muito enerva outros.
Já o PSD, que isto para quem vê o poder a fugir, dói sempre mais, são os alcatroamentos e obras de última hora, quase sempre nas freguesias do costume, onde se chega a alcatroar por cima de alcatrão novo, não vá algum voto fugir. Uma promessa ou outra, uma ou outra proclamada vontade de trabalhar, enfim, as palavras vãs do costume.
Para mim contudo, a grande novidade foi mesmo a entrevista do vereador Carrão que – a estranheza da afirmação é tal, que até deu título – disse talvez convicto, que “as equipas do PSD são melhores”. Pois está muito bem, admitamos que andávamos todos enganados e ainda bem que o sete anos presidente do PSD e agora Vice-presidente da câmara nos avisa. Mas, eu que sou umas vezes esquisito e outras desconfiado pergunto: equipas melhores em quê, e em relação a quê?
Vamos por partes. Na Câmara tivemos dez anos António Paiva que desconsiderava a reunião formal de câmara pois muitas vezes nem lá ia, e quando ia, mais ninguém da sua equipa falava. E não é muito diferente desde que se foi embora. Todos sabemos aliás que aquelas reuniões são apenas para fazer de conta que se cumpre a Lei. Já vai tudo decidido. Quanto às equipas, bem sabemos como foram formadas pelo independente António Paiva. De forma a serem o mais apáticas possível.
Na Assembleia Municipal, a grande maioria dos elementos do PSD, raramente abriu a boca, estou aliás convicto, e era bom de apurar, que alguns nos quatro anos de mandato, nem uma palavra disseram. E aquela que era na prática, a líder da bancada, e portanto quem mais intervenções fazia, está agora com vários outros da área do PSD, numa lista dita independente. Até os presidentes de junta, que muito criticam em surdina, raramente, e apenas um ou dois casos, foi capaz de em Assembleia dizer um pouco do que o preocupasse a si e aos concidadãos da freguesia. Pelo contrário, a maioria das vezes estiveram calados servindo apenas de peões para o PSD ter os votos necessários para fazer aprovar ou reprovar o que lhe convinha, chegando mesmo a votar contra os interesses da sua freguesia, como no caso da Asseiceira, em que o presidente votou contra a proposta de instalação duma Loja do Cidadão na Linhaceira.
São afinal melhores em quê as equipas do PSD?
A obedecer cega e várias vezes insensatamente, ao todo poderoso líder? Sim, isso confirma-se que são. E a que líder obedecem agora?
Eu não gosto nem tenho hábito de me meter na vida interna dos outros partidos (ao contrário do que todos julgam poder fazer com o PS) mas quando isso influencia a gestão da Câmara devemos fazê-lo. É que relativamente ao PSD temos que perguntar afinal o que decidem os seus militantes, se é que decidem alguma coisa sequer. Tem o próprio presidente da concelhia algum voto na matéria? Ainda há alguns dias terá afirmado que as listas não estavam fechadas… Não se percebe nada do que por ali vai, e com isso não tenho nem o PS qualquer problema. O problema sim é que isso é o que se passa na Câmara há muito tempo, e é em essência a imagem que fica da gestão PSD da autarquia: Desorientação; Navegação à vista.
Enfim, desculpa-se a confusão de Carlos Carrão, como várias outras pequenas confusões que parece ter ao longo da entrevista. Aliás, a única coisa que não oferece qualquer confusão da sua entrevista é que ainda não superou (e como poderia, depois de todos os anúncios que fez!) o facto de ter sido preterido, e apesar de não dizer com todas as letras como fez o vereador Ivo Santos, lá se depreende da entrevista, que na sua cabeça vai um “ainda vou ser presidente da Câmara.” Será que isso faz parte da por aí falada trama? Que Carrão aceitou ser segundo, com a promessa de Corvêlo sair a meio, deixando-o como presidente?
Não sabemos, e estamos habituados a que o PSD em Tomar não diga ao que vai, mas seria bom que o independente Corvêlo de Sousa dissesse claramente ao que se está a candidatar: a um mandato de quatro anos, ou ao que der?
Por fim, nessas tais equipas do PSD, onde estão os mesmos desde 1997, os mesmos que têm atirado o concelho para este amorfismo e esta banalidade a que vimos Tomar chegada, esses mesmos que nas palavras do agora também independente vereador Ivo Santos, têm “ausência de rumo, de projecto, de ideias”, a par de “peripécias, equívocos, falsidades e contradições”, são os mesmos (e os que saiem não limpam responsabilidades) que agora dizem que vem aí um mundo novo, que agora é que vão fazer isto e aquilo, e que agora, a três meses das eleições, é que apresentam planos e estratégias.
Haja vergonha.
É que só uma boa dose de falta de vergonha pode permitir às mesmas pessoas, as pessoas responsáveis pela degradação do concelho, e da ilusão que não, que está tudo bem, se apresentem novamente a eleições! Terão desta vez ao menos um programa? Ou como já vai parecendo, e como outros já fizeram, irão copiar o do PS? Lembram-se agora dos núcleos urbanos das freguesias, lembraram-se agora dessa dignidade que a todos os cidadãos é merecida; lembram-se agora do mercado; lembraram-se agora de melhor investir na cultura, de articular e aproveitar as sinergias instaladas, das associações culturais por exemplo. Enfim, passou-lhes agora pela cabeça muita coisa que em doze anos andou esquecida.
Nada disso contudo importa, a razão em Democracia está sempre do lado dos cidadãos. É a estes que importa perceber quem tem as melhores equipas, as melhores ideias, as energias renovadas, a visão e a capacidade para dar um novo impulso a Tomar. É aos cidadãos também, aos tomarenses, que cabe saber que memória têm, e que rumo querem para o seu concelho e para si mesmos. Se querem tudo na mesma, ou se querem a mudança. Eu, será escusado dizer o que penso, mas digo apenas que para mudar, Todos Somos Precisos, e dia onze de Outubro não basta ter vontade nem ter razão, é preciso ter apoio. E você, de que lado está?
Neste Verão pontilhado de dias cinzentos, a política vai morna com uma ou outra trovoada. Pelo PS cá vamos, na finalização de listas, programas e afins na nossa já habitual imperturbabilidade, o que muito enerva outros.
Já o PSD, que isto para quem vê o poder a fugir, dói sempre mais, são os alcatroamentos e obras de última hora, quase sempre nas freguesias do costume, onde se chega a alcatroar por cima de alcatrão novo, não vá algum voto fugir. Uma promessa ou outra, uma ou outra proclamada vontade de trabalhar, enfim, as palavras vãs do costume.
Para mim contudo, a grande novidade foi mesmo a entrevista do vereador Carrão que – a estranheza da afirmação é tal, que até deu título – disse talvez convicto, que “as equipas do PSD são melhores”. Pois está muito bem, admitamos que andávamos todos enganados e ainda bem que o sete anos presidente do PSD e agora Vice-presidente da câmara nos avisa. Mas, eu que sou umas vezes esquisito e outras desconfiado pergunto: equipas melhores em quê, e em relação a quê?
Vamos por partes. Na Câmara tivemos dez anos António Paiva que desconsiderava a reunião formal de câmara pois muitas vezes nem lá ia, e quando ia, mais ninguém da sua equipa falava. E não é muito diferente desde que se foi embora. Todos sabemos aliás que aquelas reuniões são apenas para fazer de conta que se cumpre a Lei. Já vai tudo decidido. Quanto às equipas, bem sabemos como foram formadas pelo independente António Paiva. De forma a serem o mais apáticas possível.
Na Assembleia Municipal, a grande maioria dos elementos do PSD, raramente abriu a boca, estou aliás convicto, e era bom de apurar, que alguns nos quatro anos de mandato, nem uma palavra disseram. E aquela que era na prática, a líder da bancada, e portanto quem mais intervenções fazia, está agora com vários outros da área do PSD, numa lista dita independente. Até os presidentes de junta, que muito criticam em surdina, raramente, e apenas um ou dois casos, foi capaz de em Assembleia dizer um pouco do que o preocupasse a si e aos concidadãos da freguesia. Pelo contrário, a maioria das vezes estiveram calados servindo apenas de peões para o PSD ter os votos necessários para fazer aprovar ou reprovar o que lhe convinha, chegando mesmo a votar contra os interesses da sua freguesia, como no caso da Asseiceira, em que o presidente votou contra a proposta de instalação duma Loja do Cidadão na Linhaceira.
São afinal melhores em quê as equipas do PSD?
A obedecer cega e várias vezes insensatamente, ao todo poderoso líder? Sim, isso confirma-se que são. E a que líder obedecem agora?
Eu não gosto nem tenho hábito de me meter na vida interna dos outros partidos (ao contrário do que todos julgam poder fazer com o PS) mas quando isso influencia a gestão da Câmara devemos fazê-lo. É que relativamente ao PSD temos que perguntar afinal o que decidem os seus militantes, se é que decidem alguma coisa sequer. Tem o próprio presidente da concelhia algum voto na matéria? Ainda há alguns dias terá afirmado que as listas não estavam fechadas… Não se percebe nada do que por ali vai, e com isso não tenho nem o PS qualquer problema. O problema sim é que isso é o que se passa na Câmara há muito tempo, e é em essência a imagem que fica da gestão PSD da autarquia: Desorientação; Navegação à vista.
Enfim, desculpa-se a confusão de Carlos Carrão, como várias outras pequenas confusões que parece ter ao longo da entrevista. Aliás, a única coisa que não oferece qualquer confusão da sua entrevista é que ainda não superou (e como poderia, depois de todos os anúncios que fez!) o facto de ter sido preterido, e apesar de não dizer com todas as letras como fez o vereador Ivo Santos, lá se depreende da entrevista, que na sua cabeça vai um “ainda vou ser presidente da Câmara.” Será que isso faz parte da por aí falada trama? Que Carrão aceitou ser segundo, com a promessa de Corvêlo sair a meio, deixando-o como presidente?
Não sabemos, e estamos habituados a que o PSD em Tomar não diga ao que vai, mas seria bom que o independente Corvêlo de Sousa dissesse claramente ao que se está a candidatar: a um mandato de quatro anos, ou ao que der?
Por fim, nessas tais equipas do PSD, onde estão os mesmos desde 1997, os mesmos que têm atirado o concelho para este amorfismo e esta banalidade a que vimos Tomar chegada, esses mesmos que nas palavras do agora também independente vereador Ivo Santos, têm “ausência de rumo, de projecto, de ideias”, a par de “peripécias, equívocos, falsidades e contradições”, são os mesmos (e os que saiem não limpam responsabilidades) que agora dizem que vem aí um mundo novo, que agora é que vão fazer isto e aquilo, e que agora, a três meses das eleições, é que apresentam planos e estratégias.
Haja vergonha.
É que só uma boa dose de falta de vergonha pode permitir às mesmas pessoas, as pessoas responsáveis pela degradação do concelho, e da ilusão que não, que está tudo bem, se apresentem novamente a eleições! Terão desta vez ao menos um programa? Ou como já vai parecendo, e como outros já fizeram, irão copiar o do PS? Lembram-se agora dos núcleos urbanos das freguesias, lembraram-se agora dessa dignidade que a todos os cidadãos é merecida; lembram-se agora do mercado; lembraram-se agora de melhor investir na cultura, de articular e aproveitar as sinergias instaladas, das associações culturais por exemplo. Enfim, passou-lhes agora pela cabeça muita coisa que em doze anos andou esquecida.
Nada disso contudo importa, a razão em Democracia está sempre do lado dos cidadãos. É a estes que importa perceber quem tem as melhores equipas, as melhores ideias, as energias renovadas, a visão e a capacidade para dar um novo impulso a Tomar. É aos cidadãos também, aos tomarenses, que cabe saber que memória têm, e que rumo querem para o seu concelho e para si mesmos. Se querem tudo na mesma, ou se querem a mudança. Eu, será escusado dizer o que penso, mas digo apenas que para mudar, Todos Somos Precisos, e dia onze de Outubro não basta ter vontade nem ter razão, é preciso ter apoio. E você, de que lado está?
quinta-feira, julho 23, 2009
Câmara de Torres Novas financia obras no centro histórico
noticia o Templário
O que é bom. Já que em Tomar não se aproveitam as ideias e propostas do PS, que outros o vão fazendo...
Quer dizer, agora até parece que a câmara está a querer aproveitar algumas ideias, diz é que são suas, e como habitual, não vão passar de propaganda.
O que é bom. Já que em Tomar não se aproveitam as ideias e propostas do PS, que outros o vão fazendo...
Quer dizer, agora até parece que a câmara está a querer aproveitar algumas ideias, diz é que são suas, e como habitual, não vão passar de propaganda.
sexta-feira, julho 17, 2009
Parque de Campismo de Abrantes vai ser ampliado
noticia O Mirante online.
"(...) O Parque de Campismo de Abrantes ocupa actualmente uma área de 6 mil metros quadrados. Está localizado junto à margem sul do Aquapolis. Este negócio vai permitir o reforço de infra-estruturas de apoio e o aumento da capacidade de instalação de tendas, roulottes, auto-caravanas e bungalows. "
Mas claro, os outros concelhos não percebem nada destas coisas. Nós sim, nós é que sabemos. O bom que temos, destruímos.
..
"(...) O Parque de Campismo de Abrantes ocupa actualmente uma área de 6 mil metros quadrados. Está localizado junto à margem sul do Aquapolis. Este negócio vai permitir o reforço de infra-estruturas de apoio e o aumento da capacidade de instalação de tendas, roulottes, auto-caravanas e bungalows. "
Mas claro, os outros concelhos não percebem nada destas coisas. Nós sim, nós é que sabemos. O bom que temos, destruímos.
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segunda-feira, julho 13, 2009
pensamento do dia
"Nenhum problema pode ser resolvido pelo mesmo estado de consciência que o criou"
Albert Einstein
Está como mensagem de boas vindas, no moodle da que é desde a semana pretérita, formalmente a minha nova escola base, o Agrupamento de Escolas do Alto Lumiar.
A citação em si é aplicável em muitos aspectos, por exemplo em Tomar, que dado o estado de amorfismo entre mais ismos a que chegou o concelho, dificilmente poderão ser os mesmos responsáveis a tirar-nos deste atoleiro. Venham novas energias, novas vontades, novas formas de pensar e ver o mundo, novas formas de acontecer. Está quase.
Albert Einstein
Está como mensagem de boas vindas, no moodle da que é desde a semana pretérita, formalmente a minha nova escola base, o Agrupamento de Escolas do Alto Lumiar.
A citação em si é aplicável em muitos aspectos, por exemplo em Tomar, que dado o estado de amorfismo entre mais ismos a que chegou o concelho, dificilmente poderão ser os mesmos responsáveis a tirar-nos deste atoleiro. Venham novas energias, novas vontades, novas formas de pensar e ver o mundo, novas formas de acontecer. Está quase.
quinta-feira, julho 02, 2009
o matemático que quer ser maestro
Ainda não li, nem sei se é entrevista ou reportagem, mas O Templário desta semana traz o Pedro Antunes na capa.Os parabéns ao Pedro (recentemente chegado cá ao clube dos trintões) pelo doutoramento e prémio Jovem Investigador (algo ao jeito de investigador do ano) atribuído pela Universidade Técnica de Lisboa, já foram dados em devido tempo.
O que aqui se destaca e parabeniza é o jornal, não só pelo assunto, mas por lhe dar atenção de capa. Por vezes parece que a linha editorial é mais para o lado da desgraça, quando pelo contrário o que o país e o nosso concelho muito em particular precisa, é de inspiradores exemplos de sucesso. E nesse como noutros temas, a comunicação social tem um papel importante a cumprir.
Depois, como referi ainda não li... mas giro giro, era se o Pedro tivesse contado uma certa história de um certo concurso num certo Politécnico. Em Tomar, para se vencer certas mentalidades e certas práticas, nem sendo o melhor do mundo!...
sexta-feira, junho 26, 2009
a morte do rei
De há uns tempos largos, era considerado piroso ou coisa pior, dizer que se apreciava a obra de Michael Jackson, esse que nunca tendo sido criança, nunca quis deixar de o ser. Como nunca fui muito em modas, nunca tive problema de dizer que, do Mozart ao Michael, quando a música é boa há lugar para todos os géneros - e a do MJ é única. Revolucionário em quase tudo, o rei da pop deixa um trono difícil de voltar a ocupar por tudo o que fez e alcançou. Agora que morreu, parece que já todos gostam dele outra vez, mas isso não esconde, que por mais dinheiro, por mais fama, por mais poder ou a ilusão de tudo isso, morrer, faz-se sempre sozinho. Adeus Michael.
terça-feira, junho 23, 2009
a malta do liceu
...ou da Escola Secundária Santa Maria do Olival (mas mesmo eu que já sou dessa fase, continuo a chamar-lhe liceu), está a constituir uma Associação de Antigos Alunos, integrando também ex- professores e ex-funcionários. Bem hajam.
Aquele é um lugar que terá sempre um canto especial no baú das minhas memórias, não só porque até hoje foi o lugar onde passei mais tempo, 6 preenchidos anos, (à parte a SF Gualdim Pais, mas essa foi como uma casa) como esses foram os ferverosos tempos da adolescência, que a todos, para as boas e más lembranças, nos marcam para a vida e em grande parte definem a pessoa que seremos.
Os interessados (e serão certamente todos os que lá passaram!), deverão enviar os seguintes dados para o email: antigosalunosliceuessmotomar@gmail.com
a) Nome
b) Morada
c) Telefone/Telemóvel
d) E-mail
e) Ano de conclusão/saída/reforma
f) Disponibilidade para integrar a Comissão Instaladora
g) Disponibilidade para se inscrever como sócio depois da criação da Associação
Aquele é um lugar que terá sempre um canto especial no baú das minhas memórias, não só porque até hoje foi o lugar onde passei mais tempo, 6 preenchidos anos, (à parte a SF Gualdim Pais, mas essa foi como uma casa) como esses foram os ferverosos tempos da adolescência, que a todos, para as boas e más lembranças, nos marcam para a vida e em grande parte definem a pessoa que seremos.
Os interessados (e serão certamente todos os que lá passaram!), deverão enviar os seguintes dados para o email: antigosalunosliceuessmotomar@gmail.com
a) Nome
b) Morada
c) Telefone/Telemóvel
d) E-mail
e) Ano de conclusão/saída/reforma
f) Disponibilidade para integrar a Comissão Instaladora
g) Disponibilidade para se inscrever como sócio depois da criação da Associação
um cinema só para mim
O cinema em Tomar no cine-teatro Paraíso - que se mantém porque a Câmara de Tomar, depois de ter obrigado por concorrência desleal o cinema privado a fechar, sustenta agora este embora com pior serviço - brinda-nos esta semana com mais um filme que conseguiu chegar primeiro aos videoclubes nabantinos do que ao grande ecrã.O filme em questão, Quem quer ser Bilionário, estreou em Portugal a 5 de Fevereiro (vi-o nessa altura em Lisboa), e ainda que sendo um bom filme - o grande vencedor aliás, dos óscares deste ano - não me parece que estando disponível no videoclube há pelo menos três semanas, vá conseguir grandes espectadores, que já por norma vão sendo tantos...
Se isto não é mais um sintoma do vilarejo em que Tomar se está a tornar...
sexta-feira, junho 19, 2009
"Se de noite chorares por teres perdido o sol, as lágrimas não te deixarão ver as estrelas"
Rabindranath Tagore - (filósofo, poeta, compositor, artista,...) pensador indiano
Gosto de aprender coisas novas todos os dias. Hoje, para já, descobri esta preciosidade. Onde? Na terra que de há um tempo me ocupa (muito!) os dias; aqui, na Freixianda.
Rabindranath Tagore - (filósofo, poeta, compositor, artista,...) pensador indiano
Gosto de aprender coisas novas todos os dias. Hoje, para já, descobri esta preciosidade. Onde? Na terra que de há um tempo me ocupa (muito!) os dias; aqui, na Freixianda.
quarta-feira, junho 17, 2009
o mestre esteve por cá
A conversa foi interessante, contando também com o jornalista Sérgio Costa Andrade e os actores Diogo Dória e Teresa Menezes, tendo o nosso mais conhecido cineasta provado uma vez mais que aos 100, tem mais vivacidade que muitos outros com um terço da idade dele...
Parabéns ao Cine Clube de Tomar (eu sei que o nome é mais extenso, mas porque gostam de complicar as coisas?) que promoveu o encontro/homenagem, com isto desejando também mais acções e bons filmes. Como eu gostava de me dedicar mais a isso também...
recuerdos pictóricos
Há novas fotos finalmente colocadas online, ainda que já não tão recentes assim, na galeria ao topo da coluna ali ao lado. (o mesmo é dizer em http://picasaweb.google.com/ugocristovao)
Estou com umas saudades de viajar!...
terça-feira, junho 09, 2009
Os meus amigos
Escolho os meus amigos não pela pele ou por outro arquétipo qualquer,
mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero o meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão
pelas injustiças.
Escolho os meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
Não quero só o ombro ou o colo, quero também a sua maior alegria.
Amigo que não ri connosco não sabe sofrer connosco.
Os meus amigos são todos assim: metade disparate, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade a sua fonte de
aprendizagem,
mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos, nem chatos
Quero-os metade infância e outra metade velhice.
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos,
para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois vendo-os loucos e santos, tolos e sérios, crianças e velhos,
nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril.
Oscar Wilde
idealista contribuição da Paula T.
mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero o meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão
pelas injustiças.
Escolho os meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
Não quero só o ombro ou o colo, quero também a sua maior alegria.
Amigo que não ri connosco não sabe sofrer connosco.
Os meus amigos são todos assim: metade disparate, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade a sua fonte de
aprendizagem,
mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos, nem chatos
Quero-os metade infância e outra metade velhice.
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos,
para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois vendo-os loucos e santos, tolos e sérios, crianças e velhos,
nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril.
Oscar Wilde
idealista contribuição da Paula T.
sexta-feira, junho 05, 2009
Europa p’ra que te quero?
“Aqui acaba toda a terra antiga,
começa aqui a tentação do mar.
Europa - ainda era rapariga -,
Sentou-se aqui um dia a descansar.
Vinha de longe, andando com fadiga,
vinha de longe, andando sem parar...
Em frente ao mar, que o rosto lhe fustiga
logo pensou Europa em se casar.
Pediu-a p'ra mulher o Padre-Oceano.
Entre sereias, conchas e golfinhos,
as ondas lhe bordaram o enxoval.
E quando o noivo a recebeu, ufano,
estes penhascos rústicos, sozinhos,
deram os dois o ser a Portugal.”
começa aqui a tentação do mar.
Europa - ainda era rapariga -,
Sentou-se aqui um dia a descansar.
Vinha de longe, andando com fadiga,
vinha de longe, andando sem parar...
Em frente ao mar, que o rosto lhe fustiga
logo pensou Europa em se casar.
Pediu-a p'ra mulher o Padre-Oceano.
Entre sereias, conchas e golfinhos,
as ondas lhe bordaram o enxoval.
E quando o noivo a recebeu, ufano,
estes penhascos rústicos, sozinhos,
deram os dois o ser a Portugal.”
Na mitologia, grega pois claro, Europa era uma das filhas do rei da Fenícia, uma jovem rapariga cuja beleza levou o chefe dos deuses, Zeus, a disfarçar-se de um possante touro branco e raptá-la levando-a para a ilha de Creta; e é na procura desta levada a cabo por seus irmãos que são fundadas algumas das mais importantes cidades-estado de então.
Pois Europa é o nome dado a este grande continente onde vivemos, e onde muitas vezes na nossa visão periférica, dizemos que ela termina. Acaso como no poema transcrito de António Sardinha, não achemos Portugal um seu filho.
Do nosso atlântico oceano, aos russos montes Urais, a Europa é uma urdidura de muitos países, de línguas e dialectos, diferentes sociologias, culturas distintas, uma história feita de guerras e de conquistas, de divergentes religiões e de filosofias, mãe de quase todas as ideologias, de modelos económicos, das mais dissemelhantes formas de arte, e em tudo isso, quase sempre paradigma referencial para o resto do mundo.
Hoje a Europa, em especial a Europa dos 27 (um pouco mais de metade dos 50 que perfazem o continente europeu), essa União Europeia onde estamos inseridos, é tudo isso e mais. Desde logo o chamado modelo social europeu, que tem como objectivo promover o bem-estar dos cidadãos e a sua protecção social e que coloca o espaço europeu na vanguarda dos apoios sociais nas suas várias vertentes. Poder ser também um pilar na estabilidade económica, e na defesa da paz, liberdades e garantias, são outras das suas prioridades e evidências das vantagens de fazermos parte deste grupo de países. Como estaríamos nós a resistir à malfadada crise, se não estivéssemos na União e acima de tudo no grupo de países já adoptantes do euro?
Os demais proveitos da União não carecem de grande apologia para quem quer que de bom senso lhe dedique dois minutos de reflexão. O que o nosso país evoluiu desde 1986, ao nível das infra-estruturas, da mobilidade dos cidadãos, do acesso a serviços, entre tanto mais é indiscutível, e todos já sabemos que boa parte dos fundos para o que se faz a quase todos os níveis provêem da União, assim como muitas das nossas Leis não são mais que a transposição do que emana do Parlamento Europeu. O que cá depois se faz com esses fundos e essa Leis e Directivas é que já é responsabilidade nossa…
E isto é dizer que essa ideia nefasta para a Democracia que se propagou entre os cidadãos, de que as eleições para o Parlamento Europeu que este domingo ocorrem não são importantes, é evidentemente falsa e imprudente.
Mas votar em quem, e porquê?
Nestas eleições, partidos e candidatos é que não vão faltar, que agora fazer partidos parece estar na moda (quase tanto como inventar listas de excluídos dos partidos e assim sem regras chamar-lhes independentes, mas essas modas fugazes são temáticas de outras eleições) e como tal do mais à direita ao mais à esquerda há todo um arco-íris de escolhas possíveis.
Dos que oferecem eleitoralmente mais relevância, parece-me ser a qualidade de Vital Moreira sobre os demais candidatos na minha opinião algo inquestionável para quem quer que analise de forma isenta e racional – mas importante é ter uma opinião, não tem que ser igual à minha. Sobre o papel do PS na construção de um Portugal país europeu, e na contribuição que tem dado à Europa em si, sabendo que sempre foram socialistas e governos socialistas que estiveram nos momentos fundamentais – como na adesão à então CEE, na adesão ao Euro, e na constituição de documentos fundamentais para a Europa e enaltecedores para Portugal como a Estratégia de Lisboa e o mais recente Tratado de Lisboa também me parece indubitável – mas uma vez mais, o que importa é ter opinião.
Não vou assim apelar ao voto no PS, mas tão só apelar ao voto qualquer que ele seja. Que cada um vote em quem ou como sentir a sua consciência ordenar. Votar é um imperativo de cidadania; votar é vencer uma certa imagética que vai correndo nos nossos dias e que diz que não vale pena, que a política é má, ou que a melhor forma de contestar algo é não votar. Puro e malicioso engano.
Votar é um acto em si simples, mas pelo qual tantos lutaram na história, e que na nossa há pouco tempo ainda nos é permitido. Um acto livre, mas que para todo o cidadão que quer ser consciente e desejar continuar a viver em Democracia, mais que um direito, é um dever. Afinal, quanto deixamos de exercer um direito, estamos a abrir caminho para a extinção do mesmo. Eu não desejo isso, penso que você também não. No próximo domingo dia 7 é dia de ir às urnas. Não falte, pela Europa e por Portugal.
artigo publicado hoje no jornal Cidade de Tomar.
terça-feira, junho 02, 2009
os dias
info cívica
Consultem o v/ nº de Eleitor e vejam se estão bem recenseados. Se tiverem amigos / familiares que completem os 18 anos, eles são recenseados automaticamente na Freguesia de Residência, (mas não lhes é comunicado o nº de Eleitor).
http://www.recenseamento.mai.gov.pt/
Confirmar e saber o número é essencial!
Votar é um direito, e um dever para todos os cidadãos conscientes.
http://www.recenseamento.mai.gov.pt/
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sexta-feira, maio 22, 2009
info cultural
Hoje pelas 21h30 no Cine-teatro Paraíso, a Banda Sinfónica da Polícia de Segurança Pública dá concerto integrado nas cerimónias do aniversário do Comando Distrital da PSP de Santarém.
Além do interesse musical, acresce o facto de neste agrupamento alinharem vários tomarenses, ou não fosse Tomar, muito por via da SF Gualdim Pais, uma terra que "cria músicos" para o país.
Para mais info's sobre a banda e o programa do concerto, clique aqui.
Além do interesse musical, acresce o facto de neste agrupamento alinharem vários tomarenses, ou não fosse Tomar, muito por via da SF Gualdim Pais, uma terra que "cria músicos" para o país.
Para mais info's sobre a banda e o programa do concerto, clique aqui.
domingo, maio 17, 2009
Com as calças do meu pai…
artigo publicado no jornal Cidade de Tomar de 15 de Maio
“Sou novo é verdade; mas, para os espíritos bem nascidos. O valor não fica à espera da soma dos anos vividos.” Pierre Corneille
Certamente todos conhecem a frase que começa com esta que a este texto serve de título. É um dos pequenos exemplos do que é uma atitude cultural enraizada de desconsideração para com os mais novos, de lhes dizer que “calma lá que ainda tens de comer muito sal”, “o teu tempo há-de chegar”, tu eras um grande homem mas é com os feitos dos que te antecedem, muito ao jeito do cliché mais usado da história dos discursos: “os jovens são o futuro de amanhã”!
A juventude. Aí está o que, da política a muitos outros sectores, todo aquele que tem um discurso para fazer gosta de ter na boca. Mas da palavra à acção vai uma grande distância. A verdade é que na prática quando um jovem chega, cuidado! Lá vem um puto para nos roubar o lugar ou, enfim, alguém a quem falta “experiência de vida”.
E no entanto, há quanto a isso duas verdades: não só há imensas provas de que a juventude ou a “falta de experiência” não são sinónimo de menor capacidade; muito pelo contrário, há, da Educação à Política, da Economia à Ciência, e em tantas outras áreas da actividade humana, imensos casos de jovens bem sucedidos e a muito fazer por si e pelos outros. A segunda verdade é que os que mais se mostram desconfiados para com os jovens, são por norma um de dois casos: os que são frustrados com a sua própria juventude; ou, mais grave, os que tendo até um caminho interessante ou bem sucedido, sentem agora outros chegar, como que a pôr fim à sua jornada.
Mas por que está este a falar uma vez mais de juventude?, perguntarão. Bom, falar de juventude em Tomar faz todo o sentido. A realidade é que numa terra cada vez mais envelhecida, deveríamos estar a procurar formas de fixar os jovens, de atraí-los até de outros concelhos. Nos dias que correm os concelhos estão sistematicamente a competir entre si, se mais não for, por uma questão basilar de sobrevivência, e os jovens são os bens activos mais valiosos e cobiçados. Numa linguagem económica, são os que garantem maior retorno a longo prazo.
Tomar, a cidade velhinha. Ou será caquéctica?
E em Tomar contudo, voltando à metáfora, hoje as calças do meu pai – ele não se importará que o diga – não me serviriam. Poderá parecer um disparate mas faz todo o sentido. Hoje, as velhas roupagens de nossos pais não servem os jovens nabantinos. E o mesmo é dizer que o passado mais recente de Tomar não nos serve; nem aos jovens, nem a ninguém. A não ser aos que – que também os há e estão no direito de pensar assim e assim quererem o seu concelho – gostam da terrinha paradinha sem grande movimento ou “confusão”, que Tomar está mesmo bom é para gozar uma pacífica reforma.
Para todos os outros, tenham lá que idade tiverem, Tomar precisa de novas roupagens, de novas ideias, de novo sangue, nova energia. Para todos os outros, os que querem trabalho, os que querem desenvolvimento, os que querem uma terra que além de ter ainda resquícios de beleza, e de ter sido importante na história; importante mesmo é que seja uma terra que lhes dê horizontes, perspectivas de futuro, sustentabilidade económica e jeitos de qualidade de vida, que proporcione envolvimento familiar e social, e as demais benesses naturalmente desejáveis, como a cultura, o desporto, o lazer e o apoio social quando necessário. A esses, a todos esses, o que com honestidade se pode dizer é que as actuais roupagens de Tomar não servem.
Bem espremidos, o que se pode retirar dos últimos 20 anos em Tomar, além das oportunidades perdidas?
Sim, o Instituto Politécnico. E falo sobretudo no aspecto de criação de emprego e o que daí advém: o IPT é em verdade o principal garante económico do nosso concelho. Fala-se do óbvio emprego para professores e funcionários, mas também dos alunos que deixam dinheiro nos quartos alugados e no comércio local. E, mesmo com todo esse valor, que trabalho relevante com essa instituição faz a Câmara, ou mesmo, que importância lhe reconhece a comunidade?
Mas, à parte o IPT, que mais foi feito em Tomar nestas últimas décadas que tenha significativamente trazido algum acréscimo a um qualquer aspecto? Nestes anos em que vimos desenvolver os concelhos à nossa volta, como evoluiu o nosso? Evoluiu sequer?
Sem novas empresas e com várias das existentes a definhar; com um enorme potencial turístico mas que em verdade nunca foi verdadeiramente aproveitado, e nada tem sido feito para que tal se consiga; com pouco já que nos distinga e nos torne competitivos para com os demais concelhos, o que há a fazer?
Urge dar o salto, fazer a mudança: de mentalidade, de estilo, de atitude. Quase tudo o que se tem feito nos últimos anos não nos leva a lado nenhum. Precisamos de novas ideias, sangue, energia, garra, vontade. Novas capacidades, novas formas de olhar o concelho, o país e o mundo. Novas formas de trabalhar e de se relacionar com as pessoas e as instituições, públicas ou privadas. É preciso uma Câmara que seja o cerne inteligente e impulsionador, capaz de motivar e liderar toda a comunidade num novo e capaz caminho, que nos retire da pasmaceira atrofiante, e da mordaça autoritária e surda com que este concelho tem sido atirado para o patamar da indiferença ou banalidade.
“Sou novo é verdade; mas, para os espíritos bem nascidos. O valor não fica à espera da soma dos anos vividos.” Pierre Corneille
Certamente todos conhecem a frase que começa com esta que a este texto serve de título. É um dos pequenos exemplos do que é uma atitude cultural enraizada de desconsideração para com os mais novos, de lhes dizer que “calma lá que ainda tens de comer muito sal”, “o teu tempo há-de chegar”, tu eras um grande homem mas é com os feitos dos que te antecedem, muito ao jeito do cliché mais usado da história dos discursos: “os jovens são o futuro de amanhã”!
A juventude. Aí está o que, da política a muitos outros sectores, todo aquele que tem um discurso para fazer gosta de ter na boca. Mas da palavra à acção vai uma grande distância. A verdade é que na prática quando um jovem chega, cuidado! Lá vem um puto para nos roubar o lugar ou, enfim, alguém a quem falta “experiência de vida”.
E no entanto, há quanto a isso duas verdades: não só há imensas provas de que a juventude ou a “falta de experiência” não são sinónimo de menor capacidade; muito pelo contrário, há, da Educação à Política, da Economia à Ciência, e em tantas outras áreas da actividade humana, imensos casos de jovens bem sucedidos e a muito fazer por si e pelos outros. A segunda verdade é que os que mais se mostram desconfiados para com os jovens, são por norma um de dois casos: os que são frustrados com a sua própria juventude; ou, mais grave, os que tendo até um caminho interessante ou bem sucedido, sentem agora outros chegar, como que a pôr fim à sua jornada.
Mas por que está este a falar uma vez mais de juventude?, perguntarão. Bom, falar de juventude em Tomar faz todo o sentido. A realidade é que numa terra cada vez mais envelhecida, deveríamos estar a procurar formas de fixar os jovens, de atraí-los até de outros concelhos. Nos dias que correm os concelhos estão sistematicamente a competir entre si, se mais não for, por uma questão basilar de sobrevivência, e os jovens são os bens activos mais valiosos e cobiçados. Numa linguagem económica, são os que garantem maior retorno a longo prazo.
Tomar, a cidade velhinha. Ou será caquéctica?
E em Tomar contudo, voltando à metáfora, hoje as calças do meu pai – ele não se importará que o diga – não me serviriam. Poderá parecer um disparate mas faz todo o sentido. Hoje, as velhas roupagens de nossos pais não servem os jovens nabantinos. E o mesmo é dizer que o passado mais recente de Tomar não nos serve; nem aos jovens, nem a ninguém. A não ser aos que – que também os há e estão no direito de pensar assim e assim quererem o seu concelho – gostam da terrinha paradinha sem grande movimento ou “confusão”, que Tomar está mesmo bom é para gozar uma pacífica reforma.
Para todos os outros, tenham lá que idade tiverem, Tomar precisa de novas roupagens, de novas ideias, de novo sangue, nova energia. Para todos os outros, os que querem trabalho, os que querem desenvolvimento, os que querem uma terra que além de ter ainda resquícios de beleza, e de ter sido importante na história; importante mesmo é que seja uma terra que lhes dê horizontes, perspectivas de futuro, sustentabilidade económica e jeitos de qualidade de vida, que proporcione envolvimento familiar e social, e as demais benesses naturalmente desejáveis, como a cultura, o desporto, o lazer e o apoio social quando necessário. A esses, a todos esses, o que com honestidade se pode dizer é que as actuais roupagens de Tomar não servem.
Bem espremidos, o que se pode retirar dos últimos 20 anos em Tomar, além das oportunidades perdidas?
Sim, o Instituto Politécnico. E falo sobretudo no aspecto de criação de emprego e o que daí advém: o IPT é em verdade o principal garante económico do nosso concelho. Fala-se do óbvio emprego para professores e funcionários, mas também dos alunos que deixam dinheiro nos quartos alugados e no comércio local. E, mesmo com todo esse valor, que trabalho relevante com essa instituição faz a Câmara, ou mesmo, que importância lhe reconhece a comunidade?
Mas, à parte o IPT, que mais foi feito em Tomar nestas últimas décadas que tenha significativamente trazido algum acréscimo a um qualquer aspecto? Nestes anos em que vimos desenvolver os concelhos à nossa volta, como evoluiu o nosso? Evoluiu sequer?
Sem novas empresas e com várias das existentes a definhar; com um enorme potencial turístico mas que em verdade nunca foi verdadeiramente aproveitado, e nada tem sido feito para que tal se consiga; com pouco já que nos distinga e nos torne competitivos para com os demais concelhos, o que há a fazer?
Urge dar o salto, fazer a mudança: de mentalidade, de estilo, de atitude. Quase tudo o que se tem feito nos últimos anos não nos leva a lado nenhum. Precisamos de novas ideias, sangue, energia, garra, vontade. Novas capacidades, novas formas de olhar o concelho, o país e o mundo. Novas formas de trabalhar e de se relacionar com as pessoas e as instituições, públicas ou privadas. É preciso uma Câmara que seja o cerne inteligente e impulsionador, capaz de motivar e liderar toda a comunidade num novo e capaz caminho, que nos retire da pasmaceira atrofiante, e da mordaça autoritária e surda com que este concelho tem sido atirado para o patamar da indiferença ou banalidade.
Há muito em potência que pode ser utilizado, essencialmente o que está cá há muito tempo e que não conseguiram estragar, e particularmente a vontade e a energia envergonhada e reprimida dos que querem fazer algo por si e pela sua terra. Quando conseguirmos efectuar essa mudança, Tomar poderá voltar a ter futuro. Para já, não tem. E aqui temos um problema geracional, sim, mas de atitude, de uma diferença entre os que querem a alternativa, esses que pertencem a uma geração que não tem idade, a geração nabantina – e os que não a querem.
A geração dos que amam a sua terra, tanto, a ponto de a querer deixar melhor para os seus filhos, ao contrário do que tem sido feito; a geração dos que se incomodam com o estado a que isto chegou, a geração do que querem fazer o possível e o impossível para converter este caminho, a Geração Tomar. Eu posso e quero pertencer a esta geração. E você?
A geração dos que amam a sua terra, tanto, a ponto de a querer deixar melhor para os seus filhos, ao contrário do que tem sido feito; a geração dos que se incomodam com o estado a que isto chegou, a geração do que querem fazer o possível e o impossível para converter este caminho, a Geração Tomar. Eu posso e quero pertencer a esta geração. E você?
terça-feira, maio 12, 2009
E EM TOMAR, NADA? ...
... pergunta-se no nabantia acerca da atribuição da bandeira azul à praia fluvial de Aldeia do Mato no concelho de Abrantes. E é tão pertinente que não fica mal perguntar outra vez.
Claro que, é difícil a bandeira azul ser atribuída a um concelho que não tem UMA praia fluvial.
Portanto deixem-me lá perguntar só, só mais uma vez, desta maneira assim mais elaborada:
PORQUE É QUE UM CONCELHO QUE É ATRAVESSADO POR 2 RIOS, QUE TEM VÁRIAS BARRAGENS ENTRE AS QUAIS A ALFUFEIRA FLUVIAL MAIS CONHECIDA DO PAÍS, E QUE ATÉ DIZ TER COMO PRINCIPAL VECTOR O TURISMO, NÃO TEM UMA PRAIA FLUVIAL??!!
A ver se nos entendemos, sítios para dar um mergulho ou estendermos ao sol, tem muitos. Mais uma praia fluvial para poder formalmente assim ser chamada, obriga a um pouco mais que isso. No mínimo obriga a algum trabalho por parte da autarquia, o que já se sabe, por Tomar tal é difícil.
Claro que, é difícil a bandeira azul ser atribuída a um concelho que não tem UMA praia fluvial.
Portanto deixem-me lá perguntar só, só mais uma vez, desta maneira assim mais elaborada:
PORQUE É QUE UM CONCELHO QUE É ATRAVESSADO POR 2 RIOS, QUE TEM VÁRIAS BARRAGENS ENTRE AS QUAIS A ALFUFEIRA FLUVIAL MAIS CONHECIDA DO PAÍS, E QUE ATÉ DIZ TER COMO PRINCIPAL VECTOR O TURISMO, NÃO TEM UMA PRAIA FLUVIAL??!!
A ver se nos entendemos, sítios para dar um mergulho ou estendermos ao sol, tem muitos. Mais uma praia fluvial para poder formalmente assim ser chamada, obriga a um pouco mais que isso. No mínimo obriga a algum trabalho por parte da autarquia, o que já se sabe, por Tomar tal é difícil.
segunda-feira, maio 04, 2009
Futebol nabantino na internet
O União de Tomar num novo projecto de Leonel Vicente - entre outros, autor do Memória Virtual e do Tomar Actual - a ser inaugurado precisamente agora, hoje que o clube completa 95 anos, e que a partir desta hora e durante o resto do dia será actualizado de 10 em 10 minutos.
Os melhores sucessos para o novo projecto, que agradece nas palavras do próprio autor, contribuições que o possam vir a enriquecer.
E igualmente Parabéns ao União de Tomar - e seus sócios, praticantes e dirigentes - e que consigam imprimir-lhe melhor rumo que a sua história mais recente.
Os melhores sucessos para o novo projecto, que agradece nas palavras do próprio autor, contribuições que o possam vir a enriquecer.
E igualmente Parabéns ao União de Tomar - e seus sócios, praticantes e dirigentes - e que consigam imprimir-lhe melhor rumo que a sua história mais recente.
sexta-feira, maio 01, 2009
análises, mais ou menos, políticas
Já que escrevi tanto, não vou copiá-lo para aqui, mas vale um post ainda assim, se mais não for para minha própria referência.
Aqui fica o link para um demasiado extenso comentário que escrevi no tomar a dianteira.
Aqui fica o link para um demasiado extenso comentário que escrevi no tomar a dianteira.
domingo, abril 26, 2009
700 caravanistas em Abrantes
Abrantes recebe 700 caravanistas europeus durante o fim de semana
"A decorrer até segunda-feira e com organização do Clube Português de Autocaravanas, o evento decorre do investimento efectuado pela autarquia num projecto de acolhimento para autocaravanistas."
notícia O Mirante
Em Tomar também os há, como sempre houve, mas andam espalhados pela cidade e concelho, à falta de sítio. Aquilo que Tomar não quer e manda fora, os outros aproveitam e fazem trabalho. Também já não é de agora...
"A decorrer até segunda-feira e com organização do Clube Português de Autocaravanas, o evento decorre do investimento efectuado pela autarquia num projecto de acolhimento para autocaravanistas."
notícia O Mirante
Em Tomar também os há, como sempre houve, mas andam espalhados pela cidade e concelho, à falta de sítio. Aquilo que Tomar não quer e manda fora, os outros aproveitam e fazem trabalho. Também já não é de agora...
sábado, abril 25, 2009
quinta-feira, abril 23, 2009
hoje é dia...
... Mundial do Livro e dos Direitos de Autor. E por isso por aqui deixo alguns dos que para mim até hoje, sem ordem especial, foram dos mais significativos:
1984 - George Orwell
O Ensaio sobre a Cegueira - José Saramago
Memorial do Convento - José Saramago
O Cemitério de Pianos - José Luís Peixoto
O Livro do Desassossego - Fernando Pessoa
Cândico - Voltaire
Wherther - Ghoethe
Ninguém escreve ao Coronel - Gabriel Garcia Marquez
O Banquete - Platão
O Velho e o Mar - Ernest Hemingway
Principezinho - Antoine Saint-Exupery (lido e relido recorrentemente, está lá tudo o que há para a aprender, disfarçado numa história infantil)
Isto falando apenas de romances, e claro que há muitos, em especial da adolescência, que me marcaram então mas que não me lembro sequer já de ter lido, não falando também dos milhares de páginas de BD.
Embora por norma leia mais do que um ao mesmo tempo, o que essencialmente agora se lê é esse bom calhamaço de Salman Rushdie, Os Versículos Satânicos, até porque a Índia está na moda.
bloguices
Aqui o algures foi homenageado pelo Nabantia como um dos 10 blogues que valem a pena, ainda que assumindo mentir.Aqui se agradece penhorado, assegurando que melhores dias já advieram por cá, e ainda assim, confirmando que este espaço sempre se definiu (embora nesta 3ª versão essa declaração de princípios tenha desaparecido do layout) como "um blogue sem periodicidade certa". Mas como nestas coisas a antiguidade também conta, vá, vamos avocar que a isso se deve a distinção.
Vou falhar as regras que ditam que devo também indicar os meus 10, porque não tenho navegado o suficiente para de momento ter blogues preferidos, mas não deixo de aconselhar os blogues nabantinos e também os de alguns amigos, na listagem ali ao lado.
E não deixo de reafirmar que o Nabantia, com mais 2 ou 3, é dos que sempre que posso espreito, até porque sempre algo há por lá sobre a terrinha que eu ainda não sabia.
terça-feira, abril 21, 2009
de Tomar para o mundo
O excelente novo site do Convento de Cristo, lançado no passado chuvoso sábado nesse esotérico lugar ancestral razão de existência da nossa urbe, integrado nas comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, numa parceria elogiar entre o monumento património mundial e o Instituto Politécnico de Tomar, algo que a Câmara de Tomar infelizmente, não tem sabido fazer, com claras perdas para a edilidade.
rezar
Xadrez
Uma vez que até tenho responsabilidades institucionais na Associação Distrital de Xadrez de Santarém, aí fica o link para os amantes de jogos inteligentes: http://www.xadrez64.com/
segunda-feira, abril 13, 2009
musika...
Adónis, Cueka, Arames, David Pastelinho e Évora Beja, quando atravessam a Praça da República, no passacalles do 8ºTemplário, o Festival de Tunas da tuna do Instituto Politécnico de Tomar.
E o vídeo foi descoberto via A Coragem de ser Rosto do outro músico amigo nabantino migrado, Mark Aragão.
domingo, abril 12, 2009
sábado, abril 04, 2009
a matar moscas
Para a malta que não tem muito que fazer, aí está um bom entretém.
http://majman.net/fly_loader.html
chegada via Dina Lopes e Sílvia Marques
http://majman.net/fly_loader.html
chegada via Dina Lopes e Sílvia Marques
Roubo mas faço.
artigo publicado no Cidade de Tomar de 3 de Abril
Há dias conversava com um colega professor, quase jubilado e brasileiro de nascimento, sobre estas coisas da política e das escolhas que os eleitores fazem, contando-me ele que há uns anos um candidato à prefeitura, penso que de São Paulo, usou este slogan que aqui coloco como título. Contou-o e logo acrescentou: – tal coisa ser possível, só mesmo no Brasil!
Eu de imediato pensei duas coisas: a primeira dirão ser pouco importante, que também nós muito usamos a expressão “só neste país”…; a segunda que “só mesmo no Brasil”!? Então e cá? Como pensam afinal os portugueses?
Bastaria considerar os casos mais flagrantes, como Felgueiras, Gondomar ou Oeiras, e outros por aí menos mediáticos…, para imaginar que um slogan destes em Portugal era bem capaz de ter muito sucesso. A mim mesmo, vários cidadãos me disseram na fase anterior às últimas eleições autárquicas, que o PS não poderia vencer em Tomar porque o nosso candidato era demasiado sério! Há mesmo muito quem pense e diga que se o Presidente for alguém que não se saiba “governar”, também não presta para Câmara. E eu, enfim, fico sempre atrapalhado quando me fazem afirmações destas, porque não sei francamente o que se responda a isto.
Vem isto a propósito de escolhas e de perfis, e da importância dos mesmos, assunto sobre o qual já noutras alturas escrevi. É que a Seriedade, a Lealdade a Tomar, ao Projecto e à Equipa; a Capacidade de Ouvir e Decidir; a Honestidade, a Visão, a Determinação, a Coragem para enfrentar dificuldades, a integridade pessoal e a defesa de Valores, são precisamente os predicados que em Tomar o PS há muito definiu para as suas escolhas.
E esses são os que encontrámos no Arquitecto José Becerra Vitorino, o candidato socialista à Câmara de Tomar, aquele com o qual sabemos ter a única alternativa ao descalabro a que Tomar assistiu e vai assistindo. Esta foi a escolha do PS, e foi a escolha certa.
Sim, não agradará a todos, isso já sabemos. Desde logo aos que desejavam estar no seu lugar, claro. Depois é como tudo: se é gordo devia ser magro, se baixo é porque devia ser alto, e por aí até coisas bem piores. Não é contudo o que importa, aquilo que é relevante é o que antes enunciei. Mas é uma coisa séria esta de ser português e ó, tão nabantina: o tanto gostarmos de estar contra, que até há quem disso faça refinado desporto:
Falar mal do próximo.
Olhar-se ao espelho e perguntar: sou ou não sou melhor que o meu vizinho? Sou sim senhor! Infelizmente, até alguns senhores que andam ou gostavam de andar na política são assim, achando-se a melhor coisa que esta terra já conheceu. Assim ao jeito do “sou tão bom tão bom, ando tão inchado, que todos me devem”. Todos conhecemos dessas figuras…
Imune contudo a tudo isso, no seu tempo, sem cedências às costumeiras pressões, marcando o seu ritmo, e já agora, o dos outros, o PS escolheu o seu candidato. E sim lembremo-nos, o ritmo dos outros: um candidato correu para os jornais, dizendo que “obviamente” era o que todos sabíamos; outro que o PSD em Tomar tinha UM candidato capaz, mas que acabou por ser número 2; enquanto que o PSD oficial disse estar à espera do PS para fazer uma sondagem. Coisa séria, se eu fosse militante daquele partido estaria felicíssimo…
Enfim, outras modas. Ficamos sem saber se sempre houve sondagem e o que disse, mas deixemo-nos disso, que eu não gosto de falar da casa dos outros por muito que em Tomar, tantos se achem versados para do PS falar naquilo que só aos militantes e aos seus dirigentes diz respeito. É aliás estranho o quanto que em Tomar alguns comentadores explícitos e outros mais sub-reptícios, atacam o PS. Será o PS responsável, pelo menos nos últimos 12 anos, pela gestão do Município e seus “anexos”; ou será porque se ataca tudo o que se tem ódio ou medo?
Já o vimos mas vê-lo-emos mais, comentaristas implicados a vaticinar os maiores disparates ao PS de Tomar, quando os que o fazem por norma desejavam sim estar no seu lugar (no lugar do seu cabeça lista, no lugar do seu presidente, no lugar do seu vereador, dos seus dirigentes…). E não se percebe essa angústia, é afinal a coisa mais simples da Democracia:
Basta ser militante, concorrer a eleições, e ganhá-las.
Mas imunes, escrevi atrás, às muitas pressões – algumas legítimas, como por exemplo a comunicação social que sempre tenta ter notícias frescas; outras ilegítimas, que tentam influenciar ou condicionar por vezes de formas nada éticas – o PS tem elaborado o seu projecto, escolhido e continua a escolher os melhores representantes para as várias listas: sem se fechar sobre si próprio, mas também sem correr atrás de ninguém, baseando-se sempre no princípio de que a Política se faz com afirmação e disponibilidade, e que essa disponibilidade terá sempre de ter como premissa o trabalho individual em prol do colectivo, e nunca o seu reverso. Com a calma e a serenidade que compete a um partido responsável, com história e regras, onde os seus dirigentes sabem que estão sempre a prazo, que antes de si outros tiveram, e depois outros virão; sem dependências de projectos pessoais, valendo em primeiro lugar pelos valores essenciais que defende, e só depois pelos que a todo o momento estão disponíveis para os defender. Assim se trabalha com Ideologia, Humildade, Ética e Responsabilidade.
O caminho está então traçado: Projecto, Equipa, Alternativa – a necessária à mudança que desejamos para o concelho que amamos. A mudança que acreditamos ser largamente desejada.
Talvez no PS, admito-o, estejamos enganados. Talvez afinal não seja necessária uma mudança, ou talvez os tomarenses não a desejem. Talvez esteja tudo bem em Tomar, e sejamos nós os pessimistas, os derrotista, os alheados da realidade ou os fabricantes de realidades virtuais. Felizmente, bem lá diz na escadaria dos Passos do Concelho, o Povo é Quem Mais Ordena, e todos têm o mesmo peso na decisão. Os que votam por um lado, os que votam pelo outro, os que não votam. Na essência, Todos Somos Tomar. Eu sou dos que acham que é tempo de mudar para algo verdadeiramente novo, e temos todos uns meses para pensar nisso. Saberemos fazê-lo com Seriedade?
Há dias conversava com um colega professor, quase jubilado e brasileiro de nascimento, sobre estas coisas da política e das escolhas que os eleitores fazem, contando-me ele que há uns anos um candidato à prefeitura, penso que de São Paulo, usou este slogan que aqui coloco como título. Contou-o e logo acrescentou: – tal coisa ser possível, só mesmo no Brasil!
Eu de imediato pensei duas coisas: a primeira dirão ser pouco importante, que também nós muito usamos a expressão “só neste país”…; a segunda que “só mesmo no Brasil”!? Então e cá? Como pensam afinal os portugueses?
Bastaria considerar os casos mais flagrantes, como Felgueiras, Gondomar ou Oeiras, e outros por aí menos mediáticos…, para imaginar que um slogan destes em Portugal era bem capaz de ter muito sucesso. A mim mesmo, vários cidadãos me disseram na fase anterior às últimas eleições autárquicas, que o PS não poderia vencer em Tomar porque o nosso candidato era demasiado sério! Há mesmo muito quem pense e diga que se o Presidente for alguém que não se saiba “governar”, também não presta para Câmara. E eu, enfim, fico sempre atrapalhado quando me fazem afirmações destas, porque não sei francamente o que se responda a isto.
Vem isto a propósito de escolhas e de perfis, e da importância dos mesmos, assunto sobre o qual já noutras alturas escrevi. É que a Seriedade, a Lealdade a Tomar, ao Projecto e à Equipa; a Capacidade de Ouvir e Decidir; a Honestidade, a Visão, a Determinação, a Coragem para enfrentar dificuldades, a integridade pessoal e a defesa de Valores, são precisamente os predicados que em Tomar o PS há muito definiu para as suas escolhas.
E esses são os que encontrámos no Arquitecto José Becerra Vitorino, o candidato socialista à Câmara de Tomar, aquele com o qual sabemos ter a única alternativa ao descalabro a que Tomar assistiu e vai assistindo. Esta foi a escolha do PS, e foi a escolha certa.
Sim, não agradará a todos, isso já sabemos. Desde logo aos que desejavam estar no seu lugar, claro. Depois é como tudo: se é gordo devia ser magro, se baixo é porque devia ser alto, e por aí até coisas bem piores. Não é contudo o que importa, aquilo que é relevante é o que antes enunciei. Mas é uma coisa séria esta de ser português e ó, tão nabantina: o tanto gostarmos de estar contra, que até há quem disso faça refinado desporto:
Falar mal do próximo.
Olhar-se ao espelho e perguntar: sou ou não sou melhor que o meu vizinho? Sou sim senhor! Infelizmente, até alguns senhores que andam ou gostavam de andar na política são assim, achando-se a melhor coisa que esta terra já conheceu. Assim ao jeito do “sou tão bom tão bom, ando tão inchado, que todos me devem”. Todos conhecemos dessas figuras…
Imune contudo a tudo isso, no seu tempo, sem cedências às costumeiras pressões, marcando o seu ritmo, e já agora, o dos outros, o PS escolheu o seu candidato. E sim lembremo-nos, o ritmo dos outros: um candidato correu para os jornais, dizendo que “obviamente” era o que todos sabíamos; outro que o PSD em Tomar tinha UM candidato capaz, mas que acabou por ser número 2; enquanto que o PSD oficial disse estar à espera do PS para fazer uma sondagem. Coisa séria, se eu fosse militante daquele partido estaria felicíssimo…
Enfim, outras modas. Ficamos sem saber se sempre houve sondagem e o que disse, mas deixemo-nos disso, que eu não gosto de falar da casa dos outros por muito que em Tomar, tantos se achem versados para do PS falar naquilo que só aos militantes e aos seus dirigentes diz respeito. É aliás estranho o quanto que em Tomar alguns comentadores explícitos e outros mais sub-reptícios, atacam o PS. Será o PS responsável, pelo menos nos últimos 12 anos, pela gestão do Município e seus “anexos”; ou será porque se ataca tudo o que se tem ódio ou medo?
Já o vimos mas vê-lo-emos mais, comentaristas implicados a vaticinar os maiores disparates ao PS de Tomar, quando os que o fazem por norma desejavam sim estar no seu lugar (no lugar do seu cabeça lista, no lugar do seu presidente, no lugar do seu vereador, dos seus dirigentes…). E não se percebe essa angústia, é afinal a coisa mais simples da Democracia:
Basta ser militante, concorrer a eleições, e ganhá-las.
Mas imunes, escrevi atrás, às muitas pressões – algumas legítimas, como por exemplo a comunicação social que sempre tenta ter notícias frescas; outras ilegítimas, que tentam influenciar ou condicionar por vezes de formas nada éticas – o PS tem elaborado o seu projecto, escolhido e continua a escolher os melhores representantes para as várias listas: sem se fechar sobre si próprio, mas também sem correr atrás de ninguém, baseando-se sempre no princípio de que a Política se faz com afirmação e disponibilidade, e que essa disponibilidade terá sempre de ter como premissa o trabalho individual em prol do colectivo, e nunca o seu reverso. Com a calma e a serenidade que compete a um partido responsável, com história e regras, onde os seus dirigentes sabem que estão sempre a prazo, que antes de si outros tiveram, e depois outros virão; sem dependências de projectos pessoais, valendo em primeiro lugar pelos valores essenciais que defende, e só depois pelos que a todo o momento estão disponíveis para os defender. Assim se trabalha com Ideologia, Humildade, Ética e Responsabilidade.
O caminho está então traçado: Projecto, Equipa, Alternativa – a necessária à mudança que desejamos para o concelho que amamos. A mudança que acreditamos ser largamente desejada.
Talvez no PS, admito-o, estejamos enganados. Talvez afinal não seja necessária uma mudança, ou talvez os tomarenses não a desejem. Talvez esteja tudo bem em Tomar, e sejamos nós os pessimistas, os derrotista, os alheados da realidade ou os fabricantes de realidades virtuais. Felizmente, bem lá diz na escadaria dos Passos do Concelho, o Povo é Quem Mais Ordena, e todos têm o mesmo peso na decisão. Os que votam por um lado, os que votam pelo outro, os que não votam. Na essência, Todos Somos Tomar. Eu sou dos que acham que é tempo de mudar para algo verdadeiramente novo, e temos todos uns meses para pensar nisso. Saberemos fazê-lo com Seriedade?
sexta-feira, março 27, 2009
hoje...
...é dia mundial do Teatro e dia nacional dos dadores de sangue.
ao teatro com pena minha já não vou há uns tempos, mas vá, sou sócio do Grupo de Dadores de Sangue de Pernes.
ao teatro com pena minha já não vou há uns tempos, mas vá, sou sócio do Grupo de Dadores de Sangue de Pernes.
quinta-feira, março 26, 2009
música e dança
http://www.youtube.com/watch?v=VQ3d3KigPQM
um interessante caso de contágio de dança (ainda por cima num sítio que visitei há pouco tempo), aqui chegado pela mão da Susana Martins, que infelizmente não dá para incorporar no blogue, pelo que só mesmo seguindo o link. Ouvir com som bem alto.domingo, março 22, 2009
sexta-feira, março 20, 2009
pobres senhores dos telefones...
Não sei se é exactamente assim, mas anda pela net a circular a informação de que quando carregamos o telemóvel pelo multibanco, as operadoras só pagam imposto se facultarmos o número de contribuinte.
Pelo sim pelo não, eles até já ganham pouco e os impostos a todos são devidos para a todos poderem beneficiar, eu vou passar a perder mais 10 segundos com cada carregamento.
Pelo sim pelo não, eles até já ganham pouco e os impostos a todos são devidos para a todos poderem beneficiar, eu vou passar a perder mais 10 segundos com cada carregamento.
domingo, março 15, 2009
cultura de pacotilha
A amiga Sofia, que como a maioria dos jovens nabantinos, habita mais pela capital que por cá, fez o favor de me enviar esta imagem para o telemóvel, como que a perguntar-me se isto é que é cultura.Pois eu também já olhei várias vezes com um encolher de ombros para este cartaz que por aí está na cidade, por acaso já fora de prazo.
Por cá, neste dito concelho cultural ( e é-o um pouco, mas não por isto) há quem ache que fazer cultura, é comprar produtos no catálogo. É o que faz a câmara de Tomar.
E por isso a maior parte destes espectáculos, de que não discuto a qualidade, passa ao lado da maioria dos cidadãos.
Mas discutir cultura obriga a uma certa seriedade que a hora e a vontade já não me permite. A reflexão deixo-a a cada um dos leitores...
a crise bem explicada
8 bons minutos de bom humor, que não deixam de ser uma visão muito realista, de como funcionam os mercados que nos trouxeram à crise.
globalização
Este texto já me chegou várias vezes ao e-mail e já antes o achei interessante para aqui "colar", mas sempre se perdeu. Cá fica agora.
O António, depois de dormir numa almofada de algodão (Made in Egipt), começou o dia bem cedo, acordado pelo despertador (Made in Japan) às 7 da manhã. Depois de um banho com sabonete (Made in France) e enquanto o café (importado da Colômbia) estava a fazer na máquina (Made in Chech Republic), barbeou-se com a máquina eléctrica (Made in China). Vestiu uma camisa (Made in Sri Lanka), jeans de marca (Made in Singapure) e um relógio de bolso (Made in Swiss). Depois de preparar as torradas de trigo (produced in USA) na sua torradeira (Made in Germany) e enquanto tomava o café numa chávena (Made in Spain), pegou na máquina de calcular (Made in Korea) para ver quanto é que poderia gastar nesse dia e consultou a Internet no seu computador (Made in Thailand) para ver as previsões meteorológicas. Depois de ouvir as notícias pela rádio (Made in India), ainda bebeu um sumo de laranja (produced in Israel), entrou no carro (Made in Sweden) e continuou à procura de emprego. Ao fim de mais um dia frustrante, com muitos contactos feitos através do seu telemóvel (Made in Finland) e, após comer uma pizza (Made in Italy), o António decidiu relaxar por uns instantes. Calçou as suas sandálias (Made in Brazil), sentou-se num sofá (Made in Denmark), serviu-se de um copo de vinho (produced in Chile), ligou a TV (Made in Indonésia) e pôs-se a pensar porque é que não conseguia encontrar um emprego em PORTUGAL...
"hierárquica" contribuição do colega Jorge Mascarenhas
O António, depois de dormir numa almofada de algodão (Made in Egipt), começou o dia bem cedo, acordado pelo despertador (Made in Japan) às 7 da manhã. Depois de um banho com sabonete (Made in France) e enquanto o café (importado da Colômbia) estava a fazer na máquina (Made in Chech Republic), barbeou-se com a máquina eléctrica (Made in China). Vestiu uma camisa (Made in Sri Lanka), jeans de marca (Made in Singapure) e um relógio de bolso (Made in Swiss). Depois de preparar as torradas de trigo (produced in USA) na sua torradeira (Made in Germany) e enquanto tomava o café numa chávena (Made in Spain), pegou na máquina de calcular (Made in Korea) para ver quanto é que poderia gastar nesse dia e consultou a Internet no seu computador (Made in Thailand) para ver as previsões meteorológicas. Depois de ouvir as notícias pela rádio (Made in India), ainda bebeu um sumo de laranja (produced in Israel), entrou no carro (Made in Sweden) e continuou à procura de emprego. Ao fim de mais um dia frustrante, com muitos contactos feitos através do seu telemóvel (Made in Finland) e, após comer uma pizza (Made in Italy), o António decidiu relaxar por uns instantes. Calçou as suas sandálias (Made in Brazil), sentou-se num sofá (Made in Denmark), serviu-se de um copo de vinho (produced in Chile), ligou a TV (Made in Indonésia) e pôs-se a pensar porque é que não conseguia encontrar um emprego em PORTUGAL...
"hierárquica" contribuição do colega Jorge Mascarenhas
terça-feira, março 10, 2009
Erros. Do Magalhães ou da comunicação social...
A forma como a comunicação social "dá notícias" há muito não surpreende, ainda mais a quem por vezes se vê directamente nesses enredos, mas o Expresso realmente já não é o que foi...
Abaixo, excertos do comunicado de imprensa da empresa responsável pelo software do Magalhães, acerca dos tais erros...
Que, acrescento eu, não eram verdadeiramente o que interessava noticiar, mas sim a mensagem subliminar que lá tinha o Governo feito "borrada outra vez", ainda para mais em algo, que por muito que tentem, ficará para os anos vindouros como um passo gigantesco do nosso país rumo ao futuro, estudo de caso a ser seguido por muitos outros, e marca dum país evoluído.
"No artigo publicado no semanário “Expresso”, a 7 de Março de 2009, com o título “Jogos educativos do 'Magalhães' repletos de erros de português” encontram-se várias imprecisões e omissões que não contribuem para o esclarecimento do assunto. (...)
1. Extensão dos erros: a notícia refere “80 erros clamorosos de ortografia, gramática e sintaxe
nas instruções dos jogos incluídos no ambiente de trabalho Linux.”, contudo, em toda a notícia
apenas é referido o nome de uma aplicação de software, o GCompris, não havendo qualquer
referência a outro software ou documentação. Para efeitos de enquadramento, no ambiente
de Linux Caixa Mágica Mag existem 1.236 aplicações de software diferentes e um manual de
Caixa Mágica em português de 230 páginas.
2. Causa do erro: o processo de tradução / localização de software envolve um passo de
tradução automática, sendo este passo seguido de uma verificação manual. No caso do
software Gcompris, por falha humana da parte da Caixa Mágica, parte da tradução desta
aplicação não foi validada.
3. Correcções já efectuadas: face à complexidade de gestão das 1.236 aplicações, existe um
sistema de actualizações no Linux CM Mag que sempre que o Magalhães se liga à Internet faz
o download das aplicações actualizadas e instala-as. Foram efectuadas correcções em
relação ao pacote de software Gcompris em 22-10-2008 e em 10-1-2009. Essas actualizações
foram o resultado de um controlo de qualidade interno e realizadas com a colaboração de
professores e educadores. A análise feita ao software na peça jornalística não incluía essas
actualizações. Este processo de melhoramento é contínuo e todos os Magalhães saídos de
fábrica beneficiam das actualizações feitas até ao momento.
4. Tradutor com 4ª classe: o artigo afirma que o tradutor José Jorge, tem como habilitações a
4ª classe (título “Tradutor tem a 4ª classe”). José Jorge, o tradutor original tem uma
licenciatura em Filosofia e uma licenciatura em Informática, trabalhando neste momento em
Tecnologias de Informação e sendo devidamente qualificado para a responsabilidade."
o comunicado na integra aqui
Abaixo, excertos do comunicado de imprensa da empresa responsável pelo software do Magalhães, acerca dos tais erros...
Que, acrescento eu, não eram verdadeiramente o que interessava noticiar, mas sim a mensagem subliminar que lá tinha o Governo feito "borrada outra vez", ainda para mais em algo, que por muito que tentem, ficará para os anos vindouros como um passo gigantesco do nosso país rumo ao futuro, estudo de caso a ser seguido por muitos outros, e marca dum país evoluído.
"No artigo publicado no semanário “Expresso”, a 7 de Março de 2009, com o título “Jogos educativos do 'Magalhães' repletos de erros de português” encontram-se várias imprecisões e omissões que não contribuem para o esclarecimento do assunto. (...)
1. Extensão dos erros: a notícia refere “80 erros clamorosos de ortografia, gramática e sintaxe
nas instruções dos jogos incluídos no ambiente de trabalho Linux.”, contudo, em toda a notícia
apenas é referido o nome de uma aplicação de software, o GCompris, não havendo qualquer
referência a outro software ou documentação. Para efeitos de enquadramento, no ambiente
de Linux Caixa Mágica Mag existem 1.236 aplicações de software diferentes e um manual de
Caixa Mágica em português de 230 páginas.
2. Causa do erro: o processo de tradução / localização de software envolve um passo de
tradução automática, sendo este passo seguido de uma verificação manual. No caso do
software Gcompris, por falha humana da parte da Caixa Mágica, parte da tradução desta
aplicação não foi validada.
3. Correcções já efectuadas: face à complexidade de gestão das 1.236 aplicações, existe um
sistema de actualizações no Linux CM Mag que sempre que o Magalhães se liga à Internet faz
o download das aplicações actualizadas e instala-as. Foram efectuadas correcções em
relação ao pacote de software Gcompris em 22-10-2008 e em 10-1-2009. Essas actualizações
foram o resultado de um controlo de qualidade interno e realizadas com a colaboração de
professores e educadores. A análise feita ao software na peça jornalística não incluía essas
actualizações. Este processo de melhoramento é contínuo e todos os Magalhães saídos de
fábrica beneficiam das actualizações feitas até ao momento.
4. Tradutor com 4ª classe: o artigo afirma que o tradutor José Jorge, tem como habilitações a
4ª classe (título “Tradutor tem a 4ª classe”). José Jorge, o tradutor original tem uma
licenciatura em Filosofia e uma licenciatura em Informática, trabalhando neste momento em
Tecnologias de Informação e sendo devidamente qualificado para a responsabilidade."
o comunicado na integra aqui
sexta-feira, março 06, 2009
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