...ou da Escola Secundária Santa Maria do Olival (mas mesmo eu que já sou dessa fase, continuo a chamar-lhe liceu), está a constituir uma Associação de Antigos Alunos, integrando também ex- professores e ex-funcionários. Bem hajam.
Aquele é um lugar que terá sempre um canto especial no baú das minhas memórias, não só porque até hoje foi o lugar onde passei mais tempo, 6 preenchidos anos, (à parte a SF Gualdim Pais, mas essa foi como uma casa) como esses foram os ferverosos tempos da adolescência, que a todos, para as boas e más lembranças, nos marcam para a vida e em grande parte definem a pessoa que seremos.
Os interessados (e serão certamente todos os que lá passaram!), deverão enviar os seguintes dados para o email: antigosalunosliceuessmotomar@gmail.com
a) Nome
b) Morada
c) Telefone/Telemóvel
d) E-mail
e) Ano de conclusão/saída/reforma
f) Disponibilidade para integrar a Comissão Instaladora
g) Disponibilidade para se inscrever como sócio depois da criação da Associação
terça-feira, junho 23, 2009
um cinema só para mim
O cinema em Tomar no cine-teatro Paraíso - que se mantém porque a Câmara de Tomar, depois de ter obrigado por concorrência desleal o cinema privado a fechar, sustenta agora este embora com pior serviço - brinda-nos esta semana com mais um filme que conseguiu chegar primeiro aos videoclubes nabantinos do que ao grande ecrã.O filme em questão, Quem quer ser Bilionário, estreou em Portugal a 5 de Fevereiro (vi-o nessa altura em Lisboa), e ainda que sendo um bom filme - o grande vencedor aliás, dos óscares deste ano - não me parece que estando disponível no videoclube há pelo menos três semanas, vá conseguir grandes espectadores, que já por norma vão sendo tantos...
Se isto não é mais um sintoma do vilarejo em que Tomar se está a tornar...
sexta-feira, junho 19, 2009
"Se de noite chorares por teres perdido o sol, as lágrimas não te deixarão ver as estrelas"
Rabindranath Tagore - (filósofo, poeta, compositor, artista,...) pensador indiano
Gosto de aprender coisas novas todos os dias. Hoje, para já, descobri esta preciosidade. Onde? Na terra que de há um tempo me ocupa (muito!) os dias; aqui, na Freixianda.
Rabindranath Tagore - (filósofo, poeta, compositor, artista,...) pensador indiano
Gosto de aprender coisas novas todos os dias. Hoje, para já, descobri esta preciosidade. Onde? Na terra que de há um tempo me ocupa (muito!) os dias; aqui, na Freixianda.
quarta-feira, junho 17, 2009
o mestre esteve por cá
A conversa foi interessante, contando também com o jornalista Sérgio Costa Andrade e os actores Diogo Dória e Teresa Menezes, tendo o nosso mais conhecido cineasta provado uma vez mais que aos 100, tem mais vivacidade que muitos outros com um terço da idade dele...
Parabéns ao Cine Clube de Tomar (eu sei que o nome é mais extenso, mas porque gostam de complicar as coisas?) que promoveu o encontro/homenagem, com isto desejando também mais acções e bons filmes. Como eu gostava de me dedicar mais a isso também...
recuerdos pictóricos
Há novas fotos finalmente colocadas online, ainda que já não tão recentes assim, na galeria ao topo da coluna ali ao lado. (o mesmo é dizer em http://picasaweb.google.com/ugocristovao)
Estou com umas saudades de viajar!...
terça-feira, junho 09, 2009
Os meus amigos
Escolho os meus amigos não pela pele ou por outro arquétipo qualquer,
mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero o meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão
pelas injustiças.
Escolho os meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
Não quero só o ombro ou o colo, quero também a sua maior alegria.
Amigo que não ri connosco não sabe sofrer connosco.
Os meus amigos são todos assim: metade disparate, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade a sua fonte de
aprendizagem,
mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos, nem chatos
Quero-os metade infância e outra metade velhice.
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos,
para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois vendo-os loucos e santos, tolos e sérios, crianças e velhos,
nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril.
Oscar Wilde
idealista contribuição da Paula T.
mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero o meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão
pelas injustiças.
Escolho os meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
Não quero só o ombro ou o colo, quero também a sua maior alegria.
Amigo que não ri connosco não sabe sofrer connosco.
Os meus amigos são todos assim: metade disparate, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade a sua fonte de
aprendizagem,
mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos, nem chatos
Quero-os metade infância e outra metade velhice.
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos,
para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois vendo-os loucos e santos, tolos e sérios, crianças e velhos,
nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril.
Oscar Wilde
idealista contribuição da Paula T.
sexta-feira, junho 05, 2009
Europa p’ra que te quero?
“Aqui acaba toda a terra antiga,
começa aqui a tentação do mar.
Europa - ainda era rapariga -,
Sentou-se aqui um dia a descansar.
Vinha de longe, andando com fadiga,
vinha de longe, andando sem parar...
Em frente ao mar, que o rosto lhe fustiga
logo pensou Europa em se casar.
Pediu-a p'ra mulher o Padre-Oceano.
Entre sereias, conchas e golfinhos,
as ondas lhe bordaram o enxoval.
E quando o noivo a recebeu, ufano,
estes penhascos rústicos, sozinhos,
deram os dois o ser a Portugal.”
começa aqui a tentação do mar.
Europa - ainda era rapariga -,
Sentou-se aqui um dia a descansar.
Vinha de longe, andando com fadiga,
vinha de longe, andando sem parar...
Em frente ao mar, que o rosto lhe fustiga
logo pensou Europa em se casar.
Pediu-a p'ra mulher o Padre-Oceano.
Entre sereias, conchas e golfinhos,
as ondas lhe bordaram o enxoval.
E quando o noivo a recebeu, ufano,
estes penhascos rústicos, sozinhos,
deram os dois o ser a Portugal.”
Na mitologia, grega pois claro, Europa era uma das filhas do rei da Fenícia, uma jovem rapariga cuja beleza levou o chefe dos deuses, Zeus, a disfarçar-se de um possante touro branco e raptá-la levando-a para a ilha de Creta; e é na procura desta levada a cabo por seus irmãos que são fundadas algumas das mais importantes cidades-estado de então.
Pois Europa é o nome dado a este grande continente onde vivemos, e onde muitas vezes na nossa visão periférica, dizemos que ela termina. Acaso como no poema transcrito de António Sardinha, não achemos Portugal um seu filho.
Do nosso atlântico oceano, aos russos montes Urais, a Europa é uma urdidura de muitos países, de línguas e dialectos, diferentes sociologias, culturas distintas, uma história feita de guerras e de conquistas, de divergentes religiões e de filosofias, mãe de quase todas as ideologias, de modelos económicos, das mais dissemelhantes formas de arte, e em tudo isso, quase sempre paradigma referencial para o resto do mundo.
Hoje a Europa, em especial a Europa dos 27 (um pouco mais de metade dos 50 que perfazem o continente europeu), essa União Europeia onde estamos inseridos, é tudo isso e mais. Desde logo o chamado modelo social europeu, que tem como objectivo promover o bem-estar dos cidadãos e a sua protecção social e que coloca o espaço europeu na vanguarda dos apoios sociais nas suas várias vertentes. Poder ser também um pilar na estabilidade económica, e na defesa da paz, liberdades e garantias, são outras das suas prioridades e evidências das vantagens de fazermos parte deste grupo de países. Como estaríamos nós a resistir à malfadada crise, se não estivéssemos na União e acima de tudo no grupo de países já adoptantes do euro?
Os demais proveitos da União não carecem de grande apologia para quem quer que de bom senso lhe dedique dois minutos de reflexão. O que o nosso país evoluiu desde 1986, ao nível das infra-estruturas, da mobilidade dos cidadãos, do acesso a serviços, entre tanto mais é indiscutível, e todos já sabemos que boa parte dos fundos para o que se faz a quase todos os níveis provêem da União, assim como muitas das nossas Leis não são mais que a transposição do que emana do Parlamento Europeu. O que cá depois se faz com esses fundos e essa Leis e Directivas é que já é responsabilidade nossa…
E isto é dizer que essa ideia nefasta para a Democracia que se propagou entre os cidadãos, de que as eleições para o Parlamento Europeu que este domingo ocorrem não são importantes, é evidentemente falsa e imprudente.
Mas votar em quem, e porquê?
Nestas eleições, partidos e candidatos é que não vão faltar, que agora fazer partidos parece estar na moda (quase tanto como inventar listas de excluídos dos partidos e assim sem regras chamar-lhes independentes, mas essas modas fugazes são temáticas de outras eleições) e como tal do mais à direita ao mais à esquerda há todo um arco-íris de escolhas possíveis.
Dos que oferecem eleitoralmente mais relevância, parece-me ser a qualidade de Vital Moreira sobre os demais candidatos na minha opinião algo inquestionável para quem quer que analise de forma isenta e racional – mas importante é ter uma opinião, não tem que ser igual à minha. Sobre o papel do PS na construção de um Portugal país europeu, e na contribuição que tem dado à Europa em si, sabendo que sempre foram socialistas e governos socialistas que estiveram nos momentos fundamentais – como na adesão à então CEE, na adesão ao Euro, e na constituição de documentos fundamentais para a Europa e enaltecedores para Portugal como a Estratégia de Lisboa e o mais recente Tratado de Lisboa também me parece indubitável – mas uma vez mais, o que importa é ter opinião.
Não vou assim apelar ao voto no PS, mas tão só apelar ao voto qualquer que ele seja. Que cada um vote em quem ou como sentir a sua consciência ordenar. Votar é um imperativo de cidadania; votar é vencer uma certa imagética que vai correndo nos nossos dias e que diz que não vale pena, que a política é má, ou que a melhor forma de contestar algo é não votar. Puro e malicioso engano.
Votar é um acto em si simples, mas pelo qual tantos lutaram na história, e que na nossa há pouco tempo ainda nos é permitido. Um acto livre, mas que para todo o cidadão que quer ser consciente e desejar continuar a viver em Democracia, mais que um direito, é um dever. Afinal, quanto deixamos de exercer um direito, estamos a abrir caminho para a extinção do mesmo. Eu não desejo isso, penso que você também não. No próximo domingo dia 7 é dia de ir às urnas. Não falte, pela Europa e por Portugal.
artigo publicado hoje no jornal Cidade de Tomar.
terça-feira, junho 02, 2009
os dias
info cívica
Consultem o v/ nº de Eleitor e vejam se estão bem recenseados. Se tiverem amigos / familiares que completem os 18 anos, eles são recenseados automaticamente na Freguesia de Residência, (mas não lhes é comunicado o nº de Eleitor).
http://www.recenseamento.mai.gov.pt/
Confirmar e saber o número é essencial!
Votar é um direito, e um dever para todos os cidadãos conscientes.
http://www.recenseamento.mai.gov.pt/
Confirmar e saber o número é essencial!
Votar é um direito, e um dever para todos os cidadãos conscientes.
sexta-feira, maio 22, 2009
info cultural
Hoje pelas 21h30 no Cine-teatro Paraíso, a Banda Sinfónica da Polícia de Segurança Pública dá concerto integrado nas cerimónias do aniversário do Comando Distrital da PSP de Santarém.
Além do interesse musical, acresce o facto de neste agrupamento alinharem vários tomarenses, ou não fosse Tomar, muito por via da SF Gualdim Pais, uma terra que "cria músicos" para o país.
Para mais info's sobre a banda e o programa do concerto, clique aqui.
Além do interesse musical, acresce o facto de neste agrupamento alinharem vários tomarenses, ou não fosse Tomar, muito por via da SF Gualdim Pais, uma terra que "cria músicos" para o país.
Para mais info's sobre a banda e o programa do concerto, clique aqui.
domingo, maio 17, 2009
Com as calças do meu pai…
artigo publicado no jornal Cidade de Tomar de 15 de Maio
“Sou novo é verdade; mas, para os espíritos bem nascidos. O valor não fica à espera da soma dos anos vividos.” Pierre Corneille
Certamente todos conhecem a frase que começa com esta que a este texto serve de título. É um dos pequenos exemplos do que é uma atitude cultural enraizada de desconsideração para com os mais novos, de lhes dizer que “calma lá que ainda tens de comer muito sal”, “o teu tempo há-de chegar”, tu eras um grande homem mas é com os feitos dos que te antecedem, muito ao jeito do cliché mais usado da história dos discursos: “os jovens são o futuro de amanhã”!
A juventude. Aí está o que, da política a muitos outros sectores, todo aquele que tem um discurso para fazer gosta de ter na boca. Mas da palavra à acção vai uma grande distância. A verdade é que na prática quando um jovem chega, cuidado! Lá vem um puto para nos roubar o lugar ou, enfim, alguém a quem falta “experiência de vida”.
E no entanto, há quanto a isso duas verdades: não só há imensas provas de que a juventude ou a “falta de experiência” não são sinónimo de menor capacidade; muito pelo contrário, há, da Educação à Política, da Economia à Ciência, e em tantas outras áreas da actividade humana, imensos casos de jovens bem sucedidos e a muito fazer por si e pelos outros. A segunda verdade é que os que mais se mostram desconfiados para com os jovens, são por norma um de dois casos: os que são frustrados com a sua própria juventude; ou, mais grave, os que tendo até um caminho interessante ou bem sucedido, sentem agora outros chegar, como que a pôr fim à sua jornada.
Mas por que está este a falar uma vez mais de juventude?, perguntarão. Bom, falar de juventude em Tomar faz todo o sentido. A realidade é que numa terra cada vez mais envelhecida, deveríamos estar a procurar formas de fixar os jovens, de atraí-los até de outros concelhos. Nos dias que correm os concelhos estão sistematicamente a competir entre si, se mais não for, por uma questão basilar de sobrevivência, e os jovens são os bens activos mais valiosos e cobiçados. Numa linguagem económica, são os que garantem maior retorno a longo prazo.
Tomar, a cidade velhinha. Ou será caquéctica?
E em Tomar contudo, voltando à metáfora, hoje as calças do meu pai – ele não se importará que o diga – não me serviriam. Poderá parecer um disparate mas faz todo o sentido. Hoje, as velhas roupagens de nossos pais não servem os jovens nabantinos. E o mesmo é dizer que o passado mais recente de Tomar não nos serve; nem aos jovens, nem a ninguém. A não ser aos que – que também os há e estão no direito de pensar assim e assim quererem o seu concelho – gostam da terrinha paradinha sem grande movimento ou “confusão”, que Tomar está mesmo bom é para gozar uma pacífica reforma.
Para todos os outros, tenham lá que idade tiverem, Tomar precisa de novas roupagens, de novas ideias, de novo sangue, nova energia. Para todos os outros, os que querem trabalho, os que querem desenvolvimento, os que querem uma terra que além de ter ainda resquícios de beleza, e de ter sido importante na história; importante mesmo é que seja uma terra que lhes dê horizontes, perspectivas de futuro, sustentabilidade económica e jeitos de qualidade de vida, que proporcione envolvimento familiar e social, e as demais benesses naturalmente desejáveis, como a cultura, o desporto, o lazer e o apoio social quando necessário. A esses, a todos esses, o que com honestidade se pode dizer é que as actuais roupagens de Tomar não servem.
Bem espremidos, o que se pode retirar dos últimos 20 anos em Tomar, além das oportunidades perdidas?
Sim, o Instituto Politécnico. E falo sobretudo no aspecto de criação de emprego e o que daí advém: o IPT é em verdade o principal garante económico do nosso concelho. Fala-se do óbvio emprego para professores e funcionários, mas também dos alunos que deixam dinheiro nos quartos alugados e no comércio local. E, mesmo com todo esse valor, que trabalho relevante com essa instituição faz a Câmara, ou mesmo, que importância lhe reconhece a comunidade?
Mas, à parte o IPT, que mais foi feito em Tomar nestas últimas décadas que tenha significativamente trazido algum acréscimo a um qualquer aspecto? Nestes anos em que vimos desenvolver os concelhos à nossa volta, como evoluiu o nosso? Evoluiu sequer?
Sem novas empresas e com várias das existentes a definhar; com um enorme potencial turístico mas que em verdade nunca foi verdadeiramente aproveitado, e nada tem sido feito para que tal se consiga; com pouco já que nos distinga e nos torne competitivos para com os demais concelhos, o que há a fazer?
Urge dar o salto, fazer a mudança: de mentalidade, de estilo, de atitude. Quase tudo o que se tem feito nos últimos anos não nos leva a lado nenhum. Precisamos de novas ideias, sangue, energia, garra, vontade. Novas capacidades, novas formas de olhar o concelho, o país e o mundo. Novas formas de trabalhar e de se relacionar com as pessoas e as instituições, públicas ou privadas. É preciso uma Câmara que seja o cerne inteligente e impulsionador, capaz de motivar e liderar toda a comunidade num novo e capaz caminho, que nos retire da pasmaceira atrofiante, e da mordaça autoritária e surda com que este concelho tem sido atirado para o patamar da indiferença ou banalidade.
“Sou novo é verdade; mas, para os espíritos bem nascidos. O valor não fica à espera da soma dos anos vividos.” Pierre Corneille
Certamente todos conhecem a frase que começa com esta que a este texto serve de título. É um dos pequenos exemplos do que é uma atitude cultural enraizada de desconsideração para com os mais novos, de lhes dizer que “calma lá que ainda tens de comer muito sal”, “o teu tempo há-de chegar”, tu eras um grande homem mas é com os feitos dos que te antecedem, muito ao jeito do cliché mais usado da história dos discursos: “os jovens são o futuro de amanhã”!
A juventude. Aí está o que, da política a muitos outros sectores, todo aquele que tem um discurso para fazer gosta de ter na boca. Mas da palavra à acção vai uma grande distância. A verdade é que na prática quando um jovem chega, cuidado! Lá vem um puto para nos roubar o lugar ou, enfim, alguém a quem falta “experiência de vida”.
E no entanto, há quanto a isso duas verdades: não só há imensas provas de que a juventude ou a “falta de experiência” não são sinónimo de menor capacidade; muito pelo contrário, há, da Educação à Política, da Economia à Ciência, e em tantas outras áreas da actividade humana, imensos casos de jovens bem sucedidos e a muito fazer por si e pelos outros. A segunda verdade é que os que mais se mostram desconfiados para com os jovens, são por norma um de dois casos: os que são frustrados com a sua própria juventude; ou, mais grave, os que tendo até um caminho interessante ou bem sucedido, sentem agora outros chegar, como que a pôr fim à sua jornada.
Mas por que está este a falar uma vez mais de juventude?, perguntarão. Bom, falar de juventude em Tomar faz todo o sentido. A realidade é que numa terra cada vez mais envelhecida, deveríamos estar a procurar formas de fixar os jovens, de atraí-los até de outros concelhos. Nos dias que correm os concelhos estão sistematicamente a competir entre si, se mais não for, por uma questão basilar de sobrevivência, e os jovens são os bens activos mais valiosos e cobiçados. Numa linguagem económica, são os que garantem maior retorno a longo prazo.
Tomar, a cidade velhinha. Ou será caquéctica?
E em Tomar contudo, voltando à metáfora, hoje as calças do meu pai – ele não se importará que o diga – não me serviriam. Poderá parecer um disparate mas faz todo o sentido. Hoje, as velhas roupagens de nossos pais não servem os jovens nabantinos. E o mesmo é dizer que o passado mais recente de Tomar não nos serve; nem aos jovens, nem a ninguém. A não ser aos que – que também os há e estão no direito de pensar assim e assim quererem o seu concelho – gostam da terrinha paradinha sem grande movimento ou “confusão”, que Tomar está mesmo bom é para gozar uma pacífica reforma.
Para todos os outros, tenham lá que idade tiverem, Tomar precisa de novas roupagens, de novas ideias, de novo sangue, nova energia. Para todos os outros, os que querem trabalho, os que querem desenvolvimento, os que querem uma terra que além de ter ainda resquícios de beleza, e de ter sido importante na história; importante mesmo é que seja uma terra que lhes dê horizontes, perspectivas de futuro, sustentabilidade económica e jeitos de qualidade de vida, que proporcione envolvimento familiar e social, e as demais benesses naturalmente desejáveis, como a cultura, o desporto, o lazer e o apoio social quando necessário. A esses, a todos esses, o que com honestidade se pode dizer é que as actuais roupagens de Tomar não servem.
Bem espremidos, o que se pode retirar dos últimos 20 anos em Tomar, além das oportunidades perdidas?
Sim, o Instituto Politécnico. E falo sobretudo no aspecto de criação de emprego e o que daí advém: o IPT é em verdade o principal garante económico do nosso concelho. Fala-se do óbvio emprego para professores e funcionários, mas também dos alunos que deixam dinheiro nos quartos alugados e no comércio local. E, mesmo com todo esse valor, que trabalho relevante com essa instituição faz a Câmara, ou mesmo, que importância lhe reconhece a comunidade?
Mas, à parte o IPT, que mais foi feito em Tomar nestas últimas décadas que tenha significativamente trazido algum acréscimo a um qualquer aspecto? Nestes anos em que vimos desenvolver os concelhos à nossa volta, como evoluiu o nosso? Evoluiu sequer?
Sem novas empresas e com várias das existentes a definhar; com um enorme potencial turístico mas que em verdade nunca foi verdadeiramente aproveitado, e nada tem sido feito para que tal se consiga; com pouco já que nos distinga e nos torne competitivos para com os demais concelhos, o que há a fazer?
Urge dar o salto, fazer a mudança: de mentalidade, de estilo, de atitude. Quase tudo o que se tem feito nos últimos anos não nos leva a lado nenhum. Precisamos de novas ideias, sangue, energia, garra, vontade. Novas capacidades, novas formas de olhar o concelho, o país e o mundo. Novas formas de trabalhar e de se relacionar com as pessoas e as instituições, públicas ou privadas. É preciso uma Câmara que seja o cerne inteligente e impulsionador, capaz de motivar e liderar toda a comunidade num novo e capaz caminho, que nos retire da pasmaceira atrofiante, e da mordaça autoritária e surda com que este concelho tem sido atirado para o patamar da indiferença ou banalidade.
Há muito em potência que pode ser utilizado, essencialmente o que está cá há muito tempo e que não conseguiram estragar, e particularmente a vontade e a energia envergonhada e reprimida dos que querem fazer algo por si e pela sua terra. Quando conseguirmos efectuar essa mudança, Tomar poderá voltar a ter futuro. Para já, não tem. E aqui temos um problema geracional, sim, mas de atitude, de uma diferença entre os que querem a alternativa, esses que pertencem a uma geração que não tem idade, a geração nabantina – e os que não a querem.
A geração dos que amam a sua terra, tanto, a ponto de a querer deixar melhor para os seus filhos, ao contrário do que tem sido feito; a geração dos que se incomodam com o estado a que isto chegou, a geração do que querem fazer o possível e o impossível para converter este caminho, a Geração Tomar. Eu posso e quero pertencer a esta geração. E você?
A geração dos que amam a sua terra, tanto, a ponto de a querer deixar melhor para os seus filhos, ao contrário do que tem sido feito; a geração dos que se incomodam com o estado a que isto chegou, a geração do que querem fazer o possível e o impossível para converter este caminho, a Geração Tomar. Eu posso e quero pertencer a esta geração. E você?
terça-feira, maio 12, 2009
E EM TOMAR, NADA? ...
... pergunta-se no nabantia acerca da atribuição da bandeira azul à praia fluvial de Aldeia do Mato no concelho de Abrantes. E é tão pertinente que não fica mal perguntar outra vez.
Claro que, é difícil a bandeira azul ser atribuída a um concelho que não tem UMA praia fluvial.
Portanto deixem-me lá perguntar só, só mais uma vez, desta maneira assim mais elaborada:
PORQUE É QUE UM CONCELHO QUE É ATRAVESSADO POR 2 RIOS, QUE TEM VÁRIAS BARRAGENS ENTRE AS QUAIS A ALFUFEIRA FLUVIAL MAIS CONHECIDA DO PAÍS, E QUE ATÉ DIZ TER COMO PRINCIPAL VECTOR O TURISMO, NÃO TEM UMA PRAIA FLUVIAL??!!
A ver se nos entendemos, sítios para dar um mergulho ou estendermos ao sol, tem muitos. Mais uma praia fluvial para poder formalmente assim ser chamada, obriga a um pouco mais que isso. No mínimo obriga a algum trabalho por parte da autarquia, o que já se sabe, por Tomar tal é difícil.
Claro que, é difícil a bandeira azul ser atribuída a um concelho que não tem UMA praia fluvial.
Portanto deixem-me lá perguntar só, só mais uma vez, desta maneira assim mais elaborada:
PORQUE É QUE UM CONCELHO QUE É ATRAVESSADO POR 2 RIOS, QUE TEM VÁRIAS BARRAGENS ENTRE AS QUAIS A ALFUFEIRA FLUVIAL MAIS CONHECIDA DO PAÍS, E QUE ATÉ DIZ TER COMO PRINCIPAL VECTOR O TURISMO, NÃO TEM UMA PRAIA FLUVIAL??!!
A ver se nos entendemos, sítios para dar um mergulho ou estendermos ao sol, tem muitos. Mais uma praia fluvial para poder formalmente assim ser chamada, obriga a um pouco mais que isso. No mínimo obriga a algum trabalho por parte da autarquia, o que já se sabe, por Tomar tal é difícil.
segunda-feira, maio 04, 2009
Futebol nabantino na internet
O União de Tomar num novo projecto de Leonel Vicente - entre outros, autor do Memória Virtual e do Tomar Actual - a ser inaugurado precisamente agora, hoje que o clube completa 95 anos, e que a partir desta hora e durante o resto do dia será actualizado de 10 em 10 minutos.
Os melhores sucessos para o novo projecto, que agradece nas palavras do próprio autor, contribuições que o possam vir a enriquecer.
E igualmente Parabéns ao União de Tomar - e seus sócios, praticantes e dirigentes - e que consigam imprimir-lhe melhor rumo que a sua história mais recente.
Os melhores sucessos para o novo projecto, que agradece nas palavras do próprio autor, contribuições que o possam vir a enriquecer.
E igualmente Parabéns ao União de Tomar - e seus sócios, praticantes e dirigentes - e que consigam imprimir-lhe melhor rumo que a sua história mais recente.
sexta-feira, maio 01, 2009
análises, mais ou menos, políticas
Já que escrevi tanto, não vou copiá-lo para aqui, mas vale um post ainda assim, se mais não for para minha própria referência.
Aqui fica o link para um demasiado extenso comentário que escrevi no tomar a dianteira.
Aqui fica o link para um demasiado extenso comentário que escrevi no tomar a dianteira.
domingo, abril 26, 2009
700 caravanistas em Abrantes
Abrantes recebe 700 caravanistas europeus durante o fim de semana
"A decorrer até segunda-feira e com organização do Clube Português de Autocaravanas, o evento decorre do investimento efectuado pela autarquia num projecto de acolhimento para autocaravanistas."
notícia O Mirante
Em Tomar também os há, como sempre houve, mas andam espalhados pela cidade e concelho, à falta de sítio. Aquilo que Tomar não quer e manda fora, os outros aproveitam e fazem trabalho. Também já não é de agora...
"A decorrer até segunda-feira e com organização do Clube Português de Autocaravanas, o evento decorre do investimento efectuado pela autarquia num projecto de acolhimento para autocaravanistas."
notícia O Mirante
Em Tomar também os há, como sempre houve, mas andam espalhados pela cidade e concelho, à falta de sítio. Aquilo que Tomar não quer e manda fora, os outros aproveitam e fazem trabalho. Também já não é de agora...
sábado, abril 25, 2009
quinta-feira, abril 23, 2009
hoje é dia...
... Mundial do Livro e dos Direitos de Autor. E por isso por aqui deixo alguns dos que para mim até hoje, sem ordem especial, foram dos mais significativos:
1984 - George Orwell
O Ensaio sobre a Cegueira - José Saramago
Memorial do Convento - José Saramago
O Cemitério de Pianos - José Luís Peixoto
O Livro do Desassossego - Fernando Pessoa
Cândico - Voltaire
Wherther - Ghoethe
Ninguém escreve ao Coronel - Gabriel Garcia Marquez
O Banquete - Platão
O Velho e o Mar - Ernest Hemingway
Principezinho - Antoine Saint-Exupery (lido e relido recorrentemente, está lá tudo o que há para a aprender, disfarçado numa história infantil)
Isto falando apenas de romances, e claro que há muitos, em especial da adolescência, que me marcaram então mas que não me lembro sequer já de ter lido, não falando também dos milhares de páginas de BD.
Embora por norma leia mais do que um ao mesmo tempo, o que essencialmente agora se lê é esse bom calhamaço de Salman Rushdie, Os Versículos Satânicos, até porque a Índia está na moda.
bloguices
Aqui o algures foi homenageado pelo Nabantia como um dos 10 blogues que valem a pena, ainda que assumindo mentir.Aqui se agradece penhorado, assegurando que melhores dias já advieram por cá, e ainda assim, confirmando que este espaço sempre se definiu (embora nesta 3ª versão essa declaração de princípios tenha desaparecido do layout) como "um blogue sem periodicidade certa". Mas como nestas coisas a antiguidade também conta, vá, vamos avocar que a isso se deve a distinção.
Vou falhar as regras que ditam que devo também indicar os meus 10, porque não tenho navegado o suficiente para de momento ter blogues preferidos, mas não deixo de aconselhar os blogues nabantinos e também os de alguns amigos, na listagem ali ao lado.
E não deixo de reafirmar que o Nabantia, com mais 2 ou 3, é dos que sempre que posso espreito, até porque sempre algo há por lá sobre a terrinha que eu ainda não sabia.
terça-feira, abril 21, 2009
de Tomar para o mundo
O excelente novo site do Convento de Cristo, lançado no passado chuvoso sábado nesse esotérico lugar ancestral razão de existência da nossa urbe, integrado nas comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, numa parceria elogiar entre o monumento património mundial e o Instituto Politécnico de Tomar, algo que a Câmara de Tomar infelizmente, não tem sabido fazer, com claras perdas para a edilidade.
rezar
Xadrez
Uma vez que até tenho responsabilidades institucionais na Associação Distrital de Xadrez de Santarém, aí fica o link para os amantes de jogos inteligentes: http://www.xadrez64.com/
segunda-feira, abril 13, 2009
musika...
Adónis, Cueka, Arames, David Pastelinho e Évora Beja, quando atravessam a Praça da República, no passacalles do 8ºTemplário, o Festival de Tunas da tuna do Instituto Politécnico de Tomar.
E o vídeo foi descoberto via A Coragem de ser Rosto do outro músico amigo nabantino migrado, Mark Aragão.
domingo, abril 12, 2009
sábado, abril 04, 2009
a matar moscas
Para a malta que não tem muito que fazer, aí está um bom entretém.
http://majman.net/fly_loader.html
chegada via Dina Lopes e Sílvia Marques
http://majman.net/fly_loader.html
chegada via Dina Lopes e Sílvia Marques
Roubo mas faço.
artigo publicado no Cidade de Tomar de 3 de Abril
Há dias conversava com um colega professor, quase jubilado e brasileiro de nascimento, sobre estas coisas da política e das escolhas que os eleitores fazem, contando-me ele que há uns anos um candidato à prefeitura, penso que de São Paulo, usou este slogan que aqui coloco como título. Contou-o e logo acrescentou: – tal coisa ser possível, só mesmo no Brasil!
Eu de imediato pensei duas coisas: a primeira dirão ser pouco importante, que também nós muito usamos a expressão “só neste país”…; a segunda que “só mesmo no Brasil”!? Então e cá? Como pensam afinal os portugueses?
Bastaria considerar os casos mais flagrantes, como Felgueiras, Gondomar ou Oeiras, e outros por aí menos mediáticos…, para imaginar que um slogan destes em Portugal era bem capaz de ter muito sucesso. A mim mesmo, vários cidadãos me disseram na fase anterior às últimas eleições autárquicas, que o PS não poderia vencer em Tomar porque o nosso candidato era demasiado sério! Há mesmo muito quem pense e diga que se o Presidente for alguém que não se saiba “governar”, também não presta para Câmara. E eu, enfim, fico sempre atrapalhado quando me fazem afirmações destas, porque não sei francamente o que se responda a isto.
Vem isto a propósito de escolhas e de perfis, e da importância dos mesmos, assunto sobre o qual já noutras alturas escrevi. É que a Seriedade, a Lealdade a Tomar, ao Projecto e à Equipa; a Capacidade de Ouvir e Decidir; a Honestidade, a Visão, a Determinação, a Coragem para enfrentar dificuldades, a integridade pessoal e a defesa de Valores, são precisamente os predicados que em Tomar o PS há muito definiu para as suas escolhas.
E esses são os que encontrámos no Arquitecto José Becerra Vitorino, o candidato socialista à Câmara de Tomar, aquele com o qual sabemos ter a única alternativa ao descalabro a que Tomar assistiu e vai assistindo. Esta foi a escolha do PS, e foi a escolha certa.
Sim, não agradará a todos, isso já sabemos. Desde logo aos que desejavam estar no seu lugar, claro. Depois é como tudo: se é gordo devia ser magro, se baixo é porque devia ser alto, e por aí até coisas bem piores. Não é contudo o que importa, aquilo que é relevante é o que antes enunciei. Mas é uma coisa séria esta de ser português e ó, tão nabantina: o tanto gostarmos de estar contra, que até há quem disso faça refinado desporto:
Falar mal do próximo.
Olhar-se ao espelho e perguntar: sou ou não sou melhor que o meu vizinho? Sou sim senhor! Infelizmente, até alguns senhores que andam ou gostavam de andar na política são assim, achando-se a melhor coisa que esta terra já conheceu. Assim ao jeito do “sou tão bom tão bom, ando tão inchado, que todos me devem”. Todos conhecemos dessas figuras…
Imune contudo a tudo isso, no seu tempo, sem cedências às costumeiras pressões, marcando o seu ritmo, e já agora, o dos outros, o PS escolheu o seu candidato. E sim lembremo-nos, o ritmo dos outros: um candidato correu para os jornais, dizendo que “obviamente” era o que todos sabíamos; outro que o PSD em Tomar tinha UM candidato capaz, mas que acabou por ser número 2; enquanto que o PSD oficial disse estar à espera do PS para fazer uma sondagem. Coisa séria, se eu fosse militante daquele partido estaria felicíssimo…
Enfim, outras modas. Ficamos sem saber se sempre houve sondagem e o que disse, mas deixemo-nos disso, que eu não gosto de falar da casa dos outros por muito que em Tomar, tantos se achem versados para do PS falar naquilo que só aos militantes e aos seus dirigentes diz respeito. É aliás estranho o quanto que em Tomar alguns comentadores explícitos e outros mais sub-reptícios, atacam o PS. Será o PS responsável, pelo menos nos últimos 12 anos, pela gestão do Município e seus “anexos”; ou será porque se ataca tudo o que se tem ódio ou medo?
Já o vimos mas vê-lo-emos mais, comentaristas implicados a vaticinar os maiores disparates ao PS de Tomar, quando os que o fazem por norma desejavam sim estar no seu lugar (no lugar do seu cabeça lista, no lugar do seu presidente, no lugar do seu vereador, dos seus dirigentes…). E não se percebe essa angústia, é afinal a coisa mais simples da Democracia:
Basta ser militante, concorrer a eleições, e ganhá-las.
Mas imunes, escrevi atrás, às muitas pressões – algumas legítimas, como por exemplo a comunicação social que sempre tenta ter notícias frescas; outras ilegítimas, que tentam influenciar ou condicionar por vezes de formas nada éticas – o PS tem elaborado o seu projecto, escolhido e continua a escolher os melhores representantes para as várias listas: sem se fechar sobre si próprio, mas também sem correr atrás de ninguém, baseando-se sempre no princípio de que a Política se faz com afirmação e disponibilidade, e que essa disponibilidade terá sempre de ter como premissa o trabalho individual em prol do colectivo, e nunca o seu reverso. Com a calma e a serenidade que compete a um partido responsável, com história e regras, onde os seus dirigentes sabem que estão sempre a prazo, que antes de si outros tiveram, e depois outros virão; sem dependências de projectos pessoais, valendo em primeiro lugar pelos valores essenciais que defende, e só depois pelos que a todo o momento estão disponíveis para os defender. Assim se trabalha com Ideologia, Humildade, Ética e Responsabilidade.
O caminho está então traçado: Projecto, Equipa, Alternativa – a necessária à mudança que desejamos para o concelho que amamos. A mudança que acreditamos ser largamente desejada.
Talvez no PS, admito-o, estejamos enganados. Talvez afinal não seja necessária uma mudança, ou talvez os tomarenses não a desejem. Talvez esteja tudo bem em Tomar, e sejamos nós os pessimistas, os derrotista, os alheados da realidade ou os fabricantes de realidades virtuais. Felizmente, bem lá diz na escadaria dos Passos do Concelho, o Povo é Quem Mais Ordena, e todos têm o mesmo peso na decisão. Os que votam por um lado, os que votam pelo outro, os que não votam. Na essência, Todos Somos Tomar. Eu sou dos que acham que é tempo de mudar para algo verdadeiramente novo, e temos todos uns meses para pensar nisso. Saberemos fazê-lo com Seriedade?
Há dias conversava com um colega professor, quase jubilado e brasileiro de nascimento, sobre estas coisas da política e das escolhas que os eleitores fazem, contando-me ele que há uns anos um candidato à prefeitura, penso que de São Paulo, usou este slogan que aqui coloco como título. Contou-o e logo acrescentou: – tal coisa ser possível, só mesmo no Brasil!
Eu de imediato pensei duas coisas: a primeira dirão ser pouco importante, que também nós muito usamos a expressão “só neste país”…; a segunda que “só mesmo no Brasil”!? Então e cá? Como pensam afinal os portugueses?
Bastaria considerar os casos mais flagrantes, como Felgueiras, Gondomar ou Oeiras, e outros por aí menos mediáticos…, para imaginar que um slogan destes em Portugal era bem capaz de ter muito sucesso. A mim mesmo, vários cidadãos me disseram na fase anterior às últimas eleições autárquicas, que o PS não poderia vencer em Tomar porque o nosso candidato era demasiado sério! Há mesmo muito quem pense e diga que se o Presidente for alguém que não se saiba “governar”, também não presta para Câmara. E eu, enfim, fico sempre atrapalhado quando me fazem afirmações destas, porque não sei francamente o que se responda a isto.
Vem isto a propósito de escolhas e de perfis, e da importância dos mesmos, assunto sobre o qual já noutras alturas escrevi. É que a Seriedade, a Lealdade a Tomar, ao Projecto e à Equipa; a Capacidade de Ouvir e Decidir; a Honestidade, a Visão, a Determinação, a Coragem para enfrentar dificuldades, a integridade pessoal e a defesa de Valores, são precisamente os predicados que em Tomar o PS há muito definiu para as suas escolhas.
E esses são os que encontrámos no Arquitecto José Becerra Vitorino, o candidato socialista à Câmara de Tomar, aquele com o qual sabemos ter a única alternativa ao descalabro a que Tomar assistiu e vai assistindo. Esta foi a escolha do PS, e foi a escolha certa.
Sim, não agradará a todos, isso já sabemos. Desde logo aos que desejavam estar no seu lugar, claro. Depois é como tudo: se é gordo devia ser magro, se baixo é porque devia ser alto, e por aí até coisas bem piores. Não é contudo o que importa, aquilo que é relevante é o que antes enunciei. Mas é uma coisa séria esta de ser português e ó, tão nabantina: o tanto gostarmos de estar contra, que até há quem disso faça refinado desporto:
Falar mal do próximo.
Olhar-se ao espelho e perguntar: sou ou não sou melhor que o meu vizinho? Sou sim senhor! Infelizmente, até alguns senhores que andam ou gostavam de andar na política são assim, achando-se a melhor coisa que esta terra já conheceu. Assim ao jeito do “sou tão bom tão bom, ando tão inchado, que todos me devem”. Todos conhecemos dessas figuras…
Imune contudo a tudo isso, no seu tempo, sem cedências às costumeiras pressões, marcando o seu ritmo, e já agora, o dos outros, o PS escolheu o seu candidato. E sim lembremo-nos, o ritmo dos outros: um candidato correu para os jornais, dizendo que “obviamente” era o que todos sabíamos; outro que o PSD em Tomar tinha UM candidato capaz, mas que acabou por ser número 2; enquanto que o PSD oficial disse estar à espera do PS para fazer uma sondagem. Coisa séria, se eu fosse militante daquele partido estaria felicíssimo…
Enfim, outras modas. Ficamos sem saber se sempre houve sondagem e o que disse, mas deixemo-nos disso, que eu não gosto de falar da casa dos outros por muito que em Tomar, tantos se achem versados para do PS falar naquilo que só aos militantes e aos seus dirigentes diz respeito. É aliás estranho o quanto que em Tomar alguns comentadores explícitos e outros mais sub-reptícios, atacam o PS. Será o PS responsável, pelo menos nos últimos 12 anos, pela gestão do Município e seus “anexos”; ou será porque se ataca tudo o que se tem ódio ou medo?
Já o vimos mas vê-lo-emos mais, comentaristas implicados a vaticinar os maiores disparates ao PS de Tomar, quando os que o fazem por norma desejavam sim estar no seu lugar (no lugar do seu cabeça lista, no lugar do seu presidente, no lugar do seu vereador, dos seus dirigentes…). E não se percebe essa angústia, é afinal a coisa mais simples da Democracia:
Basta ser militante, concorrer a eleições, e ganhá-las.
Mas imunes, escrevi atrás, às muitas pressões – algumas legítimas, como por exemplo a comunicação social que sempre tenta ter notícias frescas; outras ilegítimas, que tentam influenciar ou condicionar por vezes de formas nada éticas – o PS tem elaborado o seu projecto, escolhido e continua a escolher os melhores representantes para as várias listas: sem se fechar sobre si próprio, mas também sem correr atrás de ninguém, baseando-se sempre no princípio de que a Política se faz com afirmação e disponibilidade, e que essa disponibilidade terá sempre de ter como premissa o trabalho individual em prol do colectivo, e nunca o seu reverso. Com a calma e a serenidade que compete a um partido responsável, com história e regras, onde os seus dirigentes sabem que estão sempre a prazo, que antes de si outros tiveram, e depois outros virão; sem dependências de projectos pessoais, valendo em primeiro lugar pelos valores essenciais que defende, e só depois pelos que a todo o momento estão disponíveis para os defender. Assim se trabalha com Ideologia, Humildade, Ética e Responsabilidade.
O caminho está então traçado: Projecto, Equipa, Alternativa – a necessária à mudança que desejamos para o concelho que amamos. A mudança que acreditamos ser largamente desejada.
Talvez no PS, admito-o, estejamos enganados. Talvez afinal não seja necessária uma mudança, ou talvez os tomarenses não a desejem. Talvez esteja tudo bem em Tomar, e sejamos nós os pessimistas, os derrotista, os alheados da realidade ou os fabricantes de realidades virtuais. Felizmente, bem lá diz na escadaria dos Passos do Concelho, o Povo é Quem Mais Ordena, e todos têm o mesmo peso na decisão. Os que votam por um lado, os que votam pelo outro, os que não votam. Na essência, Todos Somos Tomar. Eu sou dos que acham que é tempo de mudar para algo verdadeiramente novo, e temos todos uns meses para pensar nisso. Saberemos fazê-lo com Seriedade?
sexta-feira, março 27, 2009
hoje...
...é dia mundial do Teatro e dia nacional dos dadores de sangue.
ao teatro com pena minha já não vou há uns tempos, mas vá, sou sócio do Grupo de Dadores de Sangue de Pernes.
ao teatro com pena minha já não vou há uns tempos, mas vá, sou sócio do Grupo de Dadores de Sangue de Pernes.
quinta-feira, março 26, 2009
música e dança
http://www.youtube.com/watch?v=VQ3d3KigPQM
um interessante caso de contágio de dança (ainda por cima num sítio que visitei há pouco tempo), aqui chegado pela mão da Susana Martins, que infelizmente não dá para incorporar no blogue, pelo que só mesmo seguindo o link. Ouvir com som bem alto.domingo, março 22, 2009
sexta-feira, março 20, 2009
pobres senhores dos telefones...
Não sei se é exactamente assim, mas anda pela net a circular a informação de que quando carregamos o telemóvel pelo multibanco, as operadoras só pagam imposto se facultarmos o número de contribuinte.
Pelo sim pelo não, eles até já ganham pouco e os impostos a todos são devidos para a todos poderem beneficiar, eu vou passar a perder mais 10 segundos com cada carregamento.
Pelo sim pelo não, eles até já ganham pouco e os impostos a todos são devidos para a todos poderem beneficiar, eu vou passar a perder mais 10 segundos com cada carregamento.
domingo, março 15, 2009
cultura de pacotilha
A amiga Sofia, que como a maioria dos jovens nabantinos, habita mais pela capital que por cá, fez o favor de me enviar esta imagem para o telemóvel, como que a perguntar-me se isto é que é cultura.Pois eu também já olhei várias vezes com um encolher de ombros para este cartaz que por aí está na cidade, por acaso já fora de prazo.
Por cá, neste dito concelho cultural ( e é-o um pouco, mas não por isto) há quem ache que fazer cultura, é comprar produtos no catálogo. É o que faz a câmara de Tomar.
E por isso a maior parte destes espectáculos, de que não discuto a qualidade, passa ao lado da maioria dos cidadãos.
Mas discutir cultura obriga a uma certa seriedade que a hora e a vontade já não me permite. A reflexão deixo-a a cada um dos leitores...
a crise bem explicada
8 bons minutos de bom humor, que não deixam de ser uma visão muito realista, de como funcionam os mercados que nos trouxeram à crise.
globalização
Este texto já me chegou várias vezes ao e-mail e já antes o achei interessante para aqui "colar", mas sempre se perdeu. Cá fica agora.
O António, depois de dormir numa almofada de algodão (Made in Egipt), começou o dia bem cedo, acordado pelo despertador (Made in Japan) às 7 da manhã. Depois de um banho com sabonete (Made in France) e enquanto o café (importado da Colômbia) estava a fazer na máquina (Made in Chech Republic), barbeou-se com a máquina eléctrica (Made in China). Vestiu uma camisa (Made in Sri Lanka), jeans de marca (Made in Singapure) e um relógio de bolso (Made in Swiss). Depois de preparar as torradas de trigo (produced in USA) na sua torradeira (Made in Germany) e enquanto tomava o café numa chávena (Made in Spain), pegou na máquina de calcular (Made in Korea) para ver quanto é que poderia gastar nesse dia e consultou a Internet no seu computador (Made in Thailand) para ver as previsões meteorológicas. Depois de ouvir as notícias pela rádio (Made in India), ainda bebeu um sumo de laranja (produced in Israel), entrou no carro (Made in Sweden) e continuou à procura de emprego. Ao fim de mais um dia frustrante, com muitos contactos feitos através do seu telemóvel (Made in Finland) e, após comer uma pizza (Made in Italy), o António decidiu relaxar por uns instantes. Calçou as suas sandálias (Made in Brazil), sentou-se num sofá (Made in Denmark), serviu-se de um copo de vinho (produced in Chile), ligou a TV (Made in Indonésia) e pôs-se a pensar porque é que não conseguia encontrar um emprego em PORTUGAL...
"hierárquica" contribuição do colega Jorge Mascarenhas
O António, depois de dormir numa almofada de algodão (Made in Egipt), começou o dia bem cedo, acordado pelo despertador (Made in Japan) às 7 da manhã. Depois de um banho com sabonete (Made in France) e enquanto o café (importado da Colômbia) estava a fazer na máquina (Made in Chech Republic), barbeou-se com a máquina eléctrica (Made in China). Vestiu uma camisa (Made in Sri Lanka), jeans de marca (Made in Singapure) e um relógio de bolso (Made in Swiss). Depois de preparar as torradas de trigo (produced in USA) na sua torradeira (Made in Germany) e enquanto tomava o café numa chávena (Made in Spain), pegou na máquina de calcular (Made in Korea) para ver quanto é que poderia gastar nesse dia e consultou a Internet no seu computador (Made in Thailand) para ver as previsões meteorológicas. Depois de ouvir as notícias pela rádio (Made in India), ainda bebeu um sumo de laranja (produced in Israel), entrou no carro (Made in Sweden) e continuou à procura de emprego. Ao fim de mais um dia frustrante, com muitos contactos feitos através do seu telemóvel (Made in Finland) e, após comer uma pizza (Made in Italy), o António decidiu relaxar por uns instantes. Calçou as suas sandálias (Made in Brazil), sentou-se num sofá (Made in Denmark), serviu-se de um copo de vinho (produced in Chile), ligou a TV (Made in Indonésia) e pôs-se a pensar porque é que não conseguia encontrar um emprego em PORTUGAL...
"hierárquica" contribuição do colega Jorge Mascarenhas
terça-feira, março 10, 2009
Erros. Do Magalhães ou da comunicação social...
A forma como a comunicação social "dá notícias" há muito não surpreende, ainda mais a quem por vezes se vê directamente nesses enredos, mas o Expresso realmente já não é o que foi...
Abaixo, excertos do comunicado de imprensa da empresa responsável pelo software do Magalhães, acerca dos tais erros...
Que, acrescento eu, não eram verdadeiramente o que interessava noticiar, mas sim a mensagem subliminar que lá tinha o Governo feito "borrada outra vez", ainda para mais em algo, que por muito que tentem, ficará para os anos vindouros como um passo gigantesco do nosso país rumo ao futuro, estudo de caso a ser seguido por muitos outros, e marca dum país evoluído.
"No artigo publicado no semanário “Expresso”, a 7 de Março de 2009, com o título “Jogos educativos do 'Magalhães' repletos de erros de português” encontram-se várias imprecisões e omissões que não contribuem para o esclarecimento do assunto. (...)
1. Extensão dos erros: a notícia refere “80 erros clamorosos de ortografia, gramática e sintaxe
nas instruções dos jogos incluídos no ambiente de trabalho Linux.”, contudo, em toda a notícia
apenas é referido o nome de uma aplicação de software, o GCompris, não havendo qualquer
referência a outro software ou documentação. Para efeitos de enquadramento, no ambiente
de Linux Caixa Mágica Mag existem 1.236 aplicações de software diferentes e um manual de
Caixa Mágica em português de 230 páginas.
2. Causa do erro: o processo de tradução / localização de software envolve um passo de
tradução automática, sendo este passo seguido de uma verificação manual. No caso do
software Gcompris, por falha humana da parte da Caixa Mágica, parte da tradução desta
aplicação não foi validada.
3. Correcções já efectuadas: face à complexidade de gestão das 1.236 aplicações, existe um
sistema de actualizações no Linux CM Mag que sempre que o Magalhães se liga à Internet faz
o download das aplicações actualizadas e instala-as. Foram efectuadas correcções em
relação ao pacote de software Gcompris em 22-10-2008 e em 10-1-2009. Essas actualizações
foram o resultado de um controlo de qualidade interno e realizadas com a colaboração de
professores e educadores. A análise feita ao software na peça jornalística não incluía essas
actualizações. Este processo de melhoramento é contínuo e todos os Magalhães saídos de
fábrica beneficiam das actualizações feitas até ao momento.
4. Tradutor com 4ª classe: o artigo afirma que o tradutor José Jorge, tem como habilitações a
4ª classe (título “Tradutor tem a 4ª classe”). José Jorge, o tradutor original tem uma
licenciatura em Filosofia e uma licenciatura em Informática, trabalhando neste momento em
Tecnologias de Informação e sendo devidamente qualificado para a responsabilidade."
o comunicado na integra aqui
Abaixo, excertos do comunicado de imprensa da empresa responsável pelo software do Magalhães, acerca dos tais erros...
Que, acrescento eu, não eram verdadeiramente o que interessava noticiar, mas sim a mensagem subliminar que lá tinha o Governo feito "borrada outra vez", ainda para mais em algo, que por muito que tentem, ficará para os anos vindouros como um passo gigantesco do nosso país rumo ao futuro, estudo de caso a ser seguido por muitos outros, e marca dum país evoluído.
"No artigo publicado no semanário “Expresso”, a 7 de Março de 2009, com o título “Jogos educativos do 'Magalhães' repletos de erros de português” encontram-se várias imprecisões e omissões que não contribuem para o esclarecimento do assunto. (...)
1. Extensão dos erros: a notícia refere “80 erros clamorosos de ortografia, gramática e sintaxe
nas instruções dos jogos incluídos no ambiente de trabalho Linux.”, contudo, em toda a notícia
apenas é referido o nome de uma aplicação de software, o GCompris, não havendo qualquer
referência a outro software ou documentação. Para efeitos de enquadramento, no ambiente
de Linux Caixa Mágica Mag existem 1.236 aplicações de software diferentes e um manual de
Caixa Mágica em português de 230 páginas.
2. Causa do erro: o processo de tradução / localização de software envolve um passo de
tradução automática, sendo este passo seguido de uma verificação manual. No caso do
software Gcompris, por falha humana da parte da Caixa Mágica, parte da tradução desta
aplicação não foi validada.
3. Correcções já efectuadas: face à complexidade de gestão das 1.236 aplicações, existe um
sistema de actualizações no Linux CM Mag que sempre que o Magalhães se liga à Internet faz
o download das aplicações actualizadas e instala-as. Foram efectuadas correcções em
relação ao pacote de software Gcompris em 22-10-2008 e em 10-1-2009. Essas actualizações
foram o resultado de um controlo de qualidade interno e realizadas com a colaboração de
professores e educadores. A análise feita ao software na peça jornalística não incluía essas
actualizações. Este processo de melhoramento é contínuo e todos os Magalhães saídos de
fábrica beneficiam das actualizações feitas até ao momento.
4. Tradutor com 4ª classe: o artigo afirma que o tradutor José Jorge, tem como habilitações a
4ª classe (título “Tradutor tem a 4ª classe”). José Jorge, o tradutor original tem uma
licenciatura em Filosofia e uma licenciatura em Informática, trabalhando neste momento em
Tecnologias de Informação e sendo devidamente qualificado para a responsabilidade."
o comunicado na integra aqui
sexta-feira, março 06, 2009
quinta-feira, fevereiro 26, 2009
a enterrar o entrudo
As coisas não têm sido fáceis aqui para o desamparado algures. Não fora a já habitual falta de tempo aliada à há algum tempo adquirida pouca paciência para as “internets”, acresce o facto de há mais de um mês não ter sequer Internet em casa.
De jeito que aqui se tem dito pouco e feito menos, e nem sequer umas actualizações ali à lista do lado, como ao bem construído novo site d’ O Templário, há tempo lançado e só agora ali actualizado.
Entretanto passou-se o Carnaval, este ano por terras nabantinas, impondo-se a visita domingueira à Linhaceira, e na Terça pelas ruas da cidade. Na grande aldeia a recente tradição manteve-se com larga multidão a foliar, e pela cidade recordei agradado, os tempos de infância em que o Carnaval de Tomar era alguma coisa grande, não sei se por então ser eu pequeno, mas talvez igualmente porque poucas terras o comemoravam. Alguém que por aí anda o deixou morrer, festeje-se por isso este renascimento que promete ganhar corpo se for bem alimentado.
Gostei. E tudo isto sem ser grande fã de mais esta época do calendário das festas…
Entretanto, o país e o mundo seguem. Nos EUA, o já elevado a santo Obama, tenta virar o discurso da crise pela via do positivismo, apelando agora à confiança, ao empreendedorismo, ao afã patriótico e determinado do povo americano. Cria mais apoio na área social e promete investir com prioridade nas energias renováveis e na educação.
Hum… para alguns críticos do nosso Primeiro-ministro deve ser chato ouvir esse discurso. É que é igual ao que em Portugal está a ser feito, por muito que as atenções sempre se desviem para outra coisa.
Por lá, aconteceram também os Óscares, este ano com uma cerimónia de conceito muito renovado e para melhor. Lá estive na minha anual maratona televisiva a acompanhar os galardoados que foram ganhando este ano sem grandes surpresas, e regozijando-me com o facto de, embora há meia meia dúzia de anos estar forçado a não ser um espectador assíduo das salas de cinema, o meu faro ainda se manter actualizado, uma vez que tendo visto apenas dois, a pontaria foi certeira. O Estranho Caso de Benjamim Button foi o mais nomeado, e o excelente Quem Quer Ser Bilionário arrasou com a concorrência levando mais estatuetas para casa, entre as quais Melhor Filme e Melhor Realizador.
Entretanto, política e politiquices de cá, a repetida novela Freeport vai amornando até à próxima que inventarem, que ainda falta muito para as eleições. Bom bom, era que a comunicação social informasse quando alguém for realmente condenado ou absolvido de alguma coisa, e que no entretanto parassem de chatear com estórias requentadas e mal cosidas, a maior parte das vezes só mesmo comestíveis para sujeitos com menos de dois dedos de testa.
Noutro assunto que a Tomar muito diz, ficámos já ontem finalmente a saber quais as obras públicas que o PSD entende estarem a mais. Há muito que o partido que detém a (in)gestão do município nabantino acusava o governo PS desse “crime”, tendo o Presidente da Assembleia Municipal Miguel Relvas de igual retórica, e ontem Paulo Rangel, líder da bancada laranja na Assembleia da República desfez finalmente o tabu.
Diz que entre as obras em curso ou já adjudicadas, é a auto-estrada rosa (assim com estes inexplicáveis termos) que está a mais, e elencou explicitamente alguns concelhos por onde ela (IC3) passa, nomeadamente Tomar.
Seria interessante agora, saber o que pensa a Câmara de Tomar sobre o assunto, e já agora também a Assembleia Municipal, uma vez que o seu presidente já se pronunciou.
Bom, não convém passar do 8 ao 80 e já se está a acabar gás, por hoje chega que a coisa vai longa.
Até! E não desanimem, daqui a pouco mais de um mês há festa outra vez... Diz que é páscoa.
De jeito que aqui se tem dito pouco e feito menos, e nem sequer umas actualizações ali à lista do lado, como ao bem construído novo site d’ O Templário, há tempo lançado e só agora ali actualizado.
Entretanto passou-se o Carnaval, este ano por terras nabantinas, impondo-se a visita domingueira à Linhaceira, e na Terça pelas ruas da cidade. Na grande aldeia a recente tradição manteve-se com larga multidão a foliar, e pela cidade recordei agradado, os tempos de infância em que o Carnaval de Tomar era alguma coisa grande, não sei se por então ser eu pequeno, mas talvez igualmente porque poucas terras o comemoravam. Alguém que por aí anda o deixou morrer, festeje-se por isso este renascimento que promete ganhar corpo se for bem alimentado.
Gostei. E tudo isto sem ser grande fã de mais esta época do calendário das festas…
Entretanto, o país e o mundo seguem. Nos EUA, o já elevado a santo Obama, tenta virar o discurso da crise pela via do positivismo, apelando agora à confiança, ao empreendedorismo, ao afã patriótico e determinado do povo americano. Cria mais apoio na área social e promete investir com prioridade nas energias renováveis e na educação.
Hum… para alguns críticos do nosso Primeiro-ministro deve ser chato ouvir esse discurso. É que é igual ao que em Portugal está a ser feito, por muito que as atenções sempre se desviem para outra coisa.
Por lá, aconteceram também os Óscares, este ano com uma cerimónia de conceito muito renovado e para melhor. Lá estive na minha anual maratona televisiva a acompanhar os galardoados que foram ganhando este ano sem grandes surpresas, e regozijando-me com o facto de, embora há meia meia dúzia de anos estar forçado a não ser um espectador assíduo das salas de cinema, o meu faro ainda se manter actualizado, uma vez que tendo visto apenas dois, a pontaria foi certeira. O Estranho Caso de Benjamim Button foi o mais nomeado, e o excelente Quem Quer Ser Bilionário arrasou com a concorrência levando mais estatuetas para casa, entre as quais Melhor Filme e Melhor Realizador.
Entretanto, política e politiquices de cá, a repetida novela Freeport vai amornando até à próxima que inventarem, que ainda falta muito para as eleições. Bom bom, era que a comunicação social informasse quando alguém for realmente condenado ou absolvido de alguma coisa, e que no entretanto parassem de chatear com estórias requentadas e mal cosidas, a maior parte das vezes só mesmo comestíveis para sujeitos com menos de dois dedos de testa.
Noutro assunto que a Tomar muito diz, ficámos já ontem finalmente a saber quais as obras públicas que o PSD entende estarem a mais. Há muito que o partido que detém a (in)gestão do município nabantino acusava o governo PS desse “crime”, tendo o Presidente da Assembleia Municipal Miguel Relvas de igual retórica, e ontem Paulo Rangel, líder da bancada laranja na Assembleia da República desfez finalmente o tabu.
Diz que entre as obras em curso ou já adjudicadas, é a auto-estrada rosa (assim com estes inexplicáveis termos) que está a mais, e elencou explicitamente alguns concelhos por onde ela (IC3) passa, nomeadamente Tomar.
Seria interessante agora, saber o que pensa a Câmara de Tomar sobre o assunto, e já agora também a Assembleia Municipal, uma vez que o seu presidente já se pronunciou.
Bom, não convém passar do 8 ao 80 e já se está a acabar gás, por hoje chega que a coisa vai longa.
Até! E não desanimem, daqui a pouco mais de um mês há festa outra vez... Diz que é páscoa.
sexta-feira, fevereiro 20, 2009
sorrir, é carnaval

É porventura a pior altura para se ser professor numa qualquer escola do Ensino Básico deste país, mas já que é prenúncio de três dias de ar fresco enfim, celebre-se. É Carnaval, aquela altura do ano que se diz ter mais dias que a vida...
E à falta de melhor este ano, ficam lembranças dos sorrisos do ano passado, em Venezia.
sexta-feira, fevereiro 13, 2009
13 de Fevereiro de 1844
No Nabantia relembra-se com este mesmo título que faz hoje anos que Tomar - diz-se que com alguma influência de assuntos de cama - foi elevada pela rainha D. Maria II a cidade.
A primeira do distrito...
A primeira do distrito...
terça-feira, fevereiro 03, 2009
«A democracia é um mecanismo que garante que nunca seremos governados melhor do que aquilo que merecemos.»
(Bernard Shaw)
Ou li, ou alguém me mandou há dias. E não havendo tempo para mais - e tanto que há para falar! - aqui se afixa uma citação muito pertinente (e sempre dá para dar ares de inteligente), dum senhor nobelizado que já faleceu há uns anos valentes, e cuja nação a minha irmã mais nova visitou há dias. Ainda estou à espera do presente...
Em honra do senhor, dos governantes e dos governados (mas não dos que se "governam"!), sai uma Guiness!
terça-feira, janeiro 27, 2009
serviço público
TÉCNICAS DE PROCURA DE EMPREGO
(Um processo de desenvolvimento e de promoção pessoal)
1- Elaboração de um Projecto Profissional:
2- Fontes de Informação:
3- Técnicas de Emprego Propriamente ditas:
A. Carta de Apresentação ;
B. Carta de Candidatura;
C. Carta de Candidatura Espontânea;
D. Curriculum Vitae;
E. Resposta a anúncio por telefone;
E. Resposta por contacto directo;
D. Entrevista
Os interessados poderão informar/confirmar a presença através do e-mail univa@sc.ipsantarem.pt (até quarta-feira às 17;00). A sessão irá ser realizada dia 29 das 14:30 às 18:30 horas, nos Serviços Centrais do Instituto Politécnico de Santarém, sala da Presidência. Os participantes irão ficar com certificados de participação.
UNIVA- Unidade de Inserção na Vida Activa
Serviços Centrais do Politécnico de Santarém
Complexo Andaluz, Apartamento 279
2001-904 Santarém
Telef.: 243 309 520/Fax: 243 309 539
(Um processo de desenvolvimento e de promoção pessoal)
1- Elaboração de um Projecto Profissional:
2- Fontes de Informação:
3- Técnicas de Emprego Propriamente ditas:
A. Carta de Apresentação ;
B. Carta de Candidatura;
C. Carta de Candidatura Espontânea;
D. Curriculum Vitae;
E. Resposta a anúncio por telefone;
E. Resposta por contacto directo;
D. Entrevista
Os interessados poderão informar/confirmar a presença através do e-mail univa@sc.ipsantarem.pt (até quarta-feira às 17;00). A sessão irá ser realizada dia 29 das 14:30 às 18:30 horas, nos Serviços Centrais do Instituto Politécnico de Santarém, sala da Presidência. Os participantes irão ficar com certificados de participação.
UNIVA- Unidade de Inserção na Vida Activa
Serviços Centrais do Politécnico de Santarém
Complexo Andaluz, Apartamento 279
2001-904 Santarém
Telef.: 243 309 520/Fax: 243 309 539
domingo, janeiro 25, 2009
a crise
"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
Fernando Pessoa
No meu caso, a frase do agradecer a deus é dispensável (continua a ser atribuir a outrem, o que nos compete), mas tudo o resto tento praticar.
quarta-feira, janeiro 21, 2009
interpretar
Um amigo enviou-me junto a um texto, esta primeira estrofe do Cântigo Negro do José Régio.
Não partilhando das razões concretas pelas quais mo enviou não deixa de, além da beleza poética, ser inspiração para algumas reflexões.
"Vem por aqui" --- dizem-me alguns com olhos doces,
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom se eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui"!
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos meus olhos, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
Não partilhando das razões concretas pelas quais mo enviou não deixa de, além da beleza poética, ser inspiração para algumas reflexões.
"Vem por aqui" --- dizem-me alguns com olhos doces,
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom se eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui"!
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos meus olhos, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
INOV-ART E INOV MUNDUS
Para a malta das artes...
PROGRAMAS DE ESTÁGIOS INTERNACIONAIS: INOV-ART E INOV MUNDUS
ESTÁGIOS INTERNACIONAIS DE JOVENS COM QUALIFICAÇÕES OU APTIDÕES NO DOMÍNIO CULTURAL E ARTÍSTICO
O INOV-Art é uma medida específica aprovada no âmbito do Programa INOV – Jovens Quadros, pelo Conselho de Ministros, através da Resolução CM n.º 63/2008, de 7 de Abril.
A Resolução referida foi regulamentada pela Portaria n.º 1103/2008 de 2 de Outubro, que estabelece o regime de concessão dos apoios técnicos e financeiros da medida INOV-Art- Estágios Internacionais de Jovens com qualificações ou Aptidões reconhecidas no Domínio Cultural e Artístico e define as respectivas normas de funcionamento e acompanhamento.
O INOV-Art, como se disse, foi criado para proporcionar uma oportunidade de inserção profissional a jovens com qualificações ou aptidões específicas nas áreas das artes e da cultura em instituições internacionais de referência ligadas ao sector, visando abranger, anualmente, até 200 jovens.
O INOV-Art pretende abrir oportunidades de acesso à circulação e contacto com instituições experientes de todo o mundo, nomeadamente, nas seguintes áreas:
Artes Visuais
Artes Performativas
Design (industrial, de moda, gráfico, etc.)
Cinema e Audiovisual
Arquitectura, Conservação e Restauro
Cruzamentos artísticos
Gestão de Áreas Artísticas, Indústrias Criativas e Marketing
Serviços Educativos e Actividades Artísticas em Meio Educativo
No quadro dos objectivos previstos do INOV-Art e das áreas de intervenção que o mesmo define, poderão os candidatos propor áreas de colocação para além das referidas, competindo à equipa de suporte do Programa INOV-Art definir o cabimento e possibilidade das mesmas.
O INOV-Art é executado pela Direcção-Geral das Artes.
mais em www.dgartes.pt/inov-art/index.htm
PROGRAMAS DE ESTÁGIOS INTERNACIONAIS: INOV-ART E INOV MUNDUS
ESTÁGIOS INTERNACIONAIS DE JOVENS COM QUALIFICAÇÕES OU APTIDÕES NO DOMÍNIO CULTURAL E ARTÍSTICO
O INOV-Art é uma medida específica aprovada no âmbito do Programa INOV – Jovens Quadros, pelo Conselho de Ministros, através da Resolução CM n.º 63/2008, de 7 de Abril.
A Resolução referida foi regulamentada pela Portaria n.º 1103/2008 de 2 de Outubro, que estabelece o regime de concessão dos apoios técnicos e financeiros da medida INOV-Art- Estágios Internacionais de Jovens com qualificações ou Aptidões reconhecidas no Domínio Cultural e Artístico e define as respectivas normas de funcionamento e acompanhamento.
O INOV-Art, como se disse, foi criado para proporcionar uma oportunidade de inserção profissional a jovens com qualificações ou aptidões específicas nas áreas das artes e da cultura em instituições internacionais de referência ligadas ao sector, visando abranger, anualmente, até 200 jovens.
O INOV-Art pretende abrir oportunidades de acesso à circulação e contacto com instituições experientes de todo o mundo, nomeadamente, nas seguintes áreas:
Artes Visuais
Artes Performativas
Design (industrial, de moda, gráfico, etc.)
Cinema e Audiovisual
Arquitectura, Conservação e Restauro
Cruzamentos artísticos
Gestão de Áreas Artísticas, Indústrias Criativas e Marketing
Serviços Educativos e Actividades Artísticas em Meio Educativo
No quadro dos objectivos previstos do INOV-Art e das áreas de intervenção que o mesmo define, poderão os candidatos propor áreas de colocação para além das referidas, competindo à equipa de suporte do Programa INOV-Art definir o cabimento e possibilidade das mesmas.
O INOV-Art é executado pela Direcção-Geral das Artes.
mais em www.dgartes.pt/inov-art/index.htm
domingo, janeiro 11, 2009
ensaio sobre a pequenez
A página 13 (terá algum significado?) que esta semana o Cidade de Tomar nos apresenta seria, como é costume dizer-se, senão fosse triste, do mais cómico que vi nos últimos tempos. A quem ainda não viu, aconselha-se.
Sem que se compreenda a que propósito (eu percebo, mas nem vale a pena aflorar isso!), somos brindados com uma página inteira a comparar fotos de Tomar e Torres Novas, a ensaiar comprovar que a nossa cidade ainda é preferível!
Nem me passa pela cabeça falar do assunto com algum dos meus amigos torrejanos, que corro o risco de ser humilhado. Estou mesmo a ouvi-los perguntarem-me: Opá, se a tua terra é assim tão boa porque vêm para cá trabalhar, porque vêm para cá às compras, porque vêm para cá sair à noite, porque vêm para cá morar?!
A questão contudo, é mais profunda do que a ligeireza quase naif com que a página surge.
Tomar é uma cidade emblemática, profundamente ligada com a história do país e em muitos momentos tendo um importante papel no desenrolar da mesma, desde logo tendo como ponto alto o ter sido sede portuguesa da Ordem dos Templários, e daí se ter transformado na sede da Ordem de Cristo (sim, isso mesmo que foi apontado pelo nosso Presidente de Câmara como aspecto que condicionou negativamente o nosso desenvolvimento!!!!) fazendo de Tomar uma espécie de "Silicon Valley" do Império Português, e importante referência a vários outros níveis, como o esotérico.
Dito assim, muito rápido, neste país que deu "mundos novos ao mundo", Tomar não assistiu sequer na primeira fila, fez sim parte do núcleo duro de actores.
Pois, estamos muito longe disso, Tomar foi assaz "maior" do que é hoje. Mas eu, jovem trintão, "ainda sou do tempo" em que insistíamos com propriedade na rivalidade histórica com a capital de distrito Santarém, em que olhávamos para Leiria quase de olhos nos olhos, e até em momentos mais ousados, seríamos bem capazes de dizer que Coimbra não era assim tão "especial".
Pois hoje, passadas duas décadas se tanto, chegámos a isto: uma comovente - para ser simpático nos adjectivos - tentativa de demonstrar que ainda somos qualquer coisa mais que Torres Novas.
Triste, mas é ao que estamos reduzidos. E patenteia algo mais, esta tão nabantina condição de, para uns desconhecimento, para outros consciente alheamento, daquilo que é a comparação da nossa realidade com a dos outros. Um clássico tomarense, este nosso orgulho bacoco de acharmos que somos os melhores, só porque sim.
Ficam os parabéns para os torrejanos, e a triste constatação que a assim continuarmos, em pouco tempo estaremos a esforçarmo-nos para mostrar como temos ainda qualquer coisa mais que, sei lá, Barquinha ou Ferreira do Zêzere… E por vezes…
Sem que se compreenda a que propósito (eu percebo, mas nem vale a pena aflorar isso!), somos brindados com uma página inteira a comparar fotos de Tomar e Torres Novas, a ensaiar comprovar que a nossa cidade ainda é preferível!
Nem me passa pela cabeça falar do assunto com algum dos meus amigos torrejanos, que corro o risco de ser humilhado. Estou mesmo a ouvi-los perguntarem-me: Opá, se a tua terra é assim tão boa porque vêm para cá trabalhar, porque vêm para cá às compras, porque vêm para cá sair à noite, porque vêm para cá morar?!
A questão contudo, é mais profunda do que a ligeireza quase naif com que a página surge.
Tomar é uma cidade emblemática, profundamente ligada com a história do país e em muitos momentos tendo um importante papel no desenrolar da mesma, desde logo tendo como ponto alto o ter sido sede portuguesa da Ordem dos Templários, e daí se ter transformado na sede da Ordem de Cristo (sim, isso mesmo que foi apontado pelo nosso Presidente de Câmara como aspecto que condicionou negativamente o nosso desenvolvimento!!!!) fazendo de Tomar uma espécie de "Silicon Valley" do Império Português, e importante referência a vários outros níveis, como o esotérico.
Dito assim, muito rápido, neste país que deu "mundos novos ao mundo", Tomar não assistiu sequer na primeira fila, fez sim parte do núcleo duro de actores.
Pois, estamos muito longe disso, Tomar foi assaz "maior" do que é hoje. Mas eu, jovem trintão, "ainda sou do tempo" em que insistíamos com propriedade na rivalidade histórica com a capital de distrito Santarém, em que olhávamos para Leiria quase de olhos nos olhos, e até em momentos mais ousados, seríamos bem capazes de dizer que Coimbra não era assim tão "especial".
Pois hoje, passadas duas décadas se tanto, chegámos a isto: uma comovente - para ser simpático nos adjectivos - tentativa de demonstrar que ainda somos qualquer coisa mais que Torres Novas.
Triste, mas é ao que estamos reduzidos. E patenteia algo mais, esta tão nabantina condição de, para uns desconhecimento, para outros consciente alheamento, daquilo que é a comparação da nossa realidade com a dos outros. Um clássico tomarense, este nosso orgulho bacoco de acharmos que somos os melhores, só porque sim.
Ficam os parabéns para os torrejanos, e a triste constatação que a assim continuarmos, em pouco tempo estaremos a esforçarmo-nos para mostrar como temos ainda qualquer coisa mais que, sei lá, Barquinha ou Ferreira do Zêzere… E por vezes…
sexta-feira, janeiro 09, 2009
centenária. quase
quinta-feira, janeiro 08, 2009
novo ano na velhinha terra
Sim, já vai sendo tempo deste blogue entrar em 2009, ano que promete vir a ser muito interessante. Lá entrámos com frio e crise neste ano de recessões e decisões.
Em Tomar, depois de o virtual candidato laranja ter metido a viola no saco como sempre se esperou (havia de ser bonito, um candidato militante, onde já se viu!?), eis que o PSD começa a sua campanha, o que ao que parece muito irritado deixou um senhor que por vezes acha que ainda manda na Câmara, e que se acha tão omnipotente que pensa voltar a ser presidente só porque sim. Melhor dizendo, ele sabe que não vai, mas à sua volta há quem julgue que sim. A reverência aos "senhores ilustres", e a conjugação de "interesses", dois dos males e tiques desta terra...
A Câmara despertou então para a crise que em Tomar, não é de agora é de há muito, e com muita tendência a piorar, e fez um numerozito simpático para os jornais. Falta ver sim, a que ponto quererá de facto fazer alguma coisa pertinente.
Jovens, sempre a fugirem daqui; empresas, cada vez menos; comércio, pouco ou falido; Turismo, sim fala-se nisso; e por aí fora…
Não se conhecem planos estratégicos, ou qualquer plano de acção para, no concreto, fazer o que quer que seja. E sempre que se fala nisso, sempre que tal se propõe, encolhem-se os ombros, ou até se tenta ridicularizar quem novas ideias propõe, ou quem diz qualquer coisa parecida com esta muito simples: Tomar está moribundo.
Os problemas de Tomar podem estar amplificados com esta crise global, mas não têm que ver com ela, são muito anteriores, são estruturais, têm a sua origem num concelho velho, sem ideias, sem trabalho de preparação do futuro, há muito governado por dirigentes sem visão ou capacidade para pouco mais que floreados, e recheado de pessoas conformistas e frivolamente conservadoras, pouco conscientes da realidade e em especial do que os outros fazem e conseguem, por oposição ao que nós não, ou sequer pouco interessados em que quer que seja, incapazes de realmente sequer tentar acompanhar seriamente o que vai acontecendo à sua terra.
Uma terra onde tudo o que acontece é sempre culpa de outrem, ou de algo a outros imputável.
Em Tomar acha-se que é uma ponte ou uns campos de ténis que produzem o que quer seja – lá está, floreados; ou que é destruindo a identidade, como o que está a ser feito nas ruas do centro histórico, ou como se quer fazer ao mercado, exemplo entre tantos, que se potencia o turismo. Fazendo coisas exactamente iguais a qualquer outro lado, como seria esse Fórum, ou como genericamente são as obras do Polis – globalmente uma treta.
Enfim, mágoas entre muitas de quem gosta desta terra, e todos dias luta consigo mesmo, entre o coração e a razão, para não a deixar de vez.
E é melhor parar por aqui que já estou a ficar aziago. Mas não posso deixar de fazer referência à notícia do Expresso que pôs o Convento de Cristo na capa, e a todo o eco que tem tido por cá e pelo país.
Sim, é sempre por “bons motivos” que somos notícia, mas desta vez é ridícula, a comunicação social tem os seus quês, mas do Expresso que costuma ser referência, esperava-se mais rigor...
Bom Ano.
Em Tomar, depois de o virtual candidato laranja ter metido a viola no saco como sempre se esperou (havia de ser bonito, um candidato militante, onde já se viu!?), eis que o PSD começa a sua campanha, o que ao que parece muito irritado deixou um senhor que por vezes acha que ainda manda na Câmara, e que se acha tão omnipotente que pensa voltar a ser presidente só porque sim. Melhor dizendo, ele sabe que não vai, mas à sua volta há quem julgue que sim. A reverência aos "senhores ilustres", e a conjugação de "interesses", dois dos males e tiques desta terra...
A Câmara despertou então para a crise que em Tomar, não é de agora é de há muito, e com muita tendência a piorar, e fez um numerozito simpático para os jornais. Falta ver sim, a que ponto quererá de facto fazer alguma coisa pertinente.
Jovens, sempre a fugirem daqui; empresas, cada vez menos; comércio, pouco ou falido; Turismo, sim fala-se nisso; e por aí fora…
Não se conhecem planos estratégicos, ou qualquer plano de acção para, no concreto, fazer o que quer que seja. E sempre que se fala nisso, sempre que tal se propõe, encolhem-se os ombros, ou até se tenta ridicularizar quem novas ideias propõe, ou quem diz qualquer coisa parecida com esta muito simples: Tomar está moribundo.
Os problemas de Tomar podem estar amplificados com esta crise global, mas não têm que ver com ela, são muito anteriores, são estruturais, têm a sua origem num concelho velho, sem ideias, sem trabalho de preparação do futuro, há muito governado por dirigentes sem visão ou capacidade para pouco mais que floreados, e recheado de pessoas conformistas e frivolamente conservadoras, pouco conscientes da realidade e em especial do que os outros fazem e conseguem, por oposição ao que nós não, ou sequer pouco interessados em que quer que seja, incapazes de realmente sequer tentar acompanhar seriamente o que vai acontecendo à sua terra.
Uma terra onde tudo o que acontece é sempre culpa de outrem, ou de algo a outros imputável.
Em Tomar acha-se que é uma ponte ou uns campos de ténis que produzem o que quer seja – lá está, floreados; ou que é destruindo a identidade, como o que está a ser feito nas ruas do centro histórico, ou como se quer fazer ao mercado, exemplo entre tantos, que se potencia o turismo. Fazendo coisas exactamente iguais a qualquer outro lado, como seria esse Fórum, ou como genericamente são as obras do Polis – globalmente uma treta.
Enfim, mágoas entre muitas de quem gosta desta terra, e todos dias luta consigo mesmo, entre o coração e a razão, para não a deixar de vez.
E é melhor parar por aqui que já estou a ficar aziago. Mas não posso deixar de fazer referência à notícia do Expresso que pôs o Convento de Cristo na capa, e a todo o eco que tem tido por cá e pelo país.
Sim, é sempre por “bons motivos” que somos notícia, mas desta vez é ridícula, a comunicação social tem os seus quês, mas do Expresso que costuma ser referência, esperava-se mais rigor...
Bom Ano.
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