domingo, março 15, 2009

cultura de pacotilha

A amiga Sofia, que como a maioria dos jovens nabantinos, habita mais pela capital que por cá, fez o favor de me enviar esta imagem para o telemóvel, como que a perguntar-me se isto é que é cultura.
Pois eu também já olhei várias vezes com um encolher de ombros para este cartaz que por aí está na cidade, por acaso já fora de prazo.
Por cá, neste dito concelho cultural ( e é-o um pouco, mas não por isto) há quem ache que fazer cultura, é comprar produtos no catálogo. É o que faz a câmara de Tomar.
E por isso a maior parte destes espectáculos, de que não discuto a qualidade, passa ao lado da maioria dos cidadãos.
Mas discutir cultura obriga a uma certa seriedade que a hora e a vontade já não me permite. A reflexão deixo-a a cada um dos leitores...

a crise bem explicada


8 bons minutos de bom humor, que não deixam de ser uma visão muito realista, de como funcionam os mercados que nos trouxeram à crise.

globalização

Este texto já me chegou várias vezes ao e-mail e já antes o achei interessante para aqui "colar", mas sempre se perdeu. Cá fica agora.

O António, depois de dormir numa almofada de algodão (Made in Egipt), começou o dia bem cedo, acordado pelo despertador (Made in Japan) às 7 da manhã. Depois de um banho com sabonete (Made in France) e enquanto o café (importado da Colômbia) estava a fazer na máquina (Made in Chech Republic), barbeou-se com a máquina eléctrica (Made in China). Vestiu uma camisa (Made in Sri Lanka), jeans de marca (Made in Singapure) e um relógio de bolso (Made in Swiss). Depois de preparar as torradas de trigo (produced in USA) na sua torradeira (Made in Germany) e enquanto tomava o café numa chávena (Made in Spain), pegou na máquina de calcular (Made in Korea) para ver quanto é que poderia gastar nesse dia e consultou a Internet no seu computador (Made in Thailand) para ver as previsões meteorológicas. Depois de ouvir as notícias pela rádio (Made in India), ainda bebeu um sumo de laranja (produced in Israel), entrou no carro (Made in Sweden) e continuou à procura de emprego. Ao fim de mais um dia frustrante, com muitos contactos feitos através do seu telemóvel (Made in Finland) e, após comer uma pizza (Made in Italy), o António decidiu relaxar por uns instantes. Calçou as suas sandálias (Made in Brazil), sentou-se num sofá (Made in Denmark), serviu-se de um copo de vinho (produced in Chile), ligou a TV (Made in Indonésia) e pôs-se a pensar porque é que não conseguia encontrar um emprego em PORTUGAL...

"hierárquica" contribuição do colega Jorge Mascarenhas

terça-feira, março 10, 2009

"Caminho que se faz só, não vale o esforço da caminhada."

Não é sempre verdade, mas vale na grande parte das vezes e não deixa de ser uma bonita frase. Aqui chegou num e-mail do amigo e camarada agora torrejano, José Velho.

Erros. Do Magalhães ou da comunicação social...

A forma como a comunicação social "dá notícias" há muito não surpreende, ainda mais a quem por vezes se vê directamente nesses enredos, mas o Expresso realmente já não é o que foi...
Abaixo, excertos do comunicado de imprensa da empresa responsável pelo software do Magalhães, acerca dos tais erros...
Que, acrescento eu, não eram verdadeiramente o que interessava noticiar, mas sim a mensagem subliminar que lá tinha o Governo feito "borrada outra vez", ainda para mais em algo, que por muito que tentem, ficará para os anos vindouros como um passo gigantesco do nosso país rumo ao futuro, estudo de caso a ser seguido por muitos outros, e marca dum país evoluído.

"No artigo publicado no semanário “Expresso”, a 7 de Março de 2009, com o título “Jogos educativos do 'Magalhães' repletos de erros de português” encontram-se várias imprecisões e omissões que não contribuem para o esclarecimento do assunto. (...)

1. Extensão dos erros: a notícia refere “80 erros clamorosos de ortografia, gramática e sintaxe
nas instruções dos jogos incluídos no ambiente de trabalho Linux.”, contudo, em toda a notícia
apenas é referido o nome de uma aplicação de software, o GCompris, não havendo qualquer
referência a outro software ou documentação. Para efeitos de enquadramento, no ambiente
de Linux Caixa Mágica Mag existem 1.236 aplicações de software diferentes e um manual de
Caixa Mágica em português de 230 páginas.


2. Causa do erro: o processo de tradução / localização de software envolve um passo de
tradução automática, sendo este passo seguido de uma verificação manual. No caso do
software Gcompris, por falha humana da parte da Caixa Mágica, parte da tradução desta
aplicação não foi validada.


3. Correcções já efectuadas: face à complexidade de gestão das 1.236 aplicações, existe um
sistema de actualizações no Linux CM Mag que sempre que o Magalhães se liga à Internet faz
o download das aplicações actualizadas e instala-as. Foram efectuadas correcções em
relação ao pacote de software Gcompris em 22-10-2008 e em 10-1-2009. Essas actualizações
foram o resultado de um controlo de qualidade interno e realizadas com a colaboração de
professores e educadores. A análise feita ao software na peça jornalística não incluía essas
actualizações. Este processo de melhoramento é contínuo e todos os Magalhães saídos de
fábrica beneficiam das actualizações feitas até ao momento.


4. Tradutor com 4ª classe: o artigo afirma que o tradutor José Jorge, tem como habilitações a
4ª classe (título “Tradutor tem a 4ª classe”). José Jorge, o tradutor original tem uma
licenciatura em Filosofia e uma licenciatura em Informática, trabalhando neste momento em
Tecnologias de Informação e sendo devidamente qualificado para a responsabilidade."


o comunicado na integra aqui

sexta-feira, março 06, 2009

vikings e animais


Para que não se pense que só nós é somos maus, e que todos os outros são mais evoluídos que nós, aqui ficam as imagens duma qualquer "festa" (matança!, isso sim) tradicional algures na Dinamarca. Por muito que reprove as touradas, isto de facto parece bem pior.

humana contribuição da Elsa Lobo.

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

a enterrar o entrudo

As coisas não têm sido fáceis aqui para o desamparado algures. Não fora a já habitual falta de tempo aliada à há algum tempo adquirida pouca paciência para as “internets”, acresce o facto de há mais de um mês não ter sequer Internet em casa.

De jeito que aqui se tem dito pouco e feito menos, e nem sequer umas actualizações ali à lista do lado, como ao bem construído novo site d’ O Templário, há tempo lançado e só agora ali actualizado.

Entretanto passou-se o Carnaval, este ano por terras nabantinas, impondo-se a visita domingueira à Linhaceira, e na Terça pelas ruas da cidade. Na grande aldeia a recente tradição manteve-se com larga multidão a foliar, e pela cidade recordei agradado, os tempos de infância em que o Carnaval de Tomar era alguma coisa grande, não sei se por então ser eu pequeno, mas talvez igualmente porque poucas terras o comemoravam. Alguém que por aí anda o deixou morrer, festeje-se por isso este renascimento que promete ganhar corpo se for bem alimentado.
Gostei. E tudo isto sem ser grande fã de mais esta época do calendário das festas…

Entretanto, o país e o mundo seguem. Nos EUA, o já elevado a santo Obama, tenta virar o discurso da crise pela via do positivismo, apelando agora à confiança, ao empreendedorismo, ao afã patriótico e determinado do povo americano. Cria mais apoio na área social e promete investir com prioridade nas energias renováveis e na educação.
Hum… para alguns críticos do nosso Primeiro-ministro deve ser chato ouvir esse discurso. É que é igual ao que em Portugal está a ser feito, por muito que as atenções sempre se desviem para outra coisa.

Por lá, aconteceram também os Óscares, este ano com uma cerimónia de conceito muito renovado e para melhor. Lá estive na minha anual maratona televisiva a acompanhar os galardoados que foram ganhando este ano sem grandes surpresas, e regozijando-me com o facto de, embora há meia meia dúzia de anos estar forçado a não ser um espectador assíduo das salas de cinema, o meu faro ainda se manter actualizado, uma vez que tendo visto apenas dois, a pontaria foi certeira. O Estranho Caso de Benjamim Button foi o mais nomeado, e o excelente Quem Quer Ser Bilionário arrasou com a concorrência levando mais estatuetas para casa, entre as quais Melhor Filme e Melhor Realizador.

Entretanto, política e politiquices de cá, a repetida novela Freeport vai amornando até à próxima que inventarem, que ainda falta muito para as eleições. Bom bom, era que a comunicação social informasse quando alguém for realmente condenado ou absolvido de alguma coisa, e que no entretanto parassem de chatear com estórias requentadas e mal cosidas, a maior parte das vezes só mesmo comestíveis para sujeitos com menos de dois dedos de testa.

Noutro assunto que a Tomar muito diz, ficámos já ontem finalmente a saber quais as obras públicas que o PSD entende estarem a mais. Há muito que o partido que detém a (in)gestão do município nabantino acusava o governo PS desse “crime”, tendo o Presidente da Assembleia Municipal Miguel Relvas de igual retórica, e ontem Paulo Rangel, líder da bancada laranja na Assembleia da República desfez finalmente o tabu.
Diz que entre as obras em curso ou já adjudicadas, é a auto-estrada rosa (assim com estes inexplicáveis termos) que está a mais, e elencou explicitamente alguns concelhos por onde ela (IC3) passa, nomeadamente Tomar.
Seria interessante agora, saber o que pensa a Câmara de Tomar sobre o assunto, e já agora também a Assembleia Municipal, uma vez que o seu presidente já se pronunciou.

Bom, não convém passar do 8 ao 80 e já se está a acabar gás, por hoje chega que a coisa vai longa.
Até! E não desanimem, daqui a pouco mais de um mês há festa outra vez... Diz que é páscoa.

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

sorrir, é carnaval

































É porventura a pior altura para se ser professor numa qualquer escola do Ensino Básico deste país, mas já que é prenúncio de três dias de ar fresco enfim, celebre-se. É Carnaval, aquela altura do ano que se diz ter mais dias que a vida...
E à falta de melhor este ano, ficam lembranças dos sorrisos do ano passado, em Venezia.

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

13 de Fevereiro de 1844

No Nabantia relembra-se com este mesmo título que faz hoje anos que Tomar - diz-se que com alguma influência de assuntos de cama - foi elevada pela rainha D. Maria II a cidade.
A primeira do distrito...

sexta-feira 13

E sobre o mito que até tem um pouco a ver connosco nabantinos, já escrevi aqui.

terça-feira, fevereiro 03, 2009

«A democracia é um mecanismo que garante que nunca seremos governados melhor do que aquilo que merecemos.»
(Bernard Shaw)

Ou li, ou alguém me mandou há dias. E não havendo tempo para mais - e tanto que há para falar! - aqui se afixa uma citação muito pertinente (e sempre dá para dar ares de inteligente), dum senhor nobelizado que já faleceu há uns anos valentes, e cuja nação a minha irmã mais nova visitou há dias. Ainda estou à espera do presente...

Em honra do senhor, dos governantes e dos governados (mas não dos que se "governam"!), sai uma Guiness!

terça-feira, janeiro 27, 2009

serviço público

TÉCNICAS DE PROCURA DE EMPREGO
(Um processo de desenvolvimento e de promoção pessoal)
1- Elaboração de um Projecto Profissional:
2- Fontes de Informação:
3- Técnicas de Emprego Propriamente ditas:
A. Carta de Apresentação ;
B. Carta de Candidatura;
C. Carta de Candidatura Espontânea;
D. Curriculum Vitae;
E. Resposta a anúncio por telefone;
E. Resposta por contacto directo;
D. Entrevista

Os interessados poderão informar/confirmar a presença através do e-mail univa@sc.ipsantarem.pt (até quarta-feira às 17;00). A sessão irá ser realizada dia 29 das 14:30 às 18:30 horas, nos Serviços Centrais do Instituto Politécnico de Santarém, sala da Presidência. Os participantes irão ficar com certificados de participação.

UNIVA- Unidade de Inserção na Vida Activa
Serviços Centrais do Politécnico de Santarém
Complexo Andaluz, Apartamento 279
2001-904 Santarém
Telef.: 243 309 520/Fax: 243 309 539

domingo, janeiro 25, 2009

a crise

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."

Fernando Pessoa
No meu caso, a frase do agradecer a deus é dispensável (continua a ser atribuir a outrem, o que nos compete), mas tudo o resto tento praticar.

quarta-feira, janeiro 21, 2009

interpretar

Um amigo enviou-me junto a um texto, esta primeira estrofe do Cântigo Negro do José Régio.
Não partilhando das razões concretas pelas quais mo enviou não deixa de, além da beleza poética, ser inspiração para algumas reflexões.

"Vem por aqui" --- dizem-me alguns com olhos doces,
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom se eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui"!
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos meus olhos, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...

INOV-ART E INOV MUNDUS

Para a malta das artes...
PROGRAMAS DE ESTÁGIOS INTERNACIONAIS: INOV-ART E INOV MUNDUS

ESTÁGIOS INTERNACIONAIS DE JOVENS COM QUALIFICAÇÕES OU APTIDÕES NO DOMÍNIO CULTURAL E ARTÍSTICO

O INOV-Art é uma medida específica aprovada no âmbito do Programa INOV – Jovens Quadros, pelo Conselho de Ministros, através da Resolução CM n.º 63/2008, de 7 de Abril.
A Resolução referida foi regulamentada pela Portaria n.º 1103/2008 de 2 de Outubro, que estabelece o regime de concessão dos apoios técnicos e financeiros da medida INOV-Art- Estágios Internacionais de Jovens com qualificações ou Aptidões reconhecidas no Domínio Cultural e Artístico e define as respectivas normas de funcionamento e acompanhamento.
O INOV-Art, como se disse, foi criado para proporcionar uma oportunidade de inserção profissional a jovens com qualificações ou aptidões específicas nas áreas das artes e da cultura em instituições internacionais de referência ligadas ao sector, visando abranger, anualmente, até 200 jovens.
O INOV-Art pretende abrir oportunidades de acesso à circulação e contacto com instituições experientes de todo o mundo, nomeadamente, nas seguintes áreas:
Artes Visuais
Artes Performativas
Design (industrial, de moda, gráfico, etc.)
Cinema e Audiovisual
Arquitectura, Conservação e Restauro
Cruzamentos artísticos
Gestão de Áreas Artísticas, Indústrias Criativas e Marketing
Serviços Educativos e Actividades Artísticas em Meio Educativo

No quadro dos objectivos previstos do INOV-Art e das áreas de intervenção que o mesmo define, poderão os candidatos propor áreas de colocação para além das referidas, competindo à equipa de suporte do Programa INOV-Art definir o cabimento e possibilidade das mesmas.
O INOV-Art é executado pela Direcção-Geral das Artes.

mais em www.dgartes.pt/inov-art/index.htm

domingo, janeiro 11, 2009

ensaio sobre a pequenez

A página 13 (terá algum significado?) que esta semana o Cidade de Tomar nos apresenta seria, como é costume dizer-se, senão fosse triste, do mais cómico que vi nos últimos tempos. A quem ainda não viu, aconselha-se.
Sem que se compreenda a que propósito (eu percebo, mas nem vale a pena aflorar isso!), somos brindados com uma página inteira a comparar fotos de Tomar e Torres Novas, a ensaiar comprovar que a nossa cidade ainda é preferível!

Nem me passa pela cabeça falar do assunto com algum dos meus amigos torrejanos, que corro o risco de ser humilhado. Estou mesmo a ouvi-los perguntarem-me: Opá, se a tua terra é assim tão boa porque vêm para cá trabalhar, porque vêm para cá às compras, porque vêm para cá sair à noite, porque vêm para cá morar?!

A questão contudo, é mais profunda do que a ligeireza quase naif com que a página surge.
Tomar é uma cidade emblemática, profundamente ligada com a história do país e em muitos momentos tendo um importante papel no desenrolar da mesma, desde logo tendo como ponto alto o ter sido sede portuguesa da Ordem dos Templários, e daí se ter transformado na sede da Ordem de Cristo (sim, isso mesmo que foi apontado pelo nosso Presidente de Câmara como aspecto que condicionou negativamente o nosso desenvolvimento!!!!) fazendo de Tomar uma espécie de "Silicon Valley" do Império Português, e importante referência a vários outros níveis, como o esotérico.
Dito assim, muito rápido, neste país que deu "mundos novos ao mundo", Tomar não assistiu sequer na primeira fila, fez sim parte do núcleo duro de actores.

Pois, estamos muito longe disso, Tomar foi assaz "maior" do que é hoje. Mas eu, jovem trintão, "ainda sou do tempo" em que insistíamos com propriedade na rivalidade histórica com a capital de distrito Santarém, em que olhávamos para Leiria quase de olhos nos olhos, e até em momentos mais ousados, seríamos bem capazes de dizer que Coimbra não era assim tão "especial".
Pois hoje, passadas duas décadas se tanto, chegámos a isto: uma comovente - para ser simpático nos adjectivos - tentativa de demonstrar que ainda somos qualquer coisa mais que Torres Novas.

Triste, mas é ao que estamos reduzidos. E patenteia algo mais, esta tão nabantina condição de, para uns desconhecimento, para outros consciente alheamento, daquilo que é a comparação da nossa realidade com a dos outros. Um clássico tomarense, este nosso orgulho bacoco de acharmos que somos os melhores, só porque sim.
Ficam os parabéns para os torrejanos, e a triste constatação que a assim continuarmos, em pouco tempo estaremos a esforçarmo-nos para mostrar como temos ainda qualquer coisa mais que, sei lá, Barquinha ou Ferreira do Zêzere… E por vezes…

sexta-feira, janeiro 09, 2009

centenária. quase



A minha escolinha, a ES 2,3 de Passos Manuel, comemora hoje 98 anos sobre a primeira aula que por cá se leccionou. A primeira de Lisboa na 1ª República.

Bonita idade.

quinta-feira, janeiro 08, 2009

novo ano na velhinha terra

Sim, já vai sendo tempo deste blogue entrar em 2009, ano que promete vir a ser muito interessante. Lá entrámos com frio e crise neste ano de recessões e decisões.

Em Tomar, depois de o virtual candidato laranja ter metido a viola no saco como sempre se esperou (havia de ser bonito, um candidato militante, onde já se viu!?), eis que o PSD começa a sua campanha, o que ao que parece muito irritado deixou um senhor que por vezes acha que ainda manda na Câmara, e que se acha tão omnipotente que pensa voltar a ser presidente só porque sim. Melhor dizendo, ele sabe que não vai, mas à sua volta há quem julgue que sim. A reverência aos "senhores ilustres", e a conjugação de "interesses", dois dos males e tiques desta terra...

A Câmara despertou então para a crise que em Tomar, não é de agora é de há muito, e com muita tendência a piorar, e fez um numerozito simpático para os jornais. Falta ver sim, a que ponto quererá de facto fazer alguma coisa pertinente.
Jovens, sempre a fugirem daqui; empresas, cada vez menos; comércio, pouco ou falido; Turismo, sim fala-se nisso; e por aí fora…
Não se conhecem planos estratégicos, ou qualquer plano de acção para, no concreto, fazer o que quer que seja. E sempre que se fala nisso, sempre que tal se propõe, encolhem-se os ombros, ou até se tenta ridicularizar quem novas ideias propõe, ou quem diz qualquer coisa parecida com esta muito simples: Tomar está moribundo.

Os problemas de Tomar podem estar amplificados com esta crise global, mas não têm que ver com ela, são muito anteriores, são estruturais, têm a sua origem num concelho velho, sem ideias, sem trabalho de preparação do futuro, há muito governado por dirigentes sem visão ou capacidade para pouco mais que floreados, e recheado de pessoas conformistas e frivolamente conservadoras, pouco conscientes da realidade e em especial do que os outros fazem e conseguem, por oposição ao que nós não, ou sequer pouco interessados em que quer que seja, incapazes de realmente sequer tentar acompanhar seriamente o que vai acontecendo à sua terra.
Uma terra onde tudo o que acontece é sempre culpa de outrem, ou de algo a outros imputável.

Em Tomar acha-se que é uma ponte ou uns campos de ténis que produzem o que quer seja – lá está, floreados; ou que é destruindo a identidade, como o que está a ser feito nas ruas do centro histórico, ou como se quer fazer ao mercado, exemplo entre tantos, que se potencia o turismo. Fazendo coisas exactamente iguais a qualquer outro lado, como seria esse Fórum, ou como genericamente são as obras do Polis – globalmente uma treta.

Enfim, mágoas entre muitas de quem gosta desta terra, e todos dias luta consigo mesmo, entre o coração e a razão, para não a deixar de vez.
E é melhor parar por aqui que já estou a ficar aziago. Mas não posso deixar de fazer referência à notícia do Expresso que pôs o Convento de Cristo na capa, e a todo o eco que tem tido por cá e pelo país.
Sim, é sempre por “bons motivos” que somos notícia, mas desta vez é ridícula, a comunicação social tem os seus quês, mas do Expresso que costuma ser referência, esperava-se mais rigor...

Bom Ano.

terça-feira, dezembro 30, 2008

ano novo, vícios velhos

Ora, estes dias de festas natalícias nunca deixam muito tempo livre, e por isso, nem nesta quadra o algures aqui mereceu um pouco mais atenção da minha parte. Assim aproveito já para desejar Boas Entradas a todos, uma vez que só volto a passar aqui lá para o ano que vem...

2009 vai ser um ano com número de dias exactamente igual aos outros, mas como a tão falada crise parece estar para continuar e até crescer, há muito quem deseje um bom ano e especialmente, pequenino.

segunda-feira, dezembro 29, 2008

prendas

Entre as várias prendas deste natal, uma foi-me endereçada na edição da passada semana do jornal O Templário, sob a forma de "manual de instruções para discursos curtos e objectivos sem recurso a adjectivos nem advérbios de modo".

Efectivamente, face a ratificada probabilidade de móbil, com expressa sinceridade e lisura vos agradeço reconhecido, afiançando fruir futuramente de tal mostra de sentido e abnegado cuidado no patente jeito com que benevolamente me embalais…

quinta-feira, dezembro 25, 2008

outros natais...

Tu que dormes a noite na calçada de relento
Numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
És meu irmão amigo
És meu irmão

E tu que dormes só no pesadelo do ciúme
Numa cama de raiva com lençóis feitos de lume
E sofres o Natal da solidão sem um queixume
És meu irmão amigo
És meu irmão

Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser

Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher
Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
Tu que inventas bonecas e comboios de luar
E mentes ao teu filho por não os poderes comprar
És meu irmão amigo
És meu irmão

E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
Fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei
Pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei
És meu irmão amigo
És meu irmão

Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher.
Ary dos Santos

Distribuição de comida em frente à estação de Santa Apolónia, Lisboa

quarta-feira, dezembro 24, 2008

mensagem de natal

Aos amigos e aos outros – e às amigas;
Aos políticos e aos apolíticos, aos partidários e aos apartidários;
Aos de esquerda e aos de direita, e aos da esquerda da direita e da direita da esquerda e aos que não sabem e aos que não querem saber;
Aos docentes e aos discentes, e aos nisso ainda crentes;
Aos que pedem avaliação e aos que não, aos que querem outro modelo e aos que o são;
Aos idealistas aos pragmáticos, aos irmanados e aos segregados;
Aos indecisos e aos que nunca duvidam, aos que cuidam;
Aos tímidos e aos extrovertidos, aos convencidos;
Aos tristes aos solitários aos sorumbáticos e macambúzios – e aos que riem por tudo e nada;
Aos que acreditam no pai natal, no coelho da Páscoa e na do dente, a fada;
Aos existencialistas e subjectivistas, aos humanistas aos espirituais:
Aos objectivistas aos individualistas aos materialistas aos racionais;
Aos religiosos aos agnósticos aos ateus;
Aos desportistas aos anafados, aos calões aos marrões;
Aos solteiros e solteirões, aos bem casados e aos divorciados – e aos apenas apaixonados;
E aos que como eu, gostam do natal q.b. – vá, das luzinhas e dos doces e da companhia, mas que tudo o mais é alergia.
Opá, alegria, dizia eu, alegria.
A todos, dizia, e já que Natal é quando o Homem quiser, deixo esta mensagem para os 365 natais de 2009:

Nunca deixem de perseguir um sonho.
Se a mamã não tiver e não houver na pastelaria mais perto, certamente haverá na seguinte.

São Natal e um 2009 desmedido, prenhe de tudo o que vos faça feliz.

terça-feira, dezembro 16, 2008

recibos verdes

A quem possa interessar (a minha quota de serviço público), ai está parte da nota de impressa do Ministério das Finanças.

“Estarão reunidos pois os pressupostos, desde que regularizada a situação tributária, para a dispensas da aplicação da coima, nos termos do previsto no artigo 32º do RGIT.
Nestes termos, a DGCI esclarece que, se a obrigação declarativa referente aos anos de 2006 e 2007 for apresentada até ao final do próximo mês de Janeiro de 2009, não haverá lugar à aplicação de qualquer coima e serão extintos os correspondentes processos de contra-ordenação.”

domingo, dezembro 14, 2008

algures em Liverpool


A 8 de Dezembro passado, assinalaram-se 28 anos sobre o assinato de John Lennon. Nesse dia, um tomarense deixou o seu nome entre os milhares de outros por lá, no mítico Cavern Club em Liverpool, onde os Beattles "nasceram".

quarta-feira, dezembro 03, 2008

o senhor FENPROF

Em dia de greve de professores, fica bem conhecer o dia-a-dia (texto de Emídeo Rangel, no Expresso de 22 de Novembro) do senhor Mário Nogueira (futuro líder da CGTP digo eu).
Esse mesmo que entre os muitos disparates que vai dizendo, e que, segundo julgo saber não dá aulas há 18 anos, disse que os professores de "P" grande fariam hoje greve.
Por mim, agradeço o "p" pequenino. Felizmente para ele e para o sindicato que representa, não ter nenhuma responsabilidade no estado de coisas da Educação, senão ainda alguém começava a pedir a demissão dele...

"Descobriu cedo que a comunicação é a alma e a arma do negócio. Mário Nogueira, 50 anos – um quarto como sindicalista dos professores – sabe há muito que tem de passar a mensagem, de se fazer ouvir, de passar na rádio, na televisão e na imprensa. Os seus dias são por isso uma azáfama mediática.
Na quinta-feira, dia do Conselho de Ministros extraordinário para tratar do problema da avaliação, chegou cedo à RTP para ser entrevistado. Voltou, horas mais tarde, para comentar em directo para a RTPN a conferência de imprensa da ministra. E fez logo um "três em um": mal saiu do estúdio foi directo à secretária de Judite de Sousa com quem falou para a "ajudar" a preparar a entrevista que Lurdes Rodrigues lhe daria à noite. Uma jornalista da Antena 1 aguardava na fila para uma entrevista destinada ao noticiário da hora certa. Aproveitou e marcou logo presença. São três "passagens de mensagem"num só edifício. Missão cumprida, Mário Nogueira sai, de carro, cumprimentando o segurança da RTP, que, por o conhecer de ginjeira, já dispensa apresentações.
Segue para a SIC, para o jornal das 9. Às 23h regressa à RTP para participar no "Corredor do Poder". Voltará no dia seguinte, às oito menos dez da manhã, à mesma estação de televisão. Nos intervalos –pequenos e em trânsito – desdobra-se em telefonemas. Retribui as mensagens que caem às dezenas cada vez que desliga o telemóvel. Foram 72, quando parou o telefone para ser entrevistado na TVI por Constança Cunha e Sá.
Entre a sede da FENPROF e a RTP vai um tempo de 10 minutos. No total, 12 chamadas não atendidas e 24 mensagens recebidas."


E ainda acusam o Governo de controlar a comunicação social...

segunda-feira, dezembro 01, 2008

"Pudesse Eu"

Tanto para dizer ou comentar, e no entanto, a vontade para a internet é a do costume, até porque está a dar o Batman na televisão. Um pouco de poesia explica sempre melhor as coisas.

Pudesse eu não ter laços
nem limites
Ó vida de mil faces
transbordantes
Para poder responder
aos teus convites
Suspensos na surpresa
dos instantes!

Sophia de Mello Breyner Andreson

De espanha, bons ventos...

No dia que agora nos deixa, comemoramos a Restauração da Independência, mas às vezes até que os espanhóis têm umas ideias engraçadas...


"Finalistas da Faculdade de Vall dHebrón, em Espanha, querem dinheiro para a viagem de finalistas"

sexta-feira, novembro 21, 2008

Olipsso by the morning and full of charm

Na Lisboa que amanhece, como na canção do Sérgio Godinho, e que hoje testa terramotos, bem que um professor vem para a escola todo contente e motivado, depois de absorver em passos demorados com gratuito prazer, as pela ímpar luz da capital ensolaradas fachadas da pombalina baixa, para prestar ensinamento às mentes disso sôfregas (...) dos jovens alfacinhas, senão quando, sem nada disso estar à espera (é que não estava mesmo nada!:) - hoje não há aulas porque os auxiliares estão em greve e quando assim é, a escola tem de dizer aos meninos que hoje têm folga, o que naturalmente muito os perturba.
Pronto, e este passa a ser uma dia de tentação, a dar despacho à papelada, enquanto pelas janelas e sobre os telhados de canudo, na escola hoje calma, pelas janelas chega essa luminosidade que mais parece voz a chamar para o sol, deste fim de Novembro atribulado e no estanto, cheio de doces ensejos.

Pronto, deu-me para isto...
e agora, aos papéis.

o novo livro de Virgílio Saraiva


O camarada e amigo Virgílio Saraiva, faz o lançamento promocional do seu novo livro, "Em Nome do Pai, do Filho e...", dia 28 pelas 19h30 na Casa do Concelho de Tomar em Lisboa.
Com prefácio do arquitecto José Faria, a apresentação caberá ao também arquitecto José Becerra Vitorino
A Assembleia Geral da Associação Distrital de Xadrez, da qual sou presidente e que nesse dia decorre, impede-me de estar presente, mas ficarei ávido pela leitura, que estou certo, como habitual será lúdica e intelectualmente recompensadora.

terça-feira, novembro 18, 2008

Perdão, como disse?!

A confusão que vai naquela cabeça!
Ainda há dias a senhora disse que as notícias não deviam ser escolhidas por jornalistas, agora diz que não acredita em reformas em Democracia, e que o melhor era de vez em quando estar 6 meses sem Democracia.

De facto, o silêncio às vezes é bem melhor. O de Manuela Ferreira Leite então, era de ouro.

«Quando falares procura que as tuas palavras sejam melhores que o teu silêncio.»
(provérbio indiano, que aparece no algures aqui pela segunda vez, mas tinha de ser, e a laranja)

Bom, bom, era só "dar aulas"...

Os dias não vão fáceis para quem sendo professor, é também socialista e dirigente do PS, e mais que isso, acredita na generalidade das medidas do Ministério da Educação - mesmo que não acreditando na capacidade política de quem o dirige, falta que está por demais demonstrada.

O que penso sobre o assunto escrevi-o em Fevereiro deste ano, está actual e não me apetece repeti-lo. Aliás a actualidade só lhe veio dar mais razão, com a diferença que na altura ainda acreditei que a Ministra fosse substituida, e agora, continuando a achar que o deveria ter sido, acredito que já não acontecerá antes do fim do mandato.

A actual situação é um braço de ferro com fim difícil de antecipar, que tendo como responsáveis todos no geral, do ministério aos professores, passando pelos sindicatos e pela gestão das escolas, confirma vários princípios:
- Não se pode gerir contra os seus recursos humanos. A ministra tentou fazê-lo.
- Alguma vez seria bom ter um professor (do ensino não superior!) na equipa ministrial. Talvez assim conseguisse perceber pequenas grandes coisas do dia-a-dia dos 16o mil professores, números redondos, que tutela.

Por outro lado:
- Os grandes sindicatos, em especial a FENPROF, estarão sempre contra tudo o que implique mudança, mesmo que seja uma mudança que tenha antes pedido. No início de qualquer negociação já todos sabemos que vão estar contra. (e eu contínuo a defender a limitação de mandatos!)
- Os professores são portugueses como os outros, e as escolas organizações com décadas de tiques e hábitos adquiridos, alguns que até vêm de tempos de outras ideologias reinantes, que como tal tem por condição o conservadorismo/resistência à mudança, ainda para mais como organização pesada/lenta/burocrática que é a Escola. Ora, além do mais, os professores como portugueses que são, têm como quase todos esta tão lusa mania de complicar o que à partida era simples.

Para mim, toda esta novela da avaliação começa assim: um processo relativamente simples embora novo (sim, já havia avaliação, mas falemos de coisas sérias...), que o ministério não soube inroduzir e que todos foram complicando, complicando...
Mas enfim, talvez eu esteja em vantagem nesta matéria por já ter avaliado e sido avaliado, quando há uns tempos desempenhei outras funções, no sistema onde o modelo dos professores se inspira, e que é o aplicado na restante função pública, o SIADAP.

Essencial, essencial, é que os professores têm muitas questões das quais se queixarem. A avaliação não é seguramente uma das mais importantes.
Seja como for, este ano o natal promete...

domingo, novembro 16, 2008

Zezé&Totó

"O PDM como instrumento de gestão autárquica: o caso de Tomar", de António Paiva.

- Ó Zezé, leste n'O Templário que ainda há livros do ex-presidente de câmara há venda?

- Ó Totó, claro que há, devem haver até muitos! Pois se nunca ninguém o leu, incluíndo o próprio que o tendo usado como acto de campanha, nos seguintes 10 anos de governação não teve tempo de o executar.

(tinha saudades destes dois, o Zezé e o Totó, que há muito não apareciam por cá)

info cultural

A pintora tomarense, Engrácia Cardoso, inaugurou no passado dia 13 uma exposição de pintura na galeria Corrente D'Arte, na Av. Dom Carlos I (perto da Assembleia da República), em Lisboa.

A Engrácia tem já um conjunto de prémios no seu currículo e várias exposições realizadas em Portugal e no estrangeiro.
Mais em http://www.engraciacardoso.com/

Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.

Estreou no dia 13 Blindness, o último filme do realizador brasileiro Fernando Meirelles, baseado n'O Ensaio sobre a Cegueira, livro de José Saramago - o Nobel da ribatejana goleganense Azinhaga - que hoje completa 86 anos.
Para mim este é um filme obrigatório, não só pelo que conheço do realizador e actores, mas também porque o livro, lido há já mais de uma década, abriu-me as portas a esse excepcional escritor.
O primeiro de muitos lidos depois, O Ensaio Sobre a Cegueira, donde se extrai a epígrafe que dá título a este post, continua a ser um dos meus preferido. Uma visão do homem no limiar da sua humanidade, uma metáfora para o que somos capazes de fazer quando as certezas do que somos deixam de existir e até que ponto a animalidade é capaz de se apoderar de nós. Magnífico.

o trailer e mais, aqui.

umas braçadas na net.

Há muito que as minhas navegações pela net são apenas pequenos passeios de fim de semana, ou melhor, de domingo há noite. Ainda assim, sempre se encontra algum tempo enquanto se vê o Gato Fedorento, para ir acompanhando um pouco do que se faz e do que se diz. Aí ficam alguns links.

Os tomarenses:
No Misurato da Sofia (por estas horas a regressar de Cabo Verde, suponho), agora com nova cara, continua-se como sempre a falar de música erudita, nesse âmbito com muitas informações pertinentes para quem gosta de saber mais sobre o assunto, e para quem gosta de ouvir. Há um novo blogue na listagem, o Alcatruzes da Roda da Maria, que não estando em Tomar, de quando em vez de Tomar se fala.
O Nabantia e o Tomar, a Cidade vão sendo os mais actualizados e merecendo sempre a visita para quem quer estar a par do que vai acontecendo e também algumas curiosidades.

Outros por aí:
O tomarense e já "decano" dos blogues Leonel Vicente, e o seu blogue de referência Memória Virtual; o também há muito por mim visitado Miniscente de Luís Carmelo; o Abrupto de José Pacheco Pereira; o Bomba Inteligente de Carla Quevedo; o Rua da Judiaria de Nuno Guerreiro Josué; ou o Almocreve das Petas entre outros. (pode ser que a listagem alargada de blogues volte um destes dias a estar ali ao lado).
E outros como, a crítica mais ou menos interna do PS em Ops, Opinião Socialista; ou a actualidade regional, ou uma parte dela, na página do jornal O Mirante (que faz hoje 21 anos), mudou recentemente de imagem estando mais atractivo.
E ainda os de humor como o Arioplano, Blogue dos Marretas, ou o Há vida em Markl.

Para alguma informação de como vai o mundo, entre outros, estes: New York Times e o seu Magazine, o BBC News, ou o hermano El País.

quinta-feira, novembro 13, 2008

31

"Os homens são como os vinhos: a idade azeda os maus e apura os bons."
Marcus Cícero, filósofo, orador, escritor, jurista e político influente romano

Por mim, e lá vai mais um, gosto de acreditar que estou a decantar.

cuidar da Democracia

o meu olhar sobre a Política e a militância partidária aqui.

sábado, novembro 08, 2008

rua dos moínhos

A Rua dos Moínhos no centro histórico - ou "cidade velha" como prefiro - de Tomar no site Portugal 360º.
Pertinente mas em breve desactualizada em relação à calçada da rua, que em Tomar quem de direito não gosta de história nem memória nem identidade. Falta de gosto, bom senso, e respeito pela herança recebida, que deveríamos guardar para os que hão de vir.

http://www.360portugal.com/Distritos.QTVR/Santarem.VR/Patrimonio/Tomar/RuaMoinhos.html

gestão flexível


actualizada contribuição de JBV

terça-feira, novembro 04, 2008

dia d

Hoje, um destes senhores torna-se hipoteticamente o mais poderoso do mundo. E a maior parte do mundo não pode votar.
Com tristeza, que estou por Lisboa com outros afazeres, não vou poder fazer uma noitada a acompanhar a coisa, mas espero amanhã estar feliz por Obama, e por uma grande lição de Democracia que os EUA darão ao mundo. Já que não dão muito mais...

bom e mau humor

"O riso é um prazer com a miséria alheia, mas que se toma com uma boa consciência".
Friedrich Nietzsche
"O riso é uma filosofia. Muitas vezes o riso é uma salvação. E em política constitucional, pelo menos, o riso é uma opinião".
Eça de Queiroz

"Ri-te de ti e sorri aos outros!".
Leonid S. Sukhorukov

Inspirado por um comentário/crítica ao post anterior, acho oportuno umas citações sobre o riso. Como diria o nosso Primeiro Ministro, "nem sempre o riso é sinal de inteligência", mas também é verdade que às vezes "rir é o melhor remédio".

sábado, novembro 01, 2008

folhas de Outono


Os dias têm corrido céleres ainda que inteiramente recheados. Outubro foi um mês comprido, exaustivo, e sem grandes tempos para navegações na net e tomar melhor conta deste espaço. De Novembro aliás, a única diferença que para já se prevê é o dia a menos…

E tanto tem havido para dizer neste mês das primeiras chuvas. Outubro em Tomar é mês de Feira de Santa Iria, este ano a “melhor de sempre”, anunciou-se… Deve-me ter escapado alguma coisa.A feira que se tentou realizar num baldio em marmelais, o que não aconteceu essencialmente por recusa dos feirantes, e que agora, pelo que li ontem transversalmente das declarações do vereador ao Cidade de Tomar, está para ficar no lugar em está – e onde sempre esteve. Quem tinha razão sobre as experimentações avulsas e irreflectidas?
Acabou por haver uma alteração na feira este ano, a passagem da “feira das passas” da Rua dos Arcos para a Praça da República. Não deixa de ser um truque, uma forma artificial de dar a ideia de mais visitantes, ao colocá-la num sítio de maior passagem ao fim-de-semana e à noite. Mas é um truque que se aceita e é pouco relevante, afinal a verdadeira feira das passas ou frutos secos, como tanta coisa em Tomar, há muito que migrou para Torres Novas.
Há outros pormenores que me afligem por vezes até mais porque demonstram mentalidades. Pequenos pormenores, como transportar músicos pimba de limusina para os concertos da feira. Provincianismo pedante do mais bacoco que se encontra. Quero lá saber se for exigência de contrato, não seria eu a assinar tal coisa. Quem é que paga estes disparates?!

Por falar no vereador Ivo Santos, ontem ao chegar a Tomar e ligando o rádio para ouvir notícias da terra, apercebo-me que este divide na rádio Hertz um espaço de opinião e comentário (espaço que já ocupei, diga-se) de duas horas semanais com repetição com o já assumido, (ou assumido à pressa na semana em que o PS decidiu o seu) “obviamente candidato” Pedro Marques.
Hum,… não?!, estão a achar estranho um assumido candidato a presidente de câmara ter tal palco num órgão de comunicação social?! Só se não forem de Tomar ou totalmente desatentos…
São as tais questões da transparência e da hipocrisia. Noutros países nestas coisas mais evoluídos, como a França ou os EUA, cada orgão de comunicação social assume divulgando, e bem, qual o candidato que apoia, não se faz de conta nem se tenta ludibriar os cidadãos.
Por cá, não acontecendo isso, há quem se esqueça dos mais elementares princípios de bom senso, da Democracia e já agora mesmo sabendo que há quem lhe ligue pouco, da Lei.

Bom, agora sobre coisas sérias, pelo mundo, está tudo à espera dos resultados das eleições da próxima terça-feira nos USA, e já agora, que efeitos isso tem na crise. Por mim, já o disse e não estranho, venha Obama, mas ganhe quem ganhar terá sempre um problema: será sempre um americano.

Por cá, diz que também há crise, mas pelo menos por Lisboa continuo a ver restaurantes cheios, pessoas carregadas de sacos das compras, e miúdos com ASE (apoio social escolar) mas a quem não falta o (ou os) telemóvel, entre outros tantos sinais.
Além dos habituais, como os meus colegas professores, quem diz que está agora muito descontente são os militares. Parece que também dizem que a crise não pode ser sempre para os mesmos – curioso como certas frases de ordem conseguem colar tão bem língua portuguesa!
Ontem cerca de 100 graduados juntaram-se, ao jantar suponho, depois do ex-chefe de Estado Maior Loureiro dos Santos ter insinuado que podia vir aí uma revolução, e ontem mesmo o “capitão de Abril" Vasco Lourenço agora coronel bateu na mesma tecla. A ideia da revolução é engraçada, trazia alguma animação à coisa, mas do que conheço dos quartéis, não sei se a coisa vai lá com super bock’s e playstations.

Bom, não se pense que não simpatizo com a sua causa, se há coisa onde o Governo em nome de todos nós deve investir é nas Forças Armadas que tanta falta fazem ao país, e de facto, os oficiais que tanto trabalham, que se reformam tão tarde e ganham tão mal, boas razões têm para se queixar…

E por agora – conforme o caso, noite longa de Bruxedos, ou alvorada de dia de todos os santos, precedência por isso da tarde de São Nunca – a prosa vai longa, e já se ganhou apetite para o pequeno almoço, talvez seja hora de ir aos bolinhos. Bom fim de semana.

questões de tom

bem humorada contribuição do P.A.

Não se trata de tom racista que por aqui não encontra eco, mas apenas de tom humorístico.
Acho que esta que já tinha chegado há umas semanas ao e-mail, está simples e deliciosa, e eu que se pudesse votaria em Obama, acho que com nível se pode brincar com coisas sérias.

quarta-feira, outubro 22, 2008

e o culpado da crise é...

"não sei, estava por aí... eu?, não, não, eu nada tenho com isso..."
acutilante contribuição de JBV

sexta-feira, outubro 17, 2008

As nossas contas

Para quem quer saber mais sobre o Orçamento de Estado, tudo o que se diz, em qualquer lugar da net e actualizado ao segundo, é ver em:

http://orcamentoestado2009.info/

leituras intemporais II

"Que homens estes cuja alma pertence apenas à etiqueta e cuja única preocupação, durante anos e anos, é encontrarem meio de ocupar à mesa um lugar melhor!
Estas futilidades dão-lhes tanto trabalho que lhes não chega o tempo para pensar nas coisas sérias da vida. (...)
Esses insensatos não compreendem que não é o lugar que dá distinção, não vêem que aquele que o ocupa desempenha raras vezes o primeiro papel. Quantos reis são governados pelos seus ministros! Quantos ministros são governados pelos seus secretários! E, assim, qual deles é primeiro? Na minha opinião, é aquele cujo espírito domina o dos outros e que possui bastante engenho ou astúcia para dirigir as faculdades e as paixões deles, de maneira a servirem o bom êxito dos planos que concebeu."

no "Werther", de Johann Wolfgang von GOETHE

leituras intemporais

"E exclamei com ímpeto:
- Ainda se, ao menos, cada um de nós pensasse todos os dias: «Não tens sobre os teus amigos outro poder que não seja o de não perturbar na sua alegria, aumentando a felicidade que partilhas com eles. Acaso sabes se, quando as suas almas forem torturadas pelo desespero ou despedaçadas pela dor, poderás dar-lhe o mais ligeiro alívio? E quando um dia, a mais terrível enfermidade, a última, atingir a infeliz criatura a que a tua mão abriu prematuramente a cova; quando nela desaparecer, o olhar sem vida cravado no céu, o suor da morte a banhar-lhe a fronte descolorida, e tu, junto do seu leito como um criminoso condenado, reconheces, mas já tarde, que nada podes por maior que seja o teu poder, então despedaçado pelos remorsos, darias tudo para comunicar à pobre vítima votada à destruição um lampejo de coragem e de vida!...»"

no "Werther", de Johann Wolfgang von GOETHE

terça-feira, outubro 14, 2008

se alguém o disse melhor, porquê falar?

Além-tédio

Nada me expira já, nada me vive
Nem a tristeza nem as horas belas.
De as não ter e de nunca vir a tê-las,
Fartam-me até as coisas que não tive.

Como eu quisera, enfim de alma esquecida,
Dormir em paz num leito de hospital...
Cansei dentro de mim, cansei a vida
De tanto a divagar em luz irreal.

Outrora imaginei escalar os céus
À força de ambição e nostalgia,
E doente-de-Novo, fui-me Deus
No grande rastro fulvo que me ardia.

Parti. Mas logo regressei à dor,
Pois tudo me ruiu... Tudo era igual:
A quimera, cingida, era real,
A própria maravilha tinha cor!

Ecoando-me em silêncio, a noite escura
Baixou-me assim na queda sem remédio;
Eu próprio me traguei na profundura,
Me sequei todo, endureci de tédio.

E só me resta hoje uma alegria:
É que, de tão iguais e tão vazios,
Os instantes me esvoam dia a dia
Cada vez mais velozes, mais esguios...

Mário de Sá-Carneiro
Edvard Munch - o grito