terça-feira, novembro 18, 2008

Perdão, como disse?!

A confusão que vai naquela cabeça!
Ainda há dias a senhora disse que as notícias não deviam ser escolhidas por jornalistas, agora diz que não acredita em reformas em Democracia, e que o melhor era de vez em quando estar 6 meses sem Democracia.

De facto, o silêncio às vezes é bem melhor. O de Manuela Ferreira Leite então, era de ouro.

«Quando falares procura que as tuas palavras sejam melhores que o teu silêncio.»
(provérbio indiano, que aparece no algures aqui pela segunda vez, mas tinha de ser, e a laranja)

Bom, bom, era só "dar aulas"...

Os dias não vão fáceis para quem sendo professor, é também socialista e dirigente do PS, e mais que isso, acredita na generalidade das medidas do Ministério da Educação - mesmo que não acreditando na capacidade política de quem o dirige, falta que está por demais demonstrada.

O que penso sobre o assunto escrevi-o em Fevereiro deste ano, está actual e não me apetece repeti-lo. Aliás a actualidade só lhe veio dar mais razão, com a diferença que na altura ainda acreditei que a Ministra fosse substituida, e agora, continuando a achar que o deveria ter sido, acredito que já não acontecerá antes do fim do mandato.

A actual situação é um braço de ferro com fim difícil de antecipar, que tendo como responsáveis todos no geral, do ministério aos professores, passando pelos sindicatos e pela gestão das escolas, confirma vários princípios:
- Não se pode gerir contra os seus recursos humanos. A ministra tentou fazê-lo.
- Alguma vez seria bom ter um professor (do ensino não superior!) na equipa ministrial. Talvez assim conseguisse perceber pequenas grandes coisas do dia-a-dia dos 16o mil professores, números redondos, que tutela.

Por outro lado:
- Os grandes sindicatos, em especial a FENPROF, estarão sempre contra tudo o que implique mudança, mesmo que seja uma mudança que tenha antes pedido. No início de qualquer negociação já todos sabemos que vão estar contra. (e eu contínuo a defender a limitação de mandatos!)
- Os professores são portugueses como os outros, e as escolas organizações com décadas de tiques e hábitos adquiridos, alguns que até vêm de tempos de outras ideologias reinantes, que como tal tem por condição o conservadorismo/resistência à mudança, ainda para mais como organização pesada/lenta/burocrática que é a Escola. Ora, além do mais, os professores como portugueses que são, têm como quase todos esta tão lusa mania de complicar o que à partida era simples.

Para mim, toda esta novela da avaliação começa assim: um processo relativamente simples embora novo (sim, já havia avaliação, mas falemos de coisas sérias...), que o ministério não soube inroduzir e que todos foram complicando, complicando...
Mas enfim, talvez eu esteja em vantagem nesta matéria por já ter avaliado e sido avaliado, quando há uns tempos desempenhei outras funções, no sistema onde o modelo dos professores se inspira, e que é o aplicado na restante função pública, o SIADAP.

Essencial, essencial, é que os professores têm muitas questões das quais se queixarem. A avaliação não é seguramente uma das mais importantes.
Seja como for, este ano o natal promete...

domingo, novembro 16, 2008

Zezé&Totó

"O PDM como instrumento de gestão autárquica: o caso de Tomar", de António Paiva.

- Ó Zezé, leste n'O Templário que ainda há livros do ex-presidente de câmara há venda?

- Ó Totó, claro que há, devem haver até muitos! Pois se nunca ninguém o leu, incluíndo o próprio que o tendo usado como acto de campanha, nos seguintes 10 anos de governação não teve tempo de o executar.

(tinha saudades destes dois, o Zezé e o Totó, que há muito não apareciam por cá)

info cultural

A pintora tomarense, Engrácia Cardoso, inaugurou no passado dia 13 uma exposição de pintura na galeria Corrente D'Arte, na Av. Dom Carlos I (perto da Assembleia da República), em Lisboa.

A Engrácia tem já um conjunto de prémios no seu currículo e várias exposições realizadas em Portugal e no estrangeiro.
Mais em http://www.engraciacardoso.com/

Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.

Estreou no dia 13 Blindness, o último filme do realizador brasileiro Fernando Meirelles, baseado n'O Ensaio sobre a Cegueira, livro de José Saramago - o Nobel da ribatejana goleganense Azinhaga - que hoje completa 86 anos.
Para mim este é um filme obrigatório, não só pelo que conheço do realizador e actores, mas também porque o livro, lido há já mais de uma década, abriu-me as portas a esse excepcional escritor.
O primeiro de muitos lidos depois, O Ensaio Sobre a Cegueira, donde se extrai a epígrafe que dá título a este post, continua a ser um dos meus preferido. Uma visão do homem no limiar da sua humanidade, uma metáfora para o que somos capazes de fazer quando as certezas do que somos deixam de existir e até que ponto a animalidade é capaz de se apoderar de nós. Magnífico.

o trailer e mais, aqui.

umas braçadas na net.

Há muito que as minhas navegações pela net são apenas pequenos passeios de fim de semana, ou melhor, de domingo há noite. Ainda assim, sempre se encontra algum tempo enquanto se vê o Gato Fedorento, para ir acompanhando um pouco do que se faz e do que se diz. Aí ficam alguns links.

Os tomarenses:
No Misurato da Sofia (por estas horas a regressar de Cabo Verde, suponho), agora com nova cara, continua-se como sempre a falar de música erudita, nesse âmbito com muitas informações pertinentes para quem gosta de saber mais sobre o assunto, e para quem gosta de ouvir. Há um novo blogue na listagem, o Alcatruzes da Roda da Maria, que não estando em Tomar, de quando em vez de Tomar se fala.
O Nabantia e o Tomar, a Cidade vão sendo os mais actualizados e merecendo sempre a visita para quem quer estar a par do que vai acontecendo e também algumas curiosidades.

Outros por aí:
O tomarense e já "decano" dos blogues Leonel Vicente, e o seu blogue de referência Memória Virtual; o também há muito por mim visitado Miniscente de Luís Carmelo; o Abrupto de José Pacheco Pereira; o Bomba Inteligente de Carla Quevedo; o Rua da Judiaria de Nuno Guerreiro Josué; ou o Almocreve das Petas entre outros. (pode ser que a listagem alargada de blogues volte um destes dias a estar ali ao lado).
E outros como, a crítica mais ou menos interna do PS em Ops, Opinião Socialista; ou a actualidade regional, ou uma parte dela, na página do jornal O Mirante (que faz hoje 21 anos), mudou recentemente de imagem estando mais atractivo.
E ainda os de humor como o Arioplano, Blogue dos Marretas, ou o Há vida em Markl.

Para alguma informação de como vai o mundo, entre outros, estes: New York Times e o seu Magazine, o BBC News, ou o hermano El País.

quinta-feira, novembro 13, 2008

31

"Os homens são como os vinhos: a idade azeda os maus e apura os bons."
Marcus Cícero, filósofo, orador, escritor, jurista e político influente romano

Por mim, e lá vai mais um, gosto de acreditar que estou a decantar.

cuidar da Democracia

o meu olhar sobre a Política e a militância partidária aqui.

sábado, novembro 08, 2008

rua dos moínhos

A Rua dos Moínhos no centro histórico - ou "cidade velha" como prefiro - de Tomar no site Portugal 360º.
Pertinente mas em breve desactualizada em relação à calçada da rua, que em Tomar quem de direito não gosta de história nem memória nem identidade. Falta de gosto, bom senso, e respeito pela herança recebida, que deveríamos guardar para os que hão de vir.

http://www.360portugal.com/Distritos.QTVR/Santarem.VR/Patrimonio/Tomar/RuaMoinhos.html

gestão flexível


actualizada contribuição de JBV

terça-feira, novembro 04, 2008

dia d

Hoje, um destes senhores torna-se hipoteticamente o mais poderoso do mundo. E a maior parte do mundo não pode votar.
Com tristeza, que estou por Lisboa com outros afazeres, não vou poder fazer uma noitada a acompanhar a coisa, mas espero amanhã estar feliz por Obama, e por uma grande lição de Democracia que os EUA darão ao mundo. Já que não dão muito mais...

bom e mau humor

"O riso é um prazer com a miséria alheia, mas que se toma com uma boa consciência".
Friedrich Nietzsche
"O riso é uma filosofia. Muitas vezes o riso é uma salvação. E em política constitucional, pelo menos, o riso é uma opinião".
Eça de Queiroz

"Ri-te de ti e sorri aos outros!".
Leonid S. Sukhorukov

Inspirado por um comentário/crítica ao post anterior, acho oportuno umas citações sobre o riso. Como diria o nosso Primeiro Ministro, "nem sempre o riso é sinal de inteligência", mas também é verdade que às vezes "rir é o melhor remédio".

sábado, novembro 01, 2008

folhas de Outono


Os dias têm corrido céleres ainda que inteiramente recheados. Outubro foi um mês comprido, exaustivo, e sem grandes tempos para navegações na net e tomar melhor conta deste espaço. De Novembro aliás, a única diferença que para já se prevê é o dia a menos…

E tanto tem havido para dizer neste mês das primeiras chuvas. Outubro em Tomar é mês de Feira de Santa Iria, este ano a “melhor de sempre”, anunciou-se… Deve-me ter escapado alguma coisa.A feira que se tentou realizar num baldio em marmelais, o que não aconteceu essencialmente por recusa dos feirantes, e que agora, pelo que li ontem transversalmente das declarações do vereador ao Cidade de Tomar, está para ficar no lugar em está – e onde sempre esteve. Quem tinha razão sobre as experimentações avulsas e irreflectidas?
Acabou por haver uma alteração na feira este ano, a passagem da “feira das passas” da Rua dos Arcos para a Praça da República. Não deixa de ser um truque, uma forma artificial de dar a ideia de mais visitantes, ao colocá-la num sítio de maior passagem ao fim-de-semana e à noite. Mas é um truque que se aceita e é pouco relevante, afinal a verdadeira feira das passas ou frutos secos, como tanta coisa em Tomar, há muito que migrou para Torres Novas.
Há outros pormenores que me afligem por vezes até mais porque demonstram mentalidades. Pequenos pormenores, como transportar músicos pimba de limusina para os concertos da feira. Provincianismo pedante do mais bacoco que se encontra. Quero lá saber se for exigência de contrato, não seria eu a assinar tal coisa. Quem é que paga estes disparates?!

Por falar no vereador Ivo Santos, ontem ao chegar a Tomar e ligando o rádio para ouvir notícias da terra, apercebo-me que este divide na rádio Hertz um espaço de opinião e comentário (espaço que já ocupei, diga-se) de duas horas semanais com repetição com o já assumido, (ou assumido à pressa na semana em que o PS decidiu o seu) “obviamente candidato” Pedro Marques.
Hum,… não?!, estão a achar estranho um assumido candidato a presidente de câmara ter tal palco num órgão de comunicação social?! Só se não forem de Tomar ou totalmente desatentos…
São as tais questões da transparência e da hipocrisia. Noutros países nestas coisas mais evoluídos, como a França ou os EUA, cada orgão de comunicação social assume divulgando, e bem, qual o candidato que apoia, não se faz de conta nem se tenta ludibriar os cidadãos.
Por cá, não acontecendo isso, há quem se esqueça dos mais elementares princípios de bom senso, da Democracia e já agora mesmo sabendo que há quem lhe ligue pouco, da Lei.

Bom, agora sobre coisas sérias, pelo mundo, está tudo à espera dos resultados das eleições da próxima terça-feira nos USA, e já agora, que efeitos isso tem na crise. Por mim, já o disse e não estranho, venha Obama, mas ganhe quem ganhar terá sempre um problema: será sempre um americano.

Por cá, diz que também há crise, mas pelo menos por Lisboa continuo a ver restaurantes cheios, pessoas carregadas de sacos das compras, e miúdos com ASE (apoio social escolar) mas a quem não falta o (ou os) telemóvel, entre outros tantos sinais.
Além dos habituais, como os meus colegas professores, quem diz que está agora muito descontente são os militares. Parece que também dizem que a crise não pode ser sempre para os mesmos – curioso como certas frases de ordem conseguem colar tão bem língua portuguesa!
Ontem cerca de 100 graduados juntaram-se, ao jantar suponho, depois do ex-chefe de Estado Maior Loureiro dos Santos ter insinuado que podia vir aí uma revolução, e ontem mesmo o “capitão de Abril" Vasco Lourenço agora coronel bateu na mesma tecla. A ideia da revolução é engraçada, trazia alguma animação à coisa, mas do que conheço dos quartéis, não sei se a coisa vai lá com super bock’s e playstations.

Bom, não se pense que não simpatizo com a sua causa, se há coisa onde o Governo em nome de todos nós deve investir é nas Forças Armadas que tanta falta fazem ao país, e de facto, os oficiais que tanto trabalham, que se reformam tão tarde e ganham tão mal, boas razões têm para se queixar…

E por agora – conforme o caso, noite longa de Bruxedos, ou alvorada de dia de todos os santos, precedência por isso da tarde de São Nunca – a prosa vai longa, e já se ganhou apetite para o pequeno almoço, talvez seja hora de ir aos bolinhos. Bom fim de semana.

questões de tom

bem humorada contribuição do P.A.

Não se trata de tom racista que por aqui não encontra eco, mas apenas de tom humorístico.
Acho que esta que já tinha chegado há umas semanas ao e-mail, está simples e deliciosa, e eu que se pudesse votaria em Obama, acho que com nível se pode brincar com coisas sérias.

quarta-feira, outubro 22, 2008

e o culpado da crise é...

"não sei, estava por aí... eu?, não, não, eu nada tenho com isso..."
acutilante contribuição de JBV

sexta-feira, outubro 17, 2008

As nossas contas

Para quem quer saber mais sobre o Orçamento de Estado, tudo o que se diz, em qualquer lugar da net e actualizado ao segundo, é ver em:

http://orcamentoestado2009.info/

leituras intemporais II

"Que homens estes cuja alma pertence apenas à etiqueta e cuja única preocupação, durante anos e anos, é encontrarem meio de ocupar à mesa um lugar melhor!
Estas futilidades dão-lhes tanto trabalho que lhes não chega o tempo para pensar nas coisas sérias da vida. (...)
Esses insensatos não compreendem que não é o lugar que dá distinção, não vêem que aquele que o ocupa desempenha raras vezes o primeiro papel. Quantos reis são governados pelos seus ministros! Quantos ministros são governados pelos seus secretários! E, assim, qual deles é primeiro? Na minha opinião, é aquele cujo espírito domina o dos outros e que possui bastante engenho ou astúcia para dirigir as faculdades e as paixões deles, de maneira a servirem o bom êxito dos planos que concebeu."

no "Werther", de Johann Wolfgang von GOETHE

leituras intemporais

"E exclamei com ímpeto:
- Ainda se, ao menos, cada um de nós pensasse todos os dias: «Não tens sobre os teus amigos outro poder que não seja o de não perturbar na sua alegria, aumentando a felicidade que partilhas com eles. Acaso sabes se, quando as suas almas forem torturadas pelo desespero ou despedaçadas pela dor, poderás dar-lhe o mais ligeiro alívio? E quando um dia, a mais terrível enfermidade, a última, atingir a infeliz criatura a que a tua mão abriu prematuramente a cova; quando nela desaparecer, o olhar sem vida cravado no céu, o suor da morte a banhar-lhe a fronte descolorida, e tu, junto do seu leito como um criminoso condenado, reconheces, mas já tarde, que nada podes por maior que seja o teu poder, então despedaçado pelos remorsos, darias tudo para comunicar à pobre vítima votada à destruição um lampejo de coragem e de vida!...»"

no "Werther", de Johann Wolfgang von GOETHE

terça-feira, outubro 14, 2008

se alguém o disse melhor, porquê falar?

Além-tédio

Nada me expira já, nada me vive
Nem a tristeza nem as horas belas.
De as não ter e de nunca vir a tê-las,
Fartam-me até as coisas que não tive.

Como eu quisera, enfim de alma esquecida,
Dormir em paz num leito de hospital...
Cansei dentro de mim, cansei a vida
De tanto a divagar em luz irreal.

Outrora imaginei escalar os céus
À força de ambição e nostalgia,
E doente-de-Novo, fui-me Deus
No grande rastro fulvo que me ardia.

Parti. Mas logo regressei à dor,
Pois tudo me ruiu... Tudo era igual:
A quimera, cingida, era real,
A própria maravilha tinha cor!

Ecoando-me em silêncio, a noite escura
Baixou-me assim na queda sem remédio;
Eu próprio me traguei na profundura,
Me sequei todo, endureci de tédio.

E só me resta hoje uma alegria:
É que, de tão iguais e tão vazios,
Os instantes me esvoam dia a dia
Cada vez mais velozes, mais esguios...

Mário de Sá-Carneiro
Edvard Munch - o grito

domingo, outubro 05, 2008

quarta-feira, outubro 01, 2008

dia mundial da música

e aqui algures, as artes são mais interessantes quando se associam, pelo que a data se assinala juntando-lhe a pintura e a dança...

Jack Vettriano - O Mordomo Cantor

fotolândia

Bom, hoje há greve, e já se sabe, quando há greve de funcionários, as escolas em Lisboa só raramente atingim os mínimos para estar abertas. Não foi como é costume, o caso da minha.
De jeito que até há uns minutinhos para vir à net.
Ora, não me apetecendo falar de coisas sérias, e mais para chatear aqueles dois ou três "anónimos" que acham que eu viajo muito (como se fosse verdade) e que não percebem como tenho tempo (arranjem um organizer!), tenho de lembrar a galeria de fotos ali ao lado, disponível desde o início desta versão 3 do algures, mas para a qual não havia ainda chamado a atenção.
Ali, sem pretensões de "artista" mas mais para meu arquivo, estão algumas fotos de alhures, às quais outras com tempo irão sendo adicionadas.




terça-feira, setembro 30, 2008

uma pausa

Doze Moradas do Silêncio

Envolver-me
na mais obscura solidão das searas e gemer
Amassar com os dentes uma morte íntima
Durante a sonolência balbuciante das papoulas
Prolongar a vida deste verão até ao mais próximo verão
para que os corpos tenham tempo de amadurecer

...colher em tuas coxas o sumo espesso
e no calor molhado da noite seduzir as luas
o riso dos jovens pastores desprevenidos...as bocas
do gado triturando o restolho....as correrias inesperadas
das aves rasteiras ....

e crescerei das fecundas terras ou da morte
que sufoca o cio da boca.....
....subirei com a fala ao cimo do teu corpo ausente
transmitir-lhe-ei o opiáceo amor das estações quentes.

Al Berto

chamar à atenção

José Leones Lima tem 52 anos, é paraplégico com 80% de incapacidade, mas em Agosto de 2007 e 2008 cruzou Portugal de Norte a Sul em cadeira de rodas, protestando ao longo de quase 900 km pela vergonhosa falta de igualdade de oportunidades em que os deficientes Portugueses são obrigados a sobreviver.
Ao longo do país tentou sensibilizar a sociedade para a vertente dos desportos adaptados como forma excelente de inclusão e de participação na vertente activa.
Agora, todos podemos conhecer os detalhes dessa aventura, adquirindo um exemplar da sua nova obra "De Norte a Sul " um livro sobre a viagem de 2007. Disponível para venda está também o seu romance "O Doce Amargo da Conquista".

Qualquer das obras tem o valor de 14,00 euros, acrescidos dos gastos de envio via CTT e podem ser pagos à cobrança. De salientar que o Autor sobrevive exclusivamente com a venda dos seus livros e que é através da sua venda que poderá assegurar ainda a continuidade do treino para os jogos paralímpicos de 2012 em Londres.

Para adquirir qualquer uma das obras acima referidas deverá contactar o autor por um destes meios: José Leones Lima E-mail: geral@editalivros.com Telemóvel: 969 268 970 Telefone: 258 838 078 Morada: Av. 25 de Abril, 105, R/C Dto., Monserrate - 4900-496 Viana do Castelo.


Links interessantes:
http://vpcr.planetaclix.pt/ (site do clube VPCR - Volta a Portugal em Cadeira de Rodas) http://webleones.home.sapo.pt/ (site do autor)
http://www.editalivros.com/ (site da editora)

terça-feira, setembro 23, 2008

e se o importante não fosse passar ou reprovar?...


«Gostaria de encontrar aquela professora que, quando eu era pequenino, chamou a minha mãe a uma reunião e lhe disse que eu nunca seria ninguém na vida.» (MICHAEL PHELPS)

A citação usa-a Santana Maia-Leonardo no artigo que escreve no seu blogue para defender a sua tese de abolir as reprovações no ensino. Ora, como isso é também o que há muito defendo (e ainda que a mentalidade portuguesa talvez não esteja preparada para tal, muito tem sido alterado, a custo é certo, nos últimos anos), e o autor me tenha enviado o artigo, aqui dele faço referência desde já defendido pelo facto do autor ser um reputado militante do PSD.
Sim, porque agora parece que não posso concordar com nada do Governo ou do PS, ou serei acusado de seguidismo ou pior. EU, "seguidista" vejam bem!!!

o artigo não publico mas está aqui
(http://sol.sapo.pt/blogs/contracorrente/archive/2008/09/19/AS-REPROVA_C700D500_ES.aspx)

nostalgia

Como não tem havido tempo nem vontade, nem agora de fugida igualmente me apetece escrever, aqui fica, maravilhas do copy paste e das centenas de e-mails que me invadem a caixa, um pedaço de nostalgia para os "velhos trintões".

As Fábulas da Floresta Verde: http://youtube.com/watch?v=5fQsYbH5Wb8
A Corrida Mais Louca do Mundo: http://youtube.com/watch?v=qGxCTHhR4M4
Conan, o Rapaz do Futuro: http://youtube.com/watch?v=HNp04YnBqu0
As Misteriosas Cidades de Ouro: http://youtube.com/watch?v=9T9C1rnO8ng
TV Rural (A pérola onde se baseou o Herman José): http://youtube.com/watch?v=gFLnrWPw8Bk&feature=related
Gente Fina é Outra Coisa: http://youtube.com/watch?v=IzCVQ0IFxls
Twin Peaks: http://youtube.com/watch?v=7oDuGN6K3VQ&feature=related
Publicidade:
Restaurador Olex ('um preto de cabeleira loira ou um branco de carapinha não é natural'. Lindo!): http://youtube.com/watch?v=hAPes7l87os
Planta (o anúncio com a 'Lambona'): http://youtube.com/watch?v=wcaFAhVAqw8
Bic Laranja, Bic Cristal: http://youtube.com/watch?v=hhI3ibqfjhA

e para o final...
Vitinho: http://youtube.com/watch?v=maWsN_XsamQ

quinta-feira, setembro 11, 2008

publicidade

Porque aqui algures a questão não é a de saber se a opinião é diferente, mas se ela é séria e sentida, aí ficam os links para dois novos blogues tomarenses filhos de mesmo criador.

http://tomar-sentido.blogs.sapo.pt/
http://partidocomunista.wordpress.com/ (não oficial)

se a moda pega...

"Ministério Público defende nulidade do licenciamento do W-Shopping

O Ministério Público (MP) junto do Tribunal Administrativo e Fiscal de Leiria pede a nulidade das deliberações da Câmara de Santarém que permitiram a construção do W-Shopping e o licenciamento do empreendimento por várias violações ao Plano Director Municipal (PDM). Nesse sentido o magistrado do Ministério Público, António Gonçalves, fez seguir uma acção administrativa especial que vai agora ser apreciada pelo tribunal. Juristas contactados por O MIRANTE dizem que, em alguns casos idênticos, foi decidido demolir parte ou a totalidade dos edifícios. (...)" (toda a notícia no mirante online )


Esta notícia chamou-me a atenção por dois motivos:
primeiro, porque em Tomar também andou por aí uma ideia estapafúrdia de colocar um centro comercial no centro da cidade, o que a acontecer como a câmara tentou, seria muito pior que este em Santarém porque, entre o mais, obrigaria à demolição do mercado municipal; seria construído junto ao rio; traria graves problemas de trânsito, entre outros; teria uma volumetria absurda, muito maior e mais desenquadrada que este de Santarém que visualmente até nem choca muito.

segundo, porque se pegasse a moda de demolir coisas mal feitas ou mal autorizadas, há por aí "alguns" senhores ex-presidentes de câmara, que ao invés de serem tão afoitos a invocar a honra, teriam de começar a falar de responsabilidade...

longevidade

Ontem fez 115 anos Maria de Jesus, a jovem mais antiga da Europa, e se não estou em erro, a segunda do mundo, e que reside cá neste concelho também provecto.
notícia n'o templário online

Não é novidade a senhora ser notícia, tem-no sido em muitos orgãos de comunicação social incluindo televisão, mais ou menos uma vez por ano desde há alguns. Confesso no entanto que essa repetição anual das notícias do seu aniversário, me dá a sensação de andarmos a fazer uma espécie de contagem terminal, assim a jeito de quase apostarmos para quanto falta ainda para... enfim, a notícia definitiva.
É aliás o que sinto também sempre que se fala do "cineasta mais velho do mundo", Manoel de Oliveira. «Faz cem anos este que passa e ainda em actividade...»

alta competição vs. amadorismo

Segundo notícias recentes, os atletas olímpicos esgotaram os 80000 preservativos ao seu dispor na aldeia olímpica...
Aquilo é que foi bater recordes!

Por outro lado, uma jovem norte-americana de 22 anos está a leiloar on-line a sua virgindade para pagar o mestrado, esperando conseguir algo como 1 milhão de dólares.
E olhando para a foto dela até quase acredito que esteja há 22 anos à espera... quase.

domingo, setembro 07, 2008

a velha mentalidade

Esta semana, o primeiro-ministro e a ministra da educação estiveram em três escolas de Lisboa entre as quais aquela onde lecciono. Aí reafirmando a "prioridade na educação", anunciaram uma série de medidas que considero muito positivas, passando por exemplo pela requalificação de cerca de 100 escolas, num global de 400 milhões de euros na educação até ao final do mandato.
Uma série de coisas que em especial os professores sempre reinvidicam: edifícios escolares apropriados e bem apetrechados, computadores em todas as salas e outros etecéteras que permitam enfim, melhor qualidade e motivação no ensino.

Pois discutindo o assunto mais tarde com alguns colegas, as reacções eram diversas, ainda que globalmente positivas. Logo havia quem dissesse que não seria concretizado, que é só fachada, ou que o problema da educação não é dinheiro (e não é apenas, mas também!), e que o que se está a fazer pouco interessa...
Bom, o costumeiro jeito português de desvalorizar tudo o que se faça, mesmo que o tivéssemos pedido momentos antes, e o igualmente tão português desconfiar de tudo, e então vindo d0 Governo...

foto e desenvolvimento da notícia no PUBLICO.PT

notícias pertinentes

Na capa d'O Templário desta semana com desenvolvimento no interior, aparece a Daniela (minha ex colega desde pequena na banda filarmónica da Gualdim Pais), jovem tomarense que venturosa, foi no ano passado para Manchester a fim de estudar um curso que em Portugal não existe: Engenharia Acústica.

Se por vezes (ou muitas…) critico O Templário e outros jornais por não publicarem ou darem tratamento duvidoso a notícias que entendo pertinentes, também não fica mal fazer o contrário quando se impõe. Notícias como a da Daniela, são importantes estímulos para muitos cidadãos e portanto carregam também um carácter pedagógico que a um órgão de comunicação social, entre o mais igualmente se exige.

memórias boas dos Bons Sons

Embora já com duas semanas de atraso, não podia deixar de comentar a 2ª edição do Festival Bons Sons em Cem Soldos. Boa música, bom espírito, e provavelmente bom “negócio”. Parabéns!Só pude estar no sábado, mas valeu muito a pena. Lá estava “meio” concelho e muita gente de fora.
Além de muito mais, ali se FEZ cultura. E se a muitos era esperado por imperativo, ter ouvido dizer coisas como «Que grande lição para a Câmara», foi ainda mais interessante ouvi-lo dizer de pessoas oriundas do partido que a sustenta. Bom sinal, abrem-se os olhos.

Parabéns por isso uma vez mais para o SCOCS, seus dirigentes e todos da organização pelo espírito laborioso, imaginativo e sem medo do risco, e para toda a aldeia pelo seu carácter sempre jovem e dinâmico, predicados que tanta falta fazem a este concelho.

info cultural

O templário Castelo de Almourol tem um interessante site que deve ser visitado.

Entre outras as coisas, um pequeno vídeo que embora tendensioso (sem referir por exemplo onde era a sede da Ordem), sintetiza para leigos a Ordem dos Templários relacionando-a com Almourol merecendo assim o seu visionamento.

domingo, agosto 31, 2008

os olhares do vereador

O vereador da Câmara de Tomar, Carlos Silva, como eu um apaixonado da fotografia, é um dos utilizadores do reputado site 'olhares'. Lá é possível encontrar "olhares" seus, maioritariamente sobre Tomar mas também sobre outras paragens. São já vários e a aumentar todos os dias.

aqui: www.olhares.com/carlospiedadesilva1

sexta-feira, agosto 29, 2008

o nosso presidente


Ontem fez-se história lá pelos states. Barack Obama foi nomeado candidato Democrata à presidência dos EUA, o primeiro afro-americano de sempre.
Por mim, espero que tenha sido apenas o primeiro momento dum feito muito maior a acabar dia 3 de Novembro, até porque o que está em causa não é apesar do feito, a cor da sua pele, mas o que pode fazer pelo seu país e pelo mundo.
Como alguém dizia, todos devíamos votar no presidente daquele país, afinal, as suas decisões afectam-nos a todos.

o rei

O rei da pop fez hoje 50 anos, no mesmo mês em que a rainha Madonna completou igual idade. Já vão de facto uns anos desde que, miúdo, me deliciava ao som de Billie Jean ou Who's Bad, entre muitas outras, ou delirava a ver os passos dançados de Moonwalker.
Mickael Jackson transformou-se ele próprio num thriller, o que talvez se deva ao facto de ser uma estrela desde os cinco anos de idade, ter começado a carreira aos toques de cinto do pai e mentalmente não aparentar ter envelhecido muito mais.
Seja como for, aquele que detém ainda o albúm mais vendido de sempre, entre outros recordes, é sem dúvida um marco na música, tendo revolucinado por exemplo, a forma como eram naqueles anos 80 e a partir daí, feitos os videoclips que passaram a ser muito mais do que apenas um músico ou uma banda a tocar

quarta-feira, agosto 27, 2008

sabedoria

Esta também vai especialmente dedicada à má língua dos anónimos dos blogues tomarenses

«Quando falares procura que as tuas palavras sejam melhores que o teu silêncio.»
(provérbio indiano)

"A minha próxima vida" de Woody Allen

«Na minha próxima vida quero vivê-la de trás para a frente. Começar morto para despachar logo esse assunto. Depois acordar num lar de idosos e sentir-me melhor a cada dia que passa.
Ser expulso por que estou demasiado saudável, ir receber a pensão e começar a trabalhar, receber logo um relógio de ouro no primeiro dia.
Trabalhar 40 anos até ser novo o suficiente para gozar a reforma.
Divertir-me, embebedar-me ser de uma forma geral promíscuo, e depois estar pronto para o liceu. Em seguida a primária, fica-se criança e brinca-se.
Não temos responsabilidades e ficamos um bébé até nascermos.
Por fim, passamos 9 meses a flutuar num spa de luxo com aquecimento central, serviço de quartos à descrição e um quarto maior de dia para dia e depois Voila!
Acaba como um orgasmo! I rest my case

pertinente contribuição de Dina Lopes

utilidades

Para quem necessite, aqui fica uma sugestão de procura.
Especialmente dedicada à malta que tem tempo para passar dias inteiros na má-lingua dos blogues tomarenses.

http://www.maisemprego.pt/

info cultural

Duas séries de posts em blogues tomarenses acabaram recentemente e valem uma visita. Sobre a nossa Mata Nacional dos Sete Montes no nabantia, e sobre o também "nosso" Regimento de Infantaria 15 no Tomar, a cidade.

segunda-feira, agosto 25, 2008

Alguém sabe quem é?... dois anos depois.

Há uns tempos que não me debruço sobre a actualidade nabantina, e em rigor também não há muito para falar, como aliás é mais ou menos hábito.

E o assunto que me leva agora a fazê-lo em verdade não o merece, alguns me dirão com muita razão que nem deveria falar dele. Mas coisas há que me impedem de conter. Falo do folhetim dos paralelos da política, onde um convicto Luís Ferreira e um aflito Pedro Marques se têm digladiado com algumas palavras, e sobre o qual assistimos a uma malograda réplica na semana que passou, num artigo do senhor Pedro Vasconcelos no jornal O Templário – o que não é bem novidade e já noutro tempo me obrigou a escrever (Alguém sabe quem é... ).

O senhor Vasconcelos devia ter vergonha, mas há muito deixei de me iludir com a Ética que dos outros espero – de alguns ao menos. No caso deste senhor há já alguns anos que eu sei que não tem. E que ilustre personagem foi o vereador Pedro Marques escolher para seu advogado de defesa. Não é de estranhar, desde os tempos em que mesmo tendo perdido eleições contra o homem que agora acusa de “frustrado” e de quem diz não merecer “o mínimo de respeito de ordem política” (Luís Ferreira), esse que foi ainda assim, de espírito democrático quem depois de o ter vencido o convidou para o Secretariado do partido, que é diga-se, como que o governo do mesmo, e este aceitou para depois continuamente passar informações a outros, que Vasconcelos está habituado a fazer jogo sujo contra o PS. Já na altura mostrava pouco achego à inteligência, pois cedo percebendo nós o que se passava, rapidamente as informações que levava, eram exactamente as que queríamos que levasse.

E já agora senhor Vasconcelos, eu sei que já mostrou pouca capacidade de aprendizagem, mas aceite esta dica, que nem tem muito a ver com o facto de escrever mal, mas com o conteúdo do que escreve: leia bem as coisas antes de as escrever, ou peça a alguém para as ler. Alguém que acaba um texto com um «Descanse em paz. Até breve» estará a precisar de ajuda especializada?

O senhor Vasconcelos que é um dos “anónimos” dos blogues tomarenses (percebem tão pouco disto que pensam mesmo que são anónimos), é um daqueles exemplos tomarenses de alguém que sofre do complexo de achar que o seu sobrenome é muito importante, e lá no fundo perceber que está aquém da responsabilidade; é o senhor que tentou fazer uma espécie de compra de um lugar de vereador; o mesmo senhor que acha possível concorrer contra o partido onde militava e continuar a dele fazer parte, entre várias outras inenarráveis situações.
Aliás, não se percebe, este senhor que Marques e os “anónimos” usam para poder dizer que havia na altura entre os dirigentes do PS quem quisesse que o candidato fosse esse senhor do passado, não foi capaz de o propor no local próprio. Ele estava tão tão convicto da mais-valia de Pedro Marques, que só foi ter com ele, quando a Comissão Política do PS não o votou – a ele Vasconcelos – para o lugar que queria. Bizarro não? É o que se chama uma estranha conjugação de interesses. E que espírito democrático e de entrega ao colectivo que este auto intitulado “camarada” revelou demonstrar!

Bom, já que estamos nisto sejamos mais amplos; havia mais uns 4 ditos socialistas entre os apoiantes de Pedro Marques – o que em quase 400 militantes em Tomar, comprova o forte apoio que Marques reivindica! – e outro deles também há muito que merece e leva já agora por tabela. Chama-se José Neto, foi meu professor há vinte anos trás, e é outro dos “anónimos” dos blogues. O seu filho que também fez parte dessa lista, foi cerca de um ano meu colega de escola e alguns meses de casa no ensino superior, e este fundamentalista (no pior que a palavra pode significar, porque só assim se podem explicar algumas atitudes) apoiante de Marques gosta de, com alguma frequência, vir “anónimo” para os blogues contar um conversa descontextualizada e desvirtuada ocorrida entre mim e o seu filho na altura da campanha de 2005, obviamente dessa conversa só revelando o meu nome. Mais do mesmo, é preciso ter muita lata e das duas uma, ou uma total alienação da realidade ou mesmo alguma falta de amor-próprio (ou pelos próprios), porque se eu me pusesse para aqui a contar histórias, essas sim com todo o contexto e assinadas por baixo… Enfim, falta vergonha.

São senhores como estes que, tendo ouvido dizer dumas palavras como credibilidade e seriedade que ficavam bem, depois as reivindicam aos dirigentes do PS porque não sabem o que fazer com elas. São aliás, senhores como estes, que vêm para os blogues a coberto do anonimato, chamar todos os nomes, inventar todas as situações, julgando que tal nos afecta ou ofende. O vosso problema meus senhores, é que os actuais dirigentes do PS em Tomar, a começar por mim, não se afectam ou ofendem por qualquer disparate dito por frustrados com o complexo da rejeição. O vosso problema, é que os dirigentes do PS não fazem insinuações e outras maquinações "anónimas”.
Os dirigentes do PS em Tomar, podem até ser pouco conhecidos, podem até não ter currículos de exposição mediática, mas ao contrário do que vós exortais e é isso que vos irrita e não entendem, são impolutos, incorruptíveis, não cedem a pressões venham elas donde vierem, traçaram um caminho que pode até estar errado mas é o seu (e este seu é muita gente), têm a certeza e a força das suas convicções, dos seus ideais, das suas capacidades, do que ambicionam para Tomar e para o PS, e só estão disponíveis para abandonar a luta quando eles mesmos o decidirem.

Quem não deve nem teme, no que trata de “ligar alguma” a uma espécie de seres sem valores, só faz mais que ignorar ou ter pena, como quando no caso essas frustrações transbordam em muito o limite da sua própria flagelação, e se torna imperativo avisar por segurança que “eles andam por aí”.

domingo, agosto 24, 2008

Os Olímpicos terminaram...

... e apesar de poderem ter corrido melhor para os lusos, Nelson Évora fez ouvir o hino que não se ouvia há doze anos. Portugal lá ganhou duas medalhas e o Benfica três...

publicade

Pediram, eu faço.

Astrologia em Tomar: http://astrobalance.blogspot.com

sexta-feira, agosto 22, 2008

obras à portuguesa...

... é o que parece ter acontecido com este blogue, pois reinaugurado há mais duma semana, só agora houve tempo e vontade para fazer os acabamentos, o principal deles os comentários, uma vez que o blogue não estava a querer aceitá-los. Mas cá estão finalmente.

E por falar em comentários, ao último artigo que escrevi para o jornal "Fazer bem faz mal", que está uns posts mais abaixo, três comentaristas responderam ao desafio e escreveram quase tanto como eu no artigo, que sinto dever-lhes resposta. Como além disso passou algum tempo, faço-a aqui mesmo na página frontal do algures.

Sucintamente só algumas questões. Primeiro, caro Francisco Santos, ninguém me pede, pelo menos da forma como alvitra, para escrever sobre isto ou aquilo, ainda que cidadãos anónimos por vezes me sugeriam assuntos, que eu ainda assim raramente sigo, até porque só escrevo quando quero e não é assim com tanta regularidade. E não, não me pagam por escrever em qualquer jornal, mas é normal a confusão. Há muitos a pensar que sim.
Depois, não sei bem que responder ao seu comentário uma vez que ele é muito incoerente: ora me acusa de escrever "um hino à estupidez", como depois diz que sou "alguém com grande vontade de mudar as coisas"...
Francisco, isto lhe posso dizer, quase tudo o que escrevo tem um fim último, tentar levar aqueles que leiam, a pelo menos para si mesmo, fazerem uma análise crítica ao que se passar à sua volta. Já era muito bom. E sublinho sempre isto: criticar não significa apenas dizer mal.

Depois, caro Virgílio Alves, eu concordo com quase tudo o que diz, grande excepção feita às conclusões e a uma outra situação. Por exemplo, concordo absolutamente com a introdução do Inglês no primeiro ciclo; globalmente acho que nunca se fez em Portugal reformas tão profundas ainda que em muitos caso fosse preciso mais. Será sempre preciso mais.
Não posso de forma alguma concordar com a ideia fácil mas falsa de que os governos do pós 25 de Abril foram maus e a ideia a essa inerente, de que o Portugal de antigamente é que era bom, aí é que se geria bem, aí é que não havia "tachos", nesse tempo é que é que era bom viver... Sim eu nasci já em Democracia, e não tenho qualquer dúvida, por muito que tenham havido governos melhores ou piores, que uma pequena mas séria análise prova o contrário de qualquer teoria semelhante a essa.
E depois Virgílio, respeito a sua provável militância, mas não esqueça que o PC também já foi Governo por um tempito, e bem sei que eram tempos difíceis, mas parece que não correu lá muito bem.
Acha mesmo que se tivéssemos o PC ou o BE no Governo - acredito que fosse diferente - mas seria melhor?

Por fim, caro João Passos, também concordo com muito do que diz e partilho de alguma da sua utopia, mas há coisas que não são realizáveis, como acreditar que pode, ao menos por muitos anos ainda, existir Democracia sem partidos. Os partidos são com todas as suas vicissitudes, espaços de ideologia, espaços reconhecidos, com regras, e ainda que com falhas, espaços onde se faz seriação de pessoas, ao nível da sua competência, credibilidade, seriedade, etc.
Muito mais em risco coloca a Democracia esta moda de se dizer mal da política, dos políticos e dos partidos apenas porque sim, porque é "normal" dizer-se. Muito mais em risco coloca a Democracia, essas modas "independentistas" onde projectos pessoais, sem qualquer controle ou os predicados que enunciei para os partidos, seguras apenas por uma espécie de mediatismo independentemente das razões que o criaram, que permitem que uma só pessoa possa desvirtuar todo o que é o normal equilíbrio democrático numa qualquer comunidade.
E mesmo para acabar João, achar que os computadores portáteis ou o Simplex são "sinais de má gestão e administração" é, para ser gentil, não querer encarar o mundo em que vivemos, não será?

quinta-feira, agosto 21, 2008

coisas nossas

As coisas curiosas que aprendemos sobre nós enquanto povo, quando lemos umas coisas. Todos sabemos ou ao menos vamos dizendo, que este nosso "jeitinho" de ser português não é de agora, há muito que andamos a apurá-lo. A mim fascina-me descobrir novas coisas sobre este melting pot que é o "português".

Por exemplo, todos já ouvimos falar em moçárabes, e para não sabe quem fossem, eram os cristãos que, quando os árabes dominavam boa parte da península ibérica, se convertiam ou fingiam converter à religião muçulmana. Bom, mas as razões que levavam a essa conversão não teriam propriamente a ver com religião, é que os católicos pagavam impostos, e os muçulmanos... não.

Ainda derivado da religião, mas agora no campo da linguagem, também sabemos que há expressões que usamos que vêm desses tempos, como o "oxalá", mas outras porém têm proveniências mais insuspeitas, como o "se deus quiser". Diríamos que é uma expressão provinda do forte peso da igreja católica, certo? Errado!, é ao islamismo que ela se deve, e é no alcorão que se pode ler, versículos 23 e 24, capítulo 18: "E nunca digas de alguma coisa, sim, fá-la-ei amanhã, sem acrescentar: se Deus quiser."

Outra interessante é a teoria de que o tão conhecido sebastianismo português, o mito do desejado, aquele que virá para nos salvar e levar à glória, não é mais que uma apropriação adulterada provinda da enorme influência do judaísmo em Portugal. Afinal o cerne da religião judaica é a espera do messias...

quarta-feira, agosto 13, 2008

novo rosto

Depois de algumas promessas, cá está ainda pintado de fresco e a precisar de uns retoques aqui e ali, a nova cara do algures aqui.
Mais leve, permitindo uma leitura mais fácil, fresco, um pouco ao jeito do verão.
Uma das novidades é a listagem de etiquetas ali ao lado, que permite uma pesquisa por temas, de assuntos no blogue. Claro que entretanto terei que etiquetar os posts dos dois primeiros anos do blogue, quando tal coisa não existia.
Entretanto, ainda não há comentários disponíveis uma vez que o novo sistema do blogger não permite com facilidade o sistema de comentários antigo do algures, mas lá encontrarei uma solução.

terça-feira, agosto 12, 2008

sexta-feira, agosto 08, 2008

8.8.08 Olímpica




Daqui a alguns minutos, quando por lá forem 8h08, começam em Pequim os 29ºs Jogos Olímpicos da era moderna, e Tomar está mais uma vez representado na modalidade de trampolins, desta vez pela Ana Rente, a primeira portuguesa na modalidade.
Dia 16 pelas 4h será a sua primeira eliminatória.
Não tem que trazer uma medalha, mas ninguém se chateava...
Força ANA, Bom Trabalho!

Fazer bem faz mal

artigo publicado (com letras pequeninas :), no jornal Cidade de Tomar de hoje.

Nitidamente o Governo da República está amaldiçoado, é que esta coisa de decidir e fazer só trás chatices. Pronto, uma boa parte das pessoas que por acaso tivesse começado a ler este texto, acabou já aqui, na primeira linha; «ora, se este tipo está a dizer que o Governo decide e faz coisas não é bom da cabeça… Ah!, pois, é do PS, só podia!»
Contudo, para você que está disposto a conceder o benefício da dúvida, continuemos.
Inicio estas palavras a propósito da última que me chegou ao e-mail. Para os que não estejam totalmente embrenhados nas férias e demais delícias de verão, e salvem algum tempo para acompanhar as notícias, terão certamente ouvido falar no “Magalhães”. Sim, o computador portátil português, produzido em Matosinhos, que cria riqueza, postos de trabalho e afins, que o Governo vai distribuir a 500 mil alunos do 1º ciclo, e que vai muito provavelmente ser também exportado para o resto do mundo.
Se isto não é o Choque Tecnológico, não sei então o que possa ser; permitir aos jovens desde bem cedo a manipulação destas tecnologias que passarão para eles a ser tão banais como para mim era andar de bicicleta, apostando ainda no desenvolvimento nacional destas tecnologias com tudo o que tal acarreta.
Porém claro, já circula na internet que «é tudo uma intrujice», que «é um erro geracional», que esse computador «não é nada revolucionário», que não, não se está a desenvolver nacionalmente esta indústria, e os “por aí fora” do costume. Que dizer?!
Aliás, o mesmo aconteceu no “programa e.escola”, quando o Governo inundou o país com computadores portáteis, não só permitindo a sua aquisição a muitos alunos que não o poderiam ter ou aos professores que por prática imposição profissional dele necessitam, mas igualmente obrigando à óbvia descida de preços dos demais, logo se ouviram os «Ui, porque não são topo de gama, porque se vende gato por lebre, porque se tem de pagar o serviço de internet…» Enfim!
Mas continua. O Governo, no âmbito do “Simplex”, colocou muitos serviços totalmente disponíveis através da internet, investe nas Lojas do Cidadão (em Tomar não temos que a Câmara não quer, vá-se lá perceber!) e nos balcões únicos, como este último o “Casa Pronta”, a partir do qual num só balcão e duma vez, o cidadão pode tratar de toda a papelada relativa à compra de casa. Claro que para tudo isso se vai dizendo «mas como é que pode ser, que isso é lesivo dos interesses e vão ser enganados e não estão protegidos e blá blá blá».
Se cria o “Novas Oportunidades”, para chamar alunos jovens que saíram da escola demasiado cedo, e outros a quem não foi permitido estudar, também para qualificar a experiência adquirida, «Ai senhor, porque se está a banalizar o ensino, e a dar diplomas…» Nessa matéria aliás temos o clássico dos exames nacionais, se são fáceis «Ai Jesus!», se são difíceis «Ai nossa senhora!»
O Governo tira o monopólio dos medicamentos às farmácias ou investe nos genéricos, diminuindo os preços, «Epá, cuidado, porque as pessoas vão ser enganadas, não estão protegidas…» Aliás, mesmo agora que se anuncia a diminuição do preço dos genéricos em 30%, lá vêm os senhores das farmácias que não pode ser, que é um risco e é isto e aquilo…
Durante muito tempo, se foi dizendo que na Função Pública não existia controlo, entrava-se e pronto era só deixar o tempo passar e levar as coisas com calma, os próprios sindicatos diziam que era preciso distinguir os melhores, que era preciso novos mecanismos… pois. Cria-se um novo sistema de avaliação (SIADAP) e pronto «Onde é que já se viu, ter de prestar contas, ser avaliado, seriar as pessoas, só permitir que alguns subam na carreira…»
E tanto mais. O investimento nas energias renováveis que nos coloca no topo da Europa, não interessa. Novas barragens, «Mas para quê que desperdício! Que megalomania!». Portugal vai ser plataforma mundial do lançamento em massa do carro eléctrico, «Oh, ganhem juízo, isso nunca vai acontecer, nem interessa nada!»
Antes não havia fiscalização, era tudo “à vontade do freguês”; cria-se a ASAE que trabalha a sério, e pronto, é a “perseguição”, a “falta de respeito e sensibilidade”, o “abuso de poder”. Muitos outros exemplos haveria, mas por agora chega para a conclusão possível: ou nunca estamos bem com coisa nenhuma, ou

Tudo é bom desde que não nos toque no umbigo.

Durante três anos, com Durão Barroso e Ferreira Leite, depois com Santana e sempre com Portas, os portugueses tiverem um Governo que por entre as imensas trapalhadas, a venda absurda de património, a venda por tuta e meia de créditos da Segurança Social, entre outras, sempre a falar da tanga e do combate ao défice, acabou por o duplicar. Antes, durante seis anos o Governo de Guterres, acusado, a meu ver injustamente, de reunir demasiado e decidir pouco. Pois agora, temos um Governo que decide e faz, e no entanto a muitos parece que também não agrada. Confunde-se (sim, se calhar uma vez ou outra com alguma razão), a convicção e determinação de Sócrates com arrogância, e critica-se tudo, na maioria das vezes porque se ouviu dizer, porque é hábito dizer-se, ou totalmente sem saber do que se está a falar. Sim, somos portugueses, o que dizer mais?
Talvez, dizer apenas que, às vezes, o que apetece mesmo é não fazer nada; dá tão menos chatices não é? Ou, no lema confesso de um meu professor de curso, ilustre cronista dum diário nacional, e ex-Secretário de Estado de Cavaco, o que as pessoas no fundo pensam é: “Não te rales não te entales, a responsabilidade vem sempre de cima, e nunca ninguém foi condenado por não fazer nada”.
Ora, bem vistas as coisas, e até porque o antes tão invocado “deus” está cada vez mais em desuso, o que está mais acima é o GOVERNO, seja ele qual for, por isso está bom de ver que a filosofia é simples:

A culpa é sempre DELES. E tudo o que ELES façam, pois já se sabe, está mal feito e é para NOS tramar!

Esta concepção serve para qualquer outra coisa: uma associação, a empresa onde trabalhamos, o chefe seja lá do que for, ou aquele ou aqueles, aquela entidade que em qualquer momento detenha o poder de decisão (hum, até o presidente de um partido…). E esse é afinal o desporto favorito, falar mal, se não de todos, ao menos de quem “manda”. Mas em verdade, em qualquer sociedade, em qualquer comunidade, em qualquer organização, em qualquer sistema humano minimamente estabelecido; ora, até nos animais que se constituem em grupos; sempre tem de existir quem exerça num determinado momento, o poder de decisão, por muito interessante que seja a ideia do consenso e da deliberação colectiva. Onde quer que duas pessoas se juntem, sempre há-de chegar o momento em que têm opiniões diferentes.
E a essa capacidade caro leitor, de decidir entre opiniões divergentes, tomando portanto opções, chama-se Política. Assim, com letra maiúscula, porque é uma arte nobre.
Por mais idealisticamente aprazível que seja a imaginação de uma empresa sem chefe ou sem administração, de associações sem presidente ou direcção, de sociedades sem políticos ou governos, a verdade é que isso não existe. Se tal acontecesse o Homem não teria deixado as cavernas, e a simples assumpção da possibilidade dessa existência é caminho para sistemas, esses sim, de total ausência da partilha de decisão e concentração total da mesma: ditaduras. É para lá que caminharemos se continuar a perdurar e a crescer esta ideia consumada de dizermos que a Política não serve para nada, que os políticos não prestam, que os partidos nada servem e neles não queremos intervir. Essa relutância na participação cívica e política, essa generalizada má vontade para com os que elegemos é a negação da Democracia, e um passo largo para a perca da mesma; esse que talvez não seja o melhor sistema, mas é até hoje o mais perfeito que temos, sem vislumbre de outro.
Esta errada ideia do que é a Política, esta repulsa para com ela, para com os políticos e os partidos, esta permanente depreciação das governações muitas vezes leviana e constituída em desconhecimento, esta escassa vontade de participação e a mitigação das ideologias, a ignorância dos órgãos de soberania, do que fazem como e porquê, e acima de tudo, a não consciencialização da sua imprescindível importância, é também mostra evidente, das lacunas da educação e formação de um povo, do avanço e desenvolvimento cívico e a todos os meios de um país.
Mas contudo caro leitor, você que terá sido dos poucos que leu este texto até ao fim, dir-me-ia muito provavelmente que não tenho razão, e que só o digo porque afinal, também sou desses, dos políticos. Não é verdade?