quinta-feira, junho 05, 2008

Geração de Ideias

Geração livre
"A democracia portuguesa viu nascer uma nova geração de portugueses. Uma geração que tem, e reconhece ter, condições e oportunidades únicas, de que não beneficiaram as gerações anteriores. É a mais capacitada e qualificada da história portuguesa. É uma geração livre, que cresce e vive em paz, liberdade e em democracia, que não se confrontou com guerras, ditaduras ou privações extremas. Esta geração melhorou os indicadores de educação, acesso à cultura e conhecimento científico. Defronta-se com oportunidades de vida, níveis de bem-estar e possibilidades de exercício da cidadania que não têm paralelo em momentos anteriores da nossa história."

Começa assim o manifesto da Geração de Ideias, "uma iniciativa que reúne uma geração com um propósito: gerar ideias capazes de sustentar o processo modernizador do país."

conveniente teoria


veio cair tantas vezes no e-mail, que o melhor mesmo é publicá-lo aqui...
a teoria, de facto, é boa...

quinta-feira, maio 29, 2008

os dias cinzentos

Hoje, vou ter que ficar por Lisboa, e tendo já terminado as aulas por hoje, aqui estou na sala dos prof's a aproveitar um tempinho para pôr alguns email's em dia e também aqui escrever qualquer coisa, que essas coisas de tempo e vontades não têm estado para internet's.

O país anda cinzento, não fosse o verão, que cada vez mais se anuncia fraquito fraquito, o outro tempo, o financeiro também não está fácil, sendo disso a face mais evidente o preço dos combustíveis, como evidente era o ter que acontecer, assim como evidente é que, por algo que atenue pontualmente, a tendência será sempre para agravar. Quando o dizia há uns tempos, chamavam-me maluco...
Portugal não tem dimensão nem meios para fazer frente a isso, e a única forma de atenuar esse crescente problema, é a de reduzir a sua dependência face aos combustíveis fósseis, seja pela procura de outras energias, seja pela diminuição do uso, particularmente do automóvel.
Infelizmente, os portugueses gostam de andar de carro e fazem-no para tudo, às vezes para se deslocarem cinquenta metros. Quando se usa exemplo de outros países, por exemplo para o preço dos combustíveis ou o imposto sobre estes, era bom também que se usasse os exemplos que não dão jeito ver, como a utilização dos transportes públicos ou outros, como a bicicleta.
Em Portugal, é chavão dizer que os transportes públicos são maus... está bem, mas então vão andar de metro em Paris ou Londres a ver se lá é que é bom...
Andar de bicicleta é irrealista? Então mas porque é que em França, na Holanda, ou outros que gostamos tantas vezes de usar como exemplo, se usa tanto esse transporte, será porque têm condições atmosféricas mais atractivas?
Tomar é para isto um bom exemplo. Uma cidade pequena, que não é plana, mas ainda assim com desnível de pouco significado e apenas entre as duas margens, e no entanto a maioria das pessoas usa o carro nas pequenas deslocações.
Dir-me-ão: isso não resolve o problema. Talvez, mas resolverá mais do que fazer boicotes saloios à GALP, ideias que mostram o que as pessoas se informam sobre os assuntos. Pois se é a GALP que abastece as outras companhias em Portugal...

Bom, as eleições do PSD estão aí para colorir um bocadito, mesmo que por pouco tempo, o cinzento destes dias. Enfim, não sei quem vai ganhar, nem me preocupa muito, provavelmente Ferreira Leite. Há contudo apenas uma relevância: Passos Coelho é o único a levar a sério, destes quatro, e se nenhuma hecatombe acontecer, o único com futuro. Futuro entenda-se, no que à condução do PSD e relevância para o país possa implicar. É também, na minha análise, o mais perigoso pois é, ao menos no discurso, o mais neo-liberal, e o mais populista e por isso mesmo o mais disposto a todas as promessas, independentemente da responsabilidade do estado e da realidade do país.

E sobre Tomar, enfim, o que dizer? A começar na virtualidade dos já costumeiros (sinistros, dementes, pacóvios,... é acrescentar a gosto!) de grande parte dos comentários bloguísticos, continuando pelo esbanjar de dinheiro por parte da câmara, como na bancada para o campo sintético dito estádio, ou no apagar do erro fonte cibernética, responsabilidade dessa câmara, a par de tantos outros, Tomar afunda-se, afunda-se, afunda-se, e os responsáveis são sempre os outros.
Sempre os outros: para a Câmara o Governo, para a generalidade dos cidadãos os políticos. Porque aos concelhos vizinhos são dadas melhores condições, ou tem melhores acessibilidades, ou... sei lá! Nunca a responsabilidade é "nossa".
Os milhões que têm sido gastos em obras erradas, em obras mal planeadas, em obras feitas e desfeitas; em processos judiciais, em acessorias de amigos ou das suas empresas, as oportunidades perdidas e deixadas a outros, quem é responsável?
E se a câmara faz todos estes disparates, quem é responsável?

Podia continuar, tanto há para dizer... mas por agora mais vale acabar com esta frase que muitas vezes uso, em especial no partido onde me cabem responsabilidades, e que devia ser lema de todos: pessoas individuais, instituições, concelhos, países...
Não esperem que façam os outros, o que nós por nós não soubermos fazer.

e o burro sou eu...

"Fonte cibernética de Tomar vai ser remodelada
A Câmara de Tomar vai retirar 752 mil euros do montante global destinado aos projectos de requalificação da Estrada Nacional 110 (1,880.250 euros) para pagar a remodelação da rotunda cibernética e os honorários dos advogados envolvidos no litígio entre a autarquia e a Parqt, concessionária do parque de estacionamento atrás do edifício dos Paços do Concelho. A justificação do executivo camarário para esta alteração orçamental é a de que não foi possível prever estas despesas à data da elaboração do orçamento para este ano."


notícia n'o mirante online

quarta-feira, maio 28, 2008

terça-feira, maio 13, 2008

"Visitar Museu dá descontos no comércio em Tomar

... a autarquia, em parceria com a ACITOFEBA, associação local de comerciantes, estabeleceu um acordo com 130 estabelecimentos comerciais da cidade, que se comprometem a proporcionar 10% de desconto em compras, até 31 de Maio, a quem apresentar o cartão comprovativo de ter visitado nesse dia o Núcleo de Arte Contemporânea. ..."
notícia O Mirante Online

Em primeiro lugar convém dizer que aquilo não é um museu, mas um núcleo, mas vá, adiante...
À primeira vista a ideia parece boa, mas reflectindo nela, percebemos como mal anda o mundo.
Enquanto por todo o lado há promoções para ganhar bilhetes para o futebol, para concertos de rock, etc; em Tomar, ao invés, a cultura dá desconto para ir às compras...

Aplicando isto a um problema nacional, qualquer dia quem for votar, ganha vales de compras no hipermercado!

por lá se faz, por cá faz de conta

Depois de Abrantes, também em Santarém se fala já do projecto de "centro comercial de ar livre" para dinamizar o seu centro histórico.
Em Tomar, continuamos na mesma, a caminho do fundo. Sim, porque por fundo que pareça que possamos estar, há sempre mais para descer.


Fica ao menos a satisfação de saber que a ideia é boa, e que se não cá, outros há que a implementam.

Mação é o concelho com menos desemprego

"Com uma taxa de desemprego de 1,1%, Mação é o concelho que tem menos desempregados em Portugal continental, segundo um estudo realizado pela Marktest...."
notícia d' O Ribatejo Online


e nós aqui tão perto...

sábado, maio 10, 2008

tanta sopa!


Hoje, 12h30, no mouchão parque ou ilha do mouchão como preferirem, o XV congresso da sopa com os lucros a reverterem para o CIRE.
Ui, já falta pouco e já estou com uma fome!...

terça-feira, maio 06, 2008

por lá azul, negro por cá

No mastro da praia fluvial de Carvoeiro, concelho de Mação, sobe quinta-feira a bandeira azul, única no distrito de Santarém, e uma das apenas 6 em praias fluviais do país.

Em Tomar, 2008, um concelho dito virado para o turismo, atravessado por dois rios, um dos quais com uma das albufeiras mais conhecidas do país, a do Castelo de Bode no Zêzere, naturalmente não poderíamos ter nenhuma bandeira azul porque, claro está, nem sequer nenhuma praia fluvial à qual esse nome se possa atribuir temos ainda!
Certamente não tem havido tempo para tratar disso...

domingo, maio 04, 2008

Hugo... quem?

Esta coisa de ser um figura semi pública, seja lá isso o que for, e naturalmente enquadrado à escala da média dimensão do concelho de Tomar (todos somos personagens no palco da sociedade) tem coisas curiosas, como esta, que não resisto a aqui contar.

Na sexta de manhã, para me deslocar para Lisboa afim de dar aulas à porção reduzida de alunos que nesse dia apareceram, entrei, por razões que agora não vêm ao caso, no comboio em Santarém.
Aí, por casualidade, fiquei sentado num banco pararelo a um outro par de homens. Preparava-me para uma pequena sestinha, e estava mesmo já com um pé para lá da porta do reino dos sonhos, quando a conversa ao lado me prende nesse limbo: falava-se de um tal Hugo Cristóvão.
Fazendo lentamente o regresso ao mundo dos acordados lá fui ouvindo:
... mas é novo ainda. - Pois aquilo também não é fácil, andam lá muitos à procura, mas ele tem garra. - É, escreve umas coisas engraçadas... - E verdades! - É, é..
Entretanto já desperto lá percebi que um deles tinha o Cidade de Tomar nas mãos, e onde a acompanhar texto sobre o almoço de 25 de Abril do PS de Tomar está uma foto onde apareço.
- Pois mas é novo, e aquilo tem lá muitos velhos - (convem agora dizer que eles também já não eram propriamente novos)
Entra-se depois no reino da efabulação, sempre presente nestas conversas:
- Ele não é filho do dono do ... - É é, mas isso também não é pecado. - Não, pois, mas então é diferente, assim a história é outra. - Então claro, achas que com aquela idade era qualquer um que ia para lá... - ( o "lá", entenda-se como presidência do PS) - Ah...

Enfim, as palavras não serão ipsis verbis estas e a conversa foi mais extensa, mas a minha memória é como qualquer outra, e falaram-se de outras pessoas e de outro partido que não o PS, mas esses naturalmente não reproduzo aqui, além de muitas outras teorias e filosofias, que sempre acontecem nas conversas do comboio.
Eu era para me ter apresentado, mas acabei mesmo por voltar lá onde ainda não tinha chegado (:) - ao sono, e depois disso já não fazia sentido.
Para a próxima, olhem para a fotografia...:)

sexta-feira, abril 25, 2008

informação cívica

No dia da Liberdade, nasce o novo site da casa da Democracia.

Conhece aqui o novo Parlamento Global.

Volta Salazar!

artigo publicado no jornal Cidade de Tomar de 24 de Abril

Chegados que somos a mais um feriado, que é, para a maioria, o único ponto de interesse desse dia de Abril que aí está, há ainda quem, mais que noutros momentos, relembre essa figura que convoco em epígrafe e aquilo que representa: a dita dura.
Bem sei que quando nesse dia vinte e cinco do quarto mês do ano de setenta e quatro do século passado, se colocaram cravos onde balas de costume uma ou outra vez saíram, o senhor já tinha caído da cadeira, pois que se estava na marcelista primavera, que em todo caso dizem, era feita de uma espécie de um morno a caminho de gélido.
Mas não me culpem a mim, tantas vezes acusado desse crime de que me confesso, não ter vivido nessa época (adoro aliás esse argumento fascinante e inteligente do: – quem és tu ó miúdo, que da tua idade já estava farto de lutar contra o fascismo?!), por agora aqui nomear o senhor que tão bem lá estará, no céu ou no inferno, consoante o gosto e a devoção.
A verdade é que, “condenado” por esse tempo não ter experimentado, e tantas vezes ouvindo dizer a pessoas certamente esclarecidas que nesse “é que era bom”, que por vezes me ponho a adivinhar como fosse afinal.

Nesse tempo a sociedade assentava em valores muito mais consistentes, as moçoilas casadoiras tinham aulas de economia doméstica e eram hábeis na costura. E ora pois, assim é que estava bem. Se as mulheres tivessem todas em casa já não havia desemprego, não havia por aí tanto rapaz de calças rotas e camisas por passajar, nem a malta perdia tempo nas esplanadas a ver as mini-saias!
Depois diz-se que evoluímos, veja-se por exemplo aquela do Plano Estratégico para a cidade de Tomar que a câmara agora aprovou, onde se diz, lá noutras palavras mais rebuscadas, que se abrirmos mais lojas no centro histórico estamos a elevar as senhoras à igualdade…
Nessa altura faziam-se as conversas em família trazidas por esse Caetano de primeiro nome Marcelo. Já hoje seria impensável que algum Marcelo nos viesse pespegar com teorias com as quais fosse muitas vezes claro nem o próprio acreditar.
Agora, veja-se lá bem!, a malta até se pode divorciar se um dos conjugues estiver farto do casamento! Mas onde é que isto já se viu, que libertinagem!
Depois dizem que nesse tempo não havia alunos mal comportados – nenhum, garantiram-me já, se atrevia a levar telemóvel para as aulas, e igualmente algum sabia mais, por exemplo, de computadores que o seu professor.
E os políticos? Tudo da melhor água, primeiríssima linha, duma qualidade que nem valia a pena haver eleições porque melhor… impossível!
Nessa altura, por exemplo numa câmara, as decisões a tomar competiam ao chefe e pronto, ninguém mais era importunado com isso, fosse implicado com isso fosse um qualquer outro indivíduo. Hoje? Inventaram esta coisa de programas eleitorais, referendos, períodos de discussão pública, audições às entidades, auscultação dos cidadãos – só complicações!
Graças a Deus que em Tomar a tradição ainda é o que era! Programa eleitoral?, isso não são mais que pormenores – o que é que interessa o que se pensa fazer, se o cabeça de lista for jeitoso e bem falante? Parque de campismo, fecha-se, então ninguém vai acampar na sua terra! Mercado… vamos mas é ver se o deitamos abaixo enquanto ninguém vê, depois quando lá não estiver já ninguém dá por falta! Carta Educativa, fechar escolas… pois claro, é como queremos, pôr os miúdos a levantar-se uma hora mais cedo só faz é bem, e vão conhecer outras terras! Plano Estratégico para o futuro do concelho… ora, só nós que é que sabemos, o povo nem de estratégia futebolística, vamos agora pedir-lhes opinião! Apoio aos investidores, criação de riqueza, promoção de emprego, fixação dos jovens… deixem lá isso, depois faz-se aí mais uns passeios para a terceira idade e fica tudo bem, isto precisa é de festa!
E falando em festa, os bonitos costumes que têm acabado? Já não se vêm por aí daquelas lúcidas homenagens a presidentes de junta ou de câmara, por fazerem mesmo que com muito atraso, aquilo que é a sua função! Felizmente que temos a freguesia dos Casais, valha-nos isso…

Isto anda tudo ao contrário! E depois vêm dizer que se lutou muito pela Democracia, e pelo direito de votar, e ter opinião e não sei quê mais… mas para quê, se isso é uma chatice tão grande?! É que ainda por cima fazem isso quase sempre ao domingo! Onde é que já se viu, profanar assim o dia de descanso, ainda mais em épocas de saldos ou de mergulhos! É que ainda se fosse de semana e se faltasse ao trabalho…
Há coisas no entanto que não mudam, como significados das palavras, como desporto que em Portugal quer dizer futebol, ou religião que significa por cá igreja católica. Mas desta diz que agora a sua acção está diferente e que o tanto que pregam, são mesmo pregos nos templos antigos. Em Tomar causou alguma polémica, mas não vejo porquê. A igreja já está velha, e ora, a pedra é como o vinho, precisa de abertura para respirar!
Outras por outro lado são muito diferentes, as câmaras por exemplo, privilegiam a educação, a cultura, o apoio social, ao invés da obra pomposa, do penacho, da fachada. E os cidadãos sabem dar valor a isso…
Como as coisas mudaram… não é que agora até encontramos presidentes de junta ditos comunistas e eleitos por esse partido, a fazer o jeito a câmaras de direita em matérias essenciais como a educação? Longe vai o tempo da Paz, o pão,… a… como era mesmo a lengalenga?

Bom, fale-se agora a sério. É evidente que coisas há que são intemporais, mas o que quero evidenciar é que há matérias em que em verdade pouco evoluímos desde esse tempo, e outras até, onde parece que voltamos atrás. Pessoas boas e más, mais ou menos responsáveis, mais ou menos competentes sempre houve e sempre haverá. Há, contudo, uma diferença substancial. Se noutros tempos as coisas aconteciam sem que tal se pudesse discutir, mas porque alguém o decidia; hoje, acontece porque todos deixamos que aconteça, porque muitos de nós estamos convencidos que o fantasma do tal Salazar por aí anda ainda, porque se tem medo ainda de criticar, ou porque se é comodista, porque às vezes não apetece votar, mesmo que em branco; porque todos no conjunto da comunidade que somos, aqui ou ali, e muitas vezes, nos demitimos dos deveres e direitos, e das responsabilidades mais basilares que nos garantam a Liberdade e Democracia possível. Porque a maioria continua a preferir que por si decidam, e persiste ainda a bajulação aos “senhores importantes”. Porque deixamos que seja verdade entre a colectiva cegueira que seja rei quem tiver olho, porque criticamos muitas vezes sem seriedade, ou nada fazemos para alterar as coisas, gostamos de dizer mal de qualquer coisa, de quase tudo, de ser do contra nas palavras – e no entanto, nos actos, quase sempre a favor.
Por vezes parece que a aurora da Liberdade, transformou a falta total de Liberdade em liberdade total. Isto não pode acontecer, é preciso a assumpção de que a Liberdade total de alguém será sempre a liberdade reduzida de outrem.
Só quando percebermos e praticarmos, que a Liberdade e a Democracia, assim como uma existência social fraterna, solidária e progressista, em apego à Verdade e à Justiça, não são chavões adquiridos mas conquistas para as quais temos individual e colectivamente, caminhos contínuos a percorrer, enquanto seres sociais de Cidadania consciente e plena, então Abril será em Portugal um mês com significado, quer existíssemos quer não, quer não lembremos já, o que era esta país dito adiado antes de 1974.
A bem da nação!...

sexta-feira, abril 18, 2008

tempestades

O tempo é de facto algo avassalador, na quarta à noite começou um vendadal aqui em Lisboa na zona da 2a circular, ontem continuou forte ali pelos lados da Lapa, e parece que ainda não acabou...
Os Luís Filipes são rapazes complicados!

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

saiba mais aqui

quinta-feira, abril 17, 2008

publicidade cultural

(carregue na imagem para aumentar)

Mais uma apresentação do romance de Virgílio Saraiva, A Onze de Setembro, desta feita na Biblioteca de Almeirim, dia 23 pelas 21h.
Quem ainda não leu, ou quem ainda não comprou, que se apresse porque a primeira edição está quase esgotada.

Hum... soa-me familiar!...

"Teleférico ou ascensor para acesso ao castelo de Ourém

O presidente da Câmara Municipal de Ourém anunciou que o projecto de requalificação do castelo medieval vai incluir um teleférico ou ascensor do lado poente para retirar carros do centro histórico da cidade. “Queremos colocar um meio de acesso mecânico ao local", para que os visitantes não se desloquem ao monumento apenas de automóvel, (...)"

notícia n'O Mirante Online.

De facto, em que outra cidade com castelo num monte, aqui assim pelo Ribatejo norte, é que eu ouvirei, desde que me lembro, de um qualquer projecto assim ou assado...

domingo, abril 13, 2008

a política dos fracos

"O BRANQUINHO DE NEVE E OS OUTROS MATULÕES

(...) Branquinho lançou no último fim-de-semana o grande escândalo, que o PSD queria transformar num facto político revelador da "falta de qualidade da democracia": Fernanda Câncio iria fazer uma série de programas para a RTP2 sobre bairros degradados. Branquinho insurgiu-se: a contratação era "pornográfica". Fernanda, alegava Branquinho do alto da sua ignorância, não tinha "experiência televisiva" (seis anos na SIC não valiam um avo). Mais: Branquinho achava que a RTP não podia contratar programas com produtoras externas (mais uma enormidade) enquanto tivesse um só jornalista subaproveitado. Autoproclamado farol da classe operária jornalística, Branquinho queria obrigar a produtora (???) ou a RTP a escolher um jornalista do quadro que estivesse com menos que fazer. (...)

Qual o problema de Branquinho? Incapaz, pela vergonha que lhe resta, de dirigir um requerimento ao primeiro-ministro a perguntar se "é verdade que namora com Fernanda Câncio?", Branquinho insinua. De resto, apesar das revistas cor-de-rosa, Branquinho nem sequer pode jurar se é verdade que Sócrates namora com a Fernanda. Apesar de ter sofrido uma campanha negra com insinuações sobre a sua sexualidade (vinda dos mesmos branquinhos de neve e matulões que hoje tomam conta do PSD), Sócrates resistiu a aparecer com a namorada ao lado para espantar os espíritos.(...)"
artigo de opinião de Ana Sá Lopes no DN de ontem, e que deve ser lido na totalidade. aqui

sexta-feira, abril 11, 2008

o mundo

Na Venezuela a série "Os Simpsons" foi proíbida e em seu lugar irá ser exibida a série "Marés Vivas".
Calma, os que estão já a rir com o suposto disparate reflictam... é assim tão desabitual que se prefira o silicone à inteligência?

dia mundial do beijo.




sábado, abril 05, 2008

quinta-feira, abril 03, 2008

ter razão é uma chatice...

(algo estranho se passou com este post, agora sim, era isto que era suposto aqui estar)

"Câmara de Tomar condenada a pagar 750 mil euros a concessionária de parque de estacionamento

A Câmara de Tomar foi condenada por um tribunal arbitral a pagar 750 mil euros à empresa ParqT, concessionária do parque de estacionamento situado atrás dos Paços do Concelho, no decurso de um litígio iniciado há quatro anos. A decisão não é passível de recurso e foi anunciada segunda-feira às partes envolvidas. Em causa estava a discrepância de valores sobre o custo real da obra. O município sempre argumentou que o parque construído ficou sensivelmente mais barato que o valor indicado na proposta do concurso ganho pela ParqT. A empresa, por seu lado, contrapunha, afirmando que a construção do equipamento ficou bastante mais cara que o inicialmente previsto.
O presidente do município, Corvelo de Sousa (PSD), afirma que “obviamente” a autarquia vai pagar a verba, admitindo que poderá ter de ser feita uma alteração orçamental para o efeito, uma vez que o valor não está cabimentado no orçamento da câmara para este ano. Do lado da ParqT, o sentimento é de que foi feita justiça. José Santa Clara, administrador da empresa, refere que ambas as partes terão agora de se sentar novamente à mesa para delinear os procedimentos em relação ao contrato assinado em 2001. Um acordo que previa, além da construção do parque de estacionamento atrás da câmara, a requalificação da Várzea Grande (espaço junto ao tribunal) e 1.200 lugares tarifados à superfície em toda a cidade. (...)"

no Mirante Online

Todo este processo do parque e o parque em si, foi, é, e será muito útil para a cidade...

quarta-feira, março 19, 2008

o uso dos dias


Tanto para dizer e vontade nenhuma de o fazer. Chove, e a chuva, pelo menos para mim, nunca é boa companheira para o trabalho, convida mais ao conforto do lar. Ainda para mais Lisboa é conhecida pelo seu brilhante céu azul dos muitos dias de sol, não por ser especialmente agradável nos dias cinzentos de dilúvio, o que de facto não é.
Será que em Tomar já há cheias? Será que a malta das Finanças no seu novo espaço, já anda de dossiês à cabeça?
E hoje é Dia do Pai. É certo que há coisas piores, mas não deixa de ser mais uma 'americanice' do marketing consumista disfarçada de grande pertinência e valores. Até parece que sem dias para comemorar não saberíamos gozar a vida.
Não sei porquê, cada vez gosto menos de calendários.
E eu até tenho uns milhares dos meus tempos de coleccionista...

terça-feira, março 11, 2008

constatação

Este domingo, em Lisboa, discutia com alguém sobre os virtuosismos de Tomar, algo que muito faço com pessoas de fora ao contrário do que digo às de cá, quando simplesmente ao fim de um bom bocado de conversa essa pessoa me diz:
- Epá, deixa-te de tretas, Tomar é uma cidade antiga para pessoas antigas!

E eu, que quando quero tenho sempre resposta pronta, especialmente no que toca a defender Tomar, parei para pensar e... mudei de assunto.

quarta-feira, março 05, 2008

pertinência

"É um dos mais antigos problemas da política.
Tem um povo o Governo que merece? (…)
Não será natural que o Governo seja tão negligente quanto o seu povo? (…)
Os Governos não se podem queixar,
mesmo quando lhes parece haver injustiça no julgamento público.
Estão lá é para isso. Têm os meios. A lei. (…)
Os técnicos. O esclarecimento. A informação. A competência.
E, sobretudo, o dever.
Têm de ser melhores do que o seu povo."


António Barreto (Público, 18.03.2001)

segunda-feira, março 03, 2008

retribuição

Porque embora ainda em viagem, depois de mais uma reunião de fim de tarde na minha escola, continuo com o meu bom humor (até porque, como ainda há pouco disse a uma colega, a alternativa a estar alegre é estar triste, o que não compensa!) e depois de uma ronda pelos comentários dos blogues de escarnecimento cá do Nabão, onde além da boa educação e inteligência abundantes, alguns fãs "anónimos" insistem em copiar o que aqui escrevo, ou a mim se referirem sempre com os mais doces mimos, aqui abro um parêntesis para a eles deixar estas sentidas ofertas.
Bem sei que lhes é difícil, mas ficam votos que a perspicácia os ilumine…

"O silêncio é a mais perfeita expressão do desprezo"
Bernard Shaw

"Os ignorantes julgam a interioridade a partir da exterioridade"
Giovani Boccaccio

"É um grande erro especularmos acerca da tolice dos tolos e um erro ainda maior fiarmo-nos na inteligência dos inteligentes. Eles afastam-se uma vez por dia da sua natureza"
Paul Valéry

O dia de Gualdim

No passado sábado, 1 de Março, comemorámos mais um dia da fundação de Tomar, e indirectamente, relembrámos também o grão-mestre Templário, e fundador da urbe, Gualdim Pais, por nesse dia de 1160 ter dado início à construção do castelo de Tomar.
Este ano pela primeira vez em muitos, não pude estar por cá. Um compromisso antigo que sempre me ocupa o primeiro sábado de Março assim o obrigou, até porque no pesar dos prós e contras achei que, infelizmente, não ía perder grande coisa.

À parte a aldrabice de má fé política que este ano a Câmara de Tomar fez com a apresentação de um plano de acção que não representa qualquer trabalho ou reflexão dos autarcas, e apenas "para inglês ver", o resto terá sido a mesma pasmaceira de sempre, com a presença dos mesmos. Ora, se nem as homenagens, algo que eu próprio propus em reunião de câmara já em Fevereiro de 2007, a personalidades e instituições de mérito (na minha proposta, não o que se intencionava fazer este ano, que era mais redutor) se realizaram porque as medalhas não estavam prontas (!!!!) logo aqui se vê, o interesse e vontade com que quem dirige a autarquia prepara estes acontecimentos.

Enfim, como se diria no circo: aplausos, são artistas portugueses...

ontem e hoje, Tomar

A revista que acompanha esta semana o jornal O Templário possibilita-nos uma viagem no tempo a alguns aspectos de Tomar através de postais antigos e fotos dos mesmos locais actualmente.
Ainda para mais é coordenada pelo professor Ernesto Jana, de quem em tempos tive o privilégio de ser aluno.

Também uma semelhante série de postais pode ainda ser vista no notas de Alfredo Caiano Silvestre.

Acabei por me esquecer de referir, que na passada semana O Templário atingiu a sua edição número 1000, sendo sempre de qualquer forma tempo de dizer PARABÉNS!

De facto, um jornal regional chegar às 1000 edições é algo que merece referência pois, mesmo que muitas vezes criticando esta ou aquela opção, esta ou aquela forma de fazer as coisas, a maior ou menor imparcialidade dos jornais, reconheço a dificuldade de os manter vivos e de saúde.

Assim, no caso do Templário, força para a equipa, motivação e tenacidade, e que nos apertados por difíceis limites da qualidade, continuem no seu caminho, é o que se deseja.

Eles por lá fazem, nós por cá...

"Câmara transforma escola em albergue de juventude
A Câmara Municipal de Ourém vai transformar a antiga escola do 1º ciclo da Ramalheira, freguesia de Freixianda, num albergue de juventude, que servirá toda a zona norte do concelho, situando-se especialmente perto do Parque Aventura e da Zona Balnear do Agroal.
De acordo com informação da autarquia, o espaço terá capacidade para 60 jovens, existindo a possibilidade de obter financiamento do programa Leader, ao abrigo do Plano de Desenvolvimento Rural.
O projecto enquadra-se na estratégia da autarquia de promover um turismo de natureza e de aventura, aproveitando os espaços existentes na zona norte do concelho e criando uma ligação a Fátima, através do Parque Natural das Pegadas dos Dinossáurios da Serra de Aire e Candeeiros."
notícia O Mirante Online


Em Tomar também, aliás a minha casa é praticamente um albergue juvenil...

terça-feira, fevereiro 26, 2008

educar, educador, educando

Hoje na escola, leia-se sala dos professores, o tema evidentemente só podia ser um: Prós&Contras de ontem na RTP.
Claro que, sendo visto na escola como “o político”, ou como alguns carinhosamente me chamam, “o amigo da ministra”, sempre que algo acontece ou que algo querem desabafar, criticar, comentar, perguntar, que tenha a ver com política ou com o Governo lá vêm ter comigo, como se eu fosse telefonar ao Primeiro-ministro logo em seguida, fosse para “fazer queixa”, fosse para pedir soluções.
Quanto ao programa de ontem vi pouco, cheguei a Tomar já tarde, e como na véspera fizera a minha habitual directa de Óscares, não tive paciência para muito mais que meia hora de programa.
Em todo o caso, e já que aqui não tenho falado muito de Educação, eis globalmente o que penso.

O Governo, pela Ministra e seu Ministério, tem evidentemente consumado uma série de positivas medidas, na minha opinião corajosas, importantes, e como há muito não eram feitas. Decisivas para o evoluir progressista do país. Casos do inglês no 1º ciclo, a escola a tempo inteiro com os complementos curriculares, as refeições para todos os alunos, o programa novas oportunidades, todas elas importantes medidas para o tratamento em princípios de Igualdade e Solidariedade do Estado, e marcas bem claras duma política de Esquerda.
Contudo, há naturalmente aspectos negativos. Esses são sempre os que tocam o ponto mais sensível – os professores – que, é preciso dizê-lo, de há muito estão tendencialmente contra. Os professores são por princípio desconfiados em relação ao seu Ministério e a quem quer que em cada momento o dirija. Terão razões para isso. São ainda, porventura como a maioria das classes profissionais, conservadores no que toque a qualquer perspectiva de mudança, e avessos portanto, a quase tudo o que venha do Ministério nesse sentido. Têm ainda sindicatos que, embora fazendo pouco trabalho e sendo em muito responsáveis por muita coisa em muitos anos, fazem muito barulho.

As medidas que mais têm tocado aos professores são grosso modo os tempos de Ocupação Plena do Tempo Educativo, erradamente conhecidos como “aulas de substituição”, correctos no seu fundamento, mas deficientemente explicados aos professores e em muitas escolas mal aplicados; estão receosos quanto ao que venha a ser o novo modelo de Gestão das Escolas; um novo Estatuto do Aluno que erradamente analisado aparenta ser atentatório da autoridade do professor e potenciador do facilitismo e permissividade a alunos e pais, e arrasado pela opinião pública porque erradamente apresentado; e claro, a muito mediática Avaliação de Desempenho.

Ora, a avaliação é um bom princípio, que não nasceu aliás agora, mas que efectivamente não era exigente nem rigorosa. Acontece porém, que essa avaliação rigorosa e exigente, além de justa e positivamente contributiva para a melhoria do exercício da actividade docente, é extremamente difícil de executar. O que não quer dizer que possamos ser contra ela. A avaliação pode e deve ser um instrumento normal de qualquer trabalhador e instituição.
Só que, para que isso aconteça, uma questão melindrosa e facilmente permeável a más interpretações, análises erradas de comentadores implicados, e revolucionária por afectar mutações de posturas e mentalidades, tem de ser devidamente preparada, discutida com todos os actores e, quando exposta, pronta a aplicar sem obrigar especiais manobras e preparos “em cima do joelho”, que possam ainda implicar atrasos ou recuos, condicionantes da sua boa aplicação ou necessária legitimação por a quem é dirigida.

Bom, há além disto tudo uma questão de “clima”, de “ambiente” criado e instalado, e se é verdade que o titular da pasta da Educação, seja quem for e em que Governo, será sempre dos mais visados, mais atacados, por se encontrar a todo o momento sobre os holofotes da opinião pública, e também certo que só quem não faz não se engana, é igualmente verdadeiro que a política é arte da discussão e decisão da coisa pública, mas também a capacidade de sedução dos outros para as nossas ideias, a capacidade de comunicar e transmitir uma percepção, um projecto, um caminho.

Este é o aspecto onde a Ministra tem especialmente falhado, as ideias e os motivos não têm passado devidamente aos agentes directos do ensino, os professores, por muito que parte disso seja culpa de todo o ruído que sempre se cria, na maioria das vezes intencionalmente, em volta destas coisas. Além disso, liderar, gerir recursos humanos é saber envolvê-los, torná-los parte efectiva e comprometida da tarefa, e não meros executores de um processo cuja finalidade não entendem, ou que julgam possa até prejudicá-los.
É preciso explicar muito bem aquilo que se faz, e perceber se o que se pode efectuar é coerente com o que se idealizou. A reforma do ensino artístico por exemplo, tem na essência toda a pertinência, mas na aplicação prática que se vislumbra terá aspectos muito negativos e mesmo contrários ao espírito que encerra.

Por muito disto, e de outros exemplos que a vontade e os balanços do comboio me fazem olvidar, custa-me dizê-lo, mas a Ministra conseguiu algo muito difícil, que já no governo anterior se verificava, mas que agora muito se amplia: a sempre improvável união dos professores. Infelizmente, a união na total rejeição do que quer que venha já, da Ministra e do Ministério.
E porque a política é também, além do resto, a arte do possível, possível já não é que a Ministra Maria de Lurdes Rodrigues, por todo o bom que tenha feito, ou possa ainda fazer, mas porque o tal ambiente criado e instalado existe indesmentivelmente e com ares de durabilidade, possa tutelar a pasta por muito mais tempo. Urge a sua substituição, como aliás dos dois Secretários de Estado também.

Não quero agora desenvolver, mas não pode ficar sem referência, que o problema da Educação não pode ser redutoramente visto como um problema dos professores e do Ministério. Mas por outro lado, achincalhar ou menorizar os professores, é não perceber que a fragilidade da sua autoridade, é a corrosão dos fundamentos e bom futuro do Estado e da Democracia. Não há Estado sem Educação, e se as ditaduras, no interesse dos seus intuitos como universalmente se comprova bem o percebem e executam, há em algumas Democracias, como na nossa, alguma dificuldade de enquanto sociedade percebermos a plenitude do que essa importância significa e obriga.
A autoridade do professor, se bem que necessariamente reconhecida e delegada pela sociedade no seu global, deve em primeiro lugar ser sentida e exigida pelo próprio. E isso obriga também, a que exista muito comedimento no que se faz e no que se diz, por exemplo em programas como o de ontem, mas igualmente todos os dias em qualquer lado.

O PROFESSOR é por definição, um exemplo de virtudes escolhido de entre os pares para modelo aos jovens e a toda a comunidade. Deve começar no próprio o saber vestir o fato que a responsabilidade obriga.
E só como remate, porque acho que se explica por si mesmo, se na política é pertinente a limitação de mandatos, no sindicalismo é-o ainda mais, para que os senhores dos sindicatos (sim, bem sei que também já por lá andei) quando falam, saibam do que falam, e o façam com sabedoria e uma certa "pureza".
- Está escrito. -

domingo, fevereiro 24, 2008

escada rolante

Ao domingo de manhã, ainda para mais pouco convidativo a sair de casa, aproveita-se para algum trabalho e quando o almoço já chama, acaba-se por espreitar antes de desligar, qual voyeurismo chantilly (aquilo que é dispensável e nocivo) o que corre na blogolândia nabantina.
De todas as parvoíces que se escrevem por aí nos blogues, especialmente por anónimos, por vezes se escreve também uma ou outra coisa pertinente, e julgo ter sido no Condado do Flecheiro que estava este apontamento jocoso acerca do facto de termos finalmente em Tomar uma escada rolante.

Este é um pormenor que não é assim tão insignificante, e deve ficar como reflexão para todos, em especial aqueles que negam ou tentam contrariar o facto que Tomar está efectivamente há muito tempo em regressão, a caminho do embrionário estado de aldeia.
Tomar que foi das primeira cidades do país a ter iluminação pública eléctrica, a ter piscinas municipais (as antigas), das primeiras no país a ter um centro comercial, a ter um monumento património mundial, o único do distrito a ter uma equipa na primeira divisão de futebol, que tinha um desenvolvimento industrial e comercial ímpar na região, com um nível de serviços que fazia sombra a muitas capitais de distrito incluindo a nossa, com actividades culturais a rodos, etecétera, etecétera, etecétera; vê em 2008 chegar a sua primeira escada rolante!

Lembro-me de em 99/2000, quando leccionei em Salvaterra de Magos, uma colega que era da terra, confidenciar na sala de professores animadíssima que tinha acabado de comprar casa no primeiro prédio com elevador, pensar algo como: - Bom! A que distância está esta terra do resto do mundo...

Ora, agora em relação a Tomar... talvez seja melhor não pensar nada ou pensar no cozido que já deve fumegar na mesa... mas diz alguma coisa do nosso progresso não? E de como continuamos na vanguarda e na liderança da região a muitos níveis…

assim, começa mal

"Na outra margem do rio, entre a casa mortuária e o edifício da Portugal Telecom, foram também cortadas “seis a sete” árvores de grande porte. As espécies, com mais de 30 anos, estavam plantadas onde irá ser erigida a futura rotunda do acesso norte à nova ponte.
O presidente da autarquia garantiu no entanto que as outras árvores vão ser colocadas em redor da futura rotunda. “Vamos comprar árvores com o maior tamanho que houver no mercado”, disse, adiantando que os arranjos exteriores nessa zona irão contemplar a plantação de meia centena de novas árvores. “Por cada árvore abatida iremos plantar cinco novas”."
n' O Mirante

O abate de árvores de grande porte numa cidade, normalmente e por isso mesmo bastante antigas, é algo sempre pertubador no sentido em que altera fortemente a paisagem ao qual nos habituaramos ou sempre havíamos conhecido. O que me chamou mais a atenção para esta notícia no entanto, não foi tanto o abate das árvores em si, mas o tipo de resposta do agora presidente Corvêlo.
Não sei porquê, mas é um tipo de discurso que normalmente não tem muito futuro. Estou no entanto disposto a admitir que possa ser fruto de alguma insegurança inicial e um certo nervoso miudinho.

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

conselhos úteis

Uma das centenas que me enviam para o e-mail. Sim, já só me faltam abrir pouco mais de 900...

Profs....a culpa é deles!

Texto pertinente, como é costume, de Ricardo Araújo Pereira publicado há um par de semanas na revista Visão

Neste momento, é óbvio para todos que a culpa do estado a que chegou o ensino é (sem querer apontar dedos) dos professores. Só pode ser deles, aliás. Os alunos estão lá a contragosto, por isso não contam. O ministério muda quase todos os anos, por isso conta ainda menos. Os únicos que se mantêm tempo suficiente no sistema são os professores. Pelo menos os que vão conseguindo escapar com vida.
É evidente que a culpa é deles.
E, ao contrário do que costuma acontecer nesta coluna, esta não é uma acusação gratuita. Há razões objectivas para que os culpados sejam os professores.
Reparem: quando falamos de professores, estamos a falar de pessoas que escolheram uma profissão em que ganham mal, não sabem onde vão ser colocados no ano seguinte e todos os dias arriscam levar um banano de um aluno ou de qualquer um dos seus familiares.
O que é que esta gente pode ensinar às nossas crianças? Se eles possuíssem algum tipo de sabedoria, tê-Ia-iam usado em proveito próprio. É sensato entregar a educação dos nossos filhos a pessoas com
esta capacidade de discernimento? Parece-me claro que não.
A menos que não se trate de falta de juízo mas sim de amor ao sofrimento.
O que não posso dizer que me deixe mais tranquilo. Esta gente opta por passar a vida a andar de terra em terra, a fazer contas ao dinheiro e a ensinar o Teorema de Pitágoras a delinquentes que lhes querem bater.
Sem nenhum desprimor para com as depravações sexuais -até porque sofro de quase todas -, não sei se o Ministério da Educação devia incentivar este contacto entre crianças e adultos masoquistas.
Ser professor, hoje, não é uma vocação; é uma perversão.
Antigamente, havia as escolas C+S; hoje, caminhamos para o modelo de escola S/M. Havia os professores sádicos, que espancavam alunos; agora o há os professores masoquistas, que são espancados por eles. Tomando sempre novas qualidades, este mundo.
Eu digo-vos que grupo de pessoas produzia excelentes professores: o povo cigano.
Já estão habituados ao nomadismo e têm fama de se desenvencilhar bem das escaramuças. Queria ver quantos papás fanfarrões dos subúrbios iam pedir explicações a estes professores. Um cigano em cada escola, é a minha proposta.
Já em relação a estes professores que têm sido agredidos, tenho menos esperança.
Gente que ensina selvagens filhos de selvagens e, depois de ser agredida, não sabe guiar a polícia até à árvore em que os agressores vivem, claramente, não está preparada para o mundo.

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Faz sol no meu país

Epá !, parem tudo, parem tudo!
Largem o que estão a fazer, estejam onde estiverem, (quer dizer, a maior parte a esta hora está a dormir, mas vá, é uma forma de dizer a coisa com o seu quê de piada) corram já porque afigura-se uma enchente capaz de esgotar bilhetes mais rápido que a Madonna no Japão (ou assim como assim, outra coisa qualquer...)
Bom, do que é que eu estou a falar?
Pois a autarquia de Tomar apresenta como grande figura de cartaz do Mês da Juventude (sim, "mês" é uma questão de nome...) nada menos que... o grande José Cid!

Sim, a grande esforço a autarquia lá consegue trazer este ídolo maior dos jovens portugueses. Eu bem vejo como são os meus alunos - ele são poster's, ele são t-shirt´s, ele são cd's autografados e tatuagens do Cid em tudo o que é partes do corpo. Imagino mesmo já a loucura que a este momento não correrá pelas hostes adolescentes do nosso concelho e as romarias que se estão a formar nos concelhos vizinhos. No politécnico então, deduzo que já nem haja aulas porque todos, especialmente elas, estão já na fila para o bilhete do grande autor do "macaco gosta de banana"...

OK. Agora a sério, eu, e presumo que os menos jovens que eu, até gostamos do senhor e da sua "cabana", especialmente quando "cai neve em Nova Iorque", mas daí a fazer dele a grande aposta para o tal "mês" da juventude...
Quer dizer, eu percebo a questão económica de comprar em saldo, mas nesse catálogo onde se escolhem os artistas, arranjava-se algo mais coerente. Isto digo eu, que tecnicamente até já passei o prazo de jovem.
Mas pronto, eu se puder até vou ver, para ver estou é se os jovens também.

Eles por lá fazem, nós por cá...

TORRES NOVAS: MAIS DE 48 MIL PESSOAS FORAM AO TEATRO VIRGÍNIA
"Vem muita gente de Tomar assistir aos espectáculos no Teatro Virgínia", revelou uma das técnicas do Teatro Virgínia ao nosso jornal, na passada quarta-feira, dia 6, minutos antes de ter início uma conferência de imprensa para apresentação e assinatura dos protocolos dos Mecenas que apoiam directamente a actividade cultural deste espaço cultural da responsabilidade do Município de Torres Novas. (...)

notícia d'O Templário

Em Tomar também, às vezes conseguem juntar-se dez pessoas para ir ao cinema, na excelente utilização e forma de gestão que se emprega no nosso Cine-teatro, quase tantas como as que se conseguem pôr no palco, em outros tipos de espectáculos.

escuro como breu

7:12 da manhã, de portátil ao colo no comboio a caminho da capital (sim, agora de vez em quando, e quando o trabalho o pede, carrego o "animal" comigo) apeteceu-me comentar esta veia economizadora e ambientalista que se vive em Tomar.
Sim, entrei para o comboio há poucos minutos, e não só chove a potes, como as únicas luzes são as das parcas montras e as dos faróis que apressados atravessam o dilúvio. Não vi, de casa até à estação, uma única luz pública acesa, à excepção das que delimitam o campo relvado em frente ao pavilhão da Jácome Ratton, até porque essas fazem muita falta...

É como a iluminação da ponte pedonal do flecheiro e da provisória subida para junto à igreja de Santa Maria, não só bastasse o percurso atribulado, a única luz que há meses por ali se vê para quem atravesse de manhãzinha ou à noite, é o que sobra dos holofotes dos estaleiros da obra.

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

a última ceia

O blogue tomarense Os Cavaleiros Guardiões de Santa Maria do Olival, publica no seu último post um texto relativo ao meu ídolo Leonardo Da Vinci e a sua Última Ceia, o famoso fresco do refeitório do convento de Santa Maria delle Grazie, que tive o privilégio de apreciar há duas semanas em Milão, e da qual infelizmente não tenho imagens, que os senhores lá tem mais estima por aquela parede, que os do Louvre por todos quadros.

Piadas à parte, aquele fresco está envolto em grandes dúvidas e intrigantes interpretações, tornadas mediáticas mais recentemente pelo fenómeno O Código Da Vinci, e que agora não tenho vontade de desenvolver, deixando apenas esta: se já não tinha grandes dúvidas pelas reproduções que havia visto, à contemplação directa do olhar, a colossal pintura não oferece hesitações, a figura sentada à esquerda (para o observador) de Jesus é obviamente feminina.

de Lili Caneças, todos os dias

O destaque de capa e reportagem do jornal Sexta-feira, um dos muitos gratuitos que há por Lisboa e neste caso semanal, vai para a CP e a sua frota de comboios, dos mais recentes aos mais antigos.

Aí se diz que os comboios que fazem Lisboa-Tomar, aqueles que salvo poucas excepções, utilizo diariamente, e cujas composições apesar de intervencionadas há poucos anos têm cerca de cinquenta anos, são conhecidos entre os ferroviários como "Os Lili Caneças". Isto porque, parecem novos por fora, mas são velhos por dentro.



(hoje que sobre Lisboa a neblina esconde o pôr-do-sol, temos que nos entreter com alguma coisa, enquanto a reunião marcada na escola para as 19h de mais uma sexta não começa...vá lá que a esta hora o computador da sala dos professores tem pouca procura)

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Verona e sulla Amor

Verona é uma pequena cidade italiana, que poderíamos comparar a Tomar. Engraçada, com um ambiente interessante e muito bem cuidada, a cidade vive no entanto, imagine-se, à conta de uma varanda. Sim, aquela ali em cima.
É o que acontece quando se sabe aproveitar o que se tem. Para quem conhece e se lembra, Verona é a cidade que Shakespeare coloca como cenário para o seu Romeu e Julieta, e embora as personagens sejam ficcionadas, a casa dos Capuletos existe mesmo e aquela varanda, escreve o “Camões inglês”, é onde Julieta é romanticamente cortejada por Romeu, o que faz de Verona uma espécie de cidade do amor eterno. E fatal, acrescentaria eu.
Ora, se há coisa que os italianos têm, ao contrário dumas certas cidades num certo país que conheço, é "olho para o negócio" em tudo o que tem a ver com turismo, e nesta aparentemente pequena e sem outros especiais motivos de interesse, há mais exemplos.
Por exemplo, um esperto qualquer lembrou-se de começar a vender cadeados com nomes dos apaixonados casais que por ali passassem, e agora por tudo o que é sítio se encontram às dezenas, das mais variadas cores e tamanhos. Logo, imagine-se lá qual é o objecto turístico mais vendido nesta cidade?




quinta-feira, fevereiro 07, 2008

algures em veneza

Ma, anche con un dolce dolore, sempre di ritorno verso il luogo dove mi appartengono.



quinta-feira, janeiro 31, 2008

carnaval, entrudo, mascarada, folia, folguedo

Pois é, o tempo corre, e eis que somos já chegados àquela época parva em que o já delicado trabalho do professor está mais estorvado, pela zona de guerra em que ficam as escolas transfiguradas, por mais que se proíba toda a espécie de carnavalescas traquinices.

Mas, enfim, quando nos voltamos para a sociedade, de certa forma o carnaval é apenas a caricatura condensada do resto do ano…
E com tanta pena minha, logo este ano que o Carnaval regressa à nabantina urbe, não estarei cá para contemplar tamanhas singularidades... que fazer? Todos temos que admitir doces sacrifícios de quando em vez, e lá terei por isso que embarcar algures a dar conta de outros entrudos.
Como não devo voltar ao computador, ou pelo menos a este espaço, antes da dita efeméride, e enquanto o órfão ‘algures’ marina um pouco mais, cá permanece o desejo para aqueles que ao longo de todo o ano nunca usam dessa arte do disfarce mostrando-se sempre de cara lavada, que aproveitem agora os dias da chamada folia, para trajar de preclaras e desconcertantes máscaras, e que, se outro pretexto não tiverem para se mostrarem felizes, que usem esta desculpa que desde as raízes do tempo tem servido.

quinta-feira, janeiro 24, 2008

stand by

Sim, ainda ando por cá, mas o tempo (sim, sim... e a vontade!) não tem dado para 'bloguices', e se tanto haveria para comentar...
... mas também, se calhar por vezes é bom seguir aquela filosofia já mítica, proferida por um candidato socialista a uma junta de freguesia nas últimas autárquicas: Se queres que te entendam melhor, mantem-te calado.

De maneira que enquanto o algures vai estando em stand by, aqui deixo, e correndo o risco d'O Templário me apelidar de atrevido outra vez :), umas linhas escritas aí há uma década atrás, quando a minha vida sem política, até me dava para a poesia...


Beijos regados

Depois de saber que é um pouco meu o teu cheiro
depois de saber que no mais profundo de ti
corre algo que meu foi
revelei-me, fiz saltar do negro as palavras
abriu-se a luz como a rosa às carícias do sol.
De novo te encontrei, meus olhos sobre teus seios.
Agachado a teu ventre esqueci discurso exórdio
usei a língua para sentido e em salgado urdir
(conciso sem em inúteis ambages me perder)
te mostrei em hábeis toques, provas de paixão.
Como vagabundo sem rosto em noite sem lua
sou teu escravo teu instrumento
desprovido de espírito ou própria vontade.
E sinto já o avatar que em teu corpo começa
em sons suados e choques de força que expeles a tudo.
A pele da minha mão beija a tua que a sufoca
no tempo que a outra afaga e procura
radiações de calor por entre o pé e ventre teus.
No lençol e em minha boca fermenta humidade não minha.
Volume ritmo dança.
Tremor que a tudo dos corpos alcança.
Retrai-se, crispa-se o teu rosto
expande-se teu lamento doloroso em sensuais monossílabos.
E o teu cabelo e as tuas mãos e eu.
E todo o espaço aqui, e em todo o lado
ei-lo que chega, do nevoeiro o desejado
olhares que a dentro olham cerrados em prazer
e o ponto, o culminar da recta
o fim da estrada, o último raio
a última gota de chuva que cai lenta abandonada,
a língua trava, descaem-se os corpos.
Reticências pausa ecos.
Tua mão fechada tenta segurar em si as últimas águas
espelhamo-nos reconfortados
é também meu o gozo que foi teu
luzes brilham no escuro, imaginação, êxtase
lençóis suados, cinzas da fénix, o mundo renasce
o dia ou a madrugada, e por nós foi encontrado
um relance mais, um seguro traço de felicidade.

quarta-feira, janeiro 09, 2008

O mundo. Ou uma miúda parte da parte que avisto

Pois é, 2007 lá se foi e 2008 chegou de mansinho com os habituais aumentos de preços e os costumeiros prognósticos de vida melhor, dizem uns, pior dizem outros, e isso já se sabe, é apenas igual a todos os anos.
Janeiro é aquele mês que cheira a chuva e a frio, e a tormentos auto-infligidos por compensação a todos os excessos cometidos em Dezembro. O mundo enfim, segue com “dranquilidade”, ou seja, o Sporting parece que acabou de perder no Bonfim. Aliás, futebol bom bom, mas mesmo do bom, é na Liga dos Últimos na RTP-N, a incontestável prova que até na comédia, a realidade é muitas vezes melhor que a ficção.

Nos EUA Obama ganhou o primeiro round para os Democratas, Hillary o segundo. Eu prefiro Obama, parece-me mais sincero, mais capaz de algo novo, pois por muito que uma mulher Presidente do país mais poderoso do mundo fosse interessante, a senhora Clinton ao contrário do marido, parece-me demasiado uma produção american style.

Por cá, a comunicação social entretém-nos com o pequeno frisson de contestação contra o inevitável, a restrição ao tabaco; com o referendo que alguns pedem mas que em verdade a ninguém interessa, até porque o resultado seria mais evidente que os dotes de actriz da Soraia Chaves; e a expectativa em relação ao campeonato que este ano importa, ganha Ota ou Alcochete?

Já eu, cá vou andado neste lufa-lufa de casa-comboio-metro-chiado-escola, escola-chiado-metro-comboio-casa, sendo que casa para mim é um conceito vasto que se objectiva numa palavra: Tomar. Aí, aqui, outras tarefas me competem, mas sobre essas por norma aqui não falo muito. Também para quê, se os anónimos de outros blogues cá do sítio já dizem saber tudo?

Por falar em escola, aquela onde lecciono numa encosta do eclético Chiado, completou hoje 97 anos sobre a primeira aula que aí se deu. Uma idade provecta que me faz pensar por um lado na perenidade da vida, por outro na sua incontornável finitude. Que o termo dela venha longe para todos é o que se ambiciona, e se não puder ser para todos que seja pelo menos para Alberto João que para mim sempre foi o rei da comédia, e eu adoro rir. Nem sei porque a TVI não o convidou já para um reality show, agora que os 'gatos' vão para a SIC não tenho dúvidas que seria a melhor arma para as audiências.

Entretanto por terras de Iria e Gualdim, a par ainda com as reacções à mais que (mais que quase todos, pelo próprio) desejada partida de Paiva, uma das grandes notícias da semana que passou, a julgar pela capa do 'Cidade' foi a domesticação de um javali… o que prova a tese de alguém que afirmou que a pior pobreza, é a de espírito. Ou seja, nada de especialmente novo aqui pelas margens do Nabão.
Mas calma, 2008 é ainda pouco mais que uma erva daninha, ansiemos pelo jardim de singulares novidades que nos trará.
Pois, hoje ‘tou pouco inspirado para as metáforas, é o que faz ter a televisão ligada há algumas três horas o que para mim é muito tempo e adormece a inteligência. Melhores noites virão...

domingo, janeiro 06, 2008

blogues

Neste início de ano, aqui ficam os links para alguns blogues interessantes, alguns deles quase a estrear. Boa e continuada escrita é o que se deseja.

Os nabantinos:
Misurato - da futura musicóloga Sofia Lopes

O Canto do Sax - do saxofonista Bruno Homem

Jorge Franco - deputado municipal

UGAJODIZ - do professor Rui Lopes

Tomar Urbe - interessante espaço nascido de um grupo de alunos de 12º ano da ES Jácome Ratton em "Área de Projecto" e para o concurso "Cidades Criativas"

Nabantia - sobre Tomar, de "um curioso cuja identidade não interessa"

Os Cavaleiros Guardiões de Sta. Maria do Olival - sobre os Templários, Tomar e afins

algures por aí:
De Cabeça - de Évora, do professor e ex colega de "juventudes", Manuel Cabeça

Histórias do Mundo - de um casal de professores que tirou um ano de licença sem vencimento para fazer um dos meus sonhos, de mochila às costas dar a volta ao ano. (o que muito faria felizes alguns comentadores deste e d'outros blogues...;)

publicidade cultural

Primeira apresentação do Duo Sellium dia 11 de Janeiro no bar Fábrica de Braço de Prata, Lisboa (Poço do Bispo). Informações em http://www.bracodeprata.org./

"Café com Piazzolla e música D'aujourd'hui

Duo Sellium é um agrupamento de guitarra e saxofone, com o intuito de divulgar obras para este invulgar agrupamento. Tendo a guitarra atingido a sua forma actual no século XX, com António Torres, tal como o saxofone por Adolphe Sax, as obras para este agrupamento são extremamente recentes e ainda escassas quando comparadas a instrumentos como o piano e violino.
Desta forma, propomos um concerto onde serão estreadas, ao nível nacional, diversas obras modernas e onde se poderão ouvir transcrições de obras compostas originalmente para outros instrumentos, adaptadas para este duo. Duo Sellium interpreta músicas cujas origens vão desde a América do Norte, à América do Sul até à Europa, com influências do rock ao jazz, passando pelo tango e o choro brasileiro.
Guitarra: Duarte Lamas Saxofone: Bruno Homem
O concerto será às 23H. Preço por entrada é de 5 euros.
Apareçam"

segunda-feira, dezembro 31, 2007

Comecem por onde começarem, que 2008 seja um grande ano para todos, repleto de sucessos e realizações, com amor e saúde junto dos que nos completam.
Feliz Ano Novo

curtas dos jornais

Esta rubrica que por vezes aqui coloco, refere-se desta vez apenas a conteúdo d’O Templário.

Grande destaque a um grande homem, uma grande personalidade da nossa comunidade, uma referência pela distinção, pela preocupação social, pela forma como está na vida: Luís Bonet.
Ex-presidente de câmara logo após o 25 de Abril, entrevistado no momento em que após 22 anos deixa a presidência do CIRE, instituição diga-se, onde apesar da dimensão e da necessária disponibilidade e grande entrega dos seus dirigentes, isso se faz ainda, ao contrário duma moda que quer pegar, como total voluntarismo. Também aí se vê a marca dos Homens e dos homens.

A propósito do "aumento de salário" dos 0 para os 1500€ do Provedor da Misericórdia de Tomar instituição onde segundo se ouve pela cidade, se respira "democracia", leia-se outro artigo de opinião, cujo autor de memória, e não tenho agora o jornal comigo, não me recordo.

Sobre as questões sociais, obviamente que é de aplaudir a reportagem sobre as condições de vida que alguns tomarenses enfrentam, e que, ao contrário do que aconteceria numa autarquia com essas preocupações, não recebem apoio ou forma de alterar essa situação, por parte de quem de direito.

Pertinente... muito pertinente o artigo de Nuno Marta, sobre a descaracterização dita requalificação do Mouchão parque, ou ilha do Mouchão como preferimos chamar-lhe. Pertinente ainda mais porque vem de um especialista possuidor ainda do necessário olhar crítico da política. As dúvidas que coloca sobre a substituição de algumas árvores, sobre o desaparecimento do canal de rega estilo árabe, ou sobre os custos de manutenção provocados pelas alterações são, entre outras, sem dúvida observações a ter em conta. a ler.

O artigo de Carlos Carvalheiro merece sempre também uma leitura, se mais não for, para respirarmos um pouco de boa disposição.

segunda-feira, dezembro 24, 2007

Espírito natalício


Ora diz que é natal. Por mim, não posso dizer que seja particularmente aficionado desta festarola feita grande. É verdade que tem aqueles momentos sadios em que a família se junta algures perto duma lareira, a engordar uns quilos com um amontoado de coisas que fazem muito mal a muita coisa. Mas tudo o resto... enfim, era dispensável. Hoje finalmente fiz as aquisições da época, e se não fosse no último dia não teria piada costumo dizer, mas também não teria conseguido fazê-lo antes. Entre estas têm destaque as costumeiras prendas, um dos aspectos a que tenho alguma aversão, não fosse dificilmente me serem aprazíveis realidades impostas. As prendas deviam ser como se diz do natal, oferecidas quando bem entendêssemos, e não seleccionadas de prateleiras de hipermercado devidamente abarrotadas e separadas consoante a bolsa dos clientes.

Finalmente aqui sentado perto da tal lareira na minha casa de campo, que é como quem diz a casa dos meus pais, enquanto as minhas avós se deliciam com o Fernando Mendes a dizer disparates na televisão, e o resto da família vai chegando, e depois de deglutidos já uns sonhos e umas filhoses entre outras iguarias, tenho então tempo para no portátil quase a estrear navegar por aqui um pouco.
Já não tenho paciência para ler mais sms, nem tive ainda tempo e vontade para enviar nenhum; na televisão extravasam programas e anúncios de beneficência a favor não sei de quem; e toda a época tresanda a hipocrisia, desperdício, pedantice e vaidade, valores afinal, muito diferentes dos que pretensamente propala a cristandade. Até “a iluminação de natal é um exemplo”.
Enfim, tentemos abstrairmo-nos de tudo isso, e aproveitar apenas as coisas boas e íntegras, até porque o peru entretanto chegou à mesa, e está tudo com ar esfomeado a olhar par o maluco que está agarrado ao portátil. Fiquem bem, gozem muito, e se mais não for, que da vida se leva o que cá se aproveitou, ao menos que haja tempo para

BOAS FESTAS…


a frase do ano

"Assim como deixou marca o General Fernando Oliveira, António Paiva deixa marca em Tomar"
Vitor Gil, deputado do PSD na Assembleia Municipal de 21 de Dezembro


Bom, a frase não precisa de mais comentários, quem sou eu para pôr em causa a comparação do nosso ainda presidente, com essa destacada figura do regime de Salazar? Mas não deixo de me questionar, que tipo de marcas serão essas, serão como aquelas que ficam se nos coçarmos muito enquanto temos varicela? Ou sarampo, ou papeira... ou sei lá, que as marcas são tantas que devem chegar para as doenças todas...