De há umas semanas para cá temos vindo a assistir ao regresso do "não jornalismo" tomarense ao seu "melhor" nível. O Cidade de Tomar brinda-nos esta semana com mais umas lições sobre o assunto.
Não é sequer a esta pergunta de refinada subtileza - "Vereador paga agora factura de mau resultado eleitoral?" - colocada na primeira página e novamente no título da página 3 a que me refiro, por muito que alguns conceitos de ética ou de equidade levem a perguntar quando alguma vez se viu interrogação carregada de tanta malícia colocada sobre o PSD local ou outros protagonistas.
Não, o que ainda assim é mais perturbante é que se faça passar por jornalismo tudo o que escreve na página três. Ficamos na dúvida, são aquilo notícias? Não aparentam ser, mas como ninguém assina não parece ser um artigo de opinião. Logo, é suposto entendermos aquilo como notícia. Talvez no Cidade não se saiba bem a diferença entre relatar um acontecimento e comentá-lo.
A que propósito a comparação com o caso Luísa Mesquita? Há alguma semelhança? Talvez para um cidadão pouco informado, mas para um jornalista por muito medíocre que fosse não deveriam existir.
E qual a pertinência de presunções à volta de “facturas eleitorais” volvidos mais de dois anos sobre as eleições? É algo objectivamente estranho, ou não tivessem vindo da parte de jornalistas, desde o exacto dia das eleições, a pressão e as conjecturas sobre quando deixaria o lugar o vereador socialista. E surge a clássica questão: o jornalista é espectador ou actor da notícia?
Acreditei que com a nomeação de Ana Felício para a chefia da redacção, jovem e jornalista de formação, o rumo do jornal ganhasse algum equilíbrio e porque não dizê-lo, um vinco de maior rigor e competência – ingenuidade minha, ou a auto ilusão dos que em algo querem acreditar.
Qualquer tomarense com dois dedos de testa sabe e diz, e eu já o disse muitas vezes, que a comunicação social nabantina nunca primou pela imparcialidade, mas há limites de bom senso e razoabilidade. No Cidade de Tomar parece que não se conhecem esses limites.
Mas são precisos mais exemplos? Não seja por isso que eles não faltam nesta edição e não os enunciarei todos, mas olhemos para a página 2 e veja-se a grande parangona: “IRS do concelho de Tomar é o maior”.
E o leitor mais avisado perguntará: e isso é relevante para quê? Ora, relevante porque parece confirmar a teoria que o senhor Presidente da Câmara explana (mais uma vez) na página 13: “a qualidade de vida demonstrada é acima da média, agora mais uma vez comprovada pelos números desta vez pelo IRS.”
Uma simples leitura inteligente à tabela que o jornal apresenta bastará para pôr essa conjectura por terra, mas às teorias de António Paiva voltarei se a vontade o mandar, agora centro-me no jornal.
É estranho, com a relevância que PS e IRS assumem nesta edição do jornal, que não exista qualquer referência à proposta apresentada em reunião de câmara pelo PS, sobre a redução de IRS no concelho, quando no entanto houve espaço para as propostas dos “independentes”.
(O que me lembra de agradecer aos mesmos, por mais uma vez fazerem o reforço das propostas do PS, desta vez na proposta de medalha para a Ana Rente. Lembro que o PS por minha mão, já em Fevereiro havia proposto que a Câmara homenageasse personalidades ou instituições de mérito, e Ana Rente foi um dos exemplos mencionados. Mas apresentaram e bem, porque as ideias quando se tornam públicas são de todos.)
Enfim, quanto ao jornal não quero alongar-me mais hoje. Pessoalmente já várias vezes fui atacado ou mesmo prejudicado por uma espécie de notícias, e na maioria das vezes deixei o assunto morrer. Não sou eu contudo, ou pelo menos apenas, que estou agora em causa. Por muito que goste das pessoas, e ainda que perceba a dificuldade de quem tem contas ou “contas” para pagar, não posso esquecer que algumas responsabilidades sobre mim pesam, e que por isso terei como muitos me pedem, de passar a ter um relacionamento e uma atitude diferente para com certo tipo de “jornalismo”.
Não podia contudo terminar sem um pouco de exercício cívico, se mais não for para esclarecimento do jornal e de quem escreveu as “notícias” da página 3.
Sobre a suspensão e demais bulício da reunião de câmara de dia 30, sobre a qual aliás o PS lançou comunicado, diz o jornal, na tal linguagem que nada tem a ver com o relato duma notícia, que “Ficou a dúvida se o PS conhecia a legislação” pois “o vereador Becerra Vitorino tinha de ser convocado com 48 horas de antecedência”. Mas não, o que o PS de Tomar não conhece é autarquias onde situações básicas da Democracia sejam tratadas desta forma (mesmo a Assembleia Municipal de Tomar tem procedimento diferente) e não gostaríamos de conhecer jornais onde questões de governo autárquico e respeito pela pluralidade partidária fossem tratadas com esta leviandade.
Mas não quero dar lições, por isso e para que cada um possa ler, aqui fica a ligação para a Lei nº 169/99, que estabelece o quadro de competências, assim como o regime jurídico de funcionamento, dos órgãos dos municípios e das freguesias, e a transcrição do que interessa para o caso, ou seja, o ponto 4 do artigo 76º que aqui transcrevo, e para o qual remete o ponto 7 do 77º (suspensão de mandato e convocação do membro substituto):
"4 - A convocação do membro substituto compete à entidade referida no nº 2 e tem lugar no período que medeia entre a comunicação da renúncia e a primeira reunião que a seguir se realizar, salvo se a entrega do documento de renúncia coincidir com o acto de instalação ou reunião do órgão e estiver presente o respectivo substituto, situação em que, após a verificação da sua identidade e legitimidade, a substituição se opera de imediato, se o substituto a não recusar por escrito de acordo com o nº 2."
Obviamente não foram dúvidas de legalidade de que aqui se tratou, mas de má-fé política. Assim como terei de começar a aceitar que não é por ingenuidade ou incompetência que algumas coisas se escrevem.
Se escrevem, se confundem, ou se omitem.
domingo, dezembro 09, 2007
Más notícias
"Presidente de Tomar quer concentrar população na cidade" (mirante online)
provando afinal, de que aquilo que durante anos o PS de Tomar o acusou era absoluta verdade.
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"Paiva "Escandalizado" com Empréstimo para Lisboa" (otemplário online)
É um disparate tão grande esta demagogia de Paiva que a citação do título basta para comentar.
"Pagam para entrar na rua onde moram" (blogue otemplário)
Claro que a culpa não é nem poderia ser da Câmara e de quem a governa...
Boas notícas
"Cartão Jovem Municipal em Abrantes" (mirante online)
"Posto "Empresa na Hora" em Abrantes" (mirante online)
"Empresa promete 800 postos de trabalho em Azambuja" (mirante online)
"Câmara Municipal de Torres Novas deliberou(...) definir a participação variável do IRS para 2009, que corresponde aos municípios, em 4 por cento (...) sendo os munícipes poupados em 1 por cento"
"empresas com lucros tributáveis abaixo dos 150 mil Euros, (...) ficarão isentas de taxas" (jornal torrejano)
"Passagem de ano no centro histórico de Santarém" (mirante online)
Pergunta de um miúdo de dez anos a tudo isto: e Tomar?
Pergunta ingénua: e o jornais de Tomar falam disso? Comparam Tomar com o que está à volta?
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sexta-feira, novembro 30, 2007
greve
Aqui na sala de professores, enquanto faço uma pausa nalguns afazeres que se aproveitam para pôr em dia nestes dias sem alunos (sim, na minha escola hoje não há aulas por insuficiência de auxiliares), aproveito estes cinco minutos em que um dos computadores vagou para dar uma volta pelas notícias e vir até aqui algures.
Se por um lado me apetecia dizer qualquer coisa, criticar qualquer coisa, sugerir qualquer coisa, a verdade é que não me ocorre nada verdadeiramente interessante.
O meu cérebro está em greve, provavelmente invejoso do sol que de lá fora entra aqui pelas janelas que se debruçam sobre parte de Lisboa até ao Tejo, e dos que por aí andam a aproveitar este dia radioso, quiçá em fim-se-semana prolongado.
E porque em Tomar que está perto e tão longe estava o mesmo dia de sol, e porque provavelmente hoje quando chegar, já será amanhã, e será Dezembro.
Se por um lado me apetecia dizer qualquer coisa, criticar qualquer coisa, sugerir qualquer coisa, a verdade é que não me ocorre nada verdadeiramente interessante.
O meu cérebro está em greve, provavelmente invejoso do sol que de lá fora entra aqui pelas janelas que se debruçam sobre parte de Lisboa até ao Tejo, e dos que por aí andam a aproveitar este dia radioso, quiçá em fim-se-semana prolongado.
E porque em Tomar que está perto e tão longe estava o mesmo dia de sol, e porque provavelmente hoje quando chegar, já será amanhã, e será Dezembro.
domingo, novembro 25, 2007
a não notícia
O jornal Cidade de Tomar ensina-os esta semana o que é uma não notícia e o que não deve ser o jornalismo.
Essa não notícia intitulada "Presídio Militar de Tomar pode fechar antes do fim do ano?" , com um intrigante ponto de interrogação, tem uma chamada de primeira página e um pequeno desenvolvimento na segunda.
Aí, com base em notícias paralelas de outros orgãos de informação, cria-se uma especulação totalmente infundada, que até poderia ser confundida com uma graçola, se a mesma não tivesse a tal chamada de primeira página.
Jornalismo com rigor deve ter atenção a pequenos pormenores que se podem tornar grandes incidentes.
Sei que erros podem acontecer, e sei igualmente que o Cidade de Tomar faz o favor de publicar algumas das coisas que escrevo; mas o comentário, por muito que por vezes me "esqueça" de outros, tinha de ser feito.
Essa não notícia intitulada "Presídio Militar de Tomar pode fechar antes do fim do ano?" , com um intrigante ponto de interrogação, tem uma chamada de primeira página e um pequeno desenvolvimento na segunda.
Aí, com base em notícias paralelas de outros orgãos de informação, cria-se uma especulação totalmente infundada, que até poderia ser confundida com uma graçola, se a mesma não tivesse a tal chamada de primeira página.
Jornalismo com rigor deve ter atenção a pequenos pormenores que se podem tornar grandes incidentes.
Sei que erros podem acontecer, e sei igualmente que o Cidade de Tomar faz o favor de publicar algumas das coisas que escrevo; mas o comentário, por muito que por vezes me "esqueça" de outros, tinha de ser feito.
A Tasca do Cidadão
artigo publicado no jornal Cidade de Tomar de 23 de Outubro
Caros concidadãos, gostaria hoje de fazer aqui um público reconhecimento do meu desconhecimento e forte insipiência política. Não sei se por ser mais ou menos jovem, não sei se por ser presidente da concelhia de um partido político, mas honesto será dizer, que já vinha julgando pouco poder ser surpreendido com algumas das coisas que se fazem em política. Tomar é, no entanto, uma escola sublime, e queria aqui humildemente agradecer ao PSD que na câmara vai fazendo um esforço de quando em vez ter tempo para nos governar, por mais esta importante lição, oferecida na última reunião de câmara de Outubro.
Vinha eu pensando, mas será culpa minha certamente, que o primeiro grande objectivo de um político, em especial dos que exercem cargos públicos como aqueles que compõem uma câmara municipal, fosse exactamente o de servir os cidadãos, procurando os melhores projectos e os preferíveis instrumentos de resolver os seus problemas e agilizar a sua vida. Mas que tontearia a minha, desculpai-me estas imaturidades de ser novo, certamente que não passa nem perto disso!
Há meses, que estes chatos do PS em Tomar, aborrecem inoportunamente a câmara para que inicie os procedimentos afim de poder vir a ser instalada no concelho uma Loja do Cidadão, e afinal a câmara PSD vem demonstrar e certamente bem, com o chumbo da proposta, que Tomar não precisa disso. E em verdade, reconheçamos, têm razão! Para quê afinal, para perdemos o prazer de correr sei lá quantos serviços e nos contentarmos em fazer tudo num só sítio?
Como sou inexperiente! Se me perguntassem há umas semanas, eu diria seguro que votar contra a instalação de uma Loja do Cidadão era algo que não lembraria ao pior dos políticos. Como estava enganado. Como se agora, aquilo que facilita a vida às pessoas fosse o melhor para elas! Como pude acreditar em tais fantasias!?
Ora pois, até que está bem vista a perspectiva da câmara de Tomar, pois se podemos passear para resolver um assunto, para que havíamos nós de o resolver à porta de casa? Claro, é sempre melhor ir a Lisboa, a Santarém. E mais, deixemo-nos de hipocrisias, se Ferreira do Zêzere teve uma coisa primeiro que nós, é por que aquilo não pode ser bom! Além disso, quem é que disse que ter o Bilhete de Identidade no próprio dia em que se pede é positivo? Então e aquele gostinho bom da espera, até nos faz apreciá-lo mais quando chega, e esse é um prazer que não nos podem tirar. E então as comparticipações da ADSE, já viram se em vez dos três meses chegasse ao fim de uma semana? Isso é que era estragar dinheiro!
E depois, demasiadas facilidades fazem mal às pessoas, já viram se agora de cada vez que se perde a carteira, só precisássemos de ir a um sítio para tratar de todos os cartões? Vai que se podia dar o caso das pessoas deixarem de lhe dar valor e perderem carteiras a torto e a direito!
Ou, porque é que eu haveria de poder mudar a pilha da Via Verde do meu carro aqui, se Tomar nem tem nenhuma auto-estrada? É que indo ao Carregado sempre posso fazer umas compras.
Bom, isto e uma série de outros serviços que, convenhamos, ficavam ali todos à mão de semear, o que poderia criar graves problemas sociais. Sim, pensemos nas multidões de desocupados que estaríamos a promover, ou pior, vai que essa malta deixava de faltar ao trabalho para tratar desses assuntos? Ufa, o gasto em subsídios de refeição que se deixavam de poupar!...
E, ficamos ainda a perceber que o fundamento principal dessa decisão, para além desta moralização social, são os eventuais custos da instalação dessa mordomia, e muito bem, conservai-nos esta câmara por muito tempo, que há que saber ter prioridades – tanta boa obrinha que tem sido feita, ia-se lá agora gastar dinheiro com uma inutilidade dessas!
Certo, é verdade, instalar uma dessas lojas não custa mundos e fundos, mas cada cêntimo conta e é importante interiorizarmos que temos afinal, uma câmara que faz uma gestão que todos reconhecemos ser de grande rigor económico-financeiro.
Na vida como na política, tudo é uma questão de opções e prioridades, e alguém pode comparar essa idiotice de ir ali assim a um sítio, para numa hora ou duas tratar dos documentos todos, quando podemos andar às voltas em lombas e rotundas a fazer o rali dos serviços públicos?! E querem ver que agora para termos essa lojeca tínhamos que prescindir de ter por aí mais umas lombazitas?
É que estes trocos que se iam gastar podem muito bem servir, sei lá, para pôr mais uns holofotes na cibernética, ou abrir fechar abrir fechar abrir fechar aí mais dois ou três buracos. Já para não dizer que tem de se guardar algum dinheiro de bolso para os trabalhos a mais de uma qualquer obra que por aí apareça. Sim, é na previdência que está o ganho, e é bom que se atente nestes exemplos.
A câmara tem custos complicados! Ora, quanto custa arranjar um jardim para ficar o mais igual possível? Hum? E pagar as avenças da malta toda? E a gestão do pessoal? Hein? Já viram o que é pagar a funcionários que guardam paredes dum parque de campismo que não funciona há mais de quatro anos? E não se ponham já a dizer que as receitas do parque nestes quatro anos davam para isso e muito mais, que isso do campismo é coisa de pobres, e cá em Tomar não há disso!
Gerir uma câmara tem muito que se lhe diga, e não queiram agora julgar que percebem disso alguma coisa. Troco a troco, arranjam-se os 50 000 euros para pôr a cidade iluminadita. Vão dizer que abdicavam disso para ter melhores serviços?
Todos os tomarenses devem estar satisfeitos. Eu por mim cada vez estou mais contente com o cheque em branco que os tomarenses passaram ao presidente e ao partido que, assim como a assim, faz a gestão da câmara. Já viram se têm eleito alguém com projecto e programa eleitoral? É que isso retirava-nos todo o prazer destas boas surpresas!
Pelo que, em meu nome e nome do PS de Tomar, gostaria de comprometer-nos a doravante, não fazermos a câmara perder mais tempo com inutilidades e vamos fazer um grande esforço de seguir a vossa linha e só propor coisas verdadeiramente relevantes. Posso adiantar por exemplo, que estamos já muito empenhados a tentar auferir em estudo aprofundado, sobre quantos locais poderíamos ainda construir uma rotundazita, ou ainda, o que mais da nossa terra poder destruir, a fim de cada vez mais, nos parecermos com coisa nenhuma.
Não consigo deixar no entanto de, desculpai uma vez mais, isto deve ser essa coisa do orgulho tomarense que ainda não consegui perder, humildemente deixar um último pedido. É que em breve, uma quantidade enorme de concelhos vai ter essas supérfluas Lojas do Cidadão, de forma que, e só para não nos ficarmos atrás, mas naturalmente pugnarmos pela nossa diferença, será que não podiam os visionários que lideram a autarquia tentar arranjar-nos, até porque talvez tivesse mais a ver com a vossa política, e naturalmente apenas se isso não impedir a construção de nenhuma nova rotunda, assim, sei lá, ao menos, uma tasca do cidadão?
Caros concidadãos, gostaria hoje de fazer aqui um público reconhecimento do meu desconhecimento e forte insipiência política. Não sei se por ser mais ou menos jovem, não sei se por ser presidente da concelhia de um partido político, mas honesto será dizer, que já vinha julgando pouco poder ser surpreendido com algumas das coisas que se fazem em política. Tomar é, no entanto, uma escola sublime, e queria aqui humildemente agradecer ao PSD que na câmara vai fazendo um esforço de quando em vez ter tempo para nos governar, por mais esta importante lição, oferecida na última reunião de câmara de Outubro.
Vinha eu pensando, mas será culpa minha certamente, que o primeiro grande objectivo de um político, em especial dos que exercem cargos públicos como aqueles que compõem uma câmara municipal, fosse exactamente o de servir os cidadãos, procurando os melhores projectos e os preferíveis instrumentos de resolver os seus problemas e agilizar a sua vida. Mas que tontearia a minha, desculpai-me estas imaturidades de ser novo, certamente que não passa nem perto disso!
Há meses, que estes chatos do PS em Tomar, aborrecem inoportunamente a câmara para que inicie os procedimentos afim de poder vir a ser instalada no concelho uma Loja do Cidadão, e afinal a câmara PSD vem demonstrar e certamente bem, com o chumbo da proposta, que Tomar não precisa disso. E em verdade, reconheçamos, têm razão! Para quê afinal, para perdemos o prazer de correr sei lá quantos serviços e nos contentarmos em fazer tudo num só sítio?
Como sou inexperiente! Se me perguntassem há umas semanas, eu diria seguro que votar contra a instalação de uma Loja do Cidadão era algo que não lembraria ao pior dos políticos. Como estava enganado. Como se agora, aquilo que facilita a vida às pessoas fosse o melhor para elas! Como pude acreditar em tais fantasias!?
Ora pois, até que está bem vista a perspectiva da câmara de Tomar, pois se podemos passear para resolver um assunto, para que havíamos nós de o resolver à porta de casa? Claro, é sempre melhor ir a Lisboa, a Santarém. E mais, deixemo-nos de hipocrisias, se Ferreira do Zêzere teve uma coisa primeiro que nós, é por que aquilo não pode ser bom! Além disso, quem é que disse que ter o Bilhete de Identidade no próprio dia em que se pede é positivo? Então e aquele gostinho bom da espera, até nos faz apreciá-lo mais quando chega, e esse é um prazer que não nos podem tirar. E então as comparticipações da ADSE, já viram se em vez dos três meses chegasse ao fim de uma semana? Isso é que era estragar dinheiro!
E depois, demasiadas facilidades fazem mal às pessoas, já viram se agora de cada vez que se perde a carteira, só precisássemos de ir a um sítio para tratar de todos os cartões? Vai que se podia dar o caso das pessoas deixarem de lhe dar valor e perderem carteiras a torto e a direito!
Ou, porque é que eu haveria de poder mudar a pilha da Via Verde do meu carro aqui, se Tomar nem tem nenhuma auto-estrada? É que indo ao Carregado sempre posso fazer umas compras.
Bom, isto e uma série de outros serviços que, convenhamos, ficavam ali todos à mão de semear, o que poderia criar graves problemas sociais. Sim, pensemos nas multidões de desocupados que estaríamos a promover, ou pior, vai que essa malta deixava de faltar ao trabalho para tratar desses assuntos? Ufa, o gasto em subsídios de refeição que se deixavam de poupar!...
E, ficamos ainda a perceber que o fundamento principal dessa decisão, para além desta moralização social, são os eventuais custos da instalação dessa mordomia, e muito bem, conservai-nos esta câmara por muito tempo, que há que saber ter prioridades – tanta boa obrinha que tem sido feita, ia-se lá agora gastar dinheiro com uma inutilidade dessas!
Certo, é verdade, instalar uma dessas lojas não custa mundos e fundos, mas cada cêntimo conta e é importante interiorizarmos que temos afinal, uma câmara que faz uma gestão que todos reconhecemos ser de grande rigor económico-financeiro.
Na vida como na política, tudo é uma questão de opções e prioridades, e alguém pode comparar essa idiotice de ir ali assim a um sítio, para numa hora ou duas tratar dos documentos todos, quando podemos andar às voltas em lombas e rotundas a fazer o rali dos serviços públicos?! E querem ver que agora para termos essa lojeca tínhamos que prescindir de ter por aí mais umas lombazitas?
É que estes trocos que se iam gastar podem muito bem servir, sei lá, para pôr mais uns holofotes na cibernética, ou abrir fechar abrir fechar abrir fechar aí mais dois ou três buracos. Já para não dizer que tem de se guardar algum dinheiro de bolso para os trabalhos a mais de uma qualquer obra que por aí apareça. Sim, é na previdência que está o ganho, e é bom que se atente nestes exemplos.
A câmara tem custos complicados! Ora, quanto custa arranjar um jardim para ficar o mais igual possível? Hum? E pagar as avenças da malta toda? E a gestão do pessoal? Hein? Já viram o que é pagar a funcionários que guardam paredes dum parque de campismo que não funciona há mais de quatro anos? E não se ponham já a dizer que as receitas do parque nestes quatro anos davam para isso e muito mais, que isso do campismo é coisa de pobres, e cá em Tomar não há disso!
Gerir uma câmara tem muito que se lhe diga, e não queiram agora julgar que percebem disso alguma coisa. Troco a troco, arranjam-se os 50 000 euros para pôr a cidade iluminadita. Vão dizer que abdicavam disso para ter melhores serviços?
Todos os tomarenses devem estar satisfeitos. Eu por mim cada vez estou mais contente com o cheque em branco que os tomarenses passaram ao presidente e ao partido que, assim como a assim, faz a gestão da câmara. Já viram se têm eleito alguém com projecto e programa eleitoral? É que isso retirava-nos todo o prazer destas boas surpresas!
Pelo que, em meu nome e nome do PS de Tomar, gostaria de comprometer-nos a doravante, não fazermos a câmara perder mais tempo com inutilidades e vamos fazer um grande esforço de seguir a vossa linha e só propor coisas verdadeiramente relevantes. Posso adiantar por exemplo, que estamos já muito empenhados a tentar auferir em estudo aprofundado, sobre quantos locais poderíamos ainda construir uma rotundazita, ou ainda, o que mais da nossa terra poder destruir, a fim de cada vez mais, nos parecermos com coisa nenhuma.
Não consigo deixar no entanto de, desculpai uma vez mais, isto deve ser essa coisa do orgulho tomarense que ainda não consegui perder, humildemente deixar um último pedido. É que em breve, uma quantidade enorme de concelhos vai ter essas supérfluas Lojas do Cidadão, de forma que, e só para não nos ficarmos atrás, mas naturalmente pugnarmos pela nossa diferença, será que não podiam os visionários que lideram a autarquia tentar arranjar-nos, até porque talvez tivesse mais a ver com a vossa política, e naturalmente apenas se isso não impedir a construção de nenhuma nova rotunda, assim, sei lá, ao menos, uma tasca do cidadão?
terça-feira, novembro 20, 2007
O escuro e as cheias
Com as primeiras águas e os primeiros relâmpagos que ontem caíram em Tomar, voltaram as cheias assim como os apagões. (que, tudo indica terá sido, já me custaram antes um frigorífico, ainda por cima baratinho!)
A malta das finanças é que deve estar contente, quando mudarem para o edifício junto ao rio vão ter mais dias de férias. E com um pouco de sorte, alguns contribuintes vão ver dívidas perdoadas com o apodrecimento dos processos.
É estranho que estes fenómenos pareçam piorar de ano para ano, tendo o ano transacto registado um número provavelmente recorde de cheias, mas que fique bem claro que, se no caso da água, a culpa é de São Pedro e da preguiça da água em descer pelo seu curso normal, no caso dos apagões é estrita culpa da EDP e das cegonhas.
Que não passe pela cabeça de ninguém, porque nunca e em tempo algum terá a Câmara Municipal, nesta como noutras matérias, qualquer responsabilidade.
E, mais uma vez tenho que admitir, percebo o que está por detrás disto e reconheço a genialidade do plano. Isto não passa de promoção turística, certamente ainda em testes, mas que chegará com maior vigor, assim que a subida das águas seja mais permanente e a desclassificação de Tomar esteja mais consolidada. Veja-se só um dos possíveis slogans:
"Romantismo é em Tomar. Venha navegar a dois pelas ruas escuras e alagadas da encantada vila do Nabão."
A malta das finanças é que deve estar contente, quando mudarem para o edifício junto ao rio vão ter mais dias de férias. E com um pouco de sorte, alguns contribuintes vão ver dívidas perdoadas com o apodrecimento dos processos.
É estranho que estes fenómenos pareçam piorar de ano para ano, tendo o ano transacto registado um número provavelmente recorde de cheias, mas que fique bem claro que, se no caso da água, a culpa é de São Pedro e da preguiça da água em descer pelo seu curso normal, no caso dos apagões é estrita culpa da EDP e das cegonhas.
Que não passe pela cabeça de ninguém, porque nunca e em tempo algum terá a Câmara Municipal, nesta como noutras matérias, qualquer responsabilidade.
E, mais uma vez tenho que admitir, percebo o que está por detrás disto e reconheço a genialidade do plano. Isto não passa de promoção turística, certamente ainda em testes, mas que chegará com maior vigor, assim que a subida das águas seja mais permanente e a desclassificação de Tomar esteja mais consolidada. Veja-se só um dos possíveis slogans:
"Romantismo é em Tomar. Venha navegar a dois pelas ruas escuras e alagadas da encantada vila do Nabão."
sexta-feira, novembro 16, 2007
Preciosismos
A CGD, meu estimado banco, e de todos nós enviou-me, na era da tecnologia, uma carta a informar que me ia cobrar 1 cêntimo dum qualquer imposto de selo.
Espero que não se lembrem de me debitar a carta...
Espero que não se lembrem de me debitar a carta...
Compasso de espera
Enquanto faço um compasso de espera (gosto muito da escola onde lecciono, mas quem se lembra de marcar um conselho de turma para as 19 horas duma sexta-feira!!) aqui na sala de professores com vista sobre o casario e Tejo ao fundo, ainda com direito a ponte 25 de Abril e outra margem, tenho igualmente um pouco de tempo para navegar pela net, coisa rara nos "ultimamentes".
E aproveito para deixar algumas referências:
O melhor blog do ano.
Isto não me parece muito bem.
Administração da RTP quer demitir José Rodrigues dos Santos custe o que custar
Mais desenvolvimentos do caso José Rodrigues dos Santos aqui.
Sobre Ota, decisões políticas e decisões técnicas, já há tempos aqui deixei a minha opinião, mas em todo o caso, a do Jumento (muito citado por alguns comentadores de outros blogues cá do Nabão), é muito parecida com a minha.
Ums vôos no Arioplano são sempre de recomendar.
E para finalizar, esta excelente citação fui surripá-la ao blogue do Luís.
"A penalização por não participares na política, é acabares a ser governado pelos teus inferiores. " - Platão
E aproveito para deixar algumas referências:
O melhor blog do ano.
Isto não me parece muito bem.
Administração da RTP quer demitir José Rodrigues dos Santos custe o que custar
Mais desenvolvimentos do caso José Rodrigues dos Santos aqui.
Sobre Ota, decisões políticas e decisões técnicas, já há tempos aqui deixei a minha opinião, mas em todo o caso, a do Jumento (muito citado por alguns comentadores de outros blogues cá do Nabão), é muito parecida com a minha.
Ums vôos no Arioplano são sempre de recomendar.
E para finalizar, esta excelente citação fui surripá-la ao blogue do Luís.
"A penalização por não participares na política, é acabares a ser governado pelos teus inferiores. " - Platão
aquelas coisas...
Ontem, não tendo conseguido apanhar o comboio em que por norma regresso a Tomar, e precisando estar a hora combinada na nossa cidadezinha, acabei por vir de intercidades até ao Entroncamento, onde um amigo me fez o favor de ir buscar.
Pois nesse comboio acabei por vir "acompanhado" por duas conhecidas actrizes da chamada "geração morangos", ainda que uma delas, que eu saiba nunca tenha entrado nessa novela e seja agora até muito badalada pelo último filme onde é protagonista; e a outra seja uma das protagonistas duma novela que penso ter terminado recentemente na SIC (desculpem lá, vejo pouca televisão); assim como pelo vocalista de um dos mais mediáticos e bem sucedidos grupos da actualidade.
Ora, o interesse do comentário está nisto: a determinada altura, uma das jovens actrizes assim como a mãe que a acompanhava e o músico igualmente acompanhado pela namorada, abandonaram os seus lugares para irem até ao vagão bar, deixando a segunda actriz, indiscutivelmente bela e adormecida.
Chega entretanto o revisor que vai correndo o vagão picando bilhetes e como é normal acordando quem está a dormir para mostrar o seu, mas quando chega à menina actriz, e depois dum relance de hesitação e contemplação, segue sem a acordar, mas continuando a acordar todos os outros.
São aquelas coisas... se a menina é actriz da televisão, deve ter comprado bilhete não é?
Pois nesse comboio acabei por vir "acompanhado" por duas conhecidas actrizes da chamada "geração morangos", ainda que uma delas, que eu saiba nunca tenha entrado nessa novela e seja agora até muito badalada pelo último filme onde é protagonista; e a outra seja uma das protagonistas duma novela que penso ter terminado recentemente na SIC (desculpem lá, vejo pouca televisão); assim como pelo vocalista de um dos mais mediáticos e bem sucedidos grupos da actualidade.
Ora, o interesse do comentário está nisto: a determinada altura, uma das jovens actrizes assim como a mãe que a acompanhava e o músico igualmente acompanhado pela namorada, abandonaram os seus lugares para irem até ao vagão bar, deixando a segunda actriz, indiscutivelmente bela e adormecida.
Chega entretanto o revisor que vai correndo o vagão picando bilhetes e como é normal acordando quem está a dormir para mostrar o seu, mas quando chega à menina actriz, e depois dum relance de hesitação e contemplação, segue sem a acordar, mas continuando a acordar todos os outros.
São aquelas coisas... se a menina é actriz da televisão, deve ter comprado bilhete não é?
domingo, novembro 11, 2007
Só calado te aceitam
Já várias pessoas, políticos e outras individualidades de vários quadrantes, em especial no nosso concelho, me afirmaram convictas, que eu corria o risco de ser levado menos a sério, por escrever por vezes no jornal, ou mesmo por ter este blogue.
Implícita ou explicitamente acrescentando que as "pessoas importantes" falam pouco do que pensam e não escrevem, são entrevistadas quando "a sua agenda o permite".
Naturalmente, estas pessoas ainda não perceberam as minhas lutas. Em todo o caso, estranho, ou repulsa-me mesmo, esta noção de Democracia e estas reminiscências advindas de tempos de "outra senhora", em que assumidamente dizer ou escrever o que se pensa é meio caminho para ser desconsiderado.
Gostaria de acreditar que hoje, a maioria dos cidadãos vê além do que à frente lhe colocam, pensa pela sua cabeça, e dá valor a diferentes coisas que o pedantismo e o show off.
E no entanto por vezes, olho à volta e sinto-me só. E bem sei, infelizmente ainda é muito assim, quem dá a cara é menorizado, em função dos importantes que, de quando em vez, permitem perder um pouco do seu tempo para atender ao pedido de alguém ou de "alguéns".
Ainda estamos muito longe de atingir a maioridade democrática, e a consciencialização do que tal implica para cada um e para o todo de nós.
Implícita ou explicitamente acrescentando que as "pessoas importantes" falam pouco do que pensam e não escrevem, são entrevistadas quando "a sua agenda o permite".
Naturalmente, estas pessoas ainda não perceberam as minhas lutas. Em todo o caso, estranho, ou repulsa-me mesmo, esta noção de Democracia e estas reminiscências advindas de tempos de "outra senhora", em que assumidamente dizer ou escrever o que se pensa é meio caminho para ser desconsiderado.
Gostaria de acreditar que hoje, a maioria dos cidadãos vê além do que à frente lhe colocam, pensa pela sua cabeça, e dá valor a diferentes coisas que o pedantismo e o show off.
E no entanto por vezes, olho à volta e sinto-me só. E bem sei, infelizmente ainda é muito assim, quem dá a cara é menorizado, em função dos importantes que, de quando em vez, permitem perder um pouco do seu tempo para atender ao pedido de alguém ou de "alguéns".
Ainda estamos muito longe de atingir a maioridade democrática, e a consciencialização do que tal implica para cada um e para o todo de nós.
As eleições do PSD
A passada semana foi de animada política partidária em virtude das eleições internas do PSD local e distrital.
Não tenho por hábito, ao contrário do que algumas vezes aconteceu já por pessoas com responsabilidades homólogas noutros partidos, e até em relação a mim, comentar questões internas e ainda para mais contendas eleitorais, doutros partidos.
Parece-me no entanto, que não ficará mal agora dizer que, e sem comentar resultados, apreciei o que aconteceu no PSD. É um partido que, claramente ao nível local, mas parece-me que também ao nível distrital, não tem grandes hábitos de discussão e análise quer de si mesmo e do que alguns seus fazem em seu nome, quer do que acontece na sociedade. O processo eleitoral que findou na sexta-feira, pareceu mostrar uma vontade de alterar essa letargia e esse usual "seguidismo silencioso", o que, se mais não houve, já me parece muito positivo, em especial para Tomar
Não tenho por hábito, ao contrário do que algumas vezes aconteceu já por pessoas com responsabilidades homólogas noutros partidos, e até em relação a mim, comentar questões internas e ainda para mais contendas eleitorais, doutros partidos.
Parece-me no entanto, que não ficará mal agora dizer que, e sem comentar resultados, apreciei o que aconteceu no PSD. É um partido que, claramente ao nível local, mas parece-me que também ao nível distrital, não tem grandes hábitos de discussão e análise quer de si mesmo e do que alguns seus fazem em seu nome, quer do que acontece na sociedade. O processo eleitoral que findou na sexta-feira, pareceu mostrar uma vontade de alterar essa letargia e esse usual "seguidismo silencioso", o que, se mais não houve, já me parece muito positivo, em especial para Tomar
Tomar em grande...
... (ou o que de nós já cá estava e vai restando), hoje nos media nacionais.
- Com a revista Pública, distribuída ao domingo com o jornal Público, uma reportagem de 12 páginas (com muitas fotos é verdade) sobre os segredos Templários em Tomar.
- Já daqui a pouco pelas 19h30 no canal 2 da RTP, mais um programa de José Hermano Saraiva sobre Tomar onde poderemos ouvir mais algumas das suas estórias da história. O professor muitas vezes confundido com historiador, poderá ter sido muita coisa entre as quais ministro durante a ditadura, mas se há algo que é, é ser sem dúvida ser um excelente orador.
- Com a revista Pública, distribuída ao domingo com o jornal Público, uma reportagem de 12 páginas (com muitas fotos é verdade) sobre os segredos Templários em Tomar.
- Já daqui a pouco pelas 19h30 no canal 2 da RTP, mais um programa de José Hermano Saraiva sobre Tomar onde poderemos ouvir mais algumas das suas estórias da história. O professor muitas vezes confundido com historiador, poderá ter sido muita coisa entre as quais ministro durante a ditadura, mas se há algo que é, é ser sem dúvida ser um excelente orador.
segunda-feira, novembro 05, 2007
Olímpica
Gestão à portuguesa...
... ou exercícios vãos de retórica.
Todos os dias, o comboio em que habitualmente regresso de Lisboa a Tomar, pára uns bons 5 minutos na estação da Azambuja, para deixar passar o intercidades para um sítio qualquer. Não é por atraso ou qualquer outra circunstância, está mesmo organizado assim.
No entanto, nesse comboio, ninguém pode entrar ou sair durante essa paragem.
Eu sei que deve ter uma explicação perfeitamente lógica, mas ainda assim me pergunto, será boa gestão?
Todos os dias, o comboio em que habitualmente regresso de Lisboa a Tomar, pára uns bons 5 minutos na estação da Azambuja, para deixar passar o intercidades para um sítio qualquer. Não é por atraso ou qualquer outra circunstância, está mesmo organizado assim.
No entanto, nesse comboio, ninguém pode entrar ou sair durante essa paragem.
Eu sei que deve ter uma explicação perfeitamente lógica, mas ainda assim me pergunto, será boa gestão?
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A apresentação do livro Versos Nus do escritor Tiago Nené, assim como várias outras informações, aqui
segunda-feira, outubro 29, 2007
Giro...
Foi comentado neste fim-de-semana em que estive por São João da Madeira, e curiosamente é notícia no Portugal Diário. No novo shopping lá da terra, há lugares especiais para as senhoras, pintados de rosa, mais largos, e mais próximos das entradas...
Será que estão a insinuar alguma coisa?
Será que estão a insinuar alguma coisa?
curtas
- Gostei do editorial de Isabel Miliciano n'O Templário sobre as regiões de turismo. Mais palavra menos palavra é o que penso.
- No mesmo jornal a entrevista a Nuno Marta, pela pessoa em causa, mais um jovem da minha geração com opiniões e convicções, e também pelo jornal que parece assim abrir a novos temas e personalidades da sociedade tomarense, o que me parece bastante positivo.
- A edição do 8º aniversário da revista Focus na passada semana trás como capa e desenvolvimento "oito grandes portugueses para o futuro", entre os quais o camarada e amigo Pedro Nuno Santos, deputado, Secretário-Geral da Juventude Socialista, com e na terra de quem aliás passei o fim-de-semana. É sempre com prazer que observo o sucesso dos amigos, sendo que aqui mais uma vez fica patente a emergência de uma nova geração, com novo sangue, ideias e atitudes, em diferentes áreas e também na política.
- Negativo são os disparates, já recorrentes mas a tempos com novos picos de injúria (a mesquinhez, a inveja, a malcriadez, o mau carácter,...) que são escritos nos comentários dos blogues tomarenses. Seria um excelente caso de estudo da personalidade humana, perceber o papel a que alguns se prestam, escrevendo o que escrevem, alguns que são "personalidades" da nossa comunidade, e ainda para mais débeis ao ponto de julgar que são anónimos. Seria cómico se não fosse triste.
- A mini-entrevista que Luís Vicente, suposto presidente do PSD de Tomar, concedeu ao Cidade de Tomar (finalmente, dois anos depois de eleito diz qualquer coisa!) a propósito das eleições internas é das coisas mais redondas que já li, não disse absolutamente nada além de um ou outro chavão demagógico.
- A estrada de acesso ao Convento de Cristo parece estar em risco de derrocada, obviamente em consequência das obras desse tão bom investimento que foi o parque fantasma atrás do edifício dos paços do concelho, e a câmara diz que sim, que é grave e que foi enviado um ofício à empresa. Sim, aquela com quem tem um diferendo em tribunal, e cujos "milharezitos" da discórdia vão provavelmente ficar para serem pago por futuros executivos. Por igual lógica, poderemos estar seguros que essa situação grave, vai ser resolvida com brevidade...
E qualquer dia vão dizer como é hábito, que não têm responsabilidade nenhuma.
- No mesmo jornal a entrevista a Nuno Marta, pela pessoa em causa, mais um jovem da minha geração com opiniões e convicções, e também pelo jornal que parece assim abrir a novos temas e personalidades da sociedade tomarense, o que me parece bastante positivo.
- A edição do 8º aniversário da revista Focus na passada semana trás como capa e desenvolvimento "oito grandes portugueses para o futuro", entre os quais o camarada e amigo Pedro Nuno Santos, deputado, Secretário-Geral da Juventude Socialista, com e na terra de quem aliás passei o fim-de-semana. É sempre com prazer que observo o sucesso dos amigos, sendo que aqui mais uma vez fica patente a emergência de uma nova geração, com novo sangue, ideias e atitudes, em diferentes áreas e também na política.
- Negativo são os disparates, já recorrentes mas a tempos com novos picos de injúria (a mesquinhez, a inveja, a malcriadez, o mau carácter,...) que são escritos nos comentários dos blogues tomarenses. Seria um excelente caso de estudo da personalidade humana, perceber o papel a que alguns se prestam, escrevendo o que escrevem, alguns que são "personalidades" da nossa comunidade, e ainda para mais débeis ao ponto de julgar que são anónimos. Seria cómico se não fosse triste.
- A mini-entrevista que Luís Vicente, suposto presidente do PSD de Tomar, concedeu ao Cidade de Tomar (finalmente, dois anos depois de eleito diz qualquer coisa!) a propósito das eleições internas é das coisas mais redondas que já li, não disse absolutamente nada além de um ou outro chavão demagógico.
- A estrada de acesso ao Convento de Cristo parece estar em risco de derrocada, obviamente em consequência das obras desse tão bom investimento que foi o parque fantasma atrás do edifício dos paços do concelho, e a câmara diz que sim, que é grave e que foi enviado um ofício à empresa. Sim, aquela com quem tem um diferendo em tribunal, e cujos "milharezitos" da discórdia vão provavelmente ficar para serem pago por futuros executivos. Por igual lógica, poderemos estar seguros que essa situação grave, vai ser resolvida com brevidade...
E qualquer dia vão dizer como é hábito, que não têm responsabilidade nenhuma.
algures em Brugges
Mais umas fotos para colorir o espaço, da última incursão pela Bélgica. Brugges, com os seus belos edifícios, o imenso verdejar, e os canais que lhe transmitem uma ambiente similar à próxima Amesterdão, é uma pequena mas bonita cidade no norte da Bélgica que vale a pena visitar. Bem diferente da cinzenta bruxelas.
segunda-feira, outubro 22, 2007
Zezé&Totó
- Ó Zezé, mas não costumava haver uma coisa chamada feira das passas durante a feira de Santa Iria cá em Tomar?
- Lá 'tás tu pá! Aqueles quatro vendedores não te chegam? Já nem ninguém quer passas dessas!
- Mas até há uns anos era uma rua cheia e...
- Ó Tóto, queres frutos secos vai a Torres Novas ou a outro vilarejo qualquer! Tomar é muito bom para essas coisas!
- Lá 'tás tu pá! Aqueles quatro vendedores não te chegam? Já nem ninguém quer passas dessas!
- Mas até há uns anos era uma rua cheia e...
- Ó Tóto, queres frutos secos vai a Torres Novas ou a outro vilarejo qualquer! Tomar é muito bom para essas coisas!
sábado, outubro 20, 2007
Hoje é dia de Santa Iria
A lenda mais famosa de Tomar e que viria a dar nome a muitos locais, entre os quais Santarém, pode ser conhecida aqui.
Também no site Cavaleiros Guardiões de Santa Maria do Olival, poderão encontrar mais informações sobre esta e outros temas relacionados com a nossa região. Vale a pena visitar.
Também no site Cavaleiros Guardiões de Santa Maria do Olival, poderão encontrar mais informações sobre esta e outros temas relacionados com a nossa região. Vale a pena visitar.
Sexta-feira 13 de Outubro de 1307
artigo publicado no jornal Cidade de Tomar de 19 de Outubro
Em Outubro de 2007 o 13 foi ao sábado, mas tal não significa que não fosse um dia que merecesse destacar. Porquê? Porque foi este dia 13 passado que assinalou exactos 700 anos que em Paris, Jacques de Molay, vigésimo segundo e último grão-mestre da Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, mais conhecidos como Templários, era capturado e levado para os calabouços do até aí Templo da Ordem na capital francesa.
Assim como ele, centenas de outros cavaleiros eram presos e severamente torturados por toda a Europa e muitos acabariam tal como o grão-mestre queimados na fogueira, simbolizando esse dia como aquele que marca o fim da que, criada dois séculos antes por nove cavaleiros liderados por Hugo de Payens, se havia surpreendentemente transformado na mais poderosa, respeitada e temida Ordem de cavalaria.
Muito mais que simples monges ou cavaleiros guerreiros, a ordem tornar-se-ia numa instituição com fortes influências quer política como financeiramente. Fora o papa Inocêncio II quem, por razões pouco apuradas, concedera uma bula que lhes outorgava poderes ilimitados, sendo declarados "isentos de jurisdição episcopal", constituindo-se desse modo em poder autónomo, independente de qualquer interferência, política ou religiosa, quer de reis quer de prelados, e que acumulara vastos domínios em mais de dez países, vindo a enriquecer ainda mais através da concessão de créditos a reis, nobres e clérigos, cobrando juros sobre esses recursos, estabelecendo o embrião do moderno sistema bancário.
Por inveja e cobiça dos tesouros e conhecimentos de presumíveis segredos embaraçosos, como as conhecidas conjecturas do Santo Graal – o cálice sagrado, ou da teorética descendência de Jesus, a tramóia conjecturada por Filipe IV O Belo e o seu fantoche papa Clemente V, havia sido alcançada com sucesso. Era preciso destruir essa organização afim de se apoderar dos seus recursos e aniquilar a sua possível ameaça, acusando-os de hereges e de uma série de outras perfídias. E mesmo que mais tarde a verdade fosse reposta, a ferida havia sido demasiado profunda para recuperar o irrecuperável, ou assim se acredita.
Mas Jacques de Molay e os seus Templários haviam todavia vencido a malvadez do invejoso rei. O tesouro e os segredos que procurava desapareceram misteriosamente, sendo até hoje motivo de lendas e mitos. Diz-se que carroças cobertas de feno saíram de Paris na noite anterior, diz-se que navios ancoraram em sabe-se lá quantos portos.
Diz-se que os Templários não desapareceram, mas apenas adormeceram, converteram-se, adoptaram outras divisas, mas que em verdade ainda andam por aí… Diz-se muita coisa, e a verdade provavelmente nunca se saberá. Mas é isso que adoça o mistério e aguça a curiosidade, basta que pensemos em fenómenos como o livro e posterior filme “O Código Da Vinci”. São milhares os apaixonados em todo o mundo nesta matéria, afinal, quem não gostaria de descobrir um tesouro, ou de se achar na posse de um segredo milenar?
Em Outubro de 2007 o 13 foi ao sábado, mas tal não significa que não fosse um dia que merecesse destacar. Porquê? Porque foi este dia 13 passado que assinalou exactos 700 anos que em Paris, Jacques de Molay, vigésimo segundo e último grão-mestre da Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, mais conhecidos como Templários, era capturado e levado para os calabouços do até aí Templo da Ordem na capital francesa.
Assim como ele, centenas de outros cavaleiros eram presos e severamente torturados por toda a Europa e muitos acabariam tal como o grão-mestre queimados na fogueira, simbolizando esse dia como aquele que marca o fim da que, criada dois séculos antes por nove cavaleiros liderados por Hugo de Payens, se havia surpreendentemente transformado na mais poderosa, respeitada e temida Ordem de cavalaria.
Muito mais que simples monges ou cavaleiros guerreiros, a ordem tornar-se-ia numa instituição com fortes influências quer política como financeiramente. Fora o papa Inocêncio II quem, por razões pouco apuradas, concedera uma bula que lhes outorgava poderes ilimitados, sendo declarados "isentos de jurisdição episcopal", constituindo-se desse modo em poder autónomo, independente de qualquer interferência, política ou religiosa, quer de reis quer de prelados, e que acumulara vastos domínios em mais de dez países, vindo a enriquecer ainda mais através da concessão de créditos a reis, nobres e clérigos, cobrando juros sobre esses recursos, estabelecendo o embrião do moderno sistema bancário.
Por inveja e cobiça dos tesouros e conhecimentos de presumíveis segredos embaraçosos, como as conhecidas conjecturas do Santo Graal – o cálice sagrado, ou da teorética descendência de Jesus, a tramóia conjecturada por Filipe IV O Belo e o seu fantoche papa Clemente V, havia sido alcançada com sucesso. Era preciso destruir essa organização afim de se apoderar dos seus recursos e aniquilar a sua possível ameaça, acusando-os de hereges e de uma série de outras perfídias. E mesmo que mais tarde a verdade fosse reposta, a ferida havia sido demasiado profunda para recuperar o irrecuperável, ou assim se acredita.
Mas Jacques de Molay e os seus Templários haviam todavia vencido a malvadez do invejoso rei. O tesouro e os segredos que procurava desapareceram misteriosamente, sendo até hoje motivo de lendas e mitos. Diz-se que carroças cobertas de feno saíram de Paris na noite anterior, diz-se que navios ancoraram em sabe-se lá quantos portos.
Diz-se que os Templários não desapareceram, mas apenas adormeceram, converteram-se, adoptaram outras divisas, mas que em verdade ainda andam por aí… Diz-se muita coisa, e a verdade provavelmente nunca se saberá. Mas é isso que adoça o mistério e aguça a curiosidade, basta que pensemos em fenómenos como o livro e posterior filme “O Código Da Vinci”. São milhares os apaixonados em todo o mundo nesta matéria, afinal, quem não gostaria de descobrir um tesouro, ou de se achar na posse de um segredo milenar?
Bom, perguntará o caro leitor: - certo, história interessante, mas tem isso algo a ver com Tomar ou é só para dar ares de intelectual?
E eu direi, pois tem tudo, e nada.
Tudo, porque a seguir a essa fatídica sexta-feira 13 desse Outubro longínquo, e que até hoje associa sem que a maioria saiba porquê esse epíteto de azar a essas sextas-feiras, os Templários que sobraram, e ainda eram muitos, fugiram para locais seguros, um deles Portugal, e em Portugal Tomar, devendo-lhes nós grande parte do que somos. E porque D. Dinis, um dos mais cultos e visionários soberanos da nossa história, convenceu doze anos mais tarde o novo papa João XXII a autorizar a criação da Ordem de Cristo, convertendo, acolhendo todos esses cavaleiros em fuga, assim como as suas posses e os seus conhecimentos. E porque se acredita que Portugal (ou, porto do Graal?) pode ter sido o ou um dos portos seguros dos seus tesouros.
Tudo porque, com sede em Tomar, sendo Tomar guardião dos segredos e das descobertas da nova Ordem, foi essa que, usando nas velas das caravelas a marca templária, “descobriu novos mundos ao mundo” na epopeia dos descobrimentos, na mais áurea época do nosso país, quando fomos efectivamente império, quando fomos centro do mundo, e quando Tomar era por isso um dos locais mais importantes e simultaneamente ocultos desse mundo de então.
Nada, porque apesar de toda esta propriedade, de todo este potencial, do Convento de Cristo sede das duas Ordens e também ele detentor de segredos, monumento património mundial (mesmo que não figurando nas mais ou menos 7 maravilhas), e de termos como nossa uma marca reconhecida em todo o mundo, o que sabemos aproveitar para nosso benefício, para desenvolvimento turístico, para criação de riqueza, e até mesmo reconhecimento do concelho ao menos no contexto nacional, é mais ou menos isso: nada.
E isto leva-nos ao facto de que, se essa azarada sexta-feira 13 de Outubro de 1307 acabou por ser proveitosa para Portugal e para Tomar, de há uns anos para cá a coisa inverteu-se e aqui pelas margens do Nabão, e numa cidade que foi líder e pioneira em tanta coisa, hoje somos constantemente ultrapassados e até parece que todos dias são dias de infortúnio.
Pelo que é caso para perguntar: onde anda esse sangue templário que é suposto correr-nos nas veias? Está oculto esperando o momento de ressurgir, ou desapareceu de vez nos resquícios da memória e nas mordomias letárgicas dos tempos modernos?
quarta-feira, outubro 17, 2007
curtas
- Uma das coisas que melhor me sabem quando viajo, e por muito curta que seja a viagem, é o regresso a Tomar.
Quando regresso a Tomar tento pôr-me a par do que por cá se passou durante a ausência, mesmo de coisas eventualmente inúteis como o que se diz nos blogues, onde um simples fim-de-semana é suficiente para uma grande produção de disparates, e mal seria se não fosse, algumas coisas acertadas.
Uma das discussões actuais é a velha dicotomia nabantina entre obras e vestígios arqueológicos. E fico com pena que alguns ainda achem que a riqueza arqueológica que possuímos é um entrave para uma obra seja ela qual for. Se tiver tempo e vontade voltarei a este tema.
- Na onda dos blogues, é interessante a nova rubrica do jornal O Templário onde faz eco daquilo que se entende como o que mais relevante foi escrito durante cada semana pelos comentaristas no blogue desse jornal. Mas não deixa de ser relevante que quase todos (se não foram todos até agora) são comentários anónimos. Como é possível que persista o medo em assumir o que se pensa?
- E falando em jornais, é preciso destacar o dinamismo do projecto empresarial d’O Mirante, aquele que começou como um pequeno jornal nascido em Alpiarça, até abranger toda a região do Ribatejo com três edições distintas, e desde o passado sábado, a ser distribuído junto com o Expresso em toda esta região. É de aplaudir.
- E falando em Mirante, nesta edição onde tive honras de figurar no “cavaleiro andante”, já não posso aplaudir, mas são opiniões, a crónica onde o seu director Joaquim Emídio tece rasgados elogios ao nosso presidente de Câmara. Tem que vir cá ao norte mais vezes.
- E vindo as crónicas à baila, não queria deixar de referir que o último texto que escrevi para o Cidade de Tomar, “Os Trintões Nabantinos”, foi dos que mais reacções me fez chegar, vindos de diversos quadrantes políticos, profissionais e etários, o que não só me deixa satisfeito, como um pouco menos pessimista quanto ao adormecimento que parece ter dominado os tomarenses, e em especial os da geração que visava, a minha.
- Na onda dos blogues, é interessante a nova rubrica do jornal O Templário onde faz eco daquilo que se entende como o que mais relevante foi escrito durante cada semana pelos comentaristas no blogue desse jornal. Mas não deixa de ser relevante que quase todos (se não foram todos até agora) são comentários anónimos. Como é possível que persista o medo em assumir o que se pensa?
- E falando em jornais, é preciso destacar o dinamismo do projecto empresarial d’O Mirante, aquele que começou como um pequeno jornal nascido em Alpiarça, até abranger toda a região do Ribatejo com três edições distintas, e desde o passado sábado, a ser distribuído junto com o Expresso em toda esta região. É de aplaudir.
- E falando em Mirante, nesta edição onde tive honras de figurar no “cavaleiro andante”, já não posso aplaudir, mas são opiniões, a crónica onde o seu director Joaquim Emídio tece rasgados elogios ao nosso presidente de Câmara. Tem que vir cá ao norte mais vezes.
- E vindo as crónicas à baila, não queria deixar de referir que o último texto que escrevi para o Cidade de Tomar, “Os Trintões Nabantinos”, foi dos que mais reacções me fez chegar, vindos de diversos quadrantes políticos, profissionais e etários, o que não só me deixa satisfeito, como um pouco menos pessimista quanto ao adormecimento que parece ter dominado os tomarenses, e em especial os da geração que visava, a minha.
terça-feira, outubro 09, 2007
Aleluia, aleluia, aleluia
Custou muito, demorou ainda mais, e a ausência era inexplicável e um fenómeno digno daqueles programas de coisas incríveis, mas ponham as colchas nas varandas, vistam os melhores fatos, venham para a rua celebrar e lancem foguetes que
A CÂMARA DE TOMAR JÁ TEM UM SITE!!!!!!!!
O design gráfico entra no gosto pessoal e não o discuto, embora pudesse ser mais rico, e as funcionalidades poderiam estar, fundamentalmente na interacção com o utilizador mais ambiciosas, em especial se acreditássemos nas desculpas que foram sendo dadas para a inexistência do site, mas quem esperou tanto tempo também pode esperar por umas melhoras, assim haja vontade de que aconteçam.
Volto a frisar, melhoras essencialmente naquilo que sejam os serviços online prestados na perspectiva do turista, e especialmente na do cidadão/utente, serviços que, a exemplo do que acontece já em muitos municípios, possam agilizar e facilitar a vida dos munícipes.
E não se entenda este último parágrafo como uma crítica negativa, mas na perspectiva de que tudo pode sempre ser melhorado.
A CÂMARA DE TOMAR JÁ TEM UM SITE!!!!!!!!
O design gráfico entra no gosto pessoal e não o discuto, embora pudesse ser mais rico, e as funcionalidades poderiam estar, fundamentalmente na interacção com o utilizador mais ambiciosas, em especial se acreditássemos nas desculpas que foram sendo dadas para a inexistência do site, mas quem esperou tanto tempo também pode esperar por umas melhoras, assim haja vontade de que aconteçam.
Volto a frisar, melhoras essencialmente naquilo que sejam os serviços online prestados na perspectiva do turista, e especialmente na do cidadão/utente, serviços que, a exemplo do que acontece já em muitos municípios, possam agilizar e facilitar a vida dos munícipes.
E não se entenda este último parágrafo como uma crítica negativa, mas na perspectiva de que tudo pode sempre ser melhorado.
domingo, outubro 07, 2007
Os trintões nabantinos
artigo publicado no jornal Cidade de Tomar de 5 de Outubro.
“Ter trinta anos em Portugal” foi o tema de capa e excelente reportagem da revista Visão de 20 de Setembro. Ao ler esse trabalho sobre “o retrato da geração pós-25 de Abril que está a mudar o país”, não sei se por pouco mais de um mês me separar dessa efeméride, dei por mim a pensar e a transpor para a visão nabantina do assunto: como é ter trinta anos no concelho de Tomar?
Nessa reportagem são em primeiro lugar focadas as referências, desde as séries infanto-juvenis como a Abelha Maya, o Tom Sawer ou o excelente Verão Azul (que comemorou inclusive 20 anos no ano transacto), ou o facto de sermos do tempo em que o computador era uma coisa chamada Spectrum e que funcionava a cassetes; e telemóvel, digo eu, só nos filmes do 007.
Sendo certo que esses anos da infância e da adolescência são por norma aqueles que definem a nossa personalidade, os gostos, e muito do tipo de vida que vamos seguir, que referências temos para além dessas cá pelas margens do Nabão? As matinés de Quarta ou Sexta-feira no Pim-Pim ou, naqueles tempos em que eram os de outros concelhos que a Tomar se deslocavam, as noites da Excêntrica que acabavam mesmo bem com um mergulho no Zêzere ainda antes do nascer do sol. Um copo de “Mouchão” fresquinho, que só nos já idos nas cinzas da memória “Passarinhos” é que sabia daquela forma. Enfim, sobra felizmente o Paraíso pouso de todas as gerações, e vêm ainda de parte desse tempo o Casablanca ou o Lá Calha. Bebemos as primeiras imperiais com umas moelas a acompanhar no Noite e Sol, e era ao Texas que íamos comer o bitoque.
Acompanhámos o nascimento e a evolução dos Quinta do Bill, assistimos ao fecho do Cine-Teatro (reaberto já mas onde o cinema já não tem o fulgor desses tempos), onde antes íamos às sessões infantis de domingo de manhã e lembramo-nos do Festival de Cinema que nesses tempos do Vasco Granja na RTP, emprestava a Tomar reconhecimento. Lembramo-nos de andar de barco no rio, jogar à bola no pelado da nabância (não eu, que nunca fui dado a essas artes!); os passeios na mata, e até fazer o percurso de manutenção que em tempos lá existiu. (Quantos tomarenses entram hoje na mata?)
Perdíamos tempo nos snookers da Gualdim Pais ou do Académico, ambos ainda por lá, mas que já não são a mesma coisa porque, como será seguramente para todos os adolescentes, o tal tempo parecia ter outro tempo.
Muito mais poderia ser lembrado e cada um terá as suas memórias, os seus lugares, e a forma como as guarda ou as esquece, é um exercício que a cada um se reserva.
Mas revividas as memórias, que perspectivas, que ambições, que presente e futuro têm os trintões nabantinos? Nós que, talvez mais despertos, talvez menos apegados a um outro passado, vimos crescer os concelhos à nossa volta, vimos essas terras desenvolverem-se, e já pouco chegámos a conhecer o tempo em que Tomar era a referência e o líder incontestado da região. Há no entanto quem não consiga ver ou aceitar que essa é a realidade. Tomar está em degradação, e a continuar o actual rumo só poderá agravar-se.
Ainda este domingo, quando ajudava nas mudanças da minha irmã para a sua casa nova em Abrantes pensava: como se consegue convencer os mais novos a ficar? Todos os dias parte alguém, esta terra envelhece cada vez mais, mas que razões podemos encontrar para mudar isso?
Empregos, difíceis; qualidade de vida, alguma sim, mas cada vez menos, ou cada vez menos tem algo que se destaque doutros locais, e em muitos aspectos já está a perder, e ainda por cima uma cidade bonita não nos mata a fome.
Eu… tenho um gato, mas dizem as estatísticas que uma boa parte dos da minha idade estarão casados e com um filho, mas essas estatísticas também não jogam a favor dos Tomarenses. Se para um é difícil, para dois é-o (obviamente) a dobrar. Onde arranjar uma casa? Construir uma nas aldeias? Mas nos poucos sítios onde é possível, só para a licença, além do que custa demora uns dois anos. Comprar apartamento? Seja novo ou usado, os preços são o que sabemos em Tomar, iguais aos de Lisboa, não falando nos preços da água, do saneamento. É que até os supermercados em Tomar, parecem ter preços acima da média dos outros concelhos!
Além dos poucos que não enxergam a realidade, e dos que a vendo a tentam esconder, há quem ache não ser possível dar volta isto, outros que assim mesmo é que deve ser, que esta deve ser uma terra “pacatinha”, onde deve morar quem paga para ter sossego, quem tem dinheiro para pagar a tarifa de viver numa espécie de museu, que é de facto para onde nos encaminhamos.
Eu acredito em algo distinto, que não precisamos mudar o que somos, nem alterar a nossa identidade, essa marca que ainda faz de Tomar algo diferente, e no entanto encontrarmos formas de poder sobreviver a nos tornarmos uma vilazinha engraçada nos subúrbios de outra coisa qualquer. Acredito que há quem queira investir, assim os deixem; que há quem queira trabalhar, assim lhes dêem oportunidade; que a maioria prefere continuar a viver por cá, assim consiga. Mas para isso é preciso que se assumam responsabilidades, responsabilidades que começam em cada um de nós, que sejamos críticos e interventivos, e que Tomar perca esta característica quase genética de deixar que dois ou três (ou nos últimos tempos um), decidam por todos os outros. O presente e o futuro está nas mãos dos tomarenses, e muito nas mãos desses trintões, é preciso que o assumam e que o exerçam.
Senão, bom, senão os trintões nabantinos terão cada vez menos problemas, porque em verdade serão cada vez mais uma “espécie” em extinção, porque a maioria abandonará Tomar antes de completar essa idade, ficando apenas os que podem e os que como eu têm o seu quê de teimosos.
Estarei errado?
“Ter trinta anos em Portugal” foi o tema de capa e excelente reportagem da revista Visão de 20 de Setembro. Ao ler esse trabalho sobre “o retrato da geração pós-25 de Abril que está a mudar o país”, não sei se por pouco mais de um mês me separar dessa efeméride, dei por mim a pensar e a transpor para a visão nabantina do assunto: como é ter trinta anos no concelho de Tomar?
Nessa reportagem são em primeiro lugar focadas as referências, desde as séries infanto-juvenis como a Abelha Maya, o Tom Sawer ou o excelente Verão Azul (que comemorou inclusive 20 anos no ano transacto), ou o facto de sermos do tempo em que o computador era uma coisa chamada Spectrum e que funcionava a cassetes; e telemóvel, digo eu, só nos filmes do 007.
Sendo certo que esses anos da infância e da adolescência são por norma aqueles que definem a nossa personalidade, os gostos, e muito do tipo de vida que vamos seguir, que referências temos para além dessas cá pelas margens do Nabão? As matinés de Quarta ou Sexta-feira no Pim-Pim ou, naqueles tempos em que eram os de outros concelhos que a Tomar se deslocavam, as noites da Excêntrica que acabavam mesmo bem com um mergulho no Zêzere ainda antes do nascer do sol. Um copo de “Mouchão” fresquinho, que só nos já idos nas cinzas da memória “Passarinhos” é que sabia daquela forma. Enfim, sobra felizmente o Paraíso pouso de todas as gerações, e vêm ainda de parte desse tempo o Casablanca ou o Lá Calha. Bebemos as primeiras imperiais com umas moelas a acompanhar no Noite e Sol, e era ao Texas que íamos comer o bitoque.
Acompanhámos o nascimento e a evolução dos Quinta do Bill, assistimos ao fecho do Cine-Teatro (reaberto já mas onde o cinema já não tem o fulgor desses tempos), onde antes íamos às sessões infantis de domingo de manhã e lembramo-nos do Festival de Cinema que nesses tempos do Vasco Granja na RTP, emprestava a Tomar reconhecimento. Lembramo-nos de andar de barco no rio, jogar à bola no pelado da nabância (não eu, que nunca fui dado a essas artes!); os passeios na mata, e até fazer o percurso de manutenção que em tempos lá existiu. (Quantos tomarenses entram hoje na mata?)
Perdíamos tempo nos snookers da Gualdim Pais ou do Académico, ambos ainda por lá, mas que já não são a mesma coisa porque, como será seguramente para todos os adolescentes, o tal tempo parecia ter outro tempo.
Muito mais poderia ser lembrado e cada um terá as suas memórias, os seus lugares, e a forma como as guarda ou as esquece, é um exercício que a cada um se reserva.
Mas revividas as memórias, que perspectivas, que ambições, que presente e futuro têm os trintões nabantinos? Nós que, talvez mais despertos, talvez menos apegados a um outro passado, vimos crescer os concelhos à nossa volta, vimos essas terras desenvolverem-se, e já pouco chegámos a conhecer o tempo em que Tomar era a referência e o líder incontestado da região. Há no entanto quem não consiga ver ou aceitar que essa é a realidade. Tomar está em degradação, e a continuar o actual rumo só poderá agravar-se.
Ainda este domingo, quando ajudava nas mudanças da minha irmã para a sua casa nova em Abrantes pensava: como se consegue convencer os mais novos a ficar? Todos os dias parte alguém, esta terra envelhece cada vez mais, mas que razões podemos encontrar para mudar isso?
Empregos, difíceis; qualidade de vida, alguma sim, mas cada vez menos, ou cada vez menos tem algo que se destaque doutros locais, e em muitos aspectos já está a perder, e ainda por cima uma cidade bonita não nos mata a fome.
Eu… tenho um gato, mas dizem as estatísticas que uma boa parte dos da minha idade estarão casados e com um filho, mas essas estatísticas também não jogam a favor dos Tomarenses. Se para um é difícil, para dois é-o (obviamente) a dobrar. Onde arranjar uma casa? Construir uma nas aldeias? Mas nos poucos sítios onde é possível, só para a licença, além do que custa demora uns dois anos. Comprar apartamento? Seja novo ou usado, os preços são o que sabemos em Tomar, iguais aos de Lisboa, não falando nos preços da água, do saneamento. É que até os supermercados em Tomar, parecem ter preços acima da média dos outros concelhos!
Além dos poucos que não enxergam a realidade, e dos que a vendo a tentam esconder, há quem ache não ser possível dar volta isto, outros que assim mesmo é que deve ser, que esta deve ser uma terra “pacatinha”, onde deve morar quem paga para ter sossego, quem tem dinheiro para pagar a tarifa de viver numa espécie de museu, que é de facto para onde nos encaminhamos.
Eu acredito em algo distinto, que não precisamos mudar o que somos, nem alterar a nossa identidade, essa marca que ainda faz de Tomar algo diferente, e no entanto encontrarmos formas de poder sobreviver a nos tornarmos uma vilazinha engraçada nos subúrbios de outra coisa qualquer. Acredito que há quem queira investir, assim os deixem; que há quem queira trabalhar, assim lhes dêem oportunidade; que a maioria prefere continuar a viver por cá, assim consiga. Mas para isso é preciso que se assumam responsabilidades, responsabilidades que começam em cada um de nós, que sejamos críticos e interventivos, e que Tomar perca esta característica quase genética de deixar que dois ou três (ou nos últimos tempos um), decidam por todos os outros. O presente e o futuro está nas mãos dos tomarenses, e muito nas mãos desses trintões, é preciso que o assumam e que o exerçam.
Senão, bom, senão os trintões nabantinos terão cada vez menos problemas, porque em verdade serão cada vez mais uma “espécie” em extinção, porque a maioria abandonará Tomar antes de completar essa idade, ficando apenas os que podem e os que como eu têm o seu quê de teimosos.
Estarei errado?
sexta-feira, outubro 05, 2007
5 de Outubro

Neste dia em 1910, depois da decadência da monarquia, e de todo o turbilhão ocorrente, como o assassinato do rei D. Carlos I, dava-se a Proclamação da República na Câmara Municipal de Lisboa, por José Relvas (sim o da casa dos Patudos em Alpiarça - aquela terra havia de ser concelho por algum motivo!).
a partir deste dia, a Mariana passava a carregar também a bandeira do nosso país
Também neste dia, mas no mais longínquo e por isso muito esquecido, ano de 1143, era assinado entre Afonso Henriques e o rei Afonso VII de Castela e Leão, aquele que ficou conhecido como o Tratado de Zamora, e que foi o resultado da conferência de paz ocorrida nessa cidade entre os dois soberanos, e onde o segundo reconhecia o Condado Portucalense como reino e Afonso Henriques como seu soberano, sendo assim esta a data oficial da independência de Portugal e o início da dinastia afonsina.
Hoje é também Dia do Professor. Este dia comemora-se em diferentes dias em muitos países do mundo, e em alguns é feriado nacional exclusivamente para comemoração da efeméride.
Sem conserto

É verdade que eu já assisti aí a uns 15 concertos dos Quinta do Bill um pouco por todo o país, mas em todo o caso a vontade para ontem continuava.
Só que quando cheguei àquele muito bom pavilhão municipal de Tomar, já ele estava cheio pelo que eu e mais, meia dúzia mais coisa menos coisa, de pessoas que estávamos na rua fomos sem concerto à procura de conserto noutras paragens.
E eu que entre outras coisas queria tanto comentar a acústica do espaço, vou ter que me ficar por dizer que uma vez mais se prova da grande utilidade e polivalência do mesmo. Ou não.
Bom, mas os Quinta não têm culpa, já basta não ter sido possível que não tenha sido na praça, pelo que espero que as condições para o espectáculo tenham sido, dentro das possíveis as melhores, e que as, agora a sério muitas centenas (diria milhares mas é para não parecer aquelas contas das festas dos tabuleiros) de pessoas que ficaram na rua tenham percebido a inevitabilidade da situação e desculpem a banda. E olhem, comprem o DVD, podem sempre dizer que estiveram lá que ninguém nota.
quinta-feira, setembro 27, 2007
Relativismos
A perspectiva e o interesse com que olhamos um determinado assunto, ou mesmo um objecto, faz-nos dele retirar impressões que são únicas e pessoais, e naturalmente variam exactamente consoante a posição e até mesmo o (pre)conceito com que olhamos.
O mesmo se aplica por exemplo em política. Não percebo tanto alarmismo em volta da falta do vereador do PS a uma reunião da Câmara de Tomar. Acontece. A verdade é que em dois anos do actual mandato eu sei e é fácil que qualquer pessoa saiba exactamente quantas vezes o lugar do vereador do PS não esteve ocupado: duas.
O que eu já não sei, e duvido que alguém saiba, é quantas vezes já faltou o Presidente da Câmara, e não vejo grande alarido em relação a isso.
Pronto, tenho de ficar feliz, deve ser a confirmação que se nota mais a ausência do vereador do PS que a do Presidente...
O mesmo se aplica por exemplo em política. Não percebo tanto alarmismo em volta da falta do vereador do PS a uma reunião da Câmara de Tomar. Acontece. A verdade é que em dois anos do actual mandato eu sei e é fácil que qualquer pessoa saiba exactamente quantas vezes o lugar do vereador do PS não esteve ocupado: duas.
O que eu já não sei, e duvido que alguém saiba, é quantas vezes já faltou o Presidente da Câmara, e não vejo grande alarido em relação a isso.
Pronto, tenho de ficar feliz, deve ser a confirmação que se nota mais a ausência do vereador do PS que a do Presidente...
Santana em grande
Não imaginava que tão cedo aqui homenageasse Santana Lopes, mas impõe-se.
Ontem às 22.30 na SIC Notícias Santana começa uma entrevista sobre as directas no PSD, e dois ou três minutos depois é interrompido para o directo da chegada de Mourinho.
Quando o directo termina Santana diz à pivôt do jornal que Mourinho é certamente muito importante, aceita e compreende as regras do jornalismo, mas que tem também as suas, e não aceita ser interrompido por um treinador de futebol, pelo que não continua a entrevista.
Teve-os no sítio. Aplausos para Santana.
Ontem às 22.30 na SIC Notícias Santana começa uma entrevista sobre as directas no PSD, e dois ou três minutos depois é interrompido para o directo da chegada de Mourinho.
Quando o directo termina Santana diz à pivôt do jornal que Mourinho é certamente muito importante, aceita e compreende as regras do jornalismo, mas que tem também as suas, e não aceita ser interrompido por um treinador de futebol, pelo que não continua a entrevista.
Teve-os no sítio. Aplausos para Santana.
quinta-feira, setembro 20, 2007
Concerto dos Quinta, 2º round
Depois de São Pedro ter estragado a festa, o concerto que marca os 20 anos dos Quinta e que será gravado para DVD, está agora agendado para dia 4 no mesmo local, a Praça da República.Se chover, será no Pavilhão Municipal.
É mesmo bom que não chova, não só porque o espectáculo terá outra envolvência, mas também porque o Pavilhão como os tomarenses sabem, não gosta muito de chuva...
Valha-nos São Gregório

A pequena ermida de São Gregório ali bem às portas do Hotel dos Templários e do recém "liftado" jardim da Várzea (jardim do coreto para os amigos), já conheceu dias mais resplandecentes.
Não só apresenta evidentes sinais de degradação, para não dizer abandono, como ainda é objecto de falta de bom senso, ou bom gosto, ou sabe-se lá, como aquele identificativo de alarme colocado no local que a foto mostra.
sábado, setembro 15, 2007
Quinta do Bill - 20 anos
quinta-feira, setembro 13, 2007
De volta à capital do império


Sim, sem muito tempo ou condições, e a já habitual falta de vontade para escrever por aqui, fica a informação para os amigos e também a algumas mentes muito preocupadas, que desde o início de Setembro, e cinco anos depois, voltei a Lisboa.
Pronto, por este ano, de segunda a sexta, é entre o Chiado e São Bento, que me podeis encontrar.
I Encontro da CPCJ de Tomar
"Prevenir, Intervir e Proteger a Criança"
Hoje, Biblioteca Municipal de Tomar
9.00h – Abertura do Secretariado
9.30h – Sessão de Abertura
- Armando Leandro – Presidente da Comissão Nacional de Crianças e Jovens em Risco
- António Paiva – Presidente da Câmara Municipal de Tomar
- Paulo Fonseca – Governador Civil de Santarém
- Sandra Mata – Presidente da CPCJ
10.45h – I Painel – A CPCJ (Comissão de Protecção de Crianças e Jovens) de Tomar
″ Composição e Funcionamento da CPCJ
- Sandra Mata – Presidente da CPCJ de Tomar
″ O Papel das Forças de Segurança
- José Nascimento (Sargento) –
Comandante de Posto da GNR de Tomar
- Luís Soares (Subcomissário) –
Comandante da Esquadra da PSP de Tomar
Moderador: Carlos Trincão (Professor)
Debate
Pausa para café
11.45h – II Painel – A Justiça
″ Enquadramento Jurídico
- Filomena Saúde
Procuradora Adjunta na Comarca de Tomar
″ O Juiz no Processo de Promoção e Protecção
- Miguel Ferreira Vaz – Juiz de Direito na Comarca de Tomar
Moderador: Anabela Estanqueiro (Advogada)
Debate
13.00h – Pausa para Almoço
14.30h – III Painel Maus–Tratos – Sinais de Alerta
- Otília Fonseca Branco – Médica Pediatra – CHMT – Hospital Nossa Senhora da Graça Tomar
- Ema Maria Moreira Leitão Santos – Médica Pediatra – CHMT – Hospital Nossa Senhora da Graça Tomar
Moderadora: Margarida Arnaut (Enfermeira)
Debate
15.45h IV Painel – A Escola: " A Indisciplina no Espaço Escolar"
- Presidentes de Conselhos Executivos:
Agrupamento Gualdim Pais – Luísa Oliveira – Professora
Agrupamento Sta. Iria – Paulo Macedo – Professor
Agrupamento D. Nuno Álvares Pereira – Fernanda Correia – Professora
Escola Secundária Santa Maria do Olival – Mª Celeste Sousa – Professora
Escola Secundária Jácome Ratton – Helena Escudeiro – Professora
Moderador: Ivo Santos (Professor)
17.30h – Sessão de Encerramento
Café
Até há pouco tempo fiz parte da CPCJ de Tomar, e não só por isso, mas pela relevância da entidade, tenho pena de não poder participar hoje nesta inicitiava. Desde que há não muito tempo atrás, a CPCJ de Tomar era das com pior imagem no seu funcionamento ao nível distrital, até ao dinamismo que agora já mostra, muito mudou em pouco mais de um ano pelo que os seus membros e a sua presidente Sandra Mata estão de parabéns.
Continuem nesse caminho.
Hoje, Biblioteca Municipal de Tomar
9.00h – Abertura do Secretariado
9.30h – Sessão de Abertura
- Armando Leandro – Presidente da Comissão Nacional de Crianças e Jovens em Risco
- António Paiva – Presidente da Câmara Municipal de Tomar
- Paulo Fonseca – Governador Civil de Santarém
- Sandra Mata – Presidente da CPCJ
10.45h – I Painel – A CPCJ (Comissão de Protecção de Crianças e Jovens) de Tomar
″ Composição e Funcionamento da CPCJ
- Sandra Mata – Presidente da CPCJ de Tomar
″ O Papel das Forças de Segurança
- José Nascimento (Sargento) –
Comandante de Posto da GNR de Tomar
- Luís Soares (Subcomissário) –
Comandante da Esquadra da PSP de Tomar
Moderador: Carlos Trincão (Professor)
Debate
Pausa para café
11.45h – II Painel – A Justiça
″ Enquadramento Jurídico
- Filomena Saúde
Procuradora Adjunta na Comarca de Tomar
″ O Juiz no Processo de Promoção e Protecção
- Miguel Ferreira Vaz – Juiz de Direito na Comarca de Tomar
Moderador: Anabela Estanqueiro (Advogada)
Debate
13.00h – Pausa para Almoço
14.30h – III Painel Maus–Tratos – Sinais de Alerta
- Otília Fonseca Branco – Médica Pediatra – CHMT – Hospital Nossa Senhora da Graça Tomar
- Ema Maria Moreira Leitão Santos – Médica Pediatra – CHMT – Hospital Nossa Senhora da Graça Tomar
Moderadora: Margarida Arnaut (Enfermeira)
Debate
15.45h IV Painel – A Escola: " A Indisciplina no Espaço Escolar"
- Presidentes de Conselhos Executivos:
Agrupamento Gualdim Pais – Luísa Oliveira – Professora
Agrupamento Sta. Iria – Paulo Macedo – Professor
Agrupamento D. Nuno Álvares Pereira – Fernanda Correia – Professora
Escola Secundária Santa Maria do Olival – Mª Celeste Sousa – Professora
Escola Secundária Jácome Ratton – Helena Escudeiro – Professora
Moderador: Ivo Santos (Professor)
17.30h – Sessão de Encerramento
Café
Até há pouco tempo fiz parte da CPCJ de Tomar, e não só por isso, mas pela relevância da entidade, tenho pena de não poder participar hoje nesta inicitiava. Desde que há não muito tempo atrás, a CPCJ de Tomar era das com pior imagem no seu funcionamento ao nível distrital, até ao dinamismo que agora já mostra, muito mudou em pouco mais de um ano pelo que os seus membros e a sua presidente Sandra Mata estão de parabéns.
Continuem nesse caminho.
quarta-feira, setembro 12, 2007
sábado, setembro 08, 2007
Numa terra longínqua…
artigo publicado no jornal Cidade de Tomar de 7 de Setembro
Era uma vez uma pequena terra, presa num formoso vale entre um rio serpenteante e um antigo castelo. Uma terra de histórias e lendas, de feitos e feitiços, e de acontecimentos que em mais lado nenhum se viam.
Nessa terra governava um homem que se entendia iluminado. Outrora estrangeiro, chegara com promessas de coisas novas e de progresso. Conquistado o poder, pensou criar uma obra que fosse a sua imagem, que mostrasse a todos a sua capacidade de governar, que fizesse as pessoas sonhar e admirar. Depois de pouco pensar decidiu, «Vou construir uma fonte!». «As fontes tem o seu quê de mágico, todos gostam de água, então se for água a saltar e a cair, e com luzes e tudo mais, o sucesso é garantido» pensou. Pensou, decidiu e mandou fazer. Mas a coisa não correu bem ao desventurado governante, pois apesar das arcas carregadas de moedas de ouro que gastou, o povo da terra não percebeu o engenho e arte da sua criação, e além do mais havia um bruxedo qualquer que enguiçava a obra que não parava de avariar.
É preciso outra coisa, outra obra magicou, «O que é que eu posso fazer que seja o espelho da minha mestria e mostre como estou muito à frente dos incultos cá da terra? Já sei, coisa inovadora, vou fazer um palácio onde as pessoas possam guardar as suas carruagens do sol e da chuva, enquanto fazem compras aqui no centro deste malfadado sítio». Dito e feito, contra todas as dificuldades que alguns locais com a mania que sabiam alguma coisa de governação lhe tentaram colocar, e com um grande carregamento de arcas de moedas, a obra nasceu.
Mas triste sina de quem tem razão mesmo que sozinho, nasceu torta, parece que as pessoas não iam lá pôr as carruagens, mais, até parece que nem sequer iam fazer compras ali perto, é que até parece que faziam de propósito!
O governante desesperava, mais sorte tiveram os seus antepassados que podiam simplesmente obrigar as pessoas a cumprir a sua vontade, mas agora corriam aqui e ali aquelas ideias diabólicas de conferir às pessoas a ideia de que podiam escolher e tomar decisões, e isto só complica a vida de quem tem tamanhas responsabilidades.
«Mas não me dou por vencido», pensou, «se não vai lá com um palácio, faço outro, e desta vez será ainda mais engenhoso, será subaquático! E se dez arcas de ouro não chegarem, que sejam vinte!»
Ora está-se mesmo a ver, uma vez mais, o povo da terra não colaborou e a coisa não correu bem. Achavam que aquilo não estava bem, que estava mal planeado, mal localizado. Ainda não era aquela a obra pela qual seria lembrado nos anais da história.
«Maldição! Mas que preciso fazer para contentar esta gente?!» Chateado, contra tudo e todos e até a própria corte, que embora não o dissesse não gostava da ideia, mandou fechar um pequeno parque onde peregrinos e visitantes vinham apreciar a terra – chamavam-lhe campistas e traziam moedas que por lá deixavam. Fê-lo pensando «nesta terra ninguém dorme ao relento, aqui só nas melhores hospedarias», mas claro, mais uma vez foi incompreendido. Parece que as pessoas gostavam mesmo de dormir no chão debaixo dumas tendas.
«Mas onde é já se viu isto, eu trago-lhes conforto e é assim que me tratam?!» exasperava, «Mas porque será que não consigo fazer nada que não dê buraco?! Vou-me embora, vou procurar outros que mereçam mais!».
Mas faltava a obra, faltava aquela marca que o tornasse imortal, que tornasse o seu nome merecedor das mais exuberantes homenagens e das mais doces memórias. Não era apenas isso, para dar lugar a novas e boas memórias era preciso primeiro apagar as que lembravam da má governação, as pessoas regem-se por símbolos e imagens, então, era preciso eliminar os maus símbolos e substituí-los por outros. Por muito que isso custasse!
E qual era o grande símbolo, bem à vista de todos, do desastre do seu comando? A fonte, a velha fonte, que velha não era pelo contrário, mas vil feitiço, parecia velha e podre. Era preciso eliminar aquilo, fazer outra. Tudo o que é novo, mesmo que por pouco tempo contenta as pessoas. «Arrase-se isto e uma nova se faça!», ordenou. E se calhar, se calhar até o parque, aquela coisa de pobres, se calhar até aquilo podia abrir outra vez…
Mas a obra, a obra que perdurasse faltava ainda. «Já sei, eureka! Uma ponte, uma ponte pelo altíssimo!» As pontes também têm o seu quê de mágico, servem para unir coisas, pessoas, são como elos, e são obras que impressionam, mesmo que colocadas num sítio onde não servem para grande coisa.
Naturalmente, por esta altura as finanças do sítio já não andavam muito bem, mas isso seria problema que outros resolveriam, importante importante era a sua obra e o governante, já não tão jovem, já pouco amado, mesmo que ninguém mais o entendesse, e que a própria corte lhe dissesse sim pela frente e o contrário às escondidas, precisava dessa obra.
Mas, uma ponte seria pouco, havia ainda muitas marcas negativas, a obra tem que ser muito impressionante para fazer esquecer o resto. «O que hei eu de fazer mais?…». Pois havia lá no centro do lugar, um mercado já um pouco antigo, esquecido até aí pelo governante mas apreciado pelos habitantes, onde iam vender os produtos da terra, onde se encontravam com os amigos, e onde mesmo os só de passagem gostavam de entrar, por muito sujo e decadente a que tivesse chegado.
Nem mais. O governante, que o que gostava mesmo era de demolições delirava «É isso, é mesmo isso, vou deitar aquela coisa bafienta e a cheirar a peixe abaixo, e fazer ali mais um palácio, um palácio onde entrem pessoas finas, onde se vendam os melhores linhos e se façam os melhores gourmets! E como vou fazer a bela ponte mesmo ali ao lado, aquilo vai ser uma das sete maravilhas que a terra não tem! Vamos lá ver se se lembram de mim ou não!»
O governante rejubilava, inchava de orgulho com a sua imaginação e capacidade de ver o que mais ninguém via. Pois, é que, está-se mesmo a ver não é? Há coisas que não mudam, e o resultado… bom, o resultado fica como a moral desta história, passada lá nessa terra longínqua esquecida no tempo e no território, para o entendimento de cada um. Não é assim tão difícil de lá chegar, pois não?…
Era uma vez uma pequena terra, presa num formoso vale entre um rio serpenteante e um antigo castelo. Uma terra de histórias e lendas, de feitos e feitiços, e de acontecimentos que em mais lado nenhum se viam.
Nessa terra governava um homem que se entendia iluminado. Outrora estrangeiro, chegara com promessas de coisas novas e de progresso. Conquistado o poder, pensou criar uma obra que fosse a sua imagem, que mostrasse a todos a sua capacidade de governar, que fizesse as pessoas sonhar e admirar. Depois de pouco pensar decidiu, «Vou construir uma fonte!». «As fontes tem o seu quê de mágico, todos gostam de água, então se for água a saltar e a cair, e com luzes e tudo mais, o sucesso é garantido» pensou. Pensou, decidiu e mandou fazer. Mas a coisa não correu bem ao desventurado governante, pois apesar das arcas carregadas de moedas de ouro que gastou, o povo da terra não percebeu o engenho e arte da sua criação, e além do mais havia um bruxedo qualquer que enguiçava a obra que não parava de avariar.
É preciso outra coisa, outra obra magicou, «O que é que eu posso fazer que seja o espelho da minha mestria e mostre como estou muito à frente dos incultos cá da terra? Já sei, coisa inovadora, vou fazer um palácio onde as pessoas possam guardar as suas carruagens do sol e da chuva, enquanto fazem compras aqui no centro deste malfadado sítio». Dito e feito, contra todas as dificuldades que alguns locais com a mania que sabiam alguma coisa de governação lhe tentaram colocar, e com um grande carregamento de arcas de moedas, a obra nasceu.
Mas triste sina de quem tem razão mesmo que sozinho, nasceu torta, parece que as pessoas não iam lá pôr as carruagens, mais, até parece que nem sequer iam fazer compras ali perto, é que até parece que faziam de propósito!
O governante desesperava, mais sorte tiveram os seus antepassados que podiam simplesmente obrigar as pessoas a cumprir a sua vontade, mas agora corriam aqui e ali aquelas ideias diabólicas de conferir às pessoas a ideia de que podiam escolher e tomar decisões, e isto só complica a vida de quem tem tamanhas responsabilidades.
«Mas não me dou por vencido», pensou, «se não vai lá com um palácio, faço outro, e desta vez será ainda mais engenhoso, será subaquático! E se dez arcas de ouro não chegarem, que sejam vinte!»
Ora está-se mesmo a ver, uma vez mais, o povo da terra não colaborou e a coisa não correu bem. Achavam que aquilo não estava bem, que estava mal planeado, mal localizado. Ainda não era aquela a obra pela qual seria lembrado nos anais da história.
«Maldição! Mas que preciso fazer para contentar esta gente?!» Chateado, contra tudo e todos e até a própria corte, que embora não o dissesse não gostava da ideia, mandou fechar um pequeno parque onde peregrinos e visitantes vinham apreciar a terra – chamavam-lhe campistas e traziam moedas que por lá deixavam. Fê-lo pensando «nesta terra ninguém dorme ao relento, aqui só nas melhores hospedarias», mas claro, mais uma vez foi incompreendido. Parece que as pessoas gostavam mesmo de dormir no chão debaixo dumas tendas.
«Mas onde é já se viu isto, eu trago-lhes conforto e é assim que me tratam?!» exasperava, «Mas porque será que não consigo fazer nada que não dê buraco?! Vou-me embora, vou procurar outros que mereçam mais!».
Mas faltava a obra, faltava aquela marca que o tornasse imortal, que tornasse o seu nome merecedor das mais exuberantes homenagens e das mais doces memórias. Não era apenas isso, para dar lugar a novas e boas memórias era preciso primeiro apagar as que lembravam da má governação, as pessoas regem-se por símbolos e imagens, então, era preciso eliminar os maus símbolos e substituí-los por outros. Por muito que isso custasse!
E qual era o grande símbolo, bem à vista de todos, do desastre do seu comando? A fonte, a velha fonte, que velha não era pelo contrário, mas vil feitiço, parecia velha e podre. Era preciso eliminar aquilo, fazer outra. Tudo o que é novo, mesmo que por pouco tempo contenta as pessoas. «Arrase-se isto e uma nova se faça!», ordenou. E se calhar, se calhar até o parque, aquela coisa de pobres, se calhar até aquilo podia abrir outra vez…
Mas a obra, a obra que perdurasse faltava ainda. «Já sei, eureka! Uma ponte, uma ponte pelo altíssimo!» As pontes também têm o seu quê de mágico, servem para unir coisas, pessoas, são como elos, e são obras que impressionam, mesmo que colocadas num sítio onde não servem para grande coisa.
Naturalmente, por esta altura as finanças do sítio já não andavam muito bem, mas isso seria problema que outros resolveriam, importante importante era a sua obra e o governante, já não tão jovem, já pouco amado, mesmo que ninguém mais o entendesse, e que a própria corte lhe dissesse sim pela frente e o contrário às escondidas, precisava dessa obra.
Mas, uma ponte seria pouco, havia ainda muitas marcas negativas, a obra tem que ser muito impressionante para fazer esquecer o resto. «O que hei eu de fazer mais?…». Pois havia lá no centro do lugar, um mercado já um pouco antigo, esquecido até aí pelo governante mas apreciado pelos habitantes, onde iam vender os produtos da terra, onde se encontravam com os amigos, e onde mesmo os só de passagem gostavam de entrar, por muito sujo e decadente a que tivesse chegado.
Nem mais. O governante, que o que gostava mesmo era de demolições delirava «É isso, é mesmo isso, vou deitar aquela coisa bafienta e a cheirar a peixe abaixo, e fazer ali mais um palácio, um palácio onde entrem pessoas finas, onde se vendam os melhores linhos e se façam os melhores gourmets! E como vou fazer a bela ponte mesmo ali ao lado, aquilo vai ser uma das sete maravilhas que a terra não tem! Vamos lá ver se se lembram de mim ou não!»
O governante rejubilava, inchava de orgulho com a sua imaginação e capacidade de ver o que mais ninguém via. Pois, é que, está-se mesmo a ver não é? Há coisas que não mudam, e o resultado… bom, o resultado fica como a moral desta história, passada lá nessa terra longínqua esquecida no tempo e no território, para o entendimento de cada um. Não é assim tão difícil de lá chegar, pois não?…
sexta-feira, agosto 31, 2007
algures a recordar a adolescência...
Lloret de Mar





Carece sempre de algum cuidado quando se revivem memórias, pois corremos o risco de substituir as antigas nesse baú das lembranças.
Nalgumas coisas Espanha continua igual, ou não fosse um dos principais destinos turísticos do mundo, em algumas zonas, um pouco ao jeito do nosso Algarve, parece que os espanhóis abandonaram esses sítios e outros os adoptaram como colónias, a zona da costa mediterrânica mais a norte, como Lloret, foi tomada pelos franceses e especialmente italianos. Mais a sul, como Benidorm, os portugueses e os ingleses reataram a velha aliança e tomaram conta do local.
quinta-feira, agosto 30, 2007
segunda-feira, agosto 20, 2007
domingo, agosto 12, 2007
Dia Internacional da Juventude

Mensagem do Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon,
12 de Agosto de 2007
O Dia Internacional da Juventude proporciona-nos, todos os anos, uma oportunidade de prestarmos homenagem aos 1200 milhões de jovens de todo o mundo, de celebrar as suas realizações e de favorecer a sua participação em todos os domínios.
A comemoração deste ano, que tem como tema “Ser visto e ser ouvido: a participação dos jovens no desenvolvimento”, centra-se nos importantes contributos que os jovens – homens e mulheres – de todo o mundo podem dar e já dão efectivamente para o progresso dos seus países. São parceiros valiosos e empenhados no esforço global para alcançar os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), incluindo o objectivo primordial de reduzir para metade a pobreza e a fome, até 2015. Continuam a desempenhar um papel de primeiro plano na luta contra o VIH/SIDA. E propõem soluções inovadoras e engenhosas para os problemas relacionados com o desenvolvimento que se arrastam há demasiado tempo.
Encontramo-nos a meio do caminho iniciado com vista à realização dos ODM e a participação dos jovens é mais necessária do que nunca. A sua energia e idealismo podem ajudar a recuperar o tempo perdido e a tornar possível a plena consecução dos objectivos de desenvolvimento, dentro dos prazos estipulados.
Pela nossa parte, devemos cumprir as nossas obrigações para com os jovens. O Programa de Acção Mundial para a Juventude pede aos Governos que tenham em conta os contributos dos jovens em todas as políticas que os afectam. Os Governos devem honrar este compromisso. E devem também aumentar o apoio financeiro, educativo e técnico aos jovens e ajudá-los a realizar o seu potencial.
Apesar de haver um conhecimento crescente das suas necessidades, em muitas partes do mundo os jovens continuam a ser marginalizados e esquecidos. O seu destino enquanto grupo que conhece níveis de pobreza e de desemprego anormalmente elevados continua a ser descurado. Assim, a probabilidade de os jovens estarem no desemprego é três vezes mais elevada do que a dos adultos. De facto, ainda que representem um quarto da população activa mundial, os jovens constituem quase metade dos desempregados do planeta.
Já é tempo de deixarmos de encarar os jovens como um problema e de passarmos a cultivar o seu potencial e a esperança que representam. Neste Dia Internacional da Juventude, tomemos a decisão de investir no nosso recurso mais valioso e de o proteger. Demos aos jovens de ambos os sexos o lugar que lhes compete na sociedade e no êxito desta.
12 de Agosto de 2007
O Dia Internacional da Juventude proporciona-nos, todos os anos, uma oportunidade de prestarmos homenagem aos 1200 milhões de jovens de todo o mundo, de celebrar as suas realizações e de favorecer a sua participação em todos os domínios.
A comemoração deste ano, que tem como tema “Ser visto e ser ouvido: a participação dos jovens no desenvolvimento”, centra-se nos importantes contributos que os jovens – homens e mulheres – de todo o mundo podem dar e já dão efectivamente para o progresso dos seus países. São parceiros valiosos e empenhados no esforço global para alcançar os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), incluindo o objectivo primordial de reduzir para metade a pobreza e a fome, até 2015. Continuam a desempenhar um papel de primeiro plano na luta contra o VIH/SIDA. E propõem soluções inovadoras e engenhosas para os problemas relacionados com o desenvolvimento que se arrastam há demasiado tempo.
Encontramo-nos a meio do caminho iniciado com vista à realização dos ODM e a participação dos jovens é mais necessária do que nunca. A sua energia e idealismo podem ajudar a recuperar o tempo perdido e a tornar possível a plena consecução dos objectivos de desenvolvimento, dentro dos prazos estipulados.
Pela nossa parte, devemos cumprir as nossas obrigações para com os jovens. O Programa de Acção Mundial para a Juventude pede aos Governos que tenham em conta os contributos dos jovens em todas as políticas que os afectam. Os Governos devem honrar este compromisso. E devem também aumentar o apoio financeiro, educativo e técnico aos jovens e ajudá-los a realizar o seu potencial.
Apesar de haver um conhecimento crescente das suas necessidades, em muitas partes do mundo os jovens continuam a ser marginalizados e esquecidos. O seu destino enquanto grupo que conhece níveis de pobreza e de desemprego anormalmente elevados continua a ser descurado. Assim, a probabilidade de os jovens estarem no desemprego é três vezes mais elevada do que a dos adultos. De facto, ainda que representem um quarto da população activa mundial, os jovens constituem quase metade dos desempregados do planeta.
Já é tempo de deixarmos de encarar os jovens como um problema e de passarmos a cultivar o seu potencial e a esperança que representam. Neste Dia Internacional da Juventude, tomemos a decisão de investir no nosso recurso mais valioso e de o proteger. Demos aos jovens de ambos os sexos o lugar que lhes compete na sociedade e no êxito desta.
Porque é hoje...
... Dia Internacional da Juventude?
Porque em 1998, Portugal acolheu a Conferência Mundial de Ministros para a Juventude.
E a Conferência - tendo presente uma proposta do Fórum Mundial da Juventude do Sistema das Nações Unidas, reunido em Braga - aprovou uma resolução proclamando o dia 12 de Agosto (data de encerramento da mesma) como o “Dia Internacional da Juventude”.
Esta decisão viria, posteriormente, a ser ratificada pela Assembleia Geral das Nações Unidas.
Na base desta proposta, e da consequente decisão da Assembleia Geral da ONU, esteve o objectivo de difundir - particularmente entre os jovens - o Programa de Acção Mundial para a Juventude até ao ano 2000 e seguintes (aprovado em 1995).
Este programa contém recomendações destinadas a governos e organizações, relacionadas com a adopção de políticas para a Juventude em diversas áreas, de que são exemplo, entre outras:
a Educação, o Emprego, a Luta contra a Pobreza, a Saúde.
De 8 a 12 de Agosto de 1998 teve lugar, em Lisboa, a Conferência Mundial dos Ministros Responsáveis pela Juventude que aprovou um documento fundamental na área das Políticas de Juventude: a Declaração de Lisboa!
Neste Documento os Governos que o subscreveram assumiram como compromisso:
Implementar as medidas que, para as várias áreas, nele constam;
Promover e continuar a implementar o Programa de Acção Mundial para a Juventude até ao ano 2000 e seguintes e
Garantir que as perspectivas próprias dos jovens se reflictam nas políticas e programas nacionais.
Para este ano de 2007, as Nações Unidas propuseram como tema de reflexão para o Dia Internacional da Juventude “Ser visto e ser ouvido: a participação dos jovens no desenvolvimento”.
Este tema centra-se nos importantes contributos que os jovens – homens e mulheres – de todo o mundo podem dar e já dão efectivamente para o progresso dos seus países.
Portal da Juventude
Porque em 1998, Portugal acolheu a Conferência Mundial de Ministros para a Juventude.
E a Conferência - tendo presente uma proposta do Fórum Mundial da Juventude do Sistema das Nações Unidas, reunido em Braga - aprovou uma resolução proclamando o dia 12 de Agosto (data de encerramento da mesma) como o “Dia Internacional da Juventude”.
Esta decisão viria, posteriormente, a ser ratificada pela Assembleia Geral das Nações Unidas.
Na base desta proposta, e da consequente decisão da Assembleia Geral da ONU, esteve o objectivo de difundir - particularmente entre os jovens - o Programa de Acção Mundial para a Juventude até ao ano 2000 e seguintes (aprovado em 1995).
Este programa contém recomendações destinadas a governos e organizações, relacionadas com a adopção de políticas para a Juventude em diversas áreas, de que são exemplo, entre outras:
a Educação, o Emprego, a Luta contra a Pobreza, a Saúde.
De 8 a 12 de Agosto de 1998 teve lugar, em Lisboa, a Conferência Mundial dos Ministros Responsáveis pela Juventude que aprovou um documento fundamental na área das Políticas de Juventude: a Declaração de Lisboa!
Neste Documento os Governos que o subscreveram assumiram como compromisso:
Implementar as medidas que, para as várias áreas, nele constam;
Promover e continuar a implementar o Programa de Acção Mundial para a Juventude até ao ano 2000 e seguintes e
Garantir que as perspectivas próprias dos jovens se reflictam nas políticas e programas nacionais.
Para este ano de 2007, as Nações Unidas propuseram como tema de reflexão para o Dia Internacional da Juventude “Ser visto e ser ouvido: a participação dos jovens no desenvolvimento”.
Este tema centra-se nos importantes contributos que os jovens – homens e mulheres – de todo o mundo podem dar e já dão efectivamente para o progresso dos seus países.
Portal da Juventude
100 anos de Miguel Torga...
... ou Adolfo Correia da Rocha.Quase um poema de amor
Há muito tempo já que não escrevo um poema
De amor.
E é o que eu sei fazer com mais delicadeza!
A nossa natureza
Lusitana
Tem essa humana
Graça
Feiticeira
De tornar de cristal
A mais sentimental
E baça
Bebedeira.
Mas ou seja que vou envelhecendo
E ninguém me deseje apaixonado,
Ou que a antiga paixão
Me mantenha calado
O coração
Num íntimo pudor,
Há muito tempo já que não escrevo um poema
De amor.
terça-feira, agosto 07, 2007
curtas de Tomar
- No Verão Tomar entristece-me mais. Nesta altura, as pessoas têm tendência para andar por aí com os olhos mais abertos, passeiam mais, apreciam mais, comparam mais. No Verão encontramos também as pessoas com outro tempo para a conversa. Este Verão, com todas as pessoas que tenho conversado ou até apenas ouvido, independentemente do partido, da idade, e do que quer que seja, sobre o estado da cidadezinha nabantina a apreciação é genérica: mal, péssima, em degradação, não se faz nada com jeito, é uma vergonha - e por aí fora.
E nem é tanto esta a parte que me entristece mais, mas sim quando faço a minha clássica pergunta: "Então e o que pensas fazer sobre isso?", e ouço um resignado "Nada" ou sou presenteado com um indiferente encolher de ombros ou um fustigante olhar daqueles que nos trespassam ensandecidos e nos parecem dizer: - Ganha juízo, como se fosse possível fazer alguma coisa!
- Esta do complexo desportivo onde se incluem as piscinas fechar em Agosto parece-me algo caricato. Não conheço as razões, mas não deixa de ser estranho com a imensidão de técnicos de desporto que a Câmara tem ao serviço.
- A gestão autárquica em Tomar transformou-se definitivamente numa espécie de agência de viagens. Do Município às freguesias, os jornais nabantinos da passada semana são bem o espelho do descontrole e da total ausência do mínimo de boa gestão dos dinheiros públicos a que o concelho chegou. Há juntas que gastam mais de metade do seu orçamento anual nestas viagens.
A caça ao voto é flagrante e a falta de decoro é tamanha que já nem se disfarça.
- O vereador Carrão, candidato assumido às próximas eleições autárquicas, desdobra-se em aniversários, encontros, passeios, ficando depois até altas horas no seu gabinete provavelmente a tentar despachar o que durante o dia não se fez. Confesso que começo a sentir alguma preocupação em relação à sua saúde. Acreditem que não digo isto a brincar, tanto passeio deve cansar!
- Se é preocupante a leviandade com que se afirmam certas coisas, o que dizer de algumas que se praticam? Como é que se diz que se está à espera de 34000 euros de fundos europeus para concluir a estrada Calçadas/Olalhas que desde Novembro alterna entre lama e pó, no mesmo momento em que apenas 6 anos depois se volta a querer enterrar dinheiro na praceta Alves Redol, mais identificada como a rotunda da nado-morta cibernética?
Quantas estradas (ou outra coisa) poderiam ser concluídas com os gastos das derrapagens e erros das obras do defunto estádio e do pavilhão "aquático"?
Quanto custou só o projecto para as bancadas que já não vão ser feitas?
Quanto custa começar obras, interrompê-las, retomá-las?
E nem é tanto esta a parte que me entristece mais, mas sim quando faço a minha clássica pergunta: "Então e o que pensas fazer sobre isso?", e ouço um resignado "Nada" ou sou presenteado com um indiferente encolher de ombros ou um fustigante olhar daqueles que nos trespassam ensandecidos e nos parecem dizer: - Ganha juízo, como se fosse possível fazer alguma coisa!
- Esta do complexo desportivo onde se incluem as piscinas fechar em Agosto parece-me algo caricato. Não conheço as razões, mas não deixa de ser estranho com a imensidão de técnicos de desporto que a Câmara tem ao serviço.
- A gestão autárquica em Tomar transformou-se definitivamente numa espécie de agência de viagens. Do Município às freguesias, os jornais nabantinos da passada semana são bem o espelho do descontrole e da total ausência do mínimo de boa gestão dos dinheiros públicos a que o concelho chegou. Há juntas que gastam mais de metade do seu orçamento anual nestas viagens.
A caça ao voto é flagrante e a falta de decoro é tamanha que já nem se disfarça.
- O vereador Carrão, candidato assumido às próximas eleições autárquicas, desdobra-se em aniversários, encontros, passeios, ficando depois até altas horas no seu gabinete provavelmente a tentar despachar o que durante o dia não se fez. Confesso que começo a sentir alguma preocupação em relação à sua saúde. Acreditem que não digo isto a brincar, tanto passeio deve cansar!
- Se é preocupante a leviandade com que se afirmam certas coisas, o que dizer de algumas que se praticam? Como é que se diz que se está à espera de 34000 euros de fundos europeus para concluir a estrada Calçadas/Olalhas que desde Novembro alterna entre lama e pó, no mesmo momento em que apenas 6 anos depois se volta a querer enterrar dinheiro na praceta Alves Redol, mais identificada como a rotunda da nado-morta cibernética?
Quantas estradas (ou outra coisa) poderiam ser concluídas com os gastos das derrapagens e erros das obras do defunto estádio e do pavilhão "aquático"?
Quanto custou só o projecto para as bancadas que já não vão ser feitas?
Quanto custa começar obras, interrompê-las, retomá-las?
curtas dos blogues
- Rio muito com os blogues cá da terra. Sim, é verdade navego por aí de quando em vez, tenho até alguma obrigação de acompanhar, até porque pelo meio de tanto chorrilho de disparates, aparecem opiniões válidas e pertinentes, independentemente de com elas concordar ou não.
Os blogues cá da terra surgem e desapareçam, um pouco como alguns dos pseudo anónimos comentadores que se transferem de uns para os outros.
- Dos mais vis ataques e maledicência, às sondagens, às previsões, às análises, às críticas, a coisa até tem alguma animação por vezes, mas é pena que não existam mais blogues de autor assumido. Os blogues são excelentes formas de opinar e comunicar (sabendo que a liberdade de opinar exige responsabilidade) e até neste campo Tomar perde, pois outros concelhos bem mais pequenos, e até com menos tradições existe mais conteúdo e mais qualidade.
- Seja como for, a mim pessoalmente alguns blogues têm especial pertinência pois por eles fico a saber novidades de mim próprio ou de responsabilidades que por mim também passam, e que, vá-se lá ver, por ali aparecem sem que delas soubesse! Ora, uma pessoa não pode estar desinformado, especialmente sobre si mesmo ou não é verdade?
Os blogues cá da terra surgem e desapareçam, um pouco como alguns dos pseudo anónimos comentadores que se transferem de uns para os outros.
- Dos mais vis ataques e maledicência, às sondagens, às previsões, às análises, às críticas, a coisa até tem alguma animação por vezes, mas é pena que não existam mais blogues de autor assumido. Os blogues são excelentes formas de opinar e comunicar (sabendo que a liberdade de opinar exige responsabilidade) e até neste campo Tomar perde, pois outros concelhos bem mais pequenos, e até com menos tradições existe mais conteúdo e mais qualidade.
- Seja como for, a mim pessoalmente alguns blogues têm especial pertinência pois por eles fico a saber novidades de mim próprio ou de responsabilidades que por mim também passam, e que, vá-se lá ver, por ali aparecem sem que delas soubesse! Ora, uma pessoa não pode estar desinformado, especialmente sobre si mesmo ou não é verdade?
curtas
- Já voltei há uns dias, mas a vontade para o computador, para os blogues, para as resmas de email´s por ler, continua em baixo. Deve ser do calor.
- Trabalhar em Agosto é péssimo. Temos de passar o dia a responder às chamadas e às sms que nos convidam para o petisco, a imperial, o rio, a praia e sei lá o quê mais com um repetido: - Mas eu estou a trabalhar!
- Hoje em em dia habituamo-nos a ver de tudo nos supermercados, mas óculos graduados a 6 euros empilhados junto à caixa registadora, ao jeito daquelas comprinhas de última hora... - Ora o que é que me falta... ah pois, os óculos que eu já nem vejo o genérico da novela! Hum, estes são bons...
Mas quem é que compra óculos no supermercado!?
- Trabalhar em Agosto é péssimo. Temos de passar o dia a responder às chamadas e às sms que nos convidam para o petisco, a imperial, o rio, a praia e sei lá o quê mais com um repetido: - Mas eu estou a trabalhar!
- Hoje em em dia habituamo-nos a ver de tudo nos supermercados, mas óculos graduados a 6 euros empilhados junto à caixa registadora, ao jeito daquelas comprinhas de última hora... - Ora o que é que me falta... ah pois, os óculos que eu já nem vejo o genérico da novela! Hum, estes são bons...
Mas quem é que compra óculos no supermercado!?
Nova atracção turística nabantina
Só ontem vi, mas está giro o "Prémio de Arquitectura Popular para "Bairro da Chapa" em Tomar, paródia jornalistica em torno do "bairro" criado pela Câmara de Tomar na zona do Flecheiro para dotar as barracas das famílias de etnia cigana de maior resistência às cheias do Nabão. (!!!!!)
Quer dizer, o prémio é uma graça, mas o conteúdo é bem real... diz que é uma espécie de dois em um, um novo conceito de habitação social e a custos controlados ao mesmo tempo.
Tomar é assim, uma terra de inventores.
Infelizmente não está disponível online, mas ainda o podem ver na secção d'O Mirante Cor-de Rosa do jornal O Mirante, de Quinta 2 de Agosto.
Quer dizer, o prémio é uma graça, mas o conteúdo é bem real... diz que é uma espécie de dois em um, um novo conceito de habitação social e a custos controlados ao mesmo tempo.
Tomar é assim, uma terra de inventores.
Infelizmente não está disponível online, mas ainda o podem ver na secção d'O Mirante Cor-de Rosa do jornal O Mirante, de Quinta 2 de Agosto.
sexta-feira, julho 27, 2007
Time Out
É verdade que nos últimos tempos a vontade, ao contrário do habitual até mais que a disponibilidade, tem sido muito diminuta para computadores, internet e blogues especialmente, de forma que aqui o canto tem andado um pouco calmo, pelo menos à superfície. Sim, porque se lessem os insultuosos escritos que eu não deixo passar aqui nos comentários...
Se precisarem de mim estou ali. Até já.
Adiante, o que é certo é que se tem andado calmo, calmo andará porque nos próximos dias, a modos de preparação para Agosto e por receita médica, vou ter de inspirar muito iodo algures onde houver disto...
Se precisarem de mim estou ali. Até já.
Rapidinha II
... e também podia falar sobre a investigação do Tribunal de Contas às obras do estádio municipal, mas falo nisso quando houver conclusões;
e ao facto de (ainda não é público) António Paiva e o executivo PSD, entenderem que a primeira prioridade no desenvolvimento para Tomar no âmbito do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) é... o turismo religioso!...
mas fica para outra altura, que agora vou rezar pela alma da nossa terra.
e ao facto de (ainda não é público) António Paiva e o executivo PSD, entenderem que a primeira prioridade no desenvolvimento para Tomar no âmbito do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) é... o turismo religioso!...
mas fica para outra altura, que agora vou rezar pela alma da nossa terra.
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