- Ó Zezé, mas não costumava haver uma coisa chamada feira das passas durante a feira de Santa Iria cá em Tomar?
- Lá 'tás tu pá! Aqueles quatro vendedores não te chegam? Já nem ninguém quer passas dessas!
- Mas até há uns anos era uma rua cheia e...
- Ó Tóto, queres frutos secos vai a Torres Novas ou a outro vilarejo qualquer! Tomar é muito bom para essas coisas!
segunda-feira, outubro 22, 2007
sábado, outubro 20, 2007
Hoje é dia de Santa Iria
A lenda mais famosa de Tomar e que viria a dar nome a muitos locais, entre os quais Santarém, pode ser conhecida aqui.
Também no site Cavaleiros Guardiões de Santa Maria do Olival, poderão encontrar mais informações sobre esta e outros temas relacionados com a nossa região. Vale a pena visitar.
Também no site Cavaleiros Guardiões de Santa Maria do Olival, poderão encontrar mais informações sobre esta e outros temas relacionados com a nossa região. Vale a pena visitar.
Sexta-feira 13 de Outubro de 1307
artigo publicado no jornal Cidade de Tomar de 19 de Outubro
Em Outubro de 2007 o 13 foi ao sábado, mas tal não significa que não fosse um dia que merecesse destacar. Porquê? Porque foi este dia 13 passado que assinalou exactos 700 anos que em Paris, Jacques de Molay, vigésimo segundo e último grão-mestre da Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, mais conhecidos como Templários, era capturado e levado para os calabouços do até aí Templo da Ordem na capital francesa.
Assim como ele, centenas de outros cavaleiros eram presos e severamente torturados por toda a Europa e muitos acabariam tal como o grão-mestre queimados na fogueira, simbolizando esse dia como aquele que marca o fim da que, criada dois séculos antes por nove cavaleiros liderados por Hugo de Payens, se havia surpreendentemente transformado na mais poderosa, respeitada e temida Ordem de cavalaria.
Muito mais que simples monges ou cavaleiros guerreiros, a ordem tornar-se-ia numa instituição com fortes influências quer política como financeiramente. Fora o papa Inocêncio II quem, por razões pouco apuradas, concedera uma bula que lhes outorgava poderes ilimitados, sendo declarados "isentos de jurisdição episcopal", constituindo-se desse modo em poder autónomo, independente de qualquer interferência, política ou religiosa, quer de reis quer de prelados, e que acumulara vastos domínios em mais de dez países, vindo a enriquecer ainda mais através da concessão de créditos a reis, nobres e clérigos, cobrando juros sobre esses recursos, estabelecendo o embrião do moderno sistema bancário.
Por inveja e cobiça dos tesouros e conhecimentos de presumíveis segredos embaraçosos, como as conhecidas conjecturas do Santo Graal – o cálice sagrado, ou da teorética descendência de Jesus, a tramóia conjecturada por Filipe IV O Belo e o seu fantoche papa Clemente V, havia sido alcançada com sucesso. Era preciso destruir essa organização afim de se apoderar dos seus recursos e aniquilar a sua possível ameaça, acusando-os de hereges e de uma série de outras perfídias. E mesmo que mais tarde a verdade fosse reposta, a ferida havia sido demasiado profunda para recuperar o irrecuperável, ou assim se acredita.
Mas Jacques de Molay e os seus Templários haviam todavia vencido a malvadez do invejoso rei. O tesouro e os segredos que procurava desapareceram misteriosamente, sendo até hoje motivo de lendas e mitos. Diz-se que carroças cobertas de feno saíram de Paris na noite anterior, diz-se que navios ancoraram em sabe-se lá quantos portos.
Diz-se que os Templários não desapareceram, mas apenas adormeceram, converteram-se, adoptaram outras divisas, mas que em verdade ainda andam por aí… Diz-se muita coisa, e a verdade provavelmente nunca se saberá. Mas é isso que adoça o mistério e aguça a curiosidade, basta que pensemos em fenómenos como o livro e posterior filme “O Código Da Vinci”. São milhares os apaixonados em todo o mundo nesta matéria, afinal, quem não gostaria de descobrir um tesouro, ou de se achar na posse de um segredo milenar?
Em Outubro de 2007 o 13 foi ao sábado, mas tal não significa que não fosse um dia que merecesse destacar. Porquê? Porque foi este dia 13 passado que assinalou exactos 700 anos que em Paris, Jacques de Molay, vigésimo segundo e último grão-mestre da Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, mais conhecidos como Templários, era capturado e levado para os calabouços do até aí Templo da Ordem na capital francesa.
Assim como ele, centenas de outros cavaleiros eram presos e severamente torturados por toda a Europa e muitos acabariam tal como o grão-mestre queimados na fogueira, simbolizando esse dia como aquele que marca o fim da que, criada dois séculos antes por nove cavaleiros liderados por Hugo de Payens, se havia surpreendentemente transformado na mais poderosa, respeitada e temida Ordem de cavalaria.
Muito mais que simples monges ou cavaleiros guerreiros, a ordem tornar-se-ia numa instituição com fortes influências quer política como financeiramente. Fora o papa Inocêncio II quem, por razões pouco apuradas, concedera uma bula que lhes outorgava poderes ilimitados, sendo declarados "isentos de jurisdição episcopal", constituindo-se desse modo em poder autónomo, independente de qualquer interferência, política ou religiosa, quer de reis quer de prelados, e que acumulara vastos domínios em mais de dez países, vindo a enriquecer ainda mais através da concessão de créditos a reis, nobres e clérigos, cobrando juros sobre esses recursos, estabelecendo o embrião do moderno sistema bancário.
Por inveja e cobiça dos tesouros e conhecimentos de presumíveis segredos embaraçosos, como as conhecidas conjecturas do Santo Graal – o cálice sagrado, ou da teorética descendência de Jesus, a tramóia conjecturada por Filipe IV O Belo e o seu fantoche papa Clemente V, havia sido alcançada com sucesso. Era preciso destruir essa organização afim de se apoderar dos seus recursos e aniquilar a sua possível ameaça, acusando-os de hereges e de uma série de outras perfídias. E mesmo que mais tarde a verdade fosse reposta, a ferida havia sido demasiado profunda para recuperar o irrecuperável, ou assim se acredita.
Mas Jacques de Molay e os seus Templários haviam todavia vencido a malvadez do invejoso rei. O tesouro e os segredos que procurava desapareceram misteriosamente, sendo até hoje motivo de lendas e mitos. Diz-se que carroças cobertas de feno saíram de Paris na noite anterior, diz-se que navios ancoraram em sabe-se lá quantos portos.
Diz-se que os Templários não desapareceram, mas apenas adormeceram, converteram-se, adoptaram outras divisas, mas que em verdade ainda andam por aí… Diz-se muita coisa, e a verdade provavelmente nunca se saberá. Mas é isso que adoça o mistério e aguça a curiosidade, basta que pensemos em fenómenos como o livro e posterior filme “O Código Da Vinci”. São milhares os apaixonados em todo o mundo nesta matéria, afinal, quem não gostaria de descobrir um tesouro, ou de se achar na posse de um segredo milenar?
Bom, perguntará o caro leitor: - certo, história interessante, mas tem isso algo a ver com Tomar ou é só para dar ares de intelectual?
E eu direi, pois tem tudo, e nada.
Tudo, porque a seguir a essa fatídica sexta-feira 13 desse Outubro longínquo, e que até hoje associa sem que a maioria saiba porquê esse epíteto de azar a essas sextas-feiras, os Templários que sobraram, e ainda eram muitos, fugiram para locais seguros, um deles Portugal, e em Portugal Tomar, devendo-lhes nós grande parte do que somos. E porque D. Dinis, um dos mais cultos e visionários soberanos da nossa história, convenceu doze anos mais tarde o novo papa João XXII a autorizar a criação da Ordem de Cristo, convertendo, acolhendo todos esses cavaleiros em fuga, assim como as suas posses e os seus conhecimentos. E porque se acredita que Portugal (ou, porto do Graal?) pode ter sido o ou um dos portos seguros dos seus tesouros.
Tudo porque, com sede em Tomar, sendo Tomar guardião dos segredos e das descobertas da nova Ordem, foi essa que, usando nas velas das caravelas a marca templária, “descobriu novos mundos ao mundo” na epopeia dos descobrimentos, na mais áurea época do nosso país, quando fomos efectivamente império, quando fomos centro do mundo, e quando Tomar era por isso um dos locais mais importantes e simultaneamente ocultos desse mundo de então.
Nada, porque apesar de toda esta propriedade, de todo este potencial, do Convento de Cristo sede das duas Ordens e também ele detentor de segredos, monumento património mundial (mesmo que não figurando nas mais ou menos 7 maravilhas), e de termos como nossa uma marca reconhecida em todo o mundo, o que sabemos aproveitar para nosso benefício, para desenvolvimento turístico, para criação de riqueza, e até mesmo reconhecimento do concelho ao menos no contexto nacional, é mais ou menos isso: nada.
E isto leva-nos ao facto de que, se essa azarada sexta-feira 13 de Outubro de 1307 acabou por ser proveitosa para Portugal e para Tomar, de há uns anos para cá a coisa inverteu-se e aqui pelas margens do Nabão, e numa cidade que foi líder e pioneira em tanta coisa, hoje somos constantemente ultrapassados e até parece que todos dias são dias de infortúnio.
Pelo que é caso para perguntar: onde anda esse sangue templário que é suposto correr-nos nas veias? Está oculto esperando o momento de ressurgir, ou desapareceu de vez nos resquícios da memória e nas mordomias letárgicas dos tempos modernos?
quarta-feira, outubro 17, 2007
curtas
- Uma das coisas que melhor me sabem quando viajo, e por muito curta que seja a viagem, é o regresso a Tomar.
Quando regresso a Tomar tento pôr-me a par do que por cá se passou durante a ausência, mesmo de coisas eventualmente inúteis como o que se diz nos blogues, onde um simples fim-de-semana é suficiente para uma grande produção de disparates, e mal seria se não fosse, algumas coisas acertadas.
Uma das discussões actuais é a velha dicotomia nabantina entre obras e vestígios arqueológicos. E fico com pena que alguns ainda achem que a riqueza arqueológica que possuímos é um entrave para uma obra seja ela qual for. Se tiver tempo e vontade voltarei a este tema.
- Na onda dos blogues, é interessante a nova rubrica do jornal O Templário onde faz eco daquilo que se entende como o que mais relevante foi escrito durante cada semana pelos comentaristas no blogue desse jornal. Mas não deixa de ser relevante que quase todos (se não foram todos até agora) são comentários anónimos. Como é possível que persista o medo em assumir o que se pensa?
- E falando em jornais, é preciso destacar o dinamismo do projecto empresarial d’O Mirante, aquele que começou como um pequeno jornal nascido em Alpiarça, até abranger toda a região do Ribatejo com três edições distintas, e desde o passado sábado, a ser distribuído junto com o Expresso em toda esta região. É de aplaudir.
- E falando em Mirante, nesta edição onde tive honras de figurar no “cavaleiro andante”, já não posso aplaudir, mas são opiniões, a crónica onde o seu director Joaquim Emídio tece rasgados elogios ao nosso presidente de Câmara. Tem que vir cá ao norte mais vezes.
- E vindo as crónicas à baila, não queria deixar de referir que o último texto que escrevi para o Cidade de Tomar, “Os Trintões Nabantinos”, foi dos que mais reacções me fez chegar, vindos de diversos quadrantes políticos, profissionais e etários, o que não só me deixa satisfeito, como um pouco menos pessimista quanto ao adormecimento que parece ter dominado os tomarenses, e em especial os da geração que visava, a minha.
- Na onda dos blogues, é interessante a nova rubrica do jornal O Templário onde faz eco daquilo que se entende como o que mais relevante foi escrito durante cada semana pelos comentaristas no blogue desse jornal. Mas não deixa de ser relevante que quase todos (se não foram todos até agora) são comentários anónimos. Como é possível que persista o medo em assumir o que se pensa?
- E falando em jornais, é preciso destacar o dinamismo do projecto empresarial d’O Mirante, aquele que começou como um pequeno jornal nascido em Alpiarça, até abranger toda a região do Ribatejo com três edições distintas, e desde o passado sábado, a ser distribuído junto com o Expresso em toda esta região. É de aplaudir.
- E falando em Mirante, nesta edição onde tive honras de figurar no “cavaleiro andante”, já não posso aplaudir, mas são opiniões, a crónica onde o seu director Joaquim Emídio tece rasgados elogios ao nosso presidente de Câmara. Tem que vir cá ao norte mais vezes.
- E vindo as crónicas à baila, não queria deixar de referir que o último texto que escrevi para o Cidade de Tomar, “Os Trintões Nabantinos”, foi dos que mais reacções me fez chegar, vindos de diversos quadrantes políticos, profissionais e etários, o que não só me deixa satisfeito, como um pouco menos pessimista quanto ao adormecimento que parece ter dominado os tomarenses, e em especial os da geração que visava, a minha.
terça-feira, outubro 09, 2007
Aleluia, aleluia, aleluia
Custou muito, demorou ainda mais, e a ausência era inexplicável e um fenómeno digno daqueles programas de coisas incríveis, mas ponham as colchas nas varandas, vistam os melhores fatos, venham para a rua celebrar e lancem foguetes que
A CÂMARA DE TOMAR JÁ TEM UM SITE!!!!!!!!
O design gráfico entra no gosto pessoal e não o discuto, embora pudesse ser mais rico, e as funcionalidades poderiam estar, fundamentalmente na interacção com o utilizador mais ambiciosas, em especial se acreditássemos nas desculpas que foram sendo dadas para a inexistência do site, mas quem esperou tanto tempo também pode esperar por umas melhoras, assim haja vontade de que aconteçam.
Volto a frisar, melhoras essencialmente naquilo que sejam os serviços online prestados na perspectiva do turista, e especialmente na do cidadão/utente, serviços que, a exemplo do que acontece já em muitos municípios, possam agilizar e facilitar a vida dos munícipes.
E não se entenda este último parágrafo como uma crítica negativa, mas na perspectiva de que tudo pode sempre ser melhorado.
A CÂMARA DE TOMAR JÁ TEM UM SITE!!!!!!!!
O design gráfico entra no gosto pessoal e não o discuto, embora pudesse ser mais rico, e as funcionalidades poderiam estar, fundamentalmente na interacção com o utilizador mais ambiciosas, em especial se acreditássemos nas desculpas que foram sendo dadas para a inexistência do site, mas quem esperou tanto tempo também pode esperar por umas melhoras, assim haja vontade de que aconteçam.
Volto a frisar, melhoras essencialmente naquilo que sejam os serviços online prestados na perspectiva do turista, e especialmente na do cidadão/utente, serviços que, a exemplo do que acontece já em muitos municípios, possam agilizar e facilitar a vida dos munícipes.
E não se entenda este último parágrafo como uma crítica negativa, mas na perspectiva de que tudo pode sempre ser melhorado.
domingo, outubro 07, 2007
Os trintões nabantinos
artigo publicado no jornal Cidade de Tomar de 5 de Outubro.
“Ter trinta anos em Portugal” foi o tema de capa e excelente reportagem da revista Visão de 20 de Setembro. Ao ler esse trabalho sobre “o retrato da geração pós-25 de Abril que está a mudar o país”, não sei se por pouco mais de um mês me separar dessa efeméride, dei por mim a pensar e a transpor para a visão nabantina do assunto: como é ter trinta anos no concelho de Tomar?
Nessa reportagem são em primeiro lugar focadas as referências, desde as séries infanto-juvenis como a Abelha Maya, o Tom Sawer ou o excelente Verão Azul (que comemorou inclusive 20 anos no ano transacto), ou o facto de sermos do tempo em que o computador era uma coisa chamada Spectrum e que funcionava a cassetes; e telemóvel, digo eu, só nos filmes do 007.
Sendo certo que esses anos da infância e da adolescência são por norma aqueles que definem a nossa personalidade, os gostos, e muito do tipo de vida que vamos seguir, que referências temos para além dessas cá pelas margens do Nabão? As matinés de Quarta ou Sexta-feira no Pim-Pim ou, naqueles tempos em que eram os de outros concelhos que a Tomar se deslocavam, as noites da Excêntrica que acabavam mesmo bem com um mergulho no Zêzere ainda antes do nascer do sol. Um copo de “Mouchão” fresquinho, que só nos já idos nas cinzas da memória “Passarinhos” é que sabia daquela forma. Enfim, sobra felizmente o Paraíso pouso de todas as gerações, e vêm ainda de parte desse tempo o Casablanca ou o Lá Calha. Bebemos as primeiras imperiais com umas moelas a acompanhar no Noite e Sol, e era ao Texas que íamos comer o bitoque.
Acompanhámos o nascimento e a evolução dos Quinta do Bill, assistimos ao fecho do Cine-Teatro (reaberto já mas onde o cinema já não tem o fulgor desses tempos), onde antes íamos às sessões infantis de domingo de manhã e lembramo-nos do Festival de Cinema que nesses tempos do Vasco Granja na RTP, emprestava a Tomar reconhecimento. Lembramo-nos de andar de barco no rio, jogar à bola no pelado da nabância (não eu, que nunca fui dado a essas artes!); os passeios na mata, e até fazer o percurso de manutenção que em tempos lá existiu. (Quantos tomarenses entram hoje na mata?)
Perdíamos tempo nos snookers da Gualdim Pais ou do Académico, ambos ainda por lá, mas que já não são a mesma coisa porque, como será seguramente para todos os adolescentes, o tal tempo parecia ter outro tempo.
Muito mais poderia ser lembrado e cada um terá as suas memórias, os seus lugares, e a forma como as guarda ou as esquece, é um exercício que a cada um se reserva.
Mas revividas as memórias, que perspectivas, que ambições, que presente e futuro têm os trintões nabantinos? Nós que, talvez mais despertos, talvez menos apegados a um outro passado, vimos crescer os concelhos à nossa volta, vimos essas terras desenvolverem-se, e já pouco chegámos a conhecer o tempo em que Tomar era a referência e o líder incontestado da região. Há no entanto quem não consiga ver ou aceitar que essa é a realidade. Tomar está em degradação, e a continuar o actual rumo só poderá agravar-se.
Ainda este domingo, quando ajudava nas mudanças da minha irmã para a sua casa nova em Abrantes pensava: como se consegue convencer os mais novos a ficar? Todos os dias parte alguém, esta terra envelhece cada vez mais, mas que razões podemos encontrar para mudar isso?
Empregos, difíceis; qualidade de vida, alguma sim, mas cada vez menos, ou cada vez menos tem algo que se destaque doutros locais, e em muitos aspectos já está a perder, e ainda por cima uma cidade bonita não nos mata a fome.
Eu… tenho um gato, mas dizem as estatísticas que uma boa parte dos da minha idade estarão casados e com um filho, mas essas estatísticas também não jogam a favor dos Tomarenses. Se para um é difícil, para dois é-o (obviamente) a dobrar. Onde arranjar uma casa? Construir uma nas aldeias? Mas nos poucos sítios onde é possível, só para a licença, além do que custa demora uns dois anos. Comprar apartamento? Seja novo ou usado, os preços são o que sabemos em Tomar, iguais aos de Lisboa, não falando nos preços da água, do saneamento. É que até os supermercados em Tomar, parecem ter preços acima da média dos outros concelhos!
Além dos poucos que não enxergam a realidade, e dos que a vendo a tentam esconder, há quem ache não ser possível dar volta isto, outros que assim mesmo é que deve ser, que esta deve ser uma terra “pacatinha”, onde deve morar quem paga para ter sossego, quem tem dinheiro para pagar a tarifa de viver numa espécie de museu, que é de facto para onde nos encaminhamos.
Eu acredito em algo distinto, que não precisamos mudar o que somos, nem alterar a nossa identidade, essa marca que ainda faz de Tomar algo diferente, e no entanto encontrarmos formas de poder sobreviver a nos tornarmos uma vilazinha engraçada nos subúrbios de outra coisa qualquer. Acredito que há quem queira investir, assim os deixem; que há quem queira trabalhar, assim lhes dêem oportunidade; que a maioria prefere continuar a viver por cá, assim consiga. Mas para isso é preciso que se assumam responsabilidades, responsabilidades que começam em cada um de nós, que sejamos críticos e interventivos, e que Tomar perca esta característica quase genética de deixar que dois ou três (ou nos últimos tempos um), decidam por todos os outros. O presente e o futuro está nas mãos dos tomarenses, e muito nas mãos desses trintões, é preciso que o assumam e que o exerçam.
Senão, bom, senão os trintões nabantinos terão cada vez menos problemas, porque em verdade serão cada vez mais uma “espécie” em extinção, porque a maioria abandonará Tomar antes de completar essa idade, ficando apenas os que podem e os que como eu têm o seu quê de teimosos.
Estarei errado?
“Ter trinta anos em Portugal” foi o tema de capa e excelente reportagem da revista Visão de 20 de Setembro. Ao ler esse trabalho sobre “o retrato da geração pós-25 de Abril que está a mudar o país”, não sei se por pouco mais de um mês me separar dessa efeméride, dei por mim a pensar e a transpor para a visão nabantina do assunto: como é ter trinta anos no concelho de Tomar?
Nessa reportagem são em primeiro lugar focadas as referências, desde as séries infanto-juvenis como a Abelha Maya, o Tom Sawer ou o excelente Verão Azul (que comemorou inclusive 20 anos no ano transacto), ou o facto de sermos do tempo em que o computador era uma coisa chamada Spectrum e que funcionava a cassetes; e telemóvel, digo eu, só nos filmes do 007.
Sendo certo que esses anos da infância e da adolescência são por norma aqueles que definem a nossa personalidade, os gostos, e muito do tipo de vida que vamos seguir, que referências temos para além dessas cá pelas margens do Nabão? As matinés de Quarta ou Sexta-feira no Pim-Pim ou, naqueles tempos em que eram os de outros concelhos que a Tomar se deslocavam, as noites da Excêntrica que acabavam mesmo bem com um mergulho no Zêzere ainda antes do nascer do sol. Um copo de “Mouchão” fresquinho, que só nos já idos nas cinzas da memória “Passarinhos” é que sabia daquela forma. Enfim, sobra felizmente o Paraíso pouso de todas as gerações, e vêm ainda de parte desse tempo o Casablanca ou o Lá Calha. Bebemos as primeiras imperiais com umas moelas a acompanhar no Noite e Sol, e era ao Texas que íamos comer o bitoque.
Acompanhámos o nascimento e a evolução dos Quinta do Bill, assistimos ao fecho do Cine-Teatro (reaberto já mas onde o cinema já não tem o fulgor desses tempos), onde antes íamos às sessões infantis de domingo de manhã e lembramo-nos do Festival de Cinema que nesses tempos do Vasco Granja na RTP, emprestava a Tomar reconhecimento. Lembramo-nos de andar de barco no rio, jogar à bola no pelado da nabância (não eu, que nunca fui dado a essas artes!); os passeios na mata, e até fazer o percurso de manutenção que em tempos lá existiu. (Quantos tomarenses entram hoje na mata?)
Perdíamos tempo nos snookers da Gualdim Pais ou do Académico, ambos ainda por lá, mas que já não são a mesma coisa porque, como será seguramente para todos os adolescentes, o tal tempo parecia ter outro tempo.
Muito mais poderia ser lembrado e cada um terá as suas memórias, os seus lugares, e a forma como as guarda ou as esquece, é um exercício que a cada um se reserva.
Mas revividas as memórias, que perspectivas, que ambições, que presente e futuro têm os trintões nabantinos? Nós que, talvez mais despertos, talvez menos apegados a um outro passado, vimos crescer os concelhos à nossa volta, vimos essas terras desenvolverem-se, e já pouco chegámos a conhecer o tempo em que Tomar era a referência e o líder incontestado da região. Há no entanto quem não consiga ver ou aceitar que essa é a realidade. Tomar está em degradação, e a continuar o actual rumo só poderá agravar-se.
Ainda este domingo, quando ajudava nas mudanças da minha irmã para a sua casa nova em Abrantes pensava: como se consegue convencer os mais novos a ficar? Todos os dias parte alguém, esta terra envelhece cada vez mais, mas que razões podemos encontrar para mudar isso?
Empregos, difíceis; qualidade de vida, alguma sim, mas cada vez menos, ou cada vez menos tem algo que se destaque doutros locais, e em muitos aspectos já está a perder, e ainda por cima uma cidade bonita não nos mata a fome.
Eu… tenho um gato, mas dizem as estatísticas que uma boa parte dos da minha idade estarão casados e com um filho, mas essas estatísticas também não jogam a favor dos Tomarenses. Se para um é difícil, para dois é-o (obviamente) a dobrar. Onde arranjar uma casa? Construir uma nas aldeias? Mas nos poucos sítios onde é possível, só para a licença, além do que custa demora uns dois anos. Comprar apartamento? Seja novo ou usado, os preços são o que sabemos em Tomar, iguais aos de Lisboa, não falando nos preços da água, do saneamento. É que até os supermercados em Tomar, parecem ter preços acima da média dos outros concelhos!
Além dos poucos que não enxergam a realidade, e dos que a vendo a tentam esconder, há quem ache não ser possível dar volta isto, outros que assim mesmo é que deve ser, que esta deve ser uma terra “pacatinha”, onde deve morar quem paga para ter sossego, quem tem dinheiro para pagar a tarifa de viver numa espécie de museu, que é de facto para onde nos encaminhamos.
Eu acredito em algo distinto, que não precisamos mudar o que somos, nem alterar a nossa identidade, essa marca que ainda faz de Tomar algo diferente, e no entanto encontrarmos formas de poder sobreviver a nos tornarmos uma vilazinha engraçada nos subúrbios de outra coisa qualquer. Acredito que há quem queira investir, assim os deixem; que há quem queira trabalhar, assim lhes dêem oportunidade; que a maioria prefere continuar a viver por cá, assim consiga. Mas para isso é preciso que se assumam responsabilidades, responsabilidades que começam em cada um de nós, que sejamos críticos e interventivos, e que Tomar perca esta característica quase genética de deixar que dois ou três (ou nos últimos tempos um), decidam por todos os outros. O presente e o futuro está nas mãos dos tomarenses, e muito nas mãos desses trintões, é preciso que o assumam e que o exerçam.
Senão, bom, senão os trintões nabantinos terão cada vez menos problemas, porque em verdade serão cada vez mais uma “espécie” em extinção, porque a maioria abandonará Tomar antes de completar essa idade, ficando apenas os que podem e os que como eu têm o seu quê de teimosos.
Estarei errado?
sexta-feira, outubro 05, 2007
5 de Outubro

Neste dia em 1910, depois da decadência da monarquia, e de todo o turbilhão ocorrente, como o assassinato do rei D. Carlos I, dava-se a Proclamação da República na Câmara Municipal de Lisboa, por José Relvas (sim o da casa dos Patudos em Alpiarça - aquela terra havia de ser concelho por algum motivo!).
a partir deste dia, a Mariana passava a carregar também a bandeira do nosso país
Também neste dia, mas no mais longínquo e por isso muito esquecido, ano de 1143, era assinado entre Afonso Henriques e o rei Afonso VII de Castela e Leão, aquele que ficou conhecido como o Tratado de Zamora, e que foi o resultado da conferência de paz ocorrida nessa cidade entre os dois soberanos, e onde o segundo reconhecia o Condado Portucalense como reino e Afonso Henriques como seu soberano, sendo assim esta a data oficial da independência de Portugal e o início da dinastia afonsina.
Hoje é também Dia do Professor. Este dia comemora-se em diferentes dias em muitos países do mundo, e em alguns é feriado nacional exclusivamente para comemoração da efeméride.
Sem conserto

É verdade que eu já assisti aí a uns 15 concertos dos Quinta do Bill um pouco por todo o país, mas em todo o caso a vontade para ontem continuava.
Só que quando cheguei àquele muito bom pavilhão municipal de Tomar, já ele estava cheio pelo que eu e mais, meia dúzia mais coisa menos coisa, de pessoas que estávamos na rua fomos sem concerto à procura de conserto noutras paragens.
E eu que entre outras coisas queria tanto comentar a acústica do espaço, vou ter que me ficar por dizer que uma vez mais se prova da grande utilidade e polivalência do mesmo. Ou não.
Bom, mas os Quinta não têm culpa, já basta não ter sido possível que não tenha sido na praça, pelo que espero que as condições para o espectáculo tenham sido, dentro das possíveis as melhores, e que as, agora a sério muitas centenas (diria milhares mas é para não parecer aquelas contas das festas dos tabuleiros) de pessoas que ficaram na rua tenham percebido a inevitabilidade da situação e desculpem a banda. E olhem, comprem o DVD, podem sempre dizer que estiveram lá que ninguém nota.
quinta-feira, setembro 27, 2007
Relativismos
A perspectiva e o interesse com que olhamos um determinado assunto, ou mesmo um objecto, faz-nos dele retirar impressões que são únicas e pessoais, e naturalmente variam exactamente consoante a posição e até mesmo o (pre)conceito com que olhamos.
O mesmo se aplica por exemplo em política. Não percebo tanto alarmismo em volta da falta do vereador do PS a uma reunião da Câmara de Tomar. Acontece. A verdade é que em dois anos do actual mandato eu sei e é fácil que qualquer pessoa saiba exactamente quantas vezes o lugar do vereador do PS não esteve ocupado: duas.
O que eu já não sei, e duvido que alguém saiba, é quantas vezes já faltou o Presidente da Câmara, e não vejo grande alarido em relação a isso.
Pronto, tenho de ficar feliz, deve ser a confirmação que se nota mais a ausência do vereador do PS que a do Presidente...
O mesmo se aplica por exemplo em política. Não percebo tanto alarmismo em volta da falta do vereador do PS a uma reunião da Câmara de Tomar. Acontece. A verdade é que em dois anos do actual mandato eu sei e é fácil que qualquer pessoa saiba exactamente quantas vezes o lugar do vereador do PS não esteve ocupado: duas.
O que eu já não sei, e duvido que alguém saiba, é quantas vezes já faltou o Presidente da Câmara, e não vejo grande alarido em relação a isso.
Pronto, tenho de ficar feliz, deve ser a confirmação que se nota mais a ausência do vereador do PS que a do Presidente...
Santana em grande
Não imaginava que tão cedo aqui homenageasse Santana Lopes, mas impõe-se.
Ontem às 22.30 na SIC Notícias Santana começa uma entrevista sobre as directas no PSD, e dois ou três minutos depois é interrompido para o directo da chegada de Mourinho.
Quando o directo termina Santana diz à pivôt do jornal que Mourinho é certamente muito importante, aceita e compreende as regras do jornalismo, mas que tem também as suas, e não aceita ser interrompido por um treinador de futebol, pelo que não continua a entrevista.
Teve-os no sítio. Aplausos para Santana.
Ontem às 22.30 na SIC Notícias Santana começa uma entrevista sobre as directas no PSD, e dois ou três minutos depois é interrompido para o directo da chegada de Mourinho.
Quando o directo termina Santana diz à pivôt do jornal que Mourinho é certamente muito importante, aceita e compreende as regras do jornalismo, mas que tem também as suas, e não aceita ser interrompido por um treinador de futebol, pelo que não continua a entrevista.
Teve-os no sítio. Aplausos para Santana.
quinta-feira, setembro 20, 2007
Concerto dos Quinta, 2º round
Depois de São Pedro ter estragado a festa, o concerto que marca os 20 anos dos Quinta e que será gravado para DVD, está agora agendado para dia 4 no mesmo local, a Praça da República.Se chover, será no Pavilhão Municipal.
É mesmo bom que não chova, não só porque o espectáculo terá outra envolvência, mas também porque o Pavilhão como os tomarenses sabem, não gosta muito de chuva...
Valha-nos São Gregório

A pequena ermida de São Gregório ali bem às portas do Hotel dos Templários e do recém "liftado" jardim da Várzea (jardim do coreto para os amigos), já conheceu dias mais resplandecentes.
Não só apresenta evidentes sinais de degradação, para não dizer abandono, como ainda é objecto de falta de bom senso, ou bom gosto, ou sabe-se lá, como aquele identificativo de alarme colocado no local que a foto mostra.
sábado, setembro 15, 2007
Quinta do Bill - 20 anos
quinta-feira, setembro 13, 2007
De volta à capital do império


Sim, sem muito tempo ou condições, e a já habitual falta de vontade para escrever por aqui, fica a informação para os amigos e também a algumas mentes muito preocupadas, que desde o início de Setembro, e cinco anos depois, voltei a Lisboa.
Pronto, por este ano, de segunda a sexta, é entre o Chiado e São Bento, que me podeis encontrar.
I Encontro da CPCJ de Tomar
"Prevenir, Intervir e Proteger a Criança"
Hoje, Biblioteca Municipal de Tomar
9.00h – Abertura do Secretariado
9.30h – Sessão de Abertura
- Armando Leandro – Presidente da Comissão Nacional de Crianças e Jovens em Risco
- António Paiva – Presidente da Câmara Municipal de Tomar
- Paulo Fonseca – Governador Civil de Santarém
- Sandra Mata – Presidente da CPCJ
10.45h – I Painel – A CPCJ (Comissão de Protecção de Crianças e Jovens) de Tomar
″ Composição e Funcionamento da CPCJ
- Sandra Mata – Presidente da CPCJ de Tomar
″ O Papel das Forças de Segurança
- José Nascimento (Sargento) –
Comandante de Posto da GNR de Tomar
- Luís Soares (Subcomissário) –
Comandante da Esquadra da PSP de Tomar
Moderador: Carlos Trincão (Professor)
Debate
Pausa para café
11.45h – II Painel – A Justiça
″ Enquadramento Jurídico
- Filomena Saúde
Procuradora Adjunta na Comarca de Tomar
″ O Juiz no Processo de Promoção e Protecção
- Miguel Ferreira Vaz – Juiz de Direito na Comarca de Tomar
Moderador: Anabela Estanqueiro (Advogada)
Debate
13.00h – Pausa para Almoço
14.30h – III Painel Maus–Tratos – Sinais de Alerta
- Otília Fonseca Branco – Médica Pediatra – CHMT – Hospital Nossa Senhora da Graça Tomar
- Ema Maria Moreira Leitão Santos – Médica Pediatra – CHMT – Hospital Nossa Senhora da Graça Tomar
Moderadora: Margarida Arnaut (Enfermeira)
Debate
15.45h IV Painel – A Escola: " A Indisciplina no Espaço Escolar"
- Presidentes de Conselhos Executivos:
Agrupamento Gualdim Pais – Luísa Oliveira – Professora
Agrupamento Sta. Iria – Paulo Macedo – Professor
Agrupamento D. Nuno Álvares Pereira – Fernanda Correia – Professora
Escola Secundária Santa Maria do Olival – Mª Celeste Sousa – Professora
Escola Secundária Jácome Ratton – Helena Escudeiro – Professora
Moderador: Ivo Santos (Professor)
17.30h – Sessão de Encerramento
Café
Até há pouco tempo fiz parte da CPCJ de Tomar, e não só por isso, mas pela relevância da entidade, tenho pena de não poder participar hoje nesta inicitiava. Desde que há não muito tempo atrás, a CPCJ de Tomar era das com pior imagem no seu funcionamento ao nível distrital, até ao dinamismo que agora já mostra, muito mudou em pouco mais de um ano pelo que os seus membros e a sua presidente Sandra Mata estão de parabéns.
Continuem nesse caminho.
Hoje, Biblioteca Municipal de Tomar
9.00h – Abertura do Secretariado
9.30h – Sessão de Abertura
- Armando Leandro – Presidente da Comissão Nacional de Crianças e Jovens em Risco
- António Paiva – Presidente da Câmara Municipal de Tomar
- Paulo Fonseca – Governador Civil de Santarém
- Sandra Mata – Presidente da CPCJ
10.45h – I Painel – A CPCJ (Comissão de Protecção de Crianças e Jovens) de Tomar
″ Composição e Funcionamento da CPCJ
- Sandra Mata – Presidente da CPCJ de Tomar
″ O Papel das Forças de Segurança
- José Nascimento (Sargento) –
Comandante de Posto da GNR de Tomar
- Luís Soares (Subcomissário) –
Comandante da Esquadra da PSP de Tomar
Moderador: Carlos Trincão (Professor)
Debate
Pausa para café
11.45h – II Painel – A Justiça
″ Enquadramento Jurídico
- Filomena Saúde
Procuradora Adjunta na Comarca de Tomar
″ O Juiz no Processo de Promoção e Protecção
- Miguel Ferreira Vaz – Juiz de Direito na Comarca de Tomar
Moderador: Anabela Estanqueiro (Advogada)
Debate
13.00h – Pausa para Almoço
14.30h – III Painel Maus–Tratos – Sinais de Alerta
- Otília Fonseca Branco – Médica Pediatra – CHMT – Hospital Nossa Senhora da Graça Tomar
- Ema Maria Moreira Leitão Santos – Médica Pediatra – CHMT – Hospital Nossa Senhora da Graça Tomar
Moderadora: Margarida Arnaut (Enfermeira)
Debate
15.45h IV Painel – A Escola: " A Indisciplina no Espaço Escolar"
- Presidentes de Conselhos Executivos:
Agrupamento Gualdim Pais – Luísa Oliveira – Professora
Agrupamento Sta. Iria – Paulo Macedo – Professor
Agrupamento D. Nuno Álvares Pereira – Fernanda Correia – Professora
Escola Secundária Santa Maria do Olival – Mª Celeste Sousa – Professora
Escola Secundária Jácome Ratton – Helena Escudeiro – Professora
Moderador: Ivo Santos (Professor)
17.30h – Sessão de Encerramento
Café
Até há pouco tempo fiz parte da CPCJ de Tomar, e não só por isso, mas pela relevância da entidade, tenho pena de não poder participar hoje nesta inicitiava. Desde que há não muito tempo atrás, a CPCJ de Tomar era das com pior imagem no seu funcionamento ao nível distrital, até ao dinamismo que agora já mostra, muito mudou em pouco mais de um ano pelo que os seus membros e a sua presidente Sandra Mata estão de parabéns.
Continuem nesse caminho.
quarta-feira, setembro 12, 2007
sábado, setembro 08, 2007
Numa terra longínqua…
artigo publicado no jornal Cidade de Tomar de 7 de Setembro
Era uma vez uma pequena terra, presa num formoso vale entre um rio serpenteante e um antigo castelo. Uma terra de histórias e lendas, de feitos e feitiços, e de acontecimentos que em mais lado nenhum se viam.
Nessa terra governava um homem que se entendia iluminado. Outrora estrangeiro, chegara com promessas de coisas novas e de progresso. Conquistado o poder, pensou criar uma obra que fosse a sua imagem, que mostrasse a todos a sua capacidade de governar, que fizesse as pessoas sonhar e admirar. Depois de pouco pensar decidiu, «Vou construir uma fonte!». «As fontes tem o seu quê de mágico, todos gostam de água, então se for água a saltar e a cair, e com luzes e tudo mais, o sucesso é garantido» pensou. Pensou, decidiu e mandou fazer. Mas a coisa não correu bem ao desventurado governante, pois apesar das arcas carregadas de moedas de ouro que gastou, o povo da terra não percebeu o engenho e arte da sua criação, e além do mais havia um bruxedo qualquer que enguiçava a obra que não parava de avariar.
É preciso outra coisa, outra obra magicou, «O que é que eu posso fazer que seja o espelho da minha mestria e mostre como estou muito à frente dos incultos cá da terra? Já sei, coisa inovadora, vou fazer um palácio onde as pessoas possam guardar as suas carruagens do sol e da chuva, enquanto fazem compras aqui no centro deste malfadado sítio». Dito e feito, contra todas as dificuldades que alguns locais com a mania que sabiam alguma coisa de governação lhe tentaram colocar, e com um grande carregamento de arcas de moedas, a obra nasceu.
Mas triste sina de quem tem razão mesmo que sozinho, nasceu torta, parece que as pessoas não iam lá pôr as carruagens, mais, até parece que nem sequer iam fazer compras ali perto, é que até parece que faziam de propósito!
O governante desesperava, mais sorte tiveram os seus antepassados que podiam simplesmente obrigar as pessoas a cumprir a sua vontade, mas agora corriam aqui e ali aquelas ideias diabólicas de conferir às pessoas a ideia de que podiam escolher e tomar decisões, e isto só complica a vida de quem tem tamanhas responsabilidades.
«Mas não me dou por vencido», pensou, «se não vai lá com um palácio, faço outro, e desta vez será ainda mais engenhoso, será subaquático! E se dez arcas de ouro não chegarem, que sejam vinte!»
Ora está-se mesmo a ver, uma vez mais, o povo da terra não colaborou e a coisa não correu bem. Achavam que aquilo não estava bem, que estava mal planeado, mal localizado. Ainda não era aquela a obra pela qual seria lembrado nos anais da história.
«Maldição! Mas que preciso fazer para contentar esta gente?!» Chateado, contra tudo e todos e até a própria corte, que embora não o dissesse não gostava da ideia, mandou fechar um pequeno parque onde peregrinos e visitantes vinham apreciar a terra – chamavam-lhe campistas e traziam moedas que por lá deixavam. Fê-lo pensando «nesta terra ninguém dorme ao relento, aqui só nas melhores hospedarias», mas claro, mais uma vez foi incompreendido. Parece que as pessoas gostavam mesmo de dormir no chão debaixo dumas tendas.
«Mas onde é já se viu isto, eu trago-lhes conforto e é assim que me tratam?!» exasperava, «Mas porque será que não consigo fazer nada que não dê buraco?! Vou-me embora, vou procurar outros que mereçam mais!».
Mas faltava a obra, faltava aquela marca que o tornasse imortal, que tornasse o seu nome merecedor das mais exuberantes homenagens e das mais doces memórias. Não era apenas isso, para dar lugar a novas e boas memórias era preciso primeiro apagar as que lembravam da má governação, as pessoas regem-se por símbolos e imagens, então, era preciso eliminar os maus símbolos e substituí-los por outros. Por muito que isso custasse!
E qual era o grande símbolo, bem à vista de todos, do desastre do seu comando? A fonte, a velha fonte, que velha não era pelo contrário, mas vil feitiço, parecia velha e podre. Era preciso eliminar aquilo, fazer outra. Tudo o que é novo, mesmo que por pouco tempo contenta as pessoas. «Arrase-se isto e uma nova se faça!», ordenou. E se calhar, se calhar até o parque, aquela coisa de pobres, se calhar até aquilo podia abrir outra vez…
Mas a obra, a obra que perdurasse faltava ainda. «Já sei, eureka! Uma ponte, uma ponte pelo altíssimo!» As pontes também têm o seu quê de mágico, servem para unir coisas, pessoas, são como elos, e são obras que impressionam, mesmo que colocadas num sítio onde não servem para grande coisa.
Naturalmente, por esta altura as finanças do sítio já não andavam muito bem, mas isso seria problema que outros resolveriam, importante importante era a sua obra e o governante, já não tão jovem, já pouco amado, mesmo que ninguém mais o entendesse, e que a própria corte lhe dissesse sim pela frente e o contrário às escondidas, precisava dessa obra.
Mas, uma ponte seria pouco, havia ainda muitas marcas negativas, a obra tem que ser muito impressionante para fazer esquecer o resto. «O que hei eu de fazer mais?…». Pois havia lá no centro do lugar, um mercado já um pouco antigo, esquecido até aí pelo governante mas apreciado pelos habitantes, onde iam vender os produtos da terra, onde se encontravam com os amigos, e onde mesmo os só de passagem gostavam de entrar, por muito sujo e decadente a que tivesse chegado.
Nem mais. O governante, que o que gostava mesmo era de demolições delirava «É isso, é mesmo isso, vou deitar aquela coisa bafienta e a cheirar a peixe abaixo, e fazer ali mais um palácio, um palácio onde entrem pessoas finas, onde se vendam os melhores linhos e se façam os melhores gourmets! E como vou fazer a bela ponte mesmo ali ao lado, aquilo vai ser uma das sete maravilhas que a terra não tem! Vamos lá ver se se lembram de mim ou não!»
O governante rejubilava, inchava de orgulho com a sua imaginação e capacidade de ver o que mais ninguém via. Pois, é que, está-se mesmo a ver não é? Há coisas que não mudam, e o resultado… bom, o resultado fica como a moral desta história, passada lá nessa terra longínqua esquecida no tempo e no território, para o entendimento de cada um. Não é assim tão difícil de lá chegar, pois não?…
Era uma vez uma pequena terra, presa num formoso vale entre um rio serpenteante e um antigo castelo. Uma terra de histórias e lendas, de feitos e feitiços, e de acontecimentos que em mais lado nenhum se viam.
Nessa terra governava um homem que se entendia iluminado. Outrora estrangeiro, chegara com promessas de coisas novas e de progresso. Conquistado o poder, pensou criar uma obra que fosse a sua imagem, que mostrasse a todos a sua capacidade de governar, que fizesse as pessoas sonhar e admirar. Depois de pouco pensar decidiu, «Vou construir uma fonte!». «As fontes tem o seu quê de mágico, todos gostam de água, então se for água a saltar e a cair, e com luzes e tudo mais, o sucesso é garantido» pensou. Pensou, decidiu e mandou fazer. Mas a coisa não correu bem ao desventurado governante, pois apesar das arcas carregadas de moedas de ouro que gastou, o povo da terra não percebeu o engenho e arte da sua criação, e além do mais havia um bruxedo qualquer que enguiçava a obra que não parava de avariar.
É preciso outra coisa, outra obra magicou, «O que é que eu posso fazer que seja o espelho da minha mestria e mostre como estou muito à frente dos incultos cá da terra? Já sei, coisa inovadora, vou fazer um palácio onde as pessoas possam guardar as suas carruagens do sol e da chuva, enquanto fazem compras aqui no centro deste malfadado sítio». Dito e feito, contra todas as dificuldades que alguns locais com a mania que sabiam alguma coisa de governação lhe tentaram colocar, e com um grande carregamento de arcas de moedas, a obra nasceu.
Mas triste sina de quem tem razão mesmo que sozinho, nasceu torta, parece que as pessoas não iam lá pôr as carruagens, mais, até parece que nem sequer iam fazer compras ali perto, é que até parece que faziam de propósito!
O governante desesperava, mais sorte tiveram os seus antepassados que podiam simplesmente obrigar as pessoas a cumprir a sua vontade, mas agora corriam aqui e ali aquelas ideias diabólicas de conferir às pessoas a ideia de que podiam escolher e tomar decisões, e isto só complica a vida de quem tem tamanhas responsabilidades.
«Mas não me dou por vencido», pensou, «se não vai lá com um palácio, faço outro, e desta vez será ainda mais engenhoso, será subaquático! E se dez arcas de ouro não chegarem, que sejam vinte!»
Ora está-se mesmo a ver, uma vez mais, o povo da terra não colaborou e a coisa não correu bem. Achavam que aquilo não estava bem, que estava mal planeado, mal localizado. Ainda não era aquela a obra pela qual seria lembrado nos anais da história.
«Maldição! Mas que preciso fazer para contentar esta gente?!» Chateado, contra tudo e todos e até a própria corte, que embora não o dissesse não gostava da ideia, mandou fechar um pequeno parque onde peregrinos e visitantes vinham apreciar a terra – chamavam-lhe campistas e traziam moedas que por lá deixavam. Fê-lo pensando «nesta terra ninguém dorme ao relento, aqui só nas melhores hospedarias», mas claro, mais uma vez foi incompreendido. Parece que as pessoas gostavam mesmo de dormir no chão debaixo dumas tendas.
«Mas onde é já se viu isto, eu trago-lhes conforto e é assim que me tratam?!» exasperava, «Mas porque será que não consigo fazer nada que não dê buraco?! Vou-me embora, vou procurar outros que mereçam mais!».
Mas faltava a obra, faltava aquela marca que o tornasse imortal, que tornasse o seu nome merecedor das mais exuberantes homenagens e das mais doces memórias. Não era apenas isso, para dar lugar a novas e boas memórias era preciso primeiro apagar as que lembravam da má governação, as pessoas regem-se por símbolos e imagens, então, era preciso eliminar os maus símbolos e substituí-los por outros. Por muito que isso custasse!
E qual era o grande símbolo, bem à vista de todos, do desastre do seu comando? A fonte, a velha fonte, que velha não era pelo contrário, mas vil feitiço, parecia velha e podre. Era preciso eliminar aquilo, fazer outra. Tudo o que é novo, mesmo que por pouco tempo contenta as pessoas. «Arrase-se isto e uma nova se faça!», ordenou. E se calhar, se calhar até o parque, aquela coisa de pobres, se calhar até aquilo podia abrir outra vez…
Mas a obra, a obra que perdurasse faltava ainda. «Já sei, eureka! Uma ponte, uma ponte pelo altíssimo!» As pontes também têm o seu quê de mágico, servem para unir coisas, pessoas, são como elos, e são obras que impressionam, mesmo que colocadas num sítio onde não servem para grande coisa.
Naturalmente, por esta altura as finanças do sítio já não andavam muito bem, mas isso seria problema que outros resolveriam, importante importante era a sua obra e o governante, já não tão jovem, já pouco amado, mesmo que ninguém mais o entendesse, e que a própria corte lhe dissesse sim pela frente e o contrário às escondidas, precisava dessa obra.
Mas, uma ponte seria pouco, havia ainda muitas marcas negativas, a obra tem que ser muito impressionante para fazer esquecer o resto. «O que hei eu de fazer mais?…». Pois havia lá no centro do lugar, um mercado já um pouco antigo, esquecido até aí pelo governante mas apreciado pelos habitantes, onde iam vender os produtos da terra, onde se encontravam com os amigos, e onde mesmo os só de passagem gostavam de entrar, por muito sujo e decadente a que tivesse chegado.
Nem mais. O governante, que o que gostava mesmo era de demolições delirava «É isso, é mesmo isso, vou deitar aquela coisa bafienta e a cheirar a peixe abaixo, e fazer ali mais um palácio, um palácio onde entrem pessoas finas, onde se vendam os melhores linhos e se façam os melhores gourmets! E como vou fazer a bela ponte mesmo ali ao lado, aquilo vai ser uma das sete maravilhas que a terra não tem! Vamos lá ver se se lembram de mim ou não!»
O governante rejubilava, inchava de orgulho com a sua imaginação e capacidade de ver o que mais ninguém via. Pois, é que, está-se mesmo a ver não é? Há coisas que não mudam, e o resultado… bom, o resultado fica como a moral desta história, passada lá nessa terra longínqua esquecida no tempo e no território, para o entendimento de cada um. Não é assim tão difícil de lá chegar, pois não?…
sexta-feira, agosto 31, 2007
algures a recordar a adolescência...
Lloret de Mar





Carece sempre de algum cuidado quando se revivem memórias, pois corremos o risco de substituir as antigas nesse baú das lembranças.
Nalgumas coisas Espanha continua igual, ou não fosse um dos principais destinos turísticos do mundo, em algumas zonas, um pouco ao jeito do nosso Algarve, parece que os espanhóis abandonaram esses sítios e outros os adoptaram como colónias, a zona da costa mediterrânica mais a norte, como Lloret, foi tomada pelos franceses e especialmente italianos. Mais a sul, como Benidorm, os portugueses e os ingleses reataram a velha aliança e tomaram conta do local.
quinta-feira, agosto 30, 2007
segunda-feira, agosto 20, 2007
domingo, agosto 12, 2007
Dia Internacional da Juventude

Mensagem do Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon,
12 de Agosto de 2007
O Dia Internacional da Juventude proporciona-nos, todos os anos, uma oportunidade de prestarmos homenagem aos 1200 milhões de jovens de todo o mundo, de celebrar as suas realizações e de favorecer a sua participação em todos os domínios.
A comemoração deste ano, que tem como tema “Ser visto e ser ouvido: a participação dos jovens no desenvolvimento”, centra-se nos importantes contributos que os jovens – homens e mulheres – de todo o mundo podem dar e já dão efectivamente para o progresso dos seus países. São parceiros valiosos e empenhados no esforço global para alcançar os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), incluindo o objectivo primordial de reduzir para metade a pobreza e a fome, até 2015. Continuam a desempenhar um papel de primeiro plano na luta contra o VIH/SIDA. E propõem soluções inovadoras e engenhosas para os problemas relacionados com o desenvolvimento que se arrastam há demasiado tempo.
Encontramo-nos a meio do caminho iniciado com vista à realização dos ODM e a participação dos jovens é mais necessária do que nunca. A sua energia e idealismo podem ajudar a recuperar o tempo perdido e a tornar possível a plena consecução dos objectivos de desenvolvimento, dentro dos prazos estipulados.
Pela nossa parte, devemos cumprir as nossas obrigações para com os jovens. O Programa de Acção Mundial para a Juventude pede aos Governos que tenham em conta os contributos dos jovens em todas as políticas que os afectam. Os Governos devem honrar este compromisso. E devem também aumentar o apoio financeiro, educativo e técnico aos jovens e ajudá-los a realizar o seu potencial.
Apesar de haver um conhecimento crescente das suas necessidades, em muitas partes do mundo os jovens continuam a ser marginalizados e esquecidos. O seu destino enquanto grupo que conhece níveis de pobreza e de desemprego anormalmente elevados continua a ser descurado. Assim, a probabilidade de os jovens estarem no desemprego é três vezes mais elevada do que a dos adultos. De facto, ainda que representem um quarto da população activa mundial, os jovens constituem quase metade dos desempregados do planeta.
Já é tempo de deixarmos de encarar os jovens como um problema e de passarmos a cultivar o seu potencial e a esperança que representam. Neste Dia Internacional da Juventude, tomemos a decisão de investir no nosso recurso mais valioso e de o proteger. Demos aos jovens de ambos os sexos o lugar que lhes compete na sociedade e no êxito desta.
12 de Agosto de 2007
O Dia Internacional da Juventude proporciona-nos, todos os anos, uma oportunidade de prestarmos homenagem aos 1200 milhões de jovens de todo o mundo, de celebrar as suas realizações e de favorecer a sua participação em todos os domínios.
A comemoração deste ano, que tem como tema “Ser visto e ser ouvido: a participação dos jovens no desenvolvimento”, centra-se nos importantes contributos que os jovens – homens e mulheres – de todo o mundo podem dar e já dão efectivamente para o progresso dos seus países. São parceiros valiosos e empenhados no esforço global para alcançar os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), incluindo o objectivo primordial de reduzir para metade a pobreza e a fome, até 2015. Continuam a desempenhar um papel de primeiro plano na luta contra o VIH/SIDA. E propõem soluções inovadoras e engenhosas para os problemas relacionados com o desenvolvimento que se arrastam há demasiado tempo.
Encontramo-nos a meio do caminho iniciado com vista à realização dos ODM e a participação dos jovens é mais necessária do que nunca. A sua energia e idealismo podem ajudar a recuperar o tempo perdido e a tornar possível a plena consecução dos objectivos de desenvolvimento, dentro dos prazos estipulados.
Pela nossa parte, devemos cumprir as nossas obrigações para com os jovens. O Programa de Acção Mundial para a Juventude pede aos Governos que tenham em conta os contributos dos jovens em todas as políticas que os afectam. Os Governos devem honrar este compromisso. E devem também aumentar o apoio financeiro, educativo e técnico aos jovens e ajudá-los a realizar o seu potencial.
Apesar de haver um conhecimento crescente das suas necessidades, em muitas partes do mundo os jovens continuam a ser marginalizados e esquecidos. O seu destino enquanto grupo que conhece níveis de pobreza e de desemprego anormalmente elevados continua a ser descurado. Assim, a probabilidade de os jovens estarem no desemprego é três vezes mais elevada do que a dos adultos. De facto, ainda que representem um quarto da população activa mundial, os jovens constituem quase metade dos desempregados do planeta.
Já é tempo de deixarmos de encarar os jovens como um problema e de passarmos a cultivar o seu potencial e a esperança que representam. Neste Dia Internacional da Juventude, tomemos a decisão de investir no nosso recurso mais valioso e de o proteger. Demos aos jovens de ambos os sexos o lugar que lhes compete na sociedade e no êxito desta.
Porque é hoje...
... Dia Internacional da Juventude?
Porque em 1998, Portugal acolheu a Conferência Mundial de Ministros para a Juventude.
E a Conferência - tendo presente uma proposta do Fórum Mundial da Juventude do Sistema das Nações Unidas, reunido em Braga - aprovou uma resolução proclamando o dia 12 de Agosto (data de encerramento da mesma) como o “Dia Internacional da Juventude”.
Esta decisão viria, posteriormente, a ser ratificada pela Assembleia Geral das Nações Unidas.
Na base desta proposta, e da consequente decisão da Assembleia Geral da ONU, esteve o objectivo de difundir - particularmente entre os jovens - o Programa de Acção Mundial para a Juventude até ao ano 2000 e seguintes (aprovado em 1995).
Este programa contém recomendações destinadas a governos e organizações, relacionadas com a adopção de políticas para a Juventude em diversas áreas, de que são exemplo, entre outras:
a Educação, o Emprego, a Luta contra a Pobreza, a Saúde.
De 8 a 12 de Agosto de 1998 teve lugar, em Lisboa, a Conferência Mundial dos Ministros Responsáveis pela Juventude que aprovou um documento fundamental na área das Políticas de Juventude: a Declaração de Lisboa!
Neste Documento os Governos que o subscreveram assumiram como compromisso:
Implementar as medidas que, para as várias áreas, nele constam;
Promover e continuar a implementar o Programa de Acção Mundial para a Juventude até ao ano 2000 e seguintes e
Garantir que as perspectivas próprias dos jovens se reflictam nas políticas e programas nacionais.
Para este ano de 2007, as Nações Unidas propuseram como tema de reflexão para o Dia Internacional da Juventude “Ser visto e ser ouvido: a participação dos jovens no desenvolvimento”.
Este tema centra-se nos importantes contributos que os jovens – homens e mulheres – de todo o mundo podem dar e já dão efectivamente para o progresso dos seus países.
Portal da Juventude
Porque em 1998, Portugal acolheu a Conferência Mundial de Ministros para a Juventude.
E a Conferência - tendo presente uma proposta do Fórum Mundial da Juventude do Sistema das Nações Unidas, reunido em Braga - aprovou uma resolução proclamando o dia 12 de Agosto (data de encerramento da mesma) como o “Dia Internacional da Juventude”.
Esta decisão viria, posteriormente, a ser ratificada pela Assembleia Geral das Nações Unidas.
Na base desta proposta, e da consequente decisão da Assembleia Geral da ONU, esteve o objectivo de difundir - particularmente entre os jovens - o Programa de Acção Mundial para a Juventude até ao ano 2000 e seguintes (aprovado em 1995).
Este programa contém recomendações destinadas a governos e organizações, relacionadas com a adopção de políticas para a Juventude em diversas áreas, de que são exemplo, entre outras:
a Educação, o Emprego, a Luta contra a Pobreza, a Saúde.
De 8 a 12 de Agosto de 1998 teve lugar, em Lisboa, a Conferência Mundial dos Ministros Responsáveis pela Juventude que aprovou um documento fundamental na área das Políticas de Juventude: a Declaração de Lisboa!
Neste Documento os Governos que o subscreveram assumiram como compromisso:
Implementar as medidas que, para as várias áreas, nele constam;
Promover e continuar a implementar o Programa de Acção Mundial para a Juventude até ao ano 2000 e seguintes e
Garantir que as perspectivas próprias dos jovens se reflictam nas políticas e programas nacionais.
Para este ano de 2007, as Nações Unidas propuseram como tema de reflexão para o Dia Internacional da Juventude “Ser visto e ser ouvido: a participação dos jovens no desenvolvimento”.
Este tema centra-se nos importantes contributos que os jovens – homens e mulheres – de todo o mundo podem dar e já dão efectivamente para o progresso dos seus países.
Portal da Juventude
100 anos de Miguel Torga...
... ou Adolfo Correia da Rocha.Quase um poema de amor
Há muito tempo já que não escrevo um poema
De amor.
E é o que eu sei fazer com mais delicadeza!
A nossa natureza
Lusitana
Tem essa humana
Graça
Feiticeira
De tornar de cristal
A mais sentimental
E baça
Bebedeira.
Mas ou seja que vou envelhecendo
E ninguém me deseje apaixonado,
Ou que a antiga paixão
Me mantenha calado
O coração
Num íntimo pudor,
Há muito tempo já que não escrevo um poema
De amor.
terça-feira, agosto 07, 2007
curtas de Tomar
- No Verão Tomar entristece-me mais. Nesta altura, as pessoas têm tendência para andar por aí com os olhos mais abertos, passeiam mais, apreciam mais, comparam mais. No Verão encontramos também as pessoas com outro tempo para a conversa. Este Verão, com todas as pessoas que tenho conversado ou até apenas ouvido, independentemente do partido, da idade, e do que quer que seja, sobre o estado da cidadezinha nabantina a apreciação é genérica: mal, péssima, em degradação, não se faz nada com jeito, é uma vergonha - e por aí fora.
E nem é tanto esta a parte que me entristece mais, mas sim quando faço a minha clássica pergunta: "Então e o que pensas fazer sobre isso?", e ouço um resignado "Nada" ou sou presenteado com um indiferente encolher de ombros ou um fustigante olhar daqueles que nos trespassam ensandecidos e nos parecem dizer: - Ganha juízo, como se fosse possível fazer alguma coisa!
- Esta do complexo desportivo onde se incluem as piscinas fechar em Agosto parece-me algo caricato. Não conheço as razões, mas não deixa de ser estranho com a imensidão de técnicos de desporto que a Câmara tem ao serviço.
- A gestão autárquica em Tomar transformou-se definitivamente numa espécie de agência de viagens. Do Município às freguesias, os jornais nabantinos da passada semana são bem o espelho do descontrole e da total ausência do mínimo de boa gestão dos dinheiros públicos a que o concelho chegou. Há juntas que gastam mais de metade do seu orçamento anual nestas viagens.
A caça ao voto é flagrante e a falta de decoro é tamanha que já nem se disfarça.
- O vereador Carrão, candidato assumido às próximas eleições autárquicas, desdobra-se em aniversários, encontros, passeios, ficando depois até altas horas no seu gabinete provavelmente a tentar despachar o que durante o dia não se fez. Confesso que começo a sentir alguma preocupação em relação à sua saúde. Acreditem que não digo isto a brincar, tanto passeio deve cansar!
- Se é preocupante a leviandade com que se afirmam certas coisas, o que dizer de algumas que se praticam? Como é que se diz que se está à espera de 34000 euros de fundos europeus para concluir a estrada Calçadas/Olalhas que desde Novembro alterna entre lama e pó, no mesmo momento em que apenas 6 anos depois se volta a querer enterrar dinheiro na praceta Alves Redol, mais identificada como a rotunda da nado-morta cibernética?
Quantas estradas (ou outra coisa) poderiam ser concluídas com os gastos das derrapagens e erros das obras do defunto estádio e do pavilhão "aquático"?
Quanto custou só o projecto para as bancadas que já não vão ser feitas?
Quanto custa começar obras, interrompê-las, retomá-las?
E nem é tanto esta a parte que me entristece mais, mas sim quando faço a minha clássica pergunta: "Então e o que pensas fazer sobre isso?", e ouço um resignado "Nada" ou sou presenteado com um indiferente encolher de ombros ou um fustigante olhar daqueles que nos trespassam ensandecidos e nos parecem dizer: - Ganha juízo, como se fosse possível fazer alguma coisa!
- Esta do complexo desportivo onde se incluem as piscinas fechar em Agosto parece-me algo caricato. Não conheço as razões, mas não deixa de ser estranho com a imensidão de técnicos de desporto que a Câmara tem ao serviço.
- A gestão autárquica em Tomar transformou-se definitivamente numa espécie de agência de viagens. Do Município às freguesias, os jornais nabantinos da passada semana são bem o espelho do descontrole e da total ausência do mínimo de boa gestão dos dinheiros públicos a que o concelho chegou. Há juntas que gastam mais de metade do seu orçamento anual nestas viagens.
A caça ao voto é flagrante e a falta de decoro é tamanha que já nem se disfarça.
- O vereador Carrão, candidato assumido às próximas eleições autárquicas, desdobra-se em aniversários, encontros, passeios, ficando depois até altas horas no seu gabinete provavelmente a tentar despachar o que durante o dia não se fez. Confesso que começo a sentir alguma preocupação em relação à sua saúde. Acreditem que não digo isto a brincar, tanto passeio deve cansar!
- Se é preocupante a leviandade com que se afirmam certas coisas, o que dizer de algumas que se praticam? Como é que se diz que se está à espera de 34000 euros de fundos europeus para concluir a estrada Calçadas/Olalhas que desde Novembro alterna entre lama e pó, no mesmo momento em que apenas 6 anos depois se volta a querer enterrar dinheiro na praceta Alves Redol, mais identificada como a rotunda da nado-morta cibernética?
Quantas estradas (ou outra coisa) poderiam ser concluídas com os gastos das derrapagens e erros das obras do defunto estádio e do pavilhão "aquático"?
Quanto custou só o projecto para as bancadas que já não vão ser feitas?
Quanto custa começar obras, interrompê-las, retomá-las?
curtas dos blogues
- Rio muito com os blogues cá da terra. Sim, é verdade navego por aí de quando em vez, tenho até alguma obrigação de acompanhar, até porque pelo meio de tanto chorrilho de disparates, aparecem opiniões válidas e pertinentes, independentemente de com elas concordar ou não.
Os blogues cá da terra surgem e desapareçam, um pouco como alguns dos pseudo anónimos comentadores que se transferem de uns para os outros.
- Dos mais vis ataques e maledicência, às sondagens, às previsões, às análises, às críticas, a coisa até tem alguma animação por vezes, mas é pena que não existam mais blogues de autor assumido. Os blogues são excelentes formas de opinar e comunicar (sabendo que a liberdade de opinar exige responsabilidade) e até neste campo Tomar perde, pois outros concelhos bem mais pequenos, e até com menos tradições existe mais conteúdo e mais qualidade.
- Seja como for, a mim pessoalmente alguns blogues têm especial pertinência pois por eles fico a saber novidades de mim próprio ou de responsabilidades que por mim também passam, e que, vá-se lá ver, por ali aparecem sem que delas soubesse! Ora, uma pessoa não pode estar desinformado, especialmente sobre si mesmo ou não é verdade?
Os blogues cá da terra surgem e desapareçam, um pouco como alguns dos pseudo anónimos comentadores que se transferem de uns para os outros.
- Dos mais vis ataques e maledicência, às sondagens, às previsões, às análises, às críticas, a coisa até tem alguma animação por vezes, mas é pena que não existam mais blogues de autor assumido. Os blogues são excelentes formas de opinar e comunicar (sabendo que a liberdade de opinar exige responsabilidade) e até neste campo Tomar perde, pois outros concelhos bem mais pequenos, e até com menos tradições existe mais conteúdo e mais qualidade.
- Seja como for, a mim pessoalmente alguns blogues têm especial pertinência pois por eles fico a saber novidades de mim próprio ou de responsabilidades que por mim também passam, e que, vá-se lá ver, por ali aparecem sem que delas soubesse! Ora, uma pessoa não pode estar desinformado, especialmente sobre si mesmo ou não é verdade?
curtas
- Já voltei há uns dias, mas a vontade para o computador, para os blogues, para as resmas de email´s por ler, continua em baixo. Deve ser do calor.
- Trabalhar em Agosto é péssimo. Temos de passar o dia a responder às chamadas e às sms que nos convidam para o petisco, a imperial, o rio, a praia e sei lá o quê mais com um repetido: - Mas eu estou a trabalhar!
- Hoje em em dia habituamo-nos a ver de tudo nos supermercados, mas óculos graduados a 6 euros empilhados junto à caixa registadora, ao jeito daquelas comprinhas de última hora... - Ora o que é que me falta... ah pois, os óculos que eu já nem vejo o genérico da novela! Hum, estes são bons...
Mas quem é que compra óculos no supermercado!?
- Trabalhar em Agosto é péssimo. Temos de passar o dia a responder às chamadas e às sms que nos convidam para o petisco, a imperial, o rio, a praia e sei lá o quê mais com um repetido: - Mas eu estou a trabalhar!
- Hoje em em dia habituamo-nos a ver de tudo nos supermercados, mas óculos graduados a 6 euros empilhados junto à caixa registadora, ao jeito daquelas comprinhas de última hora... - Ora o que é que me falta... ah pois, os óculos que eu já nem vejo o genérico da novela! Hum, estes são bons...
Mas quem é que compra óculos no supermercado!?
Nova atracção turística nabantina
Só ontem vi, mas está giro o "Prémio de Arquitectura Popular para "Bairro da Chapa" em Tomar, paródia jornalistica em torno do "bairro" criado pela Câmara de Tomar na zona do Flecheiro para dotar as barracas das famílias de etnia cigana de maior resistência às cheias do Nabão. (!!!!!)
Quer dizer, o prémio é uma graça, mas o conteúdo é bem real... diz que é uma espécie de dois em um, um novo conceito de habitação social e a custos controlados ao mesmo tempo.
Tomar é assim, uma terra de inventores.
Infelizmente não está disponível online, mas ainda o podem ver na secção d'O Mirante Cor-de Rosa do jornal O Mirante, de Quinta 2 de Agosto.
Quer dizer, o prémio é uma graça, mas o conteúdo é bem real... diz que é uma espécie de dois em um, um novo conceito de habitação social e a custos controlados ao mesmo tempo.
Tomar é assim, uma terra de inventores.
Infelizmente não está disponível online, mas ainda o podem ver na secção d'O Mirante Cor-de Rosa do jornal O Mirante, de Quinta 2 de Agosto.
sexta-feira, julho 27, 2007
Time Out
É verdade que nos últimos tempos a vontade, ao contrário do habitual até mais que a disponibilidade, tem sido muito diminuta para computadores, internet e blogues especialmente, de forma que aqui o canto tem andado um pouco calmo, pelo menos à superfície. Sim, porque se lessem os insultuosos escritos que eu não deixo passar aqui nos comentários...
Se precisarem de mim estou ali. Até já.
Adiante, o que é certo é que se tem andado calmo, calmo andará porque nos próximos dias, a modos de preparação para Agosto e por receita médica, vou ter de inspirar muito iodo algures onde houver disto...
Se precisarem de mim estou ali. Até já.
Rapidinha II
... e também podia falar sobre a investigação do Tribunal de Contas às obras do estádio municipal, mas falo nisso quando houver conclusões;
e ao facto de (ainda não é público) António Paiva e o executivo PSD, entenderem que a primeira prioridade no desenvolvimento para Tomar no âmbito do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) é... o turismo religioso!...
mas fica para outra altura, que agora vou rezar pela alma da nossa terra.
e ao facto de (ainda não é público) António Paiva e o executivo PSD, entenderem que a primeira prioridade no desenvolvimento para Tomar no âmbito do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) é... o turismo religioso!...
mas fica para outra altura, que agora vou rezar pela alma da nossa terra.
Uma rapidinha...
... pelas notícias nabantinas.
No Cidade de Tomar, bons os artigos de:
António Freitas, sobre Óbidos, e de como uma pequena vila dá lições de como rentabilizar o turismo.
Não seria preciso ir tão longe, para encontrar concelhos que nos dêem lições em muitas matérias, mas é um sinal positivo que isso comece a ser falado nos jornais, é que se muitos tomarenses desconhecem, por norma até os jornais deixam passar ao lado os "bigodes" que os concelhos à nossa volta nos vão dando.
Rui Reis Vieira, sobre a falta de estratégia competitiva de Tomar e da sua Câmara e como isso condiciona o nosso presente e o fará mais no futuro. Pelo meio fala-se entre outras coisas, também de mercados e centros comerciais.
É bom que, não só mais pessoas escrevam, mas que escrevam de assuntos importantes e com os dedos todos a pressionar as feridas da estagnação e falta de visão em que estamos mergulhados.
E aos poucos sinto-me menos sozinho...
N'O Templário, e já era para ter escrito isto mas tenho andado fugido do computador, tem mérito a iniciativa da campanha "Não podemos ignorar - Uma casa para José Carlos Sousa", um abaixo-assinado que pretende que a Câmara Municipal e a Segurança Social, disponibilizem uma casa a este homem que vive há nove meses numa casa-de-banho pública em Tomar.
Para subscrever o abaixo-assinado pode dirigir-se às isntalações do Templário, ao lado do café da Nabância.
Na Rádio Hertz, bom o novo programa (já tem umas semanas) que não sei se tem nome, mas que conta com André Samouco e Isabel Miliciano, e seus convidados, a debater diversas temáticas sobre Tomar ou mais abrangentes. Às quartas entre as 18 e as 20h (e por isso consigo ouvir por vezes quando regresso a Tomar).
Além do interesse dos temas, interessantes são também as análises que o sociólogo André Samouco faz de quem somos, de onde e como vivemos. Naturalmente estão sujeitas a alguma subjectividades e podemos discordar, mas o fundamental na iniciativa é a discussão e reflexão, algo que tanto falta na nossa comunidade, e mesmo na comunicação social.
Jornal Cidade de Tomar, Jornal O Templário, Blogue do Templário, Rádio Hertz
No Cidade de Tomar, bons os artigos de:
António Freitas, sobre Óbidos, e de como uma pequena vila dá lições de como rentabilizar o turismo.
Não seria preciso ir tão longe, para encontrar concelhos que nos dêem lições em muitas matérias, mas é um sinal positivo que isso comece a ser falado nos jornais, é que se muitos tomarenses desconhecem, por norma até os jornais deixam passar ao lado os "bigodes" que os concelhos à nossa volta nos vão dando.
Rui Reis Vieira, sobre a falta de estratégia competitiva de Tomar e da sua Câmara e como isso condiciona o nosso presente e o fará mais no futuro. Pelo meio fala-se entre outras coisas, também de mercados e centros comerciais.
É bom que, não só mais pessoas escrevam, mas que escrevam de assuntos importantes e com os dedos todos a pressionar as feridas da estagnação e falta de visão em que estamos mergulhados.
E aos poucos sinto-me menos sozinho...
N'O Templário, e já era para ter escrito isto mas tenho andado fugido do computador, tem mérito a iniciativa da campanha "Não podemos ignorar - Uma casa para José Carlos Sousa", um abaixo-assinado que pretende que a Câmara Municipal e a Segurança Social, disponibilizem uma casa a este homem que vive há nove meses numa casa-de-banho pública em Tomar.
Para subscrever o abaixo-assinado pode dirigir-se às isntalações do Templário, ao lado do café da Nabância.
Na Rádio Hertz, bom o novo programa (já tem umas semanas) que não sei se tem nome, mas que conta com André Samouco e Isabel Miliciano, e seus convidados, a debater diversas temáticas sobre Tomar ou mais abrangentes. Às quartas entre as 18 e as 20h (e por isso consigo ouvir por vezes quando regresso a Tomar).
Além do interesse dos temas, interessantes são também as análises que o sociólogo André Samouco faz de quem somos, de onde e como vivemos. Naturalmente estão sujeitas a alguma subjectividades e podemos discordar, mas o fundamental na iniciativa é a discussão e reflexão, algo que tanto falta na nossa comunidade, e mesmo na comunicação social.
Jornal Cidade de Tomar, Jornal O Templário, Blogue do Templário, Rádio Hertz
terça-feira, julho 17, 2007
Espantosa habilidade... II
Para que não digam que sou sempre eu, eis a opinião de Jorge Ferreira do TomarPartido (excelente blogue, ainda que discordando de uma ou outra opinião por razões ideologicamente óbvias) num post sobre as 7 (pseudo) maravilhas e Tomar.
"... É verdadeiramente espantosa a exclusão do Convento.
Quem vive ou trabalha em Tomar sabe bem como o facto de a cidade ter um monumento desta envergadura não é suficientemente valorizado pelas instituições locais, com a autarquia à cabeça. Obras de restauro que se eternizam, partes do moonumento vedadas ao público, falta de roteiros para o Convento, até de sinalética urbana a condizer, sente-se em geral uma falta de valorização, que tem, como é óbvio, consequências económicas, turísticas e culturais para a cidade e para a comunidade tomarenses. E é pena. Nos locais classificados como património mundial por onde tenho passado e basta ir aqui à vizinha Espanha, a atitude é toda outra.
Face à escolha destas maravilhas de Portugal e sendo certo que essa escolha vale o que vale e é o que é, compete perguntar: o que se fez em Tomar para promover o monumento? O que fizeram Camara Municipal e as outras instituições locais para promover a escolha do Convento? Organizou-se algum grupo de trabalho para o efeito? Se sim, que acções concretas foram desenvolvidas? E nesse caso, por que falharam? Será que houve ao menos uma preocupação com o assunto? Parece que não mas aguardo informação de quem de direito. Compete perguntar: por que razão o Presidente da Camara Municipal de Tomar se declarou não surpreendido pela exclusão do Convento (que lhe competia promover) das escolhas finais? Será que já esperava porque sabia que nada foi feito a sério para que o resultado tivesse sido outro, como o monumento e Tomar mereciam? ...
Já agora e senão fôr pedir muito, será que a Camara Municipal pode começar a pensar em criar um sítio na internet, hoje por hoje um meio indispensável de fazer o que quer que seja?"
Relembro que o PS levou o assunto a reunião de Câmara e que depois disso, e tão apenas, houve alguma divulgação local através dos meios de propaganda camarária (agenda, um ou outro outdoor, e um ou dois anúncios nos jornais locais).
"... É verdadeiramente espantosa a exclusão do Convento.
Quem vive ou trabalha em Tomar sabe bem como o facto de a cidade ter um monumento desta envergadura não é suficientemente valorizado pelas instituições locais, com a autarquia à cabeça. Obras de restauro que se eternizam, partes do moonumento vedadas ao público, falta de roteiros para o Convento, até de sinalética urbana a condizer, sente-se em geral uma falta de valorização, que tem, como é óbvio, consequências económicas, turísticas e culturais para a cidade e para a comunidade tomarenses. E é pena. Nos locais classificados como património mundial por onde tenho passado e basta ir aqui à vizinha Espanha, a atitude é toda outra.
Face à escolha destas maravilhas de Portugal e sendo certo que essa escolha vale o que vale e é o que é, compete perguntar: o que se fez em Tomar para promover o monumento? O que fizeram Camara Municipal e as outras instituições locais para promover a escolha do Convento? Organizou-se algum grupo de trabalho para o efeito? Se sim, que acções concretas foram desenvolvidas? E nesse caso, por que falharam? Será que houve ao menos uma preocupação com o assunto? Parece que não mas aguardo informação de quem de direito. Compete perguntar: por que razão o Presidente da Camara Municipal de Tomar se declarou não surpreendido pela exclusão do Convento (que lhe competia promover) das escolhas finais? Será que já esperava porque sabia que nada foi feito a sério para que o resultado tivesse sido outro, como o monumento e Tomar mereciam? ...
Já agora e senão fôr pedir muito, será que a Camara Municipal pode começar a pensar em criar um sítio na internet, hoje por hoje um meio indispensável de fazer o que quer que seja?"
Relembro que o PS levou o assunto a reunião de Câmara e que depois disso, e tão apenas, houve alguma divulgação local através dos meios de propaganda camarária (agenda, um ou outro outdoor, e um ou dois anúncios nos jornais locais).
As notícias que os outros fazem...
... e que gostaríamos de fazer nós. (se quem manda e desmanda em Tomar tivesse o mínimo interesse ou visão)
Estreia do novo mercado do Entroncamento.
"É um mercado modelo na região"
O Mirante, 11 de Julho
Empresas da Amadora unidas em área comercial a céu aberto.
"Criar uma área comercial a céu aberto ... a partir de Setembro se propõe desenvolver actividades de promoção do comércio local e acções de formação profissional."
"A "deslocalização de lojas âncora", que abandonam as ruas da Amadora para se instalarem em centros comerciais é um dos principais problemas que a associação terá de enfrentar. ... no seu lugar têm surgido "lojas com oferta de produtos de pouca qualidade, a entrarem muito com preços baixos".
Público, 11 de Julho
Estreia do novo mercado do Entroncamento.
"É um mercado modelo na região"
O Mirante, 11 de Julho
Empresas da Amadora unidas em área comercial a céu aberto.
"Criar uma área comercial a céu aberto ... a partir de Setembro se propõe desenvolver actividades de promoção do comércio local e acções de formação profissional."
"A "deslocalização de lojas âncora", que abandonam as ruas da Amadora para se instalarem em centros comerciais é um dos principais problemas que a associação terá de enfrentar. ... no seu lugar têm surgido "lojas com oferta de produtos de pouca qualidade, a entrarem muito com preços baixos".
Público, 11 de Julho
Primeira Torre Eólica sai de Abrantes
"Está concluída e entregue a primeira torre eólica produzida na Vieira Alves Metalomecânica, empresa instalada no Parque Industrial de Abrantes."
Entroncamentoonline, 12 de Julho
Mercados
Enquanto em Tomar a inteligência reinante quer, e votou na última Assembleia Municipal a destruição do Mercado Municipal, ficam links para alguns que noutras terras se mantém e se melhoram, naturalmente por ignorância dos que lá mandam.
Mercado de Bragança
Mercado de Évora
Mercado de Faro
Mercado de Loulé
Mercados do Barreiro
Mercado da Chamusca
Mercado de Salvaterra de Magos
Mercado de Castelo Branco
Mercado de Lagos
E para os nabantinos, que normalmente desconhecem o que acontece e existe nas suas proximidades, que tal uma visita, por exemplo, aos Mercados de Ourém ou Torres Novas, só para verem o que eles "não" sabem fazer.
Mercado de Bragança
Mercado de Évora
Mercado de Faro
Mercado de Loulé
Mercados do Barreiro
Mercado da Chamusca
Mercado de Salvaterra de Magos
Mercado de Castelo Branco
Mercado de Lagos
E para os nabantinos, que normalmente desconhecem o que acontece e existe nas suas proximidades, que tal uma visita, por exemplo, aos Mercados de Ourém ou Torres Novas, só para verem o que eles "não" sabem fazer.
terça-feira, julho 10, 2007
Espantosa habilidade...
...de António Paiva para descartar responsabilidades!
Ei-lo agora a dizer que a culpa da não inclusão do Convento de Cristo nas 7 Maravilhas é (nem podia deixar de ser!) do Governo!
Pela minha parte desde já gostaria de felicitar o Governo pelo excelente trabalho de promoção do castelo de Óbidos.
notícia mirante online
"Governo tem muito trabalho a fazer para tornar Convento de Cristo mais conhecido"
Ei-lo agora a dizer que a culpa da não inclusão do Convento de Cristo nas 7 Maravilhas é (nem podia deixar de ser!) do Governo!
Pela minha parte desde já gostaria de felicitar o Governo pelo excelente trabalho de promoção do castelo de Óbidos.
notícia mirante online
"Governo tem muito trabalho a fazer para tornar Convento de Cristo mais conhecido"
domingo, julho 08, 2007
07.07.2007
Ontem não foi apenas dia de novas 7 Maravilhas do Mundo, ou do Live Earth, este dia dedicado à simbologia do 7 terá tido o seu auge provavelmente, imagine-se, no 3º aniversário do algures aqui...Bom, muito haveria para dizer, por exemplo sobre a não inclusão do Convento de Cristo nas 7 (que parece que até são mais ou menos) maravilhas de Portugal, só que, hoje ainda é dia de festa - o dia grande da festa, por isso não há tempo para internet's... Vamos para a rua!
domingo, julho 01, 2007
Festa dos Tabuleiros
A festa maior de Tomar, e quiçá das mais bonitas do mundo, entrou na sua semana mais importante. Expoente de cor e beleza, acresce ao simbolismo global da festa - o pão, as flores, a pureza e a fertilidade - a juventude e a renovação no Cortejo dos Rapazes. Mais de 1800 crianças desfilaram por uma Tomar adornada, galanteada e orgulhosa, apesar de algumas feridas que aqui e ali mostra e que dificilmente vão sarando.
Por exemplo, como é possível que não se previsse a conclusão das obras do Mouchão a tempo? Só mesmo de quem não sinta e respeite a alma da terra.





Para a comissão fica também uma achega - a Avª Cândido Madureira não pode ter carros nos dias de desfile!
E já agora, há um excesso de adultos dentro da praça na altura da benção, o que estraga um pouco o cortejo. Por exemplo, o momento da subida dos tabuleiros fica muito prejudicado.
Por exemplo, como é possível que não se previsse a conclusão das obras do Mouchão a tempo? Só mesmo de quem não sinta e respeite a alma da terra.
Para a comissão fica também uma achega - a Avª Cândido Madureira não pode ter carros nos dias de desfile!
E já agora, há um excesso de adultos dentro da praça na altura da benção, o que estraga um pouco o cortejo. Por exemplo, o momento da subida dos tabuleiros fica muito prejudicado.
Ainda tem 4 dias!
... para votar no Convento de Cristo para as 7 Maravilhas de Portugal.
Está à espera de quê? A votação termina a 5 de Julho.
Visita virtual ao Convento de Cristo. (vale a pena ver!)
Está à espera de quê? A votação termina a 5 de Julho.
Visita virtual ao Convento de Cristo. (vale a pena ver!)
A propósito...
... de página na internet da Câmara M. de Tomar, ainda nada não é?
Incrível... se não fosse triste.
http://www.cm-tomar.pt/
Incrível... se não fosse triste.
http://www.cm-tomar.pt/
"Burgerwatch"
Pois, como não tem havido tempo para o algures (esperemos que melhore daqui a mais uns dias) fica mais um videozito que já não é bem novidade.
Lembram-se do Mitch Bucanan (acho que era assim que se escrevia) dessa celebrérrima série em especial pela quantidade de silicone, de seu nome Marés Vivas, ou do Michael e o seu inseparável carro Kit, na série Night Rider?
Pois é, David Hasselhoff, um dos actores/cantores (sim, o homem também diz que canta, e no youtube há imensos vídeos do melhorzinho que já vi - aliás aqueles caracóis fazem-me lembrar um certo cantor canastrão português (quem?...)) com quem os americanos mais gostam de gozar, mostra-nos até onde nos leva o álcool em excesso.
Pelo menos no caso dele parece que é até ao chão da cozinha.
(este vídeo obriga a ser visto directamente no youtube, pelo que têm de clicar no link) http://www.youtube.com/watch?v=BPYDOam_qec
E a propósito, desengane-se quem achar que eu vou colocar aqui algum vídeo do mais famoso personagem nabantino do youtube. Ricos amigos que o rapaz tem sim senhor... até para brincar com as pessoas há limites.
Lembram-se do Mitch Bucanan (acho que era assim que se escrevia) dessa celebrérrima série em especial pela quantidade de silicone, de seu nome Marés Vivas, ou do Michael e o seu inseparável carro Kit, na série Night Rider?
Pois é, David Hasselhoff, um dos actores/cantores (sim, o homem também diz que canta, e no youtube há imensos vídeos do melhorzinho que já vi - aliás aqueles caracóis fazem-me lembrar um certo cantor canastrão português (quem?...)) com quem os americanos mais gostam de gozar, mostra-nos até onde nos leva o álcool em excesso.
Pelo menos no caso dele parece que é até ao chão da cozinha.
(este vídeo obriga a ser visto directamente no youtube, pelo que têm de clicar no link) http://www.youtube.com/watch?v=BPYDOam_qec
E a propósito, desengane-se quem achar que eu vou colocar aqui algum vídeo do mais famoso personagem nabantino do youtube. Ricos amigos que o rapaz tem sim senhor... até para brincar com as pessoas há limites.
quarta-feira, junho 20, 2007
ABSOLUT Sarkozy
Eu sei que já não é novidade, mas desde que ocorreu na passada semana não tenho tido tempo para navegar no virtual cibernético, e além disso acho que esta pequena maravilha não vai passar de moda assim tão cedo.
Sarkozy em Moscovo depois de umas vodkas com Putin.
Visto daqui até parece que não foram só vodkas...
Sarkozy em Moscovo depois de umas vodkas com Putin.
Visto daqui até parece que não foram só vodkas...
Ota ou então?
artigo publicado no jornal Cidade de Tomar de 15 de Junho
A discussão tem provocado páginas imensas nos jornais e horas infindáveis de discussão, especialmente quando alguns sectores (alguns políticos, outros económicos) perceberam que a decisão era para executar.
É afinal uma característica bem vincada da mentalidade portuguesa, aliás aplicável em muitas outras situações. Enquanto os assuntos se debatem, enquanto os estudos se promovem, ninguém presta muita atenção ao assunto, e faz conscientemente por nem ligar, na expectativa ou no hábito, que a coisa ande por ali a marinar e no fim dê em coisa nenhuma. Que ninguém decida.
Mas assim que alguém toma uma decisão logo um coro se levanta apresentando mil e uma soluções, mesmo que muitas esquecendo aspectos muito elementares mas que ajudam ao ruído, criticando tudo de possível sobre a decisão tomada.
E enfim, sobre a Ota mais do mesmo. A questão é em verdade muito simples: aos políticos o que é de política, aos técnicos o que é de técnica.
E aqui há algo que dificilmente é percebido pelos cidadãos em geral e que também ninguém se interessa em esclarecer. Há questões técnicas que devem estar à priori, há outras que só se colocam depois da decisão, seja ela qual for.
Imagine que quer construir uma casa num determinado terreno. Há efectivamente algumas questões técnicas que tem de saber à priori: se o PDM o deixa construir naquele terreno, qual o índice de construção, etc. Depois você toma uma decisão, quer construir, e a seguir o arquitecto ou o engenheiro fazem os estudos necessários para realizar a sua decisão em função da inclinação do terreno, do tipo de terreno, se quer com varandas ou sem varandas, com três ou quatro quartos, e por aí fora.
Acontece que nesta discussão sobre o novo aeroporto, e medidas as distâncias da comparação, a situação é muito parecida. Muitos têm tentado enviar para o lado da técnica questões que são meramente políticas, ou seja, que se situam no campo da decisão que atinge factores longe dos meramente técnicos, logo o que aqui é relevante, é que politicamente há duas opções: decidir, ou fazer como era costume, não decidir.
O que há aqui de técnica à priori, é saber económica e ambientalmente qual a melhor localização, saber qual será mais benéfica para o maior número de pessoas e instituições, qual serve melhor o país e apresentará maiores índices competitivos. Depois decide-se. Tomada a decisão, então os técnicos estarão lá para tornar a sua execução possível. Sempre foi, e sempre será assim, se as situações decorrem com normalidade. Se o terreno é mais ou menos plano, se a pista é para norte ou para oeste, tudo isso é mera execução técnica da decisão que é política.
A discussão, ou o ruído a que se tem assistido não é mais do que as permanentes forças de bloqueio, com este ou aquele interesse, que sempre se manifestam nestas alturas. E mais estranho são ainda o que antes defendiam a Ota e agora mudam de opinião.
Efectivamente durante anos se tem discutido o assunto. Há muitos anos que, com diferentes governos, ouvimos falar no novo aeroporto e na Ota. Entretanto o aeroporto da Portela atingiu as últimas e, ao contrário de Lisboa e do país, é um entrave ao desenvolvimento turístico e não só.
Talvez este seja outro aspecto mal explicado, o quanto um bom aeroporto é essencial para o desenvolvimento a vários níveis de um país.
Lembremo-nos que a melhor época de Portugal, aquela em que mais se desenvolveu, foi quando pelo país e pela capital passava parte do mundo. Sem comunicação não há desenvolvimento mas sim esquecimento. Numa escala diferente, veja-se o que tem acontecido a Tomar, pelo facto da A1 ter passado longe e os bons acessos terem tardado.
Isto para dizer que, sem boas plataformas de comunicação e deslocação de pessoas e bens, nenhum país ou região se desenvolve, seja hoje, fosse há mil anos, e certamente o será assim também no futuro.
Hoje, um bom e atractivo, competitivo aeroporto é essencial, em especial para um país que é a porta de entrada e saída da Europa para ocidente e para o sul.
Parece vá lá, que a necessidade do aeroporto está genericamente entendida. Vamos então à agora tornada tão complexa questão da sua localização e para isso alguns dados:
as principais auto-estradas e a principal linha ferroviária do país e de ligação deste com Espanha, assim como o futuro TGV, estão a norte do Tejo; chega-se mais depressa à Ota, para onde não há filas, do que a qualquer lugar da margem sul, onde é preciso atravessar a ponte (acho que ninguém pensa ir para o aeroporto e apanhar o barco!); 92% (convém repetir: 92%!) dos utilizadores do actual aeroporto estão ou vêm para norte do Tejo; é a norte do Tejo que estão a grande maioria das empresas e das populações, e logo também dos contribuintes.
Pelo que, volto a dizer, a questão me parece simples. Atendendo a que o investimento de um aeroporto não é bem como construir uma rotunda, e com seriedade ele tem que ser visto como um equipamento que chegue com eficácia ao maior número de pessoas, da forma mais competitiva, e com a maior capacidade de criação de desenvolvimento e riqueza, se fosse você caro leitor, que tivesse a responsabilidade dada pelos seus concidadãos, com a consciência e a capacidade de avaliar recursos, gastos e proveitos – onde é que decidiria construir o novo aeroporto?
Aditamento: Quando escrevi este artigo, não tinha ocorrido ainda o timeout para estudos em Alcochete. Devo no entanto dizer que continuo a acreditar em cada palavra que escrevi, e que a actual situação me parece aliás bastante perigosa. Um mau princípio, exactamente pelo que no artigo refiro quanto "aos políticos o que é de política, aos técnicos o que é de técnica", não fora como dizia alguém algures num jornal, termos agora um país cheio de especialistas em aeroportos.
E muito importante, algo que me esqueci de referir no artigo - a questão da Ota foi sufragada pelos portugueses. Bem sei que ninguém liga chavo aos programas eleitorais, e que há até como em Tomar, quem ganhe eleições sem um, mas o facto é que no programa de Governo do PS está lá a Ota, e foi no PS que os portugueses votaram e atribuiram portanto a responsabilidade de tomar decisões.
A discussão tem provocado páginas imensas nos jornais e horas infindáveis de discussão, especialmente quando alguns sectores (alguns políticos, outros económicos) perceberam que a decisão era para executar.
É afinal uma característica bem vincada da mentalidade portuguesa, aliás aplicável em muitas outras situações. Enquanto os assuntos se debatem, enquanto os estudos se promovem, ninguém presta muita atenção ao assunto, e faz conscientemente por nem ligar, na expectativa ou no hábito, que a coisa ande por ali a marinar e no fim dê em coisa nenhuma. Que ninguém decida.
Mas assim que alguém toma uma decisão logo um coro se levanta apresentando mil e uma soluções, mesmo que muitas esquecendo aspectos muito elementares mas que ajudam ao ruído, criticando tudo de possível sobre a decisão tomada.
E enfim, sobre a Ota mais do mesmo. A questão é em verdade muito simples: aos políticos o que é de política, aos técnicos o que é de técnica.
E aqui há algo que dificilmente é percebido pelos cidadãos em geral e que também ninguém se interessa em esclarecer. Há questões técnicas que devem estar à priori, há outras que só se colocam depois da decisão, seja ela qual for.
Imagine que quer construir uma casa num determinado terreno. Há efectivamente algumas questões técnicas que tem de saber à priori: se o PDM o deixa construir naquele terreno, qual o índice de construção, etc. Depois você toma uma decisão, quer construir, e a seguir o arquitecto ou o engenheiro fazem os estudos necessários para realizar a sua decisão em função da inclinação do terreno, do tipo de terreno, se quer com varandas ou sem varandas, com três ou quatro quartos, e por aí fora.
Acontece que nesta discussão sobre o novo aeroporto, e medidas as distâncias da comparação, a situação é muito parecida. Muitos têm tentado enviar para o lado da técnica questões que são meramente políticas, ou seja, que se situam no campo da decisão que atinge factores longe dos meramente técnicos, logo o que aqui é relevante, é que politicamente há duas opções: decidir, ou fazer como era costume, não decidir.
O que há aqui de técnica à priori, é saber económica e ambientalmente qual a melhor localização, saber qual será mais benéfica para o maior número de pessoas e instituições, qual serve melhor o país e apresentará maiores índices competitivos. Depois decide-se. Tomada a decisão, então os técnicos estarão lá para tornar a sua execução possível. Sempre foi, e sempre será assim, se as situações decorrem com normalidade. Se o terreno é mais ou menos plano, se a pista é para norte ou para oeste, tudo isso é mera execução técnica da decisão que é política.
A discussão, ou o ruído a que se tem assistido não é mais do que as permanentes forças de bloqueio, com este ou aquele interesse, que sempre se manifestam nestas alturas. E mais estranho são ainda o que antes defendiam a Ota e agora mudam de opinião.
Efectivamente durante anos se tem discutido o assunto. Há muitos anos que, com diferentes governos, ouvimos falar no novo aeroporto e na Ota. Entretanto o aeroporto da Portela atingiu as últimas e, ao contrário de Lisboa e do país, é um entrave ao desenvolvimento turístico e não só.
Talvez este seja outro aspecto mal explicado, o quanto um bom aeroporto é essencial para o desenvolvimento a vários níveis de um país.
Lembremo-nos que a melhor época de Portugal, aquela em que mais se desenvolveu, foi quando pelo país e pela capital passava parte do mundo. Sem comunicação não há desenvolvimento mas sim esquecimento. Numa escala diferente, veja-se o que tem acontecido a Tomar, pelo facto da A1 ter passado longe e os bons acessos terem tardado.
Isto para dizer que, sem boas plataformas de comunicação e deslocação de pessoas e bens, nenhum país ou região se desenvolve, seja hoje, fosse há mil anos, e certamente o será assim também no futuro.
Hoje, um bom e atractivo, competitivo aeroporto é essencial, em especial para um país que é a porta de entrada e saída da Europa para ocidente e para o sul.
Parece vá lá, que a necessidade do aeroporto está genericamente entendida. Vamos então à agora tornada tão complexa questão da sua localização e para isso alguns dados:
as principais auto-estradas e a principal linha ferroviária do país e de ligação deste com Espanha, assim como o futuro TGV, estão a norte do Tejo; chega-se mais depressa à Ota, para onde não há filas, do que a qualquer lugar da margem sul, onde é preciso atravessar a ponte (acho que ninguém pensa ir para o aeroporto e apanhar o barco!); 92% (convém repetir: 92%!) dos utilizadores do actual aeroporto estão ou vêm para norte do Tejo; é a norte do Tejo que estão a grande maioria das empresas e das populações, e logo também dos contribuintes.
Pelo que, volto a dizer, a questão me parece simples. Atendendo a que o investimento de um aeroporto não é bem como construir uma rotunda, e com seriedade ele tem que ser visto como um equipamento que chegue com eficácia ao maior número de pessoas, da forma mais competitiva, e com a maior capacidade de criação de desenvolvimento e riqueza, se fosse você caro leitor, que tivesse a responsabilidade dada pelos seus concidadãos, com a consciência e a capacidade de avaliar recursos, gastos e proveitos – onde é que decidiria construir o novo aeroporto?
Aditamento: Quando escrevi este artigo, não tinha ocorrido ainda o timeout para estudos em Alcochete. Devo no entanto dizer que continuo a acreditar em cada palavra que escrevi, e que a actual situação me parece aliás bastante perigosa. Um mau princípio, exactamente pelo que no artigo refiro quanto "aos políticos o que é de política, aos técnicos o que é de técnica", não fora como dizia alguém algures num jornal, termos agora um país cheio de especialistas em aeroportos.
E muito importante, algo que me esqueci de referir no artigo - a questão da Ota foi sufragada pelos portugueses. Bem sei que ninguém liga chavo aos programas eleitorais, e que há até como em Tomar, quem ganhe eleições sem um, mas o facto é que no programa de Governo do PS está lá a Ota, e foi no PS que os portugueses votaram e atribuiram portanto a responsabilidade de tomar decisões.
quinta-feira, junho 07, 2007
O que os outros fazem II
Barquinha Parque conquista Prémio Nacional de Arquitectura Paisagística, noticia O Mirante
Mas ainda há quem ache que em Tomar é que se faz obra.
E que se está no "rumo"!
Quem não conhece o parque, uma visita rápida ali já à Barquinha aconselha-se, para perceberem o que, com bom gosto e bom senso, se faz sem gastar muito dinheiro.
Sim, esse é também um exercício interessante, do género: quantas rotundas cibernéticas custou o parque da Barquinha, ou, chegavam os trabalhos a mais do atarracado Pavilhão Municipal de Tomar para o pagar?
Mas ainda há quem ache que em Tomar é que se faz obra.
E que se está no "rumo"!
Quem não conhece o parque, uma visita rápida ali já à Barquinha aconselha-se, para perceberem o que, com bom gosto e bom senso, se faz sem gastar muito dinheiro.
Sim, esse é também um exercício interessante, do género: quantas rotundas cibernéticas custou o parque da Barquinha, ou, chegavam os trabalhos a mais do atarracado Pavilhão Municipal de Tomar para o pagar?
O que os outros fazem
Duas dezenas de projectos para mudar a face do centro histórico de Torres Novas
Um museu de âmbito nacional dedicado à obra de Alfred Keil (o autor do Hino Nacional), uma casa da literatura com todo o acervo do escritor Lobo Antunes, um “mercado das ideias” a instalar no edifício do antigo mercado do peixe e o centro de ciência viva sobre as energias são os quatro projectos âncora, de um total de 21, que a Câmara de Torres Novas se propõe realizar até 2013. Os projectos, apresentados segunda-feira em reunião extraordinária do executivo, fazem parte de um programa de investimentos estimado em 14 milhões de euros que tem como principal objectivo a reconversão e revitalização do centro histórico da cidade.
Denominado Turris XXI Cidade Criativa, o projecto insere-se nas áreas da cultura e do turismo e será candidatado ao próximo Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) no âmbito da Comunidade Urbana do Médio Tejo. Tem como pilares centrais o castelo e o rio Almonda e a sua concretização, dependente do financiamento comunitário, será complementada com outro projecto, já feito pela Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU), mais virado para o edificado privado do centro histórico. Mais desenvolvimentos na edição semanal.
notícia O Mirante
Um museu de âmbito nacional dedicado à obra de Alfred Keil (o autor do Hino Nacional), uma casa da literatura com todo o acervo do escritor Lobo Antunes, um “mercado das ideias” a instalar no edifício do antigo mercado do peixe e o centro de ciência viva sobre as energias são os quatro projectos âncora, de um total de 21, que a Câmara de Torres Novas se propõe realizar até 2013. Os projectos, apresentados segunda-feira em reunião extraordinária do executivo, fazem parte de um programa de investimentos estimado em 14 milhões de euros que tem como principal objectivo a reconversão e revitalização do centro histórico da cidade.
Denominado Turris XXI Cidade Criativa, o projecto insere-se nas áreas da cultura e do turismo e será candidatado ao próximo Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) no âmbito da Comunidade Urbana do Médio Tejo. Tem como pilares centrais o castelo e o rio Almonda e a sua concretização, dependente do financiamento comunitário, será complementada com outro projecto, já feito pela Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU), mais virado para o edificado privado do centro histórico. Mais desenvolvimentos na edição semanal.
notícia O Mirante
domingo, maio 27, 2007
Centro Comercial de Ar Livre
Há muito que falo nesta solução para o centro histórico de Tomar, e no PS colocámo-la inclusive no último programa eleitoral. Temo-la repetido com convicção, e discutimo-la já, entre outros, com a ACITOFEBA.
Bom, mas se Tomar prefere projectos descaracterizadores e empertigados, outros parecem perceber onde está o que faz sentido, o que demarca e o que reforça a Identidade, muito importante aliás como factor competitivo.
Abrantes já aqui o escrevi em tempos, vai avançar com esta ideia, como o EntroncamentoOnline o publicita e vai apresentar o projecto já no dia 6 de Junho.Admira-se o presidente António Paiva quando se lhe diz que o nosso centro histórico é já o menos dinâmico das três cidades (Abrantes, Torres Novas, Tomar), e afirma que não é verdade. Pois o maior cego é o que não quer ver e cada vez mais acredito que há grandes problemas de oftalmologia em Tomar.
Abrantes (como outros concelhos) tem realizado projectos estruturantes relevantes e que se vêem, ao contrário de Tomar em que apenas se declara e se faz sem consequência, e que estão a dotar Abrantes duma capacidade atractiva sem precedentes na região. Já ouviram falar no “mar de Abrantes”?
E depois ficamos muito chocados quando nos ameaçam levar mais um qualquer serviço, esquecendo que no entretanto o mundo evoluiu enquanto estivemos a olhar para os emblemas empoeirados, e nos deixámos ultrapassar.
O mundo acontece para os fazem, não para os que se pavoneiam. É que enquanto os concelhos à volta tiveram e têm que trabalhar pelo seu lugar no futuro, Tomar é uma espécie de filho rico que desbarata sem proveito a abonada herança da família.
Bom, mas se Tomar prefere projectos descaracterizadores e empertigados, outros parecem perceber onde está o que faz sentido, o que demarca e o que reforça a Identidade, muito importante aliás como factor competitivo.
Abrantes já aqui o escrevi em tempos, vai avançar com esta ideia, como o EntroncamentoOnline o publicita e vai apresentar o projecto já no dia 6 de Junho.Admira-se o presidente António Paiva quando se lhe diz que o nosso centro histórico é já o menos dinâmico das três cidades (Abrantes, Torres Novas, Tomar), e afirma que não é verdade. Pois o maior cego é o que não quer ver e cada vez mais acredito que há grandes problemas de oftalmologia em Tomar.
Abrantes (como outros concelhos) tem realizado projectos estruturantes relevantes e que se vêem, ao contrário de Tomar em que apenas se declara e se faz sem consequência, e que estão a dotar Abrantes duma capacidade atractiva sem precedentes na região. Já ouviram falar no “mar de Abrantes”?
E depois ficamos muito chocados quando nos ameaçam levar mais um qualquer serviço, esquecendo que no entretanto o mundo evoluiu enquanto estivemos a olhar para os emblemas empoeirados, e nos deixámos ultrapassar.
O mundo acontece para os fazem, não para os que se pavoneiam. É que enquanto os concelhos à volta tiveram e têm que trabalhar pelo seu lugar no futuro, Tomar é uma espécie de filho rico que desbarata sem proveito a abonada herança da família.
Cromos de Colecção

O jornal O Templário publicou esta semana na sua rubrica de nome idêntico ao título deste post, esta foto saída não sei de que bau, da última festa dos Tabuleiros.
Ora como não gosto que gozem comigo mais do que eu próprio, tenho no mínimo de a publicar também.
Sim, fui com honra músico filarmónico durante uns 15 anos na velhinha sempre nova Gualdim Pais. Agarrado ao trombone participei nas 3 últimas festas dos tabuleiros, e olhem que usar aquela farda carinhosamente tratada como a do" Olá fresquiiiiinho!" não é para todos...
segunda-feira, maio 21, 2007
Rumo Incógnito
artigo publicado no jornal Cidade de Tomar de 18 de Maio
Soubemos esta semana numa das suas muitas viagens, desta vez à Alemanha, que o ainda Presidente António Paiva teve tempo para conceder algumas palavras a este mesmo jornal, declarando para nosso gáudio que acredita ter ajudado “a colocar Tomar no rumo certo”.
Tal declaração, aliás já repetida, vinda de quem há uma década determina o que entende e o que acontece no nosso concelho, merece verdadeiramente além da alacridade, uma reflexão.
Pois que a uma afirmação tão peremptória, a mim pelo menos que sou pessoa de pouca fé e dificilmente acredito no que não vejo, assalta-me a pergunta óbvia: Pois rumo sim senhor, mas qual?
Digamos que, em direcção a quê?
Quando se fala nesse chavão do ‘rumo’, ficamos convictos que há uma estratégia para o concelho, que há uma visão abrangente que una responsáveis políticos e agentes da sociedade na prossecução de objectivos comuns, que quando pensamos em Tomar pensamos em dois ou três casos de sucesso catalizadores para todo o concelho.
Nesta última década, para me reportar apenas à vigência do autor da tese, em que é que nos tornamos melhores? Em que nos especializámos? O que fizemos de novo? Pelo que é que nos tornamos mais conhecidos? Hum… assim pela rama, pelo todo, de facto parece que não se consegue ver grande coisa.
Bom, não desistamos já, talvez se virmos as coisas por partes, do género: Está melhor o comércio? O centro histórico e todo o Comércio Tradicional da cidade apresentam vitalidade e são sustentadores de riqueza. Bom, aqui parece que não, mas, talvez o Turismo, talvez esse esteja melhor? Aumentou-se a capacidade hoteleira, diversificou-se a gama de oferta, há novas actividades e um cartaz consubstanciado que consegue garantir ao longo do ano um fluxo permanente de visitantes? Não?! O quê, a principal obra foi fechar o parque de campismo?! Mas aquilo não rendia dinheiro à autarquia e ao comércio? Então e os funcionários o que é que… ah ainda lá estão, há quatro anos, pois…
Mas então melhorou-se a ligação da cidade ao convento? Os tomarenses vivem-no mais e os turistas que o visitam, visitam também Tomar, deixam cá “as patacas”? Há, pois, parece que vai ser agora… Bom mas, certamente, uma cidade histórica com um potencial tão grande como o de ser uma cidade Templária, tem seguramente rentabilizado essa marca conhecida em todo o mundo? Nadinha?!
Mas têm-se apostado no associativismo, na cultura, reforçou-se a posição de líder cultural na região?… Ah não… perdeu-se?!
Ah, já sei, virámo-nos para os rios, o Zêzere e o Nabão são hoje elementos aglutinadores de actividades e elementos geradores de riqueza? Não!? Não há sequer UMA praia fluvial?! Assim começa a ser difícil…
Bom, mas de alguma forma o concelho tornou-se mais atractivo, há criação de empregos, a zona industrial é referência da região, não só ninguém pensa em sair de Tomar, como os dos concelhos à volta sonham em vir viver para cá?... Ah, também não…
Bom mas, pelo menos modernizaram-se os serviços, a Câmara gasta cada vez menos e onde gasta gasta bem; gere bem os seus recursos, os funcionários estão motivados, são acarinhados, trabalham com boas condições; os serviços são atractivos e céleres, aproveitam-se as novas tecnologias, as taxas caminham para ser cada vez menores, os cidadãos só podem dizer maravilhas dos serviços que lhes são prestados? – O quê, também não? Nada?!
Pois é, poderia ser brincadeira, se não estivéssemos a falar sobre o futuro de uma terra e de todos os que ainda nela vão vivendo.
É que pelas coisas que alguns dizem com leviandade, só pode haver muita coisa incógnita na nossa terra, e até me sinto tentado a esboçar um sorriso quando, na entrevista já referida se dizem coisas como “a duplicação de espaços verdes”. Será que os vasos com flores que tenho em casa também contam? É que eu estou absolutamente convencido que alguém anda a ver mal nesta terra. Será que temos falta de oftalmologistas?
Costuma-se dizer que em terra de cegos quem tem olho é rei, mas também há limites! Tenho que voltar a deixar o repto: saiam mais de casa, não é preciso ir longe, vão ver o que se faz nos concelhos à nossa volta, vejam o que evoluíram e comparem connosco tendo em conta o ponto de partida de cada um. Percebam onde houve de facto projectos consubstanciados e com rumo, e onde se fazem as coisas sem planeamento e sem visão.
Ver com arrojo, planear e decidir com determinação e capacidade, não é destruir equipamentos públicos com potencial económico e social como se fez ao parque e agora se quer fazer ao mercado. Não é vender terrenos públicos para construir centros comerciais megalómanos. Não é fazer pontes a cinquenta metros de outras e que não resolvem problema algum a não ser o de rentabilizar mais o terreno que se quer vender.
Não é fazer um pavilhão municipal que nunca vai justificar o que custou, e que em obras a mais já daria para construir outro, com melhores condições, com melhores acessos e valências.
Ter visão e capacidade de liderança para deixar marca por muito tempo, não é fazer o que é fácil mas inconsequente, nem o que é difícil por teimosia. É fazer com critério, com enfoque no colectivo, e com capacidade de envolvimento dos vários intervenientes na comunidade, para que congreguem esforços para trilhar em conjunto, o tal rumo que deve ser encontrado.
Diz António Paiva: “Tomar é uma referência a nível nacional” e tem razão, ainda há duas semanas voltou a ser referenciada como uma das poucas câmaras do país, que não tem sequer uma página na Internet. Será deste género de coisas que é feito o tal rumo?
Soubemos esta semana numa das suas muitas viagens, desta vez à Alemanha, que o ainda Presidente António Paiva teve tempo para conceder algumas palavras a este mesmo jornal, declarando para nosso gáudio que acredita ter ajudado “a colocar Tomar no rumo certo”.
Tal declaração, aliás já repetida, vinda de quem há uma década determina o que entende e o que acontece no nosso concelho, merece verdadeiramente além da alacridade, uma reflexão.
Pois que a uma afirmação tão peremptória, a mim pelo menos que sou pessoa de pouca fé e dificilmente acredito no que não vejo, assalta-me a pergunta óbvia: Pois rumo sim senhor, mas qual?
Digamos que, em direcção a quê?
Quando se fala nesse chavão do ‘rumo’, ficamos convictos que há uma estratégia para o concelho, que há uma visão abrangente que una responsáveis políticos e agentes da sociedade na prossecução de objectivos comuns, que quando pensamos em Tomar pensamos em dois ou três casos de sucesso catalizadores para todo o concelho.
Nesta última década, para me reportar apenas à vigência do autor da tese, em que é que nos tornamos melhores? Em que nos especializámos? O que fizemos de novo? Pelo que é que nos tornamos mais conhecidos? Hum… assim pela rama, pelo todo, de facto parece que não se consegue ver grande coisa.
Bom, não desistamos já, talvez se virmos as coisas por partes, do género: Está melhor o comércio? O centro histórico e todo o Comércio Tradicional da cidade apresentam vitalidade e são sustentadores de riqueza. Bom, aqui parece que não, mas, talvez o Turismo, talvez esse esteja melhor? Aumentou-se a capacidade hoteleira, diversificou-se a gama de oferta, há novas actividades e um cartaz consubstanciado que consegue garantir ao longo do ano um fluxo permanente de visitantes? Não?! O quê, a principal obra foi fechar o parque de campismo?! Mas aquilo não rendia dinheiro à autarquia e ao comércio? Então e os funcionários o que é que… ah ainda lá estão, há quatro anos, pois…
Mas então melhorou-se a ligação da cidade ao convento? Os tomarenses vivem-no mais e os turistas que o visitam, visitam também Tomar, deixam cá “as patacas”? Há, pois, parece que vai ser agora… Bom mas, certamente, uma cidade histórica com um potencial tão grande como o de ser uma cidade Templária, tem seguramente rentabilizado essa marca conhecida em todo o mundo? Nadinha?!
Mas têm-se apostado no associativismo, na cultura, reforçou-se a posição de líder cultural na região?… Ah não… perdeu-se?!
Ah, já sei, virámo-nos para os rios, o Zêzere e o Nabão são hoje elementos aglutinadores de actividades e elementos geradores de riqueza? Não!? Não há sequer UMA praia fluvial?! Assim começa a ser difícil…
Bom, mas de alguma forma o concelho tornou-se mais atractivo, há criação de empregos, a zona industrial é referência da região, não só ninguém pensa em sair de Tomar, como os dos concelhos à volta sonham em vir viver para cá?... Ah, também não…
Bom mas, pelo menos modernizaram-se os serviços, a Câmara gasta cada vez menos e onde gasta gasta bem; gere bem os seus recursos, os funcionários estão motivados, são acarinhados, trabalham com boas condições; os serviços são atractivos e céleres, aproveitam-se as novas tecnologias, as taxas caminham para ser cada vez menores, os cidadãos só podem dizer maravilhas dos serviços que lhes são prestados? – O quê, também não? Nada?!
Pois é, poderia ser brincadeira, se não estivéssemos a falar sobre o futuro de uma terra e de todos os que ainda nela vão vivendo.
É que pelas coisas que alguns dizem com leviandade, só pode haver muita coisa incógnita na nossa terra, e até me sinto tentado a esboçar um sorriso quando, na entrevista já referida se dizem coisas como “a duplicação de espaços verdes”. Será que os vasos com flores que tenho em casa também contam? É que eu estou absolutamente convencido que alguém anda a ver mal nesta terra. Será que temos falta de oftalmologistas?
Costuma-se dizer que em terra de cegos quem tem olho é rei, mas também há limites! Tenho que voltar a deixar o repto: saiam mais de casa, não é preciso ir longe, vão ver o que se faz nos concelhos à nossa volta, vejam o que evoluíram e comparem connosco tendo em conta o ponto de partida de cada um. Percebam onde houve de facto projectos consubstanciados e com rumo, e onde se fazem as coisas sem planeamento e sem visão.
Ver com arrojo, planear e decidir com determinação e capacidade, não é destruir equipamentos públicos com potencial económico e social como se fez ao parque e agora se quer fazer ao mercado. Não é vender terrenos públicos para construir centros comerciais megalómanos. Não é fazer pontes a cinquenta metros de outras e que não resolvem problema algum a não ser o de rentabilizar mais o terreno que se quer vender.
Não é fazer um pavilhão municipal que nunca vai justificar o que custou, e que em obras a mais já daria para construir outro, com melhores condições, com melhores acessos e valências.
Ter visão e capacidade de liderança para deixar marca por muito tempo, não é fazer o que é fácil mas inconsequente, nem o que é difícil por teimosia. É fazer com critério, com enfoque no colectivo, e com capacidade de envolvimento dos vários intervenientes na comunidade, para que congreguem esforços para trilhar em conjunto, o tal rumo que deve ser encontrado.
Diz António Paiva: “Tomar é uma referência a nível nacional” e tem razão, ainda há duas semanas voltou a ser referenciada como uma das poucas câmaras do país, que não tem sequer uma página na Internet. Será deste género de coisas que é feito o tal rumo?
Subscrever:
Mensagens (Atom)

