- No Verão Tomar entristece-me mais. Nesta altura, as pessoas têm tendência para andar por aí com os olhos mais abertos, passeiam mais, apreciam mais, comparam mais. No Verão encontramos também as pessoas com outro tempo para a conversa. Este Verão, com todas as pessoas que tenho conversado ou até apenas ouvido, independentemente do partido, da idade, e do que quer que seja, sobre o estado da cidadezinha nabantina a apreciação é genérica: mal, péssima, em degradação, não se faz nada com jeito, é uma vergonha - e por aí fora.
E nem é tanto esta a parte que me entristece mais, mas sim quando faço a minha clássica pergunta: "Então e o que pensas fazer sobre isso?", e ouço um resignado "Nada" ou sou presenteado com um indiferente encolher de ombros ou um fustigante olhar daqueles que nos trespassam ensandecidos e nos parecem dizer: - Ganha juízo, como se fosse possível fazer alguma coisa!
- Esta do complexo desportivo onde se incluem as piscinas fechar em Agosto parece-me algo caricato. Não conheço as razões, mas não deixa de ser estranho com a imensidão de técnicos de desporto que a Câmara tem ao serviço.
- A gestão autárquica em Tomar transformou-se definitivamente numa espécie de agência de viagens. Do Município às freguesias, os jornais nabantinos da passada semana são bem o espelho do descontrole e da total ausência do mínimo de boa gestão dos dinheiros públicos a que o concelho chegou. Há juntas que gastam mais de metade do seu orçamento anual nestas viagens.
A caça ao voto é flagrante e a falta de decoro é tamanha que já nem se disfarça.
- O vereador Carrão, candidato assumido às próximas eleições autárquicas, desdobra-se em aniversários, encontros, passeios, ficando depois até altas horas no seu gabinete provavelmente a tentar despachar o que durante o dia não se fez. Confesso que começo a sentir alguma preocupação em relação à sua saúde. Acreditem que não digo isto a brincar, tanto passeio deve cansar!
- Se é preocupante a leviandade com que se afirmam certas coisas, o que dizer de algumas que se praticam? Como é que se diz que se está à espera de 34000 euros de fundos europeus para concluir a estrada Calçadas/Olalhas que desde Novembro alterna entre lama e pó, no mesmo momento em que apenas 6 anos depois se volta a querer enterrar dinheiro na praceta Alves Redol, mais identificada como a rotunda da nado-morta cibernética?
Quantas estradas (ou outra coisa) poderiam ser concluídas com os gastos das derrapagens e erros das obras do defunto estádio e do pavilhão "aquático"?
Quanto custou só o projecto para as bancadas que já não vão ser feitas?
Quanto custa começar obras, interrompê-las, retomá-las?
terça-feira, agosto 07, 2007
curtas dos blogues
- Rio muito com os blogues cá da terra. Sim, é verdade navego por aí de quando em vez, tenho até alguma obrigação de acompanhar, até porque pelo meio de tanto chorrilho de disparates, aparecem opiniões válidas e pertinentes, independentemente de com elas concordar ou não.
Os blogues cá da terra surgem e desapareçam, um pouco como alguns dos pseudo anónimos comentadores que se transferem de uns para os outros.
- Dos mais vis ataques e maledicência, às sondagens, às previsões, às análises, às críticas, a coisa até tem alguma animação por vezes, mas é pena que não existam mais blogues de autor assumido. Os blogues são excelentes formas de opinar e comunicar (sabendo que a liberdade de opinar exige responsabilidade) e até neste campo Tomar perde, pois outros concelhos bem mais pequenos, e até com menos tradições existe mais conteúdo e mais qualidade.
- Seja como for, a mim pessoalmente alguns blogues têm especial pertinência pois por eles fico a saber novidades de mim próprio ou de responsabilidades que por mim também passam, e que, vá-se lá ver, por ali aparecem sem que delas soubesse! Ora, uma pessoa não pode estar desinformado, especialmente sobre si mesmo ou não é verdade?
Os blogues cá da terra surgem e desapareçam, um pouco como alguns dos pseudo anónimos comentadores que se transferem de uns para os outros.
- Dos mais vis ataques e maledicência, às sondagens, às previsões, às análises, às críticas, a coisa até tem alguma animação por vezes, mas é pena que não existam mais blogues de autor assumido. Os blogues são excelentes formas de opinar e comunicar (sabendo que a liberdade de opinar exige responsabilidade) e até neste campo Tomar perde, pois outros concelhos bem mais pequenos, e até com menos tradições existe mais conteúdo e mais qualidade.
- Seja como for, a mim pessoalmente alguns blogues têm especial pertinência pois por eles fico a saber novidades de mim próprio ou de responsabilidades que por mim também passam, e que, vá-se lá ver, por ali aparecem sem que delas soubesse! Ora, uma pessoa não pode estar desinformado, especialmente sobre si mesmo ou não é verdade?
curtas
- Já voltei há uns dias, mas a vontade para o computador, para os blogues, para as resmas de email´s por ler, continua em baixo. Deve ser do calor.
- Trabalhar em Agosto é péssimo. Temos de passar o dia a responder às chamadas e às sms que nos convidam para o petisco, a imperial, o rio, a praia e sei lá o quê mais com um repetido: - Mas eu estou a trabalhar!
- Hoje em em dia habituamo-nos a ver de tudo nos supermercados, mas óculos graduados a 6 euros empilhados junto à caixa registadora, ao jeito daquelas comprinhas de última hora... - Ora o que é que me falta... ah pois, os óculos que eu já nem vejo o genérico da novela! Hum, estes são bons...
Mas quem é que compra óculos no supermercado!?
- Trabalhar em Agosto é péssimo. Temos de passar o dia a responder às chamadas e às sms que nos convidam para o petisco, a imperial, o rio, a praia e sei lá o quê mais com um repetido: - Mas eu estou a trabalhar!
- Hoje em em dia habituamo-nos a ver de tudo nos supermercados, mas óculos graduados a 6 euros empilhados junto à caixa registadora, ao jeito daquelas comprinhas de última hora... - Ora o que é que me falta... ah pois, os óculos que eu já nem vejo o genérico da novela! Hum, estes são bons...
Mas quem é que compra óculos no supermercado!?
Nova atracção turística nabantina
Só ontem vi, mas está giro o "Prémio de Arquitectura Popular para "Bairro da Chapa" em Tomar, paródia jornalistica em torno do "bairro" criado pela Câmara de Tomar na zona do Flecheiro para dotar as barracas das famílias de etnia cigana de maior resistência às cheias do Nabão. (!!!!!)
Quer dizer, o prémio é uma graça, mas o conteúdo é bem real... diz que é uma espécie de dois em um, um novo conceito de habitação social e a custos controlados ao mesmo tempo.
Tomar é assim, uma terra de inventores.
Infelizmente não está disponível online, mas ainda o podem ver na secção d'O Mirante Cor-de Rosa do jornal O Mirante, de Quinta 2 de Agosto.
Quer dizer, o prémio é uma graça, mas o conteúdo é bem real... diz que é uma espécie de dois em um, um novo conceito de habitação social e a custos controlados ao mesmo tempo.
Tomar é assim, uma terra de inventores.
Infelizmente não está disponível online, mas ainda o podem ver na secção d'O Mirante Cor-de Rosa do jornal O Mirante, de Quinta 2 de Agosto.
sexta-feira, julho 27, 2007
Time Out
É verdade que nos últimos tempos a vontade, ao contrário do habitual até mais que a disponibilidade, tem sido muito diminuta para computadores, internet e blogues especialmente, de forma que aqui o canto tem andado um pouco calmo, pelo menos à superfície. Sim, porque se lessem os insultuosos escritos que eu não deixo passar aqui nos comentários...
Se precisarem de mim estou ali. Até já.
Adiante, o que é certo é que se tem andado calmo, calmo andará porque nos próximos dias, a modos de preparação para Agosto e por receita médica, vou ter de inspirar muito iodo algures onde houver disto...
Se precisarem de mim estou ali. Até já.
Rapidinha II
... e também podia falar sobre a investigação do Tribunal de Contas às obras do estádio municipal, mas falo nisso quando houver conclusões;
e ao facto de (ainda não é público) António Paiva e o executivo PSD, entenderem que a primeira prioridade no desenvolvimento para Tomar no âmbito do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) é... o turismo religioso!...
mas fica para outra altura, que agora vou rezar pela alma da nossa terra.
e ao facto de (ainda não é público) António Paiva e o executivo PSD, entenderem que a primeira prioridade no desenvolvimento para Tomar no âmbito do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) é... o turismo religioso!...
mas fica para outra altura, que agora vou rezar pela alma da nossa terra.
Uma rapidinha...
... pelas notícias nabantinas.
No Cidade de Tomar, bons os artigos de:
António Freitas, sobre Óbidos, e de como uma pequena vila dá lições de como rentabilizar o turismo.
Não seria preciso ir tão longe, para encontrar concelhos que nos dêem lições em muitas matérias, mas é um sinal positivo que isso comece a ser falado nos jornais, é que se muitos tomarenses desconhecem, por norma até os jornais deixam passar ao lado os "bigodes" que os concelhos à nossa volta nos vão dando.
Rui Reis Vieira, sobre a falta de estratégia competitiva de Tomar e da sua Câmara e como isso condiciona o nosso presente e o fará mais no futuro. Pelo meio fala-se entre outras coisas, também de mercados e centros comerciais.
É bom que, não só mais pessoas escrevam, mas que escrevam de assuntos importantes e com os dedos todos a pressionar as feridas da estagnação e falta de visão em que estamos mergulhados.
E aos poucos sinto-me menos sozinho...
N'O Templário, e já era para ter escrito isto mas tenho andado fugido do computador, tem mérito a iniciativa da campanha "Não podemos ignorar - Uma casa para José Carlos Sousa", um abaixo-assinado que pretende que a Câmara Municipal e a Segurança Social, disponibilizem uma casa a este homem que vive há nove meses numa casa-de-banho pública em Tomar.
Para subscrever o abaixo-assinado pode dirigir-se às isntalações do Templário, ao lado do café da Nabância.
Na Rádio Hertz, bom o novo programa (já tem umas semanas) que não sei se tem nome, mas que conta com André Samouco e Isabel Miliciano, e seus convidados, a debater diversas temáticas sobre Tomar ou mais abrangentes. Às quartas entre as 18 e as 20h (e por isso consigo ouvir por vezes quando regresso a Tomar).
Além do interesse dos temas, interessantes são também as análises que o sociólogo André Samouco faz de quem somos, de onde e como vivemos. Naturalmente estão sujeitas a alguma subjectividades e podemos discordar, mas o fundamental na iniciativa é a discussão e reflexão, algo que tanto falta na nossa comunidade, e mesmo na comunicação social.
Jornal Cidade de Tomar, Jornal O Templário, Blogue do Templário, Rádio Hertz
No Cidade de Tomar, bons os artigos de:
António Freitas, sobre Óbidos, e de como uma pequena vila dá lições de como rentabilizar o turismo.
Não seria preciso ir tão longe, para encontrar concelhos que nos dêem lições em muitas matérias, mas é um sinal positivo que isso comece a ser falado nos jornais, é que se muitos tomarenses desconhecem, por norma até os jornais deixam passar ao lado os "bigodes" que os concelhos à nossa volta nos vão dando.
Rui Reis Vieira, sobre a falta de estratégia competitiva de Tomar e da sua Câmara e como isso condiciona o nosso presente e o fará mais no futuro. Pelo meio fala-se entre outras coisas, também de mercados e centros comerciais.
É bom que, não só mais pessoas escrevam, mas que escrevam de assuntos importantes e com os dedos todos a pressionar as feridas da estagnação e falta de visão em que estamos mergulhados.
E aos poucos sinto-me menos sozinho...
N'O Templário, e já era para ter escrito isto mas tenho andado fugido do computador, tem mérito a iniciativa da campanha "Não podemos ignorar - Uma casa para José Carlos Sousa", um abaixo-assinado que pretende que a Câmara Municipal e a Segurança Social, disponibilizem uma casa a este homem que vive há nove meses numa casa-de-banho pública em Tomar.
Para subscrever o abaixo-assinado pode dirigir-se às isntalações do Templário, ao lado do café da Nabância.
Na Rádio Hertz, bom o novo programa (já tem umas semanas) que não sei se tem nome, mas que conta com André Samouco e Isabel Miliciano, e seus convidados, a debater diversas temáticas sobre Tomar ou mais abrangentes. Às quartas entre as 18 e as 20h (e por isso consigo ouvir por vezes quando regresso a Tomar).
Além do interesse dos temas, interessantes são também as análises que o sociólogo André Samouco faz de quem somos, de onde e como vivemos. Naturalmente estão sujeitas a alguma subjectividades e podemos discordar, mas o fundamental na iniciativa é a discussão e reflexão, algo que tanto falta na nossa comunidade, e mesmo na comunicação social.
Jornal Cidade de Tomar, Jornal O Templário, Blogue do Templário, Rádio Hertz
terça-feira, julho 17, 2007
Espantosa habilidade... II
Para que não digam que sou sempre eu, eis a opinião de Jorge Ferreira do TomarPartido (excelente blogue, ainda que discordando de uma ou outra opinião por razões ideologicamente óbvias) num post sobre as 7 (pseudo) maravilhas e Tomar.
"... É verdadeiramente espantosa a exclusão do Convento.
Quem vive ou trabalha em Tomar sabe bem como o facto de a cidade ter um monumento desta envergadura não é suficientemente valorizado pelas instituições locais, com a autarquia à cabeça. Obras de restauro que se eternizam, partes do moonumento vedadas ao público, falta de roteiros para o Convento, até de sinalética urbana a condizer, sente-se em geral uma falta de valorização, que tem, como é óbvio, consequências económicas, turísticas e culturais para a cidade e para a comunidade tomarenses. E é pena. Nos locais classificados como património mundial por onde tenho passado e basta ir aqui à vizinha Espanha, a atitude é toda outra.
Face à escolha destas maravilhas de Portugal e sendo certo que essa escolha vale o que vale e é o que é, compete perguntar: o que se fez em Tomar para promover o monumento? O que fizeram Camara Municipal e as outras instituições locais para promover a escolha do Convento? Organizou-se algum grupo de trabalho para o efeito? Se sim, que acções concretas foram desenvolvidas? E nesse caso, por que falharam? Será que houve ao menos uma preocupação com o assunto? Parece que não mas aguardo informação de quem de direito. Compete perguntar: por que razão o Presidente da Camara Municipal de Tomar se declarou não surpreendido pela exclusão do Convento (que lhe competia promover) das escolhas finais? Será que já esperava porque sabia que nada foi feito a sério para que o resultado tivesse sido outro, como o monumento e Tomar mereciam? ...
Já agora e senão fôr pedir muito, será que a Camara Municipal pode começar a pensar em criar um sítio na internet, hoje por hoje um meio indispensável de fazer o que quer que seja?"
Relembro que o PS levou o assunto a reunião de Câmara e que depois disso, e tão apenas, houve alguma divulgação local através dos meios de propaganda camarária (agenda, um ou outro outdoor, e um ou dois anúncios nos jornais locais).
"... É verdadeiramente espantosa a exclusão do Convento.
Quem vive ou trabalha em Tomar sabe bem como o facto de a cidade ter um monumento desta envergadura não é suficientemente valorizado pelas instituições locais, com a autarquia à cabeça. Obras de restauro que se eternizam, partes do moonumento vedadas ao público, falta de roteiros para o Convento, até de sinalética urbana a condizer, sente-se em geral uma falta de valorização, que tem, como é óbvio, consequências económicas, turísticas e culturais para a cidade e para a comunidade tomarenses. E é pena. Nos locais classificados como património mundial por onde tenho passado e basta ir aqui à vizinha Espanha, a atitude é toda outra.
Face à escolha destas maravilhas de Portugal e sendo certo que essa escolha vale o que vale e é o que é, compete perguntar: o que se fez em Tomar para promover o monumento? O que fizeram Camara Municipal e as outras instituições locais para promover a escolha do Convento? Organizou-se algum grupo de trabalho para o efeito? Se sim, que acções concretas foram desenvolvidas? E nesse caso, por que falharam? Será que houve ao menos uma preocupação com o assunto? Parece que não mas aguardo informação de quem de direito. Compete perguntar: por que razão o Presidente da Camara Municipal de Tomar se declarou não surpreendido pela exclusão do Convento (que lhe competia promover) das escolhas finais? Será que já esperava porque sabia que nada foi feito a sério para que o resultado tivesse sido outro, como o monumento e Tomar mereciam? ...
Já agora e senão fôr pedir muito, será que a Camara Municipal pode começar a pensar em criar um sítio na internet, hoje por hoje um meio indispensável de fazer o que quer que seja?"
Relembro que o PS levou o assunto a reunião de Câmara e que depois disso, e tão apenas, houve alguma divulgação local através dos meios de propaganda camarária (agenda, um ou outro outdoor, e um ou dois anúncios nos jornais locais).
As notícias que os outros fazem...
... e que gostaríamos de fazer nós. (se quem manda e desmanda em Tomar tivesse o mínimo interesse ou visão)
Estreia do novo mercado do Entroncamento.
"É um mercado modelo na região"
O Mirante, 11 de Julho
Empresas da Amadora unidas em área comercial a céu aberto.
"Criar uma área comercial a céu aberto ... a partir de Setembro se propõe desenvolver actividades de promoção do comércio local e acções de formação profissional."
"A "deslocalização de lojas âncora", que abandonam as ruas da Amadora para se instalarem em centros comerciais é um dos principais problemas que a associação terá de enfrentar. ... no seu lugar têm surgido "lojas com oferta de produtos de pouca qualidade, a entrarem muito com preços baixos".
Público, 11 de Julho
Estreia do novo mercado do Entroncamento.
"É um mercado modelo na região"
O Mirante, 11 de Julho
Empresas da Amadora unidas em área comercial a céu aberto.
"Criar uma área comercial a céu aberto ... a partir de Setembro se propõe desenvolver actividades de promoção do comércio local e acções de formação profissional."
"A "deslocalização de lojas âncora", que abandonam as ruas da Amadora para se instalarem em centros comerciais é um dos principais problemas que a associação terá de enfrentar. ... no seu lugar têm surgido "lojas com oferta de produtos de pouca qualidade, a entrarem muito com preços baixos".
Público, 11 de Julho
Primeira Torre Eólica sai de Abrantes
"Está concluída e entregue a primeira torre eólica produzida na Vieira Alves Metalomecânica, empresa instalada no Parque Industrial de Abrantes."
Entroncamentoonline, 12 de Julho
Mercados
Enquanto em Tomar a inteligência reinante quer, e votou na última Assembleia Municipal a destruição do Mercado Municipal, ficam links para alguns que noutras terras se mantém e se melhoram, naturalmente por ignorância dos que lá mandam.
Mercado de Bragança
Mercado de Évora
Mercado de Faro
Mercado de Loulé
Mercados do Barreiro
Mercado da Chamusca
Mercado de Salvaterra de Magos
Mercado de Castelo Branco
Mercado de Lagos
E para os nabantinos, que normalmente desconhecem o que acontece e existe nas suas proximidades, que tal uma visita, por exemplo, aos Mercados de Ourém ou Torres Novas, só para verem o que eles "não" sabem fazer.
Mercado de Bragança
Mercado de Évora
Mercado de Faro
Mercado de Loulé
Mercados do Barreiro
Mercado da Chamusca
Mercado de Salvaterra de Magos
Mercado de Castelo Branco
Mercado de Lagos
E para os nabantinos, que normalmente desconhecem o que acontece e existe nas suas proximidades, que tal uma visita, por exemplo, aos Mercados de Ourém ou Torres Novas, só para verem o que eles "não" sabem fazer.
terça-feira, julho 10, 2007
Espantosa habilidade...
...de António Paiva para descartar responsabilidades!
Ei-lo agora a dizer que a culpa da não inclusão do Convento de Cristo nas 7 Maravilhas é (nem podia deixar de ser!) do Governo!
Pela minha parte desde já gostaria de felicitar o Governo pelo excelente trabalho de promoção do castelo de Óbidos.
notícia mirante online
"Governo tem muito trabalho a fazer para tornar Convento de Cristo mais conhecido"
Ei-lo agora a dizer que a culpa da não inclusão do Convento de Cristo nas 7 Maravilhas é (nem podia deixar de ser!) do Governo!
Pela minha parte desde já gostaria de felicitar o Governo pelo excelente trabalho de promoção do castelo de Óbidos.
notícia mirante online
"Governo tem muito trabalho a fazer para tornar Convento de Cristo mais conhecido"
domingo, julho 08, 2007
07.07.2007
Ontem não foi apenas dia de novas 7 Maravilhas do Mundo, ou do Live Earth, este dia dedicado à simbologia do 7 terá tido o seu auge provavelmente, imagine-se, no 3º aniversário do algures aqui...Bom, muito haveria para dizer, por exemplo sobre a não inclusão do Convento de Cristo nas 7 (que parece que até são mais ou menos) maravilhas de Portugal, só que, hoje ainda é dia de festa - o dia grande da festa, por isso não há tempo para internet's... Vamos para a rua!
domingo, julho 01, 2007
Festa dos Tabuleiros
A festa maior de Tomar, e quiçá das mais bonitas do mundo, entrou na sua semana mais importante. Expoente de cor e beleza, acresce ao simbolismo global da festa - o pão, as flores, a pureza e a fertilidade - a juventude e a renovação no Cortejo dos Rapazes. Mais de 1800 crianças desfilaram por uma Tomar adornada, galanteada e orgulhosa, apesar de algumas feridas que aqui e ali mostra e que dificilmente vão sarando.
Por exemplo, como é possível que não se previsse a conclusão das obras do Mouchão a tempo? Só mesmo de quem não sinta e respeite a alma da terra.





Para a comissão fica também uma achega - a Avª Cândido Madureira não pode ter carros nos dias de desfile!
E já agora, há um excesso de adultos dentro da praça na altura da benção, o que estraga um pouco o cortejo. Por exemplo, o momento da subida dos tabuleiros fica muito prejudicado.
Por exemplo, como é possível que não se previsse a conclusão das obras do Mouchão a tempo? Só mesmo de quem não sinta e respeite a alma da terra.
Para a comissão fica também uma achega - a Avª Cândido Madureira não pode ter carros nos dias de desfile!
E já agora, há um excesso de adultos dentro da praça na altura da benção, o que estraga um pouco o cortejo. Por exemplo, o momento da subida dos tabuleiros fica muito prejudicado.
Ainda tem 4 dias!
... para votar no Convento de Cristo para as 7 Maravilhas de Portugal.
Está à espera de quê? A votação termina a 5 de Julho.
Visita virtual ao Convento de Cristo. (vale a pena ver!)
Está à espera de quê? A votação termina a 5 de Julho.
Visita virtual ao Convento de Cristo. (vale a pena ver!)
A propósito...
... de página na internet da Câmara M. de Tomar, ainda nada não é?
Incrível... se não fosse triste.
http://www.cm-tomar.pt/
Incrível... se não fosse triste.
http://www.cm-tomar.pt/
"Burgerwatch"
Pois, como não tem havido tempo para o algures (esperemos que melhore daqui a mais uns dias) fica mais um videozito que já não é bem novidade.
Lembram-se do Mitch Bucanan (acho que era assim que se escrevia) dessa celebrérrima série em especial pela quantidade de silicone, de seu nome Marés Vivas, ou do Michael e o seu inseparável carro Kit, na série Night Rider?
Pois é, David Hasselhoff, um dos actores/cantores (sim, o homem também diz que canta, e no youtube há imensos vídeos do melhorzinho que já vi - aliás aqueles caracóis fazem-me lembrar um certo cantor canastrão português (quem?...)) com quem os americanos mais gostam de gozar, mostra-nos até onde nos leva o álcool em excesso.
Pelo menos no caso dele parece que é até ao chão da cozinha.
(este vídeo obriga a ser visto directamente no youtube, pelo que têm de clicar no link) http://www.youtube.com/watch?v=BPYDOam_qec
E a propósito, desengane-se quem achar que eu vou colocar aqui algum vídeo do mais famoso personagem nabantino do youtube. Ricos amigos que o rapaz tem sim senhor... até para brincar com as pessoas há limites.
Lembram-se do Mitch Bucanan (acho que era assim que se escrevia) dessa celebrérrima série em especial pela quantidade de silicone, de seu nome Marés Vivas, ou do Michael e o seu inseparável carro Kit, na série Night Rider?
Pois é, David Hasselhoff, um dos actores/cantores (sim, o homem também diz que canta, e no youtube há imensos vídeos do melhorzinho que já vi - aliás aqueles caracóis fazem-me lembrar um certo cantor canastrão português (quem?...)) com quem os americanos mais gostam de gozar, mostra-nos até onde nos leva o álcool em excesso.
Pelo menos no caso dele parece que é até ao chão da cozinha.
(este vídeo obriga a ser visto directamente no youtube, pelo que têm de clicar no link) http://www.youtube.com/watch?v=BPYDOam_qec
E a propósito, desengane-se quem achar que eu vou colocar aqui algum vídeo do mais famoso personagem nabantino do youtube. Ricos amigos que o rapaz tem sim senhor... até para brincar com as pessoas há limites.
quarta-feira, junho 20, 2007
ABSOLUT Sarkozy
Eu sei que já não é novidade, mas desde que ocorreu na passada semana não tenho tido tempo para navegar no virtual cibernético, e além disso acho que esta pequena maravilha não vai passar de moda assim tão cedo.
Sarkozy em Moscovo depois de umas vodkas com Putin.
Visto daqui até parece que não foram só vodkas...
Sarkozy em Moscovo depois de umas vodkas com Putin.
Visto daqui até parece que não foram só vodkas...
Ota ou então?
artigo publicado no jornal Cidade de Tomar de 15 de Junho
A discussão tem provocado páginas imensas nos jornais e horas infindáveis de discussão, especialmente quando alguns sectores (alguns políticos, outros económicos) perceberam que a decisão era para executar.
É afinal uma característica bem vincada da mentalidade portuguesa, aliás aplicável em muitas outras situações. Enquanto os assuntos se debatem, enquanto os estudos se promovem, ninguém presta muita atenção ao assunto, e faz conscientemente por nem ligar, na expectativa ou no hábito, que a coisa ande por ali a marinar e no fim dê em coisa nenhuma. Que ninguém decida.
Mas assim que alguém toma uma decisão logo um coro se levanta apresentando mil e uma soluções, mesmo que muitas esquecendo aspectos muito elementares mas que ajudam ao ruído, criticando tudo de possível sobre a decisão tomada.
E enfim, sobre a Ota mais do mesmo. A questão é em verdade muito simples: aos políticos o que é de política, aos técnicos o que é de técnica.
E aqui há algo que dificilmente é percebido pelos cidadãos em geral e que também ninguém se interessa em esclarecer. Há questões técnicas que devem estar à priori, há outras que só se colocam depois da decisão, seja ela qual for.
Imagine que quer construir uma casa num determinado terreno. Há efectivamente algumas questões técnicas que tem de saber à priori: se o PDM o deixa construir naquele terreno, qual o índice de construção, etc. Depois você toma uma decisão, quer construir, e a seguir o arquitecto ou o engenheiro fazem os estudos necessários para realizar a sua decisão em função da inclinação do terreno, do tipo de terreno, se quer com varandas ou sem varandas, com três ou quatro quartos, e por aí fora.
Acontece que nesta discussão sobre o novo aeroporto, e medidas as distâncias da comparação, a situação é muito parecida. Muitos têm tentado enviar para o lado da técnica questões que são meramente políticas, ou seja, que se situam no campo da decisão que atinge factores longe dos meramente técnicos, logo o que aqui é relevante, é que politicamente há duas opções: decidir, ou fazer como era costume, não decidir.
O que há aqui de técnica à priori, é saber económica e ambientalmente qual a melhor localização, saber qual será mais benéfica para o maior número de pessoas e instituições, qual serve melhor o país e apresentará maiores índices competitivos. Depois decide-se. Tomada a decisão, então os técnicos estarão lá para tornar a sua execução possível. Sempre foi, e sempre será assim, se as situações decorrem com normalidade. Se o terreno é mais ou menos plano, se a pista é para norte ou para oeste, tudo isso é mera execução técnica da decisão que é política.
A discussão, ou o ruído a que se tem assistido não é mais do que as permanentes forças de bloqueio, com este ou aquele interesse, que sempre se manifestam nestas alturas. E mais estranho são ainda o que antes defendiam a Ota e agora mudam de opinião.
Efectivamente durante anos se tem discutido o assunto. Há muitos anos que, com diferentes governos, ouvimos falar no novo aeroporto e na Ota. Entretanto o aeroporto da Portela atingiu as últimas e, ao contrário de Lisboa e do país, é um entrave ao desenvolvimento turístico e não só.
Talvez este seja outro aspecto mal explicado, o quanto um bom aeroporto é essencial para o desenvolvimento a vários níveis de um país.
Lembremo-nos que a melhor época de Portugal, aquela em que mais se desenvolveu, foi quando pelo país e pela capital passava parte do mundo. Sem comunicação não há desenvolvimento mas sim esquecimento. Numa escala diferente, veja-se o que tem acontecido a Tomar, pelo facto da A1 ter passado longe e os bons acessos terem tardado.
Isto para dizer que, sem boas plataformas de comunicação e deslocação de pessoas e bens, nenhum país ou região se desenvolve, seja hoje, fosse há mil anos, e certamente o será assim também no futuro.
Hoje, um bom e atractivo, competitivo aeroporto é essencial, em especial para um país que é a porta de entrada e saída da Europa para ocidente e para o sul.
Parece vá lá, que a necessidade do aeroporto está genericamente entendida. Vamos então à agora tornada tão complexa questão da sua localização e para isso alguns dados:
as principais auto-estradas e a principal linha ferroviária do país e de ligação deste com Espanha, assim como o futuro TGV, estão a norte do Tejo; chega-se mais depressa à Ota, para onde não há filas, do que a qualquer lugar da margem sul, onde é preciso atravessar a ponte (acho que ninguém pensa ir para o aeroporto e apanhar o barco!); 92% (convém repetir: 92%!) dos utilizadores do actual aeroporto estão ou vêm para norte do Tejo; é a norte do Tejo que estão a grande maioria das empresas e das populações, e logo também dos contribuintes.
Pelo que, volto a dizer, a questão me parece simples. Atendendo a que o investimento de um aeroporto não é bem como construir uma rotunda, e com seriedade ele tem que ser visto como um equipamento que chegue com eficácia ao maior número de pessoas, da forma mais competitiva, e com a maior capacidade de criação de desenvolvimento e riqueza, se fosse você caro leitor, que tivesse a responsabilidade dada pelos seus concidadãos, com a consciência e a capacidade de avaliar recursos, gastos e proveitos – onde é que decidiria construir o novo aeroporto?
Aditamento: Quando escrevi este artigo, não tinha ocorrido ainda o timeout para estudos em Alcochete. Devo no entanto dizer que continuo a acreditar em cada palavra que escrevi, e que a actual situação me parece aliás bastante perigosa. Um mau princípio, exactamente pelo que no artigo refiro quanto "aos políticos o que é de política, aos técnicos o que é de técnica", não fora como dizia alguém algures num jornal, termos agora um país cheio de especialistas em aeroportos.
E muito importante, algo que me esqueci de referir no artigo - a questão da Ota foi sufragada pelos portugueses. Bem sei que ninguém liga chavo aos programas eleitorais, e que há até como em Tomar, quem ganhe eleições sem um, mas o facto é que no programa de Governo do PS está lá a Ota, e foi no PS que os portugueses votaram e atribuiram portanto a responsabilidade de tomar decisões.
A discussão tem provocado páginas imensas nos jornais e horas infindáveis de discussão, especialmente quando alguns sectores (alguns políticos, outros económicos) perceberam que a decisão era para executar.
É afinal uma característica bem vincada da mentalidade portuguesa, aliás aplicável em muitas outras situações. Enquanto os assuntos se debatem, enquanto os estudos se promovem, ninguém presta muita atenção ao assunto, e faz conscientemente por nem ligar, na expectativa ou no hábito, que a coisa ande por ali a marinar e no fim dê em coisa nenhuma. Que ninguém decida.
Mas assim que alguém toma uma decisão logo um coro se levanta apresentando mil e uma soluções, mesmo que muitas esquecendo aspectos muito elementares mas que ajudam ao ruído, criticando tudo de possível sobre a decisão tomada.
E enfim, sobre a Ota mais do mesmo. A questão é em verdade muito simples: aos políticos o que é de política, aos técnicos o que é de técnica.
E aqui há algo que dificilmente é percebido pelos cidadãos em geral e que também ninguém se interessa em esclarecer. Há questões técnicas que devem estar à priori, há outras que só se colocam depois da decisão, seja ela qual for.
Imagine que quer construir uma casa num determinado terreno. Há efectivamente algumas questões técnicas que tem de saber à priori: se o PDM o deixa construir naquele terreno, qual o índice de construção, etc. Depois você toma uma decisão, quer construir, e a seguir o arquitecto ou o engenheiro fazem os estudos necessários para realizar a sua decisão em função da inclinação do terreno, do tipo de terreno, se quer com varandas ou sem varandas, com três ou quatro quartos, e por aí fora.
Acontece que nesta discussão sobre o novo aeroporto, e medidas as distâncias da comparação, a situação é muito parecida. Muitos têm tentado enviar para o lado da técnica questões que são meramente políticas, ou seja, que se situam no campo da decisão que atinge factores longe dos meramente técnicos, logo o que aqui é relevante, é que politicamente há duas opções: decidir, ou fazer como era costume, não decidir.
O que há aqui de técnica à priori, é saber económica e ambientalmente qual a melhor localização, saber qual será mais benéfica para o maior número de pessoas e instituições, qual serve melhor o país e apresentará maiores índices competitivos. Depois decide-se. Tomada a decisão, então os técnicos estarão lá para tornar a sua execução possível. Sempre foi, e sempre será assim, se as situações decorrem com normalidade. Se o terreno é mais ou menos plano, se a pista é para norte ou para oeste, tudo isso é mera execução técnica da decisão que é política.
A discussão, ou o ruído a que se tem assistido não é mais do que as permanentes forças de bloqueio, com este ou aquele interesse, que sempre se manifestam nestas alturas. E mais estranho são ainda o que antes defendiam a Ota e agora mudam de opinião.
Efectivamente durante anos se tem discutido o assunto. Há muitos anos que, com diferentes governos, ouvimos falar no novo aeroporto e na Ota. Entretanto o aeroporto da Portela atingiu as últimas e, ao contrário de Lisboa e do país, é um entrave ao desenvolvimento turístico e não só.
Talvez este seja outro aspecto mal explicado, o quanto um bom aeroporto é essencial para o desenvolvimento a vários níveis de um país.
Lembremo-nos que a melhor época de Portugal, aquela em que mais se desenvolveu, foi quando pelo país e pela capital passava parte do mundo. Sem comunicação não há desenvolvimento mas sim esquecimento. Numa escala diferente, veja-se o que tem acontecido a Tomar, pelo facto da A1 ter passado longe e os bons acessos terem tardado.
Isto para dizer que, sem boas plataformas de comunicação e deslocação de pessoas e bens, nenhum país ou região se desenvolve, seja hoje, fosse há mil anos, e certamente o será assim também no futuro.
Hoje, um bom e atractivo, competitivo aeroporto é essencial, em especial para um país que é a porta de entrada e saída da Europa para ocidente e para o sul.
Parece vá lá, que a necessidade do aeroporto está genericamente entendida. Vamos então à agora tornada tão complexa questão da sua localização e para isso alguns dados:
as principais auto-estradas e a principal linha ferroviária do país e de ligação deste com Espanha, assim como o futuro TGV, estão a norte do Tejo; chega-se mais depressa à Ota, para onde não há filas, do que a qualquer lugar da margem sul, onde é preciso atravessar a ponte (acho que ninguém pensa ir para o aeroporto e apanhar o barco!); 92% (convém repetir: 92%!) dos utilizadores do actual aeroporto estão ou vêm para norte do Tejo; é a norte do Tejo que estão a grande maioria das empresas e das populações, e logo também dos contribuintes.
Pelo que, volto a dizer, a questão me parece simples. Atendendo a que o investimento de um aeroporto não é bem como construir uma rotunda, e com seriedade ele tem que ser visto como um equipamento que chegue com eficácia ao maior número de pessoas, da forma mais competitiva, e com a maior capacidade de criação de desenvolvimento e riqueza, se fosse você caro leitor, que tivesse a responsabilidade dada pelos seus concidadãos, com a consciência e a capacidade de avaliar recursos, gastos e proveitos – onde é que decidiria construir o novo aeroporto?
Aditamento: Quando escrevi este artigo, não tinha ocorrido ainda o timeout para estudos em Alcochete. Devo no entanto dizer que continuo a acreditar em cada palavra que escrevi, e que a actual situação me parece aliás bastante perigosa. Um mau princípio, exactamente pelo que no artigo refiro quanto "aos políticos o que é de política, aos técnicos o que é de técnica", não fora como dizia alguém algures num jornal, termos agora um país cheio de especialistas em aeroportos.
E muito importante, algo que me esqueci de referir no artigo - a questão da Ota foi sufragada pelos portugueses. Bem sei que ninguém liga chavo aos programas eleitorais, e que há até como em Tomar, quem ganhe eleições sem um, mas o facto é que no programa de Governo do PS está lá a Ota, e foi no PS que os portugueses votaram e atribuiram portanto a responsabilidade de tomar decisões.
quinta-feira, junho 07, 2007
O que os outros fazem II
Barquinha Parque conquista Prémio Nacional de Arquitectura Paisagística, noticia O Mirante
Mas ainda há quem ache que em Tomar é que se faz obra.
E que se está no "rumo"!
Quem não conhece o parque, uma visita rápida ali já à Barquinha aconselha-se, para perceberem o que, com bom gosto e bom senso, se faz sem gastar muito dinheiro.
Sim, esse é também um exercício interessante, do género: quantas rotundas cibernéticas custou o parque da Barquinha, ou, chegavam os trabalhos a mais do atarracado Pavilhão Municipal de Tomar para o pagar?
Mas ainda há quem ache que em Tomar é que se faz obra.
E que se está no "rumo"!
Quem não conhece o parque, uma visita rápida ali já à Barquinha aconselha-se, para perceberem o que, com bom gosto e bom senso, se faz sem gastar muito dinheiro.
Sim, esse é também um exercício interessante, do género: quantas rotundas cibernéticas custou o parque da Barquinha, ou, chegavam os trabalhos a mais do atarracado Pavilhão Municipal de Tomar para o pagar?
O que os outros fazem
Duas dezenas de projectos para mudar a face do centro histórico de Torres Novas
Um museu de âmbito nacional dedicado à obra de Alfred Keil (o autor do Hino Nacional), uma casa da literatura com todo o acervo do escritor Lobo Antunes, um “mercado das ideias” a instalar no edifício do antigo mercado do peixe e o centro de ciência viva sobre as energias são os quatro projectos âncora, de um total de 21, que a Câmara de Torres Novas se propõe realizar até 2013. Os projectos, apresentados segunda-feira em reunião extraordinária do executivo, fazem parte de um programa de investimentos estimado em 14 milhões de euros que tem como principal objectivo a reconversão e revitalização do centro histórico da cidade.
Denominado Turris XXI Cidade Criativa, o projecto insere-se nas áreas da cultura e do turismo e será candidatado ao próximo Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) no âmbito da Comunidade Urbana do Médio Tejo. Tem como pilares centrais o castelo e o rio Almonda e a sua concretização, dependente do financiamento comunitário, será complementada com outro projecto, já feito pela Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU), mais virado para o edificado privado do centro histórico. Mais desenvolvimentos na edição semanal.
notícia O Mirante
Um museu de âmbito nacional dedicado à obra de Alfred Keil (o autor do Hino Nacional), uma casa da literatura com todo o acervo do escritor Lobo Antunes, um “mercado das ideias” a instalar no edifício do antigo mercado do peixe e o centro de ciência viva sobre as energias são os quatro projectos âncora, de um total de 21, que a Câmara de Torres Novas se propõe realizar até 2013. Os projectos, apresentados segunda-feira em reunião extraordinária do executivo, fazem parte de um programa de investimentos estimado em 14 milhões de euros que tem como principal objectivo a reconversão e revitalização do centro histórico da cidade.
Denominado Turris XXI Cidade Criativa, o projecto insere-se nas áreas da cultura e do turismo e será candidatado ao próximo Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) no âmbito da Comunidade Urbana do Médio Tejo. Tem como pilares centrais o castelo e o rio Almonda e a sua concretização, dependente do financiamento comunitário, será complementada com outro projecto, já feito pela Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU), mais virado para o edificado privado do centro histórico. Mais desenvolvimentos na edição semanal.
notícia O Mirante
domingo, maio 27, 2007
Centro Comercial de Ar Livre
Há muito que falo nesta solução para o centro histórico de Tomar, e no PS colocámo-la inclusive no último programa eleitoral. Temo-la repetido com convicção, e discutimo-la já, entre outros, com a ACITOFEBA.
Bom, mas se Tomar prefere projectos descaracterizadores e empertigados, outros parecem perceber onde está o que faz sentido, o que demarca e o que reforça a Identidade, muito importante aliás como factor competitivo.
Abrantes já aqui o escrevi em tempos, vai avançar com esta ideia, como o EntroncamentoOnline o publicita e vai apresentar o projecto já no dia 6 de Junho.Admira-se o presidente António Paiva quando se lhe diz que o nosso centro histórico é já o menos dinâmico das três cidades (Abrantes, Torres Novas, Tomar), e afirma que não é verdade. Pois o maior cego é o que não quer ver e cada vez mais acredito que há grandes problemas de oftalmologia em Tomar.
Abrantes (como outros concelhos) tem realizado projectos estruturantes relevantes e que se vêem, ao contrário de Tomar em que apenas se declara e se faz sem consequência, e que estão a dotar Abrantes duma capacidade atractiva sem precedentes na região. Já ouviram falar no “mar de Abrantes”?
E depois ficamos muito chocados quando nos ameaçam levar mais um qualquer serviço, esquecendo que no entretanto o mundo evoluiu enquanto estivemos a olhar para os emblemas empoeirados, e nos deixámos ultrapassar.
O mundo acontece para os fazem, não para os que se pavoneiam. É que enquanto os concelhos à volta tiveram e têm que trabalhar pelo seu lugar no futuro, Tomar é uma espécie de filho rico que desbarata sem proveito a abonada herança da família.
Bom, mas se Tomar prefere projectos descaracterizadores e empertigados, outros parecem perceber onde está o que faz sentido, o que demarca e o que reforça a Identidade, muito importante aliás como factor competitivo.
Abrantes já aqui o escrevi em tempos, vai avançar com esta ideia, como o EntroncamentoOnline o publicita e vai apresentar o projecto já no dia 6 de Junho.Admira-se o presidente António Paiva quando se lhe diz que o nosso centro histórico é já o menos dinâmico das três cidades (Abrantes, Torres Novas, Tomar), e afirma que não é verdade. Pois o maior cego é o que não quer ver e cada vez mais acredito que há grandes problemas de oftalmologia em Tomar.
Abrantes (como outros concelhos) tem realizado projectos estruturantes relevantes e que se vêem, ao contrário de Tomar em que apenas se declara e se faz sem consequência, e que estão a dotar Abrantes duma capacidade atractiva sem precedentes na região. Já ouviram falar no “mar de Abrantes”?
E depois ficamos muito chocados quando nos ameaçam levar mais um qualquer serviço, esquecendo que no entretanto o mundo evoluiu enquanto estivemos a olhar para os emblemas empoeirados, e nos deixámos ultrapassar.
O mundo acontece para os fazem, não para os que se pavoneiam. É que enquanto os concelhos à volta tiveram e têm que trabalhar pelo seu lugar no futuro, Tomar é uma espécie de filho rico que desbarata sem proveito a abonada herança da família.
Cromos de Colecção

O jornal O Templário publicou esta semana na sua rubrica de nome idêntico ao título deste post, esta foto saída não sei de que bau, da última festa dos Tabuleiros.
Ora como não gosto que gozem comigo mais do que eu próprio, tenho no mínimo de a publicar também.
Sim, fui com honra músico filarmónico durante uns 15 anos na velhinha sempre nova Gualdim Pais. Agarrado ao trombone participei nas 3 últimas festas dos tabuleiros, e olhem que usar aquela farda carinhosamente tratada como a do" Olá fresquiiiiinho!" não é para todos...
segunda-feira, maio 21, 2007
Rumo Incógnito
artigo publicado no jornal Cidade de Tomar de 18 de Maio
Soubemos esta semana numa das suas muitas viagens, desta vez à Alemanha, que o ainda Presidente António Paiva teve tempo para conceder algumas palavras a este mesmo jornal, declarando para nosso gáudio que acredita ter ajudado “a colocar Tomar no rumo certo”.
Tal declaração, aliás já repetida, vinda de quem há uma década determina o que entende e o que acontece no nosso concelho, merece verdadeiramente além da alacridade, uma reflexão.
Pois que a uma afirmação tão peremptória, a mim pelo menos que sou pessoa de pouca fé e dificilmente acredito no que não vejo, assalta-me a pergunta óbvia: Pois rumo sim senhor, mas qual?
Digamos que, em direcção a quê?
Quando se fala nesse chavão do ‘rumo’, ficamos convictos que há uma estratégia para o concelho, que há uma visão abrangente que una responsáveis políticos e agentes da sociedade na prossecução de objectivos comuns, que quando pensamos em Tomar pensamos em dois ou três casos de sucesso catalizadores para todo o concelho.
Nesta última década, para me reportar apenas à vigência do autor da tese, em que é que nos tornamos melhores? Em que nos especializámos? O que fizemos de novo? Pelo que é que nos tornamos mais conhecidos? Hum… assim pela rama, pelo todo, de facto parece que não se consegue ver grande coisa.
Bom, não desistamos já, talvez se virmos as coisas por partes, do género: Está melhor o comércio? O centro histórico e todo o Comércio Tradicional da cidade apresentam vitalidade e são sustentadores de riqueza. Bom, aqui parece que não, mas, talvez o Turismo, talvez esse esteja melhor? Aumentou-se a capacidade hoteleira, diversificou-se a gama de oferta, há novas actividades e um cartaz consubstanciado que consegue garantir ao longo do ano um fluxo permanente de visitantes? Não?! O quê, a principal obra foi fechar o parque de campismo?! Mas aquilo não rendia dinheiro à autarquia e ao comércio? Então e os funcionários o que é que… ah ainda lá estão, há quatro anos, pois…
Mas então melhorou-se a ligação da cidade ao convento? Os tomarenses vivem-no mais e os turistas que o visitam, visitam também Tomar, deixam cá “as patacas”? Há, pois, parece que vai ser agora… Bom mas, certamente, uma cidade histórica com um potencial tão grande como o de ser uma cidade Templária, tem seguramente rentabilizado essa marca conhecida em todo o mundo? Nadinha?!
Mas têm-se apostado no associativismo, na cultura, reforçou-se a posição de líder cultural na região?… Ah não… perdeu-se?!
Ah, já sei, virámo-nos para os rios, o Zêzere e o Nabão são hoje elementos aglutinadores de actividades e elementos geradores de riqueza? Não!? Não há sequer UMA praia fluvial?! Assim começa a ser difícil…
Bom, mas de alguma forma o concelho tornou-se mais atractivo, há criação de empregos, a zona industrial é referência da região, não só ninguém pensa em sair de Tomar, como os dos concelhos à volta sonham em vir viver para cá?... Ah, também não…
Bom mas, pelo menos modernizaram-se os serviços, a Câmara gasta cada vez menos e onde gasta gasta bem; gere bem os seus recursos, os funcionários estão motivados, são acarinhados, trabalham com boas condições; os serviços são atractivos e céleres, aproveitam-se as novas tecnologias, as taxas caminham para ser cada vez menores, os cidadãos só podem dizer maravilhas dos serviços que lhes são prestados? – O quê, também não? Nada?!
Pois é, poderia ser brincadeira, se não estivéssemos a falar sobre o futuro de uma terra e de todos os que ainda nela vão vivendo.
É que pelas coisas que alguns dizem com leviandade, só pode haver muita coisa incógnita na nossa terra, e até me sinto tentado a esboçar um sorriso quando, na entrevista já referida se dizem coisas como “a duplicação de espaços verdes”. Será que os vasos com flores que tenho em casa também contam? É que eu estou absolutamente convencido que alguém anda a ver mal nesta terra. Será que temos falta de oftalmologistas?
Costuma-se dizer que em terra de cegos quem tem olho é rei, mas também há limites! Tenho que voltar a deixar o repto: saiam mais de casa, não é preciso ir longe, vão ver o que se faz nos concelhos à nossa volta, vejam o que evoluíram e comparem connosco tendo em conta o ponto de partida de cada um. Percebam onde houve de facto projectos consubstanciados e com rumo, e onde se fazem as coisas sem planeamento e sem visão.
Ver com arrojo, planear e decidir com determinação e capacidade, não é destruir equipamentos públicos com potencial económico e social como se fez ao parque e agora se quer fazer ao mercado. Não é vender terrenos públicos para construir centros comerciais megalómanos. Não é fazer pontes a cinquenta metros de outras e que não resolvem problema algum a não ser o de rentabilizar mais o terreno que se quer vender.
Não é fazer um pavilhão municipal que nunca vai justificar o que custou, e que em obras a mais já daria para construir outro, com melhores condições, com melhores acessos e valências.
Ter visão e capacidade de liderança para deixar marca por muito tempo, não é fazer o que é fácil mas inconsequente, nem o que é difícil por teimosia. É fazer com critério, com enfoque no colectivo, e com capacidade de envolvimento dos vários intervenientes na comunidade, para que congreguem esforços para trilhar em conjunto, o tal rumo que deve ser encontrado.
Diz António Paiva: “Tomar é uma referência a nível nacional” e tem razão, ainda há duas semanas voltou a ser referenciada como uma das poucas câmaras do país, que não tem sequer uma página na Internet. Será deste género de coisas que é feito o tal rumo?
Soubemos esta semana numa das suas muitas viagens, desta vez à Alemanha, que o ainda Presidente António Paiva teve tempo para conceder algumas palavras a este mesmo jornal, declarando para nosso gáudio que acredita ter ajudado “a colocar Tomar no rumo certo”.
Tal declaração, aliás já repetida, vinda de quem há uma década determina o que entende e o que acontece no nosso concelho, merece verdadeiramente além da alacridade, uma reflexão.
Pois que a uma afirmação tão peremptória, a mim pelo menos que sou pessoa de pouca fé e dificilmente acredito no que não vejo, assalta-me a pergunta óbvia: Pois rumo sim senhor, mas qual?
Digamos que, em direcção a quê?
Quando se fala nesse chavão do ‘rumo’, ficamos convictos que há uma estratégia para o concelho, que há uma visão abrangente que una responsáveis políticos e agentes da sociedade na prossecução de objectivos comuns, que quando pensamos em Tomar pensamos em dois ou três casos de sucesso catalizadores para todo o concelho.
Nesta última década, para me reportar apenas à vigência do autor da tese, em que é que nos tornamos melhores? Em que nos especializámos? O que fizemos de novo? Pelo que é que nos tornamos mais conhecidos? Hum… assim pela rama, pelo todo, de facto parece que não se consegue ver grande coisa.
Bom, não desistamos já, talvez se virmos as coisas por partes, do género: Está melhor o comércio? O centro histórico e todo o Comércio Tradicional da cidade apresentam vitalidade e são sustentadores de riqueza. Bom, aqui parece que não, mas, talvez o Turismo, talvez esse esteja melhor? Aumentou-se a capacidade hoteleira, diversificou-se a gama de oferta, há novas actividades e um cartaz consubstanciado que consegue garantir ao longo do ano um fluxo permanente de visitantes? Não?! O quê, a principal obra foi fechar o parque de campismo?! Mas aquilo não rendia dinheiro à autarquia e ao comércio? Então e os funcionários o que é que… ah ainda lá estão, há quatro anos, pois…
Mas então melhorou-se a ligação da cidade ao convento? Os tomarenses vivem-no mais e os turistas que o visitam, visitam também Tomar, deixam cá “as patacas”? Há, pois, parece que vai ser agora… Bom mas, certamente, uma cidade histórica com um potencial tão grande como o de ser uma cidade Templária, tem seguramente rentabilizado essa marca conhecida em todo o mundo? Nadinha?!
Mas têm-se apostado no associativismo, na cultura, reforçou-se a posição de líder cultural na região?… Ah não… perdeu-se?!
Ah, já sei, virámo-nos para os rios, o Zêzere e o Nabão são hoje elementos aglutinadores de actividades e elementos geradores de riqueza? Não!? Não há sequer UMA praia fluvial?! Assim começa a ser difícil…
Bom, mas de alguma forma o concelho tornou-se mais atractivo, há criação de empregos, a zona industrial é referência da região, não só ninguém pensa em sair de Tomar, como os dos concelhos à volta sonham em vir viver para cá?... Ah, também não…
Bom mas, pelo menos modernizaram-se os serviços, a Câmara gasta cada vez menos e onde gasta gasta bem; gere bem os seus recursos, os funcionários estão motivados, são acarinhados, trabalham com boas condições; os serviços são atractivos e céleres, aproveitam-se as novas tecnologias, as taxas caminham para ser cada vez menores, os cidadãos só podem dizer maravilhas dos serviços que lhes são prestados? – O quê, também não? Nada?!
Pois é, poderia ser brincadeira, se não estivéssemos a falar sobre o futuro de uma terra e de todos os que ainda nela vão vivendo.
É que pelas coisas que alguns dizem com leviandade, só pode haver muita coisa incógnita na nossa terra, e até me sinto tentado a esboçar um sorriso quando, na entrevista já referida se dizem coisas como “a duplicação de espaços verdes”. Será que os vasos com flores que tenho em casa também contam? É que eu estou absolutamente convencido que alguém anda a ver mal nesta terra. Será que temos falta de oftalmologistas?
Costuma-se dizer que em terra de cegos quem tem olho é rei, mas também há limites! Tenho que voltar a deixar o repto: saiam mais de casa, não é preciso ir longe, vão ver o que se faz nos concelhos à nossa volta, vejam o que evoluíram e comparem connosco tendo em conta o ponto de partida de cada um. Percebam onde houve de facto projectos consubstanciados e com rumo, e onde se fazem as coisas sem planeamento e sem visão.
Ver com arrojo, planear e decidir com determinação e capacidade, não é destruir equipamentos públicos com potencial económico e social como se fez ao parque e agora se quer fazer ao mercado. Não é vender terrenos públicos para construir centros comerciais megalómanos. Não é fazer pontes a cinquenta metros de outras e que não resolvem problema algum a não ser o de rentabilizar mais o terreno que se quer vender.
Não é fazer um pavilhão municipal que nunca vai justificar o que custou, e que em obras a mais já daria para construir outro, com melhores condições, com melhores acessos e valências.
Ter visão e capacidade de liderança para deixar marca por muito tempo, não é fazer o que é fácil mas inconsequente, nem o que é difícil por teimosia. É fazer com critério, com enfoque no colectivo, e com capacidade de envolvimento dos vários intervenientes na comunidade, para que congreguem esforços para trilhar em conjunto, o tal rumo que deve ser encontrado.
Diz António Paiva: “Tomar é uma referência a nível nacional” e tem razão, ainda há duas semanas voltou a ser referenciada como uma das poucas câmaras do país, que não tem sequer uma página na Internet. Será deste género de coisas que é feito o tal rumo?
quinta-feira, maio 17, 2007
tempo que passa
Cada vez tenho menos tempo ou paciência para estar em frente ao computador, os dias têm-se mostrado agitados e preenchidos e o que dava mesmo jeito, eram umas férias que fossem mesmo férias, e para serem mesmo férias tinham que ser longe, onde não houvesse telemóveis nem computadores.
Por Tomar, foi o congresso da sopa, ao qual afinal acabei por não poder ir, pois obrigações profissionais me levaram para o alentejo.
Sei que terá sido um sucesso, e que terá mostrado a quem por lá esteve, que o defunto parque de campismo afinal ainda tem condições. Mas isso sempre se soube, não há é condições para combater a teimosia.
Foi também apresentada na semana que passou a "avaliação técnica", à qual eu chamaria de técnica de avaliação, do Plano de Pormenor do Mercado e Flecheiro. Aqui, ficámos a saber que alguns usam dos mais baixos estratagemas para levar ao seu intento os seus objectivos.
Um abaixo assinado feito às escondidas, veio mostrar-se mais importante que as propostas individuais feitas por mais de um milhar de pessoas, centenas delas entregues individualmente, e que representam a vontade de comerciantes, utentes e cidadãos em geral.
Afinal a assinatura inconsciente e arrigimentada dos idosos dos lares, feita sabe-se-lá com que argumentos se os houve, parece contar mais para os imparciais "técnicos" do Polis.
No espectro de política mais partidário as coisas vão andando no ritmo mais ou menos normal para a distância que nos separa das próximas autárquicas. O PS trabalha o assunto com serenidade, e no PSD está a tornar-se interessante o esforço de se desvincular das atitudes, opiniões e política seguida por Paiva durante os últimos dez anos.
Depois, por Lisboa a coisa acabou como só podia, por implodir, e agora tornar-se-á em desígnio nacional para todos os partidos, e mais alguns armados em independentes (mas pelo menos a Helena Roseta teve a postura ética basilar de deixar de ser militante). O país apresenta o maior crescimento do PIB dos últimos cinco anos. A presidência portuguesa da UE aproxima-se e com ele o Verão. Com o Verão também os incêncios e por isso estamos à dois dias em fase Bravo, ou seja, o segundo nível mais forte do dispositivo de combate (Santarém vai sendo, como será hoje, o distrito mais quente). No futebol, o Benfica e o Sporting esperam um milagre, sendo que para o Benfica tem o milagre de ser maior. E claro, a situação algarvia da menina inglesa continua também a ser preocupante e dificilmente me parece, vai ter um final feliz.
Pela blogolândia nabantina não há grandes novidades, dois ou três frustrados semi anónimos, continuam a não saber a diferença entre crítica e insulto, entre seriedade e chafurdice, entre ética e mesquinhice.
Assim vai o mundo e a urbe,
e porque estarei presumivelmente sem acesso a computadores durante os próximos dias,
até para a semana.
Por Tomar, foi o congresso da sopa, ao qual afinal acabei por não poder ir, pois obrigações profissionais me levaram para o alentejo.
Sei que terá sido um sucesso, e que terá mostrado a quem por lá esteve, que o defunto parque de campismo afinal ainda tem condições. Mas isso sempre se soube, não há é condições para combater a teimosia.
Foi também apresentada na semana que passou a "avaliação técnica", à qual eu chamaria de técnica de avaliação, do Plano de Pormenor do Mercado e Flecheiro. Aqui, ficámos a saber que alguns usam dos mais baixos estratagemas para levar ao seu intento os seus objectivos.
Um abaixo assinado feito às escondidas, veio mostrar-se mais importante que as propostas individuais feitas por mais de um milhar de pessoas, centenas delas entregues individualmente, e que representam a vontade de comerciantes, utentes e cidadãos em geral.
Afinal a assinatura inconsciente e arrigimentada dos idosos dos lares, feita sabe-se-lá com que argumentos se os houve, parece contar mais para os imparciais "técnicos" do Polis.
No espectro de política mais partidário as coisas vão andando no ritmo mais ou menos normal para a distância que nos separa das próximas autárquicas. O PS trabalha o assunto com serenidade, e no PSD está a tornar-se interessante o esforço de se desvincular das atitudes, opiniões e política seguida por Paiva durante os últimos dez anos.
Depois, por Lisboa a coisa acabou como só podia, por implodir, e agora tornar-se-á em desígnio nacional para todos os partidos, e mais alguns armados em independentes (mas pelo menos a Helena Roseta teve a postura ética basilar de deixar de ser militante). O país apresenta o maior crescimento do PIB dos últimos cinco anos. A presidência portuguesa da UE aproxima-se e com ele o Verão. Com o Verão também os incêncios e por isso estamos à dois dias em fase Bravo, ou seja, o segundo nível mais forte do dispositivo de combate (Santarém vai sendo, como será hoje, o distrito mais quente). No futebol, o Benfica e o Sporting esperam um milagre, sendo que para o Benfica tem o milagre de ser maior. E claro, a situação algarvia da menina inglesa continua também a ser preocupante e dificilmente me parece, vai ter um final feliz.
Pela blogolândia nabantina não há grandes novidades, dois ou três frustrados semi anónimos, continuam a não saber a diferença entre crítica e insulto, entre seriedade e chafurdice, entre ética e mesquinhice.
Assim vai o mundo e a urbe,
e porque estarei presumivelmente sem acesso a computadores durante os próximos dias,
até para a semana.
segunda-feira, maio 14, 2007
Portugal de A a Z
Um trabalho de jovens universitários, futuros investigadores, da Universidade do Porto.
Explore-se bem cada página, clicando em tudo. Não se limitem a ler, há surpresas de todo o tipo, porque quase tudo tem animação! Algumas coisas podem demorar um bocadinho a carregar. Eis o Portugal de A-Z:
http://eos.fe.up.pt/exlibris/dtl/d3_1/apache_media/web/7640/index.html
luminosa contribuição do Helder Marques
Explore-se bem cada página, clicando em tudo. Não se limitem a ler, há surpresas de todo o tipo, porque quase tudo tem animação! Algumas coisas podem demorar um bocadinho a carregar. Eis o Portugal de A-Z:
http://eos.fe.up.pt/exlibris/dtl/d3_1/apache_media/web/7640/index.html
luminosa contribuição do Helder Marques
terça-feira, maio 08, 2007
Sopas e mais sopas
perspectivas
Portugal é um jardim à beira mar plantado.
A Madeira está no meio do mar com Jardim plantado.
quarta-feira, maio 02, 2007
arquelogia
O semanário O Mirante de hoje noticia que em Mação, o aluguer de casas e o comércio está a ser estimulado pelos diplomados, oriundos de outros locais que ali se tem instalado à conta da arqueologia que por lá, é nicho de mercado bem explorado pelas entidades e comunidade.
Também Mação dá cartas a concelhos maiores e com outras possibilidades...
É a vida... enquantos uns desenterram, outros enterram-se.
Também Mação dá cartas a concelhos maiores e com outras possibilidades...
É a vida... enquantos uns desenterram, outros enterram-se.
sábado, abril 28, 2007
Just Basic
Ontem em Lisboa comentava-se que a PJ ia abrir um novo balcão na Câmara Municipal...
o arguido na hora.
o arguido na hora.
terça-feira, abril 24, 2007
Grândola Vila Morena
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade
Letra e música: Zeca Afonso
In: "Cantigas do maio", 1971
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade
Letra e música: Zeca Afonso
In: "Cantigas do maio", 1971
ciber vício.
Estive ontem e hoje na capital "do império", e parece sempre uma eternidade, especialmente quando não paramos um bocadinho.
Também é verdade que dois dias afastado do computador sabem bem, mas ao mesmo tempo já quase os sinto como sentirá um dependente de uma qualquer substância drogante. Já para não falar a trabalheira que dá despachar os e-mail's que se acumulam em dois dias úteis...
Quando regressei estavam por aqui comentários do autor do blogue "Por Esse Mundo Adentro!" cuja visita recomendo.
E amanhã é 25 de Abril.
Também é verdade que dois dias afastado do computador sabem bem, mas ao mesmo tempo já quase os sinto como sentirá um dependente de uma qualquer substância drogante. Já para não falar a trabalheira que dá despachar os e-mail's que se acumulam em dois dias úteis...
Quando regressei estavam por aqui comentários do autor do blogue "Por Esse Mundo Adentro!" cuja visita recomendo.
E amanhã é 25 de Abril.
sábado, abril 21, 2007
Psicologia
Não se admirem se virem plasmados nos comentários do blogue "Condado do Flecheiro" alguns dos post's aqui colocados.
Há um engraçadinho que encontrou uma nova forma de se divertir...
Há um engraçadinho que encontrou uma nova forma de se divertir...
25 de Abril… Sempre?
«Não se pode ser liberal e socialista ao mesmo tempo; … não se pode ser católico e comunista – de onde deve concluir-se que as oposições não podiam em caso algum constituir uma alternativa e que a sua impossível vitória devia significar aos olhos dos próprios que nela intervinham cair-se no caos, abrindo novo capítulo de desordem nacional»
Este é parte de um discurso do “ex-Presidente do Conselho”, exemplar manifestação da sua intolerante forma de pensar e que determinou a actuação da ditadura obscurantista que alguns afirmam não ter sido fascista, durante meio século em Portugal. E agora que nos aproximamos de mais um 25 de Abril, parece também ter chegado esta moda revivalista de Salazar, que pode vir para perdurar.
Ao mesmo tempo que “a velha senhora” ganha concursos e é desejado tema de museu, e grupos fascistas concorrem a Associações de Estudantes e colocam outdoors em locais públicos, um partido de esquerda bem acentuada quer agora a nacionalização da EDP e da Galp… Se isto não é revivalismo, se isto não é a reminiscência da formatação mental da ditadura…
Sem vilões não há heróis, e de facto parece que é preciso ainda o fantasma do homem que caiu da cadeira, para que alguns se possam afirmar grandes resistentes sofredores e detentores da vitória da Liberdade… ainda que muitos nas práticas sejam tudo menos democráticos.
Sendo ou não sendo moda apreciar Salazar, verdade será que nas atitudes de alguns o estilo e a ideologia parece nunca ter perecido.
Ainda há dias neste mesmo jornal alguém militante e responsável num partido que se afirma de matriz social-democrata criticava de forma vil o facto de largas centenas de pessoas se terem formalmente e de acordo com a Lei, manifestado contra aquilo que é uma intenção da autarquia tomarense, e lamentava que o partido que represento tivesse tomado a dianteira na promoção dessa iniciativa. Naturalmente gostaria que nos mantivéssemos calados.
Queixava-se ainda do facto deste mesmo partido ter produzido folhetos onde eram expressas as nossas opiniões, e pelo meio (re)afirmava espantemo-nos, que os símbolos públicos são propriedade de alguém. Não percebo porque não estão presos todos os que usaram bandeiras no Euro 2004…
É efectivamente verdade que hoje, há ainda quem não goste de que as pessoas sejam esclarecidas, há quem prefira os cidadãos na ignorância, há quem use e abuse do facto do conhecimento ser poder e a falta dele ser servidão. Há tiques que demoram muitas gerações a desaparecer. E se ficarmos quietos e calados, demoram ainda mais.
A Liberdade nunca está segura, e quando a maioria a dá como banal é exactamente quando ela está mais em perigo. Perceba-se que em 900 anos de história do nosso país, só há pouco mais de 30 vivemos algo próximo disso a que chamamos Liberdade.
Como cantaria Paulo de Carvalho, é preciso “saber como se ganha uma bandeira”, “aprender quanto custa a Liberdade”! Mas quem hoje se dá ao esforço de ao menos tentar “ganhar uma bandeira”? Quantos sabem quanto custa a Liberdade? Está a Liberdade a preço de saldo?
"Se a liberdade significa alguma coisa, será sobretudo o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir.", disse George Orwell (autor da expressão Big Brother), e portanto é preciso que isto se diga: o problema maior dos portugueses são os portugueses, somos nós e cada um de nós o nosso pior inimigo; o maior dos nossos males é o pouco assumir das responsabilidades, é o exigir o máximo dos direitos e mínimo dos deveres, é o espírito de treinador de bancada – todos sabem dizer mal, mas poucos se esforçam por apresentar alternativas, por mudar, por sequer fazer críticas válidas e construtivas. Olhamos muito para o umbigo, esquecendo-nos que todos os outros têm um também.
Será por isso necessário, adaptando a frase de Kennedy, pensar não no que Portugal pode fazer por nós, mas no que podemos fazer por Portugal. Acreditar aplicando-o, que é do benefício do colectivo que devemos partir para o benefício individual e não o contrário.
Sem isto, sem a assumpção das responsabilidades, sem a percepção que a Liberdade se constrói e se alimenta todos os dias, que ela só existe quando respeitamos a Liberdade dos outros, e que só dessa forma, com recurso à Tolerância e à Inteligência se chega à Igualdade podendo assim iguais ambicionar o ideal utópico da Fraternidade, a Democracia estará sempre em risco.
De 74 para cá muito foi feito, sim, e é preciso repeti-lo muitas vezes como antídoto para o pessimismo e saudosismo Luso, mas também é acertivo que muito há ainda a fazer, em especial nas mentalidades e nos espíritos de cada português.
É imperioso, acabar com o medo de criticar, o medo de dizer o que vai na alma, o medo de enfrentar os poderes instalados, o medo de enfrentar a autocracia, o medo das represálias.
Há que entender que o dever dos mais fortes é proteger os mais fracos, o dever dos mais esclarecidos é elucidar os menos. O ser humano completa-se quando outro ajuda a nascer. Seja fisicamente para a vida, seja intelectualmente para o conhecimento. E a quem isto compete? A todos nós. Com o poder e o conhecimento advêm a responsabilidade, e como tal é necessário que quem os detém os saiba usar e que os fins desse uso sejam o colectivo. Não há Liberdade sem pensamento Humanista.
E a todos, participar, participar, participar… nos partidos, no mundo associativo, da cultura ao apoio social, ao voluntariado, ao apoio aos desfavorecidos e grupos de risco, ou em tantos locais onde um par extra de mãos é sempre bem vindo.
Enquanto todos nós não participarmos mais, enquanto não formos mais pró-activos nos males do mundo, continuaremos a viver uma Liberdade pouco mais que aparente e muito próxima da precária. Continuaremos a ser pouco senhores dos nossos destinos e a deixar que alguns nos guiem, mesmo que sem nos apercebamos, os nossos passos.
E resumindo, o que importa é: o que pensa disto e o que é que está disposto(a) a fazer?
Por Portugal, e por cada um de nós.
25 de Abril, SEMPRE!
artigo publicado no jornal Cidade de Tomar de 20 de Abril, onde aparece com uma ou duas gralhas que me são estranhas
Este é parte de um discurso do “ex-Presidente do Conselho”, exemplar manifestação da sua intolerante forma de pensar e que determinou a actuação da ditadura obscurantista que alguns afirmam não ter sido fascista, durante meio século em Portugal. E agora que nos aproximamos de mais um 25 de Abril, parece também ter chegado esta moda revivalista de Salazar, que pode vir para perdurar.
Ao mesmo tempo que “a velha senhora” ganha concursos e é desejado tema de museu, e grupos fascistas concorrem a Associações de Estudantes e colocam outdoors em locais públicos, um partido de esquerda bem acentuada quer agora a nacionalização da EDP e da Galp… Se isto não é revivalismo, se isto não é a reminiscência da formatação mental da ditadura…
Sem vilões não há heróis, e de facto parece que é preciso ainda o fantasma do homem que caiu da cadeira, para que alguns se possam afirmar grandes resistentes sofredores e detentores da vitória da Liberdade… ainda que muitos nas práticas sejam tudo menos democráticos.
Sendo ou não sendo moda apreciar Salazar, verdade será que nas atitudes de alguns o estilo e a ideologia parece nunca ter perecido.
Ainda há dias neste mesmo jornal alguém militante e responsável num partido que se afirma de matriz social-democrata criticava de forma vil o facto de largas centenas de pessoas se terem formalmente e de acordo com a Lei, manifestado contra aquilo que é uma intenção da autarquia tomarense, e lamentava que o partido que represento tivesse tomado a dianteira na promoção dessa iniciativa. Naturalmente gostaria que nos mantivéssemos calados.
Queixava-se ainda do facto deste mesmo partido ter produzido folhetos onde eram expressas as nossas opiniões, e pelo meio (re)afirmava espantemo-nos, que os símbolos públicos são propriedade de alguém. Não percebo porque não estão presos todos os que usaram bandeiras no Euro 2004…
É efectivamente verdade que hoje, há ainda quem não goste de que as pessoas sejam esclarecidas, há quem prefira os cidadãos na ignorância, há quem use e abuse do facto do conhecimento ser poder e a falta dele ser servidão. Há tiques que demoram muitas gerações a desaparecer. E se ficarmos quietos e calados, demoram ainda mais.
A Liberdade nunca está segura, e quando a maioria a dá como banal é exactamente quando ela está mais em perigo. Perceba-se que em 900 anos de história do nosso país, só há pouco mais de 30 vivemos algo próximo disso a que chamamos Liberdade.
Como cantaria Paulo de Carvalho, é preciso “saber como se ganha uma bandeira”, “aprender quanto custa a Liberdade”! Mas quem hoje se dá ao esforço de ao menos tentar “ganhar uma bandeira”? Quantos sabem quanto custa a Liberdade? Está a Liberdade a preço de saldo?
"Se a liberdade significa alguma coisa, será sobretudo o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir.", disse George Orwell (autor da expressão Big Brother), e portanto é preciso que isto se diga: o problema maior dos portugueses são os portugueses, somos nós e cada um de nós o nosso pior inimigo; o maior dos nossos males é o pouco assumir das responsabilidades, é o exigir o máximo dos direitos e mínimo dos deveres, é o espírito de treinador de bancada – todos sabem dizer mal, mas poucos se esforçam por apresentar alternativas, por mudar, por sequer fazer críticas válidas e construtivas. Olhamos muito para o umbigo, esquecendo-nos que todos os outros têm um também.
Será por isso necessário, adaptando a frase de Kennedy, pensar não no que Portugal pode fazer por nós, mas no que podemos fazer por Portugal. Acreditar aplicando-o, que é do benefício do colectivo que devemos partir para o benefício individual e não o contrário.
Sem isto, sem a assumpção das responsabilidades, sem a percepção que a Liberdade se constrói e se alimenta todos os dias, que ela só existe quando respeitamos a Liberdade dos outros, e que só dessa forma, com recurso à Tolerância e à Inteligência se chega à Igualdade podendo assim iguais ambicionar o ideal utópico da Fraternidade, a Democracia estará sempre em risco.
De 74 para cá muito foi feito, sim, e é preciso repeti-lo muitas vezes como antídoto para o pessimismo e saudosismo Luso, mas também é acertivo que muito há ainda a fazer, em especial nas mentalidades e nos espíritos de cada português.
É imperioso, acabar com o medo de criticar, o medo de dizer o que vai na alma, o medo de enfrentar os poderes instalados, o medo de enfrentar a autocracia, o medo das represálias.
Há que entender que o dever dos mais fortes é proteger os mais fracos, o dever dos mais esclarecidos é elucidar os menos. O ser humano completa-se quando outro ajuda a nascer. Seja fisicamente para a vida, seja intelectualmente para o conhecimento. E a quem isto compete? A todos nós. Com o poder e o conhecimento advêm a responsabilidade, e como tal é necessário que quem os detém os saiba usar e que os fins desse uso sejam o colectivo. Não há Liberdade sem pensamento Humanista.
E a todos, participar, participar, participar… nos partidos, no mundo associativo, da cultura ao apoio social, ao voluntariado, ao apoio aos desfavorecidos e grupos de risco, ou em tantos locais onde um par extra de mãos é sempre bem vindo.
Enquanto todos nós não participarmos mais, enquanto não formos mais pró-activos nos males do mundo, continuaremos a viver uma Liberdade pouco mais que aparente e muito próxima da precária. Continuaremos a ser pouco senhores dos nossos destinos e a deixar que alguns nos guiem, mesmo que sem nos apercebamos, os nossos passos.
E resumindo, o que importa é: o que pensa disto e o que é que está disposto(a) a fazer?
Por Portugal, e por cada um de nós.
25 de Abril, SEMPRE!
artigo publicado no jornal Cidade de Tomar de 20 de Abril, onde aparece com uma ou duas gralhas que me são estranhas
quarta-feira, abril 18, 2007
Embaraço
Terei ouvido bem, o encontro europeu dos nacionalistas (sim aqueles do cartaz do Marquês), estava para ser na Casa do Concelho de Tomar?
A bela e o quê...?!
Ontem ao chegar a casa fiz um zapping televisivo e parei cinco minutos na TVI, coisa muito rara, para descobrir o que era isso afinal desse programa que ouvia falar.
Por favor, alguém me diga que aquilo é tudo a fingir, e que aquilo pretende ser apenas, mesmo falhado, um programa humorístico....
Por favor, alguém me diga que aquilo é tudo a fingir, e que aquilo pretende ser apenas, mesmo falhado, um programa humorístico....
segunda-feira, abril 16, 2007
Os meninos de Huambo
Com fios feitos de lágrimas passadas
Os meninos de Huambo fazem alegria
Constroem sonhos com os mais velhos de mãos dadas
E no céu descobrem estrelas de magia
Com os lábios de dizer nova poesia
Soletram as estrelas como letras
E vão juntando no céu como pedrinhas
Estrelas letras para fazer novas palavras
Os meninos à volta da fogueira
Vão aprender coisas de sonho e de verdade
Vão aprender como se ganha uma bandeira
Vão saber o que custou a liberdade
Com os sorrisos mais lindos do planalto
Fazem continhas engraçadas de somar
Somam beijos com flores e com suor
E subtraem manhã cedo por luar
Dividem a chuva miudinha pelo milho
Multiplicam o vento pelo mar
Soltam ao céu as estrelas já escritas
Constelações que brilham sempre sem parar
Os meninos à volta da fogueira
Vão aprender coisas de sonho e de verdade
Vão aprender como se ganha uma bandeira
Vão saber o que custou a liberdade
Palavras sempre novas, sempre novas
Palavras deste tempo sempre novo
Porque os meninos inventaram coisas novas
E até já dizem que as estrelas são do povo
Assim contentes à voltinha da fogueira
Juntam palavras deste tempo sempre novo
Porque os meninos inventaram coisas novas
E até já dizem que as estrelas são do povo
Os meninos de Huambo fazem alegria
Constroem sonhos com os mais velhos de mãos dadas
E no céu descobrem estrelas de magia
Com os lábios de dizer nova poesia
Soletram as estrelas como letras
E vão juntando no céu como pedrinhas
Estrelas letras para fazer novas palavras
Os meninos à volta da fogueira
Vão aprender coisas de sonho e de verdade
Vão aprender como se ganha uma bandeira
Vão saber o que custou a liberdade
Com os sorrisos mais lindos do planalto
Fazem continhas engraçadas de somar
Somam beijos com flores e com suor
E subtraem manhã cedo por luar
Dividem a chuva miudinha pelo milho
Multiplicam o vento pelo mar
Soltam ao céu as estrelas já escritas
Constelações que brilham sempre sem parar
Os meninos à volta da fogueira
Vão aprender coisas de sonho e de verdade
Vão aprender como se ganha uma bandeira
Vão saber o que custou a liberdade
Palavras sempre novas, sempre novas
Palavras deste tempo sempre novo
Porque os meninos inventaram coisas novas
E até já dizem que as estrelas são do povo
Assim contentes à voltinha da fogueira
Juntam palavras deste tempo sempre novo
Porque os meninos inventaram coisas novas
E até já dizem que as estrelas são do povo
Paulo de Carvalho
Letra e música: Rui Monteiro
In: "Desculpem Qualquer Coisinha", 1985
Letra e música: Rui Monteiro
domingo, abril 15, 2007
Fraude
Um professor de Direito a ministrar um exame oral:
O que é uma fraude?
Responde o aluno:
É o que o Sr. professor está a fazer.
O professor muito indignado:
Ora essa, explique-se...
Diz o aluno:
Segundo o Código Penal comete fraude todo aquele que se aproveita da ignorância do outro para o prejudicar!
enviado por e-mail pela Dina Lopes
O que é uma fraude?
Responde o aluno:
É o que o Sr. professor está a fazer.
O professor muito indignado:
Ora essa, explique-se...
Diz o aluno:
Segundo o Código Penal comete fraude todo aquele que se aproveita da ignorância do outro para o prejudicar!
enviado por e-mail pela Dina Lopes
quinta-feira, abril 12, 2007
No próximo domingo...
... depois das 11 da manhã, falar sobre o Convento de Cristo é na TSF.
e a propósito já votou?
é aqui e não custa nada. (http://www.7maravilhas.sapo.pt/registo.asp)
e a propósito já votou?
é aqui e não custa nada. (http://www.7maravilhas.sapo.pt/registo.asp)
terça-feira, abril 10, 2007
Anonimato, outra vez
Escrevi este texto como comentário a dois comentários colocados no post anterior "energia de domingo", e achei entretanto que o deveria colocar aqui também, exactamente porque como digo nele, estamos em Abril.
"Ao anónimo (ou anónimos) que faz(em) os comentários anteriores devo dizer que os mesmos têm muita pertinência e acutilância.
No entanto, o facto de estes serem comentários anónimos (e já manifestei aqui e noutros locais a minha posição sobre o anonimato) retiram a essas críticas o factor positivo das mesmas e grande parte da sua validade.
Que as críticas permaneçam anónimas, é o que deseja quem pretende que o status quo se mantenha seja ele qual for.
Ainda para mais em Abril, é tempo de metermos no corpo a convicção de que o medo de dar a cara tem que ser coisa ultrapassada.
Goste ou não goste, quem quer que se sujeite ao vislumbre do público, tem que aceitar ser criticado, desde que com regras mínimas de Ética e de exercício de Liberdade.
Uma delas é exactamente que o criticado saiba quem o critica, e como tal tenha hipótese de defesa.
É por isso que reafirmo, os comentários anteriores usam de muita assertividade, mas carecem de uma assinatura no fim. Ainda que, e para que fique claro, concorde com grande parte do que neles está escrito.
Cumprimentos,"
"Ao anónimo (ou anónimos) que faz(em) os comentários anteriores devo dizer que os mesmos têm muita pertinência e acutilância.
No entanto, o facto de estes serem comentários anónimos (e já manifestei aqui e noutros locais a minha posição sobre o anonimato) retiram a essas críticas o factor positivo das mesmas e grande parte da sua validade.
Que as críticas permaneçam anónimas, é o que deseja quem pretende que o status quo se mantenha seja ele qual for.
Ainda para mais em Abril, é tempo de metermos no corpo a convicção de que o medo de dar a cara tem que ser coisa ultrapassada.
Goste ou não goste, quem quer que se sujeite ao vislumbre do público, tem que aceitar ser criticado, desde que com regras mínimas de Ética e de exercício de Liberdade.
Uma delas é exactamente que o criticado saiba quem o critica, e como tal tenha hipótese de defesa.
É por isso que reafirmo, os comentários anteriores usam de muita assertividade, mas carecem de uma assinatura no fim. Ainda que, e para que fique claro, concorde com grande parte do que neles está escrito.
Cumprimentos,"
Perspectivas
"Amar não é olhar um para o outro, mas olharem ambos na mesma direcção."
Não sei porquê lembrei-me agora desta frase que não faço ideia de quem seja se for de alguém, mas acho-a tão significativa que a coloquei aqui.
Tem aplicações em muitas áreas distintas... entre as quais também consta o dito Amor.
domingo, abril 08, 2007
energia de domingo
Hoje é dia de Páscoa, e em ano de Festa, dia da primeira saída de coroas, ou seja, o arranque formal para a Festa dos Tabuleiros.
O Sol espreita por entre as nuvens que se afastam indecisas e há qualquer coisa mágica nesta primavera.
Só é pena amanhã ser segunda-feira...
quinta-feira, abril 05, 2007
quarta-feira, abril 04, 2007
Ora ele há coisas...
Se forem ao Google e fizerem uma pesquisa no separador imagens com a palavra "Tomar", vejam lá que cromo aparece. (ou se clicarem aqui)
E depois chamam-me vaidoso.
Obrigado Sílvia por tão pertinente contribuição.
Adenda: Afinal foi a SUSANA. Sorry, sorry, sorry...
Se forem ao Google e fizerem uma pesquisa no separador imagens com a palavra "Tomar", vejam lá que cromo aparece. (ou se clicarem aqui)
E depois chamam-me vaidoso.
Obrigado Sílvia por tão pertinente contribuição.
Adenda: Afinal foi a SUSANA. Sorry, sorry, sorry...
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