quarta-feira, março 28, 2007

algures de São Paulo

Achei que este comentário ao post onde coloco o texto que escrevi para o aniversário do jornal Cidade de Tomar, sobre os ganhos e perdas de Tomar, merecia ser colocado aqui em primeira página.
O seu autor, José Júlio Lopes é um empresário tomarense bem conhecido, agora radicado em São Paulo, a quem além do mais agradeço este, e outros comentários e sugestões que tem feito.


"Hugo
Li com atenção este texto, correcto mas com alguns "acrescentos".
Tomar foi uma cidade pioneira e de pioneiros, na industria do papel, da fiação, das madeiras e até da electricidade pois enquanto outras andavam no "acetileno" já a central do Mendes Godinho com a sua localização na Levada fornecia electricidade a toda a "cidade velha", era no antigo regime um das cidades mais industrializadas do distrito.
Quando outros empresários da altura se aperceberam deste facto houve muitas empresas a querer migrar para Tomar, nessa altura um "arranjo" entre os politicos e "empresários" impediu a instalação dessas empresas com o argumentos que as mesmas iriam inflaccionar o mercado de trabalho local, quando se estava a remediar este erro apareceu a Revolução, as empresas foram intrevencionadas, os empresários saíram a coisa foi andando, quando voltaram aproveitaram os "quadros de apoio" mas fruto de uma perda anterior não voltaram a investir, os politicos voltaram a estar em conluio, e a cidade foi morrendo, Tomar tem dos melhores empresários que conheço, fora de Tomar, estão por todo o mundo, menos em Tomar, porque enquanto a mesquinhez da cidade os tributar, não voltarão, paz á sua alma, (não deles mas da Cidade)
São Paulo 26/03/2007
José Júlio Lopes"

quarta-feira, março 21, 2007

As novas bancadas...

... do campo sintéctico de Tomar, ex-estádio municipal.


pertinente contribuição do José Vitorino

domingo, março 18, 2007

Auschwitz-Birkenau

Quando se elegem as novas 7 maravilhas do mundo, deveríamos também eleger os piores locais.
Este seria certamente o primeiro. E não se pode ler em qualquer papel ou ver em qualquer filme o que se sente e descobre neste espaço. É apenas arrepiante.


'Arbeit Macht Frei' - O Trabalho Liberta-te
escrito no portão de entrada do campo de concentração (matadouro sem eufemismos), exemplo da grande aposta dos nazis na propaganda.

O pátio dos fuzilamentos para os presos políticos (não judeus, pois com esses normalmente não se gastavam balas), depois de "julgados" no edíficio ao lado. A parede tem um revestimento especial para silenciar as balas. Nem sempre o veredicto era fuzilamento, mas sempre era a morte. Por todo o campo encontramos várias sádicas formas de levar alguém a ela.

Tudo era aproveitado e despachado para vários fins. Do que ficou dos últimos dias antes da chegada dos soviéticos, e que os nazis não haviam ainda despachado e não tiveram tempo de destruir, sobram entre muitas outras coisas, por exemplo 80000 pares de sapatos e 2 toneladas de cabelo. Repito, SÓ dos últimos dias. Se estão intrigados com o que faziam ao cabelo... tapetes.

Neste crematório, o único que sobrou, eram gaseados numa pequena sala com aparência de balneário (a água nunca chegou a ser ligada aos duches) 700 judeus à vez e posteriormente queimados, não sem antes lhes ser retirado o que ainda possuissem de útil (cabelo, dentes de ouro, próteses de várias espécies,...)
Na fase mais "aperfeiçoada", o gás utilizado demorava meia hora a alcançar o efeito desejado. E chegou a esta fase depois de sucessivas tentativas de melhoramento da fórmula, sendo que no início as pessoas demoravam dias a morrer ('enlatados' na tal sala). Muitos eram queimados ainda vivos.

Esta é a entrada de comboio para o campo de Birkenau, ou Auschwitz 2. Aqui chegavam comboios atulhados de judeus de todas as partes da Europa e da bacia do Mediterrâneo. De alguns países, derivado à campanha nazi, os judeus vinham livremente pagando o seu bilhete, por acreditarem que vinham para uma nova terra prometida.

O campo de Birkenau, todo em madeira e incendiado pelos nazis em fuga, foi construido propositadamente a poucos quilómetros de Auschwitz, por este já não ter capacidade de acolhimento e de mais rápida matança. Nos crematórios deste novo campo eram gaseadas 2000 pessoas de cada vez.
Na foto que abrange apenas uma porção da zona norte do campo, podemos ter uma ideia do que seria a sua dimensão se verificarmos que cada chaminé pertencia a uma barraca.

Em cada uma das barracas de madeira, contruidas por base em estábulos alemães, dormiam entaladados cerca de 400 judeus. A maioria era morta à chegada e não chegaria a usar estas instalações. Eram poupados apenas aqueles que tivessem à chegada condições para trabalhar (nos campos e nas fábricas das redondezas). Destes, a maioria morreria nos primeiros dias. Os poucos 'mais felizes', aguentavam em média três meses.


Nenhuma destas fotos ou do que escrevi, pode realmente descrever o que sentimos no local.

Perdas e ganhos de Tomar nas últimas décadas.

Texto integrado no suplemento de aniversário do jornal Cidade de Tomar e ao tema em epígrafe dedicado, publicado a 16 do corrente.

Para falar sobre as perdas e ganhos de Tomar nos últimos anos poderei invocar com maior propriedade as últimas três décadas, ou o período pós vinte cinco de Abril, que de alguma forma corresponde com o meu tempo de vida.
A Democracia trouxe a Tomar naturalmente, como no resto da região e do país em especial depois da entrada na Comunidade Europeia, desenvolvimentos importantes com especial enfoque na área das infra-estruturas. Estradas, água canalizada, electricidade para todos, melhores escolas, melhores e novos serviços públicos como a Biblioteca e as Piscinas. Aqui de facto Tomar acompanhou o evoluir normal da maioria dos concelhos, além de termos conseguindo ainda o Instituto Politécnico, e o complexo e polémico Hospital.
Mas em quase tudo o resto perdemos. Exemplo flagrante são as acessibilidades às vias nacionais: a A1 passou longe, a A23 também, e isso é irreparável por muito que agora se possa atenuar.
Muito por isto, mas também por culpa das sucessivas câmaras, Tomar perdeu capacidade económica. As três ou quatro grandes empresas que sustentavam Tomar inevitavelmente pereceram e o problema é que não foram substituídas, nem tem havido esforços de cativar outras. E não se diga que isso não é responsabilidade da autarquia, porque basta ver o que acontece à nossa volta.
Tomar e os tomarenses que sempre estiveram habituados a ter tudo e a liderar, não souberam enfrentar uma nova realidade em que é preciso correr atrás do sucesso.
O tempo em que em toda a região era preciso vir a Tomar para tratar do que fosse, o tempo em que até Santarém capital do distrito era ofuscada por nós, o tempo em que era um acontecimento para um abrantino ou um torrejano vir a Tomar, passou.
Depois, o que se tem feito realmente novo? Quantos jardins, a ligação ao rio, capacidade hoteleira, novas ofertas turísticas, novas formas de aproveitar e potencializar a riqueza associativa? Quantas indústrias, empresas, o que tem de significativo a nossa zona industrial? Habitação social ou a custos controlados, o que existe no pós “Nabância”? O que tem Tomar verdadeiramente novo e que nos distinga dos outros, que não tivesse há trinta anos?
Por isso, no resumo penso que o que se poderá dizer de Tomar é que claro, estamos melhor em certas comodidades e aspectos da vida diária, como todo o país está, mas na proporção com o restante da região perdemos protagonismo e liderança, e se em alguns casos estamos a par, em muitos estamos mesmo já atrás.
Há fundamentalmente um problema que a todos os outros arrasta: falta de desenvolvimento económico, captação de investimento, criação de riqueza. Sem isso não haverá fixação em Tomar, não haverá poder de compra para o comércio, não haverá apoio à cultura, ao desporto, à solidariedade e apoio social e a muitas outras áreas que hoje se entendem imprescindíveis.
Somos efectivamente pouco empreendedores, e também é verdade que muitas vezes se complica demasiado a vida aos que o querem ser. Temos enormes potenciais mas pouco os temos sabido aproveitar – na cultura, na paisagem, no associativismo, na história, na localização geográfica. Outros têm inventado do nada o que a nós já tendo bastava rentabilizar.
Mas somos também demasiado bairristas em assuntos que o não merecem, e ao mesmo tempo pouco preocupados com o que nos acontece de verdadeiramente importante. Os tomarenses são, com tristeza o digo, uma comunidade resignada e adormecida, embevecida por títulos antigos e habituada a deixar nas mãos de dois ou três a condução dos seus destinos.
E assim, só continuaremos a perder, por muito que a alguns custe abrir os olhos.

Com sinceros votos de Parabéns ao jornal Cidade de Tomar,
Com desejos que ajude, na sua missão de informar a contrariar o estado das coisas que antes descrevi,

quarta-feira, março 14, 2007

E por falar em mercados...

O que é um dos pontos centrais de Zacopane, "capital de Inverno" da Polónia?
Pois, um mercado.


E já agora, o que é aquilo ali bem no centro da principal praça de Cracóvia, 2ª cidade e ex-capital da Polónia?
Hum, uma catedral, a câmara municipal, um centro comercial?...
Não me digam que é... um mercado!




Mercado&Mercador

Acabou esta quarta-feira o período de Discussão Pública do “Plano de Pormenor do Flecheiro e Mercado” integrado no Programa Polis, e largas centenas foram as propostas entradas.
O assunto agita a comunidade e não é para menos. Em causa está a destruição de um espaço que é marca de Identidade, centro de Vivência Social, garante económico de muitas famílias, e um bom sentir do concelho que somos.

Como em qualquer terra desenvolvida, o Mercado é um espaço central, de fácil acesso, onde os da cidade podem ir a pé, que chama residentes e atrai turistas. O nosso foi além disso referência e pólo centralizador de uma região. Hoje está muito degradado, e vai sendo ultrapassado por novos, melhores e maiores mercados de outros concelhos (e sim caro Ivo Santos, nós falámos com as pessoas) mas o ter-se deixado (intencionalmente?) chegar a este ponto não pode ser desculpa para simplesmente deitar abaixo. A culpa não é de quem lá vende nem de quem lá compra.
Depois a propaganda é o que é, criam-se imagens, criam-se necessidades, criam-se ideias bonitas que tentam convencer as pessoas. Como utilizar o exemplo do Fórum de Aveiro para dar a ideia de que o que aqui se quer fazer é algo semelhante. Cada vez mais me convenço que a maioria dos que nisso falam nem sequer já visitou o espaço.
Ó senhores, nem em Aveiro o Fórum de dois andares tem nada a ver com o mamarracho de cinco que se quer cravar em Tomar, nem Tomar tem semelhanças com Aveiro que tem o dobro da população, cinco ou seis vezes mais que os estudantes universitários aqui, e a liderança e centralidade da região, bem ao contrário de Tomar que embora alguns não o queiram ver, há muito que não lidera nada.
Outras estratégias são o lançar de ideias que apontam à desmobilização e resignação, como a de criar o boato que “o mercado até já está vendido”. No contacto que tivemos com vendedores e compradores, muitos mostraram acreditar nisso, como se efectivamente Tomar fosse feudo de alguém que põe e dispõe, que compra e vende como se fosse seu sem disso prestar contas. Às vezes eu próprio dou por mim a admitir isso…
E por fim, o ardiloso argumento de que não se quer destruir o mercado mas sim renová-lo. “A construção de um novo mercado ao lado do actual” realçou António Paiva neste mesmo jornal, só depois falando da pomposa ideia do fórum, acrescentando agora um novo e bem representativo dado: “…pode até ter habitação”!
O mesmo engenho se usa no caso da ponte, em que se diz até concordar com a de São Lourenço, que até está no Plano, mas que a do Flecheiro é prioritária. Ponte que cada vez mais se prova que não serve para resolver qualquer problema de trânsito (pelo contrário) mas para valorizar, viabilizar, a apetência de um qualquer investidor naquele apetitoso terreno junto ao rio.
Imaginemos por momentos que tudo isto se faz, e até é bem sucedido. Vislumbra-se o acréscimo de tráfego no centro da cidade? E o novo mercadito e o gigante centro comercial podem coexistir? Está-se mesmo a ver a dona Maria com o saco dos nabos e do peixe a entrar na Zara para ver os saldos, enquanto o marido a espera à porta no tractor a comer umas pipocas…
E algum investidor vem meter dinheiro num centro comercial destas dimensões, sem garantir que lá dentro esteja um hipermercado? Há de facto quem julgue que as pessoas não pensam. Há quem ache que o povo é estúpido, há quem ache que o povo é imbecil!
O movimento iniciado com tanta adesão contra a destruição do Mercado, levou mesmo alguns do PSD (nem todos, também há e muitos que percebem o erro) a iniciar um contra-movimento onde se pede às pessoas que assinem algo que apela à renovação do Mercado. Claro, até eu assino, mas renovar NÃO é destruir!
Ó gente abri os olhos! Não está em causa remodelação nenhuma! O que se quer é deitar, por puro interesse imobiliário o Mercado abaixo, tendo-se entretanto inventado esse argumento para a confusão, que se vai fazer ao lado outro embora mais pequeno. Mas isto faz algum sentido?
Que fique claro, nem eu nem o PS somos contra um centro comercial, mas não há qualquer necessidade de sacrificar o Mercado, assim como a vivência do centro da nossa cidade a esse espaço privado. Seria um enorme erro com graves consequências mais tarde.
Será que somos assim tão inteligentes que quando à nossa volta constroem melhores e maiores mercados, Tomar destrua a seu, para ficar com o mais pequeno da região, se ficar com alguma coisa? Ou será que vamos ter aqui um novo parque de Campismo, um novo Cine-esplanada? Destrói agora e qualquer dia logo se vê!
TODOS SOMOS TOMAR. E todos temos uma palavra a dizer. Muitos foram os que se mobilizaram nos últimos dias, muitos foram os que transmitiram o seu profundo descontentamento. Muitos infelizmente, mostraram também o medo e a frustração. Há muito medo em Tomar, medo de represálias, medo de consequências por se assumir e se lutar por uma opinião. Isto é Tomar.
Há muita resignação, muito “ele faz o que quer”. É mesmo assim tomarenses? Vamos deixar mais uma vez que a teimosia de um e a complacência de alguns outros, leve mais um pouco da nossa terra? É verdade o que dizem de nós, uma comunidade apática e “serenazinha”?
Caro António Paiva, caros dirigentes do PSD, é natural que se queira deixar marca num momento que se diz ser já prenúncio de partida, mas depois do que se fez ao parque de campismo, ao cine-esplanada; as polémicas, caras e como se vê ineficazes obras dos parques de estacionamento atrás da Câmara e sob o Pavilhão, a rotunda cibernética, as lombas, querem ficar lembrados em memória última como aqueles que mataram o Mercado em Tomar?
Eu quero acreditar que não.

artigo publicado no jornal Cidade de Tomar de 9 de Março

algures na Polónia

Pois é, voltei.
Do frio algo sujo e ainda a descobrir a Europa, da Polónia.




É natural que queiramos sempre melhor, e que nos comparemos a quem está melhor, mas devíamos também lembrar de que há sempre alguém pior, e que no mundo nós somos mesmo do topo da pirâmide.
Este para nós banalíssimo era o segundo ou terceiro prato mais caro deste restaurante algures numa aldeia perdida no sul da Polónia. Custava em euros qualquer coisa como 5. (na Polónia a moeda é o Zlote)
E um polaco normal vê um prato destes muito poucas vezes por ano. (claro que eles também não sabem bem o que é comida a sério...)

domingo, março 04, 2007

Para terra de holocaustos...

Ausente nos próximos dias, este espaço algures vai manter ainda com mais premência uma das suas premissas: "onde algures sem periodicidade certa se desabafa", assim como também não deverá haver aprovação de comentários.
Para onde vou não conto ter acesso à internet, e com um pouco de sorte muito pouca rede.

Quero ver ao menos se quando chegar Tomar ainda tem o Mercado de pé...
Fiquem bem.

quinta-feira, março 01, 2007

Deitar o Mercado abaixo?!

Até dia 7 de Março podem ser entregues as sugestões para o Plano de Pormenor do Flecheiro e Mercado na Casa Vieira Guimarães à entrada da Corredoura.
Cada proposta conta.
O documento abaixo tem já proposta de sugestões, mas pode escrever as que entender, o que importa é que participe numa discussão que a todos os tomarenses importa.
As minhas opiniões sobre esta matéria andam por aí nos arquivos algures, e também aqui.



A participação está a ser grande, e não está a ser dado comprovativo de entrega ao contrário do que é de Lei, mas ainda assim aconselha-se os responsáveis do Polis a não perder nenhum papel...
Poderia ser grave.

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Paternidade

Este é um comentário que coloquei há pouco no "Condado do Flecheiro". Já que ando a produzir tão pouco fica também aqui.
Os que estiverem fora do contexto vão ter que fazer um esforço, desculpem lá.

"Caro Fernando Oliveira,
e aos demais,

Devo dizer que estranho e me diz pouco esta questão da paternidade do referendo local. (embora não duvide da sua, certamente muita, pertinência política)
Estranhei de facto quando, talvez há duas horas atrás, uma jornalista me telefona a indagar sobre o assunto, isto depois de outros telefonemas pessoais ao longo do dia.

Dou como disse, pouca importância ao assunto, mas depois de ser informado e de verificar que, tanto pessoalmente como o partido que represento aqui somos referidos, entendo dever dizer o seguinte:

Sobre o referendo local à construção da ponte do flecheiro, já em 2004 o PS levantou a ideia, (o que é fácil confirmar para quem tem andado pela política ou minimamente atento), e só não a levou mais à frente por diversas razões de ordem política que não entendo serem agora relevantes, nem carecerem de pertinente discussão neste fórum.
Segundo, já em 2006, e em especial nas últimas semanas do corrente ano o PS voltou, desta vez apenas em discussões internas e com conversas casuais com personalidades exteriores ao partido, a reflectir sobre a hipótese do referendo à ponte, sendo que nas últimas semanas essa ideia se colocava por oposição ao referendo ao mercado.

Lembro que o referendo para poder ser viável só pode conter uma questão.
A decisão recaiu na segunda hipótese de referendo, e as razões dessa decisão reservo-me a discuti-las pessoalmente com os líderes dos outros partidos e grupos, o que espero venha a ocorrer breve, se assim forem desse entendimento.

O facto de só termos anunciado essa ideia no passado sábado, dia em que agendáramos um debate público, tem a ver com o facto de, ao contrário do PSD na autarquia, não “adjudicarmos decisões” antes de ouvirmos opiniões.

Caro Fernando Oliveira, apesar de, de qualquer forma, não o ter ouvido defender nenhum referendo, mas apenas invocar tenuemente essa hipótese na Assembleia Municipal; e apesar de tudo o que antes referi, e de poder ser eu a acusá-lo de querer "assumir os filhos dos outros"; se está tão obstinado a ser o “Professor Marcelo” do referendo em Tomar, por mim, que seja.

Reafirmo no entanto, e isso é que julgo importante, a disponibilidade, permanente, pessoal e do PS, para discutir tudo o que, duma forma séria e profícua seja a bem de Tomar e dos Tomarenses.

E à margem, aproveito para duas notas finais:
Primeiro, se fizer o favor, não nos acuse de divisionistas, porque a inteligência facilmente demonstra quem o é.
Segundo, era tempo de vocês que tanto gostam de se denominar de independentes, parassem de tentar interferir nas questões internas do PS.
O PS não é nenhum grupo personalizado e a prazo, é uma instituição com história e com regras. Entre outras coisas, continuar sub-repticiamente a tentar colocar em causa os órgãos legitimamente eleitos com cerca de 70% dos militantes eleitores não só é de uma inconsequência extraordinária, como mais uma vez não é abonatório de inteligência, ou do apregoado desprendimento, rigor, e verdade.

Ao dispor, cumprimenta
Hugo Cristóvão
Presidente do PS Tomar "

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Melhores dias...

... é o que resta esperar a este blogue.
Mais tempo e mais paciência.

Igualmente melhores dias se esperam na visualização do mesmo.
Algumas pessoas têm comentado que o blogue está a aparecer numa "linguagem estranha".
Se for esse o seu caso deve ir ali a cima ao menu e clicar em "Ver - Codificação - Unicode (UTF-8)"

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

"Salvar o mercado de Tomar"

Recupero aqui partes de um artigo que escrevi a 23 de Julho de 2004 no jornal Cidade de Tomar. Não podiam estar mais actuais.


"Como outras coisas na nossa terra, o mercado de Tomar é mais uma vítima do mau ou da falta, de planeamento desta Câmara, (...) Não se pode esperar que caiba no mesmo saco, o que antes só cabia em dois.
Todos sabemos que a solução para o mercado não é fácil, mas criar mais problemas do que os que existiam, ou pura e simplesmente acabar com as coisas, como parece ser política desta Câmara, não me parece ser a forma mais correcta de actuar.
(...)
E porque é importante salvar este mercado?
Em primeiro, porque ele é ainda a fonte de algum rendimento de muitos cidadãos que praticam uma agricultura de subsistência, e que através da venda de alguns excedentes conseguem juntar mais alguns trocos, que para a maioria desses pequenos vendedores que se deslocam a Tomar, muito representam.
Estes produtos, de cultura artesanal e de certa forma por isso, mais ecológica, são o garante de quem os compra, de consumirem artigos com qualidade acrescida e uma “denominação de origem” que não podem assegurar noutro local.
Muitos destes são também comprados pela restauração, pelo que os estabelecimentos locais podem assim, apresentar melhores e genuínas ofertas da região a quem nos visita, sendo uma mais valia para o turismo.
Mais valia para o turismo é também o próprio mercado, uma vez que este é, como é fácil verificar, um chamariz para os turistas estrangeiros que nos visitam. Aliás, é simples aferir que quase tudo o que é cidade ou vila deste país que se diga voltada para o turismo, tem o seu mercado de frescos.
Ele é além disso, um reforço da (já débil) posição de centralidade de Tomar em relação aos concelhos vizinhos, pois muitos são os que, para comprar ou para vender, se deslocam ao nosso mercado vindos de fora do concelho, o que acaba sempre por ter influência noutros sectores.
Ele é também um espaço de encontro, de reunião, de convívio, pois muitos dos que vêm vender os poucos produtos que lhe sobram: o quilo de feijão, a dúzia de ovos – são normalmente mais idosos e/ou oriundos de classes mais desfavorecidas, pelo que para muitos o vir ao mercado é o único pretexto para se deslocarem à cidade e se encontrarem com outras pessoas.
O mercado representa o encontro de dois mundos, dois tempos: um deles o do passado, um tempo que já não é o nosso, em que estes mercados eram a única forma de comprar e vendar, e por isso existem alguns resquícios destes espaços mesmo pelas freguesias. Mas ele pode também representar o caminho a seguir, o futuro, a procura de produtos não “produzidos em série”, produtos de qualidade, oriundos de uma agricultura artesanal e de forte cariz ecológico como ela tem de passar a ser, o que pode representar um dos caminhos de desenvolvimento económico, social e ambiental para o nosso concelho e a nossa região, inserida naquilo que são, os pressupostos de desenvolvimento sustentável que por mais que alguns ridicularizem por desconhecimento, e outros minimizem por desinteresse, terá forçosamente que ser a estratégia a adoptar. O mercado não está bem e não é de agora, é preciso melhorar as instalações, as condições de higiene, é preciso melhorar os acessos, é preciso planear e aumentar a segurança quer do ponto de vista da Polícia de Segurança Pública, como da Protecção Civil (...)
O mercado não está bem, todos o sabemos, (...) vai de encontro à extinção, e este mercado é mais um símbolo concreto daquilo que vai acontecendo a Tomar.
E é preciso acabar com o silêncio, com a forma de actuar que esta Câmara vai efectuando e a quem todos criticam em surdina, mas poucos tem a coragem de assumir. E é preciso acabar com os silêncios dos mais responsáveis. O que têm dito os Presidentes de Junta, que sabem bem que muitos dos seus concidadãos precisam deste mercado, e de que ele funcione bem? E o que diz o Presidente da Junta de Santa Maria dos Olivais, ou mesmo de São João, a quem o mercado afecta directamente? Sobre este e outros assuntos, porque se calam? Por incompetência ou por conivência?
Tomar, é cada vez mais uma miragem à qual nem os arranjos exteriores conseguem tornar mais real. O Futuro, o Desenvolvimento e o Progresso, cada vez passam mais longe daqui. O tempo urge, é preciso encontrar outros rumos, ou um rumo que seja, outras soluções, e inevitavelmente, outros protagonistas."

Espero ter tempo para em breve voltar ao tema.

Tomar na televisão

A revista Visão noticia hoje que o canal brasileiro TV Record (canal disponível na TV Cabo) encomendou uma minissérie de ficção sobre a temática templária, cujas gravações começam em Março, em Tomar.

"Quem não tem tempo...

... não tem blogue." li algures hoje, e de facto comigo tem sido assim nos últimos dias.
Outros melhores virão, talvez.

sábado, janeiro 27, 2007

"Eu de eleições já tive a minha conta."
António Paiva, Presidente da C.M. de Tomar, na Assembleia Municipal de ontem.

Caro engenheiro Vicente, Presidente do PSD de Tomar - para desabafos começam a ser muitos não?

Saídas da saúde

Apesar de não ter estado o número de pessoas que poderia ter estado (o auditório da biblioteca esteve talvez, preenchido um pouco mais de meio) e de no fim das coisas o acto vir a servir para, como dizia a enfermeira Saudade Pocinho, pouco mais que (alguma) imagem, não deixou de ser interessante a Assembleia Municipal temática para intervenção do público decorrida ontem.
Um acto que era bom que se tornasse hábito, fundamentalmente como fomento da participação e interesse dos cidadãos na discussão das causas públicas, e talvez com o tempo estes eventos viessem a originar consequências.

Em todo o caso não é por isso que escrevo este post, mas porque quero agradecer publicamente o elogio que me fez o Presidente da dita Assembleia e Deputado da República, Miguel Relvas.
É que Miguel Relvas disse duas os três vezes que não gosta de "bater" nos fracos, e como só a mim (e ao Luís Ferreira) ele "bateu", eu concluo portanto que...

Eu devo confessar que me sinto até envergonhado porque recebo esse elogio depois de o ter importunado a tal ponto que ele abdicou da sua postura de não fazer política partidária (confesso que desconhecia) e ter que intervir para defender a Câmara.
Agradeço não ter feito qualquer demagogia em resposta àquilo que foi claramente a minha, e por isso aqui ficam as minhas desculpas. Eu até poderia prometer mudar de atitude mas... não consigo. É que lamento mesmo ter ajudado a estragar aquele clima tão saudável de suposta impunidade da Câmara em relação à matéria, mas que hei-de fazer? Sou inoportuno!

Também é certo que, e devo mencioná-lo, a referência que fez aos cargos e às nomeações políticas foi um pouco "baixa", mas usando as suas palavras vou considerar que foi “um momento menos feliz”, e deixe lá... também ninguém repara nisso.

E, final feliz, fiquei muito contente com a afirmação convicta de António Paiva, de que está para defender os interesses de Tomar e que se for preciso vai à luta, mas que é preciso é dar tempo para que as coisas aconteçam! Só que eu, que não sou tão inteligente como Miguel Relvas diz, não sei bem o tempo destas coisas... Paiva e o PSD estão na Câmara desde 97, o Plano Funcional do Centro Hospitalar é de 98, nós estamos em 2007... Será que falta muito?!

O estudo é que diz!

O início do ano começou bem para Tomar. Os atentos terão reparado que um estudo do jornal Expresso nos elevou à décima segunda cidade do país em qualidade de vida, e nós que disso só sabemos a parte de cá vivermos, ficamos naturalmente contentes por nos ser atribuída tamanha distinção, e envergonhados por andarmos sempre a criticar negativamente.
Sim, rebentaram foguetes e ares de júbilo, e dos lados da Câmara veio uma espécie de “vêm, eu bem dizia…”.
Nós, cada um à sua maneira, regozijamos de tal contentamento que esquecemos o preço das casas, das taxas, dos serviços, da água; esquecemo-nos das obras mal feitas e mal planeadas, do constante estaleiro que Tomar aparenta ser como se muita coisa estivesse a ser feita, da confusão do trânsito, da falta de investimento. Eu não sei como é convosco mas eu ando inchado de orgulho, e nem percebo como é que Tomar não está pelo menos no pódio…
Bom, é natural que aqueles que olhem para estudo com olhos de análise fiquem logo baralhados com o facto de sermos décimo segundo estando quinze cidades à nossa frente, mas isso são pormenores de pouca importância. Na verdade o estudo é muito elucidativo e traz-nos novidades que nós claramente desconhecíamos, como aquela de termos acessibilidades iguais a Santarém e a Abrantes e melhores que Torres Novas! Tão enganados que andávamos... mas pronto, se o estudo diz... até porque os outros têm o quê, a auto-estrada à porta?!
Nós já sabíamos que em património estávamos melhor, sim aí não foi novidade para nós, e se temos aí umas coisas a cair, Convento de Santa Iria e outros que tais, são questões meramente passageiras que se resolvem com o tempo... a partir do momento em que estiverem no chão já ninguém se lembra disso, assim tipo, cine-esplanada.
E mesmo assim, aquele monumentozito que temos lá em cima do monte e ao qual não ligamos nenhuma está muito mal aproveitado, o que é que interessa isso do Património Mundial?! Aquilo dava ali era um bom centro comercial, com umas lojas de roupa espanhola e diversão a sério. Já viram o que seria a malta a comer uns hambúrgueres na sala do capítulo depois de umas voltas no comboio fantasma instalado em torno do Claustro de D.João II? O homem até já morreu, acham que se importa?! Aquilo com uns holofotes giratórios, muitos neons coloridos, e o jet set nacional… éramos imparáveis!
E isso das empresas e tal… essa malta de Santarém ou de Abrantes deve pensar que têm lá uma zona industrial com grandes coisas… ora, para quê? A nossa não tem lá quase nada e o Expresso diz que o nosso desenvolvimento económico é melhor! Ora embrulhem! Claro que nós também não sabíamos, andávamos mesmo equivocados acreditando que o desenvolvimento económico era um dos nossos principais problemas, mas, claro está, isso é porque somos modestos...
Já descobri também porque Tomar foi o último concelho do distrito a criar a Rede Social, e tem lógica, se, diz o estudo, nós somos os que estamos melhor a nível de equipamentos sociais – até porque, todos sabemos, o aspecto social é talvez a primeira prioridade da autarquia...
E a malta que gosta de dar umas voltas à noite? Queixam-se de quê? Tomar está muito bem! Pronto é verdade que Torres Novas tem duas discotecas que são mesmo discotecas, e mais uns bares, e Abrantes tem lá uns espaços todos modernos e onde se vêm muitos tomarenses, mas isso é porque são uns ingratos! Então se o Expresso diz que nós estamos melhor, porque havemos de ir “laurear a pevide” para outros concelhos?
E depois essa malta que sai daqui para ir às compras ou ao cinema a Torres Novas?! Mal-agradecidos! É a única explicação possível, mal agradecidos que têm prazer mórbido em gastar combustível.
Pronto, correu-nos mal o estudo na parte da governança e cidadania, mas isso é facilmente explicável, então se isto está tudo tão bom, para que é que é preciso que a Câmara governe bem ou a malta seja mais crítica e interveniente?
E o presidente António Paiva tem toda a razão “isto é um prémio para o trabalho feito por todos os tomarenses”, é sim senhor! Em especial para o que fez estudo, porque das duas uma, ou quem fez o estudo o fez sentado num gabinete em Lisboa, ou então só pode ser mesmo tomarense, mas daqueles que vivem fora...
Em todo o caso que ninguém duvide, se o estudo diz é porque é justo, somos a décima segunda cidade do país e acabou-se. E caminhamos visivelmente para ser a primeira, caminhamos é devagarinho que a malta quando chega a certo estatuto já não se quer cansar muito, ou não é verdade?

Hugo Cristóvão
Presidente do PS da décima segunda melhor cidade do país.

artigo publicado no Cidade de Tomar de ontem

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Livros com "cheirinho"...

... na Biblioteca de Tomar, ou a institucionalização da leitura de casa-de-banho, segundo nos informa O Mirante aqui

A saltar mais alto




A jovem ginasta tomarense Ana Rente foi eleita pelo jornal O Mirante personalidade do ano no desporto feminino, prémio que receberá no próximo dia 8 de Fevereiro no Centro Cultural do Cartaxo.
É mais um justo reconhecimento para alguém que depois de já ter sido campeã nacional e europeia em diferentes modalidades de trampolins, tem também já o seu lugar assegurado nos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008.
Parabéns! Lá estarei para aplaudir.

De mencionar que no ano transato Nuno Merino recebeu a versão masculina do mesmo prémio, e que Carlos Carvalheiro recebeu o prémio de personalidade cultural do ano. Tomar está em grande.
De referir também o mérito desta iniciativa d'O Mirante que promove assim figuras da região em diferentes áreas.

E as moscas?

O Correio da Manhã noticiava um destes dias que Moçambique vai proibir que se defeque na rua como medida para melhorar a saúde pública e principalmente a qualidade da oferta turística.
Em Tomar muito agradecemos à restauração e afins, porque senão... as moscas eram os nossos principais turistas.
... e mesmo assim...

quarta-feira, janeiro 17, 2007

QREN

Juventude é prioridade nº1 no Quadro de Referência Estratégico Nacional 2007

O Primeiro-Ministro presidiu ontem na FIL à apresentação do Quadro de Referência Estratégico Nacional 2007-2013 (QREN), que prevê um investimento global de 44,7 mil milhões de euros, sendo 21,5 provenientes dos fundos da União Europeia, e o restante do Estado e de privados portugueses.


Segundo as suas palavras, a 1ª Prioridade passa por "preparar os jovens para o futuro e modernizar o nosso ensino".
Das 10 prioridades elencadas pelo Primeiro-Ministro, a juventude surge como prioridade, nomeadamente ao nível da reforma da educação e da aposta na formação profissional dos jovens, possibilitando que 'metade dos jovens tenham a oportunidade de frequentar um curso profissionalizante ou tecnológico'.
"As vias profissionalizantes são um bom instrumento de combate ao abandono escolar e ao desemprego juvenil. Porque os jovens ganham preparação para trabalhar mas também para continuarem a estudar. Porque a diversificação das ofertas de formação é a única forma de lidar com a diversidade dos grupos juvenis", referiu José Sócrates.
"A requalificação do nosso parque escolar" também foi apontada como uma das prioridades.
O discurso do Primeiro-Ministro.
Tudo sobre o QREN em www.qren.pt

terça-feira, janeiro 16, 2007

Contentores preservados


Esta é a Travessa de São João nas traseiras da Igreja com o mesmo nome unindo a rua também com essa denominação e a Corredoura (Rua Serpa Pinto) bem próximo do Café Paraíso. Ou seja, bem no coração do centro histórico (cidade velha, como eu gosto).
Esta ruela tem o aspecto que todos lhe conhecemos há imensos anos, sendo caso para perguntar se estes contentores estarão classificados como património.

É que apesar de sabermos que esta situação existe em nome da concentração - a concentração de moscas, a concentração de cheiro, a concentração da malta para a 'mijinha', a concentração de material combustível bem ao lado de um edifício que mais parece um barril de pólvora e que já por várias vezes pegou fogo (os contentores entenda-se), até porque há por ali uma malta à noite que, não sei se para se aquecer se para disfarçar o cheiro, queima ali uns "incensos" - perguntamos: é isto que queremos mostrar como cartão de visita? Quer dizer, mais um destes?

E eu se não soubesse mais, mais perguntaria: o senhor Presidente da Câmara, que como eu gosta de andar a pé e portanto fará este percurso todos os dias, nunca viu? Será que em nove anos ainda não foi possível descobrir uma solução?

Marketing 'à la mode'

Os jornais distritais desta semana foram inundados com uma nota de imprensa da autarquia tomarense a dizer exactamente que "a câmara de Tomar quer shopping no centro histórico", ainda por cima para "impedir despovoamento".
Não só não sabia que a Câmara de Tomar já havia decidido isso, o que em todo o caso já não surpreende que se anuncie coisas que não foram ainda discutidas ou que não venham sequer a acontecer, mas confesso no entanto que não percebi o propósito da dita nota.

Será que é para mandar mensagem a alguém?

Governar

"É contra o 'desenrasque como sistema' que vão as reformas do Governo Sócrates"
José Gil, no seu ensaio "Mudanças" na última página da Visão de 11 do corrente. Deve ser lido.

domingo, janeiro 14, 2007

Novidades de 2007 II

Outra das novidades que nos trouxeram os jornais desta semana foi, ao fim de ano e meio, o meu homólogo do PSD, o presidente da concelhia Luís Vicente, ter dado sinais de vida para nos vir dizer que a não recandidatura o Presidente de Câmara "pode ter sido apenas um desabafo"! Ufa!, Estamos muito mais aliviados! É que ninguém deseja que isso aconteça...

E lá pelo meio diz mais umas coisas interessantes sobre António Paiva como "a competência tem sido comprovada, assim como a capacidade." - Palmas!
e segue: "Não houve nenhum presidente de câmara que realizasse obra semelhante." - Ovação em pé!
e conclui: "Penso que não se pode exigir mais ao presidente de câmara." - pois, nem ao presidente do partido...

Novidades de 2007

Ora, eu bem dizia que 2007 seria ano para começar a mexer.

Pois aí está a Sílvia Serraventoso a regressar aos artigos no jornal, aproveitando a noite de cantar de reis como mote para a crónica. De facto a noite embora fria foi engraçada, e até o Presidente deu cinco minutos da sua graça.

Mas voltando ao artigo da Sílvia, fico feliz em saber que já concorda comigo ao afirmar que a culpa do que quer que seja não é só dos políticos, ao contrário duma saudável discussão que em tempos tivémos num programa da rádio Hertz, quando agora diz "graças à fraca capacidade de discernimentos e baixo grau de exigência da maioria da população que acaba por ter de viver com o que escolheu, lamentado-se só entre amigos."

Confesso que não percebi a do "brincar aos políticos", e também não sei se a Silvia já considera ou não que também faz política. Espero que sim.

Totói


Merecida homenagem promovida pelos Kromus da Bola recebeu este sábado esta figura grande do desporto em Tomar, fosse como jogador do União de Tomar nos tempos em que este esteve na primeira divisão, seja como treinador, seja como impulsionador dos mais jovens para a prática desportiva.

Um Homem Grande que no dia a dia presta exemplo.
foto do Tomaronline

sábado, janeiro 13, 2007

Hipocrisia ou Liberdade, a consciência da escolha

A nossa sociedade é baseada em alguns pilares essenciais, e nem todos eles bons. Um deles, e dos mais preponderantes, é a Hipocrisia.
Ser hipócrita é ser falso, dissimulado, defender uma coisa e praticar outra, ter um desmedido e despropositado interesse nas aparências, mas ser diferente na realidade.
Assim é também o problema do aborto.
Algo é absolutamente certo e todos o sabemos, o aborto existe e vai continuar a existir, seja qual for o resultado do referendo do dia 11 de Fevereiro.
Por isso, aquilo que em Consciência cada um de nós deve decidir, é se acha que como dizem alguns, a Lei não deve ser mudada mesmo que depois não seja cumprida, “ninguém quer prender mulheres mas o aborto não pode acontecer”, ou se, por outro lado, as Leis devem corresponder à realidade e ao melhor interesse da sociedade.
E o que corresponde ao melhor interesse, que mulheres continuem a fazer abortos em “vãos de escada” pondo em risco a sua vida? Que só as com mais dinheiro vão a Espanha, ou melhor ainda a Inglaterra, onde a Lei é diferente e o podem fazer em segurança, criando assim uma Desigualdade e Injustiça Social, onde quem tem dinheiro pode fugir à Lei, além de ter melhores cuidados de saúde?
Esse não é o país que defendo, esse não é o país que quero acreditar que somos.
Acredito sim num país mais Justo, mais Equilibrado, mais Progressista, mais Desenvolvido, onde todos são tratados de igual perante a Lei, e onde a Liberdade Individual de escolha é um direito valorizado.
E esse é um país que a todos nos compete ajudar a construir, o que se pode fazer com pequenos gestos de Cidadania e Participação, como não ficar em casa no dia 11 de Fevereiro.
É preciso que se entenda, que esta é também uma questão de saúde pública, e que votar SIM no referendo é também querer acabar com as mulheres que sofrem problemas graves, ou mesmo morrem, depois de abortos mal feitos, e na maioria das vezes escondidos.
Votar SIM, não é como se diz demagogicamente, abrir caminho à libertinagem, ou ser contrário aos valores da vida, pelo contrário, é defender uma vida com valores e condições mínimas como o nascermos para um mundo que nos deseja e tem condições para nos acolher. Dizer SIM à Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) até às dez semanas não é em todo o caso abrir caminho a tudo, continuarão a existir regras rigorosas, que vão desde o profissionalismo e Ética deontológica dos médicos, à consciência da mãe que por difíceis circunstâncias se vê obrigada a abortar.
E reflicta comigo, não conhece nenhuma mulher que tivesse já abortado? Não conhece ou não ouviu falar em ninguém que fizesse uns “desmanchos”? Acha que isso vai acabar? E acha que essa é a melhor forma, ou que as coisas devem ser feitas às claras e com condições de segurança e saúde?
Que sociedade, que país prefere? O que esconde os seus problemas, ou o que os enfrenta e os tenta resolver?
Esta decisão compete-nos a todos, e por isso dia 11 de Fevereiro, eu vou dizer SIM.
E você, fica em casa?

artigo publicado no jornal Cidade de Tomar de 12 de Janeiro

quinta-feira, janeiro 11, 2007

O cartoon de Rui Pimentel na Visão de hoje

Juventude*

Esteve muito bem o programa Prós&Contras de ontem, com o debate em torno do estado da Juventude. Um excelente exemplo por parte de um programa de informação do canal público de televisão, que deveria ser seguido mais vezes pela comunicação social.
A juventude é um tema abrangente e fulcral para o progresso e desenvolvimento do país, mas raras vezes é prioritário na nossa sociedade, e mais raras ainda debatido seriamente.
Excelente exemplo também a postura dos jovens em sala, bem diferente de outros públicos bem mais "séniores" de outras vezes.

Por lá disseram-se algumas frases interessantes que vale a pena registar.

"Mais que o petróleo, mais que a água, o tempo é escasso"
jovem empresário interveniente no programa

"Os jovens hoje praticam uma cultura de celebração ao invés de constestação."
"Sam the Kid"

"Há milhares de jovens de hoje em dia que manifestam a suas opiniões em blogues."
João Almeida

"A juventude constrói-se a partir da infância."
Daniel Sampaio

"Esta é a geração melhor preparada de sempre."
Pedro Nuno Santos

"Sim, é verdade"
José Barata Moura

E às duas últimas eu acrescento aquela frase minha e tão popular em certo círculo: "Já digo isso há um ano!"

* este post foi escrito terça-feira passada e por lapso não foi publicado

segunda-feira, janeiro 08, 2007

desporto e assim-a-assim

Finalmente, e confesso que foi a custo, lá consegui ler as cinco páginas da entrevista de António Paiva ao suplemento desportivo do Templário, e à qual dois ou três comentários se impõem.

Por exemplo, à pergunta "Qual é na sua opinião, o melhor exemplo de política desportiva?" Paiva responde: "É o nosso. Podem dizer que Rio Maior também tem um projecto de desenvolvimento desportivo, mas o que devemos comparar é a quantidade de jovens que praticam desporto."
... e fazendo grande esforço para segurar a gargalhada, temos que desculpar esta afirmação ao senhor Presidente, que naturalmente não tem tempo para visitar o que existe em Rio Maior "Cidade do Desporto", que está anos luz à frente de Tomar. Mas pronto, uma viagem à zona desportiva de Abrantes não lhe ficava mal, talvez já aí percebesse algumas diferenças.
Bom, e já agora, que até fica a caminho do aeroporto, que tal comparar o pavilhão multiusos de Torres Novas (Palácio dos Desportos) com o atarracado pavilhão à beira do Nabão? Mas comparar a sério: qualidade, usabilidade, acessibilidades, versatilidade, valências, custos iniciais e de manutenção, e por aí fora...

Depois diz-nos sobre o pavilhão e a actual localização ao invés de outra que "No dia em que o tivéssemos feito diriam que abandonámos o centro histórico da cidade e que as pessoas entram e saem e não fazem compras na cidade. A maioria das pessoas que utilizam o Estádio Municipal vive na zona urbana ou perto dela. Se este tivesse nas Avessadas como é que as pessoas que moram no centro histórico iam para lá?"

Ora pois... certo... então, como é que as pessoas vão para as piscinas? Vão lá poucas então, como é longe...
E as compras e os restaurantes e tal... há números disso? Quantas pessoas depois do... hum, sei lá o que aconteça de evento no pavilhão, vão às compras depois?
Aliás, é ver por aí os comerciantes doidos de contentamento...
Além de que isso é muito coerente com o fecho do parque de campismo não é? É que os campistas não, esses não íam às compras nem aos restaurantes.
E quanto à utilização do pavilhão, o que é que aconte mesmo por lá? É que das vezes que lá vou, o que vejo são carrinhas a transportar pessoas para lá. Ora... para isso parece-me, posso estar enganado mas, não sei, parece-me, que se fosse para as Avessadas era melhor... não?

Bom, há uma série de outras coisas que merecem crítica (relembro que crítica tanto pode ser negativa como positiva) e reflexão no monólogo de Paiva, e não posso esquecer a ideia que se quer transmitir que quase parece que só há desporto a sério depois da sua eleição, o que naturalmente não corresponde à realidade. Há muito que se praticava desporto acima da média dos concelhos há volta, e há muito que Tomar formava campeões em várias áreas. É que estou quase a ouvir António Paiva a dizer que ele é que treinou o Nuno Merino!

O Presidente diz que Tomar tem política desportiva, eu como outros, acho que não tem. Tomar tem bons técnicos na autarquia, tem boas associações que fazem valoroso trabalho e a este nível tem boa dimensão, e tem experiência e saber acumulado. Mas não tem política desportiva, como não tem outras.
Fazer boa política de algo, como neste caso para o desporto, é definir objectivos, prioridades, planear estrategicamente, avaliar, enquadrar tudo o que se faz duma forma coerente e que crie dinâmica de crescimento e evolução. E essa política, essa estratégia tem de ser assumida e partilhada pelos vários agentes.

É isso que temos em Tomar? Fazem os vários agentes parte de um todo com vista a um conjunto de objectivos definidos para o concelho? E na evolução, quando comparamos com os concelhos vizinhos, tendo em atenção o ponto de partida e aquele em que nos encontramos, estamos a ganhar ou a perder?

Era tudo isto e mais que importava reflectir e debater, mas até o Expresso diz que Tomar, na "Governança e Cidadania", não é lá grande coisa.
Ora grande descoberta para uma terra onde alguns até sem programa eleitoral ganham eleições.

domingo, janeiro 07, 2007

A vida, uma vez mais.

O trágico e inesperado falecimento do Hugo Filipe (33 anos), mecânico da equipa tomarense do Dakar, mais uma vez prova como a vida é tão frágil e como tantas vezes lhe não damos valor ao a desperdiçamos com coisas sem qualquer jeito, em vez de a realmente vivermos.
Esperemos pelo menos que a equipa vá o mais longe possível, e assim leve também o trabalho do Hugo.

A equipa, fotos, o diário da corrida, e mais em www.templasport.com



sexta-feira, janeiro 05, 2007

Democracia a cronómetro

Efectivamente, dois minutos e meio de tempo de debate para cada petição levada à Assembleia da República parece (para não dizer é) de facto "brincar à democracia", especialmente sabendo que aquelas, como qualquer outra, representam pelo menos quatro mil portugueses.
Esteve mal hoje a Assembleia, e não é certamente com exemplos destes que se melhora a imagem dos políticos e se estimula a muito necessária participação, real, dos cidadãos.
É que por momentos breves dei por mim a concordar com o Manuel Monteiro!
"Se uma imagem vale por mil palavras, e a palavra é uma arma, uma imagem vale por mil armas?"
comentário anónimo no "condado do flecheiro"

Gostei.

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Esse grande e díspar Ribatejo...

O Mirante de hoje, noticia o facto de na Comunidade Urbana da Lezíria do Tejo - o sul do distrito - as cartas educativas dos 11 munícipios que a integram estarem já homolgadas pelo Ministério da Educação, o que faz desta região a primeira a nível nacional.
Na mesma notícia, ficamos a saber que no Médio Tejo (sedeado em Tomar) apenas 3 de 11(Barquinha, Constância e Torres Novas) têm a situação regularizada.
O Presidente desta Comunidade Urbana e da Câmara de Tomar, António Paiva, desvaloriza o assunto apontando para outras prioridades.

Algo de novo?

Ano novo, notícias velhas 2

Andei um pouco alheado, mas esta notícia não pode passar sem uma referência.
O Cidade de Tomar de 22 de Dezembro relata-nos pertinente o caso dos jovens do Centro Profissional de Santarém que ao saberem que a Câmara de Tomar cortou a ração à Associação Protectora de Animais de Tomar, organizaram uma campanha para angariar géneros.

"Chapada de luva branca", ou pura indeferença de quem manda na autarquia nabantina?

Ano novo, notícias velhas

A condenação à morte de Saddam é já de si também ela absolutamente condenável, ou não fosse eu convictamente contra a pena de morte, mas acho que o espectáculo que as televisões portuguesas fizeram com as imagens da execução é ainda mais.
Será que se aceita que um director de programas ache normal colocar num telejornal um sujeito a ser enforcado? Será por ser um bom tópico para a conversa de família ao jantar?

Era de supor alguma diferença entre o Iraque e Portugal, mas às vezes...

sábado, dezembro 30, 2006

MMVI...MMVII

O ano 2006 da era vulgar, ou do calendário ocidental católico-romano se preferirem, acaba amanhã.
Por estas alturas é normal fazerem-se balanços e formularem-se desejos, como se por um qualquer motivo mágico, mudasse alguma coisa do dia 31 de Dezembro para o 1 de Janeiro.
Eu, não só sou pouco dado a desejos, como não acredito nestas invenções que o ser humano criou como desculpas para momentos de festa. Natal, passagem de ano, carnaval, páscoa, dias de um ou de todos os santos, ou mesmo das bruxas, da árvore do cão da minhoca... Todos e outros têm para mim pouco mais significado do que aquilo que no fundo todos eles valem: momentos de encontro e convívio entre as pessoas, momentos de diversão, de abstracção da realidade, de fuga à rotina. O Homem parece que não consegue fazer isso se não tiver uma justificação para tal, e vai inventando novos pretextos para o mesmo fim de sempre de acordo com o evoluir dos tempos. Por isso temos já lojas a vender bolos de divórcio, e no mundo ocidental cada vez mais se dá importância a uma coisa estranha chamada pedagogia do ócio.
Também é verdade que talvez esta análise comece a estar desactualizada. Com o andamento que levam as novas gerações, talvez cheguemos ao tempo em que a maioria das pessoas (que já assim são uma minoria) precise de encontrar alguns momentos de fuga da abstracção, para viver por instantes a realidade.

Mas filosofias à parte, a parte do balanço não deixa de ser um bom exercício, até porque cada um de nós deve encontrar momentos de avaliação e autoavaliação, e este é um bom momento.
2006 foi para mim um ano curto e corrido, com poucos ensejos do tal ócio, ou sequer dos meus hobbies para a tal evasão à realidade, como este, a escrita. Pouco cinema, pouca leitura, poucas viagens realmente viagens, e é possível viajar sem sair do lugar.
E se falasse de exercício, de contacto com a natureza, de vida saudável... seria ainda pior.
2007 portanto espero que seja o contrário disto. Em 2007, se a vida não me fugir, deixarei o mundo dos jovens, pois parece que é isso que está estipulado que aconteça quando completamos trinta circundações solares. 2007, dizem-me os astros, será então ano de mudanças e novidades.
Assim se verá, venha ele.

BOAS ENTRADAS E UM 2007 CHEIO DE SUCESSOS

Ano novo, dietas antigas

Pelas leis da termodinâmica, todos nós sabemos que uma caloria é a energia necessária para aquecer 1g de água de 21,5° para 22,5°C.
Não é necessário ser nenhum génio para calcular que, se o ser humano beber um copo de água gelada (200ml ou 200g), aproximadamente a 0°C, necessita de 200 calorias para aquecer em 1°C esta água. Para haver o equilíbrio térmico com a temperatura corporal, são necessárias então aproximadamente 7.400 calorias para que estes 200g de água alcancem os 37° C da temperatura corporal (200 g X 37°C).
E, para manter esta temperatura, o corpo usa a única fonte de energia disponível: a gordura corporal. Ou seja, ele precisa queimar gorduras para manter a temperatura corporal estável. A termodinâmica não nos deixa mentir sobre esta dedução. Assim, se uma pessoa beber um copo grande (aproximadamente 400 ml, à temperatura de 0°C) de cerveja, ela perde aproximadamente 14.800 calorias (400g x 37°C). Agora, não vamos esquecer de descontar as calorias da cerveja, aproximadamente 800 calorias para 400g.
Concluindo, tem-se que uma pessoa perde aproximadamente 14.000 calorias com a ingestão de um copo de cerveja gelado. Obviamente quanto mais gelada for a cerveja , maior será a perda destas calorias. Como deve estar claro a todos, isto é muito mais efectivo do que, por exemplo, andar de bicicleta ou correr, nos quais são queimadas apenas 1.000 calorias por hora.

Amigos, emagrecer é muito simples, basta beber cerveja bem gelada e em grandes quantidades, e deixarmos a termodinâmica cuidar do resto.

Conveniente contribuição do Rui Domingos, "sempre alerta para servir."

sábado, dezembro 23, 2006


Boas Festas e um Novo Ano Cheio de Coisas Boas
(as meninas imaginem qualquer coisa ao vosso jeito)

o mel das abelhas da Quinta


Ainda não tinha tido tempo para falar neles, mas reparo agora essa lacuna. É que já saiu o novo álbum dos Quinta do Bill, "A hora das colmeias", onde a original e genuína banda nabantina apresenta um novo elemento na formação, pela primeira vez uma mulher, violinista no caso.

Além disso, a banda que se aproxima dos vinte anos, e é das de top nos concertos ao vivo, e das certamente com mais quilómetros de estrada (já perdi a conta às vezes e aos locais onde já assisti ao seus concertos), entrega-se agora na mão de vários letristas além do habitual João Portela, como Tim, Pedro Abrunhosa, e um dos meus escritores de eleição, José Luís Peixoto, a quem pertence aliás a letra do primeiro single, "O mundo para ti".

Ainda vão a tempo de comprar para o Natal.
"Nos últimos tempos, tenho ido a alguns almoços, daqueles geralmente chamados de negócios.O que mais tenho reparado, durante esses almoços, é que a maioria das pessoas são bastantes educadas para não falar de boca cheia, porém não se preocupam em fazê-lo com a cabeça oca." *

Nem mais!

*post surripado ao Portal do Claúdio

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Maravilhas da capital

Ah Lisboa, Lisboa... tudo em ti é tão grande, tão majestoso. Como é bom viver nessa azáfama constante, nesse movimento perpétuo.
E como nos dá a perceber isso até nos mais pequenos pormenores.

Hoje, num centro comercial de Lisboa, e que nem é dos maiores, havia uma fila de mais de cinco metros para a casa de banho das senhoras, a ponto de nos perguntarmos (as senhoras, claro) se não se justificaria uma senha de chegada, e um placar com o tempo provável de espera.
Nós, gentes simples da província, temos de nos curvar perante tanta magnitude.

*entre a escrita e a publicação deste post decorreu um dia, por problemas no blogger

encontros imediatos de qualquer grau

Os professores começaram a falar-me disso bem cedo na escola, mas não percebi;
Depois em História da Arte estudei-as, mas não acreditei nelas;
Mais tarde vi algumas no Museu Britânico de Londres, e também no Louvre em Paris, mas não me convenceram;

Ontem, enquanto jantava, estava por lá também a Lili Caneças, e finalmente enxerguei o que é uma múmia.
Só não percebo como tal obra antiga e tão restaurada, não entrou na competição das sete maravilhas de Portugal. Não há critérios.

*entre a escrita e a publicação deste post decorreu um dia, por problemas no blogger

domingo, dezembro 17, 2006

100 anos


Um vulto maior da música e da cultura portuguesa, figura de excepção pela sua vida e obra, perseguido e preso pelo regime, e exilado em Paris por algum tempo, o que lhe valeu dificuldades de várias ordens na sua vida profissional e artística.
Falecido a 24 de Novembro de 1994, nasceu em Tomar há cem anos atrás no dia de hoje.

Vida, obra, comemorações do centenário e muito mais, aqui: www.lopes-graca.com

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Ruínas - turismo para o século XXI

Pede-se desculpa pela imagem de má qualidade tirada por um telemóvel que por ser bom telefone, tira péssimas fotografias, que de forma alguma fazem juz à realidade.
O que aqui se pretende retratar é a nova atração turística de Tomar, as ruínas do outrora Convento de Santa Iria.
Esta Câmara não pára de nos surpreender, e numa arrojada estratégia de marketing turístico, pretende deixar cair aquela que é uma das imagens símbolo da cidade, coisa velha e ultrapassada, para no seu lugar deixar aparecer nada mais que, ruínas, não só porque aumenta o mistério e a paixão estética sobre o edíficio mas também, porque sendo o concelho parco nesse tipo de oferta - ruínas - veremos assim alargar substancialmente a oferta turística e cultural, também ela em ruínas.
Pelo que se consegue apurar, há mesmo razões mais profundas para esta mudança de estatuto para o monumento a quem Iria deu o epíteto.
Estudos secretos que se desenrolam há anos terão confirmado que a noviça Iria, ao contrário da lenda que os seus amigos criaram, andou mesmo enrolada com o tio frei, coisa que em nada condiz com os bons costumes da nossa terra.
Além do mais a devassa deitou-se ao rio e foi parar onde? Nada mais que a Santarém, que ainda por cima à conta dela ganhou o nome.
Ora, uma nabantina que além de prevaricar, ainda prefere Santarém, não pode ter em Tomar um convento com o seu nome - mesmo umas "ruinazitas" já é puxar a corda!
E isto vem provar que as acusações que se fazem ao presidente Paiva e ao seu executivo, de que por este não ser tomarense não sentir nem respeitar a alma da terra são totalmente injustas! E depois ainda há quem tenha a lata, como eu, de dizer, que em Tomar não há estratégia... é preciso é descobri-la!

E pronto, revelado que está o genial plano e bem encaminhado que vai (ainda que a foto não o mostre), é só darmos um pouco mais de tempo aos tempos, o cronológico e o metereológico, para que se proceda à devida retratação da ex Santa, e os turistas comecem a chegar em catadupa. É que ainda vão ser mais que as excursões para as futuras ruínas da cibernética!
Ah pois é, assim é que se faz!

sábado, dezembro 09, 2006

As 7 maravilhas

Está já a decorrer, em paralelo com a votação para as novas 7 maravilhas do mundo, igual eleição dos 7 monumentos portugueses mais expressivos, mais bonitos, mais significativos... ou simplesmente que tenham mais votos...

De maneira que, tendo já a Ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, confessado que para ela o melhor é o Convento de Cristo, fica-nos mal se não começarmos já a votar.

Os 21 nomeados, as votações, e mais infomações, aqui.

Às escuras...

... é a temática da época natalícia este ano em Tomar

"A curva"

Já não é grande novidade, mas para quem não conhece, vale a pena perder 7 minutinhos para ver, por incrível que pareça, o filme português mais visto de sempre.
Mais de 1 milhão já o terão visto. Prodígios da internet.




Não quero estragar o encanto, mas é apenas mesmo um filme.

Deportar portugueses

Sobre os episódios de deportação de portugueses do Canadá há uns meses atrás, descobri este delicioso vídeo, parte de um programa humorístico canadiano.
Vale a pena ver.