quarta-feira, janeiro 17, 2007

QREN

Juventude é prioridade nº1 no Quadro de Referência Estratégico Nacional 2007

O Primeiro-Ministro presidiu ontem na FIL à apresentação do Quadro de Referência Estratégico Nacional 2007-2013 (QREN), que prevê um investimento global de 44,7 mil milhões de euros, sendo 21,5 provenientes dos fundos da União Europeia, e o restante do Estado e de privados portugueses.


Segundo as suas palavras, a 1ª Prioridade passa por "preparar os jovens para o futuro e modernizar o nosso ensino".
Das 10 prioridades elencadas pelo Primeiro-Ministro, a juventude surge como prioridade, nomeadamente ao nível da reforma da educação e da aposta na formação profissional dos jovens, possibilitando que 'metade dos jovens tenham a oportunidade de frequentar um curso profissionalizante ou tecnológico'.
"As vias profissionalizantes são um bom instrumento de combate ao abandono escolar e ao desemprego juvenil. Porque os jovens ganham preparação para trabalhar mas também para continuarem a estudar. Porque a diversificação das ofertas de formação é a única forma de lidar com a diversidade dos grupos juvenis", referiu José Sócrates.
"A requalificação do nosso parque escolar" também foi apontada como uma das prioridades.
O discurso do Primeiro-Ministro.
Tudo sobre o QREN em www.qren.pt

terça-feira, janeiro 16, 2007

Contentores preservados


Esta é a Travessa de São João nas traseiras da Igreja com o mesmo nome unindo a rua também com essa denominação e a Corredoura (Rua Serpa Pinto) bem próximo do Café Paraíso. Ou seja, bem no coração do centro histórico (cidade velha, como eu gosto).
Esta ruela tem o aspecto que todos lhe conhecemos há imensos anos, sendo caso para perguntar se estes contentores estarão classificados como património.

É que apesar de sabermos que esta situação existe em nome da concentração - a concentração de moscas, a concentração de cheiro, a concentração da malta para a 'mijinha', a concentração de material combustível bem ao lado de um edifício que mais parece um barril de pólvora e que já por várias vezes pegou fogo (os contentores entenda-se), até porque há por ali uma malta à noite que, não sei se para se aquecer se para disfarçar o cheiro, queima ali uns "incensos" - perguntamos: é isto que queremos mostrar como cartão de visita? Quer dizer, mais um destes?

E eu se não soubesse mais, mais perguntaria: o senhor Presidente da Câmara, que como eu gosta de andar a pé e portanto fará este percurso todos os dias, nunca viu? Será que em nove anos ainda não foi possível descobrir uma solução?

Marketing 'à la mode'

Os jornais distritais desta semana foram inundados com uma nota de imprensa da autarquia tomarense a dizer exactamente que "a câmara de Tomar quer shopping no centro histórico", ainda por cima para "impedir despovoamento".
Não só não sabia que a Câmara de Tomar já havia decidido isso, o que em todo o caso já não surpreende que se anuncie coisas que não foram ainda discutidas ou que não venham sequer a acontecer, mas confesso no entanto que não percebi o propósito da dita nota.

Será que é para mandar mensagem a alguém?

Governar

"É contra o 'desenrasque como sistema' que vão as reformas do Governo Sócrates"
José Gil, no seu ensaio "Mudanças" na última página da Visão de 11 do corrente. Deve ser lido.

domingo, janeiro 14, 2007

Novidades de 2007 II

Outra das novidades que nos trouxeram os jornais desta semana foi, ao fim de ano e meio, o meu homólogo do PSD, o presidente da concelhia Luís Vicente, ter dado sinais de vida para nos vir dizer que a não recandidatura o Presidente de Câmara "pode ter sido apenas um desabafo"! Ufa!, Estamos muito mais aliviados! É que ninguém deseja que isso aconteça...

E lá pelo meio diz mais umas coisas interessantes sobre António Paiva como "a competência tem sido comprovada, assim como a capacidade." - Palmas!
e segue: "Não houve nenhum presidente de câmara que realizasse obra semelhante." - Ovação em pé!
e conclui: "Penso que não se pode exigir mais ao presidente de câmara." - pois, nem ao presidente do partido...

Novidades de 2007

Ora, eu bem dizia que 2007 seria ano para começar a mexer.

Pois aí está a Sílvia Serraventoso a regressar aos artigos no jornal, aproveitando a noite de cantar de reis como mote para a crónica. De facto a noite embora fria foi engraçada, e até o Presidente deu cinco minutos da sua graça.

Mas voltando ao artigo da Sílvia, fico feliz em saber que já concorda comigo ao afirmar que a culpa do que quer que seja não é só dos políticos, ao contrário duma saudável discussão que em tempos tivémos num programa da rádio Hertz, quando agora diz "graças à fraca capacidade de discernimentos e baixo grau de exigência da maioria da população que acaba por ter de viver com o que escolheu, lamentado-se só entre amigos."

Confesso que não percebi a do "brincar aos políticos", e também não sei se a Silvia já considera ou não que também faz política. Espero que sim.

Totói


Merecida homenagem promovida pelos Kromus da Bola recebeu este sábado esta figura grande do desporto em Tomar, fosse como jogador do União de Tomar nos tempos em que este esteve na primeira divisão, seja como treinador, seja como impulsionador dos mais jovens para a prática desportiva.

Um Homem Grande que no dia a dia presta exemplo.
foto do Tomaronline

sábado, janeiro 13, 2007

Hipocrisia ou Liberdade, a consciência da escolha

A nossa sociedade é baseada em alguns pilares essenciais, e nem todos eles bons. Um deles, e dos mais preponderantes, é a Hipocrisia.
Ser hipócrita é ser falso, dissimulado, defender uma coisa e praticar outra, ter um desmedido e despropositado interesse nas aparências, mas ser diferente na realidade.
Assim é também o problema do aborto.
Algo é absolutamente certo e todos o sabemos, o aborto existe e vai continuar a existir, seja qual for o resultado do referendo do dia 11 de Fevereiro.
Por isso, aquilo que em Consciência cada um de nós deve decidir, é se acha que como dizem alguns, a Lei não deve ser mudada mesmo que depois não seja cumprida, “ninguém quer prender mulheres mas o aborto não pode acontecer”, ou se, por outro lado, as Leis devem corresponder à realidade e ao melhor interesse da sociedade.
E o que corresponde ao melhor interesse, que mulheres continuem a fazer abortos em “vãos de escada” pondo em risco a sua vida? Que só as com mais dinheiro vão a Espanha, ou melhor ainda a Inglaterra, onde a Lei é diferente e o podem fazer em segurança, criando assim uma Desigualdade e Injustiça Social, onde quem tem dinheiro pode fugir à Lei, além de ter melhores cuidados de saúde?
Esse não é o país que defendo, esse não é o país que quero acreditar que somos.
Acredito sim num país mais Justo, mais Equilibrado, mais Progressista, mais Desenvolvido, onde todos são tratados de igual perante a Lei, e onde a Liberdade Individual de escolha é um direito valorizado.
E esse é um país que a todos nos compete ajudar a construir, o que se pode fazer com pequenos gestos de Cidadania e Participação, como não ficar em casa no dia 11 de Fevereiro.
É preciso que se entenda, que esta é também uma questão de saúde pública, e que votar SIM no referendo é também querer acabar com as mulheres que sofrem problemas graves, ou mesmo morrem, depois de abortos mal feitos, e na maioria das vezes escondidos.
Votar SIM, não é como se diz demagogicamente, abrir caminho à libertinagem, ou ser contrário aos valores da vida, pelo contrário, é defender uma vida com valores e condições mínimas como o nascermos para um mundo que nos deseja e tem condições para nos acolher. Dizer SIM à Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) até às dez semanas não é em todo o caso abrir caminho a tudo, continuarão a existir regras rigorosas, que vão desde o profissionalismo e Ética deontológica dos médicos, à consciência da mãe que por difíceis circunstâncias se vê obrigada a abortar.
E reflicta comigo, não conhece nenhuma mulher que tivesse já abortado? Não conhece ou não ouviu falar em ninguém que fizesse uns “desmanchos”? Acha que isso vai acabar? E acha que essa é a melhor forma, ou que as coisas devem ser feitas às claras e com condições de segurança e saúde?
Que sociedade, que país prefere? O que esconde os seus problemas, ou o que os enfrenta e os tenta resolver?
Esta decisão compete-nos a todos, e por isso dia 11 de Fevereiro, eu vou dizer SIM.
E você, fica em casa?

artigo publicado no jornal Cidade de Tomar de 12 de Janeiro

quinta-feira, janeiro 11, 2007

O cartoon de Rui Pimentel na Visão de hoje

Juventude*

Esteve muito bem o programa Prós&Contras de ontem, com o debate em torno do estado da Juventude. Um excelente exemplo por parte de um programa de informação do canal público de televisão, que deveria ser seguido mais vezes pela comunicação social.
A juventude é um tema abrangente e fulcral para o progresso e desenvolvimento do país, mas raras vezes é prioritário na nossa sociedade, e mais raras ainda debatido seriamente.
Excelente exemplo também a postura dos jovens em sala, bem diferente de outros públicos bem mais "séniores" de outras vezes.

Por lá disseram-se algumas frases interessantes que vale a pena registar.

"Mais que o petróleo, mais que a água, o tempo é escasso"
jovem empresário interveniente no programa

"Os jovens hoje praticam uma cultura de celebração ao invés de constestação."
"Sam the Kid"

"Há milhares de jovens de hoje em dia que manifestam a suas opiniões em blogues."
João Almeida

"A juventude constrói-se a partir da infância."
Daniel Sampaio

"Esta é a geração melhor preparada de sempre."
Pedro Nuno Santos

"Sim, é verdade"
José Barata Moura

E às duas últimas eu acrescento aquela frase minha e tão popular em certo círculo: "Já digo isso há um ano!"

* este post foi escrito terça-feira passada e por lapso não foi publicado

segunda-feira, janeiro 08, 2007

desporto e assim-a-assim

Finalmente, e confesso que foi a custo, lá consegui ler as cinco páginas da entrevista de António Paiva ao suplemento desportivo do Templário, e à qual dois ou três comentários se impõem.

Por exemplo, à pergunta "Qual é na sua opinião, o melhor exemplo de política desportiva?" Paiva responde: "É o nosso. Podem dizer que Rio Maior também tem um projecto de desenvolvimento desportivo, mas o que devemos comparar é a quantidade de jovens que praticam desporto."
... e fazendo grande esforço para segurar a gargalhada, temos que desculpar esta afirmação ao senhor Presidente, que naturalmente não tem tempo para visitar o que existe em Rio Maior "Cidade do Desporto", que está anos luz à frente de Tomar. Mas pronto, uma viagem à zona desportiva de Abrantes não lhe ficava mal, talvez já aí percebesse algumas diferenças.
Bom, e já agora, que até fica a caminho do aeroporto, que tal comparar o pavilhão multiusos de Torres Novas (Palácio dos Desportos) com o atarracado pavilhão à beira do Nabão? Mas comparar a sério: qualidade, usabilidade, acessibilidades, versatilidade, valências, custos iniciais e de manutenção, e por aí fora...

Depois diz-nos sobre o pavilhão e a actual localização ao invés de outra que "No dia em que o tivéssemos feito diriam que abandonámos o centro histórico da cidade e que as pessoas entram e saem e não fazem compras na cidade. A maioria das pessoas que utilizam o Estádio Municipal vive na zona urbana ou perto dela. Se este tivesse nas Avessadas como é que as pessoas que moram no centro histórico iam para lá?"

Ora pois... certo... então, como é que as pessoas vão para as piscinas? Vão lá poucas então, como é longe...
E as compras e os restaurantes e tal... há números disso? Quantas pessoas depois do... hum, sei lá o que aconteça de evento no pavilhão, vão às compras depois?
Aliás, é ver por aí os comerciantes doidos de contentamento...
Além de que isso é muito coerente com o fecho do parque de campismo não é? É que os campistas não, esses não íam às compras nem aos restaurantes.
E quanto à utilização do pavilhão, o que é que aconte mesmo por lá? É que das vezes que lá vou, o que vejo são carrinhas a transportar pessoas para lá. Ora... para isso parece-me, posso estar enganado mas, não sei, parece-me, que se fosse para as Avessadas era melhor... não?

Bom, há uma série de outras coisas que merecem crítica (relembro que crítica tanto pode ser negativa como positiva) e reflexão no monólogo de Paiva, e não posso esquecer a ideia que se quer transmitir que quase parece que só há desporto a sério depois da sua eleição, o que naturalmente não corresponde à realidade. Há muito que se praticava desporto acima da média dos concelhos há volta, e há muito que Tomar formava campeões em várias áreas. É que estou quase a ouvir António Paiva a dizer que ele é que treinou o Nuno Merino!

O Presidente diz que Tomar tem política desportiva, eu como outros, acho que não tem. Tomar tem bons técnicos na autarquia, tem boas associações que fazem valoroso trabalho e a este nível tem boa dimensão, e tem experiência e saber acumulado. Mas não tem política desportiva, como não tem outras.
Fazer boa política de algo, como neste caso para o desporto, é definir objectivos, prioridades, planear estrategicamente, avaliar, enquadrar tudo o que se faz duma forma coerente e que crie dinâmica de crescimento e evolução. E essa política, essa estratégia tem de ser assumida e partilhada pelos vários agentes.

É isso que temos em Tomar? Fazem os vários agentes parte de um todo com vista a um conjunto de objectivos definidos para o concelho? E na evolução, quando comparamos com os concelhos vizinhos, tendo em atenção o ponto de partida e aquele em que nos encontramos, estamos a ganhar ou a perder?

Era tudo isto e mais que importava reflectir e debater, mas até o Expresso diz que Tomar, na "Governança e Cidadania", não é lá grande coisa.
Ora grande descoberta para uma terra onde alguns até sem programa eleitoral ganham eleições.

domingo, janeiro 07, 2007

A vida, uma vez mais.

O trágico e inesperado falecimento do Hugo Filipe (33 anos), mecânico da equipa tomarense do Dakar, mais uma vez prova como a vida é tão frágil e como tantas vezes lhe não damos valor ao a desperdiçamos com coisas sem qualquer jeito, em vez de a realmente vivermos.
Esperemos pelo menos que a equipa vá o mais longe possível, e assim leve também o trabalho do Hugo.

A equipa, fotos, o diário da corrida, e mais em www.templasport.com



sexta-feira, janeiro 05, 2007

Democracia a cronómetro

Efectivamente, dois minutos e meio de tempo de debate para cada petição levada à Assembleia da República parece (para não dizer é) de facto "brincar à democracia", especialmente sabendo que aquelas, como qualquer outra, representam pelo menos quatro mil portugueses.
Esteve mal hoje a Assembleia, e não é certamente com exemplos destes que se melhora a imagem dos políticos e se estimula a muito necessária participação, real, dos cidadãos.
É que por momentos breves dei por mim a concordar com o Manuel Monteiro!
"Se uma imagem vale por mil palavras, e a palavra é uma arma, uma imagem vale por mil armas?"
comentário anónimo no "condado do flecheiro"

Gostei.

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Esse grande e díspar Ribatejo...

O Mirante de hoje, noticia o facto de na Comunidade Urbana da Lezíria do Tejo - o sul do distrito - as cartas educativas dos 11 munícipios que a integram estarem já homolgadas pelo Ministério da Educação, o que faz desta região a primeira a nível nacional.
Na mesma notícia, ficamos a saber que no Médio Tejo (sedeado em Tomar) apenas 3 de 11(Barquinha, Constância e Torres Novas) têm a situação regularizada.
O Presidente desta Comunidade Urbana e da Câmara de Tomar, António Paiva, desvaloriza o assunto apontando para outras prioridades.

Algo de novo?

Ano novo, notícias velhas 2

Andei um pouco alheado, mas esta notícia não pode passar sem uma referência.
O Cidade de Tomar de 22 de Dezembro relata-nos pertinente o caso dos jovens do Centro Profissional de Santarém que ao saberem que a Câmara de Tomar cortou a ração à Associação Protectora de Animais de Tomar, organizaram uma campanha para angariar géneros.

"Chapada de luva branca", ou pura indeferença de quem manda na autarquia nabantina?

Ano novo, notícias velhas

A condenação à morte de Saddam é já de si também ela absolutamente condenável, ou não fosse eu convictamente contra a pena de morte, mas acho que o espectáculo que as televisões portuguesas fizeram com as imagens da execução é ainda mais.
Será que se aceita que um director de programas ache normal colocar num telejornal um sujeito a ser enforcado? Será por ser um bom tópico para a conversa de família ao jantar?

Era de supor alguma diferença entre o Iraque e Portugal, mas às vezes...

sábado, dezembro 30, 2006

MMVI...MMVII

O ano 2006 da era vulgar, ou do calendário ocidental católico-romano se preferirem, acaba amanhã.
Por estas alturas é normal fazerem-se balanços e formularem-se desejos, como se por um qualquer motivo mágico, mudasse alguma coisa do dia 31 de Dezembro para o 1 de Janeiro.
Eu, não só sou pouco dado a desejos, como não acredito nestas invenções que o ser humano criou como desculpas para momentos de festa. Natal, passagem de ano, carnaval, páscoa, dias de um ou de todos os santos, ou mesmo das bruxas, da árvore do cão da minhoca... Todos e outros têm para mim pouco mais significado do que aquilo que no fundo todos eles valem: momentos de encontro e convívio entre as pessoas, momentos de diversão, de abstracção da realidade, de fuga à rotina. O Homem parece que não consegue fazer isso se não tiver uma justificação para tal, e vai inventando novos pretextos para o mesmo fim de sempre de acordo com o evoluir dos tempos. Por isso temos já lojas a vender bolos de divórcio, e no mundo ocidental cada vez mais se dá importância a uma coisa estranha chamada pedagogia do ócio.
Também é verdade que talvez esta análise comece a estar desactualizada. Com o andamento que levam as novas gerações, talvez cheguemos ao tempo em que a maioria das pessoas (que já assim são uma minoria) precise de encontrar alguns momentos de fuga da abstracção, para viver por instantes a realidade.

Mas filosofias à parte, a parte do balanço não deixa de ser um bom exercício, até porque cada um de nós deve encontrar momentos de avaliação e autoavaliação, e este é um bom momento.
2006 foi para mim um ano curto e corrido, com poucos ensejos do tal ócio, ou sequer dos meus hobbies para a tal evasão à realidade, como este, a escrita. Pouco cinema, pouca leitura, poucas viagens realmente viagens, e é possível viajar sem sair do lugar.
E se falasse de exercício, de contacto com a natureza, de vida saudável... seria ainda pior.
2007 portanto espero que seja o contrário disto. Em 2007, se a vida não me fugir, deixarei o mundo dos jovens, pois parece que é isso que está estipulado que aconteça quando completamos trinta circundações solares. 2007, dizem-me os astros, será então ano de mudanças e novidades.
Assim se verá, venha ele.

BOAS ENTRADAS E UM 2007 CHEIO DE SUCESSOS

Ano novo, dietas antigas

Pelas leis da termodinâmica, todos nós sabemos que uma caloria é a energia necessária para aquecer 1g de água de 21,5° para 22,5°C.
Não é necessário ser nenhum génio para calcular que, se o ser humano beber um copo de água gelada (200ml ou 200g), aproximadamente a 0°C, necessita de 200 calorias para aquecer em 1°C esta água. Para haver o equilíbrio térmico com a temperatura corporal, são necessárias então aproximadamente 7.400 calorias para que estes 200g de água alcancem os 37° C da temperatura corporal (200 g X 37°C).
E, para manter esta temperatura, o corpo usa a única fonte de energia disponível: a gordura corporal. Ou seja, ele precisa queimar gorduras para manter a temperatura corporal estável. A termodinâmica não nos deixa mentir sobre esta dedução. Assim, se uma pessoa beber um copo grande (aproximadamente 400 ml, à temperatura de 0°C) de cerveja, ela perde aproximadamente 14.800 calorias (400g x 37°C). Agora, não vamos esquecer de descontar as calorias da cerveja, aproximadamente 800 calorias para 400g.
Concluindo, tem-se que uma pessoa perde aproximadamente 14.000 calorias com a ingestão de um copo de cerveja gelado. Obviamente quanto mais gelada for a cerveja , maior será a perda destas calorias. Como deve estar claro a todos, isto é muito mais efectivo do que, por exemplo, andar de bicicleta ou correr, nos quais são queimadas apenas 1.000 calorias por hora.

Amigos, emagrecer é muito simples, basta beber cerveja bem gelada e em grandes quantidades, e deixarmos a termodinâmica cuidar do resto.

Conveniente contribuição do Rui Domingos, "sempre alerta para servir."

sábado, dezembro 23, 2006


Boas Festas e um Novo Ano Cheio de Coisas Boas
(as meninas imaginem qualquer coisa ao vosso jeito)

o mel das abelhas da Quinta


Ainda não tinha tido tempo para falar neles, mas reparo agora essa lacuna. É que já saiu o novo álbum dos Quinta do Bill, "A hora das colmeias", onde a original e genuína banda nabantina apresenta um novo elemento na formação, pela primeira vez uma mulher, violinista no caso.

Além disso, a banda que se aproxima dos vinte anos, e é das de top nos concertos ao vivo, e das certamente com mais quilómetros de estrada (já perdi a conta às vezes e aos locais onde já assisti ao seus concertos), entrega-se agora na mão de vários letristas além do habitual João Portela, como Tim, Pedro Abrunhosa, e um dos meus escritores de eleição, José Luís Peixoto, a quem pertence aliás a letra do primeiro single, "O mundo para ti".

Ainda vão a tempo de comprar para o Natal.
"Nos últimos tempos, tenho ido a alguns almoços, daqueles geralmente chamados de negócios.O que mais tenho reparado, durante esses almoços, é que a maioria das pessoas são bastantes educadas para não falar de boca cheia, porém não se preocupam em fazê-lo com a cabeça oca." *

Nem mais!

*post surripado ao Portal do Claúdio

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Maravilhas da capital

Ah Lisboa, Lisboa... tudo em ti é tão grande, tão majestoso. Como é bom viver nessa azáfama constante, nesse movimento perpétuo.
E como nos dá a perceber isso até nos mais pequenos pormenores.

Hoje, num centro comercial de Lisboa, e que nem é dos maiores, havia uma fila de mais de cinco metros para a casa de banho das senhoras, a ponto de nos perguntarmos (as senhoras, claro) se não se justificaria uma senha de chegada, e um placar com o tempo provável de espera.
Nós, gentes simples da província, temos de nos curvar perante tanta magnitude.

*entre a escrita e a publicação deste post decorreu um dia, por problemas no blogger

encontros imediatos de qualquer grau

Os professores começaram a falar-me disso bem cedo na escola, mas não percebi;
Depois em História da Arte estudei-as, mas não acreditei nelas;
Mais tarde vi algumas no Museu Britânico de Londres, e também no Louvre em Paris, mas não me convenceram;

Ontem, enquanto jantava, estava por lá também a Lili Caneças, e finalmente enxerguei o que é uma múmia.
Só não percebo como tal obra antiga e tão restaurada, não entrou na competição das sete maravilhas de Portugal. Não há critérios.

*entre a escrita e a publicação deste post decorreu um dia, por problemas no blogger

domingo, dezembro 17, 2006

100 anos


Um vulto maior da música e da cultura portuguesa, figura de excepção pela sua vida e obra, perseguido e preso pelo regime, e exilado em Paris por algum tempo, o que lhe valeu dificuldades de várias ordens na sua vida profissional e artística.
Falecido a 24 de Novembro de 1994, nasceu em Tomar há cem anos atrás no dia de hoje.

Vida, obra, comemorações do centenário e muito mais, aqui: www.lopes-graca.com

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Ruínas - turismo para o século XXI

Pede-se desculpa pela imagem de má qualidade tirada por um telemóvel que por ser bom telefone, tira péssimas fotografias, que de forma alguma fazem juz à realidade.
O que aqui se pretende retratar é a nova atração turística de Tomar, as ruínas do outrora Convento de Santa Iria.
Esta Câmara não pára de nos surpreender, e numa arrojada estratégia de marketing turístico, pretende deixar cair aquela que é uma das imagens símbolo da cidade, coisa velha e ultrapassada, para no seu lugar deixar aparecer nada mais que, ruínas, não só porque aumenta o mistério e a paixão estética sobre o edíficio mas também, porque sendo o concelho parco nesse tipo de oferta - ruínas - veremos assim alargar substancialmente a oferta turística e cultural, também ela em ruínas.
Pelo que se consegue apurar, há mesmo razões mais profundas para esta mudança de estatuto para o monumento a quem Iria deu o epíteto.
Estudos secretos que se desenrolam há anos terão confirmado que a noviça Iria, ao contrário da lenda que os seus amigos criaram, andou mesmo enrolada com o tio frei, coisa que em nada condiz com os bons costumes da nossa terra.
Além do mais a devassa deitou-se ao rio e foi parar onde? Nada mais que a Santarém, que ainda por cima à conta dela ganhou o nome.
Ora, uma nabantina que além de prevaricar, ainda prefere Santarém, não pode ter em Tomar um convento com o seu nome - mesmo umas "ruinazitas" já é puxar a corda!
E isto vem provar que as acusações que se fazem ao presidente Paiva e ao seu executivo, de que por este não ser tomarense não sentir nem respeitar a alma da terra são totalmente injustas! E depois ainda há quem tenha a lata, como eu, de dizer, que em Tomar não há estratégia... é preciso é descobri-la!

E pronto, revelado que está o genial plano e bem encaminhado que vai (ainda que a foto não o mostre), é só darmos um pouco mais de tempo aos tempos, o cronológico e o metereológico, para que se proceda à devida retratação da ex Santa, e os turistas comecem a chegar em catadupa. É que ainda vão ser mais que as excursões para as futuras ruínas da cibernética!
Ah pois é, assim é que se faz!

sábado, dezembro 09, 2006

As 7 maravilhas

Está já a decorrer, em paralelo com a votação para as novas 7 maravilhas do mundo, igual eleição dos 7 monumentos portugueses mais expressivos, mais bonitos, mais significativos... ou simplesmente que tenham mais votos...

De maneira que, tendo já a Ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, confessado que para ela o melhor é o Convento de Cristo, fica-nos mal se não começarmos já a votar.

Os 21 nomeados, as votações, e mais infomações, aqui.

Às escuras...

... é a temática da época natalícia este ano em Tomar

"A curva"

Já não é grande novidade, mas para quem não conhece, vale a pena perder 7 minutinhos para ver, por incrível que pareça, o filme português mais visto de sempre.
Mais de 1 milhão já o terão visto. Prodígios da internet.




Não quero estragar o encanto, mas é apenas mesmo um filme.

Deportar portugueses

Sobre os episódios de deportação de portugueses do Canadá há uns meses atrás, descobri este delicioso vídeo, parte de um programa humorístico canadiano.
Vale a pena ver.

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Opinião e Responsabilidade vs Insinuação e Cobardia

Hoje, publiquei um comentário no blogue da moda cá em Tomar, o condado do flecheiro, e que entretanto achei que aqui devia replicar...
.... mais um vez nesta matéria.

"De facto, por mais que tente, não consigo simplesmente ignorar-vos.

Nada tenho a esconder, a minha vida é pública quanto baste e muito mais que muitos, e não aceito que me tentem arrastar para a vossa chafúrdia com insinuações medíocres.
Até porque, a dimensão dos ataques tíbios com que me (e a outros) tentam atingir, será sempre proporcional à extensão da vossa anónima cobardia.

Sou Professor desde 1999, excluíndo já o ano de estágio, e outras experiências de ensino.
Sou Professor do Quadro de Zona Pedagógica de Lisboa, desde 2002, actualmente colocado na Escola Secundária Passos Manuel, em Lisboa (ainda que em comissão de serviço noutras funções).

Se entrei para o quadro, foi porque sou Licenciado, Profissionalizado, e tive classificação de curso para tal, naquele que é provavelmente, por ser o mais mediático, o concurso mais vigiado, controlado e transparente, o Concurso Nacional de Professores.

Enquanto profissional, nunca tive qualquer falta injustificada, nunca tive um dia de baixa, nunca faltei para fazer "formações de crochet", e até hoje fiz um dia de greve.

Deixei amigos em todas as escolas, especialmente entre os alunos, e em todas as escolas dei mais do que o que me foi pedido, participando e sendo solicitado para actividades e projectos extra-curriculares, também aqui muitas vezes, a pedido dos próprios alunos, que são para mim quem mais conta.

Nunca em qualquer dos locais onde já trabalhei, escola e outros, o meu trabalho ou a minha postura foi posta em causa, pelo contrário.
Seria bom se alguns dos que aqui ou por aí se escondem no anonimato, pudessem dizer o mesmo.

Se se deixassem de criancices e mesquinhices, e soubessem assumir as vossas opiniões e serem claros quando e se alguém se pretende acusar, saberiam talvez o que é o real uso da Cidadania, conheceriam o verdadeiro gosto da Democracia e da Liberdade.
Infelizmente, por maldade ou cobardia, ou porque esses sejam valores que a alguns não agradam, são poucos os que nestes espaços se movimentam, que embora os usem no discurso, os apliquem na realidade.

Hugo Cristóvão
Cidadão Livre, mas de Causas e Opinião assumida. "

segunda-feira, dezembro 04, 2006




um pouco de música talvez para, como na letra e mesmo sem lítio, adormecer (que bem preciso).

à porta, ao domicílio, à paciência...

Que os senhores da PT são uns grandessíssimos chatos, é o mínimo que se pode dizer. De há umas duas semanas para cá, praticamente dia sim dia não, encontro um folheto debaixo da porta com a indicação de um "gestor comercial PT" xpto diferente, ávido de me vender um novo telefone cá para casa.
Será que não se organizam a ponto de não passarem várias pessoas pela mesma casa, ou será alguma técnica de vendas esquisita?
De qualquer forma, eu não tenho sequer telefone em casa!
Já me chegam os três telemóveis que, podendo eu, não teria nenhum.

De qualquer forma, longe vão os tempos em que, estando mais por casa, e durante o dia, cá vinham os mormons, e as jeovás, e os escuteiros a vender não sei o quê, mais uns miúdos e uns livros para o Natal, e uma toxicodependente aqui da zona a perguntar se a senhora da casa lhe podia dar alguma coisa para comer usando da sempre igual frase que decorara, e o vendedor de aspiradores, e mais não sei quantas companhias de telefone, e mais isto e mais aquilo...
Viver num rés-do-chão é obra!

Agora é verdade que, por chegar sempre por estas, ou mais altas horas, me livro de tudo isso mas...
não é que tenho saudades das velhotas a tentar explicar-me que o reino dos céus vem aí, e que a perdição do Homem já começou!
"Metade dos nossos erros na vida nascem do facto de sentirmos quando devíamos pensar e pensarmos quando devíamos sentir."
J. Collins

Adoro frases embrulhadas :)

segunda-feira, novembro 27, 2006

O novo "Cidade de Tomar"

O Cidade de Tomar estreou esta semana uma nova imagem, que diga-se, já precisava.
Apesar de haver sempre algo que poderia ser feito de forma diferente, o jornal está agora "mais leve", menos denso na forma, mais apelativo à leitura.
Espera-se que não só o grafismo, por exemplo ao nível da fotografia possa ainda melhor, mas que também o conteúdo acompanhe esta nova fase.
A comunicação social tem a importância que todos (ou quase) lhe reconhecemos, e em Tomar esse peso é ainda maior, pelo que uma boa imprensa pode ser um excelente contributo para a melhoria colectiva da comunidade a vários níveis, e espera-se que os seus responsáveis sintam essa responsabilidade.

E já que em Tomar temos jornais de peso, pelo menos quando comparados com outros concelhos da região, um bocadinho de competitividade entre os dois também é salutar.

A noite em falta

Filipe Santos, aquele rapaz do Entroncamento que se tornou (mais ou menos) conhecido por participar na "Operação Triunfo" da RTP, e com algumas ligações a Tomar uma vez que foi vocalista dos FH5, disse a uma entrevista do semanário O Ribatejo da semana passada, num especial sobre o Entroncamento, que o pior dessa nossa cidade vizinha era "estar divorciada da noite" e que quando quer sair tem de "ir para Torres Novas, Abrantes ou Santarém"

Alguém nota aqui a falta de alguma coisa?
Será que ele simplesmente se esqueceu de Tomar? Ou será que não é só ele mas todos os "nossos vizinhos"?
E quando é que os tomarenses percebem?

terça-feira, novembro 21, 2006

Tomar é uma das 8% que...

...não tem página na net.

Não podemos cansar de bater nesta tecla.
Segundo um estudo sobre a maturidade dos serviços de informação das autarquias do Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa (ISEG) realizado entre Março e Junho do corrente, 92% das 308 autarquias já dispunham à data de páginas oficiais.
Sublinhe-se ainda que nos primeiros vinte e cinco do ranking dos melhores serviços (liderado por Pombal), estão 8 concelhos do distrito de Santarém.

e Tomar aqui tão perto...

domingo, novembro 19, 2006

Cantorias

De passagem por Constância a meio da tarde, percurso último de um fim-de-semana cheio, tive oportunidade de ouvir um pouco de Fernando Lopes Graça nas vozes afinadas do coro da Canto Firme.
O evento foi promovido pela câmara e integrado na abertura da Feira do Livro e na apresentação do Cartão Jovem Municipal.
Não pude ficar para ouvir todo o concerto, mas a julgar pela amostra, o coro está em forma, e os elogios na sua apresentação só podem deixar um tomarense orgulhoso.

Em Constância, como noutros concelhos, dá-se valor à cultura local.
Já noutros sítios...

Beijinhos doces de amargas bocas

Não sei se por ficado mais próximo dos trinta esta semana, se por não ter melhor que fazer a uma meia-noite de domingo, deu-me para correr aqui um pouco na net em busca do que aquele punhado vigoroso de fãs que me dedica tanto do seu tempo, sobre mim tem dito nos últimos meses. É sempre bom sabermos o que de nós se pensa, em especial quando de tão distintas e reconhecidas figuras surge, ainda que me escuse de localizar as citações - os seus inventivos autores não precisam de publicidade, até porque tão tímidos e modestos são que maioritariamente anónimos se mostram (ou assim julgam). Estas obras de seres frustados e outras coisas mais, por aí estão, nesta e noutras janelas virtuais.

Assim, e para melhor cultivar o meu tão aclamado culto da personalidade, aqui ficam alguns dos melhores adjectivos e expressões que já me dirigiram e que me deixam absolutamente comovido:marionete
almofadinha
vaidoso
narciso bichano
boy
presidente dos trolhas
profissional de sindicalismo de pacotilha
presidente fantoche
fulaninho
sem credibilidade
asno
auto-convencido
cobarde
"grande manipulador, prenhe de hipocrisia"
o "que tem a mania que escreve um português sem erros (manias)."
um dos "jovens turcos que mourejam para pastores oureenses ou futebolenses torrejanos ao sabor da onda ou do vento (...)"
"o sr. Cristóvão parece aqueles gajos que iam ao "Baile da Pinhata" na Nabantina nos anos sessenta."
"você é fracamente dotado... Devia estar no fim da fila quando Deus nos criou..."
"nem chega a a ser palhaço - é uma reles e vaidosa marionete"
"tem um blog em que só diz futilidades""falta de conteúdo da prosa"
"um certo perfume narcisista e de culto da personalidade"
"Oh Huguito, já reparaste que cada vez que dizes algo notório é copy/paste?"
"Você, decididamente, não tem nível nenhum. Não passa de um puto BOY, malcriado, incoerente, que na falta de argumentos envereda pelo ataque e a ofensa pessoal.
Mal empregado tempo que andou sentado nos bancos da escola.
Mal empregue o dinheiro e o tempo que os seus pais gastaram para o tentar educar.
E está um partido como o PS de Tomar entregue a tão proeminente figura. ... CRESÇA(nos neurónios) E APAREÇA! GANHE VERGONHA, se for capaz..."

O Amor, o Amor...
o que faríamos se não amássemos e amados não fossemos...
Bom, isto não ficaria completo sem as melhores prosas do defunto "Tomar a palavra", um blogue de duração curta, como curta era a seriedade e o nível nele empregue. Divinamente hilário...

"Hugar a Palavra é uma nova expressão. Então o que querem, deu-nos para isso. Criar na nossa luinterna, isto é na língua materna. Hugar pode significar, zarpar, fugir, meter o rabo entre as pernas, acobardar, não ter argumentos, ou então pura e simplesmente obedecer às ordens dos chefes, ou ainda não ''mijar muito fora do penico'', não vá voltar a ser preterido quando começar a escolha/votação para mais uma colocação ordenada numa lista. Com que então, então ... senhor Hugo Cristóbão, tanta ''tesão'' para a discussão, mas ao desafio de discussão política, caim ... caim ... ala que se faz tarde, e não passou da chamada ''tesão de mijo''.Vá venham de lá essas propostas políticas, se souber do que se trata. Afinal um potencial candidato a candidato e defensor dos outros candidatos a candidatos, mesmo que seja o **** não tem propostas políticas para o desenvolvimento (sustentável) do concelho. A propósito, explique lá o que é isso da sustentabilidade ... Já ouviu falar da agenda 21? Vamos centrar a nossa discussão por aí ou prefere ir ao metro de superfície? Estude V. essas coisas porque do **** , o máximo que podemos ouvir é ''eu tom bém sei disso''. Bom por agora fico à espera da sua ''cornada'' (afinal o senhor é ribatejano, portanto não se ofenda, porque isto é património linguístico-simbólico regional, desculpe lá se não percebe). Já agora satisfaça-me a curiosidade, para além de ''professor/sindicalista'' o seu curso é de que área? Se alguma vez for trabalhar para uma escola, dá que disciplinas e a que níveis ou escalões etários?
Vá vamos lá, participe na brega!"

"Tomar a Palavra pensa ...
que os ''corajosos'' que cospem para cima, arriscam-se ... pois é Hugo Cristóvão, pesquisei na net e ... cheguei a alguresaqui.blogspot.com e afinal o rapaz puro, cândido, íntegro, cai por terra com os seus escritos, alguns ''nojentos'' quer na crítica que faz a quem se sujeitou ao veredicto democrático e exerce as suas funções públicas de pleno direito, quer a críticos aos seus escritos no seu referido blog. (...)"

segunda-feira, novembro 13, 2006

29
hoje alcancei a vigéssima nona etapa... o relógio não para.
salva-se o facto de sermos nós a fazer o tempo, talvez.

terça-feira, novembro 07, 2006

Caneca ou garrafa?... Cheias!

Húmida contribuição enviada pelo César Diogo. Em Muge não há cheias... mas gostavam!

Itinerário.


Enviada pelo colega e amigo, o trovador Arlindo Costa. Saudações para Beja.

sábado, novembro 04, 2006

IPT'ezices

João Simões dos IPT terá afirmado hoje aos microfones da rádio Cidade de Tomar, e deixo a ressalva de não ter ouvido, mas de me ter sido transmitido, que a eles se deve tudo sobre a defesa do Hospital de Tomar.
Afirmação ou pretensão que a assim ser merece, no mínimo dos mínimos, este comentário:
- Mas que GRANDE LATA!!

sexta-feira, novembro 03, 2006

Incoerência

"A Câmara de Tomar foi a única do país que optou pelas novas tecnologias", diz o Cidade de Tomar na capa de hoje, referindo-se às actividades "extra-curriculares" do 1ºciclo, e não "curriculares" como diz o jornal.
Sobre essa escolha ímpar da Câmara nabantina podia agora discorrer muito, mas como não me apetece também se pode exprimir numa palavra: disparate.
Certo, em duas: desastre.
Ok, três: desperdício.
Pronto, uma série delas: duvidoso, estranho, suspeito, conveniente, inconsistente, megalómano, irresponsável, inconsequente, pedagogicamente errado, contrário ao desenvolvimento fisico e psicológico da criança.
(desculpem lá mas hoje estou de mau humor!)

Em todo caso não era a isso que me queria referir, o que queria assinalar é a estranheza que deve sentir alguém menos entendido das inconsistências da nossa Câmara, e que depois de ler esta frase, lhe fosse dito que esta mesma Câmara é umas das poucas do país, e uma das duas do distrito, que não tem sequer uma página, por rudimentar que fosse, na internet.
Parece algo incoerente não?

quarta-feira, novembro 01, 2006

Tomar esotérica

Encontrei noutro dia o professor Luis Mota do IPT num evento em Rio Maior, e enquanto falámos das potencialidades de um e outro concelho, e no como Tomar não aproveita as suas, veio à baila o Pêndulo de Foucalt de Umberco Eco, excepcional livro que muito antes de Dan Brown (o livro é de 1988) nos leva aos enredos do esoterismo e no caso, dos Templários, falando naturalmente aqui e ali de Tomar.
Li o livro há algum tempo, e na altura pensei em transcrever algumas passagens, mas o tempo que é sempre curto foi passando. A oportunidade que ressurge agora, já quase que de novo se esquecia!
Aqui fica uma das passagens, para mim a melhor, em que este autor de qualidade reconhecida internacionalmente, se refere ao Convento de Cristo. Espero que incentive à sua leitura, vale a pena!


"Se eu conseguia imaginar um castelo templário, assim era Tomar. Sobe-se por uma estrada fortificada que bordeja os bastiões exteriores, de seteiras em forma de cruz, e respira-se uma atmosfera cruzada desde o primeiro instante. Os Cavaleiros de Cristo tinham prosperado durante séculos naquele lugar: a tradição pretende que tanto o infante D. Henrique como Cristóvão Colombo eram dos deles, e com efeito haviam-se dedicado à conquista dos mares - fazendo a riqueza de Portugal. A longa e feliz existência de que aí tinham gozado fez com que o castelo tenha sido reconstruído e ampliado em diferentes séculos, pelo que à sua parte mediaval se acrescentam alas renascentistas e barrocas. Comovi-me ao entrar na igreja dos Templários, com a sua rotunda octogonal que reproduz a do Santo Sepulcro. Encheu-me de curiosidade o facto de na igreja, conforme a zona, as cruzes templárias serem de forma diferente (...)
Depois o nosso guia levou-nos a ver a janela manuelina, a janela por excelência, uma passagem, uma colagem de achados marinhos e submarinos, algas, conhchas, âncoras, amarras e correntes, em celebração dos fastos dos Cavaleiros sobre os oceanos. Mas dos dois lados da janela, a encerrar como que dentro de uma muralha as duas torres que a enuqadravam, viam-se esculpidas as insígnias da Jarreteira. O que estava a fazer o símbolo de uma ordem inglesa naquiele mosteiro fortificado português? O guia não soube dizer, mas pouco depois, de outro lado, creio que de noroeste, mostrou-nos as insígnias do Tosão de Ouro. Eu não podia deixar de pensar no subtil jogo de alianças que ligava a jarreteira ao Tosão de Ouro, este aos Argonautas, os Argonautas ao Graal, e o Graal aos Templários. (...) Tive um sobressalto quando o nosso guia nos levou a visitar uma sal secundária, de tecto coberto em fechos de abóboda, Eram pequenas rosetas, mas algumas tinham esculpidas uma cara barbuda e vagamente caprina. O Baphomet...
Descemos a uma cripta. Ao fim de sete degraus, uma pedra nua leva à ábside, em que poderia aparecer uma altar ou o cadeirão do grão-mestre. Mas chega-se, passando por baixo de sete fechos de abóboda, todos em forma de rosa e cada um maior que o anterior, e o último, mais expandido, por cima de um poço. A cruz e a rosa, e num mosteiro templário, e numa sala certamente construída antes dos primeiros manisfestos rosa-crucianos... Fiz algumas perguntas ao guia que sorriu: " Se soubesse quantos estudiosos de ciências ocultas vêm aqui em peregrinação... Diz-se que esta era a sala de iniciação...."
Penetrando por acaso acaso numa sala ainda não restaurada, ocupada com poucos móveis poeirentos, encontrei o chão repleto de caixotes de cartão. Revistei-os ao acaso, e vieram parar-me às mãos restos de volumes em hebraico, presumivelmente do século XVII. O que fazim os judeus em Tomar? O guia disse-me que os Cavaleiros mantinham boas relações com a comunidade judaica local. Fez-me assomar à janela e mostrou-me um jardim à francesa, estruturado como um pequeno e elegante labirinto. Obra, disse-me ele, de um arquitecto judeu setecentista, Samuel Schwartz."



páginas 332 e 333, O Pêndulo de Foucault, Umberto Eco, editora Difel


saiba mais sobre Umberto Eco:
http://www.themodernword.com/eco/
http://www.levity.com/corduroy/eco.htm

ou sobre o livro:
http://www.difel.pt/catalog/product_info.php?products_id=457

segunda-feira, outubro 30, 2006

Valter Lemos em Tomar

DEBATE sobre EDUCAÇÃO


Auditório da Biblioteca Municipal de Tomar
31 de Outubro de 2006, terça-feira, pelas 21H30

Oradores
Secretário de Estado da Educação – Dr. Valter Lemos
Docente da Escola Superior de Educação de Santarém – Dr.ª Sílvia Madeira

Influência dos inexistentes

Os americanos já sabemos, lembram-se de tudo, e vai daí lembraram-se de elaborar a lista das personalidades que, segundo eles, mais influenciaram a história e a humanidade.
Acontece que estas personalidades tem em comum uma característica pertinente - nunca existiram.

veja em http://www.101influential.com/

Política e honestidade

Em conversa há dias com uma amiga, dizia-me esta que um seu professor da cadeira de História do Estado, defendia a tese de que "um político não pode ser honesto".

Bolas, alguém não foi honesto comigo. É que ninguém me avisou!

Será que o tal professor não estará a fazer um pouquinho de política nas suas aulas?
E já agora, será que alguém define duma vez por todas o que quer dizer "política"? É que para mim quer dizer bem mais que militar num partido.