...não tem página na net.
Não podemos cansar de bater nesta tecla.
Segundo um estudo sobre a maturidade dos serviços de informação das autarquias do Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa (ISEG) realizado entre Março e Junho do corrente, 92% das 308 autarquias já dispunham à data de páginas oficiais.
Sublinhe-se ainda que nos primeiros vinte e cinco do ranking dos melhores serviços (liderado por Pombal), estão 8 concelhos do distrito de Santarém.
e Tomar aqui tão perto...
terça-feira, novembro 21, 2006
domingo, novembro 19, 2006
Cantorias
De passagem por Constância a meio da tarde, percurso último de um fim-de-semana cheio, tive oportunidade de ouvir um pouco de Fernando Lopes Graça nas vozes afinadas do coro da Canto Firme.
O evento foi promovido pela câmara e integrado na abertura da Feira do Livro e na apresentação do Cartão Jovem Municipal.
Não pude ficar para ouvir todo o concerto, mas a julgar pela amostra, o coro está em forma, e os elogios na sua apresentação só podem deixar um tomarense orgulhoso.
Em Constância, como noutros concelhos, dá-se valor à cultura local.
Já noutros sítios...
O evento foi promovido pela câmara e integrado na abertura da Feira do Livro e na apresentação do Cartão Jovem Municipal.
Não pude ficar para ouvir todo o concerto, mas a julgar pela amostra, o coro está em forma, e os elogios na sua apresentação só podem deixar um tomarense orgulhoso.
Em Constância, como noutros concelhos, dá-se valor à cultura local.
Já noutros sítios...
Beijinhos doces de amargas bocas
Não sei se por ficado mais próximo dos trinta esta semana, se por não ter melhor que fazer a uma meia-noite de domingo, deu-me para correr aqui um pouco na net em busca do que aquele punhado vigoroso de fãs que me dedica tanto do seu tempo, sobre mim tem dito nos últimos meses. É sempre bom sabermos o que de nós se pensa, em especial quando de tão distintas e reconhecidas figuras surge, ainda que me escuse de localizar as citações - os seus inventivos autores não precisam de publicidade, até porque tão tímidos e modestos são que maioritariamente anónimos se mostram (ou assim julgam). Estas obras de seres frustados e outras coisas mais, por aí estão, nesta e noutras janelas virtuais.
Assim, e para melhor cultivar o meu tão aclamado culto da personalidade, aqui ficam alguns dos melhores adjectivos e expressões que já me dirigiram e que me deixam absolutamente comovido:marionete
O Amor, o Amor...
o que faríamos se não amássemos e amados não fossemos...
Bom, isto não ficaria completo sem as melhores prosas do defunto "Tomar a palavra", um blogue de duração curta, como curta era a seriedade e o nível nele empregue. Divinamente hilário...
"Hugar a Palavra é uma nova expressão. Então o que querem, deu-nos para isso. Criar na nossa luinterna, isto é na língua materna. Hugar pode significar, zarpar, fugir, meter o rabo entre as pernas, acobardar, não ter argumentos, ou então pura e simplesmente obedecer às ordens dos chefes, ou ainda não ''mijar muito fora do penico'', não vá voltar a ser preterido quando começar a escolha/votação para mais uma colocação ordenada numa lista. Com que então, então ... senhor Hugo Cristóbão, tanta ''tesão'' para a discussão, mas ao desafio de discussão política, caim ... caim ... ala que se faz tarde, e não passou da chamada ''tesão de mijo''.Vá venham de lá essas propostas políticas, se souber do que se trata. Afinal um potencial candidato a candidato e defensor dos outros candidatos a candidatos, mesmo que seja o **** não tem propostas políticas para o desenvolvimento (sustentável) do concelho. A propósito, explique lá o que é isso da sustentabilidade ... Já ouviu falar da agenda 21? Vamos centrar a nossa discussão por aí ou prefere ir ao metro de superfície? Estude V. essas coisas porque do **** , o máximo que podemos ouvir é ''eu tom bém sei disso''. Bom por agora fico à espera da sua ''cornada'' (afinal o senhor é ribatejano, portanto não se ofenda, porque isto é património linguístico-simbólico regional, desculpe lá se não percebe). Já agora satisfaça-me a curiosidade, para além de ''professor/sindicalista'' o seu curso é de que área? Se alguma vez for trabalhar para uma escola, dá que disciplinas e a que níveis ou escalões etários?
Vá vamos lá, participe na brega!"
"Tomar a Palavra pensa ...
que os ''corajosos'' que cospem para cima, arriscam-se ... pois é Hugo Cristóvão, pesquisei na net e ... cheguei a alguresaqui.blogspot.com e afinal o rapaz puro, cândido, íntegro, cai por terra com os seus escritos, alguns ''nojentos'' quer na crítica que faz a quem se sujeitou ao veredicto democrático e exerce as suas funções públicas de pleno direito, quer a críticos aos seus escritos no seu referido blog. (...)"
Assim, e para melhor cultivar o meu tão aclamado culto da personalidade, aqui ficam alguns dos melhores adjectivos e expressões que já me dirigiram e que me deixam absolutamente comovido:marionete
almofadinha
vaidoso
narciso bichano
boy
presidente dos trolhas
profissional de sindicalismo de pacotilha
presidente fantoche
fulaninho
vaidoso
narciso bichano
boy
presidente dos trolhas
profissional de sindicalismo de pacotilha
presidente fantoche
fulaninho
sem credibilidade
asno
auto-convencido
auto-convencido
cobarde
"grande manipulador, prenhe de hipocrisia"
o "que tem a mania que escreve um português sem erros (manias)."
um dos "jovens turcos que mourejam para pastores oureenses ou futebolenses torrejanos ao sabor da onda ou do vento (...)"
"o sr. Cristóvão parece aqueles gajos que iam ao "Baile da Pinhata" na Nabantina nos anos sessenta."
"o sr. Cristóvão parece aqueles gajos que iam ao "Baile da Pinhata" na Nabantina nos anos sessenta."
"você é fracamente dotado... Devia estar no fim da fila quando Deus nos criou..."
"nem chega a a ser palhaço - é uma reles e vaidosa marionete"
"tem um blog em que só diz futilidades""falta de conteúdo da prosa"
"tem um blog em que só diz futilidades""falta de conteúdo da prosa"
"um certo perfume narcisista e de culto da personalidade"
"Oh Huguito, já reparaste que cada vez que dizes algo notório é copy/paste?"
"Você, decididamente, não tem nível nenhum. Não passa de um puto BOY, malcriado, incoerente, que na falta de argumentos envereda pelo ataque e a ofensa pessoal.
Mal empregado tempo que andou sentado nos bancos da escola.
Mal empregue o dinheiro e o tempo que os seus pais gastaram para o tentar educar.
E está um partido como o PS de Tomar entregue a tão proeminente figura. ... CRESÇA(nos neurónios) E APAREÇA! GANHE VERGONHA, se for capaz..."
O Amor, o Amor...
o que faríamos se não amássemos e amados não fossemos...
Bom, isto não ficaria completo sem as melhores prosas do defunto "Tomar a palavra", um blogue de duração curta, como curta era a seriedade e o nível nele empregue. Divinamente hilário...
"Hugar a Palavra é uma nova expressão. Então o que querem, deu-nos para isso. Criar na nossa luinterna, isto é na língua materna. Hugar pode significar, zarpar, fugir, meter o rabo entre as pernas, acobardar, não ter argumentos, ou então pura e simplesmente obedecer às ordens dos chefes, ou ainda não ''mijar muito fora do penico'', não vá voltar a ser preterido quando começar a escolha/votação para mais uma colocação ordenada numa lista. Com que então, então ... senhor Hugo Cristóbão, tanta ''tesão'' para a discussão, mas ao desafio de discussão política, caim ... caim ... ala que se faz tarde, e não passou da chamada ''tesão de mijo''.Vá venham de lá essas propostas políticas, se souber do que se trata. Afinal um potencial candidato a candidato e defensor dos outros candidatos a candidatos, mesmo que seja o **** não tem propostas políticas para o desenvolvimento (sustentável) do concelho. A propósito, explique lá o que é isso da sustentabilidade ... Já ouviu falar da agenda 21? Vamos centrar a nossa discussão por aí ou prefere ir ao metro de superfície? Estude V. essas coisas porque do **** , o máximo que podemos ouvir é ''eu tom bém sei disso''. Bom por agora fico à espera da sua ''cornada'' (afinal o senhor é ribatejano, portanto não se ofenda, porque isto é património linguístico-simbólico regional, desculpe lá se não percebe). Já agora satisfaça-me a curiosidade, para além de ''professor/sindicalista'' o seu curso é de que área? Se alguma vez for trabalhar para uma escola, dá que disciplinas e a que níveis ou escalões etários?
Vá vamos lá, participe na brega!"
"Tomar a Palavra pensa ...
que os ''corajosos'' que cospem para cima, arriscam-se ... pois é Hugo Cristóvão, pesquisei na net e ... cheguei a alguresaqui.blogspot.com e afinal o rapaz puro, cândido, íntegro, cai por terra com os seus escritos, alguns ''nojentos'' quer na crítica que faz a quem se sujeitou ao veredicto democrático e exerce as suas funções públicas de pleno direito, quer a críticos aos seus escritos no seu referido blog. (...)"
segunda-feira, novembro 13, 2006
terça-feira, novembro 07, 2006
sábado, novembro 04, 2006
IPT'ezices
João Simões dos IPT terá afirmado hoje aos microfones da rádio Cidade de Tomar, e deixo a ressalva de não ter ouvido, mas de me ter sido transmitido, que a eles se deve tudo sobre a defesa do Hospital de Tomar.
Afirmação ou pretensão que a assim ser merece, no mínimo dos mínimos, este comentário:
- Mas que GRANDE LATA!!
Afirmação ou pretensão que a assim ser merece, no mínimo dos mínimos, este comentário:
- Mas que GRANDE LATA!!
sexta-feira, novembro 03, 2006
Incoerência
"A Câmara de Tomar foi a única do país que optou pelas novas tecnologias", diz o Cidade de Tomar na capa de hoje, referindo-se às actividades "extra-curriculares" do 1ºciclo, e não "curriculares" como diz o jornal.
Sobre essa escolha ímpar da Câmara nabantina podia agora discorrer muito, mas como não me apetece também se pode exprimir numa palavra: disparate.
Certo, em duas: desastre.
Ok, três: desperdício.
Pronto, uma série delas: duvidoso, estranho, suspeito, conveniente, inconsistente, megalómano, irresponsável, inconsequente, pedagogicamente errado, contrário ao desenvolvimento fisico e psicológico da criança.
(desculpem lá mas hoje estou de mau humor!)
Em todo caso não era a isso que me queria referir, o que queria assinalar é a estranheza que deve sentir alguém menos entendido das inconsistências da nossa Câmara, e que depois de ler esta frase, lhe fosse dito que esta mesma Câmara é umas das poucas do país, e uma das duas do distrito, que não tem sequer uma página, por rudimentar que fosse, na internet.
Parece algo incoerente não?
Sobre essa escolha ímpar da Câmara nabantina podia agora discorrer muito, mas como não me apetece também se pode exprimir numa palavra: disparate.
Certo, em duas: desastre.
Ok, três: desperdício.
Pronto, uma série delas: duvidoso, estranho, suspeito, conveniente, inconsistente, megalómano, irresponsável, inconsequente, pedagogicamente errado, contrário ao desenvolvimento fisico e psicológico da criança.
(desculpem lá mas hoje estou de mau humor!)
Em todo caso não era a isso que me queria referir, o que queria assinalar é a estranheza que deve sentir alguém menos entendido das inconsistências da nossa Câmara, e que depois de ler esta frase, lhe fosse dito que esta mesma Câmara é umas das poucas do país, e uma das duas do distrito, que não tem sequer uma página, por rudimentar que fosse, na internet.
Parece algo incoerente não?
quarta-feira, novembro 01, 2006
Tomar esotérica
Encontrei noutro dia o professor Luis Mota do IPT num evento em Rio Maior, e enquanto falámos das potencialidades de um e outro concelho, e no como Tomar não aproveita as suas, veio à baila o Pêndulo de Foucalt de Umberco Eco, excepcional livro que muito antes de Dan Brown (o livro é de 1988) nos leva aos enredos do esoterismo e no caso, dos Templários, falando naturalmente aqui e ali de Tomar.
Li o livro há algum tempo, e na altura pensei em transcrever algumas passagens, mas o tempo que é sempre curto foi passando. A oportunidade que ressurge agora, já quase que de novo se esquecia!
Aqui fica uma das passagens, para mim a melhor, em que este autor de qualidade reconhecida internacionalmente, se refere ao Convento de Cristo. Espero que incentive à sua leitura, vale a pena!
"Se eu conseguia imaginar um castelo templário, assim era Tomar. Sobe-se por uma estrada fortificada que bordeja os bastiões exteriores, de seteiras em forma de cruz, e respira-se uma atmosfera cruzada desde o primeiro instante. Os Cavaleiros de Cristo tinham prosperado durante séculos naquele lugar: a tradição pretende que tanto o infante D. Henrique como Cristóvão Colombo eram dos deles, e com efeito haviam-se dedicado à conquista dos mares - fazendo a riqueza de Portugal. A longa e feliz existência de que aí tinham gozado fez com que o castelo tenha sido reconstruído e ampliado em diferentes séculos, pelo que à sua parte mediaval se acrescentam alas renascentistas e barrocas. Comovi-me ao entrar na igreja dos Templários, com a sua rotunda octogonal que reproduz a do Santo Sepulcro. Encheu-me de curiosidade o facto de na igreja, conforme a zona, as cruzes templárias serem de forma diferente (...)
Depois o nosso guia levou-nos a ver a janela manuelina, a janela por excelência, uma passagem, uma colagem de achados marinhos e submarinos, algas, conhchas, âncoras, amarras e correntes, em celebração dos fastos dos Cavaleiros sobre os oceanos. Mas dos dois lados da janela, a encerrar como que dentro de uma muralha as duas torres que a enuqadravam, viam-se esculpidas as insígnias da Jarreteira. O que estava a fazer o símbolo de uma ordem inglesa naquiele mosteiro fortificado português? O guia não soube dizer, mas pouco depois, de outro lado, creio que de noroeste, mostrou-nos as insígnias do Tosão de Ouro. Eu não podia deixar de pensar no subtil jogo de alianças que ligava a jarreteira ao Tosão de Ouro, este aos Argonautas, os Argonautas ao Graal, e o Graal aos Templários. (...) Tive um sobressalto quando o nosso guia nos levou a visitar uma sal secundária, de tecto coberto em fechos de abóboda, Eram pequenas rosetas, mas algumas tinham esculpidas uma cara barbuda e vagamente caprina. O Baphomet...
Descemos a uma cripta. Ao fim de sete degraus, uma pedra nua leva à ábside, em que poderia aparecer uma altar ou o cadeirão do grão-mestre. Mas chega-se, passando por baixo de sete fechos de abóboda, todos em forma de rosa e cada um maior que o anterior, e o último, mais expandido, por cima de um poço. A cruz e a rosa, e num mosteiro templário, e numa sala certamente construída antes dos primeiros manisfestos rosa-crucianos... Fiz algumas perguntas ao guia que sorriu: " Se soubesse quantos estudiosos de ciências ocultas vêm aqui em peregrinação... Diz-se que esta era a sala de iniciação...."
Penetrando por acaso acaso numa sala ainda não restaurada, ocupada com poucos móveis poeirentos, encontrei o chão repleto de caixotes de cartão. Revistei-os ao acaso, e vieram parar-me às mãos restos de volumes em hebraico, presumivelmente do século XVII. O que fazim os judeus em Tomar? O guia disse-me que os Cavaleiros mantinham boas relações com a comunidade judaica local. Fez-me assomar à janela e mostrou-me um jardim à francesa, estruturado como um pequeno e elegante labirinto. Obra, disse-me ele, de um arquitecto judeu setecentista, Samuel Schwartz."

Li o livro há algum tempo, e na altura pensei em transcrever algumas passagens, mas o tempo que é sempre curto foi passando. A oportunidade que ressurge agora, já quase que de novo se esquecia!
Aqui fica uma das passagens, para mim a melhor, em que este autor de qualidade reconhecida internacionalmente, se refere ao Convento de Cristo. Espero que incentive à sua leitura, vale a pena!
"Se eu conseguia imaginar um castelo templário, assim era Tomar. Sobe-se por uma estrada fortificada que bordeja os bastiões exteriores, de seteiras em forma de cruz, e respira-se uma atmosfera cruzada desde o primeiro instante. Os Cavaleiros de Cristo tinham prosperado durante séculos naquele lugar: a tradição pretende que tanto o infante D. Henrique como Cristóvão Colombo eram dos deles, e com efeito haviam-se dedicado à conquista dos mares - fazendo a riqueza de Portugal. A longa e feliz existência de que aí tinham gozado fez com que o castelo tenha sido reconstruído e ampliado em diferentes séculos, pelo que à sua parte mediaval se acrescentam alas renascentistas e barrocas. Comovi-me ao entrar na igreja dos Templários, com a sua rotunda octogonal que reproduz a do Santo Sepulcro. Encheu-me de curiosidade o facto de na igreja, conforme a zona, as cruzes templárias serem de forma diferente (...)
Depois o nosso guia levou-nos a ver a janela manuelina, a janela por excelência, uma passagem, uma colagem de achados marinhos e submarinos, algas, conhchas, âncoras, amarras e correntes, em celebração dos fastos dos Cavaleiros sobre os oceanos. Mas dos dois lados da janela, a encerrar como que dentro de uma muralha as duas torres que a enuqadravam, viam-se esculpidas as insígnias da Jarreteira. O que estava a fazer o símbolo de uma ordem inglesa naquiele mosteiro fortificado português? O guia não soube dizer, mas pouco depois, de outro lado, creio que de noroeste, mostrou-nos as insígnias do Tosão de Ouro. Eu não podia deixar de pensar no subtil jogo de alianças que ligava a jarreteira ao Tosão de Ouro, este aos Argonautas, os Argonautas ao Graal, e o Graal aos Templários. (...) Tive um sobressalto quando o nosso guia nos levou a visitar uma sal secundária, de tecto coberto em fechos de abóboda, Eram pequenas rosetas, mas algumas tinham esculpidas uma cara barbuda e vagamente caprina. O Baphomet...
Descemos a uma cripta. Ao fim de sete degraus, uma pedra nua leva à ábside, em que poderia aparecer uma altar ou o cadeirão do grão-mestre. Mas chega-se, passando por baixo de sete fechos de abóboda, todos em forma de rosa e cada um maior que o anterior, e o último, mais expandido, por cima de um poço. A cruz e a rosa, e num mosteiro templário, e numa sala certamente construída antes dos primeiros manisfestos rosa-crucianos... Fiz algumas perguntas ao guia que sorriu: " Se soubesse quantos estudiosos de ciências ocultas vêm aqui em peregrinação... Diz-se que esta era a sala de iniciação...."
Penetrando por acaso acaso numa sala ainda não restaurada, ocupada com poucos móveis poeirentos, encontrei o chão repleto de caixotes de cartão. Revistei-os ao acaso, e vieram parar-me às mãos restos de volumes em hebraico, presumivelmente do século XVII. O que fazim os judeus em Tomar? O guia disse-me que os Cavaleiros mantinham boas relações com a comunidade judaica local. Fez-me assomar à janela e mostrou-me um jardim à francesa, estruturado como um pequeno e elegante labirinto. Obra, disse-me ele, de um arquitecto judeu setecentista, Samuel Schwartz."

páginas 332 e 333, O Pêndulo de Foucault, Umberto Eco, editora Difel
saiba mais sobre Umberto Eco:
http://www.themodernword.com/eco/
http://www.levity.com/corduroy/eco.htm
ou sobre o livro:
http://www.difel.pt/catalog/product_info.php?products_id=457
saiba mais sobre Umberto Eco:
http://www.themodernword.com/eco/
http://www.levity.com/corduroy/eco.htm
ou sobre o livro:
http://www.difel.pt/catalog/product_info.php?products_id=457
segunda-feira, outubro 30, 2006
Valter Lemos em Tomar
DEBATE sobre EDUCAÇÃO
Auditório da Biblioteca Municipal de Tomar
31 de Outubro de 2006, terça-feira, pelas 21H30
Oradores
Auditório da Biblioteca Municipal de Tomar
31 de Outubro de 2006, terça-feira, pelas 21H30
Oradores
Secretário de Estado da Educação – Dr. Valter Lemos
Docente da Escola Superior de Educação de Santarém – Dr.ª Sílvia Madeira
Docente da Escola Superior de Educação de Santarém – Dr.ª Sílvia Madeira
Influência dos inexistentes
Os americanos já sabemos, lembram-se de tudo, e vai daí lembraram-se de elaborar a lista das personalidades que, segundo eles, mais influenciaram a história e a humanidade.
Acontece que estas personalidades tem em comum uma característica pertinente - nunca existiram.
veja em http://www.101influential.com/
Acontece que estas personalidades tem em comum uma característica pertinente - nunca existiram.
veja em http://www.101influential.com/
Política e honestidade
Em conversa há dias com uma amiga, dizia-me esta que um seu professor da cadeira de História do Estado, defendia a tese de que "um político não pode ser honesto".
Bolas, alguém não foi honesto comigo. É que ninguém me avisou!
Será que o tal professor não estará a fazer um pouquinho de política nas suas aulas?
E já agora, será que alguém define duma vez por todas o que quer dizer "política"? É que para mim quer dizer bem mais que militar num partido.
Bolas, alguém não foi honesto comigo. É que ninguém me avisou!
Será que o tal professor não estará a fazer um pouquinho de política nas suas aulas?
E já agora, será que alguém define duma vez por todas o que quer dizer "política"? É que para mim quer dizer bem mais que militar num partido.
terça-feira, outubro 24, 2006
algures perto de Madrid
quarta-feira, outubro 18, 2006
Chove, muito
Tenho tido uma enorme preguiça em escrever nos últimos tempos. Ou em verdade, por falta de tempo, ou por excesso de outras escritas ou de computador, não me apetece muito teclar por aqui.
E agora que são quase três da manhã, e chove, agora de súbito um pouco menos, sabendo que daqui a poucas horas parto de novo para longe, e parecendo-me que já não vou dormir, apetece-me talvez pedir emprestado um poema a uma das almas do mestre, que sendo Pessoa não era pessoa qualquer.
Fica aqui ele a falar por mim por uns dias.
Álvaro de Campos
E agora que são quase três da manhã, e chove, agora de súbito um pouco menos, sabendo que daqui a poucas horas parto de novo para longe, e parecendo-me que já não vou dormir, apetece-me talvez pedir emprestado um poema a uma das almas do mestre, que sendo Pessoa não era pessoa qualquer.
Fica aqui ele a falar por mim por uns dias.
O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...
Álvaro de Campos
sms
"o verdadeiro poder não se exibe, exerce-se sem que se aperceba"
citação livre de Al Pacino, em O Advogado do Diabo
citação livre de Al Pacino, em O Advogado do Diabo
Para quem sabe ler nas entrelinhas.
quarta-feira, outubro 11, 2006
na Capital do Império
Pois é, já há três dias, e até sexta desterrado na capital, fechado todo o dia entre quatro paredes, e longe de computadores (sim, ainda é possível trabalhar sem computadores!) só agora encontrei um cpu e um pouquinho para navegar uns minutitos a ver como vão os mail's, as notícias, e o algures.
De Tomar parece que há novidades no flecheiro, serão preparos para as obras da ponte da discórdia?
Ali mais ao lado, uma televisão transmite o jogo da selecção, mas também não estou com pachorra para o futebol.
Lisboa à noite parece que foi invadida por ingleses e espanhóis, facto só contrariado por uma ou outra manada de caloiros que agitam as ruas estreitas do Bairro Alto e do Chiado, com os seus cânticos regados de álcool e hormonas tardias da puberdade, orquestrados por um ou outro trajado estudante.
Que saudades...
Por outro lado, Lisboa é cada vez mais a confusão das obras permanentes, do excesso de carros, e da pressa das gentes que a todo o lado vão a correr com olhares vazios de vidas mecanizadas. Como eu gosto de Tomar! Mesmo com todas as condicionantes que quem lá vive conhece. E mesmo não tendo eu a vida calma que o concelho oferece.
O tempo aqui parece que é ainda mais curto, e estas linhas para agora vão ter que chegar.
E parece que Portugal já perde.
até...
De Tomar parece que há novidades no flecheiro, serão preparos para as obras da ponte da discórdia?
Ali mais ao lado, uma televisão transmite o jogo da selecção, mas também não estou com pachorra para o futebol.
Lisboa à noite parece que foi invadida por ingleses e espanhóis, facto só contrariado por uma ou outra manada de caloiros que agitam as ruas estreitas do Bairro Alto e do Chiado, com os seus cânticos regados de álcool e hormonas tardias da puberdade, orquestrados por um ou outro trajado estudante.
Que saudades...
Por outro lado, Lisboa é cada vez mais a confusão das obras permanentes, do excesso de carros, e da pressa das gentes que a todo o lado vão a correr com olhares vazios de vidas mecanizadas. Como eu gosto de Tomar! Mesmo com todas as condicionantes que quem lá vive conhece. E mesmo não tendo eu a vida calma que o concelho oferece.
O tempo aqui parece que é ainda mais curto, e estas linhas para agora vão ter que chegar.
E parece que Portugal já perde.
até...
quinta-feira, outubro 05, 2006
Visita virtual
"Tomar e Convento de Cristo em Panoramas Esféricos 360º".
Uma espectacular visita a não perder. É só clicar.
informação surripada no Tomar de Leonel Vicente
Uma espectacular visita a não perder. É só clicar.
informação surripada no Tomar de Leonel Vicente
Música(s)
Eu não sei se o país associará a cidade de Tomar à Quinta do Bill (ou o inverso) como diz João M. Gonçalves, mas de facto por cá sempre se produziu muito em matéria musical mesmo que não chegando ao estrelato.
Vem conhecer outros estilos de terras nabantinas aqui »» http://www.myspace.com/thomartmr.
Vem conhecer outros estilos de terras nabantinas aqui »» http://www.myspace.com/thomartmr.
segunda-feira, outubro 02, 2006
A entrevista
Só agora pude efectivamente ler a entrevista do Presidente António Paiva prestada em Bruxelas ao Templário, e algumas das suas afirmações merecem um comentariozito:
"Sempre entendi que a melhor forma de exercer as funções de presidente era representando Tomar fora dos limites do concelho." - Hum... então porque não concorre a um reality show da TVI?
"A minha actividade em Bruxelas beneficia Tomar" - Certo, mas já agora... assim em concreto, beneficia Tomar... em quê?
"Não participar na concepção das coisas durante muito tempo para mim é desgastante. E, por vezes pouco motivante." - Pois, podia ser que se as coisas em Tomar acontecessem com um pouco mais de planeamento, já não sentisse isso.
"Muitas vezes se fala de Torres Novas e Abrantes mas estes concelhos levam-nos um mandato de avanço,... " - Então mas, lá o 25 de Abril foi mais cedo?!
"Então como idealiza o seu futuro quando sair da Câmara? A ser útil aos outros."- Pois, há até quem diga que quanto mais depressa sair mais útil se torna. Pronto... estou a ser mauzinho...
"Sempre entendi que a melhor forma de exercer as funções de presidente era representando Tomar fora dos limites do concelho." - Hum... então porque não concorre a um reality show da TVI?
"A minha actividade em Bruxelas beneficia Tomar" - Certo, mas já agora... assim em concreto, beneficia Tomar... em quê?
"Não participar na concepção das coisas durante muito tempo para mim é desgastante. E, por vezes pouco motivante." - Pois, podia ser que se as coisas em Tomar acontecessem com um pouco mais de planeamento, já não sentisse isso.
"Muitas vezes se fala de Torres Novas e Abrantes mas estes concelhos levam-nos um mandato de avanço,... " - Então mas, lá o 25 de Abril foi mais cedo?!
"Então como idealiza o seu futuro quando sair da Câmara? A ser útil aos outros."- Pois, há até quem diga que quanto mais depressa sair mais útil se torna. Pronto... estou a ser mauzinho...
Entrevista 2
Junto à entrevista numa pequena caixa, há um pequeno jogo de palavras para as quais o presidente responde de forma curta tipo:
"PS Tomar - descoordenação" - De facto não tem andado muito por cá pois não?
"Flecheiro - desafio para vencer " - Que frase mais cheia de nada.
"Preço da habitação em Tomar - reflexo da qualidade de vida comparativa." - Mas quem é que julga que ainda acredita nisso?
"Tomar em 2013 - Uma das cidades médias do país mais interessantes para viver." - Certo, mas se nessa altura for só vila, pode ser interessante à mesma?
"PS Tomar - descoordenação" - De facto não tem andado muito por cá pois não?
"Flecheiro - desafio para vencer " - Que frase mais cheia de nada.
"Preço da habitação em Tomar - reflexo da qualidade de vida comparativa." - Mas quem é que julga que ainda acredita nisso?
"Tomar em 2013 - Uma das cidades médias do país mais interessantes para viver." - Certo, mas se nessa altura for só vila, pode ser interessante à mesma?
Queijo de Tomar
"É um queijo que, tendo parecenças com o Rabaçal, é porém consumido fresco. Os queijinhos frescos, comuns por todo o País, pretendem ser uma réplica deste. Pode também ser consumido completamente curado, já com a pasta solidificada. Mergulha-se então em azeite onde toma um sabor peculiar."
sábado, setembro 30, 2006
curiosas..
... muito curiosas, estas entre outras afirmações do presidente António Paiva, na Assembleia Municipal de ontem:
[em relação a propostas e ideias de outros] "a minha postura tem sido a de abertura."
"a construção da ponte do flecheiro é a conclusão da rede urbana, e tenho a certeza que é defendida por muitos"
"olhemos para o espelho antes de abrir a boca"
estas duas são simplesmente hilariantes
"Tomar tem um centro histórico dinâmico"
"Não acredito em projectos megalómanos, acredito em projectos que sirvam as populações."
com afirmações tão ricas nem me atrevo a comentar
[em relação a propostas e ideias de outros] "a minha postura tem sido a de abertura."
"a construção da ponte do flecheiro é a conclusão da rede urbana, e tenho a certeza que é defendida por muitos"
"olhemos para o espelho antes de abrir a boca"
estas duas são simplesmente hilariantes
"Tomar tem um centro histórico dinâmico"
"Não acredito em projectos megalómanos, acredito em projectos que sirvam as populações."
com afirmações tão ricas nem me atrevo a comentar
Gira, a nossa língua.
Se o Mário - Mata,
a Florbela - Espanca,
o Armando - Gama
e o Jorge - Palma,
o que é que a Rosa Lobato - Faria?
E, já agora:
Talvez a Zita Seabra para o António Peres Metello
surripado às escondidas no Suplemento de Alma
quinta-feira, setembro 28, 2006
Certezas, ou talvez não.
O Templário Online anuncia o que já julgavamos saber, ou seja, que Paiva afirma ser este o seu último mandato. Só falta saber se é mesmo verdade.
Eles por lá...
"Desde segunda-feira que estão disponíveis para consulta online os processos de obras e publicidade do concelho de Abrantes ... A Câmara Municipal de Abrantes tem vindo a investir na modernização interna e na criação de meios que visam melhorar o relacionamento com o seu cliente."
fonte semanário O Mirante, hoje, pág.24
"Abrantes Município Digital" é o nome do projecto.
Em Tomar, tudo a ver com isso é mesmo apenas virtual...
fonte semanário O Mirante, hoje, pág.24
"Abrantes Município Digital" é o nome do projecto.
Em Tomar, tudo a ver com isso é mesmo apenas virtual...
"Câmaras nos jardins"
"A câmara de Tomar mandou instalar já este ano sete câmaras de viodeovigilância sem pedir a obrigatória autorização nem informar os munícipes."
"... Corvêlo de Sousa [Vice-presidente da autarquia] afirma estar convicto de que todos os procedimentos legais foram acautelados, apesar de adiantar que as obras foram conduzidas pela TomarPolis ... O director executivo da TomarPolis, Rui Monteiro, disse a O Mirante não estar habilitado a falar sobre o assunto, remetendo os esclarecimentos para a câmara."
fonte semanário O Mirante, ontem, pág. 4
Portanto quando forem para os lados do Pavilhão Municipal não se esqueçam de sorrir!
"... Corvêlo de Sousa [Vice-presidente da autarquia] afirma estar convicto de que todos os procedimentos legais foram acautelados, apesar de adiantar que as obras foram conduzidas pela TomarPolis ... O director executivo da TomarPolis, Rui Monteiro, disse a O Mirante não estar habilitado a falar sobre o assunto, remetendo os esclarecimentos para a câmara."
fonte semanário O Mirante, ontem, pág. 4
Portanto quando forem para os lados do Pavilhão Municipal não se esqueçam de sorrir!
Virtual
Carlos Trincão, membro da Assembleia Municipal de Tomar pelo Bloco de Esquerda inaugurou um espaço no mundo virtual.
É sempre de aplaudir os que exprimem e assumem as suas opiniões.
Bem vindo ao ciberespaço. Bons posts.
www.bancadadobloco.blogspot.com
É sempre de aplaudir os que exprimem e assumem as suas opiniões.
Bem vindo ao ciberespaço. Bons posts.
www.bancadadobloco.blogspot.com
sábado, setembro 23, 2006
Hum...
A nova tróia...
... num vídeo muito interessante (mesmo que eu não vá para lá morar), para que se veja como se faz produção e marketing a sério, à moda do ti Belmiro.
contribuição da Sandra Praia
contribuição da Sandra Praia
sexta-feira, setembro 22, 2006
Informaram-me mal ou...
... o parque subterrâneo do Pavilhão Municipal de Tomar meteu água logo às primeiras chuvas?
Ando triste...
... porque um dos meus mais fiéis comentaristas de seu nome Shaitan, Shaitanito para os amigos, nunca mais cá apareceu.
Como é que uma pessoa consegue dormir ao saber que perdeu tão estimado fã?
Ó Shaitan onde estiveres volta, prometo que até deixo passar um dos comentários de vez em quando!!
Como é que uma pessoa consegue dormir ao saber que perdeu tão estimado fã?
Ó Shaitan onde estiveres volta, prometo que até deixo passar um dos comentários de vez em quando!!
segunda-feira, setembro 18, 2006
Difícil de aprender.
Terei eu lido mal, ou o vereador Carlos Carrão na entrevista desta semana ao Cidade de Tomar, em referência à situação do mercado fala de um parque de estacionamento subterrâneo?
Parque subaquático parte 2 - O regresso do disparate?
Parque subaquático parte 2 - O regresso do disparate?
A fragilidade
A vida é de facto algo muito precioso, e nem sempre, ou muitas vezes, tantas vezes não lhe damos esse valor no sentido de vivermos dessa forma, vivermos a vida como algo inestimável.
E recorrentemente nos apercebemos disso apenas em função de algo menos bom, ou bastante mau, ou mesmo uma tragédia.
Alertamo-nos para essa inquestionável verdade em função de um acontecimento como o 11 de Setembro que afecta e choca milhares, ou quando alguém que nos é próximo, ou mesmo que não tanto, parte de forma mais prematura.
Ontem foi o Sérgio, 49 anos, muito cedo.
O Sérgio era colega professor, em momentos partilhámos pontualmente actividades sindicais, e camarada também das lides políticas, ainda que há algum tempo se tivesse afastado um pouco.
O Sérgio tinha ainda muito para dar, mas a vida é assim e é bom que disso tenhamos consciência.
Cada minuto é insubstituível.
Porque é que nos custa tanto a fazer com que cada minuto valha a pena?
E recorrentemente nos apercebemos disso apenas em função de algo menos bom, ou bastante mau, ou mesmo uma tragédia.
Alertamo-nos para essa inquestionável verdade em função de um acontecimento como o 11 de Setembro que afecta e choca milhares, ou quando alguém que nos é próximo, ou mesmo que não tanto, parte de forma mais prematura.
Ontem foi o Sérgio, 49 anos, muito cedo.
O Sérgio era colega professor, em momentos partilhámos pontualmente actividades sindicais, e camarada também das lides políticas, ainda que há algum tempo se tivesse afastado um pouco.
O Sérgio tinha ainda muito para dar, mas a vida é assim e é bom que disso tenhamos consciência.
Cada minuto é insubstituível.
Porque é que nos custa tanto a fazer com que cada minuto valha a pena?
Expliquem-me lá como se eu fosse...
Se o papa não subscreve as citações do texto mediaval que leu, porque é que o fez?
Não antevia as reacções?
Não antevia as reacções?
sexta-feira, setembro 15, 2006
Ponte do Flecheiro: uma obsessiva teimosia
Bom, o carácter do nosso ainda Presidente da Câmara António Paiva, penso ser já sobejamente conhecido, essa obstinação com largos laivos de teimosia, que levam a que toda a ideia saída da mente do edil, independentemente da sensibilidade dos tomarenses, da opinião pública, dos agentes políticos e do próprio partido que supostamente apoia Paiva, não esteja verdadeiramente sujeita a discussão e avance renitentemente como até aqui temos presenciado.
Mas honestamente confesso, que após recorrentes polémicas por obras que se vêm a confirmar erradas, e estando já Paiva na fase decadente da sua gestão, que relativamente a este disparate da ponte a 50 metros de outra, o engenheiro, com a intelecção que apesar dos falhanços lhe reconheço, tivesse quanto a isto, sem grandes ondas, esquecido convenientemente a ideia numa qualquer gaveta de má memória.
Engano. Abissal engano meu e de muitos. Paiva volta à carga com esta ponte que, mesmo não sendo eu engenheiro, me parece contrária a tudo o que é bom senso.
Já por outras ocasiões manifestei a minha visão sobre a “coisa”. Mas não posso deixar de focar novamente os porquês.
Tomar tem o trânsito caótico que lhe conhecemos, trânsito que se agravou com uma (caprichosa, não planeada, não sustentada, não discutida, como habitual) decisão errada da autarquia, que foi o fecho de um dos sentidos de trânsito na ponte velha sem estarem criadas quaisquer alternativas.
E o problema de trânsito em Tomar, cidade de média dimensão sem grandes indústrias, ou quaisquer outros factores que levem a grandes congestionamentos, claramente se deve a uma má orientação do trânsito e de insuficientes vias de escoamento, uma vez que nesta cidade meia dúzia de carros originam engarrafamento.
Todo o trânsito se centra na cidade, todos os fluxos convergem ao centro e em concreto à rotunda do “tanque luminoso” (também ele exemplo de uma obra bem planeada, enquadrada, financeiramente viável, e mais uma vez, fruto de bom senso).
E agora expliquem-me, uma ponte a 50 metros da existente resolve o problema? Julgo que um livre e capaz raciocínio diz que não. Porque a questão não é a necessidade de uma nova ponte, essa necessidade é óbvia, o problema é a sua localização.
Mas agora veja-se o revés da implantação na ponte no Flecheiro, antecipem-se os problemas que ela criará: uma ponte a subir junto ao mercado e a largar todo o trânsito junto ao Centro de Emprego, Igreja de Santa Maria, Casa Mortuária. A ir para onde? Escola Secundária Jácome Ratton, CIRE, e toda a aquela zona (Escola Secundária Santa Maria do Olival, E.B.2,3 Santa Iria, Centro de Formação, Biblioteca, S.F. Gualdim Pais, e outras entidades).
Esta é apenas a zona da cidade de maior vivência cívica, onde estão as principais escolas e equipamentos públicos de maior acesso por parte dos cidadãos; esta é tão só a zona de maior concentração de pessoas, de maiores fluxos de trânsito já assim, em muitos momentos do dia como aliás qualquer um pode constatar; esta é também uma zona residencial, e cujas vias não têm possibilidade de ser alargadas, e estão já muito condicionadas.
Mais, nas cidades desenvolvidas é hoje política de desenvolvimento afastar os carros do centro das cidades não só para criar mais segurança, mas como para evitar maior degradação de utilização dos vários equipamentos, e demais qualidade de vida dos utentes, derivada de várias formas de poluição como o ruído e os gases tóxicos.
Mas em Tomar pelo contrário, a aposta é em puxar para o centro mesmo os que disso não tinham necessidade e o fazem apenas por falta de alternativa, criando assim uma falsa sensação de vitalismo de uma cidade que há muito a perdeu. Em Tomar tudo parece que está em permanente movimento e agitação – trânsito, obras - mas a verdade é que tudo isso é inconsequente e ilusório.
Um desenvolvimento sustentável da Mobilidade deve garantir sempre a segurança dos residentes e dos utentes de equipamentos centrados na Cidade – Escolas, Serviços, Zonas Comerciais e outros – sendo por isso de inviabilizar qualquer opção que facilite a transferência de volumes de tráfego para zonas críticas da Cidade como as atrás já apontadas. Não é o que temos em perspectiva que venha a acontecer.
Não há qualquer estudo credível que diga que aquela ponte é correcta. Os parceiros sociais com responsabilidades na zona de influência, como as Comissões Executivas dos Agrupamentos Escolares, as Associações de Pais e Estudantes, e outros, não foram ouvidos.
Posto tudo isto resta perguntar: Será novamente gasto um rio de dinheiro numa obra polémica e de benefícios dúbios? Será mais uma vez acrescida a já difícil situação financeira da autarquia, em nome de uma insistência pessoal com a qual poucos concordam? Em nome dum projecto que é contrário à lógica, ao sentir da cidade, e pelo que foi exposto ao bom uso dos dinheiros públicos? Baseado em quê? Em que Projecto de Cidade? Em que Plano de Desenvolvimento? Em que Plano de Mobilidade?
Claro que, sejamos coerentes, com o cheque em branco que os tomarenses passaram ao eleger um Presidente de Câmara que nem programa eleitoral apresentou, Paiva pode em verdade, pelo menos acreditar, que pode fazer o que entender.
Mas a questão é caro concidadão tomarense, que tamanho tinha afinal esse cheque? Concorda ou não, com a localização que o presidente pretende dar à nova ponte?
E acha ou não importante tomar uma posição acerca disso? É dos que se importa com o que se passa à sua volta, ou deixa que decidam tudo por si?
artigo publicado hoje no jornal Cidade de Tomar
Mas honestamente confesso, que após recorrentes polémicas por obras que se vêm a confirmar erradas, e estando já Paiva na fase decadente da sua gestão, que relativamente a este disparate da ponte a 50 metros de outra, o engenheiro, com a intelecção que apesar dos falhanços lhe reconheço, tivesse quanto a isto, sem grandes ondas, esquecido convenientemente a ideia numa qualquer gaveta de má memória.
Engano. Abissal engano meu e de muitos. Paiva volta à carga com esta ponte que, mesmo não sendo eu engenheiro, me parece contrária a tudo o que é bom senso.
Já por outras ocasiões manifestei a minha visão sobre a “coisa”. Mas não posso deixar de focar novamente os porquês.
Tomar tem o trânsito caótico que lhe conhecemos, trânsito que se agravou com uma (caprichosa, não planeada, não sustentada, não discutida, como habitual) decisão errada da autarquia, que foi o fecho de um dos sentidos de trânsito na ponte velha sem estarem criadas quaisquer alternativas.
E o problema de trânsito em Tomar, cidade de média dimensão sem grandes indústrias, ou quaisquer outros factores que levem a grandes congestionamentos, claramente se deve a uma má orientação do trânsito e de insuficientes vias de escoamento, uma vez que nesta cidade meia dúzia de carros originam engarrafamento.
Todo o trânsito se centra na cidade, todos os fluxos convergem ao centro e em concreto à rotunda do “tanque luminoso” (também ele exemplo de uma obra bem planeada, enquadrada, financeiramente viável, e mais uma vez, fruto de bom senso).
E agora expliquem-me, uma ponte a 50 metros da existente resolve o problema? Julgo que um livre e capaz raciocínio diz que não. Porque a questão não é a necessidade de uma nova ponte, essa necessidade é óbvia, o problema é a sua localização.
Mas agora veja-se o revés da implantação na ponte no Flecheiro, antecipem-se os problemas que ela criará: uma ponte a subir junto ao mercado e a largar todo o trânsito junto ao Centro de Emprego, Igreja de Santa Maria, Casa Mortuária. A ir para onde? Escola Secundária Jácome Ratton, CIRE, e toda a aquela zona (Escola Secundária Santa Maria do Olival, E.B.2,3 Santa Iria, Centro de Formação, Biblioteca, S.F. Gualdim Pais, e outras entidades).
Esta é apenas a zona da cidade de maior vivência cívica, onde estão as principais escolas e equipamentos públicos de maior acesso por parte dos cidadãos; esta é tão só a zona de maior concentração de pessoas, de maiores fluxos de trânsito já assim, em muitos momentos do dia como aliás qualquer um pode constatar; esta é também uma zona residencial, e cujas vias não têm possibilidade de ser alargadas, e estão já muito condicionadas.
Mais, nas cidades desenvolvidas é hoje política de desenvolvimento afastar os carros do centro das cidades não só para criar mais segurança, mas como para evitar maior degradação de utilização dos vários equipamentos, e demais qualidade de vida dos utentes, derivada de várias formas de poluição como o ruído e os gases tóxicos.
Mas em Tomar pelo contrário, a aposta é em puxar para o centro mesmo os que disso não tinham necessidade e o fazem apenas por falta de alternativa, criando assim uma falsa sensação de vitalismo de uma cidade que há muito a perdeu. Em Tomar tudo parece que está em permanente movimento e agitação – trânsito, obras - mas a verdade é que tudo isso é inconsequente e ilusório.
Um desenvolvimento sustentável da Mobilidade deve garantir sempre a segurança dos residentes e dos utentes de equipamentos centrados na Cidade – Escolas, Serviços, Zonas Comerciais e outros – sendo por isso de inviabilizar qualquer opção que facilite a transferência de volumes de tráfego para zonas críticas da Cidade como as atrás já apontadas. Não é o que temos em perspectiva que venha a acontecer.
Não há qualquer estudo credível que diga que aquela ponte é correcta. Os parceiros sociais com responsabilidades na zona de influência, como as Comissões Executivas dos Agrupamentos Escolares, as Associações de Pais e Estudantes, e outros, não foram ouvidos.
Posto tudo isto resta perguntar: Será novamente gasto um rio de dinheiro numa obra polémica e de benefícios dúbios? Será mais uma vez acrescida a já difícil situação financeira da autarquia, em nome de uma insistência pessoal com a qual poucos concordam? Em nome dum projecto que é contrário à lógica, ao sentir da cidade, e pelo que foi exposto ao bom uso dos dinheiros públicos? Baseado em quê? Em que Projecto de Cidade? Em que Plano de Desenvolvimento? Em que Plano de Mobilidade?
Claro que, sejamos coerentes, com o cheque em branco que os tomarenses passaram ao eleger um Presidente de Câmara que nem programa eleitoral apresentou, Paiva pode em verdade, pelo menos acreditar, que pode fazer o que entender.
Mas a questão é caro concidadão tomarense, que tamanho tinha afinal esse cheque? Concorda ou não, com a localização que o presidente pretende dar à nova ponte?
E acha ou não importante tomar uma posição acerca disso? É dos que se importa com o que se passa à sua volta, ou deixa que decidam tudo por si?
artigo publicado hoje no jornal Cidade de Tomar
quarta-feira, setembro 13, 2006
segunda-feira, setembro 11, 2006
11 de Setembro de 2001
É impossível hoje não falar deste assunto.
Apesar das verdades que venhamos ainda a descobrir sobre o que foi afinal o ataque ao World Trade Center, que nos americanos nunca se confia, a verdade é que ele representa a mais inquietante confirmação da insegurança e da precaridade da condição humana face à manutenção do seu modo de vida e da vida ela própria.
Novos factos, novas ou velha teorias, como as que ontem descreveu um inquietante comentário no canal 1 da RTP do qual vi apenas um bocado final, mostram que como habitual, a história é relativa, é sujeita a mudanças, e depende da perspectiva de quem a conta, ou de que quem a escreveu.
A verdade pode muito bem ser uma mentira muito bem contada.
Dos americanos esperamos tudo, e se é quase certo que o homem não foi à Lua, talvez venha a ser também certo que o ataque à América foi feito pela própria América, mas ainda é cedo para esta tese ter um acolhimento alargado, chocados que ainda estamos, com a memória fresca das torres a cair, e com elas milhares de vidas humanas.
Independentemente do como e do porquê, aquelas torres marcaram certamente por alguns anos todo o mundo ocidental, e com uma ferida das que saram muito lentamente os americanos em especial.
Que todos estejamos a salvo de algo semelhante.
quarta-feira, setembro 06, 2006
A ambição
A ambição é uma das mais agridoce características humanas.
Se alguém sem ambição é como uma embarcação sem rota, demasiada ambição pode levar-nos a ignorar as características do caminho para o destino a que queremos chegar. Pouca ambição torna-nos insosos, demasiada ambição pode cegar-nos.
Portanto a ambição é talvez das mais perigosas características. É como um veneno que temos de saber dosear, para não corrermos o risco de com ele nos atingirmos.
E ao longo da minha, quero acreditar que ainda curta vida, tenho visto muito de ambição desmedida a envenar o espírito do seu detentor. E os tipos de ambição podem ser tantos como distintas as personalidades.
Muitos não olham a meios para alcançar os seus desígnios, mas como tudo na vida, há como que uma certa ordem das coisas que mais tarde ou mais cedo faz a situação equilibrar-se, normalizar-se, e mesmo que alguns até cheguem por algum tempo a onde desejam, acontece que o caminho para lá chegar foi tão tortuoso que rapidamente se perdem; outros subiram tanto que que se esqueceram do que os segurava, e extiguiram-se na queda.
Portanto a ambição é talvez das mais perigosas características. É como um veneno que temos de saber dosear, para não corrermos o risco de com ele nos atingirmos.
E ao longo da minha, quero acreditar que ainda curta vida, tenho visto muito de ambição desmedida a envenar o espírito do seu detentor. E os tipos de ambição podem ser tantos como distintas as personalidades.
Muitos não olham a meios para alcançar os seus desígnios, mas como tudo na vida, há como que uma certa ordem das coisas que mais tarde ou mais cedo faz a situação equilibrar-se, normalizar-se, e mesmo que alguns até cheguem por algum tempo a onde desejam, acontece que o caminho para lá chegar foi tão tortuoso que rapidamente se perdem; outros subiram tanto que que se esqueceram do que os segurava, e extiguiram-se na queda.
Poucos, muito poucos valha-nos isso, são os que pisando tudo e todos, se mantém a salvo por muito tempo.
E alguns, felizmente há sempre alguns, que mesmo tendo bebido demais do veneno, que mesmo tendo-se perdido, que mesmo tendo caido, souberam com isso aprender e arrepiar caminho. Porque felizmente aprender com o erro também é uma qualidade humana, pena é que muitas vezes pouco aproveitada.
E alguns, felizmente há sempre alguns, que mesmo tendo bebido demais do veneno, que mesmo tendo-se perdido, que mesmo tendo caido, souberam com isso aprender e arrepiar caminho. Porque felizmente aprender com o erro também é uma qualidade humana, pena é que muitas vezes pouco aproveitada.
E o mundo, mesmo aquele que nos está mais próximo, é um imenso cardápio donde retirar ensinamentos, felizes por isso os que sabem, ou querem, ou conseguem ver.
"Cada hora de tempo perdido na juventude, é um embrião de infelicidade no futuro"
Napoleão Bonaparte
É muito significativo o que com um pedido de comentário a uma afirmação, podemos descobrir ou aprender sobre alguém.
Hoje, com um grupo de pessoas, e por conta desta que fui tomar de empréstimo ao defunto imperador, pude comprovar essa interessante experiência .
segunda-feira, setembro 04, 2006
Terá acontecido?
Já por várias vezes aqui falei das dificuldades do jornalismo regional, mas mesmo assim não consigo evitar rir com o profundo rigor jornalístico que algumas vezes se consegue atingir.
Como o título duma notícia publicada na última página do Notícias do Entrocamento desta semana que diz: "Comissão parlamentar terá visitado o distrito".
Bom, se servir de ajuda, posso garantir com absoluta certeza que sim, visitaram mesmo.
Como o título duma notícia publicada na última página do Notícias do Entrocamento desta semana que diz: "Comissão parlamentar terá visitado o distrito".
Bom, se servir de ajuda, posso garantir com absoluta certeza que sim, visitaram mesmo.
quinta-feira, agosto 31, 2006
Coisas difíceis...
... de compreender... de explicar.
Estava há umas horas atrás a jantar com dois colegas, um deles de fora do concelho, no restaurante Tabuleiro na corredoura - que aliás diga-se, para além do local, prima pelo bom serviço, além de uma boa relação qualidade/preço, e por isso muitas vezes o escolho quando levo a jantar na cidade pessoas de fora - quando, dizia eu, sentimos alguma agitação lá fora, provocada por um carro cisterna dos serviços de limpeza que pela corredoura acima subia, obrigando ao desvio de algumas mesas da esplanada onde também pessoas jantavam.
Bom, caso isolado, o que anda aqui a fazer este a esta hora, e não terá mais sítio nenhum por onde passar?
Engano, não era acaso, quando saímos do restaurante andavam então em lavagem da Praça da República, em especial entre a igreja e a estátua, (chegando mesmo a andar de agulheta apontada ao pórtico da igreja, o que duvido seja muito aconselhável, pelo menos desta forma).
Claro que este disparate era comentado por muitos dos que passavam e mesmo por ali paravam, a tentar entender se aquilo seria algum espectáculo performativo de noite de verão.
Durou a função talvez umas três horas, e pelo menos mais uma vez um outro carro dos serviços subiu corredoura acima.
Será que uma noite de verão em que andavam algumas centenas de pessoas por ali, com turistas, com esplanadas montadas, é mesmo o melhor momento para fazer este serviço?
Não poderia ser feito, sei lá, pela manhã? Mas quem é que decide estas coisas na Câmara? E quem é que dirige estes trabalhadores?
E já agora, aqueles, não sei precisar, mas talvez uma dezena de funcionários, estavam a ganhar horas extraordinárias?
E depois quando dizemos que na Câmara de Tomar não há planeamento nem organização somos maldosos! É que na maioria das vezes bastava bom senso!
Estava há umas horas atrás a jantar com dois colegas, um deles de fora do concelho, no restaurante Tabuleiro na corredoura - que aliás diga-se, para além do local, prima pelo bom serviço, além de uma boa relação qualidade/preço, e por isso muitas vezes o escolho quando levo a jantar na cidade pessoas de fora - quando, dizia eu, sentimos alguma agitação lá fora, provocada por um carro cisterna dos serviços de limpeza que pela corredoura acima subia, obrigando ao desvio de algumas mesas da esplanada onde também pessoas jantavam.
Bom, caso isolado, o que anda aqui a fazer este a esta hora, e não terá mais sítio nenhum por onde passar?
Engano, não era acaso, quando saímos do restaurante andavam então em lavagem da Praça da República, em especial entre a igreja e a estátua, (chegando mesmo a andar de agulheta apontada ao pórtico da igreja, o que duvido seja muito aconselhável, pelo menos desta forma).
Claro que este disparate era comentado por muitos dos que passavam e mesmo por ali paravam, a tentar entender se aquilo seria algum espectáculo performativo de noite de verão.
Durou a função talvez umas três horas, e pelo menos mais uma vez um outro carro dos serviços subiu corredoura acima.
Será que uma noite de verão em que andavam algumas centenas de pessoas por ali, com turistas, com esplanadas montadas, é mesmo o melhor momento para fazer este serviço?
Não poderia ser feito, sei lá, pela manhã? Mas quem é que decide estas coisas na Câmara? E quem é que dirige estes trabalhadores?
E já agora, aqueles, não sei precisar, mas talvez uma dezena de funcionários, estavam a ganhar horas extraordinárias?
E depois quando dizemos que na Câmara de Tomar não há planeamento nem organização somos maldosos! É que na maioria das vezes bastava bom senso!
domingo, agosto 27, 2006
ainda o verão não acabou...
sexta-feira, agosto 25, 2006
"- Nesta linha temos procurado respeitar um princípio sagrado da complementaridade e integração que presidiu à constituição do Centro Hospitalar e que decorre da estratégia que lhe está subjacente: O princípio de que o Centro se estrutura complementarmente em três unidades e que tem como corolário fundamental o de que o desenvolvimento de qualquer unidade não pode fazer-se à custa do empobrecimento de outras" *
- como aliás, temos visto...
*Silvino Alcaravela, Presidente do Conselho de Administração do CHMT, no Templário de 24.08.06
- como aliás, temos visto...
*Silvino Alcaravela, Presidente do Conselho de Administração do CHMT, no Templário de 24.08.06
«Temos de nos proteger dos perigos do trabalho excessivo. Muitas preocupações podem tornar duros os nossos corações.»
Papa Bento XVI, na Visão de 24-08-2006
Realmente não sou nada católico... mas tenho pena!
segunda-feira, agosto 21, 2006
Excelente...
... é como se deve adjectivar o Festival Bons Sons decorrido este fim-de-semana em Cem Soldos, onde o Sport Clube mostrou mais uma vez porque é uma associação de referência.
Grupos de qualidade, barraquinhas, muitos jovens, muita animação, transformaram ao jeito do habitual, Cem Soldos - a noutros tempos apelidada de "aldeia vermelha" - numa aldeia realmente diferente, para não dizer única, no contexto regional.
E este festival que certamente continuará a realizar-se, poderá muito bem tornar-se no festival referência de verão que Tomar não tem.
Aplausos para os dirigentes e todos os colaboradores do Sport Clube Operário de Cem Soldos, aplausos para a aldeia, aplausos para a freguesia da Madalena.
Algumas associações de relevo suposto maior, assim como dirigentes e outros responsáveis, deviam estar por lá para aprender como se faz, com vontade e humildade, um excelente trabalho.
E assim evitava-se ouvir tanto disparate por aí...
Grupos de qualidade, barraquinhas, muitos jovens, muita animação, transformaram ao jeito do habitual, Cem Soldos - a noutros tempos apelidada de "aldeia vermelha" - numa aldeia realmente diferente, para não dizer única, no contexto regional.
E este festival que certamente continuará a realizar-se, poderá muito bem tornar-se no festival referência de verão que Tomar não tem.
Aplausos para os dirigentes e todos os colaboradores do Sport Clube Operário de Cem Soldos, aplausos para a aldeia, aplausos para a freguesia da Madalena.
Algumas associações de relevo suposto maior, assim como dirigentes e outros responsáveis, deviam estar por lá para aprender como se faz, com vontade e humildade, um excelente trabalho.
E assim evitava-se ouvir tanto disparate por aí...
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