algures aqui há 2 anos
sexta-feira, julho 07, 2006
quarta-feira, julho 05, 2006
Este blogue faz no próximo dia 7 dois anos.
Por isso, entendeu a gerência providenciar uma mudança de imagem.
Estão pedidas as maquetas aos designers, os orçamentos aos empreiteiros, os subsídios às várias entidades estatais, e o contabilista está a tratar dos incentivos fiscais.
Este blogue está portanto a partir de agora EM OBRAS.
Avisamos desde já que não indemnizamos os senhores frequentadores por menor ou pior serviço prestado, nem nos responsabilizamos por acidentes ocorridos neste espaço.
Por isso, entendeu a gerência providenciar uma mudança de imagem.
Estão pedidas as maquetas aos designers, os orçamentos aos empreiteiros, os subsídios às várias entidades estatais, e o contabilista está a tratar dos incentivos fiscais.
Este blogue está portanto a partir de agora EM OBRAS.
Avisamos desde já que não indemnizamos os senhores frequentadores por menor ou pior serviço prestado, nem nos responsabilizamos por acidentes ocorridos neste espaço.
Não prometemos ser breves.
Obrigado
A Gerência
terça-feira, julho 04, 2006
"Os lobos não se comem uns aos outros"
Eu não sei se sou "chefe de alcateia", mas de qualquer forma, e por muito suspeito que possa parecer, acho que o artigo de título homónimo ao em epígrafe, de Jorge Franco esta semana no Cidade de Tomar, é dotado de uma boa análise do que é a nossa sociedade, e não apenas na política como talvez o autor pretendesse afirmar, mas no todo global da mesma.
Uma sociedade de "lobos" onde estes, só, não se comem.
E eu acrescento - às vezes...
Uma sociedade de "lobos" onde estes, só, não se comem.
E eu acrescento - às vezes...
domingo, julho 02, 2006
Serviço Público?
A RTP, do pouco de televisão que vejo, parece-me ser aquela que ainda tem alguma qualidade, mas de qualquer forma, mesmo "no melhor pano cai a nódoa".
Aconteceu há apenas alguns minutos, quando no telejornal subliminarmente se elevou aquele que se diz ser Pedrito de Portugal a herói, e a forma como na Moita se fez uma corrida de solidariedade para ajudar a pagar uma coima por ter morto um toiro na arena em 2001.
*"pode imaginar a felicidade das pessoas nessa altura" - O toureiro falando de quando matou o toiro em 2001
*"foi uma tomada de posição perante a justiça portuguesa" - sobre a tal corrida de hoje.
*"É uma pena, só Portugal é uma excepção" - sobre a proibição de toiros de morte.
Triste, vergonhoso, a televisão pública contribuindo não só para a promoção da toirada, como "condenando" também a justiça por fazer cumprir a lei.
Aconteceu há apenas alguns minutos, quando no telejornal subliminarmente se elevou aquele que se diz ser Pedrito de Portugal a herói, e a forma como na Moita se fez uma corrida de solidariedade para ajudar a pagar uma coima por ter morto um toiro na arena em 2001.
*"pode imaginar a felicidade das pessoas nessa altura" - O toureiro falando de quando matou o toiro em 2001
*"foi uma tomada de posição perante a justiça portuguesa" - sobre a tal corrida de hoje.
*"É uma pena, só Portugal é uma excepção" - sobre a proibição de toiros de morte.
Triste, vergonhoso, a televisão pública contribuindo não só para a promoção da toirada, como "condenando" também a justiça por fazer cumprir a lei.
Selecção
Embora eu não esteja a gostar muito do estilo de jogo, e ontem tenha visto apenas a partir da segunda parte, acho que já posso de qualquer forma dizer: VIVA A SELECÇÃO! VIVA PORTUGAL!
Pronto, este foi mais um post sobre futebol.
Pronto, este foi mais um post sobre futebol.
quinta-feira, junho 29, 2006
Antoine de Saint-Exupêry
Hoje, há 106 anos atrás, nasceu um grande pensador, combatente, Homem Livre, e que deu ao mundo uma das maiores obras primas da Humanidade, disfarçada num sorriso loiro de criança: O Principezinho
"O essencial, é invisível para os olhos"
E que tal relê-lo hoje?
terça-feira, junho 27, 2006
Pormemores que (me) escapam
Na Assembleia Municipal de Tomar falou-se ontem muito de novas tecnologias. Ora há pormenores muito curiosos nesta matéria, é que a autarquia que não tem página na internet mas agora se lembrou (sabe-se lá porquê) que a robótica é que é o novo paradigma para Tomar, devia acertar primeiro pormenores mais simples, daqueles que ninguém repara.
Como este: a A.M. tem um relógio/cronómetro para medir as intervenções dos vários partidos e da própria Câmara. Ora, não é que dos seis há um que anda mais devagar em cerca de metade do tempo, e não é que, coincidência das coincidências, é exactamente o cronómetro do tempo para as intervenções da Câmara, que é como quem diz, do Presidente Paiva?
Pormenores ou não, ter um relógio a contar 1 minuto, enquanto outro conta apenas 30 segundos, no total da Assembleia dá uma certa diferença não?
E como a situação se mantém há algum tempo, pode ser que agora que falei nisso, assim por acaso, para a próxima a coisa esteja resolvida...
Como este: a A.M. tem um relógio/cronómetro para medir as intervenções dos vários partidos e da própria Câmara. Ora, não é que dos seis há um que anda mais devagar em cerca de metade do tempo, e não é que, coincidência das coincidências, é exactamente o cronómetro do tempo para as intervenções da Câmara, que é como quem diz, do Presidente Paiva?
Pormenores ou não, ter um relógio a contar 1 minuto, enquanto outro conta apenas 30 segundos, no total da Assembleia dá uma certa diferença não?
E como a situação se mantém há algum tempo, pode ser que agora que falei nisso, assim por acaso, para a próxima a coisa esteja resolvida...
Desculpe ?!...
"... e se os meus filhos não tiverem aulas de informática e robótica não serão cidadãos do mundo, apenas de Tomar."
Sandra Mata, Assembleia Municpal de Tomar, 26.6.06
Como eu não sei comentar esta afirmação, aceito sugestões.
Para o Fernando Santos.
Em resposta ao comentário ao post "Óculos de cabedal II", e a quem interessar.
Caro Fernando,
Em primeiro lugar o âmbito deste blogue está bem expresso no topo do mesmo. É exclusivamente pessoal.
Sabe, porque me conhece ao menos um pouco, que não tenho qualquer pejo em exprimir as minhas opiniões, sobre e quando entenda útil, e sem receio de estas serem muitas vezes impopulares ou de difícil "digestão". O que me aflige são os que calam.
Segundo, o argumento que usa da associação deste blogue com a página do PS Tomar é, desculpe-me, absurdo. Nesta página tenho links para muitas outras páginas, algumas de reconhecidas personalidades, e de vários quadrantes políticos e da vida social. Estarão também elas obrigadas por o que quer que aqui eu escreva?
Terceiro, não confunda "democracia musculada" com o exercício mínimo de regras. Para mim não há Liberdade sem regras, e aqui elas existem. Se não deixo passar alguns comentários, é por entender que são eticamente reprováveis, ou que atingem de forma menos correcta terceiros, ou porque simplesmente são maldosos, não identificados, com o único fim de destruir. O que não impede que me divirta à brava a lê-los. De qualquer forma, aqueles que aqui gostariam que eu publicasse todos os disparates que muitas vezes escrevem, têm uma solução muito fácil, criar a sua própria página e lá dizerem o que bem entenderem. Os blogues são a expressão absoluta da democratização do espaço virtual. No que tem de bom, e no que tem de mau.
Depois Fernando, acho que não percebeu bem o que eu queria dizer no referido texto. De qualquer forma, é bem vindo a este espaço, e se passa por cá de vez em quando, saberá que não tenho qualquer problema com quem defende ideias diferentes das minhas, pelo contrário. Estimo quem defende ideias, e de forma alguma ao contrário de outros, tenho rancor ou ódio por quem não está do meu lado. É da discussão que nasce a sabedoria, é a discutir, ordeira e com mútuo respeito, que evoluímos e trilhamos novos e melhores caminhos.
Pena é que nem todos aceitem esta filosofia de vida, e que para alguns, quem está mesmo que ocasionalmente, numa posição contrária, seja visto como inimigo e alvo a destruir.
Todos nos esquecemos do essencial: tudo é uma passagem, tudo é efémero, e no todo, todos contamos tão pouco, todos somos tão pequenos.
Caro Fernando,
Em primeiro lugar o âmbito deste blogue está bem expresso no topo do mesmo. É exclusivamente pessoal.
Sabe, porque me conhece ao menos um pouco, que não tenho qualquer pejo em exprimir as minhas opiniões, sobre e quando entenda útil, e sem receio de estas serem muitas vezes impopulares ou de difícil "digestão". O que me aflige são os que calam.
Segundo, o argumento que usa da associação deste blogue com a página do PS Tomar é, desculpe-me, absurdo. Nesta página tenho links para muitas outras páginas, algumas de reconhecidas personalidades, e de vários quadrantes políticos e da vida social. Estarão também elas obrigadas por o que quer que aqui eu escreva?
Terceiro, não confunda "democracia musculada" com o exercício mínimo de regras. Para mim não há Liberdade sem regras, e aqui elas existem. Se não deixo passar alguns comentários, é por entender que são eticamente reprováveis, ou que atingem de forma menos correcta terceiros, ou porque simplesmente são maldosos, não identificados, com o único fim de destruir. O que não impede que me divirta à brava a lê-los. De qualquer forma, aqueles que aqui gostariam que eu publicasse todos os disparates que muitas vezes escrevem, têm uma solução muito fácil, criar a sua própria página e lá dizerem o que bem entenderem. Os blogues são a expressão absoluta da democratização do espaço virtual. No que tem de bom, e no que tem de mau.
"A Liberdade sem virtudes nem sabedoria é o maior de todos os males." - Edmund Burkes
Depois Fernando, acho que não percebeu bem o que eu queria dizer no referido texto. De qualquer forma, é bem vindo a este espaço, e se passa por cá de vez em quando, saberá que não tenho qualquer problema com quem defende ideias diferentes das minhas, pelo contrário. Estimo quem defende ideias, e de forma alguma ao contrário de outros, tenho rancor ou ódio por quem não está do meu lado. É da discussão que nasce a sabedoria, é a discutir, ordeira e com mútuo respeito, que evoluímos e trilhamos novos e melhores caminhos.
Pena é que nem todos aceitem esta filosofia de vida, e que para alguns, quem está mesmo que ocasionalmente, numa posição contrária, seja visto como inimigo e alvo a destruir.
Todos nos esquecemos do essencial: tudo é uma passagem, tudo é efémero, e no todo, todos contamos tão pouco, todos somos tão pequenos.
segunda-feira, junho 26, 2006
domingo, junho 25, 2006
Centro Comercial de ar livre
É um conceito que não inventei certamente, mas que há muito defendo, e que foi aliás vertido no programa do PS Tomar às últimas autárquicas, para o centro histórico de Tomar - cidade velha, como eu gosto de chamar.
Soube há dias que Abrantes já publicitou e se prepara para avançar com esse conceito para o seu, já muito mais dinâmico que o nosso, centro histórico.
Fiquei feliz. É sinal que a ideia é boa, e Abrantes está de parabéns.
Tomar... bom, em Tomar, vamos vendo as nuvens passar.
E o investimento, e o desenvolvimento, e os turistas, e o comércio, e as pessoas...
Naturalmente que, um pouco na linha do post anterior, não são apenas os políticos, ou a autarquia neste caso, que tem a culpa. Todos, e no caso da cidade velha, os comerciantes muito em particular, têm a sua quota parte.
Bem, seja como for, é notório que depois da importante, nada polémica, bem planeada e pouco despendiosa, construção do parque de estacionamento atrás da Cãmara, a situação no centro histórico melhorou muito!...
Certamente um dos hits do reinado Paiva.
Soube há dias que Abrantes já publicitou e se prepara para avançar com esse conceito para o seu, já muito mais dinâmico que o nosso, centro histórico.
Fiquei feliz. É sinal que a ideia é boa, e Abrantes está de parabéns.
Tomar... bom, em Tomar, vamos vendo as nuvens passar.
E o investimento, e o desenvolvimento, e os turistas, e o comércio, e as pessoas...
Naturalmente que, um pouco na linha do post anterior, não são apenas os políticos, ou a autarquia neste caso, que tem a culpa. Todos, e no caso da cidade velha, os comerciantes muito em particular, têm a sua quota parte.
Bem, seja como for, é notório que depois da importante, nada polémica, bem planeada e pouco despendiosa, construção do parque de estacionamento atrás da Cãmara, a situação no centro histórico melhorou muito!...
Certamente um dos hits do reinado Paiva.
Óculos de cabedal II
Sobre o outro post com este nome, e os porquês do marasmo nabantino, conversava com um amigo.
Afinal porque estaremos assim, parados no tempo, a construir obras inúteis e dispendiosas, e a deixar fugir oportunidades?
E como enquadrar isto na tese que eu sempre defendo, que a culpa não é exclusivamente, ou mesmo não é maioritariamente dos políticos? Afinal alguém os elege, e muitas vezes reelege.
Logo, será que este problema tomarense é de toda uma comunidade, andará esta comunidade na sua maioria, de óculos de cabedal ao rosto?
A tese desse amigo é que a maioria das pessoas não está preocupada, não quer saber.
Pois eu acho, que a maioria de facto não se apercebe. A maioria de facto acha, que Tomar é uma das sete maravilhas do mundo, ou então, está presa ao sentimento enraizado ao longo de décadas, que em Tomar não é preciso ser empreendedor, que em Tomar somos tão bons, que os outros vêm até nós. Em Tomar não temos que fazer pela vida, porque só o facto de cá vivermos habilita-nos para o necessário. Essencialmente, vive ainda enraizada, exponenciada por esse alargar a toda a sociedade, o sentimento profundo e latente, de que alguém vai decidir por nós. Que cabe a alguém, a dois ou três iluminados e predestinados, a condução dos nossos destinos.
Afinal, foi de facto assim durante muito tempo em Tomar. Três ou quatro empresários dominavam toda a economia, três ou quatro pessoas dominavam toda a sociedade, e ninguém tinha que pensar, fazer ou lutar, apenas seguir e não discutir.
E por cá a letargia é tão grande, e tão contagiante, que os poucos que lutam para mostrar a diferente realidade não conseguem sequer ter espaço de manobra, qual formiga debaixo de um elefante.
Afinal porque estaremos assim, parados no tempo, a construir obras inúteis e dispendiosas, e a deixar fugir oportunidades?
E como enquadrar isto na tese que eu sempre defendo, que a culpa não é exclusivamente, ou mesmo não é maioritariamente dos políticos? Afinal alguém os elege, e muitas vezes reelege.
Logo, será que este problema tomarense é de toda uma comunidade, andará esta comunidade na sua maioria, de óculos de cabedal ao rosto?
A tese desse amigo é que a maioria das pessoas não está preocupada, não quer saber.
Pois eu acho, que a maioria de facto não se apercebe. A maioria de facto acha, que Tomar é uma das sete maravilhas do mundo, ou então, está presa ao sentimento enraizado ao longo de décadas, que em Tomar não é preciso ser empreendedor, que em Tomar somos tão bons, que os outros vêm até nós. Em Tomar não temos que fazer pela vida, porque só o facto de cá vivermos habilita-nos para o necessário. Essencialmente, vive ainda enraizada, exponenciada por esse alargar a toda a sociedade, o sentimento profundo e latente, de que alguém vai decidir por nós. Que cabe a alguém, a dois ou três iluminados e predestinados, a condução dos nossos destinos.
Afinal, foi de facto assim durante muito tempo em Tomar. Três ou quatro empresários dominavam toda a economia, três ou quatro pessoas dominavam toda a sociedade, e ninguém tinha que pensar, fazer ou lutar, apenas seguir e não discutir.
E por cá a letargia é tão grande, e tão contagiante, que os poucos que lutam para mostrar a diferente realidade não conseguem sequer ter espaço de manobra, qual formiga debaixo de um elefante.
quinta-feira, junho 22, 2006
Em Tomar sinto falta...
Semana passada, quarta à noite véspera de feriado, fui jantar às festas de Abrantes, a convite de uma associação local que teve uma tasquinha na dita festa.
E por entre a conversa, um importante responsável do associativismo no distrito, que é de Abrantes mas há algum tempo mora no concelho de Tomar, partilhava connosco:"Em Tomar sinto falta de algumas coisas, por exemplo, festas do concelho, que mais não seja ajudam a criar uma identidade" (e a aproximar as pessoas, e a ajudar as associações, e a promover o concelho e o turismo, digo eu).
Quando são os outros que dizem estas coisas é porque a coisa está a ficar grave.
E de facto, aí está uma coisa à qual de facto não tinha ainda prestado atenção: - devemos, também, ser no distrito o único concelho sem festas do dito, propriamente.
E não me digam que são os Tabuleiros ou a festa da cerveja, que isso é mais uma vez falar de boca cheia e olhos tapados!
E por entre a conversa, um importante responsável do associativismo no distrito, que é de Abrantes mas há algum tempo mora no concelho de Tomar, partilhava connosco:"Em Tomar sinto falta de algumas coisas, por exemplo, festas do concelho, que mais não seja ajudam a criar uma identidade" (e a aproximar as pessoas, e a ajudar as associações, e a promover o concelho e o turismo, digo eu).
Quando são os outros que dizem estas coisas é porque a coisa está a ficar grave.
E de facto, aí está uma coisa à qual de facto não tinha ainda prestado atenção: - devemos, também, ser no distrito o único concelho sem festas do dito, propriamente.
E não me digam que são os Tabuleiros ou a festa da cerveja, que isso é mais uma vez falar de boca cheia e olhos tapados!
quarta-feira, junho 21, 2006
"Tomar está a ser ultrapassada por Abrantes, por Torres Novas. O que era Torres Novas ao pé de Tomar?"
João Salvador, ao Mirante, pág.23, hoje.
terça-feira, junho 20, 2006
A vigília...
... decorrida ontem em frente ao Hospital pela defesa do mesmo e em concreto dos serviços de pediatria deixa-me essencialmente duas notas:
Em primeiro lugar uma nota positiva para a mobilização dos tomarenses, em que, ainda que não tendo sido propriamente uma enchente, se conseguiu uma boa moldura humana, numa noite que até estava fria, e que se aguentou firme praticamente atá à meia-noite, mostrando que afinal os tomarenses ainda são capazes de se manifestar pelas suas causas.
Uma segunda nota, esta não tão positiva para aqueles que tendo os mesmos deveres e direitos de qualquer cidadão, têm depois o acréscimo da responsabilidade política pelos cargos que ocupam. É que, se ao cidadão comum, estas são boas formas de manifestar as suas opiniões, aos responsáveis políticos, não só estão disponíveis outros meios, como se exige que o façam primeiramente nos locais próprios, porque em caso contrário correm o risco de parecer menos sérios.
Ora, certo é que ontem estiveram muitos responsáveis políticos locais, que nos locais nos quais exercem obrigações políticas mandatados pelos cidadãos, como a Assembleia Municipal e a Câmara por exemplo, não têm mostrado preocupação pela situação do hospital. Lembro que só o PS já tomou publicamente e também nos locais próprios, posição sobre o assunto.
No entanto ontem, apareceram colados ao movimento originado e bem, na sociedade civil, como se, como qualquer outro, não tivessem essas obrigações suplementares,
Ao menos o executivo PSD da Câmara foi coerente. Mostrou o quanto está interessado no caso: não apareceu ninguém.
e sobre isto relembro ainda um meu comentário de 22 de Abril:
"Algo estranho se passa...
... com alguns partidos tomarenses (além dos ditos como independentes)
"[...] A mais discutida [das moções em Assembleia Municipal] foi o pedido de demissão ao Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo, apresentada pelo PS. Esta proposta acabou no entanto por não ser aceite pela oposição, que foi unânme em recusá-a." O Templário
Ou seja, para o PSD que detem o poder na autarquia, assim como para todos os outros, fora o PS, tudo vai bem pelo Hospital. É bom saber..."
Em primeiro lugar uma nota positiva para a mobilização dos tomarenses, em que, ainda que não tendo sido propriamente uma enchente, se conseguiu uma boa moldura humana, numa noite que até estava fria, e que se aguentou firme praticamente atá à meia-noite, mostrando que afinal os tomarenses ainda são capazes de se manifestar pelas suas causas.
Uma segunda nota, esta não tão positiva para aqueles que tendo os mesmos deveres e direitos de qualquer cidadão, têm depois o acréscimo da responsabilidade política pelos cargos que ocupam. É que, se ao cidadão comum, estas são boas formas de manifestar as suas opiniões, aos responsáveis políticos, não só estão disponíveis outros meios, como se exige que o façam primeiramente nos locais próprios, porque em caso contrário correm o risco de parecer menos sérios.
Ora, certo é que ontem estiveram muitos responsáveis políticos locais, que nos locais nos quais exercem obrigações políticas mandatados pelos cidadãos, como a Assembleia Municipal e a Câmara por exemplo, não têm mostrado preocupação pela situação do hospital. Lembro que só o PS já tomou publicamente e também nos locais próprios, posição sobre o assunto.
No entanto ontem, apareceram colados ao movimento originado e bem, na sociedade civil, como se, como qualquer outro, não tivessem essas obrigações suplementares,
Ao menos o executivo PSD da Câmara foi coerente. Mostrou o quanto está interessado no caso: não apareceu ninguém.
e sobre isto relembro ainda um meu comentário de 22 de Abril:
"Algo estranho se passa...
... com alguns partidos tomarenses (além dos ditos como independentes)
"[...] A mais discutida [das moções em Assembleia Municipal] foi o pedido de demissão ao Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo, apresentada pelo PS. Esta proposta acabou no entanto por não ser aceite pela oposição, que foi unânme em recusá-a." O Templário
Ou seja, para o PSD que detem o poder na autarquia, assim como para todos os outros, fora o PS, tudo vai bem pelo Hospital. É bom saber..."
segunda-feira, junho 19, 2006
Vigília...
sexta-feira, junho 16, 2006
Óculos de cabedal
Estive por obrigações profissionais no Sábado ao início da tarde e à noite na Barquinha, onde desse dia até Terça decorreram as festas do concelho, festas essas que decorreram na zona do espectacular parque urbano, inaugurado algures o ano passado.
De facto, acho que até já o tinha aqui referenciado, mas só o tinha visto de longe e por breves momentos, enquanto desta vez pude mesmo passear pelo agradável espaço que corre junto ao Tejo, a ligar este com a vila, com alguns espaços aquáticos, um repuxo aqui outro ali, um ou outro jogo para os miúdos, árvores e muita, muita relva com espaço para fazer tudo e mais alguma coisa.
Vila Nova da Barquinha, um pequeno concelho dando mostras de como com bom senso, com planemento é possível, sem arrogantismos e despotismos, mas com relativa simplicidade, dotar os cidadãos de espaços aprazíveis para a vivência do dia-a-dia.
Ora, acontece que ao fim dessa tarde tive que me deslocar a Tomar por outra obrigação, onde, em determinado momento conversava com dois supostos importantes responsáveis políticos nabantinos, exactamente sobre a contínua perca da qualidade de vida, e da supremacia de outrora de Tomar sobre a região, dando entre outros, o exemplo do referido parque, por contraposição ao que podendo ser, não é feito em Tomar.
A isto me responderam com a cega e irresponsável resposta "chave nº5" do: "Tomar não tem nada a ver com isso, e a história, e a beleza, e a qualidade, e a cultura", e os blá-blá-blás do costume, sem notoriamente saberem sequer do que estava a falar, e com a ignorância clássica de quem se julga rei de aquém e além mar, à conta dos feitos dos antepassados que se cá viessem tinham vergonha.
E eu tive que responder: pois é à conta dessas afirmações, à conta de andarmos de olhos fechados agarrados ao "engenho" dos que há muito partiram, continuamente à volta da "nora" dos emblemas dos feitos antigos, que aqueles que sem palas, e que tendo menos, pensam, sabem e fazem, e andam em frente, ao contrário de Tomar que da cabeça do pelotão, vai ficando cada vez mais na cauda de tudo o que seja desenvolvimento.
Quando todos andavam de burro, Tomar era o belo coche dos nobres. Hoje, já os outros andam de carro, e em Tomar continuamos a ser o mesmo belo coche... fechado num museu sem visitantes.
De facto, acho que até já o tinha aqui referenciado, mas só o tinha visto de longe e por breves momentos, enquanto desta vez pude mesmo passear pelo agradável espaço que corre junto ao Tejo, a ligar este com a vila, com alguns espaços aquáticos, um repuxo aqui outro ali, um ou outro jogo para os miúdos, árvores e muita, muita relva com espaço para fazer tudo e mais alguma coisa.
Vila Nova da Barquinha, um pequeno concelho dando mostras de como com bom senso, com planemento é possível, sem arrogantismos e despotismos, mas com relativa simplicidade, dotar os cidadãos de espaços aprazíveis para a vivência do dia-a-dia.
Ora, acontece que ao fim dessa tarde tive que me deslocar a Tomar por outra obrigação, onde, em determinado momento conversava com dois supostos importantes responsáveis políticos nabantinos, exactamente sobre a contínua perca da qualidade de vida, e da supremacia de outrora de Tomar sobre a região, dando entre outros, o exemplo do referido parque, por contraposição ao que podendo ser, não é feito em Tomar.
A isto me responderam com a cega e irresponsável resposta "chave nº5" do: "Tomar não tem nada a ver com isso, e a história, e a beleza, e a qualidade, e a cultura", e os blá-blá-blás do costume, sem notoriamente saberem sequer do que estava a falar, e com a ignorância clássica de quem se julga rei de aquém e além mar, à conta dos feitos dos antepassados que se cá viessem tinham vergonha.
E eu tive que responder: pois é à conta dessas afirmações, à conta de andarmos de olhos fechados agarrados ao "engenho" dos que há muito partiram, continuamente à volta da "nora" dos emblemas dos feitos antigos, que aqueles que sem palas, e que tendo menos, pensam, sabem e fazem, e andam em frente, ao contrário de Tomar que da cabeça do pelotão, vai ficando cada vez mais na cauda de tudo o que seja desenvolvimento.
Quando todos andavam de burro, Tomar era o belo coche dos nobres. Hoje, já os outros andam de carro, e em Tomar continuamos a ser o mesmo belo coche... fechado num museu sem visitantes.
quarta-feira, junho 14, 2006
Greve ajeitadinha
Hoje é mais um dia daquelas greves estranhas, que em verdade ninguém realmente entende.
Não façoo a mínima ideia, que não ouvi ainda quaisquer notícias, de como estão os números da dita, mas sei que terá certamente alguma expressão, expressão que nunca seria a mesma, se não fosse uma greve que antecede um feriado que cheira a ponte, e no caso de Lisboa e outros concelhos sucede igualmente um feriado igual.
Aliás, quem tem de tratar como eu, regularmente situações com Lisboa, percebe facilmente que esta semana nada acontece, está tudo ausente.
Mas sobre a greve, dizia, enquanto certos (que felizmente não são todos) sindicatos continuarem a marcar greves que dão jeito, greves que não fazem sentido, ainda para mais no decorrer de negociações, e greves que a sociedade no seu global condena, a única coisa para a qual estão a contribuir é para a sucessiva descredibilização dos próprios sindicatos e do objecto da greve, que deveria não ser banalizado, mas usado sempre com elevação e perfeita justificação, bem como descredibilizam a própria carreira que era suposto defenderem, ainda mais no caso, a dos professores, já ela tão enxovalhada pela sociedade e pelos próprios muitas vezes.
Quando se faz uma greve entre dois feriados, qualquer que seja o motivo, por muito válido que fosse, passa para segundo plano.
Limitação de mandatos para os polÃticos sim, e para os sindicalistas ainda mais.
Estou farto de ver na televisão e nos jornais, as mesmas repetidas caras dos sindicatos mediáticos, a defender a maioria das vezes, não mais que a si mesmos, e as regalias de alguns, tantas vezes pequenos, lobbys habituados a falar muito e a fazer pouco.
E tenho toda a propriedade para afirmar isto, porque embora não no activo actualmente, sou professor e sindicalista.
É pena que algumas árvores contaminem a floresta, e é pena que a nobre arte de ser professor, continue a ser cada dia mais enxovalhada, que os professores sejam devido a estas atitudes confundidos com oportunistas e profissionais pouco sérios, e que os mesmos não saibam unir-se e lutar por aquilo que realmente interessa.
E este estado de coisas prejudica todo um paÃs, na medida em que a educação é o condutor que nos leva ao futuro. Dependendo da forma como conduzirmos, assim lá chegaremos.
E que só para que fique claro, não disse uma palavra sobre as propostas (e são apenas propostas) do Ministério da Educação.
Não façoo a mínima ideia, que não ouvi ainda quaisquer notícias, de como estão os números da dita, mas sei que terá certamente alguma expressão, expressão que nunca seria a mesma, se não fosse uma greve que antecede um feriado que cheira a ponte, e no caso de Lisboa e outros concelhos sucede igualmente um feriado igual.
Aliás, quem tem de tratar como eu, regularmente situações com Lisboa, percebe facilmente que esta semana nada acontece, está tudo ausente.
Mas sobre a greve, dizia, enquanto certos (que felizmente não são todos) sindicatos continuarem a marcar greves que dão jeito, greves que não fazem sentido, ainda para mais no decorrer de negociações, e greves que a sociedade no seu global condena, a única coisa para a qual estão a contribuir é para a sucessiva descredibilização dos próprios sindicatos e do objecto da greve, que deveria não ser banalizado, mas usado sempre com elevação e perfeita justificação, bem como descredibilizam a própria carreira que era suposto defenderem, ainda mais no caso, a dos professores, já ela tão enxovalhada pela sociedade e pelos próprios muitas vezes.
Quando se faz uma greve entre dois feriados, qualquer que seja o motivo, por muito válido que fosse, passa para segundo plano.
Limitação de mandatos para os polÃticos sim, e para os sindicalistas ainda mais.
Estou farto de ver na televisão e nos jornais, as mesmas repetidas caras dos sindicatos mediáticos, a defender a maioria das vezes, não mais que a si mesmos, e as regalias de alguns, tantas vezes pequenos, lobbys habituados a falar muito e a fazer pouco.
E tenho toda a propriedade para afirmar isto, porque embora não no activo actualmente, sou professor e sindicalista.
É pena que algumas árvores contaminem a floresta, e é pena que a nobre arte de ser professor, continue a ser cada dia mais enxovalhada, que os professores sejam devido a estas atitudes confundidos com oportunistas e profissionais pouco sérios, e que os mesmos não saibam unir-se e lutar por aquilo que realmente interessa.
E este estado de coisas prejudica todo um paÃs, na medida em que a educação é o condutor que nos leva ao futuro. Dependendo da forma como conduzirmos, assim lá chegaremos.
E que só para que fique claro, não disse uma palavra sobre as propostas (e são apenas propostas) do Ministério da Educação.
terça-feira, junho 13, 2006
Cromos de Colecção
O tÃtulo é mais uma das interessantes rubricas que o jornal O Templário lançou há algum tempo na sua página de humor, onde mostra sempre uma foto antiga com personagens locais ou algum outro motivo de interesse.
O que me chamou a atenção esta semana é a provocação que o jornal sugere na legenda: "Era o tempo em que ainda havia oposição interna no PSD..." ( a foto mostra a candidatura de uma lista à Comissão PolÃtica do PSD em 1992)
Ora, eu acho, que esses tempos de paz (eu diria, de marasmo) no PSD estão para acabar...
Mas por outro lado, onde é que anda afinal o PSD em Tomar, que acho que até teve eleições há tempo, alguém o tem visto? Na Câmara sabemos que não está, só lá está um vereador, tanto como o PS - os outros cinco que se saiba dizem-se independentes, e parecem ter orgulho nisso...
O que me chamou a atenção esta semana é a provocação que o jornal sugere na legenda: "Era o tempo em que ainda havia oposição interna no PSD..." ( a foto mostra a candidatura de uma lista à Comissão PolÃtica do PSD em 1992)
Ora, eu acho, que esses tempos de paz (eu diria, de marasmo) no PSD estão para acabar...
Mas por outro lado, onde é que anda afinal o PSD em Tomar, que acho que até teve eleições há tempo, alguém o tem visto? Na Câmara sabemos que não está, só lá está um vereador, tanto como o PS - os outros cinco que se saiba dizem-se independentes, e parecem ter orgulho nisso...
Cabeça confusa II - Cuba Libre
Talvez em Tomar existam algumas parecenças com Cuba, não sei, mas sei que na semana que passou, o delÃrio cubano atacou em Tomar.
Tanto que até a SÃlvia Serraventoso, regressada talvez das férias das últimas autárquicas, escreveu um artigo, também no Cidade de Tomar, onde nos conta as delÃcias do jantar cubano no Hotel dos Templários, e onde, por entre outras, faz esta brilhante afirmação: "Cuba é uma república livre, e vive essa liberdade à sua maneira..."
Pois, os Taliban também...
A SÃlvia tem que ter algum cuidado com as cuba libres e os mochitos, que isso põe-nos tontos e com alucinações...
Tanto que até a SÃlvia Serraventoso, regressada talvez das férias das últimas autárquicas, escreveu um artigo, também no Cidade de Tomar, onde nos conta as delÃcias do jantar cubano no Hotel dos Templários, e onde, por entre outras, faz esta brilhante afirmação: "Cuba é uma república livre, e vive essa liberdade à sua maneira..."
Pois, os Taliban também...
A SÃlvia tem que ter algum cuidado com as cuba libres e os mochitos, que isso põe-nos tontos e com alucinações...
Cabeça confusa I - Os culpados são os dinossauros...
O nosso Presidente de Câmara, António Paiva deve andar chateado, ou a perder "qualidades", quando para argumento para justificar o porquê de Tomar (único concelho do distrito) não ter ainda Rede Social (Cidade de Tomar, página 4), tem de recorrer ao "no caso concreto de Além da Ribeira, lamenta que a Câmara, no perÃodo em que foi liderada pelo PS, não tenha resolvido o problema".
Caro presidente, já lá vão uns anitos não?
Já agora, sabe quem é que era Presidente de Câmara na altura? Era tanto o PS, como agora é o PSD... Se um era vereador na Câmara do outro, agora trocaram.
Já todos sabemos que para si os aspectos sociais são "polÃtica partidária de menos importância", mas não percebi, caro Presidente da Comissão dos Assuntos Constitucionais do Comité das Regiões, aquela da "promoção de pessoas para ocuparem lugares". Será uma pista para desvendar o seu discurso da página 15?
Discurso a propósito do qual seria necessário talvez consultar alguma entidade médica, pois que é revelador de alguma esquizofrenia, é que quem o conseguir ler, não diria que Presidente da Câmara e o Presidente da tal Comissão são a mesma pessoa.
E senhor Presidente, peço desde já desculpa pelas opiniões, mas sabe como é, são exemplo da minha "baixa polÃtica".
Caro presidente, já lá vão uns anitos não?
Já agora, sabe quem é que era Presidente de Câmara na altura? Era tanto o PS, como agora é o PSD... Se um era vereador na Câmara do outro, agora trocaram.
Já todos sabemos que para si os aspectos sociais são "polÃtica partidária de menos importância", mas não percebi, caro Presidente da Comissão dos Assuntos Constitucionais do Comité das Regiões, aquela da "promoção de pessoas para ocuparem lugares". Será uma pista para desvendar o seu discurso da página 15?
Discurso a propósito do qual seria necessário talvez consultar alguma entidade médica, pois que é revelador de alguma esquizofrenia, é que quem o conseguir ler, não diria que Presidente da Câmara e o Presidente da tal Comissão são a mesma pessoa.
E senhor Presidente, peço desde já desculpa pelas opiniões, mas sabe como é, são exemplo da minha "baixa polÃtica".
sábado, junho 10, 2006
Como o azeite.
A verdade vem sempre ao de cima, e aà está ela na página 3 dum jornal da cidade, ainda que um pouco mais turva do que havia sido a mentira.
Enfim, também é verdade que quase sempre é o "desastre" que é notÃcia e não o "sucesso da viagem", mesmo quando o "desastre" é falso.
De qualquer forma, fica o exemplo para uma ou outra alma mal intencionada, de como o "crime não compensa".
Enfim, também é verdade que quase sempre é o "desastre" que é notÃcia e não o "sucesso da viagem", mesmo quando o "desastre" é falso.
De qualquer forma, fica o exemplo para uma ou outra alma mal intencionada, de como o "crime não compensa".
Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas
Comemorado com ostensiva parada militar.
Que pobreza de espÃrito!
O que vale são as avarias dos tanques para animar o disparate.
Que pobreza de espÃrito!
O que vale são as avarias dos tanques para animar o disparate.
terça-feira, junho 06, 2006
domingo, junho 04, 2006
Por cá.
O último dia destas mini férias termina, e na verdade acho que foi o único.
Há muito para dizer sobre Tomar e os arredores a que chamamos Portugal, mas também em verdade não me apetece.
Ficam por aqui, resquÃcios de uma Paris chuvosa, umas fotos a colorir o espaço e à espera de melhores e mais motivados dias.




Há muito para dizer sobre Tomar e os arredores a que chamamos Portugal, mas também em verdade não me apetece.
Ficam por aqui, resquÃcios de uma Paris chuvosa, umas fotos a colorir o espaço e à espera de melhores e mais motivados dias.




quarta-feira, maio 24, 2006
Aos amigos...
... e aos outros.
Porque esta começa a ser a melhor forma de informar, até a minha irmã eborense o diz, informo os amigos e os outros que o autor deste blogue tem andado ausente por manifesta incapacidade de encontrar tempo de aqui dizer o que quer seja.
E já agora que nos próximos dias estarei ainda mais ausente. Como alguns senhores ficam muito incomodados quando aqui partilho onde fui e com quem, agora também não digo.
Fiquem bem. Fui.
Porque esta começa a ser a melhor forma de informar, até a minha irmã eborense o diz, informo os amigos e os outros que o autor deste blogue tem andado ausente por manifesta incapacidade de encontrar tempo de aqui dizer o que quer seja.
E já agora que nos próximos dias estarei ainda mais ausente. Como alguns senhores ficam muito incomodados quando aqui partilho onde fui e com quem, agora também não digo.
Fiquem bem. Fui.
sábado, maio 20, 2006
Hora do aspersor
Esta coisa do ritmo do nosso relógio interno é de facto algo normalmente bom, mas que ainda assim, devia ter um qualquer sistema de regulação, que isto de acordar à hora em que os aspersores começam a regar os jardins, só porque o tivemos que fazer nos dias anteriores, torna-se uma grande chatice quando nos deitámos quase a essa mesma hora, e quando ao fim de uma semana, dormimos pouco mais que dormem muitos numa só noite.
Esta não deixa no entanto de ser uma fase interessante do dia: pela janela é possÃvel vislumbrar os pardais brincando no alcatrão vazio e frio da estrada, os passeios ainda igualmente despidos de gente, à excepção de um ou outro estudante que regressa de uma árdua noite de trabalho, e o silêncio interrompido apenas pelo chilrear dos pássaros convida à leitura, como a luz virgem do sol ainda ausente é promessa de mais um dia de descobertas e conquistas, assim o consigamos cumprir.
Hum... este tique poético a esta hora matinal, será porque vou estar hoje no paraÃso entre umas vinte mil mulheres?
Esta não deixa no entanto de ser uma fase interessante do dia: pela janela é possÃvel vislumbrar os pardais brincando no alcatrão vazio e frio da estrada, os passeios ainda igualmente despidos de gente, à excepção de um ou outro estudante que regressa de uma árdua noite de trabalho, e o silêncio interrompido apenas pelo chilrear dos pássaros convida à leitura, como a luz virgem do sol ainda ausente é promessa de mais um dia de descobertas e conquistas, assim o consigamos cumprir.
Hum... este tique poético a esta hora matinal, será porque vou estar hoje no paraÃso entre umas vinte mil mulheres?
quarta-feira, maio 17, 2006
Pressas
Tudo aquilo que algum idiota diz que é urgente é algo que algum imbecil não fez em tempo útil e querem que você, o otário, se desenrasque para fazer em tempo recorde!
Contribuição da C. R. - como te compreendo!
Contribuição da C. R. - como te compreendo!
sábado, maio 13, 2006
Dias fugidos, dias grandes, dias cheios
Manhã de sábado, um pausa breve na correria dos últimos dias. Mesmo muito breve, que daqui a pouco tenho de me fazer à estrada para mais responsabilidades no concelho vizinho de Abrantes. Ok, não é uma grande viagem, mas com o acumular já não posso ver o carro à frente.
Os últimos dias têm sido de facto frenéticos, e a semana que entra, ou melhor, que continua naturalmente desta, não promete melhoras mas antes pelo contrário o intensificar da corrida, e também por isso, não tenho estado muito aqui pelo algures.
Muito frenéticos, têm sido no entanto dias cheios de experiências e de ricos encontros com personalidades, desde a Ministra da Cultura Isabel Pires de Lima, ao José Peseiro (eu nem sou sportinguista, mas o senhor professor Peseiro é um sujeito interessante) com quem almocei ontem, ao jantar interminável da "Festa de Babette" que acabou já hoje no Convento de Cristo, servido pelo Fatias de Cá a encerrar a Semana de Gestão da Escola Superior de Gestão do Politécnico de Tomar.
Embora longa, é interessante como duma forma simples, esta peça nos mostra como até os sabores da comida nos podem despertar para os sabores que na vida verdadeiramente valem a pena, e nos podem despertar memórias antigas que valem efectivamente por vidas inteiras. O Fatias de Cá em grande como é costume, ou não fosse o seu encenador Carlos Carvalheiro homem atento aos Valores que importam, e já agora devo dizer, pessoa cuja personalidade e postura admiro.
Claro que estava por lá alguma da nata da nossa comunidade, e devo confessar que nesse aspecto não tenho grande paciência para estes eventos, espécie de encontros de jet set à nossa escala, disfarçados de algum conteúdo, mas que na essência não passam disso mesmo, mini feiras de vaidades. Seja como for, só o sair do Convento quase à uma da manhã é experiência sempre rica.
Interessante também foi a porradona (não dá para chamar de outra forma) que o Presidente do IPT Pires da Silva deu no Presidente da Câmara na sessão de encerramento do evento ao final da tarde. Parece mesmo que os tempos estão a mudar, o encantamento de António Paiva há muito se foi! Neste campo em concreto, não se compreende o afastamento entre Câmara e IPT, e os discursos polidos e as promessas lÃricas já não convencem ninguém
Enfim, em vários campos, aconteceram uma série de coisas interessantÃssimas esta semana, que me apetecia aqui recordar para memória futura, como a intervenção de Pedro Canavarro na Casa da Europa em Santarém no aniversário desta, dia da Europa, ou a de Moita Flores no jantar da Associação Operária do Vale de Santarém, num restaurante aliás, o Pão e Vinho, digno das melhores notas; acontece no entanto que o tempo urge, e também já estou um bocadinho farto do computador. Ponto final. Disse.
Bom fim-de-semana, quem puder que aproveite o sol e os amigos, ou melhor ainda, os amores.
Os últimos dias têm sido de facto frenéticos, e a semana que entra, ou melhor, que continua naturalmente desta, não promete melhoras mas antes pelo contrário o intensificar da corrida, e também por isso, não tenho estado muito aqui pelo algures.
Muito frenéticos, têm sido no entanto dias cheios de experiências e de ricos encontros com personalidades, desde a Ministra da Cultura Isabel Pires de Lima, ao José Peseiro (eu nem sou sportinguista, mas o senhor professor Peseiro é um sujeito interessante) com quem almocei ontem, ao jantar interminável da "Festa de Babette" que acabou já hoje no Convento de Cristo, servido pelo Fatias de Cá a encerrar a Semana de Gestão da Escola Superior de Gestão do Politécnico de Tomar.
Embora longa, é interessante como duma forma simples, esta peça nos mostra como até os sabores da comida nos podem despertar para os sabores que na vida verdadeiramente valem a pena, e nos podem despertar memórias antigas que valem efectivamente por vidas inteiras. O Fatias de Cá em grande como é costume, ou não fosse o seu encenador Carlos Carvalheiro homem atento aos Valores que importam, e já agora devo dizer, pessoa cuja personalidade e postura admiro.
Claro que estava por lá alguma da nata da nossa comunidade, e devo confessar que nesse aspecto não tenho grande paciência para estes eventos, espécie de encontros de jet set à nossa escala, disfarçados de algum conteúdo, mas que na essência não passam disso mesmo, mini feiras de vaidades. Seja como for, só o sair do Convento quase à uma da manhã é experiência sempre rica.
Interessante também foi a porradona (não dá para chamar de outra forma) que o Presidente do IPT Pires da Silva deu no Presidente da Câmara na sessão de encerramento do evento ao final da tarde. Parece mesmo que os tempos estão a mudar, o encantamento de António Paiva há muito se foi! Neste campo em concreto, não se compreende o afastamento entre Câmara e IPT, e os discursos polidos e as promessas lÃricas já não convencem ninguém
Enfim, em vários campos, aconteceram uma série de coisas interessantÃssimas esta semana, que me apetecia aqui recordar para memória futura, como a intervenção de Pedro Canavarro na Casa da Europa em Santarém no aniversário desta, dia da Europa, ou a de Moita Flores no jantar da Associação Operária do Vale de Santarém, num restaurante aliás, o Pão e Vinho, digno das melhores notas; acontece no entanto que o tempo urge, e também já estou um bocadinho farto do computador. Ponto final. Disse.
Bom fim-de-semana, quem puder que aproveite o sol e os amigos, ou melhor ainda, os amores.
terça-feira, maio 09, 2006
Para a Laura
Tristes os que sem nada com muito se afirmam
Tristes os que pouco fazendo muito aos outros pedem
Tristes os que sendo tristes os outros tristes querem que sejam
Tristes os que destroem porque construir não sabem
Tristes sem nome que ainda não lembram e já se esqueceram
Tristes os que pouco fazendo muito aos outros pedem
Tristes os que sendo tristes os outros tristes querem que sejam
Tristes os que destroem porque construir não sabem
Tristes sem nome que ainda não lembram e já se esqueceram
quarta-feira, maio 03, 2006
Os Mânfios de Tomar
Já por lá tinha passado, mas ainda não tinha falado sobre, nem adicionado ali aos links, este novo site desoficial da Câmara de Tomar. Assunto agora resolvido.
Humor, e alguma crÃtica séria (pelo menos até agora) ao contrário doutros espaços por aÃ, são o que podemos encontrar.
Aconselha-se portanto uma visita ao CM - Tomar
Humor, e alguma crÃtica séria (pelo menos até agora) ao contrário doutros espaços por aÃ, são o que podemos encontrar.
Aconselha-se portanto uma visita ao CM - Tomar
terça-feira, maio 02, 2006
Alzheimer precoce
Ok, todos nós já encontrámos alguém que nos parece conhecer, que nos cumprimenta e tal, e que enfim, não conseguimos bem situar ou relembrar.
Pois a mim isso acontece-me bastante, sendo certo que na maioria das vezes posso não relembrar o nome, mas a cara não me escapa. Sendo também certo que relembro mais facilmente pessoas de tempos "mais longÃnquos", quando o meu universo era mais restrito e as actividades um pouco mais diminutas, do que agora em que por vezes tenho dificuldade em situar de que galáxia conheço determinada criatura.
Agora, coisas como a que me aconteceu há pouco antes de chegar a casa, é que me dizem que não vou viver muito tempo.
Então não me chega uma bonita moçoila na estação de serviço, que me cumprimenta toda amistosa, "Huguinho, como é que estás, como vai isso, e blá blá blá", "vai bem, então e tu, a vida e tal..." - Meus senhores, eu não faço a mÃnima ideia donde conheça a miúda. Lá está, até podia ser normal, o problema é que ninguém bom da cabeça esquecia tal rapariga!
Logo, preciso de um médico.
Ou isso, ou férias.
Pois a mim isso acontece-me bastante, sendo certo que na maioria das vezes posso não relembrar o nome, mas a cara não me escapa. Sendo também certo que relembro mais facilmente pessoas de tempos "mais longÃnquos", quando o meu universo era mais restrito e as actividades um pouco mais diminutas, do que agora em que por vezes tenho dificuldade em situar de que galáxia conheço determinada criatura.
Agora, coisas como a que me aconteceu há pouco antes de chegar a casa, é que me dizem que não vou viver muito tempo.
Então não me chega uma bonita moçoila na estação de serviço, que me cumprimenta toda amistosa, "Huguinho, como é que estás, como vai isso, e blá blá blá", "vai bem, então e tu, a vida e tal..." - Meus senhores, eu não faço a mÃnima ideia donde conheça a miúda. Lá está, até podia ser normal, o problema é que ninguém bom da cabeça esquecia tal rapariga!
Logo, preciso de um médico.
Ou isso, ou férias.
Lloyd Cole, ao vivo, em Tomar
Um bocadinho de publicidade gratuita à Câmara de Tomar, de vez em quando também vai.
Enfim, é por uma boa causa, e só porque alguém se lembrou de enviar para o meu e-mail.

a solo e em registo acústico,
12 de Maio 6ª feira - 22h00
Tomar Cine-teatro ParaÃso ( plateia - 15€ / balcão - 12€ )
"É verdade: um dos maiores singer/songwriters britânicos vai estar novamente entre nós.
Lloyd Cole, vem a Portugal e "foge" das grandes metrópoles, para os ultimos "retoques" do seu próximo álbum de originais.
Nada como Portugal, com a sua gente, o seu clima., a sua historia e a sua gastronomia, para servir de inspiração para um disco.
Os concertos esses, vão estar recheados de clássicos de Cole. Da época dos The Commotions e da sua carreira a solo.
Nestes concertos intimistas (que não irão passar pelas habituais salas de concerto) Lloyd Cole estará acompanhado das suas guitarras e da sua voz que nos (en)canta letras de amor e paixão como já não se fazem.
Este senhor de 45 anos pertence a uma espécie em vias de extinção: os singer/songwrites que nos falam ao coração. De uma maneira simples, romântica e sempre com um bom gosto intocável."
Enfim, é por uma boa causa, e só porque alguém se lembrou de enviar para o meu e-mail.

a solo e em registo acústico,
12 de Maio 6ª feira - 22h00
Tomar Cine-teatro ParaÃso ( plateia - 15€ / balcão - 12€ )
"É verdade: um dos maiores singer/songwriters britânicos vai estar novamente entre nós.
Lloyd Cole, vem a Portugal e "foge" das grandes metrópoles, para os ultimos "retoques" do seu próximo álbum de originais.
Nada como Portugal, com a sua gente, o seu clima., a sua historia e a sua gastronomia, para servir de inspiração para um disco.
Os concertos esses, vão estar recheados de clássicos de Cole. Da época dos The Commotions e da sua carreira a solo.
Nestes concertos intimistas (que não irão passar pelas habituais salas de concerto) Lloyd Cole estará acompanhado das suas guitarras e da sua voz que nos (en)canta letras de amor e paixão como já não se fazem.
Este senhor de 45 anos pertence a uma espécie em vias de extinção: os singer/songwrites que nos falam ao coração. De uma maneira simples, romântica e sempre com um bom gosto intocável."
segunda-feira, maio 01, 2006
Hoje é Dia do Trabalhador
E por isso se correr bem, quero ver se consigo fazer o que há muito tempo não consigo, que é mais ou menos, não fazer nada.
terça-feira, abril 25, 2006

Perguntavam-me há pouco para uma rádio, o que era para mim o 25 de Abril. Não sei se foi a primeira vez que mo perguntaram assim, mas talvez tenha sido a primeira que respondi.
O facto é que tenho 28 anos, e este 25 de Abril em particular comemora 32, logo eu não sei, ou não posso saber na pele o que foi o 25 de Abril, o que significou realmente para os portugueses, e o que era viver antes dele. Mas sei, sinto, o que apesar de não o ter vivido ele me transmite.
Em primeiro lugar Liberdade, quase como fim último para a vida dos Homens, Liberdade para a qual contribuem a Democracia, a Livre Opinião, a Participação.
Mas transmite-me também Obrigação, deveres sempre antes dos direitos. E isso, acho que cada vez mais se perde na nossa sociedade. A ideia de que nada se alcança sem trabalho, que nada cresce sem que o semeemos, sem que o acarinhemos, de que toda a benesse acarreta responsabilidade. Isso está difÃcil de conseguir.
O 25 de Abril e os ideais que representa também precisa de estÃmulo, de acompanhamento permanente, e de novas sementeiras, pois se assim não for, daqui a alguns anos, depois que a memória dos que o viveram se for, este será apenas mais um feriado como tantos outros, que ninguém saberá bem o que significa.
Falta apostar mais na necessidade da Participação CÃvica, falta todos, em especial os mais jovens, termos a noção de que a vivência em sociedade nos obriga a estar atentos, a intervir, a criticar – e criticar não significa apenas dizer mal.
Temos de ultrapassar a mentalidade cada vez mais enraizada nesta sociedade consumista, de preferir o mais fácil, o que nos dão já feito e sem trabalho, o que não nos faz pensar, e pelo contrário por vezes, até nos obriga a a não pensar.
Além das lutas eternas como a Igualdade para todos, o fim da Pobreza, a Justiça e Fraternidade plenas, esta são as lutas que temos ainda a travar, lutas de mentalidade, de filosofia, de consciência, que é acima de tudo, individual. Uma luta sem armas e sem sangue, mas de palavras e sentimentos. Uma luta que está, cada vez mais difÃcil, porque todos nós a deixamos assim.

segunda-feira, abril 24, 2006
Alguém sabe quem é...
... o senhor José Pedro Vasconcelos?
Um senhor que parece ter, a acreditar nas suas palavras, grandes feitos, grandes projectos realizados, uma conduta impoluta, coerente e acima de qualquer suspeição, um intelectual e ao mesmo tempo alguém capaz dos maiores trabalhos. Um senhor proveniente da nata da nata, um iluminado enviado pelo altíssimo... e no entanto:
Um senhor que parece que é do Benfica de manhã, do Sporting à tarde e à noite de quem for mais conveniente;
Um senhor que tem umas estranhas concepções do que é a Ética, e que parece ter bastantes falhas de memória, ao não saber bem o que já disse e o que já fez,
Um senhor que apesar de ser membro da Assembleia Municipal por um determinado agrupamento, não tem qualquer pejo em participar na vida interna de um partido.
Um senhor que escreve pérolas como esta:
"(...) estes políticos de segunda (...) são conhecidos apenas dos artigos da comunicação social, das reuniões partidárias, das conversas de café ou dos corredores da sede do partido, são gente que não lê e não estuda os dossiês.
Compram o "Expresso" ao fim-de-semana, e isso dá-lhes acesso a umas certas frases discursivas, para as quais nunca teriam capacidade ou engenho.
É condição fundamental não me misturar com gente desta."
Jornal Cidade de Tomar, de 21 de Abril de 2006, página 17
Afinal, alguém sabe quem é este senhor?
Há pessoas que realmente não têm vergonha nenhuma!
E muito obrigado por dizer que não se quer misturar connosco. Já agora, faça o possível para o cumprir.
É que não há pachorra!!
Um senhor que parece ter, a acreditar nas suas palavras, grandes feitos, grandes projectos realizados, uma conduta impoluta, coerente e acima de qualquer suspeição, um intelectual e ao mesmo tempo alguém capaz dos maiores trabalhos. Um senhor proveniente da nata da nata, um iluminado enviado pelo altíssimo... e no entanto:
Um senhor que parece que é do Benfica de manhã, do Sporting à tarde e à noite de quem for mais conveniente;
Um senhor que tem umas estranhas concepções do que é a Ética, e que parece ter bastantes falhas de memória, ao não saber bem o que já disse e o que já fez,
Um senhor que apesar de ser membro da Assembleia Municipal por um determinado agrupamento, não tem qualquer pejo em participar na vida interna de um partido.
Um senhor que escreve pérolas como esta:
"(...) estes políticos de segunda (...) são conhecidos apenas dos artigos da comunicação social, das reuniões partidárias, das conversas de café ou dos corredores da sede do partido, são gente que não lê e não estuda os dossiês.
Compram o "Expresso" ao fim-de-semana, e isso dá-lhes acesso a umas certas frases discursivas, para as quais nunca teriam capacidade ou engenho.
É condição fundamental não me misturar com gente desta."
Jornal Cidade de Tomar, de 21 de Abril de 2006, página 17
Afinal, alguém sabe quem é este senhor?
Há pessoas que realmente não têm vergonha nenhuma!
E muito obrigado por dizer que não se quer misturar connosco. Já agora, faça o possível para o cumprir.
É que não há pachorra!!
domingo, abril 23, 2006
Lições de Abril
Ontem e anteontem foram dias de eleições internas no partido em que milito.
E se calhar porque estamos perto desta tão importante data, eu faria o comentário apenas com isto: Parece-me que um batalhão de soldados e meia dúzia de capitães, mostraram aos generais como se faz uma revolução.
É a velha questão, queremos andar muito lá por cima, e esqueçemo-nos da base que nos suporta. Oxalá se saibam efectivamente tirar lições.
De qualquer forma, é importante que as pessoas não esqueçam o que é importante e o que é acessório, e aceitem que ontem, já passou.
Por outro lado, cá pelo burgo, as coisas são muito diferentes.
Quando se apresenta uma lista com 46 nomes, e se tem 32 votos, parece-me que há mesmo grandes lições a retirar. Infelizmente, parece-me que estes frustrados protagonistas, de tantas outras lições passadas, não mostram muita capacidade uns, vontade outros, em aprender a matéria.
Há quem não aceite a democracia ou as regras, e há quem não tenha a mÃnina noção daquilo que os outros de si julgam. Vivem num mundo só seu.
Enfim, cada um saberá o caminho que pisa...
E se calhar porque estamos perto desta tão importante data, eu faria o comentário apenas com isto: Parece-me que um batalhão de soldados e meia dúzia de capitães, mostraram aos generais como se faz uma revolução.
É a velha questão, queremos andar muito lá por cima, e esqueçemo-nos da base que nos suporta. Oxalá se saibam efectivamente tirar lições.
De qualquer forma, é importante que as pessoas não esqueçam o que é importante e o que é acessório, e aceitem que ontem, já passou.
Por outro lado, cá pelo burgo, as coisas são muito diferentes.
Quando se apresenta uma lista com 46 nomes, e se tem 32 votos, parece-me que há mesmo grandes lições a retirar. Infelizmente, parece-me que estes frustrados protagonistas, de tantas outras lições passadas, não mostram muita capacidade uns, vontade outros, em aprender a matéria.
Há quem não aceite a democracia ou as regras, e há quem não tenha a mÃnina noção daquilo que os outros de si julgam. Vivem num mundo só seu.
Enfim, cada um saberá o caminho que pisa...
sábado, abril 22, 2006
Algo estranho se passa...
... com alguns partidos tomarenses (além dos ditos como independentes)
"[...] A mais discutida [das moções em Assembleia Municipal] foi o pedido de demissão ao Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo, apresentada pelo PS. Esta proposta acabou no entanto por não ser aceite pela oposição, que foi unânime em recusá-la."
O Templário
Ou seja, para o PSD que detem o poder na autarquia, assim como para todos os outros, fora o PS, tudo vai bem pelo Hospital. É bom saber...
"[...] A mais discutida [das moções em Assembleia Municipal] foi o pedido de demissão ao Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo, apresentada pelo PS. Esta proposta acabou no entanto por não ser aceite pela oposição, que foi unânime em recusá-la."
O Templário
Ou seja, para o PSD que detem o poder na autarquia, assim como para todos os outros, fora o PS, tudo vai bem pelo Hospital. É bom saber...
Afinal...
... já há uma entidade cá pela Praça da República que tem uma página na net.
É, como noticia O Templário, a Casa das Sementes...
Desde já proponho, que se desloquem duas portas ao lado e façam um workshop ou uma acção de formação qualquer, para explicar à Câmara como é que se faz. Mas expliquem devagar e com desenhos.
É, como noticia O Templário, a Casa das Sementes...
Desde já proponho, que se desloquem duas portas ao lado e façam um workshop ou uma acção de formação qualquer, para explicar à Câmara como é que se faz. Mas expliquem devagar e com desenhos.
quarta-feira, abril 19, 2006
Zezé&Totó
- Ó Zezé, já sabes que a Câmara de Tomar, ou a Polis, ou lá o que é, pagou trabalhos que não foram feitos no Pavilhão, entre outras coisas, 3 000 metros quadrados de calçada? Mas ninguém viu que não estavam lá?
- Ó Totó, eles só usam óculos de ver ao longe. O que está por perto nunca interessou muito...
- Ó Totó, eles só usam óculos de ver ao longe. O que está por perto nunca interessou muito...
terça-feira, abril 18, 2006
Um sÃtio mesmo virtual
"Consciente da importância do marketing no mundo actual a Câmara de Tomar não se poupa a esforços para publicitar a sua página na internet e em vários cartazes espalhados pelo concelho lá aparece o endereço www.cm-tomar.pt, isto apesar da página ainda não existir. Um exemplo do universo virtual no seu melhor!"
Não sou eu que o digo, é O Mirante
Não sou eu que o digo, é O Mirante
segunda-feira, abril 17, 2006
Pedagogia do ócio
Estou sentado a passar os olhos por um relatório de uma estagiária que centra o seu trabalho à volta da pedagogia do ócio...
Que incrÃveis somos nós humanos, que para tudo arranjamos desculpa!
OK, estou a brincar com a terminologia das palavras. De facto a dita pedagogia é algo importante. Talvez das temáticas mais importantes da cada vez mais louca e atribulada sociedade em que vivemos.
A verdade é que tudo o que fazemos por ócio, que nesta significação se entende como o que é feito fora de uma actividade profissional e por hobbie ou lazer, pode muito determinar quem somos, como somos, e que vida temos. Não deixando por último de influenciar ou mesmo determinar, que profissional somos igualmente.
Sociedade mais perfeita será a que, com os devidos equilÃbrios e com igualdade entre indivÃduos, tender para uma componente cada vez maior desse ócio, em detrimento do trabalho.
Que incrÃveis somos nós humanos, que para tudo arranjamos desculpa!
OK, estou a brincar com a terminologia das palavras. De facto a dita pedagogia é algo importante. Talvez das temáticas mais importantes da cada vez mais louca e atribulada sociedade em que vivemos.
A verdade é que tudo o que fazemos por ócio, que nesta significação se entende como o que é feito fora de uma actividade profissional e por hobbie ou lazer, pode muito determinar quem somos, como somos, e que vida temos. Não deixando por último de influenciar ou mesmo determinar, que profissional somos igualmente.
Sociedade mais perfeita será a que, com os devidos equilÃbrios e com igualdade entre indivÃduos, tender para uma componente cada vez maior desse ócio, em detrimento do trabalho.
Alguém me explica...
...como é que alguém que faz uma busca por :
"george clooney ainda quer casar comigo!"
vem ter ao algures aqui?
"george clooney ainda quer casar comigo!"
vem ter ao algures aqui?
sábado, abril 15, 2006
Os meus GRANDES padrinhos
As coisas que dizem de nós nas nossas costas quando de alguma forma nos querem atingir, prejudicar ou manchar, são verdadeiramente incrÃveis. Muita maldade, à s vezes ingenuidade, à s vezes estupidez, existe neste mundo.
Todos nós já passámos em qualquer momento por isso, com maior ou menor inocência, com maior ou menor intenção de prejudicar, já todos ouvimos o que alguém de nós disse, já todos sofremos algum tipo de campanha, já todos sentimos, que há toda uma faceta de nós próprios que é tida como certa mas que desconhecÃamos.
Por esta semana descobri que se diz de mim que tenho "grandes padrinhos"!
Quem vai ficar contente é o meu padrinho de baptismo que tem para aà 1,60, todo gingão de farta bigodaça ao vento na sua scooter, quando vai ao fim do dia tratar das galinhas à casa da aldeia.
Bem, já o meu padrinho de finalista no secundário, que cá em Tomar usamos disso, é um pouco maior, e em todos os aspectos, que o homem tem mais músculos que este post letras. Também, o homem comia 12 gemas de ovo por dia e levantava o peso máximo da máquina mais a malta toda do ginásio em cima.
Já no superior não tive padrinho, mas antes uma madrinha, gira e simpática por sinal, mas também não muito grande, para além de que nunca mais a vi depois que se formou. Leccionará algures numa escola perdida do nosso paÃs.
Enfim, como até é Páscoa, vou ficar à espera que esses grandes padrinhos me tragam uns grandes folares que eu sou um grande guloso.
E eu, eu também sou padrinho três vezes, duas por razões académicas, uma por religião, e grande até sou, mas serei... um grande padrinho?
Só mesmo a rir é que se aturam algumas coisas!
Todos nós já passámos em qualquer momento por isso, com maior ou menor inocência, com maior ou menor intenção de prejudicar, já todos ouvimos o que alguém de nós disse, já todos sofremos algum tipo de campanha, já todos sentimos, que há toda uma faceta de nós próprios que é tida como certa mas que desconhecÃamos.
Por esta semana descobri que se diz de mim que tenho "grandes padrinhos"!
Quem vai ficar contente é o meu padrinho de baptismo que tem para aà 1,60, todo gingão de farta bigodaça ao vento na sua scooter, quando vai ao fim do dia tratar das galinhas à casa da aldeia.
Bem, já o meu padrinho de finalista no secundário, que cá em Tomar usamos disso, é um pouco maior, e em todos os aspectos, que o homem tem mais músculos que este post letras. Também, o homem comia 12 gemas de ovo por dia e levantava o peso máximo da máquina mais a malta toda do ginásio em cima.
Já no superior não tive padrinho, mas antes uma madrinha, gira e simpática por sinal, mas também não muito grande, para além de que nunca mais a vi depois que se formou. Leccionará algures numa escola perdida do nosso paÃs.
Enfim, como até é Páscoa, vou ficar à espera que esses grandes padrinhos me tragam uns grandes folares que eu sou um grande guloso.
E eu, eu também sou padrinho três vezes, duas por razões académicas, uma por religião, e grande até sou, mas serei... um grande padrinho?
Só mesmo a rir é que se aturam algumas coisas!
Ouça lá...
... o que é que anda aqui a fazer, não sabe que agora é pecado?
E nada de ler jornais ou ver televisão também. Olhe que as chamas do inferno estão à sua espera.
E nada de ler jornais ou ver televisão também. Olhe que as chamas do inferno estão à sua espera.
sexta-feira, abril 14, 2006
Escandalosamente tendencioso.
É o tÃtulo mais leve que se pode atribuir ao Cidade de Tomar desta semana.
Por muito respeito que me mereçam os jornalistas de Tomar e aqui no concreto os desse jornal, há limites que não devem ser ultrapassados.
Os jornais de Tomar nunca primaram muito pela imparcialidade, não tenho qualquer receio em afirmá-lo, porque há factos incontestáveis e é algo que os tomarenses no geral comentam.
Ainda assim até consigo aceitar em parte, pois percebo o difÃcil que é manter um pequeno jornal de provÃncia, e ter que pagar salários, por baixos que eles sejam.
Mas a ética e rigor informativo deviam obrigar a certos limites.
Ou então façam como em alguns paÃses, assumam claramente a tendência e o lado que apoiam,
e tudo fica transparente.
É que assim é difÃcil, o que apetece mesmo é não fazer nada.
Por muito respeito que me mereçam os jornalistas de Tomar e aqui no concreto os desse jornal, há limites que não devem ser ultrapassados.
Os jornais de Tomar nunca primaram muito pela imparcialidade, não tenho qualquer receio em afirmá-lo, porque há factos incontestáveis e é algo que os tomarenses no geral comentam.
Ainda assim até consigo aceitar em parte, pois percebo o difÃcil que é manter um pequeno jornal de provÃncia, e ter que pagar salários, por baixos que eles sejam.
Mas a ética e rigor informativo deviam obrigar a certos limites.
Ou então façam como em alguns paÃses, assumam claramente a tendência e o lado que apoiam,
e tudo fica transparente.
É que assim é difÃcil, o que apetece mesmo é não fazer nada.
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