Hoje é mais um dia daquelas greves estranhas, que em verdade ninguém realmente entende.
Não façoo a mínima ideia, que não ouvi ainda quaisquer notícias, de como estão os números da dita, mas sei que terá certamente alguma expressão, expressão que nunca seria a mesma, se não fosse uma greve que antecede um feriado que cheira a ponte, e no caso de Lisboa e outros concelhos sucede igualmente um feriado igual.
Aliás, quem tem de tratar como eu, regularmente situações com Lisboa, percebe facilmente que esta semana nada acontece, está tudo ausente.
Mas sobre a greve, dizia, enquanto certos (que felizmente não são todos) sindicatos continuarem a marcar greves que dão jeito, greves que não fazem sentido, ainda para mais no decorrer de negociações, e greves que a sociedade no seu global condena, a única coisa para a qual estão a contribuir é para a sucessiva descredibilização dos próprios sindicatos e do objecto da greve, que deveria não ser banalizado, mas usado sempre com elevação e perfeita justificação, bem como descredibilizam a própria carreira que era suposto defenderem, ainda mais no caso, a dos professores, já ela tão enxovalhada pela sociedade e pelos próprios muitas vezes.
Quando se faz uma greve entre dois feriados, qualquer que seja o motivo, por muito válido que fosse, passa para segundo plano.
Limitação de mandatos para os polÃticos sim, e para os sindicalistas ainda mais.
Estou farto de ver na televisão e nos jornais, as mesmas repetidas caras dos sindicatos mediáticos, a defender a maioria das vezes, não mais que a si mesmos, e as regalias de alguns, tantas vezes pequenos, lobbys habituados a falar muito e a fazer pouco.
E tenho toda a propriedade para afirmar isto, porque embora não no activo actualmente, sou professor e sindicalista.
É pena que algumas árvores contaminem a floresta, e é pena que a nobre arte de ser professor, continue a ser cada dia mais enxovalhada, que os professores sejam devido a estas atitudes confundidos com oportunistas e profissionais pouco sérios, e que os mesmos não saibam unir-se e lutar por aquilo que realmente interessa.
E este estado de coisas prejudica todo um paÃs, na medida em que a educação é o condutor que nos leva ao futuro. Dependendo da forma como conduzirmos, assim lá chegaremos.
E que só para que fique claro, não disse uma palavra sobre as propostas (e são apenas propostas) do Ministério da Educação.
quarta-feira, junho 14, 2006
terça-feira, junho 13, 2006
Cromos de Colecção
O tÃtulo é mais uma das interessantes rubricas que o jornal O Templário lançou há algum tempo na sua página de humor, onde mostra sempre uma foto antiga com personagens locais ou algum outro motivo de interesse.
O que me chamou a atenção esta semana é a provocação que o jornal sugere na legenda: "Era o tempo em que ainda havia oposição interna no PSD..." ( a foto mostra a candidatura de uma lista à Comissão PolÃtica do PSD em 1992)
Ora, eu acho, que esses tempos de paz (eu diria, de marasmo) no PSD estão para acabar...
Mas por outro lado, onde é que anda afinal o PSD em Tomar, que acho que até teve eleições há tempo, alguém o tem visto? Na Câmara sabemos que não está, só lá está um vereador, tanto como o PS - os outros cinco que se saiba dizem-se independentes, e parecem ter orgulho nisso...
O que me chamou a atenção esta semana é a provocação que o jornal sugere na legenda: "Era o tempo em que ainda havia oposição interna no PSD..." ( a foto mostra a candidatura de uma lista à Comissão PolÃtica do PSD em 1992)
Ora, eu acho, que esses tempos de paz (eu diria, de marasmo) no PSD estão para acabar...
Mas por outro lado, onde é que anda afinal o PSD em Tomar, que acho que até teve eleições há tempo, alguém o tem visto? Na Câmara sabemos que não está, só lá está um vereador, tanto como o PS - os outros cinco que se saiba dizem-se independentes, e parecem ter orgulho nisso...
Cabeça confusa II - Cuba Libre
Talvez em Tomar existam algumas parecenças com Cuba, não sei, mas sei que na semana que passou, o delÃrio cubano atacou em Tomar.
Tanto que até a SÃlvia Serraventoso, regressada talvez das férias das últimas autárquicas, escreveu um artigo, também no Cidade de Tomar, onde nos conta as delÃcias do jantar cubano no Hotel dos Templários, e onde, por entre outras, faz esta brilhante afirmação: "Cuba é uma república livre, e vive essa liberdade à sua maneira..."
Pois, os Taliban também...
A SÃlvia tem que ter algum cuidado com as cuba libres e os mochitos, que isso põe-nos tontos e com alucinações...
Tanto que até a SÃlvia Serraventoso, regressada talvez das férias das últimas autárquicas, escreveu um artigo, também no Cidade de Tomar, onde nos conta as delÃcias do jantar cubano no Hotel dos Templários, e onde, por entre outras, faz esta brilhante afirmação: "Cuba é uma república livre, e vive essa liberdade à sua maneira..."
Pois, os Taliban também...
A SÃlvia tem que ter algum cuidado com as cuba libres e os mochitos, que isso põe-nos tontos e com alucinações...
Cabeça confusa I - Os culpados são os dinossauros...
O nosso Presidente de Câmara, António Paiva deve andar chateado, ou a perder "qualidades", quando para argumento para justificar o porquê de Tomar (único concelho do distrito) não ter ainda Rede Social (Cidade de Tomar, página 4), tem de recorrer ao "no caso concreto de Além da Ribeira, lamenta que a Câmara, no perÃodo em que foi liderada pelo PS, não tenha resolvido o problema".
Caro presidente, já lá vão uns anitos não?
Já agora, sabe quem é que era Presidente de Câmara na altura? Era tanto o PS, como agora é o PSD... Se um era vereador na Câmara do outro, agora trocaram.
Já todos sabemos que para si os aspectos sociais são "polÃtica partidária de menos importância", mas não percebi, caro Presidente da Comissão dos Assuntos Constitucionais do Comité das Regiões, aquela da "promoção de pessoas para ocuparem lugares". Será uma pista para desvendar o seu discurso da página 15?
Discurso a propósito do qual seria necessário talvez consultar alguma entidade médica, pois que é revelador de alguma esquizofrenia, é que quem o conseguir ler, não diria que Presidente da Câmara e o Presidente da tal Comissão são a mesma pessoa.
E senhor Presidente, peço desde já desculpa pelas opiniões, mas sabe como é, são exemplo da minha "baixa polÃtica".
Caro presidente, já lá vão uns anitos não?
Já agora, sabe quem é que era Presidente de Câmara na altura? Era tanto o PS, como agora é o PSD... Se um era vereador na Câmara do outro, agora trocaram.
Já todos sabemos que para si os aspectos sociais são "polÃtica partidária de menos importância", mas não percebi, caro Presidente da Comissão dos Assuntos Constitucionais do Comité das Regiões, aquela da "promoção de pessoas para ocuparem lugares". Será uma pista para desvendar o seu discurso da página 15?
Discurso a propósito do qual seria necessário talvez consultar alguma entidade médica, pois que é revelador de alguma esquizofrenia, é que quem o conseguir ler, não diria que Presidente da Câmara e o Presidente da tal Comissão são a mesma pessoa.
E senhor Presidente, peço desde já desculpa pelas opiniões, mas sabe como é, são exemplo da minha "baixa polÃtica".
sábado, junho 10, 2006
Como o azeite.
A verdade vem sempre ao de cima, e aà está ela na página 3 dum jornal da cidade, ainda que um pouco mais turva do que havia sido a mentira.
Enfim, também é verdade que quase sempre é o "desastre" que é notÃcia e não o "sucesso da viagem", mesmo quando o "desastre" é falso.
De qualquer forma, fica o exemplo para uma ou outra alma mal intencionada, de como o "crime não compensa".
Enfim, também é verdade que quase sempre é o "desastre" que é notÃcia e não o "sucesso da viagem", mesmo quando o "desastre" é falso.
De qualquer forma, fica o exemplo para uma ou outra alma mal intencionada, de como o "crime não compensa".
Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas
Comemorado com ostensiva parada militar.
Que pobreza de espÃrito!
O que vale são as avarias dos tanques para animar o disparate.
Que pobreza de espÃrito!
O que vale são as avarias dos tanques para animar o disparate.
terça-feira, junho 06, 2006
domingo, junho 04, 2006
Por cá.
O último dia destas mini férias termina, e na verdade acho que foi o único.
Há muito para dizer sobre Tomar e os arredores a que chamamos Portugal, mas também em verdade não me apetece.
Ficam por aqui, resquÃcios de uma Paris chuvosa, umas fotos a colorir o espaço e à espera de melhores e mais motivados dias.




Há muito para dizer sobre Tomar e os arredores a que chamamos Portugal, mas também em verdade não me apetece.
Ficam por aqui, resquÃcios de uma Paris chuvosa, umas fotos a colorir o espaço e à espera de melhores e mais motivados dias.




quarta-feira, maio 24, 2006
Aos amigos...
... e aos outros.
Porque esta começa a ser a melhor forma de informar, até a minha irmã eborense o diz, informo os amigos e os outros que o autor deste blogue tem andado ausente por manifesta incapacidade de encontrar tempo de aqui dizer o que quer seja.
E já agora que nos próximos dias estarei ainda mais ausente. Como alguns senhores ficam muito incomodados quando aqui partilho onde fui e com quem, agora também não digo.
Fiquem bem. Fui.
Porque esta começa a ser a melhor forma de informar, até a minha irmã eborense o diz, informo os amigos e os outros que o autor deste blogue tem andado ausente por manifesta incapacidade de encontrar tempo de aqui dizer o que quer seja.
E já agora que nos próximos dias estarei ainda mais ausente. Como alguns senhores ficam muito incomodados quando aqui partilho onde fui e com quem, agora também não digo.
Fiquem bem. Fui.
sábado, maio 20, 2006
Hora do aspersor
Esta coisa do ritmo do nosso relógio interno é de facto algo normalmente bom, mas que ainda assim, devia ter um qualquer sistema de regulação, que isto de acordar à hora em que os aspersores começam a regar os jardins, só porque o tivemos que fazer nos dias anteriores, torna-se uma grande chatice quando nos deitámos quase a essa mesma hora, e quando ao fim de uma semana, dormimos pouco mais que dormem muitos numa só noite.
Esta não deixa no entanto de ser uma fase interessante do dia: pela janela é possÃvel vislumbrar os pardais brincando no alcatrão vazio e frio da estrada, os passeios ainda igualmente despidos de gente, à excepção de um ou outro estudante que regressa de uma árdua noite de trabalho, e o silêncio interrompido apenas pelo chilrear dos pássaros convida à leitura, como a luz virgem do sol ainda ausente é promessa de mais um dia de descobertas e conquistas, assim o consigamos cumprir.
Hum... este tique poético a esta hora matinal, será porque vou estar hoje no paraÃso entre umas vinte mil mulheres?
Esta não deixa no entanto de ser uma fase interessante do dia: pela janela é possÃvel vislumbrar os pardais brincando no alcatrão vazio e frio da estrada, os passeios ainda igualmente despidos de gente, à excepção de um ou outro estudante que regressa de uma árdua noite de trabalho, e o silêncio interrompido apenas pelo chilrear dos pássaros convida à leitura, como a luz virgem do sol ainda ausente é promessa de mais um dia de descobertas e conquistas, assim o consigamos cumprir.
Hum... este tique poético a esta hora matinal, será porque vou estar hoje no paraÃso entre umas vinte mil mulheres?
quarta-feira, maio 17, 2006
Pressas
Tudo aquilo que algum idiota diz que é urgente é algo que algum imbecil não fez em tempo útil e querem que você, o otário, se desenrasque para fazer em tempo recorde!
Contribuição da C. R. - como te compreendo!
Contribuição da C. R. - como te compreendo!
sábado, maio 13, 2006
Dias fugidos, dias grandes, dias cheios
Manhã de sábado, um pausa breve na correria dos últimos dias. Mesmo muito breve, que daqui a pouco tenho de me fazer à estrada para mais responsabilidades no concelho vizinho de Abrantes. Ok, não é uma grande viagem, mas com o acumular já não posso ver o carro à frente.
Os últimos dias têm sido de facto frenéticos, e a semana que entra, ou melhor, que continua naturalmente desta, não promete melhoras mas antes pelo contrário o intensificar da corrida, e também por isso, não tenho estado muito aqui pelo algures.
Muito frenéticos, têm sido no entanto dias cheios de experiências e de ricos encontros com personalidades, desde a Ministra da Cultura Isabel Pires de Lima, ao José Peseiro (eu nem sou sportinguista, mas o senhor professor Peseiro é um sujeito interessante) com quem almocei ontem, ao jantar interminável da "Festa de Babette" que acabou já hoje no Convento de Cristo, servido pelo Fatias de Cá a encerrar a Semana de Gestão da Escola Superior de Gestão do Politécnico de Tomar.
Embora longa, é interessante como duma forma simples, esta peça nos mostra como até os sabores da comida nos podem despertar para os sabores que na vida verdadeiramente valem a pena, e nos podem despertar memórias antigas que valem efectivamente por vidas inteiras. O Fatias de Cá em grande como é costume, ou não fosse o seu encenador Carlos Carvalheiro homem atento aos Valores que importam, e já agora devo dizer, pessoa cuja personalidade e postura admiro.
Claro que estava por lá alguma da nata da nossa comunidade, e devo confessar que nesse aspecto não tenho grande paciência para estes eventos, espécie de encontros de jet set à nossa escala, disfarçados de algum conteúdo, mas que na essência não passam disso mesmo, mini feiras de vaidades. Seja como for, só o sair do Convento quase à uma da manhã é experiência sempre rica.
Interessante também foi a porradona (não dá para chamar de outra forma) que o Presidente do IPT Pires da Silva deu no Presidente da Câmara na sessão de encerramento do evento ao final da tarde. Parece mesmo que os tempos estão a mudar, o encantamento de António Paiva há muito se foi! Neste campo em concreto, não se compreende o afastamento entre Câmara e IPT, e os discursos polidos e as promessas lÃricas já não convencem ninguém
Enfim, em vários campos, aconteceram uma série de coisas interessantÃssimas esta semana, que me apetecia aqui recordar para memória futura, como a intervenção de Pedro Canavarro na Casa da Europa em Santarém no aniversário desta, dia da Europa, ou a de Moita Flores no jantar da Associação Operária do Vale de Santarém, num restaurante aliás, o Pão e Vinho, digno das melhores notas; acontece no entanto que o tempo urge, e também já estou um bocadinho farto do computador. Ponto final. Disse.
Bom fim-de-semana, quem puder que aproveite o sol e os amigos, ou melhor ainda, os amores.
Os últimos dias têm sido de facto frenéticos, e a semana que entra, ou melhor, que continua naturalmente desta, não promete melhoras mas antes pelo contrário o intensificar da corrida, e também por isso, não tenho estado muito aqui pelo algures.
Muito frenéticos, têm sido no entanto dias cheios de experiências e de ricos encontros com personalidades, desde a Ministra da Cultura Isabel Pires de Lima, ao José Peseiro (eu nem sou sportinguista, mas o senhor professor Peseiro é um sujeito interessante) com quem almocei ontem, ao jantar interminável da "Festa de Babette" que acabou já hoje no Convento de Cristo, servido pelo Fatias de Cá a encerrar a Semana de Gestão da Escola Superior de Gestão do Politécnico de Tomar.
Embora longa, é interessante como duma forma simples, esta peça nos mostra como até os sabores da comida nos podem despertar para os sabores que na vida verdadeiramente valem a pena, e nos podem despertar memórias antigas que valem efectivamente por vidas inteiras. O Fatias de Cá em grande como é costume, ou não fosse o seu encenador Carlos Carvalheiro homem atento aos Valores que importam, e já agora devo dizer, pessoa cuja personalidade e postura admiro.
Claro que estava por lá alguma da nata da nossa comunidade, e devo confessar que nesse aspecto não tenho grande paciência para estes eventos, espécie de encontros de jet set à nossa escala, disfarçados de algum conteúdo, mas que na essência não passam disso mesmo, mini feiras de vaidades. Seja como for, só o sair do Convento quase à uma da manhã é experiência sempre rica.
Interessante também foi a porradona (não dá para chamar de outra forma) que o Presidente do IPT Pires da Silva deu no Presidente da Câmara na sessão de encerramento do evento ao final da tarde. Parece mesmo que os tempos estão a mudar, o encantamento de António Paiva há muito se foi! Neste campo em concreto, não se compreende o afastamento entre Câmara e IPT, e os discursos polidos e as promessas lÃricas já não convencem ninguém
Enfim, em vários campos, aconteceram uma série de coisas interessantÃssimas esta semana, que me apetecia aqui recordar para memória futura, como a intervenção de Pedro Canavarro na Casa da Europa em Santarém no aniversário desta, dia da Europa, ou a de Moita Flores no jantar da Associação Operária do Vale de Santarém, num restaurante aliás, o Pão e Vinho, digno das melhores notas; acontece no entanto que o tempo urge, e também já estou um bocadinho farto do computador. Ponto final. Disse.
Bom fim-de-semana, quem puder que aproveite o sol e os amigos, ou melhor ainda, os amores.
terça-feira, maio 09, 2006
Para a Laura
Tristes os que sem nada com muito se afirmam
Tristes os que pouco fazendo muito aos outros pedem
Tristes os que sendo tristes os outros tristes querem que sejam
Tristes os que destroem porque construir não sabem
Tristes sem nome que ainda não lembram e já se esqueceram
Tristes os que pouco fazendo muito aos outros pedem
Tristes os que sendo tristes os outros tristes querem que sejam
Tristes os que destroem porque construir não sabem
Tristes sem nome que ainda não lembram e já se esqueceram
quarta-feira, maio 03, 2006
Os Mânfios de Tomar
Já por lá tinha passado, mas ainda não tinha falado sobre, nem adicionado ali aos links, este novo site desoficial da Câmara de Tomar. Assunto agora resolvido.
Humor, e alguma crÃtica séria (pelo menos até agora) ao contrário doutros espaços por aÃ, são o que podemos encontrar.
Aconselha-se portanto uma visita ao CM - Tomar
Humor, e alguma crÃtica séria (pelo menos até agora) ao contrário doutros espaços por aÃ, são o que podemos encontrar.
Aconselha-se portanto uma visita ao CM - Tomar
terça-feira, maio 02, 2006
Alzheimer precoce
Ok, todos nós já encontrámos alguém que nos parece conhecer, que nos cumprimenta e tal, e que enfim, não conseguimos bem situar ou relembrar.
Pois a mim isso acontece-me bastante, sendo certo que na maioria das vezes posso não relembrar o nome, mas a cara não me escapa. Sendo também certo que relembro mais facilmente pessoas de tempos "mais longÃnquos", quando o meu universo era mais restrito e as actividades um pouco mais diminutas, do que agora em que por vezes tenho dificuldade em situar de que galáxia conheço determinada criatura.
Agora, coisas como a que me aconteceu há pouco antes de chegar a casa, é que me dizem que não vou viver muito tempo.
Então não me chega uma bonita moçoila na estação de serviço, que me cumprimenta toda amistosa, "Huguinho, como é que estás, como vai isso, e blá blá blá", "vai bem, então e tu, a vida e tal..." - Meus senhores, eu não faço a mÃnima ideia donde conheça a miúda. Lá está, até podia ser normal, o problema é que ninguém bom da cabeça esquecia tal rapariga!
Logo, preciso de um médico.
Ou isso, ou férias.
Pois a mim isso acontece-me bastante, sendo certo que na maioria das vezes posso não relembrar o nome, mas a cara não me escapa. Sendo também certo que relembro mais facilmente pessoas de tempos "mais longÃnquos", quando o meu universo era mais restrito e as actividades um pouco mais diminutas, do que agora em que por vezes tenho dificuldade em situar de que galáxia conheço determinada criatura.
Agora, coisas como a que me aconteceu há pouco antes de chegar a casa, é que me dizem que não vou viver muito tempo.
Então não me chega uma bonita moçoila na estação de serviço, que me cumprimenta toda amistosa, "Huguinho, como é que estás, como vai isso, e blá blá blá", "vai bem, então e tu, a vida e tal..." - Meus senhores, eu não faço a mÃnima ideia donde conheça a miúda. Lá está, até podia ser normal, o problema é que ninguém bom da cabeça esquecia tal rapariga!
Logo, preciso de um médico.
Ou isso, ou férias.
Lloyd Cole, ao vivo, em Tomar
Um bocadinho de publicidade gratuita à Câmara de Tomar, de vez em quando também vai.
Enfim, é por uma boa causa, e só porque alguém se lembrou de enviar para o meu e-mail.

a solo e em registo acústico,
12 de Maio 6ª feira - 22h00
Tomar Cine-teatro ParaÃso ( plateia - 15€ / balcão - 12€ )
"É verdade: um dos maiores singer/songwriters britânicos vai estar novamente entre nós.
Lloyd Cole, vem a Portugal e "foge" das grandes metrópoles, para os ultimos "retoques" do seu próximo álbum de originais.
Nada como Portugal, com a sua gente, o seu clima., a sua historia e a sua gastronomia, para servir de inspiração para um disco.
Os concertos esses, vão estar recheados de clássicos de Cole. Da época dos The Commotions e da sua carreira a solo.
Nestes concertos intimistas (que não irão passar pelas habituais salas de concerto) Lloyd Cole estará acompanhado das suas guitarras e da sua voz que nos (en)canta letras de amor e paixão como já não se fazem.
Este senhor de 45 anos pertence a uma espécie em vias de extinção: os singer/songwrites que nos falam ao coração. De uma maneira simples, romântica e sempre com um bom gosto intocável."
Enfim, é por uma boa causa, e só porque alguém se lembrou de enviar para o meu e-mail.

a solo e em registo acústico,
12 de Maio 6ª feira - 22h00
Tomar Cine-teatro ParaÃso ( plateia - 15€ / balcão - 12€ )
"É verdade: um dos maiores singer/songwriters britânicos vai estar novamente entre nós.
Lloyd Cole, vem a Portugal e "foge" das grandes metrópoles, para os ultimos "retoques" do seu próximo álbum de originais.
Nada como Portugal, com a sua gente, o seu clima., a sua historia e a sua gastronomia, para servir de inspiração para um disco.
Os concertos esses, vão estar recheados de clássicos de Cole. Da época dos The Commotions e da sua carreira a solo.
Nestes concertos intimistas (que não irão passar pelas habituais salas de concerto) Lloyd Cole estará acompanhado das suas guitarras e da sua voz que nos (en)canta letras de amor e paixão como já não se fazem.
Este senhor de 45 anos pertence a uma espécie em vias de extinção: os singer/songwrites que nos falam ao coração. De uma maneira simples, romântica e sempre com um bom gosto intocável."
segunda-feira, maio 01, 2006
Hoje é Dia do Trabalhador
E por isso se correr bem, quero ver se consigo fazer o que há muito tempo não consigo, que é mais ou menos, não fazer nada.
terça-feira, abril 25, 2006

Perguntavam-me há pouco para uma rádio, o que era para mim o 25 de Abril. Não sei se foi a primeira vez que mo perguntaram assim, mas talvez tenha sido a primeira que respondi.
O facto é que tenho 28 anos, e este 25 de Abril em particular comemora 32, logo eu não sei, ou não posso saber na pele o que foi o 25 de Abril, o que significou realmente para os portugueses, e o que era viver antes dele. Mas sei, sinto, o que apesar de não o ter vivido ele me transmite.
Em primeiro lugar Liberdade, quase como fim último para a vida dos Homens, Liberdade para a qual contribuem a Democracia, a Livre Opinião, a Participação.
Mas transmite-me também Obrigação, deveres sempre antes dos direitos. E isso, acho que cada vez mais se perde na nossa sociedade. A ideia de que nada se alcança sem trabalho, que nada cresce sem que o semeemos, sem que o acarinhemos, de que toda a benesse acarreta responsabilidade. Isso está difÃcil de conseguir.
O 25 de Abril e os ideais que representa também precisa de estÃmulo, de acompanhamento permanente, e de novas sementeiras, pois se assim não for, daqui a alguns anos, depois que a memória dos que o viveram se for, este será apenas mais um feriado como tantos outros, que ninguém saberá bem o que significa.
Falta apostar mais na necessidade da Participação CÃvica, falta todos, em especial os mais jovens, termos a noção de que a vivência em sociedade nos obriga a estar atentos, a intervir, a criticar – e criticar não significa apenas dizer mal.
Temos de ultrapassar a mentalidade cada vez mais enraizada nesta sociedade consumista, de preferir o mais fácil, o que nos dão já feito e sem trabalho, o que não nos faz pensar, e pelo contrário por vezes, até nos obriga a a não pensar.
Além das lutas eternas como a Igualdade para todos, o fim da Pobreza, a Justiça e Fraternidade plenas, esta são as lutas que temos ainda a travar, lutas de mentalidade, de filosofia, de consciência, que é acima de tudo, individual. Uma luta sem armas e sem sangue, mas de palavras e sentimentos. Uma luta que está, cada vez mais difÃcil, porque todos nós a deixamos assim.

segunda-feira, abril 24, 2006
Alguém sabe quem é...
... o senhor José Pedro Vasconcelos?
Um senhor que parece ter, a acreditar nas suas palavras, grandes feitos, grandes projectos realizados, uma conduta impoluta, coerente e acima de qualquer suspeição, um intelectual e ao mesmo tempo alguém capaz dos maiores trabalhos. Um senhor proveniente da nata da nata, um iluminado enviado pelo altíssimo... e no entanto:
Um senhor que parece que é do Benfica de manhã, do Sporting à tarde e à noite de quem for mais conveniente;
Um senhor que tem umas estranhas concepções do que é a Ética, e que parece ter bastantes falhas de memória, ao não saber bem o que já disse e o que já fez,
Um senhor que apesar de ser membro da Assembleia Municipal por um determinado agrupamento, não tem qualquer pejo em participar na vida interna de um partido.
Um senhor que escreve pérolas como esta:
"(...) estes políticos de segunda (...) são conhecidos apenas dos artigos da comunicação social, das reuniões partidárias, das conversas de café ou dos corredores da sede do partido, são gente que não lê e não estuda os dossiês.
Compram o "Expresso" ao fim-de-semana, e isso dá-lhes acesso a umas certas frases discursivas, para as quais nunca teriam capacidade ou engenho.
É condição fundamental não me misturar com gente desta."
Jornal Cidade de Tomar, de 21 de Abril de 2006, página 17
Afinal, alguém sabe quem é este senhor?
Há pessoas que realmente não têm vergonha nenhuma!
E muito obrigado por dizer que não se quer misturar connosco. Já agora, faça o possível para o cumprir.
É que não há pachorra!!
Um senhor que parece ter, a acreditar nas suas palavras, grandes feitos, grandes projectos realizados, uma conduta impoluta, coerente e acima de qualquer suspeição, um intelectual e ao mesmo tempo alguém capaz dos maiores trabalhos. Um senhor proveniente da nata da nata, um iluminado enviado pelo altíssimo... e no entanto:
Um senhor que parece que é do Benfica de manhã, do Sporting à tarde e à noite de quem for mais conveniente;
Um senhor que tem umas estranhas concepções do que é a Ética, e que parece ter bastantes falhas de memória, ao não saber bem o que já disse e o que já fez,
Um senhor que apesar de ser membro da Assembleia Municipal por um determinado agrupamento, não tem qualquer pejo em participar na vida interna de um partido.
Um senhor que escreve pérolas como esta:
"(...) estes políticos de segunda (...) são conhecidos apenas dos artigos da comunicação social, das reuniões partidárias, das conversas de café ou dos corredores da sede do partido, são gente que não lê e não estuda os dossiês.
Compram o "Expresso" ao fim-de-semana, e isso dá-lhes acesso a umas certas frases discursivas, para as quais nunca teriam capacidade ou engenho.
É condição fundamental não me misturar com gente desta."
Jornal Cidade de Tomar, de 21 de Abril de 2006, página 17
Afinal, alguém sabe quem é este senhor?
Há pessoas que realmente não têm vergonha nenhuma!
E muito obrigado por dizer que não se quer misturar connosco. Já agora, faça o possível para o cumprir.
É que não há pachorra!!
domingo, abril 23, 2006
Lições de Abril
Ontem e anteontem foram dias de eleições internas no partido em que milito.
E se calhar porque estamos perto desta tão importante data, eu faria o comentário apenas com isto: Parece-me que um batalhão de soldados e meia dúzia de capitães, mostraram aos generais como se faz uma revolução.
É a velha questão, queremos andar muito lá por cima, e esqueçemo-nos da base que nos suporta. Oxalá se saibam efectivamente tirar lições.
De qualquer forma, é importante que as pessoas não esqueçam o que é importante e o que é acessório, e aceitem que ontem, já passou.
Por outro lado, cá pelo burgo, as coisas são muito diferentes.
Quando se apresenta uma lista com 46 nomes, e se tem 32 votos, parece-me que há mesmo grandes lições a retirar. Infelizmente, parece-me que estes frustrados protagonistas, de tantas outras lições passadas, não mostram muita capacidade uns, vontade outros, em aprender a matéria.
Há quem não aceite a democracia ou as regras, e há quem não tenha a mÃnina noção daquilo que os outros de si julgam. Vivem num mundo só seu.
Enfim, cada um saberá o caminho que pisa...
E se calhar porque estamos perto desta tão importante data, eu faria o comentário apenas com isto: Parece-me que um batalhão de soldados e meia dúzia de capitães, mostraram aos generais como se faz uma revolução.
É a velha questão, queremos andar muito lá por cima, e esqueçemo-nos da base que nos suporta. Oxalá se saibam efectivamente tirar lições.
De qualquer forma, é importante que as pessoas não esqueçam o que é importante e o que é acessório, e aceitem que ontem, já passou.
Por outro lado, cá pelo burgo, as coisas são muito diferentes.
Quando se apresenta uma lista com 46 nomes, e se tem 32 votos, parece-me que há mesmo grandes lições a retirar. Infelizmente, parece-me que estes frustrados protagonistas, de tantas outras lições passadas, não mostram muita capacidade uns, vontade outros, em aprender a matéria.
Há quem não aceite a democracia ou as regras, e há quem não tenha a mÃnina noção daquilo que os outros de si julgam. Vivem num mundo só seu.
Enfim, cada um saberá o caminho que pisa...
sábado, abril 22, 2006
Algo estranho se passa...
... com alguns partidos tomarenses (além dos ditos como independentes)
"[...] A mais discutida [das moções em Assembleia Municipal] foi o pedido de demissão ao Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo, apresentada pelo PS. Esta proposta acabou no entanto por não ser aceite pela oposição, que foi unânime em recusá-la."
O Templário
Ou seja, para o PSD que detem o poder na autarquia, assim como para todos os outros, fora o PS, tudo vai bem pelo Hospital. É bom saber...
"[...] A mais discutida [das moções em Assembleia Municipal] foi o pedido de demissão ao Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo, apresentada pelo PS. Esta proposta acabou no entanto por não ser aceite pela oposição, que foi unânime em recusá-la."
O Templário
Ou seja, para o PSD que detem o poder na autarquia, assim como para todos os outros, fora o PS, tudo vai bem pelo Hospital. É bom saber...
Afinal...
... já há uma entidade cá pela Praça da República que tem uma página na net.
É, como noticia O Templário, a Casa das Sementes...
Desde já proponho, que se desloquem duas portas ao lado e façam um workshop ou uma acção de formação qualquer, para explicar à Câmara como é que se faz. Mas expliquem devagar e com desenhos.
É, como noticia O Templário, a Casa das Sementes...
Desde já proponho, que se desloquem duas portas ao lado e façam um workshop ou uma acção de formação qualquer, para explicar à Câmara como é que se faz. Mas expliquem devagar e com desenhos.
quarta-feira, abril 19, 2006
Zezé&Totó
- Ó Zezé, já sabes que a Câmara de Tomar, ou a Polis, ou lá o que é, pagou trabalhos que não foram feitos no Pavilhão, entre outras coisas, 3 000 metros quadrados de calçada? Mas ninguém viu que não estavam lá?
- Ó Totó, eles só usam óculos de ver ao longe. O que está por perto nunca interessou muito...
- Ó Totó, eles só usam óculos de ver ao longe. O que está por perto nunca interessou muito...
terça-feira, abril 18, 2006
Um sÃtio mesmo virtual
"Consciente da importância do marketing no mundo actual a Câmara de Tomar não se poupa a esforços para publicitar a sua página na internet e em vários cartazes espalhados pelo concelho lá aparece o endereço www.cm-tomar.pt, isto apesar da página ainda não existir. Um exemplo do universo virtual no seu melhor!"
Não sou eu que o digo, é O Mirante
Não sou eu que o digo, é O Mirante
segunda-feira, abril 17, 2006
Pedagogia do ócio
Estou sentado a passar os olhos por um relatório de uma estagiária que centra o seu trabalho à volta da pedagogia do ócio...
Que incrÃveis somos nós humanos, que para tudo arranjamos desculpa!
OK, estou a brincar com a terminologia das palavras. De facto a dita pedagogia é algo importante. Talvez das temáticas mais importantes da cada vez mais louca e atribulada sociedade em que vivemos.
A verdade é que tudo o que fazemos por ócio, que nesta significação se entende como o que é feito fora de uma actividade profissional e por hobbie ou lazer, pode muito determinar quem somos, como somos, e que vida temos. Não deixando por último de influenciar ou mesmo determinar, que profissional somos igualmente.
Sociedade mais perfeita será a que, com os devidos equilÃbrios e com igualdade entre indivÃduos, tender para uma componente cada vez maior desse ócio, em detrimento do trabalho.
Que incrÃveis somos nós humanos, que para tudo arranjamos desculpa!
OK, estou a brincar com a terminologia das palavras. De facto a dita pedagogia é algo importante. Talvez das temáticas mais importantes da cada vez mais louca e atribulada sociedade em que vivemos.
A verdade é que tudo o que fazemos por ócio, que nesta significação se entende como o que é feito fora de uma actividade profissional e por hobbie ou lazer, pode muito determinar quem somos, como somos, e que vida temos. Não deixando por último de influenciar ou mesmo determinar, que profissional somos igualmente.
Sociedade mais perfeita será a que, com os devidos equilÃbrios e com igualdade entre indivÃduos, tender para uma componente cada vez maior desse ócio, em detrimento do trabalho.
Alguém me explica...
...como é que alguém que faz uma busca por :
"george clooney ainda quer casar comigo!"
vem ter ao algures aqui?
"george clooney ainda quer casar comigo!"
vem ter ao algures aqui?
sábado, abril 15, 2006
Os meus GRANDES padrinhos
As coisas que dizem de nós nas nossas costas quando de alguma forma nos querem atingir, prejudicar ou manchar, são verdadeiramente incrÃveis. Muita maldade, à s vezes ingenuidade, à s vezes estupidez, existe neste mundo.
Todos nós já passámos em qualquer momento por isso, com maior ou menor inocência, com maior ou menor intenção de prejudicar, já todos ouvimos o que alguém de nós disse, já todos sofremos algum tipo de campanha, já todos sentimos, que há toda uma faceta de nós próprios que é tida como certa mas que desconhecÃamos.
Por esta semana descobri que se diz de mim que tenho "grandes padrinhos"!
Quem vai ficar contente é o meu padrinho de baptismo que tem para aà 1,60, todo gingão de farta bigodaça ao vento na sua scooter, quando vai ao fim do dia tratar das galinhas à casa da aldeia.
Bem, já o meu padrinho de finalista no secundário, que cá em Tomar usamos disso, é um pouco maior, e em todos os aspectos, que o homem tem mais músculos que este post letras. Também, o homem comia 12 gemas de ovo por dia e levantava o peso máximo da máquina mais a malta toda do ginásio em cima.
Já no superior não tive padrinho, mas antes uma madrinha, gira e simpática por sinal, mas também não muito grande, para além de que nunca mais a vi depois que se formou. Leccionará algures numa escola perdida do nosso paÃs.
Enfim, como até é Páscoa, vou ficar à espera que esses grandes padrinhos me tragam uns grandes folares que eu sou um grande guloso.
E eu, eu também sou padrinho três vezes, duas por razões académicas, uma por religião, e grande até sou, mas serei... um grande padrinho?
Só mesmo a rir é que se aturam algumas coisas!
Todos nós já passámos em qualquer momento por isso, com maior ou menor inocência, com maior ou menor intenção de prejudicar, já todos ouvimos o que alguém de nós disse, já todos sofremos algum tipo de campanha, já todos sentimos, que há toda uma faceta de nós próprios que é tida como certa mas que desconhecÃamos.
Por esta semana descobri que se diz de mim que tenho "grandes padrinhos"!
Quem vai ficar contente é o meu padrinho de baptismo que tem para aà 1,60, todo gingão de farta bigodaça ao vento na sua scooter, quando vai ao fim do dia tratar das galinhas à casa da aldeia.
Bem, já o meu padrinho de finalista no secundário, que cá em Tomar usamos disso, é um pouco maior, e em todos os aspectos, que o homem tem mais músculos que este post letras. Também, o homem comia 12 gemas de ovo por dia e levantava o peso máximo da máquina mais a malta toda do ginásio em cima.
Já no superior não tive padrinho, mas antes uma madrinha, gira e simpática por sinal, mas também não muito grande, para além de que nunca mais a vi depois que se formou. Leccionará algures numa escola perdida do nosso paÃs.
Enfim, como até é Páscoa, vou ficar à espera que esses grandes padrinhos me tragam uns grandes folares que eu sou um grande guloso.
E eu, eu também sou padrinho três vezes, duas por razões académicas, uma por religião, e grande até sou, mas serei... um grande padrinho?
Só mesmo a rir é que se aturam algumas coisas!
Ouça lá...
... o que é que anda aqui a fazer, não sabe que agora é pecado?
E nada de ler jornais ou ver televisão também. Olhe que as chamas do inferno estão à sua espera.
E nada de ler jornais ou ver televisão também. Olhe que as chamas do inferno estão à sua espera.
sexta-feira, abril 14, 2006
Escandalosamente tendencioso.
É o tÃtulo mais leve que se pode atribuir ao Cidade de Tomar desta semana.
Por muito respeito que me mereçam os jornalistas de Tomar e aqui no concreto os desse jornal, há limites que não devem ser ultrapassados.
Os jornais de Tomar nunca primaram muito pela imparcialidade, não tenho qualquer receio em afirmá-lo, porque há factos incontestáveis e é algo que os tomarenses no geral comentam.
Ainda assim até consigo aceitar em parte, pois percebo o difÃcil que é manter um pequeno jornal de provÃncia, e ter que pagar salários, por baixos que eles sejam.
Mas a ética e rigor informativo deviam obrigar a certos limites.
Ou então façam como em alguns paÃses, assumam claramente a tendência e o lado que apoiam,
e tudo fica transparente.
É que assim é difÃcil, o que apetece mesmo é não fazer nada.
Por muito respeito que me mereçam os jornalistas de Tomar e aqui no concreto os desse jornal, há limites que não devem ser ultrapassados.
Os jornais de Tomar nunca primaram muito pela imparcialidade, não tenho qualquer receio em afirmá-lo, porque há factos incontestáveis e é algo que os tomarenses no geral comentam.
Ainda assim até consigo aceitar em parte, pois percebo o difÃcil que é manter um pequeno jornal de provÃncia, e ter que pagar salários, por baixos que eles sejam.
Mas a ética e rigor informativo deviam obrigar a certos limites.
Ou então façam como em alguns paÃses, assumam claramente a tendência e o lado que apoiam,
e tudo fica transparente.
É que assim é difÃcil, o que apetece mesmo é não fazer nada.
quinta-feira, abril 13, 2006
Tomar sempre a liderar...
O jornal O Ribatejo desta semana apresenta uma reportagem onde identifica Santarém como uma das melhores 7 cidades do paÃs nos servÃços online colocados à disposição dos munÃcipes.
Tomar também... não.
Tomar quando muito destaca-se pelos concelhos que ainda não, qualquer coisa que seja.
Também aqui acontece, neste campo das tecnologias e da facilidade de informação e acesso aos munÃcipes e cidadãos em geral, "sendo que os munÃcipios de Tomar e do Sardoal nem sequer têm sites na Internet".
Tomar naturalmente não precisa dessas modernices...
Tomar também... não.
Tomar quando muito destaca-se pelos concelhos que ainda não, qualquer coisa que seja.
Também aqui acontece, neste campo das tecnologias e da facilidade de informação e acesso aos munÃcipes e cidadãos em geral, "sendo que os munÃcipios de Tomar e do Sardoal nem sequer têm sites na Internet".
Tomar naturalmente não precisa dessas modernices...
quarta-feira, abril 12, 2006
Dominical passeio pedestre
Fui na manhã do domingo que passou, a convite do Centro de Estudos e Protecção do Património de Tomar, fazer um passeio pedestre ali para a zona do Carrascal/Quinta da Pesqueira/Choromela, algures por aÃ.
A amanhã estava apetecÃvel apesar da noite pouco dormida, é que na noite anterior fora a sessão solene de aniversário da S.F. Gualdim Pais, e estive por isso até à s tantas com amigos que pela força das circunstâncias e das ocupações há algum tempo não via.
Bom, fazer passeios a pé é algo que me agrada, mas que não me tem sido possÃvel realizá-los, e por isso aproveitei a oportunidade, até porque o exercÃcio também faz falta.
Aproveitei, porque isso é algo para o qual também não tem havido tempo, para levar a minha amiga digital, e disparar umas fotos.
Pena é que o mau de tudo isso sejam alguns pormenores da paisagem, como o estado de descuido em que está a Ponte de Peniche, tida como pertença de um velho caminho Templário e e da Ordem de Cristo, e agora quase engolida pela vegetação, por exemplo.
E depois também a desilusão de encontrar-mos ao longo do percurso o entulho e o lixo variado que alguns cidadãos conscientes, acham por bem vir largar naquela zona bonita de azinheiras e outra vegetação idÃlica, certamente no intuito de melhor proteger a área, como aliás protegem as devidas autoridades competentes.
Tomar e as pessoas no seu melhor...

A amanhã estava apetecÃvel apesar da noite pouco dormida, é que na noite anterior fora a sessão solene de aniversário da S.F. Gualdim Pais, e estive por isso até à s tantas com amigos que pela força das circunstâncias e das ocupações há algum tempo não via.
Bom, fazer passeios a pé é algo que me agrada, mas que não me tem sido possÃvel realizá-los, e por isso aproveitei a oportunidade, até porque o exercÃcio também faz falta.
Aproveitei, porque isso é algo para o qual também não tem havido tempo, para levar a minha amiga digital, e disparar umas fotos.

Pena é que o mau de tudo isso sejam alguns pormenores da paisagem, como o estado de descuido em que está a Ponte de Peniche, tida como pertença de um velho caminho Templário e e da Ordem de Cristo, e agora quase engolida pela vegetação, por exemplo.
E depois também a desilusão de encontrar-mos ao longo do percurso o entulho e o lixo variado que alguns cidadãos conscientes, acham por bem vir largar naquela zona bonita de azinheiras e outra vegetação idÃlica, certamente no intuito de melhor proteger a área, como aliás protegem as devidas autoridades competentes.
Tomar e as pessoas no seu melhor...
Curioso
Serviço Voluntário Internacional
Informações aqui
A APAI apresenta o seu novo programa de Serviço Voluntário Internacional.
Este programa destina-se a todos os jovens com idades compreendidas entre os 18 e os 30 anos.
Se te encontras nesta faixa etária e gostavas de conhecer um outro paÃs (como a Tailândia, Nova Zelândia, Ã�ndia, Moçambique, Marrocos, Brasil, Colômbia, México, Islândia, Rússia, etc.), aprender uma outra lÃngua, beneficiar de uma experiência única e ainda poder ajudar, contacta a APAI - Associação Portuguesa de Aprendizagem Intercultural.
A APAI apresenta o seu novo programa de Serviço Voluntário Internacional.
Este programa destina-se a todos os jovens com idades compreendidas entre os 18 e os 30 anos.
Se te encontras nesta faixa etária e gostavas de conhecer um outro paÃs (como a Tailândia, Nova Zelândia, Ã�ndia, Moçambique, Marrocos, Brasil, Colômbia, México, Islândia, Rússia, etc.), aprender uma outra lÃngua, beneficiar de uma experiência única e ainda poder ajudar, contacta a APAI - Associação Portuguesa de Aprendizagem Intercultural.
domingo, abril 09, 2006
Comparações
Passei esta semana de terça a sexta, isolado na Pousada de Juventude de Abrantes numa formação de injecção de contabilidade, o que por quebra na rotina e correria habitual, até pareceram umas férias.Fui com os restantes formandos em duas das noites, ao Parque Urbano de Abrantes, ou de São Lourenço para ser mais correcto, que abriu o ano passado mas que eu ainda não conhecia, e como é da praxe fiquei positivamente surpreendido.
Se é verdade que não vi a totalidade do parque propriamente dito porque era de noite, a igual verdade é que o complexo central com restaurante que à noite é bar, com actividades previstas para todas as noites e que estava cheio, a lojinha, o espaço exterior com aluguer de bicicletas e outros veÃculos, e todo o aspecto do espaço, mostram mais uma vez como alguns têm imaginação para no nada (aquilo era um simples pinhal, ou algo assim) criar excelentes projectos, enquanto outros - eu diria, nós por cá - não conseguem fazer com aquilo que salta à vista.
Numa altura em que em Tomar nos voltamos a lembrar que temos um POLIS, com esta demissão não demissão do seu Director Executivo, numa novela a fazer lembrar Paiva noutros tempos, é talvez o bom momento para reflectirmos sobre afinal o que é que Tomar soube fazer com esse excelente programa que é o POLIS. Ai, se as pessoas fossem verdadeiramente crÃticas...
Enfim, no resto do post deixo as minhas considerações sobre tudo o que de positivo já foi feito.
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segunda-feira, abril 03, 2006
Os Bons e os Maus.
O ser humano é de facto um animal de vÃcios, tiques, e hábitos muitas vezes pouco condizentes com a sua condição de pretenso humanismo.
Parece que as pessoas não conseguem mesmo evitar os extremismos, parece que as coisas na vida sempre que se tornam um pouco mais sérias, têm que ser colocadas no extremo de um qualquer eixo, como no eixo dos bons e dos maus, dos sérios e dos falsos, dos responsáveis e dos inconscientes, dos competentes e dos inábeis, e por aà fora.
Se acontece em qualquer situação, acontece especialmente em polÃtica, onde a proximidade com um qualquer poder, por muito ilusório que seja é mais pertinente, e onde o palco, ou a necessidade muitas vezes irreflectida do ser humano em se mostrar e em se provar melhor que outrem é constantemente posta à prova.
Depois, porque a polÃtica, e a vida interna dos partidos é um desfilar constante de eleições e um obrigar permanente na escolha de sujeitos, conceitos e "lados", as coisas tendem sempre a mostrar o pior, como se dizia já, do ser humano - ou não o fossem também os polÃticos e os pretensos a sê-lo, verdade incontestável ainda que muitas vezes olvidada pelo comum dos cidadãos, ou auto denominados não-polÃticos e avessos aos mesmos.
Incomoda-me a cegueira de alguns quando esquecem que tudo tem um dia seguinte, e faz-me pena essa necessidade de demonização do "outro lado", como se de súbito todos os "bons" estivessem alinhados num flanco, e no outro ou nos outros todos os "maus".
A verdade é que na vida não é tudo sim ou não, tudo falso ou verdadeiro, tudo completamente bom ou indubitavelmente pérfido.
E se nestas coisas de eleições para o que quer que seja, uns há que usam intencionalmente estas parangonas personalizadas como formas de manipulação subliminar e publicitação indirecta das melhores qualidades do seu eu ou do seu grupo, verdade é também que muitos outros embarcam adormecidos neste desfilar estúpido de adjectivações e argumentações à forma do "diz que disse e parece que fez", esquecendo ou não vislumbrando que tudo tem tantas perspectivas como quantos os observadores, e possivelmente mais outras tantas, e que não há verdades absolutas nem seres perfeitos.
E não sei se pior é os que intentam se os que ignoram.
Essencialmente choca-me que as pessoas, e isto é mais grave nos polÃticos, não pensem pela própria cabeça, e sejam carneirinhos, acreditem no primeiro pregador de sonhos, e comam calados toda a porcaria que lhes servem como isco.
Mas principalmente entristece-me que por vezes as pessoas esqueçam o essencial, que atraiçoam valores que porventura até já tiveram, e que se deixem cegar pelo brilho fosco de um qualquer desejo mais egocêntrico, ou uma ambição mais desmedida que não responda aos limites da realidade e do respeito pelos outros e pelas causas.
Acima de tudo abomino a cegueira e a corrupção do poder. O poder parece ser de facto um Ãman e um veneno muito forte, que a muitos faz perder a lucidez, esquecendo uma outra verdade inquestionável, se tudo é efémero muito mais é esse tal poder, e também pode ser muitas vezes certo que quanto mais alto se sobe, mais dura e funda pode ser a queda, se na subida empurrarmos muitos, se escalarmos nas costas de outros, e se não formos olhando para baixo tantas ou mais vezes que para cima, podemos de repente perder o pé, e perceber que já não temos base que nos sustente, e que nos encontramos sobre o abismo.
Verdade é que há sempre uns artistas, poucos ainda assim que não dá para todos, que se conseguem segurar no vazio, presos sabe-se lá a que arames vindos do cimo, mas esses vivem no risco contÃnuo, e mais tarde ou mais cedo…
A vida é uma procura constante de algo que porventura jamais acharemos, feita de enganos, de avanços e recuos, de erros e acertos, de alegrias e desilusões. Por isso é bom que façamos esse caminho de pé, de postura correcta para que não nos doam as costas que a expedição é longa, e que se encontrem acompanhantes para a jornada, que assim se fará bem melhor, e por muita chapada que se leve, tudo isso contará no somatório da aprendizagem, e no fim, poderemos olhar para trás e sorrir, porque por mais obstáculos não atropelámos ninguém, e se alguns perdemos pelo caminho, foi porque caminhos diferentes seguiram, mas de nós se lembram como caminhantes correctos.
Os outros enfim, perdem-se pelas bermas do caminho e pelas brumas do tempo, e se tanto, teremos uma vaga lembrança de um ou outro episódio pior com personagens que entretanto saÃram do enredo.
O fim, da vida ou do que for, nunca ou quase, sabemos quando chega, mas temos como certo que chega. Porque é que alguns tudo parecem fazer para que chegue mal?
P.S. - Porque aqui muito falei de polÃticos, é bom que se diga que de polÃtico - nessa concepção mais limitada ainda que incorrecta que é a banal do termo, aquela que acha que polÃticos são só os que militam em partidos e/ou exercem determinados cargos - como de treinador de bancada, todos temos um pouco. Como a razão/inteligência aliás, distribuÃda em diferentes proporções.
P.P.S - Este post era para ter 4 ou 5 linhas.
Parece que as pessoas não conseguem mesmo evitar os extremismos, parece que as coisas na vida sempre que se tornam um pouco mais sérias, têm que ser colocadas no extremo de um qualquer eixo, como no eixo dos bons e dos maus, dos sérios e dos falsos, dos responsáveis e dos inconscientes, dos competentes e dos inábeis, e por aà fora.
Se acontece em qualquer situação, acontece especialmente em polÃtica, onde a proximidade com um qualquer poder, por muito ilusório que seja é mais pertinente, e onde o palco, ou a necessidade muitas vezes irreflectida do ser humano em se mostrar e em se provar melhor que outrem é constantemente posta à prova.
Depois, porque a polÃtica, e a vida interna dos partidos é um desfilar constante de eleições e um obrigar permanente na escolha de sujeitos, conceitos e "lados", as coisas tendem sempre a mostrar o pior, como se dizia já, do ser humano - ou não o fossem também os polÃticos e os pretensos a sê-lo, verdade incontestável ainda que muitas vezes olvidada pelo comum dos cidadãos, ou auto denominados não-polÃticos e avessos aos mesmos.
Incomoda-me a cegueira de alguns quando esquecem que tudo tem um dia seguinte, e faz-me pena essa necessidade de demonização do "outro lado", como se de súbito todos os "bons" estivessem alinhados num flanco, e no outro ou nos outros todos os "maus".
A verdade é que na vida não é tudo sim ou não, tudo falso ou verdadeiro, tudo completamente bom ou indubitavelmente pérfido.
E se nestas coisas de eleições para o que quer que seja, uns há que usam intencionalmente estas parangonas personalizadas como formas de manipulação subliminar e publicitação indirecta das melhores qualidades do seu eu ou do seu grupo, verdade é também que muitos outros embarcam adormecidos neste desfilar estúpido de adjectivações e argumentações à forma do "diz que disse e parece que fez", esquecendo ou não vislumbrando que tudo tem tantas perspectivas como quantos os observadores, e possivelmente mais outras tantas, e que não há verdades absolutas nem seres perfeitos.
E não sei se pior é os que intentam se os que ignoram.
Essencialmente choca-me que as pessoas, e isto é mais grave nos polÃticos, não pensem pela própria cabeça, e sejam carneirinhos, acreditem no primeiro pregador de sonhos, e comam calados toda a porcaria que lhes servem como isco.
Mas principalmente entristece-me que por vezes as pessoas esqueçam o essencial, que atraiçoam valores que porventura até já tiveram, e que se deixem cegar pelo brilho fosco de um qualquer desejo mais egocêntrico, ou uma ambição mais desmedida que não responda aos limites da realidade e do respeito pelos outros e pelas causas.
Acima de tudo abomino a cegueira e a corrupção do poder. O poder parece ser de facto um Ãman e um veneno muito forte, que a muitos faz perder a lucidez, esquecendo uma outra verdade inquestionável, se tudo é efémero muito mais é esse tal poder, e também pode ser muitas vezes certo que quanto mais alto se sobe, mais dura e funda pode ser a queda, se na subida empurrarmos muitos, se escalarmos nas costas de outros, e se não formos olhando para baixo tantas ou mais vezes que para cima, podemos de repente perder o pé, e perceber que já não temos base que nos sustente, e que nos encontramos sobre o abismo.
Verdade é que há sempre uns artistas, poucos ainda assim que não dá para todos, que se conseguem segurar no vazio, presos sabe-se lá a que arames vindos do cimo, mas esses vivem no risco contÃnuo, e mais tarde ou mais cedo…
A vida é uma procura constante de algo que porventura jamais acharemos, feita de enganos, de avanços e recuos, de erros e acertos, de alegrias e desilusões. Por isso é bom que façamos esse caminho de pé, de postura correcta para que não nos doam as costas que a expedição é longa, e que se encontrem acompanhantes para a jornada, que assim se fará bem melhor, e por muita chapada que se leve, tudo isso contará no somatório da aprendizagem, e no fim, poderemos olhar para trás e sorrir, porque por mais obstáculos não atropelámos ninguém, e se alguns perdemos pelo caminho, foi porque caminhos diferentes seguiram, mas de nós se lembram como caminhantes correctos.
Os outros enfim, perdem-se pelas bermas do caminho e pelas brumas do tempo, e se tanto, teremos uma vaga lembrança de um ou outro episódio pior com personagens que entretanto saÃram do enredo.
O fim, da vida ou do que for, nunca ou quase, sabemos quando chega, mas temos como certo que chega. Porque é que alguns tudo parecem fazer para que chegue mal?
P.S. - Porque aqui muito falei de polÃticos, é bom que se diga que de polÃtico - nessa concepção mais limitada ainda que incorrecta que é a banal do termo, aquela que acha que polÃticos são só os que militam em partidos e/ou exercem determinados cargos - como de treinador de bancada, todos temos um pouco. Como a razão/inteligência aliás, distribuÃda em diferentes proporções.
P.P.S - Este post era para ter 4 ou 5 linhas.
Ainda estás a tempo...
... até 21 de Abril, se tens menos de 30 anos e queda para as artes.
Participa neste evento que da música à literatura, da ciber arte à joalharia, abrange um leque variado de formas de expressão artÃstica.
sabe tudo aqui
terça-feira, março 28, 2006
sexta-feira, março 24, 2006
Balada Alentejana
Estou sentado em frente a um computador algures em Évora a fazer tempo, e penso em como aprecio Tomar.
A verdade é que deve ser o quarto ou quinto fim-de-semana seguido que estou fora, e para além do cansaço, sinto falta da calma aparente que grassa pelas terras nabantinas, que principalmente me servem de calmante.
Évora é no entanto uma cidade lindÃssima - "cada pedra tem uma história", dizia-me alguém há pouco. Podia servir de modelo para Tomar sobre como se devem fazer algumas coisas: a conservação dos monumentos, o arranjo dos jardins, o aproveitamento de vários espaços, a organização do trânsito/estacionamentos/transportes públicos, a animação, a vivência cultural, a promoção.
Dizer que Évora é capital de distrito, que é património da Unesco, que é a rainha de uma região, e Tomar nada disso, seriam apenas "desculpas de mau pagador". Enfim...
Descobri há pouco numa pastelaria que, além de muitos outros doces conventuais de perder a cabeça, por cá também há queijinhos doces. E eu a pensar que eram exclusivos das margens do Nabão.
Bem, parece que é hora de jantar, o choco frito do almoço em Setúbal já vai longe, e como a noite se adivinha longa (de trabalho!) é melhor aproveitar...
e depois, este fim-de-semana não será assim tão longo, amanhã volto.
A verdade é que deve ser o quarto ou quinto fim-de-semana seguido que estou fora, e para além do cansaço, sinto falta da calma aparente que grassa pelas terras nabantinas, que principalmente me servem de calmante.
Évora é no entanto uma cidade lindÃssima - "cada pedra tem uma história", dizia-me alguém há pouco. Podia servir de modelo para Tomar sobre como se devem fazer algumas coisas: a conservação dos monumentos, o arranjo dos jardins, o aproveitamento de vários espaços, a organização do trânsito/estacionamentos/transportes públicos, a animação, a vivência cultural, a promoção.
Dizer que Évora é capital de distrito, que é património da Unesco, que é a rainha de uma região, e Tomar nada disso, seriam apenas "desculpas de mau pagador". Enfim...
Descobri há pouco numa pastelaria que, além de muitos outros doces conventuais de perder a cabeça, por cá também há queijinhos doces. E eu a pensar que eram exclusivos das margens do Nabão.
Bem, parece que é hora de jantar, o choco frito do almoço em Setúbal já vai longe, e como a noite se adivinha longa (de trabalho!) é melhor aproveitar...
e depois, este fim-de-semana não será assim tão longo, amanhã volto.
terça-feira, março 21, 2006
Hoje é dia...
da �rvore
Mundial da Floresta
Mundial da Poesia
e de Equinócio da Primavera (ups, afinal foi ontem!)
Que mais razões são precisas para estar feliz?
Mundial da Floresta
Mundial da Poesia
e de Equinócio da Primavera (ups, afinal foi ontem!)
Que mais razões são precisas para estar feliz?
quarta-feira, março 15, 2006
quarta-feira, março 08, 2006
Há coisas...
...que nos deixam a pensar.
Vejam o anúncio no link abaixo e leiam a explicação do porquê nunca ter sido exibido.
http://www.xiz.com.br/comercial/
aterradora contribuição do Bruno Gomes (algures por ferreira)
Vejam o anúncio no link abaixo e leiam a explicação do porquê nunca ter sido exibido.
http://www.xiz.com.br/comercial/
aterradora contribuição do Bruno Gomes (algures por ferreira)
sábado, março 04, 2006
E por falar em escolhas...
... escolheu ontem o "povo" tomarense o mordomo para a próxima festa dos tabuleiros a realizar no ano que há-de vir.
João Vital reuniu o consenso, ou não fosse mais ninguém se ter apresentado, não tivessem todas as escolhas sido feitas antes da reunião que essa é apenas simbólica, ou haja alguém que julgue que não.
Ainda assim, parece-me bem. Os entendidos e mais "trabalhadores" da festa parecem satisfeitos, e os teóricos piam mas ninguém lhes liga, que como em muitas outras coisas, quem muito fala pouco faz, ou cão que ladra não morde.
DifÃcil empresa se apresenta ao novo mordomo, que a seus ombros tem a tarefa de fazer uma festa ainda ensombrada pelos problemas da anterior.
Muito trabalho, boas escolhas para os seus colaboradores, e sorte q.b. é a receita necessária.
Apoio e solidariedade é também o que todos somos chamados a contribuir, assim será a festa novamente falada apenas pelo que merece: a Grande Festa prova da alma de Tomar e dos nabantinos.
João Vital reuniu o consenso, ou não fosse mais ninguém se ter apresentado, não tivessem todas as escolhas sido feitas antes da reunião que essa é apenas simbólica, ou haja alguém que julgue que não.
Ainda assim, parece-me bem. Os entendidos e mais "trabalhadores" da festa parecem satisfeitos, e os teóricos piam mas ninguém lhes liga, que como em muitas outras coisas, quem muito fala pouco faz, ou cão que ladra não morde.
DifÃcil empresa se apresenta ao novo mordomo, que a seus ombros tem a tarefa de fazer uma festa ainda ensombrada pelos problemas da anterior.
Muito trabalho, boas escolhas para os seus colaboradores, e sorte q.b. é a receita necessária.
Apoio e solidariedade é também o que todos somos chamados a contribuir, assim será a festa novamente falada apenas pelo que merece: a Grande Festa prova da alma de Tomar e dos nabantinos.
As escolhas.
Poder fazer escolhas é não só uma das principais caracterÃsticas que em parte nos distingue dos restantes animais, como é também uma demonstração de que somos seres humanos livres, vivendo pois em suposta democracia.
Fazer escolhas é portanto, bom.
Escolher o vermelho ou o azul, carne ou peixe, a praia ou o campo, ir ao cinema ou ficar em casa.
Naturalmente isto não é sempre assim tão fácil, torna-se especialmente difÃcil quando as escolhas envolvem pessoas, e em muito momentos da nossa vida temos que fazer dessas escolhas.
Eu detesto essas escolhas.
Não porque não as consiga fazer, não porque tenha algum tipo de medo de as fazer.
E aÃ, talvez. Algum tipo de medo.
É que as escolhas que fazemos implicam consequências, e não é que tenha medo de errar na escolha. Todos fazemos erros, todos em muitas alturas escolhemos erradamente.
Quando muito podemos esperar que o balanço aponte para para um maior número de escolhas positivas.
Mas não, não é essa a questão. A questão é que por vezes somos obrigados a fazer escolhas apenas porque sim, porque é obrigatório que o façamos. E não temos particulares razões para optar por A em detrimento de B, apenas tem de ser.
Ora, como dizia, as escolhas têm normalmente consequências, e as consequências são muitas vezes que alguém a quem não escolhemos, nos passe a julgar de forma diferente, apenas porque fizemos uma escolha. Apenas porque tivemos que fazer uma escolha.
Enfim, a vida em sociedade não é nada simples. Mas podia ser, nós é que a complicamos.
E porquê este chorrilho de disparates? Ora, no meu horizonte aproximam-se tempos de escolha.
(Quando repito muitas vezes a mesma palavra, acontece normalmente que ela me pareça estranha. Não é o que sucede se pensarmos na palavra escolha e nos tentarmos abstrair do seu significado? "Escolha", que raio de palavra!)
Fazer escolhas é portanto, bom.
Escolher o vermelho ou o azul, carne ou peixe, a praia ou o campo, ir ao cinema ou ficar em casa.
Naturalmente isto não é sempre assim tão fácil, torna-se especialmente difÃcil quando as escolhas envolvem pessoas, e em muito momentos da nossa vida temos que fazer dessas escolhas.
Eu detesto essas escolhas.
Não porque não as consiga fazer, não porque tenha algum tipo de medo de as fazer.
E aÃ, talvez. Algum tipo de medo.
É que as escolhas que fazemos implicam consequências, e não é que tenha medo de errar na escolha. Todos fazemos erros, todos em muitas alturas escolhemos erradamente.
Quando muito podemos esperar que o balanço aponte para para um maior número de escolhas positivas.
Mas não, não é essa a questão. A questão é que por vezes somos obrigados a fazer escolhas apenas porque sim, porque é obrigatório que o façamos. E não temos particulares razões para optar por A em detrimento de B, apenas tem de ser.
Ora, como dizia, as escolhas têm normalmente consequências, e as consequências são muitas vezes que alguém a quem não escolhemos, nos passe a julgar de forma diferente, apenas porque fizemos uma escolha. Apenas porque tivemos que fazer uma escolha.
Enfim, a vida em sociedade não é nada simples. Mas podia ser, nós é que a complicamos.
E porquê este chorrilho de disparates? Ora, no meu horizonte aproximam-se tempos de escolha.
(Quando repito muitas vezes a mesma palavra, acontece normalmente que ela me pareça estranha. Não é o que sucede se pensarmos na palavra escolha e nos tentarmos abstrair do seu significado? "Escolha", que raio de palavra!)
Os velhos amigos.
Ou os amigos velhos, que não é a mesma coisa mas também se aplica.
Acontece ter todo o primeiro sábado de Março, um almoço da turma de curso, em que oriundos de vários pontos do paÃs nos reunimos na terra de um nós, escolhida previamente no ano anterior.
Foi o que aconteceu hoje no Sardoal.
Dos que se encontram mais frequentemente, aos que se revem de ano a ano, este é o espaço e o momento das constatações e das memórias de tempos que marcam e não voltam.
Quem está mais magro, mais gordo, mais careca, mais, menos, tanto, qualquer coisa, é a entrada da ementa que segue com as obrigatórias conversas entre qualquer grupo de professores, como é a tua escola, que alunos tens, os colegas são porreiros, a escola é longe e está a cair, ou o simples mas por vezes presente, estou farto da escola, ou o outro ainda que agora não dá aulas porque tem tacho, e ele diz que não, que trabalha que se farta, mas ninguém mostra acreditar ainda que saibam que assim é, e as evidências depois o demonstram.
E assim segue, com mais ou menos copo, com mais ou menos choro da criança de alguém, até à sobremesa composta pelas sempre presentes memórias, sempre mais distantes, sempre mais saudosas: aquela festa, aquele trabalho feito à s 5 da manhã, aquela professora, aquele dia de copos, os tiques e os toques de uns e outros, e o diz que o outro faz isto e a outra agora é aquilo, para que omitidamente percebamos e noutras palavras o digamos uns aos outros que estamos a cada um cada medida, mais pais, mais solteiros, mais fatigados, mais empenhados, mais distraÃdos, mais deslocados, mais interessados... mais velhos.
Estes encontros, como todos os ciclos da vida, é suposto que continuem, e sempre e em cada um será assim. O tempo não se evita. Por muito que custe, é a simplicidade apenas aparente, diria o José Gil, daquela célebre citação de um nosso ex-Primeiro-ministro. "É a vida!"
Acontece ter todo o primeiro sábado de Março, um almoço da turma de curso, em que oriundos de vários pontos do paÃs nos reunimos na terra de um nós, escolhida previamente no ano anterior.
Foi o que aconteceu hoje no Sardoal.
Dos que se encontram mais frequentemente, aos que se revem de ano a ano, este é o espaço e o momento das constatações e das memórias de tempos que marcam e não voltam.
Quem está mais magro, mais gordo, mais careca, mais, menos, tanto, qualquer coisa, é a entrada da ementa que segue com as obrigatórias conversas entre qualquer grupo de professores, como é a tua escola, que alunos tens, os colegas são porreiros, a escola é longe e está a cair, ou o simples mas por vezes presente, estou farto da escola, ou o outro ainda que agora não dá aulas porque tem tacho, e ele diz que não, que trabalha que se farta, mas ninguém mostra acreditar ainda que saibam que assim é, e as evidências depois o demonstram.
E assim segue, com mais ou menos copo, com mais ou menos choro da criança de alguém, até à sobremesa composta pelas sempre presentes memórias, sempre mais distantes, sempre mais saudosas: aquela festa, aquele trabalho feito à s 5 da manhã, aquela professora, aquele dia de copos, os tiques e os toques de uns e outros, e o diz que o outro faz isto e a outra agora é aquilo, para que omitidamente percebamos e noutras palavras o digamos uns aos outros que estamos a cada um cada medida, mais pais, mais solteiros, mais fatigados, mais empenhados, mais distraÃdos, mais deslocados, mais interessados... mais velhos.
Estes encontros, como todos os ciclos da vida, é suposto que continuem, e sempre e em cada um será assim. O tempo não se evita. Por muito que custe, é a simplicidade apenas aparente, diria o José Gil, daquela célebre citação de um nosso ex-Primeiro-ministro. "É a vida!"
segunda-feira, fevereiro 27, 2006
Gestão por objectivos
Quem sabe como funciona o sistema de avaliação da administração pública (SIADAP), em especial quem tem que definir objectivos para os funcionários, percebe talvez melhor a pertinência desta história...
Era uma vez uma aldeia onde viviam dois homens que tinham o mesmo nome: Joaquim Gonçalves.
Um era sacerdote e o outro taxista. Quis o destino que morressem no mesmo dia.
Quando chegaram ao céu, São Pedro esperava-os.
- O teu nome?
- Joaquim Gonçalves.
- És o sacerdote?
- Não, o taxista.
São Pedro consulta as suas notas e diz:
- Bom, ganhaste o paraÃso. Levas esta túnica com fios de ouro e este ceptro de platina com incrustações de rubis. Podes entrar.
- O teu nome?
- Joaquim Gonçalves.
- És o sacerdote?
- Sim, sou eu mesmo.
- Muito bem, meu filho, ganhaste o paraÃso. Levas esta bata de linho e este ceptro de ferro.
O sacerdote diz:
- Desculpe, mas deve haver engano. Eu sou o Joaquim Gonçalves, o sacerdote!
- Sim, meu filho, ganhaste o paraÃso. Levas esta bata de linho e...
- Não pode ser! Eu conheço o outro senhor. Era taxista, vivia na minha aldeia e era um desastre! Subia os passeios, batia com o carro todos os dias, conduzia pessimamente e assustava as pessoas. Nunca mudou, apesar das multas e repreensões policiais. E quanto a mim, passei 75 anos pregando todos os domingos na paróquia. Como é que ele recebe a túnica com fios de ouro e eu... isto?
- Não é nenhum engano - diz São Pedro. Aqui no céu, estamos a fazer uma gestão mais profissional, como a que vocês fazem lá na Terra. Agora orientamo-nos por objectivos.
Ora, durante os últimos anos, cada vez que tu pregavas, as pessoas
dormiam. E cada vez que ele conduzia o táxi, as pessoas começavam a rezar.
Resultados! Percebeste? Gestão por Objectivos!
Era uma vez uma aldeia onde viviam dois homens que tinham o mesmo nome: Joaquim Gonçalves.
Um era sacerdote e o outro taxista. Quis o destino que morressem no mesmo dia.
Quando chegaram ao céu, São Pedro esperava-os.
- O teu nome?
- Joaquim Gonçalves.
- És o sacerdote?
- Não, o taxista.
São Pedro consulta as suas notas e diz:
- Bom, ganhaste o paraÃso. Levas esta túnica com fios de ouro e este ceptro de platina com incrustações de rubis. Podes entrar.
- O teu nome?
- Joaquim Gonçalves.
- És o sacerdote?
- Sim, sou eu mesmo.
- Muito bem, meu filho, ganhaste o paraÃso. Levas esta bata de linho e este ceptro de ferro.
O sacerdote diz:
- Desculpe, mas deve haver engano. Eu sou o Joaquim Gonçalves, o sacerdote!
- Sim, meu filho, ganhaste o paraÃso. Levas esta bata de linho e...
- Não pode ser! Eu conheço o outro senhor. Era taxista, vivia na minha aldeia e era um desastre! Subia os passeios, batia com o carro todos os dias, conduzia pessimamente e assustava as pessoas. Nunca mudou, apesar das multas e repreensões policiais. E quanto a mim, passei 75 anos pregando todos os domingos na paróquia. Como é que ele recebe a túnica com fios de ouro e eu... isto?
- Não é nenhum engano - diz São Pedro. Aqui no céu, estamos a fazer uma gestão mais profissional, como a que vocês fazem lá na Terra. Agora orientamo-nos por objectivos.
Ora, durante os últimos anos, cada vez que tu pregavas, as pessoas
dormiam. E cada vez que ele conduzia o táxi, as pessoas começavam a rezar.
Resultados! Percebeste? Gestão por Objectivos!
domingo, fevereiro 26, 2006
Parece que é...
... CARNAVAL
E a máscara que me apetecia usar era a de Hugo Cristóvão, que é coisa que não faço há muito tempo.
É mais que certo que, todos nós, todos dias, usamos máscaras.
E a máscara que me apetecia usar era a de Hugo Cristóvão, que é coisa que não faço há muito tempo.
Mas acho que ainda não é hoje.
É mais que certo que, todos nós, todos dias, usamos máscaras.
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