terça-feira, maio 02, 2006

Lloyd Cole, ao vivo, em Tomar

Um bocadinho de publicidade gratuita à Câmara de Tomar, de vez em quando também vai.
Enfim, é por uma boa causa, e só porque alguém se lembrou de enviar para o meu e-mail.


a solo e em registo acústico,
12 de Maio 6ª feira - 22h00
Tomar Cine-teatro Paraíso ( plateia - 15€ / balcão - 12€ )



"É verdade: um dos maiores singer/songwriters britânicos vai estar novamente entre nós.
Lloyd Cole, vem a Portugal e "foge" das grandes metrópoles, para os ultimos "retoques" do seu próximo álbum de originais.
Nada como Portugal, com a sua gente, o seu clima., a sua historia e a sua gastronomia, para servir de inspiração para um disco.
Os concertos esses, vão estar recheados de clássicos de Cole. Da época dos The Commotions e da sua carreira a solo.
Nestes concertos intimistas (que não irão passar pelas habituais salas de concerto) Lloyd Cole estará acompanhado das suas guitarras e da sua voz que nos (en)canta letras de amor e paixão como já não se fazem.
Este senhor de 45 anos pertence a uma espécie em vias de extinção: os singer/songwrites que nos falam ao coração. De uma maneira simples, romântica e sempre com um bom gosto intocável."

segunda-feira, maio 01, 2006

Hoje é Dia do Trabalhador

E por isso se correr bem, quero ver se consigo fazer o que há muito tempo não consigo, que é mais ou menos, não fazer nada.

terça-feira, abril 25, 2006


Perguntavam-me há pouco para uma rádio, o que era para mim o 25 de Abril. Não sei se foi a primeira vez que mo perguntaram assim, mas talvez tenha sido a primeira que respondi.
O facto é que tenho 28 anos, e este 25 de Abril em particular comemora 32, logo eu não sei, ou não posso saber na pele o que foi o 25 de Abril, o que significou realmente para os portugueses, e o que era viver antes dele. Mas sei, sinto, o que apesar de não o ter vivido ele me transmite.
Em primeiro lugar Liberdade, quase como fim último para a vida dos Homens, Liberdade para a qual contribuem a Democracia, a Livre Opinião, a Participação.
Mas transmite-me também Obrigação, deveres sempre antes dos direitos. E isso, acho que cada vez mais se perde na nossa sociedade. A ideia de que nada se alcança sem trabalho, que nada cresce sem que o semeemos, sem que o acarinhemos, de que toda a benesse acarreta responsabilidade. Isso está difícil de conseguir.
O 25 de Abril e os ideais que representa também precisa de estímulo, de acompanhamento permanente, e de novas sementeiras, pois se assim não for, daqui a alguns anos, depois que a memória dos que o viveram se for, este será apenas mais um feriado como tantos outros, que ninguém saberá bem o que significa.
Falta apostar mais na necessidade da Participação Cívica, falta todos, em especial os mais jovens, termos a noção de que a vivência em sociedade nos obriga a estar atentos, a intervir, a criticar – e criticar não significa apenas dizer mal.
Temos de ultrapassar a mentalidade cada vez mais enraizada nesta sociedade consumista, de preferir o mais fácil, o que nos dão já feito e sem trabalho, o que não nos faz pensar, e pelo contrário por vezes, até nos obriga a a não pensar.
Além das lutas eternas como a Igualdade para todos, o fim da Pobreza, a Justiça e Fraternidade plenas, esta são as lutas que temos ainda a travar, lutas de mentalidade, de filosofia, de consciência, que é acima de tudo, individual. Uma luta sem armas e sem sangue, mas de palavras e sentimentos. Uma luta que está, cada vez mais difícil, porque todos nós a deixamos assim.

segunda-feira, abril 24, 2006

Alguém sabe quem é...

... o senhor José Pedro Vasconcelos?

Um senhor que parece ter, a acreditar nas suas palavras, grandes feitos, grandes projectos realizados, uma conduta impoluta, coerente e acima de qualquer suspeição, um intelectual e ao mesmo tempo alguém capaz dos maiores trabalhos. Um senhor proveniente da nata da nata, um iluminado enviado pelo altí­ssimo... e no entanto:
Um senhor que parece que é do Benfica de manhã, do Sporting à tarde e à noite de quem for mais conveniente;
Um senhor que tem umas estranhas concepções do que é a Ética, e que parece ter bastantes falhas de memória, ao não saber bem o que já disse e o que já fez,
Um senhor que apesar de ser membro da Assembleia Municipal por um determinado agrupamento, não tem qualquer pejo em participar na vida interna de um partido.
Um senhor que escreve pérolas como esta:

"(...) estes polí­ticos de segunda (...) são conhecidos apenas dos artigos da comunicação social, das reuniões partidárias, das conversas de café ou dos corredores da sede do partido, são gente que não lê e não estuda os dossiês.
Compram o "Expresso" ao fim-de-semana, e isso dá-lhes acesso a umas certas frases discursivas, para as quais nunca teriam capacidade ou engenho.
É condição fundamental não me misturar com gente desta."
Jornal Cidade de Tomar, de 21 de Abril de 2006, página 17

Afinal, alguém sabe quem é este senhor?


Há pessoas que realmente não têm vergonha nenhuma!
E muito obrigado por dizer que não se quer misturar connosco. Já agora, faça o possí­vel para o cumprir.
É que não há pachorra!!

domingo, abril 23, 2006

Lições de Abril

Ontem e anteontem foram dias de eleições internas no partido em que milito.
E se calhar porque estamos perto desta tão importante data, eu faria o comentário apenas com isto: Parece-me que um batalhão de soldados e meia dúzia de capitães, mostraram aos generais como se faz uma revolução.
É a velha questão, queremos andar muito lá por cima, e esqueçemo-nos da base que nos suporta. Oxalá se saibam efectivamente tirar lições.
De qualquer forma, é importante que as pessoas não esqueçam o que é importante e o que é acessório, e aceitem que ontem, já passou.

Por outro lado, cá pelo burgo, as coisas são muito diferentes.
Quando se apresenta uma lista com 46 nomes, e se tem 32 votos, parece-me que há mesmo grandes lições a retirar. Infelizmente, parece-me que estes frustrados protagonistas, de tantas outras lições passadas, não mostram muita capacidade uns, vontade outros, em aprender a matéria.
Há quem não aceite a democracia ou as regras, e há quem não tenha a mínina noção daquilo que os outros de si julgam. Vivem num mundo só seu.
Enfim, cada um saberá o caminho que pisa...

sábado, abril 22, 2006

Algo estranho se passa...

... com alguns partidos tomarenses (além dos ditos como independentes)

"[...] A mais discutida [das moções em Assembleia Municipal] foi o pedido de demissão ao Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo, apresentada pelo PS. Esta proposta acabou no entanto por não ser aceite pela oposição, que foi unânime em recusá-la."
O Templário

Ou seja, para o PSD que detem o poder na autarquia, assim como para todos os outros, fora o PS, tudo vai bem pelo Hospital. É bom saber...

Convento de Cristo precisa de intervenção urgente.

Convento de Cristo?
Isso fica onde?

notícia O Templário

Polis de Tomar atrasado.

Para nós não é novidade nenhuma, mas é bom saber que mais alguém reparou.

notícia JN

Afinal...

... já há uma entidade cá pela Praça da República que tem uma página na net.
É, como noticia O Templário, a Casa das Sementes...

Desde já proponho, que se desloquem duas portas ao lado e façam um workshop ou uma acção de formação qualquer, para explicar à Câmara como é que se faz. Mas expliquem devagar e com desenhos.

quarta-feira, abril 19, 2006

Zezé&Totó

- Ó Zezé, já sabes que a Câmara de Tomar, ou a Polis, ou lá o que é, pagou trabalhos que não foram feitos no Pavilhão, entre outras coisas, 3 000 metros quadrados de calçada? Mas ninguém viu que não estavam lá?

- Ó Totó, eles só usam óculos de ver ao longe. O que está por perto nunca interessou muito...

terça-feira, abril 18, 2006

Um sítio mesmo virtual

"Consciente da importância do marketing no mundo actual a Câmara de Tomar não se poupa a esforços para publicitar a sua página na internet e em vários cartazes espalhados pelo concelho lá aparece o endereço www.cm-tomar.pt, isto apesar da página ainda não existir. Um exemplo do universo virtual no seu melhor!"

Não sou eu que o digo, é O Mirante

segunda-feira, abril 17, 2006

Pedagogia do ócio

Estou sentado a passar os olhos por um relatório de uma estagiária que centra o seu trabalho à volta da pedagogia do ócio...
Que incríveis somos nós humanos, que para tudo arranjamos desculpa!

OK, estou a brincar com a terminologia das palavras. De facto a dita pedagogia é algo importante. Talvez das temáticas mais importantes da cada vez mais louca e atribulada sociedade em que vivemos.
A verdade é que tudo o que fazemos por ócio, que nesta significação se entende como o que é feito fora de uma actividade profissional e por hobbie ou lazer, pode muito determinar quem somos, como somos, e que vida temos. Não deixando por último de influenciar ou mesmo determinar, que profissional somos igualmente.

Sociedade mais perfeita será a que, com os devidos equilíbrios e com igualdade entre indivíduos, tender para uma componente cada vez maior desse ócio, em detrimento do trabalho.

Alguém me explica...

...como é que alguém que faz uma busca por :
"george clooney ainda quer casar comigo!"
vem ter ao algures aqui?

sábado, abril 15, 2006

Os meus GRANDES padrinhos

As coisas que dizem de nós nas nossas costas quando de alguma forma nos querem atingir, prejudicar ou manchar, são verdadeiramente incríveis. Muita maldade, às vezes ingenuidade, às vezes estupidez, existe neste mundo.
Todos nós já passámos em qualquer momento por isso, com maior ou menor inocência, com maior ou menor intenção de prejudicar, já todos ouvimos o que alguém de nós disse, já todos sofremos algum tipo de campanha, já todos sentimos, que há toda uma faceta de nós próprios que é tida como certa mas que desconhecíamos.
Por esta semana descobri que se diz de mim que tenho "grandes padrinhos"!
Quem vai ficar contente é o meu padrinho de baptismo que tem para aí 1,60, todo gingão de farta bigodaça ao vento na sua scooter, quando vai ao fim do dia tratar das galinhas à casa da aldeia.
Bem, já o meu padrinho de finalista no secundário, que cá em Tomar usamos disso, é um pouco maior, e em todos os aspectos, que o homem tem mais músculos que este post letras. Também, o homem comia 12 gemas de ovo por dia e levantava o peso máximo da máquina mais a malta toda do ginásio em cima.
Já no superior não tive padrinho, mas antes uma madrinha, gira e simpática por sinal, mas também não muito grande, para além de que nunca mais a vi depois que se formou. Leccionará algures numa escola perdida do nosso país.
Enfim, como até é Páscoa, vou ficar à espera que esses grandes padrinhos me tragam uns grandes folares que eu sou um grande guloso.

E eu, eu também sou padrinho três vezes, duas por razões académicas, uma por religião, e grande até sou, mas serei... um grande padrinho?

Só mesmo a rir é que se aturam algumas coisas!

Ouça lá...

... o que é que anda aqui a fazer, não sabe que agora é pecado?
E nada de ler jornais ou ver televisão também. Olhe que as chamas do inferno estão à sua espera.

sexta-feira, abril 14, 2006

Escandalosamente tendencioso.

É o título mais leve que se pode atribuir ao Cidade de Tomar desta semana.
Por muito respeito que me mereçam os jornalistas de Tomar e aqui no concreto os desse jornal, há limites que não devem ser ultrapassados.
Os jornais de Tomar nunca primaram muito pela imparcialidade, não tenho qualquer receio em afirmá-lo, porque há factos incontestáveis e é algo que os tomarenses no geral comentam.
Ainda assim até consigo aceitar em parte, pois percebo o difícil que é manter um pequeno jornal de província, e ter que pagar salários, por baixos que eles sejam.
Mas a ética e rigor informativo deviam obrigar a certos limites.
Ou então façam como em alguns países, assumam claramente a tendência e o lado que apoiam,
e tudo fica transparente.

É que assim é difícil, o que apetece mesmo é não fazer nada.

quinta-feira, abril 13, 2006

Tomar sempre a liderar...

O jornal O Ribatejo desta semana apresenta uma reportagem onde identifica Santarém como uma das melhores 7 cidades do país nos servíços online colocados à disposição dos munícipes.
Tomar também... não.
Tomar quando muito destaca-se pelos concelhos que ainda não, qualquer coisa que seja.
Também aqui acontece, neste campo das tecnologias e da facilidade de informação e acesso aos munícipes e cidadãos em geral, "sendo que os munícipios de Tomar e do Sardoal nem sequer têm sites na Internet".
Tomar naturalmente não precisa dessas modernices...

Dia Internacional do Beijo

Por isso hoje beijem muito

quarta-feira, abril 12, 2006

Dominical passeio pedestre

Fui na manhã do domingo que passou, a convite do Centro de Estudos e Protecção do Património de Tomar, fazer um passeio pedestre ali para a zona do Carrascal/Quinta da Pesqueira/Choromela, algures por aí.
A amanhã estava apetecível apesar da noite pouco dormida, é que na noite anterior fora a sessão solene de aniversário da S.F. Gualdim Pais, e estive por isso até às tantas com amigos que pela força das circunstâncias e das ocupações há algum tempo não via.
Bom, fazer passeios a pé é algo que me agrada, mas que não me tem sido possível realizá-los, e por isso aproveitei a oportunidade, até porque o exercício também faz falta.
Aproveitei, porque isso é algo para o qual também não tem havido tempo, para levar a minha amiga digital, e disparar umas fotos.




















Pena é que o mau de tudo isso sejam alguns pormenores da paisagem, como o estado de descuido em que está a Ponte de Peniche, tida como pertença de um velho caminho Templário e e da Ordem de Cristo, e agora quase engolida pela vegetação, por exemplo.
E depois também a desilusão de encontrar-mos ao longo do percurso o entulho e o lixo variado que alguns cidadãos conscientes, acham por bem vir largar naquela zona bonita de azinheiras e outra vegetação idílica, certamente no intuito de melhor proteger a área, como aliás protegem as devidas autoridades competentes. Tomar e as pessoas no seu melhor...




Curioso


Uma das coisas engraçadas ao longo do percurso, fruto do tempo e do desmazelo, ambos inventados pelo Homem.

Serviço Voluntário Internacional

Informações aqui

A APAI apresenta o seu novo programa de Serviço Voluntário Internacional.
Este programa destina-se a todos os jovens com idades compreendidas entre os 18 e os 30 anos.

Se te encontras nesta faixa etária e gostavas de conhecer um outro país (como a Tailândia, Nova Zelândia, �ndia, Moçambique, Marrocos, Brasil, Colômbia, México, Islândia, Rússia, etc.), aprender uma outra língua, beneficiar de uma experiência única e ainda poder ajudar, contacta a APAI - Associação Portuguesa de Aprendizagem Intercultural.

domingo, abril 09, 2006

Comparações

Passei esta semana de terça a sexta, isolado na Pousada de Juventude de Abrantes numa formação de injecção de contabilidade, o que por quebra na rotina e correria habitual, até pareceram umas férias.
Fui com os restantes formandos em duas das noites, ao Parque Urbano de Abrantes, ou de São Lourenço para ser mais correcto, que abriu o ano passado mas que eu ainda não conhecia, e como é da praxe fiquei positivamente surpreendido.
Se é verdade que não vi a totalidade do parque propriamente dito porque era de noite, a igual verdade é que o complexo central com restaurante que à noite é bar, com actividades previstas para todas as noites e que estava cheio, a lojinha, o espaço exterior com aluguer de bicicletas e outros veículos, e todo o aspecto do espaço, mostram mais uma vez como alguns têm imaginação para no nada (aquilo era um simples pinhal, ou algo assim) criar excelentes projectos, enquanto outros - eu diria, nós por cá - não conseguem fazer com aquilo que salta à vista.
Numa altura em que em Tomar nos voltamos a lembrar que temos um POLIS, com esta demissão não demissão do seu Director Executivo, numa novela a fazer lembrar Paiva noutros tempos, é talvez o bom momento para reflectirmos sobre afinal o que é que Tomar soube fazer com esse excelente programa que é o POLIS. Ai, se as pessoas fossem verdadeiramente críticas...
Enfim, no resto do post deixo as minhas considerações sobre tudo o que de positivo já foi feito.
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segunda-feira, abril 03, 2006

Os Bons e os Maus.

O ser humano é de facto um animal de vícios, tiques, e hábitos muitas vezes pouco condizentes com a sua condição de pretenso humanismo.
Parece que as pessoas não conseguem mesmo evitar os extremismos, parece que as coisas na vida sempre que se tornam um pouco mais sérias, têm que ser colocadas no extremo de um qualquer eixo, como no eixo dos bons e dos maus, dos sérios e dos falsos, dos responsáveis e dos inconscientes, dos competentes e dos inábeis, e por aí fora.
Se acontece em qualquer situação, acontece especialmente em política, onde a proximidade com um qualquer poder, por muito ilusório que seja é mais pertinente, e onde o palco, ou a necessidade muitas vezes irreflectida do ser humano em se mostrar e em se provar melhor que outrem é constantemente posta à prova.
Depois, porque a política, e a vida interna dos partidos é um desfilar constante de eleições e um obrigar permanente na escolha de sujeitos, conceitos e "lados", as coisas tendem sempre a mostrar o pior, como se dizia já, do ser humano - ou não o fossem também os políticos e os pretensos a sê-lo, verdade incontestável ainda que muitas vezes olvidada pelo comum dos cidadãos, ou auto denominados não-políticos e avessos aos mesmos.
Incomoda-me a cegueira de alguns quando esquecem que tudo tem um dia seguinte, e faz-me pena essa necessidade de demonização do "outro lado", como se de súbito todos os "bons" estivessem alinhados num flanco, e no outro ou nos outros todos os "maus".
A verdade é que na vida não é tudo sim ou não, tudo falso ou verdadeiro, tudo completamente bom ou indubitavelmente pérfido.
E se nestas coisas de eleições para o que quer que seja, uns há que usam intencionalmente estas parangonas personalizadas como formas de manipulação subliminar e publicitação indirecta das melhores qualidades do seu eu ou do seu grupo, verdade é também que muitos outros embarcam adormecidos neste desfilar estúpido de adjectivações e argumentações à forma do "diz que disse e parece que fez", esquecendo ou não vislumbrando que tudo tem tantas perspectivas como quantos os observadores, e possivelmente mais outras tantas, e que não há verdades absolutas nem seres perfeitos.
E não sei se pior é os que intentam se os que ignoram.
Essencialmente choca-me que as pessoas, e isto é mais grave nos políticos, não pensem pela própria cabeça, e sejam carneirinhos, acreditem no primeiro pregador de sonhos, e comam calados toda a porcaria que lhes servem como isco.
Mas principalmente entristece-me que por vezes as pessoas esqueçam o essencial, que atraiçoam valores que porventura até já tiveram, e que se deixem cegar pelo brilho fosco de um qualquer desejo mais egocêntrico, ou uma ambição mais desmedida que não responda aos limites da realidade e do respeito pelos outros e pelas causas.
Acima de tudo abomino a cegueira e a corrupção do poder. O poder parece ser de facto um íman e um veneno muito forte, que a muitos faz perder a lucidez, esquecendo uma outra verdade inquestionável, se tudo é efémero muito mais é esse tal poder, e também pode ser muitas vezes certo que quanto mais alto se sobe, mais dura e funda pode ser a queda, se na subida empurrarmos muitos, se escalarmos nas costas de outros, e se não formos olhando para baixo tantas ou mais vezes que para cima, podemos de repente perder o pé, e perceber que já não temos base que nos sustente, e que nos encontramos sobre o abismo.
Verdade é que há sempre uns artistas, poucos ainda assim que não dá para todos, que se conseguem segurar no vazio, presos sabe-se lá a que arames vindos do cimo, mas esses vivem no risco contínuo, e mais tarde ou mais cedo…

A vida é uma procura constante de algo que porventura jamais acharemos, feita de enganos, de avanços e recuos, de erros e acertos, de alegrias e desilusões. Por isso é bom que façamos esse caminho de pé, de postura correcta para que não nos doam as costas que a expedição é longa, e que se encontrem acompanhantes para a jornada, que assim se fará bem melhor, e por muita chapada que se leve, tudo isso contará no somatório da aprendizagem, e no fim, poderemos olhar para trás e sorrir, porque por mais obstáculos não atropelámos ninguém, e se alguns perdemos pelo caminho, foi porque caminhos diferentes seguiram, mas de nós se lembram como caminhantes correctos.
Os outros enfim, perdem-se pelas bermas do caminho e pelas brumas do tempo, e se tanto, teremos uma vaga lembrança de um ou outro episódio pior com personagens que entretanto saíram do enredo.
O fim, da vida ou do que for, nunca ou quase, sabemos quando chega, mas temos como certo que chega. Porque é que alguns tudo parecem fazer para que chegue mal?


P.S. - Porque aqui muito falei de políticos, é bom que se diga que de político - nessa concepção mais limitada ainda que incorrecta que é a banal do termo, aquela que acha que políticos são só os que militam em partidos e/ou exercem determinados cargos - como de treinador de bancada, todos temos um pouco. Como a razão/inteligência aliás, distribuída em diferentes proporções.

P.P.S - Este post era para ter 4 ou 5 linhas.

Ainda estás a tempo...


... até 21 de Abril, se tens menos de 30 anos e queda para as artes.
Participa neste evento que da música à literatura, da ciber arte à joalharia, abrange um leque variado de formas de expressão artística.
sabe tudo aqui

sexta-feira, março 24, 2006

Balada Alentejana

Estou sentado em frente a um computador algures em Évora a fazer tempo, e penso em como aprecio Tomar.
A verdade é que deve ser o quarto ou quinto fim-de-semana seguido que estou fora, e para além do cansaço, sinto falta da calma aparente que grassa pelas terras nabantinas, que principalmente me servem de calmante.
Évora é no entanto uma cidade lindíssima - "cada pedra tem uma história", dizia-me alguém há pouco. Podia servir de modelo para Tomar sobre como se devem fazer algumas coisas: a conservação dos monumentos, o arranjo dos jardins, o aproveitamento de vários espaços, a organização do trânsito/estacionamentos/transportes públicos, a animação, a vivência cultural, a promoção.
Dizer que Évora é capital de distrito, que é património da Unesco, que é a rainha de uma região, e Tomar nada disso, seriam apenas "desculpas de mau pagador". Enfim...
Descobri há pouco numa pastelaria que, além de muitos outros doces conventuais de perder a cabeça, por cá também há queijinhos doces. E eu a pensar que eram exclusivos das margens do Nabão.
Bem, parece que é hora de jantar, o choco frito do almoço em Setúbal já vai longe, e como a noite se adivinha longa (de trabalho!) é melhor aproveitar...
e depois, este fim-de-semana não será assim tão longo, amanhã volto.

terça-feira, março 21, 2006

Hoje é dia...

da �rvore
Mundial da Floresta
Mundial da Poesia
e de Equinócio da Primavera (ups, afinal foi ontem!)

Que mais razões são precisas para estar feliz?

quarta-feira, março 08, 2006

O aquecimento da Terra

Será precisa outra prova?

fresca contibuição do José Becerra Vitorino

Há coisas...

...que nos deixam a pensar.

Vejam o anúncio no link abaixo e leiam a explicação do porquê nunca ter sido exibido.

http://www.xiz.com.br/comercial/

aterradora contribuição do Bruno Gomes (algures por ferreira)

sábado, março 04, 2006

E por falar em escolhas...

... escolheu ontem o "povo" tomarense o mordomo para a próxima festa dos tabuleiros a realizar no ano que há-de vir.
João Vital reuniu o consenso, ou não fosse mais ninguém se ter apresentado, não tivessem todas as escolhas sido feitas antes da reunião que essa é apenas simbólica, ou haja alguém que julgue que não.
Ainda assim, parece-me bem. Os entendidos e mais "trabalhadores" da festa parecem satisfeitos, e os teóricos piam mas ninguém lhes liga, que como em muitas outras coisas, quem muito fala pouco faz, ou cão que ladra não morde.
Difícil empresa se apresenta ao novo mordomo, que a seus ombros tem a tarefa de fazer uma festa ainda ensombrada pelos problemas da anterior.
Muito trabalho, boas escolhas para os seus colaboradores, e sorte q.b. é a receita necessária.
Apoio e solidariedade é também o que todos somos chamados a contribuir, assim será a festa novamente falada apenas pelo que merece: a Grande Festa prova da alma de Tomar e dos nabantinos.

As escolhas.

Poder fazer escolhas é não só uma das principais características que em parte nos distingue dos restantes animais, como é também uma demonstração de que somos seres humanos livres, vivendo pois em suposta democracia.
Fazer escolhas é portanto, bom.
Escolher o vermelho ou o azul, carne ou peixe, a praia ou o campo, ir ao cinema ou ficar em casa.
Naturalmente isto não é sempre assim tão fácil, torna-se especialmente difícil quando as escolhas envolvem pessoas, e em muito momentos da nossa vida temos que fazer dessas escolhas.
Eu detesto essas escolhas.
Não porque não as consiga fazer, não porque tenha algum tipo de medo de as fazer.
E aí, talvez. Algum tipo de medo.
É que as escolhas que fazemos implicam consequências, e não é que tenha medo de errar na escolha. Todos fazemos erros, todos em muitas alturas escolhemos erradamente.
Quando muito podemos esperar que o balanço aponte para para um maior número de escolhas positivas.
Mas não, não é essa a questão. A questão é que por vezes somos obrigados a fazer escolhas apenas porque sim, porque é obrigatório que o façamos. E não temos particulares razões para optar por A em detrimento de B, apenas tem de ser.
Ora, como dizia, as escolhas têm normalmente consequências, e as consequências são muitas vezes que alguém a quem não escolhemos, nos passe a julgar de forma diferente, apenas porque fizemos uma escolha. Apenas porque tivemos que fazer uma escolha.
Enfim, a vida em sociedade não é nada simples. Mas podia ser, nós é que a complicamos.
E porquê este chorrilho de disparates? Ora, no meu horizonte aproximam-se tempos de escolha.

(Quando repito muitas vezes a mesma palavra, acontece normalmente que ela me pareça estranha. Não é o que sucede se pensarmos na palavra escolha e nos tentarmos abstrair do seu significado? "Escolha", que raio de palavra!)

Os velhos amigos.

Ou os amigos velhos, que não é a mesma coisa mas também se aplica.
Acontece ter todo o primeiro sábado de Março, um almoço da turma de curso, em que oriundos de vários pontos do país nos reunimos na terra de um nós, escolhida previamente no ano anterior.
Foi o que aconteceu hoje no Sardoal.
Dos que se encontram mais frequentemente, aos que se revem de ano a ano, este é o espaço e o momento das constatações e das memórias de tempos que marcam e não voltam.
Quem está mais magro, mais gordo, mais careca, mais, menos, tanto, qualquer coisa, é a entrada da ementa que segue com as obrigatórias conversas entre qualquer grupo de professores, como é a tua escola, que alunos tens, os colegas são porreiros, a escola é longe e está a cair, ou o simples mas por vezes presente, estou farto da escola, ou o outro ainda que agora não dá aulas porque tem tacho, e ele diz que não, que trabalha que se farta, mas ninguém mostra acreditar ainda que saibam que assim é, e as evidências depois o demonstram.
E assim segue, com mais ou menos copo, com mais ou menos choro da criança de alguém, até à sobremesa composta pelas sempre presentes memórias, sempre mais distantes, sempre mais saudosas: aquela festa, aquele trabalho feito às 5 da manhã, aquela professora, aquele dia de copos, os tiques e os toques de uns e outros, e o diz que o outro faz isto e a outra agora é aquilo, para que omitidamente percebamos e noutras palavras o digamos uns aos outros que estamos a cada um cada medida, mais pais, mais solteiros, mais fatigados, mais empenhados, mais distraídos, mais deslocados, mais interessados... mais velhos.
Estes encontros, como todos os ciclos da vida, é suposto que continuem, e sempre e em cada um será assim. O tempo não se evita. Por muito que custe, é a simplicidade apenas aparente, diria o José Gil, daquela célebre citação de um nosso ex-Primeiro-ministro. "É a vida!"

segunda-feira, fevereiro 27, 2006

Gestão por objectivos

Quem sabe como funciona o sistema de avaliação da administração pública (SIADAP), em especial quem tem que definir objectivos para os funcionários, percebe talvez melhor a pertinência desta história...

Era uma vez uma aldeia onde viviam dois homens que tinham o mesmo nome: Joaquim Gonçalves.
Um era sacerdote e o outro taxista. Quis o destino que morressem no mesmo dia.
Quando chegaram ao céu, São Pedro esperava-os.
- O teu nome?
- Joaquim Gonçalves.
- És o sacerdote?
- Não, o taxista.
São Pedro consulta as suas notas e diz:
- Bom, ganhaste o paraíso. Levas esta túnica com fios de ouro e este ceptro de platina com incrustações de rubis. Podes entrar.
- O teu nome?
- Joaquim Gonçalves.
- És o sacerdote?
- Sim, sou eu mesmo.
- Muito bem, meu filho, ganhaste o paraíso. Levas esta bata de linho e este ceptro de ferro.
O sacerdote diz:
- Desculpe, mas deve haver engano. Eu sou o Joaquim Gonçalves, o sacerdote!
- Sim, meu filho, ganhaste o paraíso. Levas esta bata de linho e...
- Não pode ser! Eu conheço o outro senhor. Era taxista, vivia na minha aldeia e era um desastre! Subia os passeios, batia com o carro todos os dias, conduzia pessimamente e assustava as pessoas. Nunca mudou, apesar das multas e repreensões policiais. E quanto a mim, passei 75 anos pregando todos os domingos na paróquia. Como é que ele recebe a túnica com fios de ouro e eu... isto?
- Não é nenhum engano - diz São Pedro. Aqui no céu, estamos a fazer uma gestão mais profissional, como a que vocês fazem lá na Terra. Agora orientamo-nos por objectivos.
Ora, durante os últimos anos, cada vez que tu pregavas, as pessoas
dormiam. E cada vez que ele conduzia o táxi, as pessoas começavam a rezar.
Resultados! Percebeste? Gestão por Objectivos!

domingo, fevereiro 26, 2006

Parece que é...

... CARNAVAL

Image hosting by Photobucket

E a máscara que me apetecia usar era a de Hugo Cristóvão, que é coisa que não faço há muito tempo.
Mas acho que ainda não é hoje.

É mais que certo que, todos nós, todos dias, usamos máscaras.

terça-feira, fevereiro 21, 2006

A Coragem.

Hoje ao almoço, antes do leitaozinho assado e por entre a conversa de circunstância deste tipo de almoços, comentava o Rui Zink, depois de alguém lhe perguntar porque aparecia menos na televisão, que as opiniões se pagam, e que dar a cara para as defender, ainda para mais quando podem ser contrárias ao que muita gente pensa, ou mesmo encaradas como estúpidas. E deu mesmo o exemplo das duas senhoras que recentemente andaram nas luzes da ribalta, e que foram as responsáveis pelo relançamento da discussão em torno dos casamentos entre homossexuais.
Efectivamente o comentário mais simplista será o de achar que as senhoras acabaram por empenhar-se nesta questão, em busca de um qualquer tipo de fama ou protagonismo.
Mas se fizermos uma análise mais profunda perceberemos que não é assim. Coloquemo-nos na pele daquelas senhoras e imaginemos o que será hoje o seu dia-a-dia. Basta dar este exemplo: penso que era hoje que iria realizar-se uma reunião de condóminos para tentar expulsar as senhoras, porque na mente de alguns dos moradores, elas dão mau nome ao prédio!!
Estamos em Portugal, ano 2006.

Por isso, quando o Rui Zink usava a tal expressão as "opiniões pagam-se", e que é muito engraçado aparecer na televisão, ou de qualquer outra forma, emitir opiniões e defender publicamente ideias e causas, a verdade é que muito poucos têm a coragem para o fazer.
Pensei no momento: "- Bolas! Isso é o que estou sempre a dizer!" As pessoas falam em surdina, mas defender opiniões sai caro, e em muitas situações da sociedade, mas se calhar em especial quem passa pela política, sabe como muitas vezes lhe sai caro dar a cara e defender opiniões.
Sabe como as opiniões são mal interpretadas, sabe como são por vezes intencionalmente mal interpretadas, como são derturpadas. Quem dá a cara por algo, corre o risto de ser odiado apenas por isso, porque foi capaz de fazer algo que outrém não é. Infelizmente, a nossa sociedade ainda sofre da moldagem que pede que não falemos, que fiquemos calados, que nos dêem "a papinha toda feita", como dizia o Rui Zink. Mesmo até para pensar ou emitir opinião.
Enfim é o mundo em que vivemos, um mundo em que até para falar é preciso coragem, portanto talvez, um mundo de cobardes. [pronto, mais quatro ou cinco inimigos por ter dito isto...]


Nota à margem
Não se pense, porque já conheco [quase] todas as maledicências possíveis e as suposições mais absurdas, que a intenção deste post é fazer passar-me por amigo ou conhecido deste ou daquele.
Efectivamente o Rui Zink esteve hoje em Tomar para participar numa actividade organizada pelo Governo Cívil e a Associação de Professores de Português, e onde a instituição onde tenho actualmente responsabilidades também é parceira, e por isso, eu e mais algumas pessoas estivemos de facto a almoçar com o Rui Zink.
Dele não conheço mais que a maioria de nós, um excelente comunicador e escritor.

Mas já agora, notas à margem, tenho que fazer em relação a isto outra crítica: à comunicação social tomarense.
A iniciativa, tendo como ponto de partida a comemoração do Dia Internacional da Língua Materna, envolveu várias entidades, trouxe a Tomar o escritor (e entenda-se que podia ter sido qualquer outro concelho do distrito, mas foi escolhido Tomar), o grande auditório do Instituto Politécnico esteve completamente cheio, e a participação dos jovens foi excelente.
Ora, perante isto, esteve comunicação social é verdade, mas de Tomar só uma pessoa, e que chegou aliás já depois do fim da actividade em concreto.
Eu entendo as dificuldades das pessoas que fazem jornalismo regional, e não quero fazer crítica à toa, bem sei como com poucos meios, e dificeis compensações, fazem o seu trabalho, e sei também que a terça-feira é dia de fecho de redação, mas ainda assim, acho que dava para fazer uma força, afinal, por vezes publica-se tanta coisa sem interesse...
E depois, já é difícil ouvir e engolir em seco sobre tanta coisa sobre Tomar, para ainda ter que encolher os ombros a um "- Onde anda a comunicação social de Tomar, que tem fama de ser tão aguerrida?"
[e pronto, lá vão bater-me porque ataquei a comunicação social...]

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Zezé&Totó

- Ó Zezé, já ouviste falar que querem instalar um Bingo em Tomar?

- Pois Totó, isto por cá é mesmo uma questão de sorte, e em especial, de falta dela.

Anti-stress

Para os que precisam de descomprimir, dêem aqui uma bofetadas.
Aqueles comentaristas especiais deste blogue, que de "destressar" bem precisam, podem imaginar que sou.

útil contribuição da Clara Lopes

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

Na TSF...

...falava-se hoje pela manhã, do eventual encerramento de escolas na Sabacheira e em Alviobeira.
Entretanto têm sido sobreiros, e sobreiros outra vez.


É o costume, Tomar parece que só aparece por maus motivos.

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Duma vez por Todas.

artigo publicado hoje no jornal Cidade de Tomar, (embora no jornal tenha algures um ponto de interrogação a mais, que adultera totalmente o sentido da frase)


Tem sido alguma, ou pelo menos provocada por actores especializados, a polémica em torno da proposta apresentada pelo PS, através dos membros da Assembleia de Freguesia de São João nesse órgão, e do Vereador Carlos Silva, em reunião camarária, proposta essa que visa a construção de um Parque de Campismo na Machuca.
Ora, vamos aos factos.
O PS sempre foi contra o encerramento do Parque de Campismo.
O PS não teria encerrado o Parque de Campismo.
O PS não foi escolhido pelos tomarenses para ser poder, ou seja, o PS não decide nem executa.
O PS é oposição, e foi para isso que os tomarenses nos mandataram. Mas a nossa visão de oposição é certamente diferente, de alguns emprenhados hábitos de politiquice que afectam muitos dos tais actores que antes se falava.
O PS acima de tudo deseja através da sua acção um fim último: a melhoria da qualidade de vida dos Tomarenses e o desenvolvimento planeado, partilhado, equilibrado, sustentável, do concelho de Tomar.
Assim, o PS apresentará propostas, defenderá causas, debaterá projectos, sempre de forma séria, construtiva, positiva, e responsável. È assim que os seus dirigentes o desejam, e o farão cumprir. É assim, que os seus militantes o exigem, e nele se reconhecem.
O PS quer recuperar a confiança e o crédito dos tomarenses – sem dúvida! – mas sempre com o fim último atrás definido, e com os critérios também já anunciados. Não faremos jogos baixos, não empregaremos métodos de escaramuça, não procuraremos atravancar o trabalho da autarquia, se este for orientado para o mesmo fim que defendemos. Enquanto os actuais dirigentes do PS se mantiverem, o rumo será o traçado. Sem politique. Sem partidarismos bacocos.
Mais, o PS não é um grupo centralizado ou personalizado em torno de uma ou duas pessoas. PS é um grupo vasto de gente, que consoante a actualidade, a disponibilidade, a pertinência, reúne para discutir ideias, e em consonância possível, as decidir.
Mas voltemos ao Parque de Campismo, e aos factos.
Tomar, concelho que se diz ter como principal valência o Turismo, tem um problema: NÃO TEM UM PARQUE DE CAMPISMO!
Não foi o PS quem criou o problema, nada fez para contribuir para ele, e sempre alertou, ao contrário de outros, para o problema que iria ser criado, e para a decisão que considerava errada.
Facto: O Parque fechou há três anos.
Facto: As condições do parque nunca foram boas para a prática do campismo. Eu sei, eu acampei lá.
Facto: O PSD, partido a quem os tomarenses deram a maioria, ainda que sem ter apresentado programa eleitoral, projectou no âmbito do Programa Polis, um parque de cidade. Como será esse parque de cidade? Não sabemos, não nos competiu decidi-lo, não nos competirá executá-lo. Desejamos apenas que esse parque seja efectivamente dignificante da nossa cidade, e um espaço útil e aprazível ao serviço dos cidadãos.
Não facto: Os tomarenses defendem o parque na sua localização anterior. – Não sei, realmente não sei. É bastante difícil saber o que pensam os tomarenses.
Não criticam, não refilam, não aparecem nos momentos decisivos. Não são coerentes, criticaram muito Paiva e os seus, mas deram-lhe novamente a maioria. Como saber o que os tomarenses pensam se quando muito, o dizem apenas em surdina, à mesa do café?
E por favor, não me digam que abaixo-assinados são participação cívica, que essa é uma visão muito redutora da Cidadania e da Democracia.
Facto: para um problema que não criou mas quer ajudar a resolver, o PS apresentou uma proposta.
Facto: para que essa proposta fosse viável, teria que envolver um terreno que fosse de fácil “manejo� para a autarquia.
Facto: em reunião de Câmara o PS apresentou os dois possíveis, o do Horto Municipal em Marmelais, que é do Estado; e o da Machuca que é da Autarquia.
Premissa: que seja um parque dotado de todas as condições para uma boa prática de campismo e caravanismo; que consiga atrair novos públicos; que consiga minimizar os efeitos negativos da imagem que o fecho mal planeado do anterior causou; que esteja pronto antes da próxima festa dos Tabuleiros; e que por ele, sejam revistos o sistema de transportes, incluindo nessa revisão, toda a área envolvente, área essa de expansão da cidade, de toda aquela zona da Freguesia de São João que não tem transportes condignos.
Esclarecimento: quando aqui estamos a falar do terreno da Machuca, não falamos do mesmo terreno onde ocorreu corte ilegal de sobreiros. (no jornal aparece aqui, sei lá vindo de onde, um ponto de interrogação)
Teremos efectivamente parque de campismo na próxima Festa dos Tabuleiros? Será um bom parque? Ajudará a economia e a vertente turística do concelho? – Não sei, não sabemos. Reafirme-se, em Tomar não é o PS quem decide nem quem executa.
Os tomarenses acham errada a ideia? Bem, era bom que em vez de culparem os políticos por tudo, começassem a fazer ouvir a vossa voz. Escrevam cartas, falem para os jornais e para as rádios, vão bater à porta da autarquia e dos partidos. Mostrem que estão minimamente preocupados. No PS acreditem, têm um espaço onde temos todo o interesse em acolher as vossas contribuições.
É que às tantas, nós “os maus da fita�, de tão “Santo Antónios� parecer-mos, começamos a ficar um pouco cansados de andar a pregar aos peixes...

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

publicidade

Pessoalmente gosto mais da Toyota, mas a Honda tem de facto grandes anúncios.
Vejam este!

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

"Temos de começar a destruir a cultura de anti-política em Portugal"
Jorge Sampaio - Presidente da República, Satão, 8.2.2006

Ribatejo Digital

Depois de ter sido capa do Público, o projecto Ribatejo Digital da Comunidade Urbana da Lezíria do Tejo foi referenciado pela Microsoft.

Aqui pelo norte do distrito, do Médio Tejo Digital nem sinal. Será porque o Presidente da Comunidade Urbana é o mesmo daquela autarquia onde ainda não há página na internet?

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Há tempo.

Há tempo de escrever, há tempo de ler.
Há tempo de sair, há tempo de ficar.
Há tempo de concordar, há tempo de contestar.
Há tempo de amar, há tempo de odiar.
Há tempo bom, há tempo mau.
Há tempo esquisito, há tempo infinito.

Não tenho tempo.

(e depois de repetir quinze vezes a palavra tempo, o que é tempo afinal?)

domingo, janeiro 29, 2006

Sentir-me velho

Ontem depois de assistir ao derby (algo por si já raro, assistir a um jogo de futebol, enfim, mais pelo convívio e pelo petisco), estive até algum tempo da noite no Paraíso, o nosso centenário e eclético café, e a determinada altura olhei à volta e senti que todos eram mais novos que eu. Não é uma sensação muito boa... Só não consegui bem refelctir se me sentia ainda mais, ou não, velho que a minha idade biológica.
Bem, porque o Paraíso não bastava, e embora preferisse o Casablanca, fui no entanto "levado" até ao Tertúlia, outro espaço onde há muito não entrava, e onde as minhas dúvidas se dissiparam por completo: já não mora ninguém da minha idade cá na urbe.
Felizmente, e porque hoje de manhã havia responsabilidades, resisti aos encantos de sereia que me chamavam para o Rio Bar, onde estou certo, o julgamento seria o mesmo.
Prevejo anos difícieis para os trintões nabantinos resistentes em extinção.
Há, pois, eu ainda não tenho trinta anos...

Provavelmente

O Sporting ganhou ao Benfica e hoje nevou, pelo que pela ordem das coisas improváveis, o melhor mesmo é jogar no Euromilhões esta semana.

sexta-feira, janeiro 27, 2006

Zezé&Totó

- Ó Zezé ouviste anteontem o Presidente da Comissão Europeia a falar nas fragilidades da economia portuguesa e da necessidade das reformas? Este senhor não é aquele que foi Primeiro-Ministro há uns tempos?
- Ó Totó esse era o Durão Barroso! Este agora é o José Barroso, e como daqui a três anos há legislativas, se calhar ainda vamos conhecer o Manuel Barroso!

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Dicas

Desde que instalei um sistema de filtragem nos comentários aqui ao sítio, os disparates e assim como algumas coisas de mau gosto ou mesmo de alguma má formação, deixaram de estar por aqui, o que não quer dizer que os comentários de alguns desses senhores não cheguem cá à mesma, de forma mais ou menos, ou ao menos aqui, militante.
De forma geral continua a parvoíce, a dor de cotovelo, a pura mesquinhez ou a baixeza de valores, ainda assim, de quando em vez, um desses senhores faz um comentário donde algo se pode extrair.
É por um desses que escrevo este post, um em que por entre algumas algarviadas se comenta o facto da letra aqui no espaço ser pequena. É uma opção, que poderei alterar quando e se um dia destes tiver tempo para fazer uma mudança de visual aqui ao sítio. No entanto, quem efectivamente achar que a letra está pequena tem bom remédio, ali mesmo em cima, na barra de ferramentas clica no Ver (ou View) e depois no Tamanho do Texto (ou Text Size) e pronto, é só escolher.

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Leituras fáceis....

... e eventualmente fruto de generalizações simplistas e não necessariamente ordenadas, de opiniões que podem não ser de todos mas são minhas, relativamente às eleições de ontem e outras que tantas.

A comunicação social é, não o 1º poder, mas a melhor arma para o manter ou obter. É cada vez mais a comunicação social que ganha eleições.

Cada vez mais se prova que, em eleições, contra mitos e preconceitos não há argumentos.

As pessoas votam com o coração e não com a razão.

Será importante analisar se as sondagens reflectem a realidade, ou se a realidade reflecte as sondagens, e seria importante perceber até que ponto é necessária, ou mesmo suportável, a divulgação pública das mesmas.

Em campanha deve-se dizer o menos possível sobre coisas concretas, falar por chavões que entrem no ouvido, dar-se ares de arrogante ou mesmo petulante e criar a imagem de que se é uma espécie de enviado do qual os outros necessitam. O português gosta dessa imagem, gosta das "excelências" e gosta da bajulação às ditas.

O português gosta também da imagem do coitadinho, na política também há "Zé Marias" e para os portugueses, os partidos são os "Marcos" que agridem os "Zé Marias".

O povo é soberano.
Mas esqueceu-se já do valor da liberdade e da democracia. Esses valores que implicam a aceitação e o cumprimento de regras estão cada vez mais em causa. E a pior ditadura é aquela da qual não nos apercebemos.

Felizes os que desconhecem da sua condição de escravos obedientes.

Cada vez mais assistimos a fenómenos de culto da personalidade, e cada vez mais se perde a importância do colectivo.
As pessoas gostam de se rever nesta ou naquela individualidade, por processos de transmutação de personalidade ou de dessapessoamento esquecem-se do valor de si mesmos, e do valor da sua individualidade, e da contribuição que podem e devem dar para o sucesso do colectivo que será também o seu.

Ainda assim, sempre foram minorias que conduziram maiorias.

O pessimismo e o negativismo são cada vez mais um culto.

Em Portugal não se discute.
Está-se a favor, ou está-se contra. Ponto.
Mesmo assim, a maioria não se apercebe se está contra ou a favor. Esperou, sem que disso se apercebesse, que alguém lhe dissesse.

Em Portugal, a direita é militante, a esquerda é discordante.
Ou, existe um maior sentimento de "defesa dos seus" nos partidários da direita, ao contrário da esquerda onde reina um culpabilizar e um contrariar permanente e talvez excessivo.

Existe uma enorme crise de valores que é há muito tempo óbvia.
Mas também de ideologias e de causas.
A imagem decadente e pouco convincente da política poderá ser o reflexo duma sociedade em crise, e de valores e responsabilidades democráticas muito abaladas. Os portugueses não sentem causas pelas quais lutar, além das ufanas necessidades do "eu".
Naturalmente, uma sociedade de ditadura subliminar cria mecanismos de atrofiação e de contínuas novas necessidades, que na realidade apenas distraem do que é importante.
Pão e circo.

Ainda assim, os portugueses gostam da ideia romanesca da luta de causas, e por isso aprovam quem lhes agite essa bandeira, mesmo que esta em verdade nada represente, a não ser o sonho dessa dita luta.
Afinal, os heróis que "lutam contra o sistema", são também eles criação do próprio sistema que deles necessita, como equilíbrio contrário e agitação suficiente que esconda a banalidade evidente das vivências dos indíviduos na sua globalidade.
Nada de novo afinal, já o vimos no Matrix.

Enfim, daqui a nada começa um novo ciclo, e vivemos isto tudo outra vez... ou não.