segunda-feira, fevereiro 27, 2006

Gestão por objectivos

Quem sabe como funciona o sistema de avaliação da administração pública (SIADAP), em especial quem tem que definir objectivos para os funcionários, percebe talvez melhor a pertinência desta história...

Era uma vez uma aldeia onde viviam dois homens que tinham o mesmo nome: Joaquim Gonçalves.
Um era sacerdote e o outro taxista. Quis o destino que morressem no mesmo dia.
Quando chegaram ao céu, São Pedro esperava-os.
- O teu nome?
- Joaquim Gonçalves.
- És o sacerdote?
- Não, o taxista.
São Pedro consulta as suas notas e diz:
- Bom, ganhaste o paraíso. Levas esta túnica com fios de ouro e este ceptro de platina com incrustações de rubis. Podes entrar.
- O teu nome?
- Joaquim Gonçalves.
- És o sacerdote?
- Sim, sou eu mesmo.
- Muito bem, meu filho, ganhaste o paraíso. Levas esta bata de linho e este ceptro de ferro.
O sacerdote diz:
- Desculpe, mas deve haver engano. Eu sou o Joaquim Gonçalves, o sacerdote!
- Sim, meu filho, ganhaste o paraíso. Levas esta bata de linho e...
- Não pode ser! Eu conheço o outro senhor. Era taxista, vivia na minha aldeia e era um desastre! Subia os passeios, batia com o carro todos os dias, conduzia pessimamente e assustava as pessoas. Nunca mudou, apesar das multas e repreensões policiais. E quanto a mim, passei 75 anos pregando todos os domingos na paróquia. Como é que ele recebe a túnica com fios de ouro e eu... isto?
- Não é nenhum engano - diz São Pedro. Aqui no céu, estamos a fazer uma gestão mais profissional, como a que vocês fazem lá na Terra. Agora orientamo-nos por objectivos.
Ora, durante os últimos anos, cada vez que tu pregavas, as pessoas
dormiam. E cada vez que ele conduzia o táxi, as pessoas começavam a rezar.
Resultados! Percebeste? Gestão por Objectivos!

domingo, fevereiro 26, 2006

Parece que é...

... CARNAVAL

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E a máscara que me apetecia usar era a de Hugo Cristóvão, que é coisa que não faço há muito tempo.
Mas acho que ainda não é hoje.

É mais que certo que, todos nós, todos dias, usamos máscaras.

terça-feira, fevereiro 21, 2006

A Coragem.

Hoje ao almoço, antes do leitaozinho assado e por entre a conversa de circunstância deste tipo de almoços, comentava o Rui Zink, depois de alguém lhe perguntar porque aparecia menos na televisão, que as opiniões se pagam, e que dar a cara para as defender, ainda para mais quando podem ser contrárias ao que muita gente pensa, ou mesmo encaradas como estúpidas. E deu mesmo o exemplo das duas senhoras que recentemente andaram nas luzes da ribalta, e que foram as responsáveis pelo relançamento da discussão em torno dos casamentos entre homossexuais.
Efectivamente o comentário mais simplista será o de achar que as senhoras acabaram por empenhar-se nesta questão, em busca de um qualquer tipo de fama ou protagonismo.
Mas se fizermos uma análise mais profunda perceberemos que não é assim. Coloquemo-nos na pele daquelas senhoras e imaginemos o que será hoje o seu dia-a-dia. Basta dar este exemplo: penso que era hoje que iria realizar-se uma reunião de condóminos para tentar expulsar as senhoras, porque na mente de alguns dos moradores, elas dão mau nome ao prédio!!
Estamos em Portugal, ano 2006.

Por isso, quando o Rui Zink usava a tal expressão as "opiniões pagam-se", e que é muito engraçado aparecer na televisão, ou de qualquer outra forma, emitir opiniões e defender publicamente ideias e causas, a verdade é que muito poucos têm a coragem para o fazer.
Pensei no momento: "- Bolas! Isso é o que estou sempre a dizer!" As pessoas falam em surdina, mas defender opiniões sai caro, e em muitas situações da sociedade, mas se calhar em especial quem passa pela política, sabe como muitas vezes lhe sai caro dar a cara e defender opiniões.
Sabe como as opiniões são mal interpretadas, sabe como são por vezes intencionalmente mal interpretadas, como são derturpadas. Quem dá a cara por algo, corre o risto de ser odiado apenas por isso, porque foi capaz de fazer algo que outrém não é. Infelizmente, a nossa sociedade ainda sofre da moldagem que pede que não falemos, que fiquemos calados, que nos dêem "a papinha toda feita", como dizia o Rui Zink. Mesmo até para pensar ou emitir opinião.
Enfim é o mundo em que vivemos, um mundo em que até para falar é preciso coragem, portanto talvez, um mundo de cobardes. [pronto, mais quatro ou cinco inimigos por ter dito isto...]


Nota à margem
Não se pense, porque já conheco [quase] todas as maledicências possíveis e as suposições mais absurdas, que a intenção deste post é fazer passar-me por amigo ou conhecido deste ou daquele.
Efectivamente o Rui Zink esteve hoje em Tomar para participar numa actividade organizada pelo Governo Cívil e a Associação de Professores de Português, e onde a instituição onde tenho actualmente responsabilidades também é parceira, e por isso, eu e mais algumas pessoas estivemos de facto a almoçar com o Rui Zink.
Dele não conheço mais que a maioria de nós, um excelente comunicador e escritor.

Mas já agora, notas à margem, tenho que fazer em relação a isto outra crítica: à comunicação social tomarense.
A iniciativa, tendo como ponto de partida a comemoração do Dia Internacional da Língua Materna, envolveu várias entidades, trouxe a Tomar o escritor (e entenda-se que podia ter sido qualquer outro concelho do distrito, mas foi escolhido Tomar), o grande auditório do Instituto Politécnico esteve completamente cheio, e a participação dos jovens foi excelente.
Ora, perante isto, esteve comunicação social é verdade, mas de Tomar só uma pessoa, e que chegou aliás já depois do fim da actividade em concreto.
Eu entendo as dificuldades das pessoas que fazem jornalismo regional, e não quero fazer crítica à toa, bem sei como com poucos meios, e dificeis compensações, fazem o seu trabalho, e sei também que a terça-feira é dia de fecho de redação, mas ainda assim, acho que dava para fazer uma força, afinal, por vezes publica-se tanta coisa sem interesse...
E depois, já é difícil ouvir e engolir em seco sobre tanta coisa sobre Tomar, para ainda ter que encolher os ombros a um "- Onde anda a comunicação social de Tomar, que tem fama de ser tão aguerrida?"
[e pronto, lá vão bater-me porque ataquei a comunicação social...]

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Zezé&Totó

- Ó Zezé, já ouviste falar que querem instalar um Bingo em Tomar?

- Pois Totó, isto por cá é mesmo uma questão de sorte, e em especial, de falta dela.

Anti-stress

Para os que precisam de descomprimir, dêem aqui uma bofetadas.
Aqueles comentaristas especiais deste blogue, que de "destressar" bem precisam, podem imaginar que sou.

útil contribuição da Clara Lopes

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

Na TSF...

...falava-se hoje pela manhã, do eventual encerramento de escolas na Sabacheira e em Alviobeira.
Entretanto têm sido sobreiros, e sobreiros outra vez.


É o costume, Tomar parece que só aparece por maus motivos.

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Duma vez por Todas.

artigo publicado hoje no jornal Cidade de Tomar, (embora no jornal tenha algures um ponto de interrogação a mais, que adultera totalmente o sentido da frase)


Tem sido alguma, ou pelo menos provocada por actores especializados, a polémica em torno da proposta apresentada pelo PS, através dos membros da Assembleia de Freguesia de São João nesse órgão, e do Vereador Carlos Silva, em reunião camarária, proposta essa que visa a construção de um Parque de Campismo na Machuca.
Ora, vamos aos factos.
O PS sempre foi contra o encerramento do Parque de Campismo.
O PS não teria encerrado o Parque de Campismo.
O PS não foi escolhido pelos tomarenses para ser poder, ou seja, o PS não decide nem executa.
O PS é oposição, e foi para isso que os tomarenses nos mandataram. Mas a nossa visão de oposição é certamente diferente, de alguns emprenhados hábitos de politiquice que afectam muitos dos tais actores que antes se falava.
O PS acima de tudo deseja através da sua acção um fim último: a melhoria da qualidade de vida dos Tomarenses e o desenvolvimento planeado, partilhado, equilibrado, sustentável, do concelho de Tomar.
Assim, o PS apresentará propostas, defenderá causas, debaterá projectos, sempre de forma séria, construtiva, positiva, e responsável. È assim que os seus dirigentes o desejam, e o farão cumprir. É assim, que os seus militantes o exigem, e nele se reconhecem.
O PS quer recuperar a confiança e o crédito dos tomarenses – sem dúvida! – mas sempre com o fim último atrás definido, e com os critérios também já anunciados. Não faremos jogos baixos, não empregaremos métodos de escaramuça, não procuraremos atravancar o trabalho da autarquia, se este for orientado para o mesmo fim que defendemos. Enquanto os actuais dirigentes do PS se mantiverem, o rumo será o traçado. Sem politique. Sem partidarismos bacocos.
Mais, o PS não é um grupo centralizado ou personalizado em torno de uma ou duas pessoas. PS é um grupo vasto de gente, que consoante a actualidade, a disponibilidade, a pertinência, reúne para discutir ideias, e em consonância possível, as decidir.
Mas voltemos ao Parque de Campismo, e aos factos.
Tomar, concelho que se diz ter como principal valência o Turismo, tem um problema: NÃO TEM UM PARQUE DE CAMPISMO!
Não foi o PS quem criou o problema, nada fez para contribuir para ele, e sempre alertou, ao contrário de outros, para o problema que iria ser criado, e para a decisão que considerava errada.
Facto: O Parque fechou há três anos.
Facto: As condições do parque nunca foram boas para a prática do campismo. Eu sei, eu acampei lá.
Facto: O PSD, partido a quem os tomarenses deram a maioria, ainda que sem ter apresentado programa eleitoral, projectou no âmbito do Programa Polis, um parque de cidade. Como será esse parque de cidade? Não sabemos, não nos competiu decidi-lo, não nos competirá executá-lo. Desejamos apenas que esse parque seja efectivamente dignificante da nossa cidade, e um espaço útil e aprazível ao serviço dos cidadãos.
Não facto: Os tomarenses defendem o parque na sua localização anterior. – Não sei, realmente não sei. É bastante difícil saber o que pensam os tomarenses.
Não criticam, não refilam, não aparecem nos momentos decisivos. Não são coerentes, criticaram muito Paiva e os seus, mas deram-lhe novamente a maioria. Como saber o que os tomarenses pensam se quando muito, o dizem apenas em surdina, à mesa do café?
E por favor, não me digam que abaixo-assinados são participação cívica, que essa é uma visão muito redutora da Cidadania e da Democracia.
Facto: para um problema que não criou mas quer ajudar a resolver, o PS apresentou uma proposta.
Facto: para que essa proposta fosse viável, teria que envolver um terreno que fosse de fácil “manejo� para a autarquia.
Facto: em reunião de Câmara o PS apresentou os dois possíveis, o do Horto Municipal em Marmelais, que é do Estado; e o da Machuca que é da Autarquia.
Premissa: que seja um parque dotado de todas as condições para uma boa prática de campismo e caravanismo; que consiga atrair novos públicos; que consiga minimizar os efeitos negativos da imagem que o fecho mal planeado do anterior causou; que esteja pronto antes da próxima festa dos Tabuleiros; e que por ele, sejam revistos o sistema de transportes, incluindo nessa revisão, toda a área envolvente, área essa de expansão da cidade, de toda aquela zona da Freguesia de São João que não tem transportes condignos.
Esclarecimento: quando aqui estamos a falar do terreno da Machuca, não falamos do mesmo terreno onde ocorreu corte ilegal de sobreiros. (no jornal aparece aqui, sei lá vindo de onde, um ponto de interrogação)
Teremos efectivamente parque de campismo na próxima Festa dos Tabuleiros? Será um bom parque? Ajudará a economia e a vertente turística do concelho? – Não sei, não sabemos. Reafirme-se, em Tomar não é o PS quem decide nem quem executa.
Os tomarenses acham errada a ideia? Bem, era bom que em vez de culparem os políticos por tudo, começassem a fazer ouvir a vossa voz. Escrevam cartas, falem para os jornais e para as rádios, vão bater à porta da autarquia e dos partidos. Mostrem que estão minimamente preocupados. No PS acreditem, têm um espaço onde temos todo o interesse em acolher as vossas contribuições.
É que às tantas, nós “os maus da fita�, de tão “Santo Antónios� parecer-mos, começamos a ficar um pouco cansados de andar a pregar aos peixes...

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

publicidade

Pessoalmente gosto mais da Toyota, mas a Honda tem de facto grandes anúncios.
Vejam este!

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

"Temos de começar a destruir a cultura de anti-política em Portugal"
Jorge Sampaio - Presidente da República, Satão, 8.2.2006

Ribatejo Digital

Depois de ter sido capa do Público, o projecto Ribatejo Digital da Comunidade Urbana da Lezíria do Tejo foi referenciado pela Microsoft.

Aqui pelo norte do distrito, do Médio Tejo Digital nem sinal. Será porque o Presidente da Comunidade Urbana é o mesmo daquela autarquia onde ainda não há página na internet?

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Há tempo.

Há tempo de escrever, há tempo de ler.
Há tempo de sair, há tempo de ficar.
Há tempo de concordar, há tempo de contestar.
Há tempo de amar, há tempo de odiar.
Há tempo bom, há tempo mau.
Há tempo esquisito, há tempo infinito.

Não tenho tempo.

(e depois de repetir quinze vezes a palavra tempo, o que é tempo afinal?)

domingo, janeiro 29, 2006

Sentir-me velho

Ontem depois de assistir ao derby (algo por si já raro, assistir a um jogo de futebol, enfim, mais pelo convívio e pelo petisco), estive até algum tempo da noite no Paraíso, o nosso centenário e eclético café, e a determinada altura olhei à volta e senti que todos eram mais novos que eu. Não é uma sensação muito boa... Só não consegui bem refelctir se me sentia ainda mais, ou não, velho que a minha idade biológica.
Bem, porque o Paraíso não bastava, e embora preferisse o Casablanca, fui no entanto "levado" até ao Tertúlia, outro espaço onde há muito não entrava, e onde as minhas dúvidas se dissiparam por completo: já não mora ninguém da minha idade cá na urbe.
Felizmente, e porque hoje de manhã havia responsabilidades, resisti aos encantos de sereia que me chamavam para o Rio Bar, onde estou certo, o julgamento seria o mesmo.
Prevejo anos difícieis para os trintões nabantinos resistentes em extinção.
Há, pois, eu ainda não tenho trinta anos...

Provavelmente

O Sporting ganhou ao Benfica e hoje nevou, pelo que pela ordem das coisas improváveis, o melhor mesmo é jogar no Euromilhões esta semana.

sexta-feira, janeiro 27, 2006

Zezé&Totó

- Ó Zezé ouviste anteontem o Presidente da Comissão Europeia a falar nas fragilidades da economia portuguesa e da necessidade das reformas? Este senhor não é aquele que foi Primeiro-Ministro há uns tempos?
- Ó Totó esse era o Durão Barroso! Este agora é o José Barroso, e como daqui a três anos há legislativas, se calhar ainda vamos conhecer o Manuel Barroso!

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Dicas

Desde que instalei um sistema de filtragem nos comentários aqui ao sítio, os disparates e assim como algumas coisas de mau gosto ou mesmo de alguma má formação, deixaram de estar por aqui, o que não quer dizer que os comentários de alguns desses senhores não cheguem cá à mesma, de forma mais ou menos, ou ao menos aqui, militante.
De forma geral continua a parvoíce, a dor de cotovelo, a pura mesquinhez ou a baixeza de valores, ainda assim, de quando em vez, um desses senhores faz um comentário donde algo se pode extrair.
É por um desses que escrevo este post, um em que por entre algumas algarviadas se comenta o facto da letra aqui no espaço ser pequena. É uma opção, que poderei alterar quando e se um dia destes tiver tempo para fazer uma mudança de visual aqui ao sítio. No entanto, quem efectivamente achar que a letra está pequena tem bom remédio, ali mesmo em cima, na barra de ferramentas clica no Ver (ou View) e depois no Tamanho do Texto (ou Text Size) e pronto, é só escolher.

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Leituras fáceis....

... e eventualmente fruto de generalizações simplistas e não necessariamente ordenadas, de opiniões que podem não ser de todos mas são minhas, relativamente às eleições de ontem e outras que tantas.

A comunicação social é, não o 1º poder, mas a melhor arma para o manter ou obter. É cada vez mais a comunicação social que ganha eleições.

Cada vez mais se prova que, em eleições, contra mitos e preconceitos não há argumentos.

As pessoas votam com o coração e não com a razão.

Será importante analisar se as sondagens reflectem a realidade, ou se a realidade reflecte as sondagens, e seria importante perceber até que ponto é necessária, ou mesmo suportável, a divulgação pública das mesmas.

Em campanha deve-se dizer o menos possível sobre coisas concretas, falar por chavões que entrem no ouvido, dar-se ares de arrogante ou mesmo petulante e criar a imagem de que se é uma espécie de enviado do qual os outros necessitam. O português gosta dessa imagem, gosta das "excelências" e gosta da bajulação às ditas.

O português gosta também da imagem do coitadinho, na política também há "Zé Marias" e para os portugueses, os partidos são os "Marcos" que agridem os "Zé Marias".

O povo é soberano.
Mas esqueceu-se já do valor da liberdade e da democracia. Esses valores que implicam a aceitação e o cumprimento de regras estão cada vez mais em causa. E a pior ditadura é aquela da qual não nos apercebemos.

Felizes os que desconhecem da sua condição de escravos obedientes.

Cada vez mais assistimos a fenómenos de culto da personalidade, e cada vez mais se perde a importância do colectivo.
As pessoas gostam de se rever nesta ou naquela individualidade, por processos de transmutação de personalidade ou de dessapessoamento esquecem-se do valor de si mesmos, e do valor da sua individualidade, e da contribuição que podem e devem dar para o sucesso do colectivo que será também o seu.

Ainda assim, sempre foram minorias que conduziram maiorias.

O pessimismo e o negativismo são cada vez mais um culto.

Em Portugal não se discute.
Está-se a favor, ou está-se contra. Ponto.
Mesmo assim, a maioria não se apercebe se está contra ou a favor. Esperou, sem que disso se apercebesse, que alguém lhe dissesse.

Em Portugal, a direita é militante, a esquerda é discordante.
Ou, existe um maior sentimento de "defesa dos seus" nos partidários da direita, ao contrário da esquerda onde reina um culpabilizar e um contrariar permanente e talvez excessivo.

Existe uma enorme crise de valores que é há muito tempo óbvia.
Mas também de ideologias e de causas.
A imagem decadente e pouco convincente da política poderá ser o reflexo duma sociedade em crise, e de valores e responsabilidades democráticas muito abaladas. Os portugueses não sentem causas pelas quais lutar, além das ufanas necessidades do "eu".
Naturalmente, uma sociedade de ditadura subliminar cria mecanismos de atrofiação e de contínuas novas necessidades, que na realidade apenas distraem do que é importante.
Pão e circo.

Ainda assim, os portugueses gostam da ideia romanesca da luta de causas, e por isso aprovam quem lhes agite essa bandeira, mesmo que esta em verdade nada represente, a não ser o sonho dessa dita luta.
Afinal, os heróis que "lutam contra o sistema", são também eles criação do próprio sistema que deles necessita, como equilíbrio contrário e agitação suficiente que esconda a banalidade evidente das vivências dos indíviduos na sua globalidade.
Nada de novo afinal, já o vimos no Matrix.

Enfim, daqui a nada começa um novo ciclo, e vivemos isto tudo outra vez... ou não.

sexta-feira, janeiro 20, 2006

Soares: velhice ou preconceito?

artigo publicado hoje no jornal Cidade de Tomar

Fosse eu alguém diferente, fosse eu cidadão de outra sociedade qualquer, tivesse eu nascido noutro tempo, e talvez não acreditasse que são os preconceitos que ditam as escolhas da maioria, e são os mitos ao invés dos factos o que as motiva.
Mas este é o mundo em que vivemos, e nele acontece com frequência o parecer valer mais que o ser, e o que conta não é o que se vale, mas o que se tem.
Poder-se-ia aqui falar de muitas outras coisas, hoje, falamos de idade. Sim, os da minha idade bem deviam saber o que é ser descriminado em função dela, mas se para muitas coisas somos supostamente jovens demais, a outras parece que velho também não convém ser.
Não é essa afinal, a grande questão que se esconde por detrás desta campanha, o preconceito da idade? Saber afinal quem é menos velho? Que Soares é velho, é sim senhor, não tenhamos medo das palavras, mas pensava eu que ser velho era algo ao qual se atribuir mérito, que não chegam lá todos, e dos que chegam nem todos bem. Mas Soares posso afiançar-vos está melhor que muitos de nós. O físico poderá já não ser o melhor, mas quem de nós não tem umas dores nas costas ocasionalmente?
E o intelecto, só quem estiver distraído, não poderá perceber a visão e a sabedoria de um homem, que apesar de ter já dado toda a sua vida a contribuir para o desenvolvimento de Portugal e do mundo, tem ainda opiniões fortes e válidas sobre isso mesmo, e uma força e uma garra, que certamente só poderá ter quem sofreu os martírios que pertencem também já a outro tempo. Só prestando pouca atenção, não se poderá distinguir entre aquele que fala com conteúdo, do que fala por chavões já gastos e que pouco dizem, ou do que pouco fala, para que se não perceba que pouco tem a dizer.
Votar em Soares nestas eleições, é mesmo votar contra o preconceito, o da idade, como já vimos, mas também o da política. É moda falar mal da política e dos políticos, e dizer que nada se quer dos partidos. Pois alguns candidatos estão a aproveitar essa moda, esse populismo barato, que só pode convencer aqueles que tenham andado distraídos nos últimos anos e não saibam o que estes senhores, sempre foram: políticos. Pois mais uma vez Soares pugna pela diferença, igual a si próprio, Soares é o que sempre foi e sem vergonhas ou hipocrisias, mostra-se o político, o excelente político que continua a dar lições, assim as queiramos aceitar, assim queiramos quem realmente fala por si mesmo, e não por aquilo que lhe aconselham a dizer.
Por isso eu não tenho dúvidas em quem votar no próximo domingo, vou votar num velho sim, vou votar num homem que não tem medo de falar, que diz o que pensa, que pensa muito, e que obviamente, já nada tem a ganhar para si mesmo, mas abandona a pacatez duma “boa vida� por que um imperativo de consciência lhe diz que ele, dos que se apresentam disponíveis, ainda é o melhor. E eu concordo com ele.
Há quem ache que Soares devia ficar ter ficado em casa, talvez se sintam incomodados pela vivacidade que esse tal velho consegue ter em comparação com tantos que mais novos parecem velhos. Por mim, acho que o país precisava era de muitos “soares�, é que são de modelos como este que o país carece, e se há coisa que um Presidente da República deve ser, é um exemplo.
Mas acima de tudo, votar mais que um direito é um dever pelo qual Soares e muitos outros lutaram, e alguns morreram. Por isso, votem em quem votarem, não esqueçam da vossa quota de responsabilidade, não atribuam sempre a outros as culpas, não deixem de ir votar.

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Túneis&redes

Em pleno acto, ela diz:
- Pareces um telemóvel!
Ele pergunta:
- Vibro muito, não é ? ...
Ela responde
- Não, ao entrar no túnel, perdes rede ....

contribuição da Ana Rita Melo

...e com rede ou sem rede, já era tempo deste blogue entrar em 2006.
Mas para já, só dá para isto.

domingo, janeiro 01, 2006

Sexo puro e duro...

...com fotos, vídeos, louras, morenas, japonesas, indianas, orgias, bissexuais, bacanais, velhas, novas, casadas e solteiras, e mais muito mais...
Querias!!!
este post é só uma experiência, para ver o contador de usuários a disparar!

sábado, dezembro 31, 2005

Feliz 2006

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Que tenham uma grande noite e cuidado com os excessos!

Se as coisas falassem

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contribuição da Susana Martins, certamente surripado ao objectos.blogspot.com

2005 - In memorium

Publicado no jornal Cidade de Tomar de 30.12.2005

Este ano que agora se extingue, teve naturalmente momentos principais, foi ano de eleições autárquicas, e estes anos são sempre marcantes para a vida de um concelho.
A cidade viu abrir mais um pavilhão desportivo, e do qual efectivamente precisava, o Pavilhão Jácome Ratton, sito ao lado da Escola com o mesmo nome, e que para além de servir esta escola, serve também a comunidade e muito em particular o Sporting de Tomar. É aliás um exemplo de como deve ser feita a gestão de equipamentos e infra-estruturas; aqui, através da parceria entre a autarquia e o Ministério da Educação.
Fica por inaugurar, embora tenha já sido utilizado, o outro, o Municipal junto ao rio, e que ao contrário deste, é o exemplo de tudo o que não deve ser feito.
Soubemos já que o custo do estacionamento no parque que encerra por debaixo, será ao preço da chuva, mas a chuva poderá ser também o factor a determinar para quando vamos verdadeiramente ter o primeiro aquário subterrâneo para veículos automóveis, coisa certamente única neste ou noutro país.
Este ano foi também o ano do Parque de Estacionamento atrás da Câmara, outra excepcional obra de engenharia colocada ao serviço dos cidadãos tomarenses, e que mais não seja, deve provar que não há falta de estacionamento em Tomar, ou não estivesse ele sempre vazio. Excepção feita, ao que consta, nos dias de casamentos, em que a afluência às fotografias no jardim da várzea pequena, e por ser dia de festa, justificará os 80 cêntimos por hora.
Trânsito é enfim, algo que está sempre presente em Tomar, e este ano apesar de mais algumas obras, todas elas cuidadosamente planeadas e executadas, estou certo – como algumas novas rotundas, ou a sementeira de lombas que tanta polémica têm originado – o trânsito continua o caos que tem sido com tendência a agravar-se. E tal poder-nos-ia parecer estranho, numa terra que perde habitantes e que não tem grandes empresas, mas em verdade, seguramente, deve-nos é encher de orgulho, pois nós aqui podemos ser pequeninos e provincianos, mas temos trânsito ao nível das melhores capitais!
E porque continuamos no trânsito e nas estradas, há igualmente que assinalar algumas renovadas e ansiadas vias nas freguesias rurais. E 2005 é também o ano que marca o início do que resta do IC3 para que fiquemos ligados à Auto-estrada. Esperemos então que 2006, como estou certo, seja o ano da inauguração. Faltam no entanto, os bons acessos do IC3 à cidade.
Vimos também lá pelos inícios de Setembro aparecer as carrinhas vermelhas aí pela urbe, às quais se convencionou chamar de transportes urbanos, e os tomarenses tiveram a oportunidade de passear à borla durante 4 meses. Vejamos agora em Janeiro, quando supostamente passará a ser pago, como fica a afluência...
O Verão de 2005 foi também ano de incêndios. Tomar, mais uma vez foi um concelho bastante afligido, e por isso esperamos que em relação ao próximo ano algo esteja já a ser feito. Enfim, nesta época festiva, podemos desejar coisas bonitas...
2005 foi também mais ano em que diversos atletas tomarenses, em diversas modalidades, e em representação de vários clubes ou associações, granjearam títulos e admiração, o que vai provando que o que Tomar tem de melhor ainda são as pessoas. Mas às vezes...
Tomar, e o Convento de Cristo em particular, voltaram a ser palco de produções várias, mas Tomar e os tomarenses, continuam nas várias asserções da palavra, como meros figurantes.
Por falar em cinema e afins, este ano que termina, marcou também o fecho da única sala de cinema em Tomar, o cinema Templários, o que, no meu entender, também é sinónimo de como vai o cada vez mais fraco pulsar da vida tomarense. Ainda assim, a autarquia, e bem, prontamente colmatou a falha, sendo que começou já a passar cinema no Cine-Teatro Paraíso, que também se diga, não serve para muito mais que isso. Vamos ver se isso ao menos, ultrapassada a primeira e fracassada experiência, corre bem.
Enfim, 2005 não foi, no global, um ano bom para Tomar, os principais problemas do concelho ter-se-ão acentuado: a falta de desenvolvimento económico, a escassez de emprego, o preço da habitação, a burocracia e morosidade de muitos dos serviços que a autarquia presta, o custo da vida em Tomar, e a qualidade desta, que ao contrário do que se apregoa, e com efectivos casos pontuais, é no global, cada vez menor.
Ainda assim, porque além de tomarenses, somos portugueses, a par do pessimismo temos sempre o optimismo da esperança, ainda que este último dificilmente o confessemos, mas no fundo, sempre esperançados esperamos. Que o poder autárquico mude muito da sua postura, que ouça, que decida em consensos se os conseguir, que saiba respeitar o sentir e o viver nabantino. Que a autarquia passe a ser um ente facilitador, moderador, impulsionador
Que a oposição trabalhe como real oposição, mas trabalhe coerente, séria e responsavelmente. Que a política não seja um circo. O PS fá-lo-á.
E a todos nós cidadãos também cabe, como sempre, comprometimento. Que saibamos assumir as escolhas que fizemos; que saibamos ver e analisar, por entre os ruídos dos mitos e das falácias; que saibamos criticar e intervir, com seriedade, com acutilância, com inteligência. Que saibamos ser atentos, participativos, e coerentes, e percebamos que a responsabilidade pelas decisões acerca dos locais onde vivemos também é nossa. Tomar é a nossa terra, e não abdiquemos de sobre ela, ajudar a decidir. Todos assim ganharemos.
Em nome do Partido Socialista em Tomar faço votos sinceros, de um favorável 2006 para todos nós, pleno de sucessos e realizações.

terça-feira, dezembro 27, 2005

Zezé&Totó

- Ó Zezé, então já viste aquela da Assembleia Municipal aprovar uma recomendação à CP para a criação de um serviço que já existe?

- Ó Totó, então e depois isso é de admirar? Ou por acaso tu achas que eles andam de comboio?

sexta-feira, dezembro 23, 2005

Parece que...

... é Natal, caso ainda alguém não tenha dado por isso.
É certo que é a mais hipócrita das desculpas, das tantas que o Homem inventou para festejar. Mas também é certo que o espírito não deixa de ser envolvente, e no mínimo tem o condão de nos devolver aos sonhos e fantasias da criança que fomos, e que algures reside certamente em cada um de nós.
Ainda assim, não vou aqui desejar Bom Natal, que o Natal é um dia que mais ou menos filhós, não deixa de ser apenas mais um dia.
Difícil sim é um ano inteiro, e por isso o que importa ambicionar, é por um grande 2006 para todos nós.
Assim consigamos que seja.

quinta-feira, dezembro 22, 2005

Parece que...

... as sessões de cinema recomeçaram hoje em terras nabantinas.
Esperemos que a varinha mágica do Harry dos óculos à cromo agora cool com que a tela ressurgiu para a vida, ajude a que a coisa se mantenha por longo tempo.

domingo, dezembro 18, 2005

Ouvi algures...

... que devemos rir pelo menos trinta vezes por dia, é que além de exercitarmos sei lá quantos músculos, estamos a contribuir para prolongarmos por mais tempo a nossa juventude.
Assim, contribuindo também eu, e muito menos do que este blogue que agora recomendo, que é quem realmente teve o trabalho, não posso deixar de aconselhar uma passagem por lá.

Se há algo em que o protuguês é bom é a rir de si mesmo, por isso, clique no arioplano.

sexta-feira, dezembro 16, 2005

Aqui Posto de Informação

Meus caros amigos, jovens ainda sem rumo certo - o dinheiro não está fácil, mas estão fartos da casa dos pais, e os amigos estão fartos que ocupem a casa deles?

Fácil, estão disponíveis (aqui) as candidaturas ao IAJ (incentivo ao arrendamento por jovens)

Porque os blogues também servem para isto.
E não, isto não é nenhuma indirecta ao magote de gente que me ocupa a casa, em especial quando lá não estou (que é como quem diz, quase sempre).

quarta-feira, dezembro 14, 2005

QI

Mais uma daquelas com que me inundam o e-mail, mas pronto, como hoje estou de bom humor...

O famoso cientista Albert Einstein foi a uma festa.
Lá chegando foi ao encontro de uma pessoa e perguntou-lhe:
- Qual é o seu Q.I.?
- Ah, o meu Q.I. é 280, respondeu esta pessoa.
Então Einstein começou a falar sobre fisica quântica, biologia aplicada, etc.
Logo depois aproximou-se outra pessoa, e Einstein perguntou-lhe:
- Qual é o seu Q.I.?
O meu Q.I. é 150, respondeu-lhe este.
Então Einstein começou a conversar sobre administração, economia, e afins...
Aí, chegou uma terceira pessoa, e Einstein também perguntou:
E você, qual é o seu Q.I.?
E o sujeito respondeu: o meu Q.I. é 20.
Então Einsten falou:
Ah, então e como vão as coisas pela política??!...

não digo quem enviou esta, para não envergonhar a senhora

sábado, dezembro 10, 2005

A todos aqueles...

... que me parabenizaram nos últimos dias, relativamente à minha nova situação na política tomarense, o meu obrigado.
No entanto, não é para mim pessoalmente que devem desejar votos de sucesso, mas sim para o nosso concelho que amamos e que queremos ver melhor do que temos visto. Desejo sucesso sim, para todos e cada um de nós.
E por isso, todos são chamados a contribuir para esta causa colectiva, todos somos poucos, todos somos importantes.

Venham daí, façamos juntos esta caminhada!

Formas de passar o tempo num Hipermercado

ou, formas subversivas de passar por idiota

1. Agarra em 24 caixas de preservativos e põe em varios carrinhos, aleatoriamente, quando a pessoa estiver distraída.
2. Programa os despertadores para tocarem de 5 em 5 minutos.
3. Vai ao apoio a clientes e pergunta se te podem reservar um pacote de M&Ms.
4. Monta uma tenda na secção de campismo, diz aos outros clientes que vais passar a noite por la. Convence as pessoas a trazerem almofadas da secção textil e a juntarem-se a ti.
5. Quando um funcionario te perguntar se precisas de ajuda, começa a chorar e grita: 'Porque é que vocês não me deixam em paz?!?!!?!?'
6. Encontra uma câmara de vigilância e usa-a como espelho enquanto tiras macacos do nariz.
7. Procura uma faca de trinchar bem afiada. Leva-a contigo durante todo o percurso das compras e vai perguntando aos funcionários se ali vendem anti-depressivos.
8. Desliza pela loja com um ar suspeito, enquanto cantas o tema da 'Missão Impossível' .
9. Esconde-te atrás da roupa que está exposta em cabides e quando alguém estiver a ver os artigos grita 'ESCOLHE-ME! LEVA-ME PARA CASA!'
10. Quando alguém anunciar seja o que for no altifalante, deita-te no chão, em posição fetal, e grita: 'NÃOOOOO! As vozes! Outra vez as vozes!'
E, por fim: Vai ao provador de roupa. Fecha a porta, aguarda um minuto e depois grita:
'Onde é que está o papel higiénico????!'

contribuição da Bia Miguel

sábado, dezembro 03, 2005

Zezé&Totó

- Ó Zezé, já sabes que a Câmara de Tomar vai gastar mais de 30 mil euros no sistema de rega da rotunda dos bombeiros?

- Ó Totó, e isso é alguma admiração? Mais que isso tem gasto na rega da cibernética que nem relva tem!

quinta-feira, novembro 24, 2005

Pertinente

Se o porco tem 4 pernas... de onde virá o fiambre da perna extra?!...

Pergunta simples...

Qual destas aves é a fêmea?
contribuição do Pedro Antunes

Uma história de espírito natalício

A História do Anjinho da �rvore de Natal!

Há muitos anos véspera de Natal, o Pai Natal estava muito aflito porque ainda não tinha embrulhado as prendas todas, tinha uma rena coxa e outra constipada.
Desesperado foi beber um copo, chega à adega e não havia nada. Voltou à cozinha para comer alguma coisa e os ratos tinham comido tudo. Como se tudo isto não bastasse, a mulher avisa-o que a sogra ia passar o Natal lá a casa. O Pai Natal passou-se!
No meio do desespero, tocam-lhe à porta. Com a pressa de abrir a porta, tropeça, bate com a cabeça numa esquina da mesa e começa a sangrar abundantemente. Já verde de raiva, abre a porta e dá de caras um Anjinho dizendo com uma voz angelical:
- Olá Pai Natal! Boas Festas! Venho visitar-te nesta quadra tão feliz, cheia de paz e amor. Trago-te aqui esta �rvore de Natal. Onde é que queres que a meta?
Foi a partir daí que todas as �rvores de Natal passaram a ter um Anjinho no topo ...
contribuição da Dina Lopes

Imagem explosiva

Tem tudo para ser uma imagem "politicamente incorrecta", mas que fazer, gostamos de rir da desgraça alheia.

quinta-feira, novembro 17, 2005

domingo, novembro 13, 2005

ANIVERS�RIO
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.

Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui --- ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
(Nem o acho...)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!

O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!

Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça,com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado---,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...

Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...

O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...

�lvaro de Campos, 15-10-1929

É, parece que hoje neste domingo cinzento e com ameaças de chuva, envelheci mais um ano.
É a vida...

terça-feira, novembro 08, 2005

"Se queres que te compreendam bem, mantem-te assim calado"
citação dum Aníbal que conheço e não é esse, mas podia ser...

Assim vai...

A infanta Leonor já nasceu, já mostrou cara, já é famosa.
Ser famoso é uma profissão, ser político não.
Alguns famosos como o Marco Paulo foram à missa a Fátima. Acho que o Abrunhosa não foi porque diz que está aqui, mas devia de ir, que lá é que cantam bem.
Quem canta de galo é o Braga, já o Sporting habilita-se a recuperar a tradição de não cantar os reis.
Já não tem reis, mas tem rainhas do Carnaval, o Brasil, onde os portugueses estão em força a comprar casas. É a crise.
No Brasil ardem os bolsos de suborno e qualquer dia o Lula, em França ardem carros e qualquer dia o Chirac.
Lá pela França é obrigatório recolher, mas as galinhas mesmo com gripe ainda escapam, já não vão é ao mercado.
Na Serra da Estrela não há mercado, e galinhas só às vezes, mas já há neve.
1ª Companhia é que já não há - e é uma pena, não das aves, mas das outras, penas de penar. E agora, com que penas se deitam os portugueses sem a companhia da 1ª?, é esperar pela 2ª!
Santa TVI que não nos faltes, e dai-nos sempre a maravilha do teu entretenimento, mesmo se virares espanhola.
Não é espanhol mas quase, Saramago tem livro novo de morte intremitente.
Livro novo tem Baía e nada de Selecção.
E com esta selecção pequena, assim vai, grande Portugal e o Mundo assim-assim.

sexta-feira, novembro 04, 2005

"Não somos uma sociedade de informação, porque não somos uma sociedade de informados."
José Saramago, SIC Notícias, 3.11.05

segunda-feira, outubro 31, 2005

Sinais dos Tempos.

Já sei, já sei... sou pessimista, sou incorrecto, sou maldoso e maledicente, sou tudo tudo o que me quiserem chamar, mas...
Será que não quer dizer qualquer coisa, quando uma cidade como Tomar*, ao que parece até sem cinema vá ficar? Sim, é já a partir de Dezembro que se quisermos ir ao cinema temos que ir a grandes urbes como Ferreira do Zêzere ou ao Sardoal.
Em Tomar não, em Tomar um dia destes, distracção só na missa, e não convém ser muito optimista que até os padres vão embora...

* "quando uma cidade como Tomar" - Quando uma cidade como Tomar, o quê? Está visto que ainda nos achamos qualquer coisa, e na própria linguagem (todos) temos tiques de superioridade. Ora, são exactamente esses tiques que nos matam.

Está visto por que caminhos anda a "nossa superioridade". E, no entanto, há qualquer coisa que me diz sempre cá dentro, apesar do raciocíonio em contrário: - Hugo, esta é a tua terra e nela és feliz!, e encho-me de orgulho de ser tomarense.

Bolas, o ser humano é um bicho estúpido!

sexta-feira, outubro 28, 2005

Para descontrair...

ERA UMA VEZ...
Quatro funcionários públicos chamados Toda-a-Gente, Alguém, Qualquer-Um e Ninguém.
Havia um trabalho importante para fazer e Toda-a-Gente tinha a certeza que Alguém o faria.
Qualquer-Um podia fazê-lo, mas Ninguém o fez. Alguém zangou-se porque era um trabalho para Toda-a-Gente. Toda-a-Gente pensou que Qualquer-Um podia tê-lo feito, mas Ninguém constatou que Toda-a-Gente não o faria.
No fim, Toda-a-Gente culpou Alguém, quando Ninguém fez o que Qualquer-Um poderia ter feito.

Foi assim que apareceu o Deixa-Andar, um quinto funcionário para evitar todos estes problemas...

contribuição da Susana Martins

terça-feira, outubro 25, 2005

Como vai o mundo?

O mundo que temos como real tem-me levado tanto do tempo e da paciência, que ocorrência é o virtual algures andar aqui parado, suspenso como bicho hibernado ainda que não adormecido, e eu bem que queria aproveitar este raro momento nos momentos de agora, para por agora dizer qualquer coisa útil e pertinente, ciente no entanto que tudo o que me ocorre é como à guarda das redes, três normalmente tantos, podem afinal ser pouco mais que pouco...

Pronto, este é o meu post sobre futebol.

segunda-feira, outubro 17, 2005

E agora Tomar?

artigo publicado no jornal Cidade de Tomar de 14.10.2005

O resultado das eleições autárquicas foi o que sabem. Assim o quiseram os tomarenses.
O Partido Socialista perdeu, largamente, e saberá respeitar isso.
Ficaram bem expressas nestas eleições, de forma geral pelo país, qual é o perfil de autarca que os portugueses preferem.
Fico no entanto triste, quando oiço muitos queixarem-se como se não fossem igualmente responsáveis. Meus senhores, todos são responsáveis, e se há algo que estas eleições (falemos aqui só de Tomar) nos podem ensinar, é sobre essa responsabilidade: dos partidos, dos contestatários dos partidos, dos supostos independentes, das instituições, da comunicação social, dos cidadãos em geral, ou seja todos, quer os mais, quer os menos intervenientes na sociedade, têm responsabilidade nas escolhas e na direcção das escolhas, e por isso, responsabilidade nas consequências dessas escolhas.
É preciso que aceitem duma vez por todas que os políticos são o reflexo da sociedade em que vivem e não o contrário, é preciso que entendam que os actos dos políticos são legitimados por quem os escolhe, ainda mais quando o fazem repetidamente.
A democracia pode estar a atravessar um mau bocado, mas são os cidadãos que assim o querem.
Não considero no entanto que o projecto em que estive (e estou!) inserido saísse derrotado. Quem está certo do caminho, não se deixa abater por qualquer obstáculo.
O PS fez em Tomar um trabalho sério, apostou num excelente quadro de novos candidatos, apostou na renovação e na juventude, na formação, na entrega às causas e aos projectos. Foram cerca de 350 pessoas, militantes ou não, que acreditaram numa equipa e num projecto e deram a cara por eles.
O PS apresentou um trabalho aplicado, uma proposta capaz para o futuro de Tomar e quanto a nós correcta, para o desenvolvimento da cidade e do concelho. Os tomarenses não viram ou não quiseram isso, mas não é isso que nos faz desistir. A história não se faz dos desistentes e quem se julga certo não desiste, ou sequer abranda. Tomar precisa de todos, e certamente precisa dum PS forte e coeso. Esse PS existe novamente em Tomar, apesar dos desaguisados que já se adivinham, e cá estaremos para provar quem tinha razão.
Depois, o PS é a segunda maior força política do nosso concelho, é preciso que não se esqueça, com 52 autarcas eleitos, e com representantes em todas as juntas à excepção da Pedreira. O PS tem assim 30% dos autarcas eleitos.

Por isso, o PS sai destas eleições de cabeça erguida, porque os que se apresentaram sob o seu símbolo e os ideais que representa, o fizeram dando o seu melhor, e apresentado propostas e rumos novos, e novas formas de estar na política e de servir os outros. Não o quiseram os tomarenses.
Os tomarenses decidiram apostar novamente em quem nem sequer projecto apresentou – é que desculpem, mas alguém encontrou o programa do PSD? Mas se calhar é o PSD que está correcto, para quê apresentar um programa eleitoral, se isso nada interessa aos cidadãos? A prova é que até dão a vitória a quem não o faz e portanto com nada se compromete. Caros tomarenses, tenham a consciência que nada podem exigir ao PSD e a António Paiva, pois eles não apresentaram uma linha escrita de qualquer intenção. Mas claro, a culpa é dos políticos!
Depois, mostraram ainda os tomarenses, confiar mais que num projecto consistente, em projectos cheios de nada, e baseados no mito de um nome resguardado sob outro, colados pelo cuspo dos interesses, e que ruirá como um castelo de cartas como se provará. Mas claro, os políticos é que são maus.
Ainda assim, e apesar de já pouco crédulo, pedia algo simples: não venham depois dizer que não votaram, que não quiseram, que não suportam, que não entendem – cidadãos de Tomar, assumam as vossas responsabilidades, foi de todos nós a escolha!
Eu e outros entregámos as nossas disponibilidades, físicas, mentais, temporais, financeiras, por uma alternativa séria, por uma mudança possível. Apresentámos candidatos cuja premissa essencial era a sua disponibilidade, a sua lealdade, a sua seriedade e honestidade, a sua transparência. Visto está que não são essas as primeiras qualidades que os portugueses procuram nos políticos. Mas claro os políticos é que são maus!
Enfim, diz-se às vezes que cada um tem o que merece…
Muito bem, resta cumprimentar todos os eleitos, e os não eleitos que deram de si para um trabalho por todos, tanto nas listas do PS como nas outras. E não posso deixar de homenagear alguém em particular, alguém que se mostrou disponível quando outros “supostamente melhores� não estiveram; que mostrou coragem, quando outros mostraram cobardia; que mostrou ânimo quando outros mostraram desinteresse; que foi à luta independentemente da certeza do êxito; que mostrou força e verticalidade, mesmo quando lhe davam “aquelas� pancadinhas nas costas; que mostrou a lealdade, a seriedade e a honestidade que defendo como essenciais para quem está na vida pública e política.
Se no dia 9 alguém perdeu, não foi certamente Carlos Silva, esse foi até bastante vitorioso, é que, como se dizia numa mensagem que corria nesse dia, nem todos precisam de votos para ter amigos.

sexta-feira, outubro 14, 2005

Vamos lá a ver...

... se nos entendemos.

O sósia que "O Templário" arranjou como foto para acompanhar a notícia "Aluguer de quartos: mais oferta que procura", na sua edição de ontem, tem realmente umas semelhanças MAS NÃO SOU EU!!!!
(embora eu próprio tenha ficado confuso!)

acabem lá com as mensagens s.f.f....
o que é que eu tenho a ver com procura de quartos, a A.E. do IPT, ou "aquela" t-shirt?

quinta-feira, outubro 13, 2005

3

Um dia, uma dona de casa buscava gravetos para o fogão a lenha para fazer o almoço para sua família. Cortando o galho de uma árvore tombada, o seu machado caiu no rio. A mulher suplicou a Deus que a ajudasse.
Ele apareceu e perguntou: - Por que choras?
A mulher respondeu que o seu machado tinha caído no rio.
E Deus entrou no rio, de onde tirou um machado com cabo de ouro, e perguntou:
- É este o teu machado?
A nobre mulher respondeu: - Não, Deus, não é esse.
Deus entrou novamente no rio e tirou um machado com cabo de prata:
- É este o teu?
- Também não, respondeu a dona de casa.
Deus voltou ao rio e tirou um machado com cabo de madeira, e perguntou:
- É este o teu machado?
- Sim, respondeu a nobilíssima mulher.
Deus estava contente com a sinceridade da mulher, e mandou-a de volta para casa, dando-lhe os três machados como presente.

Um dia, a mulher e seu amantíssimo marido passeavam no campo quando ele tropeçou e caiu no rio. A infeliz mulher, então, suplicou a Deus por ajuda.
Ele apareceu e perguntou: - Mulher, porque choras?
A mulher respondeu que o seu esposo caíra no rio.
Imediatamente Deus mergulhou, tirou o Brad Pitt, e perguntou:
- É este o seu marido?
- Sim, sim, respondeu a mulher.
E Deus enfureceu-se.
- Mulher mentirosa!!! - exclamou.
Mas a mulher rapidamente se explicou:
- Deus, perdoe, foi um mal-entendido. Se eu dissesse que não, então o Senhor ia tirar o George Clooney do rio; depois, se eu dissesse que não era ele, o Senhor tiraria o meu marido; e quando eu dissesse que sim, o Senhor mandar-me-ia ficar com os três.
Mas eu sou uma humilde mulher, e não poderia cometer trigamia...
Só por isso eu disse 'sim' para o primeiro deles.
E Deus achou justo, e a perdou.

MORAL DA HISTÓRIA:
As mulheres mentem duma maneira que até deus acredita! :) :) :)

Contribuição da Sílvia Marques

segunda-feira, outubro 10, 2005

E agora TOMAR?

Assim quiseram, assim tiveram, é assim a democracia.
Espero que não comecem a queixar-se já daqui a pouco, e que não recusem a responsabilidade do voto que atribuiram, ou que não quiseram atribuir, ou que não acharam importante atribuir.

Responsáveis não são os políticos, somos todos.

quinta-feira, outubro 06, 2005

PROCURA-SE!!!

Concorre neste mui nobre e esplendoroso concelho de Tomar, certo partido que até já é poder, mas que pelo caminho perdeu algo que lhe deveria fazer muita falta: o programa eleitoral.
Alguém o encontrou, ou estão a passar cheques em branco?

segunda-feira, outubro 03, 2005

Hoje é dia Mundial da Arquitectura

Que em Portugal é comemorado como o dia nacional da lomba e da rotunda, e da "barraquinha" na duna da praia...