quinta-feira, novembro 24, 2005

Pertinente

Se o porco tem 4 pernas... de onde virá o fiambre da perna extra?!...

Pergunta simples...

Qual destas aves é a fêmea?
contribuição do Pedro Antunes

Uma história de espírito natalício

A História do Anjinho da �rvore de Natal!

Há muitos anos véspera de Natal, o Pai Natal estava muito aflito porque ainda não tinha embrulhado as prendas todas, tinha uma rena coxa e outra constipada.
Desesperado foi beber um copo, chega à adega e não havia nada. Voltou à cozinha para comer alguma coisa e os ratos tinham comido tudo. Como se tudo isto não bastasse, a mulher avisa-o que a sogra ia passar o Natal lá a casa. O Pai Natal passou-se!
No meio do desespero, tocam-lhe à porta. Com a pressa de abrir a porta, tropeça, bate com a cabeça numa esquina da mesa e começa a sangrar abundantemente. Já verde de raiva, abre a porta e dá de caras um Anjinho dizendo com uma voz angelical:
- Olá Pai Natal! Boas Festas! Venho visitar-te nesta quadra tão feliz, cheia de paz e amor. Trago-te aqui esta �rvore de Natal. Onde é que queres que a meta?
Foi a partir daí que todas as �rvores de Natal passaram a ter um Anjinho no topo ...
contribuição da Dina Lopes

Imagem explosiva

Tem tudo para ser uma imagem "politicamente incorrecta", mas que fazer, gostamos de rir da desgraça alheia.

quinta-feira, novembro 17, 2005

domingo, novembro 13, 2005

ANIVERS�RIO
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.

Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui --- ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
(Nem o acho...)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!

O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!

Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça,com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado---,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...

Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...

O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...

�lvaro de Campos, 15-10-1929

É, parece que hoje neste domingo cinzento e com ameaças de chuva, envelheci mais um ano.
É a vida...

terça-feira, novembro 08, 2005

"Se queres que te compreendam bem, mantem-te assim calado"
citação dum Aníbal que conheço e não é esse, mas podia ser...

Assim vai...

A infanta Leonor já nasceu, já mostrou cara, já é famosa.
Ser famoso é uma profissão, ser político não.
Alguns famosos como o Marco Paulo foram à missa a Fátima. Acho que o Abrunhosa não foi porque diz que está aqui, mas devia de ir, que lá é que cantam bem.
Quem canta de galo é o Braga, já o Sporting habilita-se a recuperar a tradição de não cantar os reis.
Já não tem reis, mas tem rainhas do Carnaval, o Brasil, onde os portugueses estão em força a comprar casas. É a crise.
No Brasil ardem os bolsos de suborno e qualquer dia o Lula, em França ardem carros e qualquer dia o Chirac.
Lá pela França é obrigatório recolher, mas as galinhas mesmo com gripe ainda escapam, já não vão é ao mercado.
Na Serra da Estrela não há mercado, e galinhas só às vezes, mas já há neve.
1ª Companhia é que já não há - e é uma pena, não das aves, mas das outras, penas de penar. E agora, com que penas se deitam os portugueses sem a companhia da 1ª?, é esperar pela 2ª!
Santa TVI que não nos faltes, e dai-nos sempre a maravilha do teu entretenimento, mesmo se virares espanhola.
Não é espanhol mas quase, Saramago tem livro novo de morte intremitente.
Livro novo tem Baía e nada de Selecção.
E com esta selecção pequena, assim vai, grande Portugal e o Mundo assim-assim.

sexta-feira, novembro 04, 2005

"Não somos uma sociedade de informação, porque não somos uma sociedade de informados."
José Saramago, SIC Notícias, 3.11.05

segunda-feira, outubro 31, 2005

Sinais dos Tempos.

Já sei, já sei... sou pessimista, sou incorrecto, sou maldoso e maledicente, sou tudo tudo o que me quiserem chamar, mas...
Será que não quer dizer qualquer coisa, quando uma cidade como Tomar*, ao que parece até sem cinema vá ficar? Sim, é já a partir de Dezembro que se quisermos ir ao cinema temos que ir a grandes urbes como Ferreira do Zêzere ou ao Sardoal.
Em Tomar não, em Tomar um dia destes, distracção só na missa, e não convém ser muito optimista que até os padres vão embora...

* "quando uma cidade como Tomar" - Quando uma cidade como Tomar, o quê? Está visto que ainda nos achamos qualquer coisa, e na própria linguagem (todos) temos tiques de superioridade. Ora, são exactamente esses tiques que nos matam.

Está visto por que caminhos anda a "nossa superioridade". E, no entanto, há qualquer coisa que me diz sempre cá dentro, apesar do raciocíonio em contrário: - Hugo, esta é a tua terra e nela és feliz!, e encho-me de orgulho de ser tomarense.

Bolas, o ser humano é um bicho estúpido!

sexta-feira, outubro 28, 2005

Para descontrair...

ERA UMA VEZ...
Quatro funcionários públicos chamados Toda-a-Gente, Alguém, Qualquer-Um e Ninguém.
Havia um trabalho importante para fazer e Toda-a-Gente tinha a certeza que Alguém o faria.
Qualquer-Um podia fazê-lo, mas Ninguém o fez. Alguém zangou-se porque era um trabalho para Toda-a-Gente. Toda-a-Gente pensou que Qualquer-Um podia tê-lo feito, mas Ninguém constatou que Toda-a-Gente não o faria.
No fim, Toda-a-Gente culpou Alguém, quando Ninguém fez o que Qualquer-Um poderia ter feito.

Foi assim que apareceu o Deixa-Andar, um quinto funcionário para evitar todos estes problemas...

contribuição da Susana Martins

terça-feira, outubro 25, 2005

Como vai o mundo?

O mundo que temos como real tem-me levado tanto do tempo e da paciência, que ocorrência é o virtual algures andar aqui parado, suspenso como bicho hibernado ainda que não adormecido, e eu bem que queria aproveitar este raro momento nos momentos de agora, para por agora dizer qualquer coisa útil e pertinente, ciente no entanto que tudo o que me ocorre é como à guarda das redes, três normalmente tantos, podem afinal ser pouco mais que pouco...

Pronto, este é o meu post sobre futebol.

segunda-feira, outubro 17, 2005

E agora Tomar?

artigo publicado no jornal Cidade de Tomar de 14.10.2005

O resultado das eleições autárquicas foi o que sabem. Assim o quiseram os tomarenses.
O Partido Socialista perdeu, largamente, e saberá respeitar isso.
Ficaram bem expressas nestas eleições, de forma geral pelo país, qual é o perfil de autarca que os portugueses preferem.
Fico no entanto triste, quando oiço muitos queixarem-se como se não fossem igualmente responsáveis. Meus senhores, todos são responsáveis, e se há algo que estas eleições (falemos aqui só de Tomar) nos podem ensinar, é sobre essa responsabilidade: dos partidos, dos contestatários dos partidos, dos supostos independentes, das instituições, da comunicação social, dos cidadãos em geral, ou seja todos, quer os mais, quer os menos intervenientes na sociedade, têm responsabilidade nas escolhas e na direcção das escolhas, e por isso, responsabilidade nas consequências dessas escolhas.
É preciso que aceitem duma vez por todas que os políticos são o reflexo da sociedade em que vivem e não o contrário, é preciso que entendam que os actos dos políticos são legitimados por quem os escolhe, ainda mais quando o fazem repetidamente.
A democracia pode estar a atravessar um mau bocado, mas são os cidadãos que assim o querem.
Não considero no entanto que o projecto em que estive (e estou!) inserido saísse derrotado. Quem está certo do caminho, não se deixa abater por qualquer obstáculo.
O PS fez em Tomar um trabalho sério, apostou num excelente quadro de novos candidatos, apostou na renovação e na juventude, na formação, na entrega às causas e aos projectos. Foram cerca de 350 pessoas, militantes ou não, que acreditaram numa equipa e num projecto e deram a cara por eles.
O PS apresentou um trabalho aplicado, uma proposta capaz para o futuro de Tomar e quanto a nós correcta, para o desenvolvimento da cidade e do concelho. Os tomarenses não viram ou não quiseram isso, mas não é isso que nos faz desistir. A história não se faz dos desistentes e quem se julga certo não desiste, ou sequer abranda. Tomar precisa de todos, e certamente precisa dum PS forte e coeso. Esse PS existe novamente em Tomar, apesar dos desaguisados que já se adivinham, e cá estaremos para provar quem tinha razão.
Depois, o PS é a segunda maior força política do nosso concelho, é preciso que não se esqueça, com 52 autarcas eleitos, e com representantes em todas as juntas à excepção da Pedreira. O PS tem assim 30% dos autarcas eleitos.

Por isso, o PS sai destas eleições de cabeça erguida, porque os que se apresentaram sob o seu símbolo e os ideais que representa, o fizeram dando o seu melhor, e apresentado propostas e rumos novos, e novas formas de estar na política e de servir os outros. Não o quiseram os tomarenses.
Os tomarenses decidiram apostar novamente em quem nem sequer projecto apresentou – é que desculpem, mas alguém encontrou o programa do PSD? Mas se calhar é o PSD que está correcto, para quê apresentar um programa eleitoral, se isso nada interessa aos cidadãos? A prova é que até dão a vitória a quem não o faz e portanto com nada se compromete. Caros tomarenses, tenham a consciência que nada podem exigir ao PSD e a António Paiva, pois eles não apresentaram uma linha escrita de qualquer intenção. Mas claro, a culpa é dos políticos!
Depois, mostraram ainda os tomarenses, confiar mais que num projecto consistente, em projectos cheios de nada, e baseados no mito de um nome resguardado sob outro, colados pelo cuspo dos interesses, e que ruirá como um castelo de cartas como se provará. Mas claro, os políticos é que são maus.
Ainda assim, e apesar de já pouco crédulo, pedia algo simples: não venham depois dizer que não votaram, que não quiseram, que não suportam, que não entendem – cidadãos de Tomar, assumam as vossas responsabilidades, foi de todos nós a escolha!
Eu e outros entregámos as nossas disponibilidades, físicas, mentais, temporais, financeiras, por uma alternativa séria, por uma mudança possível. Apresentámos candidatos cuja premissa essencial era a sua disponibilidade, a sua lealdade, a sua seriedade e honestidade, a sua transparência. Visto está que não são essas as primeiras qualidades que os portugueses procuram nos políticos. Mas claro os políticos é que são maus!
Enfim, diz-se às vezes que cada um tem o que merece…
Muito bem, resta cumprimentar todos os eleitos, e os não eleitos que deram de si para um trabalho por todos, tanto nas listas do PS como nas outras. E não posso deixar de homenagear alguém em particular, alguém que se mostrou disponível quando outros “supostamente melhores� não estiveram; que mostrou coragem, quando outros mostraram cobardia; que mostrou ânimo quando outros mostraram desinteresse; que foi à luta independentemente da certeza do êxito; que mostrou força e verticalidade, mesmo quando lhe davam “aquelas� pancadinhas nas costas; que mostrou a lealdade, a seriedade e a honestidade que defendo como essenciais para quem está na vida pública e política.
Se no dia 9 alguém perdeu, não foi certamente Carlos Silva, esse foi até bastante vitorioso, é que, como se dizia numa mensagem que corria nesse dia, nem todos precisam de votos para ter amigos.

sexta-feira, outubro 14, 2005

Vamos lá a ver...

... se nos entendemos.

O sósia que "O Templário" arranjou como foto para acompanhar a notícia "Aluguer de quartos: mais oferta que procura", na sua edição de ontem, tem realmente umas semelhanças MAS NÃO SOU EU!!!!
(embora eu próprio tenha ficado confuso!)

acabem lá com as mensagens s.f.f....
o que é que eu tenho a ver com procura de quartos, a A.E. do IPT, ou "aquela" t-shirt?

quinta-feira, outubro 13, 2005

3

Um dia, uma dona de casa buscava gravetos para o fogão a lenha para fazer o almoço para sua família. Cortando o galho de uma árvore tombada, o seu machado caiu no rio. A mulher suplicou a Deus que a ajudasse.
Ele apareceu e perguntou: - Por que choras?
A mulher respondeu que o seu machado tinha caído no rio.
E Deus entrou no rio, de onde tirou um machado com cabo de ouro, e perguntou:
- É este o teu machado?
A nobre mulher respondeu: - Não, Deus, não é esse.
Deus entrou novamente no rio e tirou um machado com cabo de prata:
- É este o teu?
- Também não, respondeu a dona de casa.
Deus voltou ao rio e tirou um machado com cabo de madeira, e perguntou:
- É este o teu machado?
- Sim, respondeu a nobilíssima mulher.
Deus estava contente com a sinceridade da mulher, e mandou-a de volta para casa, dando-lhe os três machados como presente.

Um dia, a mulher e seu amantíssimo marido passeavam no campo quando ele tropeçou e caiu no rio. A infeliz mulher, então, suplicou a Deus por ajuda.
Ele apareceu e perguntou: - Mulher, porque choras?
A mulher respondeu que o seu esposo caíra no rio.
Imediatamente Deus mergulhou, tirou o Brad Pitt, e perguntou:
- É este o seu marido?
- Sim, sim, respondeu a mulher.
E Deus enfureceu-se.
- Mulher mentirosa!!! - exclamou.
Mas a mulher rapidamente se explicou:
- Deus, perdoe, foi um mal-entendido. Se eu dissesse que não, então o Senhor ia tirar o George Clooney do rio; depois, se eu dissesse que não era ele, o Senhor tiraria o meu marido; e quando eu dissesse que sim, o Senhor mandar-me-ia ficar com os três.
Mas eu sou uma humilde mulher, e não poderia cometer trigamia...
Só por isso eu disse 'sim' para o primeiro deles.
E Deus achou justo, e a perdou.

MORAL DA HISTÓRIA:
As mulheres mentem duma maneira que até deus acredita! :) :) :)

Contribuição da Sílvia Marques

segunda-feira, outubro 10, 2005

E agora TOMAR?

Assim quiseram, assim tiveram, é assim a democracia.
Espero que não comecem a queixar-se já daqui a pouco, e que não recusem a responsabilidade do voto que atribuiram, ou que não quiseram atribuir, ou que não acharam importante atribuir.

Responsáveis não são os políticos, somos todos.

quinta-feira, outubro 06, 2005

PROCURA-SE!!!

Concorre neste mui nobre e esplendoroso concelho de Tomar, certo partido que até já é poder, mas que pelo caminho perdeu algo que lhe deveria fazer muita falta: o programa eleitoral.
Alguém o encontrou, ou estão a passar cheques em branco?

segunda-feira, outubro 03, 2005

Hoje é dia Mundial da Arquitectura

Que em Portugal é comemorado como o dia nacional da lomba e da rotunda, e da "barraquinha" na duna da praia...

domingo, outubro 02, 2005

Os debates locais

Ontem ouvi na cidade o debate entre cabeças de lista à Assembleia Municipal promovido pela rádio Cidade de Tomar.
À tarde ouvi também na rádio Hertz o debate entre cabeças de lista à Câmara. Aliás estive mesmo na biblioteca, pois o debate era público, mas não consegui estar muito mais que cinco minutos naquela feira de vaidades em que estava transformada a assistência.
Não vou comentar o conteúdo nem as posturas, nem rigorosamente nada em relação aos candidatos, tenho sim que comentar os moldes dos debates, em primeiro porque se deviam chamar monólogos.
As rádios têm que repensar os modelos para uma próxima vez, porque ter durante 3 horas 6 pessoas a falar, alguns 10 ou 15 minutos seguidos, é absolutamente desinteressante, e muito pouco contributivo para o esclarecimento dos cidadãos.

O que elas fazem...

... para nos desencorajar.

ELE: Posso pagar-lhe uma bebida ?
ELA: A bem dizer, prefiro que me dê o dinheiro.

ELE: Viva. Não nos encontrámos já uma ou duas vezes ?
ELA: Só pode ter sido uma. Eu nunca cometo o mesmo erro duas vezes.

ELE: Onde é que foi buscar tanta beleza ?
ELA: Devem-me ter dado a sua parte.

ELE: Quer sair comigo no próximo sábado ?
ELA: Lamento. Vou estar com dores de cabeça.

ELE: Essa carinha deve dar a volta a muitas cabeças.
ELA: E essa deve dar a volta a muitos estômagos.

ELE: Vá, não seja tímida. Peça-me para dar uma volta.
ELA: Está bem: vá dar uma volta.

ELE: Acho que eu a podia fazer muito feliz.
ELA: Como ? Vai-se embora ?

ELE: Que me diria se eu lhe pedisse para casar comigo?
ELA: Nada. Não consigo falar e rir ao mesmo tempo.

ELE: Pode dar-me o seu nome ?
ELA: Porquê ? Não lhe deram já um ?

ELE: Por onde tem andado, que só agora a conheci?
ELA: A esconder-me de si.

ELE: Não nos encontrámos já num lugar qualquer ?
ELA: Já. É por isso que nunca mais lá fui.

ELE: Esse lugar está vago ?
ELA: Está. E se você se sentar, este também.

ELE: O seu corpo é como um templo.
ELA: Lamento, hoje não há missa.

ELE: Se eu pudesse vê-la nua, morria de felicidade.
ELA: Se eu o visse nu, morria de riso.

contribuição da Ana Rita Melo

quarta-feira, setembro 28, 2005

algures em Paris II

Louvre, exterior







Sociedade de consumo

- Boa Tarde!
- Tarde....Diga
- Queria uma água com gás
- Fresca ou natural?
- Fresca.
- Com ou sem sabor?
- Pode ser de limão.
- Frieze limão, Castelo Bubbles, Carvalhelhos limão?
- Sei lá, traga-me uma qualquer...Frieze
- Frieze limão já acabou....Pode ser morango, tangerina ou maracujá?
- Esqueça...traga-me umas Pedras.....
- Fresca ou natural?
- Fresca.....
- Com ou sem limão?
- Sem
- Normal ou levíssima?
- Quem?
- Normal ou uma nova que saiu, que é mais leve....
- meu amigo, traga-me uma Bohemia e esqueça o resto....
- Sagres Bohemia não temos. Só temos normal, Preta e Zero
- Então traga uma Superbock
- Garrafa ou imperial?
- Garrafa.
- Superbock normal, Green, Twin ou Stout?
- Olhe... já perdi a sede....

contribuição do Duarte Pinto da Rocha

segunda-feira, setembro 26, 2005

... e ao pó voltarás.

Ontem foi dia Mundial do Coração.
Foi o coração que anteontem levou Fernando de Sousa, o vigoroso e empenhado candidato do PS à freguesia de Olalhas, Tomar.

Todos os dias a vida nos elucida sobre a sua fragilidade, e nós estamos normalmente, muito ocupados ou pouco interessados, para dela dar conta.

quinta-feira, setembro 22, 2005

.:Se de mim diverges não penses que me entristeces
pois na verdade, enriqueces-me:.



citação livre de
Antoine de Saint-Exupéry

quinta-feira, setembro 15, 2005

"O Gosto dos Outros"

(este post andou perdido, e agora, segunda 19, recolocado no seu devido lugar)

Enquanto esta Terça-feira comia uma sopa apertado num centro comercial de Santarém; enquanto um Elder se espalhava no chão deixando um rasto de batatas fritas em palitos e pedaços de frango por todo o lado; enquanto algumas teenageres ensaivavam desfiles imaginários a pensar certamente nos novos colegas do ano lectivo que começa; e três senhoras abastadas de idade de cremes e lacas e cigarros segredavam alto importantes informações do jet set local; um rapaz de vinte poucos anos falava efusivamente atrás de mim para uma jovem da mesma idade, sobre um tal concerto espectacular, que foi o melhor, uma coisa mirabolante, que tinha conseguido não sei quantos autógrafos, que foi demais, que tinha lá estado até às tantas, que nunca vira nada assim, que delirou, que, que, que...
15 minutos disto e eu a pensar: bem foi aos U2, ou a um daqueles festivais de verão, ou alguma coisa assim, grande.
Até que o rapaz depois daquele tempo todo menciona o nome da banda e diz: D'ZRT...
apeteceu-me virar para trás e espetar-lhe um par de estalos!
Ora, pois vinha eu ontem no carro a ouvir as notícias na rádio Hertz, e qual era uma das notícias em destaque, como se de algo muito importante se tratasse? O concerto a realizar ontem no Palácio dos Desportos em Torres Novas pelos... D'ZRT!

Será que estou velho?


23.9.2005 Adenda (para não dizer: "fazer o desenho"):

Sinto-me compelido a acrescentar estas linhas, depois de algumas das reacções recebidas, inclusive de pessoas que me conhecem muito bem, espantadas por eu estar a criticar o gosto de alguém.
Ter reacções é bom, é também para isso que escrevo, mas confesso que por vezes me espanto com algumas.
Evidentemente quem me fez essas críticas não percebeu o sentido do texto.
Tudo bem meus senhores, eu explico.

Naturalmente, que não era minha intenção tecer juízos de valor sobre este ou aquele gosto, quem sou eu para o fazer, ainda mais quando me habituei a ter gostos difíceis e muitas vezes incompreendidos?
Alusão imediata a isso é o título do post, "O Gosto dos Outros" citação que é título de um filme francês onde se aborda exactamente a diversidade dos gostos, para se chegar à conclusão, que todos somos livres de gostar do que entendermos, enquanto com isso não prejudicarmos a liberdade dos outros.
Exactamente o que penso.
Enfim, não é exigido que todos conheçam o filme, já ele destinado a pequenos públicos, e que portanto entendessem a mensagem deste título, mas o facto de estar entre aspas deveria alertar para o facto de ele não ser um simples título e querer dizer algo mais.
Todo o post é escrito numa forma irónica, com a descrição que é feita do cenário onde ocorre a conversa, e acho que isso também deveria ser indicativo do tom com o que escrevi.
Quando faço a comparação do "gosto do outro" com aquilo que supostamente deveria ser o seu gosto, uso inclusivamente um exemplo de que na realidade, embora reconhecendo o valor, até nem gosto, os U2.
E no fim, termino com uma frase que obviamente quer dizer muito mais do que aquilo que são as simples palavras. "Será que estou velho?" é a constatação do eterno generation gap, o conflito de gerações impossível de erradicar, e de que agora esta coisa de ser jovem, acabou. Pelo menos no sentido de que eu e os da minha idade deixámos de ser o fundo da hierarquia etária social, ou seja, atrás de nós existe, ou existem, já outras gerações com gostos, ideias, formas de estar próprias e diferentes das nossas.

O post é, não uma crítica à diferença, mas uma constatação da diferença, e a diferença é, naturalmente, o que nos enriquece enquanto humanidade.
Não posso no entanto ficar também um pouco surpreso (isto é ironia, convém explicar...) com essa súbita defesa das diferenças com que me criticam, como se essa cultura e progresso social até fosse comum nesta conservadora sociedade em que vivemos.

terça-feira, setembro 13, 2005

E o prémio para a melhor montra vai para...

Sim, sejamos justos, a sede de campanha mais interessante em Tomar, é sem dúvida a do CDS-PP. Ganha de duas formas, pela originalidade, e por ter posto a descoberto um edifício que há anos é exemplo de abandono na principal rua do centro histórico (ou cidade velha como eu gosto de lhe chamar), rua essa que agora é mais conhecida como a rua das sedes de campanha.

Mas o factor mais importante de tudo isto, é como de costume o que menos se fala.
Porque é que quase todos as candidaturas conseguem um espaço (e haveria mesmo espaço para todas se o quisessem), naquela que já foi a principal rua de comércio de Tomar?
Naturalmente porque o comércio tomarense de forma genérica, e na cidade velha em particular, faliu, e as lojas são, cada vez mais, espaços vazios há procura de um destino.

Convém consultar...

... o novo site do Parlamento Europeu.
Afinal, somos todos cidadãos da mesma Europa... mais ou menos.

segunda-feira, setembro 12, 2005

10 de Outubro

publicado no jornal Cidade de Tomar de 9 de Setembro

O dia seguinte. Ontem foi dia de eleições autárquicas.
Hoje é dia de descanso da grande azáfama e adrenalina de ontem e dos dias, semanas, meses que se antecederam. É também dia já de preparação das novas equipas, que na Câmara e nas Freguesias vão aplicar os novos projectos sufragados, e tentar aplicar o seu esforço na melhoria de vida dos cidadãos desta terra.
Não sei quem ganhou, existiam várias listas em disputa.
Sei que quem quer que tenha sido vai justificar essa escolha. O Povo é soberano, e por isso terá escolhido bem.
Terá escolhido certamente em primeiro lugar pelos atributos que julgo serem mais importantes nos políticos: a seriedade, a honestidade, a disponibilidade sincera, no amor à sua terra e aos seus próximos, e a vontade em trabalhar por e com eles. Afinal os cidadãos conheciam bem os vários candidatos em disputa, ou como é costume dizer num certo partido, as pessoas conhecem os protagonistas.
Sei que por entre o folclore das cores, dos papeis, das bandeiras, por entre os boatos e as histórias mal contadas, por entre o que sabem agora e o que sempre souberam, por entre as intrigas, por entre os títulos ou a falta deles, por entre as ideias pré-concebidas, sob o amontoado de todo o lixo, as pessoas souberam ver, souberam sentir quem é verdadeiro, souberam acreditar e ter esperança, na sua vontade de algo novo, mas seriamente diferente, as pessoas souberam “ver com olhos de ver�.
Sei que as pessoas escolheram conscientemente, analisaram as equipas, sabendo que o conjunto das pessoas é importante, e não apenas este ou aquele, ou os rostos que se vêm primeiro. Analisaram os programas, os projectos, souberam distinguir os que visam os interesses do concelho e dos cidadãos, dos projectos eventualmente “mais pessoais�; perceberam os que são mais sérios, mais consistentes, coerentes, trabalhados, e vão certamente depois, exigir, criticar, condenar ou aplaudir, em função dessas promessas.
Estou certo que os eleitos, no poder ou na oposição, agirão de acordo com essa escolha, e de acordo com os resultados expressos quem ganhou saberá ouvir e reunir os consensos possíveis, sendo ainda assim firme na governação; e quem perdeu não fugirá, não abdicará do seu papel de oposição. Sei que todos sabem que é o que acontecerá…
Estou certo que a votação ontem foi em massa, que as pessoas não abdicaram do seu direito e dever de votar, não recusaram a co-responsabilidade da escolha, e dos efeitos dessa escolha na sua vida futura.
Às vezes diz-se que as sociedades têm o que merecem, e por isso sei, que ontem escolheram para merecer mais, para merecer melhor.
Sei que ao longo destes quatro anos seguintes não vão poder atacar os candidatos eleitos, nem fazer-lhes críticas como se não tivessem votado neles, porque sabem que foram também responsáveis pela sua eleição, quer tenham votado, quer não.
Estou muito expectante e optimista, porque sei que hoje começa uma nova história para Tomar, inicia-se um novo percurso, e Tomar vai recuperar o brilho e glória de outros tempos, Tomar vai novamente fazer parte do mapa, vai estar no trilho do desenvolvimento, da modernidade, mas também no lote dos concelhos de prestígio, das cidades emblemáticas e referenciais deste país. E todos nós vamos viver melhor.
Porque todos nós respondemos à chamada; soubemos, de jeito humilde e disponível, ser mais um elemento da equipa, e sentimos Tomar como um Projecto de Todos Nós. E por todos nós, soubemos escolher, de entre nós, os melhores.
E assim, diferente no que deve ser diferente, e igual ao que igual deve ser, Tomar vai ser melhor.

sexta-feira, setembro 09, 2005

"Unidos Por Tomar"?!!

Bem, o próprio slogan nos diz, das coisas "novas" que dali podemos esperar!
Se tiverem tanto engenho para os problemas do concelho, como para "inventar" slogans originais...

O Futuro de Paiva

A avaliar pelas fotos e posses com que Paiva nos vai brindando, (veja-se por exemplo a desta semana na última página do Cidade de Tomar) somos claramente levados a pensar que já tem uma nova carreira em mente.

quinta-feira, setembro 08, 2005

Bem sei...

... bem sei, isto anda um pouco parado.
Mas que querem, não há tempo!

Mas pronto, faz de conta que o algures está em obras,
O que é bom sinal, assim teremos seguramente inauguração em breve...

quinta-feira, setembro 01, 2005

Sondagem

No Templário desta semana é pela primeira vez tornada pública uma sondagem para as próximas autárquicas, a qual me sinto obrigado a criticar. Não a sondagem em si, mas a forma como é feita.
Será válida em Tomar uma sondagem feita com 150 entrevistas? E com 76% de mulheres? (nós já sabemos em quem as mulheres votam...)
E então o rácio etário? E o rácio por freguesia?

Há no entanto nesta sondagem algo que me anima, a característica que os cidadãos acham mais adequada para um Presidente da Câmara é de forma muito destacada, a seriedade.
Se de facto assim for...

quarta-feira, agosto 31, 2005

Assim o quiseram, assim o têm.

Porque certos senhores se dão mal com a liberdade, e não percebem que ela pressupõe um mínimo de regras, a partir de hoje, todos os comentários neste blog passam primeiro pelo lápis azul.

domingo, agosto 28, 2005

Projectos...

Falam falam, mas a verdade é que parece que o PS vai servindo de modelo.
Se uns se 'inspiraram' quase à letra na nossa Agenda para o Desenvolvimento de Tomar para fazer os seus manifestos, outros aproveitam agora os principais motes da campanha.
É estranho ouvir a palavra Equipa dita por António Paiva.
Já o Projecto parece que é agora a grande bandeira de todos, mas se quanto a uns é evidente que o não têm (ou é um projecto muito pessoal...), já o slogan de Paiva que é qualquer coisa como Um Projecto de Futuro, parece igualmente estranho.
Esse projecto não devia ter começado há oito anos atrás? É que se não começo a acreditar quando me dizem que o candidato António Paiva e o Presidente de Câmara António Paiva, não são a mesma pessoa!

Presos de luxo

83 funcionários para 10 presos no Presídio de Tomar (no Público via Templário)

já estive em bem piores hotéis...

A nacionalidade de Adão e Eva

Um alemão, um francês, um inglês e um português comentam sobre um quadro de Adão e Eva no Paraíso.
O alemão disse:
- Olhem que perfeição de corpos: ela esbelta e esguia, ele com este corpo atlético, os músculos perfilados... Devem ser alemães.
Imediatamente, o francês reagiu:
- Não acredito. É evidente o erotismo que se desprende de ambas as figuras... ela tão feminina... ele tão masculino... Sabem que em breve chegará a tentação... Devem ser franceses.
Movendo negativamente a cabeça, o inglês comenta:
- Que nada! Notem... a serenidade dos seus rostos, a delicadeza da pose, a sobriedade do gesto. Só podem ser Ingleses.
Depois de alguns segundos mais de contemplação, o português exclama:
- Não concordo. Olhem bem: não têm roupa, não têm sapatos, não têm casa, só têm uma triste maçã para comer, não protestam e ainda pensam que estão no Paraíso.
Só podem ser Portugueses!!!!...........

contribuição da Sofia Lopes

terça-feira, agosto 23, 2005

Sobre o anonimato...

... na blogolândia, surripei este texto ao Bloguitica {post 1011}, para que não seja eu a dizê-lo...

«Acho curiosa esta necessidade que os portugueses têm de se refugiar no anonimato para expressarem as suas opiniões na blogosfera. Esta incapacidade, muito generalizada, de se assumir aquilo que se pensa, diz, ou escreve.
Obviamente, a razão directa deste receio em assumir as opiniões pessoais tem que ver com a recusa em assumir os custos, reais ou imaginários, que lhe estão associados. Independentemente das racionalizações que cada um possa fazer para justificar o seu caso pessoal, a verdade é que estamos sempre a falar de uma recusa ou receio em assumir as consequências do que se pensou, disse, ou escreveu.
Muito embora possa parecer irrelevante, esta questão toca numa das questões mais fundamentais de um regime democrático. Isto porque esta recusa em assumir os 'custos do pensamento' tem consequências no exercício da cidadania e na qualidade da democracia.
Na realidade, a opção pelo anonimato na blogosfera revela plenamente o défice de cidadania e a qualidade da democracia em Portugal.»

Claro que há outras questões, mais mesquinhas, como é possível ler e perceber em muitos dos comentários que aparecem neste blog, mas isso deixo para vocês comentarem...

segunda-feira, agosto 22, 2005

Estou triste...

... com os incêndios.
Parece que cada ano que passa, mesmo aumentando os meios de combate, o flagelo é pior.
E pior, é um certo sentimento generalizado de resignação que parece ir-se instalando na população portuguesa.
Também já me tocou à porta (ou dos meus pais, que é o mesmo), e não é a primeira vez, e sei bem a aflição, e às vezes o terror, que se sente.
Não há dúvida, é do senso comum, que muitos dos incêndios, ou grande parte, tem origem criminosa.
Mas também é preciso dizê-lo, que se muitos dos fogos tomam as proporções que tomam, também é muitas vezes responsabilidade de muitos de nós. É que o português, em muitas situações da sua vida, é muito bom a atribuir responsabilidades e culpas, e medidas para, mas ser parte dessas medidas, ou assumir também responsabilidades, é sempre muito mais difícil.
E no caso dos incêndios, há muita falta de responsabilidade na maioria dos portugueses. Basta ver como se encontram muitos dos campos, muitos dos pinhais, muitas até das casas, que se encontram por aí nestes fatídicos dias de chamas.
E depois, já se sabe, ó da guarda, ó da guarda, que a culpa é dos bombeiros, do governo, e do São Pedro que não manda chuva.

Estou maravilhado...

... com o CDS, tem um líder à altura. Tanto assim é que vai concorrer a todas as Câmaras Municipais do país.
Não?! Mas eu vejo fotografias dele por todos os concelhos por onde passo!

sexta-feira, agosto 19, 2005

Uns rastejam, outros caminham.

Eu só posso ficar contente pelo que este blog parece incomodar a algumas pessoas, e claro fico também feliz por contribuir para a ocupação de alguns desocupados, para não dizer desequilibrados mentais, que dedicam muito do seu tempo a poluí-lo com os seu vómitos de pura malévola e mesquinha cobardia.
Tal assim é que não só se escondem por trás de falsos nomes, como por vezes se apropriam de nomes sobejamente conhecidos para melhor tentar a confusão. Assim aconteceu hoje.
Qual não é a minha surpresa quando recebo hoje de tarde um telefonema do vereador Ivo Santos, a informar-me que alguém se fizera passar por ele neste blog, e claro o meu espanto acabou aí, de tão habituado que estou, a isso e muito mais.
Naturalmente apaguei já o dito comentário. E mais, ao ler o artigo de Ivo Santos hoje de manhã no Cidade de Tomar pensara até em tecer aqui algumas considerações quando surgisse a oportunidade, coisa que agora já não me apetece. Vou dizer antes o seguinte:
O vereador Ivo Santos é daquelas pessoas por quem nutro simpatia, apesar não concordar com muitas das suas opiniões, de não ser da sua linha ideológica, de ser aliás seu opositor nas próximas autárquicas, e principalmente por ser tão seguidista (desculpe o termo) do senhor António Paiva que nos desgoverna.
Ainda assim, já o disse, penso que ele foi o melhor vereador do último mandato, a única lufada de ar fresco na Câmara, e absolutamente injusto o lugar em que o PSD o colocou, que naturalmente o deixa de fora da próxima Câmara, e o qual muito honestamente sempre pensei que não aceitasse, não por falta de humildade sua, mas por sentido de justiça.
Caro Ivo Santos, embora batalhas se avizinhem, e ainda que alheio aos actos frustrados que muitos aqui tentam efectuar, aceite as minhas desculpas.
Os Homens �ntegros, que buscam a Verdade e a Justiça, e o melhor para os que os rodeiam e para o mundo em que vivem, assumem os seus actos e os seus ditos, não se escondem atrás de máscaras ou armadilhas, e eu sei que partilha deste sentimento.
Saíbamos, com a discussão de ideias, militantemente de cara descoberta, encontrar o melhor caminho para a nossa terra, o melhor futuro para a Tomar de todos.

quinta-feira, agosto 18, 2005

Questão pertinente.

A Câmara Municipal de Tomar ofereceu um passeio de comboio a Mortágua, a 950 idosos!
Mas, se o senhor Paiva se quer despedir dos tomarenses, será que não podia ao menos pagar do seu bolso?

Para descontrair dos incêndios.

Um fogo deflagrou num Monte Alentejano.
Os bombeiros foram imediatamente chamados para extinguir as chamas.
O fogo estava cada vez mais forte, e os bombeiros não conseguiam dominar as chamas.
A situação já estava a ficar fora de controlo, quando alguém sugeriu que se chamasse o grupo voluntário da Vidigueira.
Apesar de alguma dúvida quanto às capacidades e equipamento dos voluntários, seria mais uma forma de auxilio. Assim foi.
Os voluntários chegaram num camião velho, desgastado pelos anos e operações de combate.
Passaram em grande velocidade e dirigiram-se em linha recta para o centro do incêndio! Foram mesmo até ao meio das chamas e pararam. Estupefacta a população assistiu a tudo.
Os voluntários saltaram todos para fora do camião e começaram a pulverizar freneticamente em todos os sentidos. Como estavam mesmo no meio do fogo, as chamas dividiram-se, e restaram duas porções facilmente controláveis.
Impressionado com o trabalho dos voluntários da Vidigueira , o dono do monte respirou de alívio quando viu a sua herdade ser poupada à devastação das chamas. Na hora pôs as mãos na algibeira e passou imediatamente um cheque de 5000 euros à corporação voluntária.
Um repórter do jornal local perguntou logo ao comandante dos bombeiros:
- "5000 euros! Já pensou o que vai fazer ao dinheiro?"
- "Penso que é óbvio, não é?" - responde o comandante a sacudir a cinza do capacete...
A primeira coisa que vamos fazer é arranjar a porra dos travões do camião!!!"

Contribuição do Paulo Gaspar

quarta-feira, agosto 17, 2005

A inveja é uma coisa muito feia.

Não é o que dizem?
Mas há remédio para isso. Já agora, não penses que é com armadilhas e intrigas que me prejudicas.
E cuidado com esses truques que andas a fazer, é que sabes, a mediocridade deixa rasto.

terça-feira, agosto 16, 2005

Ao Nuno Marta...

... candidato pelo BE à freguesia de São João Baptista, a minha homenagem.
Porquê? Porque é nestes exemplos que vemos quem de facto pratica militância partidária, e quem está nos projectos porque acredita neles ainda que sem certezas, ou com a certeza das dificuldades desse projecto, e não esperando ganhar nada pessoal com isso, além da satisfação de trabalhar por alguma coisa.
Porquê o Nuno e não outro candidato do Bloco? Porque é fácil perceber porque é o Nuno candidato a uma freguesia que nem é a sua, e é essa entrega, essa disponibilidade que admiro, e que infelizmente nem sempre abunda. Porque o Nuno não tem problemas em afirmar a sua militância e sente nisso orgulho, e também isso começa a ser raro.
E se fosse alguém do PP, algo muito mais distante do meu posicionamento ideológico, não teria qualquer problema em fazer a mesma homenagem, porque acima de tudo, e nos tempos que correm em que parece bem dizer-se que se é independente, e que não se tem nada a ver com política, o que elogio é a capacidade, a tenacidade, a coragem em defender projectos, ideologias, causas, sejam ou não iguais às minhas.
É da discusão dessas diferenças que deve surgir algo melhor, e mais depressa confio em alguém que defende algo contrário a mim, mas com convicção e firmeza, do que alguém que agora está comigo, e depois já acredita noutra coisa, e mais tarde outra qualquer dá mais jeito.
A nossa sociedade está cada vez mais cheia de saltapocinhas oportunistas sempre em busca do seu interesse pessoal. Auto intitulados pessoas importantes, ou importantes sem alma criados por um interesse qualquer, mitos como alguns dos que temos na nossa comunidade burguesinha de iluminados a trabalhar para a plebe, que em verdade nunca provaram a sua validade, quando chamados à responsabilidade, escusam-se e fogem como conseguem, porque onde estão bem é na sombra ou nas costas de alguém aos saltinhos tipo emplastro a dizer: estou aqui, sou bom, não me ponham é à frente que agora não posso, estou ocupado, ou, isso não compensa!

Mais uma vez, parabéns ao Nuno Marta, e a todos, independentemente dos partidos, os que se apresentam como candidatos às próximas eleições autárquicas de 9 de Outubro, nessa mesma postura que aqui elogiei, e acima de tudo na militância do amor por este concelho onde vivemos e do qual somos de facto, dependentes.
Não posso claro, deixar de fazer referência ao facto do Nuno ser também da minha geração, e mais uma vez se perceber, que apesar dos exemplos que a geração que nos (de)formou nos dá, ainda conseguimos de facto, evoluir para algo melhor.
Vamos em frente, o futuro é por aí.

Dias agitados.

Para Agosto, e ainda por cima quente como este tem sido, não se pode dizer que as coisas andem calmas cá pelo burgo.
É como o meu blog, uma pessoa distrai-se uns dias, e quando cá volta, é a grande confusão, como demonstram os comentários ao post "País de anedota" um pouco mais abaixo. Só não percebo é porque quando falo de coisas importantes como o Dia Mundial da Juventude ninguém diz nada!...

Mas aguardem que eu mando já mais umas 'postas', é que é já, a seguir...

sexta-feira, agosto 12, 2005

Um artigo interessante...

... saído no Templário desta semana pela pena de João Mourão, que confesso, não me é estranho, mas não sei ao certo quem é, embora seja evidente a orientação ideológica. No artigo, entre outras coisas fala da difícil militância partidária para quem quer mudar alguma coisa.
Muita razão tem, mas falha em algo essencial: não é desistindo que se faz alguma coisa.
Abandonar é fazer o jogo dos que tudo querem manter.

Também no Templário, uma entrevista a António Jorge líder da JSD local. Concordo com muito do que diz, mas não posso de forma alguma concordar com a essência que se esconde na entrevista, a de passar a ideia que a JSD local é uma estrutura muito activa!
Ora, duma estrutura conivente com o poder local, era de esperar muito mais, ou não?
E depois meu caro António, não posso estar mais de acordo quando dizes que "Praticamente nunca dão a voz da razão aos jovens." Mas não achas que também cabe aos jovens lutar por ela?
E também aí é possível analisar os resultados do trabalho, basta comparar as várias listas às próximas autárquicas.

Hoje é o Dia Mundial da Juventude

Mensagem de Kofi Annan, Secretário Geral das Nações Unidas

Today, there are almost three billion people in the world under the age of 25.
More than half a billion of them live on less than two dollars a day. More than 100 million school-aged children are not in school. Every day, almost 30,000 children die of poverty. And 7,000 young people become infected with HIV/AIDS.
All that can be changed, if we work together to meet the Millennium
Development Goals.
The Goals were adopted five years ago by all the world’s Governments as a blueprint for building a better world in the 21st century. They represent a partnership.
Poor countries have pledged to govern better, and invest in their own people through health care and education.
Rich countries have pledged to support them, through aid, debt relief, and fairer trade.
Next month, Heads of State and Government will meet at the United Nations for the 2005 World Summit -- expected to be one of the largest gatherings of leaders ever. I believe we will have a once- in-a-generation opportunity to address some of the most pressing challenges of our era.
Leaders need to be reminded of their promise to translate the Millennium
Development Goals into reality. That is where young people like you come in. Your voices can hold leaders to those pledges-- at the 2005 Summit and beyond.
I know you will not accept a world where others die of hunger, remain illiterate and lack human dignity.
So please make sure your voices are heard. Make sure your generation is the one to defeat poverty.

quinta-feira, agosto 11, 2005

País de anedota

Realmente, num país onde a referência do status quo é a Lili, onde a televisão está cheia de cartomantes que explicam às pessoas como viver a sua vida, e de ilustres fazedores de coisa nenhuma que comentam os igualmente ilustres personagens das tão produtivas revistas cor de rosa; onde oTino de Rans canta e o Zezé Camarinha faz anúncios a gelados; não pode parecer estranho que um auto-intitulado militante de peso do PS local ache normal fazer parte duma lista contrária (também ela tão cheia de coisa nenhuma) e permanecer como militante do PS.
De facto começo a acreditar na história da geração rasca, duvido é que seja a minha.
A culpa é dos professores de Filosofia, a ética é um conceito demasiado subjectivo.

terça-feira, agosto 09, 2005

Regresso a Santarém

Não há tempo para escrever, por isso, e porque também sei fazer copy paste, aproveito o regresso a Santarém para relembrar outros tempos.


Por traje, o negro

Negros, negros
não enterram o passado
esperançam o futuro
negros, negros
manchados de esforço, estudo
risos sem compromisso
e também lágrimas!
Negros, negros
entranhados em nós como suor
e a nossa pele neles protegida, enobrecida
negros, negros!
Como as noites de boémia, estudantada
crisântemos brancos que não de morte, de vida, ao luar
pombas pardais, no negro iguais
e dias ressacados, ao nosso mocho protector
negros, negros, negros
agora os despedimos ingratos
na mão que treme ao ar no segurar a pasta
fitas cores, amizades amores
negros, negros, negros
abandonados, perdidos em estridente silêncio
refúgios de embriaguez
sabem agora a acre
ao fel da despedida
uma gota de saudade já caída
negros, negros negros, estendidos no chão
negros negros, negros
a praxar o coração.
Maio de 1999